revistanelore Ed.:226 | Ano: XXV | Março 2015
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DE PESSOA PRA PESSOA Toda fazenda requer boa gestão dos recursos humanos Ciclo curtíssimo
Diversificação de pastagens
Tuberculose bovina
Sogima, na Bolívia, abate bezerros Nelore aos 13 meses
com a monocultura do capim e melhora sua oferta ao gado
desenvolvido pela Embrapa amplia a cobertura do diagnóstico
Reportagem: Agropecuária
Gestão: Propriedade rompe
Sanidade: Novo teste
Editorial Sempre há notícias boas Com uma crise institucional severa, os números da economia brasileira abrem o ano deixando algumas incertezas. Depois de alguns bons anos de crescimento, ainda que modesto, os agentes econômicos se mostram mais tímidos. No agronegócio, porém, mesmo apertando os cintos, pairam ainda sentimentos otimistas. Os primeiros leilões de animais do ano mostram isso. De qualquer forma, a robustez do campo deve prevalecer, com cada cadeia produtiva encontrado seu melhor ponto de equilíbrio. Certo é que apostar na qualidade das pessoas e sua capacidade de responder aos momentos menos favoráveis é a melhor pedida. Eduardo Ferraz, engenheiro agrônomo especialista em gestão de pessoas, está em entrevista de Capa e dá um retrato fiel de como andam as lideranças rurais brasileiras em relação ao tema. Conheça ainda em Reportagem a produção de superprecoces da Agropecuária Sogima, empresa boliviana que abate garrotes Nelore aos 13 meses de idade, com peso médio de 15 arrobas e terminação em confinamento. Não deixe de checar também o uso de diversas variedades de capim em uma única fazenda de corte, a Vale do Boi, como estratégia de melhor oferta de volumoso ao gado, no ano todo.
Imprime a força da pecuária nacional
Ano XXV • 226 • Março de 2015 Revista Nelore - Uma publicação mensal da DBC Editorial. Redação e Administração: Rua Coriolano, 193 - Vila Romana São Paulo/SP - Brasil - CEP: 05047-000 Telefone: (55) 11 3873-0854 www.revistanelore.com.br CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Daniel Bilk Costa, Rita de Cássia da Silva Pereira, Maria Juliana da Silva Caleffi e Ivaris Júnior PRESIDENTE
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Boa leitura,
CIRCULAÇÃO
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Cleber Oliveira Soares, Dalízia Aguiar, Gisele Rosso, Nicoli Dichoff e Roberto Mattos
Sumário 36
Agropecuária Sogima, na Bolívia, abate bezerros Nelore aos 13 meses
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Toda fazenda requer boa gestão dos recursos humanos
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ALIANÇA NOVOS ELOS
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Confinamento incrementa pecuária no Norte de Minas
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REPORTAGEM C ONFINAMENTO Super precoces Bolivianos com dedinhos brasileiros
CAPA GESTÃO DE PESSOAS
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Software mede nível de sustentabilidade
Toda fazenda requer boa gestão dos recursos humanos
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GESTÃO PASTAGENS Diversificação de pastagens melhora oferta ao gado
SUSTENTABILIDADE TÉCNOLO GIA
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OPINIÃO PD&I PD&I como alavanca para a pecuária sustentável
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Ranking Nacional: Expoinel Minas 2015
SEÇÕES Caderno de notas Aliança Reportagem Capa Gestão Sustentabilidade Opinião Sanidade Mais Genética Carne Nossa Panorama Mercado Melhore Associativismo Empresas e Produtos Ranking Nacional DBCN
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Diversificação de pastagens melhora oferta ao gado
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SANIDADE TUBERCULOSE
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Ferramenta acelera combate à tuberculose bovina
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MAIS GENÉTICA PREC O CE Marcadores moleculares para carne mais mácia
CARNE NOSSA EXPORTAÇ ÕES Abertura de novos mercados deve impulsionar as negociações em 2015
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RANKING NACIONAL EXPOSIÇ ÕES Temporada tem seus primeiros campeões
Imprime a força da pecuária nacional
08 10 12 14 22 26 30 32 36 40 44 48 50 52 56 61 90
CADERNO DE NOTAS Mais prazo para renegociar dívidas
Segunda maior empresa alimentícia do mundo
Os produtores rurais com operações de crédito rural contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO) e do Nordeste (FNE) ganharam mais um ano para renegociar seus passivos. A decisão está na Resolução 4.387, do Banco Central (BC), que alterou duas resoluções anteriores, prorrogando o prazo, que venceria em 30 de dezembro de 2015. O voto foi aprovado na última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida contempla os produtores rurais inadimplentes em 31 de dezembro de 2012, que contrataram empréstimos junto aos três fundos até 31 de dezembro de 2008. Quem aderir à renegociação deve fazer uma amortização mínima de 10% do saldo devedor, parcelando o restante em até 10 anos, com um ano de carência. A regra vale tanto para as operações com risco total ou parcial do FCO, FNO e o FNE.
A JBS, atualmente a maior indústria de alimentos do Brasil e dona das marcas Friboi e Seara, consolidou sua posição de segunda maior empresa alimentícia do mundo em vendas anuais, de acordo com dados divulgados pela empresa de pesquisas Euromonitor International. Com expectativa de vendas superior a US$ 50 bilhões em 2014, que representam um crescimento de aproximadamente 30% em relação a 2013, o resultado posiciona o grupo como um dos líderes globais na indústria de alimentos embalados. “É motivo de muito orgulho termos alcançado o atual patamar, o que mostra que estamos fazendo bem o nosso trabalho e entregando os melhores produtos e serviços aos nossos clientes”, afirma Wesley Batista, CEO global da JBS. A empresa encerrou o terceiro trimestre de 2014 com um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, resultado 397% superior em comparação ao mesmo período do ano passado. Também houve crescimento de 48% nas exportações do 3T14 quando comparado ao 3T13. De 2008 a 2014, a receita líquida da JBS registrou aumento de 274% (em R$ bilhões - CAGR). “O nosso lucro líquido do terceiro trimestre de 2014 foi quase cinco vezes maior que o do terceiro trimestre do ano passado e podemos atribuir esse resultado às melhoras operacionais da JBS no período, tanto no Brasil quanto no exterior. O crescimento da JBS nos últimos anos tem ocorrido de forma sustentável e saudável, com uma redução constante de nossa alavancagem”, explica Batista.
Não ao aumento dos custos de exportações O projeto de lei 4.673/2012 que altera a Lei Kandir e propõe elevar a tributação sobre as exportações de produtos agrícolas, foi rejeitado por unanimidade pelos integrantes da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados (CDEIC), durante reunião realizada em 26 de dezembro último. A Confederação da 008
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Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou-se pela derrubada da proposta por considerá-la nociva aos interesses do agronegócio ao encarecer as vendas externas de produtos como a soja em grão e o milho. A matéria segue, agora, para a apreciação da Comissão de Finanças e Tributação e, em seguida, será analisada sua cons-
titucionalidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A expectativa é que as duas Comissões mantenham a decisão tomada pela CDEIC, evitando assim ônus adicional para as exportações brasileiras do agronegócio, segmento que atualmente sustenta a economia brasileira e garante o equilíbrio da balança comercial.
FOTO: DIVULGAÇÃO
Frigol dobra de tamanho em quatro anos O resultado deve-se ao consistente aumento das vendas de produtos de maior valor agregado, como carne Angus, melhoria do mix de produtos, presença em mais pontos de venda e cenário positivo para as carnes brasileiras tanto no Brasil como no mercado externo. Os ganhos também ocorreram em volume de produção, que evoluiu 20%, atingindo 120 mil toneladas/ano. Há quatro anos, girava em torno de 72 mil toneladas/ano. Para suportar o seu crescimento, a
Frigol investiu em novas unidades e em processos produtivos, o que se reverte na melhoria da performance das plantas e, consequentemente, em maior produtividade. Com 44 anos de história, a Frigol S.A. foca suas atividades em carnes bovinas e suínas, produzindo cortes especiais e maturados em modernos processos de industrialização. No total, são quatro unidades: em São Paulo (Lençóis Paulista), onde há uma planta de bovinos e uma de suí-
nos, e Pará (São Felix do Xingu e Água Azul do Norte), com duas plantas de bovinos. A capacidade de abate é de 2.500 bovinos/dia e 400 suínos/ dia, além de armazenagem superior a 2 toneladas/mês no entreposto comercial na cidade de São Paulo. No total, a empresa conta com 1.870 mil colaboradores. A produção é distribuída para todo o Brasil e exportada para mais de 60 países da América do Sul, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.
A importância da origem dos alimentos no Brasil O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) acaba de lançar a campanha “De onde vem?” para sensibilizar os consumidores sobre a importância da rastreabilidade dos alimentos, ou seja, a capacidade de se rastrear por todas as etapas de produção, processamento e distribuição até chegar ao consumidor final. Com a “De onde vem?” é possível se informar sobre as vantagens de conhecer a origem dos alimentos, como esse tema se dá no Brasil e, ainda, se cadastrar para receber mais informações. Foram elaboradas também peças de comunicação sobre o tema, que serão compartilhadas nas redes sociais. As primeiras peças traziam a pergunta “De onde vem?” relacionada a alimentos típicos das festas de final de ano. Apesar de não haver regulação sobre o tema no Brasil, como já ocorre em outros países, o IDEC realizou uma pesquisa e identificou que algumas redes supermercadistas já possuem programas voluntários de rastreabilidade, porém, ainda insuficientes. O Instituto identificou, em visita aos supermercados, que o maior problema está nos alimentos a granel: apenas 0,06% dos alimentos apresentam alguma informação ao consumidor. Entre os alimentos embalados, são 42,6%. Os alimentos orgânicos têm vantagem - são 56,5% contra 28,7% dos convencionais. “O ideal seria que nas gôndolas um cartaz indicasse algumas informações, tais como: o produto e variedade, o produtor e o centro de distribuição - quando houver, CPF/CNPJ, endereço, data de produção, lote e se houve uso ou não de agrotóxicos”, explica Renata Amaral, pesquisadora do Instituto. Março, 2015
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ALIANÇA
Novos Elos
Confinamento incrementa pecuária no Norte de Minas Região segue estruturando a cadeia produtiva da carne e conta com frigorífico para abate de até 900 animais/dia
A
implantação de grandes estruturas de confinamento para engorda de bovinos está mudando a realidade da pecuária do Norte de Minas. Nos últimos anos, cinco empreendimentos desta modalidade foram instalados na região. Estes locais são uma alternativa para aqueles pecuaristas que não têm condições de engordar os animais na própria propriedade por falta de pasto, principalmente no período da seca. “O pecuarista da região fica muito vulnerável em relação ao mercado e às condições climáticas. Com isso, ele corre o risco de não conseguir engordar o boi na propriedade e ter de vender o animal abaixo do peso ideal por um preço muito baixo. Com a existência destas estruturas de confinamento, o produtor passa ter a garantia de engordar o animal para o abate”, explica o coordenador estadual de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires. As estruturas de confinamento do Norte de Minas estão instaladas nos municípios de Pirapora, Buritizeiro, Itacarambi, São João
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FOTO: REVISTA NELORE
do Ponte e Janaúba. Em média, cada uma delas tem a capacidade para manter cerca de 10 mil animais em regime de engorda ao mesmo tempo. Os confinamentos, geralmente, oferecem três opções ao produtor. A primeira é a venda do animal - com dois anos de idade e cerca de 14 arrobas – para ser engordado pelo confinador, que depois negocia o boi gordo direta-
mente com o frigorífico. Outra modalidade é o sistema de “boitel”, uma referência a “hotel do boi”. Uma prática adotada em vários países para a engorda de bovinos em confinamento na forma de prestação de serviço. O produtor paga uma diária para cada animal confinado. Ao final do período de engorda, o pecuarista proprietário dos animais se encarrega de comer-
cializar o boi gordo para o frigorífico de sua escolha. Existe ainda a opção de parceria entre o dono dos animais e o confinador, que recebe bois magros para engorda. Na hora da venda para o frigorífico, a negociação pode ser feita entre as três partes. Neste sistema de parceria, o produtor lucra com a valorização da arroba do boi após a engorda. O confinamento Geralmente os animais ficam cerca de 100 dias confinados e ganham cinco arrobas neste período. Com o peso de 19 arrobas eles já estão prontos para o abate. Os confinamentos do Norte de Minas têm condições de fazer o trabalho de engorda durante todo o ano. Os animais recebem ração balanceada, volumoso e ração concentrada, misturas de minerais e vitaminas. Eles também passam por um controle para garantir a sanidade. “O produtor não precisa mais vender os animais para outras partes de Minas Gerais e até para outros estados. Ele pode fazer a terminação dos animais na própria região. Isso ajuda também a recuperar a pecuária de corte no Norte de Minas, desde a atividade de produção de bezerros de corte até o abate, gerando empregos e atraindo novos investimentos”, comenta José Alberto. Frigorífico em Janaúba Outro incentivo para os produtores investirem na engorda de animais na região foi a reabertura do frigorífico de Janaúba, pelo grupo Minerva, em setembro do ano passado. O Minerva possui unidades espalhadas pelo País e também no exterior. O grupo exporta para mais de 100 países. A unidade de Janaúba tem capacidade de abate de até 900 animais/dia e potencial para gerar mil empregos diretos. “Sem um frigorífico de grande porte na região, os animais tinham que viajar cerca de 600 quilômetros para serem abatidos em outra localidade. Agora os produtores já contam com um local para abate na região, que vai abastecer os mercados interno e externo. Mas, para isso, é preciso ter matéria-prima, ou seja, o boi gordo produzido no Norte de Minas”, explica o coordenador da Emater-MG. A região do Norte de Minas conta com um rebanho bovino de aproximadamente 5 milhões de cabeças Março, 2015
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REPORTAGEM
Confinamento
Super precoces bolivianos com dedinhos brasileiros Empresa boliviana termina em confinamento animais Nelore com 13 meses de idade e peso médio de 15 arrobas
A
Revista Nelore tem insistido em trazer ao leitor brasileiro o desempenho da boa genética da raça em nossos países vizinhos. Um com espaço cativo é a Bolívia, para muitos especialistas, hoje detentora de um rebanho para fazer bonito nas principais praças da bovinocultura de corte
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do nosso País. Nesta edição, trazemos a performance dos animais superprecoces da Agropecuária Sogima, empresa que possui confinamento no Departamento de Santa Cruz de La Sierra, principal produtor agropecuário boliviano. A Sogima é uma organização que se dedica à pecuária
e agricultura. A propriedade Archipelagro é uma das duas áreas de criação. Possui 600 matrizes em reprodução, praticando Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) em 100% delas. A genética utilizada é proveniente da Central Joia da Índia, empresa com sede em
Em confinamento desde os oito meses, os bezerros registram ganho médio de peso de 1.624 g/dia, deixando o confinamento aos 13 meses de vida e peso de 15 arrobas
FOTOS: DIVULGAÇÃO JOIA DA ÍNDIA
Campo Grande (MS) e representação na Bolívia. E foi justamente a diretoria e técnicos da central brasileira que visitaram a Archipelagro, entre eles o titular Carlos Novaes Guimarães. Ele conta que ficou “impressionado” com o que viu: animais com 13 meses de idade terminados em confinamento com acabamento impecável e peso acima de 15 arrobas. Além disso, surpreendeu o profissionalismo e capacitação da equipe técnica e funcionários da fazenda, suas instalações aos melhores moldes disponíveis, atualmente, e a qualidade da alimentação fornecida aos bovinos. Também saltou aos olhos a “conformação frigorífica” dos animais. Carlos Novaes disse que se sentiu muito “orgulhoso” pelo fato da Joia da Índia ter sido par-
Eduardo Serra Ribeiro, engenheiro agrônomo da Sogima, mostra a qualidade dos grãos que compõem a dieta a Carlos Novaes Guimarães, da Central Joia da Índia
ceira no fornecimento de genética ao projeto, mas também salientou que só ela não tornaria possível tal desempenho; portanto, o “trabalho de criação foi fundamental na plena manifestação do potencial genético dos animais”. Os bezerros da Sogima contam com tecnologias modernas, inclusive “creep feeding”, com fornecimento de concentrado do nascimento à desmama, que ocorre aos 8 meses de idade,
Conformação frigorífica e acabamento “impecável” saltam aos olhos de quem visita o confinamento da Sogima
quando são enviados à outra propriedade para a engorda. As fazendas Santa Maria e Los Sapitos são propriedades de produção de alimentos para a engorda e recebem todos os bezerros desmamados, em confinamento. Em 2014, eles entraram com peso médio de 319kg e saíram para abate com peso médio de 442kg (15 arrobas), descontados os 5% do peso final. Os bezerros registram ganho médio de peso de 1.624 g/dia, deixando o confinamento aos 13 meses de vida. Os números da Agropecuária Sogima e o desempenho da genética Joia da Índia demonstram o que muitos neloristas já sabem: há informações na raça para a produção de carne muito precocemente e com qualidade do produto e acabamento. “A missão é identificá-las e multiplicá-las o mais rapidamente. Paralelamente a isso, aprimorar os modelos de criação, favorecendo as qualidade fenotípicas dos animais”, conclui Março, 2015
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CAPA
Gestão de Pessoas
De pessoa pra pessoa A convivência entre os seres humanos continua sendo um grande foco de desencontros seja nas relações pessoais ou familiares seja no âmbito profissional. O que se sabe, porém, é que ela também é sempre quem escreve as histórias de sucesso Por Ivaris Júnior
A
fazenda, por menor que seja, ainda que empregue poucos profissionais, requer uma gestão eficiente de pessoas a exemplo de qualquer indústria ou empresa prestadora de serviços. Sua administração é exigente para todas as partes, devendo a figura do líder desenvolver uma série de características, algumas potencialmente inatas. O engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Ferraz, trabalha há mais de vinte anos como consultor em Gestão de Pessoas, sendo um dos profissionais mais capacitados do Brasil na área de desenvolvimento humano. Com mais de 30 mil horas de bagagem, ele atua em consultorias, treinamentos, palestras e é escritor de várias obras de renome sobre o tema. Nesta exclusiva à Revista Nelore, ele destaca os desafios do bom
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gerenciamento dos recursos humanos, enfatizando algumas das peculiaridades das relações travadas na vida rural. RN: Que características básicas marcam a gestão de pessoas no agronegócio brasileiro? Eduardo Ferraz: Eu sou engenheiro agrônomo. Trabalhei entre 1986 e 1990 em uma multinacional e, desde aquela época, percebo que há muito improviso no agronegócio com relação à gestão de pessoas. Seus líderes argumentam que, como estão no interior, não dá praticar a excelência. Ouço isso há 30 anos. Mas o que ocorre é que se contrata quem está na mão, batendo na porta. Então, uma parte disso é verdade, mas a outra é devido à falta de informação. Só que a base para se obter o máximo de resultado só pode
ser obtida por meio da boa gestão de pessoas. RN: E como se inicia um processo? Eduardo Ferraz: Começa-se com o alto escalão, o nível gerencial. É preciso conhecer as pessoas e avaliar se elas têm perfil para as funções que exercem. Como exemplo eu cito a promoção de um excelente engenheiro agrônomo de campo a gerente da fazenda, simplesmente por ele ser muito bom técnico. Acontece que se ele não tiver perfil para liderança, você simplesmente perde o melhor técnico e arruma um gerente medíocre. Isso vale para qualquer tipo de gestor ou atividade. RN: Mas uma coisa é a carência de qualificação e a outra é o despreparo de quem contrata? Eduardo Ferraz: O argumento é
Eduardo Ferraz, engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
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CAPA
Gestão de Pessoas
que o indivíduo está há anos na RN: Mas como avaliar isso menos preconceitos quanto a novos aprendizados. fazenda, é trabalhador e honesto, se eu sou o dono? então, vamos testá-lo. Eu cansei Eduardo Ferraz: Há dois jeide ver isso acontecer em grandes tos de fazer. Um é por leitura RN: Mas um quadro envolempresas agrícolas que tinham e estudo. Há bibliografia para vendo muitas pessoas que condições financeiras para con- isso. A outra forma é contratan- não têm formação adequada tratar um PhD, mas preferiram do uma consultoria que, basica- não atrapalha o processo? solução caseira. Então, ainda mente, vai usar outra metodo- Eduardo Ferraz: O que estou vejo no mercado agropecuário logia para, no final, dizer algo dizendo é que é mais fácil muita intuição e pouca técnica. muito parecido com o que eu explicar isso para um sujeito Na prática é preciso analisar três digo. Um bom consultor ava- inteligente, mesmo que com coisas: primeira é se a pessoa liará qual o perfil da pessoa, seu pouca formação, do que para tem perfil para a função (perso- histórico e os seus resultados. uma pessoa com dois PhDs, nalidade adequada). A segunda mas inflexível. Ele terá mais difié seu histórico de vida, que eu RN: É difícil porque para se culdade por ter mais preconchamo de rastro profissional e autoanalisar a pessoa preci- ceito. Ele lê um livro e faz um que nada tem a ver com per- sa ter determinadas carac- test drive com os funcionários, fil. São as atitudes da pessoa: terísticas humanas e cultu- começando por ele mesmo. Se ética, integridade, isso funcionar dedicação e comvai procurar se prometimento. aprofundar e até O governo precisa fazer a buscar uma conO histórico dela parte dele, mas enquanto não sultoria especialisempre mostra zada ou um novo isso. As atitudes o faz, faça a sua dobrada. funcionário com podem ser desÉ a minha sugestão boa experiêncobertas durancia em recursos te uma simples humanos. Óbvio entrevista, desde que seguindo um bom roteiro. rais, não? Apenas formação que quanto maior a empresa, mais complexo fica, mas nunca A terceira ponta desse triângulo intelectual é suficiente? são os resultados. Quando você Eduardo Ferraz: O filtro inte- impossível de fazer. tem a pessoa no perfil correto, lectual às vezes atrapalha. tem uma cultura que privilegie Muitas vezes é mais difícil expli- RN: Boa gestão de pessoas boas atitudes e você mede os car para um diretor de multina- também é um problema resultados, pelo menos anual- cional (que segue um roteiro que pode ser trabalhado mente, em qualquer área, a visão rígido enviado pela matriz), institucionalmente pelo de todo sobre a pessoa aparece. É que ele tem de usar um pro- poder público? possível juntar esses três estágios grama de avaliação baseado em Eduardo Ferraz: Há 30 anos eu numa fórmula de gestão de pes- três pilares simples e diretos, do já dizia que para se melhorar a soas. É o que chamamos “merito- que a um agricultor que possui educação na base era preciso cracia na empresa”. É uma coisa 20 mil hectares e que ganha começar já, pois os resultados relativamente simples de enten- 20 vezes mais que o executi- só aparecem em 20 anos. Para der, claro, mas muito mais difícil vo. Em alguns casos essa pes- isso é preciso inverter a pirâmide fazer. E minha sugestão é que soa sequer tem nível médio, de: em vez de colocar 70% do isso comece com o alto escalão. mas é inteligentíssima e tem dinheiro da educação no ensi016
