Quarto trimestre 2026
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Desafios
SVA
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ENTREVISTA
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DEU CERTO POR AQUi
NETWORKING
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Direção: Carlos Campitelli Produção: Ministério Jovem da DSA Coordenação Editorial: Edlyn Pastana Tradução: Departamento de Tradução - DSA Projeto Gráfico: De Lima Design Revisão: Kalila Pires Capa: Fernando De Lima Colaboradores: União CentroOeste Brasileira, União Boliviana, Serviço Voluntário Adventista e Pr Vinicius A. Miranda.
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Mensagem do líder Templo: permanecer fiéis até o fim
Artigo PERTENCIMENTO COMO PLATAFORMA MISSIONÁRIA
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Maranata Adoração O AMOR QUE NÃO CADUCA
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Atualidades Além da diversão: usando jogos de tabuleiro para compartilhar a fé
Artigo A nova geração pode acabar incomodando as pessoas?
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Maranata Adoração DE PÉ NOVAMENTE: Resiliência na juventude
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Maranata Adoração ATUALIZAÇÃO 20.27: RENOVE SEU SISTEMA Maranata Adoração SÊ TU UMA BÊNÇÃO
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Maranata Adoração Além das aparências: A verdadeira essência da identidade
Maranata Adoração CABEÇA E NÃO CAUDA
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Maranata Adoração QUANDO NADA MAIS IMPORTA
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Maranata Adoração A SERVIÇO DO REINO
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MENSAGEM DO LÍDER
Pr. Carlos Campitelli Divisão Sul-Americana da IASD
Templo: permanecer fiéis até o fim
@carloscampitellioficial
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o longo deste ano caminhamos juntos pelo Plano Maranata (MRNT). No primeiro trimestre refletimos sobre Meu Lugar no Mundo, compreendendo que Deus nos chamou para viver uma missão. No segundo trimestre descobrimos que essa missão nunca acontece sozinha, mas é construída por meio de relacionamentos que discipulam, porque ninguém cresce isolado. No terceiro trimestre entendemos que não basta começar bem; é preciso permanecer. Por isso aprendemos que somente uma vida nutrida diariamente pela Palavra, pela oração e pela comunhão é capaz de sustentar um discípulo de Jesus. Agora chegamos ao último pilar dessa jornada: Templo. Talvez, ao ouvir essa palavra, alguns pensem imediatamente em um prédio ou em um lugar de culto. Mas a Bíblia amplia esse conceito. Paulo escreve: “Acaso não sabem que vocês são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (1 Coríntios 3:16). Antes de ser um lugar para onde vamos, o templo é aquilo que nos tornamos quando Cristo ocupa o centro da nossa vida. 4
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A fidelidade não se constrói em grandes momentos, mas nas pequenas escolhas de cada dia.
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O verdadeiro templo é uma vida que adora. Adoração vai muito além da música, de um culto ou de alguns momentos especiais durante a semana. Adorar é reconhecer diariamente que Jesus é Senhor. É permitir que cada decisão, cada escolha, cada sonho e cada relacionamento sejam colocados sob Sua direção. É viver de maneira que nossa existência revele quem Deus é. Foi exatamente isso que os grandes personagens da Bíblia fizeram. Daniel permaneceu fiel em uma cultura que pressionava pela conformidade. José permaneceu íntegro quando ninguém estava olhando. Ester escolheu a fidelidade acima da segurança pessoal. Os discípulos permaneceram firmes mesmo diante da perseguição. A fidelidade nunca foi consequência de circunstâncias favoráveis; ela sempre foi resultado de uma vida completamente entregue a Deus. Vivemos em uma geração marcada por mudanças rápidas, opiniões passageiras e compromissos cada vez mais frágeis. Nesse contexto, Deus continua procurando jovens que permaneçam firmes. Não jovens perfeitos, mas jovens fiéis. Pessoas que escolhem Cristo todos os dias, mesmo quando ninguém está observando. É por isso que o quarto pilar do Plano Maranata é o Templo. A missão pode começar com entusiasmo. Os relaciona-
mentos fortalecem a caminhada. A nutrição espiritual produz crescimento. Mas é a adoração que mantém tudo no lugar. Quando Cristo ocupa o centro do coração, a missão ganha propósito, os relacionamentos refletem Seu amor e a comunhão deixa de ser apenas um hábito para se tornar um estilo de vida. A fidelidade não se constrói em grandes momentos, mas nas pequenas escolhas de cada dia. É no tempo dedicado à Palavra, na oração silenciosa, na coragem de permanecer ao lado da verdade, na decisão de viver uma vida santa e na certeza de que pertencemos a Jesus. Ao encerrarmos este ano, meu desejo é que o Plano Maranata não permaneça apenas como um projeto ou uma sequência de quatro pilares. Que ele se transforme em um estilo de vida. Que sejamos jovens comprometidos com a missão, que construam relacionamentos que façam discípulos, que permaneçam nutridos pela presença de Deus e que vivam cada dia em verdadeira adoração. Porque, no final, Deus não procura apenas jovens ocupados com atividades religiosas. Ele procura jovens que sejam o Seu templo, que O adorem em espírito e em verdade e que permaneçam fiéis até o dia em que Cristo voltar. Um abraço e sempre Maranata! Carlos Campitelli OUT_DEZ
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Desafios do trimestre
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Razões para viver uma experiência que pode transformar sua vida Entre os 20 e os 35 anos, vivemos uma fase cheia de decisões. Escolhemos o que estudar, onde trabalhar, quais sonhos perseguir, com quem compartilhar a vida e, muitas vezes, começamos a nos fazer uma pergunta mais profunda: o que eu quero fazer com a vida que Deus me deu? Em meio a tantos objetivos pessoais e profissionais, existe uma experiência capaz de transformar a maneira como enxergamos o mundo: servir como voluntário. O Serviço Voluntário Adventista (SVA) oferece aos jovens a oportunidade de dedicar um período da vida ao serviço de Deus e de outras pessoas, participando de projetos missionários e utilizando seus conhecimentos, talentos e profissão em uma missão que vai muito além de si mesmos. Mas por que considerar o voluntariado? 1. Porque você pode descobrir um propósito maior É fácil nos acostumarmos a viver seguindo uma lista: estudar, conseguir um emprego, crescer profissionalmente, ganhar dinheiro, viajar, comprar coisas e alcançar novos objetivos. Nada disso é errado. Mas chega um momento em que muitos se perguntam: “É só isso?” A missão nos lembra que nossa vida também pode impactar a história de outras pessoas. Quando você decide servir, começa a descobrir que suas habilidades podem se tornar ferramentas para cumprir um propósito muito maior. Talvez você saiba ensinar, comunicar, administrar, cozinhar, construir, cuidar, criar, organizar, trabalhar com tecnologia ou atender pessoas. Na missão, aquilo que você sabe fazer pode se transformar em uma maneira concreta de servir. 2. Porque sua profissão também pode ser missão Às vezes, pensamos que, para ser missionário, precisamos ser pastores, estudar Teologia ou saber pregar diante de centenas de pessoas.
Mas a missão precisa de diferentes talentos e profissões. Profissionais da saúde, professores, comunicadores, designers, administradores, engenheiros, técnicos, psicólogos, profissionais de tecnologia e jovens de muitas outras áreas podem encontrar maneiras de colocar seus conhecimentos a serviço de uma comunidade. Sua profissão não precisa estar separada do seu chamado. Ela também pode fazer parte dele. 3. Porque sair da sua zona de conforto faz você crescer Ser voluntário não significa viver férias prolongadas. Significa aprender a conviver com outras culturas, adaptar-se a novos contextos, resolver problemas, trabalhar com pessoas diferentes e enfrentar situações que provavelmente você não encontraria em sua rotina habitual. Haverá momentos incríveis, mas também dias difíceis. E é justamente aí que acontece uma parte importante do crescimento. Você aprende sobre paciência. Flexibilidade. Responsabilidade. Empatia. Liderança. Trabalho em equipe. E, acima de tudo, descobre capacidades que talvez nunca tivesse conhecido permanecendo sempre em um ambiente confortável. 4. Porque você conhece o mundo de uma maneira diferente Viajar como turista e viver como voluntário são experiências muito diferentes. O turista conhece lugares. O voluntário conhece pessoas. Quando você serve em outra cidade, país ou cultura, começa a enxergar a realidade por outra perspectiva. Compartilha o dia a dia com pessoas que pensam, falam e vivem de maneiras diferentes. Já não se trata apenas de conhecer um novo destino, mas de permitir que aquele lugar e aquelas pessoas também deixem uma marca em você.
5. Porque sua fé deixa de ser apenas teoria É relativamente fácil falar sobre confiar em Deus quando tudo está sob controle. A missão pode colocar você em situações em que seus planos mudam, as respostas demoram a chegar e você precisa aprender a depender de Deus de uma maneira diferente. Servir também significa aprender a representar Jesus nas pequenas coisas: ouvir, ajudar, ter paciência, respeitar outracultura, trabalhar quando ninguém está olhando e tratar cada pessoa com dignidade. Então, a fé começa a sair dos discursos e passa a fazer parte da vida cotidiana. 6. Porque você pode gerar um impacto real Talvez você nunca saiba completamente o quanto sua presença pode significar para alguém. Uma aula que você deu. Uma conversa. Uma atividade com crianças. Um atendimento. Uma oração. Um projeto que ajudou a organizar. Uma pessoa que você decidiu ouvir quando ninguém mais tinha tempo. A missão nos ensina algo importante: você não precisa mudar o mundo inteiro para fazer a diferença. Pode começar transformando o mundo de uma pessoa. 7. Porque as pessoas que você conhece também transformam você Muitas pessoas começam um voluntariado pensando em tudo o que poderão oferecer. Depois descobrem algo inesperado: recebem muito mais do que imaginavam. Você conhece histórias diferentes da sua. Novas maneiras de enfrentar dificuldades. Pessoas cuja generosidade desafia seus conceitos sobre o que significa ter muito ou pouco.
8. Porque você não precisa ter toda a sua vida resolvida para começar Talvez você pense: “Um dia vou fazer uma missão.” Quando terminar a faculdade. Quando tiver mais dinheiro. Quando tiver mais experiência. Quando tiver menos responsabilidades. Quando me sentir preparado. O problema é que esse momento perfeito pode nunca chegar. Ser voluntário não significa ter todas as respostas. Significa estar disposto a aprender, preparar-se adequadamente e dizer: “Deus, estou disponível. Onde posso servir?” E se este for o seu momento? Talvez você esteja começando sua carreira. Talvez já esteja trabalhando há alguns anos. Talvez esteja passando por uma fase de mudanças ou simplesmente sinta que deseja fazer algo que tenha um significado mais profundo. Nem todos viverão a missão da mesma maneira ou servirão no mesmo lugar. Existem diferentes projetos, períodos de serviço e necessidades ao redor do mundo. O importante é estar disposto a descobrir onde seus talentos podem encontrar uma necessidade. Por meio do Serviço Voluntário Adventista, você pode conhecer oportunidades para servir e encontrar projetos nos quais sua profissão, suas habilidades e sua disposição podem se tornar instrumentos de missão. Porque talvez a pergunta não seja apenas: “O que eu quero fazer com a minha vida?” Talvez também valha a pena perguntar a Deus: “Onde o Senhor precisa que eu esteja?” Sua próxima grande experiência pode não começar com um novo emprego, uma promoção ou uma viagem. Pode começar com uma decisão: servir.
E começa a voltar a perguntas fundamentais: Do que eu realmente preciso para ser feliz? O que estou fazendo com meu tempo? Quais são minhas prioridades? Para que estou usando meus talentos? IreneJimenez AssessoradeComunicação SVA|SedeSul-Americana
AT U A L I D A D E S
Além da diversão:
Pr. Vinicius Miranda
usando jogos de tabuleiro para compartilhar a fé
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á algum tempo, escrevi nesta coluna sobre os jogos de tabuleiro e expliquei que eles existem há muito mais tempo do que muita gente imagina. Embora hoje esse universo esteja crescendo e conquistando novos públicos, os jogos de mesa acompanham a humanidade há milhares de anos. Atualmente, tenho a alegria de trabalhar diretamente com a produção de jogos de mesa e também de criar alguns deles. Talvez você conheça o nosso querido Maranata. Quem sabe já tenha encontrado, em alguma loja da CPB, jogos como Goye!, A Jornada do Lenço e Apóstolos, que tive o privilégio de criar e publicar. Sempre que participo de algum evento e falo sobre a criação desses jogos, percebo o interesse das pessoas por essa nova etapa da igreja: o investimento em jogos bíblicos e em experiências que, 12
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além de divertir, também ensinam. Alguns apresentam histórias e personagens da Bíblia. Outros ajudam a conhecer melhor a estrutura da igreja ou de seus ministérios. Mas eu sei que muitas pessoas ainda não conhecem esses materiais ou, por diferentes razões, não têm acesso a eles. Por isso, comecei a pensar também em outra possibilidade: ajudar quem gosta de jogos de mesa a encontrar lições espirituais em jogos que não foram criados necessariamente com esse propósito. Isso mesmo! Alguns jogos conhecidos, inclusive alguns seculares, podem se transformar em excelentes pontos de partida para uma conversa sobre fé, valores e princípios bíblicos. Isso não significa que precisamos forçar uma interpretação espiritual para cada carta, peça ou jogada. A ideia é apenas observar os temas que surgem naturalmente OUT_DEZ
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durante a partida e aproveitá-los para construir pontes. E quero deixar aqui um exemplo. Talvez você já tenha jogado Trio, um dos grandes fenômenos recentes do mundo dos jogos de mesa. É um jogo simples, rápido e muito divertido. Mas será que, entre uma carta e outra, ele também pode nos ajudar a iniciar uma conversa espiritual? Vamos descobrir...
