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Zine Complexo em Movimento - n.40 - abril 2018

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e l x p o em M m o C ANO IV - EDIÇÃO Nº 40 SAMAMBAIA, DF

Abril / 2018

ovimento

UTURA SARAU COMPLEXO COM NOVA ESTR MBAIA OCORREU NA EXPANSÃO DE SAMA

Técnicas de Poesia

Ação Social REComeçar

PARTE II por Sarah Zanina

A importância de fazer uma boa prestação de contas ao FAC Por: Marcelo Manzatti

Seja um colaborador deste zine! Envie-nos sugestões de conteúdo sobre a arte e cultura de Samambaia. E-mail: zcmovimento@gmail.com Imprima cópias do zine e distribua na sua comunidade. Acesse o link para baixar os arquivos: www.ZCMOVIMENTO.com.br


EDITORIAL

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EXPEDIENTE:

Zine Complexo em Movimento em sua 40ª edição, se apresenta, trazendo como sempre informações valiosas e divulgando o trabalho de artistas, considerando a diversidade cultural existente na cidade e no DF. Mesmo tratando de assuntos diferenciados, cada matéria traduz a preocupação e o compromisso dos editores deste impresso, com a qualidade das informações sugeridas por seus colaboradores. Nesta edição destacamos a matéria, que trata da importância de se fazer uma boa prestação de contas ao FAC, e focamos mais em trabalhos de Instituições que atuam no segmento sociocultural. Nós aqui do Zine, ficamos ansiosos em finalizar a diagramação, para que vocês tenham algo de novo para conhecer e se possível usufruir. Com a aprovação do projeto apresentado ao FAC (Fundo de Apoio a Cultura), anseio de todos que militam no segmento cultural, temos muito a comemorar, em especial ao fato da SECULT, reconhecer por meio de editais extremamente concorridos, que o ZINE COMPLEXO EM MOVIMENTO tem todos os requisitos pela qualidade como é produzido,

NÃO É PORQUE ESTAMOS EM NOSSA PRESENÇA, MAS ESTA EDIÇÃO ESTÁ MUITO ATRAENTE!! ser subsidiado com verba pública destinada a cultura. Este reconhecimento, nos deixa em uma situação confortável, para afirmar que, o ZINE está consolidado, deixa legado, e mais, é um veículo de consulta e pesquisa, para se conhecer quem é, quem na árdua e prazerosa tarefa de produção cultural. Lembrando das primeiras edições, mesmo que rapidamente, somos cientes de que percorremos um longo caminho nestes quatro anos de projeto, e atingimos a marca de 40 edições, graças a vocês: Leitores, colaboradores, Artistas solo, Bandas, Grupos de: Dança, Teatro, Mamulengos, poetas e instituições, que, com suas colaborações e trabalhos desenvolvidos na cidade e no DF, nos municiam de materiais para serem divulgados em nossas páginas. Afinal, para que o Zine existe se não é para vocês lerem, opinar, colaborar e até nos falar mal? Só um pedido, estimulem-nos a continuar. E vamos dar continuidade, por que é divertido e prazeroso. Não se limitem somente a leitura da nossa edição física, acessem nossas redes sociais, está tudo lá, informações mais completas no Facebook, Instagram, aplicativo ISSU e outros. Boa leitura! Por: Demontiez Marques

Editores: Demontiez Marques, Ilton Barbosa (61 98474-2193) Diagramção: Nailan Barbosa - Fotografia: Elisa Borges Revisão: Danne Strauss - Assistente de Produção: Sarah Zanina Todas as edições disponíveis em: Issuu.com/zinecomplexoemmovimento


