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Zine Complexo em Movimento - n.41 - maio 2018

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ANO IV - EDIÇÃO Nº 41 SAMAMBAIA, DF

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O que é

valorize os artistas da sua cidade

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MAIO / 2018

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CCS Élton Skartazini nomeado pela Secretaria de Cultura para dirigir o Complexo Cultural Samambaia

Meu nome é ALAN MARIANO ( Parte I )

“Que tal conhecer, colaborar e fazer parte da construção do CD Negridade? ” Marcelo Café

Seja um colaborador deste zine! Envie-nos sugestões de conteúdo sobre a arte e cultura de Samambaia. E-mail: zcmovimento@gmail.com Imprima cópias do zine e distribua na sua comunidade.

Baixe o arquivo em: www.ZCMOVIMENTO.com.br


EDITORIAL

notícias boas ficam melhores ainda se forem compartilhadas! Caro Leitor,

EXPEDIENTE:

Você tem em mãos nossa edição de número 41, isso quer dizer que são quase 5 anos de trabalho em favor da cena cultural da nossa região. São 41 edições repletas de informações culturais, contemplando os mais diversos artistas e agentes culturais da nossa cidade e do DF, até mesmo as várias Instituições Sociais, com seus projetos em prol das crianças, jovens e adultos foram relatadas. Muitos poetas, escultores, cantores, bandas, palhaços, escritores e demais personagens da nossa cena cultural foram retratados em cada edição mensal deste veículo alternativo e independente de comunicação, que é o Zine Complexo em Movimento. Trabalho este, feito com muito esmero e talento dos nossos aguerridos colaboradores, que formam nossa equipe de trabalho.

São eles: Ilton Barbosa, Demontiez Marques, Danne Strauss, Sarah Zanina, Nailan Barbosa e Elisa Borges, que fazem este trabalho acontecer. Nesta edição prestigiamos nosso amigo Marcelo Café, que está lançando um novo EP; informamos sobre a nomeação do Conselheiro de Cultura Élton Skartazini, como diretor interino do Complexo Cultural de Samambaia, que está prestes a ser inaugurado. Estamos passando também algumas informações sobre a Lei de Incentivo à Cultura, que proporciona acesso a recursos financeiros de empresas particulares para projetos culturais do DF. Conheça um pouco do trabalho da banda Dia Urbano, do cantor Wagner Gamma, Narixx, Alan Mariano e muitos outros. Tenha uma boa leitura e passe à frente quando terminar! Abraços, Ilton Barbosa

Editores: Demontiez Marques, Ilton Barbosa (61 98474-2193) Diagramção: Nailan Barbosa - Fotografia: Elisa Borges Revisão: Danne Strauss - Assistente de Produção: Sarah Zanina Todas as edições disponíveis em: Issuu.com/zinecomplexoemmovimento


REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

CONSELHO CULTURA SAMAMBAIA Terça feira, 08/05/2018, 19:30h, na Administração Regional. Presentes: Demontiez Marques, Marília de Abreu, Nilson Souza, Liliana Vieira, Orlando da Silva, Marcus Carvalho, Lady Laura, Edmar Pereira e Élton Skartazini (conselheir@s); Jadiel Teles, Claudeci Martins e Rodrigo Xavier (Administração Regional - RA XII/DF); Miguel Mariano, Domício Chaves, Caio Cesar, Laura Cristina, Marcelo Manzatti, Adriano Candango, Darlan Ribeiro e Cícero de Oliveira, (Comunidade); Jimy da Silva e Aurimar Fidelis (liga quadrilhas juninas do Acre). Total: 22 pessoas. O motivo desta Reunião Extraordinária foi a solicitação da Secretaria de Cultura ao Conselho Regional de Cultura de Samambaia, que indicasse o diretor do Complexo Cultural Samambaia, bem como para tratar de estratégias referentes ao edital de contratação de entidade gestora desse espaço destinado ao fazer e usufruir artístico e cultural. Houve

