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Zine Complexo em Movimento - n.42 - junho 2018

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ANO IV - EDIÇÃO Nº 42 SAMAMBAIA, DF

JUNHO / 2018

ovimento

Isadora Santos As Olindas

Gilson Alencar

O que é ser artista? Denilson Denilson Bhastos Bhastos Seja um colaborador deste zine! Envie-nos sugestões de conteúdo sobre a arte e cultura de Samambaia. E-mail: zcmovimento@gmail.com Imprima cópias do zine e distribua na sua comunidade.

Baixe o arquivo em: ZCMOVIMENTO.com.br


EDITORIAL

gratos pela leitura Nesta 42ª edição,

fique atualizado com as ações do Conselho de Cultura, saiba que a edição do Circuito Brasília Junina será gerida pela Associação Espaço Imaginário Cultural importante ponto de cultura, localizado na QS 103 em Samambaia Sul leia a 2ª parte da entrevista com o dançarino Alan Mariano; a Banda Umbraum da cidade de Formosa nos contempla com um breve relato sobre sua trajetória. Você sabe o que é ser artista? Leia a matéria e tire suas conclusões. Na matéria “Uma Invasão Silenciosa”, convidamos-lhes a fazer parte de um mundo melhor, tendo por base, a humildade e o autoconhecimento. Em resumo: Inventário moral.

EXPEDIENTE:

Em entrevista ao ZCM, Isadora, Denilson Bhastos e Gilson Alencar, contam como se envolveram com o mundo musical, como se mantém ativos em seus projetos pessoais e o

quanto batalharam para conquistar espaço na cena cultural do DF. Como sempre, divirta-se com as mensagens capciosas contidas nas tirinhas na contracapa deste impresso. Acreditamos que, materializamos um projeto editorial que tem seu foco em colaborar para a promoção e visibilidade da cultura produzida em nossa cidade. O Zine Complexo em Movimento tem o compromisso de continuar produzindo matérias sobre artistas alinhados com a nossa identidade cultural.

No mais, grato pela leitura. Por : Demontiez Marques

Editores: Demontiez Marques (61 98609-3109), Ilton Barbosa (61 98474-2193) Diagramção: Nailan Barbosa - Fotografia: Elisa Borges Revisão: Danne Strauss - Assistente de Produção: Sarah Zanina Todas as edições disponíveis em: Issuu.com/zinecomplexoemmovimento


INFORMES DO CONSELHO REGIONAL DE CULTURA DE SAMAMBAIA

RESUMO DA 282ª REUNIÃO ORDINÁRIA

P

rossegue o processo de compra e instalação dos móveis e equipamentos do Complexo Cultural Samambaia, realizado pela Secretaria de Cultura/DF. Domício Chaves informou que o departamento de ‘parques e jardins’ da Novacap fez um projeto de paisagismo para o Complexo Cultural Samambaia, a ser implementado no início das chuvas. Segunda feira, 11/06/2018, o governador Rodrigo Rollemberg esteve na RA XII/DF, e se reuniu com representantes do Conselho Regional de Cultura, para falar sobre a inauguração do Complexo Cultural. “Se souberam lutar até aqui pela construção da obra, agora vão saber como usá-la”, disse o governador. A Secretaria de Cultura contratará como gerente do espaço, o

jornalista e artista plástico Élton Skartazini e lançará edital para escolher a entidade gestora da programação do Complexo Cultural Samambaia. Mediante recentes mudanças ocorridas na Administração Regional RA XII/DF que, entre outras coisas, implicou na troca do ex-administrador Paulo Silva, pela atual administradora Glayce Helena, o Conselho Regional de Cultura solicita à nova gestora, que nomeie Jadiel Teles, para a Gerência Regional de Cultura. Esta reunião ocorreu dia 12/06/2018, na Administração Regional de Samambaia. Para mais informações acesse: Blogccs.wordpress.com/

As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 12/06/2018. Acesse o relatório em Blogccs.wordpress.com


