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PRECONCEITOS E INSTITUIÇÕES UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com
Reprodução da Internet
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preconceito é um juízo de valor preconcebido sobre algo ou de alguém cujo teor é construído a partir de análises sem fundamentos, sem conhecimento e sem reflexão. As instituições sociais são definidas como, uma forma de suprir as necessidades da Família, Religião, Lazer, Economia, Segurança, Lei, Estados, etc. Percebemos então que, em conformidade com a definição das instituições sociais, podemos afirmar que é de bom senso, que os que se integrem às instituições sociais, têm um compromisso assumido, seja através de um estatuto, regulamentado, por uma lei constitucional, dos países de origem à que pertençam. Allan Kardec, o codificador da Doutrina dos Espíritos, declara, na revista espírita, em Outu-
bro de 1861 que; “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na Criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos...” Neste contexto, percebemos então que, somos chamados a estar em contatos com todos independente de credo religioso, cor, classe social, posições sexual, etc. Os instrutores Espirituais da humanidade terrena nos informam que as camadas de fluídos espirituais superiores que cercam a Terra, são constituídas por cidades espirituais, onde os seus respectivos governantes seguem as orientações da lei natural, recomendado pelo nosso mestre
Jesus o Cristo; porém nas camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, conhecida como Zonas umbralina, em que não é possível tal organização, com algumas exceções, de núcleos transitórios espirituais, que prestam auxílios aos desencarnados que desejam realizar as mudanças intimas. Compreendemos então que, devemos evitar chocar aqueles
que estiverem conosco, no convívio social, independente da posição em que nos encontramos, seja nas instituições sociais, ou nas instituições religiosas. Finalizemos a matéria com as palavras de Albert Einstein. “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
Expediente Jornal ICAPRA editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTb: 30754-RJ edição: Marcelo Fritz diagramadora: Viviana Assunção colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun endereço: Av. Presidente Kennedy, 335
Olá Leitores! No mês de aniversário da umbanda, presenteamos a todos leitores com a trajetória de mãe Selma d`Omolú, exemplo de sacerdote e ser humano. Trazemos as noites de autógrafos de pai Márcio d`Jagun e professor José Beniste. Falamos de preconceito numa visão espírita, candomblés e sua história com Beniste, cultura de Angola com Walter Nkossi, um pouco da história de tecidos africanos que é tendência além de muitas notícias que recheiam esta nossa edição.
Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ
Boa Leitura!
tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com
Babá Marcelo Fritz – Editor Responsável
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Ilê Aṣé ObAluAyê JAgun
ReAlIzA Ọ̀ṣỌ́Ọ̀Sì COM DIA DE FESTA Marcelo Fritz
Carlos
Ọ̀ṣọ́ọ̀sì o rei da caça teve sua reverência no Ilê Aṣé Obaluayê Jagun no último dia 27 de outubro 2019, o evento teve programação logo cedo com alvorada para o rei, e um dia de festejos e reunião de amigos, filhos, sacerdotes e artistas. O almoço foi oferecido também para convidados de pai Celinho d`Obaluayê, que discursou antes do almoço falando de uma promessa com Ọ̀ṣọ́ọ̀sì que embora já concluída, não consegue deixar de oferecer o almoço aberto para convidados. Pai Celinho agradeceu a todos e declarou sua devoção a Ọ̀ṣọ́ọ̀sì e em seguida falou da participação
de sua filha a cantora Alcione no cd Obatalá do Gantois e pediu a mesma que louvasse Ọ̀ṣọ́ọ̀sì acompanhada por atabaques e agogô, momento mágico onde todos participaram do louvor respondendo o cântico cantado com melodia e emoção. Sacerdotes do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Santa Catarina, personalidades como Alcione, Preta Gil, Fábio Lago, Luísa Arraes, Watusi, Regina Casé, amigos e filhos marcaram presença durante todo o dia, na programação que teve a noite o xirê aberto ao público encerrando os festejos coroado de fé e devoção!
Fé, Amor e Caridade
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na Umbanda de Mãe Selma d`Omolú Marcelo Fritz
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om olhar meigo de mãe, olhar doce e palavras macias, Mãe Selma d`Omolú aos 77 anos resiste aos tempos modernos, a frente do Centro Espírita Pai Oxalá de 80 anos de fundação, atravessa gerações familiares e renova a cada dia suas energias, mantendo a tradição. Sua trajetória é exemplo vivo da essência verdadeira de uma umbandista que tem fé, resistência e muitos exemplos para passar. Sua vida é simples, seu tesouro é o sagrado, sua dádiva é servir, compartilhar o bem e sorrir contagiando a todos nós com sua imensa luz de um ser especial, único e raro. O Centro Espírita Pai Oxalá, foi fundado em 1939, por sua fundadora Maria Luiza de Oliveira Nery, no bairro da Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, permanecendo até em torno do início da década de cinquenta. A casa foi para o bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias baixada fluminense. A mudança foi devido ao espaço, o corpo mediúnico cresceu e buscando ampliar assim foi feita a mudança. Selma Lúcia da Silva Nery, nasceu no ano de 1942, nasceu no terreiro, sua mãe foi a primeira filha do terreiro, o som das palmas já embalava a criança que tinha seu destino traçado no terreiro. Aos sete anos de idade mãe Selma
já teve sua primeira incorporação com a cabocla Jureminha da Cachoeira. “Minha Cabocla chegou no colégio, ninguém entendia, chamaram minha mãe que levou eu manifestada pro terreiro. Não tinha muita noção pois diferente de hoje naquela época as crianças não entrava no terreiro, havia perseguição, mesmo depois de me manifestar cedo, ia pro terreiro e quando chegava alguém estranho me escondia”. O tempo passou e aos 15 anos fiz camarinha, pai Jacó coordenava os trabalhos e preparou mãe Selma que então logo em seguida começou a ser frequente na casa. “Tudo era muito difícil, era tudo simples, as saias tinha no máximo três metros de chitinha, não tinha tambor, era na palma, as guias eram feitas de contas de lágrimas de nossa senhora. As consultas de cura eram duas vezes por semana, as festas eram bem simples, sem muito enfeites, eram bandeirinhas e flores de campo, catávamos lírio nos brejos, folhas de ervas que davam um aroma especial e sagrado. Adorava todas as festas, mas a de Ogun me encantava. Vovó Maria Conga veio eu tinha 11 anos e daí comecei a desenvolver por completa. Não tinha tempo para uma vida social, era terreiro, estudos pois eu ajudava e com 15 anos pai Jacó pediu a minha mãe autorização para que vovó
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a falecer. As entidades dela havia passado a responsabilidade para mim, mas eu não imaginava, ela faleceu com 56 anos. Antes dela partir ela fez um trato com dona Dona Mulambo de que seria eu. Foi tudo muito confuso, distúrbios e lagrimas pois eu era nova, eu tinha tempo de casa, mas muitas eram mais idosas que não aceitaram. Foram momentos difíceis, mas superei reabri a casa em janeiro do ano seguinte.
A transferência do c.e.p.o. para praia de mauá “O centro estava em expansão, mas não estava dando todos então como eu já tinha um sítio lá, conversei com os filhos que acharam ótimo, comprei dois lotes de terreno e construí no ano de 1993. Um lugar sereno, tranquilo com contato direto com a natureza e tivemos a aprovação divina.”
funcionamento do terreiro espaços sagrados
Maria Conga prestasse caridade como ela queria, e assim foi.” Mãe Selma estudou e se formou em professora, profissão que se aposentou com média com pouco mais de cinquenta anos. Deu aula no Complexo Cultural Anchieta e no Colégio Estadual Minas Gerais. A Razão da oposentadoria cedo foi um enfarto que a afastou dos trabalhos profissionais, fato que a aproximou ainda mais dos trabalhos espirituais. Mãe Selma se casou em 1961, com Francisco nery, era o filho mais velho de mãe Maria Luiza a fundadora e zeladora do centro. O casamento durou 28 anos e a união se finda com o falecimento de Francisco. O casamento lhe deu quatro filhos, hoje com oito
netos e três bisnetos, que mantém viva a raiz e sustentáculo familiar da família Nery.
A hora de assumir o terreiro “Já tinha um canto na minha casa que organizei desde cedo, Vovó Maria Conga atendia as pessoas na minha casa, me dividia entre terreiro e minha casa, era muito trabalho, filhos família e ainda criei dois filhos que a mãe abandonou e assumi. Eu não tinha noção que seria eu, pois eu era nova demais e haviam outras filhas mais velhas. No dia 30 de setembro de 1976 foi a última sessão na casa com ela viva e no dia cinco de outubro ela veio
“organizei os espaços dos orixás direto com a natureza, com pedras, folhas, bambuzal dentre outros fundamentos que juntamos elementos daquele orixá, como também entidades. Xangô, omolú, nanã, erê, espaço da Jurema, Oxalá tenho espaço para todos, com cores e elementos de cada vibração.” tel: 21- 98151-3102
“Realizamos sessões de quinze em quinze dias, com caridade e desenvolvimento, as sextas feiras consultas de caridade e o calendário das festividades anual da casa, quando o dia do santo cai durante a semana, no primeiro sábado seguinte é a festa aberta ao público” A casa tem uma filial em Raiz da Serra, que funciona algumas festividades como Oxóssi, da Vovó Maria Conga, Xangô e Iabás são feitas lá. Declara Mãe Selma d`Omolú.
