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O Demônio... Venho lutando meus próprios demônios durante a maior parte da minha vida. O álcool parece anestesiar a dor, mas nunca faz os pesadelos ir embora. Tudo que eu quero na vida é um pouco de paz. Quando eu conheci o meu anjo parecia que eu a encontrei, mas há muitas coisas entre nós. Por que ela tinha que ser tão jovem...?

O Anjo do Demônio... Encontrar Drake foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu encontrei o meu amigo, minha alma gêmea. Mas ele deixa a minha idade ficar entre nós. Há algo que o persegue, e eu quero egoistamente ser a que o ajuda a conquistar seus fantasmas. Se ele apenas me deixasse entrar, me deixasse aproximar, eu acho que poderia ajudá-lo...


Prólogo

Estava quente como o inferno. Murmurando uma maldição, eu arranquei minha camiseta e a joguei no cortador de grama. Julho era uma vadia. Roçar todo o parque de trailers no meio do dia não foi uma ideia das mais inteligentes, mas não tinha sido minha ideia. A velha que alugava o lugar queria isso feito, e não era o meu trabalho discutir com ela. Ela me pagava decentemente para cortar a grama e cuidar da manutenção do lugar. Eu tinha passado as últimas três horas roçando e suando litros durante esse tempo. Minha t-shirt estava encharcada, e eu seriamente precisava de um banho. Depois de colocar o cortador de volta ao galpão de ferramentas eu fui para casa, que era apenas alguns trailers de distância do galpão que ficava no meio do parque de trailers. Cansado, eu abri a porta do meu trailer e entrei... A

televisão

estava

ligada

e

Emmie

estava

sentada

no

meu

sofá.

Normalmente, isso não teria sido um problema para mim. Quando minha mãe e meu padrasto não estavam em casa, Emmie vinha e assistia TV com Shane por algumas horas para escapar do pesadelo que ela chamava de mãe. Hoje, não era Shane que estava em casa. Ele estava com uma garota que ele conheceu em um dos nossos shows em alguma cidade na última sexta-feira. Minha mãe estava no trabalho, como sempre. Ela trabalhava duro e raramente estava em casa, então só havia uma pessoa que poderia ter deixado Emmie entrar... Meu coração ficou frio, e eu tive que lutar para não vomitar quando eu olhei para a pequena menina sentada no sofá. Seu cabelo estava uma bagunça, como


sempre. Ela estava vestindo shorts que eram grandes demais para ela, provavelmente um par que um de nós tinha comprado em uma venda de quintal já que a mãe dela não se importava se ela tinha roupas ou não. Havia um curativo em sua canela e alguns hematomas nas pernas e braços. Ela olhou para mim e sorriu quando me viu olhando para ela. — Ei! — Ela cumprimentou, dando um gole de uma caixa de suco. — Emmie, por que você está aqui? — Perguntei. — Quem deixou você entrar? Seu sorriso diminuiu um pouco. — Sr. Rusty me deixou entrar. Eu estava jogando e ele perguntou se eu queria entrar e sair do calor. Éramos uma das poucas famílias no parque de trailers que tinha um ar condicionado. Como é gentil do Rusty por convidá-la a sair do calor. Cerrei os punhos, tentando manter a calma na frente da menina inocente que eu tanto amava. Eu não queria assustá-la, mas ela não tinha ideia de que eu tinha acabado de salvá-la de pesadelos inimagináveis. — Onde está Rusty agora? — Ele teve que usar o banheiro, — ela me informou, me observando de perto. Me abaixei na frente dela e peguei suas mãos nas minhas muito maiores. — Me escute, Emmie. Quero te perguntar uma coisa, e é importante que você me diga a verdade. Tudo bem, querida? Ela assentiu com a cabeça castanho-avermelhada, e eu apertei minhas mãos em torno das dela. — Ele... — Eu engoli a bile subindo na minha garganta e comecei novamente. — Rusty tocou em você? Seus olhos se arregalaram. — Eu... — Seu rosto ficou corado e ela mordeu o lábio. — Drake... — Ele tocou, Em? — Eu sussurrei.


— Eu... eu não... — Ela engoliu em seco. — Ele disse para não contar. — Onde? — Eu exigi. — Onde é que ele te tocou, Emmie? — Só na minha perna. — Ela tinha lágrimas em seus olhos, e eu percebi que o meu aperto em suas mãos estava muito apertado. Eu aliviei o aperto, mas não a soltei. — Ele se sentou comigo e esfregou minha perna enquanto eu assistia TV. Eu não gostei e disse para ele parar. — Ele parou? Ela assentiu com a cabeça. — Sim. Claro que sim. Então ele foi para o banheiro. Acho que ele está tomando um banho ou algo assim porque ele está lá há um tempo. Raiva como nada que eu já senti antes ferveu dentro de mim. Eu estava começando a tremer quando vi o medo nos olhos de Emmie. Eu tentei conter, mas eu estava perdendo rapidamente o controle. — Rusty é um homem mau, Emmie. Lembra-se de como Jesse, Nik, e eu falamos para você sobre os homens maus? — Ela assentiu com a cabeça, lágrimas derramando de seus grandes olhos verdes. Nove anos de idade e eu já conseguia dizer que ela ia ser uma mulher bonita quando ela crescesse. Os caras e eu tínhamos avisado Emmie de um monte de coisas ao longo dos anos: não tocar nas agulhas que sua mãe usava para o seu vício em drogas e nunca deixar um dos homens de sua mãe ficar a sós com ela. As conversas de sempre que você tem com um garoto que vive em uma casa cheia de monstros que as crianças como Emmie tinham que lidar. Eu tinha tido a sorte de nunca ter um pai que abusou de mim ou fez as coisas que a mãe de Emmie fazia. Minha mãe era ótima, mas ela trabalhava em dois empregos para pagar as contas. Meu pai era um cara decente, então eu não tinha sido preparado para quando a minha mãe se casou com Rusty Nelson quando eu tinha dez e Shane tinha oito anos. Ele parecia ser um cara bom demais, até a noite em que ele havia subido na cama comigo. Minha mãe estava trabalhando no turno da noite no posto de gasolina da estrada, e Shane estava em uma festa do pijama com seu amigo de escola...


Aquela noite tinha sido o começo dos meus pesadelos. Eu estava preparado para dizer a minha mãe e ameacei fazer exatamente isso, mas Rusty era um bastardo manipulador. Ele podia fazer ameaças tão bem como eu. Ele me garantiu que ninguém iria acreditar em mim. Quem iria acreditar em uma criança de dez anos de idade ao invés de um adulto como ele? Então ele me ameaçou com a única coisa que tinha certeza de que iria manter minha boca fechada. Shane. Se eu contasse, então Shane seria o próximo. Não havia jeito que eu queria que meu irmãozinho, o menino que era meu melhor amigo, experimentasse o que eu tinha acabado de passar. Então eu mantive o abuso para mim. E continuou por quase um ano. Quando eu fiz onze anos, eu cresci em altura por quase meio metro, e a puberdade chegou rápido. Eu não parecia mais como uma criança. Fui me transformando em um homem, e Rusty não tinha gostado, então eu fui esquecido. Eu tinha ficado com medo de que o tarado fosse começar a abusar de Shane, então eu mantive meus olhos abertos para os sinais do que estava acontecendo. Não havia nenhum e eu comecei a relaxar... Do fundo do corredor eu ouvi a descarga do banheiro e eu fiquei de pé, colocando o comprimento da sala de estar entre mim e Emmie no caso de eu machucá-la por acidente. Não havia jeito de Rusty escapar dessa. Ele mexeu com a criança errada desta vez! — Drake? — Emmie sussurrou meu nome, e eu dei-lhe um sorriso triste. — Vai ficar tudo bem, Em. — Eu peguei o telefone que estava ao lado da cadeira de balanço em que minha mãe amava se sentar. Eu dei um soco em um número que eu sabia de cor e esperei por alguém para atender na outra extremidade. — Sim? — Era o Sr. Thornton. O cara parecia bêbado e ele provavelmente estava.


— Sr. Thornton, Jesse está em casa? — Eu sabia que ele estava. Ele precisava estar no trabalho para o turno da noite da fábrica. — Jesse! — O velho gritou, e eu ouvi Jesse pisar pelo trailer. Ele murmurou algo que eu não conseguia ouvir a seu pai e, em seguida, colocou o telefone no ouvido. — Cara, eu estou ocupado, — disse Jesse sem sequer perguntar quem era. — O que você quer? Olhei para Emmie. — Eu preciso que você venha. Agora. — Dray, eu tenho que estar no trabalho em 20 minutos. — Emmie precisa de você. Isso o deteve. Dos quatro de nós Jesse era provavelmente o mais protetor de Emmie. O cara era como um urso mãe com seu filhote. — Ela está bem? — Ele exigiu. — Isso é questionável. — Fisicamente, ela estava bem. Se esse idiota não tivesse feito nada mais do que tocar em sua perna, então ela podia não ter qualquer trauma mental. Mas o que me preocupava era dela estar no caminho quando eu perdesse o controle. — Só venha para cá. Corra, — eu disse a ele, quando ouvi a porta do banheiro se abrir. O telefone ficou mudo, e eu coloquei de volta no gancho. — Que tal uma outra caixa de suco, Emmie? — Rusty perguntou enquanto ele vinha pelo corredor estreito. — Ou um picolé? Isso é do que você precisa em um dia quente de verão... — Ele me viu em pé ao lado da cadeira da mãe. — Eu não ouvi você entrar, — ele murmurou. — Aposto que não. — Eu acenei. Ele não se parecia com um pedófilo. Parecia com o que a minha mãe ainda pensava que ele era: um ser humano decente. Eu acho que ele era bonito. Rusty tinha apenas uma barriga de cerveja. Seu cabelo era curto e livre de cinza. Ele tinha uma altura média e seu sotaque do sul era algo que minha mãe disse que ela gostava nele. Para mim, ele era o monstro dos meus pesadelos.


A porta da frente se abriu e Jesse veio parecendo furioso. Seu olhar foi direto para Emmie. — Em? Você está bem? — Ele correu e levantou-a em seus braços. — Jesse! — Ela agarrou-se ao pescoço dele e enterrou o rosto em seu peito. — Drake está me assustando. — Que porra é essa, cara? — Jesse explodiu. — Ela não parece estar pior do que o normal... — Então ele viu o meu rosto. Meu olhar ainda estava em Rusty, e eu sabia que o meu ódio, uma raiva pura e venenosa estava queimando em meus olhos. Eu ainda tremia e estava ficando pior a cada segundo. Jesse olhou de mim para um Rusty muito nervoso. — Leve Emmie para fora, Jesse, — eu disse a ele, sem tirar os olhos do meu padrasto. — Dray... — Agora! — Eu gritei, e Emmie choramingou em seus braços. Eu odiava que eu a estivesse assustando, mas não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso agora. Mais tarde, eu prometi a mim mesmo. Mais tarde, eu faria as pazes com ela. Jesse murmurou algo tranquilizador para Emmie quando ele se virou e saiu do trailer. Com o alto estrondo da porta batendo, eu estalei. Não tinha jeito de que eu pudesse segurar meu controle agora... Eu destruí a sala de estar. A luminária de chão que ficava ao lado da velha cadeira estava saindo de uma janela quebrada. O sofá que eu tanto amava estava revirado e provavelmente nunca seria usado novamente. Eu pensei ter ouvido o tom de discagem do telefone e percebi que estava fora do gancho na mesa ao lado do que já tinha sido a cadeira favorita da minha mãe que estava em pedaços. O lugar estava completamente uma lixeira no momento em que a polícia apareceu e me tirou de cima do inconsciente homem sangrando debaixo de mim. Precisou de dois deles para colocar as algemas em mim, enquanto eles lutavam para empurrar o meu rosto para baixo no tapete. Um dos policiais disse algo sobre uma ambulância, e eu gritei com ele para deixar o filho da puta morrer. O que só


fez o policial me segurando para baixo empurrar seu joelho mais em minha espinha. Shane invadiu o trailer, seguido por Nik. Nenhum dos dois disse uma palavra quando eles viram a cena. Do lado de fora eu ouvi as sirenes da ambulância enquanto eu lutava contra as algemas. Eu queria terminar o que eu tinha começado antes que os paramédicos tivessem a chance de salvar o filho da puta. — Drake! — Minha mãe gritou quando ela seguiu os paramédicos para o trailer. Ela tinha acabado de chegar do trabalho e entrou em uma zona de guerra. — Drake, o que você fez? — Ela chorou quando viu o marido deitado imóvel sobre o chão da sala de estar e eu, seu filho mais velho, algemado. — Por que você fez isso? Eu apertei minha mandíbula e me recusei a olhar em seus olhos. — Porque esse merda merecia. — Mamãe! — Shane agarrou nossa mãe. — Mãe, há algo que você precisa saber. Algo na voz do meu irmãozinho me fez olhar para ele. Ele sustentou as mãos de mamãe e falou baixinho para ela, mas eu ainda ouvi. — Rusty me molestou quando eu tinha nove anos, — explicou ele, e eu perdi o controle. Tudo isso para nada! Os anos de manter o segredo que me assombrava dia e noite para protegê-lo. Eu tinha começado a beber até desmaiar apenas para conseguir dormir à noite. E foi tudo por nada! Rusty ainda tinha feito a Shane o que ele tinha feito comigo. Eu me desvencilhei dos policiais e consegui ficar de pé, apesar das algemas. Antes que eu pudesse chegar em Rusty, um terceiro policial me abordou. — Não! — Eu gritei. — Eu vou matá-lo! Rusty Nelson ia morrer por tocar em meu irmãozinho...


Um

Drake Eu acordei com o gosto do velho Jack Daniels na minha boca, minha cabeça batendo e lutando contra a vontade de vomitar. Sim, a minha manhã típica! Nada de especial sobre isso, ou sobre os pesadelos que ainda permaneciam na minha cabeça. Eles foram o que me fez correr para o banheiro. Eu mal cheguei antes de começar a vomitar e esvaziar o meu jantar da noite anterior no banheiro. Eu estava escovando os dentes quando Emmie veio rebolando até a conexão do meu banheiro e olhou para mim. Aparentemente ela ainda estava com raiva de mim, e eu ainda não tinha ideia do porquê. Droga de hormônios da gravidez! — Tome um banho. Você irá ajudar Jesse com a mudança de Layla e suas irmãs para a casa de hóspedes hoje. Eu gemi. — Emmie, a minha cabeça está prestes a rachar. — Como isso é diferente de qualquer outro dia? — Ela chamou por cima do ombro enquanto saía do banheiro. — Se apresse. Jesse irá sair em breve. Murmurando uma maldição, eu entrei no chuveiro. Trinta minutos depois, eu estava dentro de um caminhão alugado com Jesse. Ele sabia que a minha cabeça estava me matando, e ele não falava muito por causa disso. Eu descansei


minha cabeça contra o encosto do assento e orei para que o dia passasse rápido. Tudo que eu queria era tomar alguns Jack e uma cama. O apartamento duplex onde Jesse parou não era o lugar mais miserável que eu já tinha visto, mas não era o mais bonito também. Nós não estávamos exatamente no território de gangues, mas era óbvio que esse não era o mais seguro dos bairros. Eu estava feliz que Layla estava se mudando para a casa de hóspedes depois de ver este lugar. Eu gostava dela e queria que ela ficasse em algum lugar mais seguro. O sol estava brilhante e eu lamentei não usar meus óculos de sol enquanto eu subia as escadas para o segundo andar atrás de Jesse. Ele bateu e a porta se abriu. — Jesse, ei, — A voz rouca de Layla cumprimentou o baterista. Eu fiquei lá no sol brilhante e os observei devorar um ao outro com os olhos. Sim, não havia nada acontecendo lá! — Em algum momento, hoje, Jesse. Pare de comer a garota com os olhos e vamos logo com isso, cara. As bochechas de Layla coraram, e ela deu um passo para trás para nos deixar entrar no apartamento. — Eu não estava esperando que vocês viessem para me ajudar. Eu caí em um sofá que me fez lembrar de um que a minha mãe tanto amava quando eu era uma criança. Este provavelmente era tão antigo quanto. — Nem nós, — eu murmurei. — O que Drake quer dizer é que ele está aqui sob coação. Esta é a sua punição por chatear Emmie ontem à noite, — Jesse informou. — Eu ainda não entendo o que eu fiz, — Resmunguei. — Em um minuto ela é toda sorrisos e no próximo está gritando comigo. — Eu balancei minha cabeça e meu cabelo comprido caiu na minha cara. — Eu odeio os hormônios da gravidez. Mal posso esperar para que esta criança demônio saia dela! — Eu queria minha pequena e doce Emmie de volta.


Ok, ela não era doce, mas ela era nossa e eu não a trocaria por ninguém. Mas ultimamente ela não era a mesma garota que os caras e eu praticamente criamos. Ela foi levada pela massa crescendo em sua barriga. Layla riu e era um som doce. — Isso não vai ajudar, — ela me assegurou. — Depois que o bebê nascer ela vai ficar pior. Confie em mim nisso, querido. Pósparto é pior do que as mudanças de humor que ela está tendo agora. — Ah, inferno, — Jesse murmurou, ao mesmo tempo que eu fiz. — Ei, Layla, você já embalou as coisas do banheiro? Eu preciso... — Minha cabeça se voltou para o som daquela voz, e eu tinha certeza de que meu coração parou no meu peito quando eu encontrei os olhos cor de uísque de um anjo. Seu longo cabelo preto meia-noite estava puxado para trás em um rabo de cavalo. Seus olhos marrom-âmbar eram enormes em seu belo rosto. Ela tinha os lábios macios que pareciam picados por uma abelha e um nariz que era pontudo no final. O anjo era alto e a cintura longa e fina, mas ela tinha curvas que faziam meu corpo doer por segurá-la contra mim. Este anjo era jovem, eu diria que não mais de vinte e um anos... Layla apresentou o anjo. — Lana, este é Jesse e esse é Drake. Pessoal, este é a minha irmã de 17 anos de idade, Lana. Dezessete. Dezessete. DEZESSETE! Malditos dezessete anos! O número saltou em minha cabeça que já latejava, e eu pensei que ficaria louco com isso. Não! Não dezessete anos. Ela tinha que ser mais velha. Eu não poderia estar atraído por uma menina de 17 anos de idade. — É um prazer conhecê-la, Lana, — Jesse disse, enquanto olhava para o anjo. Fiquei fascinado com o rosa que inundou suas bochechas. — Sim, você também, — ela murmurou e olhou para a irmã. — Layla, você pode me ajudar com uma coisa no banheiro?


As irmãs nos deixaram sozinhos na sala de estar, e Jesse caiu no sofá ao lado de mim. — Cara, você está pálido. Eu não fiquei surpreso. Eu acho que eu tinha realmente sentido a cor sair do meu rosto quando Layla havia dito a palavra dezessete. Eu me senti mal do estômago por uma razão completamente diferente do que eu senti ao despertar. — Vocês realmente são demônios? Virei a cabeça para encontrar uma menina com cabelos longos escuros, encaracolados, parada a poucos metros do sofá. Ela tinha grandes olhos escuros e um pequeno nariz bonito, e assim como Emmie conseguiu todos esses anos, essa menina me fisgou fundo e eu não pude deixar de sorrir para ela. — Não, querida. Eu não sou realmente um demônio. Tudo bem que algumas pessoas tinham me comparado a um algumas vezes. Aos olhos do público eu era um durão sem coração ou alma. Principalmente, eles estavam certos. A menos que você contasse com Emmie e meus irmãos de banda, eu não tinha amor ou compaixão por ninguém. — Qual é o seu nome? — Perguntou a menina. — Sou Drake, — eu disse a ela. — Ele é Jesse. Seus olhos escuros nos olharam como se estivesse avaliando a nós dois. Então, com a confiança que só uma criança jovem e inocente tinha, ela subiu no meu colo. — Eu sou Lucy. É bom conhecê-lo, Sr. Drake. — É um prazer conhecê-la, Lucy. Pelos próximos cinco minutos, ela fez uma centena de perguntas sobre a casa em que ela ia morar. Antes que Jesse ou eu pudéssemos tentar responder, ela fazia outra para nós. Já no primeiro minuto, eu sabia que sua palavra favorita era incrível. Ela queria construir um castelo de areia, mas nunca foi para a praia. Antes que eu pudesse realmente pensar sobre isso, eu me ofereci para ensiná-la. Layla saiu do quarto com um sorriso no rosto. — Não hoje, Lucy, — disse a garota. — Temos muita coisa para fazer hoje, baby.


— Amanhã? — Ela perguntou. Eu já estava assentindo. Parecia divertido quanto mais eu pensava sobre isso. Porra, eu acho que nunca tinha feito um castelo de areia também, mas eu queria fazer um com Lucy. — Amanhã. Está marcado, ok? Os olhos dela se arregalaram. — Promete? Eu sorri. — Prometo. Agora, vamos começar a mudança das senhoritas.

Lana Eu sabia quem eram os Asas do Demônio. Layla era uma grande fã de sua música, mas eu saberia sobre eles, mesmo que ela não fosse. Eles eram uma banda de rock incrível, e até mesmo eu gostava de algumas de suas músicas, o que dizia muito, porque o meu gosto se inclinava mais para cantores como Michael Bublé. Ultimamente, a banda estava nos tabloides, o que não era típico deles. A maioria deles mantinha discrição, mas o líder da banda, Nikolas Armstrong, ia ser pai, o que era uma grande coisa no mundo da música. Ele havia engravidado a irmã de criação da banda e fez com que as cabeças de todo o mundo se voltassem para eles. Os tabloides faziam fofoca da história a meses, mas a maior parte já tinha morrido. Eu percebi que quando o bebê nascesse a banda iria ser perseguida novamente. A história do bebê era a primeira notícia real sobre a banda em poucos anos ou mais. A última vez que fizeram notícia nos tabloides foi por causa de Drake Stevenson. O homem tinha sido reportado como um psicopata que tinha jogado um médico pela janela. A imagem do roqueiro encarando o fotógrafo, que se atreveu a tirar sua foto, mostrou um homem que parecia mais do que selvagem e perigoso. Eu acho que você poderia entender o meu choque ao descobrir que o mesmo cara estava de pé no que havia sido minha sala de estar pelos últimos


dois anos. Eu estava nervosa no início, especialmente quando ele olhou para mim e foi como se ele estivesse olhando diretamente para minha alma. Mas mesmo que tenha me assustado muito, eu tinha certeza que meu coração estava acelerado por outros motivos além do medo. Droga, como o cara era sexy! Você não poderia nem ir um pouco longe como dizer que ele era bonito. Seu rosto tinha linhas duras e vários ângulos, mas cada ângulo parecia como se os próprios deuses tivessem esculpido cada linha. Adonis, o Deus da beleza e do desejo, não tinha nada a perder para Drake Stevenson, e com apenas um olhar, a minha respiração parecia estar presa em meus pulmões. O que me chocou mais foi que ao longo das próximas poucas horas eu me encontrei não mais sentindo medo dele. Ele fazia Lucy rir. Toda vez que eu pegava algo pesado, ele rapidamente o pegava de mim e levava ele mesmo para o caminhão. Drake como uma estrela do rock podia ser um idiota total, mas aparentemente o homem era um cavalheiro. Eu me senti como se houvesse uma força invisível me empurrando em direção a ele. Normalmente, eu teria colocado um freio. Estrelas do rock eram más notícias. Eu tinha crescido com um após outro aquecendo a cama da mãe. Eu já tinha visto em primeira mão como eles tratavam as pessoas, e não era bonito. Mas, por alguma razão, eu senti como se Drake e Jesse fossem diferentes. Assim como eu senti que Shane e Nik eram diferentes quando eu os conheci mais tarde naquele dia quando eles nos ajudaram a descarregar o caminhão da mudança. Eles foram todos muito bons, e eu me senti confortável em torno de todos eles. E Emmie? Ela me lembrou de Layla um pouco. Alguém que não deixava ninguém passar por cima dela, que não deixa que o mundo a levasse para baixo. Até o final do dia, me encontrei tendo uma queda por Drake. Era uma loucura. Ele tinha trinta e um, e eu tinha dezessete anos. Claro, roqueiros namoravam mulheres mais jovens o tempo todo, mas eu não ia ser uma Priscilla para o Elvis dele. Não, não ia acontecer!


Domingo era o meu dia de fazer lição de casa. Eu normalmente não me importava de fazer lição de casa. Layla era durona sobre tirar boas notas e era fácil para mim. Estudei muito e tive aulas extras. Desde que vivia com Layla e eu já não tinha que gastar tanto tempo cuidando de Lucy, algo que eu tinha feito a partir do dia em que ela nasceu até a nossa mãe perdedora morrer, eu comecei a assistir aulas extras que a minha escola oferecia. As classes eram aulas básicas de estudos gerais para a faculdade, e no final desse prazo, eu teria créditos universitários suficientes para me qualificar como uma estudante de segundo ano quando eu realmente começasse a faculdade. Segunda-feira, eu dirigi para a escola sozinha pela primeira vez. Layla foi incrível. Ela estava deixando eu dirigir seu velho Corolla, então eu não teria que mudar de escola. Não era que eu fosse sentir falta dos meus amigos, eu tinha passado tanto tempo na escola estudando ou participando de programas obrigatórios de esporte - eu tinha escolhido corrida porque eu era horrível em esportes de equipe, - que eu não tinha nenhum amigo. Nenhum. Claro que não ter amigos tornava difícil a escola, às vezes. Nenhuma das meninas gostava de mim por que: A) achavam que eu era uma vadia encalhada porque eu me recusava a deixar que eles me sugassem para o drama diário que tendia a ser uma vida de meninas adolescentes, ou B) Achavam que eu queria o namorado delas. Minha resposta era sempre a C. Eu não tenho tempo para o drama de qualquer pessoa além do meu, e eu não iria ficar com os namorados delas nem se eles me pagassem. Não ter amigos havia me dado tempo para observar os acontecimentos dos outros em volta de mim, e eu tinha descoberto que a maioria dos namorados que eu fui acusada de querer eram instrumentos nas mãos das namoradas e tinham mais ação do que as namoradas percebiam. Um dia antes, Layla havia comprado dois novos telefones. Ela tinha dado a Lucy seu antigo em caso de emergências, mas eu ganhei o meu próprio, juntamente com um plano de mensagens ilimitado junto com a internet e um plano de ligações. Claro que eu tinha dado o meu número para Drake. Eu não tinha certeza de como isso aconteceu, mas acabamos trocando mensagens de texto uma atrás da outra até depois da meia-noite passada. E hoje, mesmo que eu soubesse que ele


deveria estar no estúdio trabalhando em um novo material com os outros caras da banda, nós estávamos trocando mensagens de texto regularmente. Durante a aula de Inglês ele me enviou uma foto engraçada de seu irmão jogando conversa fora na hora do almoço. Porque eu não estava esperando por isso, eu não consegui controlar a minha gargalhada, enquanto o meu professor estava dando uma chata palestra sobre a importância de uma forte introdução em uma redação. Eu não estava prestando atenção, porque eu já tinha tomado aulas de Inglês 101 de faculdade e passei com um A. A única razão pela qual eu estava nessa classe era porque eu tinha que ter para me formar. — Senhorita Daniels, há algo que você gostaria de compartilhar com a classe? — O idiota perguntou em uma voz nasalada que sempre me irritava. Sr. Mills estava em seus vinte e poucos anos com um corte de cabelo do Justin Bieber, e a maioria das meninas na escola gritaram como se fossem meninas quando descobriram que ele daria a aula de Inglês. Eu não era uma de suas fãs e não fazia segredo disso - nunca. É claro que eu senti como se ele não gostasse de mim e estava sempre tentando me isolar das maneiras mais constrangedoras. Coloquei meu telefone entre o meu livro e caderno para escondê-lo do professor. — Não, Sr. Mills, — eu assegurei a ele. — Então, talvez você gostaria de nos dizer a melhor maneira de começar uma Comparação/Argumentação em uma introdução. — Seu sorriso me disse que achava que eu não poderia lhe dar uma resposta boa o suficiente para satisfazê-lo. Ele estava mais irritado comigo do que o normal até o final da aula, depois da minha explicação de cinco minutos para sua pergunta. Quando a campainha tocou, eu estava mais do que feliz por pegar minhas coisas e sair de seu caminho. Passei pelo banheiro feminino antes de ir para minha última aula do dia e mandei uma mensagem para Drake de volta. Você me fez rir na aula de Inglês! O professor babaca me odeia. Em poucos segundos, Drake me mandou uma mensagem de volta. Porra! Desculpe, Anjo!


Não se preocupe com isso. Até logo. Naquela noite, quando cheguei em casa, Layla estava mais tranquila do que o habitual. Ontem à noite, ela me perguntou sobre Drake, e eu tive que desconversar. Ele era meu amigo, meu único amigo! Eu não iria deixar que ela arruinasse isso porque achava que eu não podia cuidar de mim, mesmo se os meus sentimentos por ele fossem mais fortes do que uma mera amizade. Eu afastei o assunto como se fosse apenas uma paixão boba. Depois do jantar, eu mandei uma mensagem para Drake para perguntar se ele queria vir desfrutar do ar da noite comigo. Ainda estava quente à noite, e eu estava me sentindo sufocada dentro da casa de hóspedes. Quando ele me mandou uma mensagem de volta dizendo que ele iria, peguei um lençol e todas as pequenas velas que tínhamos. Quando ele me encontrou no quintal que separava a casa de hóspedes da casa principal, eu tinha tudo arrumado. Parecia romântico e eu tive que ficar me lembrando que nada sobre meu relacionamento com Drake era romântico. Ele iria correr para as montanhas, se ele soubesse que eu tinha uma queda por ele, e realmente eu não podia culpá-lo. Ele devia ter muito desse drama em sua vida de roqueiro. Drake me surpreendeu quando ele me mostrou um caderno de desenho e um conjunto de lápis de carvão para desenho. — Posso desenhar você? — ele perguntou, soando um pouco inseguro. — Claro. Se você quiser... Eu não sabia que você desenhava. — Eu me arrumei no lençol, então eu conseguia vê-lo sobre o bloco de desenho enquanto ele trabalhava. Seus dedos se moviam com rapidez e habilidade óbvias. Eu ansiava por ver o que ele estava desenhando. A concentração em seu rosto quando ele me olhava me fazia doer por uma razão completamente diferente. — É algo que eu faço como um calmante, — disse ele depois de alguns minutos. — Arte era minha aula favorita na escola. No meu aniversário de oito anos meu pai me deu um kit de arte profissional. Tinha tinta e carvão e um milhão de outras coisas que uma


criança de oito anos não entende como usar. — Ele sorriu e eu podia ver o menino que ele havia sido brilhando naqueles olhos azul-acinzentados. — Minha mãe argumentava que era muito caro, que seria destruído até o final do dia, mas eu cuidei dele e descobri que eu realmente gostava de usar o carvão para desenhar. Quando eu tinha treze anos, entrei em um festival de arte na cidade e realmente ganhei uma centena de dólares, ficando em segundo lugar na amostra de arte. — Uau. Eu na melhor das hipóteses consigo desenhar um boneco convincente se tiver que fazer. — Ele riu. Foi um riso profundo que me fez ficar muito feliz por ter vindo de algo que eu disse. Ele não parecia ser o tipo de cara que ria muitas vezes. — Então, se a arte não é o seu talento o que é? — Ele perguntou enquanto continuou a desenhar. Minha atenção continuou em seus dedos longos e finos e como eles se moviam com certeza sobre todo o bloco de desenho. — Eu gosto de dançar, — disse a ele. — E eu sou uma corredora de longa distância decente. Ele arqueou uma sobrancelha em minha resposta. — Dança? Eu assenti. — Sim, eu amo dançar. Quando eu era pequena, antes da minha mãe expulsar Layla, Layla me levava a uma academia de dança pouco depois que ela chegava em casa da escola. Eu aprendi sapateado, ballet e jazz. Eu sou uma grande fã de jazz e swing. Drake sorriu. — Então você gosta de Michael Bublé e Sarah Brickel. Talvez Robbie Williams? — Eu encolhi os ombros e ele se inclinou para frente, me batendo na ponta do nariz com o dedo. — Não há nada errado sobre gostar deles. Eu encontrei Michael Bublé algumas vezes no Grammy. Cara legal. — Eu posso ter todas as músicas dele no meu iPod. — Dei de ombros novamente. — Quem é seu herói do rock? — Eu perguntei, decidida a saber tudo sobre este homem. Basta estar com ele assim, falando sobre nada mais importante do que os nossos gostos em música, que era perfeito. Eu queria congelar o tempo e me segurar a esse momento pelo resto da minha vida.


— Keith Richards sempre foi o meu herói. — Ele voltou a se concentrar em seu bloco de notas. — O homem tem talento. Quando eu tinha doze anos eu cortei a grama por um verão inteiro para guardar dinheiro para comprar minha primeira guitarra. Eu aprendi a tocar vendo e ouvindo Keith Richards. Foi assim que começamos. Eu era Keith e Nik era Mick Jagger. Nós só estávamos brincando. Mas, então, Jesse e Shane se juntaram a nós, e nós realmente parecíamos muito bons. Nós começamos a tocar em festas para as crianças na escola. De lá, fomos para bares perto de casa. Quando eu tinha vinte e um algum caçador de talentos nos ouviu e contou a Rich, nosso agente, sobre nós. Uma semana depois, estávamos em um ônibus de turnê, oficialmente estrelas do rock. — Isso é loucura! — Eu puxei meus joelhos contra o peito e descansei o queixo sobre eles. Meu cabelo caiu na minha cara, e eu empurrei-o de volta. — É tudo o que você esperava? Tudo o que você sempre quis? Dor cruzou seu rosto. Drake ficou em silêncio e eu me perguntei se ele ia me responder quando ele finalmente balançou a cabeça. — Não. Não é tudo que eu sempre quis. Após o primeiro ano, eu já estava cansado. Eu quero mais do que uma vida de rock-and-roll. É tudo o que fazemos agora. Não me interprete mal, Lana, eu amo fazer música. Eu amo a emoção de tocar para uma multidão. Mas eu odeio a vida que vem com ela.


Dois

Drake Eu não sabia por que eu estava tão atraído por Lana. Eu tentei ficar longe. Por cerca de um minuto, eu consegui, mas descobri que me machucava fisicamente ficar longe. Me recusei a dar outro nome aos meus sentimentos além de amizade. Sermos amigos era seguro. Eu poderia trabalhar com isso. Então o que tinha a ver o fato de que só de olhar para ela me fazia doer lá no fundo de uma forma que eu não podia me lembrar de doer antes. Ela me chamou e eu fui de bom grado. Lana, meu anjo lindo e doce, era fácil de conversar. Eu me encontrei confiando nela sobre coisas que ninguém mais conhecia. Eu não tinha sequer admitido odiar o ritmo do mundo do rock-and-roll que eu tinha ficado preso para Emmie em todos esses anos. Com Lana veio naturalmente. Passei todas as noites com ela. Falando sobre as coisas mais estúpidas, conhecendo a garota - fodam-se todos - apenas pelo prazer disso. Algumas noites nós apenas nos sentamos e eu fazia um esboço do meu anjo. Outras nós íamos até a praia para ouvir como as ondas colidiam contra a areia. Com cada onda que atingia a praia, eu me sentia como se eu estivesse sendo lavado na paz mais doce. Era reconfortante estar com ela. Eu fui capaz de conseguir dormir sem uma garrafa de Jack Daniels por uma semana inteira. Quando acordava todas as manhãs eu não estava encharcado de suor, como normalmente. Claro que eu ainda tinha pesadelos. Eu duvidava que eu jamais me livraria deles, mas essa semana eles não me assombravam como normalmente.


Sexta-feira eu levei Lana para um jantar. Havia um excelente pequeno restaurante grego que eu amava. Eu fui buscá-la, me recusando a pensar nisso como um encontro. Eu nunca tinha levado uma garota para um encontro na minha vida, e eu não estava pensando nessa noite com Lana como um. Isso só parecia gritar errado para mim. Foi divertido. Eu apreciei cada segundo dela e temia a hora em que eu teria que levá-la para casa. Depois do jantar, eu encontrei um parque, e nos sentamos nos balanços apenas conversando como sempre. Eu só tinha conhecido a garota a uma semana, e ainda assim ela provavelmente sabia tanto sobre mim quanto Emmie. Bem, exceto por umas partes que eu me recusei a contar a Lana. Eu não queria colocar essas imagens em sua mente inocente. E talvez eu estava com medo de que, se meu anjo soubesse sobre o meu passado, ela ficaria muito desgostosa para querer continuar com a nossa amizade. Eu nos levei de volta para Malibu no Escalade. Quando entrei na garagem era apenas um pouco depois das dez horas. Em vez de sair imediatamente, Lana se virou para mim e sorriu aquele sorriso dela, que eu ainda não tinha sido capaz de desenhar perfeitamente no papel. Havia algo no sorriso, o jeito que me enchia com tanta paz. Havia uma pitada de travessura que brilhava nos olhos cor de uísque dela que acalmava minha necessidade para a garrafa, pelo menos a maior parte. — Obrigada por esta noite, Drake, — ela disse. — Foi muito divertido. — Gostaria de ir às compras comigo amanhã? — Eu não sabia de onde essa ideia tinha vindo. Que porra eu sabia sobre fazer compras? Eu tinha uma porrada de dinheiro e mal tinha tocado em um centavo dele eu mesmo. Emmie cuidava das minhas contas e comprava tudo o que eu precisava. Acho que eu era um pouco desamparado quando se tratava de certas coisas, mas eu queria mimar Lana. Amigos podiam fazer isso, certo? — Compras? — Ela arqueou uma sobrancelha e sorriu. — Você quer me levar para fazer compras?


Eu dei de ombros. — Sim. Traga Lucy. Nós podemos passar o dia lá. — Eu queria passar cada minuto possível com ela. Talvez ela fosse um novo vício que me trazia mais paz do que a garrafa. De alguma forma, acabamos conversando por quase uma hora, sentados no SUV, falando de algo que eu duvidava que eu iria lembrar de manhã. Eu a fazia rir e era como sinos tocando em meus ouvidos, a melhor música que eu alguma vez tinha ouvido. Quando eu olhei para o relógio no painel do carro era um pouco depois das onze. Ela estava relutante, se não mais, por terminar a noite. Estendi a mão e empurrei o cabelo preto meia-noite longo para longe de seu belo rosto. Meus dedos queimaram onde eles tocaram sua pele impecável. Depois de apenas uma pequena hesitação, me inclinei e dei-lhe um beijo suave em seu rosto. — Boa noite, Lana, — eu murmurei. Rosa encheu suas bochechas e ela mordeu o lábio. — B-boa noite Drake, — ela sussurrou e deslizou para fora do Escalade. Eu esperei até que ela estava fora de vista antes de sair. Eu precisava de um tempo para acalmar o meu coração acelerado e o corpo dolorido. Quando entrei na casa, Shane tinha saído, não que isso fosse uma grande surpresa. Estremeci um pouco pensando nos lugares possíveis que meu irmão poderia ter estado hoje. A garrafa podia ser minha muleta, mas o escape de Shane era pior no meu ponto de vista. Sua constante necessidade de fazer sexo – as orgias e os clubes de sexo – ia matá-lo muito antes da garrafa levar o meu fígado.

Emmie

insistia

que

todos

nós

fizéssemos

exames

regularmente,

principalmente por causa de Shane. Jesse e Nik estavam esparramados no sofá com cervejas nas mãos, e Emmie estava aconchegada a Nik. Me levou um tempo para me acostumar com a visão de Emmie com Nik. Não era que eu não gostasse da ideia deles juntos. Era apenas difícil vê-la como algo além de nossa doce e pequena Emmie. Agora, eu era forçado a vê-la pelo que ela era. Uma mulher sexy que estava séria com um dos meus irmãos de banda desprezíveis.


Sua barriga estava espreitando para fora da camiseta dos Asas do Demônio, e eu me encolhi com o pensamento da criança crescendo dentro dela. Aquela pequena criança demônio deixava a minha Emmie terrível, às vezes. Quando ela me viu, seus grandes olhos verdes brilharam e Nik a ajudou a se levantar. Ela colocou os braços em volta de mim e queria saber tudo sobre a minha noite, mas eu não estava pronto para contar a ela sobre isso. Por agora, eu queria manter o tempo que eu tinha passado com Lana trancado dentro de mim, segurando por tanto tempo eu pudesse antes de compartilhá-la com Emmie. Eu odiava admitir isso, mas eu era provavelmente o menos próximo de Emmie e isso era minha culpa. Eu a amava e daria minha vida por ela, mas por causa do que tinha acontecido a tantos anos atrás, eu tinha escondido uma parte de mim, mesmo dela... Compras com Lana e Lucy foi divertido. Eu estava gostando de observar Lana experimentar as roupas que era como se fossem feitas só para ela. A diversão acabou quando eu comprei todas as roupas que Lana experimentou e um par de sapatos. Ela explodiu em mim e mostrou a força feroz que se escondia sob a superfície de toda a sua angelical beleza. Me recusei a deixar meu corpo responder com a visão de quão incrivelmente sexy ela parecia quando brava. Em vez disso, fiquei com raiva também. Lana saiu da boutique exclusiva enquanto eu terminava de pagar as roupas e acessórios. Lucy suspirou e balançou a cabeça, mas me ajudou a levar as sacolas para o Escalade. Demos um ao outro o tratamento de silêncio enquanto fazíamos compras para Lucy. Quando eu estacionei na calçada algumas horas mais tarde, Lana saiu do carro sem dizer uma palavra. Eu segui atrás dela, e Lucy, sobrecarregada com todos os sacos das lojas, andou em um ritmo mais lento. Layla nos encontrou na porta. Lucy já estava falando a mil por hora sobre o dia dela. A porta do quarto se fechou logo quando entrei na casa de hóspedes, e eu olhei para a porta fechada. Mesmo que eu estivesse bravo, eu ainda queria estar


perto dela. E agora aquela garota teimosa – realmente ela conseguia ser uma idiota às vezes! – ela nem mesmo me deixou dar boa noite a ela. — Lucy, vá assistir a alguns desenhos animados, — Layla disse a uma Lucy ainda animada. — Você pode me contar tudo sobre o seu dia mais tarde. Eu prometo. — Ok. — Lucy suspirou. — Não grite com Drake. Não é culpa dele que Lana é tão podre. Deixei as sacolas no chão. — Como foi seu dia? — Layla perguntou, e ouvi a diversão em sua voz. Virei meu olhar da porta fechada para Layla. Havia um fantasma de um sorriso em seu rosto. — Sua irmã é tão teimosa, — eu disse a ela. Seus lábios se contraíram em um sorriso. — Tenho certeza de que não foi tão ruim assim. — Ela não queria que eu comprasse nada para ela. Nada! Nem uma coisa pequena. Então, quando eu comprei de qualquer jeito, ela saiu da loja e me deixou lá com a pobre Lucy. Ela se recusou a falar comigo pelo resto da tarde... — Eu parei, passando a mão pelo meu cabelo. Eu provavelmente parecia louco ou algo assim, mas essa foi a maneira que eu me sentia naquele momento. — Ela me faz f... — Eu parei antes da palavra de maldição sair dos meus lábios e me corrigi. — Maluco! — Dê um tempo a ela. Ela não vai ficar brava para sempre. — Layla me assegurou com um sorriso encorajador. — Lana é o tipo de garota que não quer coisas materiais. Ela aprendeu da maneira mais difícil que as pessoas que tentam comprar seu afeto não significa exatamente que são os que se preocupam com ela. Meu coração se apertou com suas palavras. Lana me contou um pouco sobre sua infância, mas como eu, ela tinha desviado do assunto. A última coisa que eu queria fazer era tratá-la como um idiota do seu passado.


— Ela preferiria que você parasse para pegar uma flor para ela na estrada do que comprar a ela uma loja inteira de flores. — Eu não estava... Eu só queria... — Eu passei a mão pelo meu cabelo novamente, parando o fluxo de palavras que não fazia sentido. Eu acho que eu realmente tinha fudido tudo, e eu me sentia um pouco enjoado que eu tinha machucado Lana, mesmo que isso não tivesse sido intencional. — Vou ligar para ela mais tarde, — eu murmurei. Eu não consegui dormir naquela noite. Tudo o que eu queria fazer era enviar uma mensagem a Lana, mas eu sabia que ela precisava de um pouco de tempo para se acalmar. Para me impedir de pegar meu telefone, eu engoli uma quinta garrafa de Jack e deixei a dormência me tirar da terra dos pesadelos durante a noite. Acordei de madrugada em uma poça de suor e com bile subindo no fundo da minha garganta. Quando eu tinha terminado com a minha rotina de merda, eu me forcei a comer o café da manhã e, finalmente, puxei meu telefone. Meus dedos não hesitaram enquanto corriam sobre as teclas. Sinto muito. Eu não fazia isso frequentemente. Não havia muito que eu sentia que deveria me desculpar, mas eu sabia que tinha estado errado desta vez. Eu deveria ter escutado quando ela disse que não queria que eu comprasse nada. Um minuto inteiro se passou até que meu telefone tocou. Eu olhei para baixo para ver a mensagem na tela e senti um aperto no meu coração. Sinto muito, também! Eu fui uma cadela. Minhas mãos pairavam sobre as chaves. Posso passar aí? Eu estava esperando que você fizesse isso. Eu joguei minha tigela de cereal na pia. Levei exatamente dois minutos para chegar até a casa, atravessar o pátio e o pequeno quintal, e bater na porta da


frente da pousada. Meus dedos mal tocaram a porta antes que ela se abrisse e Lana se atirasse em meus braços. — Sinto muito, — ela sussurrou. Passando os braços em torno de sua pequena cintura, segurei-a com força por um momento e respirei o doce aroma de seu shampoo e loção que ela sempre parecia estar usando. Lana não usava perfume. Seus dedos acariciavam meu cabelo, e eu fechei os olhos com força, me aquecendo com a sensação pacífica de tê-la em meus braços pela primeira vez. — Eu odeio brigar com você, — Murmurei, quando eu a coloquei sobre seus pés. — Eu não tenho certeza se eu iria sobreviver se tivesse deixado você realmente brava. Um pequeno sorriso apareceu nos cantos dos lábios carnudos. — Nah. Você pode lidar com isso. Eu sorri. — Não vamos descobrir, ok? — Eu vou fazer o meu melhor. — Ela revirou os olhos cor de uísque para mim, e eu dei um tapinha na bunda dela quando ela se virou para a sala. Seu grito era música para os meus ouvidos. Eu a peguei e joguei ela no sofá e, em seguida, passei os cinco minutos seguintes fazendo cócegas até que ela tinha lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Eu normalmente não ficava tão perto dela, mas o meu alívio por fazer as pazes com ela depois da nossa briga era muito esmagador para não encontrar uma razão para tocá-la. Nosso jogo acordou Lucy, e eu passei o resto do dia com elas. Por volta de meio-dia, Lana começou a ficar preocupada com Layla, e fomos para a casa principal para perguntar se Emmie tinha ouvido falar de Layla ou Jesse. Eu percebi que Jesse tinha sido incapaz de conter seus sentimentos na noite anterior e os dois estavam tendo um caso, em um quarto de hotel em algum lugar, mas não me atrevi a dizer meus pensamentos em voz alta. Depois que Emmie assegurou que ela ligaria para Jesse e certificaria que eles estavam bem, eu chamei Lana para um mergulho. Não foi difícil fazer isso,


mas depois de vê-la de biquíni pela primeira vez, eu estava lamentando a sério minha decisão de passar algumas horas na piscina. Quem foi o bastardo doente que inventou biquínis afinal? Sorte para mim que Lucy era uma grande acompanhante, e eu era capaz de manter minhas reações escondidas a maior parte do tempo. Quando eu me vi babando ao ver o peito de Lana no top amarelo limão mal contendo suas curvas, eu sabia que era hora de pedir o jantar. Tudo para colocar algumas roupas no meu anjo para que eu não estivesse constantemente em um estado de dor só de olhar para ela. Um filme e uma boa comida chinesa completaram o dia. Eu não queria voltar para a casa principal, mas eu sabia que ficar não era uma opção. Lana e Lucy tinham escola na manhã seguinte, e eu tinha que ir para o estúdio. Eu dei um beijo no topo da escura cabeça de Lucy e um no rosto de Lana. — Eu vou mandar uma mensagem, — Prometi. — Tudo bem. — Ela mordeu o lábio e eu vi a decepção em seus olhos. Ela era estava tão relutante para me deixar quanto eu estava para ir. — Obrigada pelo jantar. Na hora em que eu cheguei na casa, meu peito sentiu como se tivesse um elefante sentado sobre ele. Corri até meu quarto e encontrei uma das minhas garrafas e engoli um terço dela de uma vez. Eu estava acostumado com a queimadura, pois inundava minha garganta. O calor que bateu no meu estômago era uma distração acolhedora da pressão em volta do meu coração, e eu caí na beira da minha cama antes de engolir outro terço. Eu não queria estar sozinho, por isso, acabei no sofá, assistindo futebol com Nik e Shane. Eles não disseram nada quando me sentei entre eles e engoli um pouco mais do meu Jack. A garrafa estava quase no fim, e eu ainda estava me sentindo como se eu não pudesse respirar. Porra! Eu odiava esse sentimento. Tudo porque eu não aguentava ficar longe de uma garota por quem eu não tinha que ter nada além de sentimentos fraternais!


Jesse chegou em casa algum tempo depois. Eu não tinha certeza de que horas eram. Até então, eu tinha encontrado uma segunda garrafa de Jack Daniels e comecei a misturar com cerveja. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo com o jogo de futebol e nem tinha ideia de quem estava jogando. Eu estava dormente, mas ainda incapaz de respirar. Quando a garrafa estava vazia, Jesse me ajudou a subir para o meu quarto e eu caí na minha cama. — Então, o que aconteceu? — Ele perguntou enquanto tirava os meus sapatos. — Você e Lana brigaram? — Ontem... — Eu contei a ele sobre as compras e a briga que tivemos. — Mas eu me desculpei... — Ela não perdoou você? — Nah. Ela perdoou. Passamos o resto... do dia... com Wucy. — Minhas palavras estavam saindo arrastadas e eu tentei me concentrar na formação delas. Não que isso importasse, todos os irmãos de minha banda tinham passado tantas vezes perto de mim em estado de embriaguez que eles entendiam o que eu falava. — Um dos... melhores dias da minha vida, — eu admiti. — Então por que diabos você está bebendo? — Jesse exigiu. Eu olhei para ele. Ele era louco? Como ele poderia não saber porque eu estava bebendo? Ele era cego? — Porque eu a quero muito! Porque eu sinto que eu preciso dela para respirar. Porque ela tem malditos dezessete anos! — Eu gritei. O baterista caiu na beira da minha cama. — Dray, ela é linda. Um cego poderia ver como ela é linda. E não é só do lado de fora. Ela é muito doce, cara. Lana é especial. Eu sabia de tudo isso. Isso deixava todos os meus sentimentos muito mais intensos. Lana era o meu anjo. E eu não podia tocá-la. — Eu sei disso, — sussurrei. — E eu acho que ela tem alguns sentimentos fortes por você também.


Eu também sabia disso, mas para Lana eu era apenas uma paixão. Uma menina da idade dela não conseguia entender os sentimentos que eu tinha. Eu não poderia imaginar o sentimento dela por mim e o que eu sentia por ela. Não, eu me recusava a sequer pensar nisso. Eu era amigo dela. Isso era tudo. — O que você vai fazer? — Jesse perguntou depois de alguns minutos. Eu passei a mão sobre os olhos molhados. — Nada. — Nada? Então você só vai continuar a ser amigo dela, e a se matar com álcool para anestesiar a dor? Dei de ombros, ou pelo menos achei que fiz isso. — Eu não posso tocá-la. Eu não vou tocá-la! — Você pelo menos conversou com ela sobre isso? — Jesse perguntou, parecendo frustrado. — Não. Ela é muito jovem para entender. Eu não vou colocar esse peso nela. — Eu não queria colocar meus pesadelos em sua cabeça. Feiura não pertencia dentro da mente do meu anjo. — Obrigado por tomar conta de mim, cara... — Eu tentei dizer quando me deixei flutuar para o sono... Os sonhos assombraram meu sono. A luta, os tiros... Emmie deitada na cama comigo, me segurando e sussurrando coisas que eu não conseguia entender através da névoa da embriaguez. Minhas lágrimas secaram e o tremor nas minhas pernas desapareceu lentamente. Sua presença por si só acalmou um pouco da minha dor, seus dedos acariciando meu cabelo como uma tábua de salvação me ligando ao presente. Quando eu voltei a dormir, o sonho ainda estava à espera para me consumir, mas foi diferente dessa vez. Em vez de uma Emmie de nove anos sentada no meu sofá, era Lana. Ela sorriu para mim dessa forma angelical e misteriosa dela, mas não me acalmou, como geralmente acontecia. O trailer estava escuro, o calor do verão pressionando em nós quando Rusty veio pelo corredor. Ele disse alguma coisa e eu vi como Lana se virou para mim


com um olhar de desgosto em seu rosto. Em seguida, ela desapareceu do sofรก, como se ela nunca tivesse estado lรก...