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no superior, como é feito hoje, deveria ser colocado 70% na educação básica para crianças e adolescentes aprenderem a ler, escrever e fazer contas. Hoje, 45% dos adolescentes com 15 anos de idade não conseguem interpretar corretamente um texto de cinco linhas. Como podemos falar em formação superior, cursos técnicos e treinamento especializado de mão de obra se a metade dos adolescentes não consegue interpretar um texto? Contudo entendo que não devemos esperar de governos coisas que nós podemos ir fazendo. Se você tem uma empresa com 100 funcionários, pode, facilmente, com um custo relativamente baixo, investir em educação básica, até contratar uma professora para dar aula de redação e português. Se o seu funcionário está com dificuldade para entender as instruções de uma máquina, limitando seu desempenho, você precisa ensiná-lo. Na base da gestão de pessoas – e não é diferente no agronegócio – o governo precisa fazer a parte dele, mas enquanto não o faz, faça a sua dobrada. É a minha sugestão. RN: Não são todas as pessoas que têm a capacidade de se questionar e promover constantes mudanças de rumos. Eduardo Ferraz: Metade das pessoas bem sucedidas que
conheço – e para mim fica fácil dizer isso, porque tenho muitos clientes no agronegócio – já nasceu com talentos especiais como perfil empreendedor, determinação acima da média, inteligência e jogo de cintura, tudo isso acontecendo no lugar e hora certos. Os fora de série são “safos”, flexíveis, põe a mão na massa, e se destacam desde a infância, mesmo nascendo em famílias muito humildes. A outra metade, mais limitada, aprendeu na base da técnica, do estudo e
Os fora de série são “safos”, flexíveis, põe a mão na massa, e se destacam desde a infância, mesmo nascendo em famílias muito humildes do esforço dobrado. Os dois são bons, mas com diferentes qualidades e estilos. RN: Como você define “safo”? Eduardo Ferraz: É aquele que tem jogo de cintura e flexibilidade mental. Cito com exemplos às vezes que estive em uma palestra sobre gestão de pessoas, no meio de 500 agricultores. Sempre preferi nivelar por cima e não por baixo. Tenho a noção que metade não entenderá tudo o que estou falan-
do, mas não me lembro de nenhuma situação em que pelo menos cinco ou seis ouvintes não me chamaram para bater um papo e aprofundar o assunto tratado. Como esta entrevista. Ela vai atingir muita gente – e quanto mais, melhor –, mas provavelmente 200 ou 300 formadores de opinião é que farão este material cumprir seus objetivos. RN: Onde encontrar ferramentas para apoiar uma boa gestão de pessoas? Eduardo Ferraz: A ferramenta mais simples de todas é o exemplo pessoal “o cachorro tem a cara do dono”. Se o líder é meritocrático, justo e flexível mentalmente, quem ele irá atrair? Gente justa, flexível e meritocrática. A gestão não começa pelo segundo escalão, mas pelos cabeças. Se você observar os empresários bem sucedidos, o modelo de negócio deles é baseado neles mesmos. Se você perguntar qual o modelo de gestão utilizado, provavelmente dirão que nenhum, pois não está esquematizado. RN: Mas isso não quer dizer que não o tenha? Eduardo Ferraz: Ele tem um modelo pessoal de gestão, mas que dificilmente é replicável. Se se o sujeito fica doente, se aposenta, ou morre muitas vezes negócio afunda. Já ouviu Março, 2015
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dizer em terceira geração bem sucedida de empresário agrícola? É raro. RN: Mas de uma forma técnica, como se constroem essas ferramentas de gestão? Eduardo Ferraz: Como eu disse no início, tem de avaliar o perfil, que é composto por três grandes fatores: dominância alta, média e baixa, sendo que a baixa não gosta de mandar em ninguém e a alta é do tipo dominante; influência alta, média e baixa, onde a alta quer dizer grande extroversão nos relacionamentos e a baixa, reservado, tímido; estabilidade alta, média e baixa, sendo que a alta significa tranquilo, pacato e paciente; e baixa impaciente,
impulsivo, acelerado; e a quarta característica, conformidade. Alta quer dizer detalhista, regrado, rígido, organizado; baixa, flexível, criativo, odeia normas e regras. Esses são os quatro fatores estruturais, que começaram a ser estudados em 1928 e está validado estatisticamente há anos, com mais de 500 milhões pessoas preenchendo o chamado perfil DISC. Quando comecei, há 30 anos, já era algo difundido por todo o mundo, ou seja, não se trata de teoria recente. Há perfil mais adequado para venda, para compra, gerência, técnico, contabilidade, engenharia etc. Quando você sabe analisar o perfil, o mundo muda, pois você começa a enxergar tudo diferente. Depois, é preciso
“Já ouviu dizer em terceira geração de empresário agrícola? É raro. É um modelo vencedor, mas não é replicável. O que estou dizendo é que você precisa pegar um modelo vencedor e ajustá-lo”
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avaliar as atitudes. Se o cara tem perfil para ser líder, mas é mau caráter, preguiçoso, enrolado; pode esquecer. Ele tem perfil, mas não tem atitude. Às vezes acontece o contrário, o cara é honesto, trabalhador, bonzinho, só que não tem perfil para comando. Ou seja, não é possível colocá-lo em um posto de comando. Agora, quando se tem um perfil e atitude adequados, é questão de tempo para os resultados aparecerem. Por isso falei que o triângulo é extremamente simples e funcional. RN: Como se escolhe quem se deve capacitar? É com base no lugar onde se tem mais prejuízo, onde está mais ineficiente? Eduardo Ferraz: Esse negócio não funciona de baixo para cima, mas de cima para baixo. É preciso começar pelas cabeças, pelo proprietário agropecuário. Vamos falar de uma propriedade pequena, de 400
hectares, que possui um capataz. Provavelmente ele terá um agrônomo ou um técnico agrícola e um comprador. Então, são esses quatro que ele tem de ajustar primeiro. Quem não tem perfil para a função ou apresenta más atitudes deve ser trocado. O ruim se troca; o bom se treina para que fique ótimo. RN: Como o gestor consegue definir o quanto é necessário investir na qualificação de seus funcionários, priorizando necessidades da fazenda? Eduardo Ferraz: O melhor investimento que o empresário agrícola pode fazer é colocar a pessoa certa no lugar certo. Por isso, se ele tem 200 funcionários não adianta começar com o tratorista. Quem é o chefe dos tratoristas? Se ele tem 50 deles e o chefe não tem perfil nem atitude, será um desastre. Treina-se sempre quem apresentar maior potencial, nunca o pior, sempre o melhor, o que pode gerar melhores resultados mais imediatos e ainda ensinar os demais. RN: Qualificar o bom funcionário é tão importante quanto fixá-lo na empresa rural? Eduardo Ferraz: A alta performance é alcançada por
pessoas que trabalham há anos. Ninguém consegue oferecer alto desempenho com 50% de rotatividade, como é o caso de uma empresa que tem 100 peões e 50 são safristas. Vai treiná-los? Há negócios que têm essa característica, o de algodão, por exemplo. Vai ser preciso contratar temporários, porque esse contingente não será fixado. Então, você tem de investir nos que lá permanecem. Esses vão contratar e
O ser humano se motiva com base em cinco moedas: dinheiro, segurança, aprendizado, reconhecimento e autorrealização cuidar dos safristas para que eles rendam o máximo. RN: A fixação ultrapassa a questão salarial e chega à geração de perspectivas, projetos e motivações? Eduardo Ferraz: O ser humano se motiva com base em cinco moedas de troca, que valem para mim, para você e para qualquer um: dinheiro, segurança, aprendizado, reconhecimento e autorrealização. A gente trabalha por grana, por estabili-
dade, aprendizado, reconhecimento e realização. Cada pessoa tem uma fórmula mental diferente. Se o cara gosta mais de dinheiro que das outras quatro, não adianta oferecer treinamento. O contrário é verdadeiro se estivermos falando de grana para quem tem como projeto a autorrealização. Ou seja, você fixa a pessoa de acordo com essas moedas de troca, que serão individualizadas. O gestor deve conhecer a fórmula de cada um. RN: Qual o retorno quando se consegue qualificar e fixar a mão de obra na propriedade rural? Eduardo Ferraz: Vamos supor que haja dez funcionários – a média do médio agricultor – todos no lugar certo e motivados. Não há como não subir a produtividade se o teu comprador é motivado e está na função correta, se o operador de máquinas adora o que faz e mora feliz no lugar há 40 anos. Ou seja, se você tem dez pessoas certas no lugar certo, terá lucro. Caso contrário, prejuízo. RN: Vamos supor que eu tenha 5% do meu faturamento para destinar a essas ações de gestão de pessoas. Quanto conseguirei de retorno? Eduardo Ferraz: O bom senso indica que se você consegue
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CAPA
Gestão de Pessoas
uma equipe de baixíssima rotatividade, abaixo de 10%, com alto nível de engajamento, pessoas produtivas e motivadas, você terá alta produtividade e alta performance. Pode demorar uma safra ou duas, mas na terceira estará acima da média do mercado.
periente para dirigir. A empresa quebra em três meses e não porque o parente é burro, mas porque não sabe como gerir. No agro, se você recebe a indicação de um tratorista bom, ele é contratado na hora. É uma coisa mais informal, mais lúdica. Se você quiser profissionalizar com um pouco mais de detalhes e método, os resultados são tão bons ou melhores que os do setor de serviços, só vão demorar mais: uma safra ou duas. O ciclo
Por isso, as grandes empresas do agronegócio já estão se cuidando. No Brasil, começou-se a falar de gestão de pessoas na década de 80; no agro isso era considerado modismo, hoje não mais. O que quero dizer é que há uma defasagem de tempo, porque se começou um pouco depois e também por apresentarem ciclos RN: Como é possível compadiferentes. As ferramentas são rar o que existe hoje em gesparecidas. Usa-se a mesma tão de pessoas no agronegótecnologia, só que adaptável cio com o que há em outros a cada setor. É difícil pegar setores, como a indústria, um profissional especiapor exemplo? lizado em consultoria Eduardo Ferraz: O de para a indústria mecâniserviços está em primeiO empresário ca pesada e levá-lo para ro lugar, a indústria em uma fazenda de algodão. segundo e o agronegócio, agropecuário tem de Vai demorar um tempo em termos de aplicação, inserir a cultura do para entender o negóem terceiro. Mas a difemérito em primeiro lugar. cio. Aliás, nunca pague rença vem caindo e alguQuando ele entende que alguém para entender mas propriedades agrícoo seu negócio, contrate las estão pé de igualdade isso funciona, quem já o conheça bem. com as melhores empreas coisas andam muito sas de serviços. mais rápidas RN: Que mensagem você deixa para aos RN: A distância é nossos leitores? muito grande? Eduardo Ferraz: As empre- de um fast food é de um dia, Eduardo Ferraz: O empresário sas de prestação de serviços muito rápido. No campo não. agropecuário tem de inserir a cultura do mérito em primeiro dependem muito de suas São ciclos diferentes. lugar. Quando ele entende que pessoas. Se os funcionários tiverem alta rotatividade, elas RN: Os setores de serviços isso funciona, as coisas andam quebram. No agronegócio, e industrial têm aparatos muito mais rápidas. A gestão de você não lida com atendimen- mais dirigidos para qualifi- pessoas tem a ver com meritoto ao público diretamente. car do chão da fábrica aos cracia. Uma coisa não anda sem a Nos serviços, a gestão de pes- líderes. Isso está caminhan- outra. Para isso, tem informação, treinamentos e livros. Trata-se de soas equivale a respirar. Por do para o agronegócio? exemplo, você compra uma Eduardo Ferraz: Sim, porque uma coisa que muita gente já fez. franquia em um shopping sem o setor rural, como qualquer Se o empresário quiser crescer, entender nada daquele negó- outro, precisa de mão de obra seja pequeno, médio ou grande, cio e coloca um parente inex- qualificada para gerar lucro. tem de motivar pelo mérito
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GESTÃO
Pastagens
Com as calças no devido lugar O principal motivo para implantar diversas variedades de gramíneas em fazendas de bovinocultura de corte é evitar “ficar com as calças na mão” Por Ivaris Júnior
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a máxima nem tão velha assim de que o pecuarista eficiente é, antes de tudo, um competente agricultor de
Aos poucos, as experiências (com diversas variedades de gramíneas) ensinaram o tipo de capim certo para quem, onde e quando
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capim, várias já são as fazendas que mantêm planejamento para reforma e manejo efetivo de suas pastagens. Outra prática
que vai se tornando comum é trabalhar com diversas variedades de gramíneas. A Vale do Boi, propriedade de Epaminondas
de Andrade e família, situada na região de Araguaína (TO), adotou a estratégia. O principal motivo é evitar a monocultura. “Quando dependemos de uma única coisa, corremos sérios riscos de ficar com as calças na mão”, explica Ricardo José de Andrade, zootecnista e filho mais velho de Epaminondas. No seu entendimento, “dificilmente pragas ou doenças atacarão diferentes tipos de gramíneas ao mesmo tempo, o que significa que se há um problema com uma variedade, certamente outra estará produtiva, garantindo alimentação ao gado”. Outro ponto importante em defesa da diversificação
é possuir oferta de volumoso em diferentes épocas do ano, já que umas são menos exigentes que outras, por exemplo, à necessidade de água. Também, em função de teor proteico e palatabilidade, é possível destinar esta ou aquela gramínea a esta ou aquela categoria animal, proporcionando melhor atendimento. O começo de tudo Quando chegou à região, há 30 anos, praticamente predominava o capim colonião tradicional, pois as terras eram novas e, portanto, muito férteis. “Trata-se de um capim muito
bom que responde bem na engorda por ser rico em proteínas. No entanto, quando chegamos já existiam propriedades com vinte anos de abertura que mostravam uma curva de declínio no desempenho. Eram áreas em degradação. Foi quando começou a entrar o brachiarão, um capim novo e produtivo, com porte maior que as brachiárias. Esse tipo já existia principalmente no Sudeste. Na verdade são bons capins, mas com a palatabilidade mais difícil”, explica Ricardo. A família Andrade partiu, então, para o brachiarão. Deu muito certo, pois era preciso
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GESTÃO
Pastagens
apenas gradear a terra. Não havia necessidade nem de promover correções de solo. “O brachiarão fechava como um tapete, sem pragas ou outras ameaças iniciais. Este foi o tempo da redenção da pecuária de corte na região Norte. Nesta época, todo mundo tinha dois capins: o colonião em degradação e os brachiarões. Voltamos a ter pasto... voltamos a ter lotação”, lembra o zootecnista. Com o tempo, porém, os Andrade observaram que o brachiarão não era muito bom para a desmama de bezerros. Já o colonião, sim, embora soubessem que seus dias estavam contados e teriam de substituí -lo. Os cavalos preferiam grama ou colonião. Apesar de espécies distintas, mantinham demanda dentro da fazenda que precisava ser atendida. A pergunta era: na reforma, que capim colocar que não o brachiarão? Na época surgiu o Tanzânia, uma variedade do colonião que
Os vários tipos de gramíneas garantem oferta de volumoso nas condições mais diversas e adversas caiu como uma luva. Mas o problema é seu nível de exigência ambiental, considerado alto para aquelas condições. Rapidamente ele degradava ou
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FOTOS: REViSTA NElORE
Da esquerda para a direita, Epaminondas de Andrade e os filhos Paulo Henrique e Ricardo José
ficava mais fraco. “É preciso dizer aqui que pouco tempo depois de iniciarmos a reforma das áreas de colonião, entendemos que para manter o nível de produtividade tínhamos de investir em correção, mais fortemente, e adubação, eventualmente”, esclarece Ricardo. Nada foi decidido no “achômetro”, simplesmente. As decisões sempre se basearam em parâmetros agronômicos e análises físicas, químicas e orgânicas do solo. Perceberam que se era preciso mexer no pasto que o fizessem da forma mais correta. Tiveram de buscar adubo, até em Uberaba (MG), calcário etc, insumos que hoje têm em abundância na região, com várias jazidas e fábricas. “Muitos, por aqui, nos chamaram de loucos. Diziam que a
atividade não aceitava investimentos dessa ordem e que não tinha como fechar as contas. Não era verdade”, conta. Mas, enfim, o Tanzânia, que nem possuem mais, era bom de manejo e muito eficiente para os bezerros de desmama e para a tropa. Porém, outra variedade muito exigente em termos de ambiente. Perdia logo o poder de brota, degradava e se tornava fraco, nutritivamente falando. Aí surgiu o Mombaça, variedade que a Embrapa desenvolveu com êxito, um capim de porte mais alto e que brota com abundância. No manejo exige mais esperteza: tem de derrubá-lo mais rapidamente para evitar entouceramento. Mas, rodando adequadamente o gado, como era o caso, não apresentava problemas. O Mombaça também é exigente,
mas muito mais produtivo e funcionou melhor que o Tanzânia. Novos tempos Em uma segunda fase, enquanto a região se tornava uma monocultora de brachiarão, os Andrade já pensavam em diversificar, tanto que trabalhavam intensamente com o Mombaça. Foi quando surgiram as cigarrinhas que atacaram o brachiarão. Diante da ameaça entenderam de vez que o caminho da diversificação de capim era o mais acertado, pois enquanto muita gente afundava, mantinham o negócio de pé. E assim chegaram às variedades que dispõem hoje.
“Entramos em uma nova fase de testes com as novas gramíneas que surgiam no mercado, inclusive opções de brachiária. Todas que permaneceram foram testadas previamente. Não fomos atrás de modismos, mas de conhecimento prático. Consultávamos sempre a Embrapa ou checávamos a experiência de outro produtor da região. Na verdade, ao longo do tempo, todas as variedades apresentam suas suscetibilidades. Morte súbita do brachiarão é um exemplo, entre outros. Onde ela incide nem adianta insistir”, reforça Ricardo. Aos poucos, as experiências ensinaram o tipo de capim
certo para quem, onde e quando. Os vários tipos de gramíneas garantem oferta de volumoso nas condições mais diversas e adversas, como índice pluviométrico mais alto ou mais baixo; lotação maior ou menor, em função de mercado ou outra estratégia interna; e até categorias de animais momentaneamente exigindo mais privilégios, também em função desta ou daquela necessidade. A Fazenda Vale do Boi atualmente trabalha com brachiaria humidicola; os panicuns maximum, mombaça, massai e aruana; estrela africana e estrela roxa; capim elefante, xaraes e convert HD364
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SUSTENTABILIDADE
Técnologia
Vista aérea da Fazenda Cantagalo, no Pantanal do Mato Grosso do Sul FOTO: PAULO MAINIERI
Software mede nível de sustentabilidade Como saber se uma fazenda produz de forma sustentável? E o que fazer para que ela produza dessa maneira? Por Nicoli Dichoff
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U
m software desenvolvido pela Embrapa deve ajudar o produtor rural a responder essas questões. A Fazenda Pantaneira Sustentável, ou FPS, é uma ferramenta que avalia os processos produtivos da pecuária de corte local para conhecer o nível de sustentabilidade das propriedades – tanto nos diferentes aspectos que envolvem o sistema de produção quanto na fazenda como um todo. Segundo Sandra Santos, pesquisadora da Embrapa Pantanal que coordena o projeto, com a FPS é possível avaliar o impacto da atividade pecuária sobre o sistema produtivo e identificar quais aspectos estão abaixo do nível desejado para que a propriedade rural se torne sustentável. Para entender a análise feita pela ferramenta, é necessário conhecer o conceito de sustentabilidade, que não significa apenas preservar o meio ambiente. “A sustentabilidade de uma fazenda é um equilíbrio entre os aspectos do sistema produtivo que considera as dimensões econômica, social e ambiental”, diz Sandra. Por isso, ela afirma que essas três áreas são avaliadas igualmente na leitura da FPS por meio da análise dos chamados “indicadores”, que são os itens e fatores relevantes para determinar o grau de sustentabilidade da propriedade, como a manutenção da biodiversidade, conservação dos recursos hídricos, pastagens, manejo e bem -estar animal, além de aspectos financeiros e sociais.
Como funciona? Para usar o software o pecuarista precisa de um computador com acesso à Internet. O produtor ou o assistente técnico verifica os diferentes aspectos dos registros sobre a fazenda, a partir de medidas como o escore corporal das vacas, por exemplo. Depois, ele entra no sistema da FPS e dá notas aos indicadores. A partir daí, o software gera uma nota final que integra as informações de todos os índices, produzindo um relatório para dizer se a fazenda está sustentável ou não e mostrando quais aspectos têm que ser melhorados para que
A FPS começou a ser aplicada em algumas fazendas da região do Pantanal ao longo do ano de 2014 ela se aproxime dessa sustentabilidade, segundo Silvia Massruhá, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Informática Agropecuária – unidade parceira da Embrapa Pantanal na criação da FPS. As duas pesquisadoras afirmam que os estudos feitos para definir os indicadores duraram cerca de dez anos e contaram com a contribuição de vários especialistas em diversas áreas. Usando uma técnica de inteligência computacional conhecida como “Fuzzy”, Silvia conta que a avaliação da FPS qualifica
os diferentes aspectos da produção rural em conceitos como “adequado”, “inadequado” ou “moderado”, por exemplo, adaptando-se à realidade dinâmica da fazenda. “É um sistema de apoio à tomada de decisão. É importante que ele seja usado com uma consultoria ou em contato com alguém da Embrapa para que um especialista possa orientar sobre os procedimentos que podem melhorar os processos produtivos”, diz a pesquisadora. Certificação da carne sustentável Neste ano, a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) e a empresa nacional Korin Agropecuária, que trabalha com itens orgânicos e sustentáveis, propuseram uma parceria com a Embrapa para usar a FPS na certificação da carne sustentável do Pantanal. Dessa forma, todos os produtos da região aprovados pela análise da ferramenta teriam um selo comprovando a origem e métodos de produção. Segundo Leonardo de Barros, presidente da ABPO, a FPS será testada pelos técnicos da Associação em breve. “Com a prática, vão surgir questões sobre a ferramenta que vão precisar de adaptações. É esse trabalho que vai começar agora: devemos fazer as primeiras avaliações nas propriedades da ABPO nos próximos meses e vamos utilizar essas avaliações para preparar novos técnicos que possam usar a ferramenta”, diz Leonardo. Março, 2015
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SUSTENTABILIDADE A produção de pecuária orgânica no Pantanal também recebe, desde 2003, o apoio da WWFBrasil por meio de uma parceria firmada com a ABPO. Para Ivens Domingos, especialista em pecuária sustentável da WWF, a ferramenta da Embrapa tem grande importância para estimular essa atividade produtiva, assim como o consumo desses produtos. “O desafio, agora, é como a gente vai conseguir, junto à Associação e às fazendas, adaptar a FPS para que ela possa ser usada pela ABPO e pelo parceiro comercial como ferramenta de transparência e de marketing”, afirma o técnico. “Esse índice vai ser uma garantia e uma segurança para que não só a WWF, mas outras entidades da sociedade civil possam apoiar essas fazendas”.
