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Zince Complexo em Movimento - n. 31 - julho/2017

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e l x p o em M m o C ANO II - EDIÇÃO Nº 31 SAMAMBAIA, DF

julho/2017

ovimento

Diário de bordo de uma nave

louca

J Claut artes plásticas sustentáveis

em

Brasília Agora com sede em Samambaia


Informes

Conselho de Cultura Samambaia E m r e s u m o : - 2 5 8 ª R E U N IÃO O R D I NÁ R IA D O C O N S E L H O D E C U LT U R A S A M A M BA IA

D

iscutiu-se a Emenda Parlamentar de R$ 500 mil, do Deputado Júlio Cezar, destinada ao Complexo Cultural, que poderá ser utilizada para a aquisição do mobiliário e equipamentos específicos, tais como para a Luminoteca e para a Sonorização. Decidiu-se por fazer um ato cultural visando incentivar os demais deputados a também destinarem recursos para o Complexo Cultural. Discutiu-se a possibilidade e maneiras de ocupação do Complexo Cultural o quanto antes, como forma de pressionar o processo da sua inauguração, que está prevista para ocorrer em outubro/2017. A proposta é que se inicie esta atividade a partir de 1 de agosto, com oficinas e ações de diversas linguagens, com recursos já disponíveis na Associação Imaginário Cultural, que por sua vez, triplicou suas atividades com projetos aprovados pelo FAC. Outros projetos também serão convidados como o Brasília Cênica e demais movimentos e ações culturais da cidade. Estas ações poderão ocorrer livremente, com apoio da Administração e coordenadas pela Associação Imaginário Cultural, até que se tenha em mãos o Regimento Interno e o Plano de Gestão do Complexo Cultural, os quais estão em processo de elaboração pela Universidade Católica de Brasília. Em breve se concluirá a instalação da energia elétrica e da água. A PH Engenharia, até o final de julho, ainda não havia feito a entrega oficial deste equipamento público à Administração Regional de Samambaia. As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 18/07/2017, portanto a próxima será dia 01/08/2017.

Acesse o relatório em http://blogccs.wordpress.com


Chegaram pra ficar

A

trazendo paz, arte, alegria e muito ronco de motores!!

inauguração ocorreu dia 24 de junho/2017, com a presença de figuras ilustres dos Kamikazes e amigos. Atualmente, além da subsede em Samambaia (QR 416), possuem também uma no Taguaparque e outra campestre no INCRA 09 km 19.


Diário de

bordo de uma nave

J

louca

á está no ar a primeira edição desse livro escrito e ilustrado, desde 1987, pelo artista plástico e jornalista Élton Skartazini. Dividida em oito cadernos publicados semanalmente, entre maio e junho de 2017, a publicação teve alcance médio de 600 pessoas por caderno. O livro traz também algumas fotos

Concluída a primeira edição deste Diário de amigos e amigas incluídas no projeto editorial e incorpora a profusão que há no ser e no fazer, naturalmente. Segundo o autor, a idéia surgiu como “enfrentamento a um momento de crise profunda, dentro e fora de si”. Do questionamento e enfrentamento aos desafios, se acumulam textos introspectivos. Mas só escrever não é suficiente para expressar o conjunto dos desejos e realização. Aos textos se somam quadros, fotografias e desenhos, para melhor entender. Extraído dos textos de Élton Skartazini

Acesse e confira http://skartazini.com/diario-de-bordo-de-uma-nave-louca


plásticas sustentáveis J Claut emartes Samambaia

J

Claut, José Cláudio Carvalho, doras da discriminação de raça, gê-

nasceu a 06/04/1978, em Tabira-PE, chegou à Samambaia em 1989, com sua família, onde mora até hoje, na QR 314/06/11. Ali, ele recicla materiais orgânicos (palha de bananeira, caroço de manga, cabaças, sementes...) e inorgânicos (metais, plásticos, vidros, madeiras, tecidos...), na elaboração de suas obras. ‘Natureza e Diferenças’ é como J Claut denomina seu projeto artístico com temáticas sociais questiona-

nero, classe, idade, etc. Contrapõe ‘o baixo astral’ com alegria, cores, amor, união, brasilidade e visões místicas. J Claut trabalha em casa, onde mostra e vende suas obras de arte, se valendo da internet. Organiza e participa de exposições e demonstrações ao vivo. Integra-se a projetos como o ‘Do Lixo ao Luxo’, realizado no Colégio CCI. Expõem em órgãos públicos, feiras, embaixadas, galerias... Baseado no texto de Élton Skartazini