TRIO: TRÊS CARTAS E MUITAS COINCIDÊNCIAS
Três cartas iguais. Três trios para vencer. Em Trio, o próprio nome já entrega aquilo que move toda a partida. Esse é um daqueles jogos que provam que não são necessários muitos componentes ou regras complicadas para criar uma boa experiência. A proposta é tão simples quanto o próprio nome. O baralho possui três cartas de cada número, do 1 ao 12. Parte delas fica nas mãos dos jogadores e as demais, viradas para baixo sobre a mesa. Em seu turno, você tenta revelar cartas iguais, usando memória e dedução para descobrir onde estão os números de que precisa. Encontrou três cartas iguais? Formou um trio. Na modalidade básica, quem conseguir formar três trios primeiro vence a partida. Ou seja: em Trio, o três está em todo lugar. Faz parte da mecânica, do objetivo e, inclusive, da forma de vencer. E isso sempre me faz pensar em como esse 14
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número também aparece de maneiras curiosas ao nosso redor. Falamos em nascimento, vida e morte. Passado, presente e futuro. Altura, largura e profundidade. Aprendemos os três estados clássicos da matéria: sólido, líquido e gasoso. Os átomos são apresentados inicialmente por meio de prótons, nêutrons e elétrons. E até as milhões de cores que vemos em uma tela são produzidas a partir da combinação de três cores básicas: vermelho, verde e azul. Coincidência? Talvez. Não estou propondo aqui nenhuma fórmula secreta do universo. Mas é curioso perceber como o três aparece tantas vezes. Até quando olhamos para a população mundial encontramos algo próximo disso: o cristianismo continua sendo a maior tradição religiosa do planeta, representando cerca de três em cada dez pessoas. E é justamente quando chegamos ao cristianismo que o número três ganha um significado especial para mim. Na compreensão cristã, Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. De certa forma, um Trio. O ministério público de Jesus durou aproximadamente três anos. Segundo uma das cronologias mais conhecidas, Jesus teria sido crucificado aos 33 anos, no dia 3 de abril. O relato de Marcos acrescenta outro detalhe curioso: a crucificação começou por volta da terceira hora do dia. Mais tarde, vieram três horas de escuridão,
até aproximadamente as três horas da tarde, quando Jesus morreu. Depois de morrer e ser sepultado, ressuscitou ao terceiro dia. No relato de Marcos, três mulheres foram ao túmulo: Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé. Após Sua ressurreição, Cristo perguntou três vezes a Pedro: “Você me ama?”, justamente ao discípulo que havia negado conhecê-Lo três vezes. O três aparece inclusive no Apocalipse, quando o dragão arrasta a terça parte das estrelas do céu, imagem relacionada na interpretação cristã à rebelião de Satanás e dos anjos que o acompanharam (Apocalipse 12:4). Mas isso não significa que acredito que a Bíblia esteja nos convidando a procurar códigos secretos escondidos em cada número. Se ficarmos apenas contando ocorrências, podemos perder aquilo que realmente importa. Muitos desses “três”, no entanto, acabam nos levando para uma mesma história. Uma história sobre um Deus que se aproxima do ser huma-
no e, especialmente, sobre Jesus Cristo: sua vida, sua morte e sua ressurreição. No jogo Trio, encontrar a terceira carta completa o conjunto. Na Bíblia, talvez o mais importante não seja descobrir por que o três aparece tantas vezes, mas descobrir para Quem essa história está apontando... Se você gostou da ideia de usar Trio como ponto de partida para uma conversa espiritual, tenho certeza de que também vai gostar dos outros artigos que disponibilizamos no site da SafelizGames.com. Lá, mostramos como jogos conhecidos, como Catan, Exploding Kittens, Ticket to Ride, Flip7, Pandemic e muitos outros, podem nos ajudar a refletir sobre princípios bíblicos e lições importantes para a vida. Talvez, na sua próxima partida, além de se divertir, você também encontre uma oportunidade de compartilhar o que acreditamos. Afinal, uma boa conversa pode começar quando menos esperamos... até mesmo ao redor de uma mesa de jogo.
VINICIUS A. MIRANDA Pastor, escritor e game designer, doutor em Liderança pela Andrews University. É casado com a psicopedagoga Juliana N. Miranda e pai do Bernardo. Trabalhou como pastor em três estados brasileiros (SP, RJ e MG), com foco especial em missões urbanas. Autor de quinze livros e vinte jogos de mesa. Mora na Espanha, onde coordena a Safeliz Games: diversão com um propósito, a cada partida.
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Edlyn Pastana
O que você cria pode chegar mais longe do que imagina Eu podia não enxergar onde meu trabalho chegava, mas ele podia chegar muito mais longe do que eu imaginava.” 16
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Da paixão por criar no computador à carreira em direção de arte e design, Luz Gaioso descobriu que criatividade também pode ser uma forma de servir. Quando o computador virou ferramenta de criação
Nascida em São Luís, no Maranhão, Luz Gaioso é filha caçula de Luiz Carlos e Rosa. Seu interesse pelo universo visual apareceu ainda na infância, quando tinha cerca de 10 anos e ganhou do pai um computador. Entre cartõezinhos e cartazes, começou a experimentar cores, formas e ideias. Aos 17 anos, decidiu fazer o curso técnico de Design Gráfico no Senac. Foi selecionada entre os três melhores alunos para uma vaga em uma gráfica, seu primeiro trabalho. Depois, cursou Publicidade e Propaganda na Faculdade Estácio, pagando parte da graduação com o próprio trabalho, e fez pós-graduação em Direção de Arte e Comunicação e Design Digital pela ESPM. Depois do ensino médio, chegou a cursar um semestre de Sistemas de Informação, mas percebeu que não gostava exatamente do computador. Gostava do que conseguia criar através dele. Foi então que escolheu Publicidade e Propaganda. Afinal, o que faz um designer?
Publicidade é uma formação ampla, que permite atuar em direção de arte, redação, planejamento, mídia e produção. Dentro desse universo, Luz escolheu direção de arte e design e também atua como social media. De forma simples, o social media pensa o que comunicar, para quem e em qual momento. O designer pensa como essa mensagem será apresentada visualmente, buscando chamar atenção, facilitar a compreensão e alcançar o objetivo desejado. “É como ser o piloto de um carro que você mesmo projetou: você conhece bem como ele funciona e consegue tomar decisões melhores durante o percurso.”
Nada de mágica por trás de uma arte
Uma arte que parece simples pode ter muita coisa por trás. Uma revista, um fil-
me, uma leitura, uma viagem ou até algo observado na rua pode virar referência. Essas experiências formam o repertório que alimenta o processo criativo. Luz costuma perguntar: “Por que isso precisa ser assim?” Para ela, boas perguntas ajudam a encontrar soluções melhores. Seu princípio é simples: menos é mais. Em um mundo bombardeado por informações, saber o que deixar de fora também faz parte de uma comunicação eficiente. Criatividade também se treina
Luz acredita que algumas pessoas têm mais facilidade natural para criar, mas criatividade também pode ser desenvolvida. “É como um músculo: quanto mais você exercita, mais ele se desenvolve.” Ela alimenta seu repertório lendo, assistindo a filmes e vídeos, viajando, OUT_DEZ
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Ministério também é perceber as necessidades ao seu redor e entender como você pode servir com aquilo que sabe fazer. conhecendo outras culturas e observando o mundo. A natureza também é uma grande fonte de inspiração. E existe um aspecto ainda mais pessoal: Luz pede a Deus que a batize com Sua criatividade e lhe dê novas ideias. Muito além das ferramentas
Para quem deseja seguir carreira em design, dominar ferramentas é importante, mas não basta. Luz considera a formação acadêmica valiosa pelo contato com história, teorias, técnicas e networking. Também é essencial saber trabalhar com pessoas: ouvir, contribuir, explicar, defender uma ideia, argumentar e reconhecer quando outra perspectiva pode ser melhor. “As ferramentas mudam o tempo todo. Mais importante do que saber uma ferramenta específica é entender os fundamentos e aprender a se adaptar.” Sua recomendação é desenvolver técnica, construir repertório e fortalecer as habilidades humanas. “Ninguém cresce sozinho.”
Criatividade também precisa de descanso
Depois de anos trabalhando com comunicação, Luz aprendeu que trans-
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formar criatividade em profissão de maneira sustentável exige cuidar da mente tanto quanto da técnica. Descanso, gratidão, leveza e pausas fazem parte desse processo. Ela chama alguns desses momentos de “momento do nada”: uma caminhada na natureza, ouvir música ou simplesmente ficar em silêncio. Quando o bloqueio criativo aparece, ela não o trata como fracasso. “Os bloqueios criativos vão acontecer, e tudo bem.” Quando o trabalho alcança alguém
Trabalhar com comunicação dentro da Igreja trouxe para Luz uma percepção especial sobre o alcance de seu trabalho. “Você trabalha com uma mensagem na qual acredita, e isso torna o trabalho ainda mais significativo.” No começo da carreira, porém, ela chegou a questionar a Deus sobre a relevância do que fazia, porque não conseguia enxergar os resultados.
Uma resposta no interior do Maranhão
Durante a gravação do testemunho de duas irmãs do interior do Maranhão, Luz viu uma delas começar a pregar usando uma apresentação que ela havia criado. As duas tinham uma doença de-
generativa, mas continuavam servindo como Calebes. Naquele momento, Luz entendeu que seu trabalho podia chegar muito mais longe do que ela conseguia acompanhar. “Eu podia não enxergar onde meu trabalho chegava, mas ele podia chegar muito mais longe do que eu imaginava.” Criar também pode ser servir
Outro projeto marcante foi participar da criação da identidade visual das prioridades estratégicas da Igreja para 2025 a 2030 e ver esse trabalho sendo utilizado em diferentes lugares da América do Sul. Para Luz, porém, ministério não depende de trabalhar dentro da estrutura da Igreja. Um designer pode colocar seus talentos à disposição na igreja local, em projetos missionários ou na própria vizinhança. “Ministério também é perceber as necessidades ao seu redor e entender como você pode servir com aquilo que sabe fazer.”
O Criador como referência
Para Luz, a relação entre fé e criatividade passa por uma convicção simples: quem deseja criar pode aprender com
o próprio Criador. “Deus criou as coisas mais bonitas e extraordinárias que conhecemos: combinações de cores, gradientes, texturas e formas que ninguém consegue reproduzir completamente.” Ter um relacionamento com Deus influencia não apenas aquilo que ela cria, mas a maneira como enxerga o mundo. Para o jovem que ama criatividade, Luz aconselha: ore, busque direção de Deus, conheça as profissões que despertam seu interesse e converse com quem já trabalha na área. Procure entender se você se imagina naquela rotina e se a escolha está de acordo com os princípios de Deus. Quando talento, preparo, propósito e fé caminham juntos, aquilo que começa pequeno pode alcançar lugares que você jamais imaginou. Conheça o trabalho da Luz:
I nstagram: @luzgaioso Portfólio: https://www.behance.net/luzgaioso inkedIn: L https://www.linkedin.com/in/luzgaioso/ OUT_DEZ
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ARTIGO
Pr. Jeconias Vieira Lopes Neto Pastor distrital de Balneário Meia Ponte - Goiás
1. A geometria do vazio: Onde o pertencimento se torna arma á um silêncio eloquente nas sombras das periferias e nos algoritmos das redes sociais, onde uma geração busca desesperadamente um lugar para chamar de seu. Enquanto a sociedade ignora o vácuo emocional das novas gerações, grupos hostis — do narcotráfico ao extremismo como o PCC, o Comando Vermelho, a Família do Norte, a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram, o Al-Shabaab e o Hamas — aprenderam que o ser humano não busca apenas a sobrevivência, mas também uma vida em comunidade (UNODC; Strive Juvenile, 2024).1 O recrutamento de jovens por esses grupos, sejam facções criminosas ou organizações extremistas, não é um acidente geográfico, mas uma operação de
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1 UNODC; JUVENTUDE EM AÇÃO. Alvos de Terroristas : Recrutamento, Exploração e Reintegração de Crianças na Indonésia, Iraque e Nigéria. Genebra: Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 2024.
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Enquanto o crime organizado oferece uma plataforma de pertencimento baseada na presença física e no suporte material, nós, como Igreja, muitas vezes falhamos em entender a urgência dessa carência. engenharia emocional baseada na eficiência do pertencimento. Esses grupos utilizam o que a ciência chama de grooming predatório, um processo de “aliciamento” que espelha as fases da predação e do discipulado para criar uma falsa sensação de confiança (Almohammad, 2018).2 Primeiro, selecionam-se os vulneráveis: o jovem sem supervisão, o órfão de pai vivo ou o filho de um “contrato social quebrado”. Depois, ganha-se acesso por meio de “quiosques de pregação” ou, mais modernamente, de plataformas de jogos como Fortnite, Discord e Roblox, que transformam o lazer em um campo de doutrinação. A fase crucial, contudo, é o desenvolvimento da confiança (ONU, 2025).3 O recrutador oferece o que o mundo negou: atenção, presentes, 2 ALMOHAMMAD, Asaad. Crianças-soldado do ISIS na Síria : o recrutamento estrutural e predatório. Haia: Centro Internacional de Combate ao Terrorismo (ICCT), 2018. 3 Plataformas de jogos online como Discord, Steam e Roblox são citadas como «parques digitais» onde os recrutadores usam memes e chats para normalizar ideologias hostis entre adolescentes (NAÇÕES UNIDAS, 2025, p. 10).