II ENCONTRO CONSELHOS DE CULTURA

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conselheira, apesar de se sentir “nitidamente estafada, cansada e com problemas de saúde”. Os Conselheiros presentes ao encontro se firmaram como entes e agentes culturais, cientes da responsabilidade que os movem a continuar na militância, sem intenções de autopromoção, mas sim visando o desenvolvimento da cultura na cidade, de forma que venha a ser devidamente reconhecida. Da minha parte, dispenso qualquer forma de elogios, sejam eles hipócritas ou não, por ter participado deste encontro. Nestes dois dias, fiquei muito satisfeito pelo que recebi gratuitamente: Aquisição de mais conhecimentos na área cultural; oportunidade de conviver com pessoas que respiram arte; presenciei momentos de respeito às opiniões divergentes; e, por fim, ganhei mais amigos de fé que fazem a coisa acontecer, promovendo o que há de melhor na área cultural em suas comunidades. Por: Demontiez Marques Fotos: Elton Skartazini

segundo encontro de Conselhos de Cultura cumpre mais uma vez o seu papel, que foi promover a discussão, difusão e fomento das iniciativas na área da cultura para a comunidade do DF. A expectativa de no mínimo 100 participantes por dia, período de duração do evento, infelizmente não foi atingida. A média girou em torno de 50 a 60 participantes. O que se configurou, foi a falta de compromisso dos conselheiros eleitos, para representarem seus Conselhos Regionais. Na representatividade do Conselho de Cultura Samambaia, foi possível aferir a quantidade de conselheiros que realmente se preocupam com o destino que as demandas culturais - item importantíssimo de inclusão social, advindas da sociedade civil - irão tomar, bem como serão tratadas futuramente. A conselheira de cultura de Samambaia, Lili Andrade demonstrou estar disposta a desempenhar sua função enquanto

As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 06/02/2018. Acesse o relatório em http://blogccs.wordpress.com


Página do Danne

Amizade Musical N

o meio de tanta divergência de opiniões, é bom determinada categoria se aliar para o benefício de todos. Atualmente percebo uma certa desunião dos músicos do DF, uns passando a perna nos outros, falando mal, sabotando entre outras coisas. Acredito que quando uma classe se une o todo fica mais forte. Devemos fazer mais parcerias, eventos conjuntos, indicar amigos para trabalhos dos quais não temos condições de assumir, fazer fusões, enfim, ser mais solidários e consolidados. Tenho o orgulho de estar tentando fazer isso nos meus ciclos de amizades musicais. Evoluí muito como pessoa e como músico ao me juntar com certas pessoas que me indicaram para trabalhos, tocaram e tocam junto comigo, ensinaram coisas que eu ainda não tinha parado pra pensar, mostraram e mostram outras faces de uma vida musical. Nesse sentido quero agradecer imensamente aos espaços que me acolheram e serviram/servem de laboratório para minha trajetória, aos corais que participo, aos amigos de banda, aos amigos de outras bandas, aos amigos ídolos que servem de referência, à Academia Cruzeirense de Letras que me acolheu como amigo e membro benemérito, enfim, posso resumir tudo em uma palavra:

GRATIDÃO!

E vamos em frente! Ainda tenho muitos projetos por concluir e por iniciar! Viva a música! Viva a arte!

“Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…”


SARAU COMPLEXO COM NOVA ESTRUTURA OCORREU NA EXPANSÃO DE SAMAMBAIA

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103ª edição do Sarau Complexo foi realizada na Expansão de Samambaia, na Quadra 629, a convite do Instituto Embalando Sonhos, presidido pela conselheira de cultura Lady Laura. O Sarau de tornou um grande movimento cultural e artístico, que ocorre a quase dez anos. A iniciativa tem como proposta, dar visibilidade e fortalecer a participação da população na vida cultural da cidade. Com data preestabelecida para ocorrer sempre na última sexta feira do mês. Excepcionalmente, esta edição ocorreu no sábado, dia 31 de março, devido à encenação da via sacra Paixão do Cristo Negro, segundo evento em grau de importância no DF. Tudo começou de forma simples com a realização da primeira edição em março de 2009, objetivando a concepção de um equipamento público para abrigar toda a cultura produzida por artistas locais e do DF e região, resultando na idealização do Complexo Cultural, que está na iminência de ser inaugurado. O Complexo Cultural é um símbolo da militância dos Entes e Agentes culturais da cidade, que tem por missão, ampliar a abordagem de novos talentos artísticos. O Sarau foi ganhando espaço e reconhecimento do público de forma modesta, consolidando-se como o mais importante evento do calendário cultural de Samambaia. Atualmente, o processo de executar o Sarau é irreversível.