Técnologia Sustentabilidade no campo A FPS começou a ser aplicada em algumas fazendas da região do Pantanal ao longo do ano de 2014. Um dos produtores que testaram a tecnologia foi Paulo Mainieri, proprietário da Fazenda Cantagalo, que fica na região do Paiaguás, Mato Grosso do Sul. “Ao fazer essa parceria com a Embrapa, já conseguimos alguns dados que, de outra forma, seriam bem complicados de se obter, como uma avaliação mais científica do nosso campo”, conta Paulo. Ele fala que a análise da FPS é fundamental em uma região de ambientes tão diversos quanto o Pantanal, onde nenhuma propriedade é igual a outra. “O uso da ferramenta ajuda a identificar as necessidades da fazenda de forma personalizada”,
diz o pecuarista. Com a ajuda da Fazenda Pantaneira Sustentável, Paulo diz que avalia as práticas da propriedade para aproximá-las de um modelo sustentável e melhorar a produtividade da fazenda ao mesmo tempo. “É preciso ter essa relação de respeito com a natureza, realizando atividades econômicas e trabalhando em harmonia com o lugar onde você está”, conta. Para alcançar a sustentabilidade, o pecuarista também afirma investir em iniciativas na área social, promovendo a participação dos empregados nos lucros da fazenda como forma de valorizar a mão de obra e o conhecimento tradicional que agregam valor à produção. “A gente tem que estar de mãos dadas com o pessoal local e não acima deles”, completa o pecuarista. Bovinos e tuiuiú no Pantanal FOTO: RAQUEL BRUNELLI
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FOTO: DIVULGAÇÃO KORIN
Perspectivas do mercado Tanto o pecuarista Paulo Mainieri quanto a ABPO e a Korin Agropecuária trabalham para atingir um grupo consumidor de crescente expressividade no mercado – um público que valoriza os benefícios e dá preferência a produtos comprovadamente orgânicos ou sustentáveis, mesmo que eles ainda possuam um preço mais alto em relação aos comuns. Um exemplo disso está nos números da Korin. Segundo Reginaldo Morikawa, diretorsuperintendente da empresa, o faturamento em 2007 foi de aproximadamente 17 milhões de reais. Para 2014, a previsão é que a Korin feche o ano com um faturamento de 90 milhões, de acordo com o diretor. “Hoje, temos cerca de 200 itens em venda, com aproximadamente 40 variedades de produtos”, afirma. Ainda segundo Morikawa, a empresa realizou no fim de 2014 o lançamento oficial da carne bovina sustentável em parceria com a WWF-Brasil, ABPO e o Grupo de Trabalho de Pecuária Sustentável (GTPS). Abatendo atualmente cerca de 90 animais por mês, a expectativa do diretor é que esse número aumente para 150 nos primeiros meses do próximo semestre. Para ele, a certificação emitida pela FPS da Embrapa dá embasamento às informações na embalagem do produto. “Com o bovino sustentável do Pantanal, queremos valorizar o aspecto ambiental, a
Funcionários manuseiam internamente produtos da empresa
pureza da carne, a inclusão social e a tradição”, diz Morikawa. “Ao adquirir o produto pantaneiro, o consumidor passa a fazer parte da preservação daquele ambiente”, completa o diretor. O preço da sustentabilidade Embora o valor pago pelos produtos sustentáveis ainda seja maior que o dos comuns no supermercado, o pecuarista Paulo Mainieri ressalta: “o lucro da venda pode ir para o produtor, mas o benefício que acontece com a terra que ele preserva é para todos”. O estímulo à produção sustentável também pode acontecer em outras regiões do Brasil com a adaptação da FPS, que tem potencial para ser utilizada em diversos locais do País, segundo a pesquisadora Sandra Santos. Ela afirma que o uso da ferramenta para a certificação de produtos é uma das maneiras de viabilizar a sustentabilidade na produção pecuária brasileira. “Vai
estimular o retorno econômico para o produtor enquanto ele conserva o meio ambiente, fixando o homem do campo”, diz. Para manter a atividade produtiva sustentável, o presidente da ABPO ressalta a necessidade de conscientizar outros elos da cadeia – como o setor de varejo e os frigoríficos, por exemplo – sobre a importância desse tipo de trabalho. “Quem faz a revolução da sustentabilidade é o consumidor. São as nossas escolhas”, afirma Leonardo. Para Sandra Santos, é nesse ponto que a análise da FPS torna-se necessária: para ajudar a determinar o valor que deve ser atribuído ao que, antes, não era medido. “Enquanto a gente não quantificar a produção sustentável, não temos co mo lutar para que isso tenha preço. A partir do momento em que nós possuímos uma ferramenta para comprovar que o produtor conserva, temos tudo para que ele receba uma compensação financeira por isso”, conclui
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OPINIÃO
PD&I
PD&I como alavanca para a pecuária sustentável A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) associados à transferência de conhecimentos e tecnologias (TT) são os principais pilares para o desenvolvimento de um agronegócio realmente sustentável. Esses sustentáculos foram, são e serão a base para produção de alimentos, fibras e energia renovável no mundo Por Cleber Oliveira Soares
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egundo projeções da ONU, até 2050 a população mundial ultrapassará o número de 9,2 bilhões de habitantes, dos quais cerca de 30% serão idosos. A FAO estima que será consumido o dobro de alimentos produzidos atualmente, sendo que o adicional de proteína animal poderá chegar a quase 100% passando dos atuais 284 milhões de toneladas para 500 milhões de toneladas de carne, enquanto para grãos será necessário produzir mais 1 bilhão de toneladas. Isso representará um crescimento médio de 70% da produção de alimentos, e a
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incorporação de pelo menos 120 milhões de hectares de novas áreas agrícolas, especialmente na África Sub-Saariana e na América Latina. Há uma expectativa, para o horizonte de 2050, de 72% do consumo de carne ocorrer em países em desenvolvimento, contra os 58% atuais. Essa projeção certamente tem como suporte a expectativa na melhoria de qualidade de vida e renda da população, e pelo fato do consumo de carne estar intrinsecamente associado ao poder aquisitivo do consumidor. Por outro lado, enquanto há
países com consideráveis índices de consumo per capita, disponibilidade de carne, ou renda que favorecem este consumo, ainda hoje é necessário alimentar quase 1 bilhão de famintos e reduzir 25 mil óbitos diários no mundo decorrentes da fome. Associado a estes fatores, o agronegócio deve
contribuir para o incremento da renda do produtor e dos atores associados à cadeia produtiva, a fim de reduzir os indicadores de pobreza. Para suprir essa demanda de alimentos no mundo estima-se que 70% do incremento da produção serão exclusivamente pela adoção de tecnologias. A importância da cadeia produtiva da pecuária, em especial da carne bovina, está diretamente relacionada às tendências do mercado agroalimentar, em que a segurança dos alimentos, sua qualidade e a necessidade de aumentar a produtividade são os três principais pilares. O Brasil é o maior exportador de carne bovina (33% do comércio mundial), com projeções e espaço comercial para aumentar a sua participação no mercado externo. Hoje a cadeia de produção de carne no Brasil tem o maior valor bruto entre os produtos agrícolas. A pecuária de corte responde por 11% do produto interno bruto (PIB) do agronegócio. A pressão pela produção sustentável e otimizada de alimentos, associada aos novos padrões regulatórios dos países importadores, impõe o desafio da PD&I para a produção de carne bovina. O Brasil e o mundo devem produzir alimentos, fibra e energia renovável de forma sustentável sem impactar os biomas, primando pela conservação dos recursos naturais. Sem esquecer a mitigação dos gases de efeito estufa (GEE), a otimização do uso da terra, e do lucro ao produtor rural. O aumento da produtividade é uma das alternativas para o incremento físico da produção sem a
necessidade de uso e abertura de novas áreas para pastagens. Desta forma, para melhorar a performance dos animais e promover crescimento da produtividade de carne bovina, faz-se necessário o desenvolvimento de soluções tecnológicas que sejam absorvidas pelos segmentos e atores da cadeia produtiva da pecuária de corte. Precisamos realizar PD&I e TT visando não só desenvolver e transferir soluções tecnológicas, mas, sobretudo, que sejam adotadas, causem impactos positivos e contribuam para superar os desafios globais para a produção de proteína animal: I) barreiras não-tarifárias como as sanitárias, ambientais e sociais; II) barreiras técnicas como bem-estar e uso de animais; III) rastreabilidade e certificação; IV) acordos sanitários; e V) logística e armazenamento. As instituições de ciência e tecnologia têm papel âncora para o desenvolvimento do agronegócio e da cadeia produtiva da pecuária de corte. Para alcançar os patamares atuais de importância e impacto da produção de carne no Brasil e sua participação no mundo, a Embrapa contribuiu de forma decisiva por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimento e de tecnologias relacionadas a pastagens, genética animal, sanidade animal, nutrição animal, gestão do agronegócio, dentre outras. Hoje as demandas são outras e maiores. É preciso contribuir para a evolução dos protocolos de qualidade (de boas práticas de produção a sistemas de produção integrados), passando por rastreabilidade e certificação, incrementar
FOTO: REVISTA NELORE
Cleber Oliveira Soares, chefe-geral da Embrapa Gado de Corte (CNPGC)
e internalizar as tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta, desenvolver tecnologias portadoras de futuro (biotecnologia, nanotecnologia, genômica, proteômica, bioinformática), ofertar ferramental de tecnologias de informação e comunicação (as chamadas TICs), investir em pecuária de precisão, explorar a eficiência energética dos sistemas produtivos, reduzir a emissão de GEE, recuperar pastagens, e desenvolver tecnologias em genética, nutrição, sanidade animal e gestão rural. Mesmo porque, é previsível que apenas com a adoção de tecnologias é possível saltar a produção de carne bovina dos atuais 9,5 milhões de toneladas para 24,2 milhões de toneladas sem aumentar em um hectare a área ocupada por pastagens. O desafio para a pecuária sustentável, no sentido amplo da palavra, vem sendo lançado, cabe a nós superá-lo. Devemos realizar PD&I como alavanca da pecuária eficiente, em benefício da sociedade brasileira, e de uma produção global cada vez mais sustentável
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SANIDADE
Tuberculose Bovina
Ferramenta acelera combate à tuberculose bovina Um novo teste desenvolvido pela Embrapa vai ampliar a cobertura do diagnóstico da tuberculose bovina em rebanhos de gado leiteiro e de corte Por Gabriel Faria
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atizado de Elisa, sigla em inglês para ensaio de imunoadsorção enzimática, o teste sorológico fornece informações adicionais aos métodos tradicionais de detecção, os quais podem fornecer reações falso-positivas e falso-negativas devido às características do bacilo e condições do animal. Sua eficácia garante o isolamento e abate de bovinos doentes, poupando o restante do rebanho, já que a enfermidade é infectocontagiosa e ainda não tem cura. A ferramenta será eficiente para os serviços oficiais de defesa sanitária e para o produtor rural, com a garantia da sanidade na propriedade. Em fase final de terminação, o Elisa será disponibilizado em breve por meio de uma parceria com a iniciativa privada. O segredo da maior acurácia é o emprego de partes de três prote-
FOTO: FLÁBIO ARAÚJO
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FOTO: KADIJAH SULEIMAN/EMBRAPA GADO DE CORTE (CNPGC)
ínas recombinantes, enquanto o kit comercial em uso possui apenas duas proteínas. O Elisa foi obtido após tentativas com mais de dez composições em estudos iniciados em 2009 e, em testes a campo, conseguiu identificar bovinos infectados que o produto disponível não havia sinalizado, com 83,2% de sensibilidade e 86,5% de especificidade. O pesquisador da Embrapa Flábio Ribeiro de Araújo explica que os anticorpos contra as proteínas são produzidos em tempos distintos dependendo do estágio de infecção em bovinos e bubalinos, e o kit Elisa consegue detectar a doença em diferentes níveis. Durante as pesquisas, foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. Outra vantagem é quanto à fabricação, na qual somente um processo de purificação é realizado, reduzindo os custos para a indústria. A ferramenta de diagnóstico padrão adotada no Brasil, a tuberculinização, é feita por meio do uso de testes de imunidade celular in vivo, mais especificamente provas intradérmicas com PPD (derivado proteico purificado). A tuberculina é injetada sob a pele do animal e após 72 horas efetuase a leitura da reação inflamatória. O procedimento detecta a chamada resposta imune celular dos animais à infecção por M. bovis. No entanto, essa não é a única resposta produzida diante de uma infecção, esclarece Araújo. “Os animais também respondem produzindo anticorpos contra a bactéria e parte deles, sobretudo em
Coleta de sangue em touro para exame de tuberculose bovina
estágios avançados, com lesões extensivas, podem não responder aos testes intradérmicos. Nessa situação, a doença não é detectada e os animais permanecem infectados dentro das propriedades”. Fatores como infecções recentes, final de gestação, desnutrição e tratamentos com anti-inflamatórios esteroides igualmente ocasionam falso-negativos. O médico-veterinário Rodrigo Nestor Etges, fiscal agropecuário da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, está aplicando o novo método em fazendas com surtos de tuberculose. Ele confirma que muitas vezes animais reagentes não conseguem responder ao tuberculínico gerando falso-negativos, o que dificulta o saneamento. A equipe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, da qual o especialista faz parte, acompanha os soros positivos por meio
da prova elaborada pela Embrapa em busca de falso-negativos. De acordo com o profissional, as amostras sanguíneas obtidas até o momento são animadoras. Com o kit, Etges acredita que os procedimentos sanitários serão agilizados, o que deve gerar importantes avanços no combate à doença. O bacilo afeta a produção da pecuária de corte, porém, atinge predominantemente gado leiteiro e isso gera um drama social, segundo o técnico. “Os criadores de gado leiteiro do Rio Grande do Sul são pequenos produtores, que têm uma média de 15 vacas em lactação por propriedade. Um surto pode ser dramático e a eliminação de animais implicará perda diária de produção e de renda”, preocupa-se Etges. “A situação se agrava quando o produtor tem de fazer o vazio sanitário, descartando seu rebanho para, posteriormente, Março, 2015
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SANIDADE
Tuberculose Bovina
reconstituí-lo. Muitas vezes o leite é a única fonte de renda da família”, completa Araújo. Um alerta à saúde pública A tuberculose é uma enfermidade de evolução crônica causada pela bactéria Mycobacterium bovis e acomete bovinos, caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e também humanos, o que a caracteriza como zoonose. Sua via de transmissão mais usual, correspondendo a cerca de 90% das infecções, é aerógena. O cenário preocupa quando relacionado à segurança biológica dos alimentos. Em algumas provas de Flábio Araújo e Rodrigo Etges, o leite contaminado com M. bovis era consumido, normalmente, pelos proprietários de algumas fazendas e seus familiares, que desconheciam a presença do microrganismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que todos os anos surjam no mundo 500 mil casos novos de tuberculose multirresistente (MDR-TB), os quais representam 5% dos nove milhões de casos anuais. A OMS acredita que a infecção por M. bovis em humanos contribui para o aumento dos casos de MDR-TB. “No Brasil não se tem uma noção exata da incidência da tuberculose zoonótica. Um estudo da Embrapa encontrou casos em 2014, publicados pelo Instituto Oswaldo Cruz”, comenta o pesquisador da Empresa Márcio Roberto Silva. A presença em rebanhos nacionais também é um empecilho para a produção 034
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de produtos artesanais feitos com leite cru, como queijos. Um pré -requisito básico para produzi-los é a certificação negativa de propriedades tanto para tuberculose como para brucelose. “Entretanto, atingir essa condição para as duas doenças, prová-la e, principalmente, mantê-la não é simples”, afirma Silva, frisando que os novos testes colaboram para o avanço das etapas de diagnóstico da situação, erradicação e monitoramento. Em seu doutorado, o pesquisador comprovou a existência de casos humanos associados ao consumo
No Brasil, Mato Grosso ruma para a erradicação da tuberculose. Todavia, a perspectiva não é a mesma em outros estados de queijos artesanais, em Juiz de Fora (MG). A coordenadora da Comissão de Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Eliana Matos, explica que Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, e Mycobacterium bovis pertencem ao mesmo complexo de micobatérias, sendo semelhantes entre si, geneticamente, o que dificulta a distinção diagnóstica, pesando a prática diária de um estabelecimento hospitalar. “Temos 70 mil novos casos de tuberculose
humana a cada ano no Brasil, precisaríamos de exames altamente especializados para o sequenciamento genético e diferenciação, que não são feitos na rotina. Isso seria inviável e caro, do ponto de vista prático”. Entretanto, para as ocorrências com links epidemiológicos, como a ingestão de leite in natura e logo após o aparecimento de sintomas, a pneumologista atenta para os laboratórios de referência no País, como o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (RJ) e Instituto Adolfo Lutz (SP), aptos para o reconhecimento preciso, individualizando a situação. Atuando em saúde pública, Eliana considera fundamental o monitoramento, o controle dos produtos de origem animal e a prevenção. Para Márcio Roberto Silva, ao se pensar em zoonoses, o caminho a seguir é focar no conceito “One Health” de abordagem global dos diferentes aspectos do problema. Vários centros de pesquisa da Embrapa já atuam nessa vertente para o combate ao M. bovis. Flábio frisa que o novo kit possui limitações, porém fornecerá informações adicionais, identificando animais que o exame padrão não detecta, aumentando a cobertura do diagnóstico, para o qual o ideal seria adotar tecnologias complementares, a prova de tuberculinização juntamente com a sorológica, como o Elisa. Um risco para o mercado No Brasil, Mato Grosso ruma para a erradicação da tubercu-
lose. Todavia, a perspectiva não é a mesma em outros estados e, em consonância com as organizações supranacionais das quais o País é signatário, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) adota Programas Nacionais de Controle e Erradicação de Doenças de impacto em saúde animal. “A tuberculose e a brucelose bovinas encontram-se entre as doenças incluídas na lista da OIE e tem características como ampla difusão, importância econômica e ainda para a saúde pública”, destaca Jorge Caetano Júnior, fiscal federal agropecuário do Mapa e membro da Comissão de Normas Sanitárias para os Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Em 1978, restos de alimentos de bordo originários de um voo com destino ao Rio de Janeiro permitiram o ingresso da peste suína africana em território nacional causando prejuízo para a produção e comercialização de produtos de origem suína em âmbito nacional e consumindo dezenas de milhões de dólares em recursos públicos para a sua erradicação, concluída três anos mais tarde”, relembra Caetano. Para o especialista, “a perda, ainda que temporária, da condição sanitária de animais ou seus produtos pode resultar em enorme prejuízo para o patrimônio pecuário nacional, com reflexos econômicos e sociais de grande magnitude que podem não restringir-se ao setor”.
Flábio Araújo ressalta que a estratégia principal para o produtor é o monitoramento, com diagnósticos periódicos, ação que “minimizará o risco, mas não o abolirá da propriedade. Um animal infectado, mesmo não apresentando reação intradérmica positiva, permanece contaminando os demais”, alerta o médico-veterinário. As medidas preventivas começam pelo manejo, higiene, transporte, cuidados extras com a entrada de novos
lotes no estabelecimento rural e seguir a regulamentação descrita na normativa do Plano Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). O Brasil possui o segundo maior rebanho bovino mundial, com cerca de 200 milhões de cabeças e, desde 2004, assumiu a liderança nas exportações, com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 países
O Elisa será disponibilizado em breve por meio de uma parceria com a iniciativa privada
FOTO: DALIZIA AGUIAR
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MAIS GENÉTICA
Precoce
Marcadores moleculares para carne mais macia Pesquisadores querem oferecer um conjunto de marcadores moleculares que permita ao pecuarista a seleção precoce de bovinos com as características desejadas pelo consumidor, tais como cor, suculência, valor nutricional, teor de gordura e, principalmente, maciez da carne Por Gisele Rosso
D
esde 2006, a Embrapa, universidades e instituições parceiras buscam estratégias para melhorar a qualidade da carne bovina no Brasil a partir do uso de genética. Para conhecer o potencial de um animal, os pesquisadores fizeram o que se chama de análise de associação genômica ampla, na qual é possível identificar as posições do genoma que afetam a qualidade da carne para cada característica desejada. “Quanto à maciez, por exemplo, foram avaliados 29 pares de cromossomos do boi e identificadas regiões importantes para esse atributo. Avaliamos a maciez em três momentos: logo após o abate e depois de sete e 14 dias de maturação da carne”, explica a pesquisadora Luciana Regitano, da Embrapa 036
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Pecuária Sudeste. A ideia é que com as informações coletadas e associadas a novos estudos seja possível disponibilizar um conjunto de marcadores moleculares e, assim, selecionar animais que serão usados para repro-
Os marcadores são trechos do DNA responsáveis por determinados atributos herdáveis e que diferenciam os indivíduos dução de descendentes com as características de interesse do pecuarista. Os marcadores são trechos do DNA responsáveis por determinados atributos herdáveis e
que diferenciam os indivíduos. Conhecendo-se seus efeitos sobre as características de qualidade da carne, desenvolve-se um teste de DNA que permite prever se um touro jovem tem potencial para melhorar a qualidade da carne nos seus filhos, acelerando e aumentando a eficiência do processo de seleção. Com o uso de marcadores reduz-se o tempo para se chegar a animais produtores de carne de qualidade e o custo de testar muitos touros. “No processo tradicional, por exemplo, o criador levaria tourinhos para reprodução e precisaria esperar a avaliação dos filhos para saber se eles teriam boa qualidade de carne, já que para a avaliação dessa característica é necessário abater o animal. Ou seja, a seleção
FOTO: DIVULGAÇÃO
do reprodutor é feita com base na avaliação dos descendentes. Com os marcadores, é possível saber de antemão se o touro tem potencial genético para maciez de carne, por exemplo. Dessa forma, ao invés de multiplicar uma grande variedade de touros de potencial desconhecido, intensifica-se o uso dos mais promissores”, ressalta Luciana Regitano. No Brasil, atualmente, o melhoramento é voltado para o crescimento e eficiência reprodutiva dos animais. De acordo com o superintendente técnico, Luiz Antonio Josahkian, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), até agora, deu-se pouca atenção aos aspectos qualitativos. Segundo ele, primeiro foi preciso produzir carne em quantidade. “A qualidade é a próxima fronteira do conhecimento que precisamos avançar. Mas o processo seguiu uma cronologia correta”, conta Josahkian. Para o técnico, o Brasil produz carne de forma distinta do hemisfério Norte. São produtos diferentes para mercados diversos. “Temos que melhorar a qualidade, mas preservar as características tropicais da carne. Precisamos alcançar a mesma maciez e suculência do hemisfério Norte, mas manter as características saudáveis da carne tropical, com menos gordura. E acredito que a genômica tem a resposta para isso”, destaca Josahkian.