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NOITE DE AUTÓGRAFOS REÚNE CELEBRIDADES DO AXÉ E ESGOTA LIVRO SOBRE “A HISTÓRIA DOS CANDOMBLÉS DO RIO DE JANEIRO” Divulgação
Um livro bem esperado pela comunidade de axé, pesquisadores e adeptos do candomblé enfim saiu e em dia de chuva, com cidade em alerta, lota a Biblioteca Parque Estadual e vende tudo. O lançamento foi realizado no último dia 11 de novembro no Centro do Rio, iniciando com roda de conversa composta por celebridades do povo de axé como: Ogã Bangbála, Mãe Glorinha d`Aziri, Tata Sagemi, Pai Bira d`Xangô, Babalawô Ivanir dos Santos, que ao lado do autor José Beniste abordaram a importância desta obra que sem dúvidas é a mais importante sobre os candomblés do Rio de Janeiro. Uma obra com mais de 400 páginas e mais de 100 fotos, numa riqueza de detalhes e histórias pesquisadas pelo autor que já organizava material há dez anos, que tem como a editora Bertrand Brasil.
O evento programado para iniciar às 18h, teve apenas meia hora de atraso e seu término ultrapassou as 22h pela interminável fila de fãs do Professor José Beniste que aproveitou a ocasião alupara matar a saudade de alu nos e amigos de longas datas. Mejitó Helena d`Dan, Pai Adailton d`Ogun, Pai Elias d`Iansã, o escritor Fernandes de Portugal, Cristiane Brasil dentre outras personalidades também prestigiaram o mestre no lançamento. Marcelo Fritz, produtor do lançamento buscou apoio de Alex nega e yangô ti Obaluayê na divulgação e parceiros como a secretaria de cultura e economia criativa do estado, o mercadão de Madureira, Ajabordá, Velas Carisma, Casa São Jorge da feirinha da Pavuna, contribuíram com o sucesso do evento. O livro pode ser encontrado nas principais livrarias do Brasil e poderá ter em breve noite de autógrafos em São Paulo e Salvador.
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AXÉ&VARIEDADES
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Lançamento da Alvorada dos Ojás em Salvador
Cantora Iza é coroada rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense para o carnaval 2020
Babá Pecê participou da cerimônia de lançamento da Alvorada dos Ojás 2019 no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Vários sacerdotes e militantes estiveram presentes no evento que demonstrou força do povo do axé na capital baiana.O evento se consagra na cidade que é referência em ações e cultura das tradições de matrizes africanas.
Cantora é natural de Olaria, perto do berço da escola. Este ano, o posto foi ocupado por Flávia Lyra Do G1
Paolla Oliveira grava clip em homenagem a pai de santo
Daniel Pinheiro/AgNews
A cantora iza foi coroada neste domingo (17) rainha de bateria da escola de samba imperatriz Leopoldinense para o carnaval 2020. A intérprete é natural do bairro de olaria, na Zona norte do Rio, próximo ao berço da agremiação. A escola divulgou vídeos da coroação em sua conta no instagram. este ano, o posto de rainha de bateria foi ocupado por flávia Lyra. A escola de Ramos foi rebaixada à série A depois de um vaivém – a virada da virada de mesa. Luizinho drummond chegou a anunciar a saída da presidência, mas recuou.
Lançamento do Livro “A História dos Candomblés do Rio de Janeiro” em Santos/SP Estamos com detalhes finais para o lançamento do livro “ A História dos Candomblés do Rio de Janeiro” de José Beniste em Santos. O evento será na programação dos 20 anos da Festa de Iemanjá de Santos que terá uma solenidade no dia 14 no teatro municipal da cidade para um público de 500 pessoas, onde 10 serão homenageadas por
serviços prestados a sociedade. José Beniste será um deles. O presente de Iemanjá de Santos se tornou uma das maiores festas populares de São Paulo e tem uma comissão presidida por Pai Marcelo d`Logunedé. Pode acontecer de na véspera do evento acontecer uma noite de autógrafos na capital, ainda em negociação.
tvefamosos.uol.com.br
CANAL NO YOUTUBE MARCELOFRITZOFICIAL O programa “Papo com o Fritz”, já acumula entrevistas além de vídeos do “Programa Icapra com Axé” e em breve alguns especiais no canal do youTube: Marcelofritzoficial, Mejitó Helena d`Dan foi uma das entrevistadas deste mês, contando sua trajetória de vida. Vale lembrar que o programa onde visito uma celebridade em seu axé, vai ao ar pela live no na minha pagina: facebook.com/marcelofritzoficial. Vale a pena conferir, vá lá, curta e compartilhem.
David Brasil
Axé! Paolla Oliveira foi a sensação na gravação de clip, na Baixada Fluminense. Rainha de bateria da Grande Rio, a intérprete de Vivi Guedes em “A dona do pedaço” se vestiu de branco e apostou em acessórios com búzios para gravar o clipe da escola de samba em homenagem ao pai de santo Joãozinho da Gomeia, considerado o rei do candomblé. Ele nasceu na Bahia e fez história como um dos mais famosos líderes religiosos do Brasil. Já na quadra da escola, Paolla usou um vestido vermelho em homenagem a uma das cores da Grande Rio. Por lá, ela foi bastante assediada e deu show de simpatia e samba no pé. Quem esteve ao lado da atriz a todo momento foi o promoter David Brazil. As gravações na escola de samba e no terreiro, emocionaram os envolvidos no vídeo. Além da homenagem ao rei do candomblé, a ideia também é levantar o debate sobre intolerância religiosa, principalmente, porque muitos terreiros em Caxias, município da baixada Fluminense onde fica a sede da Grande Rio, têm sofrido com ataques e depredações de criminosos.
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QUEM É LÉO KAVALIERRI? O MACUMBEIRO QUE ALCANÇOU MAIS DE 500 MIL SEGUIDORES NO FACEBOOK Marcelo Fritz
Divulgação
Parece que o jovem Lerraney, seu nome verdadeiro, sabia onde chegaria e criou um personagem, Léo Kavalierre, para que este estivesse a frente da página “Macumba online Brasil”, como um trio, Lerraney, Léo e Macumba On Line. Mineiro, 25 anos, entrou para o axé com 13 anos e se iniciou no camdomblé aos 15 anos, tem 6 irmãos e sua mãe é Dona Eulaer Lindaura, que é evangélica e a princípio não aceitou e tudo começou com postagens nas redes, compartilhando seu cotidiano, o que sentia, pelas intolerâncias que passava, preconceitos familiares. Uma espécie de diário, onde muitos começaram a se identificar e o público começou a intervir sugerindo assuntos. “Tenho uma conexão com meus seguidores que diariamente me pedem para falar sobre determinado assunto e procuro atender com humildade e simplicidade, temos uma sintonia grande. Hoje faço vídeos me focando em temas que sei que vejo em um, mas é comum para muitos” uma páginas imperada por Macumbeiros, mas que é composta por outras Religiões num vídeo léo compartilhou que a ficha caiu, e adivinhem de onde venho o toque? Da sua Própria mãe que chamou a atenção dele por ele ter agradecido apenas aos macumbeiros
seguidores, atitude que fez Kavalierri refletir que seus seguidores não são apenas o povo do axé, tem evangélicos, católicos, ateus, dentre demais religiões. A antena do jovem influenciador é ligada 24 horas, pois a qualquer momento a inspiração bate na sua porta e ele executa onde estiver. “Fiquei feliz, e a responsabilidade aumenta, pois preciso contribuir com a difusão de nossas tradições para os que eu consegui atrair de alguma forma.” o nome era “macumbeiros do Amanhecer” A página foi criada no ano de 2017, temos três anos, mudei o nome logo, não me simpatizei, tinha ainda uns mil seguidores, daí a pegada foi se ajustando, eu me soltando e criando intimidade com essas pessoas que fazem parte da minha vida, são como uma família que encontro e reencontro fisicamente e virtualmente. 80.000 seguidores do instagram Em sua página no instagram. Léo Kavalierri alcançou 80.000 seguidores no instagram, com vídeos e mensagens diárias. “O público gosta de humor, de assuntos engraçados que chamo atenção e daí faço reflexões abordando assuntos que acho importantes serem abordados, pois hoje tenho a consciência de que tenho um papel a cumprir, papel de todos nós do axé, contribuindo para a difusão de nossas tradições.
Escola muda o nome em homenagem a Mãe Stella no Dia da Consciência Negra escolas.educacao.ba.gov.br Neste 20 de novembro, em que se celebra o Dia da Consciência Negra, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou, no Diário Oficial, a portaria nº 862/2019, que altera o nome do Colégio Polivalente do Cabula, situado no bairro do Cabula, em Salvador, para Colégio Estadual Mãe Stella. A iniciativa é resultado de uma solicitação da comunidade escolar, que desejava homenagear Maria Stella de Azevedo Santos, a Mãe Stella de Oxóssi, uma das maiores ialorixás do país, autora de nove livros publicados e membro da Academia de Letras da bahia. A influente líder religiosa faleceu em dezembro do ano passado, aos 93 anos, deixando um importante legado religioso, cultural e social. O secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, falou sobre a mudança do nome da unidade escolar da rede estadual. “A Secretaria acolhe uma solicitação da comunidade escolar, que desejou homenagear uma baiana, escritora da Acade-
Amanda Oliveira / GOVBA mia de Letras da Bahia, uma pessoa estratégica na luta racial. Parabéns à comunidade escolar pela luta, pela resistência. Temos consciência de que a educação tem um papel importante na luta pela igualdade racial”. O sobrinho de Mãe Stella, Adriano Azevedo, falou que a família recebe o ato como uma grande homenagem à ialorixá. “Hoje, 20 de novembro, receber esta notícia enche o meu coração de felicidade e orgulho, até mesmo pelo fato de ser o primeiro sobrinho dela e, também, ter sido seus braços direito e esquerdo no que diz respeito à liturgia de Xangô. O reconhecimento e a propagação do legado da minha tia Stella mostram para a sociedade o quão a cor da pele não influencia nos bens feitos. Infelizmente, ainda sofremos represálias pelo simples fato de sermos negros e nossa Mãe Stella pregou, durante toda a sua existência, a tolerância, o respeito e o amor ao próximo. Salve Mãe Stella de Oxossi. Okê! Kabiêsi!”, destacou.