amplo e intenso debate analítico sobre o perfil e responsabilidade d@ ocupante do cargo. Candidataram-se Darlan Ribeiro (Raper), Miguel Mariano (bonequeiro), Domício Chaves (poeta) e Élton Skartazini (artista plástico e jornalista). Tod@s presentes tiveram direito a voz e voto nesta indicação. Por fim, se confirmou o nome do conselheiro de cultura Élton Skartazini, que deverá ser nomeado pela Secretaria de Cultura/DF, para dirigir o Complexo Cultural Samambaia, na fase inicial. Tod@s @s participantes desta Reunião Extraordinária foram informad@s que a Secretaria de Cultura/DF lançará um edital para contratar a entidade gestora da programação do espaço. O Conselho Cultura Samambaia participa diretamente da elaboração e realização desse edital. Demais assuntos neste âmbito foram tratados na 280ª Reunião Ordinária, ocorrida no dia 15/05/2018.

As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 06/02/2018. Acesse o relatório em http://blogccs.wordpress.com


WAGNER GAMMA EU, WAGNER GAMMA, CANTOR E COMPOSITOR SOLO DE MÚSICA REGGAE E TRABALHO COMO MÚSICO NAS NOITES DE BRASÍLIA E NA CIDADES SATÉLITES...

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inha história começa em 2004, 14 anos atrás, éramos um grupo de amigos que gostávamos de reggae, daí começamos a brincar com a música. Não tínhamos objetivo, mas com o passar do tempo, foi se tornando um trabalho sério e então decidimos formar um grupo que se chamava Mariroots. Ensaiávamos na casa do baterista e lá começamos a desenvolver um repertório. Mas a formação não continuou a mesma, continuaram apenas o vocalista e o baixista que levaram adiante um novo projeto chamado OS FILHOS DA LUTA. Com experiência adquirida ao longo deste tempo, começamos a desenvolver novas músicas. E então, decidi criar um trabalho solo, voltado a misturas de ritmos jamaicanos como ska, rhythm & blues, rock steady e o próprio soul, desenvolvendo canções inovadoras, autênticas, revelando o que existe em cada esquina, em cada bairro, mostrando para as pessoas a realidade do nosso mundo, onde os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Wagner gamMa & Os Filhos da Luta Deived Cawboy e Wagner

1° formação (2006)

3ª formação

formação atual

Produção: (61) 9.8590-0623 wagner.gama@yahoo.com.br

WAGNER GAMA Visite também: www.myspace./wagnergamareggae Para baixar nossas músicas acesse o site: palcomp3.com/wagnergama


Projeto FRAGMENTO O

Brasiliense Cleuberth Choi com mais de 10 curtas metragens que foram exibidos em mais de 80 festivais de cinema no Brasil e no mundo, está no projeto “FRAGMENTO” com “Oficina de animação” para os jovens do CEF da 411 de Samambaia. Para ele está sendo muito gratificante. Sua última passagem com trabalho cultural em Samambaia-DF foi em 1999, quase 20 anos atrás no Parque Três Meninas. O projeto atual poderá ser apresentado para mais de 300 jovens com 3 arte-educadoras.

No Facebook: Tinyurl.com/cleuberthchoi - Bit.ly/fbsn411 No Youtube: Youtube.com/user/cleuberthchoi/

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Parceiros Zine


Marcelo Café

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antor e compositor, nascido em Niterói –RJ, morador de Ceilândia há mais de 30 anos. Aprendeu a tocar violão e bateria ainda criança. Da adolescência para a idade adulta, fez parte de companhias de teatro e frequentou oficinas pela cidade Brasília, integrou a companhia de Grupo de Artes Cênicas do Terceiro Mundo, participando do Festival de Teatro Entepola, na Argentina, onde além de atuar ministrou oficina de capoeira. Fez parte de várias bandas de Rock na cidade, integrando-as como baterista. Depois de um show em Curitiba, na década de 90 com a Banda Psycho Shadows, resolveu fazer aquilo que pulsava em suas veias, cantar. Em entrevista ele conta um pouco sobre seu trabalho: ZCM - Você já teve banda de rock e hoje é um dos expoentes máximos do samba em Brasília, como foi essa transição? Marcelo - Sim, já tive banda de rock, compus pelo menos umas três bandas de rock na Ceilândia e em Brasília. O rock, na minha adolescência, era inerente aos jovens, à rebeldia. O samba sempre esteve presente na minha vida, mas sempre foi negado, assim como quase tudo relacionado à cultura negra no Brasil. Então, faço relação do meu processo de transição com o livro Tornar-se Negro, de Neuza Santos Souza. A gente não nasce negro no Brasil e as relações sociais é que nos fazem perceber nossa condição de negro. Ter consciência disso hoje me faz uma pessoa melhor, presente, Empoderado e saber da minha importância na sociedade. O Samba me fez respirar essa negritude, estar próximo dos meus. ZCM - Em suas letras você fala de empoderamento das pessoas negras. Como você vê esta questão atualmente? Marcelo - Temos muito a caminhar ainda.