As pesquisas com os marcadores são realidade e vão colaborar para potencializar ainda mais a produção de carne brasileira no mercado mundial
A tecnologia, quando disponível, além de contribuir para produção de carne de mais qualidade poderá potencializar a posição brasileira no mercado mundial. Ela poderá ser usada, principalmente, por centrais de inseminação, mas também na produção de reprodutores em geral, como em monta natural. No entanto, neste caso, o custo -benefício seria menor. O maior rebanho comercial do mundo O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de carne bovina. O plantel nacional está estimado em mais de 200 milhões de bovinos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior rebanho comercial do mundo. Cerca de 80% do plantel brasileiro é formado por animais zebuínos (Bos indi-
cus). Dentre eles, 90% são da raça Nelore ou “anelorados”. Em 2013, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), as exportações de carne bovina alcançaram US$ 6,6 bilhões. Parte desse sucesso devese a pesquisas para o aumento da produtividade pecuária, a diminuição do tempo de abate e o desenvolvimento de tecnologias que promoveram a sustentabilidade do setor produtivo. Apesar disso, o Brasil precisa de uma produção expressiva de carne com mais qualidade. O melhoramento genético, aliado à biologia molecular, pode contribuir para acelerar o processo e atender as expectativas dos consumidores de se obter carne mais macia. Com o objetivo de elevar a qualidade da carne bovina brasileira e torna -la competitiva, formou-se em 2007 a Rede Bifequali, um tra-
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MAIS GENÉTICA
Precoce
FOTO: REVISTA NELORE
Luiz Antônio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ
balho nacional de pesquisa no âmbito do Macroprograma 1 da Embrapa, o qual engloba projetos voltados a trabalhar grandes desafios nacionais. Essa rede avaliou 800 novilhos da raça Nelore desde o nascimento até o abate. Durante cinco anos, de acordo com a pesquisadora Luciana Regitano, foram analisadas 770 mil variações do genoma dos animais e investigados os genes relacionados à produção de carne de qualidade e de eficiência alimentar. A complexidade para obter maciez Para cada característica, o número de marcadores moleculares é diferente. No caso da maciez, os pesquisadores foram surpreendidos. A variação genética para essa característica está distribuída em todo o genoma no Nelore. “A literatura relata dois ou três genes que são realmente 038
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importantes para a maciez em gado europeu. O que encontramos, no gado zebu, foram muitos marcadores contribuindo pouco individualmente para a maciez”, conta a pesquisadora Luciana. Com esse resultado, segundo ela, seria necessário colocar à disposição do produtor um kit de marcadores que contemplasse, praticamente, todo o genoma. “Cerca de 100 mil marcadores”, acredita Luciana. Já para outras características, como eficiência alimentar, o estudo encontrou regiões importantes individualmente. Neste caso, um kit com cerca de 300 marcadores, que contemplasse 10 ou 15 regiões do genoma, seria suficiente. Os próximos passos da pesquisa Como resultado do projeto Bifequali, pesquisadores tem à disposição um banco de informações complexo e rico para
projetos futuros que podem levar à mesa do consumidor uma carne macia e suculenta. Estatisticamente, o número de animais avaliados na pesquisa ainda é insuficiente para uma estimativa realista do efeito de cada marcador molecular. Mas, segundo Luciana, as informações já obtidas, em conjunto com outras pesquisas em andamento na Embrapa, vão gerar dados para o desenvolvimento de um produto adequado para o melhoramento animal. Além disso, a equipe continua investigando, com recursos da Fapesp, os mecanismos biológicos e genes envolvidos na variação da maciez, composição da gordura e conteúdo de minerais da carne, buscando alternativas para aplicação desse conhecimento na produção de carne de melhor qualidade. Também está sendo estudado o desenvolvimento de um chip, com custo viável, de marcadores importantes para cada característica de interesse para o melhoramento do Nelore. Conforme a pesquisadora, o chip pode envolver uma série de características. “Todas as características que são herdáveis podem ser inseridas nesse kit para ser usado em melhoramento”, conta. O primeiro passo para alcançar uma carne com mais qualidade já foi dado. As pesquisas com os marcadores são realidade e vão colaborar para potencializar ainda mais a produção de carne brasileira no mercado mundial
Nova expectativa para exportação de embriões
A
exportação de embriões é um assunto frequentemente comentado por criadores, empresas e órgãos do setor, devido à alta demanda do exterior pela genética bovina brasileira. Em agosto do ano passado, durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Transferência de Embriões (SBTE), representantes da entidade, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões (IETS) e da World Organisation for
Animal Health (OIE) se comprometeram a contribuir ativamente para a viabilização do processo. No início de janeiro de 2015, aconteceu a Conferência Anual da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões (IETS), onde o tema foi novamente abordado. Agora com apoio também da IETS, instituiu-se um comitê, o Health and Safety Advisory Committee (HASAC), que tem o objetivo de desenvolver e legalizar o protocolo para a exportação de embriões produzidos in vitro. Dentre os participantes do
HASAC está a In Vitro Brasil, que contribuirá com a estruturação das normas, escritura do novo manual da IETS e pesquisas no que diz respeito à sanidade dos embriões. A legalização do mercado internacional de embriões produzidos in vitro abrirá um novo e benéfico cenário para criadores, empresas e governos em todo o mundo, possibilitará levar genética de ponta, especialmente do Brasil, para inúmeros países e, a longo prazo, possibilitará a formação de, cada vez mais, rebanhos especializados em todo o mundo
Grupo CRV tem excelentes resultados em 2013-2014
O
grupo CRV encerrou o exercício de 2013-2014 com um resultado líquido de 6,7 milhões de euros, valor obtido antes da distribuição de lucros aos acionistas. O resultado foi conquistado graças à expansão das vendas, aliada a uma gestão mais eficiente. O crescimento das vendas e dos lucros veio em um ano em que o grupo CRV reforçou seu posicionamento na gestão do rebanho. As vendas cresceram, em parte, como resultado de uma grande oferta de touros e, em outra parte, devido a um aumento
da demanda por produtos de gestão. O desenvolvimento contínuo e a inovação da CRV também no campo da genômica claramente colaboraram para este resultado. Produtos e serviços foram melhorados como parte do gerenciamento do rebanho e diversas inovações foram introduzidas, incluindo novas soluções de fertilidade que são amplamente utilizadas no mercado. Medidas de eficiência – Apoiado por um amplo portfólio de produtos e excelente desempenho da CRV em programas de melhoramento genético, todas as
unidades de negócios do grupo CRV obtiveram melhoria em seus resultados financeiros. Na maioria dos países, as condições de mercado mostraram-se favoráveis, com elevada remuneração para commodities de produtos lácteos e produtos de carne bovina. No entanto, mesmo em mercados onde as condições foram menos favoráveis, o modelo de negócios do grupo CRV foi robusto o suficiente para apresentar melhorias financeiras. A CRV irá desenvolver ainda mais seu portfólio para o gerenciamento de rebanho e reforçar a sua posição de liderança neste campo em 2015 Março, 2015
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CARNE NOSSA
Exportações
Exportações de carne faturam US$ 426 milhões em janeiro Abertura de novos mercados deve impulsionar as negociações em 2015 e manter projeções do setor
A
indústria de carne bovina brasileira registrou um faturamento de US$ 426 milhões, com o embarque de mais de 96 mil toneladas no primeiro mês de 2015. Em comparação com o mesmo período de 2014, houve uma retração de 23% em faturamento – US$ 555 milhões no ano passado - e 26% em volume (130 mil toneladas). “A desaceleração já era espera-
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da pela conjuntura macroeconômica que a Rússia atravessa e também porque as novas cotas para o ano ainda não foram distribuídas para os importadores do país”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Hong Kong continua sendo o principal destino do produto nacional com a importação de 29 mil
toneladas e faturamento de US$ 130 milhões. Com crescimento de quase 30% em faturamento (US$ 71 milhões) e 23% em volume (20 mil toneladas), o Egito ocupou a segunda posição em janeiro. Destaque também para o mercado americano, que ocupou a quinta posição em janeiro. O crescimento em faturamento ultrapassou 127% e em volume mais de 170%. Vale lembrar que o
Brasil exporta apenas carne industrializada para os EUA e a abertura do mercado para carne in natura ainda no primeiro semestre é uma das grandes apostas do setor para ampliar exportações em 2015. “Temos indicativos de que as negociações com o mercado americano para carne in natura deverão avançar de maneira positiva e em breve. A abertura para os EUA é de fundamental importância porque possibilita também atingir outros países da Nafta, bem como Caribe e América Central”, afirma o presidente da Abiec. Outras apostas do setor para ampliar mercados em 2015 é a retomada definitiva da China – que também tem previsão para o primeiro semestre; bem como as perspectivas positivas para o anúncio do fim do embargo da
Arábia Saudita e Japão. “O cenário continua em alta para este ano. Além dos esperados anúncios de liberação de mercados, temos diversas ações para a promoção da carne brasileira pelo mundo. Iniciamos agora em fevereiro com a presença na Gulfood, em Dubai. Os países árabes formam um mercado essencial para a carne brasileira, onde somente nos últimos dez anos, mais que dobramos o faturamento com vendas para aquela região, passando de US$ 537 milhões para US$ 1,3 bilhão. E ainda temos potencial para crescer mais”, destaca Camardelli. Carne in natura - Ainda dentro dos resultados do mês de janeiro, a carne in natura foi a categoria de produtos brasileiros mais importada em todo o mundo, atingindo um faturamento de
US$ 326 milhões. Carne de frango - As exportações brasileiras totalizaram 247,4 mil toneladas de carne de frango in natura em janeiro. A média diária embarcada foi de 11,8 mil toneladas, volume 16,9% menor que a média vendida por dia no mês anterior. Em relação a igual período de 2014, também houve redução de 4,0% no volume diário embarcado. Em janeiro de 2014, o Brasil exportou 12,3 mil toneladas de carne de frango in natura por dia. O faturamento com as exportações do produto somou US$ 417,6 milhões. Na comparação com o mês anterior e com o mesmo período do ano passado este valor é 26,3% e 12,8% menor, respectivamente. O valor pago pela tonelada do produto em janeiro deste ano foi de US$ 1.687,80 Março, 2015
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CARNE NOSSA
Preços
Boi gordo e bezerro seguem firmes em 2015
O
s preços do boi gordo e dos bezerros devem continuar firmes em 2015, reflexo da redução de animais para abate e da seca de anos anteriores, além da valorização do dólar frente ao Real, que deve favorecer as exportações. Ainda que volte a chover com mais regularidade neste ano, “não há como esperar altas expressivas na oferta de animais para reposição ou prontos para abate em curto prazo”. A avaliação está no boletim “Ativos da Pecuária de Corte, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)”. Do lado da demanda, explica o boletim, apesar das projeções de baixo crescimento econômico, não há perspectivas
FOTO: REVISTA NELORE
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de redução do consumo interno e das vendas externas. “Assim, as expectativas são de continuidade de preços firmes, tanto para o boi gordo como para a reposição”, afirma a publicação. Segundo o estudo, a seca observada desde 2013 prejudicou não apenas o tempo de engorda dos animais, mas também a taxa de prenhez das matrizes (fêmeas), o intervalo entre partos e o desenvolvimento de bezerros e garrotes, além de, possivelmente, ter contribuído para elevar o índice de mortalidade dos animais. Todos estes fatores influenciaram na restrição dos índices de abate. Um dos desafios para os pecuaristas é conseguir cobrir os custos totais de produção, que subiu expressivamente em 2014, por
conta da valorização dos bezerros. Os animais de reposição responderam por 50% dos custos totais de produção da pecuária de corte em 2014, 10 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. Este índice é reflexo da forte alta dos preços dos animais de reposição, que chegou a 35%. De acordo com o estudo, o Custo Operacional Efetivo (COE), que engloba as despesas diárias na propriedade, e o Custo Operacional Total (COT), que envolve o COE, a depreciação de patrimônio e o pró labore, fecharam 2014 com altas de 23,72% e 19,99%, respectivamente, variações de mais de 10 pontos percentuais na comparação com 2013. Estas altas foram as terceiras maiores já registradas pelo boletim CNA/Cepea
PANORAMA
Exterior
Exportações do agronegócio em janeiro Café, açúcar e fumo superaram as dificuldades existentes no mercado internacional e lideraram as exportações brasileiras do agronegócio no mês passado
É
o que revelam os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No entanto, em comparação com janeiro de 2014, a balança comercial do mês apresentou quedas em diversas transações. As exportações recuaram 14,5%, as importações 16% e a corrente de comércio (exportações mais importações), 15,3%. Assim, a balança comercial brasileira fechou em janeiro de 2015 com um déficit de US$ 3,17 bilhões. Ao analisar o desempenho da pauta exportadora como um todo, percebe-se que poucos setores apresentaram desempenho positivo, em comparação com janeiro do ano passado. Mesmo enfrentando cenário econômico incerto, alguns setores do agronegócio conseguiram performance positiva nas vendas externas no mês passado. 044
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Café liderou – O destaque do mês de janeiro, no segmento do agronegócio, ficou por conta da cafeicultura: apresentou crescimento de 58,2% em valor, comparado com igual período de 2014. Fator decisivo para essa alta foi a expectativa criada com uma possível queda
Os preços não apresentaram variação relevante, mas as quantidades tiveram quedas expressivas na safra do grão, em virtude dos problemas climáticos enfrentados pelos cafeicultores. O bom desempenho do produto, no entanto, não foi resultado apenas da elevação dos preços, mas também do aumento de 7,0% no volume exportado no mês passado. É importante lembrar que o
Brasil é o principal produtor e exportador mundial de café. Carnes – A maior receita com as exportações do agronegócio em janeiro, contudo, pertence ao setor de carnes. As vendas externas desse segmento somaram US$ 47,8 milhões, ficando em quinto lugar no quadro geral. Entretanto, o setor apresentou queda de 14,8% no valor total das exportações, quando comparado a janeiro de 2014. Os preços não apresentaram variação relevante, mas as quantidades tiveram quedas expressivas. Com redução de 8,6% no valor exportado, em relação a janeiro do ano passado, a carne de frango somou US$ 418 milhões em vendas e foi a principal responsável pela queda no desempenho geral do setor. As exportações de carne bovina e de carne suína também caíram, para US$ 326 milhões e US$ 65 milhões, respectivamente.
Açúcar – O segmento açúcar, em sétimo lugar nas vendas externas em geral, apresentou crescimento modesto (2,6%). O açúcar refinado foi o principal produto do agronegócio em termos de valor exportado, US$ 615 milhões. Mas apresen-
tou queda de 12,8%, quando comparado com o desempenho de janeiro do ano passado. Enquanto as exportações físicas de açúcar refinado praticamente dobraram, houve redução superior a 15% nos preços. Outro destaque da pauta de
exportações do país em janeiro foi o segmento fumo e sucedâneos: crescimento de aproximadamente 29% no período, puxado pelo aumento das vendas de fumo em folha que alcançaram US$ 132 milhões em 2015
Cresce número de exportadores em 2014
E
m 2014, o número de exportadores brasileiros cresceu pelo segundo ano consecutivo. De janeiro a dezembro do ano passado, 19.250 empresas brasileiras realizaram vendas ao exterior. Foram 441 a mais que em 2013 (18.809), um crescimento de 2,3%. O valor total exportado pelo Brasil em 2014 chegou a US$ 225,101 bilhões (média diária de US$ 889,7 milhões). Pela média, houve redução de 7% sobre as exportações de 2013 que totalizaram US$ 242,034 bilhões (média de US$ 956,7 milhões). As importações, no período, foram de US$ 229,031 bilhões (média de US$ 905,3 milhões), o que representa uma queda de 4,4% em relação à média diária do mesmo período anterior, quando as compras externas foram de US$ 239,650 bilhões (média de US$ 947,2 milhões). A corrente de comércio,
soma de importações e exportações, foi de US$ 454,132 bilhões no ano (média de US$ 1,795 bilhão), com diminuição de 5,7% em relação à média de 2013 (US$ 1,903 bilhão). O saldo comercial em 2014 ficou negativo em US$ 3,93 bilhões. Na entrevista coletiva para comentar os dados de 2014, o secretário de Comércio Exterior Daniel Godinho explicou que o déficit da balança
19.250 empresas brasileiras realizaram vendas ao exterior. Foram 441 a mais que em 2013 (18.809) comercial representa 1,7% do total exportado no período. Godinho atribuiu o resultado negativo a três fatores principais: à queda no preço das commodities, ao cenário inter-
nacional desfavorável – com destaque para a recessão econômica argentina – e ao déficit na conta petróleo. Com a queda no preço das commodities em 2014, as exportações brasileiras deixaram de arrecadar US$ 12,9 bilhões a preços de 2013. “Chamo atenção que, apenas em relação ao minério de ferro, houve uma perda de US$ 8 bilhões em função da queda de preço”, disse. Em 2014, a queda do preço médio do minério de ferro foi de 47%, atingindo o menor nível desde 2009. As causas, segundo Godinho, foram o aumento da produção mundial e da demanda menos aquecida globalmente, principalmente da China. “Apesar do aumento de 15 milhões de toneladas na quantidade exportada, a queda de preço fez com que tivéssemos uma receita 20% inferior em relação à exportação deste produto”, detalhou
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PANORAMA
Produção
Indústria e agropecuária aceleram ritmo de demissões
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boletim Mercado de Trabalho do Ceper/ Fundace aponta a desaceleração na criação de vagas no cenário nacional e a retração do mercado de trabalho no estado de São Paulo e em algumas de suas principais cidades e regiões. O estudo foi elaborado com base em dados até novembro de 2014, disponibilizados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. O boletim, desenvolvido por economistas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP e pesquisadores da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), mostra
que o setor do comércio segue gerando vagas, embora em menor intensidade. Além de dados nacionais e estaduais, estudo mostrou o mercado de trabalho em Ribeirão Preto e região, Franca, Campinas e São José do Rio Preto. No Brasil o setor de serviços foi o único que aumentou o volume de contratações nos últimos 12 meses (de dezembro de 2013 a novembro de 2014) em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. Setores como industrial, de construção civil e agropecuário fecharam mais vagas do que abriram. No total, o saldo no período foi positivo com 258 mil vagas criadas. O resultado, entretanto, significa 424 mil vagas a menos do que o gerado no período anterior.
No estado de São Paulo, a redução do saldo total de contratações dos últimos 12 meses foi de 99,51%. Foram criados 164.731 postos de trabalho até novembro de 2014 frente às 805 vagas abertas de dezembro de 2012 até novembro de 2013. Na indústria os paulistas perderam nada menos que 113 mil vagas. Analisando a Região Administrativa de Ribeirão Preto o boletim aponta que as contratações na construção civil, comércio e ser viços foram menores que nos 12 meses anteriores e não foram capazes de anular o saldo negativo de quase 10 mil demissões na indústria e 2,4 mil demissões no setor agrícola no período. Com isso, a região perdeu 8,2 mil vagas de trabalho em 12 meses
Em seis meses contratados R$ 85,2 bilhões em crédito rural
O
s recursos aplicados no crédito rural do País para agricultura empresarial em custeio, investimento e comercialização, atingiram R$ 85,2 bilhões, de julho a dezembro de 2014, o que corresponde a 55% do total
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programado para o ano safra 2014/2015, de R$ 156,139 bilhões. O valor consta no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) anunciado em maio do ano passado pelo governo federal. O resultado representa um crescimento de 13% em
As contratações para o médio produtor, no âmbito do Pronamp, alcançaram R$ 7,2 bilhões em recursos para custeio
relação a igual período de 2013, quando foram aplicados R$ 76 bilhões. Somente para custeio e comercialização foi programado para a safra 2014/2015 o valor de R$ 111,9 bilhões, dos quais R$ 61,5 bilhões (55%) foram aplicados no período. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões reservados, foram aplicados R$ 23,7 bilhões, o que corresponde a 54% do total. As contratações para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), alcançaram R$ 7,2 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou quase R$ 3 bilhões. O Pronamp, ao todo, conta com R$ 16,105 bilhões para a safra atual. Entre os programas na modalidade investimentos, os financiamentos realizados no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizaram R$ 7,2 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas, superando em 31% o montante programado pelo PAP 2014/2015, R$ 5,5 bilhões. A partir deste mês a aquisição de tratores, implementos associados e colheitadeiras passou a ser financiada basicamente pelo programa Moderfrota, reativado neste Plano Safra, e com condições de financiamento mais atrativas neste primeiro semestre de 2015. Estão programados R$ 3,7 bilhões para esse programa. O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) totalizou R$ 2,2 bilhões em operações do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A esse total somam-se mais R$ 327 milhões aplicados no âmbito do PSI – Cerealistas. Já o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 1,8 bilhão
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MERCADO
Leilões
Bom ano para animais de pista Bovinos hoje com perfil mais funcional devem colher os frutos da alta dos animais de campo registrada no ano passado
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om a realização da Expoinel MG, de 1º a 8 de fevereiro em Uberaba (MG), aconteceram os primeiros leilões de animais cuja seleção básica se dá a partir das pistas. As vendas mostraram liquidez e sinalizaram uma tendência de valorização, repassando a alta da arroba do boi gordo verificada em 2014, também responsável por conferir uma elevação de até 20% nos preços praticados nos animais de produção. A análise é do leiloeiro rural Nilson Francisco Genovesi, bastante atuante no segmento de animais de seleção. Para ele a valorização observada nos animais Nelore nos últimos 15 anos deve se manter em 2015, mas basicamente pelo reflexo da alta dos animais de produção, no ano passado. “O que assistimos ao longo de muitos anos é que toda vez que ocorre uma alta de preços na base da pirâmide, ela acaba refletindo na pecuária seletiva. Por isso espero um ano bastante vigoroso, em que pese algumas
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liquidações de plantéis já programadas”, justifica. Para ele, essas promoções acabam oxigenando o mercado e trazendo grandes oportunidades para trabalhar com animais reserva de plantel. Nilson também atentou para o fato de que as reses de R$ 1 milhão serão cada vez mais raras, porém as na faixa de R$ 100 mil – destaques em campanhas de pista e no ranking ACNB – mais frequentes. Quanto ao cenário mais estagnado da economia nacional, ele entende que a pecuária de corte continuará vivendo um bom momento e passará à parte. Outro destaque do leiloeiro é para a aproximação do modelo animal dos bovinos de pista com o produtivo. “Nesta Expoinel MG vimos juízes valorizando funcionalidade, conformação frigorífica, frame moderado e outras características notoriamente mais próximas dos animais de campo. Tivemos por volta de 20 reprodutores diferentes respondendo pelos campeões e reservados da mostra, o que dá
FOTO: REVISTA NELORE
Nilson Francisco Genovesi, leiloeiro rural
