JORNAL
ANO 14 | n° 119 | 2019
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
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GLAMOUR, EMOÇÃO E COROAÇÃO, NOS 20 ANOS DO ICAPRA NA 15ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO PÁGS. 5, 6 E 7 XANGÔ QUIS ASSIM OS 60 ANOS DE UM REI. PÁG. 17
45 ANOS DE INICIAÇÃO DE PAI OSVALDO MUTALÊ. PÁG. 12 E 13
CERIMÔNIA NO TERREIRO DO GANTOIS LANÇA DISCO EM HOMENAGEM À MÃE CARMEN. PÁG. 9
A MEDICINA IORUBA. PÁG. 21
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O MAL E O BEM UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com
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bservamos que em pleno século XXI, uma parte dos seres humanos ainda permanece nas faixas primitivas, sem se ater aos valores éticos. Aristóteles, no livro Ética a Nicômaco, nos informa que; “Em todas as disposições de caráter que mencionamos, assim como em os demais assuntos, há uma meta a que visa o homem orientado pela razão.” Segundo Aristóteles, para que possamos alcançar a nossa meta orientada pela razão, são necessariamente cincos degraus metaforicamente falando, que se inicia com o
primeiro de grau, que é a ciência da investigação de conhecer a realidade das coisas. O segundo degrau é a técnica, que nos permite produzir a tecnologia para progresso humano na sociedade. O terceiro degrau é o do discernimento, onde devemos separar o que o bem e o que é mal. O quarto degrau é o da inteligência, é compreender os fatos através de um olhar critico lendo e interpretando entre linhas. O quinto e ultimo degrau é o da sabedoria, que é o encontro de uma razão com a nossa própria vida, saber como utilizar a ética nas rela-
ções na sociedade. Finalizamos esta matéria com as palavras do codificador da Doutrina dos Espíritos; “Essas relações iniciam o homem na vida futura, que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro já
não é uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática.” (Livro: A Gênese -Caráter da revelação Espírita. Cap. I. Item, 31.) Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz
Olá Leitores!
Registro MTB: 30754-RJ
Se pudesse congelava nesta edição do jornal ICAPRA, festa divina dos 20 anos do ICAPRA, 15 anos do Prêmio Atabaque de Ouro, Gantois em festa com lançamento de disco em homenagem a Mãe Carmem, José Beniste falando sobre seu livro que provavelmente será lançado em outubro, a obra mais completas sobre os candomblés antigos do Rio de Janeiro, 45 anos de Osvaldo Mutalê, caminhadas e lutas contra a intolerância, recheiam esta nossa edição que celebra também o aniversário de 20 anos de nossa Instituição Mãe ICAPRA. Vida longa para nossas tradições e guerreiros que lutam pela sua perpetuação com bravura. Boa Leitura! Boa Leitura!
Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com
Babá Marcelo Fritz – Editor Responsável
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GLAMOUR, EMOÇÃO E COROAÇÃO, NOS 20 ANOS DO ICAPRA NA 15ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO Divulgação
Maques Rebelo e Virgínia Rodrigues
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udo parecia apenas mais uma edição do Prêmio Atabaque de Ouro, que visa homenagear os destaques dos festivais de curimbas dos festivais do ano anterior. O prêmio criado pelo ICAPRA -Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, fundada em agosto de 1999, coincidiu com a data de aniversario. A Instituição completou 20 anos e a premiação 15 anos de resistência, o coordenador Marcelo Fritz não pensou duas vezes em celebrar as duas datas juntas, “afinal a premiação é filha do ICAPRA” comenta Marcelo Fritz. O evento foi realizado no dia 25 de agosto e reuniu mais de 3.000 pessoas representantes de todo Brasil. Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro estavam na disputa que tinha outros estados concorrendo em algumas categorias da premiação. O evento se realizou na cidade de Duque de Caxias, que teve casos recentes de intolerância religiosa. A celebração veio a calhar, pois em 2020 a escola Caxiense irá homenagear o saudoso Joãozinho da Gomeia , com enredo “Tata Longirá: O canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, a escola vai dedicar setor inteiro sobre intolerância religiosa. A casa abriu os portões por volta das 13h, como combinado, uma multidão já esperava ansiosa esta edição que foi pra lá de especial, pelos seus 15 anos e 20 anos do ICAPRA.
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O REI DA VOZ ABRE A FESTA Sebastião Casemiro foi o responsável por rufar os tambores com o hino da umbanda e alguns louvores dando boas vindas a todos os convidados e abrindo os trabalhos. O público foi ao delírio da voz e interpretação do padrinho dos ogãs como é considerado pelos curimbeiros. Mais DE 50 ExposiToREs foRMaRaM uM gRanDE MERCaDo afRo Uma feira este ano teve uma edição especial, acompanhando toda a harmonia da decoração do evento rústica e com tecidos africanos, esteiras e juta, dando um brilho original na festa que teve a feira compondo com saias das barracas cor terra e tecidos africanos coloridos. Foram mais de 50 expositores, com os mais variados produtos do segmento, com novidades e peças exclusivas que foram preparadas para o evento. A exposição foi montada logo cedo por volta das 10h, estando toda pronta bem antes da abertura da casa.
3 BloCos DE DispuTa E EMoção Quinze grupos dos diversos estados tiveram suas apresentações divididas em três blocos de cinco grupos por cada. Mais de 300 integrantes formavam o corpo do elenco, que era composto por intérpretes, compositores, bailarinos, curimbeiros, apoio para eu nada desse errado, pois grupos se preparavam há pelo menos 6 meses para o evento que é considerado o maior encontro de curimbas do Brasil. O humorista André Lucas fez uma performance, pai Jorge e seus ogãs Odaras também ilustraram a tarde que teve também a participação especial da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos. Os figurinos, alegorias, maquiagem e a riqueza plástica retratavam que ali a disputa era das maiores curimbas do Brasil campeãs do
MEDalha Joãozinho Da goMEia é lançaDa na pREMiação CoM a pREsEnça Da hERDEiRa Da goMEia
ano de 2018. Aemoção dos integrantes era notória contagiando a plateia que vibravam em torcidas organizadas. Eram 31 camarotes que ocupavam o mezanino da casa completamente lotada. Um setor
especial foi uma inovação que funcionou bastante declara Fritz, as mesas foram cercadas por grades, dando uma privacidade para o público que poderiam optar por mesas ou pista no primeiro andar da casa.
Seci Caxi, herdeira da Gomeia, foi a primeira a receber a medalha que já havia sido criada pelo conselho municipal de defesa dos direitos do negro de Duque de Caxias e não havia sido ainda dada a ninguém. Além de Seci Caxi, ogã Bángbàlà, Marcelo Fritz, Pai Celinho de Omolú, Simone Oliveira primeira dama da Grande Rio e sub-Secretária de Cultura recebeu a medalha pela escola Grande Rio, Wilson Gonçalves presidente do Conselho do Negro, Júlia Paulo Coordenadora da COMPPIRD, O babalawô Ivanir dos Santos e Artur d`Iroko receberam a homenagem.
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HOMENAGEM EMOCIONA O OGÃ CENTENÁRIO BÁNGBÀLÀ Luiz Ângelo da Silva, ou como é conhecido Ogã Bángbàlà, nasceu na Bahia na Muriçoca, no dia 21 de junho de 1919. Bángbàlà foi confirmado no candomblé de Carlinda da Silva Sá, Mãe Lili d` Oxum no jardim Cruzeiro, do Axé língua de vaca, Axé Efã, Salvador Bahia. Filho de Axogun, Bángbàlà vivia acompanhando seu pai Isauro, que era rígido com
alCionE apaDRinha a 15ª EDição Do pRêMio E a pREsEnça Da CanToRa suRpREEnDE a ToDos Alcione apadrinha a edição do evento e a presença da cantora surpreende a todos. Na verdade declara o diretor do Prêmio Atabaque de ouro, Marcelo Fritz: “a cantora Alcione já estava há anos em nossa lista de sonhos e este ano acreditamos que o divino pudesse nos ajudar, afinal os 20 anos da instituição, 15 anos do prêmio. Ano passado já houve uma aproximação, mas a agenda da cantora não permitiu e este ano foi mágico. Algumas tensões no percurso pois um contrato da cantora com o Rock in Rio e uma casa de show no Rio, não permitia que a mesma divulgasse presença em período de contrato ao menos de pelo menos 30 dias do evento num raio de 150 km de distância, há dias do evento um tombo da cantora num aeroporto também podia ser uma ameaça a presença dela, mas como sempre tudo deu certo e foi lindo! Não anunciar foi importante pois a casa estava lotada e numa estratégia inovadora chegamos a lotação da casa com muito trabalho e determinação sem divulgação de grande nome artístico, mostrando a força da curimba e credibilidade do trabalho. Declara Fritz! A cantora Fez uma participação especial que pós o terceiro bloco o grupo Awurê deu um show a parte sacudindo tudo.
criação e doutrina. Com este histórico o diretor do Prêmio Atabaque de Ouro propôs uma homenagem especial ao ogã que além de receber o prêmio atabaque de ouro especial, foi homenageado também através de uma solicitação de Marcelo Fritz a maior honraria da cidade de Duque de Caxias para destaques na luta pela difusão das tradições de matrizes africanas, a medalha Zumbi dos Palmares, e a medalha Joãozinho da Goméia, criada pelo Conselho Municipal de Defesa dos direitos do Negro. As homenagens emocionaram Bángbàlà, que saiu da festa irradiante.
