Publicação mensal • Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 • Ano 06 • 300 MZN • xonguila.co.mz
ABSA
Novo impulso para as artes em Moçambique New pulse to the arts in Mozambique
TOYOTA FESTIVAL BY CFAO Adrenalina e paixão automóvel Adrenaline and automobile passion
FIKANI 2023
Uma montra do turismo sustentável A showcase for sustainable tourism
10ª EDIÇÃO DO KINANI
A celebração da dança contemporânea The celebration of contemporary dance
Quer investir em Moçambique? Junte-se ao Melhor Banco Digital.
Top Innovations in Finance – Mobile Banking / Apps category awards for Smart IZI Best Consumer Digital Bank for Innovation and Transformation - Regional winner in Africa Best Consumer Digital Bank in Mozambique Best Consumer Mobile Banking App - Country winner in Mozambique Best Consumer Digital Bank for Innovation and Transformation - Country winner in Mozambique
Saiba mais em millenniumbim.co.mz Banco Internacional de Moçambique
Arte Daqui
10ª EDIÇÃO DO KINANI
Fotografia: Mariano Silva
A celebração da dança contemporânea em Maputo
4 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Arte Daqui
Este ano, em sinergia com a "Biennale de Danse en Afrique", o KINANI elevou a fasquia, reunindo estilos, tradições e inovações de diversos cantos de África e do mundo. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 5
Arte Daqui
10ª EDIÇÃO DO KINANI A celebração da dança contemporânea em Maputo Na semana de 20 a 26 de Novembro, a cidade de Maputo foi palco de um evento que fica marcado na história da dança contemporânea africana. A 10ª edição do KINANI – Bienal Internacional de Dança Contemporânea, conjugada com a 17ª edição da Bienal de Dança em África, trouxe um espectáculo de cor, movimento e expressões culturais, transformando a capital moçambicana na anfitriã de uma celebração artística sem precedentes. Na verdade, o festival KINANI, desde sua criação em 2005 que se foi estabelecendo como um farol da dança contemporânea no continente africano. Este ano, em sinergia com a ‘Biennale de Danse en Afrique’, elevou a fasquia, reunindo estilos, tradições e inovações de diversos cantos de África e do mundo. UM MOSAICO DE TALENTOS E CULTURAS Artistas e companhias de Moçambique, África do Sul, Mali, Nigéria, Tanzânia, Cabo Verde, Angola, Marrocos e Madagáscar foram os protagonistas desta bienal. As actuações reflectiram um mosaico cultural, onde cada performance era uma janela para a alma e as tradições de seu país de origem. Esta diversidade mostrou-se não apenas nos estilos de dança, mas também na abordagem temática, oferecendo uma riquíssima oportunidade para expressão artística livre e diversificada. ESPAÇOS QUE RESPIRARAM ARTE A cidade de Maputo transformou-se num imenso palco ao ar livre, com performances em locais emblemáticos como a Praça da Independência, o Jardim Tunduru e a Sé Catedral de Maputo. Além destes, espaços culturais como o Centro Cultural Franco-Moçambicano e o Teatro Avenida foram essenciais na hos-
pedagem de espectáculos que entrelaçaram a arte da dança com a história e a arquitectura local. UMA EXPERIÊNCIA MULTIFACETADA O KINANI e a Bienal de Dança em África não se limitaram a apresentações de dança. Painéis de debate, fóruns e passeios com actuações foram organizados, promovendo uma interacção mais profunda entre os artistas e o público. Esses eventos proporcionaram momentos de reflexão e troca de experiências, ampliando a compreensão da dança como uma forma de comunicação e expressão cultural. O evento culminou numa celebração festiva onde a música e a dança se fundiram em harmonia perfeita, reflectindo a alegria e a união das culturas presentes. Foi um epílogo que ressoou não só nas ruas de Maputo, mas também nos corações de todos os que participaram e testemunharam este grandioso evento.
6 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
A diversidade mostrou-se não apenas nos estilos de dança mas também na abordagem temática, oferecendo uma riquíssima oportunidade para livre expressão artística Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 7
Fotografia: Mariano Silva
Arte Daqui
Arte Daqui
QUITO TEMBE, CURADOR DO FESTIVAL KINANI, COMENTA: “Esta edição foi histórica para o continente africano. Tivemos em Moçambique mais de 300 delegados (directores de outros festivais, organizações de arte e directores de teatros), que permitiram que os espectáculos seleccionados e apresentados fossem escolhidos para circular em outros festivais do mundo. Em termos de presenças, há a destacar os directores da Bienal do Lyon, França (maior festival de dança do mundo), a directora do
Fotografia: Mariano Silva
A 10ª edição do KINANI, juntamente com a 17ª Bienal de Dança em África, deixou um legado inesquecível. Mostrou que a dança, mais do que um movimento artístico, é um diálogo sem fronteiras, uma celebração da diversidade e um poderoso meio de conectar pessoas, culturas e histórias. Maputo, por uma semana, foi mais do que a capital de Moçambique; foi o coração pulsante da arte contemporânea africana, um lugar onde a dança falou todas as línguas.
8 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Arte Daqui
Tanzmesse (Alemanha), que é a maior feira de dança do mundo, e um grande número de programadores africanos. Igualmente durante a bienal, tivemos o programa FORUM KINANI, que consistiu em ter os três principais fundos de financiamento concedido às artes (FUNARTE, do Brasil; ACCÈS CULTURE, de França; PROCULTURA, de Portugal/União Europeia), que, num mesmo espaço, e durante três dias, abordaram temas ligados a formas
e modelos de projectos por eles financiados. Esta interacção abriu espaço para que Moçambique entre no mapa dos financiamentos internacionais. Importa destacar que as sessões foram honradas pela presença de duas renomadas individualidades, nomeadamente, a Presidentes do Instituto Francês (França), e a presidente da FUNARTE (Brasil). Por fim, mas não menos importante, foi a presença massiva do público em todos os 32 espectáculos, muitos deles com lotação esgotada.”
A 10ª edição do KINANI mostrou que a dança, mais do que um movimento artístico, é um diálogo sem fronteiras.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 9
Art from here
10TH EDITION OF KINANI A celebration of contemporary dance in Maputo
In the week of 20 to 26 November, the city of Maputo hosted an event that will go down in the history of African contemporary dance. The 10th edition of KINANI - International Biennial of Contemporary Dance, combined with the 17th edition of the Biennial of Dance in Africa, brought a spectacle of colour, movement and cultural expressions, transforming the Mozambican capital into the stage for an unprecedented artistic celebration. In fact, since its creation in 2005, the KINANI festival has established itself as a beacon of contemporary dance across the African continent. This year, in synergy with the 'Biennale de Danse en Afrique', it has raised the bar, bringing together styles, traditions and innovations from different corners of Africa and the world.
SPACES THAT BREATHE ART The city of Maputo was transformed into an immense open-air stage, with performances in emblematic locations such as Independence Square, Tunduru Garden and Maputo Cathedral. In addition to these, cultural venues such as the Franco-Mozambican Cultural Centre and the Avenida Theatre were essential in hosting shows that intertwined the art of dance with local history and architecture. A MULTIFACETED EXPERIENCE KINANI and the Biennale of Dance in Africa were not limited to dance performances. Panel discussions, forums and tours with performances were organised, promoting deeper interaction between the artists and the public. These events provided moments of reflection and exchange of experiences, broadening the understanding of dance as a form of communication and cultural expression. The event culminated in a festive celebration where music and dance merged in perfect harmony, reflecting the joy and unity of the cultures present. It was an epilogue that resonated not only in the streets of Maputo, but also in the hearts of all those who took part and witnessed this great event.
The 10th edition of KINANI, together with the 17th Biennale of Dance in Africa, left an unforgettable legacy. They showed that dance, more than an artistic movement, is a dialogue without borders, a celebration of diversity and a powerful means of connecting people, cultures and histories. For a week, Maputo was more than Mozambique's capital; it was the beating heart of contemporary African art, a place where dance spoke all languages. COMMENTS FROM QUITO TEMBE, CURATOR OF THE KINANI FESTIVAL: "This edition was historic for the African continent. We had more than 300 delegates in Mozambique (directors of other festivals, art organisations and theatre directors), which meant that the shows selected and presented were chosen to be shown at other festivals around the world. In terms of attendance, we would highlight the directors of the Lyon Biennale (France) (the world's largest dance festival), the director of Tanzmesse (Germany), which is the world's largest dance fair, and a large number of African programme-makers.” “Also, during the biennial, we had the FORUM KINANI programme, which consisted of having the three main arts funding funds (FUNARTE, from Brazil; ACCÈS CULTURE, from France; PROCULTURA, from Portugal/European Union), who, in the same space, and for three days, discussed topics related to the forms and models of projects they fund. This interaction opened the way for Mozambique to enter the international funding map. It is worth noting that the sessions were honoured by the presence of two renowned individuals, namely the President of the French Institute (France) and the President of FUNARTE (Brazil). Last but not least was the massive attendance at all 32 shows, many of which were sold out.”
10 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Mariano Silva
A MOSAIC OF TALENTS AND CULTURES Artists and companies from Mozambique, South Africa, Mali, Nigeria, Tanzania, Cape Verde, Angola, Morocco and Madagascar were the protagonists of this biennial. The performances reflected a cultural mosaic, where each performance was a window into the soul and traditions of its country of origin. This diversity showed itself not only in the dance styles, but also in the thematic approach, offering a rich opportunity for free and diverse artistic expression.
Art from here
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 11
Sumário
4 10ª EDIÇÃO DO KINANI
A celebração da dança contemporânea em Maputo The celebration of contemporary dance
16 ABSA
Absa traz novo impulso para as artes em Moçambique
12 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Brings new pulse to the arts in Mozambique
Sumário
56 FIKANI 2023
Uma montra do turismo sustentável em Moçambique A showcase for sustainable tourism in Mozambique
76 MONEY SAVVY
Capacitar crianças e jovens com educação financeira Empowering children and young people with financial education
84 MILLENNIUM BIM
com novo conceito de Balcão innovates with new branch concept
86 MAPIKO
26 MOZAMBIQUE FASHION WEEK 2023 Moda, Inovação e Diversidade Fashion, Innovation and Diversity
A candidatura a património cultural imaterial da UNESCO The application for UNESCO cultural heritage status
100 SABIAS QUE/ DID YOU KNOW Revisitando uma jóia televisiva: o fenómeno “Não é Preciso Empurrar” Revisiting a television gem: the "No Need to Push" phenomenon
110 CINEMA 35MM
Away Bus, uma comédia dramática que o vai prender ao ecrã Away Bus, a dramatic comedy that will keep you hooked to the screen
34 YUGO ASIAN FUSION
Sabores excepcionais e uma experiência memorável Exceptional flavours and a memorable experience
42 TOYOTA FESTIVAL BY CFAO Adrenalina e paixão automóvel Adrenaline and automobile passion
FICHA TÉCNICA/BIOS Propriedade/Property: Veludo & Mentol, Sociedade Unipessoal Lda • Conselho de Administração/Administrative Council: Omar Diogo, Nuno Soares, Mariano Silva • Director: Nuno Soares • Gestão de Conteúdos Editoriais/Editorial Content Management: Nuno Soares, Mariano Silva • Copy-desk (português): Fátima Ribeiro • Colunistas/Writers: Eliana Silva, Mariano Silva, Nuno Soares, Jaime Álvaro, Precidónio Silvério, Aayat Irfan • Tradução (Português-Inglês)/Translation (Portuguese-English): Leocádia Valoi • Fotografia/Photography: Mariano Silva • Design de Capa/Cover Design: Nuno Azevedo, inspirada na arte do fotógrafo queniano Thandiwe Muriu • Grafismo/Visuals: Omar Diogo • Infografia e Paginação/ Infographics and Pagination: Omar Diogo • Produtores Audiovisuais/Audiovisual Producers: Omar Diogo, Nuno Lopes, Ana Piedade• Gestão de Redes Sociais/ Social Media Management: Nuno Soares • Conteúdos de Marketing e Comunicação/ Marketing and Communication Contents: Omar Diogo, Nuno Azevedo • Gestão de Homepage e Edição Online/Homepage Management and Online Editing: Omar Diogo, Jorge Oliveira • Departamento Comercial/Commercial Department: Nuno Soares - comercial@xonguila.co.mz • Impressão/Printing: Minerva Print • Distribuição/ Distribution: Flotsam Moçambique, Lda • ISSN: ISSN-0261-661 • Registo/Register: 02/Gabinfo-dec/2018 • Registo de Propriedade Industrial/Industrial Property Registration: 35065/2017 - 35066/2017 (15/01/2018) Os artigos com assinatura reflectem a opinião dos autores e não necessariamente da revista. Toda a transcrição ou reprodução, parcial ou total, requer a autorização expressa da empresa titular da revista. The articles reflect the authors opinion, and not necessarily the magazine opinion. All transcript or reproduction, partial or total, requires the authorization of the company that owns the magazine
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 13
Editorial
Do Director / From the Director Estimados leitores,
Dear readers,
Esta edição, a última de 2023 e primeira de 2024, marca não apenas o fim de um ano repleto de desafios e conquistas, mas também o início de um novo capítulo com esperança e expectativas. Como sempre, comprometemo-nos a trazer-vos conteúdos relevantes e cativantes que espelham a dinâmica cultural, social e empresarial de Moçambique.