grande refresco de sangue e abre caminhos para novos negócios”. Quanto às vendas envolvendo prenhezes, Nilson vê certa acomodação natural dos preços, mas valorização nos acasalamentos que trazem genética já testada. “Os selecionadores que dispuserem este perfil de embrião sairão na frente, embora este também seja um mercado dinâmico, onde novas campanhas de pista podem interferir”, conclui
Vendas pelo Brasil t -&*-°0 '";&/%" /07" 53*/%"%& & $0/7*%"%04 %"5" & -0$"- 7 de fevereiro, em Uberaba (MG) 130.0503 Paulo Trindade Paulo Trindade JĂşnior 0'&35" fĂŞmeas e prenhezes 3&/%" R$ 728,5 mil .²%*" (&3"- R$ 40,9 mil ."*03 $05"¹°0 R$ 67,2 mil por 50% de uma fĂŞmea 03("/*;"¹°0 1SPHSBNB -FJMĂœFT 1"(".&/50 24 parcelas -FJMPFJSP +PĂ?P "OUĂ™OJP (BCSJFM t Â? -&*-°0 7*356"- &9$-64*7& %"5" 7 de fevereiro 130.0503 1FESP 7FOÉODJP F 3JDBSEP 7JDJOUJO 0'&35" BOJNBJT EF FMJUF F EF QSPEVĂŽĂ?P 3&/%" 3 NJMIĂ?P .²%*" 'Âł.&" R$ 6,5 mil .²%*" 13&/)&; R$ 35,6 mil .²%*" 3&130%6503 R$ 4,2 mil ."*03 $05"¹°0 R$ 50,4 mil An_CV_Revista_Nelore_Fev2015.pdf 1 26/01/15 por 75% de uma fĂŞmea
03("/*;"¹°0 1SPHSBNB -FJMĂœFT 1"(".&/50 24 parcelas -&*-0&*30 /JMTPO 'SBODJTDP (FOPWFTJ t Â? -&*-°0 .*/"4 %& 0630 %"5" & -0$"- 6 de fevereiro, em Uberaba (MG) 130.0503 'B[FOEB #BMVBSUF /FMPSF *OUFHSBM .BGSB "HSPQFDVĂˆSJB /FMPSF $PMPSBEP F 'B[FOEB EP 4BCJĂˆ 0'&35" fĂŞmeas e prenhezes 3&/%" R$ 906,8 mil .²%*" (&3"- R$ 41,8 mil .²%*" 'Âł.&" R$ 69,9 mil .²%*" 13&/)&; R$ 36,1 mil ."*03 $05"¹°0 R$ 99,2 mil QPS EF VNB NBUSJ[ 03("/*;"¹°0 1SPHSBNB -FJMĂœFT 1"(".&/50 24 parcelas -&*-0&*30 +PĂ?P "OUĂ™OJP (BCSJFM t Â? -&*-°0 7*356"- &"0 &910*/&- .*/"4 %"5" 5 de fevereiro 10:04 130.0503 .BVSĂ“DJP 0EFCSFDIU
0'&35" SFQSPEVUPSFT fĂŞmeas e prenhezes 3&/%" R$ 863 mil .²%*" (&3"- R$ 24,7 mil .²%*" 'Âł.&" R$ 24,2 mil .²%*" 13&/)&; R$ 31,7 mil .²%*" 3&130%6503 R$13,2 mil ."*03 $05"¹°0 R$ 100,8 mil por 50% de uma fĂŞmea 03("/*;"¹°0 1SPHSBNB -FJMĂœFT 1"(".&/50 24 parcelas -&*-0&*30 +PĂ?P "OUĂ™OJP (BCSJFM F /JMTPO 'SBODJTDP (FOPWFTJ t -&*-°0 7*356"- /&-03& 1"6 % "3$0 %"5" 16 de dezembro 130.0503 $MFOPO EF #BSSPT -PZPMB 'JMIP 0'&35" SFQSPEVUPSFT F GĂ?NFBT 3&/%" R$ 380,2 mil .²%*" (&3"- R$ 7,4 mil .²%*" 'Âł.&" R$ 7,3 mil .Ă?EJB SFQSPEVUPS 3 NJM 03("/*;"¹°0 1SPHSBNB -FJMĂœFT 1"(".&/50 24 parcelas -&*-0&*30 +PĂ?P "OUĂ™OJP (BCSJFM
Fevereiro, 2015
047
MELHORE
Inseminação Artificial
Cursos de IA tornando a pecuária mais rentável Muitos pecuaristas e criadores têm investido em tecnologias como melhoramento genético para aumentar seu rebanho
D
e acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima-se que, nos próximos 10 anos, o Brasil amplie sua produção de grãos e de carnes em mais de 30%. Em 2010, o País produziu 24,5 bilh es de toneladas de carne bovina, suína e de aves. Para atender toda esta demanda, muitos pecuaristas e criadores têm investido em tecnologias como melhoramento genético para aumentar seu rebanho, sua rentabilidade e oferecer um melhor produto. Uma das alternativas com resultados comprovados é a inseminação artificial. Diante deste cenário, a Alta Genetics promove desde 2006, cursos de inseminação artificial em vários estados brasileiros como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Além de aperfeiçoar uem á e erce o ofício, gera uma oportunidade para quem quer se especializar na profissão. E foi o que aconteceu com Milton Xavier de Carvalho,de Tr s Coraç es (MG), ue ap s realizar o curso começou a trabalhar na área. “Depois que me formei na Alta, trabalho em fazendas da região prati050
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cando a inseminação. Hoje consigo ter uma renda fi a. Para mim, o método de ensino deles é muito prático e fácil. Os instrutores são muito dedicados e sanam todas as dúvidas. Aprovo e recomendo!”. Em alguns estados, esta profissão está escassa e em outras, são realizadas por outros profissionais que fazem a inseminação e cuidam ao mesmo tempo de outras atividades na fazenda. Há estado ue paga de dois a tr s salários mínimos, outros chegam a oferecer até R$ 1,5 mil/mês além de pr mios por índice de prenhez ou contratam o profissional por período (estação de monta). A Alta é a única empresa no segmento que promove cursos de inseminação artificial em todo território nacional com 20 centros de treinamento. O conteúdo completo das aulas capacita o participante a realizar a inseminação artificial de maneira profissional. A programação inclui: anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor da f mea bovina; passo a passo da inseminação artificial; observação de cio em gado de leite e corte; manejo do botijão de sêmen; montagem
do aplicador; descongelamento do sêmen, passagem do aplicador pela cérvix; visualização em DVD do processo de coleta e industrialização de sêmen; dentre outros. Mais informações, acesse o site da www.altagenetics.com.br Confira abaixo as datas e locais do curso no mês de março: • Cachoeira Paulista (SP) 2 a 5 de março
Local: Rodovia Presidente Dutra, km 41 Contato: Diego (12) 8102-1009 • Uberaba (MG) 9 a 13 de março Local: Avenida Tutunas, 720 Contato: Clarissa (34) 3318-7771 • Patos de Minas (MG) 24 a 27 de março Local: Rua Ma or Gote, 1799, Centro Contato: S rgio e Eug nio (34) 3821-0779 • Perd es (MG) 13 a 15 de março Local: Central Embr o Contato: Vitor Fernandes
(35)9928-2838 • Tr s Coraç es (MG) 26 a 29 de março Local: Rod. Fernão Dias, km 747 Contato: Camilo (35) 9989 5935 • Feira de Santana (BA) 10 a 13 de março Local: Pedra Ferrada ( ona Rural) Contato: Ionice (75) 3211-3000 • Goi nia (GO) 24 a 27 de março Local: Escola de Veterinária e Zootecnia Contato: Elton (62)3521-1594 • Cascavel (PR) 12 a 14 de março
Local: Rodovia Fernão Dias, km 747 Contato: Gisela (45) 3037-2683 • Presidente Castelo Branco (PR) 17 a 20 de março Local: Rodovia do Café, BR 376, km 146 Contato: Nayara (44) 3250.1114 • Prudent polis (PR) 17 a 20 de março Local: Sindicato Patronal Rural de prudent polis Contato: Itamar (42)8404 0533 • Natal (RN) 25 a 3 de março Local: Rodovia RN 317, km 5 Contato: Jorge Motta (84) 3207-7303
Outras Oportunidades • Treinamento sobre mane o, gestão integrada e destinação de resíduos s lidos Fundação de Estudos Agrários Luiz de ueiroz Curso/Treinamento 07 a 21/03, em Piracicaba (SP) www.feal .org.br Tel.: 19 3417.6604 E-mail: cdt feal .org.br • Curso de Avaliação e Tipificação de Carcaças de Bovinos CPT Cursos Presenciais Curso/Treinamento 08 a 10/03/2015, em Viçoca (MG) www.cptcursospresenciais.com.br Tel.: 31 3899.8300 E-mail: publicidade cursospresenciais.com.br • Curso de Inseminação Artificial CRV Lagoa Curso/Treinamento 09 a 13/03/2015, em Sertãozinho (SP) www.crvlagoa.com.br/cursos.asp id 1 Tel.: 16 2105.2299 – E-mail: ensinoavancado crvlagoa.com.br • 19 Curso Novos Enfo ues na Produção e Reprodução de Bovinos Conapec Jr. (Consultoria Agropecuária Júnior)
Curso/Treinamento 19 a 20/03/2015, em Uberl ndia (MG) www.conapec r.com.br/inde .php Tel.: 14 3880.2939 – E-mail: conapec r conapec r.com.br • Curso de Escrituração oot cnica Assoc. Brasil. Dos Criadores de ebu (ABC ) Curso/Treinamento 20/03/2015, em Uberaba (MG) www.abcz.org.br Tel.: 34 3319 3900 E-mail: fernanda abcz.org.br • Curso de Inseminação Artificial CRV Lagoa Curso/Treinamento 23 a 27/03/2015, em Sertãozinho (SP) www.crvlagoa.com.br/cursos.asp id 1 Tel.: 16 2105.2299 – E-mail: ensinoavancado crvlagoa.com.br • Mane o e Alimentação de Bovinos Leiteiros Universidade do Leite Curso/Treinamento 26 a 28/03/2015, em Nossa Senhora da Gl ria (SE) www.universidadedoleite.com.br Tel.: 75 9833.2779 E-mail: tinho3000 bol.com.br
Março, 2015
051
ASSOCIATIVISMO
Serviços Veterinários
Missão veterinária brasileira à União Européia Setor da alimentação animal e MAPA avaliam resultados da missão veterinária brasileira à União Européia
O
presidente do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp), Gustavo Razzo Neto, e o consultor técnico da entidade, Cláudio Bellaver, participaram, dia 29 de janeiro, de reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em
Brasília (DF), para avaliarem os resultados da missão veterinária à União Européia e aplicação de parâmetros de qualidade das farinhas de origem animal para exportação. Desse encontro, estiveram presentes o diretor do Dipoa/ DAS, Leandro Diamantino Feijó, e dirigentes de entidades empresariais ligadas aos ramos
da alimentação animal, como a Abipecs, Abpa, Abinpet, Sindirações e Abra. Na oportunidade, Razzo Neto fez convite formal para que o MAPA participe ativamente da nova edição do Congresso e da Feira de Graxarias promovidos pelo Sincobesp entre 25 e 26 de março próximo, em Ribeirão Preto/SP
Da esquerda para a direita: Bruno Cotta - Mapa, Lilian Martini - Abinpet , Claudio Bellaver Sincobesp, Rafael Mohana - Mapa; Leandro Feijo - Mapa; Gustavo Razzo Neto – Sincobesp, Jose Edson Galvão de França – Abimpet, dirigentes da Abra Clenio e Luca, e Adriano Sales – Azumat FOTO: DIVULGAÇÃO SINCOBESP
052
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CFMV padroniza regras para emissão de documentos veterinários
O
Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) padroniza as regras para os documentos emitidos pelos estabelecimentos veterinários. Publicada em 2 de fevereiro no Diário Oficial, a Resolução 1071/2014 entra em vigor em 2 de março, quando os serviços veterinários de clínica e cirurgia contarão com regras específicas quanto à emissão de documentos, além de serem obrigados a guardá-los por no mínimo cinco anos. Segundo Benedito Fortes de Arruda, presidente do CFMV, a nova resolução orienta os médicos veterinários sobre os tipos de documentos que devem ser emitidos. “Esta norma vai permitir a padronização de documentos veterinários e garantir que o atendimento aos animais seja restrito aos procedimentos autorizados, salvo em caso eminente de morte ou incapacidade permanente do paciente”, afirma Arruda. O presidente explica também que o médico veterinário pode emitir outros documentos não listados na Resolução 1071/2014. Além disso, Arruda esclarece que os anexos propostos são apenas modelos sugeridos pelo CFMV
e que podem ser modificados, desde que observado o conteúdo mínimo contido neles. A normatização garante também que o estabelecimento veterinário providencie a guarda de documentos emitidos por cinco anos, período em que os donos podem procurar as clínicas caso precisem de cópias dos prontuários de seus animais. As cópias dos documentos também deverão ser entregues ao dono no momento da autorização de procedimentos clínicos e/ou cirúrgicos. Os documentos de autorização ou consentimento a serem emitidos para procedimentos clínicos e/ou cirúrgicos em serviços veterinários são: • Autorização para e ames ou procedimentos terapêuticos que possam oferecer riscos iminentes de reação adversa ou morte; • Autorização para internação e tratamento clínico ou cirúrgico; • Autorização para procedimentos cirúrgicos de qualquer natureza; • Autorização para procedimentos anestésicos; • Consentimento para procedimento de eutanásia
Março, 2015
085
ASSOCIATIVISMO
Comunicação e Marketing
Asbia investe em ações de comunicação e marketing
A
Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) assinou, neste mês, contrato com o Grupo Publique, agência especializada em soluções de marketing em agronegócios que passa a integrar-se ao dia a dia da entidade como prestadora de serviços de criação, gestão da comunicação, relacionamento e conexão com o mercado e avaliação dos resultados. “Este acordo de divulgação é um dos primeiros atos da nossa nova diretoria que assume a Asbia no sentido de colocá-la como referência em genética e inovação”, afirma Carlos Vivacqua Carneiro Luz, presidente da entidade. “Com a assessoria da Publique queremos promover a aproximação da Asbia às demais associações e posicioná-la como uma referência quando o assunto for inseminação artificial”, defende o diretor de Marketing da entidade, Nelson Eduardo Ziehlsdorff. Um dos pilares da parceria será promover o relacionamento constante da Asbia em vários segmentos. “Vamos colocar a associação em contato com os principais veícu-
054
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los de comunicação focados em agronegócio, importantes pecuaristas, outras entidades representativas e empresas do setor, notadamente laborató-
rios veterinários e a indústria de insumos para a pecuária em geral” explica Carlos Alberto da Silva, presidente do Grupo Publique
Carlos Vivacqua Carneiro Luz, Carlos Alberto da Silva, Sergio Saud e Nelson Eduardo Ziehlsdorff
O MELHOR DO NELORE, NA MAIS COMPLETA DO BRASIL EXPOSIÇÃO VÁLIDA PELA ETAPA DO RANKING NACIONAL E DA COPA PARANÁ/ SÃO PAULO
7 DE ABRIL
ENTRADA DOS ANIMAIS
9 DE ABRIL
DATA BASE PESAGEM
10 À 12 DE ABRIL JULGAMENTO
Valor da Argola: R$ 220,00
JURADOS Horacio Alves Ferreira Neto | Carlos Alberto Marino Filho| Antonio Carlos de Souza
Será realizado o julgamento de Matriz Modelo, Campeonato Baby e Bezerro do Futuro *Entrega: Troféu Orestes Prata Tibery Jr. Realização
Apoio
43 3026-7777
Infomações SRP: 43 3378-2000 - NEUZA setoranimal@srp.com.br
LRS: 17 3304-6999 / 14 98148-9610 lrseventos@hotmail.com
*Criador que fizer maior somatória de pontos de Melhor Expositor, Melhor Criador e Matriz Modelo da Exposição
11 3293-8900.
EMPRESAS E PRODUTOS
Aniversário
Real H completa três décadas Presente cotidianamente no cocho de aproximadamente 15 milhões de cabeças de gado no Brasil e Paraguai, os produtos da Real H são referência na nutrição e nos tratamentos preventivos e/ou curativos, com a vantagem de não deixar resíduos químicos na carne ou leite, facilitar o manejo e reduzir o estresse do rebanho
A
história da Real H começou oficialmente em 8 de fevereiro de 1985, no município de Ribas do Rio Pardo (MS), como uma loja de produtos veterinários e artigos para fazendas, típica de interior, a Veterinária Real. Dois anos depois, pela primeira vez o uso populacional da Homeopatia foi idealizado pelo prof. dr. Claudio Martins Real, médico-veterinário. Seu primeiro contato com a Homeopatia aconteceu na infância por influência do pai, Francisco Real. Claudio Real nasceu em 1926, no município de Capão do Leão, na época, 4º Distrito de Pelotas, formou-se em Medicina Veterinária na Escola de Agronomia e Medicina da UFRGS. Com 24 anos, tornou-se o professor catedrático mais novo do País. Trabalhou como professor na UFRGS até 1981, quando após aposentar-se prestou concurso 056
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FOTOS: DIVULGAÇÃO REAL H
A empresa possui mais de 80 produtos para nutrição de rebanhos
para a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul onde trabalhou até a aposentádoria compulsória. Desde então, o prof. Claudio Real se dedica a empresa Real H, junto com seus filhos. Todo traba-
lho e dedicação lhe rendeu, entre outros, o Título de “Precursor da Homeopatia Veterinária no Brasil”, conferido pela Associação Médico Veterinária Homeopática do Brasil.
Desafio Na década de 80, a família de Real inaugurou uma pequena indústria em Ribas do Rio Pardo, destinada à produção de suplementos minerais, a Fábrica de Sal Mineralizado Real. Na mesma década, o Centro Oeste brasileiro enfrentou uma grande mortandade de vacas que dizimou milhares de cabeças do rebanho bovino, causando graves prejuízos aos pecuaristas e a economia do Estado. “A Real H iniciou pesquisas com o objetivo de elucidar e acabar com a ocorrência da mortandade de animais e também obter melhores respostas zootécnicas dos rebanhos, visando aumentar a produtividade, com consequente lucratividade para os pecuaristas”, explica Mário Renck Real, médico-veterinário e diretor técnico da Real H. A ideia básica e inédita foi de, por meio da inclusão de medicamentos homeopáticos nos suplementos minerais, obter-se melhor absorção e aproveitamento dos minerais e nutrientes em geral. Desta forma, seria possível evitar a ocorrência de mortes. O experimento Com o objetivo de confirmar esta hipótese, a Real H realizou longo teste a campo, no próprio “habitat” dos animais, no município de Água Clara (MS). O experimento realizado com rigor científico durou 552 dias e envolveu 560 vacas, divididas em três lotes. Um deles, dito experimental, recebeu o suplemento mineral com
Atualmente, a empresa possui matriz em Campo Grande (MS) – destaque da foto – e filiais em Cuiabá (MT), Ji-Paraná (RO) e Betim (MG)
os medicamentos homeopáticos selecionados, enquanto que, os outros dois, considerados como lotes Controle, receberam suplementos minerais normais, sem a adição de medicamentos homeopáticos. A lotação das invernadas, o tipo das pastagens e as aguadas eram totalmente semelhantes. Ao término do experimento, a hipótese original foi confirmada. Não só as vacas do lote experimental ficaram mais pesadas que as dos dois lotes Controle, como também os bezerros produzidos por elas, (gerados, gestados e amamentados) durante o experimento, foram significativamente mais pesados que os produzidos nos lotes Controle. “Foram rompidos paradigmas não só no campo da Nutrição Animal, como também no próprio campo da Homeopatia que até então não aceitava a possibi-
lidade do tratamento coletivo de populações - nascia a Homeopatia Populacional. A inclusão de medicamentos homeopáticos nos suplementos minerais foi um fato inédito no Brasil, na América e no Mundo”, afirma o prof. dr. Claudio Martins Real. Desde 2009, produz complexos homeopáticos também para animais de companhia (cães, gatos e outros) e continua desenvolvendo pesquisas nas áreas de Nutrição e Saúde Animal. Estão disponíveis no mercado, mais de 100 produtos com a marca Real H que, em 2015 completa 30 anos de existência, “os quais deverão ser comemorados com bastante entusiasmo, mas principalmente mantendo a satisfação dos clientes com os resultados obtidos com nossos produtos; eficiência e lucratividade”, lembra o diretor comercial Marcelo Renck Real Março, 2015
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EMPRESAS E PRODUTOS
Novidades
Valtra lança enfardadora Challenger 2270
D
esenvolvida para realizar trabalhos pesados como o recolhimento da palha da cana-de-açúcar, entre outros tipos de palhas e capim, a nova enfardadora da Valtra, a Challenger 2270, apresenta desempenho inigualável, com excelente produtividade em toneladas por hora, pois em condições ideais, chega a produzir mais de 60 fardos por hora. A enfardadora será apresentada pela primeira vez no Brasil durante a Show Rural Coopavel 2015, realizada em Cascavel, no Paraná, entre 2 e 6 de fevereiro. Outros pontos fortes da máquina, segundo Marcelo Pupin, coordenador de marketing de produto da AGCO, são: a segu-
FOTO: DiVulGAçãO VAlTRA
Challenger 2270 apresenta desempenho inigualável, com excelente produtividade em toneladas por hora
rança operacional e a robustez na sua estrutura. “É um equipamento de alta durabilidade que apresenta pouco desgaste de componentes e custo baixo com manutenção. A enfardadora também oferece alta
densidade em seus fardos retangulares gigantes, devido ao seu sistema de controle e monitoramento. É a linha mais avançada, confiável e produtiva do mercado”, destaca o especialista
Praticidade e segurança no manejo reprodutivo
N
os últimos seis anos a Ourofino Saúde Animal tem se dedicado a pesquisas e desenvolvimento de soluções para técnicas reprodutivas. Para completar o portfólio da linha de Reprodução, a empresa oferece aos produtores o hormônio à base de Cipionato de Estradiol, SincroCP, com os diferenciais de maior dose de aplicação e menor concentração.
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“O SincroCP torna a linha de Reprodução da Ourofino a mais completa do mercado. Trata-se de uma solução diferenciada das demais por suas praticidade e segurança na aplicação. Com dose padrão de 1 ml por aplicação, enquanto outros produtos variam entre 0,25 ml e 0,5 ml, o SincroCP diminui a chance de erro de dosagem no manejo e, consequentemente, possibilita o
melhor resultado para o produtor”, explica o diretor de novos negócios da Ourofino, José Ricardo Maio. O produto é uma solução injetável indicada para programas reprodutivos na indução e na sincronização da ovulação. A utilização do SincroCP aumenta a taxa de animais inseminados, o que resulta em menor período de serviço e de intervalos entre partos
EMPRESAS E PRODUTOS
Novidades
Case IH espera semestre aquecido para máquinas agrícolas Segundo o executivo, a Case IH registrou vendas acima da média com 10% de incremento em relação aos primeiros dias da mesma feira em 2014. Nos últimos dez anos, a marca foi a que mais cresceu no setor: 28 vezes em tratores e oito vezes em colheitadeiras sobre a sua base anterior. O vice presidente enfatizou a linha de tratores Farmall Série A e Puma, com mais de 100cv, que permitirão a Case IH disputar pela primeira vez um segmento que representa 25% do mercado brasileiro. Para atender esse crescimento,
FOTO: DILVULGAÇÃO CASE
A
Case IH espera um primeiro semestre positivo nas vendas de tratores agrícolas e colheitadeiras de grãos, alavancado principalmente pela disponibilidade de crédito e pelas taxas atraentes do Finame-Moderfrota. Segundo Mirco Romagnoli, vice presidente da marca para a América Latina, “enquanto o mercado espera uma leve queda ao longo de 2015, a Case IH deve fechar o ano levemente melhor que 2014”. A estimativa foi apresentada durante a 27ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).
Mirco Romagnoli, vice presidente da Case IH para a América Latina
a Case IH investiu no fortalecimento da sua rede, que passou de 59 lojas em 2009, em todo o Brasil, para 120 lojas no final de 2014
Fevereiro, 2015
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Edição 1 • Fevereiro de 2015
Temporada tem seus primeiros campeões EXPOINEL MINAS 2015
GÊNOVA GIBER
GRANDE CAMPEÃ DA EXPOINEL MINAS 2015
Vitrines pelo Brasil Destaque para exposições do Paraná e São Paulo
Ranking da edição Publicada a primeira parcial da temporada 2014/2015
Palavra do presidente Desde a primeira edição do Ranking Nelore ACNB, a revistanelore vem apoiando sua entidade maior nesta iniciativa, responsável por conferir maior visibilidade ao trabalho que se faz em torno da raça. Ao longo destes anos, nossa associação vem crescendo e ampliando sua área de atuação, graças a um corpo de colaboradores profissionalizados e inúmeras outras contribuições de gabarito. Assim, ao trabalho do Ranking, agregaram-se novas iniciativas, rumo ao meio e à base da pirâmide produtiva. O Programa Nelore Natural, que a revistanelore também se orgulha de ter apoiado, desde o primeiro passo em Dia de Campo na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), é um destes exemplos. Estes são apenas exemplos do que realizaram as sucessivas diretorias ao longo da caminhada deste nosso veículo, escudeiro em apoio a esta Raça Nelore, imprescindível para o sucesso de nossa moderna pecuária. A partir da próxima edição, estamos convidando para assumir este espaço, nosso Presidente Pedro Gustavo de Britto Novis, para que possa colocar seus associados em dia com todos os valorosos passos da ACNB, no sentido de promover e solidificar cada dia mais, o importante papel desta fantástica raça. No esforço de valorizar o trabalho dos selecionadores que disputam nas pistas os campeonatos promovidos pelo Ranking, criamos um espaço diferenciado e com identidade própria. Assim, nas páginas da revistanelore – rankingnacional, o leitor irá encontrar os resultados das exposições regionais e nacionais, os resultados dos Leilões de Elite, nossas Galerias – que fazem escola em outras publicações e, diga-se de passagem, também não foram inventadas por nós – além da tabulação dos resultados dos campeonatos da ACNB. Esperamos desta forma, atender ainda melhor os neloristas nas suas necessidades. Nossos ouvidos estarão sempre abertos para as sugestões que possam somar à nossa missão de contribuir para o crescimento e solidificação deste mercado. Boa leitura a todos! Presidente Pedro Gustavo, até abril. Aos criadores, em nome de nossa equipe, muito obrigado pelo apoio. Daniel Bilk Costa
Edição 1 • Fevereiro de 2015
Temporada tem seus primeiros campeões EXPOINEL MINAS 2015
GÊNOVA GIBER
GRANDE CAMPEÃ DA EXPOINEL MINAS 2015
Vitrines pelo Brasil Destaque para exposições do Paraná e São Paulo
Ranking da edição Publicada a primeira parcial da temporada 2014/2015
NOSSA CAPA: NELORE GIBERTONI Destaque GÊNOVA GIBER GIBE 343 Basco da SM x Retza TE J.Galera Nascimento: 02/07/2013 Parceria Nelore Gibertoni e Rima Agropecuária
Diretoria ACNB (Biênio 2014/2016) Presidente: Pedro Gustavo de Britto Novis 1º Vice-Presidente: José Luiz Niemeyer dos Santos 2º Vice-Presidente: Maurício Bahia Odebrecht 3º Vice-Presidente: Frederico Henriques Lima e Silva Diretor: André Ribeiro Bartocci Diretor: Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro Diretor: Bruno Bello Vicintin Diretor: Fábio Porto Rodrigues da Cunha Diretor: Gabriel Garcia Cid Diretora: Leda Jorge de Souza Contar Diretor: Renato Diniz Barcellos Corrêa Diretor: Roberto Alves Mendes Rua Riachuelo, 231 - 1º Andar - São Paulo/SP - Brasil CEP 01007-906 - Fone: (11) 3293-8900
LEILÕES OFICIAIS NELORE: mais força para a raça e mais valor para o seu negócio.