são paulo pós 13 anos na pREMiação lEva o TíTulo MaioR Do EvEnTo, “CaMpEão Dos CaMpEõEs” CoM a CuRiMBa alfa E ÔMEga São Paulo é um dos estados que mais participa da premiação depois do Rio de Janeiro, já bateu na trave várias vezes, mas enfim chegou o grande dia, com um louvor a boiadeiro a cantiga com o título: “Seu Boiadeiro Filho da Virgem Maria”. Com muita humildade a Curimba Alfa e Ômega subiu no palco com coreografia limpa e um figurino onde a origi-
nalidade dava uma personalidade ao grupo que com harmonia e um refrão fácil contagiou a todos que cantaram e dançaram na melodia bem elaborada da composição. Um elenco de quase 30 pessoas envolvidas na produção o grupo que já levou o atabaque de prata, sendo a segunda colocada no evento raspando perto do título tão esperado pelo estado. Na página de José Edson o Edinho ele publicou um texto de agradecimento: “Desde 2012 quando o sonho de participar de um festival de curimba começou a ecoar e se fazer presente em nossa casa, vivemos muitas histórias, muitas batalhas, já nos apresentamos algumas vezes, recebemos títulos, ficamos em primeiro lugar algumas vezes, participamos de festival que não chegamos à terceira colocação, mas nunca desistimos. Ano passado fomos os campeões do Festival da Aldeia de Caboclos apresentando nossa música em homenagem a linha dos boiadeiros, letra forte que emociona a todos. E, pela terceira vez fomos ao RJ defender o Estado de SP: - Na primeira vez, ficamos em segundo lugar e saímos de lá super felizes com a conquista. - Na segunda vez, não chegamos nem ao terceiro lugar, mas voltamos para casa com a sensação de dever cumprido por levarmos nossa mensagem através de nossa música e nossa curimba. - Contudo esse ano foi muito diferente, foi muito mais forte e especial, trouxemos para nossa casa o titulo dos campeões dos campeões. Sabemos o que isso significa: Pela primeira vez em 15 anos o Estado de SP recebe esse título e é através de nossa casa, nossa curimba, nossa história!! Tudo que fazemos é com muito RESPEITO, RESPONSABILIDADE, EMOÇÃO, AMOR e GRATIDÃO a toda à espiritualidade e a nossa RELIGIÃO - UMBANDA!!”
pREMiação: Campeão dos Campeões – Curimba Alfa e Ômega – São Paulo, segundo lugar José Carlos de Oxóssi que levou o atabaque de prata, em terceiro lugar foi para o Paraná para a curimba da Tufoy, Melhor Letra foi para Grupo de Curimba da Seara Vertentes, Voz Veterana foi para Márcio Barravento, Melhor Intérprete foi para Edvander Oliveira, Melhor Festival: Um Grito de Liberdade da Aldeia de Caboclos SP, Revelação: Chica d`Oyá, Melhor figurino foi para Grupo Unidos Pela Umbanda, Melhor Torcida foi para Curimbas Tenda Espírita Filhos de Ogun – Friburgo, Melhor Coreografia Tufoy Paraná, Melhor Curimbeiro: Saulo d`Yemanjá, Campeão de Títulos: Grupo de Curimbas J.P.A. E José Carlos d`Oxóssi.
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ENTRETENIMENTO
CERIMÔNIA NO TERREIRO DO GANTOIS LANÇA DISCO EM HOMENAGEM À MÃE CARMEN https://www.correio24horas.com.br - Vinícius Harfush*
Alô Alô Bahia e Divulgação
Festa aconteceu na noite desta quarta (4) com a presença de Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Gilberto Gil A festa já estava pronta, afinal, a produção do disco Obatalá: Uma Homenagem à Mãe Carmen já era um presente por si só. Mas nada como uma cerimônia de lançamento para registrar esse momento tão marcante na história de Mãe Carmen, dos artistas e produtores do álbum, e também do candomblé em Salvador, na Bahia e no Brasil. O Terreiro do Gantois, que fica na Federação, recebeu na noite de ontem todos aqueles que estiveram envolvidos no projeto para, juntos, celebrar o acontecimento. Acompanhada por familiares e admiradores, a ialorixá da casa voltou a afirmar, emocionada, a importância daquele momento: “O sentimento é indescritível, não tem como expressar. É muito grandioso esse momento, a gente sete na alma, na cabeça e no coração”, disse a mãe de santo. Além de ser a grande homenageada do trabalho, ela canta em duas faixas do disco nas quais reverencia o seu orixá,
Oxalá (ou Obatalá). A figura dele é a grande celebrada no álbum. “Oxalá está em festa, com certeza”, completou a líder do terreiro. ivETE - Ivete Sangalo, que interpreta no disco a música Orixá Oxagiayan, esteve na festa na festa e lembrou que, como sempre, se sente muito abraçada pelo Gantois e por quem é da casa. A cantora lembrou do sonho de poder fazer parte de um projeto que se aproximasse tanto das raízes do candomblé:
“Participar desse projeto é um sonho que tinha e aprendi a tê-lo ainda mais perto de mim no momento em que gravei, usufruindo de cada momento e de cada compasso”, disse. Ivete ainda deu a oportunidade para quem estava presente de escutar ao vivo um trecho da canção do disco, interpretada por ela em dupla com Mateus Aleluia, que assume a voz e leitura de uma mensagem. “Eu que, na minha profissão,
desfruto tanto dessas influências da religião venho aqui reverenciar e agradecer a oportunidade disso ter acontecido na minha carreira. É uma oportunidade também como ser humano poder conhecer tanta gente linda”, completou a artista.
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Conceito do clipe de Beyoncé, junta elementos ligados a cultura africana Maria Bethania fala de Orixá em Conversa com Bial Numa entrevista linda, Maria Bethania se mostra a vontade em conversa descontraída com Bial, numa entrevista que durou em cerca e 40 minutos ela fala da sua apreciação com a poesia e realidade. Sua Obrigação deveria ser feita com Caetano, que tinha pavor, medo da cultura. Mãe Menininha assim disse, que não poderia iniciar ela sem ele, Bial disse que Mãe Menininha foi quem falou de seu orixá. Caetano foi dofono do barco deles. Momento que emocionou a cantora que convenceu Caetano que em depoimento em vídeo exposto ele agradeceu ela por ter ingressado ele na religião.
A intenção é de mostrar a música da trilha sonora do filme, juntando elementos ligados a cultura africana: Apenas muito EMOCIONANTE! Beyoncé em seu último clipe de “Spirit”, faixa da trilha sonora do live-action de “O Rei Leão”,a cantora integra o elenco no papel da leoa Nala. O vídeo mostra algumas cenas do filme, enquanto Beyoncé canta e dança junto com alguns bailarinos em paisagens paradisíacas! O clipe ainda conta com a participação mais que especial de sua filha mais velha Blue Ivy.
Encontro dos Mestres no Camarote do ICAPRA na Celebração de seus 20 Anos Na celebração dos 20 anos do ICAPRA na 15ª Edição do Prêmio Atabaque de Ouro, deu o que falar...Dentre os encontros e a confraternizações, os Ogãs Bángbàlà e José Beniste, foi certamente um dos momentos fortes do evento. Amigos de longas datas, eles dialogaram, relembraram bons momentos, certamente não irão esquecer desta data marcante. Foi sucesso!
“LIVE PAPO COM FRITZ” Estreamos o programa “Papo com Fritz”, um programa descontraído que visito personalidades. Das entrevistadas, a Yalorixá Mãe Palmira d`Oyá, Mãe Gina d`Iansã, Tata Walter Nkosi com Mãe Rose Madozã, Pai Nil d`Yemanjá dentre outros. Estou amando, tenho a oportunidade de matar curiosidades minhas e do público que curtem a página e fazem suas perguntas ao vivo. Visitem minha página, assistam os programas que estão armazenados lá e curtam a página para vocês acompanharem a programação. O endereço é: facebook.com/marcelofritzoficial o mesmo que também faço a live do programa que vai ao ar todas às quartas feiras pelas ondas da Metropolitana 1090 AM. Assistam!