This edition, the last of 2023 and the first of 2024, marks not only the end of a year full of challenges and achievements, but also the beginning of a new chapter full of hope and expectations. As always, we are committed to bringing you relevant and captivating content that reflects Mozambique's cultural, social and business dynamics.
Neste número, celebramos a dança contemporânea com a 10ª Edição do KINANI, que converteu Maputo no epicentro da expressão artística africana, demonstrando a riqueza cultural do nosso continente, bem como a FIKANI 2023, realizada no Centro Cultural Moçambique-China, simbolizando a evolução do turismo sustentável, um sector de crescente importância para o desenvolvimento do país. A 19ª Edição do Mozambique Fashion Week (MFW) também se destacou por mergulhar na cultura africana, explorando aspectos da sua modernidade, e procurar demonstrar que todos têm o direito de se sentir num trono, despertando o rei e/ou a rainha que vivem em si.
In this issue, we celebrate contemporary dance with the 10th edition of KINANI, which has turned Maputo into the epicentre of African artistic expression, demonstrating the cultural richness of our continent, as well as FIKANI 2023, held at the Mozambique-China Cultural Centre, symbolising the evolution of sustainable tourism, a sector of growing importance for the country's development. The 19th edition of Mozambique Fashion Week (MFW) also stood out for delving into African cultures, exploring aspects of its modernity, and striving to demonstrate that everyone has the right to feel like they are on a throne, awakening the king and/or queen that lives within them.
Do sector gastronómico, trazemos o Yugo Asian Fusion, um exemplo palpável do amor pela diversidade culinária asiática aliado à crescente tendência de takeaway e entrega de refeições de qualidade. Este é um reflexo do adaptar-se aos novos tempos mantendo a essência da boa culinária. Na área automobilística, revivemos a emoção do Toyota Festival by CFAO, que transformou a pista do ATCM num espectáculo de paixão e adrenalina e veio reforçar a forte ligação dos moçambicanos com o mundo automóvel. No cenário do empreendedorismo, aplaudimos o feito notável da startup Maktub, que conquistou um prémio internacional no 929 Challenge, testemunho do potencial inovador moçambicano no mundo das start-ups, e exploramos a trajectória de Ivan Martins, um exemplo de novidade na fisioterapia por procurar oferecer ao paciente um espaço menos hospitalar, mais acolhedor. Entre outras peças que aqui trazemos, mereceram a nossa atenção a iniciativa cultural do Absa Bank Moçambique com o Ready for Art e a candidatura da dança Mapiko à lista de património cultural da UNESCO, bem como o novo conceito de balcão do Millenium Bim.
From the gastronomic sector, we bring you Yugo Asian Fusion, a tangible example of the love for Asian culinary diversity combined with the growing trend for takeaway and delivery of quality meals. This is a reflection of adapting to the new times while maintaining the essence of good cuisine. In the motoring field, we relived the excitement of the Toyota Festival by CFAO, which transformed the ATCM track into a spectacle of passion and adrenaline and reinforced the strong bond between Mozambicans and the motorsport world. On the entrepreneurial scene, we applaud the remarkable achievement of the start-up Maktub, which won an international prize at the 929 Challenge, testimony to Mozambique's innovative potential in the world of startups, and we explore the career of Ivan Martins, an example of innovation in physiotherapy as he seeks to offer patients a less hospital-like, more welcoming space. Amongst the other pieces we've featured here, we've looked at Absa Bank Moçambique's cultural initiative with Ready for Art and the Mapiko dance's application to be included on UNESCO's Cultural Heritage list, as well as Millenium Bim's new branch concept.
Fechamos 2023 e abrimos as portas a 2024. O Natal, momento de confraternização familiar, une-nos em alegria e gratidão e o aproximar-se do fim do ano convida-nos a reflectir, celebrar e desejar melhor vida para todos. Que o novo ano traga muitas realizações, renovação e esperança.
Os meus votos de paz, saúde e prosperidade para todos.
We closed 2023 and opened our doors in 2024. Christmas, a time for family gathering, brings us together in joy and gratitude and the approach of the end of the year invites us to reflect, celebrate and wish everyone a better life. May the new year bring many achievements, renovations and hope. I wish you all peace, health and prosperity.
Nuno Soares Director Com o apoio de:
14 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Há muito mais em cada um de nós Às vezes festeja um negócio como se fosse um golo. Outras vezes está em campo a marcá-los, nos jogos com os amigos. Sabemos que não se dedica apenas à sua empresa, e arranja tempo para as suas paixões.
Porque somos o Banco de todos os momentos, temos opções para as várias vertentes da sua vida. Visite absa.co.mz
Termos e Condições aplicáveis: Campanha válida até 31 de Dezembro de 2024. Para mais informações, ligue para 1223/21344400 ou visite absa.co.mz Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed.Banco 65 © Revista | 15 Absa Bank Moçambique, SA (registado sob o número 101220982) é regulado pelo de Xonguila Moçambique.
Fotografia: Cortesia do Absa Bank
16 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 17
Fotografia: Cortesia do Absa Bank
18 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
ABSA TRAZ NOVO IMPULSO PARA AS ARTES EM MOÇAMBIQUE 2024 será um ano de nova dinâmica para o cenário da cultura nacional: o Absa Bank Moçambique irá trazer um novo impulso para o domínio artístico em Moçambique, com o Ready for Art, projecto de promoção das artes e cultura que o Banco irá expandir para o centro e norte do País, concretamente com a criação de montras de exposição artística nas cidades da Beira e Nampula.
A
través do concurso “Galeria Absa”, um programa inovador e abrangente, o Absa deu lugar ao surgimento de novos talentos e novas expressões da arte contemporânea. Do concurso resultou o Ready for Art, desenhado para celebrar e enriquecer a expressão artística em todas suas formas, além de proporcionar um espaço para artistas e novos talentos apresentarem as suas criações. O Ready for Art pretende impulsionar o crescimento e desenvolvimento dos nossos jovens artistas através de um conjunto de capacitações que contribuam para o desenvolvimento pessoal, financeiro e empresarial neste nicho, com um plano de formação integrado e que respeita os preceitos da agenda 2030. Nas palavras de Ema Soares, uma das responsáveis pela implementação do projecto, esta acção será crucial para o crescimento das artes e cultura em Moçambique: “Esta oportunidade fará toda a diferença não só na vida dos artistas que participarão no projecto, mas também em todos os outros que os terão como exemplo. Ter talento não é suficiente se não forem desenvolvidas outras habilidades de negócio, financeiras e interpessoais, que incluem comunicação, imagem e
outras habilidades que permitam ao artista melhorar a sua forma de ser, estar e fazer arte. Mais do que isso, temos hoje uma agenda que nos conduz e orienta para uma acção mais focada em questões ambientais, de empoderamento de jovens, de inclusão social e de género, e este projecto foi pensado também para responder a esses desafios. As vitrines do Absa são um lugar de sensibilização e consciencialização, portanto, cremos que os nossos artistas irão influenciar e mudar gerações.”
habilidades comportamentais necessárias para lidar com as incertezas do ambiente instável no qual funcionam os empreendimentos artísticos), habilidades de negócio (foco no desenvolvimento da visão de negócio necessária para melhoria do desempenho e consolidação e sucesso profissional a longo prazo), e imagem do artista (criação do branding pessoal e narrativa artística); A curadoria do projecto ficará a cargo de Matheus Sithole, uma referência artística nacional que muito nos orgulha.
O programa contará com a participação inicial de 32 candidatos, os quais passarão por 5 dias de formação, onde serão, à posteriori, seleccionados 14 artistas que seguirão para a fase seguinte. Durante dois meses, os artistas selecionados passarão por mentoria para curadoria e preparação das exposições, a serem realizadas nas Galerias do Absa nos balcões supracitados. Acima de tudo, o programa procura desenvolver os jovens em três grandes áreas, que combinam talento, relacionamentos, visão de negócio, intenção e visão de vida: consciência empreendedora (unindo autenticidade artística e identidade empreendedora), habilidades comportamentais (desenvolvimento de
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 19
Fotografia: Cortesia do Absa Bank
20 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
O projecto do Absa "Ready for Art" não só proporciona a artistas consagrados e novos talentos espaços para apresentarem as suas criações como também contribui para o desenvolvimentos das suas competências pessoais, financeiras e empresariais. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 21
ABSA BRINGS NEW PULSE TO THE ARTS IN MOZAMBIQUE 2024 will be a year of new dynamics for the national culture scene: Absa Bank Mozambique will bring a new pulse to the artistic field in Mozambique with Ready for Art, a project to promote arts and culture that the Bank will expand to the centre and north of the country, specifically with the creation of artistic showrooms in the cities of Beira and Nampula.
T
don't develop other business, financial and interpersonal skills, including communication, image and other skills that allow artists to improve their way of
respond to these challenges. Absa's showrooms are a place for sensitising and raising awareness, so we believe that our artists will influence and
Ready for Art aims to boost the growth and development of our young artists through a set of training programmes that contribute to personal, financial and business development in this niche, with an integrated training plan that fulfils the premises of the 2030 agenda. In the words of Ema Soares, one of those responsible for implementing the project, this action will be crucial for the growth of arts and culture in Mozambique: "This opportunity will make all the difference not only in the lives of the artists who will take part in the project, but also in all the others who will look up to them as an example. Having talent is not enough if you
living, being and making art. Furthermore, today we have an agenda that leads and guides us towards action that focusses more on environmental issues, youth empowerment, social inclusion and gender, and this project was also designed to
change generations." The programme will see the initial participation of 32 candidates, who will undergo five days of training, after which 14 artists will be selected to go on to the next stage.
Fotografia: Cortesia do Absa Bank
hrough the "Absa Gallery" competition, an innovative and comprehensive programme, Absa gave rise to new talents and new expressions of contemporary art. The competition resulted in Ready for Art, designed to celebrate and enrich artistic expression in all its forms, as well as providing a space for artists and new talents to present their creations.
22 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
For two months, the selected artists will undergo mentoring to curate and prepare their exhibitions, which will be held at the Absa Galleries in the aforementioned branches. Above all, the programme seeks to develop the young people in three major areas, which combine talent, relationships, business vision, intention and life vision: entrepreneurial awareness (uniting artistic authenticity and entrepreneurial identity), behavioural skills (developing the behavioural skills needed to deal with the uncertainties of the unstable environment in which artistic ventures operate), business skills (focusing on developing the business vision needed to improve performance and consolidate and long-term professional success), and artist image (creating personal branding and artistic narrative); The project will be curated by Matheus Sithole, a national artistic reference that we are very proud of.
Having talent is not enough if you don't develop other business, financial and interpersonal skills, including communication, image and other skills that allow artists to improve their way of living, being and making art.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 23
Lusofonia
Absa's showrooms are a place for sensitising and raising awareness, so we believe that our artists will influence and change generations. - Ema Soares, one of those responsible for implementing the project "Ready for Art" 24 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 25
Fotografia: Cortesia do Absa Bank
Lusofonia
Moda, inovação e diversidade 26 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Paulo Alexandre
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 27
19ª EDIÇÃO DO MOZAMBIQUE FASHION WEEK Moda, inovação e diversidade
O Mozambique Fashion Week, o principal evento de moda do país, realizou a sua 19ª edição entre os dias 4 a 10 de Dezembro, no Porto de Maputo, consolidando-se como um palco de destaque para mais de 100 estilistas nacionais e 14 internacionais. Este ano transformou-se num manifesto de criatividade sustentável e promoção do talento moçambicano. Com o lema “Kings and Queens: o Trono é Teu”, o evento desdobrou-se numa verdadeira ode à moda em que as colecções se destacaram não apenas pelo seu design inovador, mas também pela sua forte ligação com as raízes culturais de Moçambique. Vasco Rocha, o Director Geral da DDB Moçambique, empresa organizadora do evento, sublinhou a importância do Mozambique Fashion Week como uma viagem de transformação e paixão. Segundo Vasco, “este evento vai além das fronteiras convencionais da moda. É um espaço que narra a história de
A moda aqui transcende a concepção de simples tecidos habilmente costurados, é um espelho do nosso espírito empreendedor, da educação e um símbolo da nossa inovação e inclusão. - Vasco Rocha, Director Geral da DDB Moçambique, organizadora do evento 28 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
uma nação em constante evolução e luta. A moda aqui transcende a concepção de simples tecidos habilmente costurados, é um espelho do nosso espírito empreendedor, da educação e um símbolo da nossa inovação e inclusão”. Tânia Oliveira, representante do Absa Bank Moçambique, principal patrocinador do evento, partilhou um sentimento semelhante. Tânia destacou o papel crucial do Mozambique Fashion Week no crescimento da indústria da moda em Moçambique, gerando oportunidades singulares e sustentáveis para os envolvidos no ecossistema da moda.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 29
Fotografia: Eunice Driver
Através da moda, histórias foram contadas, desafios superados e um futuro promissor para a indústria da moda em Moçambique foi traçado. Com olhos postos no futuro, aguarda-se com expectativa a próxima edição, que promete continuar a elevar o nome de Moçambique no panorama da moda global.