Três

Lana Eu deveria ter sabido que iria ser um dia ruim no segundo em que acordei. O som do despertador só me fez gemer. Desde que me mudei para Malibu eu tinha que levantar uma hora mais cedo para que eu pudesse ir para a escola na hora certa. Normalmente eu iria tomar banho, mas esta manhã eu não estava com vontade de deixar meu cabelo molhado. Saí da cama e fui para o banheiro. Quando passei pela pia, o espelho me chamou a atenção e eu vi os efeitos de uma noite mal dormida. Depois de cair na cama na noite passada, eu não tinha sido capaz de conseguir dormir. Em vez disso, eu olhava para o meu celular, mentalmente esperando por uma mensagem de Drake. Eu não sei porque, mas eu sentia essa dor no meu intestino e em volta do meu coração. Uma ou duas vezes eu tinha certeza de que eu estava realmente tendo um ataque de pânico. Eu nunca tinha sentido algo parecido. Algo dentro de mim dizia que Drake precisava de mim, e eu não tinha certeza de como eu poderia ajudar. Se eu fosse até a casa principal e dissesse que eu não conseguia dormir porque estava com medo de que algo estava errado com Drake eles pensariam que eu era uma aberração. Depois de ter chegado a conhecer Shane um pouco ao longo da última semana, eu sabia que ele só iria rir de mim.


Mas o sentimento não tinha ido embora, e eu me virei na cama a noite toda, finalmente caindo em um sono agitado apenas uma hora antes de o alarme disparar. Eu escovei os dentes e lavei o rosto. Não estava com vontade de colocar a maquiagem. Eu não gostava de usá-la de qualquer jeito, então puxei o meu cabelo para trás em um rabo de cavalo e acrescentei uma faixa para manter os fios soltos fora do meu rosto. Pegando minha mochila do chão do quarto, encontrei as chaves do carro de Layla e me dirigi para a porta. Layla saiu da cozinha, um pacote de Pop-Tarts e uma pequena garrafa de suco de laranja em suas mãos. — Dirija com cuidado, — ela me disse com um sorriso. Por alguma razão, lágrimas queimaram em meus olhos, e eu consegui apenas acenar quando saí da casa de hóspede. Layla era a minha rocha. Ela tinha sido a mãe que eu precisava enquanto eu estava crescendo. O dia em que a nossa mãe a expulsou foi o pior dia da minha vida. Eu chorei até dormir por seis meses, querendo que minha irmã me ajudasse a dormir porque a minha mãe não o faria. Eu tinha apenas nove anos, mas dentro de uma semana eu estava fazendo coisas que algumas mulheres adultas nem sequer sabiam como fazer como cozinhar meu próprio jantar e lavar minhas próprias roupas. Pouco antes de mamãe morrer eu e ela discutíamos muito. Eu estava morrendo de medo de que ela me expulsasse também. Lucy era ainda tão jovem, tão indefesa. Parece desumano, mas eu tinha suspirado de alívio quando Lydia Daniels morreu. Me mudar com Layla havia sido a melhor coisa a acontecer comigo desde o dia em que a vi pela última vez. Eu estava cinco minutos atrasada para a minha primeira aula, porque o trânsito estava horrível naquela manhã. O professor me deixou entrar com uma advertência e uma palestra sobre pontualidade. Realmente, eu preferia ter pegado uma detenção a ouvir aquela besteira. Na hora do almoço eu tinha trazido um saco de batatas fritas e uma garrafa de água porque nada do que era servido no almoço ali parecia comestível. É claro que o Sr. Mills foi o babaca habitual comigo


durante a aula de Inglês. Eu estava a uns cinco segundos de dizer algo para aquele idiota quando meu celular vibrou. Olhando para baixo na minha mesa, eu vi uma mensagem de Drake. Quer pegar jantar mais tarde? Eu, você e Shane? Definitivamente! Eu rapidamente respondi de volta. Eu pensei que meu dia de merda tinha acabado até que eu entrei no carro de Layla depois da escola e a maldita coisa se recusou a ligar. Murmurando algumas maldições que iriam me fazer levar uma bronca se minha irmã ouvisse, eu abri o capô do carro velho, em seguida, me perguntei o que eu esperava fazer com isso. Eu não era exatamente uma mecânica! Pensei em ligar para Layla, mas sabia que ela não saberia o que fazer mais do que eu sabia. Pesquei meu telefone do meu bolso de trás e mandei uma mensagem para Drake. Sabe alguma coisa sobre carros? Um pouco. O carro de Layla não quer ligar... Mandei mensagem, não tendo certeza se eu estava pedindo a ele para ser meu cavaleiro branco ou não... À caminho, anjo! Meu coração ficou todo mole, quando ele rapidamente veio em meu socorro, sem me fazer perguntas. Levou 30 minutos para chegar na minha escola. Um táxi parou do meu lado e tanto Drake quanto Shane saíram. Eu era um dos três carros sobrando no estacionamento. Assim que os vi, eu saí do carro. Eu aproveitei o tempo para terminar meu dever de cálculo enquanto eu os esperava. Shane usava um boné para trás em sua cabeça desgrenhada e óculos de sol sobre os olhos. Drake tinha uma leve barba por fazer em sua mandíbula sexy, e


eu estava quase hipnotizada por ele. — Obrigada por terem vindo. Desculpe por tirar vocês do estúdio. — Você é mais importante, — disse Drake, fazendo meu coração derreter de novo. — Você está bem? — Eu estou bem. O carro de Layla por outro lado? Bem, eu vou deixar para vocês determinarem isso. Shane brincou com alguns fios, verificou alguns níveis de fluidos, e depois tentou ligar o motor. Fez mais para ele do que tinha feito para mim, fazendo um ruído grave, mas ainda não ligou. Ele empurrou seus óculos para cima de seu chapéu e sacudiu a cabeça. Sua perigosa boa aparência era surpreendente quando você tinha os olhos azul-acinzentados olhando diretamente para você. Ele e Drake eram tão parecidos que poderiam ter passado por gêmeos à primeira vista. Drake era poucos centímetros mais alto do que seu irmão, mas Shane era mais largo nos ombros. — Eu vou mandar rebocar, — disse Shane depois que ele me disse o que ele achava que estava errado com ele. Eu realmente não entendia qualquer coisa que tinha saído de sua boca, mas eu sabia que não era uma coisa boa. — Ótimo, — murmurei. — Como é que eu vou ir para a escola amanhã? — Nós podemos deixá-la antes de irmos para o estúdio, — Drake me assegurou. Comecei a argumentar que seria muito fora de seu caminho, mas ele me deu um olhar que me disse que era melhor manter a minha boca fechada. Não querendo começar outra briga, quando a última me deixou triste, eu apenas assenti. O reboque chegou e Shane chamou um táxi para nós. Eu já tinha mandado uma mensagem para Layla sobre o que estava acontecendo para que ela não se preocupasse que eu estava chegando tão tarde em casa. Mas, aparentemente, ela já sabia sobre o problema com o carro e que os irmãos Stevenson foram me ajudar.


— Vamos pegar algo para comer antes de ir para casa, — Shane sugeriu. — Estou morrendo de fome. — Eu poderia comer, — Drake concordou. — O que você sente vontade de comer, Anjo? Me sentei entre eles na parte de trás do táxi, me inclinando para Drake para que eu pudesse ter uma desculpa de tocá-lo. — Eu não me importo. Tudo soa bem agora. — Era quase hora do jantar, e eu só tinha comido um pop-tart e um saco de batatas fritas. Eu estava com fome o suficiente para comer qualquer coisa. O pequeno restaurante italiano que Shane escolheu foi incrível. Eu comi todo o meu frango parmesão e ainda estava com fome, então eu comecei a pegar do prato de Drake. O trio de lasanha, bruschetta, e camarão com espaguete dele estava incrível. A companhia foi ainda melhor do que a comida. Basta estar com Drake para aliviar algo profundo dentro de mim. Eu gostava de estar perto de Shane quase tanto quanto. Ele tinha um jeito de me fazer rir quando eu não queria. Quando nós permanecemos para a sobremesa, - algum tipo de Tiramisu incrível que me fez gemer na primeira mordida - eu descobri que eu não queria que a noite terminasse. O dia, em geral, tinha sido horrível, mas a noite não poderia ter sido mais perfeita nem se eu tivesse tentado. Eu tentei fazer com que cada pedaço da sobremesa durasse um pouco mais. — Você não gostou? — Shane perguntou quando ele deu sua última mordida. — É delicioso, — eu assegurei a ele. — Recebi uma mensagem de Jesse, — Drake disse quando ele caiu em sua cadeira depois de ter voltado do banheiro. — Nós não iremos para o estúdio amanhã ou no resto da semana. Emmie teve de ir ao médico esta manhã e ela tem que descansar. — Sua testa estava enrugada com preocupação. — O médico ainda está falando em fazer uma cesariana.


— Bem, ela é pequena, Dray. — Shane jogou para trás o resto de seu vinho. — E se essa criança for parecida com Nik, ela vai ter uma enorme cabeça. Isso provavelmente será melhor para Em. — Eu acho, — Drake murmurou, engolindo o último de seu café. — Eu acho que estou com medo do desconhecido. — Ela está nas melhores mãos, mano. Você sabe que Nik não faria diferente. — Suas palavras foram para oferecer conforto, mas eu me perguntei se ele estava tentando consolar a si mesmo também. Eu sabia que Emmie era especial para os quatro membros dos Asas do Demônio. Ela era o sol que todos eles pareciam girar em torno. Eu adorava que eles pudessem se importar tão profundamente por ela. Me mostrou que sob a superfície de roqueiro malvado haviam mocinhos. Até conhecê-los eu tinha pensado que todos os roqueiros eram iguais. Idiotas e imbecis. A vida da minha mãe tinha me mostrado esse lado do mundo dos roqueiros, e eu odiava cada segundo. Drake e seus irmãos da banda me provaram que havia alguns mocinhos por aí no mundo do rock, afinal. — Você tem lição de casa? — Drake me surpreendeu mudando de assunto. Eu balancei minha cabeça. — Terminei enquanto eu esperava por vocês dois. — Você acha que Layla iria ficar brava se não fossemos direto para casa? — Ele estava tirando a carteira e jogando algumas notas grandes em cima da mesa. O que ele tinha em mente? Eu não estava pronta para ir para casa também. — Ela me mandou uma mensagem e me disse que estava jantando com Jesse. Eles vão levar Lucy para comer macarrão com queijo. Shane riu. — Ele ama o seu macarrão com queijo. Agora ele tem uma desculpa para fazê-lo tantas vezes quanto possível. — Vamos ver um filme, — Drake sugeriu. — Eu não vou ao cinema há séculos.


Shane bufou. — Não, obrigado. — Ele se levantou. — Já que nós não temos que ir ao estúdio amanhã. Eu vou encontrar algo um pouco mais censurado para me manter ocupado. — Drake murmurou algo, fazendo com que Shane risse. — É isso aí, mano. — Não deixe Emmie preocupada. Venha para casa hoje à noite. — Eu vou fazer o meu melhor. — Mas Shane ainda estava sorrindo. Ele deu um beijo no topo da minha cabeça. — Divirta-se. Vejo vocês mais tarde. — Tchau, Shane. — Eu o observei ir e, em seguida, me virei para o grande homem sentado do outro lado de mim. — Ainda quer ver um filme? — Se você quiser. — Mas eu poderia dizer que ele estava realmente ansioso para ver um. A ideia de estar em um teatro escuro com Drake sentado ao meu lado foi muito atraente para recusar. — Qualquer coisa assustadora? — Eu adorava filmes de terror. A forma como o suspense fazia meu coração correr era incrível. Normalmente, eu era a menina gritando, mas eu nunca cobria meus olhos para me esconder do monstro na tela. Seus olhos brilharam. — Tenho certeza de que poderia encontrar algo assustador. Atividade Paranormal 2 me fez agarrar o braço de Drake durante o filme inteiro. Eu gritei algumas vezes, mas eu não era fui a única. Eu me senti segura com o grande homem sentado ao meu lado, seu braço apoiado ao longo da parte de trás da minha cadeira e a pipoca sentada entre nós. Foi tão bom, tão normal.

***

As semanas se passaram tão rapidamente que eu não tive tempo para realmente olhar para o que estava acontecendo do lado de fora no mundo real.


Jesse e minha irmã estavam ficando a sério. A barriga de Emmie estava ficando ainda maior. A escola era a mesma merda de sempre. O que eu tinha rotulado como uma paixão foi se transformando em algo mais profundo, e, isso me assustou muito. Drake estava se tornando muito importante para mim, e eu não sabia como lidar com isso. Tudo o que eu sabia era que eu não podia ficar dois minutos sem pensar nele. Parecia que se eu não o visse todos os dias, ou recebesse uma dúzia de mensagens dele, eu ficaria louca com este amor que consumia todo o meu coração. Por mais que eu tentasse lembrar meu coração de que éramos apenas amigos, ele se recusava a ouvir. Layla fez um chá de bebê surpresa para Emmie, e foi um grande sucesso. Emmie, a garota durona que normalmente cuidava de todos os outros, estava sendo cuidada para variar, e ela chorou como a mulher grávida hormonal que ela era. Foi um grande dia. No dia seguinte, Jesse nos pegou e nos levou para SeaWorld. Os quatro de nós nos sentimos como uma família nesse dia, e eu senti que eu poderia me acostumar com isso. Jesse estava constantemente segurando a mão de Layla e até mesmo levou Lucy em seus ombros quando seus pés se cansaram. A única coisa que poderia ter feito o dia melhor era se Drake tivesse vindo com a gente. Mas ele ainda estava na cama quando saímos naquela manhã. Eu não era cega às falhas de Drake. Eu sabia que ele bebia muito. Eu queria que ele encontrasse uma maneira de lidar com o seu vício. Eu queria ser mais importante para ele, especial o suficiente para ele desistir da bebida por mim, mas eu sabia que não ia acontecer. Eu era apenas sua amiga, ok, eu era provavelmente a sua melhor amiga e isso não ia mudar. No próximo fim de semana eu tive a surpresa da minha vida quando Drake tirou todas as paradas e me deu uma festa de aniversário surpresa. Eu tinha oficialmente dezoito anos agora, e não havia ninguém com quem eu mais quisesse celebrar a vida adulta do que com Drake... Seu presente, por outro lado, provocou uma briga gigantesca.


O Audi A6 branco era um carro de sonho. Ele também era muito caro no meu ponto de vista. Eu não queria aceitar. O estúpido não percebeu que eu não queria que ele me comprasse coisas como esta? Eu quase recusei, mas Emmie entrou em cena e me fez sentir como a maior cadela que andou pela terra. — É seu. Seu nome está na papelada. Leve o carro e pare de atormentá-lo! Eu não tinha percebido que eu estava atormentando ele, mas logo que ela disse isso eu sabia que era verdade. Ele só queria o melhor para mim. O carro de Layla havia quebrado mais de uma vez nas últimas três semanas. Uma dessas vezes eu tinha quase sofrido um acidente, pois o carro tinha parado no meio de uma interseção. O carro era o jeito dele de me deixar segura. Eu joguei meus braços ao redor de seu pescoço e beijei sua bochecha. — Obrigada pelo carro, Drake. Eu adorei! Você vai vir comigo enquanto eu testo dirigi-lo? Fácil assim eu fui perdoada. Ele nem sequer me repreendeu quando eu saí na rodovia e levei o Audi aos seus limites. Em um momento eu olhei para ele e ele tinha o maior sorriso em seu rosto. Quando ele sorria daquele jeito, seus olhos brilhavam de alegria pura, e tirava meu fôlego. No fim de semana seguinte o mundo desabou. Jesse levou Layla para uma festa na casa de um amigo e Drake ficou em casa comigo, e fizemos pipoca e assistimos a um par de filmes. Quando perguntei sobre seu amigo Tom eu percebi que o Tom era Tommy Kirkman, e fiquei um pouco exacerbada. — Não! — Eu pulei, já pegando minhas chaves. Lucy estava dormindo no quarto. Eu não poderia deixá-la sozinha. — Porra! — Anjo, qual é o problema? — Drake exigiu, preocupado. Não é de admirar, eu estava agindo como uma louca. — Eu tenho que encontrar a Layla! — Eu tinha que levá-la para bem longe de Tommy Kirkman. Minha irmã ia precisar de mim. — Você pode ficar com Lucy?


Drake agarrou meus braços, me impedindo de correr para a porta. — Qual é o problema, Lana? Lana. Ele nunca mais me chamou de Lana. Era sempre Anjo. Eu era o seu anjo, e era o jeito que eu queria que continuasse. — Tommy Kirkman? — Ele acenou com a cabeça. — Ele é o pai de Layla. Isso era tudo que ele precisava saber para o momento. Ele chamou Nik e disse para ele vir e ficar com Lucy, e então ele foi me arrastando para a Audi e empurrando-me para o banco do passageiro. Em poucos minutos estávamos indo em direção a Beverly Hills. Então, ele estava exigindo respostas. — Por que você não me contou que Tommy era o pai de Layla? — Porque nós não falamos sobre nossos pais. Eles são assuntos delicados que nenhuma de nós está disposta a conversar. Eu não tinha ideia de que seu amigo Tom era Tommy. — Era um pesadelo que o cara que Drake tinha me dito que era o cara que tinha levado ele e a banda sob sua asa era o saco de sujeira que era pai de minha irmã. — Quem é seu pai, Anjo? — Drake perguntou de repente. Fechei os olhos. Tristemente, Tommy Kirkman era tão ruim quanto o meu próprio pai. — Eu não quero falar sobre isso, Drake. — Eu sussurrei. — Anjo... — Ele não é importante, — eu disse. — Ele não me quer e eu não quero ele! Por favor, não me faça falar sobre ele. Drake ficou quieto o resto do caminho para Hills. O resto da noite foi uma loucura. Layla deixou a festa comigo e Drake, deixando Jesse para trás. Eu tinha certeza de que Layla iria embalar tudo e nos fazer mudar. Eu podia sentir a tensão em Drake a cada minuto que passava. Um longo tempo depois, Jesse apareceu todo machucado. Ele tinha um rim ferido, e a banda acabou levando mais uma semana sem ir para o estúdio.


Emmie assustou a nós todos na segunda-feira seguinte. Sua bolsa estourou uma semana antes de sua cesariana programada, e ela teve que fazer uma de emergência. Layla me mandou uma mensagem do hospital, e eu deixei a escola para pegar Lucy. No momento em que eu cheguei lá, o bebê já havia chegado ao mundo! Eu observei enquanto os caras passavam o pacote pequeno cor de rosa ao redor. Foi estranho ver todos esses grandes homens com o pequeno bebê em seus braços. Todos olhando para ela com admiração, e eu podia realmente ver seu coração ficar amarrado a ela. Quando Drake a segurou pela primeira vez, eu tive que me esforçar para não chorar. Ele era tão cuidadoso com ela, tão perdido no momento de segurar a sua sobrinha. Eu tive um momento de loucura, e realmente o imaginei segurando um filho como aquele algum dia. Mas eu só estava sonhando. De jeito nenhum isso iria acontecer. Drake deixava mais e mais claro a cada dia que éramos apenas amigos.


Quatro

Drake O vício que eu tinha por Lana e a paz que ela me trazia tinha crescido. Antes que eu percebesse o que estava acontecendo, eu estava gastando cada segundo livre com ela. Às vezes eu ia jantar com ela e suas irmãs, ou eu a levava para a cidade e nós teríamos uma noite fora. Em um ponto ela até me falou para irmos em um karaokê. Lana podia parecer um anjo, mas ela não tinha a voz de um. Eu ri até que ela me deu um soco no estômago quando ela cantou Girls Just Wanna Have Fun. A noite da festa de Tom foi uma noite ruim para mim. Tom tinha sido como um pai para todos nós, e naquela noite eu tinha visto o que ele realmente era. Em cima disso, eu estava apavorado quando eu percebi que Layla podia ir embora. Eu não sei se eu poderia lidar com isso, se ela levasse Lana embora e eu não pudesse vê-la todos os dias. Dizer que fiquei aliviado quando ela e Jesse fizeram as pazes foi eufemismo. Todo mundo estava tentando se preparar para a cesariana de Emmie. O médico pediu para todos nós irmos ao consultório dele e ele sentou conosco para explicar o que esperar da manhã da cirurgia. Eu pensei que eu estava pronto. Realmente achei isso... Quando ela entrou em trabalho de parto prematuro e teve que fazer uma cesariana de emergência, percebi que nenhum planejamento me faria estar pronto para ver o medo nos olhos de Emmie quando o médico a preparava para a cirurgia. Eu só queria abraçá-la até que tudo acabasse, mas apenas Nik foi


permitido na sala de cirurgia com ela. Layla ofereceu a todos nós um pouco de conforto, esfregando minhas costas enquanto esperávamos por Nik para sair e nos dizer que Emmie estava bem. Foi reconfortante, mas eu queria Lana lá. Meu anjo não chegou ao hospital até que estava quase na hora de ver Emmie e o bebê. Quando eu a vi entrando na sala de espera com Lucy ao seu lado me senti como se um peso tivesse sido tirado do meu peito e eu pudesse respirar de novo. Depois de lançar uma saudação a todos, ela sentou-se na cadeira de plástico desconfortável ao meu lado. — Parabéns. Você é um tio! Eu ri e a puxei para mais perto, roçando um beijo em sua bochecha. — Eu acho que sou. Segurar Mia pela primeira vez foi uma emoção em sua própria maneira. Ela era tão pequena e eu estava apavorado de jogá-la no chão. Lana me mostrou como segurar a cabeça, e eu tive um momento de insanidade e me recusei até mesmo a reconhecer o pensamento que passou pela minha mente. Quando eu a vi com aquele pacote rosa em seus braços, sorrindo para a minha sobrinha, eu não podia esconder mais nada. Qual seria a sensação de segurar o nosso filho? Isso nunca iria acontecer! Lana era minha amiga, minha melhor amiga. Quando ela tivesse bebês, eu não seria o pai deles... Esse pensamento me deixou chateado, e eu saí do hospital mais cedo do que os outros. Eu me perdi em uma garrafa de Jack quando cheguei em casa e fiquei no meu quarto pelo resto da noite. Eu não queria pensar sobre o futuro de Lana, especialmente se ele incluía um marido e filhos. Naquela noite, enquanto eu caí em meus pesadelos, eles eram diferentes. Em vez do passado eram do futuro. Eu acordei em uma pilha de suor logo quando Lana estava andando pelo corredor para algum idiota sem rosto. Tentei dormir um pouco depois disso, mas a minha determinação durou cerca de uma hora antes de eu me sentir como se não conseguisse respirar.


Ainda assim, eu tentei deixar claro para Lana e por sua vez mais claro para mim mesmo, que sempre iriamos ser amigos. Eu podia ver que seus sentimentos estavam crescendo por mim, e eu não queria que ela perdesse seu tempo em uma queda por mim quando eu não era bom o suficiente para ela... A semana depois do dia de Ação de Graças meus sentimentos foram empurrados goela abaixo. Eu tive que acordar para o que estava acontecendo ao meu redor, especialmente quando entrei na casa de hóspedes para encontrar Layla fazendo as malas. Sua mala estava ao lado da porta, e ela obviamente tinha chorado. — Que diabos você está fazendo? — Eu explodi, incapaz de conter o medo que fazia o meu peito doer. Ela encolheu os ombros. — As malas. — Não. De jeito nenhum. — Eu balancei minha cabeça, meu cabelo caindo em meu rosto, mas eu ignorei. — Onde está Anjo? — Eu exigi, olhando em volta por qualquer sinal de Lana. Jesse a tinha levado com ele, e eu achei que eles estavam aqui na casa de hóspedes. — Eu pensei que ela estava com você. — Jesse a pegou e saiu. Achei que ela estaria aqui. — Eu olhei para ela. — Por que você está fazendo as malas, Layla? Por que você está chorando? — Porque nós estamos indo embora. — Seu tom de verdade tirou o sangue do meu rosto. — Olha, você ainda vai ver Lana sempre que quiser. Só porque iremos embora não significa que vocês têm que deixar de serem amigos. — Não. Você não irá embora, — gritei. — Eu não posso... Você não pode... — Eu não estava mesmo fazendo sentido para ela. — Drake... — Layla começou a dizer algo, mas eu dei um passo para trás. Esta mulher estava prestes a levar a melhor coisa do meu mundo para longe de mim. Eu precisava de Lana e a paz que ela trazia com ela. Eu não iria sobreviver sem ela.


A porta se abriu e Lana entrou e alívio tomou conta de mim quando eu a vi. — Você não pode ir, Anjo! — Eu segurei suas mãos e segurei firme. — Diga a ela! — Eu implorei. Seus braços se envolveram em volta de mim, e eu enterrei meu rosto em seu pescoço. — Claro que eu não vou a nenhum lugar, — ela sussurrou. A puxei para o sofá e caí com ela no meu colo, mantendo meu rosto em seu pescoço. O cheiro de seu shampoo e loção me acalmou muito ligeiramente. Seus dedos acariciaram meu queixo, me fazendo a segurar mais apertado. Eu não podia deixá-la ir. Não importa o que, eu precisava dela... Oh, porra! Eu estava apaixonado por ela. Eu amava Lana. Não apenas como uma amiga, mas eu realmente a amava. Isso era novo para mim, e eu ainda estava determinado que eu não ia tocá-la, pelo menos não até que ela fosse mais velha. Naquele instante terrível eu sabia que iria me casar com essa menina. Um dia. Ela só precisava de tempo para crescer e experimentar o mundo um pouco mais. E eu gostaria de mantê-la segura até lá. — O que você está fazendo, Layla? — Lana exigiu em voz baixa. — As malas. Vamos nos mudar, Lana. Hoje à noite. — Por quê? Por que temos que ir? Eu não ouvi a resposta de Layla. Eu não queria saber por que ela estava tentando levar o meu mundo para longe. Eu poderia até mesmo a odiar naquele momento. Eu não me importava se ela estava chateada com Jesse. Se ela não podia ver o quanto o meu amigo a amava, então era problema dela. Lana saltou para levantar, e eu perdi o seu calor. — Você enlouqueceu? — Ela gritou para sua irmã. — Você não vê o quanto ele te ama? — Eu sei o que eu ouvi, Lana.


— Você só pensa que ouviu! Vá falar com ele. Deixe-o explicar. — Não, obrigada. Eu ouvi tudo o que eu preciso ouvir. Lana se agachou na minha frente. — Drake, vá buscar Jesse. Traga Emmie também. — Ela me puxou para me levantar. — Diga-lhes para se apressarem. Sabendo que, se eu não conseguisse que Jesse consertasse o que foi quebrado com Layla, Lana não estaria lá amanhã, corri para dentro de casa e encontrei Emmie na sala com um copo de leite em suas mãos. Ela deu uma olhada no meu rosto e me agarrou. — Drake? Qual é o problema? — Ela exigiu. — Lana... — Eu balancei a cabeça, incapaz de formar palavras com o meu coração batendo tão rápido. Os olhos de Emmie escureceram. — Claro. Sempre tem algo a ver com Lana, — ela murmurou. — Eu vou lidar com isso. Eu não tive tempo para corrigi-la. Em vez disso, pulei as escadas de três degraus de cada vez. A porta do quarto de Jesse estava fechada, e eu nem sequer bati quando eu invadi para dentro. Ele não estava lá, mas o chuveiro estava ligado no banheiro ligado ao quarto dele. Eu não hesitei quando abri a porta do banheiro. Não era a primeira vez que eu tinha visto o lixo de Jesse, e não seria a última. — Cara! — Jesse gritou. — Layla está fazendo as malas! Ela vai embora. — O quê? — Ele estava coberto de sabão, mas isso não o impediu de pegar uma toalha. Ele quase caiu de bunda no chão enquanto corria atrás de mim, envolvendo a toalha ao redor da cintura. Com Jesse saindo eu fui deixado sozinho no banheiro cheio de vapor. Os eventos da última meia hora começaram a pegar em mim, e de repente eu senti como se eu não pudesse lidar com mais um segundo sem uma bebida. Eu


tropecei pelo corredor até o meu quarto e encontrei minha última garrafa de Jack.

Lana Assim que Jesse chegou, eu sabia que tudo ia ficar bem. A reação de Drake antes tinha me incomodado, e eu queria dar uma olhada nele. Se ele ficou tão mal sobre eu deixar Malibu, como ele iria reagir quando eu saísse para a faculdade? Emmie me seguiu para fora da casa, ainda em um acesso de raiva porque Layla tinha exagerado em pensar o pior dela e de Jesse. Eu parei no pátio e me virei para encará-la. — Por que toda vez que Drake está chateado você assume automaticamente que a culpa é minha? — Perguntei. Ela suspirou. — Porque desde que você chegou, a culpa é sua quando ele fica chateado. — Os olhos verdes olharam para mim. — Você tem o poder de fazêlo cair de joelhos, Lana. Eu não acho que você percebe isso, mas às vezes me pergunto se você percebe que o deixa magoado. Eu empalideci com suas palavras. — Eu faria qualquer coisa para impedi-lo de se machucar, Em, — eu sussurrei. — Se você não sabe isso, então você não me conhece. Magoada com as palavras dela, eu limpei as lágrimas que vazaram dos meus olhos e corri para dentro da casa. Olhei por toda a casa, tentando encontrar Drake. Finalmente, subi as escadas e bati na sua porta do quarto. Ele não respondeu, mas eu podia ouvi-lo se mexendo lá dentro. Cuidadosamente, eu abri a porta. Ele estava sentado na beira da cama, uma garrafa de Jack Daniels na mão. Quinze minutos – no máximo – se passaram desde que eu o tinha visto pela última vez. Eu não tinha certeza se a garrafa foi aberta antes ou agora, mas metade já tinha sumido. Seu rosto estava pálido e seus dedos tremiam. Eu cruzei a cama e caí ao lado dele. Drake nem sequer levantou a cabeça.


— Você está bem? — Eu murmurei. — Chegando lá, — ele murmurou, tomando outro gole da garrafa. Mais dois goles e a garrafa estaria vazia. Eu fiz uma careta quando a garrafa caiu no chão e ele caiu de costas na cama, com um braço cobrindo seus olhos. — Isso realmente ajuda? — Eu não pude deixar de perguntar. — Faz um trabalho muito bom. Mas, não, não ajuda de verdade. — Ele suspirou e ergueu o braço de seus olhos. — Ela ainda está pronta para ir embora? — Estou confiante de que uma vez que Jesse falar com ela, ela vai arrumar as malas por outra razão. — Seu rosto escureceu e eu suspirei. — Jesse comprou uma casa aqui perto. Ele vai pedir minha irmã em casamento. Eu vou embora, mas eu não vou estar muito longe, Drake. — Oh, — ele murmurou. Eu caí ao lado dele, usando o ombro como um travesseiro para a cabeça. — Você já está bêbado, Drake? — Sim e não. Eu não deveria ter bebido tão rápido. Vai me pegar logo. — Seu braço foi em volta da minha cintura. — Eu não quero que você vá, Anjo. Eu sorri e me inclinei para beijar sua bochecha áspera. — Eu não vou a lugar nenhum agora, baby. De alguma forma, eu consegui virar nós dois na cama e entrar debaixo das cobertas. Drake tinha bebido o uísque, deixando-o meio adormecido, então me acomodei para tirar um cochilo, não querendo estar em qualquer outro lugar além de aqui em seus braços. Pouco antes de eu fechar meus olhos, meu celular tocou, e eu o puxei do meu bolso para ver que era Jesse. Ela disse sim! Me faça um favor e fique no meu quarto esta noite. Você não vai querer vir para casa. Eu sorri, feliz por minha irmã e Jesse.


Por fim, deixei-me cair no sono, segura nos braรงos do homem que eu amava...


Cinco

Lana Algo fez cócegas na minha bochecha. Sem abrir os olhos, eu levantei a minha mão para tirar fora. Quando eu não senti nada, tentei voltar a dormir. As cócegas voltaram, e eu mexi a minha mão mais rápido do que antes, mas ainda não achei nada. Suspirando, eu virei o rosto, me aconchegando em um travesseiro que cheirava a Drake. Um sorriso brincou em meus lábios enquanto eu inalava profundamente, saboreando o perfume. Quando umas cócegas na minha outra bochecha vieram, eu fiz uma careta e abri meus olhos. Drake estava encostado em um cotovelo, inclinando-se sobre mim, enquanto seus longos dedos acariciavam minha bochecha. — Eu pensei que você nunca ia abrir esses olhos bonitos, — ele murmurou. Havia algo de diferente em Drake. Eu tinha certeza que ele estava bêbado, mas ele não falava como se estivesse. Seu discurso não estava arrastado e seus movimentos não eram estranhos. No entanto, havia um brilho em seus olhos que me dizia que não era ele mesmo. No momento, ele estava olhando para mim com fome em seus olhos azul-acinzentados. Eu peguei os dedos que ainda estavam acariciando a minha bochecha e os juntei aos meus. — Como você está se sentindo?


— Eu sinto como se eu fosse perder minha cabeça se não te beijar agora, Anjo. É assim que eu me sinto. — Sua voz era profunda, cheia de promessas que eu estava certa de que ele não teria vindo a oferecer se estivesse sóbrio. Talvez fosse se aproveitar, talvez fosse ser egoísta, mas eu realmente não dei a mínima. Eu soltei sua mão e passei meus braços ao redor de seu pescoço. — Não há nada te impedindo, Drake. — Eu disse a ele. — Beije-me. — É o que você quer, Anjo? — ele perguntou, com os olhos focados em meus lábios. — É o que você realmente quer? — Eu quero você, Drake. É tudo o que eu sempre vou querer, — Prometi a ele, deixando meus dedos acariciarem seu cabelo despenteado. Minha resposta era tudo que ele precisava. Sua cabeça escura abaixou. O primeiro toque de lábios quentes contra os meus, - como o meu coração parou por um segundo apenas para acelerar no segundo, - foi uma sensação que eu nunca esquecerei enquanto eu vivesse. Meu sangue virou lava enquanto a língua mal roçava meu lábio inferior, e eu senti como se estivesse indo incendiar os lençóis. Minha própria língua escapou, e eu senti o meu primeiro gosto de Drake. Tinha uma mistura de uísque, canela e algo mais erótico. Eu não poderia colocar um rótulo sobre ele, mas eu sabia que era tudo de Drake. Essa primeira experiência foi inebriante, e eu imediatamente desejava mais. Eu abri minha boca, em silêncio, convidando-o para entrar, então eu poderia ter mais. A ponta da língua dele fez cócegas no céu da minha boca enquanto ele enrolou-a em volta da minha própria. Um gemido saiu sem que eu percebesse. Meu corpo doía, meus seios inchados apertavam os limites do meu sutiã. Eu queria tirar, precisava dele fora, de modo que eles não doeriam tanto. Mais em baixo, eu podia sentir minha calcinha úmida e eu tentei escondê-la, cruzando as pernas. Meus movimentos fizeram a cabeça dele levantar. — Tudo bem? — Sua voz saiu como um grunhido, quase animalesco. Eu assenti. — Sim. — Minha voz era ofegante. — Me beija outra vez.


Ele sorriu aquele sorriso que só eu poderia fazer aparecer. — Oh, eu vou. Ele roçou o nariz com o meu, e eu senti seus lábios acariciando minha bochecha. Seus lábios eram suaves, mas firmes. Eles arrastaram da minha bochecha para a minha mandíbula. Dentes afiados beliscaram meu lóbulo da orelha, fazendo com que o meu braço arrepiasse. Meus mamilos, já doloridos nos confins agora apertados de meu sutiã, pularam. Minhas costas se arquearam tentando encontrar alívio para o prazer cheio de dor. A mão de Drake segurou um seio, seus fortes dedos apertando com força suficiente para me fazer chorar. Ele não levantou a cabeça enquanto massageava o meu peito e seus lábios percorriam meu pescoço, e ele chupou no local onde o pescoço encontrava ombro. — Sua pele é tão doce. — Ele mordeu com força suficiente para me fazer implorar por mais. — Eu quero você. Eu empurrei seus ombros até que ele levantou de cima de mim um pouco. Com algum espaço entre nós, eu sentei o suficiente para chegar atrás de mim e desfazer os dois grampos que prendiam o meu sutiã. Quando o aperto interior terminou, deixei escapar um suspiro de alívio. — Você está com dor, Anjo? — ele perguntou, e eu assenti. — Venha aqui. Eu vou fazer você se sentir melhor. — Ele agarrou a borda da minha camisa e a tirou de mim em um movimento suave. Meu sutiã se soltou, as tiras na metade dos meus braços, a cor rosa combinando com a minha pele tom de pêssego e creme. Os dedos de Drake estavam tremendo ligeiramente quando ele puxou o material de cetim, expondo meus seios para ele pela primeira vez. Eu estava orgulhosa deles. Eram pesados e perfeitamente arredondados e não caiam como acontecia com algumas mulheres com seios maiores. Ele ergueu as mãos grandes e segurou ambos os peitos, minha cabeça inundada com desejo. Seus polegares acariciaram os mamilos endurecidos. — Porra, Anjo. Você é absolutamente perfeita.


— Estou feliz que você pense assim. — Eu me inclinei para seu toque, querendo mais. — Está doendo, Drake. Por favor me ajude. Seus olhos escureceram fazendo pontinhos de ouro aparecerem dentro da íris. — Deite-se, — ele ordenou, e eu caí para trás contra o travesseiro. Meus seios saltaram quando eu deitei, e ele não conseguia respirar enquanto os observava por um momento. Segurei suas mãos e o puxei para mim. Em vez de me beijar novamente, como eu esperava que ele fizesse, sua cabeça desceu mais baixo. Eu não estava preparada para sua boca quente engolindo meu mamilo. Eu gritei o nome dele e passei os dedos pelo cabelo dele, segurando ele para mim enquanto chupava com força. Cada sucção causava contrações profundas dentro de mim, e minha calcinha ficava mais molhada a cada minuto. Eu podia sentir o cheiro com cada respiração que eu dava. A cabeça de Drake subiu e eu comecei a protestar, mas ele só mudou de um seio para o outro. Meus olhos rolaram para trás na minha cabeça quando ele puxou o mamilo com os dentes, mordendo o suficiente para me fazer respirar o seu nome em protesto ou incentivo, eu não tinha certeza de qual. Ele beijou o mamilo e lambeu ao redor da aréola grande. Incapaz de manter as minhas mãos paradas, peguei a camisa dele e praticamente a arranquei na minha pressa de deixá-lo de peito nu. Ele estava livre de tatuagens, ao contrário de suas costas, mas o abdômen era definido, e eu corri meus dedos sobre os ângulos duros, enquanto ele continuava a dar beijos sobre ambos os meus seios doloridos. Todo o seu corpo tremia com o meu toque. Foi uma sensação poderosa, fazer um homem tremer. Eu deslizei meus dedos para baixo, circulando o umbigo dele com a minha unha, e então continuei. Eu agarrei a borda da calça jeans dele e senti o topo de seu pênis. Ele estremeceu como se eu o tivesse eletrocutado. Seus olhos encontraram os meus, e eu sabia que para ele a luta tinha acabado. Ele tinha ido longe demais para que isso fosse mais devagar do que já estava, mas eu estava mais do que pronta para mover as coisas em uma velocidade superior. Eu estava muito


excitada e precisava de algo que eu não conseguia nem descrever. Isto era paixão e ninguém além de Drake poderia me fazer senti-la. Minhas calças jeans e calcinhas desapareceram, assim como as calças de brim de Drake. Ele não estava usando nada por baixo, e assim que ele desabotoou o botão de cima, seu pau saltou livre. Eu vi como ele balançava para frente e para trás a cada movimento brusco que ele fez para tirar seu jeans. Quando ele estava livre deles, caiu ao meu lado e me puxou para seu peito. Eu o beijei, assumindo o controle de sua boca, e me recusei a abandonar o meu domínio sobre ele até que eu estava meio bêbada de seu gosto inebriante. Eu lambi o meu caminho até seu peito, fascinada pela maneira como seus mamilos ficavam apertados sobre minhas unhas. Seus músculos do estômago tremiam quando eu lambi cada curva de seu abdômen. Meu cabelo estava no meu caminho. Eu o empurrei para fora do meu rosto e segurei-o no lugar para que eu pudesse levantar meus olhos e vê-lo enquanto eu o beijava de seu umbigo até a virilha. Quando eu cheguei para seu pênis, eu levei um tempo para examiná-lo. Estava orgulhosamente no meio de cachos escuros. A ponta era de um cor-de-rosa escuro e brilhava com sua excitação. Extasiada com a visão dele, eu esfreguei meu polegar sobre a cabeça molhada. Drake fez um som gutural na parte traseira de sua garganta. — Anjo... Meus olhos encontraram os dele uma vez mais, e eu abaixei minha cabeça até que minha língua pudesse tocar a grossa cabeça de seu pênis. Ele agarrou meu cabelo com força, mas não me apressei. O gosto dele explodiu na minha língua, uma mistura de sabores almíscar e salgado que eu queria mais. Ele me puxou para longe antes que eu pudesse levá-lo totalmente em minha boca, que eu queria fazer. — Não. Eu não consigo me controlar, se você fizer isso. — Mas eu quero. — Eu fiz beicinho. — Depois. Na próxima vez, — Prometeu, e eu apreciei o conhecimento de que isso não ia acabar depois desta noite.


— Tudo bem. — Eu desisti. — Me beija outra vez. — O que você quiser, Anjo. — Ele me deitou sobre os travesseiros. Os olhos pareciam escuros de paixão enquanto ele dava um beijo suave nos meus lábios, mas ele não se demorou. Usando os joelhos, ele abriu minhas coxas amplamente. Talvez eu devesse ter ficado constrangida, mas eu não fiquei. Este era Drake, depois de tudo. Como eu poderia ter vergonha de algo que eu fizesse com ele? O jeito que ele estava olhando para mim, a maneira como seus olhos pareciam estar absorvendo a visão da umidade nas minhas coxas, só me fez sentir orgulho. Ele gostou do que viu, a evidência tanto em seus olhos como na forma de seu pênis se contraindo mais a cada segundo que passava. Seus dedos tocaram meus lábios inferiores, expondo meu clitóris para ele. A ponta do seu dedo indicador deslizou com cuidado sobre ele, e eu gemi de puro prazer. Meu coração começou a correr mais, o meu corpo derretendo mais e mais a cada toque suave de seu dedo. Drake se moveu rapidamente, e antes que eu pudesse adivinhar o que ele estava fazendo, sua boca substituiu seu dedo. Meu corpo inteiro ondulou com prazer. Meus quadris se elevaram por vontade própria, na tentativa de ficarem mais próximos daquele prazer induzido pelos lábios talentosos. Ele chupou o feixe de nervos endurecidos em sua boca como se fosse meu mamilo, fazendo um som de sucção cada vez que ele liberava. Eu estava na beira de algo perigoso, algo tão bom que eu sabia que não ia ser a mesma quando terminasse. — Você está perto, Anjo, — ele me disse. — Vamos. Eu quero levar você lá. — Mesmo quando ele disse essas palavras, ele empurrou um dedo dentro de mim. Seu dedo se encaixou bem no interior, e então ele começou a acariciar um ponto fundo que tornou impossível me segurar mais um segundo... Lágrimas caíram dos meus olhos, minha respiração vindo devagar. Quando eu fui capaz de abrir os olhos depois de estar momentaneamente cega de prazer, eu encontrei Drake com seu pau em sua mão. Ele estava acariciando-se rapidamente à medida que ele me via descer do alto do meu primeiro orgasmo.


Eu estava com ciúmes da sua mão. Eu não queria que ele desse prazer a si mesmo quando eu desesperadamente queria tocá-lo! — Não, — eu disse em voz áspera com o desejo persistente. — Eu quero você dentro de mim. — Eu não tenho nada, Anjo. Eu não tenho nada para protegê-la. Mordi o lábio. — Você precisa? — De todas as coisas que tínhamos falado, eu nunca havia perguntado se ele tinha alguma DST. Eu nunca pensei que iria chegar tão longe, e não passou pela minha cabeça até agora. — Só de ficar grávida, — ele me disse. — Estou limpo. Eu juro. Alívio me encheu e eu o puxei para cima de mim. — Então não se preocupe com a proteção. Eu quero sentir você dentro de mim, Drake. — Oh, porra, Anjo. — Ele me beijou e eu podia realmente sentir meu gosto em seus lábios. Foi muito erótico e excitante. — Você tem certeza? — Eu nunca estive mais certa de nada na minha vida, — eu assegurei a ele. Com mãos suaves, ele abriu minhas coxas amplamente mais uma vez. Seu grande e bonito pênis foi tomado em sua mão, e ele correu a cabeça dele nas minhas dobras úmidas. Com isso, um toque, era como se eu não tivesse acabado de me se separar dele. Meu corpo sabia que ele oferecia prazer agora, e estava ávido por mais. Quando a ponta de seu pênis entrou no lugar que ninguém nunca tinha estado, eu já estava no meio do caminho. Drake entrou em mim um centímetro de cada vez, até que ele se deparou com a resistência da minha virgindade. Ele parou, os olhos fechados enquanto ele tentava recuperar o fôlego. — Tão apertada, — ele murmurou quase para si mesmo. — Não consigo segurar por muito tempo. Era tão bom ele dentro de mim, mais longe do que o dedo tinha estado a alguns minutos atrás. Ele não foi mais fundo, não se mexeu de forma alguma quando ele pegou minha mão e levou os dedos aos lábios. Eu assisti com admiração quando ele chupou os dois primeiros em sua boca, até que estivessem


pingando. Eu não tinha ideias do que ele estava planejando fazer até que guiou meus dedos para baixo para onde estávamos conectados. Quando meus dedos encharcados tocaram meu clitóris latejante, era como pequenos foguetes explodindo fundo dentro de mim. Eu já estava escorregadia, mas o lubrificante de sua saliva o fez deslizar mais sobre aqueles nervos de forma erótica. Dentro de alguns minutos, eu estava pendurada na borda de um orgasmo que poderia derreter ossos. Meus músculos internos apertavam e soltavam com cada carícia áspera quando ele continuou a guiar a minha mão. Sua mandíbula se apertava enquanto ele esperava por mim para chegar ao ponto de não retorno. Minha respiração estava curta e eu gemi quando ele começou a balançar suavemente para trás e para frente, esticando um pouco de cada vez, com cada movimento de seus quadris. — Oh, meu DEUS! — Eu chorei. — Drake...! O orgasmo me atingiu. Minhas coxas tremiam e meus músculos internos pareciam estar puxando-o mais profundamente. Eu não tinha certeza se ele queria ser tão duro, ou se ele simplesmente não conseguia segurar mais um segundo, mas ele empurrou fundo, rompendo a minha virgindade e me fazendo gritar de tanto prazer e dor. Minhas unhas rasparam nas costas dele enquanto eu tentava entender se estava com dor ou morrendo de prazer.

***

Eu lentamente flutuei de volta para o meu corpo. Meu coração ainda estava batendo rápido, mas minha respiração estava tentando equilibrar. Drake estava deitado pesadamente em cima de mim, mas eu saboreava a sensação de seu corpo suado contra o meu.


Seu corpo tremia, e eu virei minha cabeça para encontrá-lo olhando para mim com lágrimas nos olhos. Meu coração se apertou. — O que há de errado? — Eu sussurrei, lutando contra as lágrimas eu mesma. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo em sua cabeça, mas o que quer que fosse não poderia ser bom. — Eu não quero que este momento acabe, — ele murmurou e beijou meus lábios. — Eu não quero que os pesadelos cheguem e tirem esse sonho de mim. — Querido, isso não é um sonho. Eu sou real. — Eu o beijei de volta só para provar a ele. — Nós fomos incríveis juntos. Ele rolou para o lado, me levando com ele quando me puxou para mais perto. — Eu sei. Mas logo que eu fechar meus olhos, eles virão. Meus braços se apertaram ao redor dele. — Me conte sobre os pesadelos, — insisti. — Me conte o que aconteceu. Drake ficou em silêncio por um longo tempo, e eu comecei a pensar que ele tinha finalmente desmaiado quando ele me surpreendeu falando. — Meu padrasto fez coisas, — ele disse, e soltou um longo suspiro cheio de dor e raiva. — Eu pensei que era só eu, pensava que Shane estava seguro daquele doente. Não foi até que eu fiz dezenove anos que eu descobri que eu estava errado. Quando ele me contou sobre seu padrasto e as coisas terríveis que o monstro tinha feito com ele, eu escutei, com cuidado para não deixar que o que eu estava sentindo se mostrasse na minha cara ou até mesmo por um tremor em meu corpo. Eu estava enjoada, horrorizada pelas coisas que tinham acontecido com o homem que eu amava. De modo algum isso me fazia amar Drake menos ou gostar dele de forma diferente. Eu deslizava meus dedos para cima e para baixo no braço dele, oferecendo conforto na única maneira que eu sabia que ele iria deixar.


— Minha mãe se matou, — Drake me disse, esfregando a mão sobre o rosto riscado de lágrimas. — Ela atirou em Rusty com a arma do policial, porque ninguém esperava que ela pegasse dele. Dois tiros, bem no meio de seu peito. Então, antes que Shane ou Nik ou qualquer um dos policiais pudesse detê-la... ela atirou em si mesma. Um pequeno soluço escapou de mim, e eu enterrei meu rosto em seu peito, doendo por ele. — Eu sinto muito, — sussurrei. Seus dedos acariciaram meu cabelo, me acalmando quando eu deveria ter sido quem oferecia conforto. — Não chore, Anjo. — Ele beijou o topo da minha cabeça. — Ela... Ela simplesmente não conseguia lidar com o fato de ter deixado aquele homem perto de seus filhos. Algo quebrou dentro dela quando Shane contou a ela o que tinha acontecido com ele. — Eu não estou chorando por ela. Eu estou chorando por você, — eu disse a ele enquanto eu continuava a chorar, incapaz de parar as lágrimas. — Você estava sozinho. De certa forma você ainda está, apesar de seu irmão, a banda, e Emmie. Você está sozinho com a sua dor, e eu quero muito ser aquela que ajuda você... Isso soa egoísta, eu sei, mas é verdade. Depois de mais alguns minutos de choro, eu me afastei e me encostei no meu cotovelo. — Preciso de um banho. — Vá em frente. — Ele bocejou. — Eu não acho que posso manter meus olhos abertos mais um minuto. Quando saí do banheiro dez minutos depois, ele estava desmaiado. Eu usei uma toalhinha quente para limpar os pequenos vestígios de sangue ainda sobre ele de onde ele tinha passado através da minha virgindade, e ele nem sequer se moveu. Balançando a cabeça com a forma como ele tinha o travesseiro debaixo do queixo eu puxei minha calcinha e uma de suas camisetas e me arrastei para a cama ao lado dele.


Seis

Drake Acordei com uma dor de cabeça e estômago azedo. Nada de anormal nisso. A garota aconchegou-se contra o meu lado, agora isso era uma surpresa. Levei um minuto para perceber que era Lana e não alguma fã. Isso foi um alívio... por cerca de um segundo. Então eu percebi que eu estava nu e Lana estava vestindo apenas a minha camiseta. Sentei-me na cama tão rápido que a minha cabeça e estômago protestaram, ao mesmo tempo. Lana protestou ao meu lado. — Drake, volte para a cama, — ela murmurou, bocejando. — Lana, acorde! — Eu balancei os ombros dela. Ela piscou os olhos e fui assaltado por esses olhos cor de uísque hipnóticos. — Ok, ok. Eu estou acordada. — Ela empurrou o cabelo fora de seus olhos. — O que há de errado? Hoje é sábado e eu quero dormir até mais tarde. — O que aconteceu ontem à noite? — Eu exigi, meu tom de voz saiu duro e frio. Eu não queria fazer isso, mas eu realmente precisava saber se eu tinha que pedir desculpas por algo que eu poderia ter feito na noite anterior. A última coisa que eu lembrava era Lana dobrando as cobertas ao nosso redor. Agora acordada, ela franziu a testa. — Você não se lembra da noite passada? — ela perguntou com uma careta. — Nada?