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AJODUN D`XANGÔ COM CONFIRMAÇÃO DE OGÃ NO ILÊ AXÉ D`OXUM Marcelo Fritz
Rômulo Corleone
O Ilê Axé d`Oxum, com a presença de pai Robinho d`Onira, realizou no dia 14 de setembro Ajodun de seu filho Roberto d`Aganjú e confirmação do Ogã Jôhann Philipp d` Oxaguiã. O candomblé teve início por volta das 19h, iniciando com o xirê com louvor aos orixás até o momento de invocarem pai Aganjú que foi reverenciado e recolheu-se para vestir seus trajes e trazer para sala o ogã que de braço dado a pai xangô dançou e cantou reverenciando o patrono do axé. Doné Analys d`Oyá, Mãe Nilda d`Odé, Babá Luciano d`Iroko, Doté Rodrigo d`Mawu, Ekedy Ângela d`Ogun, Iyá Barbara d`Iemanjá, Iyá Jack d`Dan, Iyá Tatiana d`Ayrá, familiares e amigos.
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Nas narrativas sobre o surgimento dos Axés no Rio, verificamos que há uma idéia inicial para a sua organização, partindo de um líder e apoiado por alguns seguidores. É assim que tudo começa, com um investimento coletivo em que todos se integram para manter a ideia viva. Algumas observações devem ser feitas de perto, de acontecimentos, de conversas e depoimentos para entender essa imensa comunidade, e rever o retrato de uma gente e de uma época rica de detalhes. Podemos lembrar alguns, como aquela senhora, que passa o dia cozinhando ou fritando acarajé para ganhar ajudar nas despesas, e algo acontece à noite, quando ela vai para o seu Terreiro. Quando ela dança ao som dos atabaques e incopora o seu Orixá, ela deixa de ser aquela simples pessoa para se transformar naquilo que ela realmente é – uma rainha, respeitada, por toda a comunidade do seu Terreiro. E aquele auxiliar, que passa o dia com trabalho simples em obras. O que acontece quando ele incopora no Terreiro o Xangô que ele carrega? ...ele se transforma num rei, porque sua verdadeira natureza é a de um rei. Pierre Verger lembrou muito bem: são reis e rainhas adormecidos, mas sempre presentes. É a razão de ser de alguns personagens que aqui serão lembrados, cada um com uma história toda pessoal.
o início e suAs HIsTÓRIAs JOãO lesengue vem para o Rio, e por volta de 1941 compra um terreno de uma antiga fazenda, com uma casa que já existia, e onde está até hoje, o Candomblé do Bate-Folha, em Anchieta. Foi uma determinação de Lemba, pois o terreiro seria em uma outra localidade. Lesengue só
HISTÓRIAS DO
CANDOMBLÉ
sempre dizer, alcança excelente conceito, reestruturando o entendimento do rito jeje no Rio de Janeiro. Seu bom nome e o acerto de suas realizações, o fez ser requisitado em outros Estados e Países, viajando constantemente para atendimentos. AdeRMAn de yánsàn era Militar e 1º Sargento da Marinha correu o mundo em suas viagens, e tinha o objetivo de ser cantor lírico. Era sempre convidado a se apresentar como cantor, até que yánsàn se manifestou e disse que tudo o que havia aprendido ficaria para o seu saber. A missão seria a de cuidar de sua cabeça e de muitas cabeças que viriam no caminho. E assim ocorreu o encontro com Álvaro Pé Grande do Engenho Velho, com quem fez sua iniciação em 1958, no mesmo local em que viria abrir o seu Terreiro, na Pechincha, e contou com a participação de Senhorazinha de Xangô, como Iya efun, elza de yemanjá, Marica Jenjemin, Nicinha do Bogun, ogam Venta de Axé e Amanda de Omolu que tomou o orukó.
fazia o que o santo queria, um gesto clássico e obrigatório nas casas de Candomblé. Em 1944, tira o primeiro barco de oito pessoas e no segundo barco, em 1947, fazia parte uma menina de apenas 10 anos, cuja dijina era Mabeji, que viria sucede-lo. Era exigente no horário, estabelecendo um novo padrão de comportamento nas festividades, com requinte nas roupas dos ogans, todos de branco, e comidas diferenciadas entre a comida de santo e a comida de branco, no dizer da época.
zezInHO dA bOA vIAgeM, era de uma região do Recife, onde nasceu. Uma saúde debilitada o motivou ser levado com menos de 10 anos de idade, para a casa de Fortunata, a Baiana do Pina. Veio para o Rio em 1943 com a família, morando no bairro de Irajá. Conhece Tata Fomutin, e com ele faz um jogo, retornando para confirmar, e fazer sua iniciação em 1944, num barco de 4 pessoas, tendo Davina de Omolu,tomado o seu oruko. De um início difícil, como costumava
em edição final
A História dos Candomblés do Rio de Janeiro Lançamento em novembro
lIvROs dIReTO cOM O AuTOR: (21) 2437-4833
dJAlMA de lAlú, serviu na Marinha e atuou como cozinheiro, e praticava o culto Omoloko onde foi iniciado por Maria Augusta, sendo que o Exú Lalú pertencia a essa fase da sua vida. Na realidade ele era de Oxosi e yánsàn. Voltando-se para o Candomblé, foi pelas mãos de Fomutin. Ia ser feito para Oxosi, porém, quando estava próximo das obrigações finais quem apareceu foi Èxù Lalú. Fomutin foi obrigado a concordar, mas disse que quando fizesse a obrigação de sete anos, lalú se afastaria e Oxosi ficaria de frente. Quando chegou a época Èxù disse “se ele pôde ficar comigo até os sete anos, então ele vai continuar”. E foi o que aconteceu. São acontecimentos que retratam as variadas formas de ser, da vida religiosa dos Candomblés.
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ICAPRA O Evento realizou-se no dia 10 de novembro no município de Duque de Caxias, baixada fluminense, que teve casos de intolerância religiosa registrado na cidade. Vários representantes de axés reuniram-se para exigir respeito das autoridades e sociedade, que deturpam por muitas vezes a história e cultura dessas comunidades que aos poucos vem se organizando pelas barbaridades ocorridas em várias cidades e estados do Brasil. A concentração ocorreu em frente a igreja de Sto Antônio as 10h da manhã, ao som do afoxé Raiz e Verdade adeptos dançavam e cantavam musicas afro que chamava a atenção do público que passava e despertava interesse. Mãe Janaína d`Ossayn e Artur falaram da importância da manifestação para chamar a atenção da sociedade e dos governantes para as comunidades tradicionais tão sofridas e perseguidas. Tião diretor do Afoxé Raiz e Verdade, tam-
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1ª Marcha dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana em Duque de Caxias, leva povo de Axé para as ruas bém organizador do evento, discursou da importância de todos estarem juntos buscando êxito daquele importante momento, onde além de promover a harmonia, também tratava de reivindicações importantes. O Babalawô Ivanir dos Santos,
destacou a importância de movimentos como este se desenvolvesse chamando a atenção da sociedade para nossas comunidades e da importância da unidade.
lIdeRAnçAs vIeRAM de lOnge Mãe Márcia d`Oxum, veio de São Gonçalo, fez questão de de mostraram sua solidariedade ao movimento, somando esforços, Tatá Sagemi veio da Zona Oeste, dentre muitos outros que marcaram presença. Mãe Seci Caxi, herdeira de seu Joãozinho da Goméia, que é de Duque de Caxias, foi a madrinha e de mostrava alegria no rosto pelo resultado do evento que seus organizadores falavam da receptividade e solidariedade de lideranças de demais municípios estarem presente prestigiando. Pai Celinho d`Obaluayê, Mejitó Helena d`Dan, dentre muitos, também aderiram ao evento que demonstrou força. Parabéns!
Pai Anderson d`Oxaguiã de volta na Rádio Metropolitana 1090 AM O contrato foi fechado com o diretor Paulo Masset e o coordenador da rádio Metropolitana da programação Afro, Marcelo Fritz, que declara que a aliança com Pai Anderson d`Oxaguiã que retornou com seu programa na rádio as segundas feiras às 21h, certamente fortalecerá ainda mais a grade de programação de axé que vem crescendo nos últimos tempos. Pai Anderson traz um trunfo para uma participação especial o pai yango tí Obaluayê, que além de ser babalorixá, é comunicador e promoter das tradições afro e é bem antenado nas agendas. Parabéns e boa sorte!