With the motto “Kings and Queens: the Throne is Yours”, the collections stood out for their innovative design, but also for their strong connection with the cultural roots of Mozambique. 30 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Paulo Alexandre
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 31
19TH EDITION OF MOZAMBIQUE FASHION WEEK Fashion, innovation and diversity
Mozambique Fashion Week, the country's main fashion event, held its 19th edition between the 4th and 10th of December, in the Port of Maputo, consolidating itself as a prominent stage for more than 100 national and 14 international designers. This year became a manifesto of sustainable creativity and promotion of Mozambican talent. With the motto “Kings and Queens: the Throne is Yours”, the event unfolded into a true ode to fashion in which the collections stood out for their innovative design, but also for their strong connection with the cultural roots of Mozambique. Vasco Rocha, the General Director of DDB Moçambique, the company organizing the event, highlighted the importance of Mozambique Fashion Week as a journey of transformation and passion. According to Vasco, “this event goes beyond conventional fashion boundaries. It is a space that tells the story of a nation in constant evolution and struggle. Fashion here transcends the conception of simple fabrics skillfully sewn, it is a mirror of our entrepreneurial spirit, education and a symbol of our innovation and inclusion”.
Fotografia: Eunice Driver
Tânia Oliveira, representative of Absa Bank Mozambique, main sponsor of the event, shared a similar sentiment. Tânia highlighted the crucial role of Mozambique Fashion Week in the growth of the fashion industry in Mozambique, generating unique and sustainable opportunities for those involved in the fashion ecosystem. Through fashion, stories were told, challenges were overcome and a promising future for the fashion industry in Mozambique was charted. With eyes set on the future, the next edition is eagerly awaited, which promises to continue to elevate Mozambique's name in the global fashion panorama.
32 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 33
Fotografia: Helton Perengue
34 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 35
Fotografia: Helton Perengue
Bao Buns, os Poke bowls com ingredientes únicos, e os pratos clássicos como Pad See Ew e Pad Thai, cada um com a sua identidade gustativa inconfundível. Reconhecendo a importância de preferências alimentares variadas, oferecem uma selecção robusta de pratos vegetarianos, os quais contemplam vegetais frescos e proteínas à base de plantas, garantindo uma experiência gastronómica equilibrada e satisfatória. São embaixadores culturais, pois têm o poder de criar uma ponte entre culturas, celebrando a diversidade culinária e cultural.
O Yugo Asian Fusion surge em Maputo como resultado de um amor profundo pela diversidade e riqueza da culinária asiática. A decisão estratégica de focar em takeaway e entrega aparece como resposta à crescente procura por refeições convenientes, de alta qualidade, para desfrutar no aconchego do lar. Neste novo paradigma, Yugo Asian Fusion emergiu como uma resposta inovadora às mudanças no comportamento dos consumidores, mantendo um compromisso inabalável com sabores excepcionais e uma experiência gastronómica memorável.
A autenticidade dos pratos Yugo Asian Fusion é mantida através de uma cuidadosa selecção de ingredientes autênticos, com uma ênfase na formação contínua dos chefs nas técnicas culinárias asiáticas. Outro pilar fundamental é a sustentabilidade. Com consciência do seu papel e impacto ambiental, o Yugo adopta práticas sustentáveis, como o uso de embalagens eco-friendly, e privilegia ingredientes locais, contribuindo para uma pegada de carbono reduzida.
evolução dos clientes, mantendo a essência da culinária asiática, tem sido um desafio, mas também uma oportunidade de crescimento e inovação. O que realmente os diferencia dos demais é a sua abordagem inovadora e a variedade do seu menu. Não se limita a uma única tradição asiática; em vez disso, oferece uma jornada culinária que atravessa diversas culturas asiáticas, proporcionando aos clientes uma experiência gastronómica rica e diversificada. A interacção com os clientes e a recolha de feedback são essenciais na operação do Yugo. Através de inquéritos, análises e comunicação directa, a equipa do restaurante ajusta constantemente o seu menu e serviço, assegurando que a experiência do cliente seja sempre excepcional. Para os próximos tempos, pretende expandir-se além de Maputo, explorando novos conceitos e abrindo novos espaços para proporcionar uma experiência de jantar mais tradicional. O objectivo é claro: continuar a inovar, a encantar os clientes e a expandir a sua presença no cenário gastronómico.
Os pratos do Yugo são uma tela de cores e sabores onde a tradição se encontra com a inovação. A cozinha é um laboratório criativo em que os chefs exploram a fusão de especiarias, molhos e texturas, reinventando os clássicos asiáticos. Não se pode deixar de experimentar as especialidades da casa: os
Desde a sua inauguração, o Yugo Asian Fusion tem enfrentado desafios e celebrado sucessos. A sua capacidade de introduzir um menu diversificado e apelativo, mantendo a autenticidade dos sabores asiáticos, ganhou reconhecimento e apreço na comunidade local. Adaptar-se às preferências em
O Yugo Asian Fusion não é apenas um restaurante; é uma experiência, uma viagem gastronómica que celebra a diversidade, a inovação e a riqueza das tradições asiáticas, tudo isso no coração de Maputo. Para mais informações, pode segui-lo em @yugo_ mz ou visitá-lo na Rua de Kongwa n. 69 em Maputo.
36 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
A autenticidade do que o Yugo Asian Fusion oferece é mantida através de uma cuidadosa selecção de ingredientes autênticos e na formação contínua dos chefs em técnicas culinárias asiáticas. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 37
Fotografia: Helton Perengue
Paladares à solta
38 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Paladares à solta
The Yugo's kitchen is a creative laboratory where chefs explore the fusion of spices, sauces and textures, reinventing Asian classics. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 39
Paladares à solta
Fotografia: Helton Perengue
The ability of Yugo Asian Fusion to introduce a diverse and appealing menu while maintaining the authenticity of Asian flavors has gained recognition and appreciation in the local community.
40 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Paladares à solta
Yugo's dishes are a canvas of colors and flavors where
Yugo Asian Fusion emerged in Maputo as a result of a deep love for the diversity and richness of Asian cuisine. The strategic decision to focus on takeaway and delivery appears as a response to the growing demand for convenient, high-quality meals to enjoy in the comfort of your own home. In this new paradigm, Yugo Asian Fusion has emerged as an innovative response to changing consumer behavior while maintaining an unwavering commitment to exceptional flavors and a memorable dining experience.
tradition meets innovation. The kitchen is a creative laboratory where chefs explore the fusion of spices, sauces and textures, reinventing Asian classics. You can't miss trying the house's specialties: Bao Buns, Poke bowls with unique ingredients, and classic dishes such as Pad See Ew and Pad Thai, each with its own unmistakable taste identity. Recognizing the importance of varied dietary preferences, they offer a robust selection of vegetarian dishes, which include fresh vegetables and plant-based proteins, ensuring a balanced and satisfying dining experience. They are cultural ambassadors, as they have the power to create a bridge between cultures, celebrating culinary and cultural diversity. The authenticity of Yugo Asian Fusion dishes is maintained through a careful selection of authentic ingredients, with an emphasis on ongoing training of chefs in Asian culinary techniques. Another fundamental pillar is sustainability. Aware of its role and environmental impact, Yugo adopts sustainable practices, such as the use of eco-friendly packaging, and favors local ingredients, contributing to a reduced carbon footprint. Since its opening, Yugo Asian Fusion has faced challenges and celebrated successes. Their ability to introduce a diverse and appealing menu while
maintaining the authenticity of Asian flavors has gained recognition and appreciation in the local community. Adapting to evolving customer preferences while maintaining the essence of Asian cuisine has been a challenge, but also an opportunity for growth and innovation. What really sets them apart from the rest is their innovative approach and the variety of their menu. It is not limited to a single Asian tradition; instead, it offers a culinary journey that traverses diverse Asian cultures, providing diners with a rich and diverse dining experience. Interacting with customers and collecting feedback is essential in operating Yugo. Through surveys, analysis and direct communication, the restaurant team constantly adjusts its menu and service, ensuring that the customer experience is always exceptional. In the near future, it intends to expand beyond Maputo, exploring new concepts and opening new spaces to provide a more traditional dining experience. The objective is clear: to continue to innovate, delight customers and expand its presence in the gastronomic scene. Yugo Asian Fusion is not just a restaurant; is an experience, a gastronomic journey that celebrates diversity, innovation and the richness of Asian traditions, all in the heart of Maputo. For more information, you can follow them at @yugo_mz or visit the restaurant at 69 Kongwa Street in Maputo.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 41
Fotografia: Jay Garrido
Absa Bank
42 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Absa Bank
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 43
TOYOTA FESTIVAL BY CFAO Adrenalina e paixão automóvel
Os passados dias 2 e 3 de Dezembro foram um marco na história automóvel de Moçambique. A pista do ATCM (Automóvel & Touring Clube de Moçambique) transformou-se no palco do Toyota Festival by CFAO, um evento onde os entusiastas e admiradores da marca Toyota vivenciaram momentos que ficarão gravados na memória, num encontro onde a adrenalina foi a palavra de ordem.
A
CFAO Motors Mozambique, como representante e distribuidor exclusivo da Toyota no país, brindou os presentes com uma organização impecável, que destacou a excelência e a inovação da marca japonesa. Este evento ímpar reuniu um conjunto de viaturas da linha Toyota – Gazoo Racing, os bólides desportivos onde o pulsar das grandes competições se faz sentir nas mãos de quem os conduz.
ção no Rally Dakar de 2024, onde representará a equipa oficial da Toyota Gazoo Racing.
Um dos pontos altos do festival foi a presença, pela primeira vez em terras moçambicanas, da GR DKR Hilux T1+, a máquina vencedora do Rally Dakar e do campeonato do Mundo Rally-Raid. Este ícone de desempenho e resistência no mundo off-road foi uma visão espectacular para os aficionados, simbolizando um marco inesquecível na história automóvel do país.
Mas o Toyota Festival by CFAO foi mais do que um evento para os amantes da velocidade. Foi uma celebração para toda a família. Com espaços dedicados às crianças, um playground repleto de diversões e jogos em animação 3D para os jovens, o evento soube como unir a paixão pelos automóveis com a convivência familiar. Uma zona de alimentação também esteve disponível, permitindo aos visitantes “reabastecerem” após as emoções vividas na pista.
A paixão pelo rali teve o seu momento com Guy Botterill ao volante do Toyota GR Starlet Rally. O sete vezes campeão nacional de Rally da África do Sul mostrou a sua mestria, proporcionando ao público uma demonstração empolgante de habilidade e precisão. A sua presença foi um prenúncio para a sua participa-
Além das emocionantes demonstrações, os “hot-laps” com os modelos GR Supra e GR FT-86 inflamaram os ânimos dos entusiastas. Os sortudos que se inscreveram para acompanhar como passageiros tiveram a oportunidade ímpar de sentir a adrenalina e o desempenho destas máquinas de alta potência.
O Toyota Festival by CFAO foi um festival de entretenimento e emoções, uma experiência única que, sem dúvida, ficará na memória de todos os que tiveram o privilégio de participar neste encontro memorável.
44 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
“Como organizadores do Toyota Festival by CFAO, sentimo-nos profundamente gratificados pelo sucesso retumbante do evento. A paixão e o entusiasmo que testemunhámos dos participantes superaram as nossas expectativas. Estamos convencidos de que conseguimos criar uma experiência memorável em Moçambique que reflecte verdadeiramente o espírito e a excelência da marca Toyota.” – disse-nos Henrique Bettencourt, Managing Director do CFAO Motors Group em Moçambique.