Imaginário Cultural realiza a 3ª edição do Circuito Brasília Junina 2018

A

Associação Espaço Imaginário Cultural,

localizada na quadra 103, conjunto 5, Samambaia Sul, foi selecionada para realizar a 3ª edição do Circuito Brasília Junina 2018. Até 29 de julho as cidades de Ceilândia, Paranoá, Sobradinho, Águas Lindas de Goiás, São Sebastião, Taguatinga e Samambaia recebem a arena do Brasília Junina, em festejos semanais. A programação em cada arena que será montada em cada uma dessas cidades inclui apresentações de bandas, concurso de quadrilhas, praça de alimentação e feirinha de artesanato. Seguem algumas perguntas que o Zine Complexo em Movimento fez a Marília Abreu, uma das gestoras do Imaginário. ZCM - É a primeira vez que o Imaginário é contemplado neste edital? MA - Sim, na verdade este é o primeiro edital da Secretaria de Cultura para o Circuito de Quadrilhas Juninas de Brasília. ZCM - Quais as outras instituições que estavam concorrendo? MA - Participantes do edital: - Associação Imaginário Cultural - Instituto Sociocultural Amigos do Bem - Instituto Brasileiro de Integração - Associação de Educação, Cultura, Formação Profissional, Esportes e Expressões Folclóricas de Valparaíso de Goiás. - Associação Artística Mapati.

ZCM - Quais as ações previstas para este ano? MA - As ações previstas no Circuito Brasília Junina, projeto do Imaginário Cultural são compostas de contratação e apresentação de 40 quadrilhas; 15 grupos de forró, 15 grupos de Cultura Tradicional, realização de três etapas do concurso de quadrilhas juninas da União Junina e três etapas do concurso de quadrilhas juninas da LinQ DFE, realização de um mapeamento dos festejos juninos que acontecem no DF e entorno, contemplar festejos juninos cadastrados no mapeamento com apresentação de quadrilha e forró. ZCM - Quantos grupos de quadrilha estão previstos para este ano? Previsão de seleção por chamamento de 40 quadrilhas e apresentação de todas as quadrilhas existentes nas duas entidades do DF nos concursos das entidades representativas das quadrilhas juninas. ZCM - Qual o valor disponibilizado pela Secretaria de Cultura para este projeto? R$ 1.800.000,00 (Um milhão e oitocentos mil reais), a prestação de contas do projeto deverá ser feita logo após a conclusão do mesmo. Mais informações em: Facebook.com/ImaginarioCult/


BANDA UBMBRAUM

anda consagrada no cenário cultural alternativo da região centro-oeste, possuidora de muitas músicas autorais, já esteve por diversas vezes em nossa RA Samambaia, contribuindo com o fortalecimento da luta pelas causas da região. Recentemente tivemos o prazer de conversar um pouco com os integrantes e o resultado foi uma pequena entrevista. Deliciem-se com um pouco desse carisma da banda!!! • Quando surgiu a banda? Em 2009, eu, Alexandre Gomes, vulgo Xandão (baterista); Leonardo Melo, nosso querido Léo (vocal); Webert Rodrigo (guitarrista) e Anaildo Gomes, mais conhecido como Naildo (baixista), resolvemos começar com um projeto de músicas autorais e o que era apenas um entretenimento entre amigos, passou a ser nossa maior alegria. • Que estilos ou bandas são influências e inspiração para este trabalho? Cada integrante carrega sua própria influência e o rock sempre predominou acrescido de pitadas de samba, jazz, metal, reggae, rap , baião, entre outros. • Qual foi o momento mais marcante da banda? Foram tantos… kkkkk. Quando fomos tocar no Rio de Janeiro, foi incrível, mas a aventura de Catalão foi demais, estouramos quatro pneus e dormimos embolados dentro de um Uno Mille em meio aos equipamentos, entretanto, no final deu tudo certo. Outra alegria marcante foi dividir palco com Tony Garrido e Matanza. • O que a banda espera/pretende para o futuro? Estamos com um novo projeto de gravação. Esperamos que o público continue gostando do nosso trabalho e que nossa mensagem possa alcançar e influenciar mais pessoas. • Gostaria de deixar um recado para aqueles que curtem esse trabalho? Agradecemos por todo carinho daqueles que nos seguem, em especial ao público de Samambaia e ao Zine Complexo em Movimento, por esse trabalho que é muito importante pra nós! Por: Sarah Zanina

O ZCM também agradece a colaboração da banda Umbraum!