PROGRAMA ÁFRICA BRASIL NO YOU TUBE E RÁDIO WEB O canal já existe desde 2012, período em que a apresentação desta programação era na rádio bandeirantes. Um programa alegre, voltado a cultura popular, através de agenda cultural, debates e entrevistas. Flávio Costa que é diretor e apresentador, fala do lançamento da rádio web África Brasil, veículo o qual deseja ampliar em breve com demais programações. Após rompimento de contrato com a 94FM, o apresentador Flávio Costa que é babalorixá, resolveu reativar o canal . A programação é voltada a auto estima e mostrar nossas riquezas culturais. O programa vai ao ar todas as sextas ao vivo as 21h, no link:HTTP://youtu.be/Tlinq14k3YSM e a rádio web 24h no ar no site: https://www.programacultafricabrasil.com.br/
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O Izo Ia Mutalê, fundado em 22 de julho de 1984, no bairro de Santíssimo zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, também tem registro seu primeiro registro em federação de casa de umbanda desde de 1976 no bairro de Guadalupe. Pai Mutalê foi Iniciado com mãe Vera d`Matamba e mãe Preta d`Iansã em Guadalupe. Abriu suas portas para grande celebração. Pai Mutalê é carioca de Laranjeiras, de família pequena, filho único era filho de mãe de santo, então logo cedo se familiarizou com o axé, pois sua mãe o levava acompanhando ela. “Eu desde muito novo ficava encantado com tudo aquilo, me fascinava e até que aos 13 anos de idade o boiadeiro da jurema se manifestou. Fiquei feliz com aquela manifestação tão esperada, logo depois no terreiro de
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45 ANOS
DE INICIAÇÃO DE PAI OSVALDO MUTALÊ Marcelo Fritz
Marcelo Fritz e Alexandre d`Tempo
minha própria mãe eu me desenvolvi espiritualmente.” Em 1972 pai Mutalê pegou sua bandeja de umbanda, mas por acaso fui parar no candomblé, “achei lindo, me fascinou e comecei a frequentar, era tudo diferente e novidade. Pós um ano de frequência eu bolei(caiu manifestado), então esperei mais um ano e me iniciei, num barco sozinho.” Declara o tatá.
Pai Mutalê permaneceu na casa até 1977, sua zeladora pelo falecimento de seu esposo interrompeu o funcionamento da casa, entregou o santo de todos. Pai Mutalê permaneceu com a umbanda sem dar continuidade as coisas de candomblé, até que em
1982, conheceu Odé Taió, resolvendo assim concluir suas obrigações com ele. “Meu Pai Taió era uma pessoa de personalidade forte, dedicado e sério, de pulso firme, aquilo me chamou atenção e me identifiquei, fiz minhas obrigações e permaneço com meu pai até os dias de hoje, há 37 anos.” a fEsTa Dos 45 anos DE iniCiação Pai Mutalê iniciou os preparativos para as obrigações desde janeiro, começou arrumar a casa, organizar detalhes e se preparar para receber a todos. Na verdade a festa seria em abril, data do seu odum, mas por forças maiores a festa foi adiada para julho. A festa teve início por volta das 18h, muitos os convidados se fizeram presentes para prestigiar o tatá Mutalê, pelo seu carisma e amizade. Os inkisis foram louvados com a direção dos cânticos entoados pelo cambono Tatá Muta Kassudemi, acompanhados pelos cambonos da casa e convidados. Tatá Mutalê fez um discurso agradecendo a todos e citando alguns convidados que estavam presentes que acompanharam sua trajetória dentro do santo, como a Mãe Vera que o iniciou e Mãe Neide Inguericidá que representou pai Odé Taió, dentre muitos outros.
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“É maravilhoso estar festejando meus 45 anos, uma satisfação confraternizar com pessoas que acompanharam minha trajetória, cada um com um significado, com sua importância, é um privilégio para mim e certamente para minha casa, filhos e netos. Uma religião que sempre me dediquei e a qual sou grato por todas as minhas conquistas.” Declara o Tatá Mutalê. a CoRTE DE pai MuTakalaMBÔ Dandalunda, Matamba e Kavungo acompanharam Mutakalambô que dançaram e agradeceram a todos os presentes. O cambondo Pedro d`Kavungo, macota Leila d`Dandalunda e Kamila d`Matamba foram confirmados na ocasião da festividade, vindo a sala com Mutakalambô de pai Mutalê que dançou cânticos entoados por estes no salão. Contatos:21- 99913-9946.
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BIENAL DO LIVRO COM AXÉ... Organizado pelo Antropólogo e escritor Raul Lody, o livro “À Mesa com CARYBÉ” O encantamento dos sabores e das cores da Bahia, na Bienal do Livro no Rio pela editora SENAC São Paulo. Um livro deslumbrante e necessário para a prateleira da estante de um bom pesquisador. Quem foi viu! Registrado com Axé!
MAIS LIVROS ORGANIZADOS POR RAUL LODY... E dentre alguns outros títulos, destacamos estes dois títulos também organizados pelo Antropólogo Raul Lody. Estes estavam na bienal do livro/Rio companhia editora nacional, esta série foi organizada pelo antropólogo a partir de fotografias de Pierre Fatumbi Verger. Além de mais dois títulos da coleção, Lody fala de mais quatro títulos que em breve serão lançados.
JOSÉ BENISTE LANÇARÁ LIVRO SOBRE OS CANDOMBLÉS ANTIGOS DO RIO DE JANEIRO
BABÁ MAURO D`OXUM NA BIENAL Pela Arole Cultural, Babá Mauro d`Oxum esteve na bienal/RJ para bate papo e autógrafos com o livro Irín Tité. O babalorixá e escritor, respondeu a perguntas, falou sobre o livro e pousou para fotos além de autografar para o público que se fez presente prestigiando o autor. Parabéns!
O livro terá mais de 500 páginas e mais de 100 fotos ilustrativas, são décadas de pesquisa do Ogã confirmado no início da década de 80 por Mãe Cantulina Pacheco, Ayrá Tolá. Professor José Beniste está ansioso para o lançamento que terá acessória na produção de Marcelo Fritz. Alguns ajustes de autorizações das imagens que serão publicadas e tudo pronto para o grande lançamento que certamente será um marco no que se refere de registro para os candomblés do Rio de Janeiro. Vamos aguardar!
Toni Morrison nos deixou, aos 88 anos Primeira negra a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1993 - o que não é pouca coisa, sobretudo sendo mulher e negra -, Toni Morrison nos deixou, aos 88 anos, na noite desta segunda, 5 de agosto, após uma doença curta não revelada. Estava cercada por familiares e amigos. Toni ficou famosa por denunciar em seus livros os obstáculos políticos e sociais vividos pelos seus pares. Foi traduzida para mais de 20 idiomas e já estreou com um romance de impacto, em 1970: “O olho mais azul”, no qual desfia a história de uma jovem negra que sonhava em ser fisicamente parecida com a atriz Shirley Temple. “Lembro que me causou imensa tristeza e desconforto. Como uma criança podia sofrer tanto? Que mecanismos do racismo impingia às pessoas negras, sobretudo as mulheres, a quem é negada a beleza e até o direito de ser frágil? Foi duro de ler”, pontua Cristina Warth, da Pallas, uma editora que dá voz e vez aos autores negros. (FOTO DE SAMEER KHAN / FOTOBUDDY)
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15 possuidores. Suas lembranças são devidamente destacadas nestes relatos de cunho didático e merecedoras de estudos por revelarem a vontade e a competência de uma geração que soube sobreviver às dificuldades da época. A citação de certos acontecimentos pessoais, deve ser entendida como forma de aprendizado para as novas gerações por meio das experiências vividas, recontadas sempre de maneira respeitosa.
Marcelo Fritz
Gostaria de fazer um comentário sobre a edição de nosso próximo livro, que é o resultado de uma busca intensa de documentos e relatos sobre a religiosidade de origem afro no Rio de Janeiro. Constatamos que as fontes de informações revelaram-se difíceis, por diversos fatores, mas o que conseguimos foi o bastante para conduzir um assunto muito pouco estudado, de modo a justificar a curiosidade e a busca de experiências de quantos se interessam pela história religiosa afro-carioca. Curiosamente, nunca houve, por parte dos escritores consagrados, interesse no estudo do desenvolvimento dos Candomblés do Rio, para isso, tomamos como base uma série de narrativas orais dos remanescentes e herdeiros religiosos com uma coletânea de entrevistas que efetuamos e que serviam para ilustrar um trabalho radiofônico desenvolvido por nós, na época. Isso foi ocorrendo de forma despretensiosa, até verificarmos o volume de informações registrados por meio das citações de personagens e titulares de Axés fundados no Rio de Janeiro, bem como de seus descendentes. Em ambos os casos, muitos deles não mais se encontram conosco, o que confere a esses relatos uma rara importância por lembrarem fatos curiosos, histórias esquecidas ou, pelo menos, reconstituírem verdades. a Bahia no Rio DE JanEiRo A diáspora baiana teve no Rio de Janeiro o seu núcleo mais importante para o desenvolvimento das comunidades do Candomblé. Toda essa movimentação promoveu uma nova mentalidade para o entendimento afro -religioso. Alguns ritos foram introduzidos, e outros recriados com novas roupagens motivadas pela aculturação das tradições locais. Ao contrário do que se pensa, isso enriqueceu o Candomblé, personalizando todo o
HISTÓRIA DOS CANDOMBLÉS DO RIO DE JANEIRO processo religioso na região. O propósito do presente trabalho é exatamente fazer uma revisão desse conceito que foi adotado por inúmeros autores em suas obras literárias, levando em conta o fato de a instalação do nosso modelo religioso ter sido promovida pelos próprios baianos aqui chegados nos primeiros anos do século passado.
Em razão disso, dividimos o nosso estudo em quatro partes, iniciadas com este sistema, as formas de adaptação e resistência, a confusa integração entre as múltiplas etnias aqui instaladas sem qualquer critério seletivo. As condições de vida, de trabalho, de luta e tudo mais tiveram de ser revistas em conjunto para chegarmos à descrição dos grupos religiosos.
pRoCEsso EsCRavo Na busca de justificativas, concluímos que qualquer estudo a esse respeito deveria se iniciar por este procedimento instalado no Rio de Janeiro, o qual teve diferenças enormes do resto do país. Seria um trabalho sem base se não fosse feita uma revisão dos pontos que ligam a vida dos africanos às atuais manifestações religiosas. A escravidão durou três séculos, e ainda hoje, podemos recordar que a liberdade contou com a bravura de personagens já consagrados pela história.