Eu balancei minha cabeça. Não era incomum para mim não lembrar depois de beber como na noite anterior. Eu apagava quando eu fazia uma merda estúpida como essa. — Não. Nada. Aconteceu alguma coisa? Ela olhou para mim pelo que pareceu uma eternidade, mas eu não conseguia ler nada em seus olhos ou sua expressão. Nenhuma emoção cruzou aquele rosto bonito. Finalmente, ela me deu um sorriso, e eu tentei fingir que eu não percebi que não tinha atingido seus olhos. — Não, Drake. Nada aconteceu na noite passada. — Então por que você está usando a minha camisa? — Eu não pude deixar de perguntar. Ela encolheu os ombros. — Eu precisava de algo para dormir. — Ela empurrou as cobertas e se levantou. De costas para mim, ela se abaixou e pegou suas roupas. — Vou usar o seu chuveiro para que toda casa não surte e assuma que algo aconteceu também, — ela chamou por cima do ombro enquanto ela se dirigia ao banheiro. Eu me sentei na beirada da cama, observando-a até que a porta estava fechada. Sua resposta não tinha exatamente me deixado à vontade, e eu procurei por uma prova de que algo tinha acontecido. Não havia manchas úmidas nos lençóis. Os lençóis não cheiravam a sexo. Eu caí para trás sobre os travesseiros, aliviado. A primeira vez que eu beijasse, tocasse, e fizesse amor com Lana eu ia estar sóbrio como uma pedra. Se eu tivesse feito isso ontem à noite, teria arruinado tudo. Todos os planos que eu tinha para o nosso futuro seriam destruídos. Eu rapidamente me vesti e desci as escadas, querendo dar a Lana sua privacidade. Não passou despercebido para mim que eu tinha acordado sem lençóis emaranhados e o lugar fedendo ao meu medo e suor. Eu não conseguia me lembrar de nenhum pesadelo me assombrando na noite passada. Tinha que ser porque Lana tinha dormido nos meus braços, e eu me perguntei como eu poderia fazê-la dormir novamente sem nada acontecendo entre os lençóis.


Eu encontrei Layla fazendo café da manhã, cantarolando baixinho, fazendo ovos mexidos e fritando alguns bifes. Meu estômago roncou quando eu me servi de uma xícara do café especial de Jesse. — Bom dia, Layla, — eu cumprimentei quando tomei meu primeiro gole de café amargo espesso. Ela se virou para mim com um sorriso no rosto que foi brilhante o suficiente para iluminar toda a casa. — Bom dia, Drake. Você está com fome? — Ela virou os dois bifes e, em seguida, enfiou a mão no forno para verificar os biscoitos. — Morrendo de fome. — Eu caí em uma cadeira na mesa da cozinha. — Você está mais feliz do que a última vez que eu vi você. As coisas estão bem agora? Ela se virou com uma bandeja cheia de biscoitos quentes. — Eu quero pedir desculpas por ontem. Eu exagerei por algo que eu ouvi e... — Ela suspirou e balançou a cabeça. — Eu sinto muito que te fiz passar isso. — Ei, baby! — Jesse entrou na cozinha em nada mais do que um par de jeans e um sorriso. — Deus, isso cheira bem. — Ele deu um beijo em seus lábios e pegou uma xícara de café. — Bom dia, Dray. Você está pronto para Vegas? Eu pisquei, não tendo certeza do que estava acontecendo. — O que vai acontecer em Las Vegas? — Faríamos um show e eu tinha esquecido? — Eu pedi a Layla em casamento ontem, e nós não queremos esperar. Então, estamos todos indo para Vegas mais tarde. — Ele engoliu seu café e derramou um pouco mais em sua caneca. — Você tem que vir, cara. Preciso de todos vocês lá. Eu sorri. — Eu não perderia isso por nada no mundo, mano. — Eu assegurei a ele. Ele não tinha ideia do quão feliz ele tinha me feito. Se ele estava se casando com Layla, então, Lana ficaria por perto por um longo, longo tempo. Eu só estava cavando o meu bife e ovos quando Shane entrou na cozinha. Ele estava suando de sua corrida, mas ele estava sorrindo. Eu não tinha certeza se era porque ele estava feliz por Jesse ou se ele estava animado sobre ir para Las Vegas no fim de semana. O mais provável era a última. Havia muita merda em que ele podia entrar lá, e ele estava pronto para tudo.


— Cara, eu não posso acreditar que você vai se casar e nós não conseguimos fazer a coisa de despedida de solteiro. Eu estava ansioso para isso desde que Layla o obrigou a dizer que a amava. — Jesse deu-lhe um olhar, mas Shane fingiu não notar. — Vamos lá, cara. Vamos à noite e você pode se casar com ela amanhã de manhã. — Não. Eu não vou passar mais uma noite sem ter ela como minha esposa. Seus merdas podem sair e fingir que eu estou me escondendo no banheiro ou algo assim. — Jesse jogou um biscoito para a cabeça de Shane. — Me deixe fora disso. — Não vai ser divertido sem você, — Shane lamentou. — Você sabe que Nik não vai se juntar a nós, e Drake não vai mais a festas. — Pobre coitado. — Layla riu. — Eu tenho certeza que você pode encontrar algum tipo de festa para entrar do seu jeito. É Vegas, a cidade do pecado. Pecado e Shane andam de mãos dadas. Revirei os olhos para o meu irmão. — Eu vou com você. — Sério? — Shane parecia animado novamente. — Você não vai dar um bolo em mim por Lana? —

Eu

prometo.

Acho

que

eu

estava

fazendo

exatamente

isso

recentemente. Talvez Shane e eu precisássemos de algum tempo de qualidade de irmãos. Claro que, quando vindo do meu irmão isso normalmente significava strippers ou prostitutas, ou outra coisa que envolvesse mulheres com tão poucas roupas quanto possível.

Lana Assim que Lucy estava em casa da sua noite fora, nós todos lotamos o Escalade. Não tinha espaço para sete, mas com o assento do bebê e três pessoas extras, Shane decidiu levar seu carro também. Apesar do começo difícil para a


minha manhã, subi no banco traseiro apertado do repugnantemente caro carro sexo-em-rodas. Com Shane atrás do volante e Drake dirigindo o outro carro, eu me perguntava se chegaríamos em Vegas inteiros. Ainda assim, eles me faziam rir, e a viagem de cinco horas parecia voar. Nós paramos em um hotel, tocando alguma música de rock que eu tinha começado a gostar ao longo das últimas cinco horas. Shane tinha insistido em ouvir as mesmas músicas repetidas vezes até que eu soubesse todas as músicas de cor. Nik estacionou atrás de nós, assim que o manobrista pegou as chaves de Shane. Emmie, eficiente como sempre, tinha feito reservas e já estávamos nos nossos quartos em menos de quinze minutos. Jesse e Layla pegaram a suíte de lua de mel no andar superior, enquanto o resto de nós estava no mesmo andar. Drake pegou o quarto ao lado do meu e Lucy, e Shane optou pelo outro no final do corredor. Nik e Emmie estavam em um quarto mais distante. Eu amei o nosso quarto. Lucy, agitada por ter passado tanto tempo em um veículo, estava pulando em uma das camas queen size, enquanto eu levei um minuto para olhar para fora da janela na Strip1. Era lindo na luz da noite, e eu não podia deixar de olhá-la com admiração. A porta de ligação levava para o quarto de Drake, e eu bati duas vezes antes que ele respondesse. Ele tinha uma escova de dente na mão, provavelmente para tirar o gosto do Red Bull já que ele e o irmão beberam vários na viagem. — Ei, vizinho. — Eu sorri para ele quando entrei em seu quarto, que era uma cópia exata do meu próprio, exceto que sua cama era de casal e nós tínhamos duas separadas. — Você deveria estar se arrumando, — ele chamou do banheiro onde ele estava lavando a sua boca. — Você não deveria se reunir a Layla e Em lá embaixo para ir às compras pelos vestidos? Eu suspirei. — Você está tentando se livrar de mim, Drake? A Strip de Las Vegas corresponde a uma secção de 6,7km da Las Vegas Boulevard, onde se localizam a maioria dos hotéis e cassinos da zona de Las Vegas. 1


— Claro que não. Eu só não quero que você mantenha a noiva esperando. — Ele enfiou a cabeça para fora do banheiro. — Você precisa seriamente de um cochilo, Anjo. Você está começando a soar como uma cadela irritada. Começou logo quando cruzamos a fronteira de Nevada. Mostrei o dedo para ele e me virei para o meu quarto. — Ótimo. Eu falo com você mais tarde, idiota. Braços fortes me abraçaram pela cintura antes que eu pudesse alcançar a porta. — Não fique brava, — ele murmurou em meu ouvido. Meu tremor foi involuntário, fazendo todo o meu corpo acordar. — Me desculpe por chamar você de cadela... — Ele beijou as costas da minha cabeça. — ... mas você tem estado mal-humorada. Fechei os olhos. Ele estava certo. Eu tinha estado mal-humorada. Os eventos da noite anterior e esta manhã continuavam se repetindo na minha cabeça, e eu queria bater em alguma coisa. Eu tinha sido estúpida e agora eu estava pagando pela estupidez. — Você está certo. Sinto muito. — Eu me inclinei para ele por mais alguns segundos antes de me afastar. — Eu vou tentar fazer melhor, — prometi, atirando-lhe um sorriso forçado por cima do meu ombro. Lucy e eu nos encontramos com Layla e Emmie no saguão. Havia tempo de sobra para comprar vestidos já que Layla não estava procurando por um vestido de casamento típico. — Só uma coisa bonita, — era a sua única exigência. Emmie, tendo ido a Vegas algumas vezes, conhecia algumas boas lojas que não vendiam lixo que não serviria. Todas nós encontramos algo bonito de se vestir, com exceção de Lucy. Ela precisava de uma parada adicional. Eu amei o vestido prateado de Emmie. Ele terminava a cerca do meio da coxa e mostrava seus seios cheios de leite lindamente. Meu próprio vestido era de um azul cintilante que era um pouco mais conservador em comprimento, mas tão ousado no busto quanto. Eu tinha para mostrar e esta noite eu queria ter certeza de que Drake percebesse que os tinha também.


Nada comparado com o vestido de Layla. Era de um bege cremoso e abraçava suas curvas, deixando todos vê-la como a deusa que ela era. A felicidade pura brilhando de seus grandes olhos cor de chocolate tirou meu fôlego quando a vi depois que havia tomado banho e se vestido. Um carro estava nos esperando no andar de baixo. Lucy puxou seu vestido rendado azul, não acostumada a usar vestido. — Vocês duas estão lindas, — Layla murmurou enquanto o carro parava no trânsito. — Não tão bonitas quanto você, Layla, — eu assegurei a ela, com lágrimas piscando atrás dos olhos. — Estou tão feliz que você esteja feliz. Ninguém merece mais do que você. — Pare com isso, — Emmie repreendeu suavemente. — Não se atrevam as duas a começar a chorar! Levei uma eternidade para fazer a maquiagem. — Mas ela já estava piscando rapidamente, as lágrimas enchendo os grandes olhos verdes dela. Mia murmurou algo entre nós, nos avisando que ela queria fazer parte da conversa também. Ela quebrou o sério momento e todas nós rimos, enxugando as lágrimas que tinham escapado. Antes que eu percebesse, o carro estava estacionando a uma parada do lado de fora de uma pequena capela adorável. Ela era branca, e mais séria do que algumas das outras capelas em Las Vegas. O homem e a mulher que comandavam o lugar eram casados por 52 anos e só faziam o casamento de pessoas que julgavam verdadeiramente estarem apaixonados. Se eles não pudessem ver o amor entre Layla e Jesse, então eles eram cegos. Emmie nos deixou na parte de trás da capela por alguns minutos enquanto ela fazia com que tudo ficasse perfeito. Quando ela voltou, ela estava sem o bebê e toda sorrisos. — Okay. Como você gostaria de fazer isso Layla? Você quer um dos caras para entrar com você? Ela mordeu o lábio e olhou de mim para Lucy. — Não. Eu acho que Lana e Lucy devem andar comigo pelo corredor. Nós meio que somos um pacote


completo de qualquer jeito. — Ela piscou, lutando contra as lágrimas novamente. — Vocês me dão a honra, meninas? — É claro que sim, sua boba. — Eu beijei seu rosto, cuidando para não estragar a nossa maquiagem. Com Emmie liderando o caminho como a matrona de honra, nós levamos Layla até o altar. Quando começámos a curta caminhada, eu olhei para a frente da capela. Jesse era todo sorrisos para Layla, a mesma luz brilhando de seus incomuns olhos sempre mudando de cor. Ao lado dele estavam os três irmãos de banda: Nik, Drake, e Shane. Eu não poderia evitar continuar olhando para Drake enquanto meus olhos observavam todos. Os ternos deles pareciam novos e provavelmente eram. Drake Stevenson parecia quente como o inferno em um par de calças jeans rasgadas e uma camiseta pequena, mas em um terno que parecia que foi feito apenas para ele? Oh Deus do céu! Quando Lucy e eu entregamos a nossa irmã mais velha para se manter segura com Jesse Thornton pela eternidade, eu fui incapaz de manter as minhas lágrimas por um segundo a mais. Minha irmã estava tão feliz que ela estava tremendo. Os dedos de Jesse tremiam, na verdade, quando eu coloquei a mão da minha irmã na dele. A esposa do proprietário discretamente me ofereceu um lenço de papel quando eu fui para o meu lugar atrás de Emmie, e enxuguei meus olhos úmidos. Na hora que Layla havia dito: — Eu aceito, — Emmie e eu estávamos soluçando em silêncio. A esposa do proprietário jogou pétalas de rosas para o casal feliz, enquanto caminhavam de volta para o corredor. Comecei a segui-los quando Emmie correu para os braços de Nik, soluçando. — Eu sinto muito! Sinto muito. Eu te amo. Eu quero me casar. — Ah, Em! — Jesse chamou da frente da igreja. — Não poderia ter esperado mais um ou dois dias? — Mas ele estava sorrindo.


Emmie balançou a cabeça. — Eu não quero me casar em Las Vegas. Eu quero fazer isso direito... Não que isso não seja incrível, Layla, — Ela foi rápida em corrigir, — mas eu quero uma cerimônia pequena em casa... — Ela olhou para Nik com esperança em seus grandes olhos verdes. — Quer se casar comigo, Nik? Ele riu, seus olhos azuis de gelo vidrados de lágrimas. — Sim, Emmie. Eu vou casar com você.

***

Lucy estava exausta na hora em que chegamos até o nosso quarto. Após o casamento tínhamos ido jantar e Emmie tinha mexido seus pauzinhos para nos levar até a sala VIP de um dos restaurante mais exclusivos em Las Vegas. Havia um buffet completo esperando por nós, assim como um bolo de duas camadas. Eu odiava admitir, mas Emmie provavelmente poderia governar o mundo com o seu celular na mão, se ela quisesse. Depois do jantar, Nik e Drake cantaram uma das novas músicas da banda quando Layla e Jesse compartilharam sua primeira dança como marido e mulher. Passei mais tempo observando a maneira que os dedos de Drake dedilhavam as cordas do violão, hipnotizada enquanto ele tocava tão facilmente. E a sua voz! Bons céus, sua voz fazia algo dentro de mim derreter. Na primeira vez que eu tinha ouvido ele cantar, eu perguntei por que ele não era o vocalista da banda. Ele apenas balançou a cabeça e disse que ele não gostava de ser o principal no palco. Ele gostava de brincar do lado de fora. Quando Lucy tinha adormecido na mesa de jantar, eu sabia que era hora de encerrar a noite. Layla e Jesse foram para sua suíte de lua de mel a mais de uma hora atrás e Emmie e Nik foram logo em seguida. Eu esperava que Drake viesse comigo, mas ele tinha prometido a Shane uma noite na Strip. Assim, com o


coração pesado, eu tinha pegado a minha irmã dormindo e a levei até o nosso quarto. Depois de deixar Lucy em sua cama, tomei banho e sentei na minha cama olhando os canais na televisão. Em pouco tempo, eu estava bocejando e incapaz de manter os olhos abertos... Um barulho me acordou. No começo eu não sabia de onde o barulho vinha. Um olhar para a cama do lado me disse que não tinha sido Lucy porque ela ainda estava dormindo. A televisão estava com o volume baixo, por isso não tinha vindo de lá... Uma batida contra a parede me fez pular, e eu joguei as cobertas. Ela tinha vindo do quarto de Drake ao lado, e eu estava com medo de que algo tivesse acontecido com ele. Mas quando eu levantei a minha mão para bater à porta de ligação, um gemido chamou minha atenção. O gemido não tinha vindo de Drake. Não era profundo e áspero, mas alto e feminino. Eu segurei minha respiração enquanto me inclinava para mais perto, tentando ouvir melhor, mesmo quando meu estômago revirou. Quando o gemido veio novamente, desta vez mais alto, eu sabia que eles vinham logo do outro lado da porta. Outro baque e a porta vibrou quando alguém foi empurrado contra ela. Lágrimas queimaram meus olhos e bile subiu na parte de trás da minha garganta quando ouvi a mulher gemer novamente e então... o rosnado rouco de Drake! Eu sabia o que estava acontecendo. A única coisa que me separava de Drake fodendo uma garota qualquer era uma porta de três centímetros de espessura. Um soluço escapou de mim e eu corri para o banheiro, incapaz de ouvir um segundo a mais enquanto os gemidos ficaram mais altos enquanto seu êxtase aumentava a cada segundo que passava. Eu fechei a porta e liguei o chuveiro, tentando abafar os sons provenientes da conexão do quarto de hotel.


Eu não tinha certeza de quanto tempo eu fiquei sentada lá na borda da banheira. Tudo o que eu estava usando era um par de shorts e uma camiseta, ironicamente os mesmos que eu tinha dormido na noite anterior, porque eu precisava de algo que Drake tocou enquanto eu dormia. Agora eu estava fria, o vapor do chuveiro não fornecendo calor suficiente para aquecer o frio que invadiu minha alma. Minhas costas começaram a doer de ficar sentada por tanto tempo, e eu escorreguei no chão, usando a cuba como apoio, quando eu puxei minhas pernas para meu peito e descansei minha cabeça em meus joelhos enquanto as lágrimas continuaram a cair. Algum tempo muito, muito mais tarde, minhas lágrimas, finalmente, começaram a secar e o frio que me anestesiou começou a descongelar o suficiente para me fazer perceber que eu deveria estar louca. Eu estava apaixonada por Drake, e depois de sexta-feira, eu tinha certeza que ele estava apaixonado por mim também, ou que pelo menos se importava comigo como mais do que um amigo... Agora, com ele fodendo outra garota em seu quarto de hotel, sem se preocupar se eu iria ouvi-lo, eu sabia que estava errada. Tudo o que eu jamais seria para ele era sua amiga, e eu teria que aceitar isso. Mas não tinha jeito que eu poderia continuar do jeito que tinha sido nos últimos meses. Eu não era tão boa atriz. Eu era horrível em fingir, especialmente quando os meus sentimentos estavam envolvidos. E eles não conseguiriam estar mais envolvidos do que nesse momento. Iria me matar ter que vê-lo dia após dia, sabendo que ele tinha ido se deitar na cama comigo uma noite para foder outra garota na próxima. Talvez fosse assim que funcionava no mundo dos roqueiros, mas eu não podia lidar com esse tipo de merda. À medida que a noite se arrastava, eu percebi o que eu tinha que fazer. Iria ser difícil. Isso significava fazer coisas que eu tinha prometido nunca mais fazer, mas às vezes você tinha que fazer o que era melhor para você, não o que era melhor para alguém.


Com esse pensamento em mente, me levantei e desliguei o chuveiro. Quando entrei no quarto tudo o que eu podia ouvir eram as vozes que vinham da televis達o e eu me sentei na beira da minha cama. O sono me iludiu. N達o tinha jeito que eu fosse dormir agora. N達o com os sons do casal ao lado me assombrando.


Sete

Drake Houve uma batida na minha cabeça. Pisquei para abrir os olhos e franzi a testa para o teto, sem saber onde eu estava por um momento. Quando eu lembrei, eu gemi e me virei na cama, determinado a conseguir mais algumas horas de sono muito necessárias. — Drake! — A voz de Shane chamou do corredor quando ele bateu na porta do meu quarto de hotel. — Emmie disse para se levantar, mano. Saímos em meia hora. Eu murmurei uma maldição e passei a mão sobre a minha barba áspera. — Cara, você dirige. Por que não podemos esperar até mais tarde? — Porque eu vou deixar o carro com Jesse, — Shane gritou através da porta. — Agora, levante o rabo daí! Ainda resmungando maldições, eu tropecei até o banheiro e liguei o chuveiro em plena explosão. Eu cheirava a fumo, álcool e perfume. Droga Shane, querendo farrear! Eu tinha certeza de que eu tinha trazido uma garota comigo ontem à noite, mas não conseguia lembrar o nome dela ou até mesmo como ela se parecia. Ela já tinha ido embora, o que era tudo o que eu precisava saber. Ela tinha sido uma fã procurando por uma noite na cama de um astro do rock.


Sentindo nojo de mim mesmo, eu esfreguei até que minha pele doesse e, em seguida, me vesti. Eu só tinha de jogar algumas coisas na minha mala e eu estava pronto para ir. No andar de baixo, descobri que todo mundo já estava pronto. Jesse e Layla se hospedariam por uma semana, em uma espécie de lua de mel e gostariam de dirigir o carro de Shane quando fossem voltar. Então é claro que todos nós tivemos que entrar no Escalade. O único lugar que ainda estava vago foi o banco do passageiro da frente. Lucy e Lana estavam no banco de trás com Emmie, Mia, e Shane no meio. Olhei para trás para ver Lana, mas ela estava com a cabeça encostada à janela e seus olhos estavam fechados. — Você pegou tudo? — Emmie perguntou quando ela colocou Mia em seu assento de carro. — Sim, tenho certeza que eu arrumei tudo. — Ela era uma mãe coruja, às vezes, mas eu não sabia o que eu faria sem ela. — Então, vamos lá. — Emmie fez uma careta. — Eu tenho coisas para fazer quando chegarmos em casa.

Lana Como eu consegui dizer adeus à minha irmã eu nunca irei realmente saber. De alguma forma, eu fui capaz de colocar um sorriso no rosto e mantê-lo enquanto ela abraçava a mim e à Lucy. Para minha surpresa, foi Jesse que percebeu minha fachada e me chamou de lado para uma conversa particular. — O que foi? — Ele perguntou, com os olhos incomuns escaneando meu rosto. — Você tem olheiras sob seus olhos, e você está pálida como um fantasma. Evitei os seus olhos, tentando empurrar as minhas emoções para baixo quando elas ameaçaram surgir. — Eu estou bem. Eu fiquei acordada a noite toda assistindo televisão quando eu deveria estar dormindo. — Mentirosa, — acusou.


Eu olhei para o meu novo cunhado. — Olha, eu não quero falar sobre isso. Especialmente agora. Eu não quero que Layla se preocupe quando ela deve se divertir com você em sua lua de mel. Ele apertou a mandíbula, querendo discutir comigo, mas incapaz de fazê-lo. Ele não queria aborrecer Layla mais do que eu. — Vamos falar sobre isso assim que eu chegar em casa. Entendeu? — Eu assenti. — Ótimo. Até então, se você precisar de alguma coisa avise Emmie... E certifique-se de cuidar da questão da faculdade esta semana, Lana. Espero que já tenha decidido quando chegarmos em casa. Mais uma vez, eu assenti. Eu já tomei minha decisão. Foi tudo em que pensei quando eu caí na minha cama nas primeiras horas da manhã. Pela primeira vez na minha vida, eu estava disposta a deixar alguém me comprar algo caro. Uma educação universitária não era algo que eu ia recusar, e era o jeito de escapar, o que tornou tudo ainda mais atraente. Quando todos entraram no Escalade, fiquei aliviada ao sentar no fundo. Quando Shane e Emmie pegaram os assentos do meio, eu pressionei minha cabeça contra o vidro frio da janela e fechei os olhos, grata que eu não teria que estar tão perto de Drake pelas próximas cinco horas. Quando ele finalmente deslizou para o banco do passageiro da frente, Nik entrou no tráfego e a longa viagem para casa começou. Todo mundo estava quieto em volta de mim. Lucy estava brincando com seu iPad, enquanto todo mundo estava fazendo o que eu estava fingindo fazer. Roncos de Drake me fizeram olhar por um momento para vê-lo dormindo. Shane murmurou algo sob sua respiração sobre acordar os mortos, e eu senti o menor dos sorrisos provocar em meus lábios. Emmie, vendo que eu estava acordada virou em seu assento o suficiente para me enfrentar. — Jesse disse que você vai dar uma resposta esta semana, — ela sussurrou para não acordar o bebê. Eu assenti, meus olhos ainda em Drake. — Eu gostaria de falar com você sobre isso quando chegarmos em casa, na verdade.


— Ótimo. Eu posso começar a papelada na parte da manhã e deixar tudo pago na hora. — Ela sorriu. — Eu estou realmente animada por você, Lana. Três paradas para banheiro e seis miseráveis horas depois, Nik parou na calçada em Malibu. Assim que meus pés tocaram o chão, eu peguei minhas coisas e puxei Lucy para a casa de hóspedes. Emmie iria decorar a casa esta semana para que pudéssemos nos mudar no fim de semana. Até então, eu estava morando na casa de hospedes. — Eu vou levar suas malas, Anjo, — Drake me chamou. — Sim, claro. Obrigada. — Eu empurrei Lucy rápido. Assim que eu a tinha pronta, eu peguei as duas pilhas de papelada que eu tinha evitado na semana anterior e corri para a casa principal. Emmie estava tirando uma garrafa de água da geladeira quando eu a encontrei. Algo em minha expressão deve ter dito a ela que ela não ia gostar do que eu ia fazer, mas ela não disse qualquer coisa quando ela me levou pelo corredor até seu escritório e fechou a porta. — Sente-se, Lana. — Ela suspirou. — Eu tenho a sensação de que vou precisar de uma bebida depois disso, — disse ela meio baixinho. Eu tinha diminuído minhas escolhas até duas faculdades. Ambas tinham tudo que eu queria em uma faculdade. UCLA2 teria sido minha primeira escolha, tinha sido a minha primeira escolha até a noite anterior. Então, eu rasguei a carta de aceitação e entreguei a que estava prestes a mudar a minha vida. Emmie murmurou uma maldição quando ela olhou para a carta e o pacote que veio com ela. Os olhos verdes brilharam fogo quando ela encontrou o meu olhar. — Por quê? — Ela exigiu. — Porque é onde eu preciso estar, — Sussurrei. — Você precisa estar aqui, perto de todos que te amam. Layla irá fazer um estardalhaço por causa disso, Lana! — Ela se levantou, olhando para baixo, para o pacote que continha toda a documentação que ela teria que lidar. — Você já 2

Universidade da Califórnia, Los Angeles.


pensou nisso? O que você vai fazer tão longe? Você irá estar sozinha em uma cidade grande. Sem Layla, sem Drake... — Ela parou quando me viu estremecer com a menção do seu nome. — É sobre Drake? Eu desviei o olhar. — Eu tenho pensado sobre isso, Em. Na verdade, eu não fiz nada além de pensar nisso desde as três horas da manhã. Por volta da hora em que a menina que Drake trouxe para seu quarto de hotel tinha ido embora. Emmie murmurou algo vicioso e caiu em sua cadeira mais uma vez. — Lana, eu sei que seus sentimentos são profundos por Drake. Mas, querida, vocês dois são apenas amigos. Ele vai foder por aí de tempos em tempos. Eu encontrei seu olhar. — Como Nik fodeu por aí, enquanto vocês dois eram apenas amigos? — Ela vacilou e eu assenti. — Como você se sentiu, Em? Como você se sentia sabendo que o homem por quem você estava apaixonada estava com outra pessoa? Seus olhos verdes escureceram, e eu tinha certeza de que eu iria ouvir uma bronca porque realmente tinha sido um movimento de vadia. Em vez disso, Emmie só assentiu depois de uma longa pausa. — Touché, — disse ela. — Eu entendo onde você quer chegar, mas... — Nada de mas! — Eu chorei. — Ele estava transando com ela contra a porta que separava nossos quartos. Eu a ouvi gemendo. Eu tive que ouvir enquanto ele... — Lágrimas escaldavam meu rosto, e eu rapidamente as enxuguei. — Talvez você pense que eu estou sendo uma covarde por fugir, mas agora eu realmente não dou a mínima. Eu não sou tão forte quanto você! Eu não posso fazer isso e não rachar. Eu não posso ficar aqui e fingir que ele não quebrou meu coração na noite passada. Emmie ficou sentada ali, apenas olhando para mim. Eu não sabia o que estava passando por sua cabeça, mas eu tinha certeza de que ela estava tentando pensar em alguma desculpa pelo comportamento de Drake na noite anterior. Talvez isso tivesse me parado e feito repensar minha decisão. Talvez eu tivesse escutado e ela não teria que aprontar tudo para que eu pudesse sair o mais rápido possível.


Mas, novamente, ela não sabia sobre sexta à noite... — Ok. — Emmie me surpreendeu, desistindo sem mais argumentos. — Vou começar a documentação amanhã cedo. Vou arrumar um dormitório seu, arrumar seu subsídio como Jesse disse, e talvez eu possa mexer uns pauzinhos para que você se mude logo no início. Talvez algum tempo longe vá colocar tudo em perspectiva para todos. Deixei escapar um suspiro de alívio. Se Emmie estava a bordo, então eu sabia que Jesse não iria discutir sobre a minha escolha. — Mas me prometa uma coisa, Lana, — Emmie disse após um momento. — Me prometa que é só por um semestre. Pegue este tempo longe e se recomponha. Então, quando o verão começar, você volta para casa. A UCLA era o que Jesse estava esperando que você escolhesse. Não vai levar muito para você entrar no semestre no meio do ano. Eu desisti e fiz a promessa, mas eu não tinha certeza se eu seria capaz de cumpri-la. Eu não sabia como Emmie esperava que eu ‘me recompusesse’ quando meu coração estava em um bilhão de pedaços.


Oito

Drake Lana estava me evitando. Eu sabia que ela tinha que estudar. Ela só tinha mais duas semanas de aula restantes até seus exames começarem, mas ela não tinha tempo nem para me mandar uma mensagem de volta ou jantar comigo. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo com ela, e isso estava forçando meus limites. Não chegou a me incomodar de verdade até uma noite no meio da semana. Shane saiu para sua corrida e voltou com Lana. Eles estavam andando, ambos suando como se tivessem corrido uma maratona. Eu observei da sala de estar quando Shane parou no pátio e disse algo a ela que fez o queixo dela tremer. Meu irmão a puxou em seus braços e a abraçou. Ok, eu admito. Eu queria dar um soco no meu irmão naquele momento. Seu relacionamento com Lana era uma espécie de estritamente amigos-em-passagem ou algo assim. Eles só tinham saído juntos quando eu estava por perto. Agora, de repente, se sentia como se ele pudesse abraçá-la... Sim, eu estava pensando em socá-lo, possivelmente, na garganta ou no seu rosto bonito que o deixava transar pelo menos uma vez por dia. Eu contive essa vontade, embora com alguma dificuldade. Afinal de contas, era coisa de uma vez só. Ela estava provavelmente tendo uma crise emocional porque ela estava trabalhando tão duro para estudar. Não seria a primeira vez


que ela chorava porque o estresse de estudar para um teste ficava tão grande que ela precisava de algum tipo de escape antes que a levasse ao limite. Então eu engoli essa e fui para a cama com uma garrafa de Jack. Na noite seguinte Lana saiu para uma corrida com Shane novamente, e em seguida,

novamente

na

sexta-feira

à

noite

antes

que

Shane

saísse.

Aparentemente, ela tinha tempo para ir em uma corrida de uma hora, mas não tinha tempo suficiente para comer comigo. Eu estava certo então, que ela estava me evitando de propósito, e eu estava determinado a chegar ao fundo da questão. Esta semana tinha sido horrível sem ela. Não havia nenhum motivo para sorrir quando ela não estava por perto. Não tinha paz a ser encontrada quando eu não a tinha por perto. Antes eu passava todas as noites com o seu nome em meus lábios. Quando eu acordava todas as manhãs, antes das memórias dos pesadelos invadirem minha mente e eu ir correndo para o banheiro, era o rosto dela que eu via atrás de minhas pálpebras. Sábado de manhã, eu estava determinado a falar com Lana e descobrir o que estava acontecendo. Andei para o andar de baixo, vestido para o dia, na esperança de convencer Lana a ir às compras comigo. O Natal era daqui a duas semanas, e eu não tinha comprado nenhum presente ainda. Esse ia ser o primeiro ano em que tínhamos uma casa de verdade para comemorar, e eu queria torná-lo memorável. Quando cheguei no topo das escadas, ouvi Jesse gritando na parte de trás da casa. Ele e Layla deviam ter voltado de Vegas no início da madrugada para chegarem em casa tão cedo. Eu estava feliz que ele estava em casa. Talvez ele pudesse me contar o que estava acontecendo com Lana. — Eu não quero isso! — Ele gritou. — Layla irá enlouquecer quando ela descobrir… — A porta do escritório de Emmie bateu e Jesse veio pisando no corredor. — Ei, como foi a lua de mel? — Eu perguntei quando eu o vi. Seus olhos se estreitaram para mim, mas ele não respondeu quando saiu da casa -


comportamento típico de Jesse quando ele estava em um acesso de raiva. Ele provavelmente não tinha ouvido uma palavra do que eu disse. Eu abri minhas mensagens e enviei uma para Lana enquanto eu comia uma tigela de cereal. A casa já não cheirava como bacon de manhã, de tarde e de noite, e eu estava começando a sentir falta do cheiro, mesmo não gostando de porco frito. Até a hora em que eu tinha lavado minha tigela, Lana ainda não tinha me respondido a mensagem. Apertando minha mandíbula, fui em busca dela. Se ela estava com raiva de mim, ela precisava me contar para que eu pudesse corrigir o que eu tinha feito. Quando abri a porta para a casa de hóspedes, estava vazia de suas coisas. Tudo estava ou na nova casa ou no depósito. Murmurando uma maldição, eu corri até a casa de praia de Jesse e bati na porta dos fundos. Lucy abriu, uma fatia de pão saindo de sua boca enquanto ela me deixou entrar. — Onde estão todos? — Eu perguntei quando não vi ninguém. Lucy suspirou. — Eles estão lá em cima. Lana está em apuros. Ergui as sobrancelhas para isso. — Por quê? — Eu não sei. — Ela jogou a crosta da sua torrada no lixo e pegou seu copo de suco. — Jesse veio há pouco tempo atrás. Ele começou a gritar, mas não fazia sentido. Layla começou a chorar, e Lana correu para cima. Eles estão lá por alguns minutos agora. O que diabos estava acontecendo com Lana? Subi as escadas até o segundo andar. Eu não tinha ideia de qual quarto era o de Lana, mas a voz profunda de Jesse vinha do outro lado do corredor, então eu percebi que seria aí. Quando cheguei mais perto, a conversa ficou mais fácil de ouvir atrás da porta fechada. — ... Algo aconteceu em Las Vegas. — Jesse estava dizendo. — Eu sei que ele fez alguma coisa. Você estava bem até então.


— Eu não quero falar sobre isso, — disse Lana. — Porque você não pode simplesmente aceitar que eu quero ir? Você me prometeu que eu poderia ir para uma faculdade de minha escolha. Bem, eu escolhi essa! — Você está fugindo! — Jesse gritou. — Eu sei que você está, Lana. Você não vai se mudar para o outro lado do país para alguma maldita faculdade a menos que esteja fugindo de alguma coisa. Pensei que você fosse mais esperta do que isso! — Jesse, já basta, — A voz mais calma de Layla intercedeu. — Esta é a sua escolha. Temos que aceitar isso. Ela tem dezoito anos, uma adulta. Quaisquer que suas razões sejam, ela sente como se tivesse que fazer isso. Eu... eu não gosto disso, mas ela sabe o que é melhor para ela. — Melhor para ela? Estar longe de todos que a amam? E se acontecer alguma coisa? Eu não pude aguentar um segundo mais. Virei a maçaneta da porta do quarto e a abri. Lana estava perto da janela, com o rosto coberto de lágrimas. Quando ela me viu, ela empalideceu. Eu a observei se assustar quando o que parecia ser uma parede invisível subiu entre nós quando ela apertou o queixo e virou a cabeça para longe, então eu não podia ver seu rosto. — Drake... — Jesse estava junto à cômoda, uma mistura de emoções no rosto do meu irmão de banda. — Preciso falar com Lana, — eu disse a ele, sabendo que eu tinha interrompido uma situação familiar, mas não dando a mínima. Jesse olhou para mim por um longo momento e, em seguida, passou a mão no rosto e na cabeça lisa. — Eu tinha tantos planos para hoje. Em nenhum lugar isso fazia parte deles. Eu não sei o que diabos aconteceu por aqui, mas eu cheguei em casa para uma porrada de problemas que eu sou incapaz de resolver. Layla colocou a mão no braço do marido. — Vai ficar tudo bem. De verdade. — Ela puxou sua mão, puxando-o para a porta. Quando ela passou por mim, ela


ofereceu um pequeno sorriso. — Boa sorte, — ela murmurou e fechou a porta atrás dela. Eu esperei até que seus passos desaparecessem antes de virar meus olhos para Lana. Ela estava olhando pela janela, mas eu duvidava que ela realmente estava vendo alguma coisa. — Você está brava comigo? — Eu finalmente perguntei. Ela mordeu o lábio e balançou a cabeça. — Não, — Sua voz estava entupida com lágrimas. Dei dois passos em direção a ela, mas parei quando ela olhou para mim. — Então por que você me evitou a semana toda? — Porque é difícil estar tão perto de você, sem quebrar em pedaços. — Uma lágrima escapou do canto de seu olho esquerdo e derramou pelo seu rosto. — O que significa isso? — Eu exigi, me sentindo como se eu estivesse a perdendo bem diante dos meus olhos, e eu nem sabia o porquê. Lana lentamente virou a cabeça e encontrou meu olhar. — Isso significa que eu te amo, Drake. E eu sei que não devo. Tudo o que você quer de mim é ser meu amigo. E eu sou, mas eu não posso desligar as minhas emoções. Eu não posso esconder o que sinto. Eu tentei. Sua confissão me destruiu. Eu sabia que seus sentimentos eram fortes por mim, mas eu tinha achado que era uma paixão adolescente. Agora, eu podia ver a verdade brilhando para mim naqueles olhos cor de uísque. Lana me amava. Meu coração saltou de alegria no meu peito. Isso era tudo que eu sempre quis, e eu não tinha realmente percebido até este momento. — Lana... — Comecei a dizer a ela que eu a amava muito, mas ela continuou. — Talvez eu pudesse ter mantido escondido meu amor por você. Eu não sei. Mas no sábado à noite você me mostrou que eu não poderia mantê-lo escondido. Eu não posso ser só sua amiga. Especialmente... — Ela fechou os olhos,


engolindo em seco. — Você trouxe a menina para o hotel com você, e eu percebi que eu não podia continuar fazendo isso e manter tudo de mim inteiro. Senti o sangue drenar do meu rosto. Lana sabia sobre o caso de uma noite em Las Vegas... Oh merda. Nossos quartos tinham conexão nas portas! Claro que ela teria sabido. Ela provavelmente ouviu a coisa toda. Náusea rolou no meu estômago quando eu percebi que eu não tinha ninguém para culpar além de mim mesmo. — Sinto muito, Anjo, — eu sussurrei. — Eu estava bêbado... — Eu sabia que estar bêbado não era desculpa para nada, ainda que beber sempre foi a minha desculpa. Agora eu iria perder minha melhor amiga... — Eu sei, Drake, — Lana murmurou. — Eu sei que você estava bêbado. E eu sei que você provavelmente não lembra muito daquela noite. — Algo brilhou em seu rosto, mas eu não consegui ler as emoções em seus olhos. — Eu ainda te amo mesmo assim. Eu desejo que eu não amasse. Eu gostaria de poder desligar e continuar sendo apenas sua amiga... mas eu não posso e isso me mata. Senti meus olhos arderem com lágrimas. — Anjo... — Lembra-se que eu contei a você sobre as cartas de aceitação para faculdades? Jesse me prometeu que eu poderia ir para qualquer lugar que eu quisesse, e eu ainda estava indecisa, antes que ele se casasse com minha irmã. Mas... — Ela bateu nas lágrimas em seu rosto — ... mas eu percebi enquanto eu tentava abafar o som dos seus gemidos... Eu percebi que não podia ficar aqui. Eu fiquei entorpecido. Eu não senti o golpe até que Lana disse que estava indo para a NYU3. Eu não tinha certeza de como o corte foi profundo, mas eu sabia que, quando o entorpecimento passasse seria profundo o suficiente para que eu pudesse sangrar até a morte. Três mil milhas. Meu anjo estava se mudando para três mil milhas de distância de mim, e era tudo culpa minha...

3

Universidade de Nova Iorque.


Lana Eu me senti miserável durante toda a semana, enquanto eu esperava pelo retorno da minha irmã para casa da sua lua de mel. Eu me enterrei nos estudos, cuidar de Lucy, e qualquer outra coisa que mantivesse minha cabeça longe de Drake e das muitas mensagens que ele havia enviado. Quarta-feira, eu não pude ficar na casa de hospedes por nem mais um minuto. Pela primeira vez em dois anos, eu coloquei um par de camisetas de corrida e meus tênis. Eu estava na equipe de corrida na minha antiga escola antes que minha mãe morresse. Tinha sido uma exigência de que todos escolhessem um esporte, mas eu tinha amado correr. Correr tinha sido meu escape para limpar a minha mente quando as coisas estavam ruins em casa. Tomei consolo nela novamente. Lucy estava dormindo na nossa cama compartilhada quando eu fechei a porta atrás de mim. Fui até a praia, determinada a manter todos os pensamentos de Drake fora da minha cabeça, mas foi inútil. Com cada passo que eu dava, ele era tudo que eu conseguia pensar. Todo o nosso tempo juntos, toda a diversão que tínhamos compartilhado, até as discussões repetiram na minha cabeça. Eu corri mais rápido, tentando extirpá-lo de minha mente, colocando os músculos não utilizados para um treino brutal. Dois quilômetros depois, eu estava sem folego e estava deitada na praia, olhando para o céu à noite. Suor manchava minha camisa e deixava o ar fresco da noite um pouco desconfortável, mas eu acolhi com prazer. As estrelas acima zombavam de mim, e deixei as lágrimas caírem livremente. Eu não percebi o outro corredor até que ele estava quase por cima de mim. Shane parou com as mãos sobre os joelhos quando ele olhou para mim. — Lana? Eu suspirei. — Ei, Shane. Ele caiu ao meu lado sem perguntar se eu queria companhia, o que eu não queria. — Você está chorando, Lana?


— Parece que sim, — eu murmurei, me sentando e espanando a areia das minhas costas. Eu tinha alguma no meu cabelo, mas não me importava. Agora, eu não dava a mínima sobre qualquer coisa. — Você e Drake tiveram outra briga? — Ele perguntou, tanto divertido quanto preocupado. Eu balancei minha cabeça, meus olhos focados nas ondas quando elas atingiam a praia. — Eu não vejo seu irmão desde domingo. — Eu tinha sido capaz de evitá-lo, mas sabia que minha sorte estava se esgotando. Quando Jesse e Layla chegassem em casa, todo mundo saberia o que eu tinha feito. Não tinha jeito de Drake não me caçar em seguida. — Ok, você não quer falar sobre isso. — Shane assentiu. — Eu posso entender isso. Só sei que se você precisa de um ombro, tenho dois fortes para se apoiar. — Sim, obrigada. Eu esperava que ele fosse se levantar e continuar com sua corrida. Em vez disso, ele apenas ficou lá comigo pela próxima hora. Nenhum de nós falou, não proferiu um som, mas por algum motivo ele aliviou um pouco da dor ao redor do meu coração. Talvez fosse porque ele era irmão de Drake. Nós dois amamos Drake, afinal. Ou talvez fosse apenas porque Shane era Shane. — Eu o amo, — Sussurrei, não tendo certeza porque eu estava confessando meus sentimentos. — Sim, eu sei. — Mas ele não me ama. Não do jeito que eu quero. — Eu não sei. Drake mantém uma parte de si mesmo fechada, uma parte que nem mesmo eu posso chegar, mas eu sei que ele se preocupa com você, Lana. — Ele passou o braço sobre meus ombros. — Especialmente depois de sexta à noite... Desculpe, eu ouvi vocês quando cheguei em casa...


Corei. — Ele não se lembra. — Sim, eu percebi. — Ele fez uma careta. — Eu acho que no sábado à noite foi difícil para você. Sinto muito, Lana. Eu não deveria tê-lo levado comigo. Talvez... — Não. Não foi culpa sua. Não é culpa de ninguém. Drake realmente não fez nada de errado. Eu não sou sua namorada. Ele é livre para foder com quem quiser. — Isso não significava que eu tinha que ficar por aqui para testemunhar. — Eu ainda estou arrependido. Isso não pode ser fácil para você. Você já falou com ele? Dei de ombros. ��� Uma mensagem ou duas. Ficamos em silêncio por um tempo mais longo. Estava ficando tarde, mas eu não tinha certeza de que eu pudesse dormir. Shane se levantou e me ofereceu sua mão. — Venha, querida. Você tem escola de manhã. Caminhamos lado a lado de volta para casa. A um quilômetro e meio da casa, eu confessei o que eu tinha feito. Shane parou, seu rosto uma mistura de emoções que eu não conseguia decifrar na luz da lua. — Lana... Mordi o lábio. — Eu tenho que fazer isso, Shane. Eu sei que vai magoá-lo, mas agora eu tenho que fazer o que é melhor para mim. Isso deve soar egoísta, e eu sinto muito. Depois de uma longa pausa, ele finalmente concordou. — Sim, eu entendo. Ele andou comigo ao pátio e perguntou se eu queria ir para uma corrida com ele na noite seguinte. Eu sabia que ele estava apenas sendo gentil, mas eu realmente precisava de alguém comigo. Meu queixo tremeu e eu assenti. Shane suspirou e me puxou em seus braços. — Vai ficar tudo bem, Lana. Tudo vai se resolver por conta própria.


Nossa corrida quinta-feira foi quase relaxante, e me deixou ansiosa pela sexta-feira já que ele me pediu para correr com ele de novo. Após o estresse da semana passada, a corrida me ajudou a relaxar, e acabei caindo em um sono profundo, pela primeira vez na sexta à noite. Sábado não foi bonito. Layla chegou em casa mais cedo do que eu esperava, e Jesse já tinha falado com Emmie sobre minha faculdade já que eu tinha enviado uma mensagem para ele dizendo que precisava falar com ele assim que ele voltasse. Eu queria estar com raiva dela quando Jesse invadiu a casa nova com raiva em seus olhos, mas eu não podia. Ela só estava cuidando de Jesse, afinal. — Lana, por quê? — Layla perguntou, com lágrimas nos olhos quando ela se virou para me enfrentar. — Eu não entendo por que você faria isso. Com Jesse gritando e Layla chorando, eu não pude lidar com a situação como eu queria. Incapaz de lidar com isso, eu corri para o meu quarto novo. Claro que Jesse me seguiu, querendo respostas, e Layla se juntou à festa, tentando dissipar a tensão, mas querendo respostas também. Eu podia ver que minha irmã suspeitava da verdade, ela estava lá em seus olhos. Ela poderia não saber de tudo, mas ela podia imaginar, e se eu a conhecia, ela iria acertar. Eu não estava pronta para enfrentar Drake quando ele invadiu meu quarto. Eu não estava preparada para nada disso, na verdade. Confessar tudo, que eu o amava, que eu o tinha ouvido fazendo sexo contra a porta do hotel não tinha sido parte do meu plano, mas eu tinha que dizer a ele. Ele merecia saber onde eu estava. Que apesar de ele ter quebrado meu coração, eu ainda o amava. Sempre o amaria. Quase me matou ver seu rosto quando eu lhe contei que estava indo embora. Três mil milhas. Eu não sabia se era longe o suficiente para esquecê-lo, mas eu sabia que o estava machucando. Sua melhor amiga o estava abandonando. — Sinto muito, Drake, — eu sussurrei.


Ele não disse uma palavra quando se virou e foi embora. Quando a porta se fechou silenciosamente atrás dele, eu desmoronei no chão, quebrada mais uma vez.


Nove

Drake Nas últimas três semanas, eu tinha ouvido todos eles. Desculpa após desculpa, e todos eles acabaram com a mesma frase: — ... e então eu bati no fundo do poço e acabei aqui. — Aqui era o melhor lugar para reabilitação no país. O único lugar que eu esperava encontrar consolo após a merda que eu tinha feito da minha vida porque tinha chegado ao fundo do poço, e agora eu estava em queda livre rumo ao Inferno. Nas três semanas que vinha aqui, eu não tinha bebido uma bebida. Eu estava trêmulo, com os dedos tremendo apenas com o pensamento de uma garrafa de qualquer tipo de álcool. Depressão era uma coisa dolorosa. Ela fazia todo o seu corpo doer sem uma boa razão. Meu peito constantemente sentia como se houvesse alguém de pé sobre ele. Às vezes, à noite, eu não conseguia dormir com a pura dor de não ter o meu anjo perto. Não havia nada, nem uma maldita coisa que eu pudesse fazer sobre isso. A equipe, os enfermeiros, os psiquiatras, todos disseram que eu estava indo bem. Eu achava que eles estavam cheios de merda. Eu era uma bagunça. Sem o álcool eu era assombrado dia e noite, não só por pesadelos do dia que eu tinha batido no meu padrasto até a morte, mas agora eu tinha mais um tormento para adicionar a todos os outros. O rosto de Lana quando ela me disse que me amava, mas que eu tinha estragado tudo.


Emmie tinha me ligado na noite anterior e perguntou se eu iria voltar para casa na próxima semana, quando os meus 30 dias terminassem. Eu queria muito vê-la. Eu nunca tinha passado tanto tempo longe dela, mas eu sabia que, se eu realmente quisesse passar por isso, eu precisava ficar mais 30 dias... Hoje, eu estava tendo uma sessão com o meu psiquiatra. Foi a primeira vez que eu fui procurar o cara, em vez de ele ter que me procurar. Ele disse que tomar esse passo sozinho era um progresso, mas eu pensei que ele estava delirando. Passei dez minutos apenas olhando pela janela para o lago ao longe antes mesmo de começarmos a conversar sobre o que estava na minha mente, mas ele me deu tempo e espaço. Finalmente, soltei um longo suspiro e passei a mão pelo meu cabelo em frustração. — Eu tinha dezesseis anos quando abri a primeira garrafa. O primeiro gole foi como engolir um bocado de fogo, mas a queimadura foi uma coisa boa. Tirou minha mente do que eu queria esquecer. O segundo gole foi um pouco mais fácil para descer, e no terceiro eu estava fora de mim. O médico, um homem magro, com longos cabelos grisalhos puxados para trás em um rabo de cavalo e olhos que pareciam como se ele tivesse visto de tudo em sua profissão, simplesmente assentiu. — Como você se sentiu depois, quando os efeitos terminaram? — A pior dor de cabeça da minha vida, — eu assegurei a ele. — Minha mãe... — Engoli em seco. Eu raramente falava sobre a minha mãe. Era muito doloroso pensar sobre ela. — Minha mãe achou que eu tinha uma gripe e ficou em casa do trabalho para cuidar de mim. — Você quer falar sobre sua mãe, Drake? — Perguntou o Dr. Kent, tendo visto minha hesitação ao falar da minha mãe. Suspirei e tranquei meus dedos por trás da minha cabeça. — Não de verdade, — eu murmurei. Kent ficou em silêncio por um longo momento, como se estivesse me dando tempo para repensar a minha resposta. Quando ele finalmente falou, ele me


surpreendeu. — Seu irmão voltou para visitá-lo algumas vezes, mas ele nunca fica muito tempo. Por que isso? A dor atravessou meu peito pensando em Shane e sua última visita, apenas um dia antes. Lana tinha ido embora. Ela estava em Nova York agora, a três mil quilômetros de distância. Eu não tinha chegado a dizer-lhe adeus ou que eu a amava. Ela tinha acabado de ir, para começar uma nova vida onde eu não tinha lugar. — Ele só quer ver como eu estou, — disse ao médico, — mas ele sabe que eu vou querer sair se ele ficar muito tempo. — Ontem foi um daqueles dias em que eu quase implorei ao meu irmãozinho para me tirar do inferno que era este lugar. Eu queria pegar um avião e seguir Lana por todo o país! A única coisa que me impediu foi saber que eu não estava no estado de espírito certo para estar com Lana agora. Primeiro, eu tinha que me tornar um homem que fosse merecedor do meu anjo. O homem que eu tinha sido há três semanas, quando eu tinha andado pelas portas da frente deste lugar que era tão privado que não tinha nem mesmo um nome, não merecia Lana. Eu estava trabalhando em direção a ser aquele que merecesse. — Talvez devêssemos sentar e ter uma sessão de grupo. Eu, você e seu irmão. Talvez, a única maneira de resolver o seu passado é enfrentá-lo de frente. Você acha que ele estaria aberto a isso? Olhei para o médico. — Eu não quero colocar Shane nisso. O médico desistiu e eu passei o resto da sessão apenas olhando pela janela novamente... Quando entrei no escritório de Kent, na manhã seguinte, depois que uma enfermeira me informou que eu iria ter uma sessão com o médico mais uma vez, eu não estava satisfeito de encontrar meu irmão sentado no sofá grande na frente da cadeira habitual do médico. — Que porra é essa? — Eu explodi e enfrentei o médico, que estava sentado calmamente atrás de sua mesa. — Eu disse que não queria fazer isso!


