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Zine Complexo em Movimento - n.38 - fevereiro/2018

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e l x p o em M m o C ANO IV - EDIÇÃO Nº 38 SAMAMBAIA, DF

Fevereiro/2018

ovimento

Música, carnaval e cultura!!

Muita Farra

Releases banda

Marcianita

Galeria de Artes em Samambaia? Sim, ela existe!!

AGORA e REAL, COMO BRINCAR O CARNAVAL EM BRASÍLIA!

Por: Demontiez Marques

Renato Gonoli & Os Lankas

Seja um colaborador deste zine! Envie-nos sugestões de conteúdo sobre a arte e cultura de Samambaia. E-mail: zcmovimento@gmail.com Imprima cópias do zine e distribua na sua comunidade. Acesse o link para baixar os arquivos: http://tinyurl.com/zinecm

Nego Edmar


zine Complexo cultural

Olha nós, evoluindo!!!!!!!!!

Reconheçamos: Hoje em dia quase ninguém encontra tempo para ler. Vivem se queixando de que só consegue um tempinho pra ler alguma coisa, no banheiro ou durante os intervalos comerciais da televisão. Grande parte dos remanescentes adeptos de leitura, por exemplo jornal, já contraiu o vício de ler somente o caderno policial. Politica? Nem pensar, o espetáculo não muda nunca, e você tem interesse em saber qual político está escondendo dinheiro na cueca, para escapar do fisco? Ou sobre qual político está tentando burlar a normas de determinado presídio, escondendo queijo e biscoitos, também na cueca? Atitude essa, nada higiênica? Diante do quadro acima relatado, há luz no fim do túnel. Você está à procura de uma publicação charmosa, atrativa com informações sobre teatro, poesia, dança, bandas de diversos estilos beleza, apresentamos-lhes o ZINE COMPLEXO EM MOVIMENTO. Neste impresso, tanto na edição física, quanto na edição online, você ficará informado sobre o que há de melhor sobre a cultura produzida em Samambaia e no DF. O Zine em 2018, quarto ano de existência, contará com a verba do FAC, verba esta, que oportunizará a equipe, a produzir mais textos, desta forma, estará contemplando maior número de artistas em suas páginas. Ao longo de doze meses, período de duração do projeto, o Zine terá doze páginas, fotos coloridas e matérias interessantes produzidas pela equipe, acreditem, entusiasmadíssima para trabalhar. Nesta edição trazemos informações sobre: 1- O Carnaval do DF, destaque para a volta do Bloco do Calango; 2- Página, do Danne com matérias esclarecedoras sobre assuntos diversos; 3- O Trabalho da banda Renato Gonoli e os Lankas, 4- Do trabalho do Cantor Nego Edmar; 5- Reinauguração da Galeria Ilha Cultural; 6- Eventos ocorridos e a ocorrer. Tudo fotografado pela Elisa, que juntamente com Nailan e Ilton Barbosa, formam a melhor equipe de profissionais que conheço. Ah, por fim divirta-se com a tirinha. No mais, grato pela escolha. Por: Demontiez Marques

Expediente: Idealizador: Demontiez Marques (61 98609-3109 / 3357-8382) Editor: Ilton Barbosa (61 98474-2193); Editoração: Nailan Barbosa Revisão: Danne Strauss (61 99610-4680); Fotografia: Elisa Borges Assistente de produção: Sarah Zanina. Todas as edições disponíveis em: https://issuu.com/zinecomplexoemmovimento


Informes

Conselho de Cultura Samambaia

E m r e s u m o : - 2 7 3 ª R E U N IÃO O R D I NÁ R IA D O C O N S E L H O D E C U LT U R A S A M A M BA IA

N

o dia 22/01/2018 foi protocolado, na Administração Regional RA XII/DF, relatório da visita técnica ao Complexo Cultural Samambaia, apontando problemas na obra. Mas até o momento não houve nenhum pronunciamento da Administração Regional, sobre isso. O mesmo documento será protocolado na Novacap e Secretaria de Cultura, órgãos diretamente envolvidos na licitação de móveis, equipamentos e construção desse Equipamento Público. Quanto à licitação para compra e instalação dos equipamentos de iluminação, sonoplastia, audiovisual e informática, a cargo da Secretaria de Cultura, a arquiteta Érika, da Secult, prepara o novo edital a ser lançado. Ficou previsto em reunião, a realização da “Oficina para criação do Plano de Gestão do Complexo Cultural Samambaia”, a ser realizada no dia 24/02/2018, das 08 às 18h, no auditório do Colégio CCI, quadra 401 - Samambaia Norte. Os convidados são todos(as) conselheiros(as) regionais de cultura, agentes culturais, representantes da Administração Regional, da Secretaria Cultura DF, do Fórum de Cultura DF e empresários(as) da região. O resultado desse encontro servirá de base para elaboção do Plano de Gestão do Complexo Cultural. Discutiu-se a recomposição do Conselho de Cultura Samambaia referente à gestão de 2016/2019. Os nomes sugeridos são: Demontiez Marques, Marília de Abreu, Élton Skartazini, Meimei Bastos, Nilson Souza, Baiano Silva, Marcus Vinícius e Ladylaura Caetano, conselheiros da comunidade artística; Jadiel Teles, representante do administrador regional; Gleyriston Gomes, gerente de cultura, esporte e lazer. As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 06/02/2018. Acesse o relatório em http://blogccs.wordpress.com


