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Jornal Icapra 115

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jornal

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ICAPRA

ANO 14 | n° 115 | 2019

Rainha do Kongo Diambi Kabatusuila visita o Brasil Págs. 12 e 13

100 Anos do Terreiro Axé Ayrá em Cachoeira – BA

Campeãs do Carnaval do Rio

Conhecendo o Candomblé

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Págs. 5, 6 e 7

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Reprodução da Internet

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o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capitulo XI, item 08, o espírito Lázaro, nos informa que todos os seres humanos, desde o momento da era primitiva, trazem com sigo, o amor através dos instintos, e conforme o ciclo evolutivo da humanidade vem depurando-os, evoluindo para as sensações, logo após, para os sentimentos. Entre os seres humanos racionais, o amor é o depurador das incompreensões e do ódio. Lembremos que os objetivos da reencarnação, neste ciclo de expiações e provas em que se encontra o Planeta terra, consistem no melhoramento progressivo da Humanidade. O instrutor Calderaro através de André Luiz, em o livro; No mundo Maior capítulo quatro, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos informa que; “Estamos, em todas as épocas, abandonando esferas inferiores, a fim de escalar as superiores. O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana.” Sendo assim percebemos que nos dias atuais, existe muita diferença entre in-

O sentimento do amor: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO strução e sentimentos. Um retrata as conquista externa, e o outro retratam as conquistas intimas, perante a lei natural, que é a lei de Deus. Sendo assim finalizamos com as informações do espirito de Ermance Du-

faux. Escutando Sentimentos. Prefácio. Psicografia – Wanderley S. de Oliveira; “O período de maioridade das idéias espíritas será alcançado com a instauração das atitudes de amor em nossas relações. Para isso, torna-se

indispensável aprofundar a sonda da investigação mental no reino subjetivo dos sentimentos.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal Icapra Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com

Olá Leitores! Visita de rainha, carnaval, perdas importantes, tragédia... acontecimentos que intertem qualquer um. O ano agora de fato ou oficialmente se inicia, pois todas as mudanças ao menos na política desejadas pela nação, em suas maiores esferas ocorreram. Agora é arregaçar as mangas e cada um fazer a sua parte, pois a maré não está para peixe, ou qualquer outra presa fácil. Terreiros resistindo e completando um século, outros não tendo respeito pela sociedade pelos seus anos de luta e bravura. Algumas casas ainda seguem influência do catolicismo e param no período de quaresma e outras se libertam de tradições que precisam ser repensadas. Que as oportunidades venham junto com consciência dos governantes por igualdade e políticas para todos, pois a desordem social é fruto da falta de harmonia, compromisso e responsabilidade das políticas desproporcionais com nossa realidade. Boa Leitura! Marcelo Fritz – Editor Responsável


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Mangueira é campeã no Rio, com enredo que homenageou Marielle Franco Com o enredo que recontou a história do Brasil por meio de heróis da resistência negros e índios, Mangueira leva título Marcelo Fritz

Na véspera da apuração a Estação Primeira de Mangueira já despertava o favoritismo , por ter gahno o prêmio Estandarte de Ouro como melhor escola, num desfile com bambas que acirraram a disputa. Esta é a 20ª vez que a verde e rosa leva o título com o enredo que recontou a história do Brasil por meio de heróis da resistência, negros e índios. Com o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, a agremiação levou para a Marquês da Sapucaí a lembrança dos heróis esquecidos pela história do país, repensando narrativas oficiais que foram ensinadas ao longo de gerações para os brasileiros. Um dos destaques da Mangueira foi a homenagem à vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada em março do ano passado junto com o motorista Anderson. O desfile contou com a presença da viúva de Marielle, Mônica Benício. A lembrança foi muito bem recebida pela plateia, que a ovacionou e se emocionou durante o desfile.

Kelly Casseres / Gabriel Nascimento- Rio Tur / Fernando Grilli – Rio Tur / David Normando – Rio Tur / Raphael David – Rio Tur

Embora uma polêmica por família não ter sido convidada para desfilar, o assunto foi posto de lado e a vitória do enredo copntra o luxo de Viradouro e Vila Isabel que também deram um show de criatividade e luxo. As seis primeiras colocadas voltaram no sábado das campeãs para celebrar o as colocações num ano onde a crise assustou e afetou há muitos. Em São Paulo, o Sambódromo do Anhembi o desfile das campeãs foi no dia 8 de março, o desfile das campeãs do carnaval de 2019. A Mancha Verde, campeã pela primeira vez do grupo especial, foi a última a entrar para o encerramento do desfile.