Fotografia: Jay Garrido
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 45
Fotografia: Jay Garrido
Absa Bank
46 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Absa Bank
O Toyota Festival by CFAO foi uma experiência única que, sem dúvida, ficará na memória de todos os que tiveram o privilégio de nele participar. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 47
TOYOTA FESTIVAL BY CFAO Adrenaline and automobile passion
The 2nd and 3rd of December were a milestone in the automotive history of Mozambique. The ATCM (Automobile & Touring Clube de Moçambique) track became the stage for the Toyota Festival by CFAO, an event where enthusiasts and admirers of the Toyota brand experienced moments that will be etched in their memory, in a meeting where adrenaline was the key word. order. CFAO Motors Mozambique, as the exclusive representative and distributor of Toyota in the country, presented those present with an impeccable organization, which highlighted the excellence and innovation of the Japanese brand. This unique
event brought together a group of vehicles from the Toyota – Gazoo Racing line, the sports cars where the pulse of major competitions can be felt in the hands of those who drive them. One of the highlights of the
48 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
festival was the presence, for the first time in Mozambican lands, of the GR DKR Hilux T1+, the winning machine of the Dakar Rally and the World Rally-Raid championship. This icon of performance and endurance in the off-road world was a
The passion for rallying had its moment with Guy Botterill at the wheel of the Toyota GR Starlet Rally. The seven-time South African National Rally Champion showed his prowess, gifting the audience with a rousing display of skill and precision. His presence was a foreshadowing for his participation in the 2024 Dakar Rally, where he will represent the official Toyota Gazoo Racing team.
In addition to the exciting demonstrations, the “hotlaps” with the GR Supra and GR FT-86 models inflamed the spirits of enthusiasts. Those lucky enough to sign up to be passengers had the unique opportunity to feel the adrenaline and performance of these high-powered machines. But the Toyota Festival by CFAO was more than an event for speed lovers. It was a celebration for the whole family. With spaces dedicated to children, a playground full of fun and
3D animation games for young people, the event knew how to combine the passion for cars with family life. A food area was also available, allowing visitors to “refuel” after the emotions experienced on the track. The Toyota Festival by CFAO was a festival of entertainment and emotions, a unique experience that will undoubtedly remain in the memory of everyone who had the privilege of participating in this unforgettable event.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 49
Fotografia: Jay Garrido
spectacular sight, symbolizing an unforgettable milestone in the country's automotive history.
MILLENNIUM BIM INOVA COM NOVO CONCEITO DE BALCÃO
Fotografia: Cortesia do Millennium bim
Lusofonia
50 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Lusofonia
O novo modelo de balcões está actualmente em fase de implementação em vários pontos do país. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 51
MILLENNIUM BIM INOVA COM NOVO CONCEITO DE BALCÃO O Millennium bim marca um novo capítulo na sua trajetória de inovação, com a reabertura do seu balcão no Centro Comercial Shoprite na Cidade de Maputo. A reabertura deste balcão, agora remodelado, representa uma viragem estratégica, introduzindo um conceito de imagem inovador e um modelo de atendimento totalmente centrado no cliente.
O
renovado Balcão do Shoprite surge como um espaço moderno e inovador, projectado para acompanhar o desenvolvimento do sector bancário e atender à crescente demanda por soluções digitais. Destacamos as múltiplas inovações implementadas na área de banca electrónica do Balcão que asseguram conveniência e acessibilidade a serviços bancários com um conjunto de funcionalidades que proporcionam aos Clientes Millennium bim total autonomia e disponibilidade, 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Millennium bim reforça o seu compromisso com a excelência ao introduzir um sistema moderno de gestão de filas de espera para optimizar o fluxo de atendimento, proporcionando uma experiência mais eficiente e rápida, suportada por soluções automatizadas de cash management. O balcão contará ainda com uma solução de preçário digital, uma plataforma interactiva que permite a consulta do preçário actualizado, o câmbio do dia, bem como os produtos
e serviços em oferta, proporcionando aos clientes maior transparência e informação. O Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, João Martins, destaca a importância deste momento, afirmando: "Esta reabertura é um passo significativo na nossa jornada de inovação. Este novo modelo de balcões não representa apenas uma transformação estrutural e de imagem, estamos comprometidos em oferecer experiências diferenciadoras, o que demonstra o forte compromisso do Millennium bim em melhor servir os nossos Clientes." Este novo modelo de balcões está actualmente em fase de implementação em vários pontos do país. O Millennium bim reitera o compromisso com a renovação contínua e a melhoria constante dos serviços, proporcionando aos seus clientes uma experiência bancária que se destaca pela modernidade, conveniência e qualidade.
Este novo modelo de balcões não representa apenas uma transformação estrutural e de imagem, estamos comprometidos em oferecer experiências diferenciadoras, o que demonstra o forte compromisso do Millennium bim em melhor servir os nossos Clientes. João Martins - Presidente Comissão Executiva do Millennium bim 52 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Cortesia do Millennium bim
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 53
Fotografia: Cortesia do Millennium bim
MILLENNIUM BIM INNOVATES WITH NEW BRANCH CONCEPT Millennium bim is marking a new chapter in its journey of innovation with the reopening of its branch in the Shoprite Shopping Centre in Maputo City. The reopening of this newly refurbished branch represents a strategic shift, introducing an innovative image concept and a totally customer-centred service model.
T
he refurbished Shoprite branch is a modern and innovative space, designed to keep pace with developments in the banking sector and meet the growing demand for digital solutions. We also highlight the many innovations implemented in the Branch's electronic banking area, which ensure convenience and accessibility to banking services with a set of functionalities that provide Millennium bim Customers with total autonomy and availability, 24 hours a day, 7 days a week. Millennium bim reinforces its commitment
to excellence by introducing a modern queue management system to optimise the service flow, providing a more efficient and faster experience, supported by automated cash management solutions. The branch will also have a digital price list solution, an interactive platform that allows customers to consult the updated price list, the exchange rate for the day, as well as the products and services on offer, providing customers with greater transparency and information. The Chairman of Millennium bim's Executive Committee, João Martins, emphasises the
54 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
importance of this moment, saying: "This reopening is a significant step in our journey of innovation. This new branch model represents not only a structural and image transformation, we are committed to offering differentiating experiences, which demonstrates Millennium bim's strong commitment to better serving our Customers."
This new branch model is currently being implemented in various parts of the country. Millennium bim reiterates its commitment to continuous renewal and constant improvement of services, providing its customers with a banking experience that stands out for its modernity, convenience and quality.
“This new branch model represents not only a structural and image transformation, we are committed to offering differentiating experiences, which demonstrates Millennium bim's strong commitment to better serving our Customers.” - João Martins, The Chairman of Millennium bim's Executive Committee. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 55
FIKANI 2023 UMA MONTRA DO TURISMO SUSTENTÁVEL EM MOÇAMBIQUE 56 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 57
FIKANI 2023 UMA MONTRA DO TURISMO SUSTENTÁVEL EM MOÇAMBIQUE
No coração da cidade de Maputo, no já emblemático, embora recém-criado, Centro Cultural Moçambique-China, desenrolou-se um evento marcante no panorama turístico nacional e internacional: a 9ª edição da Feira Internacional de Turismo – FIKANI 2023. Inaugurada no dia 30 de Novembro, esta feira representa um marco no calendário cultural e empresarial de Moçambique, simbolizando a visão progressista e ambiciosa do país no sector turístico.
S
ob o lema “FIKANI, por um turismo sustentável”, a feira é fruto de uma iniciativa conjunta do Ministério da Cultura e Turismo, através do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), e diversos parceiros do sector privado, uma aliança estratégica que visa, acima de tudo, enaltecer e promover a riqueza, diversidade e singularidade dos produtos e serviços turísticos de Moçambique, colocando o país no mapa como destino de excelência. A cerimónia de abertura, abrilhantada pela presença do Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, e da Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, entre outras individualidades, foi mais do que um mero evento protocolar. Representou um compromisso reiterado com o desenvolvimento sustentável do turismo, uma indústria vital para a economia moçambicana. Esta edição da FIKANI, distinguindo-se das anteriores, congregou um variado leque de operadores turísticos, agenciadores de viagens e fornecedores
de serviços e produtos, configurando-se como a maior e mais influente feira de turismo do país. A sua magnitude transcendeu as fronteiras nacionais, atraindo participantes da região Austral de África e de outras latitudes do globo. Foi, na verdade, um ponto de encontro incontornável para negócios e intercâmbios culturais e comerciais no sector. O evento foi palco de uma série de actividades, incluindo exposições com stands e expositores dos principais actores do sector turístico a operar em Moçambique, uma área dedicada à gastronomia, e uma série de painéis de debate focados em temas cruciais, como a regulamentação do SAATM (The Single African Air Transport Market, um projecto da União Africana), a situação do turismo e conectividade em Moçambique, e o papel das companhias aéreas no desenvolvimento da conectividade aérea. Para além dos debates e exposições, a FIKANI 2023 também foi cenário de workshops, sessões de speed marketing e networking, momentos culturais diversos e
exibição de filmes moçambicanos, servindo de rica mostra da tapeçaria cultural do país. Um dos momentos altos da feira foi a atribuição de prémios nas diversas categorias, reconhecendo e celebrando a excelência em várias vertentes do turismo: desde o melhor stand de província até ao melhor stand estrangeiro, passando pelos prémios de artesanato, gastronomia, moda e revelação. Estes prémios não são apenas uma forma de reconhecimento, mas também um incentivo para a continuidade e melhoria da qualidade e inovação no sector. A FIKANI é uma afirmação de Moçambique no mundo do turismo. Demonstra a capacidade do país de hospedar eventos de grande escala, enquanto reforça a sua posição como destino turístico de eleição, com um compromisso firme com a sustentabilidade e a inovação. A feira deixa uma marca indelével na história do turismo moçambicano, abrindo caminhos para novas edições e para um futuro promissor para o turismo no país.
Esta edição da FIKANI congregou um variado leque de operadores turísticos, agenciadores de viagens e fornecedores de serviços e produtos, configurando-se como a maior e mais influente feira de turismo do país. 58 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 59
60 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Inaugurated on 30 November, this fair represents a milestone in Mozambique's cultural and economic calendar and symbolises the country's progressive and ambitious vision in the tourism sector.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 61
62 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
FIKANI 2023 A SHOWCASE FOR SUSTAINABLE TOURISM IN MOZAMBIQUE
In the heart of the city of Maputo, at the already emblematic but newly created Mozambique-China Cultural Centre, a landmark event in the national and international tourism scene took place: the 9th edition of the International Tourism Fair - FIKANI 2023. Inaugurated on 30 November, this fair represents a milestone in Mozambique's cultural and economic calendar and symbolises the country's progressive and ambitious vision in the tourism sector.
U
nder the slogan "FIKANI, for sustainable tourism", the fair is the result of a joint initiative by the Ministry of Culture and Tourism, through the National Institute of Tourism (INATUR), and various partners from the private sector, a strategic alliance that aims above all to highlight and promote the richness, diversity and uniqueness of Mozambique's tourism products and services, and to put the country on the map as a destination of excellence. The opening ceremony, graced by the presence of the Prime Minister, Adriano Maleiane, and the Minister of Culture and Tourism, Eldevina Materula, among other dignitaries, was more than a protocol event. It represented a renewed commitment to the sustainable development of tourism, a vital industry for the Mozambican economy. Unlike previous editions, this edition of FIKANI brought together a wide range of tour
operators, travel agents and suppliers of services and products, making it the largest and most influential tourism fair in the country. Its scope transcended national borders, attracting participants from the southern region of Africa and other latitudes of the globe. In fact, it was an essential meeting point for business, cultural and commercial exchanges in the sector. The event featured a number of activities, including exhibitions with stands and displays from the main players in the tourism sector operating in Mozambique, an area dedicated to gastronomy, and a series of panel debates focusing on key issues such as the regulation of SAATM (The Single African Air Transport Market, an African Union project), the state of tourism and connectivity in Mozambique, and the role of airlines in developing air connectivity. In addition to the debates and exhibitions, FIKANI 2023 was also the venue for workshops, speed marketing and networking sessions,
various cultural moments and screenings of Mozambican films, serving as a rich display of the country's cultural tapestry. One of the highlights of the fair was the awarding of prizes in various categories, recognising and celebrating excellence in different aspects of tourism: from the best provincial stand to the best foreign stand, as well as awards for craftsmanship, gastronomy, fashion and revelation. These awards are not only a form of recognition, but also an incentive to continue and improve quality and innovation in the sector. FIKANI is an affirmation of Mozambique in the world of tourism. It demonstrates the country's ability to host large-scale events, while reinforcing its position as a destination of choice, with a firm commitment to sustainability and innovation. The fair leaves an indelible mark in the history of Mozambican tourism, paving the way for new editions and a promising future for tourism in the country.