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PAI MÁRCIO DE JAGUN Professor, advogado, escritor e bàbálórìṣà
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Márcio de Jagun
VENENO E ANTÍDOTO: O COMPORTAMENTO DO HOMEM DIANTE DA DOENÇA Conforme a medicina ioruba, toda doença possui um “veneno” originário e todo “veneno” possui um antídoto. É o Odù Ọ̀yẹ̀kú Nilogbe quem diz que “O Caçador abriu sua bolsa e retirou o veneno, Ọ̀sányìn abriu a sua e retirou a medicina.” Ou seja: o homem é quem traz o veneno, a doença; enquanto é Ọ̀sányìn, a divindade, quem apresenta a cura. Portanto, toda doença possui sua cura. E o mistério desta solução está nas mãos do grande médico: Ọ̀sányìn. O ensinamento intrínseco no poema de Ifá (ẹsẹ) citado acima, indica que o Homem é o responsável e o portador/ transmissor da doença. Miticamente, é o ser humano quem cria e quem difunde a doença. Mesmo quando o ser humano é “contaminado” por insetos, animais, vegetais, ou minerais, originalmente, foi ele (Homem) quem ocasionou a doença. É o Homem quem corrompe rios, lagos, nascentes, ou faz mau uso de substâncias que infectam a natureza.
É o Homem que possui comportamento negligente, ou desrespeitoso em relação à natureza e acaba, consequentemente, sofrendo com os resultados. novamente a filosofia ioruba remete o Homem à responsabilidade pelo seu destino, pela sua felicidade, pela sua prosperidade, pelas suas condições de vida, pela sua saúde e longevidade. As escolhas míticas feitas pelo Homem para seu destino, anteriormente ao seu nascimento, assim como as escolhas que o Homem faz ao longo de sua trajetória da vida, redundam em um desenrolar de aflições, ou paz; saúde, ou doença. Os sacerdotes de Ọ̀sányìn, aqueles que exercem a medicina entre os iorubas há milhares de anos, já compreendiam o mesmo que a medicina moderna hoje reconhece: que a cura pode ser obtida a partir do princípio da polaridade. Ou seja, a vacina advém do próprio veneno, inclusive com a aplicação deste em quantida-
des pequenas, para que o organismo aprenda a reagir. Assim, a saúde nasce do contato com a doença – assim como a virtude é oriunda do nosso contato com os Ajogun. Quantas vezes o ser humano só se cura de sua arrogância, quando é vítima deste mesmo comportamento? Quantas vezes o Homem só aprende o que é o preconceito, quando também sofre com ele? Nenhuma violação social é desejável, nem justificável. Nenhum desrespeito à dignidade humana deve ser buscado como ensinamento. Contudo, pelo prisma filosófico, muitas vezes essas e outras tantas indesejáveis dores nos ensinam o que não devemos fazer, ou como devemos deixar de nos comportar. O princípio é o mesmo: veneno e antídoto. O pensamento, assim como o organismo, reagem quando em contato com doses do mesmo mal. O ioruba busca meios para
que a doença seja curada. Porém, percebe que antes, a doença deve ser entendida. Conforme a filosofia que permeia a mítica ioruba, quando se compreende o motivo da visita de Àrùn (a doença), ela se despede e vai embora. Ou seja, quando o Homem entende o motivo da doença, encontra a solução: seja pela cura física, seja pela libertação mental. Pode ser que, biologicamente, a doença conviva com o ser humano durante toda a sua vida. Pode ser ainda que a doença mate seu corpo. Mas o espírito estará curado. A saúde é, por este ângulo, um estado de plenitude. Mesmo os seres que nascem doentes, ou até que adquiriram determinados males ao longo da vida, teriam feito esta escolha conscientemente, antes do nascimento. O ioruba acredita que o enfrentamento de certas adversidades,
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pode ser uma opção para que aquele espírito (e o de seus familiares) desenvolvam virtudes, como união, fé, resiliência, solidariedade, perdão, caridade, etc. Conforme a filosofia ioruba, a grande busca do Homem é equilibrar-se com a natureza que existe dentro dele e em torno dele. Neste contexto, a natureza é deificada. As expressões da natureza são louvadas como divindades. O propósito da medicina ioruba é fazer com que a pessoa volte a se harmonizar consigo própria e com o meio em que está inserida. Para tanto, os remédios utilizados farão com que os “venenos” sejam eliminados pelas excreções do próprio organismo (fezes, urina e suor). Surgem assim àjẹsára (o remédio propedêutico, a vacina); egbògi (o remédio terapêutico, o antídoto). Ìṣègùn, a medicina, a cura, ou a arte de curar dos iorubas, levará em conta ìwọ̀n (a medida). Ou seja, a dor e a cura não podem exceder a capacidade do indivíduo. A medida, assim, será resultante da avaliação de peso, quantidade, dose, temperatura e tamanho. Daí ìwọ̀n oògùn (dose de remédio) e ìwọ̀n ìwúwo (quantidade de peso), serem considerados no processo curativo da medicina ioruba. (Trecho do livro Ewé, a Chave do Portal – JAgUN, Márcio. RJ: Litteris, 2019)
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6ª EDIÇÃO DO EVENTO UMBANDA RIO REÚNE, GRANDES NOMES DA MÚSICA E ARTE UMBANDISTA O evento aconteceu na sua sexta edição e reuniu grandes nomes da música umbandista e artesões da cultura afro-brasileira. A festa teve início por volta das 13h, com atividades para crianças com contadores de histórias, palestras e muita música. Dança cigana também ilustrou a festa que teve quase 40 expositores afro com variedades de produtos. José Carlos d`Oxóssi, o grupo resgata Umbanda, Pai Braguinha, Beatriz Nascimento, Léo Batuke, Edvander Oliveira, Juliana D Passos estavam entre as atrações que rufaram os tambores levantando o público que dançavam e cantavam. Pai Alex d`Oxalá diretor do evento, avaliou como positivo a realização que embora tenha trocado de local na última semana por conta de previsão de tempo ruim, o evento acabou crescendo. Parabéns! Ano que vem tem mais!
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ICAPRA Um encontro especial marcou o Encontro Quinta de Histórias promovido pela Todos os Cantos, que aconteceu na sede da UNIPAZ, no último dia 31 de outubro de 2019 em São Paulo. Lizete Florenzano, aventureira que passou 3 anos em viagens pelo mundo, contou suas percepções sobre o povo da África e seus aprendizados de viajante. Entre fotos e fatos vivenciados, mostrou expressões de africanos que muito se assemelham aos brasileiros e concluiu sua fala apresentando as similaridades entre Brasil e África: “a alegria, o acolhimento, esse jeito brasileiro nosso de ser me pareceu muito mais africano do que as histórias brasileiras nos contam. Aprendemos na escola que nossa herança era mais europeia dos colonizadores, mas diante do que vi, acho que somos muito mais africanos do que imaginamos” concluiu Lizete. A professora Luciana Farias leciona questões ambientais e étnico raciais na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP em Diadema e compartilhou porque decidiu
23 Da esquerda para direita: Lizete Florenzano, Ronaldo Linares, Luciana Farias e Laura Lobo
ÁFRICA , RELIGIOSIDADE E PRECONCEITO
Babalaô Ronaldo Linares – Idealizador do Santuário Nacional da Umbanda e presidente da Federação Umbandista do grande ABC na UNIPAZ – SP trabalhar com estas questões transversais na universidade. A partir de uma pesquisa sobre a umbanda, motivada pelo interesse de seu filho em frequentar a religião, ela surpreendeu-se em perceber que “o desconhecimento da maioria da população sobre esta religião é maior do que imaginamos”. Luciana concluiu isto a partir de sua própria experiência como pesquisadora na religião, ao perceber que a maioria dos conceitos que ela tinha sobre a religião de umbanda eram distorcidos, equivocados e preconceituosos. Decidiu, então, ampliar a visão dos estudantes sobre as questões étnico-raciais partindo assim para parcerias com instituições que pu-
dessem receber os alunos para o intercâmbio de conhecimentos. Dentre as estratégias utilizadas na aprendizagem, professora Luciana fez parceria com o Santuário Nacional da Umbanda para levar os estudantes uma vez por ano para conhecer o local e terem uma visão crítica mais apurada e tolerante, diante da diversidade cultural e religiosa do espaço. Essa parceria já está em seu quarto ano consecutivo. A riqueza da experiência unida aos estudos acadêmicos sobre as relações étnico -raciais geraram o livro Contribuições para uma educação não violenta que foi lançado na noite do evento. Compartilhando estas e outras experiências como educadora, a
Professora Luciana convidou o Babalaô Ronaldo Linares para o Encontro Quinta de Histórias, o qual apresentou uma visão geral sobre religiosidade e o preconceito. Pai Ronaldo, como é carinhosamente chamado pelos seus filhos de fé, compartilhou os desafios de vencer os preconceitos e de compreender a Religião Umbanda. Contou como surgiu o Santuário Nacional da Umbanda, a partir da busca de religiosos das religiões de matrizes africanas em busca de um local tranquilo para fazer suas oferendas. Assim, ao encontrarem a região desertificada da antiga Pedreira Montanhão, passaram a frequentar o local. Ronaldo
Quinta de Histórias na UNIPAZ – SP
Luciana Farias, Maria Aparecida e João Rodolfo Linares então, teve a ideia de transformar o local numa área exclusiva do povo de santo. Assim, após longos anos de reflorestamento e preservação, hoje o local é considerado a Meca dos Umbandistas e é visitado por pessoas de todo o mundo. Contou sua trajetória de vida desde seus aprendizados no Candomblé, como filho de fé de Joãozinho da Gomeia no Rio, até a sua mudança para a Umbanda, após conhecer o fundador Zélio de Moraes no Rio, que lhe incumbiu de divulgar sua obra. O evento muito agradável e de ricas trocas, contou ainda com a fala de Laura Lobo, presidente da UNIPAZ, falou da felicidade de ter convidados tão especiais nesta noite de compartilhamento de saberes. O vice presidente da Federação Umbandista do Grande ABC - FUGABC João Rodolfo Linares e sua esposa Maria Aparecida Linares, Relações Institucionais e Comunicação da FUGABC também estiveram presentes no evento e prestigiaram o lançamento da livro da Professora Luciana Farias. santuário nacional da umbanda www.santuariodaumbanda.com.br
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KENTE
Pneu nAnKA (exploração) Símbolo do trabalho forçado é oriundo de um provérbio que fala sobre carregar um fardo pesado, provavelmente utilizado pelas tribos que foram subjulgadas ao redor dos Ashantis.