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Com apenas três décimos atrás da campeã Mangueira, que conseguiu o seu 20º título alcançando 270 pontos. Já o Salgueiro ficou seis décimos atrás da primeira colocada com 269,4 pontos. A Vermelha e Branca do Barreto apostou em uma apresentação com elementos fantásticos, com bruxas, príncipes, fadas e outras figuras de histórias infantis. A escola pós desfile já era apontada como uma das favoritas pela criatividade e leveza. Um desfile surpreendente de uma escola que acabara de subir para o grupo especial, deparando com tradicionais escolas que esbanjaram beleza e luxo. O carnavalesco Paulo Barros narrou sob a ótica de um adulto que reencontra um livro de histórias da infância. A escola trouxe várias surpresas nas alegorias que tiveram fumaça, movimentos que imitavam voos, água, luzes, com personagens como bruxas que voavam a dez metros de altura, presas por cabos, e um motoqueiro fantasma que descia de um carro alegórico.

Viradouro leva segundo lugar no Carnaval Carioca

Vila Isabel

Kelly Casseres / Gabriel Nascimento- Rio Tur / Fernando Grilli – Rio Tur / David Normando – Rio Tur / Raphael David – Rio Tur

Esbanjando cria tividade, harmonia de cores além de uma técnica singular em aleg orias, a Vila Isabel encantou a to dos com seu desfile, mostrando fo rça e capricho. A rainha de Bateria da Vila Isabel, Sa brina Sato, comem orou o terceiro lugar da escola da zona norte do Rio.“É o meu no no ano como rain ha da Vila Isabel. A escola veio linda , emocionante. É claro que a gent e imaginava o prim eiro lugar, a gente batalhou muito para isto durante todo ano, mas a gente está feliz de voltar para as Campeãs [desfil e], que é o lugar da Vila”, disse.


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A Portela sacudiu Sapucaí e fica em quarto lugar Homenageando Clara Nunes que morreu com 40 anos e que sem dívidas foi um dos maiores ícones da escola. A escola de Madureira fez reverências aos orixás, num carro alguns dos mais populares foram homenageados além de destaque para Ogun e Iansã, orixás de devoção de Clara Nunes. A águia símbolo da escola que traz sorte, veio ecoando seu tradicional som, a atriz Emanuelle Araújo fez as vezes de Clara Nunes à frente do último carro que trazia parte da velha guarda da escola. O carro exibia uma foto da cantora com uma frase “até um dia” no fundo. Num carro todo de azulejos portugueses fazia uma homenagem a cidade que a cantora nasceu, Minas Gerais, lembrando as igrejas mineiras.

Salgueiro emociona a Sapucaí com enredo sobre Xangô e leva quinto lugar mais uma O Salgueiro em 2019 fez escola certaaposta em enredo afro. A aplaudidas do mento foi uma das mais levou o títudesfile especial, mas não ngô foi o tema lo. O orixá da justiça, Xa do desfile salgueirense. em 2019 “A Acadêmicos do Salgueiro espirio ron presta um tributo ao seu pat se etque i Re tual. Xangô ou SÀNGÓ, o sob ado ent res erniza como divindade, rep o até ica Áfr diversos aspectos, desde á rfiinte tiça Brasil. Que o Senhor da Jus nosso imenra nas nossas causas e em ba enredo de so país. Afinal, como no sam pai é nosso 1989 dizia… Xangô é nosso larou o carRei !!! Kawó Kabiesilé!!!”, dec post no pernavalesco Alex de Souza em Mas o título . fil do Salgueiro no Instagram aplaudido e foi comemorado com alegria no desfile das campeãs. re as Em 2018, com o enredo sob ficou ão iaç matriarcas negras, a agrem em terceiro lugar.


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Kwê Lekangire

Axé Ventura, salva Pai Odé Marcelo Fritz No dia 02 de fevereiro, o Kwê Lekangire abriu suas portas para louvar o grande rei Odé, vodun do Doté Alexandre d`Odé, diretor e fundador do Kwê(casa), que funciona desde 1995 no bairro de Nossa Senhora das Graças Miguel Couto – Nova Iguaçu. O xirê teve início por volta das 20h, os ogãs responsáveis pelos cânticos foram: Popô (Alaweji), Reginaldo( Ogun Tun Wajilê), Giovane (Odé Arôkwêji) e amigos que contribuíram com toques e cânticos. Os voduns foram saudados e pós Azonsu, pai Odé foi reverenciado, com cânticos e reverências. Mejitó Ana de Gbesen, herdeira do Axé da Boa Viajem, Pai Carlos d`Togbó, foram alguns dos convidados dentre muitos amigos presentes que acompanharam a festividade. O dote Alexandre agradece aos filhos e amigos que estiveram presentes e fala da importância dos filhos na realização da festa, principalmente da Hunso Sudan que esteve à frente da organização. Doté Alexandre agradece pela aptidão como sacerdotes: a Mãe Alda, fomo d`Oyá do Axé Ventura e pai Renê d`Iansã, pelo carinho e aprendizado, “ Devo muito a eles” declara o dote. No meio do ano serão homenageados os Voduns da família: Danbesi, hevioso e Azonsu com data ainda a definir e novembro e dezembro as águas os voduns que serão homenageados: Aziri e Olisá. Contatos com a casa: 21- 9 8259-0916.