EnTREvisTas E DEpoiMEnTos Uma série de entrevistas foi realizada para a elaboração dos capítulos referentes às Casas de Candomblés do Rio de Janeiro, a razão de ser desta obra. Desde a chegada do titular, que instituiria a história de um núcleo de Axé em terras do Rio, procuramos aqui relatar toda a sua trajetória não apenas com trechos de seus depoimentos, mas também com as histórias que motivaram a criação de um Terreiro. Para isso, tivemos de localizar sucessores e herdeiros, alguns até já esquecidos da importância de que são
Em Edição final
A História dos Candomblés do Rio de Janeiro Lançamento em Outubro. Aguardem!
livRos DiRETo CoM o auToR: (21) 2437-4833
DaTas E pERsonagEns Demos real importância às datas mencionadas, procurando conferir os fatos a fim de nos situarmos no tempo e compreendermos algumas situações de época Procuramos entender a dificuldade de memorizar certas situações, principalmente o nome civil dos personagens, a origem dos apelidos comuns e as datas que se referem ao período de vida da pessoa. Os nomes iniciáticos que consagram os personagens citados, são devidamente destacados e traduzidos. oRigEns DE ToDos os axés no Rio Dividimos os Candomblés pelos Axés, ou seja, pela origem, pela raiz religiosa do seu fundador, iniciando o relato desde a origem da casa matriz, na Bahia se for o caso, até sua instalação no Rio, com os sucessores do fundador e os demais herdeiros de Axé até uma determinada geração. A memória fotográfica que será apresentada é outra das fortes razões deste livro, pois ela possui origens diversas, fruto de pesquisas em arquivos e memoriais, imagens do acervo pessoal deste autor e outras cedidas pelos entrevistados. Algumas desgastadas pelo tempo, mesmo assim, aproveitadas para fins de registro dos acontecimentos. Foi uma busca incessante com o objetivo de prestar reverência digna a essa ancestralidade a que tanto devemos pelo esforço que tiveram em manter vivas suas concepções em épocas difíceis.
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Quando os olhos azuis fitaram a beleza da noite da Bahia, no céu cheio de estrelas e na pele de seu povo preto, fez-se o encanto. O andar altivo de um menino pobre chamou a atenção do francês. Era a dignidade da memória ancestral. A coroa reluzente se entrevia no alto. Era ouro, era cobre. Era o machado da justiça em riste. Era o Brasil, era a África. Era Xangô renascido no Ori grandioso de Balbino Daniel de Paula. Era Obaràyí, era Aganju, era um rei. Com a grandeza de Ifá, Pierre Verger enxergou a dinastia, a continuidade, o reino. Oju Obá, o feiticeiro Fatumbi, tomou para si a missão de religar à terra-mãe o filho pródigo. E o velho continente o viu retornar como se nunca antes tivesse partido. Obi, Orobô. Alafiá! “O Rei Me Resgatou”. Xangô Aganju e seu filho Obaràyí. Xangô vivo de novo no “corpo eterno e nobre de um rei nagô”. A negritude em festa nas duas margens do Atlântico. Iemanjá, Olokun e o mar que nos une. Senhora, “a maior iyalorixá da Bahia e deste Brasil branco, preto, mulato”, a mãe que Oxum concedeu, do alto de sua dignidade de Iyá Nassô, concebe o iaô predestinado em 1959, há 60 anos, para a honra e glória de Afonjá, no grandioso Axé de Mãe Aninha. Destino que se cumpre com as bênçãos de Olokotun, Alapalá, Abounlá e todos os Egun Agbá da Ilha de Itaparica. E os encantados deste chão. Do alto da Serra Negra, Sultão das Matas gritou: “é meu filho, é Obaràyí, é Xangô. Kawô Kabiesile!” São 60 anos aos pés do orixá, seguindo dignamente pelo chão batido, onde pisaram Stella, Ondina, Menininha, Olga, Massi, Runhó, Cotinha e tantas mães e tantas mulheres e homens que carregavam no corpo a memória da resistência e a vocação de reexistir. Num passado tão presente, pedra sobre pedra se assenta com sangue preto, com o sal do suor dos moleques que traçaram as ruas do Pelourinho, que carregaram os balaios de frutas dos saveiros que chegavam da Ilha. O menino, o jovem, o homem e seu tabuleiro, ganhando a vida na lida dura da cidade baixa. Mas ali se via um rei.
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DIÁLOGOS DA FÉ
XANGÔ QUIS ASSIM OS 60 ANOS DE UM REI Obaràyí, como é conhecido no Brasil e no Exterior, é seu nome de resgate e renascimento, é seu nome de realeza e reexistência
www.cartacapital.com.br - PAI RODNEY Depois de 60 anos, ele nos brinda com sua história. Depois de 60 anos, ele segue firme governando o Ilê Axé Opô Aganju ao lado de seus Mogbá. E com seus filhos e filhas nos convida para a grande festa. No sábado dia 24 de agosto de 2019, a partir das 9h30, o Ilê Axé Opô Aganju vai celebrar os 60 anos de iniciação do Babalorixá Balbino Daniel de Paula com uma cerimônia
Divulgação / Andrea Fiamenghi afro-cultural que promete emocionar filhos e amigos do sacerdote. Balbino de Xangô, Obaràyí, esse filho de santo da honorável Mãe Senhora. Esse grande amigo de Pierre Verger. Esse grande pai que a Bahia e o mundo veneram. Obaràyí, como é conhecido no Brasil e no Exterior, é seu nome de resgate e renascimento, é seu nome de realeza e reexistência. É
seu nome africano, é seu nome verdadeiro. Na alvorada deste sábado, os clarins vão saudar os primeiros raios do sol e os atabaques vão ressoar o som que desperta a ancestralidade, que instaura o sagrado momento de celebração e alegria. Vai ter alujá, vai ter amalá, vai ter Xangô Aganju unindo a diáspora. Vai ter uma grande festa pra comemorar a vida e a obra de um sacerdote de nobre linhagem. São 60 anos desde que Mãe Senhora cozeu com a saia de Oxum a roupa do nome. Há 60 anos, os orixás devolviam a Balbino a realeza que a escravidão e o racismo tomaram. Há 60 anos, um rei renascia. Quem sabe contar essa história? Ela, a ebômi, a mais velha, a griot. Ela, Vovó Cici, companheira da vida e da obra do feiticeiro Fatumbi, o Oju Obá, Pierre Verger. Ela vai se juntar ao Coral do Aganju, com sua voz terna, doce e firme, pra exaltar a trajetória, as dores e as glórias das lutas de Obaràyí. O ator Érico Brás, Mogbá de Xangô, vem pra emprestar sua arte e dar voz ao poema, à epopeia que toma ares de ópera na ária que o cantor Aloysio Menezes vai interpretar. Prenúncio de um lindo dia. O terreiro como cenário para as exposições “12 Aṣọ do Rei”, que apresentará as vestes sagradas de Xangô, e “Obaràyí: Uma História Religiosa de 60 Anos”, que tem a cuidadosa curadoria da Fundação Pierre Verger e exibirá fotografias que narram a trajetória do babalorixá. O Ilê Axé Opô Aganju, um patrimônio imaterial tombado em 2005 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, está no Alto da Vila Praiana, no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, e espera receber o povo do Axé, do Candomblé, e todos que acreditam no diálogo como caminho para a paz neste dia de celebração e alegria. Na história de perseverança e resistência do Opô Aganju e seu líder, o exemplo de fé e coragem para enfrentar os séculos sombrios da escravidão e da ameaça fundamentalista desses dias que alimentam a intolerância e o ódio. Ainda é um tempo de luta e, 60 anos depois, o guerreiro segue impávido. Xangô quis assim…
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CAMARINHA DE 7 ANOS NA TENDA UMBANDISTA CABOCLO JUNDIARA Divulgação
A Tenda Umbandista Caboclo Jundiara, que este ano completa 21 anos de fundação, abriu suas portas para receber, convidados, amigos e o povo do axé no dia 10 de agosto de 2019 para uma data mais do que esperada por todos aqueles que conhecem a filha Ana Lucia de Iemanjá. A Madrinha
escolhida pela maioria dos filhos por ter a missão de cuidar e ensinar, conhecimentos necessários para que todos os filhos possam entender, para assim contribuir com a difusão da nossa tão amada umbanda. Camarinha de iniciação, de 3 anos e agora 7 anos. Passa um filme na cabeça de todos!
Foi uma noite especial a filha de Iemanja e Obaluaiê, dedicada e especial para todos, por ser um alicerce de nossa casa. Mãe Andréia d`Oxóssi em especial, mesmo cansada mas com certeza de dever cumprido, fortalecendo um de seus pilar importante! Parabéns aos filhos como sempre empenhados na missão da Tenda. Parabéns Umbanda! A casa celebrará seus 21 anos de fundação no dia 21 de setembro de 2019, as 18h, na rua Vicente Ponte, 41 – Jd Carioca – Ilha do Governador – RJ. Maiores Informações: 21- 99773-7573.