Não é mais possível pensar na forma como era realizada, porque, além de artistas iniciantes, participam também bandas, que já estão a um certo tempo na estrada. Temos a compreender que, desenhar, não é só rabiscar o papel, temos que acrescentar elementos ao desenho que nos propomos a fazer, exemplo disto é que o Sarau está mais estruturado. Nesta edição ocorrida no mês de março, até a edição de julho num total de seis edições, período de duração do projeto com o patrocínio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura), está sendo possível apresentar uma estrutura excelente, com palco novo, contratação de intérpretes de libras, projeção de vídeos, melhor exposição de patrocinadores. Desta forma, estamos mostrando que, começou a se desenhar um grande evento, que será legado às gerações futuras. O Sarau é uma vitrine para os artistas que se propõem a mostrar seu trabalho. A opinião unânime de quem já participou, é que, o Conselho de Cultura está contextualizando todo o processo artístico e a cultura nesse momento de ebulição dos movimentos coletivos. A programação é totalmente gratuita e envolve apresentações de dança, teatro, música, mostras de vídeos, exposições de arte, oficinas ofertadas ao público em geral, enfim, há diversão para todos os públicos. Por: Demontiez Marques


Técnicas de Poesia PARTE II por Sarah Zanina

E

ai?! tudo pronto?

ntão vamos ajeitar aquilo que começamos na edição anterior?! Existem vários jeitos de combinar rimas. Você pode, por exemplo, numa poesia de quatro linhas, rimar: A primeira linha com a segunda e a terceira com a quarta linha, ou a primeira com a terceira e a segunda com a quarta ou apenas segunda com a quarta linha. Sinta-se a vontade!

Você pode ainda brincar com as classificações morfossintáticas! O truque para deixar mais legal uma poesia é procurar palavras de tipos diferentes para rimar. Exemplo: um SUBSTANTIVO com um ADVÉRBIO. Não precisa ser na poesia inteira, mas se conseguir será melhor, pois agregará valor ao seu trabalho e irá denotar que você possui domínio sobre a escrita. Não saia do ritmo! Uma poesia também precisa ter ritmo. Tente reparar se a leitura de sua poesia fica “gostosa” ou não. Você pode postar no facebook, despretensiosamente, e ver o que as pessoas acham. Ou mostrar pessoalmente para amigos e pedir-lhes opiniões sinceras. Exemplo: Ba-ta-TI-nha QUAN-do NAs-ce Es-par-RA-ma PE-lo CHÃO Viu que os sons mais fortes da primeira linha estão nos mesmos lugares que os da segunda? Então, se sua poesia não “encaixou” direito, parece que fica uma “ponta” sobrando em alguma parte, troque palavras por sinônimos ou inverta a ordem delas... até seu ouvido ficar satisfeito. Leia estes versos feitos por Gonçalves Dias:

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.

Recite em voz alta! Reparou que tudo se encaixa? Um dos truques é que cada linha tem o mesmo número de SONS. Em poesia, um som é uma “sílaba métrica”, diferente da sílaba normal. É diferente porque pode juntar letras de palavras vizinhas, assim: “ON-DE CAN-TAO SÁ-BI-Á” (7 SONS) “AS A-VES QUEA-QUI GOR-JEI (AM)” (7 SONS - o “AM” não conta porque é fraquinho) Os poetas de antigamente quebravam a cabeça para cada verso ter um número certinho de sons! Hoje isso não é uma obrigação (apesar que de ser bem mais bonito). Também podemos fazer versos livres, sem tanta preocupação com a forma. Você escolhe! Preste atenção nas letras de músicas que você costuma ouvir. No começo não vai fazer muito sentido, mas com o tempo você vai percebendo o porquê de algumas rimas serem mais gostosas de ouvir. Desenhando com palavras Veja só isso:


As palavras podem formar desenhos que tenham a ver com o sentido! Não é legal? O nome para isso é POESIA CONCRETA. “Concreto” é algo que existe mesmo. Você criar suas poesias concretas. É muito divertido! Outras figuras E TEM MAIS! Também dá para usar figuras SEM DESENHAR NADA. - Como assim? São figuras para imaginar. Por exemplo: Um mar azul e calmo em minha alma. É o mesmo que: “Estou em paz, me sinto bem.” Viu? Isso se chama figura de linguagem e fica bem legal se você souber usar. Por isso, atente-se às regras morfossintáticas para não ser mal interpretado.