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comida e uma sensação de eficácia. Dados do relatório Trends Alert 2025 revelam que, em certas regiões do Norte Global, crianças e jovens já representam 42% das investigações relacionadas ao terrorismo — um aumento de três vezes em relação a 2021. Eles não ingressam nesses grupos por ódio, mas sim pelo abraço que parece protegê-los de um “contrato social quebrado” (UNODC; Strive Juvenile, 2024).4 Quando o jovem percebe, ele não apenas entrou em um grupo, mas também encontrou uma “família” que, embora exija atos de violência para provar lealdade, oferece uma identidade de “insider” em um mundo que sempre o tratou como “outsider”. Esse cenário nos leva a questionamentos profundos: Qual tem sido a nossa estratégia com as novas gerações? 4 O conceito de “contrato social rompido” refere-se à percepção de que o Estado e a sociedade não conseguem proporcionar segurança e oportunidades, transformando narrativas extremistas alternativas em governança e proteção (UNODC; STRIVE JUVENILE, 2024, p. 124).
2. P anorama da Igreja: Por que perdemos nossos jovens? Enquanto o crime organizado oferece uma plataforma de pertencimento baseada na presença física e no suporte material, nós, como Igreja, muitas vezes falhamos em entender a urgência dessa carência. No Brasil, o cenário é desolador: ultrapassamos a marca de 909.594 pessoas privadas de liberdade. Desse total, aproximadamente 43,1% são jovens entre 18 e 29 anos (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025).5 Quase metade do nosso sistema prisional é composta por uma juventude que, em grande parte, buscou no crime o status, a proteção e a vida em comunidade que não encontrou em instituições tradicionais. Essas organizações hostis capitalizam sobre as novas gerações e a marginalização econômica. Elas entendem que o adolescente busca autonomia e tende a ser hostil à autoridade. Ao contrário do que muitos pensam, a ideologia religiosa frequentemente é um fator secundário; o motor principal é a busca por significado e reconhecimento social. Se o jovem sente que o Estado e a sociedade “quebraram o contrato” com ele, ou seja, quando o discurso e a prática não se conectam, a narrativa de “nós contra eles” das facções torna-se o único porto seguro disponível. Perdemos jovens porque o “mundo” é rápido em oferecer 5 O contingente de 909.594 pessoas privadas de liberdade no Brasil em 2024 inclui o sistema penitenciário e as prisões de delegacias, representando um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior (FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA, 2025, p. 374).
um propósito, mesmo que esse propósito seja mortal e exija a desensibilização à violência como rito de passagem. O relatório de tendências da Divisão Sul-Americana (2025) aponta uma realidade preocupante: para cada dez jovens (de 17 a 30 anos) que se unem à igreja, quatorze saem (Lemos, 2025).6 Perdemos nossos jovens para o mundo porque ele é veloz em oferecer um propósito, mesmo que seja mortal. Se o jovem não encontra na Igreja um lugar onde seus “dons e talentos” sejam reconhecidos e utilizados para algo maior, ele se torna um “alvo de oportunidade” para aqueles que sabem instrumentalizar o seu vazio. O fato é que a missão é o verdadeiro pertencimento! Ainda resta uma pergunta: Como resgatar esses jovens que se perderam e vivem nas prisões humanas e espirituais? 3. C hamado ao Ministério Carcerário Adventista, um resgate aos jovens A Bíblia não apresenta o serviço aos presos como uma opção para especialistas, mas como um imperativo de identidade cristã. Jesus foi categórico: “Estive na prisão, e fostes ver-me” (Mateus 25:36) (Lopes Neto, 2018).7 Ele se identifica pessoalmente com o encarcerado, independentemente do crime cometido. O escritor de Hebreus reforça esse chamado de pertencimento mútuo: 6 As estatísticas de evasão na Igreja Adventista (14 saídas para cada 10 entradas no grupo de 17 a 30 anos) reforçam a necessidade de estratégias de retenção focadas no protagonismo dos jovens (LEMOS, 2025). 7 O fundamento bíblico da MCA em Mateus 25 estabelece que a visita ao preso é um critério de julgamento da fidelidade a Cristo, onde o preso é visto como um “irmão de Jesus” (LOPES NETO, 2018, p. 16).
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“Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles” (Hebreus 13:3). O Ministério Carcerário Adventista (MCA) surge como uma resposta estruturada a esse desafio. Não se trata apenas de levar Bíblias, mas de construir uma Rede de Discipulado (Lopes Neto, 2018)8 que integre o apenado e sua família à comunidade de Cristo. O MCA entende que a infração é fruto de uma conjunção de fatores, e que a remissão exige responsabilidade individual, mas também depende da esperança daqueles que ainda acreditam na redenção da vida humana e de uma juventude perdida. Ao visitar uma prisão, Ellen White notou homens que a sociedade desprezava, mas enxergou neles “dons e talentos” para a glória de Deus (White, 1953).9 Há um propósito para cada jovem adventista: ser “jovens pelos jovens, jovens pela igreja, jovens pelos seus semelhantes”. Isso inclui buscar aqueles que se perderam nas drogas e no crime, que hoje compõem as fileiras dos presídios e vivem nas comunidades faccionadas, mas que um dia estiveram nos bancos de nossas igrejas assistindo ao culto jovem. Nesses anos de ministério pastoral, eu encontrei vários desses jovens em presídios pelo Brasil. 4. Conclusão: O verdadeiro pertencimento A eficiência dos grupos hostis em captar jovens reside na oferta de um 8 A Rede de Discipulado Prisional visa quebrar as “correntes invisíveis” que afetam as famílias dos presos, conectando a assistência de dois departamentos da igreja local (LOPES NETO, 2018, p. 30). 9 A ideia de procurar aqueles que têm “ternura” é central no Espírito de Profecia para o recondicionamento de jovens que se afastam do rebanho (WHITE, 1953, p. 476).
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falso sentimento de pertencimento que termina em exploração e trauma. No entanto, a vitória sobre esse sistema não virá apenas por meio de políticas de segurança, mas pela restauração da imagem moral de Deus no ser humano. Em Cristo, o pertencimento não é uma arma de manipulação, mas uma plataforma de libertação e envio para algo maior do que o missionário, a missão. O fortalecimento dessa plataforma missionária do pertencimento exige ações estruturais e intencionais que transcendam iniciativas pontuais. Uma possibilidade seria estabelecer, nos concílios de ancionato, a participação obrigatória de pelo menos um ancião jovem por igreja, assegurando que a formação das novas gerações seja um tema de reflexão e planejamento permanentes. Nesse contexto, os departamentos do Ministério Jovem (MJ) e do Ministério dos Desbravadores e Aventureiros (MDA) deveriam ocupar um espaço estratégico nas discussões, reconhecendo que o discipulado das novas gerações é responsabilidade de toda a liderança da igreja, e não apenas de departamentos específicos. Da mesma forma, os investimentos financeiros dos campos e das uniões poderiam priorizar o ordinário em vez do extraordinário. Embora os grandes eventos tenham seu valor e desempenhem um papel importante na inspiração e mobilização da juventude, não devem constituir o eixo central da estratégia
missionária. O foco principal deveria estar no fortalecimento da igreja local, na formação de pequenos grupos de jovens, no discipulado relacional e na consolidação de uma cultura missionária baseada no pertencimento e na caminhada contínua com Cristo. Outro aspecto fundamental é promover uma integração mais efetiva entre os Clubes de Aventureiros, os Clubes de Desbravadores e o Ministério Jovem. Essa integração é indispensável para a construção de um processo de discipulado contínuo e coerente que acompanhe crianças, adolescentes e jovens em todas as etapas de seu desenvolvimento espiritual. O objetivo não é desconstruir a rica história e identidade de cada ministério, mas fortalecer seus processos, ampliar sua cooperação e evitar que funcionem de forma isolada da igreja local ou das demais frentes voltadas às novas gerações. Uma plataforma missionária de pertencimento alcançará todo o seu potencial somente quando esses ministérios caminharem de maneira integrada, compartilhando a mesma visão, os mesmos objetivos e um compromisso comum com a formação de discípulos. O verdadeiro propósito não está no cano de uma arma ou no status de uma facção, mas na compreensão de que somos “filhos reconhecidos de Deus” e temos uma missão a cumprir. A igreja deve ser o lugar onde o jovem não precisa cometer crimes para ser notado.
Para isso, precisamos de humildade para reconhecer que não somos os únicos que falam, ensinam e promovem o discipulado. Há muitos grupos, até mesmo boêmios, que conhecem muito bem como discipular e engajar as novas gerações em suas missões, para que vivam e até morram por seus propósitos. O verdadeiro pertencimento e a plena vida em comunidade são uma plataforma que produz frutos: novos discípulos e missionários, não jovens acomodados e avessos ao risco de discipular. Que possamos, por meio do Ministério Carcerário e de nossa vida em comunidade jovem, oferecer o pertencimento que o mundo não pode dar: aquele que não acaba em grades e morte, mas em vida eterna e em serviço sem preconceito ao próximo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: FBSP, 2025. UNODC; YOUTH STRIVE. Recrutamento, exploração e reintegração de crianças na Indonésia, Iraque e Nigéria. Genebra, 2024. ALMOHAMMAD, Asaad. Crianças-soldado do ISIS na Síria: o recrutamento estrutural e predatório. ICCT, 2018. LOPES NETO, Jeconias Vieira. Regimento do Ministério Carcerário Adventista. APLaC, 2018. UNODC. Alerta de Tendências - Exploração de Crianças e Jovens. 2025. McFADDEN. Armas de pequeno porte: crianças e terrorismo. JFQ 96. LEMOS, Felipe. Relatório aponta tendências para o adventismo sul-americano. Notícias Adventistas, 11 de novembro de 2025. Disponível em: https:// noticias.adventistas.org. UNODC; JUVENTUDE EM AÇÃO. Alvos de Terroristas: Recrutamento, Exploração e Reintegração de Crianças na Indonésia, Iraque e Nigéria. Genebra: Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 2024. WHITE, Ellen G. Visita à Prisão de Salem. Salem, Oregon: junho de 1878 (Citado em: LOPES NETO, Jeconias Vieira. Regimento do Ministério Carcerário Adventista. Brasília: APLaC, 2018).