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PAI MÁRCIO DE JAGUN Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà
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a MEDiCina
ioRuBa A medicina ioruba se vale de três tipos de substâncias curativas: as amargas (korò), as ácidas (ta) e as picantes (kon). Tais substâncias são classificadas dentro das três cores primordiais: o branco (funfun), o vermelho (pupa) e o preto (dúdú); seguindo a mesma categoria dos três tipos de sangue encontrados na natureza. As substâncias curativas funfun são: ossos, manteigas vegetais, metais e pedras brancas. As pupa são: dendê, mel, cascas, sementes e metais amarelo avermelhados. Já as dúdú são: pós obtidos através de ervas, ou ossos torrados, seiva de plantas e carvão mineral. Há ainda três tipos distintos de aplicações das substâncias curativas: a inalação, a ingestão, ou a aplicação. Mas na arte da cura, o corpo surge como protagonista. É o corpo que recepciona a doença, assim como é ele o próprio veículo de cura. Por mais que as substâncias sejam utilizadas em suas peculiaridades; por mais que os procedimentos sejam realizados, é o corpo que efetivamente deverá reagir. No corpo será instaurado o pro-
cesso de cura: a cabeça deverá “entender a doença” e o restante do organismo deverá “convidar a doença a se retirar”. Contudo, sempre antes da prescrição, é necessária a consulta ao Oráculo, a fim de verificar qual o tipo de enfermidade (se espiritual/emocional, ou física), como curá-la e quais os ingredientes necessários. Grande parte das vezes a doença manifestada no corpo, é apenas uma consequência de emoções. Afecções cutâneas por alergias, precisam ser investigadas para que a real causa (por vezes emocionalmente oculta) seja identificada e saneada. Na quantidade da composição dos ingredientes de cura, observamos um
meticuloso método que relaciona elementos e números. A expressão “numerologia” acaba nos levando a uma compreensão descontextualizada. Por isso, prefiro criar o neologismo “ifalogia”, para explicar este princípio. A ifalogia seria a ciência pela qual o ioruba se baseia em princípios filosóficos de Ifá, para reconhecer nos números energias e potencialidades. A imparidade, a paridade o àṣẹ dos odù, e a compatibilidade entre eles e os àwọn òrìṣà (orixás), pode ser entendido como “ifalogia”. Logo, com base na ifalogia, o ioruba, seguindo à orientação oracular, irá conciliar o número de elementos/princípios ativos para compor o remédio. Assim, observaremos que a quantidade de ervas para o banho, para o chá, ou o número de elementos utilizados para os ẹbọ, seguirá esta lógica. A medicina pode ser preventiva. Neste caso, novamente através do Oráculo, o consulente saberá quais devem ser seus impedimentos (èèwọ̀) a serem respeitados para evitar desequilíbrios energéticos e materiais. Os èèwọ̀ podem determinar o que não deve ser comido, feito, ou vestido. O cumprimento dos èèwọ̀, além do caráter disciplinar, também pode ser determinante para se evitar que a doença, o desequilíbrio e os perigos se instalem na vida do indivíduo. Nos seus métodos curativos, os iorubas consideravam as folhas (ewé), frutas (èso), flores (òdòdó), sementes (kóró), cascas (ìyangbẹ), talos (kùkùté) e raízes (ẹkàn), de onde extraíam os princípios ativos necessários. Para o melhor aproveitamento dos
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efeitos curativos e energéticos, as plantas eram colhidas quando ainda molhadas pelo orvalho e deixadas para secar à sombra, pois acreditavam que a ação do sol retirava parte do poder das ervas. As raízes seguiam o mesmo método. Contudo, eram bem lavadas e picadas em pequenos pedaços, antes de serem postas para secar. Após a secagem geral, dispensavam as partes machucadas, ou estragadas. Separavam para uso, apenas as mais viçosas e perfeitas. As folhas, os talos, as raízes e as flores, que não fossem utilizadas de imediato, eram conservadas em atọ́ (cabaças destinadas para este fim) mantidas em locais secos e protegidas do sol. Quando acumulavam umidade, eram postas novamente para secar à sombra. Caso acumulassem mofo, eram descartadas em definitivo, pois já não serviriam para as finalidades herbológicas. Seus preparados (de ingestão, ou aplicação), consistiam em unguentos (ìpara), pastas (àkunra), sumos (omi èsokéso), saladas (ẹ̀fọ́), papas (ẹ̀bà), emplastros (egbògi), óleos (epo), tinturas (àwọ̀ ewé), xaropes (oyin tegbògi) para gargarejos (yọnu), inalações (gbin), banhos (ìwẹ̀ ewé), compressas (tẹ̀yà), pós (atin), ou chás (àsèmu). Podemos observar que muitas das técnicas descritas abaixo, são ainda hoje utilizadas na cultura tradicional jêje-nagô, assim como nos tratamentos medicamentosos ocidentais (porém, com outras denominações). (trecho do livro Ewé, a Chave do Portal – JAGUN, Márcio. RJ: Litteris, 2019)
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20 ANOS DO ICAPRA E 15ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO REÚNE PERSONALIDADES E AUTORIDADES Amanda Teixeira
Divulgação
O escritos José Beniste, Ogã Bangbala, Mãe Seci Caxi, pai Torodê, Pai Bira d`Xangô, Mãe Arlene d`Katendê, Pai Celinho d`Omolú, Nanga d`Oyá, Alexandre d`Bessen, Tião Casemiro eram alguns dos convidados de Axé presente que num espaço descontraído se confraternizaram pela celebração. O diretor da Rádio Metropolitana Paulo Masset, os programadores de rádio Mãe Fernanda d`Obaluayê, Tata Luiz Eduardo, Laura Carneiro, a vereadora de Duque de Caxias Delza Oliveira, a primeira dama da Grande Rio e sub secretária de cultura da cidade Simone Oliveira, o secretário de cultura de São João de
Meriti Marcelo Rosa, o humorista André Lucas, foram algumas das autoridades presentes num espaço vip organizado pela direção do evento que também contou com diretores de marcas apoiadores do evento que marcaram presença, a marca de velas Nova Catedral através do seu diretor Thiago, da Casa São Jorge Ary e sua esposa Carol, diretor do Atacadão das Imagens Gabriel, e muitos representantes de marcas que apoiaram o evento passaram por lá. O diretor do evento Marcelo Fritz, passou pelo espaço em alguns momentos agradecendo aos convidados que vibravam com o sucesso da festa.
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LIDERANÇAS RELIGIOSAS REALIZAM A TERCEIRA CAMINHADA DE DIVERSIDADE RELIGIOSA DA ZONA OESTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Yango/Agen Afro Divulgação Sacerdotes do Candomblé, Babás de Umbanda , Pastores Evangélicos e Padres das Igrejas Católicas , através de um trabalho minucioso de enfrentamento e resistência , além de dialogo e respeitos a todos os Credos fomentado pelo MIR – ZO/RJ – Movimento Inter Religioso da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro , realizaram com sucesso a Terceira Caminhada da região mais afetado dentro do Município do Rio de Janeiro com casos de Intolerância Religiosa , a Zona Oeste. Cerca de 500 pessoas participaram do Manifesto pacifico. A concentração foi feita no antigo Rei do Gado , próximo ao Fórum de Campo Grande. A Caminhada foi em direção ao Pátio da Igreja N. Senhora do Desterro , uma distancia aproximada de 800 metros. O protesto contou com a presença do Babalawô Prof. Dr. Ivanir dos Santos, Interlocutor do Fórúm Inter- Religioso e da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro, Além dos lideres Comunitários da Zona Oeste Carlos Santana e William Siri. Participaram representações das OAB “s de Bangu, Campo Grande e
Santa Cruz, Padres das Igrejas Católicas de Campo Grande, Santa Cruz e Sepetiba, Sacerdotes de Comunidades de Povos de Terreiro de Matrizes Africanas e Afro – Brasileiras (Candomblé, Umbanda e Ifá), Pastores Evangélicos da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e Diretor do CRESS-RJ Conselho Regional de Serviço Social) Paulo Faleiro, Vitor Loureiro da Gae Missões, Esmael da Nossa Igreja Brasileira, representações das Universidades Castelo Branco, Cândido Mendes e Feucc, (alunos e professores), Pastoral Afro de Santa Cruz /Santa Veridiana, Soninha Nascimento do Fórum de Mulheres Negras ,a Professora e Escritora Elaine Marcelina o Cebi (Centro de Estudos Biblicos da Zona Oeste) Maçonaria Henrique Alves
de Magalhães de Guaratiba, kardecista de Itaguaí e Religiosos de Seropédica, além de Ogans, Ekedjis, adeptos e simpatizantes do Candomblé e da Umbanda e os Babalawôs da Nigeria (Babá Fôlá e Awoacanin), Vovô do IPCN - RJ. Para a realização participaram os órgãos com a devida ciência : Superintendência da Região Administrativa de Campo Grande , 40º BPM , 35º DPO , Comlurb, Cet Rio, Guarda Municipal RJ, Hospital Municipal Rocha Faria e Secretaria de Estado de Turismo do RJ. E ainda os apoiadores: Afro Movimente, CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas do RJ e Casa Fluminense. A festa pode contar ainda com apresentações culturais dos seguimentos religiosos: - Mariamas, Cebi, Umbanda, Baque Mulher, Encantaria Cigana, Jorge Ogan atabaques e tambores, Gae Missões e fechando com chave de ouro a Cantora Rosa Amarela. Durante o movimento foi passado a todos para colhimento de assinaturas uma Carta- manifesto endereçada ao Prefeito Marcelo Crivella e ao Presidente Jorge Felipe, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro onde lembra ao Prefeito as suas atribuições em administrar a Cidade para todos e de respeitar a escolha religiosa de cada Cidadão carioca , além de desenvolver políticas publicas nas áreas de educação , igualdade racial , saúde , direitos humanos e cultura. Para a Câmara a obrigação de fiscalizar as ações do Prefeito e desenvolver e buscar soluções no Legislativo de Leis e ações que mantenha a paz entre as religiões e religiosos. Integrantes do Mir-Zo /RJ , já começam no próximo mês a se reunirem para já se prepararem para a 4º Caminhada que poderá ser em outro bairro da Zona Oeste no próximo ano.