Bom, era isso...

Fonte dos dados: Pesquisas da Internet

A importância de fazer uma boa prestação de contas ao FAC

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om a consolidação dos sistemas públicos de fomento à cultura, que ganharam impulso nacional com a Lei Rouanet nos anos 90 e, depois, com os diversos avanços obtidos pelo movimento cultural nas gestões de Gilberto Gil e de outros ministros nos governos Lula e Dilma, o acesso continuado a recursos tem obrigado os agentes culturais, os mais diversos (artistas, produtores, associações, empresas, cooperativas, etc.), a desenvolverem capacidades administrativas cada vez mais complexas para prestarem contas sobre o modo como o dinheiro foi utilizado no momento da realização dos projetos e medir o atendimento das necessidades do público beneficiado com as ações culturais, seja a publicação de um livro, a realização de um espetáculo musical, um curso para atores, dentre outras produções possíveis neste vasto campo de criações que é a cultura. A lógica é básica. O dinheiro é público e foi investido de acordo com as diretrizes do governo de ocasião, eleito pela população para implantar determinadas políticas. Os agentes culturais são fundamentais nessa cadeia de responsabilidades e, ao serem selecionados nos editais públicos, devem ter enorme zelo e buscar o aproveitamento máximo dos escassos recursos disponíveis para o setor, a fim de obter os melhores resultados para os cidadãos que pagaram os impostos que possibilitaram o desenvolvimento daquelas ações. Ao longo do trabalho de execução dos projetos, os agentes culturais devem documentar cada passo dado, seguindo os mesmos princípios que a administração pública usa no seu dia-a-dia. Cópias de cheques, extratos bancários, registros audiovisuais das ações, contratos de trabalho, notas fiscais, pesquisas de satisfação do público, dentre outros elementos, passam a fazer parte do cotidiano dos artistas, tanto quanto os acordes, as coreografias, os traços dos desenhos e outras expressões estéticas. Uma gama significativa de profissionais tem ocupado esse espaço para auxiliar os artistas e o Estado a fazer essa parceria ser bem sucedida. Em geral, são chamados de produtores culturais. Afinal, o resultado são produtos e serviços oferecidos pelos agentes culturais para o deleite estético dos cidadãos/ consumidores, assim como a formação das consciências e a ampliação dos horizontes da vida, papel que só a arte pode desempenhar com contundência e maestria. O acesso à arte e à cultura são direitos do cidadão e a prestação de contas, bem realizada, é um momento importante para a avaliação de como o sistema de fomento pode contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade. Apesar das dificuldades, a cultura tem avançado e o cidadão tem tido cada vez mais retorno sobre seu investimento. Por: Marcelo Manzatti


Ação Social REComeçar

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REC foi fundada em 27 de novembro de 2003, como uma associação civil beneficente no intuito de promover qualidade de vida à coletividade. Atualmente atende crianças em situação de vulnerabilidade social oferecendo-lhes em dois períodos (matutino e vespertino), oficinas diversas, duas refeições (almoço e lanche), lazer, entre outros. Situada na QR 315, a REC visa dar uma formação cidadã às crianças para que se tornem adultos conscientes de seus direitos e deveres na sociedade. Em entrevista, a presidente Marelze Di Lauro Rigueira conta um pouco sobre a trajetória e os projetos para o futuro. ZCM - De onde surgiu a ideia de montar uma instituição como a REC? E por que? Marelze - Surgiu do fato de ter trabalhado por 14 anos anos em outra instituição fundada por uma amiga e por mim. Naquela época percebi que a área assistencial sempre foi minha grande vocação desde criança. Ajudar ao próximo e ver crianças bem alimentadas, acarinhadas e bem orientadas me faz feliz. A REC foi e continua sendo um Projeto de Vida. ZCM - Quais oficinas/atividades são ministradas na REC? Marelze - Atualmente, estão sendo desenvolvidas oficinas de musicalização, dança, informática, poesia, literatura e produção de texto, ditado e soletração, atividades escolares, esporte em parceria com o Centro Olímpico Rei Pelé, jogos e brincadeiras e o Aprendendo a Ser, que é uma oficina que considero muito importante, pois dá às nossas crianças a oportunidade de aprender o que é CERTO, mesmo que a maioria aja ERRADO. ZCM -.Quais são os projetos para o futuro? Marelze - Temos vários projetos em mente,