Porém, tenho a ciência de que já caminhamos muito, mas não o suficiente nas questões raciais no Brasil. Primeiro, não aceitamos o racismo e a exclusão social que os negros brasileiros sofrem. Nós tivemos um processo muito importante de inclusão nos últimos 13 anos, nos governos PT, mas estamos sofrendo um retrocesso e ainda não temos uma discussão séria sobre relações étnico-raciais nas escolas e nas faculdades. Temos muito problema de representatividade, de racismo institucional, da representação do negro como indivíduo e partícipe da sociedade. Sobretudo, a mulher negra, ainda de corpo erotizado, desrespeitado e refém da estética branca. Temos muito a caminhar e nos juntamos como pretos e pertencentes da nossa ancestralidade ZCM - Quem são os artistas que influenciaram ou influenciam seu trabalho? Marcelo - Me influenciam Luiz Melodia, Marku Ribas, Sandália de Prata, Paulinho da Viola, Ivone Lara, João Bosco, João Nogueira, Clara Nunes, Clube do Balanço, Candeia… ZCM - No novo trabalho intitulado “Negridade” o que podemos esperar de som? O que vai misturar nesse caldeirão de melodias? Teremos participações especiais? Marcelo - No novo trabalho, quero falar da estética negra, da beleza negra, da mulher negra, do nosso pertencimento em nossas práticas culturais, do nosso cabelo crespo que é lindo com muito samba e samba-rock. Procuramos neste trabalho arranjos dançantes, experimentando novas formas de cantar, acrescentamos coro feminino que está maravilhoso. Lançamos a música A Revolução é Preta dia 13/05 e está disponível no YouTube e no SoundCloud. ZCM - Deixa um recado pra galera que quiser e puder ajudar o projeto “Negridade”. Marcelo - Olá pessoas, como estão? Você já pensou em apoiar o trabalho de um artista de sua cidade? Conhece o trabalho de Marcelo Café? Que tal conhecer, colaborar e fazer parte da construção do CD Negridade? Chega mais com a gente, no link do Catarse (catarse.me/marcelocafe) e festejar nossa negritude, nossa brasilidade e a música autoral de Brasília. Por: Danne Strauss

Contatos: Facebook.com/pg/cafecantor marcelocafecantor@gmail.com (61) 9.8629-2171


nome Dia Urbano - a letra “D” do Danne Strauss, o “I” de Ilton Barbosa e o “A” do André Fonseca, ideia da namorada do Danne, Sarah Zanina, que de vez em quando faz participação especial como vocalista. No Contra-baixo Ilton Barbosa, André Fonseca na Bateria e Danne Strauss, no violão e voz. Esse power trio vem se apresentando nos bares de Samambaia, Ceilândia e Taguatinga, com músicas autorais e covers. Recentemente tocaram no Espaço Cultural Túnel do Tempo e em Junho tocarão no Tapera Pub (dia 9), Remanescentes das bandas Estereofonia marcando presença também na e Fagia (ambas de Samambaia, DF), Ilton 34ª Feira do Livro de Brasília, Barbosa e André Fonseca se unem a Danne no shopping Pátio Brasil. Strauss, formando assim a banda Dia Urbano, em fevereiro de 2017. Com o propósito inicial de fazer apenas um tributo à Legião Urbana, perceberam que a sinergia entre eles poderia levar o trabalho a durar por mais tempo e, começaram a compor novas músicas além de trabalhar arranjos novos para as canções que o Danne já possuía. A partir da letra inicial do nome de cada um dos integrantes, pensaram no