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José Beniste Reprodução Internet As pessoas que vão pela primeira vez a um Candomblé, costumam fazer perguntas sobre aquilo que estão assistindo, e saber como devem se comportar. O traje para se freqüentar em um dia de festa, é informal com um mínimo de decoro. Vestidos simples e leves para as mulheres devido ao calor do local, e para os homens esporte simples, mas nunca de bermuda. A cor das roupas, de preferência branca, evitando as cores preta, marrom e roxa. Se chegar antes do Candomblé começar, alguém sempre irá lhe oferecer um lugar para sentar. Não tomar a iniciativa de ocupar as cadeiras próximas à da Iyalorixá, pois elas têm dono, a não ser que seja convidado a sentar-se nelas. Se desejar cumprimentá-la, aguarde um momento oportuno. Chegar sempre cedo para um acompanhamento de todos os momentos da festa que são bastante significativos. Caso o Candomblé já tenha começado, não ficar na porta pois ela tem muita importância no decorrer da cerimônia. Não se dirigir aos atabaques, e tocá-los com os dedos, como alguns visitantes o fazem. Eles pertencem a outros Candomblés, em visita a casa, e dessa forma, estão sendo homenageados. Durante a cerimônia, alguns movimentos são efetuados por todos, mas o assistente eventual não tem o compromisso de proceder como todos, embora em certos momentos seja necessário. Por exemplo: o senta-levanta que ocorre quando a Iyalorixá entrar no salão para iniciar a festa, quando se ergue da cadeira por

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Conhecendo o Candomblé

qualquer motivo, quando dança e o mais importante, quando se canta para o Orixá patrono da casa ou para o próprio Orixá da pessoa. Algumas perguntas cabem no momento dos acontecimentos, mas devem ser limitadas, pois haverá uma outra oportunidade para um conhecimento mais amplo. Espere ser convidado para visitar os quartos de santo. Em toda festa há a distribuição de comidas que podem ser comi-

das-de-santo ou, como se diz, comidas-de-branco. É a celebração da vida, mas que pode ser recusada sem constrangimento. GENTE DA CASA O Candomblé é complexo em suas regras de comportamento, e que são devidamente entendidas com uma participação constante de todas as suas atividades. Tem a responsabilidade direta e incon-

Lançamento em Abril

História dos Candomblés do Rio de Janeiro Livros direto com o autor: (21) 2437-4833

testável de um Babalorixá ou Iyalorixá. Iyawo é o primeiro grau de um caminho de promoções. Perderá este título e ganhará outro a partir da obrigação de 7 anos, que poderá ser feita a qualquer tempo, mas sempre sete anos após a feitura. Ao entrar para o Candomblé, a pessoa deve ter a consciência de que fará parte de uma nova família com regras de conduta. É a família-de-santo, Ara Ile Orixá, que se diferencia da família biológica, pela interferência natural dos Orixás, ao determinarem posições, cargos, alimentação, conduta, o que-fazer e o que-não fazer, as chamadas proibições ou kizilas. A raiz de origem de cada Casa, suas tradições pessoais, podem determinar variações. O que um Terreiro faz poderá não ser feito exatamente em outro. Tudo se aprende praticando. Durante anos vai-se juntando o quebra-cabeça e só depois de uma certa idade, a pessoa começa a ver e juntar as peças para entender o seu conjunto. Não se pode pretender saber de assuntos que estão acima de sua condição hierárquica. Quando uma pessoa se inicia num Candomblé, passa a ter a marca do seu Terreiro, a marca do seu Axé, na medida em que se aprofunda e participa de suas atividades. Não é, porém, um fato determinante, isto é, não quer dizer que, o que aprendeu, não possa ser alterado. Isto ocorre, principalmente, no momento em que uma pessoa abrir sua própria Casa, ou assuma um Candomblé pelo falecimento de sua titular. Suas ideia mais reservadas, são postas em prática. No dizer de uma antiga integrante: todo Axé tem seu odor próprio. É uma química.