The opening ceremony, graced by the presence of the Prime Minister, Adriano Maleiane, and the Minister of Culture and Tourism, Eldevina Materula, represented a renewed commitment to the sustainable development of tourism, a vital industry for the Mozambican economy. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 63
Fotografia: Cortesia da Emotion/MPDC
Paladares à solta
64 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Paladares à solta
CANTANDO
PELA VIDA A banda sonora das estradas de Moçambique
Esta campanha não é apenas uma celebração da música moçambicana; é um exemplo expressivo de como a arte e o entretenimento podem ser um veículo poderoso para a educação e a mudança social.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 65
CANTANDO
PELA VIDA A banda sonora das estradas de Moçambique
Esta é uma história de verão, mas que merece ser contada e vivida todo o ano. Uma história de verão que começou em Setembro. Momento em que a MPDC - Porto de Maputo, desafiou o seu parceiro de comunicação, a Emotion, a criar uma campanha de prevenção rodoviária, com foco na época festiva. Um grande desafio. Uma ainda maior responsabilidade. E uma incrível oportunidade de criar impacto positivo na vida das pessoas.
M
as como se aborda um tema tão importante, e ao mesmo tempo tão complexo de comunicar? Todos sabemos da importância da segurança rodoviária, mas todos já falhámos no seu cumprimento. Que caminho seguir e que já não tenha sido tentado, ao longo dos anos, de várias formas e por diferentes pessoas. Resposta: conhecendo a essência local, aquilo que mexe com os moçambicanos, e juntando esse conhecimento ao poder de ideias que despertam emoções.
Verão, calor, festa, música. É assim que Moçambique anima. Elementos que fazem parte da nossa experiência de época festiva. E, para chegar às pessoas de uma forma eficaz, nada melhor que sermos próximos e relacionais. Todos os anos Moçambique tem a sua música de verão - um clássico do nosso imaginário. Aquela canção que fica na cabeça das pessoas que toda a gente canta e dança, que entra no dia-a-dia da comunidade. “Foi a partir desta ideia, de
66 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
criarmos a Música do Verão 2023 com uma mensagem forte sobre prevenção e segurança rodoviária, que nasceu o concurso musical 'Cantando pela Vida'". – afirmou Danial Valigy, Director Criativo da Emotion. Uma fusão perfeita entre consciência social e entretenimento, conduzida pelo objectivo de promoção dos princípios de segurança rodoviária, em prol de estradas mais seguras em Moçambique. A iniciativa, f ruto da colaboração entre a MPDC - Porto de Maputo, o Festival do Ín-
dico da Miramar e a X-Hub, atraiu 83 candidaturas de artistas provenientes de todas as províncias do país, durante o mês de Outubro. Músicos profissionais e amadores que abraçaram o desafio e deram voz ao seu talento, numa demonstração de inclusão e diversidade cultural. Na fase de avaliação das músicas originais criadas para o concurso, um júri qualif icado, composto por Elvira Viegas, Nelton Miranda, Helio Beatz e Alexandre Nhampossa (Presidente da AMVIRO), conduziu a selecção de 12 f inalistas. Durante a fase de votação, as músicas dos artistas f inalistas foram divulgadas nos programas televisivos da Miramar e redes sociais, ampliando o seu alcance e impacto. Os vencedores foram revelados no Festival do Índico, sendo que os prémios não se limitaram à mera aclamação. Os dez mais votados tiveram as suas músicas integradas num álbum produzido pela X-Hub. Além disso, a grande vencedora, a cantora Kami, teve o privilégio de produzir um videoclipe para a sua música. Workshops na X-Hub e a distribuição digital das músicas também f iguram entre os prémios para os
melhores participantes. Paralelamente ao concurso, foram implementadas acções complementares de grande relevância, sempre rumo a estradas mais seguras em Moçambique. Em Novembro, decorreu o soft launch da campanha de segurança rodoviária, coincidindo com a inauguração do Parque de Gestão de Tráfego de Pessene. Já no mês de Dezembro, foi lançada uma campanha publicitária com o top 3 do concurso, com destaque para a música vencedora, o tema "Na Via", em parceria com a Rádio Moçambique. A AMVIRO, também parceira do projecto, nos meses de Dezembro e Janeiro posicionou activistas que, em ocasiões específicas, foram os próprios artistas participantes, nas congestionadas ruas das cidades de Maputo e Matola, bem como nas estradas da REVIMO, que igualmente se associou à campanha, contribuindo na vertente de activação. Outro dos pontos altos desta sinergia entre música e segurança rodoviária foi, sem dúvida, a actuação dos três artistas mais votados, no Mozambique Fashion Week. "O
investimento
na
pro-
moção de uma cultura de segurança tem sido uma constante no Porto de Maputo. Se queremos atingir o objectivo de zero incidentes dentro do Porto, temos de começar por sensibilizar as Comunidades." – asseverou Soraia Abdula, Gestora de Comunicação e Imagem da MPDC. "Este desafio musical foi mais uma iniciativa que visou aumentar a consciência cívica sobre as regras de circulação rodoviária, através dum meio mais próximo das pessoas: a música, o entretenimento. No entanto, a luta para mitigar a mortalidade nas estradas moçambicanas só pode ser ganha se trabalharmos todos juntos: sector privado, público, artistas, cidadãos comuns, entre outros. Só assim teremos uma verdadeira cultura de segurança nas estradas." – concluiu. Esta campanha não é apenas uma celebração da música moçambicana; é um exemplo expressivo de como a arte e o entretenimento podem ser um veículo poderoso para a educação e a mudança social. O “Cantando pela Vida” transformou-se num hino de esperança, civismo e responsabilidade, ressoando em cada nota a importância da segurança rodoviária.
LISTA DE VENCEDORES
1° Lugar: Kami - Na Via 2° Lugar: Filhos da Tia Pachorra - Segurança Rodoviária 3° Lugar: Lucy e Dag - Segurança Rodoviária 4° Lugar: Maboco - Segurança Rodoviária 5° Lugar: D'Manyissa - Transito Rodoviário 6° Lugar: Boy Kleeshy - Segurança Rodoviária 7° Lugar: Sara Feeling - Vida 8° Lugar: Marta Vilankulos - A Vida Vale Mais 9° Lugar: Arnaldo Manhice - Evita Acidentes 10° Lugar: Kaliza - Vai Com Calma Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 67
68 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Cantando pela Vida” transformou-se num hino de esperança, civismo e responsabilidade, ressoando em cada nota a importância da segurança rodoviária. Et vereperia nonsed min cuptur, volupta voluptaepta sae perferrovid molenias alita illuptiur sequi optatur solorrumquia conet, sunt.Tatempossi comnis aut volupi Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 69
SINGING FOR LIFE
The Soundtrack of Mozambique's Roads
This is a summer story, but one that deserves to be told and experienced all year round. A summer story that began in September. It was then that MPDC - Maputo Port, challenged its communication partner, Emotion, to create a road safety campaign, focusing on the festive season. A significant challenge. An even greater responsibility. And an incredible opportunity to make a positive impact on people's lives.
B
ut how does one approach such an important topic, and at the same time, one so complex to communicate? We all know the importance of road safety, but we have all failed to comply with it at some point. What path to take that hasn't been tried over the years, in various ways and by different people? The answer: by understanding the local essence, what resonates with Mozambicans, and combining this knowledge with the power of ideas that evoke emotions.
Summer, warmth, celebration, music. This is how Mozambique comes alive. Elements that are part of our festive season experience. And, to effectively reach people, there's nothing better than being close and relational. Every year, Mozambique has its summer song - a classic in our imagination. That song that sticks in people's minds, that everyone sings and dances to, becoming part of the community's daily life. "It was from this idea, of creating the Summer Music 2023 with a strong message about
prevention and road safety, that the 'Singing for Life' music contest was born," said Danial Valigy, Creative Director of Emotion. A perfect fusion of social awareness and entertainment, driven by the goal of promoting road safety principles, for safer roads in Mozambique. The initiative, resulting from the collaboration between MPDC - Maputo Port, the Miramar Indian Festival, and X-Hub, attracted 83 applications from artists from all provinces of the country during October. Professional and amateur musicians embraced the challenge and lent their voices to their talent, in a demonstration of inclusion and cultural diversity. In the phase of evaluating the original songs created for the contest, a qualified jury, consisting of Elvira Viegas, Nelton Miranda, Helio Beatz, and Alexandre Nhampossa (President of AMVIRO), led the selection of 12 finalists. During the voting phase, the songs of the finalist artists were broadcast on Miramar's television programs and social networks,
70 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
expanding their reach and impact. The winners were revealed at the Indian Festival, and the prizes went beyond mere acclaim. The top ten voted songs were included in an album produced by X-Hub. Additionally, the grand winner, singer Kami, had the privilege of producing a music video for her song. Workshops at X-Hub and the digital distribution of the songs were also among the prizes for the best participants. In parallel with the contest, complementary actions of great relevance were implemented, always aiming for safer roads in Mozambique. In November, the soft launch of the road safety campaign took place, coinciding with the inauguration of the Pessene Traffic Management Park. In December, an advertising campaign was launched with the top 3 from the contest, featuring the winning song, "Na Via," in partnership with Radio Mozambique. AMVIRO, also a partner in the project, positioned activists in the congested streets of Ma-
"The investment in promoting a culture of safety has been
a constant at Maputo Port. If we want to achieve the goal of zero incidents within the Port, we must start by raising awareness in the Communities," asserted Soraia Abdula, Communication and Image Manager of MPDC. "This musical challenge was another initiative aimed at increasing civic awareness about road traffic rules, through a medium closer to people: music, entertainment. However, the fight to mitigate mortality on Mozambican roads can only be won if we all work together: private
sector, public sector, artists, ordinary citizens, among others. Only then will we have a true culture of safety on the roads," she concluded. This campaign is not just a celebration of Mozambican music; it's a poignant example of how art and entertainment can be powerful vehicles for education and social change. "Singing for Life" has become an anthem of hope, civility, and responsibility, echoing in every note the importance of road safety.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 71
Fotografia: Cortesia da Emotion/MPDC
puto and Matola, as well as on the REVIMO roads, during December and January. These activists, on specific occasions, were the participating artists themselves, who also joined the campaign, contributing to its activation aspect. Another highlight of this synergy between music and road safety was undoubtedly the performance of the three most-voted artists at the Mozambique Fashion Week.
XIQUITSI
Uma noite memorável de música e cultura moçambicana
Fotografia: Mariano Silva
XIQUITSI
Uma noite memorável de música e cultura moçambicana No passado dia 2 de Dezembro, o Centro Cultural Franco-Moçambicano foi palco da emocionante final da temporada 2023 do projecto Xiquitsi, um evento que celebrou a riqueza da música clássica e ligeira moçambicana. Artistas de diversas gerações, dos consagrados aos emergentes, partilharam o palco, demonstrando um espectro de talentos que orgulhosamente representam a cultura musical do país.
E
Fotografia: Mariano Silva
ntre os destaques da noite esteve Ali Faque, cuja música “Kinachukuro” – um agradecimento a sua mãe – ressoou com uma familiaridade tocante, unindo o público numa experiência nostálgica. A versatilidade do repertório ficou evidente com as actuações de Lorena, a “Menina de Hule-
ne”, Aniano Tamele (Mukokani), e Justino Ubakka, cada um trazendo sua assinatura única para o palco. Momentos especiais incluíram a performance de Kika Materula, a maestrina e matrona do Xiquitsi, que comandou a orquestra com uma paixão contagiante. Lo-
74 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
rena, com sua canção “Niwawena”, evocou uma renovação de juras de amor entre os casais presentes, enquanto Aniano Tamele encantou com a sua homenagem ao pai na música “Papai”. Justino Ubakka fechou a noite com uma performance electrizante, sendo chamado de volta ao palco para um encore vibrante. A orquestra, adornada com trajes de capulana, simbolizou o orgulho africano, encerrando a noite com uma salva de palmas uníssona do público, num momento de celebração cultural. Destacou-se
também a participação de jovens talentos de Cabo Delgado, como Surendra e Laina, que descreveram a experiência como única e inesquecível e cuja presença reforça a importância do projeto Xiquitsi na descoberta e no apoio aos novos talentos da música moçambicana. Prometendo mais para 2024, o Xiquitsi continua a ser um marco na promoção e celebração da música e cultura moçambicana, unindo gerações e estilos numa harmonia que ecoa a diversidade e a riqueza do país.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 75
Fotografia: Mariano Silva
76 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
O Xiquitsi continua a ser um marco na promoção e celebração da música e cultura moçambicana, unindo harmoniosamente gerações e estilos que revelam a diversidade e a riqueza do país. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 77
XIQUITSI
A memorable night of mozambican music and culture On December 2nd, the Franco-Mozambican Cultural Center hosted the exciting final of the 2023 season of the Xiquitsi project, an event that celebrated the richness of Mozambican classical and light music. Artists from different generations, from established to emerging, shared the stage, demonstrating a spectrum of talents that proudly represent the country's musical culture. Among the highlights of the night was Ali Faque, whose song “Kinachukuro” – a thank you to his mother – resonated with a touching familiarity, uniting the audience in a nostalgic experience. The versatility of the repertoire was evident with the performances of Lorena, the “Girl from Hulene”, Aniano Tamele (Mukokani),
and Justino Ubakka, each bringing their unique signature to the stage. Special moments included the performance of Kika Materula, the conductor and matron of Xiquitsi, who led the orchestra with infectious passion. Lorena, with her song “Niwawena”, evoked a re-
78 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
newal of vows of love among the couples present, while Aniano Tamele enchanted with his tribute to his father in the song “Papai”.