Contatos para eventos: Danne Strauss: (61) 99610-4680 Ilton Barbosa: (61) 98474-2193 André Fonseca: (61) 98472-4001 Facebook.com/bandadiaurbano Instagram: @dia.urbano

E-mail: bandadiaurbano@gmail.com


-Narixx (A.k.a. Wescley Costa)

Natural de Formosa-GO, traz um som que baila entre o Rap e o Rock dentre outros estilos, com letras que tratam de temas como autoconhecimento, revolução, combate ao preconceito e a discriminação e vários outros assuntos polêmicos (ou não) e do nosso cotidiano. Em entrevista ao Zine Complexo em Movimento, Narixx conta um pouco sobre sua trajetória. ZCM - Quando você percebeu que era artista? Qual foi o “start”? Narixx - Na verdade, hoje percebo que desde criança eu já tinha a veia artística, digamos assim. Desde a 3ª série, já brincava de “show de calouros” na escola, desenhava, escrevia paródias etc, mas como minha família sempre foi de baixa renda, esse tipo de coisa era considerado apenas como diversão e pra quando tivesse tempo (se tivesse), então até tentei ter banda e cantar rap na adolescência, mas acabei desistindo pois não tinha grana pra comprar instrumentos e nem pra pagar aulas, e também precisava estudar e trabalhar. E assim passei anos da minha vida, e somente agora depois dos 30 (estou com 37 anos hoje), saindo de uma depressão, que parei e enxerguei que eu sou um artista, e então me aceitei e me reconheci como tal e comecei a dedicar à minha carreira. ZCM - Onde a arte já te levou? E onde espera que ela te leve? Narixx - Até o momento, posso dizer que a arte me levou a estar vivo. Quando me descobri com depressão, a arte foi e está sendo crucial na minha recuperação.No mais, não sei onde

espero que ela me leve de fato, mas espero levá-la aos quatro cantos do mundo, afinal, sonhar é de graça né! Hahahahaha! ZCM - Quais são os artistas que influenciam seu trabalho? Por que? Narixx - São vários, e por vários motivos… Me espelho muito em artistas que levam a vida artística não só como uma forma de ganhar dinheiro, saca, mas que também tem um papel significativo na sociedade, artistas que nos fazem pensar e evoluir, por exemplo o Eddie Vedder e o Pearl Jam, Pink Floyd, U2, a Lorde, Akua Naru, Eminem, Mano Brown, Criolo, Gabriel O Pensador, Emicida, Kendrick Lamar e mais um monte de gente foda aí… ZCM - Descreva a sensação de subir ao palco e expressar seu conteúdo e sua vivência através das músicas e poesias. Narixx - É a melhor sensação que já experimentei! Saber que você tá ali pra passar sua mensagem e ver que estão prestando a atenção em você, é mágico! Sensação de dever cumprido, eu acho… Hehehehehe! ZCM - Como você vê o cenário artístico independente da sua cidade? Narixx - Ah, temos muito o que aprender ainda por aqui. Vejo uma cena muito imatura, muitas panelinhas, intrigas, mas em contrapartida também tem muita união, colaboração. Então penso que estamos no caminho, mas ainda temos muito o que amadurecer. ZCM - Conte qual foi a situação mais inusitada em sua carreira, seja uma aventura, cilada, encrenca, comédia etc. Narixx - Ainda não tive nenhuma situação assim, até então, foi tudo tranquilo dentro da normalidade… Mas espero ter muitas pra contar numa próxima oportunidade aqui!! hehehe Por: Danne Strauss


valorize os artistas da sua cidade Uma cena cultural forte, depende muito de diversas mudanças de mentalidade. Acima de tudo, de criarmos e estabelecermos uma cultura de valorização das bandas e demais artistas da nossa região. A união entre os artistas realmente engajados em prol do fortalecimento da nossa cultura, o apoio dos comerciantes locais e lojas especializadas, contando com um público que valorize os artistas locais, principalmente daqueles que se esforçam para produzir material autoral de qualidade, são pontos primordiais desse processo.

CONTAMOS COM VOCÊ!