os tecidos dos Reis Africanos www.geledes.org.br
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Kente é um tecido tradicional dos povos Ashanti ou Asante que formaram um dos maiores impérios residentes no continente africano, eles ocuparam um grande espaço no mapa e na cultura do continente e imprimiram tudo isso em padrões coloridos nesse tipo de artesanato. Kente era tecido dos Reis A tradição era ornamentar os reis do império Ashanti com os melhores panos e as melhores estampas. O pano feito com tiras de seda entrelaçadas tem uma textura diferente dos tecidos de algodão que a gente conhece e a palavra significa “cesta”, por ter sua produção parecida com as cestas entrelaçadas. Inicialmente esse costume ficou concentrado no povo Ashanti, mas se espalhou por toda África – apesar de ainda ser considerado mais ligado ao povo de Gana (descendentes direto do povo Ashanti). cores tem muitos significados Vocês devem saber que a cultura Africana não se desenvolveu pela tradicional escrita como em outras culturas. O povo Negro sabia como ninguém usar suas expressões artísticas para transmitir o conhecimento dos antigos e isso, aliás, foi uma das coisas que fez toda a riqueza da cultura africana sobreviver ao período soturno da escravidão. Os panos Kente carregavam muito disso, primeiramente nas cores que remetiam a ideias íntimas do povo. Amarelo simboliza riqueza e
prosperidade, afinal a África era o continente do Ouro e era principalmente utilizado pelo rei em suas reuniões públicas. O branco sempre foi a pureza espiritual. inocência e paz, mas era uma cor rara para o Kente, em várias produções podia ser encontrado em finos fios. Também tem um carater divino, encontrado nas religiões de matriz africana como a Umbanda no Brasil. O Verde é o símbolo da vida e da harmonia, como na natureza tem a ver com a juventude, já o azul simboliza a paciência e a sabedoria, pois lembra dos grandes espaços entre o céu e a terra. Quando utilizada com o amarelo, ele ganha uma conotação de poder baseado na espiritualidade. É possível encontrar em uma boa Googlada todo o significado das cores, é uma infinidade realmente.
ApRemo (canon) Resistência contra a dominação estrangeira, estratégia de guerra suprema. Ele simbolizava as estratégias de luta contra os europeus que utilizavam armas superiores às nações Akan.
os símbolos formavam frases Essa é a característica mais fantástica do Kente, particularmente, o povo Ashanti construia frases e aforismos com o tecido e todos conseguiam reconhecer os seus significados.
nA gyA dA Mu
(crise na nação OyOKO) Símbolo de conflitos internos e alerta para a necessidade de reconciliação. Ele lembra a guerra civil que se iniciou com a morte de Osei Tutu, um heroi e líder Ashanti que iniciou a unificação do povo.
Kente são os tecidos mais utilizados em fabricações industriais. Pela sua popularização, a maioria das fabricações (fora da África) tenta emular ou é inspirada em um Kente, mas passam longe do seu simbolismo. Já em Gana e estilistas Africanos ou que tem seu trabalho ligados a essa cultura conseguem ainda carregar suas criações com a alma do povo Ashanti. Separei alguns belos exemplos da utilização moderna do Kente!
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25 João Fellet - @joaofelletDa BBC News Brasil em São Paulo
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REVOLTA CONTRA IGREJA UNIVERSAL GERA MORTE E CRISE DIPLOMÁTICA EM PAÍS AFRICANO A cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tenta conter uma revolta popular que provocou a depredação de vários templos da igreja e a morte de um adolescente em São Tomé e Príncipe, um dos 23 países africanos onde a denominação brasileira está presente. A crise — que envolveu chefes
de Estado africanos, mobilizou congressistas brasileiros e o Itamaraty — pode resultar na expulsão da Iurd de São Tomé e Príncipe, uma ex-colônia portuguesa insular com cerca de 200 mil habitantes no oeste da África. O imbróglio teve início em 11 de setembro, quando um pastor sãotomense da Universal foi preso na
BABÁ MOLÁ ESTREIA PROGRAMA PELO FACEBOOK O programa é sempre as quartas feiras, às 9:30h e tem como base abordar assuntos sobre problemas vividos no cotidiano. A maestria da direção está com Ekedy Débora e na produção Pai Sandro da USM. Assuntos como depressão, culpa, solidão dentre outros já foram abordados e os seguidores podem opinar ao vivo e sugerir temas auxiliando a direção para contribuir com o sucesso da programação que dura em média 1h. O endereço da página é: facebook.com/ ileobatisangô. Vale a pena conferir!
Costa do Marfim, acusado de ser o autor de mensagens que denunciariam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos. Segundo a Iurd, que havia denunciado as mensagens à polícia marfinense, os textos continham “mentiras absurdas e calúnias” sobre a igreja, divulgados por aplicativos de conversas e por um
perfil falso no Facebook. O são-tomense preso, Iudumilo da Costa Veloso, virou pastor da Universal em seu país natal, mas foi transferido há 14 anos para a Iurd da Costa do Marfim. nove dias após ser detido, ele foi considerado culpado pelas mensagens e condenado a um ano de prisão.
Pallas lança “O filho querido de Olokun” no sábado, dia 9, na Blooks Livraria “O filho querido de Olokun” (Pallas Editora) é o segundo livro de Rogério Athayde e Clara Zúñiga que foi lançado em tarde de autógrafos sábado, 9 de novembro, a partir das 16h, na Blooks Livraria, em Botafogo. O evento tem entrada gratuita e o livro, para crianças e adultos, custa R$ 58. O casal rememora um das centenas de contos da tradição oral iorubá, em duas narrativas que andam juntas: texto dele e ilustrações dela.
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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi
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A RELIGIÃO BANTU - NZAMBI E OS ESPÍRITOS ANCESTRAIS As religiões de todos os povos bantu são semelhantes. Todos acreditam num criador único ou divindade suprema: Zambi, Kalunga, Lessa, Mvidie, etc... É uma divindade longínqua, que criou o mundo e distanciou-se dele, deixando a administração a seus filhos divinizados que são ancestrais fundadores de linhagens. Por isso, essa divindade ou deus único é raramente objeto de culto coletivo, geralmente reservado às divindades secundárias (espíritos ancestrais). São estes que fazem o elo entre os homens e o deus único, criador de tudo que existe no mundo bantu. Por isso, costuma-se reduzir e simplificar as religiões bantu pelo culto dos ancestrais,embora exista um panteão religioso estruturado como mostra o conteúdo do livro La Philosophie Bantoue, de Placide Tempels (15). Segundo essa filosofia, o mundo é um conjunto de forças hierarquizadas por uma relação de energia ou força vital. Essa energia ou força vital, cuja fonte é o próprio deus criador, é distribuída em ordem decrescente aos ancestrais e defuntos que fazem parte do mundo divino; em seguida ao mundo dos vivos, numa relação hierárquica, começando pelos reis, chefes de aldeias, de linhagens, pais e filhos; e finalmente ao mundo animal, vegetal e mineral. Trata-se de uma visão antropocêntrica, na qual o homem constitui o centro e o interesse maior de toda a obra de
Walter Nkosi
deus. A força vital explica a existência da vida, da doença e da morte, do sofrimento, da depressão ou fadiga, de qualquer injustiça ou fracasso, da felicidade, da riqueza, da pobreza, da miséria, etc. Tudo que é positivo à vida e à felicidade humana é interpretado como aumento e crescimento da força vital; tudo que é considerado como privação,sofrimento e até a perda da própria vida é interpretado como diminuição da força vital. Os outros seres da natureza criados por deus e colocados ao serviço do homem possuem também, em um grau menor, essa energia ou força vital. Entre os baluba, um dos ramos importantes das civilizações bantu, a palavra “morrer”, que é uma privação ao extremo da força vital, é aplicada a tudo que existe na natureza. Se quebrar um copo, um vidro, um carro, uma pedra, se cair uma árvore, etc., eles dizem que “morreu”, mesma palavra utilizada para os homens e os animais. Nessa visão de mundo, as noções de “Ser”e de “Força” são inseparáveis e interligadas. um ser é por definição uma força, daí o caráter dinâmico do ser e da pessoa humana. Toda força pode crescer ou decrescer, tornarse mais forte ou mais fraca.