Promising more for 2024, Xiquitsi continues to be a milestone in the promotion and celebration of Mozambican music and culture, uniting generations and styles in a harmony that echoes the country's diversity and richness.
Fotografia: Mariano Silva
Justino Ubakka closed the night with an electrifying performance, being called back to the stage for a vibrant encore. The orchestra, adorned in capulana costumes, symbolized African pride, ending the night with a round of unison applause from the audience, in a moment of cultural celebration. Also noteworthy was the participation of young talents
from Cabo Delgado, such as Surendra and Laina, who described the experience as unique and unforgettable and whose presence reinforces the importance of the Xiquitsi project in discovering and supporting new talents in Mozambican music.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 79
CRIAR CONSTRU 80 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
UTORES DE PAZ Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 81
CRIAR CONSTRUTORES DE PAZ Escrito por: Aayat Irfan
Um mundo pacífico é um mundo livre de mísseis lançados destruindo casas repletas de doces memórias. Não obriga que zonas de guerra sejam campos de futebol onde brincam crianças. É um mundo onde as mulheres não são privadas da sua segurança por existirem homens maldosos. É um mundo em que o poder e a riqueza têm menos relevância que os direitos das pessoas. É um mundo em que todos os seres são compassivos uns para com os outros, independentemente da sua origem cultural, raça ou religião. É aquele em que ninguém é vítima de injustiça e opressão. É, finalmente, um mundo em que todos os seres vivos coexistem harmoniosamente, sem necessidade de se prejudicarem ou ferirem uns aos outros. Há muitas formas de se ensinarem os jovens a trabalhar em conjunto e a desenvolver ideias para um futuro pacífico. A educação é uma delas, uma educação que privilegie o crescimento dos jovens. As salas de aula não servem apenas para equações algébricas e gramática; são uma excepcional forma de permitir que os jovens interajam com pessoas de várias origens culturais, partilhando o seu pedaço de país ao mesmo tempo que partilham comida entre si. Trocariam al-
gumas palavras de línguas singulares, com uns lutando com a pronúncia de palavras dos dialectos dos outros, rindo uns dos outros, o que promoveria tanto a criação de vínculos e habilidades de comunicação como o entendimento de que, mesmo com diferenças de opinião, uma equipe pode trabalhar eficazmente e construir um mundo pacífico. Trabalhar juntos, como turma, trará também consigo o entendimento de que nem todos os líderes são iguais, todos têm diferentes
82 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
pontos fortes e fracos, o que os une a todos é apenas a paixão por mudar o mundo. O desenvolvimento de competências desempenha um papel fundamental para abrir uma janela de oportunidades para os jovens. As ideias e abordagens criativas que os jovens introduziriam dependeriam muito das competências que possuem, podendo alguns até ter de adquirir determinadas competências que ajudem nos seus percursos profissionais
Um mundo pacífico é um mundo em que todos os seres vivos coexistem harmoniosamente, sem necessidade de se prejudicarem ou ferirem uns aos outros. específicos. Nos dias de hoje, muitas habilidades, tais como habilidades analíticas, flexibilidade, capacidade de gestão do tempo e outras têm vindo a tornar-se cada vez mais vitais. Tais programas garantem que a falta de certas habilidades não seja um obstáculo quando os jovens trabalham juntos para construir um mundo melhor. Na verdade, o desenvolvimento de competências também deve ser considerado nos sistemas educativos como parte do currículo, uma vez que as escolas e as universidades já são ambientes de aprendizagem em que os alunos estão regularmente envolvidos. Recomenda-se também aos jovens que se envolvam em projectos e actividades puramente focados na consecução de um futuro pacífico e nos
objectivos de desenvolvimento sustentável, o que lhes daria muita exposição e experiência. Seria um passo para o mundo real, fora da escola, onde poriam em acção as suas ambições. Trabalhar nesses projectos ajudaria com técnicas de resolução de problemas, pensamento crítico e qualidade de ser pontual. A mentalidade de cada um também contribui para a forma como trabalha. Os jovens precisam de aprender a aceitar. Aceitar o facto de que, embora o individualismo tenha muito valor, o trabalho em equipe faz o sonho. Aceitar que passarão pelas nossas vidas pessoas de todo o género, e que a sua nacionalidade ou as suas crenças pessoais não são razões para definir se elas são ou não são capazes. Juntos, como colecti-
vidade, de mãos dadas, podem fazer-se diferenças. Mesmo que estejamos a fazer pequenas coisas cada dia, contribuindo para um mundo pacífico, seja erguendo as nossas vozes pela causa certa seja tratando os outros com respeito, pequenas coisas feitas por muitos produzem um enorme impacto. Quem acredita irá sempre avante, mesmo que a sua vida seja surpreendida pela mais sombria das tempestades. Acreditar é como uma corda invisível a que nos agarramos e que nos faz avançar. Acreditar na centelha e nas capacidades de cada um construirá não simplesmente uma equipa de sonho, mas uma equipa de sonho saudável. Acreditar dá a cada um a oportunidade de se levantar após sofrer as feridas do fracasso.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 83
84 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
PEACE-BUILDERS Written by: Aayat Irfan
A peaceful world is free from missiles being bombed and destroying homes abundant with sweet memories. It doesn’t require warzones to be football grounds that kids play in. It is a world where women are not stripped off their security, because of men with filthy mind-sets. It is a world in which power and wealth is considered less prominent than people’s rights. It is a world in which every single being is compassionate with each other, regardless of their cultural background, race, or religion. It’s one in which no one is prey to injustice and oppression. Finally, it’s a world in which every single living being, harmoniously co-exists, without the need to harm or hurt one another.
T
here are an ample of ways in which young people can be taught to work together and manufacture ideas for a peaceful future. Education is one of those ideas. Education that emphasizes the growth of young people should be encouraged. Classrooms aren’t only for algebraic equations and grammar; they are an exceptional way to allow young people to interact within people from various cultural backgrounds. Sharing their piece of country while they share food between each other. Sparse words of extraordinary languages would be exchanged between them, some of them struggling to pronounce words from each other’s dialects, producing an explosion of laughter between them. This would promote so much bond-making, communication skills and the understanding that even through differences of opinions, a team can work effectively and build a world that is peaceful. Working as a class together will also bring in the knowledge that not all the leaders are the same, they all have different strengths and weaknesses, the only aspect that unites them all is their passion to change the world. Skill development plays a key role in unlocking a window of oppor-
tunities for young people. Creative ideas and approaches that youngsters would introduce would depend highly on the skills they have, and some might even have to attain certain skills that may help them in their specific career paths. A lot of skills in modern day have slowly become more and more vital, such as, analytical skills, flexibility, time management and many more. These programs ensure that deficiency of certain skills isn’t a hurdle when it comes to young people working together to build a better world. In fact, skill development should also be considered in education systems as a part of the curriculum, since schools and universities are already learning environments that students are involved in regularly. Youngsters are also recommended to involve in projects and activities that solely focus on achieving a peaceful future and the sustainable development goals. Such organizations would give young people an immense amount of exposure and experience. It would be a step into the actual real world, outside school, where they would put their ambitions into action. Working within such projects would help with problem-solving techniques, critical thinking and being punctual.
Mindsets also contribute to how people work. Youngsters need to learn how to accept. Accepting the fact that even though individualism has high value, teamwork makes the dreamwork. Accepting that people of all different kinds will come in the journey of our lives, and their nationality or personal beliefs shouldn’t define whether they are capable or not. Together as a collective community, handin-hand, can differences be made. Even though we might be doing little things every day, contributing to a peaceful world, whether it’s raising our voices up for the right cause or treating others with respect, little things done by many produce a huge impact. A person with belief will keep going even if their life is taken aback the darkest of storms. Belief is like an invisible rope that one grips, and it leads one forward. Believing in one’s own spark and capabilities, will not just build a dream team but instead a healthy dream team. Belief gives one the opportunity to stand back up after being injured by the wounds of failure. “We cannot always build the future for our youth, but we can build our youth for the future.” Franklin D. Roosevelt
“We cannot always build the future for our youth, but we can build our youth for the future.” – Franklin D. Roosevelt Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 85
Palates on the loose
MAPIKO A candidatura a património cultural da UNESCO
A candidatura do mapiko a património cultural imaterial da UNESCO é um passo significativo na protecção e promoção do legado cultural de Moçambique.
86 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
A candidatura a património cultural da UNESCO
Numa importante iniciativa para a cultura moçambicana, o Ministério da Cultura e Turismo submeteu a dança mapiko à consideração da UNESCO para sua inclusão na lista de património cultural imaterial com necessidade de salvaguarda urgente. Esta candidatura, anunciada na 18ª sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, realizada de 04 a 9 de Dezembro em Kasane, Botswana, é um passo significativo na protecção e promoção do legado cultural de Moçambique.
O
mapiko, também conhecido como “in'ngoma ya mapiko”, é uma prática cultural profundamente enraizada no Planalto de Mueda, abrangendo os distritos de Mueda, Nangade e Muidumbe, na província de Cabo Delgado. Parte integrante dos ritos de iniciação makonde-likumbi, o mapiko é uma mistura de expressões artísticas, combinando música, dança e representação teatral, e desempenha um papel crucial em cerimónias comunitárias, incluindo celebrações
e rituais fúnebres. A decisão de propor o mapiko para a lista da UNESCO foi motivada por preocupações com a sua possível extinção, agravada por ataques terroristas que têm ocorrido nas regiões onde é tradicionalmente praticado, além de riscos ambientais como ciclones frequentes. A candidatura visa sensibilizar os jovens para a importância da identidade e tradições macondes, fomentando o respeito
88 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Cortesia do INATUR
MAPIKO
pelo rico espectro cultural da região. Eldevina Materula, Ministra da Cultura e Turismo, destacou a importância desta iniciativa salientando que a candidatura do mapiko reflecte o empenho de Moçambique em preservar a memória cultural do seu povo. Ao proteger esta expressão artística, o país busca não apenas valorizar o legado dos seus ancestrais, mas também assegurar a continuidade e transmissão dos valores e conquistas contemporâneas às gerações futuras. A ministra expressou a esperança de que, com o reconhecimento da UNESCO, a dança Mapiko possa contribuir para reforçar a coe-
são social e territorial, não só em Cabo Delgado, mas em todo Moçambique e, possivelmente, a nível mundial. A inclusão do mapiko na lista da UNESCO representaria um reconhecimento internacional da sua relevância histórica, estética e artística, e seria um testemunho do compromisso global com a preservação da diversidade cultural. Esta candidatura é um passo vital para salvaguardar e celebrar a herança cultural de Moçambique, reafirmando a importância da arte e da cultura na construção de uma identidade colectiva inclusiva e dinâmica.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 89
MAPIKO The application for UNESCO cultural heritage status
In an important initiative for Mozambican culture, the Ministry of Culture and Tourism has submitted the Mapiko dance to UNESCO for inclusion on the list of intangible cultural heritage in urgent need of safeguarding. This application, announced at the 18th session of the Intergovernmental Committee for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage, held from 4 to 9 December in Kasane, Botswana, is a significant step in the protection and promotion of Mozambique's cultural legacy.
M
apiko, also known as "in'ngoma ya mapiko", is a cultural practice deeply rooted in the Mueda Plateau, covering the districts of Mueda, Nangade and Muidumbe in Cabo Delgado province. An integral part of the Makonde-Likumbi initiation rites, mapiko is a mixture of artistic expressions, combining music, dance and theatrical representation, and plays a crucial role in community ceremonies, including celebrations and funeral rites.