— Dray, eu quero estar aqui, — Shane disse, e eu me virei para olhar para ele. Ele parecia pálido, e eu podia ver que suas mãos formavam punhos em seus lados, mas havia determinação em seus olhos azul-acinzentados. — Eu não quero fazer você passar por isso, — eu disse ao meu irmão mais novo, o desejo de protegê-lo ainda dentro em mim. — Você não tem que... Shane já estava balançando a cabeça. — Eu acho que vai ser bom para nós dois, mano. Basta dar uma chance. Eu fiz uma careta para ele por um longo momento. Isso ia contra tudo o que estava dentro de mim, mas eu finalmente me sentei ao lado dele. O médico se levantou e se mudou para a sua cadeira em frente a nós, o iPad na mão. — Eu concordo com você, Shane. Acho que isso vai ser uma coisa boa para ambos. — Emmie também pensa assim, ou eu não estaria aqui, — Shane assegurou ao homem que sorriu para a menção de Em. — Bem, eu tenho certeza que se ela concorda, então não pode dar errado. — Ele digitou alguma coisa no iPad e em seguida, o colocou sobre a mesa entre nós. — Vamos começar simplesmente por falar sobre sua mãe. Mesmo quando todo o meu corpo ficou tenso, eu podia sentir Shane fazendo o mesmo. — Nossa mãe era uma das melhores mulheres que eu já conheci, — Shane começou depois de um minuto cheio de estática. — Eu gosto de lembrar dela como a graça salvadora de tudo o que era ruim no mundo. Doeu ouvir Shane falando sobre a mulher que tinha sido tudo para nós dois. Ela tinha sido uma ótima mãe, trabalhando duro para apoiar meu irmão e eu e ter certeza de que nunca nos faltasse nada. Nosso pai era um cara decente, quando ele estava por perto, - mas logo que ele se casou novamente, e esse casamento havia produzido mais algumas crianças, nós poderíamos muito bem não ter existido contando toda a atenção que ele nos dava. — Como a sua mãe morreu? — Kent perguntou depois que Shane tinha dito tudo sobre a maravilhosa mulher que tinha nos dado tanto na vida.


Eu observei a garganta de Shane trabalhar algumas vezes antes de ele sussurrar a resposta. — Ela se matou... Foi tudo culpa minha. Eu pulei em meus pés, já lutando contra as lágrimas, mas também com raiva. — O quê? — Eu explodi. — Como você pode dizer isso? Não foi culpa sua, Shane. Foi minha. Meu irmão passou a mão sobre os olhos úmidos e se levantou para me encarar. — Não. Você não fez nada de errado. Você salvou Emmie. Você me vingou e a si mesmo. Eu sou o único que disse para a Mãe o que Rusty fez. Eu sou o único que estava junto e não fez nada, enquanto ela pegava a arma do policial e o matou. Eu não a parei quando ela virou a arma contra si mesma! As lágrimas derramavam de ambos os nossos rostos agora, mas eu não me importei. Estava me rasgando por dentro ouvir essas palavras vindas de Shane. Que ele havia se culpado todos esses anos e estava errado em tantos níveis. — Ninguém sabia que ela ia fazer isso, Shane. Ela... só... — Minha voz se quebrou quando Shane começou a soluçar. — Não, Shane. Por favor. — Eu o puxei para os meus braços, segurando o homem que ainda era o garoto preso no passado. — Sinto muito, irmãozinho. Foi tudo culpa minha. Se eu tivesse dito a alguém, então nada disso jamais teria acontecido. — Você estava apenas tentando me proteger, Dray, — Shane conseguiu dizer através de seus soluços, — Como você sempre faz, e eu te amo por isso. — Ele se afastou um pouco para encontrar o meu olhar. — Você tem que parar de culpar a si mesmo, irmão. Deixe tudo ir, cara. Deixe ir.


Dez

Julho

Lana Meu celular estava zumbindo no meu bolso de trás com o tom de mensagem de Jesse que eu tinha atribuído a alguns meses. Era um som irritante que eu tinha pensado que era apropriado porque ele sempre me mandava mensagens com notícias irritantes. Ainda assim, eu o amava e eu sabia que ele me amava também, então pesquei o celular do meu bolso e abri a mensagem. Pego você às 6. Esteja pronta. Eu fiz uma careta. O que ele estava fazendo em Nova York? Eu tinha certeza de que os Asas do Demônio não tinham um show agendado. A banda só fazia pequenas turnês, e eles não tinham uma turnê na costa leste programada até a próxima primavera. Meu cunhado estar em Nova York de repente me assustou e me fez pensar se estava tudo bem em casa. Está tudo bem? Corri para perguntar. Preciso ver você. Esteja pronta. — Merda, — eu murmurei, entrando no meu prédio. Normalmente, eu teria cumprimentado o porteiro, mas eu estava preocupada demais para sequer notálo. O passeio até o décimo segundo andar parecia que levou para sempre, e no momento em que entrei pela porta do apartamento de três quartos, eu estava roendo as unhas até o sabugo.


Joguei minha mochila no sofá e me deixei cair, olhando para a TV, que já estava em algum show de esportes. Parecia que Linc já tinha voltado da academia. — Você está na cozinha? — Eu chamei. — Yeah. Você quer alguma coisa? — A voz profunda do meu companheiro de quarto chamou de volta. — Tem algo mais forte que uma cerveja? Eu preciso de uma bebida. — Ele sabia que eu estava brincando. Eu só tinha conseguido beber uma vez desde que me mudei para Nova York. Aquela noite tinha sido ruim, e eu não queria reviver isso. — Que tal um litro de sorvete e alguns hot fudge4? — Ele apareceu no final do sofá com o sorvete em uma mão e os hot fudge na outra. Um olhar para a minha cara e o homem caiu ao meu lado. — O que está acontecendo? — Meu cunhado vem me pegar às seis. — Jesse Thornton, certo? — Eu assenti. — Então qual é o problema? — É uma visita surpresa. Eu não sei por que ele está aqui, e tudo o que ele disse quando eu perguntei era que ele precisava me ver. — Eu empurrei o meu cabelo longe do meu rosto. — Ele nunca faz coisas como esta, e estou preocupada que algo está errado. Linc estalou o pescoço, fazendo uma careta. Era o que ele sempre fazia quando estava pensando. Depois de passar os últimos sete meses sob o mesmo teto com ele, e meus outros dois companheiros de quarto, eu conhecia todas as suas peculiaridades. — Eu acho que você só vai ter que esperar e ver, — ele disse finalmente. Eu olhei para ele. — Obrigada por essas palavras de sabedoria, baby. — Revirei os olhos para ele e tomei o sorvete. Ele piscou quando se levantou. — A qualquer hora, docinho. A qualquer hora. 4

Bolo de chocolate com calda instantânea.


Eu joguei a tampa nas costas em retirada. Ele saltou e caiu sobre o fim do sofá. — Onde estão Dallas e Harper? Eu imaginei que elas estariam de volta agora. — Ainda fazendo compras. Eu esperava que elas estivessem de volta antes de Jesse chegar aqui. Já era depois das quatro, e eu precisava das minhas melhores amigas aqui para difundir toda a situação de ‘Linc está vivendo no apartamento’. Não era como se ele não soubesse que eu tinha um companheiro de quarto masculino. Eu tinha contado tudo a Layla e Jesse sobre ele. Modelo de fitness, confere. Bom amigo, confere. Gay, duplo confere. Linc era todas essas coisas. Mas, olhando para ele, falando com ele, você nunca iria adivinhar que ele era um dos homens mais gays do planeta. Ele era sexy como o pecado, e, eu honestamente admito que, quando o cara andava por aí com pouca roupa – ok, ás vezes com nada! - eu não era tímida sobre olhar. Nem eram Harper e Dallas. Ainda assim, ia ser difícil convencer Jesse que esse grande, pesado, pecado em duas pernas Linc Spencer era o cara de quem tinha lhe falado. Quando eu conheci Linc, eu não acreditava que ele era gay também. Precisou que ele trouxesse algum cara aleatório de uma boate uma noite para me fazer acreditar. E apenas quando eles começaram a fazer alguns sons censurados no quarto em frente do que eu dividia com Harper. Sim, Jesse ia gostar quando ele aparecesse para me pegar. Às cinco, as minhas colegas de quarto ainda não estavam em casa, e eu corri para ficar pronta. Quando faltava dez para as seis, eu estava pronta e esperando, impaciente para acabar com isso. Eu estava quase tentada a pedir que Linc se escondesse quando Jesse chegasse aqui, mas não queria ferir os sentimentos do meu amigo. Ele era fã dos Asas do Demônio e gostaria de conhecer Jesse. A porta se abrindo me assustou, e eu olhei para ela para encontrar Harper e Dallas entrando no apartamento. Cada uma tinha seus braços carregados com sacolas, e eu percebi que Dallas estava sendo rebelde novamente e estourando o


limite dos cartões de crédito de sua mãe. Seu cabelo estava puxado para trás de seu rosto, expondo a covinha na sua bochecha direita. Ela tinha sido uma das modelos mais bem pagas da Europa a partir dos quinze anos de idade até o último ano, quando ela completou vinte e um. Foi quando seu contrato tinha vindo para a renovação com seu agente e ela se recusou a assinar novamente. Modelagem nunca tinha sido vontade dela. Na verdade, ela odiava cada segundo. Sua mãe tinha sido a única a forçar Dallas para ela assinar o contrato original, tornando-a incapaz de sair dele até que ele expirasse. Quando Dallas havia se recusado a continuar, a mãe dela tinha ficado louca com ela. Desde então, ela se assegurou de que sua mãe não quisesse que ela fizesse a coisa de modelo. Ela tinha tatuado e perfurado seu corpo até que sua mãe quase sofresse um acidente vascular cerebral só de olhar para ela. Eu aplaudi a rebelião de Dallas. Era o corpo dela, afinal. Claro que eu tinha apoiado e fui fazer uma tatuagem com ela no Dia dos Namorados. Minha primeira tatuagem me deixou viciada. Eu já estava pensando no que eu queria fazer a seguir, e desta vez eu queria fazer algo grande nas costas. Comparada a Dallas, Harper parecia uma bibliotecária em sua saia e casaco de caxemira. Seu cabelo cor de caramelo estava puxado para trás em uma trança francesa e os óculos escondiam os olhos cor de lavanda dela. Eu tinha conhecido Harper no meu primeiro dia de NYU, e nós nos tornamos amigas rapidamente. Quando a minha colega de quarto tinha virado uma cadela psicótica em mim na segunda semana de aulas e eu precisava de um lugar para ficar, ela me ofereceu a cama de solteiro no quarto dela. — Ei, você deveria ver o carro lá embaixo, — Harper disse quando ela caiu ao meu lado no sofá. — Limusine em frente a este edifício? Isso parece muito engraçado. Eu fiz uma careta. — Isso é provavelmente de Jesse. Os olhos de Harper cresceram enormes atrás de sua moldura escura. — O que ele está fazendo aqui? Você sabia que ele estava vindo?


Eu balancei minha cabeça. — Não até cerca de duas horas atrás. — Me levantei e passei a mão sobre o meu vestido de verão, um presente de Dallas a última vez que sua mãe a irritou e ela tinha ido à Fifth Avenue brava e com os cartões de sua mãe. Logo que eu terminei de ajeitá-lo, o telefone tocou. Dallas pegou porque ela era a mais próxima. — Sim? — ela perguntou, seu sotaque sulista não deixando nunca de me fazer sorrir. — Oh. Okay. Ele pode vir para cima. — Ela devolveu o telefone ao gancho e sorriu para mim. — Astro do rock no prédio! Linc saiu de seu quarto no fim do corredor. Seu cabelo estava molhado e tudo que ele usava era um par de shorts de basquete e um sorriso. Minha mente ficou em branco por um momento enquanto eu babava sobre a visão daquele abdômen angular rígido. E então lembrei que Jesse estava vindo para cima no elevador e Linc estava correndo seminu. — Coloque uma camisa! — Eu disse, empurrando-o de volta pelo corredor para seu quarto. — E algumas calças. Você está muito despido e eu não quero que meu cunhado fique histérico sobre você andar por aí com o seu lixo balançando livre! Linc riu. — Oh meu Deus, Lana! Relaxe. Eu posso lidar com isso. Eu empurrei-o com força. — Vai, Linc. Por favor. — A campainha tocou e eu pulei. — Por favor, — eu chorei. Ele não conhecia Jesse como eu. Eu não queria meu amigo com um nariz quebrado ou algo sangrando. Harper já estava de pé ao lado da porta. — Espere! — Eu falei para ela, certificando-me se a porta para o quarto de Linc estava fechada atrás dele antes de deixá-la atender a porta. — Tudo bem, vá em frente, — eu disse, alisando meu vestido mais uma vez. Harper riu e abriu a porta. Eu não estava pronta, mas eu duvidava que jamais estivesse. Quando eu vi Jesse em pé na porta meu coração doeu. Eu não o via desde que ele e Layla voaram para Nova York comigo em janeiro. Ele parecia bem,


especialmente em seu terno. Apesar da ansiedade que eu sentia sobre sua reação ao Linc, eu me vi correndo pela sala e jogando meus braços em volta de Jesse. Braços fortes se apertaram em torno de mim quando ele me levantou do chão, em um abraço de urso. Ele riu e me virou uma vez antes de me deixar sobre os meus pés. — É bom ver você, Lana. Eu tive que piscar para impedir que as lágrimas caíssem. — Eu não sei por que você está aqui, mas eu estou tão feliz em vê-lo. Seus olhos escureceram, alterando as cores rapidamente. — Podemos falar disso mais tarde. — Ele levantou os olhos para olhar para Harper e Dallas. Esta era a primeira vez que ele tinha visto as minhas colegas e melhores amigas. — Olá, senhoritas, — ele cumprimentou com um sorriso fácil. — Oh merda. — Dallas se abanou com a mão. — Você é mais quente em pessoa do que eu esperava. Revirei os olhos para ela. — Jess, essa é Dallas Bradshaw e essa é Harper Jones. — Eu apresentei-as. — Gente, vocês sabem quem ele é, então que seja. Harper riu e ofereceu a mão para Jesse. — É bom finalmente conhecê-lo, Jesse. — Você também, Harper. — Ele piscou para Dallas que ainda estava sentada no sofá. — E você é a boca de lixo que eu ouço em segundo plano quando Layla liga. Dallas deu de ombros. — Eu faço o que posso. Jesse olhou ao redor. — E o outro colega de quarto? Linc, certo? Eu mentalmente gemi e rezei para que Linc não saísse. É claro que ele escolheu esse momento para abrir a porta do quarto. Fechei os olhos, esperando a explosão que tinha certeza de entrar em erupção. — Ei, cara. Eu sou Linc. Cautelosamente, eu abri um olho, olhando para Jesse. Seus olhos se estreitaram para o outro homem, mas ele não estava gritando maldições ou


balançando os punhos. Tomei isso como um bom sinal, mas não queria forçar a minha sorte, então eu puxei Jesse em direção à porta. — Eu suponho que você esteja me levando para jantar. Estou morrendo de fome, vamos. Ele ficou em silêncio por todo o caminho até o elevador, suas grandes mãos enfiadas nos bolsos da calça do terno. Havia um motorista parado na porta da limusine, e eu dei-lhe um pequeno sorriso quando ele abriu a porta para mim. Quando nos sentamos no interior, a limusine entrou no tráfego. — Ok, vamos ouvir. — Esse cara é gay? — Ele explodiu. — De jeito nenhum. Ele não pode ser... Eu sorri. — E você sabe... como? — Não faça essa cara para mim, Lana. Sua irmã vai cagar um tijolo quando souber! Eu levantei uma sobrancelha para ele. — Tem certeza de que você está preocupado com a reação de Layla? Ou de alguma outra pessoa? — Lana... — Ele passou a mão sobre a cabeça lisa, me dizendo que ele estava frustrado. — Vamos esperar e conversar quando chegarmos ao restaurante. Por favor? — Só se você me disser que isso não tem algo a ver com Layla ou Lucy? Elas estão bem? — Ambas estão muito bem. E Layla está aqui comigo. Ela vai se juntar a nós mais tarde. Animação passou por mim. Falava com a minha irmã todos os dias, mas um telefonema não compensava estar com Layla. Minha animação foi de curta duração, porque eu sabia que se não era sobre qualquer uma das minhas irmãs, então, só tinha uma outra razão para Jesse estar aqui assim. Eu virei minha cabeça para que ele não pudesse ver a minha expressão e olhei pela janela do lado da limusine para o tráfego da noite de quarta-feira em Nova York.


O restaurante onde a limusine parou em frente era tão popular que havia uma lista de espera de seis meses por reservas. Eu só tinha ouvido falar sobre isso, e eu realmente não tinha qualquer desejo real de experimentar o lugar. Comida cara só me dava indigestão, especialmente quando eu via a conta. Imaginei que teríamos que esperar por uma mesa, mas acho que Emmie tinha feito sua magia e Jesse ficou com uma mesa tranquila na parte de trás. As pessoas realmente pararam de comer quando nós passamos, e eu não pude deixar de me sentir autoconsciente. Quando chegamos à nossa mesa, eu respirei um suspiro de alívio. — Sério? Você tinha que me trazer aqui? Jesse sorriu. — Sim. Eu tinha que trazê-la aqui. — Por quê? Você não poderia ter só me levado ao McDonald e me comprado um cheeseburger? — Isso seria mais a minha cara. Este lugar? Nem tanto! O garçom trouxe o vinho, o que eu não queria. Jesse ignorou o copo em favor de sua água. Eu não me preocupei em olhar para o menu. Estava provavelmente em francês ou outra língua de qualquer maneira. Em vez disso, olhei para o homem sentado do outro lado de mim. — Eu estou ficando impaciente, Jesse. Ele soltou um longo suspiro. — Eu sei. Estou tentando pensar no que dizer. — Eu revirei os olhos e ele riu. — Todos nós sentimos sua falta, sabe. São as pequenas coisas que me fazem pensar em você. — Eu sinto falta de você também, Jess. Jesse jogou seu cardápio de lado e pegou minhas mãos. — Há algo que eu quero falar com você. Eu preciso que você realmente ouça, ok? — Ok. — Tem um novo show que irá começar em setembro. É chamado Roqueiros da América. — Ele rolou os olhos quando eu ri. Sim, está bem. — Axton Cage foi convidado a se sentar no painel de juízes, mas um dos outros dois juízes desistiu,


e Ax disse que queria alguém dos Asas do Demônio ou ele sairia fora também. O canal concordou. Franzi a testa. — Então você vai estar mais em Nova York? — Sorri. — Isso é ótimo, Jesse! — Eu iria começar a ver ele e minhas irmãs muitas vezes. Ele estava balançando a cabeça. — Nik e eu recusamos, e Emmie estava prestes a dizer ao canal que ninguém iria quando Drake concordou em fazê-lo. Sentei-me ereta na minha cadeira. — O quê? — Tudo irá acontecer aqui em Nova York. Tudo. As eliminatórias, o show, a final. Drake vai estar aqui na próxima semana. Emmie já encontrou um apartamento. Shane virá com ele. Corri a mão trêmula pelo meu cabelo. Eu não tinha falado com Drake desde antes de eu ter me mudado para Nova Iorque. De alguma forma, eu tinha conseguido evitá-lo até que eu saí. Tinha matado algo dentro de mim quando saí incapaz de lhe dizer adeus, mas com o passar das semanas e à medida que eu me acomodei em minha nova vida, as coisas tinham começado a melhorar. Meu coração ainda estava quebrado, mas pelo menos eu tinha varrido os pedaços. Através de Jesse e Layla, e até mesmo Shane, eu tinha ouvido falar que Drake tinha se internado em uma clínica de reabilitação e realmente concluiu o processo. Tinha sido uma grande notícia no mundo do rock por cerca de uma semana. Drake Stevenson sóbrio. Tinha sido um milagre, todos diziam. As pessoas se perguntavam o que tinha acontecido que ele de repente precisava se limpar. Eu conversava com Shane regularmente, e ele sempre pegava a chance de me dizer que o seu irmão estava indo bem. Sempre me dizia quantos dias Drake estava sóbrio, como se fosse um achado, e realmente era. Eu estava orgulhosa dele, mas isso não impedia a dor no meu coração. Isso não me impedia de querer que ele me abraçasse todas as noites. Mas eu tinha desistido que isso fosse acontecer há muito tempo.


Onze

Lana Quando eu tinha chegado à Nova York, parte de mim - uma parte muito grande - tinha esperança de que forçaria Drake a perceber que ele estava apaixonado por mim. Eu tinha ficado na cama por duas semanas seguidas, mentalmente desejando que ele viesse atrás de mim. Todo dia, eu iria procurar na multidão por ele. Qualquer cara com cabelo excessivamente longo e escuro me faria parar, e eu prendia a respiração, apenas para me decepcionar quando eu percebia que não era Drake. Quando eu tinha me mudado para o apartamento com Harper, parei de chorar até dormir. Eu aprendi a viver com a dor, e sem perceber, a dor lentamente ficou mais fácil de lidar. Isso não queria dizer que eu não pensava sobre ele. Não, ele estava na minha cabeça a cada cinco minutos. As pequenas coisas me faziam lembrar dele. Alguns podem pensar que saber sobre Drake através de seu irmão iria apenas alimentar a minha dor, mas isso ajudou. Saber que ele estava bem me deu um pouco de paz, e falar com Shane me deu uma conexão com Drake, a qual eu me segurei com todas as forças. Ele também tinha feito Shane e eu nos aproximarmos. Ele era uma grande parte do meu dia-a-dia, mesmo que eu não o visse a sete meses. Se eu ficasse um dia sem falar com ele, isso me deixava triste. Se eu perdesse uma de suas ligações, ele explodia meu telefone com mensagens até que eu ligasse de volta. Talvez ele estivesse me vigiando para o irmão, mas eu não me importava.


Agora, enquanto eu olhava para o meu telefone em casa depois de ter acabado de jantar com Jesse e minha irmã, eu não pude evitar me perguntar se o irmão mais novo Stevenson estava acordado. Era depois das onze aqui, então isso significava que ainda era cedo, na Califórnia, pouco depois das oito. Mais do que provavelmente ele não tinha saído ainda. Suspirando, eu procurei o nome dele no meu celular e cliquei em enviar. O telefone tocou três vezes antes que ele respondesse. — Você não me contou, — eu disse quando ouvi a voz do outro lado. — Jesse queria dizer a você primeiro, — ele me assegurou, sabendo exatamente do que eu estava falando sem ter que perguntar. — Então... o que você acha? Podemos sair quando eu chegar na cidade. — Por que ele faria isso, Shane? Ele odeia atenção como esta, e agora ele vai se colocar na frente e no centro de um maldito reality show na televisão. — Eu fechei meus olhos, uma dor de cabeça fazendo meus olhos pulsarem. Shane fez uma pausa, como se estivesse pensando sobre o que dizer antes de falar. — Ele tem seus motivos, Lana. Talvez um dia ele vá lhe contar sobre eles. Até então, vamos falar sobre você e eu e o melhor hambúrguer em todo o mundo. Eu conheço esta grande lanchonete, e eu quero levá-la lá. Revirando os olhos, me deitei no sofá. Poderia muito bem ficar confortável. — Quando você chega? — Terça-feira. Drake tem que estar lá para os testes na sexta-feira, e, ele quer ter se instalado até então. Então, vamos sair quinta-feira. Vou buscá-la... a menos que queira vir para o nosso apartamento? — Hum, não. Tudo bem. — Eu não tinha certeza se eu estava pronta para ver Drake cara a cara ainda. — Quinta-feira está bem. Eu vou ficar em casa e esperar ansiosamente por sua chegada, garanhão. Ele riu. — Ótimo. E então sexta-feira você pode me mostrar a melhor pista para correr do Central Park.


— Eu não corro pelo parque. Eu vou para a academia e uso as esteiras. — De jeito nenhum! Eu tenho vergonha de você, Lana! Ok, então vamos encontrá-las juntos. Após os hambúrgueres vamos precisar do exercício... Ah, merda! — O quê? — Eu exigi, espantada quando ouvi a voz de alguém no fundo. Isso foi uma garota? — Shane, sério? Da próxima vez que eu ligar e você tiver com alguma piranha, faça-me um favor e não responda! — Eu não estou com uma piranha, Lana! — Shane me assegurou. — Vou me encontrar com Emmie e Nik para o jantar. Essa era a garçonete. — Claro que era. — Eu ri. — Mentiroso. Eu vou deixar você ir para que você possa... jantar. — Você é uma vadia, por vezes, — ele murmurou. — Sim, eu sei. Vejo você na quinta-feira. — Mal posso esperar. Te amo, querida. — Eu também te amo, Shane. — Com um queixo tremendo, eu bati o botão final e joguei meu telefone de lado.

***

Parecia que quinta-feira demorou a chegar. Meus companheiros de quarto me evitavam porque quando eu estava ansiosa e animada eu tinha mudanças de humor horríveis. Linc continuou dando-me o olhar do mal, não tendo certeza se meu comportamento era por TPM ou se eu estava apenas sendo uma cadela. Eu tinha uma aula na quinta de manhã. Tentar cobrir três meses de material de Biologia em cinco semanas durante as férias de verão não foi muito


divertido, mas eu estava feliz com o desafio. Ainda assim, logo que o meu professor nos liberou, peguei meu celular para ver se eu tinha perdido mensagens de Shane. Pego você à 1. Mal posso esperar para jantar c vc. Um olhar para o relógio no meu celular me disse que eu não iria chegar a tempo ao meu apartamento a menos que pegasse um táxi. Murmurando uma maldição, eu fiz sinal para um e joguei ao motorista um incentivo para me levar para casa o mais rápido que pudesse. Motoristas de táxi de Nova Iorque com pressa faziam um passeio aterrorizante. Eu só cobri os olhos e esperei que o carro finalmente parasse. Pagando minha passagem, peguei minha mochila que continha todos os meus materiais e me virei para o apartamento. O homem alto parado na porta me fez parar. Ele estava ali parado me olhando. Eu não podia ver os olhos azulacinzentados de atrás dos óculos de sol, e seu boné do Boston Red Sox estava para trás, escondendo o cabelo escuro desgrenhado de mim. Ele não tinha mudado nos sete meses desde que eu o tinha visto pela última vez. Com um grito encantado, eu pulei os poucos metros que nos separavam e joguei minhas pernas em torno de sua cintura. — É tão bom ver você, — eu disse, abraçando-o com força. Ele riu, me balançando ao redor e ao redor. Não pareceu importar que estávamos em uma calçada movimentada, ou que as pessoas tinham que parar e andar ao nosso redor. Shane era o tipo de homem que não se preocupava com demonstrações públicas de qualquer espécie. — Eu estava ficando louco no apartamento. Tudo o que eu conseguia pensar era que eu estava indo ver a minha garota favorita no mundo e eu não podia esperar. — Ele me deixou em pé, me olhando da cabeça aos dedos do pé. — Uau! — Ele balançou a cabeça. — Mais bonita do que eu me lembrava. — Seus dedos tocaram meu cabelo, que estava maior agora do que tinha estado a última vez que ele tinha me visto. — Ok, mana. Vamos indo antes de eu começar a ter pensamentos que poderiam me matar.


Bati no braço dele, sabendo que ele estava brincando. — Você quer entrar? — Eu apontei para a minha bolsa no ombro. — Eu quero me livrar dessa coisa antes de irmos perambulando pela cidade. Ele me seguiu para dentro do prédio, e eu parei na mesa do porteiro. Depois de me certificar de que Shane estava na minha lista de convidados aprovados, pegamos o elevador até o meu andar. Eu soube que todo mundo estava em casa antes de eu sequer abrir a porta. Eu podia ouvir Linc e Dallas discutindo, algo que nem me perturbava nestes dias. Olhei para Shane. — Mantenha a mente aberta, ok? — Eu disse a ele, tentando prepará-lo para Linc. Eu tinha aprendido, depois da minha gafe de não acreditar que Linc era gay, que seu tipo é o tipo de menino bonito. E você não conseguia ser mais bonito do que Shane. Ele e seu irmão eram lindos até o limite, de um modo masculino, e Linc ia estar em alerta vermelho. — Claro. — Ele acenou com a cabeça. Abrindo a porta, encontrei meus colegas espalhados por toda a sala de estar assistindo ao canal de moda. Não é à toa que Dallas e Linc estavam discutindo. Dallas conhecia a maioria dos modelos de lá, ela tinha na verdade, sido uma delas, e conhecia todos os seus segredos sujos. Linc, que era amigo de várias dessas modelos, não queria acreditar em Dallas. Harper, parecendo entediada com tudo - a conversa e a televisão - folheava uma cópia do The New Yorker. Três pares de olhos se voltaram com atenção em mim quando eu puxei Shane no apartamento. Eu vi os olhos azuis de Linc acenderem, e estreitei os meus para ele. — Olha quem eu encontrei! Dallas olhou para Shane uma vez mais, em seguida, olhou de novo apenas para conferir as medidas. Olhei para Shane que tinha seus olhos estreitados em Linc, nem mesmo percebendo o interesse nos olhos do modelo. — Você é Linc? — Ele exigiu. — Yep. Esse sou eu. — Linc sorriu, gostando da atenção.


— Bem, aí tem algo que podemos falar mais tarde, — Shane murmurou para mim. — Drake vai cagar um tijolo. Eu endureci. — Isso não é da conta de Drake. — Ah, eu acho que é. — Ele empurrou os óculos de sol no alto da cabeça. — Mas o que seja, mana, podemos falar sobre isso mais tarde. Eu dei-lhe um olhar duro e empurrei-o em direção ao sofá. — Gente, esse é Shane. Shane, estes são os meus companheiros de quarto. Linc, é claro. Dallas, que parece querer te comer vivo... — Atirei-lhe uma piscadela, sabendo que eu ouviria uma bronca depois — ...e esta é a minha melhor amiga, Harper. Harper acenou, mas voltou à leitura. Ela não se intimidou no mínimo pela gostosura de Shane. Minha amiga tinha um grande problema de autoestima. Ela não tinha ideia de que ela era linda e nunca suspeitava quando os caras estavam interessados. Eu atirei em Shane um olhar de advertência e fui trocar de roupas. Dez minutos mais tarde, eu saí do quarto que eu dividia com Harper para encontrar todo mundo rindo na sala de estar. Eu parei, olhando todos eles antes que eles pudessem me notar. Shane tinha a capacidade de deixar qualquer um à vontade. Me surpreendeu que ele tinha escolhido a parte do sofá mais próxima de Harper, quando Dallas estava dando na cara o que queria com os olhos a partir do momento em que o vira. Ele disse algo que eu não ouvi, e Harper soltou uma gargalhada. Foi então que eu vi, o modo como seus olhos dançaram quando ele olhou para ela. Shane tinha sido presenteado com um desafio quando Harper tinha mostrado desinteresse. Ele estava acostumado com o interesse de cada mulher que ele encontrava, e agora ele tinha encontrado uma que realmente não dava a mínima para cair em sua cama. Murmurando uma maldição sob a minha respiração, eu fiz uma nota mental de chutar o traseiro de Shane Stevenson enquanto eu estivesse com ele hoje.


***

O melhor hambúrguer do mundo estava no meu estômago, e eu senti como se tivesse ganhado seis quilos. Eu estava tão cheia ao ponto de dor, e era tudo culpa do Shane. Quando saímos do restaurante, eu gemi, tentando descobrir como fazer esta sensação ir embora. O astro do rock ao meu lado, provavelmente, não estava suportando a mesma dor que eu. Tinha terminado o hambúrguer, e metade do meu, bem como dois pedidos de batatas fritas e alguns anéis de cebola. Com todo o lixo que tinha guardado durante a refeição, que incluía Shane encomendar um enorme hot fudge de creme como sobremesa que eu não tinha sido capaz de sequer olhar, porque eu estava tão cheia, eu não podia evitar, mas me perguntar se ele comia assim normalmente. Emmie provavelmente tentaria manter a gordura saturada no mínimo, mas agora que tinha três mil quilômetros de distância dela, ele estava levando vantagem. Eu teria que manter um olho nisso e avisar Emmie se ele continuasse assim. Peguei com prazer a possibilidade de provocá-lo. — Você parece miserável. — Shane riu quando ele me puxou para perto. Ele se virou para a direita e eu nem sequer questionei quando começamos a andar. Eu precisava do exercício afinal. — Eu estou, mas valeu a pena. Esse foi o melhor hambúrguer que eu já tive. Obrigada. Vou ter que avisar Linc saber sobre esse lugar. — Sobre Linc... — Shane fez uma careta. — Lana ele é realmente gay? Quero dizer, realmente? Eu não podia evitar de achar graça. — Eu não acreditei na hora, mas sim, ele é muito gay. Eu acho que você diria que ele é muito masculino? — Eu dei de ombros. — Eu não tenho certeza do termo correto para ele. — Meu sorriso foi perverso. — Se isso ajuda, você é o tipo dele. Linc ama um homem com um rosto bonito.


Sua grande mão golpeou contra a minha bunda, me fazendo gritar. — Você pequena malvada! Minha risada era profunda. — Só achei que você iria querer saber. — Puxa, obrigado, mas eu vou ter que dizer que é um não definitivo desta vez. — Paramos para esperar pelo semáforo para que pudéssemos atravessar a rua. — Embora, se você pudesse me ajudar com a sua amiga Harper... Eu o empurrei. — De jeito nenhum! Fique longe de Harper. Ela não é seu tipo. — Mana, eu não tenho um tipo, — disse ele com um sorriso. — Esse é o problema. Harper não é o tipo de garota que vem correndo para você. — O sinal acendeu e começamos a atravessar a rua. — Ela é uma boa menina. Não uma daqueles vadias que você e seu irmão estão acostumados. Especialmente o que você está acostumado. — Isso é duro, mana. — Ele agarrou seu coração, um biquinho nos lábios. — Você me magoou. — Oh, por favor. Você amou talvez uma menina em toda a sua vida, e ela vai se casar com o seu melhor amigo. — Não é verdade. — Ele passou o braço em volta da minha cintura novamente, me segurando protetoramente ao seu lado quando andamos contra a multidão à noite. — Eu realmente amo cinco meninas. Emmie, Mia, Lucy, Layla, e você.


Doze

Drake Era para eu estar no estúdio do canal às oito. Eu cheguei lá na hora, com a ajuda do carro e motorista que o canal tinha enviado, mas a fila fora do estúdio me deixou dez minutos atrasado porque ela estava envolta de todo o prédio e dois blocos acima. Fãs, candidatos, e seus amigos e familiares que vieram para apoiar esses aspirantes deixaram lenta a tentativa do motorista de tentar atravessar as massas sem atropelar alguém. No momento em que entrei, os produtores já estavam reclamando, mas eu estava acostumado a essa merda de Emmie depois de tantos anos, então eu deixei de lado e caí em minha cadeira designada ao lado de Axton. Meu amigo estava sugando café escaldante como se fosse nada, enquanto ele olhava com desprezo para o assistente do produtor. Aparentemente, ele havia passado pelo grande e final-obrigado-rompimento com Gabriella Moreitti. A cadeira do lado esquerdo de Axton ainda estava vaga, e eu me perguntava quem era o top terceiro juiz secreto para este estúpido reality show. Nem mesmo Axton sabia quem o canal tinha contratado, e ele tinha assinado contrato para fazer isso desde fevereiro. Alguém trouxe uma enorme caneca de café na frente de mim, e eu assenti em agradecimento sem dar a menina mais que um piscar de olhos. Eu já tinha tomado um pote inteiro de café desde as seis horas da manhã. Foi na hora que eu ouvi Shane falando que iria sair para correr...


Rangendo os dentes, eu empurrei os pensamentos de meu irmão mais novo, e com quem ele poderia estar agora, fora da minha mente quando o produtor finalmente se reuniu e começou a dar ordens aos seus outros membros da equipe para trazer os candidatos. — O que está achando de Nova Iorque? — Axton perguntou enquanto comia um tipo de pastel. Eu dei de ombros. — É Nova York. Axton levantou uma sobrancelha, fazendo sua sobrancelha brilhar com a iluminação em cima. — Você não saiu do apartamento, não é? Cara, você está muito triste desde que parou de beber. Eu bufei. — Obrigado, cara. Eu também te amo. — Eu não quis dizer que eu não te amo, Dray. Só que você está realmente triste. Pegue aquele seu irmão e vamos fazer algo que não deveríamos esta noite. Eu balancei minha cabeça. — Não, eu estou bem. — Havia apenas uma coisa que eu queria fazer, e eu não tinha certeza de como fazer. Eu sabia que sair com Axton e entrar em algo que eu não queria só deixaria tudo muito pior. A porta em que eu tinha entrado há pouco tempo se abriu, e todos, incluindo a mim mesmo nos viramos para ver quem estava chegando atrasado. Eu quase caí da cadeira quando eu reconheci Cole Armadilha de Aço andando como se fosse dono do lugar. Conhecendo o velho roqueiro, ele provavelmente era, ou pelo menos uma parte. Ele e sua banda tinham se aposentado há pelo menos uma década atrás, mas eles permaneceram no negócio através de outros meios. Cole possuía metade de uma gravadora e apoiava vários estúdios de produção. Não admira que o canal tenha mantido segredo sobre Cole ser o terceiro juiz. Iria deixar a audiência no teto quando a surpresa saísse algumas semanas antes do show entrar no ar. Axton balançou a cabeça. — Filho da puta! — Bom dia, garotos, — O roqueiro de cinquenta e poucos anos cumprimentou com sua voz grave. Anos de tabagismo haviam alterado sua voz.


Alguns pensaram que ele tinha câncer na garganta há alguns anos, mas foi só um nódulo em sua corda vocal que tinha sido removido. Ainda assim, ele provavelmente nunca seria capaz de cantar novamente, pelo menos não como já foi um dia. Eu apertei a mão de Cole. — Porra, cara, eu não achei que iria vê-lo aqui, — eu disse a ele. — O dinheiro era muito para recusar. — Cole deu de ombros enquanto se sentava no outro lado de Axton. Com todos nós agora sentados, os produtores nos deram um resumo do que iria acontecer hoje. Um itinerário foi fornecido, e eu fiz uma varredura antes de empurrá-lo para longe. Isso ia ser chato como o inferno! Duas horas depois, eu estava quase dormindo na minha cadeira enquanto passamos por um candidato esperançoso após o outro. Ninguém tinha se destacado. Ninguém havia realmente me chamado a atenção. Até agora, todos estavam tão nervosos que não duravam mais de um minuto antes de eles serem dispensados da sala. Algumas dessas pessoas haviam gasto milhares de dólares em passagens aéreas, quartos de hotel, e incontáveis outras coisas apenas para vir aqui e se dar mal em poucos minutos de pé diante de três juízes. O produtor pediu uma pausa, e eu peguei meu telefone. Ele tinha vibrado três diferentes vezes nos últimos dez minutos. Deslizando o dedo pela tela, eu vi as mensagens de Emmie e Shane esperando por mim. Eu cuidei de Emmie primeiro porque isso era mais importante. Ela iria pirar quando eu contasse quem era o terceiro juiz. Finalmente, eu vi as mensagens de Shane e quase deixei cair o meu telefone quando eu vi a foto anexa que ele me enviou. Eu não sabia se caçaria meu irmão para matá-lo ou agradeceria a ele enquanto olhava para o rosto sorridente de Lana olhando para mim. Seu longo cabelo preto meia-noite estava puxado em um rabo de cavalo e ela estava usando algum tipo apertado de terno de corrida que faziam seus olhos cor de uísque se destacarem.


Fiquei olhando para a imagem até que os produtores começaram a deixar mais candidatos entrar antes de salvá-la no meu telefone. Eu me senti mais acordado agora, e eu estava realmente prestando mais atenção enquanto o dia continuava.

***

Eu fiquei no estúdio do canal até quase dez da noite. A fila lá fora ainda estava crescendo nesse momento. A batida na minha cabeça estava me matando. Todo mundo que estava na fila foi avisada que as eliminatórias recomeçavam às oito da manhã seguinte, e eu não estava surpreso que a maioria deles decidiu acampar. Meu motorista me pegou e me levou de volta para o meu apartamento. Shane tinha me mandado uma mensagem ao longo do dia, e a cada mensagem que passava eu ficava mais ansioso para ouvir de meu irmão. Ele passou o dia com Lana, e quase me senti como se eu também tivesse com a forma que o meu irmão tinha me mandado fotos dela. Quando o carro parou na frente do meu prédio, eu saí e acenei boa noite para o porteiro enquanto me dirigia para os elevadores. — Boa noite, Sr. Stevenson. Seu irmão me pediu para contar que irá levar a jovem para casa já que você estava demorando. Eu parei. — A jovem? O homem de meia idade virou a cabeça. — Sim. Sra. Daniels, creio eu, é o nome dela. O outro Sr. Stevenson a colocou em sua lista de convidados para deixar entrar sem ter de pedir permissão. Eu murmurei uma maldição, mais do que decepcionado que Lana tivesse estado dentro do meu apartamento e eu não tenha chegado a vê-la. Ela tinha estado realmente aqui! Meu peito doía e eu puxei o meu celular quando pisei no


elevador. Ele tocou uma vez antes que a voz distraída de Shane me cumprimentasse. — O quê? — Ele perguntou, uma nota divertida em sua voz. — Ela esteve aqui? — Yup. Estou saindo do apartamento dela agora. Vejo você daqui a pouco. — Merda! — Eu passei a mão pelo meu cabelo. — Eu quero vê-la! Shane suspirou. — Sim, eu sei. Eu fiz o meu melhor, mano. Mas você estava demorando muito. — E amanhã? Você vai vê-la amanhã? — Não, cara. Ela tem planos. Vou continuar tentando. Ok? Eu soltei um longo suspiro. O que mais eu poderia pedir? Eu sabia que ia ser uma batalha difícil trazer Lana de volta na minha vida. Eu tinha fodido tudo, perdido a melhor coisa que tinha acontecido comigo. Mas eu tinha trabalhado duro para chegar a um lugar que eu pudesse ser digno dela... Reabilitação tinha sido um pesadelo. O passado, a culpa tinha sido difícil deixar ir. Mas Emmie, Shane, e o resto dos meus irmãos de banda me ajudaram a passar por isso. Eles tinham sido meu sistema de apoio através desses longos e miseráveis dois meses e, em seguida, mais tarde, quando eu tinha voltado para casa. Shane foi comigo às reuniões do AA, e Emmie estava sempre me oferecendo encorajamento. Eu estava sóbrio há sete meses e 16 dias. Era o suficiente para ganhar de volta a mulher que eu amava? — Yeah. Okay. — O elevador parou no meu andar e eu saí. — Obrigado, Shane... eu realmente aprecio isso, irmão.


Treze

Drake Eliminatórias haviam sido realizadas durante duas sólidas semanas agora, o que significava que eu estava levantando fodidamente cedo e chegando em casa tarde para porra! Até agora, havíamos reduzido os milhares de aspirantes a cerca de uma centena, a maioria deles homens. As poucas mulheres que haviam passado tinham sido excepcionalmente boas e até me fizeram pular fora do meu estado distraído para prestar atenção. Os três de nós tínhamos de concordar antes de um esperançoso poder ir para a próxima rodada, que não ocorreria até setembro. Eu só dei o meu sim se eles realmente me fizeram tomar conhecimento deles. Se não tinham o que era preciso para fazer-me olhar duas vezes para eles, então eles não valiam o meu tempo. Axton era um pouco mais fácil de agradar, mas era Cole que era o verdadeiro durão. Ele esteve no negócio por mais de metade da sua vida, e ele sabia o que realmente procurar em uma estrela de rock. Mais de uma vez ele tinha feito marmanjos em lágrimas, porque ele lhes tinha dito exatamente o que pensava deles e seu talento. Dizer que eu estava cansado de passar todos os momentos livres no estúdio era o eufemismo da década. Eu odiava cada segundo, lamentando por concordar em fazer essa coisa estúpida em primeiro lugar. A única razão que eu tinha feito foi porque tinha me dado a oportunidade de vir para Nova Iorque. Eu tinha uma razão para estar mais perto de Lana e eu tinha aproveitado sem pensar duas


vezes. Claro que eu não sabia que não teria cinco malditos minutos para respirar, muito menos planejar como eu ia ganhar o meu anjo de volta. Hoje, os produtores estavam permitindo alguns fãs como um tipo de público. Eu tinha ignorado cada conjunto deles, porque eles mudaram a cada duas horas ou mais. Tudo que eu queria era passar o dia de hoje e chegar em casa a uma hora decente pela primeira vez. Eu até tinha trazido Shane junto hoje na esperança de fazer os produtores irritados o suficiente para dar um fim aos testes iniciais. No momento, os assistentes do produtor estavam mostrando um outro grupo de fãs. Eu não me preocupei em olhar para eles quando esbocei um par de asas de anjo na borda do meu itinerário. Axton estava navegando na web em seu telefone, olhando para cima com um sorriso quando uma das fãs gritava que ela o amava. — Puta merda! — Ele murmurou ao meu lado. — Como faço para conseguir isso na minha cama? Curioso, eu segui seu olhar. Havia uma loira sentada na fileira de trás. Ela era linda, eu daria isso a ela. Alta, maior do que qualquer das outras fêmeas e até mesmo alguns dos rapazes, ela não estava realmente prestando atenção ao que estava acontecendo ao seu redor. Em vez disso, ela estava brincando com algo em seu telefone. Havia uma cadeira vazia ao seu lado, mas eu realmente não prestei atenção a ela. — Ela é gostosa, — eu concordei. — Cara, sério. Ela é além de gostosa. Eu a quero. Muito. Eu ri pela primeira vez naquele dia, talvez até mesmo pela primeira vez em semanas. — Então diga ao produtor que você quer uma pausa e vai conseguir o seu número. — Hey! — Axton acenou com a mão até que a loira levantou a cabeça. — Ei, você! Qual é o seu nome?


Eu bufei, meu estômago doendo de segurar no meu riso. — Sutil, — eu murmurei. A menina fez uma careta. — Eu? — Ela gritou de volta. — Sim, é claro que você! — Axton gritou. — Qual é o seu nome, gostosura? — Não é da sua maldita conta! Se você não pode vir falar comigo como um ser humano decente faria, então você não precisa saber. — Ela mostrou-lhe o dedo e voltou sua atenção para o telefone. Eu ainda estava rindo quando o próximo esperançoso entrou. Pobre garoto estava nervoso como o inferno e não durou mais do que dois minutos antes de Cole estar agradecendo-lhe por seu tempo. Eu voltei para o meu esboço... Uma porta fechando logo atrás dos fãs chamou a minha atenção e eu olhei para cima, à espera de ver um deles indo a busca de um banheiro. A visão que me cumprimentou me fez sentir como se eu tivesse levado um soco no estômago, o oxigênio deixando meu pulmão rápido. Ela estava aqui! Oh merda, ela estava linda! Lana estava na parte de trás do grupo. O cabelo dela, mais longo do que eu lembrava, estava fluindo livremente por suas esbeltas costas. Ela usava shorts jeans e uma camiseta dos Asas do Demônio que eu tinha dado a ela quando nos encontramos pela primeira vez. Enquanto eu olhava, ela se deixou cair na cadeira ao lado da loira. A outra garota sussurrou algo para ela, atirando a Axton olhares malignos. — A amiga da gostosa parece familiar, — Axton comentou. — Mantenha seus malditos olhos para si mesmo, — Eu mordi para fora, mantendo meus olhos fixos em Lana. — Se você olhar para ela de forma errada eu vou bater em você com tanta força que você vai vomitar as suas bolas. Axton bufou, não intimidado pela minha ameaça, no mínimo. — Calma, homem... Oh, merda. Ela é a Lana!


Ele disse isso alto o suficiente para que a cabeça dela girasse. Olhos uísque trancaram com os meus, e eu estava indefeso de desviar o olhar. Depois de um longo momento, seus lábios se inclinaram um pouco e ela me deu um pequeno sorriso. Não um dos meus sorrisos especiais de anjo, mas eu iria aproveitar o que eu poderia receber. Ela levantou a mão, dando um pequeno aceno. — Se vocês dois terminaram com o foder com os olhos, — comentou Cole do final da mesa. — Eu acho que o próximo perdedor está prestes a entrar.

Lana Devo ter tido um momento de insanidade. Quando Shane me mandou uma mensagem naquela manhã dizendo que o estúdio estava permitindo que os fãs pudessem assistir as audições para o show, eu deveria ter apenas virado e voltado a dormir. Mas o que eu tinha feito? Eu tinha saltado para o chuveiro e ficado pronta em menos de meia hora! De alguma forma, eu tinha convencido Dallas a ir comigo. A minha primeira escolha teria sido Harper, mas ela teve que trabalhar esta manhã. Fotógrafos freelance nunca sabiam quando eles iriam receber uma chamada, e agora Harper era muito popular com algumas das revistas mais respeitáveis. Ainda assim, eu estava feliz que Dallas tinha conseguido um tempo de pausa em irritar sua mãe para vir comigo. Esperámos em uma longa fila com outros fãs para entrar. Eles estavam levando todos em grupos de 25-30 de cada vez para intervalos de tempo de duas horas. Dallas e eu estávamos muito longe da entrada na fila, mas eu mandei uma mensagem para Shane e ele tinha enviado alguém para nos levar com o próximo grupo. Eu estava nervosa. Minhas mãos estavam suadas e meu coração estava acelerado. Eu não tinha certeza se eu estava pronta para ver Drake novamente


depois de tantos meses. Vendo um banheiro enquanto nós seguimos os outros em direção à sala de audição, eu entrei dentro. — Lana! — Dallas choramingou. — Você vai, — eu disse a ela. — Eu só... preciso de um minuto. — Tudo bem. — Ela suspirou e continuou andando. Levei um tempo para colocar os meus nervos sob controle. Eu estava na frente da pia, olhando-me no espelho. Aja legal. Aja como se você não estivesse morrendo por dentro sem ele. Ele ainda é o mesmo Drake. Você pode fazer isso. A conversa estimulante mental que eu me dei me acalmou na maior parte. Quando Dallas me enviou uma mensagem aborrecida, eu sabia que não podia esconder por mais tempo. Entrei na sala de audição, mantendo meus olhos baixos para que eu não olhasse para Drake antes que estivesse pronta. Ele sempre teve esse jeito de me fazer perder a cabeça com apenas um olhar, e eu precisava de um pouco mais de tempo de preparação antes que isso acontecesse. Quando caí ao lado de Dallas na última fila, ela estava chateada. — Será que todos os astros do rock pensam que podem estalar os dedos e qualquer pessoa com uma vagina vai despir sua calcinha para eles? — ela perguntou. Eu pisquei, surpresa com a pergunta e o fogo em seus olhos azuis. — Hum... Yeah. Você conheceu Shane. Essa é a forma como funciona em seu mundo. — Eu sabia isso melhor que a maioria. Vegas ainda me assombrava. — Pervertidos, — ela murmurou. — O que eu perdi? — Eu perguntei meio com medo de sua resposta. Se Drake tinha tentado alguma coisa com Dallas eu não sabia se poderia sentar lá sem ter um colapso emocional. Ela era minha amiga, mas eu tinha certeza que iria acabar fazendo algum dano físico ao seu rosto bonito! — Axton Cage é um idiota, — ela informou-me, como se eu já não soubesse disso.