Página do Danne

Bloco Eduardo e Mônica E

m Brasília é de costume ter os blocos de carnaval como alternativa de folia nesta época do ano, muitos já são tradicionais como o Galinho de Brasília, o Pacotão, a Baratona, a Baratinha (para as crianças), o Suvaco da Asa e por aí vai! A cada ano aumenta mais um, este ano fiquei gratamente surpreso por perceber a força de uma banda através dos tempos. O Bloco Eduardo e Mônica em sua segunda edição trouxe uma homenagem ao rock de Brasília, tocando músicas dos Raimundos, Plebe Rude, Paralamas, Legião Urbana entre outros com direito à área Kids, camarote e muito mais. Destacando a Legião, o curioso é perceber que mesmo depois de mais de duas décadas sem Renato Russo, suas letras ainda estão muito vivas na mente e nos corações dos fãs. Letras? Ou talvez fosse melhor dizer sagradas escrituras? Bom, digo isso porque no início da carreira, os amantes dabanda a chamavam de “Religião Urbana” tamanha era a “devoção” e amor por ela. Como já disse em outra edição, sou compositor. Espero que um dia minhas músicas também recebam um carinho e uma atenção especial como as da Legião, da qual também sou muito fã e “devoto”, rs! Dia 03/03 às 17h no restaurante Resort Samambaia farei um show com a banda Dia Urbano num tributo a essa lenda do rock nacional. Ainda teremos uns extras de Raul Seixas, Zé Ramalho, Elvis Presley, Cidade Negra... Se fosse você não perdia.

Viva a folia, a alegria, a paixão e o respeito pela vida!


I

Apoio e Parceiros

Algumas respostas: Carta de Alforria; Primas; Alan; Ala; Rapado; Dra; Pre; Gramado; Boas; Bar; Coisa; Reator; Elf; Carro Forte; T;

I

I

Cruzadinha


A

AGORA e REAL, COMO BRINCAR O CARNAVAL EM BRASÍLIA!!!!!

o longo dos anos o carnaval de Brasília passou por mudanças. A folia já viveu o ápice dos desfiles das escolas de samba e dos bailes em clubes sociais, isso, para quem possuía grana para pagar ingressos, com preços nada convidativos. A SETUR, desenvolvia campanhas para atrair turistas, e convencer os cidadãos à prestigiar o carnaval da cidade sem sucesso. A maioria das pessoas preferiam viajar em busca de opções para curtir o feriado prolongado nas cidades vizinhas. Caldas Novas, Cachoeiras do Itiquira e Saia Velha, eram os lugares preferidos. Quem não viajava, a opção era assistir aos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro pela televisão, e torcer por: Portela, Mangueira, Beija-Flor, Imperatriz Leopoldinense... Há cinco anos não há desfile de escolas de samba no DF, Atualmente, são os Blocos de Rua que dominam o carnaval no DF. Estes, contemplam todas as tribos e ritmos, arrastando multidões atrás dos seus Trios Elétricos. Com apoio da comunidade empresarial, foi possível criar vários blocos: Raparigueiros, Baratona, Galinho de Brasília, Virgens da Asa Norte, Vai com as Profanas, Suvaco da Asa, Segura o Coco, Menino da Ceilândia, Baby-doll de Nylon, e outros que, a exemplo dos blocos baianos, vendem abadás e bebidas aos seus associados. Desta forma, com a grana arrecadada nas vendas, garantem a festa do próximo ano. A concentração se dá, em diversos pontos da cidade: Setor Bancário Sul e Norte, Setor Comercial e Eixo monumental, próximo a torre de TV. Este ano, o irreverente Bloco do Pacotão, desfilou em comemoração aos quarenta anos de fundação. Os foliões exibiram cartazes com frases, tendo como alvo os políticos envolvidos na Operação Lava Jato, queda do viaduto no Eixão Sul, onde cantaram a Marchinha tema do Bloco: Presidente Despirocado. Reverenciar Rei Momo não foi privilégio dos habitantes do plano piloto. Nas satélites, apesar do não envolvimento das Administrações Regionais, a comunidade reverenciou o Rei Momo. Os foliões brincaram em bares que ofereceram como atrativo, open bar de comidas e bebidas, como também no Bloco do Calango, que voltou a desfilar após longo tempo inativo, na Folia do Mané, no quiosque tradicional da Quadra 402, Samambaia Norte, e nos eventos independentes que atraíram grande número de foliões. Yeah, yeah, enfim temos CARNAVAL.