LEILÃO VIRTUAL NELORE CAMARGO SOLO 5
LEILÃO ELO DE RAÇA 2015 04 DE MAIO - 20H - CANAL RURAL FAZENDA MATA VELHA, FAZENDA BALUARTE, CARPA SERRANA, ESTÂNCIA JM, JOSÉ CARLOS PRATA CUNHA, AGROPECUÁRIA VILA DOS PINHEIROS, HRO EMPREENDIMENTOS AGROPECUÁRIOS 81ª EXPOZEBU - UBERABA/MG (37) 2101-5566
09 DE MARÇO - 20H(MT) - CANAL RURAL GRUPO CAMARGO VIRTUAL (65) 3642-6396
LEILÃO ELITE MONTE VERDE CIDADE MARAVILHOSA - PRENHEZES NELORE 20 DE MARÇO - 20H - CANAL RURAL GRUPO MONTE VERDE MANGARATIBA/RJ (34) 3338-7004 / (21) 3736-7090
31º LEILÃO NOITE DOS CAMPEÕES
LEILÃO ELITE MONTE VERDE CIDADE MARAVILHOSA - MATRIZES NELORE 21 DE MARÇO - 20H - CANAL RURAL GRUPO MONTE VERDE MANGARATIBA/RJ (34) 3338-7004 / (21) 3736-7090
LEILÃO B&A NELORE ELITE & CONVIDADOS 24 DE MARÇO - 21H - CANAL RURAL B&A BROTHERS AGROPECUÁRIA VIRTUAL (16) 99117-0630
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&
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28 DE MARÇO - 12H - CANAL RURAL PEDRO VENÂNCIO BARBOSA - NELORE CRISTAL INHAÚMA/MG (31) 9234-4262
16º REMATE & 8º TOP BABY DA COQUEIRAL RICARDO KÜHNI & CONVIDADOS 25 DE ABRIL - 13H RICARDO FREDERICO KÜHNI FERNANDES SAIRÉ/PE (81) 9962-2000
anos
2015
06 DE MAIO - 20H - CANAL RURAL FAZENDA DO SABIÁ, FAZENDA GUADALUPE, FAZENDA TERRA BOA, EAO NELORE, IRMÃOS BARROS CORREIA E ORG. MÁRIO DE ALMEIDA FRANCO 81ª EXPOZEBU - UBERABA/MG (11) 3815-5706
13º LEILÃO NELORE MAAB 07 DE MAIO - 13H - CANAL RURAL MARCO ANTONIO ANDRADE BARBOSA 81ª EXPOZEBU - UBERABA/MG (34) 3333-7788
FAZENDA VILA REAL 23 DE MAIO - 13H - CANAL RURAL MAURÍCIO IANNI BROTAS/SP (34) 9161-0151
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NOSSA CAPA
Nelore Gibertoni
Laços que fazem campeões A estreita ligação entre duas grandes grifes do Nelore moderno é assinada por duas das famílias mais queridas da pecuária seletiva paulista
A
lém da tradição na agricultura, a família Gibertoni sempre criou bovinos. Durante muito tempo foi produtora de leite. No Nelore, entrou em 2006, mais precisamente em um 23 de julho, pela porta da frente, ou melhor, pelas mãos generosas da família Galera. Há alguns anos Dorival Gibertoni já tinha o hábito de curtir pela TV
os grandes leilões da raça, sempre em companhia dos filhos e do entusiasmado neto, Murilo. Aliás foi ele quem convidou o avô para dar uma chegadinha no Shopping J. Galera, em Pontalinda (SP). “Não fazíamos a menor ideia do que fazer. Era só mesmo para ver de perto aquela belezura”, lembra Dorival. Mas ao chegarem, logo na entrada, deram de cara com José Galera. Apresentaram-se timidamente. Falaram que estavam ali para conhecer. Estavam ansiosos para ver filhos da Itália IV e da Fadami. José não deixou por menos, convidou-os para entrar e mandou que fosse apresentado o gado.
Gênova Giber, Grande Campeã da Expoinel Minas 2015
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
Ao final do show, os Gibertoni perguntaram quanto custava uma prenhez, obviamente explicando que não possuíam qualquer instalação ou experiência; também que se o negócio fosse fechado se haveria a possibilidade de uma parceria. Helder Galera, já na cena, respondeu que não só era possível, como se, caso não ficassem satisfeitos com a transação, que o dinheiro investido seria totalmente restituído. Foi oferecido, ainda, pagamento parcelado; mas Dorival preferiu à vista e com desconto. Para ele, as coisas estavam muito seguras pois a honestidade do novo parceiro ficou estampada nas palavras e no “olhos nos olhos”. Negócio fechado! A sociedade estava selada, assim como o início de uma grande amizade. Então, como não poderia ser diferente, a satisfação não tardou a chegar. A parceria foi ampliada e os Gibertoni foram apresentados ao melhor da família nelorista. Na sequência vieram os sucessivos aconselhamentos para que criassem estrutura própria de criação, até que Helder perderia sua batalha para uma grave doença. Com o auxílio de Murilo, já estudando para se tornar um zootecnista, Dorival foi construindo um “ranchinho”, devagar puxando ali, aqui... melhorando, até chegar às atuais instalações. “Muita gente nos ajudou. Eu não entendia nada de Nelore, mas o Murilo foi se cercando de boas pessoas e conseguimos colocar nosso projeto de pé”, lembra Dorival. Claudemir Manzetti, o “Cabelo”, foi um dos grandes impulsionadores da
grife Nelore Gibertoni. Com o tempo, engrossaram o time João Marcos Cruvinel Machado Borges, da Ipê Ouro, e Jovanini Augusto Filho, da Premier. Como resultado, a família possui sociedade em animais com várias outras grifes de renome no Nelore brasileiro, entre elas Mafra, Fazenda do Sabiá e Ipê Ouro; além de um rebanho que passa de 200 fêmeas POs, muitas delas doadoras consagradas, inclusive mães de grandes campeões nacionais. Seus produtos apresentam forte demanda no mercado, prova disso é a infinidade de convites para participarem de leilões. “Quando tem qualquer evento da raça, hoje em
dia, o carro vai sempre cheio. Quem não pode ir, fica de cara feia na porteira. Para nós tem sido uma atividade rentável e de grande satisfação, pois vemos a nova geração da nossa família plenamente engajada e motivada no trabalho. O Maurílio – meu outro neto e irmão do Murilo – está estudando medicina veterinária. Então, estou feliz. Vamos crescer ainda mais”, conclui. As mãos de Helder Galera Murilo Gibertoni lembra com muito carinho e lágrimas de saudade do seu grande professor Helder Galera: – O Helder sempre foi para nós, mais que um
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NOSSA CAPA
Nelore Gibertoni
sócio ou um amigo no Nelore, foi um irmão. Aquele que sempre confiamos nas indicações, nos conselhos, nos puxões de orelha. Acho que, para mim, o momento mais marcante que tenho do Helder aconteceu no Leilão J. Galera de 2007, quando compramos nossa primeira doadora, a Kaylaza IV TE J. Galera. Ele nos deu a garantia de um negócio seguro. Mas nesse mesmo leilão teve um animal que o Helder pediu para que comprássemos 50%. Era uma novilha que ele acreditava muito no futuro dela. Era nada mais nada menos que Retza TE J. Galera. Mas como já tínhamos comprado a Kaylaza, o investimento naquele momento ficaria muito pesado para o nosso orçamento. Então resolvemos não comprar. Aquele pedido do Helder ficou na minha cabeça de forma tão marcante que, mais adiante, eu conto no que deu. Após alguns negócios, o Nelore Gibertoni já tinha algo em torno de dez animais em parceria. Todos já trazendo ótimo retorno e animo cada vez maior para novos investimentos. Mas em junho de 2009 veio a notícia mais triste que a família poderia receber: estavam sem seu guia do Nelore, seu mestre, o professor, o irmão Helder Galera. Chocados com a notícia, a vontade de mostrar para o mercado que os ensinamentos de Helder Galera valeram a pena, foi maior que o sentimento de dor. Com isso,
seu nome sempre seria eternizado em cada animal que o Nelore Gibertoni produzisse. Meses depois, na liquidação da J. Galera, vislumbraram grandes oportunidades, mas uma delas foi especial: “Retza TE J. Galera”, conta Murilo. “Quando eu a vi à venda, as palavras do Helder vieram de maneira tão forte e presente na minha cabeça, que logo implorei para o meu pai comprar. Com a Graça de Deus, conseguimos com apenas um lance e um valor bem simbólico. Senti que algo de bom aconteceria”. No pequeno projeto do Nelore Gibertoni, sempre se buscou a melhor genética, com funcionalidade, beleza racial e produtividade. Com isso, os resultados foram aparecendo, começando por Coliseu FIV Giber, o primeiro Campeão Nacional produzido pela grife. Após o Coliseu, surgiram outros animais que fizeram sucesso nas pistas de todo o País e destaques em leilões: Condessa, Califórnia, Drako, Dália, Embaixatriz, Fiorella, Gold e Gopal, por exemplo. Mas em Julho de 2013, nasceu o que Murilo avalia como “o animal perfeito”, aquele que mostraria todo o trabalho do Nelore Gibertoni para a pecuária Nacional, simplesmente Gênova Giber, uma filha do Basco de Naviraí com a Retza TE J. Galera. Gênova mostra a que vinha já no Leilão
FOTOS: REVISTA NELORE
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FOTO: ARQUIVO DE FAMÍLIA
Helder Galera e o então futuro zootecnista do Nelore Gibertoni, Murilo José Gibertoni
EAO Guadalupe 2014, quando foi adquirida pela Rima Agropecuária, em valorização próxima de 45 vezes o valor de sua mãe. E Murilo conclui: – A Gênova é a realização de um sonho, ela nos mostrou que quando nós amamos nosso trabalho, tudo é possível, todo sonho pode se concretizar. Basta lutarmos por ele e acreditar. E principal-
mente, cuidar de quem nós amamos e manter em nosso coração, pois se guardado com carinho e amor, as pessoas nunca morrem. Ficam eternizadas nos momentos mais emocionantes de nossas vidas. Hoje a Gênova está mostrando tudo isso, começou com o Grande Campeonato da Expoinel Minas 2015. Com fé, perseverança e amor o nosso sonho não vai parar por aqui.
1- Dorival, filhos e netos fazem da grife Nelore Gibertoni uma das principais entre as mais jovens da raça 2 - Alecssandro, Gisele, Antônio, Murilo, Maria José, Ana Marina, Neuclair, Edmar, Maurílio, Fernanda e a filha Ellen no colo. À frente Júlia, Letícia e Elton 3 - Maurilio, Neuclair e Murilo Gibertoni
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EXPOSIÇÕES
Expoinel Minas
Expoinel Minas 2015 abre a temporada Feira mostra aos selecionadores de Nelore os primeiros grandes campeões do ano e realiza boas vendas com grandes marcas
A
primeira exposição do calendário da raça Nelore – a Expoinel MG – contou mais uma vez com a organização da Associação Mineira dos Criadores de Nelore (AMCN) e aconteceu entre os dias 2 e 9 de fevereiro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O evento recebeu 852 animais de 96 expositores de vários estados da Federação. Além dos trabalhos de avaliação morfológica, o evento promoveu cinco leilões oficiais. Juntos geraram uma renda de R$ 4,511 milhões, sinalizando uma temporada aquecida para este tipo de mercado. Nas pistas da capital do Zebu, os campeonatos reuniram 541 fêmeas e 311 machos Nelore. José Augusto da Silva Barros, de Taguaí (SP); Daniel Botelho Ulhôa, de Brasília (DF); e Izarico Camilo Neto, de Goiânia (GO), fizeram o trio de jurados. Gênova Gibertoni sagrou-se a Grande Campeã da Expoinel Minas 2015. A rês foi exposita pela Rima Agropecuária. Bolívia FIV Amod, da Agropecuária Vila dos Pinheiros, foi sua Reservada. Entre os machos, Volverine FIV da Carpa foi Grande Campeão e Campeão Touro Sênior. Ele foi apresentado pela Agropecuária Vila dos Pinheiros. Já o título de Reservado Grande Campeão ficou com o Rima FIV Irênio 5, da Rima Agropecuária. O primeiro leilão da Expoinel Minas 2015 aconteceu no dia 5 de fevereiro. Trata-se do Virtual EAO, palco das melhores e mais atualizadas amostras de machos, fêmeas e prenhezes do Nelore de Elite, com faturamento total de R$ 863 mil. Foram negociados três machos, 21 fêmeas e dez prenhezes. Os repro-
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
Amândio Salomão, Paulo Trindade e Nelson Jorge Delgado Abdo
dutores alcançaram média de R$ 13,2 mil, enquanto que as fêmeas R$ 24,7 mil e as prenhezes R$ 31,7 mil. Na sexta-feira, 6 de fevereiro, foi a vez do Leilão Minas de Ouro. O segundo remate oficial de 2015, obteve faturamento de R$ 906,8 mil, com a comercialização de 22 lotes. Foram 18 prenhezes negociadas à base de R$ 36,1 mil cada e quatro fêmeas pela média de R$ 69,9 mil. O destaque ficou por conta da fêmea Indonézia 25 MPSI. Aos 106 meses de idade, ela teve 66% de sua propriedade arrematada por R$ 99,2 mil. No sábado, dia 7, duas promoções: o Leilão Exclusive e o Leilão Fazenda Nova Trindade e
CAMPEÕES DA EXPOINEL MINAS 2015 MELHOR EXPOSITOR: Agropecuária Vila dos Pinheiros, da Fazenda Bom Viver, em Salto (SP) 2º MELHOR EXPOSITOR: Rima Agroflorestal, da Fazenda Genipapo, em Várzea da Palma (MG) 3º MELHOR EXPOSITOR: Jatobá Agricultura e Pecuária, da Fazenda Baunilha, em Itaquiraí (MS) MELHOR CRIADOR: Rima Agroflorestal, da Fazenda Genipapo, em Várzea da Palma (MG) 2º MELHOR CRIADOR: Jatobá Agricultura e Pecuária, da Fazenda Baunilha, em Itaquiraí (MS) 3º MELHOR CRIADOR: Marcelo R. Mendonça e Irmãos/Cond., da Estância Colorado, em Sales de Oliveira (SP) FÊMEAS: GRANDE CAMPEÃ: Gênova Gibertoni, da Rima Agroflorestal RESERVADA GRANDE CAMPEÃ: Bolívia FIV Amod, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Rima FIV Glória, de Miguel Pinto de Santana Filho RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Odaira FIV Integral, da Integral Agropecuária 3ª MELHOR FÊMEA ADULTA: Maltina da Cristal, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Lawa 3 TE Porto Seguro, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Ibis da Pau D’Arco, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3ª MELHOR FÊMEA JOVEM: Grife 12 Colorado, de Marcelo R. Mendonça e Irmãos/Cond. CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Gênova Gibertoni, da Rima Agroflorestal RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Bolívia FIV Amod, da Agropecuária Vila dos Pinheiros 3º PRÊMIO NOVILHA MAIOR: Bella FIV Ciav, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Empa FIV HVP, de Francisco Jaime Nogueira Pinheiro Filho RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Ayala FIV da Lince, de César Tomé Garretti 3º PRÊMIO NOVILHA MENOR: Lucranna 1 IDM, de Milton José De Marchi CAMPEÃ BEZERRA: Fiorella FIV Carthago, da Agrobilara Com. e Participações RESERVADA CAMPEÃ BEZERRA: Thalia FIV HRO, da HRO Empreendimentos e Agropecuária 3º PRÊMIO BEZERRA: Ariel 1 TE Guadalupe, de Pedro Gustavo de Britto Novis MACHOS: GRANDE CAMPEÃO: Volverine FIV Carpa, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO GRANDE CAMPEÃO: Rima FIV Irênio 5, da Rima Agroflorestal CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Volverine FIV Carpa, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Ganhoso FIV EAO, da EAO Empreend. Agropecuária e Obras 3º MELHOR TOURO SÊNIOR: Jensen IDM, de Milton José De Marchi CAMPEÃO TOURO JOVEM: Landau da Di Gênio, de João Carlos Di Gênio RESERVADO CAMPEÃO TOURO JOVEM: Laghu 2 TE Porto Seguro, da Agropecuária Vila dos Pinheiros 3º PRÊMIO TOURO JOVEM: Foles FIV CBN, de Maria Fernanda Chimentão Saraiva CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Rima FIV Irênio 5, da Rima Agroflorestal RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Objuan FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária 3º PRÊMIO JÚNIOR MAIOR: Tanki Colorado, de Marcelo R. Mendonça e Irmãos/Cond. CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Talento FIV do Bony, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Rima FIV Jaime, da Rima Agroflorestal 3º PRÊMIO JÚNIOR MENOR: Selenium do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. CAMPEÃO BEZERRO: Sikandra FIV Ipê Ouro, de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges RESERVADO CAMPEÃO BEZERRO: Rima FIV Iate, da Rima Agroflorestal 3º PRÊMIO BEZERRO: Hareshi FIV RJ da Ana, de Limírio Antônio da Costa Filho
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EXPO NELORE MS
Leilões
Convidados. Com o maior faturamento da Expoinel Minas 2015, o primeiro ofereceu 111 lotes na tarde de sábado, totalizando R$ 1,046 milhão em vendas – média de R$ 9,5 mil, entre fêmeas e prenhezes. Já o leilão Fazenda Nova Trindade arrecadou R$ 728,6 mil, com a oferta de 18 lotes, na noite de sábado. E para fechar os remates da Expoinel MG, no domingo, dia 8 de fevereiro, aconteceu o Leilão Matrizes Nelore Integral & Ourofino, com 124 lotes entre fêmeas e prenhezes. A renda ficou em R$ 966,1 mil, com média geral de R$ 7,8 mil. O lote mais valorizado negociou a fêmea Oclusa FIV Integral, arrematada por R$ 91,2 mil. Todos os leilões da Expoinel Minas 2015 foram oficializados pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
Bruno Vicentin, Pedro Venâncio e Fabiano José da Silva
Nelore Minas premia os melhores do Ranking Mineiro A Associação Mineira dos Criadores de Nelore (AMCN) realizou, na noite de 6 de fevereiro, a entrega de troféus para os melhores classificados do Ranking Regional Mineiro. O certame contabiliza as pontuações dos participantes por meio da avaliação de animais e criatórios nas exposições agropecuárias oficializadas pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), em todo o Estado de Minas Gerais. Para esta etapa de 2013/2014 foram destacados os três primeiros lugares das categorias de fêmea jovem, macho jovem, fêmea adulta, matriz, melhor novo expositor, melhor novo criador, melhor expositor e melhor criador, da raça Nelore. Durante a entrega estiveram presentes os principais criadores e expositores do Nelore de Elite, além do gestor executivo da Nelore Minas, Loy Rocha, e seu presidente, Renato Diniz Barcellos Corrêa. A premiação aconteceu no Tatersal Rubico Carvalho, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). Os primeiros troféus da noite foram entregues para Maurício Bahia Odebrecht, da EAO, que recebeu o 1° lugar da categoria Fêmea Jovem, com a Habelha FIV da EAO, e o 1º lugar da categoria Matriz, com a Hamina FIV da MV. Já o criador Paulo Afonso Frias Trindade Júnior, da Fazenda Nova Trindade, recebeu o troféu de 2º Melhor Criador do Ranking Mineiro. O presidente da ACNB, Pedro Gustavo Novis, da Fazenda Guadalupe, recebeu o troféu pelo 2º lugar na categoria Matriz, pelo desempenho de ESPN Colmeia. Como 3º lugar de Macho Jovem, 1º como Melhor Novo Expositor, 1º lugar como Melhor Novo Criador e 3° Melhor Expositor do Ranking Mineiro, subiu ao palco Joaquim Corrêa, representante de Rogério Antônio Ferreira dos Santos, da Nelore Vanguard. Já Gustavo Barros, representando Bruno e Márcio Melo de Lima, da Fazenda Araras, recebeu as premiações pelo 2º lugar da Fêmea Jovem, com Dádiva FIV Araras, 2º lugar do Macho Jovem, com Fastuoso FIV Araras, 1º lugar do Macho Jovem, com Orfeu FIV Araras, pela categoria de 2º Expositor do Ranking Mineiro e 3º Melhor Criador do Ranking Mineiro. O criador Pedro Venâncio Barbosa, da Cristal Agropecuária, recebeu do presidente da AMCN, Renato Barcellos, prêmio pelo 3º lugar pela Fêmea Jovem, com Noviça da Cristal, 1º lugar da Fêmea Adulta, com Maharashta da Cristal, 3ª Matriz, com Gavina 2 Cristal, 1º lugar como Melhor Criador e Melhor Expositor do Ranking Mineiro. Levou também os troféus Jonas Barcellos Corrêa Filho, Alberto Laborne Valle Mendes e José Espir “Pirro” Andrade Bichuette. O ano calendário do próximo Ranking Mineiro (2014/2015) começou em outubro do ano passado e se encerrará em setembro deste ano. 070
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VITRINES
Exposições pelo Brasil 32ª FAPIG - 2014 - GUARARAPES (SP)
DATA: 3 a 16 de novembro de 2014 QUANTIDADE DE ANIMAIS: 106 QUANTIDADE DE EXPOSITORES: 13 JURADO: Carlos Alberto Marino Filho MELHOR EXPOSITOR: Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond., da Fazenda Nova Trindade, de Uberaba (MG) 2º MELHOR EXPOSITOR: Marcelo Perboni e Outro/Cond., da Perboni Agropecuária, de Uberaba (MG) 3º MELHOR EXPOSITOR: Pedro Augusto Ribeiro Novis, da Fazenda Guadalupe, de Santo Antônio do Aracanguá (SP)
FÊMEAS
GRANDE CAMPEÃ: Viena 3 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis RESERVADA GRANDE CAMPEÃ: Bélgica FIV Perboni, de Marcelo Perboni e Outro/Cond. CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Melinda FIV J. Garcia, Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Singapura TE Guadalupe, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. 3ª MELHOR FÊMEA ADULTA: Baviera FIV J. Faria, de José Jesus Aparecido de Faria CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Madri Cristal, de Pedro Augusto Ribeiro Novis RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Nical do Kalunga, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. 3ª MELHOR FÊMEA JOVEM: Samambaia do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Viena 3 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Ibis da Pau D’Arco, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3º PRÊMIO NOVILHA MAIOR: Chakkira FIV da FC, de Pedro Augusto Ribeiro Novis CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Bélgica FIV Perboni, de Marcelo Perboni e Outro/Cond. RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Zahara 2 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3º PRÊMIO NOVILHA MENOR: Brisa FIV da Perboni, de Marcelo Perboni e Outro/Cond. CAMPEÃ BEZERRA: Rayna FIV Ipê Ouro, de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges RESERVADA CAMPEÃ BEZERRA: Zabele I TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3º PRÊMIO BEZERRA: Chaiene FIV da Perboni, de Marcelo Perboni e Outro/Cond.