Eu tinha passado um tempo com o ‘deus do rock’ mais de uma vez. Ele não era o cara mais legal, mas ele não foi o pior que eu já conheci também. Ele era legal, desde que ele não estivesse bebendo ou babando em cima de Gabriella Moreitti. Mas os dois tinham se separado há seis meses, definitivamente desta vez, ou assim todos os tabloides tinham relatado. Gabriella não era um tema que nós felizmente falávamos em minha família. Emmie e Gabriella tinham uma guerra acontecendo entre elas, e isso significava que Layla era anti-Gabriella também. Que por sua vez, porque eu era leal a minha irmã, significava que eu era definitivamente anti-Gabriella! — Oh merda! Ela é a Lana! — Exclamou Axton. O som do meu nome fez minha cabeça virar ao redor, e eu fui pega no olhar azul-cinza de Drake Stevenson. Meu coração literalmente pulou uma batida. Ele era minha alma gêmea. Eu sempre soube disso, e minha alma tinha estado sem seu companheiro por muito tempo. Minha pele se sentia como se estivesse indo abrir ao meio pelas emoções passando por mim. Drake parecia bom. Oh, foda-se. Ele parecia incrível. Ele tinha perdido um pouco de peso e havia algumas novas linhas ao redor dos olhos e da boca. Seu cabelo estava alguns centímetros mais longo, e eu pensei que vi um pouco de cinza nos cantos, mas para mim ele nunca tinha parecido melhor. Meu estômago se apertou e abaixo um calor líquido se juntou. Meus mamilos endureceram e eu mentalmente me repreendi por não ser capaz de controlar a minha reação física à vista do roqueiro sexy. Ninguém nunca tinha me afetado assim exceto Drake. Quando analisei tudo dele, eu percebi que o queria de volta na minha vida. Em que condições, não estava claro ainda. Eu não sabia se poderia ser sua amiga sem me apaixonar ainda mais por ele, mas eu não tinha certeza se eu queria mais dele. Só sabia que eu não poderia continuar sem ele na minha vida. Um pequeno sorriso inclinou meus lábios quando cheguei a essa conclusão, e eu levantei a minha mão para acenar. Eu pensei que vi alívio em seu rosto, e ele começou a sorrir de volta, mas depois ele virou a cabeça, franzindo a testa para algo que o homem no final da mesa de júri tinha dito...


Foi quando eu o vi. Cole Steel. Isso foi provavelmente o maior choque da minha vida. De jeito nenhum! Olhei para Dallas, mas ela não parecia de todo agitada sobre a presença do velho roqueiro. Talvez fosse porque ela não ficava facilmente impressionada com superstars. Talvez fosse porque ela ainda estava chateada com Axton. Ou talvez fosse porque ela não sabia os segredos do saco de sujeira como eu! De alguma forma, eu contive o meu choque. Ok, eu estava além de chocada, mas ninguém precisava saber disso. Eles não tinham que saber nada. Se eu mantivesse a calma, então tudo ficaria bem. Cole não saberia quem eu era, nem sequer adivinharia a verdade. Havia apenas uma característica que nós compartilhávamos, e isso não era um grande detalhe para notar. — Você vai quebrar o seu telefone se não relaxar o aperto, — Dallas me disse depois de alguns minutos. — É tão ruim vê-lo depois de tanto tempo? — Sim, — eu sussurrei, e então balancei a cabeça para limpar a neblina de ódio. — Não, — eu me corrigi, sabendo que ela estava se referindo a Drake e não Cole. — Não. Na verdade, é bom vê-lo. Eu senti falta dele. Um barulho repentino me assustou, e eu pulei, não sabendo o que esperar. Drake tinha Cole pressionado contra a parede segurando-o pela garganta, e assustou o inferno fora de mim. Ele estava dizendo algo para o roqueiro mais velho, mas era muito baixo para eu perceber. O rosto dele estava roxo de tão louco, e havia uma veia pulando para fora em seu pescoço. Em torno de mim, os outros fãs estavam se tornando turbulentos. Axton ainda estava sentado à mesa de júri, parecendo relutante em parar o seu amigo. O produtor e dois seguranças apareceram, tentando puxar Drake fora de Cole, que estava arranhando as mãos de Drake enquanto engasgava por ar que ele não ia conseguir. Eu empurrei passando Dallas, batendo outra mulher no chão enquanto eu corria para a luta. Se você poderia até chamá-la assim! Parecia mais Drake dominando algum velhote pela forma como Cole Steel parecia agora, ainda pressionado contra a parede.


— Drake! — eu gritei o nome dele enquanto corria em direção a ele. Ele pareceu estremecer ao ouvir o som da minha voz, mas ainda não soltou o aperto. Olhei ao redor, frenética. — Shane! — eu gritei. — Shane! — Onde ele estava? Antes que eu pudesse chegar a Drake fortes braços apareceram em volta da minha cintura. — Não. Deixe-me ir! — Eu chutei atrás de mim, conectando com as canelas de alguém. — Droga, Lana! — Axton bufou. — Fica quieta! — Me solta, Ax. Ele vai matá-lo. — Eu nunca tinha visto tanta raiva proveniente de Drake antes. — Me SOLTE! — Drake! — A voz de Shane cresceu ao redor da sala, e eu olhei ao redor, aliviada ao encontrar o irmão mais novo Stevenson. Ele chegou a seu irmão e passou os braços ao redor de seu pescoço em uma manobra para ele soltar. — Deixe-o ir, mano. Drake lutou enquanto seu irmão o puxou para trás. — Maldito! — ele gritou. — Você nunca fale sobre ela daquele jeito de novo ou eu vou acabar com você! Cole colocou as mãos em sua garganta machucada, tossindo enquanto ele inspirava oxigênio. Shane ainda estava puxando Drake para trás, fazendo-o mais longe do velho quanto possível, enquanto seu irmão lutava para voltar. — Um pouco de ajuda aqui, Ax! — Shane murmurou, sem fôlego. Eu ainda estava tentando me livrar do aperto de Axton em mim. Ele parecia mais ansioso para Drake terminar o que tinha começado do que mantê-lo longe. — Claro. Assim que esta pequena louca pare de me arranhar, eu estarei aí! Abaixei-me e peguei Axton desprevenido quando mordi seu antebraço. Ele me soltou com uma série de palavrões, e eu tropecei alguns passos antes de me corrigir. Então, eu estava fazendo o que eu tinha a intenção de fazer em primeiro lugar. Eu me joguei contra Drake. Ele ficou completamente imóvel nos braços do irmão. Houve apenas uma pequena hesitação e, em seguida, ele estava me envolvendo em seus braços. Senti


seu nariz roçar contra meu pescoço enquanto ele inalou profundamente. O grande corpo de Drake estremeceu, e enfiei meus dedos em seu cabelo, segurando-o no lugar, enquanto a raiva desapareceu. Shane soltou seu irmão. — Por que não ia deixá-la ir, em primeiro lugar? — Shane perguntou, olhando para Axton. — Ela poderia ter tido toda essa coisa maldita cuidada em cinco segundos. Axton encolheu os ombros. — Talvez eu não queria que ela parasse com isso. O filho da puta merecia. — Calmamente, como se nada tivesse acontecido, ele caiu em sua cadeira mais uma vez e pegou seu telefone. Atrás de mim, os produtores e os funcionários estavam enlouquecendo. Alguém ficava perguntando a Cole se ele estava bem. O grupo de fãs foi levado para fora e alguém estava querendo saber o que estava acontecendo. Eu estava apenas meio-ciente de tudo isso acontecendo, muito perdida na alegria de estar nos braços de Drake pela primeira vez em uma eternidade. — Dê-me uma boa razão para que eu não deveria tê-lo jogado na cadeia? — Alguém perguntou, parando atrás de Drake. Ergui a cabeça para encontrar um homem de cinquenta e poucos anos, com uma calvície e uma grande barriga olhando para as costas de Drake. — Você acha que só porque você é um astro do rock você pode agir da maneira que quiser e ficar por isso mesmo? — Você acha que o babaca pode falar sobre a família dele assim e ele iria deixar passar? — Axton comentou de sua cadeira. — Nah, cara. Steel estava pedindo por isso e ele sabia. Se ele quer ser uma menininha sobre isso, então não precisa estar no mesmo palco que eu e Stevenson. Eu levantei uma sobrancelha para o homem de barriga grande. — Você tinha que saber onde você estava se metendo quando decidiu fazer um reality show com roqueiros. Eles não são exatamente sol e margaridas. As coisas vão ficar tensas por aqui. Mas isso é o que você queria, certo? Emoção traz ibope.


— Quem diabos é você? — O homem exigiu. — Você parece ter causado tudo isso! Drake finalmente levantou a cabeça, virando um olhar tão frio sobre o homem que ele realmente deu um passo atrás. — Ela não é da sua maldita conta, — disse Drake. — Você entendeu? Em vez de responder, o velho virou-se para verificar Cole. — Você é capaz de continuar? Ele ainda estava tossindo um pouco, mas havia um sorriso em seu rosto. — Faz-me lembrar os bons e velhos dias. — Cole riu. — Sim, cara. Eu estou bem. — Seu olhar foi para Drake, e ele ergueu as mãos. — Paz. Lição aprendida e toda essa merda. — Então, vamos voltar ao trabalho! — Barrigudo bateu palmas. — Limpem este lugar e tragam um outro grupo de fãs para dentro. — Ele olhou para mim. — Você vai ficar? Eu dei de ombros. — Por um tempo. — Eu não estava prestes a decolar ainda. — E a minha amiga vai ficar também. — Olhei acima para a porta onde Dallas ainda estava de pé, depois de ter evadido os guardas que haviam escoltado os outros para fora. Ela parecia entediada e ainda estava lendo mensagens de texto em seu celular como se nada tivesse acontecido. — Entreguem-nas algumas credenciais, — Barrigudo disse a um assistente que correu para fazer o seu lance. — Bem, isso foi divertido. — Shane suspirou quando ele endireitou a cadeira virada que seu irmão tinha deixado para trás quando ele se lançou para Cole. — Hey, Dray. Você viu a forma como Ax estava segurando Lana? Quer quebrar seu dedo? — Whoa, mano! — Axton ergueu as mãos. — Você não vê meu braço? Acho que preciso de uma vacina de raiva!


Senti Drake tenso no início, e então ele enterrou o rosto no meu cabelo novamente, seus ombros tremendo enquanto tentava conter o riso. — Você o mordeu? Um sorriso brincou em meus lábios. — Yeah. Com força também. Braços fortes se apertaram ao redor da minha cintura. — Bom trabalho, — ele murmurou, roçando os lábios quentes sobre a pele sensível abaixo da minha orelha, e eu não pude conter meu arrepio. Surpreendeu-me que ele me beijou, e eu não tinha certeza de como me sentia sobre isso... Claro, meu coração estava batendo como um louco, e meu corpo estava doendo por ele, mas eu não sabia se estava pronta, se eu jamais estaria pronta para Drake. Com relutância, eu recuei. — Você está bem agora? — Eu não estive bem durante sete meses, — disse ele, os olhos azulacinzentados intensos no meu rosto. — Mas sim, eu estou bem agora. Engoli em seco e dei mais um passo para trás, precisando de espaço adicional entre nós. Um olhar atrás de mim me mostrou que Dallas estava ficando entediada com seu telefone. Ela estava me olhando, e eu acenei. — Dallas, venha conhecer Drake, — eu disse a ela, e ela deu-lhe um de seus sorrisos assassinos. Ele apertou a mão dela, quando ela chegou até nós. — Olá, Dallas. — Dallas é uma das minhas colegas de quarto e a boca suja da minha vida. — Sorri quando Dallas me mostrou o dedo. — Vê? — Hey, Lana! — Axton chamou de seu assento. — Apresente-nos. Eu atirei-lhe um olhar azedo. — Ouvi dizer que você já se apresentou, Ax. Faça um favor e coloque algum esforço nisso, idiota. Suas sobrancelhas subiram para isso. — Esforço? O que é este ‘esforço’ de que você fala?


Catorze

Drake No instante em que as palavras saíram de sua boca eu vi vermelho. Raiva nem sequer começava a explicar o que estava sentindo quando o velho roqueiro insinuou que Lana era parte do clube Vaga-bun-das, que eram groupies típicas. Minha visão tornou-se um túnel, tudo que eu vi foi aquele filho da puta, e fui para matá-lo. Dando um salto tão rápido que minha cadeira caiu, eu não percebi que Axton abaixou para fora do caminho, então eu tive um melhor acesso. Agarrei sua garganta e empurrei até a parede me parar. A cabeça de Cole fez um som alto quando rachou contra a parede de pedra. — Não fale sobre ela assim, porra! — Eu rosnei. — Ela é minha! — Ele arquejou quando apertei meu agarre em torno de seu pescoço. — Não diga uma palavra sobre ela. Nem sequer olhe para ela! Alguém tentou me puxar para trás, mas eu continuei. — Lana merece respeito e ela vai tê-lo. — Drake! — Eu acalmei quando ouvi o meu nome da única fonte que importava, mas isso não limpou completamente o vermelho dos meus olhos. — Shane! — ela gritou. — Shane! — Eu mal ouvi atrás de mim.


Braços fortes apareceram em volta do meu braço esquerdo e no pescoço. Lutei quando meu irmão me afastou de Cole Steel. — Que diabos você está fazendo, Drake? — Ele murmurou em meu ouvido enquanto continuava me puxando para trás. — Deixe-o ir, mano. Lutei mais. — Maldito! Você nunca mais fale sobre ela daquele jeito de novo ou eu vou acabar com você! — Um pouco de ajuda aqui, Axton. Ouvi o outro homem dizer alguma coisa e, em seguida, gritar como se estivesse com dor. A próxima coisa que eu sabia tudo estava certo no mundo, pelo menos no meu mundo, quando os braços suaves vieram em volta de mim. Surpreendeu-me tanto que eu não acreditei no que estava acontecendo em primeiro lugar. Então eu percebi que não me importava se estava realmente acontecendo ou não, só que eu a podia sentir. Puxei-a para mais perto e enterrei meu rosto em seu cabelo. Doce Jesus! Ela cheirava tão bem. Assim como eu me lembrava, os aromas sutis de seu shampoo e loção. Sua pele era quente e macia debaixo do meu nariz enquanto eu deslizava para trás e para frente. Estremeci, não tendo certeza se eu poderia sobreviver se descobrisse que isso era tudo da minha cabeça. Eu tinha sonhado segurá-la em meus braços, tinha fantasiado sobre o que eu faria se eu alguma vez fosse agraciado com a chance. Ouvi vozes, ruído de fundo, mas nada registrou. Eu bloqueei tudo e foquei na única coisa que importava. Lana se encaixava tão perfeitamente contra mim. A maneira como os seios cheios pressionaram contra o meu peito, mulher delicada contra duro masculino. Seu peito vibrou ligeiramente quando ela disse algo, e eu virei minha cabeça para encontrar o mandachuva da rede de TV atrás de mim com uma careta no rosto. — Quem diabos é você? — O homem exigiu. — Você parece ter causado tudo isso! — Ela não é da sua maldita conta, — eu rosnei para ele. — Você entendeu?


As coisas ao nosso redor foram se acalmando, e eu a puxei de volta para os meus braços, não me importando com mais nada. Cole riu do incidente, desculpando-se. Eu podia ver a forma como seus olhos ainda estavam apertados. Eu o ignorei e tudo mais, enterrando meu rosto no cabelo de Lana novamente. Eu gostaria de poder engarrafar seu cheiro doce e carregá-lo comigo em todos os lugares. Era tentador demais para resistir, e eu não era forte o suficiente para sequer tentar. Meus lábios roçaram seu pescoço, logo abaixo da orelha, e eu senti-a tremer. Meu pau estava duro, e eu já estava pensando em alguma desculpa viável para nos tirar de lá e voltar para o meu apartamento... No próximo momento, ela estava se afastando. Vi a indecisão em seus olhos cor de uísque e percebi que eu tinha um monte de trabalho a fazer antes que ela estivesse realmente de volta em meus braços. Eu estava pronto para o desafio. Ela valia a pena. Ela me apresentou a uma de suas colegas de quarto, a menina que Axton havia visto no início. Dallas era linda, com essa covinha na bochecha direita que aparecia quando ela sorria. Seu corpo era longo e delgado, e em uma inspeção mais próxima, com tatuagens! Sua camiseta escondia a maior parte da tinta, mas algumas apareciam de vez em quando. Shane se aproximou e passou o braço em volta dos ombros de Lana. — Dallas acabou de sair do negócio de modelo, — ele me informou. — Ela acha que só porque ela é toda fodona com tatuagens ninguém estaria interessado nela para empregos. Eu tentei não deixar meu irmão tocando a minha garota me incomodar quando voltei minha atenção para a loira. — Tenho certeza que Emmie poderia encontrar alguma coisa, se ela estiver realmente interessada. Dallas torceu o nariz. — Não, obrigada. Eu prefiro cortar os pulsos a voltar a ser modelo. Isso só faria a minha mãe feliz, e eu tento não lhe dar essa satisfação. Lana sorriu. — Mas apenas pense, Dallas. E se você fizesse algum incondicional vídeo de rock? Sua mãe iria surtar! — Seus olhos brilhavam. — Oh!


Oh! Eu sei! Vou ligar para Emmie e ver se ela sabe quem precisa de uma garota para seu vídeo! Você pode estar na cama de algum roqueiro em nada além de um sorriso! Sua mãe vai ter um derrame! — Não chame Emmie! — Axton chamou de seu assento onde ele ainda estava em seu telefone. — Eu vou contratá-la para o novo vídeo do OtherWorld’s. Dallas parecia interessada até Axton oferecer o trabalho. — Hum, não. — Ela revirou os olhos, em seguida, olhou para o relógio. — Lana, eu tenho que ir. Você vem? — Ela olhou de Lana para mim, em seguida, de volta para Lana. — Ou...? Lana suspirou. — Sim, eu vou. Tenho prática as três. Meu coração voltou a liderar. Eu não queria que ela fosse. Ainda não. Nem nunca, caramba! Ela já estava se despedindo de Shane. Eu sabia que eu tinha que voltar ao trabalho. Nós estávamos segurando as eliminatórias, mas eu não dava à mínima. Eu queria mais tempo com meu anjo. Recuando de Shane, ela me deu um pequeno sorriso. — Foi muito bom vê-lo, Drake, — ela murmurou. Puxei-a em meus braços, segurando firme por um momento antes de soltá-la com relutância. — Podemos ir jantar? Ela mordeu o lábio e pareceu pensar nisso antes de assentir. — Quando? — Hoje à noite? — Lana assentiu novamente e senti um pouco do peso no meu peito relaxar. — Eu vou buscá-la às sete. Ela hesitou. — Hum... Eu te encontro lá. Me mande o endereço do lugar. — Ela não me deu tempo para protestar enquanto pegava Dallas pelo cotovelo e puxou-a para a porta. Eu assisti-a ir, franzindo a testa para sua saída precipitada. — Eu não tenho o seu número... — Ela tinha mudado pouco tempo depois de ter chegado a Nova York. Eu sabia porque eu tinha tentado isso em mais de uma ocasião.


Ela parou na porta e olhou para trás. Com uma careta, ela puxou o telefone do bolso do quadril e mexeu com alguns botões. Segundos depois, meu telefone tocou. — Agora você tem! — Ela gritou de volta.

Lana Eu estava 10 minutos atrasada para a academia. Eu tinha certeza que Linc ia explodir uma junta. Em vez disso, ele apenas olhou para mim e me apressou no aquecimento. Minha mente estava apenas a metade do que eu estava fazendo. Pensamentos de Drake continuavam me assombrando. Eu estava preocupada com o jantar, preocupada com a forma como eu ia lidar com ele enquanto nós compartilhávamos uma refeição. Eu poderia cair de volta para a velha rotina que tínhamos tido? Eu não sabia se podia. Meus sentimentos eram muito crus, meu coração muito frágil. Hoje só me mostrou que eu ainda estava loucamente apaixonada por ele, que não iria demorar muito antes que eu estivesse implorando para ele me amar também... Antes de implorar para ele fazer amor comigo! — O que está errado com você? Pisquei para Linc, assustada com sua veemência. — O quê? O que eu fiz? — Eu não estava prestando atenção. Estávamos dançando por um tempo agora e eu tinha estado no piloto automático. — Tire sua cabeça das nuvens, Lana, — ele repreendeu. — Temos cinco semanas antes da competição e você está dançando como uma marionete com uma perna quebrada! Eu fiz uma careta. — Okay. Okay. Sinto muito. — Eu suspirei. — Estou focada agora. Vamos de novo.


Quando eu tinha chegado primeiro a Nova Iorque, eu tinha começado a dançar para manter minha mente ocupada. Eu tinha começado a tomar algumas aulas de dança jazz e descobri que era boa nisso. Em seguida, há dois meses, minha professora perguntou se eu queria competir já que um dos casais em sua equipe tinha desistido depois de romper. No começo eu não queria, mas depois de falar sobre isso com os meus colegas de quarto, Linc tinha me convencido, prometendo ser meu parceiro. Para um homem grande e musculoso ele podia dançar como um sonho maldito! Ele tomou a competição a sério embora e me fez praticar três a quatro vezes por semana. Havia dias em que eu queria jogá-lo para fora da janela da sala de aula particular que ele reservou para nós na academia onde ele trabalhava. — Desde o início. — Ele apertou um botão no controle remoto para iniciar o trio de canções que nós planejamos dançar e me puxou para seus braços. Sway de Michael Bublé encheu a sala, e eu deixei-me levar pelos movimentos. Eu empurrei todos os pensamentos de Drake da minha mente pelo momento e deixei a música preencher minha alma quando Linc virou e mergulhou comigo. Quando a música terminou, Save The Last Dance For Me começou, e eu estava sorrindo quando o ritmo tornou-se mais otimista. Até o final da próxima hora, eu estava suando e respirando com dificuldade, tendo dançado para caramba. Peguei minhas coisas, soprei a Linc um beijo e corri para casa. Ele ainda tinha algumas horas a percorrer antes de seu turno terminar. Ele era um personal trainer e fazia um bom bocado de seu dinheiro mimando ricas mulheres mais velhas que vinham apenas para cobiçá-lo por meia hora de cada vez. Se eu ia jantar com Drake, precisava planejar o que eu ia usar... e pelo menos tentar obter um bom controle sobre as minhas emoções antes que eu o visse de novo! Passava das seis quando eu terminei de colocar minha maquiagem e olhei para baixo para encontrar o nome de Drake piscando em toda a minha tela


seguido por sua mensagem. Eu ainda tinha o número dele, tinha me torturado por colocá-lo no meu novo telefone quando eu tinha comprado. Algumas vezes ao longo dos últimos meses, eu tinha chegado muito perto de mandar mensagens para ele, mas depois Vegas voltava para me assombrar. Eu tinha perdoado Drake por essa noite quase que imediatamente, mas não era algo que eu alguma vez seria capaz de esquecer... Pegando meu telefone e minha bolsa, corri para fora do banheiro que eu compartilhava com Harper. Ela estava sentada na sala de estar com seu computador em seu colo analisando as fotos que ela tinha tirado mais cedo naquele dia. Ela acenou para mim enquanto me dirigia para a porta da frente. — Esteja segura. Tem seu spray pimenta? Eu levantei minha clutch. — Tenho! — Eu soprei-lhe um beijo enquanto corria para a porta. Quarenta e cinco minutos mais tarde, o meu táxi parou do lado de fora do restaurante onde Drake tinha me mandado uma mensagem para encontrá-lo. Eu estava atrasada e ainda não tinha tido tempo para treinar-me mentalmente sobre como lidar com esta noite. Quando saí do táxi, eu fiz uma careta para o estabelecimento chique. O que havia com os membros dos Asas do Demônio querendo me levar para esses lugares? Eu apertei minha mandíbula. Jesse tinha me levado para um lugar muito parecido com este quando ele tinha estado em Nova York. Eu tinha entendido suas razões. Ele havia estado a pensar mais sobre Layla do que eu, querendo que ela tivesse a experiência de um jantar chique em um dos restaurantes exclusivos de Nova York. Com Drake... Ele sabia que eu não gostava de lugares como este. A comida era sempre muito rica, o custo sempre muito extremo. Ele sabia que eu preferiria ter uma pizza ou um cheeseburger em um lugar de fast food. Era louco, mas eu estava machucada que ele queria jantar comigo aqui. Ele tinha esquecido completamente como eu era?


Quando entrei no restaurante eu descobri que estava mal vestida em comparação com alguns dos clientes. Meu vestido era simples, na cor prata, terminava cerca de meio palmo acima da minha coxa. Não foi barato, mas de maneira nenhuma tinha comparação com os vestidos de algumas das outras mulheres, que também estavam usando milhares de dólares em diamantes. A hostess me ofereceu um sorriso forçado, como se ela soubesse que eu não pertencia àquele lugar. — Posso ajudar? Levantei meu queixo, recusando-me a deixar essa mulher com seu sorriso falso e até mesmo o bronzeado falsificado, me fazer sentir indigna. — Sim. Vou me encontrar com Drake Stevenson. Seus olhos se arregalaram e ela deu um passo adiante. — Ele já está sentado. Por aqui, por favor, senhorita Daniels. Eu pisquei, não esperando que ela soubesse o meu nome. Segui-a através da sala de jantar. Algumas cabeças viraram no meu caminho, mas eu ignorei todos enquanto mantive meus olhos na parte de trás da cabeça da hostess. Eu não queria estar aqui! Drake estava sentado em uma mesa na parte de trás, escondido da maioria dos outros clientes. Ele ficou em pé enquanto eu me aproximava e analisei seu terno. Meu Deus, o homem era devastador em um terno! A forma como ele envolvia todos aqueles músculos maravilhosos... Lembrei-me de fechar a minha boca para que eu não me envergonhasse babando. A anfitriã desculpou-se a poucos metros da mesa de Drake, e eu parei. Como se sentisse minha hesitação, ele se adiantou e me puxou contra ele. — Você está bem? — Ele murmurou contra o meu cabelo. Fechei os olhos, lutando contra as lágrimas irracionais. O astro do rock quente queria jantar comigo em um dos restaurantes mais falados de Manhattan e eu não estava feliz com isso. Talvez eu precisasse ser medicada... mas isso ainda não parou de ferir meu coração. Engolindo em seco, eu levei um momento para colocar minhas emoções sob controle antes de me afastar.


— Eu estou bem, — disse-lhe com um sorriso que não alcançou os olhos. — Não, você não está. Eu te conheço Lana. Alguma coisa está errada. — Aparentemente, você não me conhece tão bem quanto você pensa, — eu murmurei sob a minha respiração quando dei mais um passo para trás e puxei uma cadeira à mesa. Drake caiu de volta em sua cadeira. — Você está com raiva de mim? — ele perguntou. Eu suspirei. — Sim. Eu acho que eu estou. — Não adiantava mentir sobre isso. Eu estava louca e magoada e uma mulher louca emocional. — Mas não é sua culpa. Eu só estou sendo a mesma cadela do costume. Sobrancelhas escuras subiram sobre os olhos azul-acinzentados. — Talvez se você me dissesse por que está com raiva eu possa fazer algo a respeito. Eu não quero começar a nossa noite com uma briga, Anjo. Meu corpo inteiro sentiu uma sacudida. Chupei uma respiração profunda. Eu não tinha percebido o quanto senti falta de ser chamada de Anjo até este instante. Senti-me bem, bem para caralho! — Eu não quero brigar também, — eu assegurei a ele quando finalmente poderia falar sem chorar. — Vamos esquecer tudo e começar de novo. — Isso soa bem para mim... Depois que você me disser o que está errado. — Ele pegou minha mão e agarrou-a. Virando-a, ele traçou os dedos sobre a palma da mão. Oh. Foda-me! Ele precisava parar com isso ou eu não ia ter qualquer determinação esta noite. — Eu... — Você...? — Ele sorriu, como se soubesse o que seu toque estava fazendo para mim. Ah, inferno! O sorriso de Drake acendeu-o de dentro para fora.


— Eu odeio que você me trouxe aqui! — Eu explodi enquanto ainda tinha as células do cérebro para fazê-lo. — Você sabe que eu detesto lugares como este. Quantas vezes nós nos sentamos e rimos das pessoas que vêm para esses lugares? Eu estava ansiosa por uma noite falando com você, só estar com você! Em vez disso, nós estamos aqui e é como uma facada no coração. — Mordi o lábio, olhando para longe. — Eu sou louca, eu sei. E uma enorme cadela. Eu deveria estar feliz que você queria me trazer aqui. Mas eu não estou. Eu estou fodidamente miserável! Drake ficou quieto. Seus dedos pararam seu padrão de rastreamento em minha palma. Lentamente, eu levantei minha cabeça. O olhar em seus olhos fez o meu fôlego parar. Ele estava me comendo com os olhos, e eu não sabia o que fazer! Ele nunca olhou para mim assim... Ok, uma vez. Ele olhou para mim assim uma vez, mas essa não contava... — Eu queria tornar essa noite especial. Mostrar-lhe como você é especial para mim. Eu pensei que trazê-la aqui iria ajudar a fazer isso. É suposto ser um dos restaurantes mais românticos da cidade. — Ele soltou minha mão e puxou a carteira do bolso. Jogando algumas notas grandes em cima da mesa, ele levantou-se e segurando minha mão mais uma vez, me puxou em direção à porta. Eu fiquei sem palavras quando ele abriu a porta e puxou-me para a rua. Minutos depois, estávamos indo em direção a seu apartamento em um táxi. Eu não disse nada, e ele estava ocupado pedindo comida chinesa. Então ele estava falando com Shane. — Eu não me importo para onde você vai. Só não esteja na porra do apartamento quando chegarmos em casa. Um sorriso feliz brincou com meus lábios e eu me sentei para trás. Eu não era mimada. Não, nem um pouco! — Para que é esse sorriso? — Drake murmurou quando ele colocou o telefone de volta no bolso. Eu dei de ombros. — Sinto muito. Eu só estava pensando que eu sou uma cadela mimada. Ele sorriu. — Sim, você realmente é.


Quinze

Drake O que eu estava pensando? Eu queria mostrar a Lana que eu tinha mudado. Que, desta vez, as coisas iam ser diferentes. Eu não queria ser apenas amigo. Eu queria tudo! Um restaurante romântico tinha sido a minha grande ideia para mostrar isso a ela. Eu deveria ter sabido que Lana não iria gostar. Fiquei surpreso por ela não rir na minha cara. Eu sabia que ela odiava esses tipos de lugares. Tudo o que eu tinha feito foi machucá-la. Eu era um idiota. Agora, enquanto nós nos sentamos no chão da sala de estar, a televisão em um filme estúpido que eu tinha certeza que eu tinha assistido com ela antes, eu me senti em paz. Como é que eu vivi sem ela por tanto tempo? Como eu poderia viver sem ela agora? Ela estava rindo de alguma coisa que estava acontecendo no filme, comendo brócolis com carne com seus pauzinhos. Seu cabelo estava caído sobre seus ombros e seu vestido estava erguido até suas coxas, mostrando-me pernas ligeiramente douradas. Ela estava relaxada, curtindo nosso tempo juntos. Era quase como nos velhos tempos... Mas desta vez eu não ia deixá-la escapar por entre meus dedos. Ela me amou uma vez... Ainda o fazia? Eu era muito covarde para perguntar. Soltando meus pauzinhos na minha caixa de macarrão e frango, eu coloquei-a de lado e virei-me para encará-la. — Lana...


— Hmm? — ela murmurou, sem olhar para mim. — Eu senti sua falta, — confessei. Ela empurrou a comida para longe e virou para me enfrentar. — Eu também senti sua falta, Drake. Eu coloquei seu rosto em minhas mãos. — Eu... A reabilitação foi ruim. Eu quase desisti algumas vezes. — Mais do que algumas vezes, mas só havia uma coisa que me permitiu seguir adiante... — Tudo o que eu conseguia pensar era em você. Quando eu quis desistir eu chegava para o meu bloco de desenho e começava a desenhar. Somente quando você estava olhando para mim é que a necessidade de desistir passava. Ela engoliu em seco. — Estou feliz que você continuou. Quando Shane me disse que você se internou, eu fiquei tão orgulhosa de você. Que você ainda está indo forte... — Fica mais difícil. — Porra, se ficava mais difícil! Eu tive noites em que eu literalmente tremi com a necessidade de uma bebida. Aquelas noites pareceram durar dias em vez de horas. Eu tinha aprendido que aquelas eram as noites que eu precisava de uma reunião. Eu precisava falar através da minha vontade. Shane me ajudou indo às reuniões, mostrando o apoio quando eu não sentia que merecia. — Você percorreu um longo caminho, baby. — Ela sorriu. — Estou feliz por você. — Você pode me perdoar, Anjo? — Eu precisava saber. Se ela não poderia, então não havia esperança para o nosso futuro, mas se por algum milagre, ela pudesse... — Você pode me perdoar pelo que eu fiz? Lana se inclinou para frente, com as mãos cobrindo as minhas. — Eu te perdoei há muito tempo, Drake. Talvez mesmo assim que aconteceu. — Seu sorriso era triste. — Eu te amava. Eu teria perdoado qualquer coisa.


Amava? Eu odiava o passado dessa palavra. Eu estava determinado a fazê-la me amar novamente. Foda-se, não tinha sido difícil fazê-la se apaixonar por mim pela primeira vez. Se eu realmente trabalhasse por isso dessa vez... Meus dedos tremiam enquanto eu a puxei para mais perto. Ela veio de bom grado e isso me deu esperança. Lana subiu no meu colo, e eu enterrei meu rosto em seu pescoço. Segurando-a assim foi puro céu, mas o cheiro dela estava me deixando louco. Meus lábios desenvolveram uma vontade própria, e eu beijei uma trilha de abaixo de sua orelha para sua clavícula. Um pequeno gemido escapou dela e apertou seus dedos em meu cabelo. — Drake... O que você está fazendo? — Ela respirou. Eu sorri contra o pulsar na base de sua garganta. — Mostrando o quanto eu senti sua falta, Anjo... Devo parar? — Não... Sim... NÃO! — Ela puxou meu cabelo até que minha cabeça estava inclinada para trás distante o suficiente para os nossos olhos se encontrassem. — Não pare, Drake, — ela sussurrou antes que seus lábios cobrissem os meus. O primeiro gosto de Lana na minha língua explodiu minha mente. Eu não acho que eu já provei nada tão doce. Enfiei minha língua em sua boca, explorando-a ainda mais. Ela suspirou de prazer e sugou minha língua mais fundo. Eu era incapaz de manter minhas mãos paradas. Minha esquerda envolveuse em seu cabelo, segurando a cabeça no ângulo que eu queria. A outra deslizou para baixo em seu braço nu, através de seu quadril, e entre as coxas de seda. Sua pele era tão suave, tão perfeita. Sem realmente perceber que eu estava fazendo isso, meus dedos traçaram a borda de sua calcinha. Ela recuou, quebrando o beijo. — Espere. — Sua respiração estava ofegante. — Eu... Basta esperar. — Ela afastou os cabelos do rosto. — Eu preciso pensar. Meus dedos ainda estavam brincando com a calcinha. — Eu esperei uma vida toda, — eu disse a ela enquanto seu calor escaldou meus dedos. — Mas se


você quiser ir mais devagar eu vou. — Eu não ia apressar isso. Se ela precisava de mais tempo antes de eu fazer amor com ela, então eu daria a ela.

Lana Seu beijo era viciante. Eu provavelmente não deveria ter deixado ele me beijar, em primeiro lugar, mas uma vez que aqueles lábios pecaminosos tocaram os meus, eu me perdi. Quem eu estava enganando, afinal? Eu sabia o que eu queria no momento em que ele me tirou daquele restaurante estúpido. Durante todo o jantar eu continuava a sentir seus olhos em mim e sabia que, mesmo fosse em sua maioria inconscientemente, ele me queria tanto quanto eu o queria. Quando senti seus dedos brincando perto de um lugar onde só tinha sido tocada por um homem, eu fiquei com medo. Não porque eu não tinha certeza se eu estava pronta, ou se isso era o que eu queria, porque se - não, quando! - eu fizesse amor com Drake, ele saberia que eu havia mentido para ele. — Você quer que eu pare? — Ele murmurou, me observando de perto. Eu balancei minha cabeça. — Não... Apenas mais devagar. — Eu engoli meu nervosismo e abaixei a cabeça para a sua de novo. Seus lábios estavam úmidos do nosso primeiro beijo. Eu chupei seu lábio inferior em minha boca, deliciandome com o seu gosto. Sua mão soltou meu cabelo e segurou meu peito. Meus mamilos endureceram a ponto de dor, meus seios inchados. Entre as minhas pernas, seus dedos continuaram a explorar a borda da minha calcinha. Assim quando o dedo médio aventurou por baixo eu decidi que eu iria lidar com as consequências de minha mentira mais tarde. Por agora, eu precisava de Drake demais para me preocupar com qualquer outra coisa.


Mudei, abrindo mais minhas pernas então ele tinha pleno acesso a meu sexo. Ele gemeu quando puxou minha calcinha para o lado e deslizou seus dedos para baixo dos lábios exteriores. Eu estava molhada, quase encharcada com meu desejo líquido por este homem. — Deus! Anjo, o calor quase dói... Eu enterrei meu rosto em seu peito, incapaz de conter meus gritos cheios de prazer quando ele empurrou para baixo no meu clitóris latejante. Meus dedos torceram em sua camisa, segurando forte quando ele me levou mais alto com facilidade. Meu corpo começou a tremer quando o meu clímax correu para cima de mim. — Drake! — Eu chorei quando ele beliscou meu clitóris e puxou. Só quando me aproximei da borda ele parou. Minha cabeça disparou, incapaz de compreender por que ele parou bem quando eu estava prestes a vir. — Por...? — Shhh. — Ele roçou um beijo sobre meus lábios e pegou a barra do meu vestido. — Eu preciso ver você toda. Com dedos trêmulos eu o ajudei. Meu vestido estava jogado sobre o sofá, e eu trabalhei no fecho de meu sutiã enquanto ele puxou minha calcinha pelas minhas coxas. Seus olhos estavam em chamas quando ele me encarou. Dedos trêmulos traçaram toda a minha tatuagem ao longo da minha linha da calcinha. As palavras eram escritas em bela escrita cursiva e lia-se: Me Ame Sem Arrependimentos5. — Tão fodidamente bonita! — Ele rosnou. Mãos fortes agarraram meus quadris, e ele me levantou até que minhas costas bateram nas almofadas do sofá. Drake se moveu até que ele estava de joelhos entre as minhas pernas abertas. Seus olhos pousaram em minha buceta, aparentemente fascinado por ela. Eu ainda estava pendurada na borda, precisando gozar tão mal que eu estava tremendo. Enquanto ele continuava a

5

Do original Love Me Without Regret.


olhar para mim, eu deslizei meus dedos para baixo até que toquei meus lábios encharcados. — Oh, foda-se! — Ele murmurou enquanto me olhava tocar a mim mesma. — Mergulhe-os dentro, Anjo, — ele ordenou em uma voz tão áspera com desejo que era quase demoníaca. Enfiei dois dedos dentro com facilidade, gemendo em como bom se sentia. Eu estava perto, meus músculos internos apertando os meus dedos enquanto me aproximava do fim. Com um grunhido, Drake puxou minha mão e chupou meus dedos em sua boca. Eu assisti em um torpor de desejo como ele chupou minha excitação dos meus dedos. Então sua boca estava no meu clitóris, me fazendo gritar de prazer enquanto ele chupava com força. Joguei minha cabeça para trás contra o sofá, estremecendo enquanto eu tentava segurar. Meus dedos se enredaram em seu cabelo enquanto eu levantei meus quadris e empurrei contra sua língua. Suas mãos seguraram meus seios, agarrando-se enquanto eu me dirigia para o meu orgasmo. — Foda-se! — Ele gemeu, me lambendo mais profundo. — Você tem a mais doce buceta que eu já provei, — ele murmurou. — Venha para mim, Lana. Venha para mim, meu anjo. Eu estava no limite, tão perto e ainda assim incapaz de ir mais longe. Eu queria tanto isso, mas eu precisava de mais. — Por favor, Drake, — eu chorei. — Por favor! — Eu não tinha certeza de que eu estava suplicando-lhe. Se eu soubesse o que era o que eu precisava para me fazer cair sobre a borda, eu estaria fazendo isso agora... Dois dedos empurraram profundamente, me esticando. Dentes afiados morderam meu clitóris inchado, e eu gritei quando quebrei em um milhão de pedaços. Drake levantou a cabeça, e eu encontrei o seu olhar, deixando-o ver a minha expressão enquanto eu continuava a convulsionar em torno de seus dedos enquanto empurrava dentro e fora de mim.


Quando eu fiquei lá, abalada com a força do meu orgasmo, ele subiu no sofá comigo e me puxou para perto. Eu podia sentir sua ereção pulsando contra minha coxa, mas era incapaz de fazer mais do que aconchegar mais profundamente contra ele por um momento. — Descanse, Anjo, — ele sussurrou, beijando minha têmpora. Fechei os olhos, lutando contra um bocejo. Sentia-me tão quente, tão segura. Eu desisti da luta e adormeci...

Drake Assistir Lana dormir era uma das minhas coisas favoritas de fazer. Ela estava dormindo, porque eu tinha dado a ela um orgasmo poderoso, e que me fez sentir tanto presunçoso quanto satisfeito. Analisei tudo, cada centímetro nu de tirar o fôlego dela. Seu tom de pele era um pouco mais escuro do que o meu de seu bronzeado de verão, fazendo um contraste fascinante com minha própria pele mais clara. Seus seios altos subiam com cada pequena inspiração que ela tomava. Seus músculos do estômago pareciam tremer com cada expiração. Eu queria rastrear o mergulho que levava ao seu umbigo, mas não quis acordá-la. Abaixo, a tinta se destacava contra a pele cor de mel. A tatuagem foi feita em letra curvada e as palavras quase me ridicularizavam enquanto eu as lia. Me Ame Sem Arrependimentos Eu fazia. Eu a amava e eu não me arrependia. Eu nunca faria isso! Durante uma hora, eu apenas sentei no sofá assistindo enquanto ela estava pressionada contra mim. Mas, em seguida, minha ereção tornou-se dolorosa, e eu mudei, tentando aliviar um pouco a pressão crescendo em minhas bolas. Meu movimento acordou-a. Olhos cor de uísque abriram-se, e eu me perdi em suas profundezas ricas. Dedos finos seguraram meu queixo, traçando toda a barba.


— Estou sonhando? — Ela murmurou. Eu sorri. — Se você estiver, então eu espero que você nunca mais acorde. Ela mordeu o lábio. — Drake, eu estou nua. — Eu assenti. Sim, ela estava gloriosamente nua, e eu estava festejando meus olhos em cada centímetro de sua nudez. — Mas você ainda tem todas as suas roupas... Algo está errado com essa imagem, baby. Rindo, eu me desloquei até que ela estava debaixo de mim e comecei a desabotoar a camisa. — Então, vamos corrigi-la. — Eu abri metade antes de desistir e rasgar a camisa em vez disso. Botões saíram voando e Lana deu uma risadinha. Eu deixei cair um beijo em seus lábios, amando o som de seu riso como sinos. — Desate o cinto, — ordenei quando me sentei para trás em meus joelhos. Seus dedos deslizaram pelo meu zíper, e eu quase explodi com o toque inocente. Com as mãos trêmulas, ela desabotoou o cinto e, em seguida, o botão de cima na minha calça. Minha ereção era tão dura que empurrou o zíper antes que ela pudesse alcançá-lo. Quando seu olhar caiu no meu pau, eu vi seus olhos escurecerem. — Você gostou? — Eu questionei enquanto seus dedos roçaram a ponta. — É de tirar o fôlego, — ela sussurrou. — Você vai me deixar chupá-lo? Eu gemi quando a pergunta dela fez a minha mente encher-se com todos os tipos de imagens. — Eu quero que você o faça, mas eu acho que não vou durar se você fizer. — Levantei-me e puxei o resto da minha roupa. Estando lá nu diante de Lana, eu me sentia como se fosse a minha primeira vez. Talvez porque esta era a primeira vez com alguém que importava. Ou talvez fosse porque esta era a primeira vez que eu estaria fazendo amor em vez de apenas foder uma garota aleatória. Lana se moveu tão rápido que eu não tive tempo para pensar enquanto suas mãos agarraram meu pau. Eu vi a cabeça em movimento, mas estava muito


confuso para perceber o que ela estava fazendo até sua boca deslizar no meu comprimento. Meus joelhos quase dobraram do puro prazer de sua boca pecaminosamente quente me tomando. Ela engasgou quando a cabeça do meu pau bateu no fundo da sua garganta, mas não parou. Em vez disso, ela me trabalhou até que foi capaz de estabelecer um ritmo para que ela pudesse respirar pelo nariz. — Anjo! — Meus dedos se enredaram em seu cabelo, segurando a cabeça no lugar, quando eu empurrei profundamente em sua boca. Sua boca se estendia em torno de mim, e seus olhos vidrados enquanto ela tentava me levar mais profundo com cada impulso que lhe dava. Ela levantou os olhos, capturando o meu olhar e eu estava perdido. Tê-la me assistindo com aqueles olhos de uísque dela enquanto ela chupava meu pau no fundo de sua garganta foi demais para mim. — Foda-se! Anjo, eu vou gozar. Seus olhos nunca deixaram os meus enquanto a primeira corrente quente bateu no fundo de sua garganta. Ela continuou chupando, levando tudo de mim. Ela engoliu a maior parte, mas algum derramou dos lados da sua boca e escorreu pelo queixo. Eu nunca tinha visto nada tão sexy na porra da minha vida como meu sêmen derramando da boca de Lana assim. Quando a última gota me deixou, me puxei livre e caí de joelhos, incapaz de suportar meu próprio peso um momento mais. Os braços de Lana enrolaram no meu pescoço e eu enterrei meu rosto em seu peito nu enquanto o meu corpo tremia com a força da minha libertação. Quanto tempo nós ficamos assim eu não poderia dizer. O ar condicionado contra a nossa pele nua nos fez tremer, e eu finalmente levantei minha cabeça. Lana empurrou meu cabelo longe do meu rosto. — Eu sempre quis fazer isso, — ela confessou, com um brilho diabólico em seus olhos. Eu a puxei para mais perto. — Anjo, você pode fazer isso quantas vezes quiser, — eu prometi enquanto eu levantava e a levava em meus braços. Os seus


braços permaneceram em volta do meu pescoço enquanto eu a levava para o meu quarto. Meu quarto estava uma bagunça: roupas jogadas em todos os lugares, latas de refrigerante vazias aqui e ali. Minha Fender6 favorita estava encostada na mesa de cabeceira, e havia meia dúzia de palhetas jogadas em cima dela. A cama não estava arrumada. Lana nem sequer piscou com a visão de tudo, acostumada com a maneira que eu tendia a viver. — Eu acho que você não tem uma empregada. — Ela sorriu para mim, enquanto eu joguei ela na cama. Ela saltou duas vezes e gritou quando eu pulei ao lado dela assim que ela desembarcou. — Acho que você está realmente sentindo falta de Layla. Eu bufei. — Eu senti falta de Layla logo que ela se casou com Jesse. A nova governanta que Emmie contratou não pega a roupa suja que a sua irmã faria. — Alcancei as cobertas e atirei-as a esmo em cima da cama e chutei minhas pernas até que estavam bastante retas para cobrir nós dois. Ela deu uma risadinha. — Coitadinho! — Ela não é tão doce como Layla também. A nova governanta era uma mulher de quarenta e poucos anos que passava mais tempo carrancuda do que sorrindo. Tentava evitá-la, porque ela não tinha a melhor das personalidades. Emmie não gostava dela, e eu me perguntei por que ela havia contratado a mulher, mas eu achava que tinha algo a ver com a maneira como ela fez toda a superfície da casa brilhar e como ela mantinha tudo limpo. Ela não vivia na casa de hóspedes como Layla tinha vivido simplesmente porque ela tinha quatro filhos e um marido que não caberiam na casa de um quarto. Lana apertou os pés contra as minhas pernas, e eu me afastei. — Por que seus pés estão sempre tão frios?

6

Marca de instrumentos musicais.


— Não seja um bebê. — Ela se aconchegou mais perto e de repente eu não me importava que ela tinha os pés gelados em mim. Sua cabeça se encaixava muito bem debaixo do meu queixo enquanto ela descansava no meu peito. Cabelo preto meia-noite estava espalhado por cima do meu ombro e travesseiro e eu corri meus dedos através das extremidades, verdadeiramente feliz pelo que parecia ser a primeira vez em toda a minha vida.


Dezesseis

Lana Eu acordei com um homem quente pressionado contra minhas costas. Levei um minuto inteiro antes de eu perceber que não estava sonhando. Então, a noite anterior veio à tona e eu sorri, imersa na realidade. Levantando minha cabeça, vi que era apenas após sete no relógio digital ao lado da cama. Murmurando uma maldição que teria feito Layla me xingar com certeza, eu me desembaracei dos braços de Drake. Ele resmungou algo em seu sono e apertou os braços em volta de mim por um momento antes de aliviar o suficiente para eu escorregar livre. Minhas roupas ainda estavam na sala de estar, e eu não sabia se Shane estava em casa ou não. Então eu peguei a primeira camisa que eu tropecei e cheirei-a para me certificar de que não fedia antes de deslizá-la sobre minha cabeça. Você nunca sabia com Drake às vezes. Sem a minha irmã por perto para fazer a sua roupa, eu duvidava que a camisa que eu estava usando tinha visto o interior de uma máquina de lavar desde que ele tinha se mudado. Ela não tinha cheiro ruim. Se alguma coisa cheirava sexy como o inferno para mim, com o cheiro de seu sabonete e desodorante ainda agarrados ao tecido. A camisa terminava pouco antes do meio da coxa, e saí do quarto em busca de minhas roupas e a possibilidade de café. Meu vestido e roupa interior ainda estavam onde Drake os tinha jogado na noite anterior. Suas roupas espalhadas pelo chão falaram volumes para o que


tinha ocorrido. Eu não pude deixar de sorrir um pouco enquanto deslizei minha calcinha e me dirigi para a cozinha. Ontem à noite tinha sido incrível... Parei no meio do caminho quando notei Shane de pé em nada além de um par de boxers na frente da geladeira aberta. Seu cabelo estava uma bagunça e ele precisava fazer a barba. As tatuagens nas costas e braços nus eram sexy como o inferno, mas eu não senti nada quando o vi pegar uma caixa de leite e tomar. Quando ele terminou, ele colocou o leite de volta e virou-se. Ele olhou a minha camisa emprestada e cabelo amassado com um encolher de ombros casual enquanto limpou a barba de leite com as costas da mão grande. — Bom dia, mana. — Hey... Tem algum café? — Eu não queria que as coisas fossem estranhas. Quantas vezes eu tinha visto Shane assim no passado? Mas nunca antes eu tinha acabado de sair da cama de seu irmão, depois de uma noite de preliminares realmente pesadas. — Claro. Você quer normal ou a receita especial de Jesse? — ele perguntou quando tirou os grãos de café do freezer. — Normal, por favor. — Eu não acho que eu poderia lidar com a receita especial do meu cunhado. Só uma vez que eu tinha cometido o erro de beber seu café, e eu não tinha dormido por dois dias. — É isso aí. — Ele andou fazendo o café, em seguida, nos fez uma tigela de cereal. — Drake já acordou? — Shane perguntou enquanto ele enfiou uma grande colher de flocos de farelo e passas em sua boca. — Eu acho que ele deveria estar no estúdio às nove. — Ele ainda estava dormindo muito profundamente quando eu me arrastei para fora da cama. — Shane levantou uma sobrancelha e eu corei, mas ele não disse nada. — Devo acordá-lo?


Ele sorriu. — Yeah. É melhor ser você a fazer isso. Pode ser mais eficaz do que se eu fizesse isso. Eu empurrei meu cereal meio comido para longe. — Eu tenho que ir de qualquer maneira. Eu tenho que estar na academia às nove e meia, e ainda preciso chegar em casa e me trocar. — Então é melhor você fazer uma rapidinha! — ele me chamou, e eu mostrei-lhe o dedo sem me virar. Meu rosto ainda estava quente quando entrei no quarto de Drake. Meu roqueiro estava espalhado sobre a cama king size. Sua tatuagem estava realmente tremendo de cada vez que ele respirava, enquanto ele agarrou seu travesseiro. Levei apenas um momento para perceber que ele estava no meio de um sonho ruim. Um gemido o deixou e eu caí em cima da cama, balançando o braço quando ele começou a tremer. — Drake. Drake, acorda. — Não! — Ele gritou. — Não... Shane. Não! Eu peguei o lado de seu rosto. — Drake, baby, acorda. É apenas um sonho. Acorde e olhe para mim! Olhos azul-acinzentados se abriram, mas eu poderia dizer que seu pesadelo ainda permanecia enquanto o medo lentamente desaparecia de seus olhos. — Anjo? — ele resmungou. — Sim. Eu estou aqui. — Eu acariciava com minha mão para cima e para baixo suas costas suavemente. Ele estava úmido de suor de seu sonho, mas eu não me importava. Eu sabia sobre as razões para os maus sonhos, e eu só queria confortá-lo até que sua mente aliviasse. Ele se moveu tão rápido que não tive tempo de piscar. Um minuto eu estava na beirada da cama, esfregando suas costas, o seguinte, eu estava debaixo dele. Seus joelhos espalharam minhas coxas abertas, e eu engasguei quando a cabeça do seu pau brincou com a minha buceta.