RESUMO DO CARNAVAL averia de ter verba disponível para promover o carnaval da cidade, mas sabe-se que o Governo de Brasília passa por crise financeira. Se não há recursos nem mesmo para os serviços públicos dito essenciais, com certeza as agremiações que promovem o carnaval na cidade seriam atingidas com a não disponibilização de verba para este fim. Como sempre, o cidadão sempre “dança” ou “Samba”? Com a decisão do Governo de Brasília, de não mais bancar a realização dos desfiles das escolas de samba, só lembrança ficou das disputas acirradas da Unidos da Asa Norte com a ARUC. Essas agremiações se revezavam na disputas do troféu de campeã e na conquista do prêmio para a vencedora, por sinal, bastante tentador. Outras escolas eram simples coadjuvantes. Confetes e serpentinas, ficavam para os que metiam a mão na grana.

H

Nos anos setenta, até meados dos anos oitenta, os desfiles ocorriam inicialmente na W3 Sul, o que veio a gerar várias reclamações de moradores das quadras residenciais setecentos e novecentos. Decidiu-se migrar para o Eixão Sul. Neste local, após os desfiles, era promovido um grande baile popular, que também veio a gerar protestos, sendo desta vez, dos moradores das quadras duzentos e cem, próximas ao local. Por estes e outros motivos, chegaram a tentar outros endereços como Parque da Cidade, área da Torre de Televisão e, por fim, na cidade de Ceilândia, sendo que nesta, percebeu-se dificuldade de acesso de grande parte da população. Não se animavam a se deslocar, para um local tão distante e, convenhamos, já se imaginava que não podia ter dado certo. Então, se não há como agradar a gregos e troianos, optou-se por não fazer da forma como vinha sendo feito. Então, que brinquem nas ruas de forma independente. Por: Demontiez Marques


banda

Marcianita

P

elo fato, de sermos apaixonados por bandas de rock psicodélico das décadas de 60 e 70, ficou claro, logo nos primeiros encontros, que tipo de som iriamos fazer. As músicas teriam que trazer as influências de bandas como Pink Floyd, The doors e Os mutantes ao mesmo tempo que conversava com o público jovem, que não teve a oportunidade de ver, tais ídolos, tocarem ao vivo. E assim, com canções prolongadas, cheias de efeito de guitarra, ritmos que passam por vários gêneros musicais e letras românticas e sarcásticas, surgiu a Marcianita, com um estilo musical inusitado, uma mistura de rock psicodélico e música popular brasileira. A banda, busca uma certa simplicidade em suas melodias e letras, com o intuito de atingir um público amplo, que vai de ouvintes corriqueiros à músicos letrados, sendo que, apesar de ser simples, as composições não deixam de apresentar um certo refinamento musical. Nesse primeiro momento, as composições apresentam o conceito de um relacionamento entre duas pessoas, com o interlocutor expressando seus sentimentos, suas motivações, suas alegrias e suas inseguranças, algumas vezes de forma bem sucinta, outras vezes, assumindo um papel cínico e sarcástico. Já as melodias e ritmos flertam com o psicodélico e ao mesmo tempo, apresentam a lucidez de uma boa MPB.