mas que, infelizmente, não dependem apenas da nossa vontade. Um deles é renovar essa parceria com o CDCA. Outro muito importante é conseguir convênio com a SEDESTMIDH e aumentar o nosso número de colaboradores para manter o nosso trabalho e dar continuidade neste Projeto de Vida. O que desejo de verdade, é ver minhas crianças de hoje, tornarem-se verdadeiros cidadãos de bem no amanhã, sabendo distinguir com clareza o certo do errado para podermos fazer um Brasil melhor. ZCM - Comente um pouco sobre as dificuldades e conquistas da REC atualmente. Marelze - As dificuldades são grandes e de diversos tipos, sendo que a maior delas é a financeira com toda certeza. Cada dia torna-se mais difícil manter a instituição com apenas algumas doações provindas de alguns associados mantenedores, aos quais chamamos de Amigos da REC. Praticamente, todos o sustento da instituição provém de sua diretoria. Depois de muita luta por causa da imensa burocracia por parte dos órgãos públicos, em setembro de 2017, conseguimos uma grande conquista que foi firmar uma parceria com o CDCA válida por um ano, para desenvolvermos o Projeto Cidadão do Futuro que conta com as oficinas acima citadas. ZCM - Como uma criança pode ingressar na REC? Quais são os requisitos? Marelze - Para ingressar na REC, a criança poderá vir indicada pelo CRAS, Conselho Tutelar ou outros órgãos competentes, como também por demanda espontânea. A grande maioria vem por essa demanda.

Os requisitos para ingressar é que o/a menor esteja em risco de vulnerabilidade social, que esteja matriculado no ensino regular e tenha de 6 a 15 anos de idade.


INSTITUTO SOCIOCULTURAL AMIGOS DO BEM (ISABEM)

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os dias atuais os recursos públicos destinados ao terceiro setor estão cada vez mais escassos e as demandas, em contrapartida, aumentam. São muitas as exigências por uma gestão eficaz e eficiente para conseguir recursos e realizar projetos sociais, por isso as pessoas que buscam algo melhor para sua cidade e para os seus moradores logo desistem devido a tanta burocracia. No entanto, existem pessoas que não desistem facilmente e lutam por uma cidade melhor. Hamilton Tatu, conhecido como Tatu, um dos fundadores do Isabem que juntamente com os demais apoiadores do Instituto direcionam as atividades em Samambaia para projetos sociais voltados para crianças, adolescente e para terceira idade há anos. A luta não é fácil, mas o Isabem busca constantemente manter suas portas abertas, em Samambaia - DF. Acredita-se que projetos como o Isabem trazem qualidade de vida e presta assistência para todos. Segundo Hamilton Tatu, a instituição promove mudanças culturais minimizando riscos sociais. Tatu também defende que projetos como o Isabem deveriam existir em cada região administrativa do Distrito Federal. O projeto Sociocultural Amigos do Bem tem o objetivo principal de democratizar o acesso ao esporte, a cultura e o lazer, como forma de inclusão social, contribuindo para a efetivação dos direitos e construção da cidadania dos participantes. Desde que o Isabem foi criado pode ser observado que os resultados são positivos, tendo em vista que os próprios pais das crianças que participam de alguma atividade dentro da instituição relatam a melhoria de seus filhos em casa, no convívio social e em sala de aula. “As crianças vêm em busca de realizarem seus sonhos praticando algum esporte, fazendo balé, teatro ou até mesmo aprendendo tocar um instrumento como violão. E ainda tem os passeios que a