— Eu preciso de você. — Ele rosnou enquanto sua boca capturou a minha. Todos os pensamentos de qualquer um de nós se atrasando desapareceram no primeiro gosto de sua boca. Uma grande mão enroscou no meu cabelo enquanto a outra explorou meu corpo. Um grito de prazer escapou-me quando ele beliscou e puxou meus mamilos. Eu podia sentir minha buceta inundando com a excitação, mesmo quando a cabeça de seu pau esfregou na minha abertura. Drake estava selvagem em meus braços, fora de controle enquanto ele fazia amor comigo. Eu não tive tempo para pensar quando ele me agrediu com um prazer após o outro. Sua boca deixou a minha para beijar uma trilha escaldante no meu pescoço e na minha clavícula. Essa boca quente e pecaminosa chupou meu mamilo e eu não consegui conter o pequeno grito de prazer-com-dor quando ele me chupou mais duro com cada puxão. — Eu preciso de você, Anjo. — Ele respirou contra meu estômago enquanto sua língua mergulhava em meu umbigo. — Eu preciso de você também! — Eu chorei quando sua língua esfaqueou em minha buceta. — Drake! — Essa buceta é tão doce. — Ele chupou meu clitóris em sua boca, beliscando o feixe de nervos. Eu torci contra sua boca, já com a mente à beira de um orgasmo entorpecente. — Por favor. Drake, por favor! — Eu implorei enquanto sua barba esfregou contra minhas coxas, fazendo que o prazer fosse muito mais intenso. Sua cabeça se levantou e eu podia ver as provas de minha excitação em seu rosto sujo. Aqueles olhos azul-acinzentados estavam tão cheios de paixão que fez a minha respiração parar. — Diga que você me quer, — ele exigiu quando agarrou seu pau na mão. Eu assisti com fascinação completa enquanto acariciava a cabeça do grande e bonito pau no meu clitóris.


Minhas coxas tremiam em antecipação. — Eu quero você, Drake, — eu respirei. — Por favor, eu preciso de você dentro de mim. Eu o vi se posicionar na minha abertura e engoli em seco no quão bonita esta imagem pareceu para mim. Drake com seu longo e grosso pênis pronto para se tornar uma parte de mim. Suas coxas cobertas de pelo pressionando contra as minhas lisas e bronzeadas. — Olhe para mim, — ele ordenou e eu levantei meus olhos até que nossos olhares se encontraram. — Você é minha, Anjo. — Ele fez soar como uma promessa quando ele empurrou com força e profundamente. O grito que me escapou, foi cheio do mais carnal prazer. Tinha passado muito tempo, e eu estava apertada. Seu pau grosso me esticou quase ao ponto de dor, e arqueei os quadris em uma tentativa de aliviar um pouco a pressão. Os olhos de Drake estavam dilatados até que não houvesse azul-cinza, só preto. — Não há melhor sentimento, — ele rosnou. — Drake... — Mudei meus quadris, incitando-o a mover-se. — Por favor. Ele puxou livre, então empurrou profundo e duro. Senti suas bolas saltarem contra a minha bunda e me enrolei em volta dele para segurar enquanto ele dirigia em mim uma e outra vez. Minhas coxas tremiam, queimando com cada impulso poderoso quando ele atingiu esse ponto que sempre me fazia perder a cabeça por ele. — Anjo! — ele gritou, e eu podia senti-lo crescer mais grosso dentro de mim enquanto ele se aproximava do fim. — Leve-me com você! — Eu implorei, e sua mão aliviou entre nós até que seu polegar encontrou meu clitóris. Ele apertou com força e esfregou em pequenos círculos apertados. — AH! — Eu gritei quando meus músculos internos começaram a contrair em torno de seu pênis inchado. — Drake, eu estou vindo! — Sim! Foda-se, sim! — ele gritou pouco antes de suas costas arquearem e ele esvaziar dentro de mim.


A sensação de seu lançamento quente dentro de mim só intensificou meu orgasmo. Eu arranhei suas costas enquanto o meu clímax continuou e continuou, até que eu pensei que ia desmaiar do puro prazer de tudo isso... Drake se deitou em cima de mim, suor cobrindo ambas as nossas peles. Seu rosto estava contra o meu pescoço, seus lábios beijando o ponto sensível logo abaixo da minha orelha. Eu estava gasta e ainda flutuando em uma nuvem de euforia. Eu não queria que esse momento terminasse nunca. Foda-se o mundo porque eu não estava pronta para sair desta cama ou deste homem. Houve um pequeno toque na porta fechada. — Lana? A cabeça de Drake empurrou para cima. — Suma daqui, Shane! — ele rugiu. — Desculpe, mano. — Shane chamou através da porta. — Eu odeio incomodar vocês, mas o telefone de Lana continua tocando. É Layla e ela continua chamando. Pode ser importante. Meu coração gaguejou no meu peito. — Eu estarei lá! Os braços de Drake me apertaram por um momento antes de ele murmurar uma maldição e me soltar. — Volte, — ordenou, puxando as cobertas sobre sua cintura quando eu puxei a camisa que ele tinha me despojado, mesmo sem saber. Em vez de colocar a minha calcinha molhada, peguei um par de boxers de sua cômoda e vesti-os enquanto eu me dirigia para a porta. Quando eu abri a porta do quarto, Shane estava lá, meu telefone na mão. — Desculpe, mana. — Ele fez uma careta. — Está tudo bem. — Eu dei-lhe um pequeno sorriso quando peguei o telefone dele. Um olhar sobre a tela me disse que eu tinha cinco chamadas não atendidas. Com o coração batendo forte, procurei o número da minha irmã e bati conectar. Ele nem sequer terminou de tocar uma vez antes de Layla responder. — Oh, Deus! Você está bem? — Ela perguntou.


Algo na voz de minha irmã me disse que ela estava chateada. — Eu estou bem. O que há de errado? — Eu não sabia! — ela gritou. — Eu não tinha ideia. Se eu tivesse, eu nunca teria deixado Drake aceitar o trabalho. Por favor, acredite nisso. Eu congelei. — Layla... — Eu não podia acreditar quando Jesse me disse que ele era um dos juízes. Eu ainda estou em negação! — Ela continuou como se não tivesse me ouvido. Olhei para a cama e puxei o telefone longe do meu ouvido. — Eu... eu vou levar isso no banheiro. — Eu disse a ele e corri pela porta do banheiro aberta antes que ele pudesse protestar. Quando eu estava sozinha, eu tranquei a porta e liguei a torneira. — Layla, você ainda está aí? — Lana, o que está acontecendo? — Eu... eu estou na casa de Drake, — sussurrei. — Eu não quero falar sobre isso agora, Layla. Houve uma longa pausa do outro lado, e eu pude realmente ouvir as rodas girando em sua cabeça. — Você passou a noite? — Sim. — Eu não ia mentir para ela sobre isso. — Mas eu estou prestes a sair. Eu tenho que encontrar Linc... — Um olhar para o relógio no meu celular me mostrou que eu tinha 40 minutos para chegar onde eu precisava estar antes de ele ficar puto. — Cole é o terceiro juiz, Lana. Você sabia? Eu suspirei. — Yeah. Eu descobri ontem, quando parei para assistir as audições. — Corri meus dedos pelo meu cabelo emaranhado, tentando fazê-lo parecer pelo menos um pouco menos louco de sexo. — Eu o vi. — E você está bem? Você tem certeza? — Layla parecia preocupada agora que ela não estava tão frenética.


— Eu estou bem, Layla. Ele não significa nada para mim. Por que eu iria ficar incomodada por vê-lo? — Ok, então talvez eu tivesse ficado um pouco incomodada ao ver Cole Steel ontem. Isso não quer dizer que eu precisava descarregar na minha irmã com essa merda. — Lana... Jesse sabe. Eu tive que dizer a ele, porque eu meio que me apavorei quando ele me disse na noite passada. Ele está chateado porque eu não disse-lhe tudo. Ele quer voltar para aí e vê-la. Talvez até mesmo socar Cole na garganta. — Eu fechei meus olhos e descansei minha cabeça contra a parede de azulejos. — Sinto muito, Lana. Eu não poderia esconder dele. — Eu entendo. Ele é o seu marido, Layla. Claro que tinha que lhe dizer. — Eu caí sobre o assento do vaso fechado, esfregando na minha cabeça de repente dolorida. — Eu não acho que é uma boa ideia se vocês virem aqui. Drake não sabe e eu não estou pronta para contar-lhe sobre Cole. Jesse é muito cabeça quente... — Eu não sei se eu posso impedi-lo de ir, mas vou ver o que posso fazer, querida. Talvez esperar até que ele esteja menos volátil. Ele está seriamente perturbado, porém, Lana. Jesse te ama. Lágrimas quentes picaram meus olhos, e eu fechei-os para mantê-las de derramar para fora. — Eu o amo muito... Eu tenho que ir, Layla. — Ok, baby. Eu te ligo mais tarde... Diga a Drake que eu disse oi. Eu não tenho certeza se é isso que você precisa agora, mas estou feliz por você, se é isso que você quer. Quando eu abri a porta Drake ainda estava onde eu tinha o deixado. Ele estava franzindo a testa para o teto. — Layla disse oi, — eu disse com um pequeno sorriso. Eu não queria que a conversa que acabara de ter com a minha irmã afetasse a felicidade que eu tinha apenas alguns minutos atrás com o homem sexy ainda deitado na cama. — Está tudo bem? Lucy?


Eu balancei minha cabeça. — Lucy está bem. — Minha irmãzinha estava além de bem estes dias. Jesse e Layla haviam adotado ela, fazendo oficialmente sua filha. Lucy amava Jesse até a morte e tinha até começado a chamá-lo ‘pai’ recentemente. Eu estava feliz por ela. Ela tinha uma coisa que Layla e eu nunca tínhamos tido. Um pai que a amava. — E assim estão Layla e Jesse. Drake levantou uma sobrancelha. — Então por que as chamadas frenéticas? — Ela estava preocupada comigo. — Não era uma mentira. Eu cruzei de volta para a cama e sentei na beirada. — Você vai se atrasar para o trabalho. Ele resmungou. — Quem se importa? Cole está atrasado todas as manhãs. Meu atraso não vai doer nada. — Ele chegou para mim e me puxou em seu peito. — Vamos ficar na cama o dia todo e fazermos amor até que não possamos andar. Eu sorri, amando essa ideia, mas Linc ia me matar sério se eu não aparecesse. — Eu iria, se eu não tivesse que encontrar meu amigo. — Ele franziu a testa e eu corri para explicar por que eu tinha que ir. — Linc... — Todo o seu corpo ficou tenso — ... meu companheiro de quarto muito gay, é o meu parceiro de dança nesta competição de dança jazz que estamos fazendo em pouco mais de um mês. Eu tenho que encontrá-lo na academia para praticar. Drake relaxou. — Tudo bem. — Ele suspirou. — Eu odeio que você vai me deixar mesmo que por apenas algumas horas... Por que você não vem no estúdio mais tarde e podemos almoçar? — Você vai se comportar? — Eu perguntei, apenas metade brincando. A luta de ontem ainda permanecia em minha mente. Isso tinha sido assustador como o inferno. Eu odiava Cole, mas não necessariamente queria vê-lo morto! Ele cruzou seu coração. — Prometo. Eu deixei cair um beijo em seus lábios. — Okay. Eu vou passar por lá. — Relutantemente, eu levantei. Não havia tempo para ir para casa e mudar de roupa. — Posso pegar emprestado alguma roupa?


— Claro, mas vai ser muito grande. Pergunte ao Shane se ele tem alguma coisa. Tenho certeza que ele tem algumas coisas que você vai se encaixar. Eu franzi o nariz com a ideia. De jeito nenhum eu ia usar algo que tinha saído de um dos encontros de uma noite de Shane. — Hum, sim. Não, obrigada. Eu cruzei até a cômoda e tirei um par de calças. Ele estava certo. Seriam muito grandes, mas eu poderia trabalhar com isso. Agarrando uma camisa limpa da próxima gaveta, eu fui para o chuveiro.


Dezessete

Drake Quando a porta se fechou atrás de Lana e eu ouvi a torneira ligar, eu fiz uma careta. Obviamente, ela não queria que eu escutasse o que ela estava dizendo para a irmã. Isso realmente não me incomodava. Eu estava certo de que ela estava apenas tentando explicar por que ela não havia respondido seu telefone pela primeira vez que Layla tinha chamado. Se eu fosse Layla eu ficaria preocupado também. Especialmente quando ela descobriu que sua irmã estava dormindo com o homem que a tinha machucado tanto em dezembro. Fazendo uma careta, eu decidi ligar para Layla e garantir-lhe que eu só queria fazer Lana feliz. Desta vez eu não ia foder tudo! Com isso estabelecido em minha mente, virei-me para outras coisas... como reviver a experiência mais incrível da minha vida. Fazer amor com Lana tinha sido épico. Só de pensar em quão apertada ela tinha sido, quão incrivelmente quente e doce que ela tinha sido enquanto eu tinha empurrado nela uma e outra vez, me fez duro ao ponto de dor... No entanto, mesmo enquanto eu me aquecia lembrando o êxtase, algo continuava me irritando. Lana tinha sido apertada... mas não virgem. Não deveria ter me incomodado. Foda-se, ela tinha todo o direito do mundo para explorar sua sexualidade. Eu tinha desistido do direito de ser o primeiro quando eu tinha lhe ferido em Las Vegas. Só porque eu não tinha o direito de me importar, não quer dizer que eu não fazia!


Eu tinha sonhado ser o primeiro da Lana. De ensinar tudo a ela sobre paixão e amor. Fez meu interior doer com uma dor desconhecida, saber que eu não tinha sido o único a fazer qualquer uma dessas coisas. Murmurando uma maldição, eu soquei a cama de cada lado de mim e olhei para o teto. Isto era apenas mais uma fodida coisa pela qual eu era responsável... Quando Lana saiu do banheiro, parecendo corada e com os olhos vermelhos, como se tivesse chorado, eu empurrei todos os meus pensamentos irracionais para longe. — Layla diz oi, — ela murmurou. Eu estava preocupado que algo estava errado com suas irmãs ou meu irmão de banda, e fiquei aliviado quando ela me garantiu que eles estavam bem. A necessidade dela ir me incomodou, mas sua explicação aliviou um pouco do meu chateamento. Eu estava feliz que ela tinha ido atrás da dança. Eu sabia que tinha sido uma paixão dela quando menina. Quando ela agarrou minha roupa e se dirigiu para o banheiro para tomar banho eu não fiquei na cama por muito tempo. Assobiando para mim, segui e entrei no grande chuveiro com ela. Cinco focos de chuveiro já estavam batendo em seu corpo de todos os ângulos imagináveis. Ela estava de costas para mim e eu passei meus braços ao redor da cintura dela, puxando-a contra a minha ereção já latejando. — Nós não temos tempo para isso, baby, — ela murmurou, mas havia um quase ronronar em sua voz. Ela me queria tão mal como eu a queria, apesar de nossa sessão mais cedo na cama. Eu mordisquei-a logo abaixo da orelha esquerda. — Tomar banho juntos vai economizar tempo, — eu argumentei ao empurrá-la para frente contra a parede de azulejos. De trás, eu separei suas coxas até que meu pau se encaixasse direito. Sua abertura estava encharcada com sua excitação. Inclinando para frente, eu acariciei seu pescoço com o meu nariz. — Não importa o que, nós sempre temos tempo para isso. Seus braços foram em volta do meu pescoço, puxando-me mais perto quando ela virou a cabeça e encontrou os meus lábios. Beijei-a profundamente,


brincando com a língua, enquanto levantei-a apenas o suficiente para a cabeça do meu pau escorregar em suas trevas. Seu grito foi abafado na minha boca enquanto eu empurrava dentro dela até que estava fundo até as bolas. — Lento e fácil ou duro e rápido? — eu perguntei enquanto senti seus músculos começarem a contrair em torno de mim. Apenas um impulso nessa apertada buceta pecaminosamente quente e ela estava pronta para vir para mim. — Rápido, — ela ofegou. — Duro. — Ela apertou sua bunda de volta contra mim, convidando-me a levá-la de qualquer jeito que eu queria. — Por favor, Drake. Seu apelo foi minha ruína, e eu prendi minhas mãos firmemente em torno de seus quadris para mantê-la no lugar quando comecei a empurrar dentro dela com total abandono. Eu empurrei dentro dela apenas uma meia dúzia de vezes antes dela estar gritando o meu nome. Seus músculos convulsionaram ao redor do meu pau enquanto eu afundava. Foi tão bom. Bom pra caralho! — Anjo, — Eu gritei enquanto perdi o pouco do controle que eu tinha em mim mesmo e esvaziei dentro dela...

***

Eu estava 47 minutos atrasado. Cole e Axton já estavam sentados na nossa mesa quando entrei. O produtor me lançou um olhar duro, mas eu ignorei. Eu estava muito feliz, muito contente com o mundo em geral para me preocupar com nada nem ninguém. Cantarolando baixinho para mim, caí ao lado de Axton na mesa de júri. Meu amigo sorriu quando eu agradeci o assistente que estava colocando a caneca de café na frente de mim. — Drake Stevenson sorrindo, cantarolando alegremente. Agradecendo as pessoas... Wow! Eu não acho que já vi qualquer


uma dessas coisas acontecer em todo o tempo que eu te conheço. Será que a bela Lana tem alguma coisa a ver com essa mudança em você, velho amigo? — Ela tem tudo a ver com isso. — Eu não poderia evitar o sorriso bobo que se espalhou pelo meu rosto enquanto puxei o sempre presente itinerário mais perto. — Bom para você, cara. Fico feliz em vê-lo tão feliz. — Ele se virou para Cole. — Acho que ele vai se casar com aquela garota. — A loira pernalta ou a morena gostosa? — Perguntou Cole, soando tanto entediado e interessado ao mesmo tempo. Como diabos isso era possível? No entanto, ele conseguiu. Eu me recusei a deixar sua pergunta pôr um amortecedor sobre o meu bom humor. — A morena. — Eu disse a ele. — E sim, eu vou me casar com ela. Não tão cedo, apesar de tudo. — Lana ainda tinha a faculdade para terminar. O casamento estava alguns anos afastado para nós. Cole assentiu como se compreendesse. — A morena. Ela era dinamite. E essa boca! Ela estava acompanhando o irmão de vocês, cara. Boa escolha. — Olha, cara... — Axton colocou seu telefone para baixo depois de digitar algumas palavras e bater enviar — ... você pode me fazer um grande favor? Eu levantei uma sobrancelha para ele. Axton nunca pedia favores. Ele não precisava. Se ele queria ou precisava de algo ele mesmo cuidava disso ou chamava seu assistente para fazer isso por ele. Às vezes, ele até chamava Emmie se ele precisava de algo grande a ser feito rapidamente. — Eu não sei. Talvez. — Lana disse uma coisa ontem e eu realmente gostei da ideia. Aquela garota Dallas seria ideal para o novo vídeo do OtherWorld’s. Ela é quente, tatuada, quente, mal-humorada... Eu mencionei quente? — Revirei os olhos para ele. — Você pode falar com Lana? Levá-la para trabalhar em sua amiga e convencê-la a fazê-lo? Vou me certificar de que o pagamento é doce.


— Eu vou falar com ela, — prometi. — Mas não tenha muitas esperanças, cara. Lana me contou um pouco sobre ela na noite passada e ela não é exatamente a senhorita Raio de Sol. — Sim, eu percebi isso ontem. — Axton sorriu. — Jesus Cristo! Ela é gostosa. Cole bufou. — Cara, nós sabemos. Não só temos olhos, mas você nos disse uma centena de vezes. Antes que qualquer um de nós pudesse comentar, o assistente do produtor começou a mostrar os candidatos. As próximas duas horas passaram em um borrão de surdo, fora do tom, choro tédio de bebê. Passei mais tempo checando meu relógio ou telefone, do que prestando atenção. Realmente, eu odiava este trabalho, mas não me importava. Não era como se eu precisasse do dinheiro ou qualquer coisa. Se eles me demitissem - o que eu sabia que não iriam, porque não queriam chatear a Emmie - eu não me incomodaria nem um pouco. À uma e meia, Lana me mandou uma mensagem para me deixar saber que ela estava do lado de fora, e eu me levantei no segundo em que o último esperançoso terminou sua tentativa com voz trêmula de uma canção original que ele mesmo havia escrito. — Não, — eu disse-lhe à queima-roupa. — Dray? Aonde você vai? — Axton me chamou. — Almoço. Lana está esperando do lado de fora por mim, — eu disse por cima do meu ombro. — Incrível. Mais Lana. — Ouvi sua cadeira raspar contra o chão enquanto ele levantava. — De jeito nenhum, cara, — disse ao esperançoso. — Espera-me! Eu estou com fome também. Eu murmurei uma maldição sob a minha respiração. Eu queria uma hora tranquila com Lana. Apenas ela e eu, e talvez um pouco de comida chinesa após uma rapidinha, mas não parecia que ia acontecer. Axton apanhou-me antes de eu chegar à porta, e Cole foi rápido a seguir. — Parece bom para mim, — disse o


velho roqueiro quando conseguiu me acompanhar e Ax. — Eu sempre desfrutei de algum colírio para os olhos, enquanto eu como. Assim que eu a vi meu coração gaguejou no meu peito. Será que sempre pularia uma batida quando eu visse aquela garota? Porra eu esperava por isso! O sorriso em seu rosto bonito quando ela me viu vindo em sua direção foi de tirar o fôlego, e eu a puxei para os meus braços, beijando-a até que ela gemeu. — Você está linda, — eu disse enquanto olhava para sua calça jeans simples e top. As roupas com que ela tinha deixado a minha casa nessa manhã não eram algo em que eu queria que meu amigo a visse. Especialmente uma vez que tinham pendurado nela, mesmo depois que ela tinha enrolado, dobrado, e reunido o tecido extra em bandas de borracha para fazer eles se encaixarem melhor. — Obrigada. — Ela me beijou de novo, rápido e duro. — Estou morrendo de fome, baby. Onde vamos comer? — Seu olhar passou por cima do meu ombro e eu a senti enrijecer. — Eu suponho que vai ser os quatro de nós... Axton empurrou entre nós, abraçando-a. — Yep. Não vou recusar a oportunidade de estar com a pequena Lana. Ela torceu o nariz para ele. — Por que eu gosto de você de novo? — Minha personalidade encantadora? O deus persona sexy do rock? — Ele bateu um beijo na bochecha dela, e eu tive que cerrar os dentes antes que eu dissesse algo que iria me arrepender. Lana levantou uma sobrancelha escura. — É... Não, nenhuma dessas coisas. Axton fez beicinho. — Mas... Mas... Você não gosta de mim? — Ele sorriu. — Você sabe que sim, querida. Você não tem um osso ruim nesse corpo bonito. — Ruim? Talvez não. Mal-intencionado, malditamente sim! — Ela o abraçou antes de pisar para trás e colocar a mão na minha. — E você, lenda do rock? Você vai se juntar a nós também?


Cole encolheu os ombros. — Parece que sim, linda. Poderia muito bem ir junto. Você não iria privar um homem velho de alguma companhia para uma mera refeição, você iria, doçura? Eu senti a tensão em Lana, mas ela não parecia que estava chateada. Na verdade, ela estava sorrindo para Cole. — Não. Eu não ousaria fazer uma coisa dessas.

Lana Que diabos eu estava pensando? Eu deveria ter dito a Cole, e provavelmente Axton também, que eu não queria que eles fossem. Eu estive fazendo nada além de pensar em Drake toda a manhã, e eu esperava que pudéssemos ter algo pequeno em um café tranquilo ou algo assim. Em vez disso, eu tinha tido um momento de loucura e um plano tinha formado. Todos entramos na parte de trás do carro de Axton, pois foi o primeiro que encontramos. Axton deu ao seu motorista o endereço de alguma deli7 que ele disse ser favorável e partimos. Eu estava presa entre Ax e Drake enquanto Cole pegou o assento em frente a nós. Eu não me importava que eu estivesse esmagada contra Drake. Eu teria sido pressionada lá mesmo se Axton não estivesse nos aglomerando. Um silêncio desceu na parte de trás do carro e eu comecei a me sentir tensa. Nem mesmo Drake traçando com a sua mão pequenos redemoinhos no meu braço poderia distrair-me totalmente. Suspirando, eu quebrei o silêncio. — Então, Cole... Você é casado? Cole bufou. — Tentei isso uma vez. Não funcionou muito bem.

7

Uma loja que vende comida pronta.


Eu sabia tudo sobre o seu único casamento. Ele tinha terminado em um divórcio desagradável. Isso tinha sido cerca de vinte anos atrás, e Cole teve que desembolsar uma grande carga de dinheiro para manter seus segredos em segredo. — E crianças? Tem alguma? — Fiquei surpresa que a minha voz era tão calma, que eu era capaz de manter o meu sorriso no lugar por tanto tempo sem meu rosto quebrar. O velho roqueiro deu de ombros. — Um ou dois. Nenhum deles quer ter nada a ver comigo. — Isso é muito ruim, — eu murmurei, oferecendo alguma simpatia. Ficaria muito ruim se eu de repente começasse gritando para ele. — Filhos? Filhas? Os dois? — Um de cada. Meu filho está no negócio do cinema. Sua mãe é uma atriz. — O que significava que a mãe do filho também era a ex-esposa de Cole. — E a minha filha... eu não a vejo desde que ela era um bebê. Porra, eu nem sei o nome dela. Sua mãe era uma puta de verdade. Eu endureci. Ele tinha que estar mentindo. Tinha que! De jeito nenhum que ele tinha me visto quando eu era um bebê. Layla teria me dito este tipo de coisa. A menos que... Talvez ela não soubesse? Merda, agora eu ia ter que ligar para ela e perguntar se ela sabia sobre isso. Layla ia se preocupar, e Jesse ia ficar chateado. Jesse de cabeça quente, em seguida, iria voar para Nova York e todo o inferno se soltaria. Porque assim que os tabloides descobrissem que eu era filha de Cole Steel e o motivo de sua separação com sua esposa... Ah, e que eu estava atualmente namorando Drake Stevenson... Eu não ia ter um momento de paz.


Dezoito

Lana Parecia que eu tinha acabado de piscar os olhos e cinco semanas tinham se passado. Talvez fosse porque eu estava tão feliz. Eu não tinha tempo livre com a escola de verão, o início do período escolar do outono, e prática de dança com Linc. Se possível, eu almoçava com Drake todo dia. As audições ainda estavam acontecendo com o fim em nenhum lugar à vista. As pessoas realmente tinham mochilas cheias de comida e bebidas, e tinham sacos de dormir para que pudessem acampar na fila. É claro que quando eu aparecia, o produtor sempre começava a murmurar baixinho e era rápido em organizar as coisas para que eu ficasse fora do caminho. Axton e Cole almoçaram conosco várias vezes. Eu gostava de passar o tempo com Axton. Seu sarcasmo era divertido, sua sensualidade fácil sobre os olhos. Ele era um bom amigo. Cole, eu tinha sentimentos mistos sobre ele. Eu queria continuar odiando aquele velho filho da puta, mas ele tinha realmente quebrado o gelo em volta do meu coração. Acabou que Cole Steel não era de todo ruim. Ele poderia ser encantador quando queria ser. Não me interpretem mal, eu sempre odiaria aquele filho da puta, mas pelo menos eu não tinha que tentar tanto esconder que o odiava o tempo todo. Eu não tinha perguntado a Layla sobre o que Cole tinha dito. Eu não queria abrir a lata de vermes ainda. Estava ficando cada vez mais difícil manter Jesse em LA com cada dia que passava, e eu não queria dar-lhe uma razão para saltar de um avião com as minhas irmãs.


Hoje era sexta-feira e eu tinha convencido Dallas e Harper a irem comigo almoçar com Drake e os caras. Shane tinha me pedido incessantemente a noite passada para trazer Harper, recusando-se a deixar Drake e eu sozinhos até que eu concordasse. Ele estava seriamente interessado. Harper não estava sendo convencida por qualquer um de seus truques habituais, que normalmente tinha mulheres entregando suas roupas íntimas e pedindo para o roqueiro dar-lhes duro. Se possível, Axton era pior do que Shane. Drake me pediu para convencer Dallas a fazer o vídeo OtherWorld’s. Eu tinha trabalhado com ela durante três dias antes que ela tinha cedido e aceito. Você tinha que saber como apertar os botões certos com Dallas porque ela era teimosa como o inferno. Principalmente, ela tinha problemas com a mãe e era uma verdadeira menina do papai. Sorte para mim e Axton, que Austin Bradshaw odiava sua ex-esposa, tanto como sua filha não gostava dela. Um telefonema e Austin estava em Nova York dizendo a Dallas para aceitar o trabalho. Isso tinha sido há dois dias. Dallas tinha chamado Axton e lhe disse que ela iria fazer o vídeo... Se eu fizesse isso com ela. Puta escorregadia! Com a atenção toda em mim, eu tive que concordar. Ela tinha me encarado o tempo todo me provocando para eu dizer não. Drake não tinha gostado da ideia. Quando seu empresário sugeriu que eu estivesse no vídeo dos Asas do Demônio no ano passado, Drake e Jesse ambos tinham ficado um pouco loucos. O produtor fechou os testes assim que ele me viu, me lançando um olhar frustrado. Eu atirei-lhe um sorriso, não me importando que eu estivesse interrompendo seu dia. Drake tinha que comer e ele não teve um dia de folga em mais de um mês. A minha presença era a única coisa que fazia o produtor babaca mover a bunda e fazer as coisas acontecerem em um ritmo mais rápido. — Lana está aqui, — Axton disse a Drake. Drake levantou sem olhar para cima a partir de seu telefone. Ele estava franzindo a testa para baixo em alguma coisa e eu só podia supor que era uma mensagem de Emmie. Fui até ele, não querendo que ele batesse em nada em sua tentativa de me atingir. Na ponta dos pés, eu beijei sua bochecha.


— O que você está lendo? Seus olhos se levantaram para encontrar os meus, e ele levantou uma sobrancelha para mim. — Jesse me enviou uma mensagem muito interessante. Pavor encheu o meu estômago. Eu só podia imaginar o que meu cunhado tinha a dizer. Ele tinha estado mastigando o freio por um tempo agora. A última vez que eu tinha falado com ele, ele tinha exigido contar a Drake, mas eu não estava pronta. Eu ainda não estava pronta! Murmurando uma maldição, eu olhei de volta para os meus amigos. Shane tinha saído da toca e foi falar com Harper, fazendo-a rir como sempre. O brilho em seus olhos azul-acinzentados era algo que eu tinha visto nos olhos de Drake muito. Harper ainda estava alheia ao fato de que ela muito possivelmente tinha um dos astros de rock mais sexys do mundo olhando para ela com a respiração suspensa. A menina não tinha autoconfiança nenhuma quando se tratava de caras! A poucos metros de distância, Dallas estava revirando os olhos para Axton quando ele se inclinou contra a parede ao seu lado. Eu tinha certeza de que as vigas de sustentação de aço iam derreter com a elevada potência a que ele estava emanando seu charme. Dallas não estava cedendo para nada disso. Eu teria rido se não sentisse a tensão escorrendo do homem ao lado de mim. Voltando meu olhar de volta para ele, eu mordi meu lábio. — Você está bravo comigo? — Eu não sei, — Drake me disse honestamente. — Eu fico me perguntando por que você não me contou, Anjo. Você não confia em mim? — É claro que confio! — Eu peguei o seu rosto, odiando ver a dor em seus olhos. Droga! Eu tinha colocado essa dor lá, e isso rasgou o meu coração em pedaços. — Eu confio em você, Drake. Eu... eu só não sabia como lidar com isso. Sinto muito. — Vamos sair daqui, — ele murmurou, me puxando para perto para um abraço apertado, mas não um beijo. Ainda segurando-me perto de seu lado, ele


me puxou em direção à saída. Quando passamos Shane, ele se inclinou e cochichou alguma coisa no ouvido de seu irmão. Shane assentiu. — Claro. Sem problemas. Leve o tempo que você precisar. — Seu olhar pousou em mim. — Vejo você mais tarde, mana. Se você precisar de mim, chame. Lágrimas encheram meus olhos. Será que isso significava que Drake estava prestes a terminar comigo? Tudo o que eu podia fazer era acenar e deixar Drake me empurrar pela porta. Uma vez que estávamos no banco de trás do carro de Drake, ele não falou, nem uma palavra até que a porta de seu apartamento se fechou atrás de nós. Eu caí na beira do sofá, com a cabeça inclinada para esconder minhas lágrimas. — Sinto muito, — eu sussurrei. — Eu não estava pronta para dizer. — Cole Steel? Como é que a sua mãe se envolveu com o maldito Cole Steel? — ele perguntou, andando para lá e para cá em frente ao centro de entretenimento. Engolindo em seco todo o nó na minha garganta, eu disse a ele. — Você sabe que a minha mãe não era tão boa. Ela queria ser o troféu de um astro do rock. E se não fosse um astro de rock, então no doce braço de um cara rico. Ela seduziu Tommy Kirkman quando tinha dezesseis anos, sabendo que ela iria ficar grávida... E sete anos depois, quando o dinheiro que Tommy tinha desembolsado para manter o segredo de Layla começou a diminuir, ela se propôs a fazer tudo de novo com outro roqueiro. Steel Entrapment era a coisa mais enorme no mundo do rock na época. Seduzir Cole não era grande coisa. Todo mundo sabia que ele traía sua mulher regularmente. E enquanto ele mantivesse seu pau limpo, ela não se importava quantas groupies ele fodia por aí. Drake parou de ritmo, mas eu não levantei a cabeça para olhar para ele. — Então o que aconteceu uma vez que sua mãe ficou grávida? Uma vez que ela teve você? — Quando Lydia confirmou sua gravidez, ela ligou para a esposa de Cole, que começou o processo de divórcio no mesmo dia. Foi um pesadelo e embora eu


não tivesse nascido ainda, Layla teve que viver a situação. Quando eu era velha o suficiente para perguntar, ela me contou tudo isso. — Como a esposa de Cole havia se casado com ele antes que ele tivesse ficado famoso, então ele teve que dividir tudo com ela pela metade. Uma vez que haveria prova de infidelidade quando eu nascesse, ela foi capaz de apresentar uma petição para pensão alimentícia também. A ameaça de ter que desembolsar muito dinheiro para pensão alimentícia para duas crianças, bem como para pensão alimentícia de uma mulher vingativa, tinha realmente chateado Cole. Quando eu nasci, ele foi forçado pelo tribunal a fazer um teste de paternidade. Quando deu positivo ele se recusou a acreditar neles e exigiu outro. Isso aconteceu mais três vezes antes de o juiz intervir e assumir, fazendo Cole pagar. — Quando tudo acabou Cole estava quase sem dinheiro, — disse a Drake enquanto limpava os olhos úmidos. — Ele odiava minha mãe por isso, porque realmente era culpa dela. Seu filho tinha dez anos e o odiava porque ele supostamente havia quebrado o coração de sua mãe. — E o que te fez odiá-lo, Lana? Eu vacilei, odiando que ele me chamou pelo meu nome. Eu era o seu anjo, não Lana! — Cole não veio e salvou Layla e eu da má e grande górgona. Eu esperava que meu pai fosse me querer. Amar-me. Mas ele não fez. Ainda lhe foi dada a oportunidade de custódia, mas ele recusou. Eu li os registros do tribunal. Ele disse que ‘não queria a filha da puta que tinha arruinado sua vida’. Então eu decidi que se ele não me queria, me odiava por causar todos os seus problemas, então o sentimento ia ser mútuo. — Quantos anos você tinha quando descobriu? — Sete, quase oito anos. — Eu empurrei o meu cabelo longe do meu rosto, mas ainda não olhei para Drake. — Depois disso, eu comecei a ouvir por ele em notícias de entretenimento, e se eu via o rosto dele em uma revista eu sempre a lia. Ele era todo conversa sobre como ele queria se reconciliar com seu filho, mas nunca uma vez ele mencionou a filha que ele tinha jogado fora...


— Há alguns anos atrás, logo antes da minha mãe morrer, eu recebi uma carta certificada para ela dizendo que o apoio à criança ia ser cortado. O laboratório que fez os testes de paternidade estava sob investigação e para o apoio continuar, eu tinha que apresentar-me para mais um teste de DNA. — Eu fiz uma careta. — Eu rasguei a carta antes que a mãe pudesse vê-la. Eu não me importava se ela ficaria brava, mas eu não ia continuar com o teste. Não por sua vontade. Que se danem os cheques de apoio à criança, não era como se eu visse algum desse dinheiro de qualquer maneira. Drake se agachou na minha frente e com um dedo embaixo do meu queixo me fez encontrar seus olhos. — Não chore, Anjo, — ele murmurou, enxugando um pouco de minhas lágrimas com um de seus polegares. — Você nunca tem que chorar sobre o seu pai de novo. — Eu realmente sinto muito, Drake, — eu sussurrei. — Eu... — Shhh. Eu entendo. — Ele beijou meus lábios com ternura. — Só não mantenha coisas como esta de mim novamente. Eu odeio ter segredos entre nós. Prometa-me que não teremos mais nada. — Eu prometo! — Eu o beijei de volta, querendo mais do que apenas uma escova suave de seus lábios nos meus. — Diga-me que está tudo bem, Drake. Jura que você não vai terminar comigo. — É isso que você pensou? — Ele suspirou, encostando a testa contra a minha. — Eu não posso viver sem você, Anjo. Eu te amo. Essas palavras eram algo que eu estava dolorida para ouvir quase desde o primeiro dia que conheci esse homem, mas eu não estava pronta para repeti-las. Eu estava apaixonada por Drake, provavelmente seria sempre apaixonada por ele, mas meu coração e cérebro ainda estavam discutindo sobre onde eu estava. Então, ao invés de dizer mais uma palavra, eu puxei sua cabeça para baixo e beijei-o até que nenhum de nós conseguia pensar em nada a não ser ir para a cama.


***

Drake

ainda

estava

dormindo

quando

saí

na

manhã

seguinte.

O

apartamento estava tão quieto que eu sabia que Shane estava ou para uma corrida ou não tinha voltado para casa na noite anterior. Eu esperava que fosse o primeiro. Se ele ia transar com qualquer coisa com uma vagina enquanto ele estava cortejando a minha melhor amiga, então eu não ia ficar bem com isso. Era sábado e eu tinha uma lista completa de afazeres gritando meu nome, lavanderia, casa, e prática de dança com Linc. Em algum lugar lá eu tinha que fazer o tempo para algumas coisas extras especiais antes que eu visse Drake novamente esta noite. Assim que atravessei a porta do apartamento, eu fui para o chuveiro. Eu provavelmente deveria começar a deixar algumas das minhas coisas na casa de Drake, mas eu estava tentando ir devagar com as coisas grandes como essa. Eu não queria que ele pensasse que eu estava me mudando e assustá-lo. Ele ainda não tinha mencionado isso, e eu estava bem com isso. Realmente... Harper ainda estava dormindo profundamente quando eu saí do nosso banheiro em nada além de uma toalha. Minha escova de dente estava saindo da minha boca enquanto eu puxava roupa interior da minha gaveta de sutiã e calcinha. Eu estava fazendo multitarefa e me adiantando quando Linc assustou o inferno fora de mim, entrando sem bater. — Você ouviu? Eu só podia levantar uma sobrancelha para ele, porque minha boca estava cheia de pasta de dentes e saliva. Ele fez uma careta. — A competição foi adiada porque dois dos juízes tiveram uma intoxicação alimentar na noite passada. Portanto, temos mais três semanas para praticar. Eu dei-lhe um polegar para cima e caminhei de volta para o banheiro para lavar a boca. — Essa é uma boa notícia. Eu ainda não tenho o último balanço perfeito.


— Desculpe, querida, mas eu não posso fazer isso. Tenho uma competição de construtores de corpo8 nesse fim de semana em Miami. — Ele caiu na minha cama com um suspiro. — Você pode encontrar alguém? Eu deixei-me cair ao lado dele. — É muito tarde agora. Mas não se preocupe com isso. — Era um pouco decepcionante que eu tinha trabalhado tão duro e não seria capaz de competir, mas não foi o fim do mundo para mim. Além disso, Linc e sua rotina de sargento tinham começado a fazer a coisa toda de dançar menos divertida para mim. — Então, isso significa que não temos de praticar esta manhã? — Não há muita vantagem nisso agora. — Ótimo. — Levantei-me e comecei a tirar a minha roupa. — Isso significa que eu tenho mais tempo para outras coisas... Quer sair comigo hoje à tarde? Ou você tem que trabalhar? — Eu não tenho que ir a não ser que eles me chamem. — Linc sorriu e eu tive que parar de olhar para ele por um momento. Maldito, o homem era quente quando ele sorria daquele jeito. — Então, eu sou todo seu, se você me quiser. Um travesseiro foi subitamente atirado na minha cabeça, e eu me virei para encontrar Harper olhando para mim de sua cama. — Falem baixo. Dormindo aqui. Eu soprei-lhe um beijo. — Sinto muito. Eu vou. — Peguei meu relógio, telefone, e bolsa de ombro antes de sair. — Encontre-me mais tarde! — Eu disse sobre o meu ombro enquanto fechava a porta atrás de mim e Linc. — Muito mais tarde! — Harper falou de volta. Ela definitivamente não era uma pessoa da manhã. Nos dias em que ela não tinha que estar no trabalho, ela dormia até depois da uma. Era muito louco que ela era o oposto completo de Shane. Ele era uma pessoa da manhã e poderia realmente funcionar com apenas algumas horas de sono. Harper, nem tanto! Shane era um prostituto e tinha

Do original ‘body builders’ que são pessoas que usam exercícios de resistência progressiva para controlar e desenvolver a sua musculatura. 8


fodido mais mulheres do que eu jamais gostaria de contar. Harper ainda estava segurando seu cartão-V9. Dallas estava entrando pela porta quando cheguei à sala de estar. Ela tinha uma aparência desleixada, mas isso podia significar qualquer coisa quando se tratava dela. Festa tarde da noite? Talvez. Café da manhã com sua mãe e ela queria parecer bagunçada para chatear a mulher? Não seria a primeira vez que isso tinha acontecido. Festa de amor durante toda a noite com o deus do rock? Talvez. — Eu não quero falar sobre isso, — Dallas murmurou enquanto ela passou por mim para chegar ao seu quarto. — Anotado. — Eu sorri. — Eu só vou perguntar ao Ax. — Ela me lançou um olhar, mas não disse nada, enquanto ela continuava para o fundo do corredor. — Duas e meia! — Yeah. Eu sei. Vejo vocês depois, — ela resmungou enquanto a porta de seu quarto se fechou atrás dela. Linc balançou a cabeça enquanto ele apertou o botão de chamada do elevador. — Ela totalmente tem essa aparência de ‘eu fui fodida até uma polegada da minha vida' acontecendo. Cage deve ser realmente bom na cama. Eu ri. — Eu não sei. Ele revirou os olhos para mim. — Não. Mas isso é só porque você tem outro astro do rock para esfregar-se a noite... E quando é que eu vou conhecer esse? Eu já conheci o cunhado e o futuro cunhado. Quando eu vou conhecer o irmão que vem junto? Linc insinuando que Shane era o meu futuro cunhado fez meu coração gaguejar. Eu não tinha me deixado pensar nesse sentido com Drake. Tinha sido 9

Virgindade.


apenas um pouco mais de um mês desde que tínhamos começado a ver um ao outro. Claro que ele disse que me amava na noite anterior, mas isso não queria dizer que ele ia colocar um anel no meu dedo. — Sério, Lana. Quando eu vou conhecer o Drake? Eu suspirei. — Em breve. Em toda a honestidade, eu estava evitando a introdução de meu amigo para o meu namorado. Quando Jesse e Shane conheceram Linc ambos tinham ficado todos alfas territoriais, até que eu os convenci que Linc realmente era gay. Então, eu só podia imaginar como a reação de Drake seria quando ele ficasse cara a cara com o homem com quem eu passava tanto tempo. Mas eu não estava sendo justa com Linc por mantê-lo fora. Não era como se ele fosse algum segredo que eu queria manter escondido. Eu amava o cara como um irmão. — Eu vou organizar um jantar para todos nós. Talvez eu até convide Axton apenas para provocar Dallas. Linc riu. — Parece perfeito para mim.


Dezenove

Drake Eu fiz uma careta para o meu telefone pelo que parecia ser a milionésima vez. Foi só depois das seis que eu tinha finalmente conseguido uma pausa de ouvir aspirantes a roqueiros. Fiquei realmente surpreso hoje, porque eu realmente tinha gostado de alguns dos candidatos, e ainda disse sim para alguns que eu tinha tido apenas metade certeza. Eu estava de bom humor hoje, especialmente após o dia e a noite anterior. Mas Lana não ligou ou mandou uma mensagem todo o dia. Ela não estava respondendo quando eu liguei e cinco mensagens já tinham ido sem resposta. Isso nunca aconteceu com meu anjo. Ela não conseguia não olhar para o celular dela quando tocava. Então ou ela não estava com o telefone... ou ela estava me evitando. Meu estômago se atou quando a noite anterior passou em minha mente. Eu tinha confessado o meu amor para ela, mas ela não havia retornado as palavras. Na altura, eu estava bem com isso. Foda-se, tinha sido apenas cinco semanas. Ela provavelmente ainda estava aprendendo a confiar em mim. Mas a cada minuto que passava, cada mensagem que ficava sem resposta, comecei a duvidar de tudo. Talvez a incrível noite que tínhamos compartilhado na noite anterior era sua maneira de me deixar facilmente? Ela não me amava depois de tudo...


— Cara, você está bem? — Axton perguntou ao meu lado. Os produtores estavam deixando-nos sair mais cedo do que o normal esta noite, e amanhã nós realmente teríamos um dia de folga. Foi um alívio bem-vindo depois de quase dois meses de longas horas e sem folga. Eu tinha certeza que Emmie tinha algo a ver com isso depois da última vez que eu havia reclamado para ela, mas também podia ser porque os produtores estavam chegando perto do número de candidatos que eles queriam para o show. Eu dei de ombros. — Lana não está atendendo o telefone. — Talvez ele esteja sem bateria. — Ele estava digitando algo em seu telefone e segundos depois ele deu sinal de uma mensagem chegando. — Dallas diz que ela está com ela, que Lana está bem, mas incapaz de responder a seu telefone agora. Eu peguei o telefone das mãos de meu amigo e olhei para a tela. Segundos depois, eu digitei uma mensagem perguntando a Dallas se Lana estava vindo esta noite. No último mês, não tínhamos passado uma noite separados. Ele soou e eu senti meu coração mudar para minha garganta. — Ela está muito ocupada para vir, — eu li em voz alta. Então era verdade. Lana estava me evitando. O que eu ia fazer se ela terminasse comigo? Mas, mesmo quando o pensamento deixou minha mente, minhas emoções mudaram de dor e mágoa para raiva, que tentou me consumir. Ela era muito jovem, algo que eu sabia o tempo todo. Nosso relacionamento era demais para uma menina como ela. Prova disso era a sua infantilidade em evitar o problema em vez de enfrentá-lo. A necessidade de uma bebida quase me consumiu, e eu retirei o meu próprio telefone mais uma vez para chamar Shane. Pegou depois de cinco toques. — Hey. — Ele parecia distraído. — Eu... — O som de várias fêmeas rindo no fundo me alertou para o fato de que o meu irmão estava, provavelmente, fora fazendo só Deus sabia o quê. Ele tinha sido muito bom nas últimas semanas, então eu decidi deixá-lo ter a sua diversão. — Não importa. Vejo você mais tarde.


— Okay. Vejo você, mano. — E ele desligou. — Quer comer alguma coisa? — Axton perguntou da minha esquerda. — Eu estou morrendo de fome. Eu balancei minha cabeça, ainda perdido em minhas emoções e a absoluta necessidade de uma garrafa de Jack. — Eu acho que estou indo para casa. — Para um apartamento vazio, para me deitar em uma cama que cheirava a Lana, para memórias que me deixariam louco, porque eu tinha certeza de que ela estava me dando um chute. Axton me deu um olhar estranho. — Você está bem? Quer vir para o meu lugar? Liam está na cidade e ficando comigo. A ideia de ver Liam Bryant, o baixista líder de OtherWorld’s, realmente me distraiu um pouco das emoções com força de furacão em fúria dentro de mim. Eu não tinha visto meu amigo em meses, talvez um ano. O homem era um bastardo maluco que gostava de viver duro e festejar mais duramente. Que era por isso que eu não fiquei surpreso quando a cobertura estava cheia de gente quando Axton e eu chegamos um pouco mais tarde. Era apenas depois das sete, mas a festa estava em pleno andamento e eu duvidava que houvesse um fim à vista. Axton deu uma olhada ao redor de sua sala de estar, analisando as meninas no sofá, praticamente fazendo sexo com um cara que parecia alto pra caralho. Do outro lado da sala uns grupos de pessoas estavam jogando stripbeer-pong10. Música estava tocando tão alto que as paredes vibravam e a bebida fluía como água. A necessidade de uma bebida, que tinha me batido duro durante toda a noite, me deu um soco no estômago. Eu sabia que se não saísse agora eu não ia ser capaz de lutar contra a tentação por muito tempo. Axton me lançou uma careta de desculpa. — Sinto muito. Eu não tinha ideia de que ele ia puxar essa merda.

Jogo de festas que consiste em acertar no copo e, no caso da versão strip, quem perde tem que tirar determinada peça de roupa. 10


— Está tudo bem. — Mas eu não tinha tanta certeza se estava. Meu olhar continuou indo para as garrafas de uísque a poucos metros de distância. — Deixe-me encontrar Liam e dizer-lhe para tirar essas pessoas da porra da minha casa e nós podemos ir pegar alguma coisa para comer. — Ele se virou e desapareceu na multidão de festeiros. Fiquei ali, quase congelado na minha tentativa de evitar os meus pés de me levarem para as garrafas de licor. Aquela voz, aquela que era a minha necessidade por álcool, gritava que eu precisava pegar uma garrafa e começar beber. A voz que normalmente dizia que eu não podia estava tão tranquila que eu não podia nem ouvi-la acima do barulho da festa... Alguém esbarrou em mim e eu virei minha cabeça para encontrar Gabriella Moreitti de pé ao meu lado, parecendo um pouco instável em seus pés. Estendi a mão para impedi-la de cair e ela caiu no meu peito. — É um Demônio, — ela murmurou. — Ah, bom, é o divertido... Não, espere. É o bêbado. — Ela suspirou. — Eu estava esperando que ele fosse o divertido. Eu realmente preciso fazer sexo! Eu não tinha certeza se ela estava falando comigo. — Eu não acho que meu irmão iria aceitar a oferta, — disse a ela, dando um passo para trás e soltando-a uma vez que eu sabia que ela não iria cair. — Ele sabe que Emmie cortaria suas bolas. Gabriella fez uma careta. — Ah, sim, a santa da Emmie. — Ela revirou os olhos. — Não quero aborrecê-la. — Rindo, ela tropeçou para longe. Eu assisti-a ir, em seguida, olhei em torno a procura de Axton, mas não havia nenhum sinal do meu amigo. Murmurando uma maldição, peguei meu celular e digitei o número de Lana. Ele foi direto para o correio de voz, e eu joguei meu telefone através do quarto. Ele saltou algumas vezes, em seguida, desapareceu na multidão. Mais dois minutos e ainda nada de Axton. A única coisa inteligente a fazer seria apenas sair, me tirar do caminho da tentação...


Lana Eu não cheguei em casa até tarde. Após a tarde passada com todos os meus amigos enquanto eles observavam as minhas costas se transformarem em uma obra de arte, todos nós tínhamos decidido pegar um jantar e depois nos separamos. Dallas e Linc tinham ido a um clube, uma típica noite de sábado para aqueles dois. Por mais que eles brigassem e implicassem um com o outro, Linc e Dallas se amavam, e Linc não conseguia relaxar no clube a menos que Dallas estivesse com ele. Eu não tinha certeza, porque eu nunca tinha ido com eles, mas eu pensei que talvez Dallas ajudasse Linc a encontrar caras adequados. Harper e Shane foram para um filme tarde. Era doce ver os dois durante toda a tarde e à noite. Minha preocupação que Shane estava apenas brincando com a minha melhor amiga foi colocada à vontade pela maior parte desde que eu pudesse ver o jeito que ele olhava para ela quando ele pensava que ninguém estava olhando. Ele não cobiçava ela, não tentava desrespeitar ela por despi-la com os olhos sempre que ela estava de costas. O maior movimento que eu o tinha visto fazer para ela toda a noite foi tentar segurar sua mão quando tínhamos ido para jantar depois de sair do The Shop Ink. Eu estava sozinha em casa e realmente exausta e ainda por cima tendo algumas más cólicas da TPM. Exigia muito de uma pessoa tatuar as suas costas. Mas valeu a pena. Fiquei emocionada com o resultado. No banheiro, tirei minha blusa e tentei inclinar as costas para dar outra olhada, mas estava enfaixada. Com um suspiro feliz, deixei a minha camisa, terminei de tirar minhas roupas e voltei para o quarto que eu dividia com Harper e deitei-me na minha barriga, esperando que as cólicas fossem embora em breve. Em questão de segundos eu estava dormindo... Horas depois me virei, procurando Drake para aconchegar-se. Quando eu não o senti, os meus olhos se abriram e eu vi que estava em casa, em vez de em seu apartamento. Meu estômago ficou tenso e eu cheguei para o meu telefone. Eu deveria ter dito a ele o que eu estava fazendo. Eu devia ter-lhe dito por mim mesma que eu não ia conseguir vê-lo ontem à noite.