O crescimento e a diminuição da força vital explicamse pela lei da interação das forças. um ser influencia outro, ou seja, uma força reforça ou enfraquece outra. força. Existe uma causalidade metafísica entre o criador e a criatura. Em outras palavras,a relação entre o criador e a criatura é uma constante,
porque o primeiro é por sua natureza dependente do segundo quanto a sua existência e sua substância. Uma criança,mesmo tornada adulta, permanece sempre em uma dependência causal, em uma subordinação ontológica às forças do pai e da mãe. A força primogênita domina sempre a força ultimo
MInIsTRA cuRsO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO
gênita e continua a exercer sua influência vital sobre ela. O mundo das forças mantémse como uma teia de aranha, da qual não se pode fazer vibrar um único fio sem sacudir todas as malhas.Qualquer ser humano é colocado numa relação de forças vitais, algumas mais desenvolvidas do que a sua própria força. Essas forças mais desenvolvidas são o próprio deus,os antepassados, os defuntos da linhagem, da família; são os pais, feiticeiros, bruxos, etc... elas podem influenciar a sua vida no bom sentido (saúde, riqueza, poder, promoção na profissão, etc.), aumentando a sua força vital, ou no mau sentido (doença, morte, pobreza, insucesso na profissão, etc.), diminuindo a sua força vital. Por isso, o culto aos ancestrais, num mundo criado por um deus que dele se distanciou, constitui o aspecto mais observável da cosmovisão bantu sem se reduzir a ele. O que está por trás do culto aos ancestrais, senão a busca da conservação e do crescimento constantes da força vital, fonte inesgotável da vida e de todas as felicidades. Bibliografia: Revista Usp, São Paulo (28):56-63, Dezembro / Fevereiro 95/96.Kabengele Munanga.
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Dom Orani promove mediação para diálogo com Governo sobre intolerância religiosa Rozangela Silva
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A pedido do Babalawô Ivanir dos Santos, o cardeal Dom Orani pediu audiência com Cláudio Castro - vice-governador do Rio, mas no horário agendado não pode comparecer, enviando assim Felipe Freire - Assessor-especial da Vice-Governadoria do Rio. Além de um grupo da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, formado por Sami Isbelle, da Sociedade beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, Paulo Maltz, advogado e representante Federação Israelita/RJ, Fátima Damas (CCIR e CEUB), padre Fábio Luiz, presidente da Comissão Arquidiocesana para o Diálogo Ecumênico e Inter-religioso do Rio de Janeiro, Diácono Nelson Águia, secretário geral da mesma comissão, e da secretária para o Diálogo Ecumênico e Inter-religioso, entre outros integrantes da CCIR.
O encontro aconteceu na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro - circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil. Recebidos no Salão Nobre por Dom Orani Tempesta, no início da noite de ontem, a conversa foi permeada
com os casos de intolerância religiosa sofrido pelas religiões de matriz africana, com relatos de em torno de 200 casos recebidos pela CCIR - desde fechamento de barracões, violência e intimidação em proferir a fé em bairros cariocas. Só esse ano,
houve um aumento de 100% de casos comparados ao ano passado. Ficou acertado ainda um outro encontro, pensar em caminhos para evitar vilipêndios. Assim como ouvir vítimas e outras lideranças religiosas. Sair do campo de conversas.
Sem apoio da Prefeitura do Rio, organizadores de Presente de Iemanjá promovem uma vaquinha online Marcelo Fritz
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Final do ano umbandistas levam oferendas ao mar para agradecer, pedir pelo ano novo, realizando cerimônias publicas onde a sociedade independente de pertencer a religião acabam aderindo a prática que se tornou tradição nesta época do ano. A CEUB, Congregação Espírita Umbandista do Brasil realiza um evento no posto 3. Sem apoio da prefeitura na gestão do prefeito Marcelo Crivella, religiosos tem se desdobrado para manter a tradição. Mais um ano promovem uma vaquinha online id da vaquinha é: 761259, o evento acontecerá no dia 28 de dezembro. O link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/procissao-religiosa-barco-de-iemanja-2019 As cerimônias em homenagem à Iemanjá, declaradas como patrimônio cultural carioca, pelo decre-
to n.º 35.020 de 29 de dezembro de 2011 e inserida no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da Cidade do Rio de Janeiro
pela lei n.º 5.146 de 7 de janeiro de 2010, expõem o sincretismo religioso como uma forma de expressão da cultura carioca, agrega
cidadãos de diferentes identidades religiosas, preserva a memória cultural através do registro dos seus modos de fazer e de celebrar e promove uma ação efetiva contra à tolerância religiosa. A atividade que ocorre nas areias de Copacabana, no Posto 3, em frente à Rua Paula Freitas, constitui um meio de formação crítica e democrática, face à demonização da religião Umbandista, consagrada pela lei 5.514/09, como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro, e é igualmente de interesse para o turismo da Cidade, em razão da interação pacífica que os elementos religiosos promove entre o adepto, o morador e o visitante. O cortejo da imagem de Iemanjá até à areia da Praia adornada de flores, a magia das velas, o cheiro do alecrim e da alfazema, atraem a atenção dos turistas nacionais e estrangeiros.
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SONHOS sonhar com moto: Ver uma motocicleta em sonho, é indício de novos contatos nos setor profissional. Andar de motocicleta em sonho é aviso para não se envolver em negócios escusos. Se você pilota a motocicleta, deverá tomar as rédeas de um novo empreendimento, não esmoreça; e, se você estava no lugar do carona, é aviso para que não fique dependendo de outra pessoa, vá à luta, liberte-se. Comprar ou vender uma mota, receberá um dinheiro inesperado. Perder ou ter sua moto roubada, não gaste mais do que pode, economize, senão passará por sérias dificuldades. sonhar com múmia: Múmias vistas em sonho, certeza de que o passado será um grande aliado para a formação de seu futuro, só você pode aproveitar o que o destino lhe reservou. sonhar com comida: Sonhar com co-
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mida simboliza coisas positivas, como a nutrição e a recuperação das energias, tanto físicas quanto emocionais. Pode ser representada pelas frutas, que denotam sensualidade; por vegetais, exprimidas pela vida saudável ou até mesmo pela carne, significando os desejos mais selvagens da pessoa. sonhar que vê uma multidão: Sonhar que vê uma multidão possui dos significados. no primeiro, é provável que você esteja se sentindo excluído de um grupo ao qual gostaria de fazer parte ou que um dia já fez. Reflita se
essa exclusão partiu de motivos causados pelo grupo ou se foi você quem deu alguns passos para trás e se afastou de todos. Por outro lado, sonhar que vê uma multidão revela o seu individualismo. Você tem sua própria opinião e não receia expressá-la, o que pode ser muito bom. Porém, atentese ao seguinte, suas ideias são fortes, mas não são únicas e nem imperialistas. Saber ouvir e apreciar o discurso alheio pode te fazer mudar de opinião de uma hora para outra. sonhar com cemitério: Significa res-
SIMPATIAS simpatia para ganhar dinheiro do arroz: Ao acordar esquente numa panela água com um pouco de arroz cru convencional. Após, coe, reserve, aguarde esfriar um pouco e tome um banho demorado enxaguando-se com essa água do pescoço para baixo. A seguir, vista uma roupa branca limpa e faça os afazeres normais do seu dia! Em muito pouco tempo verá como o dinheiro vai aparecer em sua vida com fartura. Esta simpatia poderosa atrai mesmo dinheiro, ela é muito conhecida, já ouvi relatos que passado uns dias a vida de certas pessoas começa a mudar gradualmente, surgindo novas oportunidade de trabalho, etc… para ganhar dinheiro urgente • 1 vela Azul • 9 moedas que qualquer valor. Pegue nas 9 moedas e coloque em círculo a volta da vela azul, e segui-
surgimento e recuperação mental. Representa que o seu espirito está se regenerando. Pode significar coisas angustiantes, mas que no fundo estarão nos ensinando alguma coisa positiva que ainda não conseguimos entender. Em primeiro lugar, sonhar com o lugar onde a vida acaba significa renascimento, regeneração espiritual. é o fim de um hábito, de um velho comportamento. Também pode envolver algum tipo de tristeza. Mas é melhor olhar sempre pelo lado positivo, não é verdade? Tudo o que acontece em nossas vidas nos ensina algo. Nós é que não somos capazes de enxergar isso com os olhos turvos de emoção. sonhar com purgatório: Qualquer referência a purgatório é sinal de que sua vida está passando por uma transição, tudo pode parecer difícil agora, mas logo a vida entrará nos eixos, tenha calma.