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Marcelo Fritz Divulgação
Simpatia, sorrisos, brincadeiras, piadas, cantigas, vídeos...Vale quase tudo por umas curtidas e seguidores, estamos falando deles que se destacam nas redes no quesito macumba. Claro que são inúmeros, mas selecionamos uns tops aqui. Sempre extrovertidos não param de postar seu dia a dia e suas personalidades tem atraído mais e mais e começam a ser procurados para presença vip em eventos abertos ou fechados. Na página no facebook ou instagram da Izah Libanio conhecida como mamãe macumbeira por exemplo, ela brinca, dá dicas, manda alô e não falta positividade, pois a moça é extrovertida e esbanja alegria, Tata Lopparga é exigente, chega as vezes repetir vídeos para definir qual postar, sempre com a maquiagem impecável a influenciadora capricha no visual e na qualidades das imagens postas, sua rede de seguidores cresce a cada dia, tanto no facebook ou instagram, Helder Santana, é ogan, pratica esportes e faz tipo galã, sempre sorrindo esbanjando simpatia e humildade, além das fotos, aposta em vídeos com pontos de umbanda, Luan de Souza, da página Purezatabaque, o jovem cuida do visual, quando não está com gel, usa chapéu, sempre bem vestido e com cenário impecável, o rapaz é muito bom! Marllon Nicácio dirige a página Mundo dos Orixas no facebook e Instagram, que também
ELES BOMBAM NAS REDES SOCIAIS é sucesso, além de dicas o jovem faz reflexões sobre temas como intolerância dentre outros voltados para nossas tradições além de abrir portas para divulgação em suas redes para festas e eventos de
axé. Leo Kavalierri é bem despojado, sua marca é o improviso e os assuntos abordados, além das enquetes onde as opiniões de seus seguidores chegam a ultrapassar a marca de 20.000 comentários, o rapaz em sua pagina no facebook macumbaonlinebrasil chega perto dos 500.000 seguidores, sempre com um torso insepa-
rável que dá sorte e já é sua marca registrada, declara o influenciador que é de Juíz de Fora. Eles juntos são tipo “os vingadores” da divulgação, são do bem e pensam em formas de contribuírem juntos somando forças para divulgar e ações importantes que contribuam para a divulgação de nossas tradições. O grupo juntou forças
e realizaram uma parceria com a celebração dos 20 anos do ICAPRA na 15ª Edição do Prêmio Atabaque de Ouro, foi um trabalho de 15 dias onde funcionou e a ideia é que venha mais ações por aí. Vamos aguardar e prestigiar todos eles, curtindo, visitando e compartilhando suas publicações em suas redes sociais. Parabéns!
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ICAPRA http://desacato.info
Estamos cansados de assistir filmes com referências ao panteão grego e nórdico, afinal, divindades como Zeus, Atena, Odin, Thor, entre outros povoam nosso imaginário. Presentes na cultura pop em geral, eles estão, também, na simbologia utilizada no comércio, nas artes, na academia, etc. Pois bem, o cinema nigueriano – Nollywood, o terceiro maior pólo de produção do mundo – decidiu contar a história dos orixás no cinema. Oya: Rise of the Orisha (Oya: A Ascensão dos Orishas) tem como subtítulo “A Nigerian Superhero Movie”, ou seja, a abordagem será a da cultura pop. O filme já tem
Reprodução
ORIXÁS SE TORNAM SUPER HERÓIS EM FILME NIGERIANO
-los como seres superpoderosos e fascinantes? Realmente não sei… De resto, essa imagem belíssima de Oya aí embaixo não é do filme, mas de um ensaio fotográfico. E para quem quer saber quem é Oyá, segue a definição da wikipedia: “Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É uma divindade das águas trailer, que vocês podem ver aí embaixo, página oficial e no Facebook, também. Acredito que uma obra assim, merece ser assistida. Agora, é esperar para ver como será o lançamento, mas é legal ver que um panteão africano vai chegar ao cinema em uma leitura pop. Gosto de ver essas notícias sobre a Nigéria que saem daquela mesmice da guerra santa movida por grupos islâmicos radicais contra cristãos e muçulmanos não-alinhados. Lembram da notícia das bonecas das rainhas africanas? Pois é… É péssimo que não saibamos mais sobre o cinema nigeriano, que as produções não cheguem para nós no Brasil. Agora, é fato que falar em orixás por aqui é falar de religiões que estão muito vivas, não que não existam pagãos e neo-pa-
gãos que venerem o panteão grego e escandinavo, mas essas divindades européias foram domesticadas, digeridas e consideradas não ameaçadoras. Para a maioria, esses deuses estão mortos ou são obra da fantasia de culturas antigas. O que eu quero dizer com isso? Quando falamos de religiões afro no Brasil, mexemos no vespeiro da intolerância religiosa, da disputa territorial (*e econômica, de poder, e simbólica*) e do racismo. Vocês sabem que sou protestante/evangélica e para a maioria dos freqüentadores de igreja, ao contrário dos deuses nórdicos e gregos, as divindades africanas são demônios e estão muito vivas. Será que o brasileiro médio conseguiria assistir um filme sobre orixás como assiste ao filme do Thor, por exemplo? Conseguiria imaginá
como Oxum e Iemanjá, mas também é relacionada ao elemento ar, sendo uma das divindades que ao lado de Ayrá e Orixá Afefê controla os ventos. É conhecida também como Iansã. Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. Assim como a Orixá Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns. Oyá é a terceira deusa de temperamento mais agressivo, sendo que a primeira é Opará e Obá é a segunda. O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer. Iansã quer dizer A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer. Era como ele a chamava pois dizia que ela era radiante como o entardecer. Os africanos costumam saudá -la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Xangô o Orixá dos trovões, raios e tempestades pedindo clemência.” Ou seja, o filme será protagonizado por uma enfezada divindade feminina.
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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi
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Nádia Chaia (Sidewí) Na grande maioria das manifestações religiosas e culturais de raízes africanas podemos observar que tudo é feito em círculo, chamado habitualmente pelos assistentes e participantes de roda; assim temos a roda de samba, roda de jongo, roda de capoeira, roda de candomblé, roda de pagode e por aí vai. Prestando atenção, notamos que em todas as rodas onde se presta reverência aos ancestrais, como por exemplo, citaremos as rodas de capoeira, de jongo e de candomblé, os movimentos de formação das rodas, as danças e todo o gestual são feitos sempre no sentido contrário ao do relógio. Quando, em determinados rituais, as pessoas se reúnem para refeições comunitárias onde também os ancestrais e antepassados são convidados a participar, os pratos, ao final, são passados de mão em mão para serem recolhidos em sentido anti-horário. O círculo é uma figura que junta o início ao fim sem que se possa precisar exatamente onde começa um e termina o outro, ambos se fundem. Nas culturas tradicionais africanas de origem bantu, há uma crença inabalável na existência de um duplo do mundo em que vivemos, ou seja, há o mundo visível em que habitamos e outro, o duplo, que não podemos ver. Os antepassados,
Walter Nkosi
O CÍRCULO SAGRADO
os ancestrais e os mortos comuns habitam o mundo invisível, isto é, “vivem” lá e de lá continuam a influir na vida e no destino daqueles que ainda estão no mundo visível. Uma vez que nosso tempo é marcado em função do sol, desde o nascimento pela manhã ao poente
no final do dia (da esquerda para a direita), para se entrar em contato com os ancestrais é necessário que se faça o percurso inverso, da direita para a esquerda, pois o tempo e a “realidade” deles tem outra medida, outra dimensão. O círculo sagrado, ou roda, é
MinisTRa CuRso DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO
uma das portas que permitem o contato entre os vivos e os que, não mais por aqui, não deixam de estar “vivos”. Quando se procurar conhecer e entender, deixa-se de temer e passa-se a respeitar as raízes e heranças recebidas.