Eu queria que ele visse a minha tatuagem de imediato, na esperança de que iria dizer a ele o que eu não podia dizer em voz alta ainda. Em vez disso, eu tinha deixado Shane me convencer a deixar o conjunto de tintas secar durante a noite antes de deixar Drake ver a obra-prima nas minhas costas. Com o coração acelerado, eu puxei o seu nome e cliquei conectar. Quando ele não fez mais nada que tocar até ir para o correio de voz, olhei para o relógio entre a minha cama e Harper. Duas horas. Mordendo meu lábio eu bati em ligar e foi enviado para sua caixa de correio novamente. Mais três vezes - nada. Isso não era como Drake. Ele não dormia pesado. Minhas chamadas repetidas deveriam ter acordado ele. Sem pensar muito, liguei a luz e então me lembrei de Harper, mas ela não estava ainda em sua cama. Não querendo ir por esse caminho, me perguntando se a minha melhor amiga estava ficando desagradável com o homem que eu queria que fosse meu cunhado, eu comecei a puxar roupas. Eu tinha que explicar a Drake e dizer-lhe por que não tinha chamado. Eu sentia sua falta - como um membro amputado, - e meu peito já estava se sentindo como se houvesse um elefante sentado em cima dele. O ar estava abafado quando eu entrei em um táxi. Subi e dei-lhe o endereço do Drake. A cidade estava mais calma essa hora da noite, e o homem não teve qualquer problema em chegar lá rapidamente. Ainda assim, não pude deixar de sentir-me ansiosa. Quando o carro amarelo deu uma parada na frente do prédio de Drake, eu joguei ao cara algumas notas, não me importando que eu tivesse acabado de dar-lhe um extra enorme, e corri para dentro. O porteiro atrás da mesa me deu um sorriso de boas-vindas quando ele me viu. — Bom dia, senhorita Daniels. Eu dei-lhe um pequeno sorriso. — Ei, Kyle, — eu cumprimentei o homem corpulento. A segurança aqui era incrível, algo que eu tinha certeza de que Emmie tinha se assegurado antes de comprar o apartamento para Drake e Shane. Mas mesmo se não fosse, o homem que estava de guarda sobre o lobby no turno da noite teria feito intrusos pensar duas vezes antes de tentar qualquer coisa.


O elevador chegou rapidamente quando chamei por ele, e eu acenei para o porteiro antes de entrar no interior. Quanto mais eu chegava ao seu andar, mais nervosa eu ficava. Minhas mãos suavam e meu coração estava acelerado. Droga, tinha sido menos de um dia desde que eu tinha o deixado dormir no que eu tinha chegado a pensar em como a nossa cama, mas eu senti como se eu não o tivesse visto em meses. Usando a minha chave, abri a porta do apartamento... Shane estava de pé na sala de estar. Ele virou assim que ouviu a abertura da porta. Eu levantei uma sobrancelha para ele. — Achei que você estaria com Harper. — Preocupação para com a minha melhor amiga de repente me fez congelar. Harper não estava em casa! — Ela está aqui, — ele me assegurou. — No quarto... — Shane! — Não. Nada aconteceu. — Mas eu podia ver em seus olhos que algo tinha acontecido... Mas o quê? — Não brinque com ela, Shane, — Eu disse a ele quando joguei minhas chaves na mesa de café. — Ela não é como as mulheres comuns. — Eu sei isso, mana... — Seu olhar continuou andando pelo corredor e vi como sua mandíbula estava apertada com tanta força que eu me perguntei se os dentes iam quebrar. — Você deveria ir, — disse ele sem virar os olhos para longe do corredor que levava para o quarto. O quarto de Drake. — Eu acabei de chegar aqui. Eu senti falta de Drake. — Comecei a ir em direção ao corredor que levava para o quarto. — Estou cansada, Shane. Vejo você pela manhã.


— Não! — Ele se moveu tão rápido que minha cabeça girou. Shane pisou no meu caminho e agarrou meus braços. — Eu acho que você deveria ir para casa. Eu faço ele te ligar. Vocês podem falar, então. — Qual é o seu problema? — Eu puxei meus braços livres e empurrei contra ele para tirá-lo do meu caminho. — Eu não estou aqui para jogos, Shane. Realmente, eu te amo, mas eu estou cansada. Minhas costas estão doendo e eu só quero aconchegar-me em Drake. — Ele não iria sair do meu caminho. Eu empurrei o peito dele, mas ele era inabalável. — Eu estou dizendo a você, Lana. — Seus olhos estavam escuros, uma mistura de emoções rodando em seus olhos azul-acinzentados. — Vá para casa. Meu estômago ficou tenso quando eu vi raiva, decepção e preocupação entre as emoções nos olhos de Shane. Eu parei de tentar dar a volta nele. — Drake está bem? — Exigi. Shane fez uma careta. — Essa é uma questão de opinião. Agora ele está dormindo. Na parte da manhã, eu pretendo matá-lo. — Ele estendeu a mão e os dedos empurraram meu cabelo longe do meu rosto. — Não se machuque por ir lá. A primeira fenda começou na parte inferior. Eu senti a dor no meu coração, mas não foi o suficiente para me fazer cair de joelhos. — Eu preciso ver isso. — Tudo o que 'isso' fosse. Mas com Drake ‘isso’ poderia ser qualquer coisa. — Por favor, Shane. Saia do meu caminho. Ele fechou os olhos, como se mentalmente discutindo consigo mesmo sobre a decisão de avançar ou não. Depois de um longo momento, ele finalmente assentiu e deu um passo para o lado. Meus dedos tremiam quando alcancei a maçaneta da porta, eu podia sentir Shane parado logo atrás de mim, e eu respirei me firmando quando abri a porta. Nada poderia ter me preparado para o que eu vi quando entrei naquele quarto. O cheiro me bateu primeiro. Suor e licor misturado com um pouco de perfume caro. Meus olhos zeraram na cama. Drake estava dormindo em cima das cobertas, completamente nu. Ele estava virado de lado, o travesseiro debaixo dele...


E uma Gabriella Moreitti nua com sua bunda aconchegada na virilha de Drake. A rachadura no meu coração arrancou para cima, mas eu estava dormente. Eu senti como se estivesse tendo uma experiência fora do corpo, como se eu estivesse vendo tudo acontecer de longe. Meu corpo se sentia frio, meus olhos estranhamente secos. Não havia raiva, como eu tinha certeza de que deveria ter havido. Nenhum desejo de vingança assassina. Sem perceber, eu me mudei para o lado da cama onde Drake estava. Ele gemeu quando me inclinei e beijei sua bochecha. — Adeus, Drake, — eu sussurrei. Quando eu me endireitei, ele se esticou e virou de costas. Mesmo quando eu me virei ele abriu os olhos. — Já é de manhã? — Ele perguntou, suas palavras meio arrastadas mesmo agora. — Volte para a cama, Anjo. Eu não me virei quando me mudei para a porta e encontrei Shane. Seu rosto estava encoberto com as emoções, mas eu vi o brilho de lágrimas naqueles belos olhos dele. Eu sabia que ele estava sofrendo por mim. Quando eu passei por ele, ele me puxou em seus braços e beijou minha testa. — Sinto muito, — ele sussurrou. Eu não levantei minha cabeça para encontrar seus olhos. — Você não tem nada que se desculpar, — eu assegurei a ele e dei um passo para trás. — Eu... eu te vejo por aí, Shane. — Anjo? — Drake estava acordando mais agora. Fechei os olhos, tentando tirar força lá no fundo quando eu finalmente virei-me e encontrei seu olhar. — Adeus, Drake, — eu disse em uma voz morta e me afastei.


Vinte

...Emmie... Eu não estava completamente adormecida quando meu telefone tocou. Nik estava brincando com o meu cabelo, seus dedos acariciando através das extremidades de uma forma que era tanto calmante e excitante. Não era tarde demais, só depois das onze, mas eu tinha aprendido que com um bebê onze era tarde o suficiente. O pau de Nik estava se mexendo de vez em quando contra a minha bunda. Eu não tinha certeza se ele estava apenas brincando comigo, ou se ele ia tentar me virar e deixá-lo provar mais uma vez que ele adorava meu corpo. Eu também não tinha certeza se ia deixá-lo ou não. Mia estaria acordada ao romper da madrugada querendo uma fralda seca e café da manhã. Mas, ainda assim, este era Nik. Ele valia privação de sono. Esse pensamento estava cruzando minha mente quando meu telefone tocou. Nik suspirou e beijou meu rosto quando ele chegou em mim e pegou o telefone da minha mesa de cabeceira. — É Shane, — ele me informou com uma careta. — Atenda-o, — eu disse a ele, ainda agarrada a essa fase de pré-sono. — Olá? — Nik fez uma pausa e eu podia sentir a tensão preenchendo seu corpo.


Essa tensão era tudo que eu precisava para acordar. Algo me disse que eu não ia gostar da razão para a ligação de Shane. Era depois das duas na costa leste, então eu tinha certeza de que tudo o que estava acontecendo não ia ser divertido. Ele sabia melhor do que me chamar depois das nove por causa do deitar de Mia. O olhar no rosto de Nik confirmou minhas suspeitas. Seus olhos azuis estavam em chamas com um temperamento que parecia perto de transbordar. Nik ficou ouvindo por um longo momento e então, sem dizer uma palavra, ele me deu o telefone. Murmurando algumas maldições que eu teria batido na parte de trás da cabeça por dizer na frente da nossa filha ou Lucy, ele começou a colocar roupas. — Shane? — Eu o cumprimentei. — Emmie! — Shane soava estranho para mim. Uma mistura de emoções no modo como ele disse meu nome. Meu coração se apertou, porque o que estava errado era ruim. Muito ruim. — Emmie, eu preciso de você. — O que está acontecendo? Você está bem? Drake está bem? — O medo me fez segurar o telefone com mais força. — Lana? — Eu... Drake ficou bêbado em uma festa na casa de Axton. Liam está na cidade e ele deu uma festa sem Axton saber. Axton convidou Drake para ir lá depois do trabalho ontem e... Ele começou a beber novamente, Em. Mordi o lábio. — Isso não é o fim do mundo, Shane. Todos nós sabíamos que ele poderia ter recaídas. Tudo o que temos que fazer é mostrar-lhe que o amamos e apoiá-lo por meio de... Shane me cortou. — Emmie, não é por isso que eu estou ligando para você. — Ele fez uma pausa, soprando um suspiro de frustração. — Drake está desmaiado na sua cama, Emmie. E ele não está sozinho. — Não me diga que ele embebedou a Lana também! — Eu empurrei o cabelo do meu rosto, já imaginando o ajuste que Jesse ia jogar tão logo ele ouvisse falar sobre festas de Lana com Drake...


— Não é Lana. — As palavras saíram suaves, como se ele estivesse tentando quebrar alguma coisa importante para mim. Eu não estava tão preocupada sobre mim logo em seguida. Drake tinha traído a Lana. Oh, foda-se! Jesse ia matá-lo! — Gabriella Moreitti está na cama com ele. Minha cabeça recuou como se Shane me tivesse golpeado fisicamente. Não. Não. NÃO! — Eu não acredito em você, — sussurrei. Eu pensei que eu estava livre daquela cadela estúpida quando Axton me disse que ele tinha terminado as coisas com ela. Ele não tinha voltado aos seus antigos caminhos e a deixado entrar em sua vida após o último truque mal-intencionado que ela tinha puxado meses atrás. Agora... — Eu te juro, Emmie. Eu testemunhei com os meus próprios olhos. Eles estão ambos nus e na cama... Lana acabou de sair... — Lana! Por que diabos ela não estava com ele em primeiro lugar? — Eu exigi. — Porque ela estava comigo durante toda a tarde de ontem fazendo uma tatuagem. Ela queria surpreendê-lo com... Isso não importa mesmo agora, Emmie! — Exclamou. — Não se atreva a colocar a culpa em Lana. Ela está destruída agora! Eu respirei fundo, tentando ganhar o controle sobre mim mesma. Eu não podia continuar culpando Lana pelos erros de Drake. Tudo o que ela tinha feito tinha sido ajudá-lo, mesmo que eu não tinha visto dessa maneira na época. Lana foi a melhor coisa que já aconteceu para Drake. E agora ele tinha completamente fodido tudo! Nem eu poderia resolver isso para ele. — Ele ainda está desmaiado, Emmie. Ambos estão. — O que você quer que eu faça, Shane? — eu perguntei.


Ele soltou um longo suspiro cheio de frustração, desgosto, decepção e raiva. — Se você não pode vir cuidar disso, então ninguém vai. Porque se eu tiver que fazer isso, eu vou matá-lo. Lana está... Eu acho que ela precisa de Layla. — Quão chateada estava ela? — Eu sei que eu teria rasgado o lugar se tivesse encontrado Nik na mesma situação. E Lana, ela era como um grande fogo de artifício como eu quando vinha a fúria. — É isso mesmo. Ela estava toda calma. Seus olhos estavam mortos, e ela até mesmo beijou-o e disse adeus antes de sair. Ela não era ela. Estou preocupado com ela. Por favor, Emmie. Venha me ajudar. — Sua voz estava quebrada. — Eu vou estar no próximo voo. — Obrigado, Emmie. — Eu tenho que ir. Eu te amo. — Amo você, Em! — E ele desligou. Nik já estava jogando minhas roupas em uma mala. — O que posso fazer? — Ele perguntou do outro lado do quarto no meu armário. — Eu tenho que ir para Nova York. — Eu sei. Devo ficar aqui com a Mia? Ou você acha que devemos levá-la? — Ele parecia preocupado. Mordi o lábio novamente. Eu não tinha passado uma noite longe da minha menina desde que ela tinha vindo para casa do hospital. — Eu não sei. Nik parou o que estava fazendo e voltou para mim. — Leve Jesse e Layla no voo de hoje à noite. Se isso demorar mais do que alguns dias, então vou com Mia e Lucy. Ok?


Eu assenti, as lágrimas já derramando dos meus olhos. Nik me beijou com ternura e empurrou o meu telefone em minhas mãos. — Vai ficar tudo bem, baby. Mia vai ficar bem. — Eu sei... — Fechando os olhos, respirei fundo. Depois de um momento, eu abri meus olhos e bati no nome de Jesse na minha lista de contatos. Ele tocou e tocou e tocou. Quando foi para o correio de voz, desliguei e liguei novamente. — É melhor que seja bom, — Jesse rosnou para o receptor vários toques mais tarde. — Jesse. — Emmie? — Ele estava acordado agora e eu estava arrependida de assustálo. — Você está bem? — Eu estou bem, — assegurei a ele. — Mas você precisa acordar Layla. Faça uma mala para ela e eu vou buscar vocês. Drake... — Como é que eu digo-lhe sem ele enlouquecer? Como é que eu impeço um dos caras que eu tanto amo de matar mais um dos homens importantes na minha vida? — O que sobre Drake? — Ele exigiu. — Ele está bem? — Ele está bem. — Por enquanto, eu pensei enquanto eu puxei um par de jeans. — Olha, eu vou explicar no caminho para o aeroporto. Apenas fique pronto. — Okay. Okay. — Ele parecia estressado. — Não é Lana, é? — Sua voz falhou e eu fechei os olhos. Layla e suas irmãs eram o seu mundo agora. Se alguma coisa acontecesse com qualquer uma delas iria destruí-lo. Era por isso que eu temia pela vida de Drake! — Lana está bem. Ela e Drake estão tendo alguns problemas. É por isso que eu preciso de Layla. Ok? Agora se apresse, Jesse! — Eu desliguei antes que ele


pudesse me questionar mais. — Nik, você vai chamar um táxi? — Eu perguntei enquanto eu estava surfando meu telefone por LAX11. Demorou 20 minutos e pagar o dobro do que eu normalmente teria concordado em pagar, mas eu tinha os três de nós em um voo da uma da manhã de LAX para o JFK12. Assim que o táxi parou, eu arrastei minha bunda para fora. Beijei Nik de adeus, lutando contra as lágrimas que eu tinha que deixá-lo e Mia para trás até mesmo por um dia ou dois. Jesse e Layla já estavam do lado de fora esperando por mim. Nik ia andar até casa deles e pegar Lucy. Layla parecia selvagem enquanto ela subiu no banco de trás do meu lado. Minha melhor amiga me abraçou apertado. — Ela está bem? Sério? — Há diferentes tipos de bem, Layla, — eu disse a ela. — Eu apenas não estou certa que tipo ela se encaixa. Os olhos de Jesse escureceram. Enquanto o taxista dirigia como se cães do inferno estivessem atrás dele, que era o que eu estava pagando um bom dinheiro para ele fazer, eu podia ver a forma em que seus olhos mudaram de cor com suas emoções. — O que aconteceu? — Ele perguntou, e eu sabia que ele não ia aceitar minhas táticas de evasão por mais tempo. Então eu disse a eles o que eu sabia. Ficaram em silêncio, seus temperamentos crescendo à medida que me ouviam, e eu estava terminando quando o táxi parou na frente de LAX. Tínhamos exatamente 15 minutos para pegar os bilhetes, passar pela segurança, subir no nosso avião, mas eu tinha tanta experiência com coisas em cima da hora que correu bem. Com apenas dois minutos para gastar, caímos em nossos lugares. Infelizmente, não estávamos sentados juntos. Eu estava esmagada entre dois homens de negócios, enquanto Jesse estava bem no fundo do avião com três mulheres mais velhas que estavam em seu caminho para visitar seus netos. Layla 11 12

Aeroporto Internacional de Los Angeles. Aeroporto em Nova Iorque.


tinha o mais fácil. Ela tinha um assento na janela com duas meninas adolescentes ao lado dela que já estavam dormindo no momento em que o avião decolou. Cinco horas e meia depois, o avião pousou. Era quase sete horas, e eu não estava com humor para brincadeiras quando empurrei-nos a todos em um táxi e soltei o endereço do apartamento de Drake e Shane. Eu sabia que Lana precisava de nós, mas Drake tinha que ser atendido primeiro. Drake e Gabriella. Se essa vadia ainda estava lá quando eu chegasse, eu ia fazer o que eu deveria ter feito a primeira vez que ela me deu esse torcido sorriso malintencionado. Sua beleza clássica italiana não ia ser muito bonita quando eu terminasse com ela!

Drake Boca de algodão me acordou de um sono profundo. Gemendo, cheguei para Lana, querendo beijá-la antes de eu alcançar um copo de água. Quando eu não a senti, meus olhos se abriram e minha cabeça parecia que ia dividir em dois, mas isso não importava naquele momento. O lado de Lana da cama estava desarrumado e ainda estava quente, mas ela se foi. O som do chuveiro acalmou meu coração acelerado e o medo repentino de que ela não estava lá. Fechei os olhos novamente, tentando fazer um balanço das minhas dores. Eu estava de ressaca, isso era óbvio para mim. Além de uma cabeça batendo, boca de algodão, e um estômago enjoado, eu estava bem. Eu estava louco como o inferno comigo mesmo pela recaída e jurei que eu não ia deixar isso acontecer novamente.


O chuveiro desligou no banheiro e eu suspirei, pronto para enfrentar a ira de Lana. Eu merecia que ela ficasse chateada, mas eu sabia que ela iria me perdoar por este deslize. Mesmo se ela não tivesse dito as palavras sexta-feira, eu sabia que ela me amava... A porta do banheiro abriu. Eu pulei da cama tão rápido que quase caí no meu rosto. Minha cabeça e meu estômago protestaram, mas eu não dava a mínima se eu vomitasse ou desmaiasse. — O que diabos você está fazendo aqui? Gabriella fez uma careta para a minha voz alta. — Cara, até uma oitava, por favor. Alguns de nós não estamos acostumados a uma ressaca feroz como o profissional que você é. — Ela prendeu a toalha ao redor dela com uma mão e tocou a têmpora com a outra. Minha mente, ainda nublada com os efeitos posteriores do licor, estava ficando louca. O dia anterior passou pela minha cabeça: estar chateado por não ver ou falar com Lana durante todo o dia, ir para a casa de Axton visitar Liam, a festa, Gabriella tropeçando, a vontade de beber, e a necessidade incontrolável de baixar uma garrafa! Meus dedos começaram a tremer e eu corri-os pelo meu cabelo. Eu não tinha sido capaz de resistir à necessidade e tinha agarrado a primeira garrafa que eu vi. Claro que tinha sido Jack Daniels. Eu tinha derrubado a garrafa quase cheia em questão de minutos. Até o momento que Axton havia voltado para me encontrar, eu estava fora de mim porque tinha passado muito tempo desde a minha última bebida. A partir daí tudo estava em branco, - não memórias distorcidas, nada, apenas um vazio preto grande. Isso não deveria ter me surpreendido. Baixar uma garrafa tão rápido sempre me fazia apagar, mas isso não significava que eu não tinha feito algo estúpido. Como levar para casa uma mulher que iria fazer minha cabeça ser arrancada por Emmie. Oh, foda-se isso! O que eu ia fazer sobre Lana?


— Será que nós...? — Eu não poderia fazer-me dizer as palavras ‘tivemos relações sexuais’. Isso seria apenas o prego no meu caixão. Isso significaria o fim de tudo que eu amava e estimava. Oh, DEUS! Eu tinha fodido tão ruim. — Não. — Gabriella balançou a cabeça escura. — Nada de sexo. — Foda-se! — Senti as lágrimas picarem minha cavidade sinusal. Isso não queria dizer nada! Então, e se eu não tinha feito sexo com ela? Ela ainda estava no meu quarto e eu tinha bebido. Algo deve ter acontecido mesmo que não tenham sido relações sexuais. — Pegue suas malditas roupas e sai! — Eu berrei. — Confie em mim, Demônio. Eu estava fazendo exatamente isso. Eu não estou exatamente orgulhosa de mim mesma, você sabe. — Ela deixou cair a toalha e puxou sua calcinha. A visão de seu corpo nu não fez nada para mim. Se qualquer coisa, eu estava mais desgostoso – desgostoso com ela, mas principalmente comigo mesmo. Coloquei um par de boxers e segui para fora do meu quarto para me certificar de que ela saía. Eu senti a tensão assim que deixei o meu quarto, eu sabia que estava prestes a entrar em um zona de guerra no segundo que eu abri a porta. Apertando minha mandíbula eu dei um passo para a frente, pronto para enfrentar isto como um homem... Homem ou não, eu não estava pronto para o soco que Layla tinha destinado a minha garganta! Ela estava de pé ao lado do sofá, bloqueando o caminho de Gabriella para a porta. Ela estava olhando para Gabriella duro, seu corpo tenso, pronto para atacar. Eu estava debatendo sobre a possibilidade de intervir ou não, inclinandome mais para o não, quando de repente eu não conseguia respirar. Um chiado me escapou e eu dobrei, tentando sugar o ar. O fato de que eu tinha quase engolido meu pomo de Adão não foi perdido em mim enquanto eu lutava com a dor.


— Você achou que eu iria deixar você passar por mim sem lidar com você? — Eu ouvi Layla dizer. Seu tom de voz era tão gelado que um arrepio apareceu em meus braços. — Eu não deixo putinhas como você machucarem minha família. Gabriella gritou de dor e eu levantei minha cabeça para encontrá-la no sofá, onde Layla a tinha empurrado. A pequena italiana estava provavelmente se arrependendo da sua escolha de manter seu cabelo longo quando Layla envolveuo em torno de seu punho e balançou a cabeça de Gabriella como uma boneca de pano, enquanto ela gritava em seu rosto. — Eu vou acabar com você, porra! — Layla cuspiu na cara dela. — Você pode me ouvir, cadela? Acabar com você! Jesse puxou sua esposa fora da outra mulher. — Tudo bem, querida. Eu acho que ela entendeu o seu ponto. — Com seus braços apertados em volta da cintura de Layla, ele a puxou de volta, mas ela ainda estava chutando e balançando os braços na sua determinação para fazer exatamente como ela havia prometido. Gabriella tinha um lábio sangrando, e eu vi uma mão cheia de cabelo ainda seguro na mão de Layla. Lágrimas derramavam pelo rosto de Gabriella. — Eu não transei com o demônio, — ela gritou de volta para Layla, uma vez que Jesse a tinha a uma distância segura. — Nós nem sequer beijamos. — Sim, isso explica por que você estava nua na cama com ele. — A voz gelada de Emmie veio do outro lado da sala, e eu virei minha cabeça para vê-la sentada na cadeira como se uma luta de gato não tivesse acabado de acontecer a poucos metros dela. Porra, ela estava chateada. Eu podia ver a raiva que vinha com aquele cabelo vermelho dela e aqueles olhos verdes selvagens. — Eu estava bêbada! — Gabriella se desculpou. — Eu não pensei nisso quando eu estava tentando ficar confortável. Uma sobrancelha se levantou. — Por que você estava mesmo aqui, em primeiro lugar?


— Ele mal conseguia ficar em pé depois da segunda garrafa. Axton estava fora com seu novo sabor do mês tentando manter Liam de se enroscar com ela. Eu me senti mal pelo coitado bêbado. — Gabriella limpou seu lábio sangrando com a bainha de sua camisa. — Então eu o ajudei a vir para casa. Mesmo bêbada como eu estava, eu ainda não estava tão mal quanto ele. Emmie sentou lá olhando para Gabriella durante um minuto inteiro. Seus olhos se estreitaram para a outra mulher, como se estivesse procurando algum sinal de que ela estava mentindo. Deus, eu esperava que ela não estivesse mentindo, porque eu não sabia o que ia fazer se algo tivesse acontecido. — Saia, Gabriella. Não olhe para qualquer um dos meus caras de novo ou você vai pensar que o soco que Layla lhe deu foi uma cócega em comparação com o que vou fazer com você. A dor estava desaparecendo agora, então eu vi o olhar cruzar o rosto de Gabriella. A cadela realmente não sabia quando parar, quando ela estava à frente. Eu fiz uma careta quando ela abriu a boca espertinha. — O que você vai fazer, pequena miss perfeita? Nada, isso é o que, ou você teria feito isso quando eu lhe disse sobre o seu precioso Nik... Ela rompeu com um grito quando Emmie saiu voando para ela, unhas apontadas para seu rosto bonito. Gabriella tentou proteger o rosto quando os punhos de Emmie voaram. O som do tapa ecoou na sala, e eu vi um outro punhado de cabelo de Gabriella seguro nas mãos de Emmie neste momento. As maldições de Emmie teriam feito um marinheiro corar pelo jeito que ela as cuspiu. — Emmie! — Jesse lhe tinha dado uns bons dois minutos antes de ele tentar intervir, mas Emmie estava longe demais em sua raiva. — Chega, Em. — Ele tentou puxá-la para fora da outra mulher, mas só conseguiu um arranhão na bochecha para mostrar para seus esforços. Eu não estava prestes a entrar em cena quando Gabriella merecia tudo o que ela estava tendo. Se ela tivesse sido esperta, teria mantido a boca fechada e saído. Em vez disso, ela abriu a boca dela, e Emmie tinha sido incapaz de


controlar-se por mais um momento. Fazia mais de dois anos para chegar, mas a barragem presa agora estava aberta, e Emmie não ia parar até que ela colocasse tudo para fora de seu sistema. Foi Layla que pôs fim à luta. Ainda chateada com a outra mulher, ela não foi gentil quando ela agarrou Gabriella pelos cabelos e puxou-a para fora sob Emmie. Quando Emmie passou a seguir, Layla se colocou entre as duas. — Ela teve o suficiente, Em. — A voz calma de Layla rompeu a névoa vermelha de Emmie. — Ela é apenas uma pequena bola de pelo chorando agora. Layla empurrou Gabriella para longe dela, e ela caiu em sua bunda dura. Layla puxou Emmie em seus braços, embalando-a. — Está tudo bem, Emmie. Finalmente, Gabriella ficou inteligente e saiu. Eu não lhe dei uma segunda olhada quando ela me passou. A porta se fechou atrás dela, mas meu olhar estava nas duas mulheres sentadas no meu sofá. — Você realmente precisa cortar as unhas, Em, — Jesse reclamou, e eu dei uma boa olhada no arranhão na bochecha direita. Tinha cerca de uma polegada de comprimento e estava sangrando. — Foda-se! — Emmie estava cheia de remorso. — Oh, Jess, eu sinto muito! — É apenas um arranhão, querida. — Seu olhar mudou para mim. — À luz da confissão de Gabriella, eu estou feliz que eu não tenho que te chutar seu burro do caralho.


Vinte e Um

Lana Meu cérebro tinha desligado. Deixei o apartamento funcionando no piloto automático. Eu não lembro de descer pelo elevador ou Kyle, o porteiro, falando comigo. Eu não tinha nenhuma lembrança da corrida de táxi que me trouxe para casa ou entrar em meu apartamento. O leve cheiro de fumaça, bebida e sexo, que deveria ter me dito que pelo menos um dos meus companheiros de quarto voltou, estava perdido em mim enquanto eu abri a porta do meu quarto compartilhado e caí sobre minha cama sem me preocupar em fechar a porta. Durante muito tempo, eu estava lá no meu estômago, não sentindo muita coisa diferente do leve desconforto proveniente de minhas costas e as cólicas da TPM que não pareciam querer deixar-me. Eu não pensei em nada. Eu não podia. Minha mente estava tentando proteger meu coração e tinha fechado como um mecanismo de segurança. O céu iluminou-se lentamente fora da minha janela, mas eu ainda não percebi. Através da porta aberta, ouvi alguém se movendo ao redor do apartamento. A partir do som dos passos pesados, eu só podia supor que era Linc. O segundo par de passos pesados me disse que tinha trazido alguém para casa ontem à noite. Pisquei, percebendo que eu estava olhando para o mesmo ponto por horas. Meus olhos estavam secos e magoados. Meu corpo inteiro era uma grande dor. Suspirei e me sentei. Eu acho que eu gostava mais da dormência.


Do canto do meu olho, eu vi uma sombra na porta e virei minha cabeça para encontrar Shane ali. Ele parecia pálido, mas seus olhos estavam nublados com uma mistura de emoções que eu não queria pensar. O homem que eu tinha sonhado em ser meu cunhado estava me dando um olhar preocupado. — Como você está? — Ele perguntou, sua voz áspera. Eu dei de ombros. — Eu realmente não sei, — disse a ele honestamente. Eu estava esperando a raiva me bater, a raiva e humilhação. Principalmente, eu estava me perguntando por que eu não estava chorando. O homem que era suposto ser a minha alma gêmea, que sussurrou que me amava uma e outra vez quando ele se moveu dentro do meu corpo, estava na cama com outra mulher. Então, por que eu não estava chorando? — Jesse e Layla estão lá. Eles chegaram com Emmie cerca de uma hora atrás. — Ele deu alguns passos no meu quarto compartilhado. Suas mãos grandes estavam empurradas nos bolsos do jeans, e ele deixou a cabeça cair para trás sobre seus ombros enquanto ele franziu a testa para o teto. — Sinto muito, mana. Eu vacilei. — Por favor, não me chame assim, — Sussurrei. — Eu... Sim, tudo bem. — Nós dois estávamos em silêncio por um minuto. — Você quer que eu vá? Eu empurrei o meu cabelo emaranhado da minha cara antes de balançar a cabeça. — Não, Shane. Você pode ficar. Ele pareceu aliviado e sentou-se na cama ao lado de mim. — Quer comer alguma coisa? Linc está fazendo o café da manhã. — Não. Eu não estou com fome. Meu estômago está um pouco chateado. — Na verdade, eu estava lutando contra a vontade de vomitar. Droga de choque! Eu ia ser uma bagunça quando finalmente desaparecesse.


Houve uma leve batida na porta do quarto aberta, e eu me virei para encontrar Harper de pé em nosso quarto compartilhado. — Hey. — Sua voz era suave, fazendo com que o meu peito doesse um pouco mais. — Como você está? Eu dei de ombros. — Ainda não tenho certeza. — Quer que eu te ajude com suas ataduras? — Ela fechou a nossa porta do quarto, e eu vi que ela tinha um novo tubo de pomada na mão. — Você provavelmente quer um pouco disso nela. Eu assenti. — Obrigada. Shane levantou-se e Harper tomou o seu lugar, segurando a mão e apertando a dela por um momento antes de se afastar. Eu vi como algo se passou entre eles, mas tinha acabado e ido tão rapidamente que eu não podia dizer o que tinha sido. Shane me deu um sorriso triste. — Eu acho que vou pegar um sanduíche de bacon ou algo assim. Quando a porta se fechou atrás dele, eu puxei minha camisa sobre a minha cabeça e Harper começou a puxar a fita que prendia a gaze sobre a minha tatuagem. Esperei até as bandagens irem embora antes de falar. — Você está apaixonada por ele? Harper, no processo de abertura do novo tubo de pomada, parou o que estava fazendo. Ela franziu a testa, como se ela estivesse realmente pensando sobre a resposta à minha pergunta. Depois de um momento, ela suspirou. — Talvez. Eu só assenti e virei para que ela pudesse esfregar a pomada em toda a minha tatuagem. Eu vacilei algumas vezes quando ela tocou a pele ligeiramente sensível. A tatuagem pegava a maior parte das minhas costas. Realmente deveria ter sido feito em duas sessões, mas eu queria muito e paguei mais para fazê-la em uma. Agora... agora era apenas uma lembrança de um grande erro.


— Eu nunca deveria ter me envolvido com ele de novo, — sussurrei. — Eu sabia que só iria acabar em dor, e talvez fosse por isso que eu estava adiando a dizer-lhe que eu o amo. Ele é um roqueiro, algo que eu deveria ter mantido sempre me lembrando. — Ah, querida. Eu sei que você está sofrendo agora. Mas talvez... talvez ele não fez nada. Poderia ser apenas um mal-entendido. — Talvez... — Eu concordei, mas sem muito entusiasmo. Eu tinha pouca esperança para essa possibilidade.

***

Eu não deixei o meu quarto por mais uma hora e meia. Até então era quase hora do almoço, mas eu ainda estava me sentindo doente. Os cheiros persistentes de bacon e outros alimentos do almoço viraram meu estômago, e eu estava lutando contra a vontade de vomitar mais e mais a cada minuto que passava. Com a pele nas minhas costas ainda sensível, eu decidi contra um sutiã e vesti uma camiseta folgada que pertencia a Linc. Seu amigo festa do pijama, que eu aprendi que Linc havia conhecido na festa que ele e Dallas acabaram em vez de ir a discotecas na noite anterior, ainda estava descansando em nosso sofá, quando entrei na sala de estar. Shane e Harper estavam sentados ao lado dele assistindo televisão. Os três deles, principalmente os dois rapazes, pegavam quase todo o sofá, então eu me deixei cair no chão entre as pernas de Shane e de Harper. — Sentindo-se melhor? — Perguntou Harper, notando minha palidez. Eu estava respirando pela boca para não vomitar. — Não realmente. Eu poderia precisar de um balde, na verdade. — Linc! — Harper gritou.


— O quê? — Sua voz veio do fundo do corredor, provavelmente seu quarto. — Precisamos de seu balde de ressaca! — Disse ela. Eu fiz uma careta. Linc tinha uma ressaca quase todas as manhãs de domingo, mas em vez de dormir para ela passar, ele trabalhava através de sua doença. Na maioria das vezes isso significava levar em torno o que nós tínhamos considerado ‘o balde de ressaca’, onde ele vomitava quando precisava e, em seguida, ele continuava com o seu dia. Dallas jurava que ela ainda podia sentir o cheiro do conteúdo, mesmo depois de ter sido lavado na segunda-feira de manhã. Eu esperava que não fosse o caso hoje. Linc apareceu com o pequeno cesto de lixo branco. Quando ele ofereceu-me, franziu a testa. — Quer que eu chute a bunda dele? Ofereci-lhe um pequeno sorriso. — Não, mas obrigada pela oferta. Ele piscou. — Qualquer coisa por você, linda. O telefone ao lado da porta tocou, e eu senti meu estômago revirar, porque eu sabia no meu coração quem era. Eu ansiava por ver a minha irmã, e na verdade Jesse e Emmie também. Mas eu sabia que Drake estaria com eles. Quando Linc mudou-se para atender ao telefone, meu estômago soltou e eu esvaziei meu jantar da noite anterior no balde de ressaca. As mãos de Shane eram geladas no meu pescoço enquanto esfregava suavemente. Um pano úmido foi colocado contra a minha testa por Harper, e eu fechei os olhos, lutando contra a próxima onda da doença. Quando eu pensei que tinha o controle de tudo, eu levantei minha cabeça. — Shane, eu não quero que eles me vejam assim, — sussurrei. Ele apenas acenou com a cabeça e levantou-me em seus braços. — Eu tenho você, Lana, — ele murmurou enquanto me levou pelo corredor até o meu quarto. A partir da borda da minha cama, ouvi a porta da frente abrir. Através da porta aberta do quarto, eu podia ouvir as vozes femininas da minha irmã e


Emmie. Houve uma longa pausa entre as saudações quando Jesse falou com Linc e seu convidado. Bem, foda-se! Eu tinha esquecido sobre o novo cara. — Shane, certifique-se de que ninguém mate ninguém, enquanto eu escovo meus dentes, — eu disse a ele. — Vou fazer o meu melhor, — Prometeu e fechou a porta atrás de si. Harper permaneceu. — Precisa de ajuda? Eu balancei minha cabeça. — Não, mas obrigada. Você pode ajudá-lo? Todos eles têm problemas de território. — Sim, eu notei. — Ela suspirou. — Grite se precisar de mim. Quando a porta se fechou atrás dela eu me levantei e fui para o nosso banheiro. Eu limpei o gosto de vomito da minha boca e rezei para que eu não tivesse que fazê-lo novamente em breve. Meu cabelo parecia uma merda, e eu puxei-o em um rabo de cavalo desleixado. Assim que eu abri a porta do quarto, ouvi as vozes masculinas levantadas. Linc e Drake. Eu gemi, sabendo que Drake estava prestes a perdê-lo. Eu deveria ter apresentado os dois muito antes de agora, caramba! — De jeito nenhum! — Drake gritou. — Você não é o companheiro de quarto. Ela disse que era gay... — Cara, eu sou. — Cheguei a sala a tempo de ver Linc apontando para o cara sem camisa, ainda sentado no sofá. — Está vendo? Esse é o cara que você me viu saindo a noite passada. Lembra-se? Nós conversamos por uns 20 minutos ontem à noite, cara. Eu, você, Dallas, e Axton? Quaisquer sinos aí, cara? — Claro que ele não se lembra, — eu respondi por ele. — Se ele estivesse inalando Jack Daniels como eu suspeito que ele estava, então ele tem sorte de lembrar de seu próprio nome hoje.


— Anjo... Pela primeira vez eu deixei meus olhos irem até ele. Ele estava pálido, com os olhos vermelhos e vidrados. Lembrei-me de todos os sinais de suas ressacas. Gostaria de saber quanto tempo ele passou com a cabeça no vaso sanitário naquela manhã e se Emmie teve que ajudá-lo no chuveiro. — Não, — eu disse a ele. — Nunca use essa palavra de novo. — Parecia veneno agora; ele me chamando de anjo, me senti como um punhal branco quente me esfaqueando no coração. — Lana. — As mãos frias de Layla tocaram no meu braço, e eu virei minha cabeça para encontrar o olhar da minha irmã. — Baby, você está bem? Você parece um pouco verde. — Eu não quero falar sobre isso, Layla. — Mais do que qualquer coisa eu queria que ela apenas me segurasse, me balançasse nos braços do jeito que ela fazia quando eu era uma garotinha. Mas eu sabia que tinha que lidar com Drake. Eu já podia sentir as lágrimas que tinha evitado por horas me atacando. — Eu gostaria que eu pudesse fazer a noite passada desaparecer. — A voz de Drake fez minha cabeça virar em sua direção, mais uma vez. Ele deu alguns passos em direção a mim, mas meu olhar o deteve. — Eu sei que eu te decepcionei, Anjo... — Eu disse que não. Ele hesitou por um segundo antes de apertar sua mandíbula. — Nada aconteceu, — ele me informou, soando tão certo. — E você sabe disso porque você se lembra? Você sabe que nada aconteceu? — Eu exigi, não acreditando nele por um minuto. — Não, eu não me lembro de nada da noite passada, Anjo. — Seus ombros caíram um pouco. — Mas...


— Mas nada! — Eu me afastei da minha irmã e dei um passo em sua direção. — Se você não se lembra, então como você pode ter tanta certeza de que não aconteceu nada? — Porque a sua irmã bateu isso para fora de Gabriella, — A voz profunda de Jesse me informou. — Eu... O quê? — Eu exigi, virando-me para o meu cunhado. — Ela fez o quê? Jesse tinha um olhar de orgulho no rosto e uma inclinação de meio sorriso nos lábios. — Sim, eu sei. Foi tão quente. Entre ela e Em, eu acho que a cadela está careca em alguns lugares. Eu tinha certeza que se o meu mundo não estivesse desmoronando naquele momento eu teria rido. Minha irmã cuspidora de fogo chutando a bunda de Gabriella Moreitti? Eu teria pago dinheiro para ver isso! Mas eu não estava com vontade de rir. — Ela admitiu que não aconteceu nada e você acreditou? Jesse deu de ombros. — Ela pode ter dito só para tirar Layla dela. Não que funcionou. Eu tive que puxá-la para fora. Em, qual é a sua opinião? Você acha que ela estava mentindo? Emmie tinha estado calmamente em pé perto da porta. Seu olhar assimilou tudo, não perdendo nada. Quando seus olhos verdes encontraram os meus, eu vi que ela realmente acreditava na outra mulher. — Eu duvido que alguma coisa aconteceu. Drake não tinha bebido nos últimos meses. Com tanto licor em seu sistema... ele estava provavelmente estava inútil abaixo da cintura. Meus olhos se fecharam quando a esperança fluía através de mim, mas foi de curta duração. Uma noite atrás Drake e nossas vidas - nosso futuro juntos foi tudo pelo ralo. — Não seria a primeira vez que ele estava bêbado e que foi capaz de funcionar, — eu sussurrei.


— O que você está dizendo, Lana? — perguntou Layla, mas eu podia ouvir em sua voz que ela sabia o que eu estava dizendo. — Vocês...? Eu não lhe respondi quando forcei meu olhar a encontrar o de Drake. — Você não se lembra de nada, mas até que você faça, eu nunca vou acreditar que você não teve relações sexuais com ela. Ele engoliu em seco. — Eu nunca vou me lembrar, Lana. — Sim, eu sei. Assim como você nunca vai se lembrar da nossa noite juntos. — Sua cabeça foi para trás como se eu lhe tivesse dado um soco. — A nossa noite juntos? — Ele parecia estrangulado. Eu sabia que dizer a ele agora só iria machucá-lo, mas a cadela em mim simplesmente não se importava. Eu estava sofrendo, e eu queria que ele sofresse também. Eu queria que ele sofresse mais! — A noite antes de Jesse e Layla se casarem? A noite em que tomou a minha virgindade? Tenho certeza de que a noite é um buraco branco em sua mente. Provavelmente é por isso que você não sabe por que eu estava tão abalada na noite seguinte, quando ouvi você foder uma vadia contra a porta que separava nossos quartos. — Não! — Ele estava na minha frente, em poucos passos, seu aperto em meus braços tão apertado que era doloroso. — Diga-me que isso não aconteceu! — ele pediu. — Eu não posso. — Me soltei do seu domínio. Não havia necessidade de dar um tapa em seu rosto, não quando ele já estava batido da minha admissão. — Você terminou, agora? — Perguntou Emmie, calma como sempre. — Você talvez queira tirar seu coração e pisar nele também? — Eu acho que ela fez isso, — Shane murmurou, pela primeira vez, juntando-se. — E ele não tem ninguém para culpar além de si mesmo, Em. — Ela sabia que iria destruí-lo. — Emmie apontou para mim, parecendo selvagem. — Ela sabia que tinha todo o poder aqui, e ela usou contra ele! Se ela o


amasse da maneira como todo mundo parece pensar que ela faz, ela nunca teria feito isso. Suas palavras eram como um tapa na minha cara. Eu não conseguia encontrar as palavras para me defender contra ela, porque parte de mim sabia que ela estava certa. Olhei para o homem que estava com a cabeça pendurada, lágrimas caindo de seus olhos, e eu sabia que tinha feito essa bagunça. Isso tudo foi culpa minha... — Ela usou para se proteger! Drake é um homem adulto, ele fez seus próprios erros. Pare de colocar a bagunça dele em seus ombros. Eu nem sequer ouvi as palavras de Shane. Sua voz era apenas ruído de fundo para mim enquanto lutei contra a vontade de vomitar. Eu tinha feito uma bagunça da minha vida, e eu tinha arruinado o futuro que eu queria tanto com Drake. Com um grito cheio de dor, eu me virei e corri pelo corredor em direção ao meu quarto.


Vinte e Dois

Drake Eu não sabia o que esperar quando saí do meu apartamento com os meus convidados. Emmie chamou um táxi, logo que saímos na rua, e eu era o último a deslizar para trás. Layla me deu um pequeno sorriso triste enquanto Emmie deu ao motorista o endereço no banco da frente. Tentei devolver o sorriso, mas meu rosto estava congelado. O passeio pareceu que levou uma eternidade, mas acabou muito cedo. Eu estava dividido entre querer apressar e resolver tudo e querer adiar na esperança de que iria consertar-se com o tempo. Quando chegamos ao prédio de Lana, tivemos que esperar até que alguém viesse lá embaixo, até porque Emmie e Layla nunca tinham estado lá antes. Um cara musculoso atendeu a porta, e eu notei um cara sem camisa sentado no sofá que eu tinha de assumir que era Linc porque ele estava me analisando assim que entrei no apartamento. — Quem diabos é esse? — Jesse exigiu. O Musculoso olhou para a cara no sofá. — Ele está comigo. Shane veio do fundo do corredor, e eu me perguntei se ele tinha estado no quarto de Lana. — Está tudo bem, Jess. Lana está segura.


— Caras aleatórios entram e saem deste lugar regularmente? — perguntou Jesse, com o cenho franzido e os olhos em tempestade. Ele soava como um pai protetor. — Não tão frequentemente como você poderia pensar. — Linc tentou colocálo à vontade. — Linc nunca deixaria ninguém nos machucar. — Harper apareceu atrás de Shane, a mão tocando suas costas antes de pisar em torno dele. — Não há nada para se preocupar. — Eu não gosto disso, — Jesse resmungou, mas não fez nenhum comentário adicional. Como poderia, sem soar como um hipócrita depois de todos os anos que tinha colocado Emmie na linha de casos de uma noite? Algumas dessas meninas eram perigosas em seu próprio direito, mas Emmie tinha sido capaz de cuidar delas. — Linc, eu acho que estou indo, homem... — O descamisado disse, olhandonos a todos com apreensão agora. Isso me pegou desprevenido. O musculoso era o Linc? Eu não poderia imaginá-lo como gay. Ele era muito... Não! — De jeito nenhum! Você não é o colega de quarto. Ela disse que era gay... — Cara, eu sou. — Ele apontou para o cara sem camisa, ainda sentado no sofá. — Está vendo? Esse é o cara que você me viu saindo na noite passada. Lembra-se? Nós conversamos por uns 20 minutos ontem à noite, cara. Eu, você, Dallas, e Axton? Quaisquer sinos aí, cara? — Claro que ele não se lembra. — A voz de Lana tinha minha cabeça estalando ao redor. Ela estava pálida, doente. Meu coração apertou. Eu fiz isso com ela! — Se ele estivesse inalando Jack Daniels como eu suspeito que ele estava, então ele tem sorte se lembrar de seu próprio nome hoje. — Anjo... — Dei um passo em sua direção. — Não faça isso. — Sua voz era fria. — Nunca use essa palavra de novo.


Layla se aproximou de sua irmã. Ela disse alguma coisa, mas eu só poderia incidir sobre Lana. Sua camisa era três vezes grande demais para ela, sua calça de yoga algo que eu já tinha visto milhares de vezes. Seu cabelo estava uma bagunça mesmo puxado para trás em um rabo de cavalo. Havia suor em seu lábio superior e na testa, e eu me perguntei se ela estava se sentindo mal. — Eu gostaria que eu pudesse fazer a noite passada desaparecer, — eu disse a ela, dando alguns passos mais perto. Talvez se eu pudesse abraçá-la tudo ficaria bem. Seu olhar me fez parar. — Eu sei que eu te decepcionei, Anjo... — Eu disse que não. As palavras saíram como um sussurro, mas se sentiram como se fossem gritadas dentro da minha cabeça. Ela não queria que eu a chamasse de Anjo. Era compreensível depois de tudo o que eu a tinha feito passar durante as últimas vinte e quatro horas. Isso não quer dizer que doeu menos. — Não aconteceu nada. — E você sabe disso porque se lembra? Você sabe que não aconteceu nada? — Não, eu não me lembro de nada da noite passada, Anjo. Mas... — Mas nada! Se você não se lembra, então como você pode ter tanta certeza de que não aconteceu nada? — Porque a sua irmã bateu isso fora da Gabriella, — Jesse assegurou. — Eu... O quê? Ela fez o quê? Jesse tinha um olhar de orgulho no rosto e uma inclinação de meio sorriso nos lábios. — Sim, eu sei. Foi tão quente. Entre ela e Em, eu acho que a cadela está careca em alguns lugares. — Ela admitiu que não aconteceu nada e você acreditou? — Eu pensei que poderia haver esperança em sua voz.


Jesse deu de ombros. — Ela pode ter dito isso para tirar Layla dela. Não que funcionou. Eu tive que puxá-la para fora. Em, qual é a sua opinião? Você acha que ela estava mentindo? — Eu duvido que alguma coisa aconteceu. Drake não tinha bebido nos últimos meses. Tanto licor em seu sistema... ele estava provavelmente inútil abaixo da cintura. Eu não tinha a menor vergonha de ter Emmie falando sobre a probabilidade de o meu pau ter trabalhado ou não. Se qualquer coisa, eu estava aliviado que ela pensou isso. Talvez isso ajudasse a convencer Lana... Os olhos de Lana fecharam e eu pensei que ela estava aliviada, que tudo ia ficar bem agora... Suas próximas palavras fizeram minha cabeça girar. — Não seria a primeira vez que ele estava bêbado e que foi capaz de funcionar, — ela sussurrou. — O que você está dizendo, Lana? — Perguntou Layla. — Vocês...? O olhar de Lana travou com o meu. — Você não se lembra de nada, mas até que você faça, eu nunca vou acreditar que você não teve relações sexuais com ela. Engoli em seco, sabendo que ela estava me dizendo que se eu não me lembrasse, que tínhamos terminado. — Eu nunca vou me lembrar, Lana. — Sim, eu sei. Assim como você nunca vai se lembrar da nossa noite juntos. Eu me senti como se alguém tivesse realmente me dado um soco no estômago. — A nossa noite juntos? — Minha voz era fraca. — A noite antes de Jesse e Layla se casarem? A noite em que tomou a minha virgindade? — Seus olhos eram de uísque em chamas. — Tenho certeza de que a noite é um buraco branco em sua mente. Provavelmente é por isso que você não sabe por que eu estava tão abalada na noite seguinte, quando ouvi você foder uma vadia contra a porta que separava nossos quartos.


— Não! — Eu me movi, mesmo sem perceber que eu estava fazendo isso. Agarrei seus braços, segurando-a, mesmo que eu sabia que não ia ser capaz de segurar a nós. — Diga-me que isso não aconteceu! — Eu não posso. — Ela se afastou de mim. Um soluço parecia estar preso em meu peito, as lágrimas derramando, mas eu não me importava. O último prego estava sendo martelado em meu caixão, e eu não sabia como pará-lo. Eu estava indefeso para parar a dor que estava começando a me consumir. As vozes de Emmie e Shane nem sequer penetraram na escuridão ao meu redor. Lana fugiu de mim, e eu sabia que o meu mundo tinha parado oficialmente. Dedos frios e suaves tocaram meu braço, e eu pisquei os olhos para ver através das minhas lágrimas. Layla estava ao lado de mim, seu rosto uma mistura de emoções. — Eu sei que é difícil, mas você tem que ir. Jesse vai matar você, Drake. Olhei para o meu amigo, vendo a tempestade com cada segundo que passava. — Deixe-o, — disse a ela. Um fim para a dor que eu estava sentindo seria bem-vindo...