/bemzen.uol.com.br ja ou até mesmo para um mendigo). O que importa é que doe as moedas de coração tranquilo e com amor ao próximo.
da segure nas em cada uma das moeda e diga: “Não tenho prata, nem ouro. Que (dizer o valor que precisa) chegue até mim“. Em seguida ligue a vela deixe a moedas em cima da mesa e diga mais 9 vezes: Não tenho prata, nem ouro. Que (dizer o valor que precisa) chegue até mim“. No último verso sobre na vela e faça a oração Creio em Deus Pai. no final pegue nas moedas e doe para alguém, (pode ser para uma igre-
Romã para ganhar dinheiro • 1 Romã • 1 garrafa de água com gás. Abra ao meio a romã e tire 9 sementes e coloque dentro da água com gás. Em seguida peça para os 3 Reis Magos lhe trazerem prosperidade, e dinheiro para sua vida. (faça um tipo de oração falando o que você deseja). Depois tire 3 sementes e coloque dentro da sua carteira e fique com elas durante um ano. As outras 3 semanas você deve beber com a água sem as mastigar. As outras 3 sementes de romã que sobram você deve plantar em um campo ou floresta.
para ganhar dinheiro no jogo Essa simpatia é muito boa e funciona com todo o tipo de jogo, como por exemplo o LotoFácil ou megaSena Você verá a sua sorte mudar bem rapidinho. • um lotofácil (Caso seja megasena ou outro tipo de jogo você só precisa do respectivo boletim). • Canela em pó • 1 um trevo [se tiver 4 folhas melhor, mas pode fazer com um de 3] • 1 vela branca 7 dias • 1 prato Pegue no boletim que você vai jogar e coloque por baixo do um prato branco. Jogue o trevo por cima do boletim e no final a canela em pó. Agora você deve pegar na vela branca em cima do boletim e deixar a vela queimar até ao final. Deixe queimar a vela durante 7 dias e no final dos dias você deve apostar no jogo com o mesmo boletim que usou na simpatia.
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SÃO JOÃO DE MERITÍ PODERÁ TER LEI RECONHECENDO COMUNIDADES TRADICIONAIS Divulgação
quistas registrada nossa passagem”. Declara o coordenador Fritz. A proposta inicial é criar uma lei que zele por essas comunidades, onde a prefeitura reconheça ofícios, territórios e cultura como patrimônio, comprometendo-se com políticas públicas e acesso dessas comunidades com ações, projetos e programas visando uma ação plural nas comunidades através da sociedade civil organizada e comprometida com as questões sociais e culturais. Até o final de novembro haverá uma minuta desta lei que será apresentada ao prefeito que está receptivo a alianças com a sociedade da cidade. Para o Secretário de Cultura, Direitos Humanos, Igualdade Racial e Turismo, Marcelo Rosa, é de extrema importância socializar programas e trazer a sociedade para uma aliança de promoção de políticas de paz, fortalecimento, para que haja progressos de verdade, dando a oportunidade para as comunidades participarem da gestão com mudanças e inovações, além gerar ações criativas e inovadoras.
São João de Meriti, recentemente criou uma coordenadoria de políticas para comunidades tradicionais, o coordenador Marcelo Fritz esteve reunido com o secretário de cultura, direitos humanos, igualdade racial e turismo Marcelo Rosa, visando organizar e gerar políticas públicas para essas comunidades que reuni nesta pasta discussões para avanços em leis e políticas. Frei Tatá, superintendente de Igualdade racial, Silvia Mendonça assessora de projetos, e Regina Gmach, superintendência da criança e do adolescente e gerência de políticas também se reuniram visando somar experiências promovendo diálogo para juntos organizarem políticas e agenda de preservação, resgate e visibilidade na esfera municipal. “São João de Meriti tem Afoxé, Folia de Reis, Jongo, Capoeira, Baiana de Acarajé, Terreiros, e a oportunidade de ter numa pasta dando uma unidade de força para avanços e alianças, é algo inédito na cidade e tenho certeza que deixaremos con-
Reunião com lideranças de São João de Meriti Foi realizado uma reunião com militantes da cidade com o coordenador de políticas para comunidades tradicionais, Marcelo Fritz, visando ouvir e discutir propostas
para o governo. A intenção é ver o cenário, reclamos e demandas diversas de lideranças que atuam já há tempos na cidade e sabem da realidade vivida por cada um, além
das necessidades. As demandas são muitas, mais juntos iremos dar prioridade há ações emergenciais que possam resultar em avanços e conquistas. A reunião aconteceu
no Centro Cultural Meritiense e em breve será realizada outras para que o grupo acompanhem avanços. Maiores informações: 21-97032-9289.
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ASSOCIAÇÃO ALFA E ÔMEGA-SP CURIMBA CAMPEÃ DOS CAMPEõES DA 15ª EDIÇÃO DO PRêMIO ATABAQUE DE OURO
1° FESTIVAL DE CANTIGAS DE TERREIROS DO TUCS
1°Festival de Cantigas de Umbanda em Prol a casa Irmandade Oxóssi Caçador
o evento ocorrerá no dia 1 de dezembro à partis das 14h e será realizado na quadra do boêmios do irajá. o evento terá convidados especiais como os grupos: Rosa Amarela e grupo Meu Ilê dança Afro e terá como apresentadores pai Renato d`obaluayê e mãe miriam d`oyá. mãe Lú bandeira e José carlos d`Oxóssi estão apoiando o evento que dará vaga para o prêmio atabaque de ouro de 2020. informações: 21-99985-6026.
O evento acontecerá no Arrastão de Cascadura, no dia 15 de dezembro, com início às 13h e terá premiações até o décimo lugar. A realização é do Grupo de Curimba Emoções e Fé, com apoio do CEDINE, Quero Brindes e Prêmio Atabaque de Ouro que dará vaga para o campeão. O valor das mesas antecipado ;e R$ 30,00 e na hora R$ 40,00. As reservas podem ser feitas através dos telefones: 2196433-6143 / 98863-2114.
JOSÉ CARLOS D`OXÓSSI EM SANTA CATARINA
JULIANA D PASSOS PRESENTE Juliana D Passos, criadora do canal no youTube Macumbaria, tem feito excelente corpo a corpo em eventos de umbanda em diferentes estados. São Paulo e Rio de Janeiro tem tido muito a presença da cantora que esbanja simpatia distribuindo autógrafos e sorrisos. Só em novembro ela participou no Rio dos Ogãs em Ação e do Umbanda Rio, levando o público ao delírio com sucessos de seu canal. Seja sempre bem vinda!
Na Casa Luanda, no bairro Santa Monica, Florianópolis, José Carlos d`Oxóssi estará ministrando curso de curimba nos dias 04 e 05 de janeiro. Juliana D Passos é articuladora do curso que será o primeiro de muitos na cidade. A Escola de Curimba José Carlos d`Oxóssi já está com 5 núcleos no Rio, fora aulas particulares que o curimbeiro reserva tempo para ministrar. Maiores informações: 21- 99115-5111.
13ª Edição dos Ogans em Ação é coroada de Êxito e atrações internacionais A 13ª edição do evento realizado por Tião Casemiro, padrinho dos ogãs e considerado o rei da voz, foi coroada de êxito, a casa lotada mostrou a força e carisma de Sebastião Casemiro que homenageou mais de cem ogãs do Rio e também teve atrações homenageadas do Uruguai e Ar’cionando os convidados que não se deixou intimidar com a forte chuva. Parabéns a toda equipe dos Ogãs em Ação e as escolas de curimbas presentes e grupos de dança que deram um brilho especial ao evento. Ano que vem tem mais!
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Pai Márcio d`Jagun lança livro com cerca de 800 páginas “Ewé, a Chave do Portal: o conceito de saúde e doença conforme a filosofia ioruba, ritualística do equilíbrio físico e espiritual através do elemento vegetal” Divulgação Aconteceu no dia 16 de outubro, das 18hs às 21hs, no auditório da sala 2097 – UERJ (Campus Maracanã), foi lançado pela Editora Litteris e pelo Instituto Orí o livro “Ewé, a Chave do Portal – o conceito de saúde e doença conforme a filosofia ioruba, ritualística do equilíbrio físico e espiritual através do elemento vegetal”, do advogado, professor universitário e Babalorixá Márcio de Jagun. De forma didática e bem fundamentada, o autor, ao longo das cerca de 800 páginas do livro, elenca a perspectiva ioruba sobre a relação entre o homem e a natureza, o poder da palavra para despertar o axé dos elementos, o surgimento mítico da doença e a divindade do elemento vegetal. O livro explica como os iorubas percebem as folhas, e como a reverenciam através do Orixá Osanyn: o deus que mora em todas as ervas. Estiveram presentes artistas, importantes religiosos de várias matrizes, sacerdotes do Candomblé carioca e baiano, dentre eles Pai Elias de Inhansã, Mãe Nilze de Oya, Pai Jorge de Ogunjá, Mãe Ignez de Inhansã, Babalawô Ivanir dos Santos, Pai Renato de Obaluayê, Promoter yango, Pai Anderson de Oxaguiã, Pastor Gilberto Garcia, Diácono Nelson Águia (representando o Cardeal Dom Orani Tempesta), Graça Nascimento (MIR), Og Sperle (Associação Wicca do Brasil), a car-
navalesca Maria Augusta, a escritora Graziela Domini, os artistas Deborah Colker, Gabriel Falcão e Eduardo Salles. Os próximos lançamentos já programados pela editora, serão em São Paulo e em Salvador, nos meses de novembro e dezembro. O livro pode ser adquirido nas redes Travessa, Blooks e Cia. dos Livros em todo o Brasil, ou diretamente com o autor (com dedicatória), via ori@ori.net.br.