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DEU CERTO POR AQUI
Ilana Prestes coordenadora estadual de jovens, União Centro-Oeste Brasileira
Quando a missão deu sentido à comunidade
Palmas, Tocantins
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
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or muito tempo, enxergávamos a comunidade/PG Jovem apenas como um encontro semanal de jovens. O resultado era uma programação agradável, que, no entanto, muitas vezes terminava quando o encontro acabava. Decidimos mudar essa perspectiva. A comunidade passou a ser entendida como um processo de comunhão, ações missionárias e estudos bíblicos, no qual as pessoas se conectam, servem juntas e, principalmente, conduzem outras pessoas ao estudo da Bíblia. As comunidades passaram a entender que o encontro semanal é apenas uma parte do processo. Durante a semana, os jovens organizam partidas de vôlei e futebol, momentos de confraternização com jogos de tabuleiro, bons lanches e outras atividades criativas para fortalecer os vínculos entre os participantes e aproximar novos jovens. Esses encontros são intencionais: criar um ambiente acolhedor, estar próximo, gerar amizades genuínas e abrir oportunidades para que mais pessoas sejam convidadas a participar da comunidade. A partir desses relacionamentos, surgem o interesse e o convite para os estudos bíblicos, fortalecendo o propósito de conduzir cada jovem a uma decisão por Cristo. As ações missionárias deixaram de ser atividades isoladas e passaram a fazer parte da identidade da comunidade. Cada encontro, cada amizade e cada iniciativa são planejados com um propósito bem
definido: levar as pessoas a conhecerem Jesus. A criatividade é incentivada, mas sempre a serviço da missão. Outro exemplo que deu certo foi o Encontro de Jovens com Cristo (EJC). Em parceria com o Ministério Jovem, o programa passou a integrar seus participantes às comunidades: alguns jovens eram convidados a participar de uma comunidade após o encontro, enquanto outros já chegavam ao EJC por meio de uma comunidade. Dessa forma, o EJC deixou de ser uma experiência de fim de semana para se tornar parte de um processo contínuo de discipulado, relacionamento e missão. Como resultado desse processo, o último EJC registrou oito batismos, um marco inédito no Tocantins. Outro passo importante foi integrar os ministérios das Novas Gerações. O Ministério Jovem, os Desbravadores e os Aventureiros deixaram de caminhar separadamente e passaram a atuar com um objetivo em comum. Afinal, muitos líderes e jovens já atuavam em mais de um desses ministérios. Eventos como o Together 2025 e o Campori 2025 foram planejados de forma conjunta para fortalecer o senso de unidade entre os ministérios. Além disso, alinhamos o programa de classificação dos clubes ao desenvolvimento das comunidades, de modo que as ações se complementem, em vez de competirem entre si. Buscamos também padronizar o perfil da liderança, formando líderes OUT_DEZ
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com a mesma visão, linguagem e compromisso com a missão por meio de concílios com coordenadores e líderes dos ministérios. Outro investimento importante foi a formação de líderes. Percebemos que muitos jovens sequer conheciam o cartão de líder do Ministério Jovem e que apenas três líderes haviam sido investidos no estado. Por isso, decidimos começar pelos coordenadores e líderes, incentivando-os a participar desse processo de formação. Cada coordenador escolheu um líder para incentivar e apoiar no cumprimento dos requisitos para a investidura. O objetivo não era apenas cumprir requisitos ou concluir tarefas para ser investido. Nosso foco estava no relacionamento: caminhar junto, mentorear, discipular e desenvolver líderes comprometidos com Cristo e com a missão. Conforme esse relacionamento se fortalecia, o cumprimento dos requisitos do cartão acontecia naturalmente, como consequência de uma liderança que estava sendo formada de dentro para fora. Outro fator decisivo foi fortalecer a parceria entre a liderança jovem e os pastores distritais. Em vez de tentarem conduzir os projetos de forma isolada, os líderes passaram a caminhar ao lado dos pastores, pensando, planejando e executando as ações em conjunto. Essa proximidade gerou unidade de propósito, fortaleceu o apoio da liderança pastoral e 28
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despertou um envolvimento muito maior das igrejas locais. Quando o pastor e a liderança caminham na mesma direção, a missão deixa de ser responsabilidade de um departamento e se torna o compromisso de toda a igreja. O resultado foi marcante: durante o Together 2025, o Tocantins realizou a maior investidura de líderes do Ministério Jovem de sua história, com 16 jovens investidos. Mais do que um número, esse momento representou o fortalecimento de uma nova geração de líderes preparados para servir, discipular e conduzir outros jovens à missão. Mais do que números e conquistas pontuais, percebemos uma comunidade mais viva, comprometida e engajada com a missão. Os encontros ganharam significado ao se tornarem o ponto de partida para a missão, e não o objetivo final. Os ministérios caminharam lado a lado, com os jovens assumindo o protagonismo e participando ativamente do cumprimento da missão, compartilhando a Palavra de Deus e estudando a Bíblia com outros amigos. A maior lição que aprendemos foi simples: comunidade não se resume a reunir jovens. É formar discípulos que fazem discípulos. Quando a missão ocupa o centro de tudo, os ministérios caminham juntos, líderes são formados pelo relacionamento, pastores e jovens servem lado a lado, e vidas começam a ser transformadas.
Ainda há muitos desafios pela frente. Nem tudo o que nos propusemos a viver deu certo, e ainda há espaço para crescer, amadurecer e aperfeiçoar nossos processos. No entanto, seguimos confiantes, pois Deus nos mostrou que vale a pena investir em uma comunidade que vive o discipulado e a missão. Um reflexo disso é a maior retenção de jovens nos últimos anos. É nesse ambiente que eles permanecem, amadurecem na fé e conduzem outros a Cristo. Continuamos aprendendo, ajustando nossa caminhada e confiando que Aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la até que o evangelho do Reino seja pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim (Mateus 24:14). Nossa oração é que esse mesmo movimento alcance cada igreja, cada comunidade e cada jovem, mantendo viva a essência da missão: a Bíblia aberta e pessoas estudando a Bíblia com outras pessoas. “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Iniciei este texto com a ordem de Jesus e o termino com essa promessa. Recebemos a missão e confiamos no poder de Deus para cumpri-la. Não se trata apenas de realizar atividades, mas de ir além, formando discípulos e confiando que é o Espírito Santo quem capacita e conduz a missão. OUT_DEZ
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Pr. Rolando Chipana Ramírez Autor Ministério Jovem — Missão Boliviana Central
E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:2
LOUVOR Eis-me Aqui — Adoradores 2 Consagração — CD Jovem 2017 Eu Creio — CD Jovem 2017
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ATUALIZAÇÃO 20.27: RENOVE SEU SISTEMA TESTEMUNHO
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ateo era um universitário que decidiu pausar sua graduação em engenharia para se juntar à equipe de Um Ano em Missão. No início, sua família temeu que ele perdesse o ano letivo e que suas finanças entrassem em colapso. Mas Mateo levou a sério o princípio de buscar primeiro o Reino de Deus. Durante doze meses, ele coordenou centros de influência em bairros vulneráveis, ministrou cursos de alfabetização digital e liderou grupos de estudo da Bíblia. Ao final desse período, não apenas viu várias pessoas entregarem a vida a Cristo por meio do batismo, como também recebeu de uma empresa local uma bolsa de estudos integral para concluir sua graduação, graças às habilidades de liderança que havia desenvolvido ao longo dessa experiência. Sua história nos lembra que, quando um jovem coloca a missão em primeiro lugar, Deus cuida de seus projetos pessoais. Às portas de 2027, esse testemunho nos desafia a arriscar tudo pelo avanço do evangelho. OUT_DEZ
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ORAÇÃO INTERCESSORA Motivo de oração: Intercedamos de joelhos pelas metas espirituais dos jovens para o novo ano, pelos projetos de Um Ano em Missão e pela firmeza de cada jovem diante das pressões do mundo secular. Clamor coletivo: “Nosso Senhor, ao olharmos para os desafios deste ano de 2027, colocamos nossos talentos em Tuas mãos. Clamamos pelo poder do Espírito Santo, para que cada jovem encontre sua missão e se torne um agente de esperança. Sustenta os universitários, protege os missionários e une Tua igreja em um só clamor de intercessão. Amém.”
MENSAGEM Atualização de software 20.27 Vivemos na era das atualizações obrigatórias. A cada poucos meses, o celular nos avisa que, se não instalarmos a nova versão, os aplicativos deixarão de funcionar, o aparelho ficará lento e estará exposto a vírus que poderão roubar nossas informações. No mundo digital, ficar para trás é ficar desconectado. E, no entanto, enquanto cuidamos tanto de nossos dispositivos, muitas vezes negligenciamos o sistema operacional mais importante de todos: nossa própria mente. Passo I: O diagnóstico (detectar o vírus) O pecado funciona como um código malicioso silencioso. Você não percebe de imediato, mas ele começa a tornar sua vida espiritual mais lenta: você deixa de orar, sente preguiça de abrir a Bíblia e se torna apático. O autoexame diário é o nosso 32
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a ntivírus. Encoraje-se a fazer, todos os dias, um diagnóstico sincero do seu “software”. Passo II: Liberar espaço de armazenamento (limpar o cache) Às vezes, guardamos ressentimentos, culpas e fracassos antigos na memória, e isso bloqueia nossa visão do futuro. Deus promete uma formatação completa: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar” (1 João 1:9). Libere hoje o seu cache e viva em paz. Passo III: Instalar o novo sistema operacional (o Espírito Santo) Não podemos enfrentar 2027 com nossas próprias forças. A atualização definitiva acontece quando passamos tempo diariamente em comunhão com Deus. Precisamos permitir que o Espírito Santo assuma o controle de nossas decisões, nossos estudos, nossos relacionamentos e nossos planos. Essa é a única versão que nunca fica obsoleta.
ESPÍRITO DE PROFECIA “Mas, minha querida irmã, estamos nos aproximando do fim do tempo; e não queremos agora seguir os gostos e práticas do mundo, mas seguir a vontade de Deus, ver o que dizem as Escrituras, e então andar de acordo com a luz que Deus nos deu. Nossas inclinações, nossos costumes e práticas não devem ter a preferência. Nossa norma é a Palavra de Deus.” Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 319. “A religião de Cristo não apaga nem mesmo enfraquece uma única faculdade. De maneira alguma vos incapacita para
Precisamos permitir que o Espírito Santo assuma o controle de nossas decisões.
o gozo de qualquer verdadeira felicidade; não se destina a diminuir vosso interesse na vida, ou a tornar-vos indiferentes aos reclamos de amigos e da sociedade. [...] A religião não torna quem a pratica grosseiro nem áspero, desasseado ou descortês; ao contrário, eleva-o e enobrece-o, refina-lhe o gosto, santifica-lhe o juízo, e habilita-o para a sociedade dos anjos celestiais e para o lar que Jesus foi preparar.” Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 38.
MÃOS À OBRA (DINÂMICAS SUGERIDAS) Louvor: Peça aos jovens que abram sua lista de “mais ouvidas” ou sua música favorita do momento e pergunte: “Se sua mente fosse alimentada apenas pela letra dessa música durante todo o ano, como seriam seus pensamentos?”. Use as respostas para introduzir a ideia de que aquilo que permitimos entrar diariamente em nossa mente molda quem somos por dentro. Testemunho: Primeiro, pergunte: “Você já fez uma limpeza nas suas redes sociais,
deixando de seguir contas que faziam você se sentir ansioso ou desconectado de Deus?” Em seguida, pergunte: “Você já fez essa mesma limpeza na vida real, eliminando hábitos ou pensamentos ocultos que lhe fazem mal?” O contraste entre a aparência externa e a realidade interior abre espaço para o testemunho de Mateo. Oração intercessora: Peça a cada jovem que abra sua galeria de fotos ou suas anotações e pense em alguém que esteja passando por uma crise emocional, ansiedade ou confusão. Nesse momento, eles devem orar em duplas, pedindo especificamente por paz, clareza e renovação para os pensamentos dessa pessoa. Mensagem: Proponha a “Semana de Desintoxicação do Coração”. Durante sete dias, cada jovem identifica o principal “contaminante” de sua mente (excesso de telas, críticas, pensamentos de inferioridade, músicas negativas) e o substitui dedicando os primeiros dez minutos da manhã a preencher a mente com um versículo sobre renovação, como Romanos 12:2 ou Salmo 51:10. OUT_DEZ
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Pr. Hebert Cuevas Autor Missão Boliviana Ocidental Norte
DE PÉ NOVAMENTE Resiliência na juventude Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derrubados pela calamidade” Provérbios 24:16
LOUVOR Minha Fortaleza — CD Jovem 2017 O Alto Clamor — CD Adoradores 2 Eis-me Aqui — CD Adoradores 2
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omece com esta pergunta: “Você já sentiu que um problema era grande demais para você? O que você fez a respeito?”. Em 1967, quando tinha apenas 17 anos, Joni Eareckson mergulhou em uma piscina sem saber que a água era muito rasa. O impacto fraturou sua coluna vertebral e ela ficou tetraplégica, sem conseguir mover os braços nem as pernas. Os primeiros meses foram muito difíceis. Joni se perguntava por que Deus havia permitido aquilo e caiu em uma profunda depressão. Ela orou muitas vezes pedindo para ser curada, mas o milagre físico nunca aconteceu. No entanto, com o tempo, descobriu que Deus tinha outro propósito para sua vida. Ela aprendeu a pintar segurando um pincel com a boca, escreveu mais de quarenta livros e fundou a organização cristã Joni and Friends, dedicada a ajudar pessoas com deficiência e suas famílias em todo o mundo. Anos depois, ela também enfrentou o câncer, mas continuou compartilhando uma mensagem de esperança e fé. Ela costuma dizer: “Deus permite aquilo que odeia para realizar aquilo que ama”.
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Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado.
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MENSAGEM
Após esse testemunho, convide a orar de forma concreta: Por cada jovem que hoje carrega um problema que parece maior do que suas forças: que Deus lhe dê ânimo para dar o próximo passo. Por aqueles que foram feridos por zombarias ou rejeição e sentem que valem menos; que descubram que seu valor não depende da opinião de ninguém, mas de Deus. Por aqueles que estão cansados de tentar e cair novamente; que recebam a certeza de que se levantar mais uma vez também é uma vitória.
1. Os obstáculos próprios da juventude Ser jovem não é apenas a melhor fase da vida; também traz desafios concretos que vale a pena mencionar sem medo: a pressão para se encaixar e a comparação constante nas redes sociais; a incerteza em relação ao futuro (o que estudar, em que área trabalhar, com quem compartilhar a vida); a rejeição ou a zombaria; os primeiros fracassos sérios — uma disciplina em que se foi mal, um relacionamento que acabou, uma porta que se fechou —; e, muitas vezes, o silêncio, porque é difícil pedir ajuda. A resiliência não consiste em não cair, mas em ter para onde voltar quando se cai.
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2. A queda não é o fim. O versículo-base não promete que o justo não cairá; diz que ele cairá sete vezes e sete vezes se levantará. A diferença entre o justo e o ímpio não está no fato de um tropeçar e o outro não, mas no que cada um faz depois do tropeço. Joni não deixou de ter limitações; ela mudou a maneira como lidava com elas. Para o jovem cristão, cada queda pode se tornar um ponto de apoio quando é levada diante de Deus, em vez de ser escondida. 3. Onde se sustenta a resiliência cristã Não se trata de cerrar os dentes e suportar tudo sozinho. A firmeza do jovem cristão se sustenta em três pilares: um relacionamento diário com Deus, que o lembra de quem ele é e a quem pertence; uma comunidade que o apoia (família, igreja e amigos que edificam), para que não precise carregar tudo sozinho; e um propósito maior do que suas circunstâncias, que lhe dá razões para continuar. Quando esses três pilares estão presentes, o problema continua sendo um problema, mas deixa de ter a última palavra.