instituição realiza, tirando essas crianças da rotina do dia-a-dia. Às vezes, o que nós, pais, não podemos proporcionar para os nossos filhos, o Isabem proporciona”, agradeceu a mãe Ivonete de Souza. Já a mãe Michelle dos Santos destacou a importância de projetos sociais como o Instituto Sociocultural Amigos do Bem. “Minha filha gosta muito das aulas de balé. Eu não tenho como realizar o sonho dela porque uma academia de dança é muito cara. Seria muito importante existir mais projetos como esse”, disse. Um dos fatores determinante para o êxito do projeto é a colaboração dos parceiros. Hoje, o Isabem conta com o apoio de empresas privadas para dar continuidade ao projeto, já que o Estado não suporta a demanda necessária. Os parceiros são fundamentais e o objetivo é conseguir aumentar cada vez mais para dar prosseguimento ao trabalho e também ampliá-lo. Tatu fez questão de ressaltar a importância de parcerias para manter o Isabem de portas abertas, mas que prospectar novas parcerias é muito difícil. “Eu sei que a minha comunidade sabe reconhecer o trabalho que há anos realizo na cidade de Samambaia. Fazer um projeto social como o Isabem sem recursos não é pra qualquer um. Tem que ter pulso firme”, desabafou Hamilton Tatu.


CENTRO DE JUVENTUDE OFERECE GRATUITAMENTE

OPORTUNIDADES PARA JOVENS DE SAMAMBAIA

Centro de Juventude de Samambaia está com diversos cursos gratuitos para a comunidade; público alvo são jovens de 15 a 29 anos.

A

população de Samambaia, assim como a de várias regiões administrativas do DF, sofre com a marginalidade, o esquecimento e a falta de oportunidades. Pensando em melhorar essa realidade, foi inaugurado o primeiro Centro de Juventude da Samambaia, com mais de 15 cursos gratuitos, que contemplam desde as áreas de esporte e cultura, até atendimentos psicológicos e de assistência social. O instrutor da oficina de empregabilidade, Diogo Aires, diz que o curso não prepara apenas para o mercado de trabalho e, sim, para a vida. A oficina de empregabilidade tem como objetivo preparar as pessoas para o mercado de trabalho. Elas recebem orientações sobre processos seletivos, mundo corporativo, como se vestir para participar dos processos seletivos, como redigir currículos e como vencer a timidez de falar em público.

Os públicos alvos para fazer os cursos são jovens de 15 a 29 anos, preferencialmente moradores de Samambaia. Hoje o Centro tem disponível a oficina de empregabilidade, os cursos profissionalizantes de assistência administrativa e mecânica do “Bora Vencer” e culinária sustentável. Estão previstos para começar no mês de junho, os cursos de capoeira, muay thai, violão, informática, danças em geral e grafitte.

Serviço: Para se inscrever, basta ser morador de Samambaia, ir ao Centro de Juventude localizado na QS 402 com documento de identificação e comprovante de residência. No próprio Centro estará disponível uma ficha cadastral com os cursos disponíveis para se inscrever. Para mais informações entre em contato pelo número (61) 9.8136-0899. Reportagem e Foto: Thamara Abreu

Na oficina de empregabilidade, os jovens recebem orientações sobre processos seletivos de emprego.


FESTIVAL ​FOLHA​ DE ARTE E ESPORTE

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Festival ​Folha​de arte e esporte, propõe ações de intervenção urbana, com oficinas, campeonatos, shows e exposições em Samambaia no c​ anteiro c​ entral entre as avenidas 100\300 e Q ​ uadras esportivas. No mês de abril integrou a programação do aniversário de Brasília, com programação no Eixo Monumental.

geram engajamento de propostas profissionais inclusivas e de estímulo ao desenvolvimento social, com a divulgação de produtos e oportunidades de trabalho. Realização ​ de autoria junto à produtora de mídia Modelo e Elenco, inscrita no CNPJ 14.964.515.0001/16, neste ato representada por John Oliveira, Agente Cultural e morador da cidade de Samambaia, há 26 anos.

Representa e orienta atletas, artistas, agentes culturais e empreendedores, apresentando ao público seus criadores e criações em obras de propriedade intelectual nas linhas de literatura, dança, audiovisual, artesanato, moda, design, gastronomia etc.

Assessoria​, Lohane Cassíla (61) 9.8566-3533.

Atuam em containers de negócios na QN 320 conjunto 7, produzindo conteúdo de mídia e eventos que se consolidam por meio da disseminação do conhecimento, com produtos que

Saiba mais: Facebook.com/Folha-200736140513687/ Instagram.com/folhafestival

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Parceiros


Ilustração: Cristiano Melo

embrulhado para o presente? Ou para o Futuro?

COMPLEXO CULTURAL!


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