TUDO AZUL: TRANS- T RNAR OU TRANSF☺RMAR?
O aluno que frequenta a escola em busca de notas azuis ingressará no sistema acadêmico à procura de um diploma. E será mais uma peça solta no quebra cabeça do mercado de trabalho. Um diploma, hoje em dia, mais do que antes, não atesta a competência tampouco a habilidade de qualquer profissional na área em que se formou. Antes, é mais um rótulo (“EU SOU TECNÓLOGO EM...” “POSSUO DOUTORADO NA ÁREA DE...”). Meus parabéns! Mas o que garante que você esteja qualificado para fazer mesmo?
Num mundo como esse em que vivemos atualmente (o século XXI, ainda carente de, entre outras, ações político-educativas que produzam efeitos dignos de repercussão internacional) – é lamentável, porém, cumpre que isto seja dito, para ser relembrado –, está
cada vez mais difícil diferir o certo do errado. É o caso dos pais, dos responsáveis por muitos alunos. “Importa é que meu filho tenha nota azul – e acima da média! Porque nota azul – e alta – é garantia de que ele estudou, aprendeu e está preparado para ingressar num curso mais avançado.” De modo igualmente lamentável, é essa crença – estúpida e inválida – de que as aparências, os rótulos etc., comprovam o conteúdo. Nem sempre. “Nem tudo o que reluz...” Para bom entendedor... Mas paremos por aqui. Deixemos as notas altas para os que se contentam em ostentar. Voltemos ao trabalho – que a nossa causa é estudar. E aprender. E reaprender. E aprender a aprender. E aprender a ensinar. E, mais que formar, TRANS-F☺RMAR. Obrigado. Wellington Vinícius Fochetto Junior1
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Publicitário profissional, professor de língua portuguesa na rede pública e especialista em Saberes e Práticas da Língua Portuguesa.