ESPÍRITO DE PROFECIA “Se cada um dos que buscam o reino de Deus e Sua justiça estivesse sempre pronto para fazer as obras de Cristo, quanto mais fácil seria a vereda para o Céu! […] A adversidade e as tribulações tão-somente lhes oferecerão oportunidade para mostrar a sin-
ceridade de sua fé e amor” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 495). “Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 72).
MÃOS À OBRA Louvor: Antes de cantar “Minha Fortaleza”, peça a alguns jovens que completem, em um cartão, a frase “Meu maior obstáculo hoje é…”. Os cartões não devem ser lidos em voz alta; devem ser guardados em uma caixa à frente e, no final, deve-se orar por eles. O louvor se torna a resposta a esses cartões. Testemunho: Exiba um vídeo curto de Joni Eareckson logo após a leitura do relato, para que ouçam sua voz e vejam que se trata de um caso real, não de uma história inventada. Oração intercessora: Forme duplas e peça que cada um ore pelo obstáculo do outro, não pelo seu próprio. Aprender a interceder pelo que está ao seu lado também fortalece. Mensagem: Dinâmica da “corda e do nó”: Entregue a cada jovem um pedaço de corda com um nó. O nó representa um problema atual. Ao terminar a mensagem, quem quiser pode ir à frente, amarrar sua corda a uma corda principal segurada pelo líder e deixá-la ali como símbolo de entregar o fardo a Deus e à comunidade. OUT_DEZ
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Pr. Franklin Mamani – Autor Missão Boliviana Ocidental Sul
CABEÇA E NÃO CAUDA CONSELHOS PARA UNIVERSITÁRIOS E JOVENS QUE ESTÃO INICIANDO A VIDA PROFISSIONAL
O Senhor os porá por cabeça e não por cauda; e só estarão em cima e não debaixo, se obedecerem aos mandamentos do Senhor, seu Deus” Deuteronômio 28:13
LOUVOR Eu Creio — CD Jovem 2017 Digno de Louvor — Adoradores 2 Conversar com Deus — Adoradores 2
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omece com esta pergunta: “Se amanhã chegasse o sucesso com que você sonha (o título, o cargo, o dinheiro), você continuaria sendo a mesma pessoa que é hoje diante de Deus?”. David Robinson foi um dos melhores jogadores de basquete da NBA, apelidado de “Almirante” por seus anos na Academia Naval dos Estados Unidos. Antes de se tornar uma estrela, tomou uma decisão que poucos compreenderam: embora muitas universidades estivessem interessadas nele, decidiu permanecer na Marinha e cumprir seu período de serviço, adiando em dois anos o início de sua carreira profissional.
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Formou-se em Matemática e serviu com disciplina. Já na NBA, com fama e dinheiro, sentia que algo lhe faltava; ele não era religioso. Uma conversa o aproximou do cristianismo, e sua vida mudou completamente. O interessante não é apenas o que ele conquistou (dois campeonatos, o prêmio de MVP e a entrada no Hall da Fama), mas o que fez com o sucesso: fundou uma escola para crianças de baixa renda em San Antonio, oferecendo bolsas de estudo, e criou uma empresa de investimentos voltada para o desenvolvimento de comunidades carentes. Robinson compreendeu algo que muitos talentos perdem ao longo do caminho: o sucesso não é o destino; é uma ferramenta para servir.
ORAÇÃO INTERCESSORA Pensando em cada jovem que está começando a universidade ou seu primeiro emprego, oremos: • Pelos universitários e por aqueles que estão começando a trabalhar: que Deus lhes conceda disciplina, honestidade e excelência, sem que renunciem a seus princípios para avançar mais rapidamente. • Por aqueles que sentem a pressão de “chegar lá” a qualquer custo: que não confundam sucesso com propósito, nem aplausos com paz. • Por aqueles que já alcançaram alguma conquista: que Deus os guarde de se perderem no caminho e lhes lembre por que e para quem trabalham. 40
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MENSAGEM 1. A promessa: cabeça e não cauda Deus promete ao jovem fiel uma posição de influência: “cabeça e não cauda”. Mas a promessa tem uma condição clara: “se obedeceres”. Ser cabeça não significa ter o melhor cargo nem o maior salário; significa viver com integridade de tal maneira que, onde quer que você esteja, seja capaz de influenciar o rumo das coisas, em vez de se deixar levar por elas. Um cristão pode ser “cabeça” ao varrer um chão com excelência, enquanto outro pode ser “cauda” mesmo dirigindo uma empresa, se tiver vendido sua consciência para chegar lá. 2. Os desvios no caminho para o sucesso Na universidade e no primeiro emprego surgem tentações que nem sempre são percebidas como tais: copiar ou trapacear “porque todo mundo faz”; sacrificar o descanso, a família e a comunhão com Deus no altar da carreira; cercar-se de pessoas que avançam sem escrúpulos; e acreditar, pouco a pouco, que os fins justificam os meios. David Robinson poderia ter deixado de cumprir seu serviço para alcançar a fama mais rapidamente, mas não o fez. Primeiro, cumpriu sua palavra. Muitas vezes, o atalho que promete sucesso rápido é justamente o desvio que nos faz perder o rumo. 3. O sucesso como ferramenta, não como deus A diferença entre um talento que se perde e um que transcende está na resposta a
uma pergunta: quando o sucesso chegar, para que vou usá-lo? Robinson usou sua fama e seu dinheiro para abrir uma escola e transformar comunidades. Esse é o coração do jovem cristão bem-sucedido: ele não acumula para brilhar, mas para abençoar outras pessoas. O sucesso sem um propósito eterno é uma miragem; o sucesso colocado nas mãos de Deus se transforma em missão. Busque primeiro o Reino de Deus, e o restante será acrescentado, e você saberá o que fazer com aquilo que receber.
ESPÍRITO DE PROFECIA “Os jovens precisam ser impressionados com a verdade de que seus dotes não são deles próprios. Força, tempo, intelecto — não são senão tesouros emprestados. Pertencem a Deus; e deve ser a decisão de todo jovem pô-los no mais elevado uso” (Ellen G. White, Educação, p. 57). “Para nos apropriarmos da graça de Deus, devemos fazer a nossa parte. O Senhor não Se propõe a realizar por nós o querer ou o efetuar. Sua graça é concedida para operar em nós o querer e o realizar, mas nunca em substituição de nosso esforço” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 147).
MÃOS À OBRA Louvor: Peça a alguns jovens universitários ou que estejam iniciando no mercado de trabalho que compartilhem, em uma frase, qual sonho de sucesso desejam colocar nas mãos de Deus, antes de cantar “Eu Creio”. Testemunho: Mostre uma foto ou um vídeo curto de David Robinson e de sua escola (Carver Academy). Ver que se trata de uma pessoa real, cuja história pode ser verificada, ajuda a evitar que a mensagem pareça apenas uma história motivacional. Oração intercessora: Entregue a cada jovem um cartão em formato de seta. De um lado, eles escrevem sua meta profissional; do outro, para quê ou para quem desejam usá-la. Em seguida, eles devem orar sobre essa seta, pedindo a Deus que não os deixe perder o rumo. Mensagem: “O contrato com Deus”. Cada jovem redige e assina um breve compromisso com três pontos, por exemplo: serei honesto nos estudos/no trabalho; não sacrificarei minha comunhão com Deus para avançar; e usarei aquilo que conquistar para servir. Eles devem guardar o cartão na Bíblia ou na carteira como lembrete. OUT_DEZ
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Pr. Severo Medrano Autor Ministério Jovem – Missão do Oriente Boliviano
O AMOR QUE NÃO CADUCA “E o amor é este: que andemos segundo os mandamentos de Deus” (2 João 1:6). Ame o Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, [...]. Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” Marcos 12:30, 31
LOUVOR Em Ti — Adoradores 2 Carta de Amor — Adoradores 5 O Poder do Amor - Hino 407 - Hinário Adventista
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omece com estas perguntas: “Você conhece o amor verdadeiro? Quais você acha que são os sinais de um amor que não muda com o tempo?”. Muitos jovens buscam amar sem saber bem o que é o amor. Sandra era uma garota aplicada e querida por todos. Desde os quatorze anos, ela teve vários relacionamentos, um após o outro, e, mesmo assim, sempre acabava se sentindo vazia. Ela confundia carinho com emoção forte, atração ou a companhia de alguém que preenchesse sua solidão. Tudo mudou quando ela conheceu um rapaz diferente: ele a respeitava, a ouvia, colocava Deus no centro e não a pressionava, mas lhe dava tempo para amadurecer. Foi então que Sandra compreendeu algo que ninguém havia lhe explicado: o
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O amor verdadeiro não é apenas ‘borboletas na barriga’ nem exigir que o outro mude, nem depender de alguém para se sentir bem, nem fazer coisas que nos afastem de Deus.
amor verdadeiro não tem pressa, não exige e não se impõe; ele se constrói sobre o respeito, a confiança e uma fé compartilhada. Hoje ela sabe que, antes de encontrar a pessoa certa, é preciso primeiro deixar-se amar por Deus.
ORAÇÃO INTERCESSORA Após o testemunho de Sandra, convide a congregação a orar em voz baixa, enquanto alguém conduz a oração. Oremos hoje de forma concreta: Por cada jovem e moça presente, para que Deus lhes conceda sabedoria para reconhecer o amor verdadeiro e não se contentarem com imitações passageiras. 44
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Por aqueles que, como Sandra, foram feridos ao buscar o amor no lugar errado; que se curem sabendo que, antes de tudo, são amados por Deus. Por aqueles que buscam um parceiro, pelos que já caminham juntos e pelos que ainda esperam; que todos caminhem com pureza, propósito e no tempo do Senhor.
MENSAGEM 1. Saber o que é — e o que não é — o amor verdadeiro O texto original nos deixa uma advertência: quem é jovem muitas vezes ainda não sabe o que é o amor verdadeiro, e essa confusão traz consequências graves. R egistros
de aconselhamento juvenil coincidem com algo que vemos diariamente: Grande parte dos jovens entre 15 e 21 anos confunde o amor com atração física, emoção intensa ou intimidade prematura. Muitos relacionamentos que começam muito cedo terminam em poucos meses, deixando feridas, baixa autoestima e desconfiança em relação ao futuro. Frequentemente, ensina-se sobre o corpo, mas não sobre a base espiritual e afetiva que permite distinguir um sentimento passageiro do ágape: o amor incondicional que vem de Deus. O amor verdadeiro não é apenas “borboletas na barriga” nem exigir que o outro mude, nem depender de alguém para se sentir bem, nem fazer coisas que nos afastem de Deus. O amor verdadeiro é uma decisão diária de proteger, cuidar e buscar o bem completo — espiritual, emocional e físico — da outra pessoa, assim como Cristo nos amou. 2. A base que não falha Não há amor duradouro sem o fundamento de Deus. Amar de verdade significa respeitar a integridade do outro, entregar-se sem esperar recompensa e colocar o Senhor no centro. O que a experiência pastoral confirma é simples:
Os casais que compartilham a fé e oram juntos mantêm relacionamentos muito mais estáveis e duradouros. Quando o relacionamento é construído sobre princípios bíblicos, a manipulação, o ciúme tóxico e a pressão sexual são reduzidos. O amor de Deus nos ensina que não buscamos alguém perfeito: duas pessoas imperfeitas se aproximam juntas da Perfeição, se aceitam como são e caminham em direção a um mesmo propósito eterno. Como diz a Palavra: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39, ARC). Somente se você receber primeiro o amor de Deus é que poderá doá-lo de verdade. 3. O amor é um processo que dura a vida toda. O amor verdadeiro se reconhece porque segue um caminho ordenado; não se apressa nem pula etapas: Começa pela amizade: É a base onde se conhecem, sem pressa, o caráter, os valores e a fé do outro. Segue-se o namoro: O tempo de confirmar se esse afeto pode crescer com respeito mútuo e colocando Deus em primeiro lugar, como antecâmara do casamento. OUT_DEZ
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Chega o casamento: E o processo não termina; o amor continua amadurecendo e se renovando a cada dia até que a morte os separe. Lembre-se bem: o amor não depende de como você se sente hoje, mas da promessa que você fez diante de Deus e diante da pessoa que você ama. Não existe amor à primeira vista, mas sim paixão à primeira vista. Antes de decidir, responda com sinceridade: isso nos aproxima mais de Deus? Nós nos respeitamos e somos honestos? Temos o apoio daqueles que nos amam? Cuidamos da pureza? Compartilhamos a fé e o propósito de vida?
ESPÍRITO DE PROFECIA “O amor é o princípio da ação e modifica o caráter, governa os impulsos, controla as 46
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paixões, submete inimizades, e eleva e enobrece as afeições.” Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 205. “Este amor não é um impulso, mas um princípio divino, um poder permanente.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 286. “Supremo amor por Deus e desinteressado amor mútuo — eis o melhor dom que nosso Pai celestial pode conceder. Este amor não é um impulso, mas um princípio divino, um poder permanente. O coração não consagrado não o pode criar ou produzir. Ele somente é achado no coração em que Jesus reina. ‘Nós O amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro.’ I João 4:19. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio que regula a ação. Ele modifica o caráter, governa os impulsos,
controla as paixões e enobrece as afeições. Este amor, acariciado na alma, ameniza a vida e derrama influência enobrecedora ao redor.” Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 286.