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Rainha do Kongo Diambi Kabatusuila visita o Brasil Walmir Santos Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi - Coordenador Geral da ILABANTU – Nzo Tumbansi Reprodução Internet / acervo - Casa d`Oxumarê e Walmir Santos Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi

Teve início em Salvador, capital da Bahia a visita ao Brasil da rainha Diambi Kabatusuila Mukalenga Mukaji de Nkashama (Rainha da Ordem do Leopardo), República Democrática do Congo, África central, será o primeiro encontro de uma Soberana Bantu com seus descendentes após a escravidão colonial, um fato histórico. A visita da realeza e sua comitiva de mais de 10 pessoas, composta por uma princesa, um príncipe e intelectuais, tem por finalidade valorizar e celebrar povos e tradições africanos e diasporicos, promover encontros interculturais com comunidades descendentes, os conhecidos terreiros de Candomblé Kongo Angola, que marca a presença da primeira civilização de africanos transplantados do além atlântico para o Brasil com o advento da escravidão colonial, que preservam saberes espirituais e ancestrais e ficaram conhecidos por povos Kongo Angola. A agenda da Soberana foi há visitas a quatro capitais brasileiras, no dia 27 de fevereiro ela desembarcou em Salvador, primeira capital do Brasil, permanecendo na Bahia por três dias para em seguida visitar Belo Horizonte, dias 6, 7 e 8 de março; 9, 10 e 11 foi ao Rio de Janeiro, encerrando sua turnê em São Paulo no período de 12 a 15 de março. Na maior capital econômica da América latina e a quarta maior do mundo, a Soberana dos Bakongo (povos congos), cumpriu intensa agenda. Dia 12 de março foi recebida e recepcionada às 14h00 no Aeroporto de Congonhas, na região central, de onde se deslo-

cou para a sede da Prefeitura de Itapecerica da Serra para as homenagens do Prefeito Jorge Costa, e dos Vereadores do Município sede do Nzo Tumbansi ILABANTU, organização que coordena a agenda da Rainha Diambi em terras paulistanas. A noite, assistiu a uma celebração festiva e tradicional de Candomblé e recebeu o título de Grande Benemérita da Cultura Tradicional Bantu Brasileira. No dia 13, quarta-feira, a majestade dos Bantu Kongo visitou pela manhã a estátua da Mãe Preta, no largo do Paissandu, às 13h30 o Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, e o Palácio 9 de julho, sede do Parlamento Estadual paulista. Às 18h30 participou de um Encontro de Povos Africanos (africanos na diáspora, lideranças


ICAPRA tradicionais de matrizes africanas e de terreiros, capoeiristas, sambistas, quilombolas, indígenas), e foi homenageada pelo Movimento Às Águas de São Paulo, na Câmara Municipal de São Paulo – Sala Sergio Vieira de Melo, Viaduto Jacareí, 100, centro da cidade. Durante o evento, o vereador Toninho Vespoli apresentou a Soberana seu Projeto de Lei 01-00/2019, que altera a Lei Municipal 14.471 de 10 de julho de 2017 que acrescenta no seu artigo 3º, a Cidade de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, como Cidade Irmã da Cidade de São Paulo. Dia 14, a Soberana congolesa visitou autoridades governamentais e representantes de vários setores da sociedade civil e da academia intelectual. Dia 15 de março retornou a Kinshasa, República Democrática do Congo. Diambi Kabatusuila foi coroada como governante do povo Bena Tshiyamba de Bakwa Indu da região central de Kasai, antigo Império Luba, República Democrática do Congo em 31 de agosto de 2016. Agora detém o título de Diambi Mukalenga Mukaji Wa Nkashama (Rainha do Ordem do Leopardo). Ela foi investida e introduzida em Kinshasa, capital da República Democrática do Kongo pela Associação de Autoridades Tradicionais e Consuetudinárias do Kongo em 5 de agosto de 2017. Diambi Kabatusuila Mukalenga Mukaji encaminhou em 1 de fevereiro deste ano mensagem ao Taata Katuvanjesi, coordenador geral do ILBANTU e dirigente tradicional do Nzo Tumbansi. A Casa de Oxumarê em Salvador a Rainha esteve com Babá Pecê, No Rio também recepcionada por Pai Zezito d`Oxum representante da nação Ijexá no Estado do Rio, também se encontrou com Mãe Arlene de Katendê, dentre outras autoridades de nossas tradições.

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Terreiro centenário é invadido por seguranças de empresa em Cachoeira informebaiano.com.br

Reprodução

O Terreiro Icimimó, histórica casa de matriz africana, com 102 anos de atividade e desde 2015 reconhecida como Patrimônio Cultural do Estado da Bahia, está sendo gravemente ameaçado dentro das suas próprias terras. De acordo com as lideranças da Casa religiosa, funcionários da empresa Penha Papéis passaram a demarcar o terreno desde a última quarta-feira, 27 de fevereiro, alegando que o mesmo se trata de propriedade da empresa. Eles estavam armados e portando drones. Nesta quinta-feira, 28, o conflito fundiário ganhou mais um triste e violento capítulo. Em nome da empresa, seguranças armados teriam ameaçado o líder religioso Antônio Santos (Pai Duda) sob o argumento de que o mesmo estava lesando o patrimônio alheio quando realizava a poda de um bambuzal dentro das cercanias do templo religioso. Membros do Terreiro chega-