O nome “Marcianita” surgiu de várias referências de artistas e músicas retrô. Desde o princípio, queríamos usar o planeta Marte para simbolizar a psicodelia, depois de algumas sugestões, surgiu o nome da música dos anos sessenta, chamada Marcianita. A letra dessa canção, remete ao incômodo que o personagem sente em uma relação afetiva comum, entre homem e mulher, visto isso, ele acha uma solução incomum para o seu problema, buscando uma mulher de Marte, que foge completamente dos padrões. As características retrô, excêntrica e psicodélica da letra dessa música, se assimilou bastante com os conceitos das composições da banda, sendo essa a escolha do nome. Com o término das composições e após vários ensaios, pensamos no próximo passo, as apresentações. A primeira oportunidade surgiu com o Saloon Red Rock Alternativo, que abriu suas portas para a banda participar do Residência Samamba Rock, que é uma prévia para bandas novas, que tocam músicas autorais, apresentarem seus trabalhos, com o intuito de participarem do festival Samamba Rock. A nossa estreia nos palcos, aconteceu no dia 20 de agosto de 2017, e nos rendeu uma imagem bem positiva no cenário do rock de Samambaia, devido ao nosso comprometimento em divulgar a cena, junto com os organizadores que a fazem acontecer. A parceria com o Saloon nos rendeu a participação no festival Samamba Rock de 2017 e consequentemente a apresentação no 101º Sarau Complexo Samambaia em janeiro de 2018, que tem como objetivo a causa nobre da entrega do complexo cultural da Samambaia. E assim, seguimos divulgando o rock psicodélico, autoral e autêntico de Samambaia, com projetos que virão em 2018 e propagando a cena de Samambaia, que um dia, será grandiosa.


& i l o n o G Renato s a k n a L Os

A

banda Renato Gonoli e os Lankas surgiu no final de 2017, como um projeto solo do vocalista e guitarrista Renato Gonoli, da banda "Rude", aqui do DF. No início o propósito era de encontrar músicos para que eles tocassem as músicas de seu EP "Nostalgia do que não vivi", que contam nas suas letras, momentos de sua vida pessoal e a observação do mundo ao seu redor, misturando vários elementos da música brasileira, inclusive a MPB com muito Rock. Mas no início de 2018, Renato Gonoli e os músicos que são seus amigos decidiram consolidar o projeto e formar a banda "Renato Gonoli e Os Lankas", porém em breve se chamarão somente "Os Lankas". A banda conta atualmente com Renato Gonoli (Vocais e Guitarra\Violão), Bruno Souza (Baixo), Gustavo Rodrigues (Bateria) e Marcelo Aquino (Guitarra e Backing Vocals).

Siga-nos:

Sound Cloud: https://soundcloud.com/renatg onoli

Canal youtube com o EP - No stalgia do que não vivi: https://www.youtube.com/use r/regonoli Facebook: Renato Gonoli

Instagram: @renatogonoli


Nego Edmar S

eus primeiros contatos com o violão e a música foram aos quinze anos de idade, na igreja evangélica, onde se “musicalisou” e chegou a liderar grupos musicais dalí. Hoje se dedica à música popular brasileira e ao rock nacional. Como ele mesmo diz, considera ter um “perfil de múltipla utilidade”, uma vez que atua como vocalista, violonista, compositor, produtor cultural e também desempenha a atividade de cabeleireiro em seu próprio salão, localizado na praça do cidadão (519 Samambaia). Atualmente vive um momento dinâmi-

co em sua carreira, atuando como agente cultural, membro e suplente do Conselho Regional de Cultura de Samambaia e participante ativo das edições do Sarau Complexo. Como idealizador do projeto Músicas que Embelezam a Arte, vem realizando eventos culturais mensais na sua comunidade, contemplando os artistas locais e convidados da região. Está registrado no Cadastro de Entes e Agentes Culturais da Secretaria de Cultura, com a qual busca recursos para o seu projeto. Facebook.com/edmar.pereira.370


G

Sua visita será gratificante.

aleria de Artes em Samambaia? Sim, ela existe, localizada na Feira permanente da QN 202 Samambaia Norte, A GALERIA ILHA CULTURAL, foi idealizada para desmistificar a ideia de que, invariavelmente quem frequenta estes espaços são pessoas ricas e excêntricas. Arte é plenamente acessível e pode ser consumida por todas as classes sociais. No dia 25 de dezembro de 2017, reinaugurada com um SARAUPATEL, contou com um público formado por artistas e produtores. A Galeria tem como objetivo, escoar a rica produção de trabalhos de artistas de Samambaia e outras RAs do DF, possibilitar o acesso rápido à arte e atrair colecionadores, antiquários, amantes e admiradores da arte, por razões variadas. A novidade, é que o espaço será aberto para lançamentos e vendas de livros consignados, e será disponibilizado para exposições itinerantes e, reuniões culturais, sem cobrança de taxas. Aposta ainda, em obras decorativas, que podem ser vendidas a bons preços. Boa oportunidade para se desapegar daquele objeto que já perdeu seu interesse, mas pode interessar a outras pessoas.

Por: Demontiez Marques


TIRINHAS


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