E se vocês leitores quiserem saber mais sobre o trabalho da Umbraum, acessem: Facebook.com/Banda-Umbraum-179940199050653


Gilson Alencar ZCM - Essa pergunta é “lugar comum”: Qual seu primeiro contato com a música? GA - Meus pais cantavam. Ouvíamos muita música boa no rádio: Cascatinha e Inhana, Tião Carreiro, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Martinho da vila, Leci Brandão... ZCM - A forma de compor utilizados pelos artistas varia conforme a região onde eles vivem, você desenvolveu alguma forma especial para compor? Ou universaliza os temas? GA - Me deixo levar pela linha melódica e o ambiente rítmico (um coco, um reggae, um ijexá, etc.). Os próprios sons deste ambiente de criação me sugerem os elementos literários. ZCM - Quais são as temáticas mais comuns na produção do seu trabalho? GA - Natureza, igualdade, água e os elementos do universo poético do nordestino. Ex.: “o PILÃO PILANDO O MILHO A TRÊS MÃOS SÃO TRÊS AS MÃOS DO PILÃO SÃO SEIS TORAS DE ARUEIRA OS BRAÇÕES DE MINHA MÃE... “ ZCM - Diante do cenário da música atual no

I

Parceiros Zine

Brasil, qual sua principal motivação em continuar resgatando ritmos populares, sabendo que a mídia não valoriza, e sempre dá destaque para músicas de consumo fácil, músicas estas, responsável pela alienação da juventude atual? GA - É o movimento consciente de libertação que é feito por artistas que acreditam na construção de um mundo melhor e vivendo de arte como Lília Diniz, Vitelli, Reni Bonfim, Chico Simões (e tantxs outrxs Chicxs ), Suassuna, Boldrin etc. ZCM - Como professor, você tem oportunidade de abordar em sala de aula a realidade da música atual brasileira, e apresentar perspectiva de acesso à músicas de qualidade, ressaltando a importância da preservação da nossa identidade cultural? GA - Não. Como profissional de educação física numa escola pública que se diz evangélica já enfrentei alguns problemas ao propor este tipo de debate. ZCM - Atualmente, Quais são suas ações empreendedoras na área musical? GA - Aprimorar os estudos de rabeca e dos instrumentos ligados ao Cavalo Marinho, o Coco, o Maracatu, a Ciranda, o Mamulengo e estas manifestações culturais que ainda resistem como identidade de um povo. ZCM – Sempre haverá espaço para a música independente? GA - Penso que sempre houve, mas fomos condicionados a pensar que espaço é só Rede Globo. Com o evento da internet estes espaços se ampliam e até criamos redes solidárias com o objetivo de acolher estas manifestações alternativas. Por: Demontiez Marques Entrevistado: gilson.alencar@gmail.com


Isadora Santos As Olindas

ZCM - Quando começou sua aproximação com a música? Isadora - Eu, Isadora Santos de Jesus, nasci em 27 de abril de 1996, em Brasília. Minha aproximação com a música começa aos 13 anos, a partir das atividades de uma igreja que eu frequentava. Fato é que, sempre fui muito curiosa com a música, queria muito aprender a tocar e cantar. Um amigo músico tornou isso possível quando me deu um violão; aprendi a tocar, comecei a cantar com o coral e, daí, nunca mais parei. ZCM - Tive a honra de produzir eventos que contou com a participação do grupo As Olindas, você desenvolve algum trabalho solo? Isadora – O grupo As Olindas nasceu em 2016, mas antes de ser parido eu já tinha dado início a outros projetos musicais, como a banda de reggae autoral Baseado no Verde. O primeiro lugar que tocamos com a BV foi no Sarau Complexo, na Samambaia. Além disso, participei dos grupos de percussão Batuque Lê (Ceilândia), Orun (Riacho fundo I), e do Comboio Percussivo (UNB). Hoje, além de caminhar com o grupo de cultura popular As Olindas, também faço parte do coletivo Cosmologia Preta, que é um conjunto de compositores, músicos e instrumentistas, de perspectivas que se complementam em uma cosmovisão afro centrada, sem esquecer das suas raízes autóctones. ZCM - Em suas apresentações em grupo, é notória a preocupação com a qualidade do repertório. Há um trabalho de pesquisa? Isadora - Estudamos muito os ritmos afro brasileiros como o samba de coco, a ciranda, o maracatu. Também participamos de apresentações, oficinas e ensaiamos uma ou duas vezes na semana. É extremamente importante que tenhamos esse contato profundo com a percussão, com a pesquisa e com o estudo diário.