ram a ligar para a empresa argumentando sobre o equívoco que estava ocorrendo, entretanto, o setor jurídico da companhia afirmou que a propriedade era deles e que, se não estivessem satisfeitos, procurassem a Justiça. Nascido no ano de 1736, mas situado na localidade de Terra Vermelha, em Cachoeira, há 102 anos, o Terreiro do Icimimó está em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além de já ser protegido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). O templo religioso tem representação jurídica através de sua Associação Civil Seguidores de São Gerônimo. Desde o século XIX a casa de candomblé atua como instituição de preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, não apenas como comunidade detentora da tradição cultural e religiosa do can-

domblé, mas também como entidade de combate ao racismo. Em 2018, o terreiro já havia sido ameaçado com uma invasão de parte de suas terras e deu entrada junto ao Ministério Público Estadual numa representação contra os invasores, que à época coletaram mudas de bambu no local. Contudo, o processo foi arquivado porque a empresa em questão, mesmo provocada, não se manifestou nos autos, configurando, assim, uma invasão eventual para extração livre – e não sistemática – de bambu. Em seu espaço, o Terreiro Icimimó também acolhe projetos e atividades educativas que debatem estratégias de resistência cultural da população negra. Dentre suas parcerias recentes junto aos poderes públicos destacam-se a parceria junto ao Estado da Bahia, com o qual o terreiro desenvolveu estratégias em prol da preservação dos hábitos alimentar-

es e votivos, e com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), instituição que tem auxiliando no debate sobre a produção de discursos patrimoniais – um diálogo que ocorre também com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e com ativistas de movimentos sociais e culturais da Bahia. “Neste momento de profunda apreensão, o Terreiro Icimimó declara que lutará pelo direito de manter seu solo sagrado incólume da sanha voraz do grande capital”, afirmou Pai Duda. O líder religioso informou que já foram realizados contatos com IPHAN, IPAC, Policia Militar da Bahia, Ministério Público, SEPROMI, SECULT e Secretaria da Casa Civil. “Esperamos nesse momento de dor e de luta que os órgãos de Estado tomem as providências cabíveis para salvaguardar esse patrimônio da Bahia, do Brasil e do mundo”, pediu.


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Do ABC Paulista à Austrália

Babalaô Ronaldo Linares Presidente da Federação Umbandista do Grande ABC Mantenedora do Santuário Nacional da Umbanda www.santuariodaumbanda.com.br

O Santuário Nacional da Umbanda ganha o mundo... Já sabemos que a tecnologia cresce de forma avassaladora e contínua. Sabemos que a internet uniu o mundo, conectou continentes, revelou culturas, uniu diferenças e, é bom lembrar que os espaços, antes locais, agora pertencem ao mundo. Hoje visitamos o Museu do Louvre em Paris, ou a Capela Sistina em Roma sem sair de casa. E não será diferente com nosso Santuário Nacional da Umbanda que, do ABC Paulista atravessa os mares e chega a Europa através do vídeo de Fábio Verch, dirigente da Casa de Umbanda Pai Pedro, na Austrália.

do que o Caboclo das Sete Encruzilhada nos deixou através dele, vamos seguindo plantando e regando o amanhã, seja no Vale dos Orixás ® ou no imenso vale de interconexões que é a internet.

(Imagem do vídeo de Fabio Verch – Santuário Nacional da Umbanda – Brasil) Além da Austrália, muitos são os países que já nos visitaram. O Santuário Nacional da Umbanda recebe pessoas do mundo todo, estudantes, pesquisadores, religiosos e simpatizantes que vem para sentir as vibrações do Vale dos Orixás ®, o perfume de nossa Sagrada Umbanda e os mistérios do nosso Brasil. Isso seria absolutamente inimaginável quando, há quase 50 anos, eu caminhava pela extinta pedreira Montanhão para fazer minhas oferendas a Xangô. A área era desértica, abandonada e pouco verde tinha no local. Mas o tempo regado pelo amor fez florescer um grande oásis sagrado, fonte cristalina da fé umbandista que une e acolhe todos os praticantes das religiões de matrizes africanas e de cultos a na-

Recebi Fabio para uma visita ao Santuário que, para minha alegria, fez imagens aéreas belíssimas no Vale dos Orixás ® e cada cantinho foi revelado, mostrando além da beleza a espiritualidade presente no local. Ele produziu um lindo vídeo e nos presenteou deixando-me ainda mais feliz. E lá vai o vídeo para a internet correr o mundo e contar aos quatro cantos que aqui no Brasil, num cantinho no meio da mata, no município de Santo André, esconde os mistérios de nossa religiosidade.

tureza. E eu preciso confessar o quanto me sinto honrado em fazer parte desta história. SITE DO SANTUÁRIO Para acompanhar o desenvolvimento tecnológico, lançamos em 15 de novembro de 2018 um novo site para o Santuário Nacional da Umbanda, espaço para compartilhar pensamentos e sentimentos da Umbanda e já são quase 20 mil pessoas que por lá passaram em cerca de 90 dias. Não é trabalho fácil para nós, que nascemos numa época que nem se quer existia o celular, quanto mais internet. Mas entendemos que os tempos mudaram e hoje com o mundo na palma das mãos saímos de São Paulo e vamos para o mundo. E que o mundo venha até nós!