The decision to propose mapiko for the UNESCO list was motivated by concerns about its possible extinction, aggravated by terrorist attacks that have occurred in the regions where it is traditionally practised, as well as environmental risks such as frequent cyclones. The application aims to sensitise young people to the importance of Makonde identity and traditions, fostering respect for the region's rich cultural spectrum. Eldevina Materula, Minister of Culture and Tourism,
emphasised the importance of this initiative, pointing out that Mapiko's application reflects Mozambique's commitment to preserving the cultural memory of its people. By protecting this artistic expression, the country seeks to cherish the legacy of its ancestors, but also to ensure the continuity and transmission of contemporary values and achievements to future generations. The minister expressed the hope that, with UNESCO's recognition, Mapiko dance can contribute to strengthening social and territorial cohesion, not only in Cabo Delgado, but throughout Mozambique and possibly worldwide. Mapiko's inclusion on the UNESCO list would represent international recognition of its historical, aesthetic and artistic relevance, and would be a testimony to the global commitment to preserving cultural diversity. This application is a vital step towards safeguarding and celebrating Mozambique's cultural heritage, reaffirming the importance of art and culture in building an inclusive and dynamic collective identity.
90 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
A COARK, é uma empresa moçambicana de arquitectura, sediada em Maputo que promove o espírito colaborativo e interdisciplinar na elaboração de projectos. Tem como principal motivação a procura de soluções e metodologias ajustadas à realidade local, que permitam servir com qualidade todas as camadas da sociedade. Combinando a experiência da sua equipa e usando as ferramentas mais adequadas, a COARK está preparada para intervir nas diversas vertentes associadas à arquitectura, prestando serviços de projecto, levantamento, avaliação e fiscalização de obra. Consulte o nosso website para mais informação:
coark@coark.co.mz
|
cel: +(258) 847530924
|
www.COARK.co.mz
Av. Agostinho Neto 1414, 1º - Maputo, Moçambique
CAPACITAR CRIANÇAS E JOVENS COM EDUCAÇÃO FINANCEIRA Escrito por:
Sany Weng - Money Savvy Mozambique
92 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 93
Paladares à solta
94 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Paladares à solta
CAPACITAR CRIANÇAS E JOVENS COM EDUCAÇÃO FINANCEIRA Escrito por:
Sany Weng - Money Savvy Mozambique Quando perguntamos a uma criança quais são as suas aspirações, normalmente ela diz coisas como “quero ser médico”, “quero ser piloto”, “quero viajar pelo mundo” ou “quero salvar as baleias”. No entanto, os sonhos têm um custo, e se os sonhos custam dinheiro, então porque é que estamos a ensinar os nossos filhos a viver dentro dos seus limites, em vez de os encorajar a perseguir os seus sonhos? A chave para alcançar a liberdade financeira é a educação financeira! A partir dos três anos de idade, as crianças começam a desenvolver as capacidades cognitivas necessárias para compreender conceitos financeiros fundamentais, como reconhecer moedas, calcular o troco e associar pequenos valores monetários a coisas que querem comprar na loja de conveniência todas as sextas-feiras.
E
is algumas formas simples de ensinar aos seus filhos o valor do dinheiro e a importância de economizar. ECONOMIZAR PARA COISAS GRANDES Hoje em dia, é comum as crianças desejarem os gadgets, brinquedos ou artigos de vestuário mais recentes e sofisticados e que estão na moda. Como resultado, são os pais que pagam a factura. No entanto, os pais podem mudar este padrão de dar presentes e começam a dar uma mesada. Uma forma eficaz de o conseguir é ensinar o seu filho de oito anos a poupar para coisas importantes que lhe interessam. Esta abordagem ajuda-o a compreender a importância de adiar a gratificação. A melhor forma de o encorajar a desenvolver hábitos de poupança é conversando com ele para compreen-
der os seus desejos e as razões por detrás das suas escolhas. Uma vez na posse desta informação, pode encorajá-los a pouparem eles próprios da sua mesada, o que os ajudará a apreciar o valor da poupança e os seus princípios subjacentes. Escrever o objectivo de poupar dinheiro para um artigo específico pode torná-lo mais concreto e realizável para pais e filhos. O registo das poupanças semanais permite que as crianças vejam os seus progressos em relação ao objectivo. Para tornar a tarefa mais interessante, os pais podem acrescentar 50 meticais por cada 250 meticais poupados até o objectivo ser atingido. No entanto, é fundamental ter em conta o período de tempo do objectivo. As crianças pequenas têm um relógio de paciência mais curto do que as crianças mais velhas,
pelo que se recomenda 3-6 semanas para crianças com menos de 7 anos, enquanto as crianças com mais de 8 anos podem precisar de 3 a 6 meses para atingir os seus objectivos de poupança. TER UM ORÇAMENTO Todas as pessoas têm uma coisa, um lugar ou alguém que as leva a tomar más decisões relativas a gastar dinheiro. Isto também se aplica às crianças. A cantina, a papelaria da escola e os amigos são as principais razões pelas quais as crianças pedem repetidamente dinheiro para gastar todas as semanas. É fundamental fazer com que o seu filho de doze anos se aperceba de como gasta de forma imprudente, todos os fins-de-semana, por exemplo, devido à pressão de acompanhar os amigos, pois isso pode afectar os seus hábitos de consumo futuros.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 95
Estabelecer um orçamento para a cantina, para a papelaria e para as actividades de fim-de-semana pode ajudá-lo a mudar os seus padrões de consumo para melhor. O facto de saberem que têm de gastar de maneira sensata o seu dinheiro, e que este deve durar todo o mês, incentiva-os a pensar de forma mais inteligente sobre onde, quando e quanto devem pagar. Acabarão por viver com um orçamento apertado e terão de cortar nas despesas. É aqui que aprenderão o valor real do dinheiro e a capacidade de o equilibrar com os seus desejos e necessidades na vida. É importante que faça escolhas financeiras conscientes perante os seus filhos, pois isso ajuda-os a compreender o valor do dinheiro e o seu manuseamento responsável. Ao dar um bom exemplo, pode influenciar os seus filhos a pouparem dinheiro para desfrutarem dos luxos da vida, mas também para estarem preparados para situações financeiras difíceis no futuro. Desta forma, pode proporcionar-lhes uma base sólida para levarem uma vida financeiramente sã. Embora não existam estudos específicos para Moçambique, é seguro assumir que a situação financeira é semelhante à da África do Sul. É surpreendente que 70% da população sul-africana que aufere um rendimento esteja actualmente a lutar contra o sobre-endividamento. É importante notar que as pessoas que estão presas num ciclo de dívidas enfrentam, muitas vezes, dificuldades significativas para fazer face às despesas mensais. Este problema é causado principalmente por uma falta de educação financeira, juntamente com o desenvolvimento de hábitos e comportamentos financeiros prejudiciais. Capacitar os jovens com educação financeira pode fazer a diferença. Ao dotá-los de conhecimentos, competências e confiança para gerir as suas finanças, estamos a permitir-lhes assumir o controlo do seu futuro e construir uma vida mais segura para si próprios e para os seus entes queridos.
Sany Weng Money Savvy Mozambique sany@moneysavvymozambique.com +258 84 44 22 211
96 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
É importante que faça escolhas financeiras conscientes perante os seus filhos, pois isso ajuda-os a compreender o valor do dinheiro e o seu manuseamento responsável. Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 97
EMPOWERING CHILDREN AND YOUNG PEOPLE WITH FINANCIAL EDUCATION Written by:
Sany Weng - Money Savvy Mozambique When we ask a child what their aspirations are, they usually say things like “I want to be a doctor”, “I want to be a pilot”, “I want to travel the world” or “I want to save the whales”. However, dreams have a cost, and if dreams cost money, then why are we teaching our children to live within their limits instead of encouraging them to pursue their dreams? The key to achieving financial freedom is financial education! From the age of three, children begin to develop the cognitive skills needed to understand fundamental financial concepts, such as recognizing coins, calculating change and associating small monetary values with things they want to buy at the convenience store every Friday.
H
ere are some simple ways to teach your children the value of money and the importance of saving. SAVE FOR BIG THINGS! Nowadays, it is common for children to desire the latest, most sophisticated and fashionable gadgets, toys or clothing items. As a result, parents are the ones footing the bill. However, parents can change this pattern of giving gifts and start giving an allowance. An effective way to achieve this is to teach your eight-year-old to save for important things that matter to them. This approach helps you understand the importance of delaying gratification. The best way to encourage them to develop savings habits is by talking to them to understand their desires and the reasons behind their choices. Once you have this information, you can encourage them to save their allowance
themselves, which will help them appreciate the value of saving and its underlying principles. Writing the money-saving goal into a specific article can make it more concrete and achievable for parents and children. Recording weekly savings allows children to see their progress towards their goal. To make the task more interesting, parents can add 50 meticais for every 250 meticais saved until the goal is reached. However, it is essential to take into account the time period of the objective. Young children have a shorter patience clock than older children, so 3-6 weeks is recommended for children under 7 years old, while children over 8 years old may need 3-6 months to reach your savings goals. HAVE A BUDGET! Everyone has a thing, a place, or someone that causes them to make bad decisions
98 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
about spending money. This also applies to children. The canteen, the school stationery store and friends are the main reasons why children repeatedly ask for spending money every week. It is essential to make your twelveyear-old child aware of how recklessly they spend every weekend, for example, due to the pressure of keeping up with friends, as this could affect his future spending habits. Setting a budget for the canteen, stationery and weekend activities can help you change your consumption patterns for the better. The fact that they know they have to spend their money sensibly, and that it should last throughout the month, encourages them to think more intelligently about where, when and how much they should pay. They will end up living on a tight budget and will have to cut back on expenses. This is where you will learn the real value of money and the ability to balance it with your
wants and needs in life. It is important that you make conscious financial choices with your children, as this helps them understand the value of money and its responsible handling. By setting a good example, you can influence your children to save money to enjoy life's luxuries, but also to be prepared for difficult financial situations in the future. This way, you can provide them with a solid foundation to lead a financially healthy life. Although there are no specific studies for Mozambique, it is safe to assume that the financial situation is similar to that of South Africa. It is surprising that 70% of the South African income-earning population is currently struggling with over-indebtedness. It is important to note that people who are trapped in a cycle of debt often face significant difficulties in meeting monthly expenses. This problem is mainly caused by a lack of financial education, along with the development of harmful financial habits and behaviours. Empowering young people with financial education can make a difference. By equipping them with the knowledge, skills and confidence to manage their finances, we are enabling them to take control of their future and build a more secure life for themselves and their loved ones.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 99
100 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
REVISITANDO UMA JÓIA TELEVISIVA: O FENÓMENO “NÃO É PRECISO EMPURRAR” Numa fascinante viagem ao passado televisivo de Moçambique, vamos aqui reviver a emblemática série “Não é preciso empurrar”, produção pioneira no pós-independência que marcou uma era e continua a ressoar no imaginário colectivo.
T
ransmitida pela Televisão de Moçambique (TVM), esta mini-série, uma criação inovadora da Promarte, foi uma verdadeira revelação na década de 90. A realização, sob a batuta de Sol de Carvalho, e o argumento, assinado pelo renomado escritor Mia Couto, conferiram à série um cariz distintamente moçambicano, enquanto a música dos Ghorwane embalava os espectadores numa atmosfera autenticamente local. No cerne da trama, uma família urbana que enfrenta os desafios de compreender e praticar os conceitos de democracia num um país que se aventurava em suas primeiras eleições democráticas. Este tema, tratado com mestria, não só cativou o público moçambicano mas também se mostrou de uma relevância atemporal, ecoando questões universais que permanecem pertinentes. O elenco, um mosaico de talentos, cont com figuras notáveis como Ana Magaia, Filimone Meigos, Nelson Maquile, Ana Uate, João Manja, Margarida Manja, entre outros, que, com as suas interpretações genuínas e apaixonadas, conquistaram corações. Contudo, foi a participação espe-
cial da estrela brasileira Maitê Proença, interpretando a personagem “Marisa”, que trouxe um brilho internacional à série. A visita da atriz a Maputo transformou-se num acontecimento memorável, com a cidade a recebê-la em euforia e sessões de autógrafos repletas de fãs ansiosos. “Não é preciso empurrar” não se limitou a entreter; foi um espelho da sociedade, um veículo para a discussão de questões sociais e políticas. A mini-série não só reflectia as aspirações e desafios do Moçambique da época, mas também servia como um catalisador para a reflexão e diálogo. Hoje, décadas após a sua estreia, “Não é preciso empurrar” mantém-se um marco incontornável na história televisiva de Moçambique. É um testemunho do talento artístico moçambicano e da capacidade da cultura de moldar, reflectir e influenciar a sociedade. A sua herança perdura, inspirando novas gerações de criadores e espectadores, e reafirmando o poder da televisão como um meio de expressão cultural vital e transformador.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 101
Millennium bim
REVISITING A TELEVISION GEM: THE "NÃO É PRECISO EMPURRAR" PHENOMENON On a fascinating journey into Mozambique's television past, we're going to relive the emblematic series "Não é preciso empurrar", a pioneering post-independence production that marked an era and continues to resonate in the collective imagination.