A Lei de Incentivo à Cultura (LIC) é uma lei criada pelo Governo, que garante a destinação de recursos financeiros de empresas particulares para o financiamento de projetos culturais. É um mecanismo de apoio à produção e difusão da arte, manifestações culturais e entretenimento de qualidade. É uma maneira de incentivar a economia criativa da nossa cidade, em parceria com a Iniciativa Privada, por meio de isenção fiscal. Os artistas e agentes culturais devem elaborar seus projetos e encaminhá-los à Secretaria de Cultura. Os projetos passam então, por uma avaliação e, se aprovados são apresentados às empresas particulares interessadas em disponibilizar seus recursos financeiros para apoiar projetos culturais. As empresas interessadas em patrocinar estes projetos, são beneficiadas com abatimento destes valores nos impostos que pagam ao Governo (ICMS ou ISS), ou seja, parte do dinheiro que a empresa utilizaria para pagar impostos ao Governo, poderá ser utilizado para financiar projetos culturais. Todas as informações sobre como fazer para conseguir obter estes recursos para o seu projeto, estão no site da LIC. Há um passo-a-passo a ser seguido para conseguir concluir todo o processo de elaboração do projeto. Informações: (61) 3325-6250 ou (61) 3325-6106 Secretaria de Cultura Anexo do Teatro Nacional E-mail da LIC: lic@cultura.df.gov.br Site da LIC: lic.cultura.df.gov.br Site da Secretaria de Cultura: www.cultura.df.gov.br

FLUXO DE TRABALHO


Meu nome é ALAN MARIANO ( Parte I )

1) Como se deu seu primeiro contato com a dança? Conheci a dança através do teatro. Comecei no teatro com 10 anos, fiz uma oficina com meu tio Miguel Mariano e após isso também fiz oficinas com Verônica Moreno, participei de diversas edições da Paixão do Cristo Negro. Foi no 1ª Auto de Natal Popular que conheci as danças populares, durante a preparação do espetáculo tivemos aula com Marconi Simões de diversos ritmos populares. Daí comecei a me interessar pelas danças populares, mas também tive contato com outras vertentes de dança através de Willy Costa que coreografava na Paixão do Cristo Negro. Com o tempo passei a dançar mais do que atuar. 2) Optando pelo ritmo tradicionalmente carnavalesco, o Frevo, você se identifica com outros ritmos? Estudo e conheço algumas danças populares, mas encontro no frevo um lugar de experimentação que gosto muito e consigo trabalhar dentro do frevo passos de outras danças, e também trago muito da interpretação para dentro da dança. Costumo dizer que o Frevo não é só no carnaval, Frevo são 365 dias no ano. 3) Já ouvi bandas de frevo executando arranjos jazzísticos e dançarinos executando passos mais clássicos, os tradicionalistas resistem em aceitar mudanças, afirmam que estão deturpando um segmento cultural, cultura de raiz, mais exatamente do estado de Pernambuco. Você concorda? Se observarmos a história do frevo, veremos vários exemplos de misturas, nos passos podemos ver influência da capoeira, de filmes hollywoodianos e outras danças. Hoje vemos passos de frevo no funk e na quadrilha. Esses encontros sempre aconteceram, acredito que há espaço para todos no frevo, acho importante esse encontros de novos jeitos de se

dançar, tocar e fazer frevo, a renovação e inovação são importantes, não deixando de lado as formas clássicas, acho que uma não exclui a outra. O frevo nasceu do improviso, da muganga e da brincadeira, negar esse lugar de experimentação e de diálogo com outros ritmos e negar a própria história do frevo, em minha opinião. 4) Dançar frevo requer disciplina e preparo físico, quanto tempo você se dedica a esta atividade? Assim como um jogador de futebol ou um bailarino clássico, o frevo também requer muita disciplina e preparo físico. O passista precisa estudar a dança e a música, e é preciso ter um bom preparo físico, principalmente para o carnaval, geralmente fazemos um percurso que dura algumas horas. 5) Qual sua técnica para executar os passos com perfeição? Acredito que o processo de ensaio e pesquisa é importantíssimo, para se chegar a “perfeição”. Hoje agrego técnicas que tenho contato no curso de Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Brasília- IFB, além de experiências de outros grupos que já fiz ou faço parte, tento trazer esses ensinamentos não somente para o frevo, mas para todas as danças que conheço e pratico. Continua no próximo Zine Complexo...


TIRINHAS RETIRADAS DA INTERNET


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