Descrevemos através da escrita cada cantinho do Santuário e ilustramos com fotos os espaços, para os que ainda não tiveram oportunidade de nos visitar possam de alguma forma estar mais pertinho de nós. Contudo, esse é um trabalho continuo de atualização, por isso os convido a nos visitar todo mês no endereço www.santuariodaumbanda.com.br. Além da descrição dos locais, postamos textos com frequência. São notícias sobre a Umbanda, eventos promovidos pela Federação Umbandista do Grande ABC ou pela Casa de Pai Benedito de Aruanda, nosso templo-sede. A Coluna da Maria Aparecida nossa Diretora de Comunicação iniciou este ano e trará textos sobre motivação e dicas para o bem viver. Além dos meus artigos, alguns inéditos e outros republicação destes que escrevo para o Jornal Aldeia de Caboclos. Temos ainda galeria de fotos e em breve galeria também de vídeos. Cumprindo o compromisso que assumi com Pai Zélio de Moraes de divulgar nossa Sagrada Umbanda e o lega-

CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL NA INTERNET Através de homens e mulheres de boa vontade percebemos que a internet é um espaço de expansão para a consciência espiritual e desenvolvimento das ideias. E isso é uma excelente oportunidade de espalhar conhecimento sobre a nossa religião, esclarecer dúvidas e desfazer mal entendidos. Mas é preciso ter consciência sobre o que se diz, responsabilidade sobre o efeito desta informação na vida das pessoas. Muitas pessoas acabam espalhando bobagens, piorando a desinformação ao invés de ajudar. Criando misticismos e notícias falsas para ganhar seguidores. Esse é um lamentável lado da internet. Então, gostaríamos a convidá-los a serem Sacerdotes também no mundo on line. Não necessariamente vestindo branco e criando vídeos ou textos sobre a Umbanda. Mas praticando a ética, a responsabilidade sobre a vida alheia, medindo e avaliando cada palavra que se diz e como isso pode afetar as pessoas que estão do outro lado. Se o mundo não é mais apenas físico mas também virtual, sejamos virtualmente éticos, comprometidos com a verdade e nunca esquecendo da nossa máxima da Umbanda, amor e caridade tendo a humildade, sempre, em primeiro lugar. Espero vocês no Santuário Nacional da Umbanda em Santo André e em nosso também Santuário, só deste vez virtual www.santuarionacionaldaumbanda. com.br, até breve! Fique com nosso saravá fraterno!


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axé&VARIEDADES

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@MarceloFritzOficial

Líder religiosa Makota Valdina morre aos 75 anos em Salvador

Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com

Pai Celinho com Alcione, no desfile as Campeãs Pai Celinho foi convidado pela cantora Alcione para camarote na Sapucaí, no sábado das campeãs. A Mangueira era a mais esperada da noite que reuniu as seis escolas campeãs do carnaval carioca do grupo especial. Noite de festa, glamour e alegria!

A líder religiosa, educadora e ativista do movimento negro Makota Valdina morreu aos 75 anos, na madrugada desta terça-feira (19), em Salvador. De acordo com informações do Correio, familiares informaram que ela estava hospitalizada há um mês , no Hospital Teresa de Lisieux, após sentir dores causadas por pedras no rim. Ainda segundo a publicação, já no hospital, os médicos encontraram um abcesso no fígado, e, no domingo (17), Makota Valdina teve uma parada cardiorrespiratória, entrou em coma e veio a óbito. O sepultamento foi realizado no Cemitério Jardim da Saudade.

Polêmica na Sapucaí

20 Anos de Empório Afro

2019,o trabalho completa 20 anos de resistência à etiqueta Empório Afro foi criada no Ano de 1998 e tornou-se Oficialmente conhecida 01 de julho de 1999. Na época foi realizado um desfile de moda afro, no estilo Prêt-àPorter, com apresentação do grupo afro reggae,esse momento do lançamento foi realizado no Centro Cultural Municipal José Bonifácio na Gamboa, com intuito de fortalecimento do segmento de moda com identidade brasileira. Nasceu da necessidade de se ter no Mundo da moda Brasileira, Algo Que viesse Valorizar à cultura afrobrasileira. A marca Empório Afro, aborda as significadas representações de roupas que possuem uma mesma linguagem. Parabéns Fátima Negrann. Sucesso merecido!