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O TEMPO DE XANGÔ É AGORA E PARA SEMPRE Na religião dos Orixás o luto é marcado pela cor branca Dia 12 de setembro será o lançamento de O TEMPO DE XANGÔ É AGORA E PARA SEMPRE. ÀS 18H00, NA IGREJA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS, em Salvador da Bahia de Santos e Orixás de braços dados. Meu segundo livro nes-
se espaço de respeito, resistência e lutas. Meu pai Adriano de Azevedo Santos (+ 2016), mano Caçula de Mãe Stella, foi membro da Irmandade. Assim como meu pai Roberto ainda é e será por muito tempo! Além desses, que me tocam de perto, in-
contáveis amigos. MĂE STELLA FARIA 80 ANOS DE INICIAÇÃO RELIGIOSA NESTE DIA. Celebrará em nossos corações retos e memória que não se apaga. SE PUDER, VISTA -SE DE BRANCO no dia 12 de setembro de 2019. SERÁ SUA MANIFESTAÇÃO DE CARINHO À INESQUECÍVEL IALORIXÁ. Sua ação afirmativa de que a vontade da ialorixá conhecida e proclamada é um dogma que deve ser cumprido. Que Xangô e todos os Odés nos abençoem. Cléo Agbeni Martins, Agbeni Sàngó do Aşe Opo Afonja.
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Com dramaturgia de Elisa Lucinda e Geovana Pires (que também assina a direção), direção musical de Beà e direção de movimento de Valeria Monã, a montagem fica em cartaz até o dia 29 do mesmo mês e lança luz não apenas sobre a obra, mas também sobre o aspecto humano e político de Solano Trindade, poeta pernambucano que desenvolveu sua múltipla potencialidade artística com o olhar sempre voltado à realidade do ne-
gro brasileiro. De maneira cadenciada e auxiliado pela pluralidade musical brasileira, a peça é permeada por música, canto, dança e sapateado, conduzindo o espectador de forma lúdica à trajetória de Solano. A narrativa evidencia episódios marcantes, como seu convívio com a atriz Ruth de Souza, amiga que o abrigava após as manifestações políticas pelos direitos dos trabalhadores; e o momento em que “Mulher Barriguda”, cuja letra
é de Solano e compreendida como canção de protesto à ditadura militar, foi gravada pelo grupo Secos e Molhados, em 1973. Temporada: 08 a 29 de setembro, sexta à domingo – 19h Teatro Dulcina: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro Telefone: (21) 2240-4879 ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia-entrada) Duração: 90 minutos Classificação Indicativa: 12 anos Gênero: Documental
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Em 1090
aM
Programa
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UMBANDA | CANDOMBLÉ CULTURA AFRO E TRADICIONAIS EM DEBATES E ENTREVISTAS
/marcelofritzoficial Às quartas-feiras | 21h Apresentação do Babalorixá Marcelo Fritz
21 97032-9289 www.radiometropolitana1090.com.br
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Sonhos & Simpatias Reprodução
SONHOS
https://sonhar.info/ felicidade em família. Fotografia em as formas da natureza estão em destaque é certeza de prosperidade e fortuna. Se, em sonho, você era o fotógrafo, saiba que em sua vida profissional e em sua vida amorosa haverá grandes mudanças para melhor.
sonhar com mochila Significa as memórias que você carrega junto contigo, às vezes boas, às vezes ruins. Está relacionado a pessoas mais emotivas e sensíveis. É um sinal para que você viva o presente e não o passado. Ver ou usar mochila em sonho é aviso para que não se exponha a perigos, cautela. Ganhar ou comprar uma mochila é prenúncio de viagem interessante.
Significado Sonhar com Queimadura Se, em sonho, você ou outra pessoa sofreu uma queimadura é presságio feliz par o amor. Uma queimadura curada em sonho é prenúncio de viagem feliz.
Sonhar com fotografia Significa que é necessário se preocupar mais com as suas energias e não se distanciar das pessoas que te querem o bem. Pode representar a felicidade e o sucesso ou que sua vida irá melhorar. Se você viu uma fotografia em sonho, saiba que precisa cuidar de sua aparência e de sua saúde. Sua própria fotografia vista em sonho é certeza de sucesso profissional; fotografia de conhecido, não se isole, procure os amigos; fotografia de desconhecidos é prenúncio de que precisará lutar para conseguir boa posição profissional, não desanime. Se a fotografia era de uma pessoa morta é presságio de muita
sonhar com suicídio significa que em breve alguma situação demandará todos os seus esforços. Os acontecimentos negativos com que você vem se deparando atualmente te frustram e te deixam para baixo. Saiba que tudo isso é passageiro e nada é para sempre. Quando menos perceber, já terá esquecido. Cometer suicídio em sonho, tenha calma, tudo se resolverá brevemente, não vale a pena se desesperar. Se, em sonho, você assistiu a um suicídio ou foi informada sobre um suicídio é aviso,
SIMPATIAS simpatia para Bebê Dormir a noite Toda simpatia da Tesoura - A simpatia da tesoura para fazer seu bebê dormir é muito fácil de ser praticada. Para tanto, você deverá reunir os seguintes materiais: Tesoura; Rolo de fita crepe; Pedaço de pano. Ritual Pegue a tesoura fechada e a enrole bem com o pano. Na sequência, enrole toda a tesoura e pano com a fita crepe, certificando de ficar tudo bem vedado para que seu bebê não venha se acidentar com a lâmina da tesoura. Depois disso, basta colocar essa tesoura embrulhada na parte debaixo do travesseiro da
alguém precisa de sua presença e de seu apoio. Evitar um suicídio em sonho, alegre-se sua saúde está muito boa, terá vida longa e feliz. sonhar com vela significa que o seu futuro promete coisas boas para você. Não desanime se no caminho algumas situações derem errado, pois é normal. Você conseguirá superar todos os obstáculos e conquistará seus objetivos. Uma vela acesa em sonho, prediz um futuro feliz e promissor; uma vela apagada ou que se apaga em sonho, é indício de que tempo difíceis se aproximam, mas você conseguirá sagrar-se vitorioso, no meio dessa confusão. Se, em sonho, você acendia uma vela apenas para iluminar seu caminho ou o ambiente, saiba que breve fará uma bela viagem; contudo, se a vela acesa era uma profissão de fé, saiba que sua proteção espiritual está reforçada, assim como a proteção de amigos poderosos. Vela marítima, vista em sonho, prenuncia sorte em questões de dinheiro.
http://portaldesimpatias.blogspot.com criança, com a lâmina voltada para o lado direito. E deixe assim por toda a noite. Na próxima noite, você deverá fazer a mesma coisa, só que desta vez, coloque a tesoura com a lâmina voltada para a esquerda, e também debaixo do travesseiro. Saiba que essa simpatia só pode ser feita em no máximo dois dias, e você verá o resultado nos próximos. Uma advertência é para as mães que não são caprichosas, pois estas podem fazer o ritual de modo desastrado e, assim, causar um acidente com a criança. simpatia para afastar pessoa indesejada com gelo Esta simpatia é muito fácil de fazer,
é muito comum também para afastar alguém que nos prejudica. Então, tudo que você precisará será dos seguintes materiais: Gelo, que deve ser cinco cubos; 1 vasilha de plástico e que possua tampa; 1 folha de papel; 1 caneta, que pode ser na cor preta ou azul; Ritual Primeiramente, procure um local simples, agradável e tranquilo para fazer esta simpatia. Se certifique de que outras pessoas não irão interferir durante o ritual, isso porque você não poderá interrompê-lo na metade. Então, dê início ao processo escrevendo na folha de papel o nome da pessoa que deseja afastar. É importante que seja o nome completo. Feito isso, dobre este
papel e o coloque dentro da vasilha de plástico, e tampe. Na sequência, você deverá pronunciar o seguinte penitenciário: “Quero que afaste (nome da pessoa que você escreveu no papel) de mim e de minha vida de uma vez por todas. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) deixe de ter condições e forças que só atrapalham a minha vida. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) seja transformada nesses cubos de gelos, que não possuem condições de maltratar ninguém, são mudos, surdos e frios. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) permaneça nessa situação até que eu diga um basta.”
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5° EDIÇÃO DO FESTIVAL DE MATO GROSSO, TERÁ ATRAÇÕES TRADICIONAIS ALÉM DE NOVO FORMATO
Em Cuiabá acontecerá 5° Edição do Festival de Curimbas Com algumas Novidades começando pelas atrações que terá o retorno de Márcio Barra Vento, Grande campeão do Prêmio Ataba-
que de Ouro categoria, voz veterana, Bia nascimento e estreia de Daniel Soares, ambos referências do movimento dos festivais. Outra novidade é o novo formato com 10 cantigas
locais que disputarão e nota será Aberta com comentário de incentivador dos Jurados. Grupos Culturais de Maracatu e Ciganos abrilhantarão a festa , Juntamente com ,mestre
do Senegal que irá fazer um alusivo instrumental na abertura com Tambores. A direção é de Marcelo Passos e se realizará no teatro Medici, no dia 05 de outubro de 2019, às 15h. O
evento vale vaga para Primeiro Atabaque de Ouro, para sua décima sexta edição. O movimento em Mato Grosso vem se lapidando cada vez mais, crescendo e se solidificando.
12ª CAMINHADA NACIONAL EM DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA O evento ocorrerá pela décima segunda vez e tem a realização da CCIR – Comissão de Combate a Intolerância Religiosa . O evento será em Copacabana no dia 15 de setembro, com concentração no posto 6 – 11h. Varios representantes de diversas religiões e de estados, confirmaram presença. Há uma expectativa de em torno de 100.000 pessoas, segundo organizadores do evento. Representantes de religiões estarão com cartazes, vestimentas e paramentos mostrando suas culturas e diversidade, além de caminharem por respeito ao outro. O branco será a cor que provavelmente estará imperando pregando a paz.