MÃOS À OBRA Louvor: Enquanto o casal de recém-casados conduz a atividade, projete atrás deles uma linha do tempo com fotos de casais da igreja em diferentes fases (noivos, recém-casados, bodas de prata e de ouro). O louvor se torna uma imagem viva de que o amor amadurece com o passar dos anos. Testemunho: Entregue a cada jovem um cartão com duas colunas — “o que eu achava que era o amor” e “o que descobri que é” — e peça que o preencham enquanto
ouvem a história de Sandra. Recolha algumas respostas de forma voluntária. Oração intercessora: Forme duplas de oração entre amigos do mesmo sexo; que orem especificamente pelo “amor da vida deles” — quer já o conheçam quer não — e pela sabedoria para respeitar cada etapa do processo. Mensagem: Organize uma breve mesa-redonda com um pastor, um conselheiro ou psicólogo familiar e um casal com mais de vinte anos de casamento. Pergunte-lhes como viveram cada etapa, por que não é aconselhável pular etapas e como mantêm o amor vivo. Encerre convidando cada jovem a assinar um cartão de compromisso de esperar e amar de acordo com o desígnio de Deus. OUT_DEZ
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Pr. Saúl Esteban Cruz Vargas Departamental de Jovens da União Boliviana
A nova geração pode acabar incomodando as pessoas? V
ocê apoiaria alguém que sabe que pensa mal de você? Em 2025, uma pergunta surgiu na tela diante de um grupo de líderes que trabalham com jovens. A pergunta foi: Como você definiria a Nova Geração? As respostas foram: geração de vidro, sem valores, covarde, impaciente, sem identidade, desafiadora, frágil e algumas poucas definições positivas. 48
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Os jovens de hoje preferem ser acompanhados a serem supervisionados; eles anseiam por mentores.
Por que, às vezes, a nova geração causa desconforto ou irritação nas pessoas? Provavelmente porque pede algo de que todas as gerações de jovens precisavam em suas igrejas, mas não se atreveram a pedir: líderes autênticos, que caminhem ao seu lado e os guiem em direção a uma causa que valha a pena, e não apenas a mais atividades.
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1. Querem que sejamos autênticos Essa geração valoriza a autenticidade acima de quase tudo e percebe quando há incoerência. Se o que dizemos e o que fazemos não coincidem, muitas vezes eles se afastam.1 É exatamente nesse ponto que a confiança é quebrada. Um dado importante: apenas entre
16% e 26% dos jovens confiam nas instituições ou nas pessoas por causa de seus cargos. Em contrapartida, mais de 70% confiam nas pessoas que conhecem de perto.2 É por isso que os “influenciadores” publicam tantos posts contando sobre sua vida diária, e isso impacta seus seguidores, pois faz com que eles se sintam próximos deles. Mas a autenticidade não é algo exclusivo do século XXI; foi uma exigência de Jesus: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos” (Mateus 23:27).
1 Diagnóstico desenvolvido em L. H. dos Santos (org.), Conexão, Protagonismo e Espiritualidade, v. 3 (Unaspress, 2026), cap. 1 e 2.
2 Pesquisa do TryTank Research Institute citada por J. Packard, Future of Faith (2026). Ver bibliografia.
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E quando Paulo orienta o jovem Timóteo, não lhe pede, em primeiro lugar, talento para pregar nem boas estratégias. Ele pede que ele seja um exemplo: “Ninguém o despreze por você ser jovem; pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza” (1 Timóteo 4:12). Ideia prática: Verifique a coerência antes do programa. Na sua próxima reunião de líderes, dedique quinze minutos a uma única pergunta: o que pregamos que não estamos vivendo na prática? Anote as respostas. Os jovens já perceberam isso; falar isso em voz alta é o primeiro ato de honestidade.
2. Querem que caminhemos ao lado deles. Os jovens de hoje preferem ser acompanhados a serem supervisionados; eles anseiam por mentores. Não buscam um chefe que lhes dê ordens, mas alguém que caminhe com eles. Deixam-se guiar mais pelo exemplo do que pelas palavras.3 O discipulado sempre foi, antes de tudo, relacionamento, e não apenas um programa dividido em etapas. Marcos resume isso em uma frase: “Então designou doze, aos quais chamou de apóstolos, para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Marcos 3:14). Devemos levar em conta que um jovem 3 Síntese baseada em A. Valerga (2019), citada em Conexão, Protagonismo e Espiritualidade, v. 1 (Unaspress, 2026).
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Ideia prática Promova uma causa com liberdade controlada. Defina a causa, ofereça uma estrutura básica e, em seguida, dê-lhes liberdade. Acompanhe-os para que se sintam donos do projeto e não apenas participantes de mais um programa. Para concluir Querido líder: Seja autêntico, e você conquistará a confiança deles. Caminhe ao lado deles, e você conquistará o coração deles. Dê a eles uma causa que valha a pena, e você conquistará a vida inteira deles para o Reino. A questão já não é se eles estão prontos. A questão é se nós estamos. Querido jovem: Tudo o que foi dito acima é um convite para que nós, líderes, mudemos. Mas seria um erro você ler isso e pensar que seu distanciamento de Deus ou da igreja se justifica até que outros deem o primeiro passo. Não se justifica. A salvação e a vida espiritual são questões pessoais. Seu futuro deve estar nas mãos de Deus, mas dependerá das decisões que você tomar. não é transformado pelo sermão que ouve, mas por Deus, por meio do líder que se senta ao seu lado. Por favor, menos sermões do púlpito e mais ministério e relacionamento pessoal com nossos jovens. Ideia prática: Una as gerações. Designe a cada jovem novo um adulto como mentor pessoal. Muitos jovens não precisam de mais um evento; precisam de um adulto que acredite neles. 3. Querem uma causa que valha a pena. Enchemos a agenda de atividades e medimos o sucesso pela participação ou pelas fotos. Mas essa geração não 52
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se move por agendas. Eles não estão dispostos a dedicar a vida para sustentar o projeto de outra pessoa. O que buscam é sentir que estão fazendo uma diferença real. Para eles, isso importa mais do que um cargo ou um bom salário.4 Deus nunca chamou os jovens para ficarem assistindo do banco de reservas. Ele os chamou para causas maiores do que eles mesmos. A um adolescente chamado Jeremias, Ele disse: “Não diga: ‘Não passo de uma criança.’ Porque a todos a quem eu o enviar, você irá; e tudo o que eu lhe ordenar, você falará’” (Jeremias 1:7). 4 Conexão, Protagonismo e Espiritualidade, v. 1 (síntese de Valerga, 2019) e v. 2, Introdução.
Fontes e bibliografia
Livros e obras de referência
Santos, L. H. dos (org.). Conexão, Protagonismo e Espiritualidade: perspectivas e oportunidades para o ministério com novas gerações — Tomos 2 ,1 y 3. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2026. Disponible en: https://www.unaspress.com.br Maranata: um plano de discipulado jovem. Ministério Jovem, Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. White, E. G. A Ciência do Bom Viver (p. 102); Educação (p. 263); Serviço Cristão (p. 39); Mensagens para os Jovens (p. 26). Textos verificáveis no site oficial do White Estate. Disponível em: https://m.egwwritings.org Estudos, estatísticas e pesquisas Barna Group. Gen Z Volume 3 (em parceria com Impact 360 Institute), 2024. Apresentação e dados do relatório. Disponível em: https://www.barna.com/gen-zvolume-3/ Barna Group. “Gen Z Women Struggle to Find Their Place in Christian Faith and Community”, 2025. (Dados sobre oração, leitura bíblica e desfiliação de mulheres jovens.) Disponível em: https://www.barna.com/trends/gen-z-women-struggling-in-faith/ Impact 360 Institute. “Gen Z’s Shifting Faith: Why Young Men Are Returning to Church as Female Attendance Declines”, 2025. Disponível em: https://www. impact360institute.org/articles/gen-zs-shifting-faith-why-young-men-are-returning-to-church-as-female-attendance-declines/ PRRI (Public Religion Research Institute). “Gen Z, Gender, and Religion”, 2025. (Dados sobre frequência e afiliação religiosa por idade e gênero.) Disponível em: https://prri.org/spotlight/gen-z-gender-and-religion/ Packard, J. (Future of Faith/TryTank Research Institute), 2026. (Sobre a confiança dos jovens em instituições versus relacionamentos pessoais.) Disponível em: https://religionnews.com/31/03/2026/the-gen-z-revival-being-debated-wont-happen-in-churches-that-talk-but-dont-listen/ Lewis Center for Church Leadership. “8 Strategies for Reaching and Developing Gen Z”, 2024. (Sobre o desejo de mentores e relacionamentos significativos.) Disponível em: https://www.churchleadership.com/leading-ideas/8-strategies-for-reaching-and-developing-gen-z/ Outreach Magazine / OneHope. “Are We in the Midst of a Gen Z Awakening?”, 2025. (Sobre a abertura espiritual com maior intencionalidade.) Disponível em: https://outreachmagazine.com/features/85040-are-we-in-the-midst-of-a-gen-z-awakening.html Office of Archives, Statistics and Research (Asociación General). Global Church Member Survey (GCMS), 2018 y 2023. (Adesão ao “método de Cristo”.) Disponível em: https://www.adventistresearch.info/es/christs-method-alone/
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Aline e Aaron Wilson Autor Missionários transculturais da União Centro-Oeste Brasileira na Janela 10/40.
SÊ TU UMA BÊNÇÃO TESTEMUNHO [...] de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” Gn 12:2, ARA
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o servirmos como missionários em diferentes países, desenvolvemos uma oração que faz parte da rotina diária da nossa família: “Senhor, faça de nós uma bênção hoje. Concede-nos sensibilidade para perceber as necessidades das pessoas ao nosso redor.” Certo dia, precisamos resolver uma questão em um posto de saúde no Brasil. Ao chegarmos, fomos recebidos por uma atendente extremamente ríspida, de cara fechada e sem interesse em nos atender. Como faltava um documento, precisamos sair por alguns minutos. Ainda na calçada, decidimos fazer uma oração diferente. “Senhor, nós não conhecemos essa mulher. O tratamento que ela nos deu não parece normal.
LOUVOR Mensageiro - CD Jovem 2006 Eu vou - Tema Jovem 2022 Nossa missão - Adoradores 5
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Talvez ela esteja enfrentando uma luta que ninguém conhece. Abraça essa mulher. Cuide dela. Dê a ela exatamente o que ela precisa.” Não pedimos para Deus mudar a situação nem para que a atendente nos tratasse melhor. Apenas pedimos que ela fosse alcançada pelo amor de Deus. Poucos minutos depois, voltamos. A atendente nos recebeu de forma totalmente diferente: sorrindo e tentando nos ajudar. Durante o atendimento, ela comentou que sua irmã estava internada em um hospital. Naquele momento, compreendemos que Deus muitas vezes convida Seus filhos a serem uma bênção para pessoas que talvez nunca saibam que foram alvo de uma oração.
MENSAGEM Vivemos em um mundo que constantemente nos pergunta: “Quem você é?” Muitos respondem com sua profissão, sua faculdade, seus talentos, seu nicho nas redes sociais ou até mesmo com os cargos que ocupam na igreja. No entanto, quando Deus chamou Abrão, não apenas lhe deu uma direção a seguir, mas também uma tarefa a cumprir. Ele revelou sua identidade: “Sê tu uma bênção!” (Gn 12:2). Antes de falar sobre o destino, Deus falou sobre o impacto que sua vida teria. Para Deus, importava menos quem Abrão pensava ser e mais quem Ele sabia que ele poderia se tornar. 56
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Ao continuarmos a leitura de Gênesis 12, descobrimos um detalhe interessante. Por onde passava, Abrão construía um altar e invocava o nome do Senhor (Gn 12:7, 8). Sua adoração deixava marcas. As pessoas sabiam que ali havia passado alguém que pertencia a Deus. Talvez isso seja exatamente o que significa ser uma bênção. Não se trata de fazer algo extraordinário de vez em quando, mas de viver de um jeito que reflita Deus todos os dias. Quando buscamos um relacionamento com Deus diariamente, algumas atitudes passam a acontecer com mais naturalidade. Ficamos mais atentos para ouvir quem precisa desabafar, oramos por quem enfrenta lutas invisíveis, usamos nossas palavras para levar esperança, praticamos pequenos atos de gentileza e escolhemos tratar todos com respeito, paciência e compaixão, mesmo quando não somos tratados da mesma forma. Ser uma bênção não depende de um projeto missionário, de uma viagem ou de um cargo na igreja. É uma forma de viver. É entender que cada conversa, cada encontro e cada atitude são oportunidades para que as pessoas conheçam um pouco mais de Jesus. Assim como Abrão deixou altares por onde passou, Deus continua chamando Seus filhos para deixarem marcas de esperança por onde vivem. Afinal, a maior identidade de um cristão não está no que ele faz, mas em Quem ele representa.
ESPÍRITO DE PROFECIA “A vida de Cristo foi uma influência sempre crescente e ilimitada, uma influência que O ligava a Deus e a toda a família humana. Através de Cristo, Deus conferiu ao homem uma influência que lhe torna impossível viver para si próprio. Individualmente estamos ligados com nossos semelhantes, parte da grande família de Deus, e temos obrigações mútuas. Nenhum homem pode ser independente de seu próximo, porque o bem-estar de cada um afeta a outros. É propósito de Deus que cada um se sinta essencial ao bem-estar dos outros, e procure promover a sua felicidade” (Mensagens aos Jovens, p. 417).