B
roadcast by Televisão de Moçambique (TVM), this mini-series, an innovative creation by Promarte, was a real revelation in the 90s. The direction, under the baton of Sol de Carvalho, and the script, signed by renowned writer Mia Couto, gave the series a distinctly Mozambican feel, while the music of Ghorwane lulled viewers into an authentically local atmosphere. At the heart of the plot is an urban family that faces the challenges of understanding and practising the concepts of democracy in a country that is embarking on its first democratic elections. This theme, masterfully handled, captivated the Mozambican audience but also proved to be of timeless relevance, echoing universal issues that remain pertinent. The cast, a mosaic of talent, included notable figures such as Ana Magaia, Filimone Meigos, Nelson Maquile, Ana Uate, João Manja, Margarida Manja, among others, who won hearts with their genuine and passionate interpretations. However, it was the special appearance of Brazilian star Maitê Proença, play-
ing the character "Marisa", that brought an international flavour to the series. The actress's visit to Maputo turned into a memorable event, with the city welcoming her in euphoria and autograph sessions packed with eager fans. "Não é preciso empurrar" didn't just entertain; it was a mirror of society, a vehicle for discussing social and political issues. The mini-series not only reflected the aspirations and challenges of Mozambique at the time, but also served as a catalyst for reflection and dialogue. Today, decades after its premiere, "Não é preciso empurrar" remains an unavoidable landmark in Mozambique's television history. It is a testament to Mozambican artistic talent and the ability of culture to mould, reflect and influence society. Its legacy endures, inspiring new generations of creators and viewers, and reaffirming the power of television as a vital and transformative means of cultural expression.
102 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Millennium bim
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 103
104 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Fotografia: Cortesia da UPA
Diáspora
CELEBRANDO COM SUSTENTABILIDADE O NATAL À MANEIRA DA UPA No mês em que se comemora o Natal, e que também coincide com a aproximação do final do ano, a UPA (Associação Unidos pelo Ambiente) promoveu diversas actividades. Entre elas, destacou-se o Upcycling, a loja da UPA, um espaço em que se vendem peças produzidas exclusivamente com materiais sustentáveis, tais como sacos de capulana, scrunchies, palhinhas de bambu, marcadores de livros, entre outros. A iniciativa contou com a colaboração da Tribute, uma marca especializada na produção artesanal de uma variada gama de produtos sustentáveis. A UPA organizou também uma acção que envolveu todos os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – CELP (EPM), com o objectivo de construir uma coroa de natal gigante empregando somente materiais recicláveis. Os estudantes juntaram-se nos intervalos da última semana de aulas, entre 11 e 15 de Dezembro, divididos por turmas e anos, para realizar a tarefa, tendo-se efectuado posteriormente um concurso entre os do 1º ciclo para eleger o nome da coroa. Foi notável o entusiasmo e dedicação das crianças e jovens e de toda a equipa envolvida.
Fotografia: Cortesia da MAKTUB
Acontece
STARTUP MOÇAMBICANA MAKTUB CONQUISTA PRÉMIO INTERNACIONAL A startup moçambicana Maktub alcançou um importante marco ao arrecadar uma distinção significativa no cenário internacional. Este feito ocorreu durante a 3ª edição do 929 Challenge, uma competição de startups organizada pelo Fórum Macau com o objectivo de desenvolver a criação de ideias de negócios que liguem a China e os diversos países de língua portuguesa. A Matkub, representando Moçambique, destacou-se entre diversas equipas provenientes do mundo lusófono e da região da Grande Baía, um polo industrial de renome global. Os prémios atribuídos aos participantes totalizaram mais de 20.000 dólares A equipa da Maktub participou num intensivo bootcamp e sessões de mentoria, culminando na submissão do seu projecto inovador na qualificação para a final, realizada em Macau, onde foi laureada na categoria de 'Startup Mais Impactante'. O projecto apresentado focou-se em soluções ecológicas que propõem a utilização de resíduos agrícolas na produção de artigos biodegradáveis e acessíveis visando principalmente
a gestão da higiene pessoal feminina. Uma das propostas mais inovadoras envolveu a criação de absorventes ecológicos, uma alternativa sustentável e menos prejudicial ao ambiente, garantindo, simultaneamente, um período menstrual mais saudável. Além de oferecer um produto ecologicamente correcto, a Matkub empenhou-se em assegurar a sua acessibilidade financeira a mulheres de diferentes estratos sociais, especialmente às mais carenciadas, o que demonstra um firme compromisso com a inclusão social. A Matkub dedica-se também à educação e conscientização sobre saúde menstrual e práticas sustentáveis. Através de esforços educativos, visa empoderar as mulheres, fornecendo-lhes não só os meios, mas também o conhecimento necessário para uma melhor gestão da saúde menstrual. Este reconhecimento internacional não apenas valida o trabalho da startup moçambicana, mas também realça o potencial do país no campo da inovação e sustentabilidade.
106 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Acontece
BAÍA MALL – UM NATAL CHEIO DE VIDA E UMA CHUVA DE PRÉMIOS O Baía Mall, centro comercial aberto ao público desde Novembro de 2017, tem desenvolvido, todos os anos, campanhas de cariz social. As mais notáveis foram as campanhas de apoio às vítimas do ciclone IDAI, do ciclone Kenneth e refugiados de Cabo Delgado, a campanha “De volta às aulas”, com a doação de material escolar, o Natal nas pediatrias do Hospital Central de Maputo e doações ao Hospital Geral de Mavalane, o plantio de árvores na baía de Maputo, e a oferta de doações e de um almoço de Natal ao orfanato AACOSIDA, Lar Nossa Senhora dos Desamparados. No passado dia 9 de Dezembro, para além de oferecer um almoço de Natal e donativos, o Baía Mall proporcionou, através de uma parceria com o Parque Nacional de Maputo, uma actividade que permitiu um maior contacto com a natureza, de que beneficiaram 50 utentes do Lar Beata Maria Pilar e 50 utentes dos apoios solidários do Parque Nacional de Maputo. O principal objectivo foi proporcionar uma experiência única a crianças e idosos que nunca tinham tido a oportunidade de visitar o local.
No dia 22 de Dezembro, no Baía Mall, foram entregues os donativos ao Lar. Nesse dia, as crianças e idosos, juntamente com toda a sociedade moçambicana que frequentava o espaço comercial, foram brindados com um programa especial. Tal programa incluiu uma peça de teatro intitulada “Um Natal Cheio de Vida”, do grupo Siku na Siko, um desafio para adivinhar o preço exacto de cabazes de Natal e, ainda, um grande sorteio cujo prémio será um carro. O carro, que se encontra em exposição e a concurso desde 12 de Dezembro, tem o sorteio agendado para o Dia Internacional da Mulher em 2024. Uma verdadeira chuva de prémios!
Fotografia: Mariano Silva
O Lar de Beata Maria Pilar – Obra Missionária de
Jesus e Maria foi escolhido por dois fortes motivos relacionados com privações: carência de carinho/ afecto e necessidades básicas, entre as quais alimentares. A Obra Missionária de Jesus e Maria foi fundada em Espanha em 1945 e, em Moçambique, na província de Nampula, em 1992, realizando o seu trabalho na área da saúde. Em Novembro de 2001 foi inaugurado o centro de Maputo, que acolheu as primeiras meninas, provenientes de famílias desfavorecidas e desestruturadas e órfãs.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 107
CENTRO CULTURAL BRASIL - MOÇAMBIQUE
Fotografia: Patricia Vasco
Lançamento do livro “O Kaio e o cão Panda, uma incrível aventura pelo espaço”, de Patrícia Vasco.
108 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 109
35mm
AWAY BUS O filme “Away Bus” é uma obra-prima ganense fruto da colaboração entre Kofi Asamoah da Kofas Media e Peter Sedufia, da OldFilm Productions. É um retrato vívido e emocionante que nos conduz por uma montanha-russa de sentimentos. A narrativa desta longa-metragem centra-se na urgente e desesperada missão de duas irmãs, Bibi e Kiki, que se vêem forçadas a angariar vinte mil cedis (moeda oficial ganense) em apenas doze horas. O propósito? Uma cirurgia vital para salvar a vida de sua mãe. A trama desenrola-se com uma mestria que prende o espectador, levando-nos pelas vicissitudes e dilemas morais enfrentados pelas protagonistas. Quando os esforços convencionais para angariar fundos se mostram infrutíferos, elas optam por um caminho de audácia e desespero: um assalto a um autocarro. Enquadrando-se no género de comédia dramática, o filme é habilmente pontuado por momentos de tensão e alívio cómico. Acompanhando com precisão e vigor cada volta e reviravolta da história, a banda sonora é um elemento que merece destaque especial. Por seu lado, os cenários, vivos e coloridos, são um espectáculo à parte, capturando com autenticidade a essência vibrante do Gana. Quanto ao elenco, é encabeçado por nomes como Fella Makafui, Salva Mumin e John Dumelo, que oferecem actuações memoráveis que capturam a essência complexa e multifacetada dos seus personagens. Estas notáveis performances não passaram despercebidas, tendo o filme recebido prémios no prestigiado Ghana Movie Award e merecido reconhecimento em diversos festivais internacionais. Disponível na plataforma de streaming Netflix, “Away Bus” é uma obra que nos desafia, entretém e emociona. Não serve apenas de passatempo. Também ilumina, oferecendo um vislumbre autêntico e cativante da vida no Gana.
110 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 111
Diáspora
112 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Diáspora
35mm
AWAY BUS The movie “Away Bus" is a Ghanaian masterpiece, the result of a collaboration between Kofi Asamoah of Kofas Media and Peter Sedufia of OldFilm Productions. It's a vivid and moving portrait that takes us on a rollercoaster ride of emotions. The narrative of this feature film focuses on the urgent and desperate mission of two sisters, Bibi and Kiki, who are forced to raise twenty thousand cedis (Ghana's official currency) in just twelve hours. The goal? A vital operation to save their mother's life. The plot unfolds with a mastery that grips the viewer, taking us through the vicissitudes and moral dilemmas faced by the protagonists. When conventional fundraising efforts prove fruitless, they opt for a path of audacity and desperation: a bus robbery. The film, which falls into the genre of dramatic comedy, is skilfully interspersed with moments of suspense and comic relief. The soundtrack, which accompanies every twist and turn of the story with precision and vigour, is an element that deserves special mention. The vibrant and colourful sets are a spectacle in themselves, capturing the vibrant essence of Ghana with authenticity. As for the cast, the likes of Fella Makafui, Salva Mumin and John Dumelo deliver memorable performances that capture the complex and multifaceted essence of their characters. These remarkable performances have not gone unnoticed, with the film winning the prestigious Ghana Movie Award and well-deserved recognition at various international festivals. Available on the Netflix streaming platform, Away Bus is a film that challenges, entertains and thrills. It doesn't just entertain. It also enlightens, offering an authentic and compelling insight into life in Ghana.
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 113
ENTRE O GOLE E A PRUDÊNCIA Líquido mágico, fonte de euforia, Mas atenção, meu amigo, sem moderação Pode ser veneno, trazer desdita e agonia. Avisado esteja, é nossa obrigação. Pode ser prazeroso, em dia quente de verão, Uma bebida fresca, gelada, um refresco. Mas não se esqueça, com prudência e precaução, Pois a imprudência faz correr um grande risco. Em festas e comemorações, o consumo é frequente. Comemorar é importante, porém sem exagero. Um gole aqui, outro ali, com atenção em mente, Para evitar situações de grande desespero. A condução, meu amigo, é grande responsabilidade. Não coloque em risco a vida de ninguém, O álcool nunca justifica tal insanidade. Preserve sua vida, respeite a dos outros também. O álcool, com moderação, é uma bênção, Mas quando usado de forma condenável, Pode provocar grande aflição. Pense nisso e seja sempre responsável. Pintado Gaspar
114 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024
Dezembro/December - Janeiro/January 2024 • Ed. 65 © Revista Xonguila | 115
116 | Revista Xonguila © Ed. 65 • Dezembro/December - Janeiro/January 2024