MACHOS
MELHOR CRIADOR: Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond., da Fazenda Nova Trindade, de Uberaba (MG) 2º MELHOR CRIADOR: Pedro Augusto Ribeiro Novis, da Fazenda Guadalupe, de Santo Antônio do Aracanguá (SP) 3º MELHOR CRIADOR: José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond., da Fazenda Santa Cecília, de Birigui (SP)
GRANDE CAMPEÃO: Haver FNT, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. RESERVADO GRANDE Campeão: Rako do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Rako do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. RESERVADO CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Ishan JP da FT, de Marcelo Perboni e Outro/Cond. 3º MELHOR TOURO SÊNIOR: Ganache FIV DB, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. CAMPEÃO TOURO JOVEM: Gion FIV FNT, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. RESERVADO CAMPEÃO TOURO JOVEM: Rigone do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. 3º PRÊMIO TOURO JOVEM: Ramadan FIV PR, de Carlos Olyntho Junqueira Franco CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Haver FNT, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Nepal Cristal, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3º PRÊMIO JÚNIOR MAIOR: Unamuno 2 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Huzabe FIV FNT, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Ram Raja FIV Ipê Ouro, de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges 3º PRÊMIO JÚNIOR MENOR: Paxá II do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. CAMPEÃO BEZERRO: Melahel FIV da Farofa, de Marcelo Perboni e Outro/Cond. RESERVADO CAMPEÃO BEZERRO: Selenium do JAL, de José Luiz Urbano Boteon e Outro/Cond. 3º PRÊMIO BEZERRO: Charuto FIV da Perboni, de Marcelo Perboni e Outro/Cond.
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XXX FICAI - 2014 - IBAITI (PR) DATA: 3 a 9 de novembro de 2014 QUANTIDADE DE ANIMAIS: 65 QUANTIDADE DE EXPOSITORES: 12 JURADO: Antônio Carlos de Souza MELHOR EXPOSITOR: Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond., da Fazenda Cachoeira 2C, de Sertanópolis (PR) 2º MELHOR EXPOSITOR: Gabriel Garcia Cid, da Fazenda Cachoeira 2C, de Sertanópolis (PR) 3º MELHOR EXPOSITOR: Lucimar Ângelo Fernandes, da Fazenda São Pedro, de Japira (PR) MELHOR CRIADOR: Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond., da Fazenda Cachoeira 2C, de Sertanópolis (PR)
FÊMEAS
GRANDE CAMPEÃ: Naomi FIV J. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA GRANDE CAMPEÃ: Majoara FIV G. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Peroba DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Pátria DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. 3ª MELHOR FÊMEA ADULTA: Pedrita do JAL, de Gabriel Garcia Cid CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Majoara FIV G. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Musa 2 DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. 3ª MELHOR FÊMEA JOVEM: Noruega FIV, de Lucimar Ângelo Fernandes CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Beluga 2 DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Âncora FIV Ciav, de Raphael Giocondo Pugliese 3º PRÊMIO NOVILHA MAIOR: Iaia da Pau D’Arco, de Paulo Antônio Serra da Cruz CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Naomi FIV J. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Dádiva do Prof, de Marco Antônio A. Campanelli 3º PRÊMIO NOVILHA MENOR: Duquesa do Prof, de Marco Antônio A. Campanelli CAMPEÃ BEZERRA: Orquídea DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADA CAMPEÃ BEZERRA: Parla DC, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. 3º PRÊMIO BEZERRA: Halina 4 DC TE, de Gabriel Garcia Cid
MACHOS
2º MELHOR CRIADOR: José Milaré Garcia, do Haras J. Garcia, de Regente Feijó (SP) 3º MELHOR CRIADOR: Lucimar Ângelo Fernandes, da Fazenda São Pedro, de Japira (PR)
GRANDE CAMPEÃO: Twist da Mundial, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADO GRANDE CAMPEÃO: Noaha FIV J. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Rastan DC, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADO CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Gasco FIV 2 da Cangussu, de Milton Vieira Santos Júnior 3º MELHOR TOURO SÊNIOR: Big Brother, de Marco Antônio Campanelli CAMPEÃO TOURO JOVEM: Twist da Mundial, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADO CAMPEÃO TOURO JOVEM: Juiz FIV Veai, de Cláudio Alberto Elgersma 3º PRÊMIO TOURO JOVEM: Guincho DC TE, de Gabriel Garcia Cid CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Saman DC TE, de Gabriel Garcia Cid RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Salian DC, de Theodoro Busso Beck CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Noaha FIV J. Garcia, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Sulino DC, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. 3º PRÊMIO JÚNIOR MENOR: Aramis I do Prof, de Marco Antônio Campanelli CAMPEÃO BEZERRO: Sudan DC TE, de Beatriz Campinha Garcia Cid e Filhos/Cond. RESERVADO CAMPEÃO BEZERRO: Terrasso FIV, de Lucimar Ângelo Fernandes 3º PRÊMIO BEZERRO: Equilibrado FIV, de Lucimar Ângelo Fernandes
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VITRINES
Exposições pelo Brasil EXPO AGROP DE BARRETOS - 2014 - BARRETOS (SP)
DATA: 24 a 30 de novembro de 2014 QUANTIDADE DE ANIMAIS: 361 QUANTIDADE DE EXPOSITORES: 40 JURADO: João Marcos Cruvinel Machado Borges, Fábio Eduardo Ferreira e Leonardo Rodrigues de Queiroz MELHOR EXPOSITOR: Agropecuária Vila dos Pinheiros, da Fazenda Bom Viver, de Salto (SP) 2º MELHOR EXPOSITOR: Jatobá Agricultura e Pecuária, da Fazenda Baunilha, de Itaquiraí (MS) 3º MELHOR EXPOSITOR: Pedro Augusto Ribeiro Novis, da Fazenda Guadalupe, de Santo Antônio do Aracanguá (SP)
FÊMEAS
GRANDE CAMPEÃ: Mercedita I FIV GGOL, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADA GRANDE CAMPEÃ: Lawa 3 TE Porto Seguro, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Namíbia FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA ADULTA: Bruxelas FIV do Sabiá, da Fazenda do Sabiá 3ª MELHOR FÊMEA ADULTA: Polônia 4X FIV YC, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Mercedita I FIV GGOL, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADA CAMPEÃ FÊMEA JOVEM: Madri Cristal, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3ª MELHOR FÊMEA JOVEM: Nical do Kalunga, de Paulo Afonso F. T. Júnior Outro/Cond. CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Lawa 3 TE Porto Seguro, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MAIOR: Bolívia FIV Amod, da Agropecuária Vila dos Pinheiros 3º PRÊMIO NOVILHA MAIOR: Viena 3 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Kayla FIV da SJ, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADA CAMPEÃ NOVILHA MENOR: Bella FIV Ciav, da Agropecuária Vila dos Pinheiros 3º PRÊMIO NOVILHA MENOR: Ceila II TE Madra, de Carlos Alberto Mafra CAMPEÃ BEZERRA: Kiara I FIV Safari, de Sabino F. Farias Neto Outro/Cond. RESERVADA CAMPEÃ BEZERRA: Empa FIV HVP, da Agropecuária Vila dos Pinheiros 3º PRÊMIO BEZERRA: Prata FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária
MACHOS
MELHOR CRIADOR: Jatobá Agricultura e Pecuária, da Fazenda Baunilha, de Itaquiraí (MS) 2º MELHOR CRIADOR: Dorival Antônio Bianchi, da Fazenda Porto Seguro, de Nova Granada (SP) 3º MELHOR CRIADOR: Fazenda do Sabiá, de Capitólio (MG)
GRANDE CAMPEÃO: Objuan FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária RESERVADO GRANDE CAMPEÃO: Volverine FIV Carpa, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: Albhorgg FIV da Sabiá, da Fazenda do Sabiá RESERVADO CAMPEÃO TOURO SÊNIOR: ESPN Lesto, de Luiz Aparecido de Andrade Outro/Cond. 3º MELHOR TOURO SÊNIOR: Kamau TE Porto Seguro, de Dorival Antônio Bianchi CAMPEÃO TOURO JOVEM: Volverine FIV Carpa, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO CAMPEÃO TOURO JOVEM: Barão FIV da Valônia, de João Aguiar Alvarez 3º PRÊMIO TOURO JOVEM: Nepal Cristal, de Pedro Augusto Ribeiro Novis CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Laghu 2 TE Porto Seguro, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR: Fastuoso FIV Araras, da Fazenda Araras 3º PRÊMIO JÚNIOR MAIOR: Detroid Colorado, da Agropecuária Vila dos Pinheiros CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Objuan FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária RESERVADO CAMPEÃO JÚNIOR MENOR: Ufanista 13 TE Guadalupe, de Pedro Augusto Ribeiro Novis 3º PRÊMIO JÚNIOR MENOR: Olgivy FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária CAMPEÃO BEZERRO: Talento FIV do Bony, da Agropecuária Vila dos Pinheiros RESERVADO CAMPEÃO BEZERRO: Fabiano FIV HVP, de Hamilton Carlos Zamai 3º PRÊMIO BEZERRO: Piston FIV do Mura, da Jatobá Agricultura e Pecuária
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RANKING
Nacional
Quem sobe, quem desce? A Revista Nelore publica nesta edição a primeira parcial do Ranking Nacional do Nelore 2014/2015, da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), já com os dados da Expoinel MG, realizada no início de fevereiro deste ano
A
s informações foram atualizadas em 11 de fevereiro e coletadas em 24 do mesmo mês para publicação. O Ranking Nacional do Nelore Mocho também está em dia, assim como alguns resultados iniciais dos Rankings Regionais. As copas inter-regionais ainda não apresentam seus primeiros balanços, assim como o certame entre os Novos Criadores e Novos Expositores. Não foram computados os resultados finais da 35ª Exposição Agropecuária de Teixeira de Freitas (BA) 2014, nem da 35ª Expovel, de Cascavel (PR). No apontamento da etapa em 1º turno do Nelore, como Melhor Criador aparece a Jatobá Agricultura e Pecuária, com 6.609,7 pontos, na liderança; seguida pela Rima Agropecuária, com 5.851,8 pontos; e Marcelo R. Mendonça, com 5.090,7 pontos. Na categoria Melhor Expositor, a dianteira fica por conta da Agropecuária Vila dos Pinheiros, com 8.123 pontos. Pedro Augusto Ribeiro Novis, com 4.618,2 pontos, aparece na segunda posição; enquanto que a Rima Agropecuária, com 4.565,6 pontos, no terceiro posto. Na categoria Melhor Matriz, vem na liderança Fathina TE Port, seguida por Jamila TE da Mafra e Halina FIV do Mura. Na competição por Melhor Reprodutor, nas três primeiras posições permanecem o campeões do último ranking:
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Basco de Naviraí, na frente; trazendo Bitelo da SS, em segundo lugar; e Jeru FIV do Brumado, em terceiro. A novidade mesmo fica por conta do primeiro apontamento para a categoria introduzida nesta temporada, Melhor Reprodutor Nova Geração. Aparecem Fadel TE Cruza Alta, Missoni Guadalupe e Nasik FIV Perboni, em primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Na categoria seguinte, Melhor Fêmea Jovem, surpresas. Bolívia FIV Amod deixou a 8ª posição do ranking final do ano passado para liderar. Na segunda colocação surge Gênova Gibertoni, seguida por Kayla FIV da SJ. Na Melhor Fêmea Adulta, entendemos as mudanças da anterior. Lawa 3 TE Porto Seguro agora vem brilhar mais em cima, liderando. O mesmo ocorre com Mercedita I FIV GGOL, na terceira posição. Melinda FIV J. Garcia ficou em segundo lugar. Na categoria Melhor Macho Jovem, surgem as estrelas Objuam FIV do Mura, na liderança, seguido por Talento FIV do Bony e Rima FIV Irênio 5, em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Na Macho Adulto, brilham pela ordem o promovido Volverine FIV Carpa, Ganhoso FIV EAO e Haver FNT. Nelore Mocho No Ranking Nacional do Nelore Mocho, na
FOTO: ROBERTO MATTOS
categoria Melhor Criador, a campeã da temporada 2013/2014, Dalila Cleopath Camargo Botelho de Moraes Toledo, aparece na frente com 1.699,9 pontos. Lourival Louza Júnior, com 1.253,9 pontos, surge na segunda colocação; enquanto que Paulo Pereira Cunha na terceira, com 1.046,7 pontos. Na categoria Melhor Expositor, o trio de ferro se repete. Dalila Cleopath Camargo Botelho de Moraes Toledo, lidera com 1.735,2 pontos, seguida por Lourival Louza Júnior, com 1.253,9 pontos; e Paulo Pereira Cunha, com 1.046,7 pontos. Na categoria Melhor Matriz surgem Fragância da CAR, em primeiro lugar; com Fakita da Araras e Fidalga da Araras, na sequência. Como Melhor Reprodutor não há mudanças entre os primeiros colocados no ranking anterior. Basco de Naviraí lidera, seguido por Voltaire II JR da RS e Napoleão de Naviraí. Também no Mocho a
novidade do Melhor Reprodutor Nova Geração. Pela ordem são eles: Eliot da MAPA, Cartucho da CAR e Pajero do Pingado. Os resultados na categoria Melhor Fêmea Jovem lançam no cenário de destaques Quis da CAR, líder da parcial; com Queridinha da CAR no segundo lugar; e Quitéria da CAR em terceiro. A Melhor Fêmea Adulta traz estrelas conhecidas da temporada 2013/2014. Parceira da CAR vem na liderança, com Poliana da CAR na segunda colocação; e Porcina da FSPedro, no terceiro posto. Como Melhor Macho Jovem neste primeiro apontamento, Eron FIV da Louz está na ponta. Reveillon da CAR e Trebian FIV DA FSPedro, vêm na sequência. Na categoria Melhor Macho Adulto, as três primeiras posições estão ocupadas, pela ordem, por Jabre FIV da MAPA, Plutão da CAR e Talismã FIV da FSPedro.
Março, 2015
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RANKING
Nacional
Ranking Nacional Nelore 2014/2015 11 de fevereiro de 2015
Nelore
1º Turno MELHOR EXPOSITOR
MELHOR CRIADOR Nº NOME 1 JATOBÁ AGRICULTURA E PECUÁRIA S.A. 2 RIMA AGROPECUÁRIA 3 MARCELO R. MENDONÇA/IRMÃOS-COND. 4 DORIVAL ANTÔNIO BIANCHI 5 FAZENDA DO SABIÁ 6 PAULO AFONSO F. T. JÚNIOR OU/COND. 7 AGROPEC. VILA DOS PINHEIROS LTDA. 8 PEDRO AUGUSTO RIBEIRO NOVIS 9 MILTON JOSÉ DE MARCHI 10 CASSIANO TERRA SIMÃO 11 CARLOS ALBERTO MAFRA TERRA 12 EDVAL GOMES DO REGO 13 CÍCERO ANTÔNIO DE SOUZA 14 EAO EMPREEND. AGROP. E OBRAS S.A. 15 FAZENDA VILA REAL LTDA. 16 MARCELO PERBONI E OUTRO-COND. 17 JOSÉ LUIZ U. BOTEON E OUTRO-COND. 18 PEDRO VENÂNCIO BARBOSA 19 CLENON DE BARROS LOYOLA FILHO 20 BEATRIZ C. GARCIA CID E FILHOS-COND. 21 FAZENDA ARARAS LTDA. 22 JOSÉ MILARÉ GARCIA 23 ARNALDO MANUEL S. MACHADO BORGES 24 EDUARDO BIAGI - CARPA SERRANA 25 MIGUEL PINTO DE SANTANA FILHO
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PONTOS 6.609,7 5.851,8 5.090,7 4.991,5 4.492,4 4.144,6 3.450,2 3.446,3 3.051,7 2.332,9 2.323,4 2.296,4 2.242,3 2.090,9 1.961,1 1.948,0 1.812,8 1.724,3 1.671,7 1.642,7 1.598,0 1.582,7 1.466,9 1.419,8 1.363,3
Nº NOME 1 AGROPEC. VILA DOS PINHEIROS LTDA. 2 PEDRO AUGUSTO RIBEIRO NOVIS 3 RIMA AGROPECUÁRIA 4 JATOBÁ AGRICULTURA E PECUÁRIA S.A. 5 PAULO AFONSO F. T. JÚNIOR OU/COND. 6 FAZENDA DO SABIÁ 7 MIGUEL PINTO DE SANTANA FILHO 8 BEATRIZ C. GARCIA CID E FILHOS-COND. 9 DORIVAL ANTÔNIO BIANCHI 10 PAULO CESAR BOAVENTURA BRANDÃO 11 MILTON JOSÉ DE MARCHI 12 CASSIANO TERRA SIMÃO 13 MARCELO PERBONI E OUTRO-COND. 14 CARLOS ALBERTO MAFRA TERRA 15 MARCELO R. MENDONÇA/IRMÃOS-COND. 16 CARLOS SEARA MURADÁS 17 FRANCISCO JAIME NOG. PINHEIRO FILHO 18 JOSÉ PEDRO DE SOUZA BUDIB 19 EAO EMPREEND. AGROP. E OBRAS S.A. 20 EDVAL GOMES DO REGO 21 JOSÉ GILMAR DE CARVALHO LOPES 22 ILZE LIANE DE SOUZA MURADÁS 23 FAZENDA VILA REAL LTDA. 24 CÍCERO ANTÔNIO DE SOUZA 25 MARCELO RIBEIRO DE MENDONÇA
PONTOS 8.123,0 4.618,2 4.564,6 4.368,2 3.729,9 3.475,5 3.361,2 3.145,1 2.800,0 2.706,4 2.694,2 2.636,6 2.575,4 2.452,9 2.449,0 2.411,0 2.372,2 2.251,9 2.216,5 2.155,5 2.018,2 1.898,4 1.892,0 1.780,2 1.770,1
FOTO: ROBERTO MATTOS
Nelore MELHOR MATRIZ
MELHOR REPRODUTOR
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 FATHINA TE PORT 2 JAMILA TE DA MAFRA 3 HALINA FIV DO MURA 4 BIG SALSA TE 5 JOLIE FIV DO MURA 6 JEN ILARA TE 7 MELOPEIA GUADALUPE 8 GAVINA 2 CRISTAL 9 DAMAHI TE J. GARCIA 10 PEROBA I FIV PB 11 ETERNA DA GUARA 12 NOANDHA FIV COMAPI 13 ZURA II DA PONTAL 14 CAIRA TE DA BALUARTE 15 CAPITU TE DA S. NILZA 16 FLAGRA TE SJ COCAL 17 BRAHMAY TE J. GARCIA 18 ENFEZADA DO MURA 19 DAFNE FIV DA SIS 20 EVANI TE DA S. NILZA 21 ECTARA IDM 22 IZABELLA FIV FORT VR 23 SILMA TE BAR 24 CHILARA XX FIV YC 25 BÉLGICA TE FNT