MÃOS À OBRA Louvor: Antes de iniciar, projete a frase: “Hoje, Deus quer usar você para abençoar alguém”. Convide os jovens a fazer uma oração silenciosa e a pedir a Deus que lhes dê sensibilidade para perceber quem (dentro e fora da igreja) precisa de uma palavra, um gesto ou uma atitude de amor.
Testemunho: Distribua pequenos papéis e peça que cada jovem escreva o nome de uma pessoa que Deus colocou em seu coração enquanto ouvia o testemunho. Em seguida, incentive-os a pensar em uma forma prática de abençoar essa pessoa durante a semana, sem esperar reconhecimento ou retribuição. Oração intercessora: Formem duplas ou pequenos grupos. Cada participante deve compartilhar apenas o primeiro nome da pessoa por quem deseja orar, sem explicar o motivo. Em seguida, o grupo deve interceder para que Deus cuide dessas pessoas e use cada jovem como instrumento para demonstrar o Seu amor. Mensagem: Proponha o Desafio “Sê Tu uma Bênção”. Durante os próximos sete dias, cada jovem deverá orar todas as manhãs: “Senhor, faz de mim uma bênção hoje e dá-me sensibilidade para perceber quem precisa de Ti.” Depois, deverá realizar pelo menos um ato intencional de bondade por dia. No próximo encontro, reserve alguns minutos para que eles compartilhem como Deus abriu oportunidades para abençoar outras pessoas. OUT_DEZ
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Pr. Paulo de Oliveira Júnior – Ministério Pessoal/Escola Sabatina/Pequenos Grupos Autor Missão do Tocantins - União Centro-Oeste Brasileira
QUANDO NADA MAIS IMPORTA Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” Filipenses 3:8, ARA
TESTEMUNHO
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avia se passado cinco anos desde a última vez em que Ana havia sentido o desejo de se batizar; era o dia do seu aniversário. Agora, aos 20 anos de idade, ela sentia o vazio de ter adiado essa entrega e iniciado uma jornada longe de Deus. Era setembro, Semana da Esperança, e na madrugada de quarta-feira, ela recebeu uma notificação no aplicativo de mensagens de um amigo que não tinha relação com religião, mas que sabia da sua luta interna e da vida de diversões frívolas e violência em que estava mergulhada. Ele foi a resposta de Deus para Ana, pois havia dias que ela estava pedindo socorro a Deus, e naquela madrugada aquele jovem sugeriu que ela fosse à igreja. Sem convite e sem saber da programação especial, ela foi até lá. Naquela noite, Deus tocou meu coração e me mostrou que alguém que estaria presente na igreja estava em busca de socorro. Ao final do culto, conversamos, oramos e o processo de transformação na vida de Ana começou. Uma luta espiritual excruciante se estendeu por quatro meses, até que, no retiro espiritual, Deus fez um apelo profundo mais uma vez, e Ana encontrou forças em Cristo Jesus para dar o passo mais importante de sua reconciliação com Deus. Ela foi batizada para viver uma vida nova, para aceitar a graça, o amor, o perdão e a eternidade.
LOUVOR SEJA O CENTRO - ADORADORES 4 VITÓRIA - ADORADORES 5 HABITA EM MIM - ADORADORES 4
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A relação entre Deus e o homem tem características muito especiais, como a dependência e a obediência, que têm como consequência natural a alegria no Senhor, mesmo diante de momentos difíceis.
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ORAÇÃO INTERCESSORA Há uma infinidade de distrações que ocupam o lugar de Cristo na vida dos jovens, coisas simples como uma roupa, um lugar ou uma música; e coisas mais complexas, como um trabalho, uma promoção no trabalho, a pressão por produtividade, um lugar, o namoro ou os amigos. Hoje, vamos orar para que cada jovem seja fortalecido pelo amor de Cristo e resista às tentações, mantendo-se longe de qualquer coisa que os afaste de Jesus. Que não haja altura, nem profundidade, nem distância, nem qualquer outra coisa que possa separá-los do amor de Cristo.
MENSAGEM A relação entre Deus e o homem tem características muito especiais, como a dependência e a obediência, que têm como consequência natural a alegria no Senhor, mesmo diante de momentos difíceis. Você conhece alguém que “se acha”? Pessoas que têm a convicção de que são as melhores em tudo o que fazem e que baseiam suas relações em interesse e ganho? Em Filipenses 3:4-8, o apóstolo Paulo escreve a uma comunidade que estava aos poucos esquecendo de depender de Deus e depositando sua confiança em seus bens, na influência que exerciam, na posição social que ocupavam e até mesmo na linhagem genealógica que possuíam. Em face da perseguição que sofriam, davam abertura para que sua fé fosse abalada e a vontade de Deus ficasse em segundo plano.
Filipos era uma colônia romana não muito populosa, mas próspera. Nesse contexto, posição social, condição financeira e credenciais hereditárias eram símbolos de grande honra. Logo, a crise não era por carência, mas por autossuficiência danosa. Era como se servir a Deus e enfrentar dificuldades fossem uma desonra que atribuísse fragilidade e incoerência a Deus. Por isso, Paulo começa descrevendo suas conquistas pessoais, como se dissesse que, se alguém pudesse ter motivos para “se achar”, essa pessoa seria ele. Paulo destaca as características que concediam status social elevado a um cidadão na época: • Circuncidado ao oitavo dia: judeu por nascimento, passou pelo rito da aliança; • Linhagem de Israel: descendente de Jacó; • Tribo de Benjamim: originou o primeiro rei de Israel e foi a única que se manteve fiel na divisão do reino; • Hebreu de hebreus: genealogia sem ancestrais não judeus; • Fariseu: possuía alto padrão de educação formal, acadêmica e religiosa; • Irrepreensível: tinha uma vida exemplar. Em um tempo de liquidez, a cobrança por resultados imediatos e alta produtividade nos coloca numa condição de ansiedade e comparação que tem destruído nossas emoções e espiritualidade. Isso nos leva a fazer escolhas equivocadas ou precipitadas em busca de pertencimento e aceitação e a viver a frustração de nos sentirmos insuficientes. Somos condicionados a mensurar o sucesso com base em ganhos. Parece OUT_DEZ
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A cobrança por resultados imediatos e alta produtividade nos coloca numa condição de ansiedade e comparação que tem destruído nossas emoções e espiritualidade.
pouco ortodoxo e contraditório relacionar o sucesso à perda. Porém, os ideais divinos declaram que: “[…] a sabedoria deste mundo é loucura para Deus […]” (1 Coríntios 3:19). O que tem levado você a deixar Deus em segundo plano e a abandonar a dependência e a obediência à vontade Dele? É a busca por posição social, reconhecimento e status financeiro? Fama e riquezas? Quais desses ideais são eternos? A virada na vida daqueles que precisam encontrar a fonte da felicidade e da suficiência começa a ser descrita no versículo sete, que utiliza a linguagem comercial para ilustrar a inversão de valores entre um mundo que quer nos manter escravos da produtividade e um Céu que quer nos conceder liberdade e suficiência. Paulo era 62
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uma promessa da estrutura religiosa formal judaica e romana, utilizando seus mais altos padrões intelectuais para cumprir com zelo a perseguição aos cristãos. Sua sinceridade apontava para um propósito justo. Porém, Jesus revelou que, em vez de trabalhar pelo Reino, Paulo estava atrapalhando sua expansão. Que golpe duro! Que proposta dura de mudança! Agora, tudo o que ele havia construído perdeu o sentido, pois o que mais importava para ele era amar e servir a Deus. As pessoas de Filipos precisavam entender que o verdadeiro valor está em uma vida que segue e serve a Cristo, mesmo sem fama, sucesso ou riquezas. Há um senso comum de que toda mudança demanda tempo, pois tudo que é difícil demora mais para ser constituído.
Quero convidá-lo a considerar o seguinte: um casal de namorados apaixonados. O rapaz ganhou uma camisa amarela de presente, mas usou poucas vezes porque não gostou da cor. Certo dia, no entanto, a namorada compartilha com um amigo em comum que ama quando ele usa a camisa amarela. Quantas vezes ele irá usar a camisa a partir de agora? Todas as vezes que conseguir, porque agora o que agrada a quem ele ama é prioridade. Assim também aconteceu com Paulo: entre o encontro com Cristo na estrada e a completa transformação em seu coração, se passaram apenas três dias, e ele já estava pronto para sair e pregar o evangelho, mesmo que isso implicasse a perda de seu status social e da sua condição financeira. A palavra “refugo” neste versículo não significa apenas “lixo” ou “restos”, mas algo que causa repulsa, nojo. Sendo assim, ele afirma que tudo que o mundo valorizava causava-lhe nojo porque era justamente isso que o afastava de Cristo Jesus. Agora chegou a sua vez de decidir se permitir ser transformado por Jesus e viver em completa dependência e obediência a Ele, para poder ser feliz, eterno e salvo pela graça de Cristo Jesus.
ESPÍRITO DE PROFECIA “As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de
que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e cansativas peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões; mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia” (Caminho a Cristo, p. 37).
MÃOS À OBRA Louvor: Monte o grupo de louvor com um jovem e alguém que ele tenha como referência (pais, líderes ou membros da igreja). Testemunho: Reúna um grupo de pessoas para fazer uma encenação durante a leitura da história. Oração intercessora: Combine com os líderes da igreja para formar grupos de oração com os jovens e conduzir o momento de oração em grupos. Mensagem: Na parte do casal apaixonado e da camisa amarela, escolha alguém da congregação e utilize o nome dele na ilustração. Após a ilustração do casal apaixonado, conte a história de como conquistou sua esposa ou seu esposo, ou de como pediu sua namorada em namoro (ou seu namorado, se for o caso). Se preferir, convide um casal que tenha uma história legal para compartilhar com a igreja. Peça que eles contem como os interesses deles passaram a ser importantes um para o outro e quantas preferências já abriram mão pela felicidade do outro. OUT_DEZ
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Ana AutorKarina Braga Ministério Jovem - Associação Planalto Central - União Centro-Oeste Brasileira
Além das aparências: A verdadeira essência O Senhor, contudo, disse a Samuel: ‘Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração’” 1 Samuel 16:7
da identidade TESTEMUNHO
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esde muito cedo, minha vida foi marcada pela presença constante na igreja. As atividades e os ensinamentos bíblicos sempre fizeram parte do meu cotidiano, moldando a minha visão de mundo e fortalecendo a minha fé. Aos 17 anos, decidi me envolver de forma mais ativa no ministério jovem, um período de grande crescimento espiritual e pessoal. No entanto, a vida também me apresentou momentos difíceis. Nesse período, passei pelo divórcio dos meus pais, uma experiência que abalou meu mundo e me fez questionar muitas coisas. Senti a dor da separação e suas marcas, mas encontrei apoio na minha comunidade e na minha fé. Foi cuidando de outros jo-
LOUVOR: O Meu Lugar no Mundo - Tema JA 2026 Santo Espírito - Adoradores 5 Intensamente - Adoradores 5
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Se Deus lhe deu uma estratégia, não a troque pela armadura de ninguém.
vens que, assim como eu, carregavam suas dores, que encontrei novamente o sentido e a razão do meu chamado. Hoje, percebo que cada experiência, por mais desafiadora que tenha sido, me trouxe aprendizado e fortaleceu minha convicção de que o mais importante é estar no centro da vontade de Deus. Não importa o que me aconteceu ou os desafios que enfrentei; o que realmente importa é como usarei essas experiências para crescer e servir aos outros.
ORAÇÃO INTERCESSORA: Hoje vamos orar por todos os jovens que têm enfrentado desafios e experimentado ou vivenciado momentos de abandono e rejeição. Jovens que não conseguem encontrar sentido em suas vidas e ainda não compreenderam seu chamado. Jovens que têm enfrentado uma batalha mental sobre 66
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sua verdadeira identidade. Ore para que eles sintam a presença do Espírito Santo preenchendo os vazios de suas almas e encontrem sua verdadeira identidade em Cristo.