Adeptos dos cultos afros se manifestaram em redes sociais alguns elogiando outros criticando a exposição das tradições de matrizes africanas. Teve Iawô pintado que não foi a primeira vez, exu caracterizado, orixás paramentados, rainha de baterias homenageando orixás, e alegorias. Até que ponto é positivo ou negativo? Algumas agremiações não tem noção do que é sagrado e profano, carnavalescos alguns falam da importância da divulgação da nossa cultura que tem presença marcada em grandes enredos, mas há quem não concorde. Carlinhos Salgueiro foi o que mais recebeu criticas por estar caracterizado de xangô, orixá homenageado pela escola, mas em algum momento aparecia pintado representando um iaô(iniciados) manifestado, sendo conduzido por uma representante de Iyalorixá (mãe de santo). Agradou o público, mas os adeptos do candomblé muitos foram contra a exposição. A Portela também teve uma alegoria que haviam iaôs(iniciados) em um carro que homenageavam os orixás. A mangueira em 2016 teve sua porta bandeira representando uma iaô, a escola foi campeã.

Casa Omolokum 10 Anos com Lavagem e Festival de Acarajé A casa Omolokum, espaço de arte, cultura e culinária de primeira afro, completou 10 anos de existência. Seus idealizadores Leila Leão e Bruno Onilú, receberam inúmeros convidados para festejar em grande estilo no dia 10 de março. A Confraria de Oxum foi convidada para realizar uma parceria com evento que contou com a presença de Pai Mauro d`Oxum, diretor da confraria e integrantes do grupo, que coordenaram a lavagem. O festival de acarajés já vem se tornando carro chefe da casa que recebe além de pesquisadores, produtores culturais, adeptos da cultura afro e é claro amantes da boa culinária. Foi um show!


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100 Anos do Terreiro Axé Ayrá em Cachoeira – BA Por: Marcelo Fritz

Divulgação

Desde 2018 ocorreram manifestações para celebrar os 100 anos do axé, como, no Plenário Orlando Spínola, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em sessão especial alusiva ao Dia da Consciência Negra e em homenagem aos 100 anos do terreiro Raiz de Ayrá. O encontro foi presidido pelo deputado Bira Corôa (PT), que propôs as homenagens na Mesa Diretora do Legislativo. O terreiro Raiz de Ayrá, sediado na cidade de São Félix, no Recôncavo baiano, comemora seu centenário neste ano. Mãe Mariá Ferreira, responsável pelo espaço, contou um pouco da história do terreiro e agradeceu a homenagem. “Agradeço ao deputado Bira Corôa por esta homenagem ao centenário do terreiro Raiz de Ayrá. Agradeço ao Olorum por ter me permitido e me dado o direito de, aos 84 anos, enfrentar um terreiro de 100 anos vindo de um baluarte, um pai de santo das antigas que começou o candomblé, como ele falou, com os paus fincados no quintal, pois não tinha condições de fazer o terreiro. Eu enfrento esse terreiro desde 1975, quando o pai de santo viu que não tinha mais como levar a casa e entregou para mim, devido à minha dedicação, e dez meses depois ele veio a falecer”, relatou Mãe Mariá. O Terreiro Raiz de Ayrá foi fundado em 1917 por João Balbino dos Santos, conhecido como “João Três Toras”, que foi iniciado por Sinhá Clara de Jesus. Estava localizado onde hoje foi construída a Barragem de Pedra do Cavalo, depois de idas e vindas, o Terreiro teve que migrar para a Rua Varre Estrada s/n na Cidade de São Félix. É uma Casa de Santo Nagô Vodum, e hoje quem está à frente é a Ialaxé Mariá Ferreira dos Santos, mais conhecida como Mariá Kecy. Além de cul-

tuar os orixás, reverencia também os voduns, os caboclos e santos católicos. Seu calendário de festas acontece nos meses de junho e agosto. É Patrimônio Imaterial da Bahia, desde 2014, inscrito no Livro do Registro Especial de Espaços de Práticas Culturais Coletivas. Em fevereiro no dia 9, um xirê com louvores e convidados de diversos estados do Brasil marcaram presença para comemorar e celebrar o centenário. ALBA CELEBRA DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA E CENTENÁRIO DO TERREIRO RAIZ DE AYRÁ A tarde desta quinta-feira (22) no Plenário Orlando Spínola, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi marcada pela sessão especial alusiva ao Dia da Consciência Negra e em homenagem aos 100 anos do terreiro Raiz de Ayrá. O encontro foi presidido pelo deputado Bira Corôa (PT), que propôs as homenagens na Mesa Diretora do Legislativo. O terreiro Raiz de Ayrá, sediado na cidade de São Félix, no Recôncavo baiano, comemora seu centenário neste ano. Mãe Mariah Ferreira, responsável pelo espaço, contou um pouco da história do terreiro e agradeceu a homenagem. “Agradeço ao deputado Bira Corôa por esta homenagem ao centenário do terreiro Raiz de Ayrá. Agradeço ao Olorum por ter me permitido e me dado o direito de, aos 84 anos, enfrentar um terreiro de 100 anos vindo de um baluarte, um pai de santo das antigas que começou o candomblé, como ele falou, com os paus fincados no quintal, pois não tinha condições de fazer o terreiro. Eu enfrento esse terreiro desde 1975, quando o pai de santo viu que não tinha