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ASSOCIAÇÃO ALFA E ÔMEGA-SP CURIMBA CAMPEÃ DOS CAMPEõES DA 15ª EDIÇÃO DO PRêMIO ATABAQUE DE OURO
ALDEIA DE CABOCLOS REALIZARÁ A 15ª EDIÇÃO DO FESTIVAL “UM GRITO DE LIBERDADE” O evento que tem sido considerado pelo Prêmio Atabaque de Ouro como o melhor festival do Brasil, será realizado no clube Atlético Juventus com abertura dos portões por volta das 12h. Tião Casemiro, Márcio Barra Vento do Rio já confirmaram presença, dentre outras personalidades de alguns estados. A direção é de Pai Engels d`Xangô e a realização é da Escola de Curimbas e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos. Ingressos: https://festivaldecurimba.eventbrite.com.br
O Humorista André Lucas, incorporou o Painho, para prestigiar os 20 Anos do ICAPRA e a 15ª edição do Prêmio Atabaque de Ouro
CURIMBA ALFA E OMEGA DESENGASGA O GRITO DE “CAMPEÃO DOS CAMPEÕES” DO ATABAQUE DE OURO Não podia ser numa edição normal, foi numa edição marcante do evento e pra lá de especial. Com humildade e perseverança, a curimba comandada por Edinho, como é conhecido por todos, deu um grande show, já descendo do palco como favorita. Depois de alguns chutes na trave, enfim chegou o dia, uma disputa entre 5 Estados São Paulo pela primeira vez, já participando há 13 anos do evento leva o titulo principal, quem foi não teve como não se emocionar e certamente guardará este momento na memória. Parabéns!
O humorista André Lucas, encarregado de levar o bolo para Alcione madrinha da festa, levou um dos personagens mais tradicionais do eterno Chico Anysio, o Painho, levando o público foi ao delírio com as brincadeiras que alegraram ainda mais os
convidados que vibravam com todas as atrações. Inesquecível!
CULTURAS QUE SE INTEGRAM E SE FORTALECEM EM HARMONIA O grupo de Curimbas Ylú Raíz Alafin de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mostrou uma personalidade forte de seu estado, abrilhantando o Atabaque de Ouro, que proporcionou aos convidados, diversidade cultural que se misturaram e foram aplaudidas e aprovadas por todos. O grupo que se apresentou poucos integrantes, mas não deixaram de brilhar num conjunto onde as tradições somaram um conjunto de luzes em harmonia. Parabéns!
TEVE GRUPOS QUE NÃO LEVARAM TROFÉUS, MAS GANHARAM APLAUSOS MAIORES INFORMAÇõES: www.aldeiadecaboclos.com.br aldeiadecaboclos@gmail.com www.facebook/escola aldeiadecaboclos/ Fones: (11) 2796-4374 (sede) (11) 9-4726-7609 (whatsapp)
Não foi um nem dois, não teve premiação para todos, mas os aplausos do público emocionado,foram gratificantes e certamente incentivadores para os concorrentes que saíram da premiação com mais experiência e certamente mais fortes para o novo ano que já já estará ali. Meses de trabalho, que somam na bagagem de fortes e resistentes curimbeiros que a cada ano investem mais e mais para o êxito de suas apresentações enriquecendo a festa até que chegue seu dia. Vamos torcer!
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PRECONCEITO DE FÉ A ESCALADA DO RACISMO RELIGIOSO NO RIO
www.brasil247.com/oasis
Reprodução
Aumenta em 51% o número de casos de intolerância religiosa no RJ.Algumas das agressões e preconceitos são praticados por
traficantes ou milicianos. Delegacia voltada para atender a área e para crimes raciais foi inaugurada. No Rio, traficantes proíbem mora-
dores de usar branco por ‘remeter a candomblé e umbanda’ Quem vive em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, não
pode andar de branco pelas ruas do bairro. É que os comandantes do tráfico na região — todos evangélicos — proíbem a cor por, na visão deles, remeter a religiões de matriz africana e ao espiritismo. Boa parte dos casos – em franca expansão – de terrorismo contra terreiros de candomblé e umbanda do Rio, como se sabe, também tem ligação com traficantes evangélicos. Em 14 de agosto, por exemplo, a 62ª DP, da Polícia Civil, prendeu oito suspeitos de integrar uma quadrilha que ordenou a destruição de um terreiro de candomblé no Parque Paulista, em Duque de Caxias (RJ). Em julho, eles obrigaram uma mãe de santo de 84 anos a quebrar ela mesma todos os assentamentos sagrados dos orixás. Só entre janeiro e agosto deste ano, houve 150 ataques a terreiros no estado do Rio – a grande maioria, 92, na Baixada Fluminense -, um aumento de 120% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Agen Afro, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.
AUMENTAM OS CASOS DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO RJ Bette Lucchese / https://g1.globo.com/
O Rio de Janeiro ganhou a primeira delegacia de combate a crimes raciais e delitos de intolerância (Decradi). Os agentes passaram por treinamento para atender as vítimas de racismo, homofobia e intolerância religiosa. De janeiro até a primeira semana de dezembro, há registros de 103 casos de intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Em 2017 foram 68 casos. Um aumento de 51% de acordo com a secretaria estadual de Direitos Humanos. as denúncias tratam de: Candomblé – 31% Outras religiões de matriz africana 26% Umbanda 17%
As mulheres são as maiores vítimas da discriminação: 47%. Uma parte dessa perseguição é imposta pelo poder paralelo. Os traficantes também passaram a interferir nas questões religiosas. os locais com maior número de denúncias: Rio de janeiro – 49% Nova Iguaçu – 10% Duque de Caxias – 7% “Você fica oprimido porque fica ameaçado. São fuzis pra lá, fuzil pra cá. Quem é que vai se colocar perante uma arma? Então, você tem que morar nesse local. Você não tem dinheiro para sair de lá”, conta a testemunha.
no Brasil, o direito ao livre exercício religioso é assegurado por lei A Constituição Federal, no artigo: 5° VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. No Rio de Janeiro, a discriminação é o tipo de violência mais registrada, com 22%. Em seguida vem a depredação, com 13%, e em terceiro lugar a ameaça ou coação, com 9%.
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ÁRvoRE Da
Lembrança
JOÃO COSTA BATISTA Pesquisador de cultura e tradições afro jc.batista2010@gmail.com Reprodução Internet
No dia 04 de setembro de 1850, o comércio de escravos é proibido no Brasil. A Lei Eusébio de Queiróz foi uma modificação que ocorreu em 1850 na legislação escravista brasileira Para não esquecer:
quer embarcação com escravos que tivesse como destino o Brasil. A Lei Eusébio de Queirós não surtiu efeitos imediatos. O tráfico ilegal ganhou vitalidade e num segundo momento o tráfico clandestino de escravos aumentou. Foi somente a partir da década de 1870, com o aumento da fiscalização, que começou a faltar mão de obra escrava no Brasil. Neste momento, os grandes agricultores começaram a buscar trabalhadores assalariados, principalmente em países da Europa (Itália, Alemanha, por e exemplo) período em que aumentou muito a entrada de imigrantes deste continente no Brasil. Curiosidade: Na época do Império, as leis ganhavam o nome do Ministro da Justiça, que a assinava.
É considerado um dos primeiros passos no caminho em direção à abolição da escravatura no Brasil. O nome da lei é atribuído ao senador e então ministro da Justiça do Brasil Eusébio de Queirós Coutinho Matoso da Câmara. Esta lei deve ser entendida também no contexto das exigências feitas pela Grã-Bretanha ao governo brasileiro no sentido de acabar com o tráfico de escravos. O governo da Grã-Bretanha cobrava do Brasil uma posição favorável à recém-criada legislação britânica, conhecida como Bill Aberdeen (de agosto de 1845), que proibia o comércio de escravos entre África e América. A lei concedia o direito à marinha britânica de aprender qual-
Oficina de Inclusão Digital é realizada pelo Instituto Onikoja Divulgação
O Instituto Onikoja iniciou no último dia 04 de Setembro sua Oficina de Inclusão Digital para crianças, jovens e idosos em situação de vulnerabilidade social do território de Sepetiba e adjacências. Essa Oficina soma-se as Oficinas de Artesanato (Bonecas Africanas Ahosis); de Capoeira; Danças Populares Afro como por exemplo o Maculelê; Percussão (Agonukwe) e de reforço escolar.
Segundo Humbono Rogério, no Instituto Onikoja a herança cultural africana é a base do acolhimento e da equidade social e é usada como ferramenta de promoção para o diálogo inter religioso. Todas as Oficinas são inteiramente gratuitas e uma vez inscritos nas ações, os assistidos podem ainda ter acesso a orientação psicológica, grupos de convivência social através de uma parceria com o CRAS e ainda orientações jurídicas. A Oficina de Inclusão Digital acontece graças a parceria do Instituto Onikoja com a Google for Education e com o Sebrae/RJ que doou os computadores. Maiores informações pelo whatsapp 21.96403.2850.