CASA COMBATE ÓI R E T NI
50 anos
ção de tradi
A cAsA dO gueRReIRO ARTIgOs RelIgIOsOs e esOTéRIcOs
Tel: (21) 2613-6816
(21) 96477-0208
Rua Visconde de Itaboraí, 402 - Centro - Niterói - RJ /CasadoGuerreiroCombate
@casa_combate
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SALvAdOr
INTOLERÂNCIA: CASA DE OXUMARÊ NOTIFICA FACEBOOK POR POSTAGEM DE LUISA MELL Ativista associou violência contra cão a ritual religioso; leia ação extrajudicial www.correio24horas.com.br O terreiro Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Oxumarê, ingressou nesta segunda-feira (4) com uma notificação extrajudicial para que o Facebook remova postagens divulgadas pela ativista pelos animais e apresentadora Luisa Mell no Instagram e no próprio Facebook. O terreiro diz que as publicações são “difamatórias e ofensivas” e acusa a ativista de intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana, ao associar a violência animal ao candomblé ou umbanda. No texto da postagem (veja abaixo), junto com uma foto de um cão com patas amputadas, Luisa utiliza termos como “religião”, “crença alheia”, “ritual”, “ritual macabro”, “esse deus”, “sacrifício”, “sacrifício final”. “Não tenho palavras, só choro. Em nome de uma religião, de uma crença, em um ritual, esse filhotinho teve as duas patinhas de trás e as orelhas cortadas, lentamente. Conseguimos fazer seu resgate antes de seu ‘sacrifício final’ e ele está conosco agora. Não entendo por que ele tem que pagar com seu corpo, com seu sofrimento, a crença
Babá Pecê no Rio de Janeiro Família reunida no Rio de Janeiro para louvar Omolú de uma das mais antigas filhas da Casa de Oxumarê, Agba Edelzuita. O axé localizado no município de Nilópolis celebrou os 75 anos de iniciação da Egbome que é uma
alheia. O que ele fez a esse deus para que lhe causassem tanto sofrimento, tanta dor? Nunca, nunca vou entender. Nunca irei concordar. Minha religião sempre foi e sempre será meus atos. Ele está medicado, vai passar por cirurgia e precisaremos criar próteses para ele”, escreveu a ativista. Em nota, a Casa de Oxumarê reagiu: “Segundo a postagem, o cão teria sido ‘resgatado’ de um ritual, mas não há qualquer menção ao tipo de ritual, templo, local, dia e hora do suposto resgate. Embora todos saibamos que judeus e muçulmanos também possuem rituais de abate religioso de animais, no imaginário social brasileiro, abate animal está associado exclusivamente às religiões afro-brasileiras. A mensagem é direta, cristalina e inequívoca: induz as pessoas a associarem religiões afro-brasileiras
das mais velhas do axé. Irmãos, zeladores e amigos prestigiaram a obrigação que se realizou no dia 18 de novembro. Babá Pecê saiu Dio Rio e foi para Brasília para obrigações. Acompanhado de uma comitiva da casa para auxiliar o babá que viaja constantemente para levar o axé da casa que foi outorgado a transmitir o axé.
com crueldade e maus tratos contra animais. A postagem constrange, ofende, difama, incita o ódio e a intolerância religiosa contra os milhões de brasileiros que professam as religiões afro-brasileiras”. Em entrevista ao CORREIO, no início da tarde desta terça-feira (5), Leandro da Mata, que é Babá Egbé do terreiro, explicou que além de intolerância religiosa, a publicação propaga o discurso de ódio. “A pessoa tem que ter uma preocupação ao disseminar sua opinião nas redes socias, seja ela qual foi. Luisa foi infeliz porque ela associa a tragédia com o animal indiretamente a religiões de matriz africana. Ela é uma pessoa famosa, muito conhecida, e que acaba influenciando outra pessoas. Isso fomenta indiretamente ao ódio religioso. O mínimo que deve ser feito é que a postagem seja
retirada do ar. Está repercutindo muito e o impacto é ruim”, afirma. “A gente, do Candomblé, povo de santo, passou muito tempo reagindo de forma pacífica. A estratégia agora é ser mais atuante. Precisamos responder, ir pra cima e combater o preconceito. A gente não pode aceitar ações como essa”, completa. Conforme Leandro, a Casa tentou entrar em contato com Luisa através das redes sociais, mas não obteve retorno. Na postagem, alguns internautas também sinalizam o preconceito. Por isso, resolveram ingressar com a notificação extrajudicial. O Facebook, que também é dono do Instagram, tem 72 horas para tomar conhecimento da notificação. Após isso, o prazo é de cinco dias úteis para remover os conteúdos. Caso a empresa mantenha, serão adotadas medidas judiciais, explica o advogado da Casa de Oxumarê, Hédio Silva Jr. “Optamos por ingressar com a notificação extrajudicial, instrumento previsto pelo Marco Civil da Internet, fixando um prazo para a remoção da postagem. A notificação foi distribuida nesta segunda. Se, por acaso, mantiverem a postagem de Luisa isso abre a possibilidade de uma ação judicial e eventual pedido de danos morais”, explica o representante, que é dirigente do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-brasileiras (Idafro).
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áRvORe dA
Lembrança
JOÃO COSTA BATISTA Pesquisador de cultura e tradições afro jc.batista2010@gmail.com
Reprodução Internet
Aleijadinho “Árvore da Lembrança” 18 de novembro de 1814 - Morte de Antônio Francisco Lisboa, conhecido por o Aleijadinho (1730-1814) em Ouro Preto – MG. Foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do brasil colonial. era filho de uma escrava com um mestre de obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador. Por volta dos 40 anos de idade, começou a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstrou um esforço
fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continuou trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais. Das suas estátuas, esculpidas para muitas das igrejas de Minas Gerais, destacam-se as dos doze profetas e as sessenta e seis imagens dos Passos, realizadas para o Santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. Os trabalhos de Aleijadinho podem ser vistos em Ouro Preto, Congonhas do Campo, Sabará e outras
cidades mineiras. Observando-se os traços, as expressões das esculturas, é impossível evitar o sentimento de emoção e respeito que elas despertam. O esplendor e o requinte, as sutilezas e a suntuosidade das dezenas de estátuas, pias batismais, púlpitos, brasões, portais, fontes e crucifixos revelam que o brasil teve um escultor e arquiteto de primeira grandeza nos tempos coloniais. “Vida e obra de Aleijadinho” (Juca/ Duduca/Bala) – Samba enredo da Escola de Samba Salgueiro, 1961. Foi genial,
Realizou Maravilhas sem igual E de real valor, Incomparável na escultura nacional, Empolgando o nosso Brasil colonial. Ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho, O imortal, Ultrapassou a sua dor Com a arte escultural. Ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô Foi o marco inicial da escultura nacional Projetando o Brasil No conceito mundial. Este grande brasileiro, De rude formação, Legou ao Brasil e ao mundo inteiro O barroco brasileiro, Nas cidades de Congonhas, Vila Rica, Sabará E outras mais. Lá-lá-lá-lá, lá-lá-lá-lá, lá-lá-lá Revivemos a época Deste filho de Minas gerais
MC SOFFIA É DESTAQUE DA SÉRIE “DEIXA ELA” A rapper teen – junto da colega Karol Conka e de outras entrevistadas – fala sobre as dificuldades que meninas e mulheres enfrentam ao correr atrás dos seus sonhos, no quinto episódio do projeto, pelo portal do Estadão www.geledes.org.br Reprodução/Facebook Um dos grandes nomes da voz negra atual, a rapper teen MC Soffia, é destaque da série “Deixa Ela”, que foi ao ar nesta quinta-feira (14/11), pelo portal do Estadão. Intitulado “Deixa Ela Sonhar”, o quinto episódio do projeto mostra as dificuldades que meninas e mulheres enfrentam ao correr atrás dos seus sonhos, incentivando-as a nunca desistirem. Para isso, associa o relato de aspirantes e profissionais já consagradas em determinadas carreiras. No campo da música, o contraponto é feito entre a rapper Karol Conka, 32, e Soffia, 15 anos – ambas ligadas pelo empoderamento das mulheres negras.
Gravada no Centro Cultural São Paulo (CCSP), a entrevista aborda as referências e os desafios da jovem rapper, que foi alçada ao estrelado com apenas seis anos, logo
após participar do projeto “O Futuro do Hip Hop”. “Eu me inspirava ao ver as mulheres cantando. A música sempre foi muito masculina. Sempre existiram mulheres cantando, mas menos do que homens. E essas que cantavam não tinham tanta visibilidade. Então, a mulher podia cantar, mas ela não tinha a estrutura que um homem tinha”, revela Soffia em um dos trechos. A artista disse que ficou um tempo parada, por falta de estrutura e de espaço para uma menina negra. “Pode chegar qualquer menininho cantando um rap, em algum lugar, que o povo vai olhar e vai querer investir”, explica. MC Soffia também lembrou das dificuldades que muitos jovens encontram dentro de casa, com o
desestímulo dos familiares para a área artística e cultura. “Eu acho que se a pessoa está feliz com o sonho dela e quer mesmo ser aquilo, ela tem que ir em frente”, afirma com convicção a cantora e compositora que, hoje, contabiliza milhões de seguidores nas redes sociais e acaba de lançar seu primeiro eP, “Soffisticada”. “deixa ela” na tV, dia 05/12 uma parceria firmada entre O estado de S. Paulo e a TV Cultura garantirá a exibição da vídeo-reportagem no Jornal da Cultura e em outros jornalísticos da emissora. O episódio “Deixa Ela Sonhar”, com MC Soffia, deve ser exibido no dia 5 de dezembro (quinta-feira), a partir das 21h15.