MENSAGEM A identidade é um conjunto de características únicas, valores, vivências e traços culturais com os quais nos identificamos. É interessante notar que, quando pensamos em identidade, tendemos a imaginá-la como algo inato e definido. De acordo com as neurociências, as memórias armazenadas por meio das experiências vivenciadas ao longo da nossa existência moldam a maneira como nos enxergamos. Essa memória é chamada de autobiográfica e direciona nossa visão de mundo. O profeta Samuel foi enviado a Belém, à família de Jessé, com a missão de ungir
o novo rei de Israel, pois Deus havia rejeitado Saul por causa de sua desobediência, rebelião e arrogância contra as orientações divinas. Para resguardar o profeta de ser acusado de conspirar contra Saul, Deus pediu que Samuel levasse um novilho para oferecer sacrifícios. Ao chegar à casa de Jessé, o profeta avistou Eliabe, o filho mais velho, e pensou que aquele era o escolhido por seu porte físico e boa aparência. Porém, o Senhor disse: “Não considere sua altura e aparência, pois eu o rejeitei.” Um a um, os filhos que estavam ali passaram por Samuel, e todos foram rejeitados diante de Deus. Então, Samuel perguntou: “Todos os seus filhos estão aqui?” Jessé respondeu: “Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas.” Quando Samuel e Jessé não enxergavam mais opções, aconteceu o ines-
perado. O Senhor falou com o profeta: “É este! Levante-se e unja-o.” Davi estava fora das expectativas humanas, mas dentro dos planos de Deus. O Senhor surpreendeu a todos com sua escolha. Como entender que um simples pastor de ovelhas, o caçula e o menor de seus irmãos, seria o novo rei de Israel? O mais incrível dessa história é que, mesmo depois de ter sido ungido rei, Davi voltou para suas atividades rotineiras de cuidar do rebanho de seu pai, até que o propósito de Deus se cumprisse. Ele não se ensoberbeceu com a unção. A Bíblia narra outras experiências pelas quais Davi passou: desde enfrentar animais selvagens para proteger suas ovelhas até ser selecionado para servir ao rei, tocando sua harpa e acalmando o sofrimento psíquico de Saul. OUT_DEZ
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Como temos reagido enquanto esperamos que as promessas de Deus se cumpram em nossa vida? Davi continuava se desenvolvendo, mesmo sem saber quando a promessa se cumpriria. Ao enfrentar o gigante Golias na guerra contra os filisteus, ele dispensou as armaduras convencionais de guerra, com as quais não estava familiarizado. Suas armas foram um cajado, cinco pedras e uma funda, além de uma estratégia e da certeza do seu chamado. Aqui está uma grande lição: “Se Deus lhe deu uma estratégia, não a troque pela armadura de ninguém”. Enquanto todos o subestimavam, Deus enxergava a grandeza da fé de Davi. Quando a perspectiva humana não enxergava mais alternativas, Deus viu aquele pequeno pastor. Ele enxergava o que ninguém conseguia ver: um coração disposto a obedecer e uma fé incontestável. Sua ocu68
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pação como pastor de ovelhas o preparou para liderar o povo de Deus. Querido jovem, se você se sente rejeitado e sozinho na batalha que está sendo travada em sua vida, lembre-se de que há Alguém que o vê: o Deus de Israel. O mesmo Deus que viu aquele menino pastor quando ninguém mais o via, nem mesmo os de sua própria família. Ele o conhece e sabe exatamente o que você tem enfrentado. Ele tem visto suas lutas e os gigantes que se levantaram contra você, mas assim como Davi, você também pode vencer. Vá em nome do Senhor e enfrente cada desafio, confiante de que o Senhor dos exércitos está com você! O segredo da história de Davi está no fato de que ele sabia exatamente quem era. Davi não se limitou às expectativas humanas nem se curvou às ameaças e insultos de Golias, pois sabia quem estava à frente de suas batalhas.
A crise e os problemas não definem quem você é. Essa narrativa nos ensina que, independentemente dos desafios e das rejeições, Deus nos conhece profundamente. Nossas experiências podem moldar nossa visão de nós mesmos, mas o que realmente importa é como Cristo nos vê: como filhos amados. No final, nossa identidade e valor estão enraizados em quem Deus é e em Sua percepção de nós.
ESPÍRITO DE PROFECIA “Deus estava a ensinar a Davi lições de confiança. Assim como Moisés foi preparado para o seu trabalho, assim o Senhor estava habilitando o filho de Jessé a tornar-se o guia de Seu povo escolhido. Em seu vigilante cuidado pelos seus rebanhos, estava a adquirir uma apreciação dos cuidados que o grande Pastor tem pelas ovelhas” (Patriarcas e Profetas, p. 475).
MÃOS À OBRA Louvor: Louvor envolvente e bem conduzido, que leva a igreja a participar da adoração de forma vibrante. Testemunho: Convide um jovem para compartilhar uma experiência vivida relacionada ao tema. Oração intercessora: Forme duplas, trios ou grupos de oração e compartilhe os pedidos entre si, com o objetivo de fortalecer o vínculo da oração intercessora entre os jovens. Mensagem: Você pode desenvolvê-la com uma breve encenação, dividida em três atos, intercalando-a com músicas que reflitam cada cena. Ato 1: Davi como pastor de ovelhas; Ato 2: Davi ungido rei; Ato 3: Davi enfrentando o gigante.
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ARTIGO
Pr. Jalles Cavalcante Autor União Centro-Oeste Brasileira – Missão do Tocantins
A SERVIÇO DO REINO TESTEMUNHO
[…] Senhor, quando foi que o vimos faminto e lhe demos de comer? Ou sedento e lhe demos de beber? Ou como estrangeiro e o convidamos para a nossa casa? Ou nu e o vestimos? Quando foi que o vimos doente ou na prisão e o visitamos? E o Rei dirá: ‘Eu lhes digo a verdade: quando fizeram isso ao menor destes meus irmãos, foi a mim que o fizeram’” Mateus 25:35-40, NVT
LOUVOR: Cópia de Jesus – Adoradores 3 Missão – Adoradores 4 Usa-me – Adoradores 5
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m 1972, um menino chamado Kim Phúc ficou gravemente ferido durante a guerra no Vietnã. Anos depois, já recuperado, ele declarou que o amor e a ajuda recebidos de pessoas desconhecidas foram fundamentais para a reconstrução de sua vida. Em vez de viver com amargura pelo que havia sofrido em decorrência da guerra, tornou-se embaixador da paz e criou uma fundação para ajudar crianças vítimas de guerras. Um gesto de amor pode não transformar o mundo inteiro, mas tem o poder de mudar completamente a vida de alguém.
ORAÇÃO INTERCESSORA Antes de sairmos para servir, precisamos nos colocar diante de Deus. Toda grande obra missionária tem início com a oração. Quando intercedemos, reconhecemos que
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Onde houver tristeza, levemos alegria e esperança. Onde houver fome, compartilhemos o pão.
é o Espírito Santo quem transforma vidas, e nós somos apenas instrumentos em Suas mãos. Motivo de oração: pelos jovens, para que Deus os fortaleça e use seus dons para glorificar o nome Dele. Pelas pessoas e famílias que serão visitadas e atendidas, para que encontrem esperança e consolo, experimentem o amor de Cristo, e para que o testemunho do Mutirão de Natal desperte corações para o evangelho. Que o Espírito Santo prepare pessoas para tomarem decisões ao lado de Jesus.
MENSAGEM Vivemos em uma geração conectada o tempo todo. Curtimos fotos, compartilhamos vídeos e respondemos mensagens em segundos. No entanto, existe uma pergunta que merece nossa atenção: se Jesus passasse hoje pelo nosso bairro, nós O notaríamos e reconheceríamos? Em Mateus 25:35-40, Jesus apresenta uma resposta surpreendente. Ele afirma: 72
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“Tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes [...]. Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Que declaração extraordinária! Jesus Se identifica com quem sente fome, com quem sofre, com quem foi esquecido. Isso significa que servir às pessoas é muito mais do que realizar uma boa ação: é um encontro com o próprio Cristo. Muitas vezes, pensamos que servir ao Reino de Deus exige um grande palco, muitos recursos ou uma posição de destaque. Mas Jesus ensina exatamente o contrário. O Reino cresce quando alguém divide o pão, oferece um abraço, ouve sem julgar, ora por um amigo ou estende a mão a quem perdeu a esperança. O Mutirão de Natal nos lembra que nossa missão não começa quando entregamos uma cesta de alimentos. Ela começa quando nosso coração é transformado pelo amor
de Cristo. A cesta alimenta por alguns dias, mas o amor de Deus pode alimentar uma vida inteira e para sempre. Como jovens, somos frequentemente desafiados a buscar sucesso, reconhecimento e seguidores. Porém, Jesus nos convida para um caminho diferente: o caminho do serviço. No Reino de Deus, os verdadeiramente grandes são aqueles que servem. A influência de um discípulo não é medida pela quantidade de pessoas que o conhecem, mas pelo número de vidas que ele ajuda a se aproximar de Jesus. Imagine se cada jovem aqui decidisse fazer do serviço um estilo de vida. Nossa igreja seria mais acolhedora, nossa comunidade seria mais esperançosa e nossa cidade perceberia que existe um povo que ama sem esperar nada em troca. “A serviço do Reino” não é apenas um slogan para este programa. É um chamado para vivermos todos os dias como representantes de Cristo. Onde houver tristeza, levemos alegria e esperança. Onde houver fome, compartilhemos o pão. Onde houver solidão, ofereçamos amizade. Onde houver alguém distante de Deus, anunciemos que Jesus continua salvando e transformando vidas. Quando o mutirão terminar, nossa missão não terá acabado. Ela continuará na escola, na faculdade, no trabalho, em casa e nas redes sociais. O Reino de Deus avança quando os jovens decidem viver o evangelho de forma prática. Que ao final da nossa caminhada possamos ouvir as palavras do Mestre: “Muito
bem, servo bom e fiel.” E que cada gesto de amor realizado hoje seja uma prova de que escolhemos viver a serviço do Reino, pois toda vez que servimos alguém em nome de Jesus, estamos servindo a Ele.
ESPÍRITO DE PROFECIA “Os seguidores de Cristo foram redimidos para ser úteis ao próximo. Nosso Senhor ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. [...] Vivendo para servir aos outros, o homem é levado à comunhão com Cristo. A lei de servir torna-se o vínculo que nos liga a Deus e a nosso semelhante” (Parábolas de Jesus, p. 172).
MÃOS À OBRA Louvor: Peça para um, dois ou três jovens que dirigirem juntos o louvor. Testemunho: Comece perguntando: “Quem aqui já presenciou um momento em que um pequeno gesto revelou o grande amor de Deus?”. Em seguida, pergunte se alguém deseja descrever o gesto de amor presenciado. Na sequência, conte a história de Kim Phúc. Oração intercessora: Forme grupos de oração. Na entrada, entregue fitas de cores diferentes. Peça que eles se reúnam por cores para orar juntos. Mensagem: Proponha uma conversa, em poucos minutos, com a pessoa ao lado, a partir desta pergunta: “Você já passou por algum momento em que percebeu que Deus estava usando você para mudar a vida de alguém?”. Após esse momento, introduza a mensagem. OUT_DEZ
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Queridos amigos, nossa vida foi marcada por um propósito divino. Lembrem-se de que vocês são uma geração eleita. Que sua fé não seja apenas teoria, mas ação diária, paixão, serviço e preparo para a breve volta de Jesus. Sejam luz onde quer que vocês forem! Limber Pocoaca Siñani
Ei, jovem! Deus não o colocou onde você está por acaso. Ele colocou você aí com uma missão: ser luz. Na universidade, em casa, com seus amigos... onde quer que você esteja, você leva consigo o amor de Deus. O mundo precisa ver Jesus por meio de você. Não se esqueça disso. Breyner Gonzalez
Olá, sou Lincy Ramírez! Há três meses, sofri um grave acidente que colocou minha vida em risco, mas experimentei o amor de Deus por meio das orações e do apoio de muitas pessoas. Hoje, com gratidão, posso dizer que Deus continua realizando milagres e nunca nos abandona.
Olá! Sou Helen Martínez, comunicadora e atualmente missionária do projeto OYiM no Equador. Por meio de cada experiência, aprendi que dizer “sim” a Deus transforma nossa vida e nos permite ser instrumentos de esperança para outras pessoas.
Olá, queridos amigos! Meu nome é Vanessa e quero lembrar você de que, se hoje as coisas não estão saindo como esperava, não desista. Lembre-se de que Deus nunca o deixa sozinho. Mesmo quando o caminho se torna difícil, Ele caminha ao seu lado, segura a sua mão e lhe dá forças para continuar. Confie, siga em frente e não perca a esperança. O melhor que Deus tem para a sua vida ainda está por vir.
Olá, olá, amigos! Aqui é a Kathrin, e envio uma saudação com muito carinho diretamente de Cochabamba, Bolívia. Passo apenas para lembrar que Deus continua agindo, mesmo quando vocês não conseguem ver. Não deixem de confiar. Lembrem-se sempre de que os tempos de Deus são perfeitos e Seus planos nunca falham. Que Deus abençoe vocês, fortaleça sua fé e os acompanhe em cada novo desafio! Um forte abraço! 74
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Saudações da cidade de Trinidad, no departamento de Beni, Bolívia. Querido(a) jovem, quando você se sentir preocupado(a) com o futuro e achar que aquilo que faz pelo Senhor não tem sentido, apoie-se no Senhor, que lhe diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a respeito de vocês, diz o Senhor. São pensamentos de paz e não de mal, para dar-lhes um futuro e uma esperança” (Jeremias 29:11). Jose Ignacio Zavaleta Hinojosa
Olá a todos! Mando um grande abraço para vocês diretamente da Bolívia. Fico muito feliz em poder cumprimentá-los e lembrar que Deus continua agindo em nossa vida a cada dia. Não importa quais desafios enfrentemos, sempre podemos confiar Nele, porque Seu amor nunca muda. Que Deus cuide de vocês e os abençoe sempre! Maranata! Raquel A. Gallardo
Queridos jovens, é uma bênção cumprimentá-los de Santa Cruz, Bolívia. Deus nos deu o privilégio de cumprir uma missão especial como a força da igreja, como jovens adventistas. Vivamos sempre em salvação e serviço, cumprindo nosso propósito JA: “Jovens pelos jovens, jovens pela igreja e jovens pelos seus semelhantes”. Maranata! Samuel Bautista.
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