em

C

Brasília

erta noite, vem chegando do trabalho, sentindo cansaço, querendo somente um bom banho, uma boa janta e a TV para passar a noite. Mas ao virar a esquina, depara-se com um grupo de pessoas reunidas em torno de microfones e artistas. Para por um instante, observa e ouve o que ocorre ali, vai ficando, até que se esquece do banho, da janta e da TV. Aquela - Sarau Cruzeiro em Letras noite foi uma noite diferente que ficou regisEvento repleto de expressivas poetrada na sua história. sias, músicas e literatura. Da Academia Assim acontece em vários locais de Brasília, por onde ocorrem os mais variados saraus. Cruzeirense de Letras, quase todos Fazendo uma lista assim de imediato, despre- tem livros publicados. Destaque às tensiosamente e já desculpando-se daqueles pequenas poesias em imãs de geladeinão lembrados, seguem alguns deles:

- Sarau Complexo

Evento itinerante que acontece toda última sexta-feira do mês, na cidade de Samambaia, em prol da construção do Complexo Cultural da cidade, abre espaço para artistas de todas as linguagens. Já foi contemplato pelo FAC por duas vezes.

- Sarau Psicodélico

ra à venda. Está sempre presente na Feira do Livro de Brasília.

- Sarau Nacional Banca de poetas

Programa de rádio que acontece todo primeiro sábado de cada mês a partir das 8hs, ao vivo, pela Rádio Nacional Brasília, para todo o Brasil e pela internet através do portal EBC.

- Sarau Poesia & Vinil

Nossa heroína Cida Sannature, Ocorre na quadra 413 da Asa Norte. tem percorrido diversos locais do DF Evento que se divide em sessões de e entorno, com este emblemático pro- viagens musicais na vitrola, poesia, jeto que já vem ocorrendo a muitos crônicas e música acústica. anos. Não há artista que não o conheça.

- Sarau Sol Nascente

Um encontro multicultural que acontece mensalmente no setor residencial Sol Nascente, em Ceilândia, por iniciativa do artista Máximo Mansur e comunidade local.

- Sarau Tribo das Artes

Já faz parte da história de Taguatinga. Artistas desde a antiga cena até a atual, se encontram e se confraternizam, em clima de total descontração, regada a poesia, música, dança e literatura em geral.


“Homão da porra”

E

m entrevista, Rodrigo Hilbert conta que não gosta desse rótulo, pois agride de uma certa maneira sua história de vida. Ele foi criado no interior de Santa Catarina, rodeado de mulheres, mãe, tias, etc. Sempre viu nelas exemplos de força, eram mulheres que trabalhavam fora, numa época em que isso era um tanto incomum, entretanto, não foram chamadas de “mulherões da porra”. Ele conta também que teve a sorte de crescer num ambiente em que os homens da família não eram machistas e, por conta disso, aprendeu coisas que outros talvez não tenham aprendido. Ao ser questionado sobre o rótulo que estão lhe dando, ele diz que tudo que faz é algo absolutamente natural, pois um homem também deve fazer as atividades domésticas e ajudar na criação dos filhos. Minha opinião sobre este assunto é bem simples. O machismo ainda existe (infelizmente) e ainda é muito arraigado na sociedade, mas nós homens devemos aprender que machismo e fe-

Página do DANNE minismo não são antagônicos, um não é o contrário do outro, as mulheres não buscam se sobrepor e sim ter o mesmo direito. Sou homem e também já sofri com ações machistas, quando não soube trocar um pneu (fui “zuado” pelos amigos do trabalho), quando não quis ‘ficar’ com uma mulher simplesmente por não estar na “vibe”, fui taxado de termos homofóbicos, e por estes também fui rotulado ao preferir uma bebida que não era cerveja “bebida de homem”. Apesar destes exemplos, o machismo atinge muito mais às mulheres. O Rodrigo não está criando um padrão inalcançável, ele apenas é uma pessoa sensata. Então, homens, atitudes bem simples ajudarão a reduzir e quem sabe até acabar com o machismo: ter bom senso, ser prestativo, nada de violência doméstica (psicológica ou física), ser atencioso, em resumo, trate as mulheres com respeito, e seja também um “Homão da porra”, pois é o mínimo que um homem decente pode ser!


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Expediente: Idealizador: Demontiez Marques (61 8609-3109 / 3357-8382) Editoração: Ilton Barbosa (61 98474-2193), Revisão: Danne Strauss (61 99610-4680)

Todas as edições disponíveis em: https://issuu.com/zinecomplexoemmovimento


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