***

Eu não sei como acabei no chão. Um minuto eu estava em pé na sala de estar de Lana, sentindo a pior dor da minha vida, a próxima eu estava frio. Emmie estava se inclinando sobre mim, sua mão firme me batendo no rosto enquanto ela gritava meu nome repetidas vezes. — Drake! Eu pisquei, incapaz de manter os olhos abertos por mais de um ou dois segundos antes de ter que fechá-los novamente. — Foda-se! — Exclamei, levantando a mão para tocar minha latejante mandíbula. — O que aconteceu?


Uma sombra apareceu em cima de mim, e eu olhei para o meu irmão. — Layla tentou te avisar, mano. Jesse tem um fodão gancho de direita nele. — O breve olhar que dei no rosto de Shane me disse que não estava sentindo qualquer empatia por mim. — Você esteve fora por cerca de dois minutos. Eu gemi, voltando ao meu lado para que eu pudesse tentar levantar-me. — Onde está Lana? — Eu exigi. — Em seu quarto. Provavelmente vomitando novamente. — Atirei a Shane uma carranca enquanto eu me endireitava. — Ela não está em sua melhor forma nesta manhã. Encontrar seu namorado dormindo com a bunda de outra mulher contra sua virilha tende a virar o estômago de uma menina. — Foda-se, — eu murmurei, passando uma mão trêmula pelo meu cabelo. — Eu preciso falar com ela. — Você precisa ir para casa. — A voz fria de Emmie me disse, e eu me virei para olhá-la. — Jesse está segurando seu temperamento por suas unhas. Layla empurrou-o pelo corredor para que ele não o matasse. — Eu não vou sair até falar com Lana, — eu disse a ela, empurrando o meu irmão e dirigindo-me para o quarto de Lana. O soco de Jesse deve ter batido algum sentido em mim, porque eu estava vendo as coisas mais claramente agora. Se eu não falasse com ela agora, não a visse agora, então eu ia perdê-la para sempre. O musculoso estava no meu caminho, quando cheguei ao corredor que levava aos quartos. Linc era um bruto pesadão, ainda maior do que Jesse em tamanho e músculo. — Deixa ela em paz, cara. Eu não quero chutar o seu traseiro. Ele era maior do que eu, me superado em pelo menos vinte quilos de puro músculo, mas eu não estava no estado de espírito para me importar. Eu só tinha um objetivo e era chegar até Lana, para pleitear e implorar por mais uma chance. Ninguém ia me manter longe dela.


— Lana! — O grito de Harper estava cheio de medo. Linc nem hesitou, ele apenas se virou e saiu correndo pelo corredor. Todo mundo o seguiu, e eu empurrei através das massas de familiares e colegas de quarto para chegar ao quarto de Lana. Ela estava deitada na soleira da porta que dava para o banheiro de conexão. Harper estava debruçada sobre Lana, tentando fazê-la acordar. Layla já estava lá olhando para sua irmã em horror. Eu segui seu olhar e meu coração parou quando eu vi que a calça de yoga estava coberta de sangue. — Lana, acorde! — Harper pediu enquanto ela abanava seu rosto. — Por favor, por favor, por favor, acorde. Shane estava logo atrás de mim, e quando ele viu o sangue na calça de Lana, o sangue que ainda estava quase jorrando dela e inundando o tapete sob ela, ele fez um barulho de engasgo. Emmie empurrou para a porta, o telefone já em sua orelha. — Saia, Shane. Vai esperar os paramédicos! Abaixei-me ao lado de Lana. Seu rosto estava pálido, a vida parecendo escorrer para fora dela. Segurei a mão dela. Estava tão fria. — Anjo... — eu sussurrei, mas ela nem sequer pestanejou. Linc empurrou Harper para fora do caminho e sentiu o pescoço de Lana procurando um pulso. — É muito fraco. — Ele disse, olhando para Emmie que estava no telefone latindo ordens. Eu só podia adivinhar que ela estava falando para o 911. Meu coração estava disparado, o medo me segurando tão forte que eu quase não conseguia respirar. Eu queria fazer alguma coisa, qualquer coisa, mas era inútil. Pareceu uma eternidade antes que os paramédicos chegassem, mas foram apenas dez minutos. Meu coração parou quando Linc gritou que Lana tinha parado de respirar, assim que os paramédicos entraram pela porta. Eu fui empurrado para fora do caminho para que eles pudessem chegar até ela. Layla estava conversando com a EMT no comando, perguntando se ela poderia ir com eles, mas não podiam deixá-la ou qualquer outra pessoa, não quando Lana estava mal sobrevivendo. Quando eles carregaram ela na maca,


peguei a mão dela mais uma vez. Seus dedos eram como gelo agora, e eu não estava fazendo nada, além de orar, quase obrigando-a a viver. Eu tinha ouvido o que os paramédicos tinham dito, eu sabia o que estava errado. Só mais uma coisa que eu era responsável. Só mais uma coisa que ameaçou levar Lana para longe de mim para sempre... Lana estava perdendo o nosso bebê.


Vinte e Três

Lana Sentei-me na ponta da minha cama, minha cabeça em minhas mãos enquanto eu chorava. Eu tinha acabado de destruir o homem que eu amava. Eu sabia que nada aconteceu na noite anterior. Eu não podia deixar de acreditar quando ambas Layla e Emmie haviam batido isso para fora de Gabriella. Eu tinha levado apenas um minuto para entender tudo na minha cabeça. Agora eu tinha que consertar o que eu tinha quebrado na sala ao lado, e eu não tinha ideia de como ia fazer isso. Eu nunca deveria ter contado a ele sobre a nossa noite juntos. Não tinha feito nada, além de machucá-lo, algo que tinha sido o objetivo assim que as palavras saíram da minha boca. Mas agora me arrependia disso. Emmie estava certa. Eu tinha segurado todo o poder e eu tinha usado contra Drake, quando deveria tê-lo amado. Harper bateu em nossa porta do quarto, e eu levantei minha cabeça enquanto ela enfiou a dela para olhar para mim. — Você está bem? Eu dei de ombros. — Eu não sei. — Essa parecia ser a minha resposta para tudo hoje em dia. — Eu errei muito ruim, Harper. Ela entrou no quarto e fechou a porta atrás dela. — Vai ficar tudo bem, querida. Drake te ama tanto quanto você o ama.


— Eu sei. — Se nada mais, eu sabia que Drake me amava. Ele precisava de mim, e eu precisava dele. Suspirando, eu empurrei o cabelo que tinha caído do rabo de cavalo da minha cara. — Ele ainda está aqui? — Ele está desmaiado lá fora agora. Seu cunhado bateu feio nele. — Um sorriso amargo torceu sua boca. — Layla tem ele no quarto de Linc tentando esfria-lo. Perfeito. Agora, eu tinha feito dois homens que tinham sido amigos por toda a vida brigar. — É melhor eu ir lidar com eles, então. — Eu me mexi na beira da cama e fiz uma careta de dor. Minhas dores estavam piorando. Eu respirei fundo, tentando passar por elas sem choramingar. Minha menstruação estava atrasada, nada de anormal nisso, mas agora que estava se preparando para começar, ia ser uma verdadeira puta para passar. Quando a última pareceu passar eu me levantei. — Eu só preciso de um minuto... — murmurei. Quando eu dei um passo em direção ao banheiro o mundo pareceu se inclinar. Senti algo espesso e pegajoso deslizar por minhas coxas e tive bastante senso de olhar para baixo. Minhas calças de yoga estavam cobertas de sangue... A dor era terrível. Eu não tinha mais nada para comparar. Pisquei os olhos abertos, sem saber o que ia encontrar. O quarto de hospital não estava na minha lista de coisas a esperar encontrar. Havia tubos vindos de todas as direções: oxigênio no meu nariz, um IV no meu braço esquerdo, e um monitor cardíaco no meu peito. Mudei minhas pernas e meu corpo inteiro protestou em dor. Um gemido escapou-me. Fortes dedos frios roçaram na minha testa. — Anjo? — Drake? — Eu sussurrei seu nome. Meus lábios secos e rachados, minha garganta se sentindo como se tivesse engolido vidro. — O que... o que aconteceu? Ele estava pálido, com um crescimento de alguns dias de barba em sua mandíbula que não tinha estado lá quando eu o vi pela última vez. — Sinto muito, Anjo. Isso tudo é culpa minha. — Sua voz falhou e eu vi as lágrimas em seus olhos.


Segurei sua mão, com medo. — Nada é culpa sua. Pare de pensar coisas desse tipo. — Eu puxei sua mão, puxando-o para mais perto. Eu não tinha ideia do que tinha acontecido, mas eu sabia que Drake não tinha culpa de nada. — Eu amo você, Drake. O soluço que o deixou fez meu coração doer. — Eu te amo, Anjo... — Ele beijou minha testa. — Eu te amo mais do que qualquer coisa no mundo. — O que há de errado comigo? — Perguntei. — Por que dói tanto? Ele fechou os olhos. — Você teve um aborto espontâneo. Nosso bebê se foi. Se eu achava que estava com dor antes, não era nada comparado ao ouvir aquelas palavras. — Eu... — Lágrimas me cegaram. — Eu estava grávida? Drake assentiu. — Sinto muito, Anjo. Eu deveria ter protegido você… — Pare de dizer que você sente muito! — Eu chorei. — Você não é o único que está nesta relação, estúpido. Eu sabia que não estávamos sendo cuidadosos... — Talvez eu esperasse que algo acontecesse, como engravidar. Eu não estava preocupada em não ser cuidadosa, porque no fundo eu queria um bebê de Drake. Era egoísta, mas eu tinha secretamente querido essa ligação a ele. E eu nem sabia que tinha realmente acontecido. Nosso filho estava crescendo dentro de mim, e eu não sabia. Um soluço parecia que estava sendo arrancado do meu peito. — Drake, nosso bebê! Ele me recolheu em seus braços, tanto quanto podia sem me machucar. — Eu sei. Eu sei, Anjo, — ele sussurrou entrecortado quando gentilmente me abalou. A porta do meu quarto se abriu tão de repente que me assustou. Um homem com cabelos grisalhos e um casaco branco entrou com uma enfermeira bem atrás dele. — Senhorita Daniels, — ele cumprimentou, e eu levantei a cabeça do peito de Drake. — É bom vê-la acordada. Eu fiz uma careta para ele. — Quanto tempo eu fiquei desacordada? — Talvez essa deveria ter sido a minha primeira pergunta para Drake, mas eu ainda


estava um pouco desorientada e estava achando ainda mais difícil de concentrarme com a notícia que Drake tinha me dado. — Três dias, de forma inconstante. — O médico colocou o iPad na mesinha ao lado da minha cama, e Drake relutantemente se afastou para permitir o acesso do médico para mim. — Você tinha todo mundo na sala de espera em alfinetes e agulhas esperando por você para acordar. O Sr. Stevenson aqui se recusou a sair do seu lado, e sua irmã esteve enlouquecendo meu pessoal querendo um relatório de progresso de hora em hora... — Um pequeno sorriso inclinou seus lábios — ... mas nós conseguimos. Eu não conseguia encontrar a força para retornar o seu sorriso. Eu sentia muita dor, física e emocionalmente. — Drake disse que eu tive um aborto espontâneo. O médico assentiu. — Sim... Essas coisas às vezes acontecem nas primeiras gestações, mas a sua foi um pouco diferente. Você teve uma gravidez ectópica, onde o bebê se estabeleceu em sua trompa de Falópio, e à medida que crescia esse tubo rompeu. Você quase sangrou até a morte. Eu tive que remover o tubo. Minha mão foi para a parte inferior do meu estômago, e eu senti o curativo que cobria a incisão. — Eu vou... — Parei e levantei os olhos para encontrar os do Drake. — ... eu vou ser capaz de ter outro bebê? — Por causa da remoção do Falópio suas chances de conceber foram cortadas ao meio, mas não vejo nenhuma razão para você não ser capaz de ter outro bebê. Alívio tomou conta de mim e as lágrimas começaram a cair mais uma vez. — Sério? O médico assentiu. — Você é uma mulher jovem e saudável. Não há nenhuma razão que você não deve conseguir. Levou o médico dez minutos para me examinar. Eu estava sentindo uma grande dor no momento em que ele e sua enfermeira saíram com a promessa de trazer-me medicação para dor em breve. Deitei-me contra os travesseiros


enquanto Drake continuou a olhar para fora da janela onde estivera todo o tempo que o médico estava me examinando. — Drake? Seus ombros se levantaram e caíram quando ele soltou um longo suspiro, mas ele não se virou. — Eu não faço nada, senão te machucar. Fechei os olhos, com medo de que ele estava prestes a dizer-me adeus. — Não. — Sim. — Seus movimentos eram bruscos quando ele finalmente se virou para me encarar. — Eu me aproveitei de você em dezembro, em seguida, te traí no dia seguinte. — Eu vacilei com a dor que essa lembrança tinha causado. — Então eu me virei e fiz a mesma coisa. Eu sou completamente errado para você, Lana. — Anjo, — eu sussurrei, e ele franziu a testa. — O quê? Uma lágrima derramou no meu rosto, e eu rapidamente a limpei. — Anjo. Não Lana, nunca Lana novamente. Eu sou seu anjo, Drake. Nunca mais me chame de Lana novamente. — Eu... — E você está errado. Eu não acho que você me enganou com Gabriella. Mesmo bêbado, você não faria isso, especialmente com ela. — Eu levantei a minha mão, oferecendo a ele, em silêncio, pedindo-lhe para vir para mim. — Você não é errado para mim, Drake. Você é a melhor coisa do meu mundo. Eu não posso imaginar minha vida sem você. Ele deu um passo hesitante para a frente. — Eu te amo, Anjo. Mais do que tudo, eu te amo. — Eu também te amo. — Isso saiu como uma promessa, o que era. — Abrace-me, Drake. Por favor, me abrace.


Ele moveu-se rapidamente e, em seguida, seus braços estavam em volta de mim, e eu senti um pouco da minha tensão ir. — Eu pensei que tinha perdido você. — Suas lágrimas embeberam no meu pescoço enquanto enterrava o rosto no meu ombro. — Eu pensei que tinha perdido minha razão de viver. Eu penteei meus dedos pelos seus cabelos, acalmando-nos ambos um pouco. — Você nunca poderia me perder, baby. Eu sou sua, para sempre.

***

Eu estava quase dormindo quando ouvi a porta do meu quarto privado abrir. Pensando que era Drake voltando após o horário de visitas, mesmo que eu o tinha feito prometer voltar para casa e dormir, eu levantei minha cabeça. Se eu fosse honesta, eu admitiria ser egoísta o suficiente para querer Drake de volta, mesmo sabendo que ele estava morto em seus pés depois de se sentar ao lado da minha cama pelos últimos três dias. Não era Drake, no entanto. Pisquei na luz fraca vinda dos candeeiros altos fora de minha janela, pensando em primeiro lugar que eu estava realmente dormindo e sonhei que o homem calmamente fez o seu caminho em direção a mim. Eu estava acordada, e ele era muito real. — O que você está fazendo aqui, Cole? — Eu exigi, minha voz rouca do tubo que estava na minha garganta durante a minha cirurgia de emergência, três dias antes. Ele parou a poucos metros de distância. Eu não podia ver seus olhos sob a luz fraca, mas seu rosto parecia pálido. — Axton e eu viemos visitá-la ontem, e falei com sua irmã e seu cunhado. — Sua voz era rouca, cheia de uma emoção que eu não poderia colocar no velho roqueiro. — Por que você não me contou, Lana?


Meu coração ficou frio, e puxei as cobertas até o meu peito. — Contei o quê? — Eu tentei me fazer de boba, mas ele não estava aceitando nada disso. — Você é minha filha. — Ele enfiou as mãos nos bolsos do jeans quando ele franziu a testa para mim. Eu gostaria de poder ver seus olhos, aqueles olhos que eram idênticos aos meus, mas eles estavam nas sombras. — Você algum dia iria me dizer você mesma? Eu apertei meu queixo, chateada com a minha irmã e Jesse por dizerem a este homem. — Provavelmente não, — eu disse a ele a verdade. Um pequeno sorriso inclinou os lábios dele, embora seu rosto ainda estivesse franzido. — Pelo menos você é honesta. Você tem fogo, Lana. Deus, você me faz lembrar... — Se você disser que eu lembro-o de você, irei jogar algo em sua cabeça! — ... Minha irmã, — ele terminou, um sorriso cheio fazendo o seu rosto relaxar em uma maneira que o fez parecer pelo menos dez anos mais jovem. — Você me lembra a minha irmã. Você parece um pouco como ela, na verdade. Eu estou surpreso que não notei antes. Eu não queria entrar em uma grande discussão com Cole Steel. — O que você quer, Cole? O sorriso desapareceu. — Eu queria ver como você está. Para certificar-me de que você estava bem. Senti raiva começar a ferver nas veias. — Como você pode ver eu estou viva. — Ele se encolheu como se eu tivesse lhe dado um tapa com força suficiente para bater alguns dentes soltos, mas eu me recusei a simpatizar com ele. Para mim, sua preocupação veio 18 anos tarde demais. — Eu sei que você não gosta muito de mim, Lana. Eu não culpo você por me odiar, na verdade. Quando você nasceu, eu não era uma pessoa muito legal, mais como um bastardo realmente. — Ele suspirou. — Eu perdi tudo e eu culpei você,


mesmo quando eu sabia que você era a única inocente em toda a bagunça maldita. — Eu nunca quis seu dinheiro, — eu cuspi as palavras para ele. — E eu nunca planejei parar o apoio à criança. — Ele me surpreendeu ao admitir isso. — Foi apenas uma estratégia para forçar sua mãe a deixar-me vê-la. Apesar de tudo, eu encontrei-me querendo saber mais, de repente. — Por quê? Cole fez uma careta. — Na época eu pensei que eu ia morrer de câncer na garganta. Eu queria fazer paz com todos em minha vida, você incluída. Isso foi antes de removerem o nódulo em minha voz e descobrirem que era benigno. — Eu estou tão feliz que quando você descobriu que não ia morrer você decidiu que não valia a pena o seu tempo depois de tudo. — Revirei os olhos para ele, com raiva dele e eu até mesmo por me atrever a perguntar sobre esse tempo na minha vida. — Eu acho que você deve ir agora. Eu estou cansada. — Eu não queria chatear você, Lana. Sinto muito que eu fiz. — Seu rosto estava cheio de remorso, mas eu não estava disposta a deixar-me importar. — Alguma vez você resolveu as coisas com o seu filho? — Eu falei atrás dele antes que ele tivesse chego à porta. O fato de que eu tinha um irmão nunca tinha realmente importado para mim. Mesmo com a idade de oito anos, quando eu percebi pela primeira vez que eu tinha um irmão, eu sabia que o menino com quem eu compartilhava sangue era um idiota. Cole virou. — Não. Sua mãe o envenenou contra mim. Agora, mesmo tão bem sucedido quanto ele está no negócio de filme, ele não é muito de que se orgulhar. Não como você, Lana. De você, eu sempre fui orgulhoso. Por não acabar como sua mãe, por crescer para ser tão madura e independente. — Layla era um bom modelo. Ela me criou, cuidou de mim, e fez as coisas que você deveria ter tido as bolas para fazer. — As palavras vieram para fora


cheias de veneno. — Você não era homem o suficiente para cuidar de suas responsabilidades. Outros tiveram que fazer o seu trabalho. — Eu sei. — Ele não estava dando desculpas o que me deixou ainda mais irritada, o que era completamente louco. — Você não merece ser meu pai. — Eu sei disso também. — Pare com isso! — Eu gritei. — Pare com isso! — Parar com o quê, Lana? — ele perguntou, sua voz calma no meu furor. — Paro de concordar com você? Eu sei que sou um pedaço de merda. Eu sei que te decepcionei quando eu deveria ter feito tudo em meu poder para protegê-la. Não passa um dia que eu não acordo me odiando por causa do que eu fiz com você. Porra, garota. Eu nem sequer sabia o seu nome até que Jesse Thornton quase arrancou minha cabeça ontem. E quando eu percebi que a garota que eu tinha jogado fora como lixo de ontem era você... Que a minha menina tinha estado tão perto de sangrar até a morte, e eu não tinha chegado a dizer-lhe todas as coisas que eu queria - precisava - contar a você, eu pirei. Lágrimas irritantes e frustrantes derramaram pelo meu rosto, e eu as limpei com a mão que não estava enroscada na minha linha IV. — E você acha que vir aqui e desnudar a sua alma apagará o passado? — Eu balancei minha cabeça. — Isso não funciona assim, Cole. — Deus, eu sei, querida. Eu sei que nada que eu diga ou faça vai apagar o passado. Eu estou mesmo preparado para você me odiar o resto de sua vida... Eu só precisava falar com você. Para dizer... — ele soltou um longo suspiro que estava cheio de remorso. — Eu sinto muito pela sua perda, querida. E eu espero que você e Stevenson sejam felizes juntos. Ele não merece você, mas se ele te faz feliz, então você o segure firme. Eu abri minha boca para gritar com ele novamente, mas não saiu nada, apenas um soluço abafado. Através das minhas lágrimas, eu vi como meu pai se virou e saiu pela porta do meu quarto de hospital.


***

Passei mais três dias no hospital. Por esse tempo, Nik tinha voado com Mia e Lucy. Eu não tinha visto a minha irmãzinha desde que me mudei para Nova Iorque, por isso foi um reencontro doce e amargo quando eu pude vê-la. Ela mantinha seu cabelo mais curto agora, todos aqueles longos cachos escuros agora cachos pequenos curtos até seu queixo acabando por adicionar à sua beleza. Minhas emoções estavam por todo o lugar no momento. O médico me disse que era completamente normal, que eu teria alguma depressão pós-parto, mesmo que eu não estivesse muito longe na gravidez. Vendo Mia, tão linda e saudável, fez meu coração doer por um pequeno ser desconhecido que vinha crescendo dentro de mim... Eu estava tão feliz de ir para casa. Me senti como se fosse enlouquecer trancada no quarto do hospital. Em vez de voltar para o meu apartamento, Drake pediu-me para ir para casa dele. Ele queria que eu mudasse para lá, e eu estava mais do que disposta a fazer exatamente isso. Eu não queria passar um dia longe dele nunca mais se eu pudesse evitá-lo. Layla e Jesse tentaram me convencer a ir para a Califórnia com eles quando fui para casa, mas eu não podia. Para mim, Nova Iorque era a minha casa agora. Eu só esperava que Drake se sentisse da mesma maneira. Toda noite, Drake dormia ao meu lado. Ele me segurava perto, e nós conversamos como nunca tínhamos falado antes. Eu senti como se eu o conhecesse por dentro e por fora agora, mas faltava alguma coisa. Ele beijou-me muitas vezes, mas nunca tentou levá-lo mais longe. Mesmo quando eu recebi carta branca do médico, seis semanas depois, era como se ele estivesse com medo de me tocar. Eu não sabia o que pensar sobre isso. Eu sabia que ele ainda me queria, podia sentir sua ereção cada vez que ele me beijava. A cada manhã, eu acordava


com seu pau duro como uma rocha, se contorcendo contra a minha bunda. Quando eu tentei fazer as coisas acontecerem, ele sempre recuava. Dizer que fiquei frustrada foi o eufemismo do século. Apesar de estar frustrada sexualmente, a vida estava voltando ao normal. Eu estava melhorando da minha depressão com a ajuda de Drake, assim como com a ajuda de meus amigos. Layla me ligava todos os dias para me checar, e Lucy estava constantemente me enviando mensagens loucas. Jesse estava sendo um pouco irritante, agindo como o alfa masculino protetor que ele era. — Eu só me preocupo com você, Lana, — ele me disse quando eu reclamei sobre isso. — Eu sei, Jesse. E eu te amo por isso, — disse a ele juntando os meus livros para as aulas que eu tinha naquele dia. — Mas você precisa se acalmar um pouco antes de ter um derrame. — Ele está te tratando bem? — Ele perguntou, ainda chateado com seu melhor amigo. — Eu vou matá-lo se ele não estiver. — Ele me trata como uma princesa, — eu assegurei ao meu cunhado. — Ele me ama. — Isso não quer dizer nada, — Jesse murmurou, e então ouvi Layla dizendo algo no fundo. — Ok, ok. Eu vou falar com você amanhã. Amo você, Lana. — Amo você, Jesse. Harper e eu muitas vezes almoçávamos juntas. Eu sentia falta de sair com ela, como costumávamos fazer quando eu estava morando com ela, mas com ela e Shane sempre juntos, eu ainda via um pouco dela. O relacionamento deles ainda me deixava perplexa. Eu não tinha certeza se eles estavam dormindo juntos ou não, se eles eram apenas amigos ou algo mais. Loucamente o suficiente, era Harper que estava dificultando as coisas com Shane em seu relacionamento e não o contrário. Se qualquer coisa, eu tinha certeza de que Shane estava realmente pronto para um futuro juntos, se apenas Harper abrisse os olhos.


Via Linc e Dallas regularmente também. Linc estava sempre pronto para um treino juntos e Dallas estava na casa do Drake muitas vezes com Axton. O vídeo de OtherWorld’s estava chegando, e eu tinha certeza de que Drake ia surtar quando ele descobrisse o que Axton e o diretor criativo do vídeo haviam planejado. Minha tatuagem ia ser uma grande parte dele. O dia em que Drake tinha visto a minha tatuagem pela primeira vez tinha sido emocionante para nós dois. O primeiro dia que eu estava em casa do hospital, ele me ajudou a tomar banho. Quando eu tirei minha camisa e ele viu as costas, ele tinha pirado... — Anjo! — Exclamou. Olhei para ele por cima do meu ombro enquanto eu sentia a temperatura da água. — Você gostou? — Eu só tinha visto realmente os resultados finais no dia anterior, enquanto eu ainda estava no hospital. Ela estava se curando bem, e eu fiquei muito feliz com o trabalho que o artista tinha feito. Eu sabia o que eu queria nas minhas costas por um tempo, mas não tinha decidido sobre o projeto até que eu tinha encontrado o bloco de desenho de Drake. Era um que ele tinha desenhado enquanto estava na reabilitação. Todas as imagens eram de mim, algumas tinham asas de anjo saindo das minhas costas ou dando a volta ao meu corpo. Mais perto do fim havia uma página só com diferentes asas, e eu tinha rasgado para fora e levado comigo. Todas as minhas costas estavam cobertas por um conjunto de asas de anjo, cada pena detalhada e com sombra para parecer como se realmente estivessem saindo de minhas costas. Entre as duas asas, sobre meus ombros em letra curvada estavam as palavras: O ANJO DO DEMÔNIO. Dedos trêmulos traçaram sobre as palavras e então mais para baixo, sobre o detalhamento definido de cada pena da asa do anjo. — É lindo, — ele sussurrou, abaixando a cabeça para beijar a tatuagem. Virei-me em seus braços. — Eu amo você, Drake. Nunca se esqueça disso.


— Ah, Anjo. Eu te amo. — Seus lábios roçaram ternamente sobre a minha testa. — Você me completa.


Vinte e Quatro

Drake Eu estava uma bagunça. Eu não sabia o que o resultado de hoje seria, e eu estava com medo dos possíveis resultados negativos. Todo o meu futuro pendurado nesta noite, e eu não podia falhar. American’s Rocker estava fazendo melhor do que os produtores esperavam. No meio da temporada, Axton e eu tínhamos sido convidados a assinar outro contrato para o próximo ano. Havia apenas uma maneira que eu estava fazendo isso, e eu estava esperando para ter a minha resposta dos figurões antes do final da noite. Os Asas do Demônio estavam tocando hoje a noite como parte do meu contrato para esta temporada, e eu estava usando isso a meu favor. Emmie me ajudou a fazer o maior dos arranjos, e eu tinha passado dias analisando exatamente como tudo iria acontecer. Cada detalhe foi cuidado, e agora tudo o que eu tinha a fazer era esperar. Esperar é uma merda do caralho! Shane me deu um tapa nas costas quando ele veio atrás de mim. Estávamos atrás do palco nos preparando para o show, e a maquiadora estava me dando olhares irritados porque eu ficava suando a merda que ela colocou em mim. — Mano! Eu não posso acreditar que você está fazendo isso. Estou feliz por você, cara.


— Fique feliz por mim mais tarde, após esta noite acabar, — eu disse a ele, acenando para a menina ir para longe quando ela tentou ir para o terceiro round com algum tipo de escova para o meu rosto. — Eu sei como esta noite vai acabar. Então, eu vou estar feliz por você agora e depois. — Meu irmão sorriu enquanto pegava uma escova de cabelo e alisou o cabelo. — Eu estou indo sentar com as meninas. Vejo você em alguns momentos. Eu o vi no espelho enquanto ele caminhava em direção à porta que dava para o público. Quando ele chegou, ele fez uma pausa e virou-se. — Estou realmente feliz por você, Dray. Eu amo você, irmão. Minha garganta estava apertada e eu tive que limpá-la antes que eu pudesse falar. — Eu também te amo. Eu fiquei perto de surtar durante os próximos 45 minutos. Nunca antes eu havia ficado nervoso por tocar ao vivo, não a este ponto. Quando o show continuou e os últimos dos candidatos subiram ao palco, eu pensei que estava indo realmente vomitar. Quando eu deveria ter prestado atenção para a garota no palco cantando seu coração para mim e milhões de telespectadores em casa, o meu olhar continuava à deriva para a linha da frente da plateia. Layla e Lucy sentaram-se cada uma de um lado de Lana, tendo voado com Jesse para assistir ao show de hoje à noite. Enquanto Lucy não tinha ideia do que estava prestes a acontecer, Layla sabia, e ela me lançou uma piscadela quando ela me viu olhando em sua direção. Lana levantou uma sobrancelha quando viu que a minha atenção estava sobre ela e não no trabalho, então ela me mandou um beijo. Mia estava sentada no colo de Layla e estava fascinada pelos acontecimentos em torno dela. Eu tinha certeza de que um bebê de um ano de idade, normalmente, estaria ficando louco, querendo descer para explorar tudo, mas Mia estava contente em simplesmente sentar-se no colo da ‘Tia Lay’ e assistir enquanto sua mãe cuidava dos negócios nos bastidores. Shane estava sentado atrás de Lana com Harper, Dallas, e Linc. Velhos companheiros de Lana ainda uma grande parte da sua vida, e eu estava feliz de tê-los aqui esta noite para isso.


Harper acenou e eu assenti em sua direção, me perguntando pela centésima vez se a menina já ia colocar o meu irmão fora de sua miséria. Shane estava completamente apaixonado. Ele não fodia por aí estes dias, e era tudo por causa de Harper... Axton cutucou minha perna, e eu me virei, percebendo que a música estava prestes a terminar e eu era esperado para dar a primeira crítica sobre o desempenho da garota. Eu não sei exatamente o que disse, eu estava trabalhando em apenas uma metade de um cérebro, mas deve ter sido bom o suficiente, porque todo mundo estava gritando e batendo palmas, concordando com tudo o que eu disse. Dez minutos mais tarde, eu estava nos bastidores, me preparando para o desempenho final. Meus irmãos da banda todos me bateram nas costas algumas vezes, Jesse mais duro do que os outros, porque ele ainda não tinha esquecido completamente a confissão de Lana de meses atrás. Quando Jesse recuou, Emmie me abraçou apertado, enxugando uma lágrima quando ela sorriu para mim. — Boa sorte. Eu te amo. Eu dei um beijo no topo de sua cabeça. — Obrigado, Emmie. Por tudo. — Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, o apresentador anunciou os Asas do Demônio e o público foi à loucura. Corri para tomar o meu lugar antes que o palco girasse. Jesse já estava começando antes mesmo do palco virar completamente. Meus joelhos se sentiam fracos enquanto eu deixava meus dedos trabalharem em toda a minha Fender. O palco inteiro estava em completa escuridão e os fãs na plateia gritavam porque eles conheciam a música que estávamos tocando, mas não era uma musica dos Asas do Demônio. Minha voz encheu os alto-falantes, saindo clara e firme. Ninguém estava esperando que eu cantasse e, no começo, houve uma pausa na reação do público quando perceberam que era eu e não Nik cantando. Heaven era uma música clichê, com que um monte de caras propuseram para suas namoradas. Mas muitos deles não poderiam cantá-la no palco na frente de todo o mundo.


Meus olhos procuraram Lana tão logo a iluminação ajustou, mas ela estava sentada muito para trás para as sombras, e eu não podia vê-la ou qualquer outra pessoa. Eu não tinha ideia de como era a reação dela, ou se ela sequer percebeu o que eu estava fazendo enquanto eu continuava a cantar a canção que Bryan Adams tinha feito tão popular. Oh, uma vez na sua vida você acha alguém Que vai fazer seu mundo virar Levantando-te quando você está caindo Agora nada pode mudar o que você significa para mim

Meu coração estava literalmente me espancando até a morte, e eu podia sentir o suor escorrendo do meu rosto. Se alguma vez houve um momento de querer uma bebida teria sido agora, mas eu prometi que nunca ia tocar em outra garrafa na minha vida. Eu não iria me colocar em uma posição onde eu poderia perder Lana novamente. O único uísque que eu precisava era olhar nos olhos de Lana todos os dias. Avancei deixando Nik, que estava fazendo o apoio vocal para mim, assumir. Enfiei a mão no bolso da calça jeans e tirei a caixa que segurava o anel que eu tinha passado semanas procurando. Eu sabia que o meu anjo jamais aceitaria algo excessivo. O diamante simples que eu tinha escolhido para ela era perfeito. Sem ostentação ou mesmo chamativo. Era de dois quilates, corte diamante estilo princesa perfeitamente adequado para Lana. Eu me movi para o fim do palco e pulei. A iluminação era fraca, mas em pouco tempo um foco de luz foi logo em mim, e eu pude finalmente ver a expressão de Lana. Ela tinha lágrimas derramando por seu rosto, mas ela estava sorrindo. Aquele sorriso aliviou a tensão em torno do meu coração, e eu caí de joelhos na frente dela.


Meus dedos tremiam quando abri a caixa. — Eu sinto que esperei minha vida inteira para encontrá-la, e agora que eu fiz, eu não quero nunca mais ficar sem você. Quer se casar comigo, meu anjo? Com um soluço, ela jogou os braços ao redor do meu pescoço. — Sim, — ela sussurrou em meio às lágrimas. — Sim. Sim. SIM! A multidão explodiu em aplausos ao nosso redor.

Lana Eu tinha tudo que eu poderia querer na vida: uma família amorosa, amigos que significavam o mundo para mim, até mesmo um pai que eu estava tentando conhecer agora que eu estava aprendendo a deixar o passado ir e aceitá-lo como parte do meu futuro. Tinha sido difícil de fazer no início, mas Cole realmente estava se esforçando para ser uma parte da minha vida, e eu estava cansada de lutar contra ele. Era impossível ser mais feliz do que eu estava agora. Eu estava na nossa cama, meu olhar sobre a mão que segurava o mais incrivelmente belo anel de noivado que eu já tinha visto na minha vida. Parecia tão perfeito no meu dedo, tão certo. Com um suspiro de satisfação, virei para o meu estômago, esperando impacientemente para o meu noivo sair do banheiro, onde ele tinha desaparecido quando nós tínhamos chegado em casa apenas um pouco atrás. O chuveiro desligou e me empurrei contra os travesseiros. Poucos minutos depois, Drake saiu do banheiro com uma toalha enrolada firmemente em torno de sua cintura. Minha boca ficou seca na visão dele. Eu queria devorá-lo tanto nesse segundo que tinha certeza de que eu iria entrar em combustão espontânea se ele não me tomasse…


— Ei, linda. — Ele colocou um beijo carinhoso na minha testa antes de virar em direção à cômoda para tirar um par de boxers. Olhei para as costas por um minuto inteiro antes de perder a paciência. — Você vai, por favor, fazer amor comigo?!? — Eu chorei. Ele virou-se. — O quê? Eu mordi meu lábio, odiando que eu estava recorrendo a implorar ao homem que eu amava para me tocar. — Por favor, Drake. Faça amor comigo. — Eu levantei-me nos meus joelhos e estiquei a minha mão para ele. Drake deixou cair o par de boxers que ele tinha acabado de pegar na sua gaveta e veio para mim em dois grandes passos. Seus dedos ligaram com os meus, e eu o puxei para mim. — Por que você não fez amor comigo ultimamente? Você está com medo de me machucar? — Um pouco. — Ele beijou a ponta do meu nariz, mas seus olhos estavam escuros de desejo reprimido. — Mas, principalmente, porque eu quero fazer as coisas do jeito certo dessa vez. Eu quero fazer você minha esposa, antes de ter relações sexuais novamente. Meu coração derreteu e se fosse possível eu acho que eu me apaixonei ainda mais por esse homem. — Isso... — Eu engoli a emoção entupindo minha garganta e tentei novamente. — Isso é muito romântico, Drake. Sua mão livre foi em volta das pontas do meu cabelo e inclinou a minha cabeça para trás para que eu estivesse olhando para ele. — Eu te amo, Anjo. Eu sofro por ter você, nunca duvide disso. Eu só quero esperar até que estejamos casados. Eu sorri. — Ok, então. Faça uma mala. Estamos voando para Las Vegas. Seus lábios se levantaram quando ele retornou o meu sorriso, mas ele estava balançando a cabeça. — Nós vamos ter um casamento de verdade. Com uma igreja, e um ministro, e um bolo gigante que Lucy vai ficar com dor de estômago


tentando comer todo. Você vai ter o vestido de casamento mais incrível, e eu realmente vou vestir um smoking. Vai ser incrível, porque é isso que você merece. — Pare, — eu sussurrei, piscando em uma tentativa de conter as lágrimas. — Pare de me fazer chorar hoje à noite. Uma lágrima errante escapou, e ele abaixou a cabeça para beijá-la. — Eu vou sempre apenas fazer você chorar de alegria a partir de agora. Juro. — Seus lábios percorreram meu rosto para meu queixo, em seguida, abaixo descobrindo o ponto sensível logo atrás da minha orelha que fazia meus joelhos fracos. — E só porque eu quero esperar pelo sexo não quer dizer que não podemos fazer outras coisas, — ele murmurou numa voz cheia paixão que enviou deliciosos arrepios acima e para baixo na minha espinha. Um gemido escapou-me quando ele segurou meus seios através do tecido fino da minha camisola. Minhas costas arquearam, tentando se aproximar de seu toque. — Por favor, Drake. — Shh, Anjo, eu vou cuidar de você, — ele prometeu. — Eu sempre vou cuidar de você. Ele levantou-me em seus braços e me deitou sobre os travesseiros. Agarreime ao pescoço, obrigando-o a seguir-me. Sua toalha desapareceu e eu deixei minha mão deslizar pelo seu estômago duro para o cetim de aço coberto que havia entre nós. Drake reprimiu uma maldição enquanto meus dedos foram em volta dele. — Isto é sobre você, Anjo. — Não... — Eu balancei minha cabeça. — ... trata-se de nós. — Eu apertei o meu domínio sobre ele e acariciei-o. A cabeça do seu pau vazou sua préejaculação, e eu limpei com o meu polegar. — Eu vou cuidar de você também, Drake. Sempre. Drake gemeu quando eu acariciei para baixo novamente, e sua boca encontrou a minha quando ele devorou os meus lábios em um beijo de união de alma. Eu o beijei de volta, saboreando o gosto deste homem que segurava meu coração na palma de sua mão talentosa. Suas mãos não permaneceram paradas


enquanto ele acariciou para cima e para baixo o meu corpo, transformando calor em chama que estava prestes a enfurecer fora de controle. Minha calcinha saiu voando quando ele rasgou-as fora de mim, sem quebrar o nosso beijo. Dedos longos e fortes eram gentis quando eles separaram os lábios do meu sexo, e seu polegar deslizou sobre a bola ultrassensível de nervos. Eu gritei em sua boca e mordi seu lábio inferior, sem perceber que eu estava fazendo isso. Ele se afastou um pouco, lambendo o lábio ferido. — Devagar, Anjo. — Ele sorriu para mim. — Eu não sou inquebrável. — Desculpe baby, — eu toquei com os dedos trêmulos no lábio inchado. — Eu te quero tanto. Olhos azul-acinzentados escureceram. — Eu também. Eu estava morrendo para tê-la. — Eu realmente amo que você queira esperar, Drake... mas eu acho que vou enlouquecer se você não colocar o seu pau em mim agora. — Levantei meus joelhos e espalhei minhas coxas largas, mostrando-lhe o quão molhada eu estava para ele. — Mostre-me o quanto você me ama, Drake. Prove para mim agora. — Eu não tenho nada para protegê-la, Anjo. Engoli em seco. — Você quer um bebê Drake? — Nós realmente não tínhamos falado sobre o futuro e filhos. Não era um divisor de águas para mim, porque desde que eu tivesse Drake não precisava de mais nada. Mas... — Eu não achava que queria até que você perdeu o nosso. No instante em que eu sabia que o nosso filho estava crescendo dentro de você e que nunca iria conseguir segurá-lo... — Ele olhou para o lado, tentando esconder seus olhos vidrados de mim. — Eu quero o nosso filho, Anjo. Eu esfreguei minhas mãos para cima e para baixo nos braços musculosos. — Você acha que é muito cedo? Você quer esperar?


Ele franziu a testa, considerando sua resposta duramente antes de encolher os ombros. — Eu acho que nós devemos apenas deixar o destino decidir por nós. — Ele deu um beijo suave em meus lábios. — Se for para ser, isso vai acontecer. Tudo bem com você? Meu coração se encheu mais de amor por ele. — É mais do que bem, Drake. — Sentei-me para frente e beijei-lhe o peito justo sobre seu coração. — Faça amor comigo, baby.


Epílogo

Lana Eu estava dormindo quando o senti subir na cama comigo. Suspirando feliz, me virei e me aconcheguei no meu marido. Braços fortes me puxaram ainda mais perto, e uma mandíbula desalinhada esfregou contra minha bochecha quando ele deu um beijo nos meus lábios. Drake estava em uma turnê de duas semanas na Costa Oeste pelas ultimas duas semanas,

e

eu

tinha

saudades

dele

terrivelmente.

FaceTime

e

Skype

simplesmente não davam conta quando eu estava tão acostumada a ter a coisa real me segurando perto todas as noites. — Eu senti sua falta, — ele sussurrou asperamente. — Eu senti mais, — eu disse a ele, erguendo a mão para acariciar seus cabelos na altura dos ombros. — Estou tão feliz que você está em casa. — Da próxima vez você vem comigo. — Eu não conseguia ir em turnê com ele muitas vezes. Escola ficava no caminho. Agora que eu estava começando meu mestrado em Psicologia fazia as turnês ainda mais difíceis para ele, porque eu não tinha um minuto de sobra para que eu pudesse ir com ele. — Só se a próxima vez não for em um futuro próximo. — Eu disse a ele, lutando contra um bocejo. Eu estava exausta. Dormir era a minha melhor amiga nos dias de hoje. Normalmente, eu teria sido incapaz de largar o meu marido depois de ficar sem ele por duas semanas inteiras. E, enquanto eu já estava mais do que pronta para ele, eu queria dormir mais.


— Emmie disse algo sobre uma turnê pela Europa em poucos meses, — Drake murmurou. — Eu não vou a menos que você vá comigo. Meus olhos se abriram e eu empurrei até uma posição sentada antes de acender a lâmpada que estava sobre a mesa do meu lado da cama. — Você não pode ir. Drake fez uma careta para mim. Meu tom de voz era forte e eu não queria que fosse, mas, novamente, eu não esperava ter essa conversa à uma hora da manhã. Eu tinha planejado como iria falar com ele sobre isso, e agora os planos de turnê de Emmie o estragaram. — Por que não? — Ele perguntou, com a testa inclinada dessa forma que sempre fazia a minha mente ficar em branco. — Porque... — Eu suspirei. — Eu tenho que te contar uma coisa. — Então me diga. — Ele pegou minha mão e entrelaçou os dedos. O sorriso que ele me deu foi cheio de todo o amor que eu sabia que ele sentia por mim, o escurecimento de seus olhos azul-acinzentados atestando o quanto ele me queria. — Depois venha aqui para que eu possa fazer amor com minha esposa. Mordi o lábio, não com medo de sua reação, mas decepcionada que eu estava dizendo a ele desta forma, em vez de como eu tinha planejado originalmente. — O destino decidiu que era hora. Sua testa franziu por um momento, enquanto tentava entender o que eu acabara de dizer. Quando ele percebeu, todo o seu rosto se iluminou. — Sério? Oh, meu Deus! Anjo isso é incrível. — Ele me puxou para seu peito, sendo extremamente gentil quando ele me beijou. — Estou tão feliz, — ele sussurrou contra meus lábios. Lágrimas derramavam em meus olhos enquanto eu o abraçava. — Eu só descobri ontem, — eu disse a ele. — O médico disse que tudo estava ótimo. Ele se afastou, irritado com minhas lágrimas. — Por que você está chorando, Anjo?


— Porque eu não achava que ia acontecer, e agora que aconteceu, eu estou tão feliz que não posso conter minhas emoções. — Parecia que tínhamos tentado por uma eternidade em vez de apenas 18 meses. Eu sabia que outros casais tinham que tentar ainda mais tempo para engravidar, e eu até tinha estado preparada para isso nunca acontecer para nós. Mas agora eu estava superada com tantas emoções que eu estava em sobrecarga. — Eu estou tão feliz, Drake. — Assim como eu, Anjo. — Seus olhos estavam vidrados com suas próprias emoções reprimidas. — Eu pensei que o dia que você se casou comigo fosse o dia mais feliz da minha vida, mas isso... isso é perfeito. — Eu quero dizer a Layla. — Foi difícil não dizer a minha irmã minha notícia mais cedo naquele dia, quando ela tinha chamado. Eu não tinha contado a ninguém sobre o bebê, porque eu queria que Drake fosse a primeira pessoa que compartilhava da minha alegria. — Você pode esperar para chamá-la de manhã? — Ele estava esfregando minhas costas dessa maneira que sempre me dizia que ele queria minha atenção. Todos os pensamentos de chamar minha irmã desapareceram, e eu levantei minha cabeça para encontrar seu beijo. — Eu amo você, Drake. Sua língua deslizou sobre meu lábio inferior. — Eu te amo, anjo.

Drake Acordei sozinho na cama. Franzindo a testa, me virei e olhei para o relógio na mesa de cabeceira de Lana. Era depois das duas. Eu tinha dormido metade do dia sem querer. O voo para casa na noite passada tinha realmente tomado energia de mim. As notícias de Lana e o ato de amor que se seguiu me drenaram da pouca energia que eu ainda tinha.


Gemendo, eu saí da cama e pulei para o chuveiro. Eu precisava fazer a barba, mas decidi deixá-lo para mais tarde, não querendo passar mais um segundo longe do meu anjo. Os planos já estavam se formando na minha cabeça. Pegar a minha esposa e ter um bom almoço tardio, comprar-lhe um milhão de coisas, talvez até fazer um pouco de compras para o berçário... O pensamento de um berçário me fez parar. Lana e eu ainda estávamos no mesmo apartamento com Shane em um dos outros quartos. Talvez fosse a hora de encontrar o nosso próprio lugar? Eu teria que falar com Lana sobre isso e talvez conseguir Emmie para falar com alguns corretores de imóveis para nós. Depois do banho, eu coloquei umas boxers, jeans velhos, e uma camiseta dos Asas do Demônio. Eu podia sentir algo delicioso vindo da cozinha, e meu estômago roncou, me dizendo que eu não tinha uma refeição caseira em duas semanas. Eu abri a porta do quarto... Risos vinham da cozinha, e eu fiz uma careta quando reconheci Layla. A risada mais profunda de Jesse juntou-se seguida por risadinhas de Lucy. Eu tinha acabado de ver meu irmão de banda no dia anterior quando nos separamos em Los Angeles no final da turnê. Ele não tinha dito nada sobre a vinda para Nova Iorque. Eu parei do lado de fora da porta da cozinha e olhei enquanto a multidão circulava pela ilha. Lucy estava comendo biscoitos que foram acabados de fazer. Jesse, nunca capaz de resistir a algo recém-preparado por Lana, estava enchendo a cara com chocolate também. Layla e Lana estavam encostadas no balcão. Elas não se viam desde o Natal e agora era Maio. — Se eu soubesse que vocês estavam vindo eu teria levantado mais cedo, — eu disse a eles quando pisei na cozinha. — Ei, menina bonita. — Eu deixei cair um beijo no topo da cabeça de Lucy, em seguida, puxei Layla em meus braços para um abraço apertado antes de beijar meu anjo. Finalmente, virei-me para meu amigo, irmão banda, e agora meu cunhado. Levou Jesse um tempo para me perdoar totalmente pelo que eu tinha feito a Lana - foda, tinha me levado um tempo para me perdoar, mas as coisas estavam finalmente de volta ao normal com a gente. — Será que você sentiu minha falta tanto assim, mano?


— Tanto, cara. — Ele bufou. — Na verdade, temos uma notícia que queria compartilhar. — Layla disse, e eu me virei para olhá-la. Ela estava sorrindo de uma maneira que me fez querer sorrir de volta. Ela olhou para o marido, o amor brilhando em seus olhos era apenas um espelho do que eu sempre via brilhando para mim quando olhava para Lana. — Eu pensei que vocês gostariam de saber que vão ter algumas sobrinhas ou sobrinhos no final do ano. Eu pisquei, não tenho certeza se tinha ouvido corretamente. Talvez o meu cérebro ainda estivesse meio dormindo. — Você está grávida? — Sim. — Ela sorriu para o meu olhar confuso. — Estou grávida e... — São gêmeos! — Exclamou Jesse, orgulho e amor transbordando de suas palavras. Meu olhar foi para Lana que parecia estar mais confusa do que eu estava. Lágrimas encheram os olhos de uísque, e eu corri para puxá-la em meus braços. — Ok? — eu murmurei. A excitação de Layla pareceu evaporar. — Sinto muito, Lana. Eu sou tão insensível. Eu deveria ter percebido que isso iria machucá-la. Você perdeu seu bebê... — Ela parou, com o queixo tremendo. — Eu só queria compartilhar nossa notícia feliz com vocês. — Não. — Lana sacudiu a cabeça para a irmã. — Estou feliz por você. Tão feliz! — Ela esfregou seu rosto. — E nós temos notícia também. — Ela olhou para mim e sorriu em meio às lágrimas. — Nós vamos ter um bebê também. Nossa data é dia 15 de dezembro. Layla engasgou e então gritou. — Oh. Meu. Deus! — Ela me empurrou quando puxou Lana em seus braços. — Minha data é 16 de dezembro! — O quê?? — Lana estava rindo agora, e as duas irmãs começaram a saltar para cima e para baixo em sua excitação. — Layla, isso é loucura!


Foi quase surreal, quão feliz fiquei quando vi como meu anjo estava feliz naquele momento. Não havia nada no mundo que eu jamais iria querer mais do que vê-la sorrindo. Nesse momento, eu sabia o quão sortudo eu era. Eu tinha tudo que eu jamais iria querer e precisar bem na minha frente. Jesse me bateu na parte de trás. — Parabéns, cara. Com um sorriso eu me virei para meu amigo. — Você também, mano! Estou muito feliz por você. Bom trabalho sobre os gêmeos. — Então, eu vou ser uma tia e uma irmã mais velha. Isso é muito legal, — Lucy disse, ainda mastigando biscoitos. Meus planos para o dia foram jogados para fora da janela, mas quando caí na cama naquela noite com Lana, eu não me importei. Eu estava muito feliz, muito contente para me preocupar com mais nada exceto a bunda mais perfeita e quente aconchegada em minha virilha dolorida. — Obrigado, Anjo. Ela já estava meio adormecida. — Hmm? — Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo. Ela suspirou feliz e apertou-se contra mim. — Você merece isso, baby. Sim, eu pensei quando fechei os olhos. Eu estava finalmente percebendo que eu realmente merecia.

Fim


Tradução Bia e Priscila

Revisão Inicial Laura

Revisão Final Ju

Formatação Laura


A série The Rocker continua em…

The Rocker That Loves Me

História do Shane Lançamento: Outubro de 2013


Esta obra foi traduzida pelo grupo de Tradução After Dark (TAD), de forma a propiciar ao leitor o acesso à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo é ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. A Comunidade tem como meta a seleção, tradução e disponibilização apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausentes qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais e contratuais de autores e editoras, a Traduções After Dark, sem prévio aviso e quando julgar necessário poderá cancelar o acesso e retirar o link de download do livro cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário ficam cientes de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado, e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem do mesmo em qualquer rede social, blog, sites e, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao acessar a obra disponibilizada, também responderão individualmente pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo-se os grupos citados no começo de qualquer parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998.


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