ZCM - Percebe-se que você dialoga bem com ritmos populares: coco, ciranda, e com a bossa nova. Quais referências da sua preferência musical? Isadora - A paixão pela cultura popular nos impulsiona a querer trabalhar de forma bonita e agradável, que é a emoção de cantar e de batucar. A emoção que o tambor nos traz, nos fazem querer estar sempre ali, junto da nossa ancestralidade. As minhas referências são de artistas negras e negros, tais como a mestra Martinha do Coco. Ela foi a primeira mestra de cultura popular aqui de Brasília, e é muito querida, é um ser de alma grandiosa, que tive o prazer e a honra de me apresentar ao seu lado algumas vezes. Tenho outras referências como a Prethaís, uma rapper aqui do DF, o Preto X, o Pedro Henrique e o José Guedes, dois grandes músicos que trabalham junto comigo. Há também, é claro, os grandes nomes da música brasileira, como Elza Soares, Tulipa Ruiz, Chico César, Virgínia Rodrigues, entre outros... Continua na próxima edição...

Entrevistada: doraisa740@gmail.com


O que é ser artista? É uma pergunta um tanto quanto curiosa. Recordo-me do Mestre na Faculdade, Gerson Correra, dizendo no primeiro dia de aula de um semestre a seguinte frase: Que cerca de mil pessoas que nascem por dia, uma delas é artista. Aquele que já nasce com o talento na veia, com a inspiração, a vontade natural de expressar a veia artística. Aqueles que nascem com um dom. O engraçado é ver que muitas pessoas durante sua vida começam a desenvolver traços, atuações, olhar artístico de uma forma natural. Muitos não precisam de estudo. Floresce de forma singela, única. Já em outros, podem passar anos tentando aperfeiçoar a técnica, pois acreditam que tem talento para ser artista, mas nem sempre terá o mesmo brilho de quem já nasceu.

Pois só o artista sabe exatamente sentir, ter a visão, a forma, o material, o valor, a admiração de cada criação. Só o artista sabe viver a sua arte. Se nós pararmos para pensar e observar diversos artistas no mundo, seja nas artes cênicas, plásticas, na música, entre outras, vemos que é dom! Resultado: obras que enchem os olhos e nos faz refletir. Trazem sensações, observações, memórias. Valorize o artista hoje, valorize a obra que ele realiza nesse momento. Muitos infelizmente já se foram e deixaram suas obras e foram valorizados muito tempo depois. Prestigie, vá, assista! Viva arte! Viva o artista! Por Babi Soares

Fonte: www.otaboanense.com.br/colunista/o-que-e-ser-artista


Denilson Bhastos

ZCM - Conte um pouco sobre você, sua trajetória e se encontra dificuldades para que seu trabalho seja reconhecido? Denilson Bhastos - Nascido em Brasília DF, comecei minha carreira cantando na igreja hoje sou professor de canto e produtor musical. Hoje temos algumas dificuldades para dar mais visibilidade ao nosso trabalho por falta de apoio... Não só eu, mas várias bandas de Brasília precisa de apoio da cultura. ZCM - Participar do The Voice, te deu mais confiança em fazer parte do meio artístico? Denilson Bhastos - Graças a Deus o The Voice foi um presente de Deus em minha vida, abriu grandes portas e sim, me deu mais confiança no meio artístico. ZCM - O que você pode dizer do cenário musical em Brasília, em termos de oportunidades, mídia, abordagens, organização etc? Denilson Bhastos - Vou ser sincero, Brasília é um celeiro de artistas maravilhosos, tiro pelo Sarau Complexo em Samambaia, vejo bandas incríveis, artistas top e Brasília não dá valor no que tem… Temos artistas, mas não temos oportunidades. Temos que sair daqui pra ser reconhecido fora... ZCM - Que uso você faz dos meios alternativos de divulgação e como artista independente, qual a importância de participar de eventos nos moldes do Sarau Complexo? Denilson Bhastos – Bom, sempre trabalho com minhas redes sociais pra divulgar meu trabalho… O sarau é uma grande arma de divulgação, você fica sempre na ativa com seu trabalho e é uma grande divulgação para os artistas da cidade.

ZCM - Está descobrindo novas maneiras de brincar com a voz? Denilson Bhastos - Kkkk brincar com a voz, estamos tentando rsrs, sempre estudando pra chegar lá. ZCM - É prazeroso para você, como intérprete, projetar sua voz em músicas já conhecidas nacionalmente? E como se dá a escolha do repertório em suas apresentações? Denilson Bhastos - Amo interpretar música de outros artistas… Eles que me inspiram para fazer o melhor pra minha carreira… Nas escolhas do meu repertório, vou muito nos cantores que têm a mesma linha musical como Ed Motta, Djavan, Tim Maia, Lulu Santos, Sérgio Saas e outros da black music. ZCM - Como é para você se impor como Artista/Intérprete, neste mercado tão competitivo? Denilson Bhastos - Cara é muito difícil porque o mercado é grande, mas eu acredito que não podemos desistir dos nossos sonhos… qualquer hora vai dar certo rsrsrs só não desistir. ZCM - O que falta no DF, para que o artista possa viver de seu trabalho? Denilson Bhastos - Ser mais valorizado… em vez de chamarem artistas de fora, chamem os nossos do DF que são topsss e te garanto que, nós não ficamos pra trás. ZCM - Você acha que no DF que a música independente, tem o seu merecido espaço? Que dica você dá para um artista iniciante? Denilson Bhastos - Não temos espaço… pra você que está começando, não desista! Foca no seu trabalho e dê valor em você, porque o que vai acontecer sobre sua vida, vai acontecer.