DABP2458 CAMT2401 MURA2560 JGGC225 MURA4165 EJN1855 FGP2753 PVB2209 JOGA573 PORT206 GUAR525 BER3676 PONT1966 BALA2636 COUT267 COC668 JOGA129 MURA495 SIST280 COUT1006 MJDM776 FORT5518 LILL826 YORK1476 FNT71
PONTOS 2.145,7 1.823,0 1.678,2 1.544,6 1.525,9 1.373,8 1.315,8 1.117,2 1.039,0 972,5 950,1 948,8 879,7 874,1 869,4 839,5 769,9 765,7 760,9 701,4 694,1 676,3 674,1 652,0 638,8
RG/RGN/RGD
1 FADEL TE CRUZ ALTA 2 MISSONI GUADALUPE 3 NASIK FIV PERBONI 4 RIMA FIV CAPOLAVORO 2 5 JHELUM FIV IPÊ OURO 6 RECLOSÃO 3 DA MAM 7 HARESH FIV DA RECREIO 8 ALARME EDTO 9 POSTHER DA COMAPI 10 LASTRO FIV DA RFA 11 URUTU 12 TE J. GALERA 12 ILUMINADO B. CORREIA 13 MASTER VI TE DO JAL
JPMC875 FGP2822 PERB1387 RIMA2748 IPE3155 MAM5226 ECI1802 EDTO356 BER5516 RFA2064 JGAL7977 IBC5080 JAX1858
RG/RGN/RGD
1 BASCO DE NAVIRAÍ 2 BITELO DA SS 3 JERU FIV DO BRUMADO 4 RAMBO DA MN 5 BIG BEN DA SANTA NICE 6 HELÍACO DA JAVA 7 GUINCHO TE DE NAVIRAÍ 8 FADEL TE CRUZ ALTA 9 DONATO DE NAVIRAÍ 10 MISSONI GUADALUPE 11 NASIK FIV PERBONI 12 RHENNO FIV DE KUBERA 13 HERÓICO TE NAVIRAÍ 14 FRICKS SJ COCAL 15 LUFO TE DA CARPA 16 ZERO TE J. GALERA 17 RIMA FIV CAPOLAVORO 2 18 JHELUM FIV IPÊ OURO 19 BITELO TE 20 BRADO S. MARINA 21 RECLOSÃO 3 DA MAM 22 HARESH FIV DA RECREIO 23 ENLÊVO DA MORUNGABA 24 GANDHI PO DA NI 25 ALARME EDTO
CSCN7384 G9000 BRUMA376 I1111 GRI8683 JAVAJ746 CSCF551 JPMC875 CSCC2502 FGP2822 PERB1387 ACF2718 CSCN10349 COC680 EBO9783 JGAL9306 RIMA2748 IPE3155 CO105 MATS283 MAM5226 ECI1802 SIQ815 L212 EDTO356
PONTOS 37.008,7 25.717,4 9.553,1 3.964,5 3.233,2 3.229,6 2.826,0 2.512,2 2.500,5 2.482,5 2.097,9 1.710,7 1.693,9 1.686,7 1.501,4 1.328,5 1.133,5 1.051,9 885,6 864,9 828,9 680,1 635,1 623,7 616,7
MELHOR REPRODUTOR NOVA GERAÇÃO
MELHOR REPRODUTOR NOVA GERAÇÃO Nº NOME
Nº NOME
PONTOS 2.512,2 2.482,5 2.097,9 1.133,5 1.051,9 828,9 680,1 616,7 453,5 432,0 356,1 324,3 306,3
Nº NOME
RG/RGN/RGD
14 RUFO FIV DA VALÔNIA 15 IMPÉRIO TE DO MURA 16 HAJIPUR FIV DE NAVIRAÍ 17 LITUANO I TE DO JAL 18 FOX COLOG FIV 19 DONOTO 8 TE DO KALUNGA 20 HOOLIGAN FIV DO MURA 21 GREGO DA MATA 22 BASCO SANTARÉM 23 LUX OUTUBRO FIV 24 LUX NEOGREGO 25 ELKRO FIV FNT
JAA3217 MURA2712 CSCC3134 JAX1556 FZMT57 KLGA844 MURA2265 EAM4107 OEMC37 LUX3923 LUX3559 FNT1443
PONTOS 299,4 298,8 275,3 272,3 235,4 191,1 153,7 133,5 127,7 118,4 118,0 88,8
Março, 2015
079
RANKING
Nacional
Nelore MELHOR FÊMEA JOVEM
MELHOR FÊMEA ADULTA
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 BOLÍVIA FIV AMOD 2 GÊNOVA GIBERTONI 3 KAYLA FIV DA SJ 4 NAOMI FIV J. GARCIA 5 BÉLGICA FIV DA PERBONI 6 EMPA FIV HVP 7 AFRODITE FIV DA LINCE 8 URUGUAIANA DA GUADALUPE 9 PRATA FIV DO MURA 10 LANGA FIV DA FALEIROS 11 AYALA FIV DA LINCE 12 FIORELLA FIV CARTHAGO 13 HAMIN FIV VRI VILA REAL 14 ESTÂNCIA FIV HVP 15 BELLA FIV CIAV 16 THALIA FIV DA HRO 17 MAHANAIN TE MAFRA 18 OBANE FIV DO MURA 19 ESPANHA FIV HVP 20 DAYENE FIV DA SABIÁ 21 LÂNIA 7 TE PORT 22 CALLINA FIV DA LGAL 23 HARIANNE FIV VRI VILA REAL 24 OBÉLIA FIV DO MURA 25 DOMINIK FIV DA SABIÁ
AMOD105 GIBE343 AQMS2980 JOGA3315 PERB1959 HVP1361 LINE20 FGP6477 MURA9077 WIL594 LINE63 CTHG27 VRI207 HVP1427 CIAV655 HRO4064 CAMT3886 MURA8947 HVP1115 SABB8316 DABP5673 LGAL306 VRI253 MURA8438 SABB8955
PONTOS 504,1 493,5 464,1 463,7 433,1 405,4 355,2 339,9 313,8 305,1 301,4 296,1 274,3 268,3 267,2 263,0 261,9 259,6 257,3 252,2 250,4 244,5 242,5 237,9 236,1
MELHOR MACHO JOVEM Nº NOME 1 OBJUAN FIVDO MURA 2 TALENTO FIV DO BONY 3 RIMA FIV IRÊNIO 5 4 DETROID COLORADO 5 NOAHA FIV J. GARCIA 6 SIKANDRA FIV IPÊ OURO 7 ACALANTES FIV DA LINCE 8 DRINK FIV DA 42 9 SELENIUM DO JAL 10 OLGIVY FIV DO MURA 11 TANKI COLORADO 12 RIMA FIV JAIME 1 13 UFANISTA 13 TE GUADALUPE 14 OLKHON DO MURA 15 UNAMUNO 2 TE GUADALUPE 16 FABIANO FIV HVP 17 HASSUBE FIV FNT 18 YAMASAKI 3 TE GUADALUPE 19 RIMA FIV IMAZU 2 20 COMODORO FIV DA SABIÁ 21 OPUS FIV DO MURA 22 OTELO FIV DO MURA 23 TECO FIV DA VALÔNIA 24 CADILLAC FIV DA SABIÁ 25 RIMA FIV IZMAIL
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 LAWA 3 TE PORTO SEGURO 2 MELINDA FIV J. GARCIA 3 MERCEDITA I FIV GGOL 4 VIENA 3 TE GUADALUPE 5 MADRI CRISTAL 6 RIMA FIV GLÓRIA 7 NAMÍBIA FIV DO MURA 8 IBIS DA PAU D’ARCO 9 PEROBA DC TE 10 GOPALOMA FIV FNT 11 AMETISTA FIV CIAV 12 CHAKKIRA FIV DA FC 13 NICAL DO KALUNGA 14 ZACHA I FIV DA SERRA VERDE 15 NELINA FIV DO MURA 16 JOEIRA FIV CASS 17 MELOPEIA FIV GGOL 18 MALDIVA FIV J. GARCIA 19 PEGADA TE DA EGR 20 ODAIRA FIV INTEGRAL 21 POLÔNIA4X FIV YC 22 KARITA FIV CASS 23 LIBÂNIA FIV DA RS I 24 BASÍLICA FIV DA SABIÁ 25 GRIFE 12 COLORADO
DABP5419 JOGA3117 GGOL952 FGP6414 PVB3784 RIMA7240 MURA7425 NON2929 GCID1162 FNT2069 CIAV525 GCFCB1609 KLGA2019 AFBN1 MURA7290 CASS1464 GGOL1094 JOGA3213 EPD1579 STRO4714 YORK2211 CASS1535 RSBP1849 SABB6741 ORM7763
PONTOS 784,7 503,4 489,2 473,3 399,8 399,4 357,9 350,7 308,4 292,1 273,0 271,8 261,7 252,0 250,6 246,9 233,3 219,5 213,1 197,4 195,4 193,9 191,7 187,1 174,1
MELHOR MACHO ADULTO RG/RGN/RGD MURA8590 BONY2092 RIMA9161 ORM8444 JOGA3318 IPE4395 LINE90 CLR6243 JAX3215 MURA8520 ORM8591 RIMA9764 FGP6620 MURA8665 FGP6520 HVP1430 FNT2225 FGP6833 RIMA9590 SABB8719 MURA8876 MURA8363 JAA4408 SABB8820 RIMA9387
PONTOS 740,6 627,0 506,1 402,1 353,4 296,1 295,5 287,8 273,8 272,5 265,9 264,2 262,7 257,9 249,8 249,3 244,7 237,2 229,7 221,8 218,4 218,1 207,4 205,2 204,9
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 VOLVERINE FIV CARPA 2 GANHOSO FIV EAO 3 HAVER FNT 4 LAGHU 2 TE PORTO SEGURO 5 TWIST DA MUNDIAL 6 GION FIV FNT 7 ALBHORGG FIV DA SABIÁ 8 JENSEN IDM 9 NEPAL CRISTAL 10 HACMONI FIV FNT 11 LANDAU DA DI GÊNIO 12 ESPN LESTO 13 OASIS FIV DA GUANABARA 14 RBB ILARO FIV 15 PACOTE FIV DA EGR 16 COPENHAGEN FIV DA 42 17 CORONEL FIV DA LGAL 18 RIMA FIV GLADIADOR 19 ONION FIV DO MURA 20 BARÃO FIV DA VALONIA 21 OBELISCO FIV DA RFA 22 HAMOM FIV FNT 23 PARLATHOX FIV YC 24 JARRU IDM 25 MUTUM B. CORREIA
EBOB3149 EAON2409 FNT2284 DABP5411 MUN1625 FNT2053 SABB5862 IDM1934 PVB3805 FNT2182 JCDG4599 ESPN2711 FGN348 RBBN7 EPD1475 CLR5066 LGAL216 RIMA8048 MURA8248 JAA4115 RFA2762 FNT2129 YORK2154 IDM1536 IBC6538
PONTOS 874,1 622,6 586,9 469,3 368,1 342,4 325,9 324,9 317,6 313,3 296,1 294,4 275,3 259,0 254,2 248,6 244,5 229,7 225,1 224,3 221,7 220,8 211,4 204,9 204,9
FOTO: REVISTA NELORE
Nelore Mocho MELHOR CRIADOR
MELHOR EXPOSITOR
Nº NOME
PONTOS
1 DALILA CLEOPATH C. B. M. TOLEDO 2 LOURIVAL LOUZA JÚNIOR 3 PAULO PEREIRA CUNHA 4 EVANDRO REIS DA SILVA FILHO 5 UDELSON NUNES FRANCO 6 LUIZ ANTÔNIO XAVIER PORTO 7 CLÓVIS ROBERTO MISSASSI 8 AGROPEC. OLIVAL TENÓRIO LTDA.
1.699,9 1.253,9 1.046,7 713,4 536,1 184,8 52,0 6,4
MELHOR MATRIZ
Nº NOME
PONTOS
1 DALILA CLEOPATH C. B. M. TOLEDO 2 LOURIVAL LOUZA JÚNIOR 3 PAULO PEREIRA CUNHA 4 EVANDRO REIS DA SILVA FILHO 5 UDELSON NUNES FRANCO 6 LUIZ ANTÔNIO XAVIER PORTO 7 CONSTRUTORA INCORP. DA-CAR LTDA. 8 CLÓVIS ROBERTO MISSASSI 9 AGROPEC. OLIVAL TENÓRIO LTDA.
1.735,2 1.253,9 1.046,7 713,4 536,1 184,8 157,1 52,0 6,4
MELHOR REPRODUTOR
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 FRAGÂNCIA DA CAR 2 FAKITA DA ARARAS 3 FIDALGA DA ARARAS 4 HANNAH DA LOUZ 5 ANAYARA FIV ANGICO 6 MANTES 7 URUMA DA LOUZ 8 FORMIGA DA CAR 9 FABULINHA DA MAPA 10 QUINCA BMT 11 MARTINHA DA CAR 12 CHULA DA LOUZ 13 PEDRITA DA FSPEDRO 14 RAFHIZA DA LOUZ 15 AMEIJA DA LOUZ 16 SEDOSA TE ANGICO 17 BRASA DA LOUZ 18 FACEIRA DA CAR 19 KIRSHANA XV FIV ER DA FSN 20 LUIZÂNIA DA CAR 21 FÁBULA DA FS PEDRO 22 FANGA DA RAINHA 23 NUVEM 24 JUMADA ER DA FSN 25 NAJA FIV ER DA FSN
SJD244 DLB733 DLB848 LOUZ4790 UNFF740 MCB3750 LOUZ4576 SJD243 MAPA229 BMT806 SJD710 LOUZ3359 PUJ89 LOUZ4718 LOUZ3900 UNFF420 LOUZ3234 SJD229 ELF2087 SJD647 PUJ1 LOUL955 SJD731 ELF788 ELF1593
PONTOS 561,7 360,2 285,4 271,5 244,9 207,5 205,6 195,2 192,4 163,8 139,5 129,3 127,7 126,2 122,4 115,5 101,3 96,9 89,9 86,2 83,1 78,4 69,3 58,4 56,9
RG/RGN/RGD
1 ELIOT DA MAPA 2 CARTUCHO DA CAR 3 PAJERO DO PINGADO
MAPA180 SJD517 PINN50
RG/RGN/RGD
1 BASCO DE NAVIRAÍ 2 NAPOLEÃO DE NAVIRAÍ 3 VOLTAIRE II JR DA RS 4 CARTUCHO DO MBA 5 ELIOT DA MAPA 6 RAMBO DA MN 7 SAMARITANO DO JHV 8 BALCÃO DA JAPARANDUBA 9 FATOR TE VT 10 OFICIAL DA SM 11 MAGNO DA CAR 12 BÁRIO FIV DE NAVIRAÍ 13 RANCHI IPÊ OURO 14 LEGUME DO JHV 15 CARTUCHO DA CAR 16 BERLOQUE DA BONS 17 DIRIGÍVEL COL 18 BACKUP 18 PAJERO DO PINGADO 20 KERSEH FIV ER DA FSN 21 FARACATU JB DA GURUCAIA 22 BACANA JAPARANDUBA 23 HERÓICO TE NAVIRAÍ 24 NÚCLEO TE DO ANGICO 24 QUARK COL
CSCN7384 CSCM1484 JRB4176 FMBA88 MAPA180 I1111 JHVM5812 JAPA3257 FVT2654 CSCM1635 SJD673 CSCM3668 IPE1384 JHVM3163 SJD517 BONS130 COLA4210 AAAP1653 PINN50 ELF926 JBG845 JAPA3238 CSCN10349 UNFF37 L4810
PONTOS 888,0 461,2 382,1 348,8 344,5 307,9 298,3 258,8 175,5 169,4 158,0 129,3 127,7 122,8 96,9 82,4 78,4 69,3 69,3 64,3 63,1 56,9 55,7 46,2 46,2
MELHOR REPRODUTOR NOVA GERAÇÃO
MELHOR REPRODUTOR NOVA GERAÇÃO Nº NOME
Nº NOME
PONTOS 344,5 96,9 69,3
Nº NOME
RG/RGN/RGD
4 KERSEH FIV ER DA FSN 5 PROMETEU FIV JCM 5 DIXIE DO PINGADO
ELF926 JCMF972 PINN273
PONTOS 64,3 27,7 27,7
Março, 2015
081
RANKING
Nacional
Nelore Mocho MELHOR FÊMEA JOVEM
MELHOR FÊMEA ADULTA
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 QUIS DA CAR 2 QUERIDINHA DA CAR 3 QUITÉRIA DA CAR 4 DACIANA DA ARCA 5 TERNURA FIV DA FS PEDRO 6 ELAGUNA FIV ANGICO 7 GHAMBOA FIV DA LOUZ 8 RELLEN ER DA FSN 9 RIZZI FIV ER DA FSN 10 QUENTE DA CAR 10 CAMILLE DA LOUZ 12 TIA FIV DA FS PEDRO 13 FANDYAFIV ANGICO 14 FRANJINHA DA LOUZ 15 EDIÇÃO FIV ANGICO 16 QUEBELA DA CAR 17 ROCHA ER DA FSN 18 HELENE DA LOUZ 19 FLOR DE LIS FIV DA LOUZ 20 QUINZENA DA CAR 20 FADADA FIV ANGICO 20 AULETTA DO PINGADOI 23 RADIOGRAMAH CM DA P. 24 FIFA ER DA FSN
SJD1240 SJD1243 SJD1195 LOUA3613 PUJ350 UNFF1005 LOUZ6016 ELF3296 ELF3361 SJD1191 LOUZ6158 PUJ339 UNFF1047 LOUZ6096 UNFF998 SJD1235 ELF3252 LOUZ6147 LOUZ6055 SJD1241 UNFF1048 PINN818 CMCC200 ELF3290
PONTOS 101,3 96,9 86,2 78,4 72,3 69,3 68,9 55,1 52,3 51,7 51,7 47,7 46,2 37,8 36,9 34,4 33,8 28,0 24,0 23,1 23,1 23,1 20,0 9,2
MELHOR MACHO JOVEM
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 PARCEIRA DA CAR 2 POLIANA DA CAR 3 PORCINA DA FSPEDRO 4 MUHIMA DA LOUZ 5 TARSILA FIV DA FS PEDRO 6 BECKY FIV DA LOUZ 7 BAETA FIV DA LOUZ 8 PUPILA DA CAR 9 QUIULA ER DA FSN 10 PRIMADONA DA CAR 11 QUINDA ER DA FSN 12 NOVARRA DO PINGADO 13 ROTONDA DO PINGADO 14 MADDA DA ARCA 15 QUÁLIA ER DA FSN 15 NISCEMI DO PINGADO
SJD1020 SJD993 PUJ199 LOUZ5680 PUJ292 LOUZ5966 LOUZ5962 SJD1128 ELF3026 SJD1094 ELF2675 PINN486 PINN575 LOUA3367 ELF2820 PINN480
PONTOS 172,4 139,5 127,7 101,3 96,9 87,7 86,2 69,3 58,4 46,2 43,1 36,9 27,7 24,0 23,1 23,1
MELHOR MACHO ADULTO
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 ERON FIV DA LOUZ 2 REVEILLON DA CAR 3 TREBIAN FIV DA FS PEDRO 4 QUATROCENTÃO DA CAR 5 ÉVOLI FIV ANGICO 6 KAIROS FIV DA LOUZ 7 EROS FIV DA LOUZ 8 PINAR DA FSPEDRO 9 QUILOMBO DA CAR 10 ROKY FIV ER DA FSN 11 QUINU DA CAR 12 TELES FIV DA FS PEDRO 13 TÍBIO FIV DA FS PEDRO 14 ROVAL FIV DA ESM 15 EVEREST FIV ANGICO 16 PRIMEIRO CM DA PARAÍSO 17 QUIQUE DA CAR 18 ROMANO FIV ER DA FSN 19 UBERABÃO DO PINGADO 19 RAYAZO FIV ER DA FSN 21 MAGNÍFICO DA CAR 22 RELUX ER DA FSN 22 PAESTUM DO PINGADO 24 ARMENTO DO PINGADO 25 WALLEN DO REC
LOUZ6061 SJD1270 PUJ347 SJD1186 UNFF1004 LOUZ6017 LOUZ6058 PUJ336 SJD1198 ELF3428 SJD1225 PUJ355 PUJ366 ELF3390 UNFF1003 CMCC210 SJD1202 ELF3443 PINN791 ELF3421 SJD1245 ELF3282 PINN807 PINN804 APOTB183
PONTOS 129,3 86,2 83,1 78,2 69,3 67,7 58,4 56,9 56,3 55,7 52,3 50,4 47,7 47,1 36,9 32,0 27,7 25,2 23,1 23,1 18,4 13,8 13,8 9,2 6,4
Nº NOME
RG/RGN/RGD
1 JABRE FIV DA MAPA 2 PLUTÃO DA CAR 3 TALISMÃ FIV DA FSPEDRO 4 BENJAMIN DA LOUZ 5 EGAN FIV ANGICO 6 PROFETA FIV ER DA FSN 7 CAYMÃ DA FS PEDRO 8 RYATO FIV ER DA FSN 9 BRUCK DA FS PEDRO 10 QUALIFICADO DA CAR 11 DESVIO FIV ANGICO 12 BURNIER FIV DA LOUZ 13 DAKAH FIV ANGICO 14 GRIMALDI FIV DO PINGADO 14 RABINE ER DA FSN 16 QUIMONO DA CAR
MAPA661 SJD1032 PUJ291 LOUZ5968 UNFF978 ELF2528 PUJ231 ELF3151 PUJ301 SJD1147 UNFF962 LOUZ5964 UNFF920 PINN555 ELF3156 SJD1157
PONTOS 192,4 135,5 129,3 126,2 69,3 64,3 63,1 56,9 55,1 51,7 46,2 37,8 36,9 27,7 27,7 18,4
FOTO: REVISTA NELORE
Ranking Regional
Ranking Regional Nelore- Final MELHOR EXPOSITOR
MELHOR CRIADOR Nº NOME Bahia 1 MIGUEL PINTO DE SANTANA FILHO 2 NOVA DELHI GENÉTICA LTDA. 3 AGROP. E GENÉTICA TRIUNFO LTDA.
Goiás 1 MILTON JOSÉ DE MARCHI
PONTOS
Nº NOME
799,0
1.204,4
237,9
2 PAULO C. BOAVENTURA BRANDÃO
1.069,2
217,3
3 NOVA DELHI GENÉTICA LTDA.
1.308,0
1.149,3 1.024,1
935,0
2 CLENON DE BARROS LOYOLA FILHO
3 JOÃO MAURÍCIO DANTAS LEITE
542,6
3 JOÃO MAURÍCIO DANTAS LEITE
2.296,4
502,3
G oiá s 1 MILTON JOSÉ DE MARCHI
2 CLENON DE BARROS LOYOLA FILHO
Nordeste 1 EDVAL GOMES DO REGO
PONTOS
Ba hia 1 MIGUEL PINTO DE SANTANA FILHO
857,1
No rd e s te 1 EDVAL GOMES DO REGO
2.155,5 2.018,2
2 SILVIO MÁRCIO CONDE DE PAIVA
734,9
2 JOSÉ GILMAR DE CARVALHO LOPES
3 IRMÃOS BARROS CORREIA
702,7
3 SILVIO MÁRCIO CONDE DE PAIVA
734,9
Norte 1 JUVÊNCIO PEREIRA DA SILVA
678,0
No rte 1 JUVÊNCIO PEREIRA DA SILVA
948,0
2 IGARAPÉ AGROPECUÁRIA LTDA.
668,0
2 IGARAPÉ AGROPECUÁRIA LTDA.
668,0
3 GILSON DE SOUSA KYT
636,0
510,0
3 GILSON DE SOUSA KYT
Paraná 1 BEATRIZ C. GARCIA CID E FILHOS-COND.
879,0
Pa ra ná 1 BEATRIZ C. GARCIA CID E FILHOS-COND.
2 MÁRCIO MENDES DE ARAÚJO
414,0
2 MÁRCIO MENDES DE ARAÚJO
580,0
3 JOSILANE SLAVIERO
356,0
3 GABRIEL GARCIA CID
376,0
São Paulo 1 DORIVAL ANTÔNIO BIANCHI 2 PEDRO AUGUSTO RIBEIRO NOVIS 3 AGROPEC. VILA DOS PINHEIROS LTDA.
1.028,0
2.710,2
S ã o Pa ulo 1 AGROPEC. VILA DOS PINHEIROS LTDA.
4.539,8
2.074,2
2 PEDRO AUGUSTO RIBEIRO NOVIS
2.856,2
2.002,7
3 DORIVAL ANTÔNIO BIANCHI
1.500,9
Março, 2015
083
GALERIA DBC Expocruz 2014
01
02 04
03
05
01 - Osvaldo Monasterio | 02 - Oscar Bowles Rivero, Oscar Bowles Gutierrez e Rosemarie Gutierrez | 03 - Romer Osuna e Eduardo Anez | 04 - Nancy de Roca e Fernando Roca | 05 - Tres Ex Gerentes De Asocebu, Pepe Sciaroni, Egon Wachtel e OscarBowles | 06 - Nancy de Roca e Wilfredo Villavicencio | 07 - Marcelo Munoz e Kike Munoz | 08 - Cebu De
084
www.revistanelore.com.br
06
10
11
07
08
12
09
13
Oro Nacional Luis Fernando Gutierrez e Cebu De Oro Internacional Fabio Firmino | 09 - Marcelo Estenssoro e Marco Estenssoro | 10 - Luis Fernando Gutierrez, Monica Chirinea e RafaelSuarez | 11 - Julico, Julioy Andres Nacif | 12 - Mario Anglarill e Luiz Fernando Godoy Novaes | 13 - Osvaldo Monasterio Rek, Luis Saavedra e Osvaldo Monasterio Nieme
Marรงo 2015
085
GALERIA DBC Confraternização Kalunga
04
01
05
02
03
07
08
01 - Evaldo Rino Ribeiro, DBC, Celso Justo e Dedé | 02 - Daniel Moraes, Maria Cecilia Garcia (Ciça), Stefano Moraes e Daniel M. Moraes | 03 - Giovana Tiveron Toffoli e Evaldo Rino Ribeiro | 04 - Ciça e Evaldo Rino Ribeiro | 05 - Celso Justo | 06 - Dedé | 07 - Rodrigo Girardi Frigoni e Andressa Trecenti Damacena | 08 - Leonardo Bicudo e Debora Perger | 09 - Evaldo Rino Ribeiro e Luiz Eduardo Reis de Magalhães | 10 - Alexandre Martins de Oliveira, André Sandrim (Surdo) e Alexandre Donizete
086
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06
09
10
13
11
14
15
12
16
Firmino (Alexandre Kalunguinha) | 11 - DJ | 12 - Fredson Lucas Lima de Souza, Carol Oliveira Souza e Davi de Oliveira Souza | 13 - Fredson Lucas Lima de Souza, Ciça e Luiz Eduardo Reis de Magalhães | 14 - Carlos Fernandes Pavan e Danielle Tonon Furlan | 15 - Valcir Nunes Soares (Gaúcho) e Marina Grandi | 16 - Luciana Pazeto Cavassani e Luiz Mateus Cavassani
Março, 2015
087
GALERIA DBC
Nelore Fest
O Diretório é um espaço diferenciado com valor agregado aos seus anunciantes. Cada espaço publicitário divulga a marca, contato e o código QR como forma de ampliar a entrega de mídia através do acesso a Landing page personalizada para cada anunciante. Fotografe e acesse através do seu smartphone, Ipad e Tablet.
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