Entrevistado: d.bhastos@gmail com


Meu nome é ALAN MARIANO ( Parte II )

06 – A sombrinha é acessório obrigatório para o dançarino de frevo? Qual a função desta? Antigamente as bandas que desfilavam eram protegidas por capoeiras que usavam porretes para se proteger e também atacar bandas rivais que encontravam durante o percurso. Com a proibição da capoeira em todo território nacional, os capoeiras passaram a disfarçar seus golpes, dessa forma o frevo começa a surgir, os porretes dão lugar aos guardas chuvas (ainda com a função de defesa e ataque). Com o passar do tempo o frevo foi perdendo esse lado mais violento e a sombrinha foi diminuindo e ganhou as cores da bandeira de Pernambuco. Além de dar beleza e ser um adereço característico, a sombrinha ajuda no equilíbrio do passista. Apesar de sempre estar presente a sombrinha não é acessório obrigatório, então, se você não tem uma sombrinha, não se desespere, é possível dançar frevo, mas dançar com a sombrinha dá outro brilho ao frevo. 07 – Dançar virou profissão. É possível se manter com a dança? Atualmente trabalho com produção artística no Espaço Imaginário Cultural, dou aulas em um projeto que tem fomento do Fundo de Apoio a Cultura e também faço apresentações com alguns grupos e estou cursando Licenciatura em Dança pelo Instituto Federal De Brasília. Minha receita não vem somente de dança, mas trabalho com o que gosto e me sinto bem com isso. 08 – Qual dica você dá, para quem quer ingressar no universo da dança? Todos devemos dançar, dançar nos trás diversos benefícios. Agora, se você quer ter isso como profissão, é importante que você tenha disciplina, e é necessário conhecer e preparar seu corpo (seu Instrumento de trabalho), estudar,

conhecer profissionais da área, conhecer as leis que regem essa profissão. 09 – Convites para apresentações são frequentes? Algum projeto em andamento na área? Participo Do Bloco Meninos de Ceilândia, onde as atividades se intensificam com o carnaval, e integro a Transições Companhia de Dança e Artes, onde trabalhamos várias vertentes da dança, e temos trabalho com base nas danças populares brasileiras. Além desses grupos, faço parte da coordenação do Espaço Imaginário Cultural, onde exerço as funções de cenotécnico, assistente de produção e arte educador. Atualmente estamos com um projeto que se chama Eixo Imaginário- Arte Fora do Plano, onde ofertamos diversas oficinas, uma delas é a de danças populares que ministro, e também trazemos espetáculos adultos e infanto-juvenis e fazemos uma rua de lazer com várias brincadeiras e brinquedos populares. Estou à frente de um projeto que se chama Pulsada Popular- oficina de danças populares, que são ministradas para alunos do ensino fundamental e EJA do CEF 404 de Samambaia. Por: Demontiez Marques


Uma Invasão Silenciosa N

a superfície da Terra, exatamente agora, há guerras e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma Luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta. Vocês não vão nos assistir na TV, nem ouvir nossas palavras nos rádios e nem ler sobre nós nos jornais. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena, em cada cultura e lugar do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas. Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba... Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena e não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. De vez em quando nos encontramos pelas ruas, trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas a noite, por trás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns que conhecem o trabalho nos chamam de “O Exército da Consciência”. Lentamente estamos construindo um novo

mundo, com o poder de nossos corações e mentes. Seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central. Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note: poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondades... O mundo precisa de amor! Expressamonos de uma forma única e pessoal, com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabemos que no silêncio e humildade teremos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas. O amor será a religião do século XXI. Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para a sua compreensão, porque nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano. Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós ou talvez já tenha se unido. Todos são bemvindos. A porta está aberta!

Emmanuel

(mentor de Chico Xavier)


TIRINHAS RETIRADAS DA INTERNET


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