mais como levar a casa e entregou para mim, devido à minha dedicação, e dez meses depois ele veio a falecer”, relatou Mãe Mariah. Proponente da sessão, Bira Corôa rememorou a luta do povo negro no Brasil pela sobrevivência. “Essa força permitiu que, em séculos, pudéssemos existir, sobreviver, transferir conhecimentos pela oralidade, reagrupar, refamiliarizar, reconstituir a estrutura de sociedade e manter viva a nossa identidade cultural pela força da nossa fé, da nossa crença religiosa”, discursou. “Não se pode deixar de retratar que este centenário não é apenas uma celebração, é uma identificação, é um reconhecimento. E essa Casa, no dia de hoje, não faz nada além do compromisso e do respeito de reconhecer que 100 anos não se passaram

como 100 dias, mas que se registre como 100 anos de luta, afirmação, conhecimento e, por que não dizer, de serviços prestados à sociedade”, ponderou o petista, acrescentando. “No dia de hoje, a palavra que representa toda a nossa disposição é agradecimento pelos 100 anos de perseverança, de luta e de afirmação da nossa identidade. De resistência em um processo de luta, de superações, mas acima de tudo, de conquistas. 100 anos depois para adentrarmos a uma Casa como esta pela porta da frente sem precisar omitir a nossa religiosidade, sem precisar esconder os nossos turbantes, sem retirar as nossas contas. 100 anos depois, se pode hoje dizer que esta Casa, como espaço de interesse da nossa sociedade, como a Casa do Povo nos recebe”, rememorou Bira Corôa.


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JI CARNAVAL O Camarote Nº1 reúne Celebridades no Carnaval Carioca Sabrina Sato chegou com o esposo Duda Nagle. Bruna Marquezine, Isabel Goulart estavam entre as celebridades, que abrilhantavam o camarote. O empresário Victor Oliva, já anunciava os 30 anos do camarote que será celebrado em 2020. O cantor Dudu Nobre era uma das atrações que dentre muitas outras teve um show surpresa no desfile das campeãs de um dos mais importantes DJs brasileiros: Alok. Bombou!

Camarote Rio Praia se consagra da Sapucaí com grandes shows

Orlando Morais, Gloria Pires e Zeca Pagodinho no camarote da Portela

Gloria e Zeca no Camarote da Portela Divulgação

No desfile das escolas campeãs do Rio, o camarote da Portela, que foi animado com shows da Velha Guarda da Portela, do cantor Arlindinho Cruz e da Cantora Maria Rita, não faltou animação. A atriz Gloria Pires e o marido Orlando Morais encontraram o sambista Zeca Pagodinho. Os três estavam na maior alegria e curtiram juntos os desfiles na Sapucaí.

O Camarote Rio Praia sem dúvidas foi um dos preferidos da Sapucaí, com personalidades e lotados todos os dias com um público alegre e satisfeito, o camarote teve atrações como a cantora Preta Gil e Mumuzinho que incendiaram a plateia que tinha DJs e entretenimento entre os desfiles. Gracyanne Barbosa, rainha de bateria da União da Ilha foi musa do camarote que teve também canja do cantor Belo em uma das noites, proporcionando ao público noites inesquecíveis. Ano que vem tem mais!

Ludmilla, Latino, banda do Cordão da Bola Preta, foram algumas das atrações do Camarote King Uma das referências do carnaval carioca, o Camarote do King já é, por si só, uma garantia de diversão, conforto além de uma recepção de primeira classe. Um dos maiores espaços da Sapucaí vip o camarote é localizado no setor 8 que os intervalos entre uma escola e outra são ideais para curtir as atrações musicais. Na King’s Night, a boate que está de “cara nova” – com mais espaço e tratamento acústico –, uma série de shows de artistas variados e DJs nacionais e internacionais faz a diferença num espaço que fica a cada ano mais disputado. Este ano, o folião que foi ao Camarote do King assistiu shows de Ludmilla, Latino, banda do Cordão da Bola Preta, Gustavo Lins, dentre outros. E ainda teve Chacal do Sax, tocando todos os dias. Foi show! Reprodução Instagram - Marcelo Fritz - Divulgação


Programa

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Apresentação do Babalorixá

Marcelo Fritz


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pai Márcio de Jagun Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

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A Palavra e o àṣẹ: Assim como o idioma, a cultura ioruba originariamente é ágrafa. Não há registros escritos de sua liturgia, nem de suas normas. Por isso à palavra é adicionado o componente da verdade. Se não há contrato, a palavra é que tem que valer. A palavra é o próprio documento, seja ele histórico, religioso, científico, etc. Por isso o iorubano não tolera a mentira. O povo ioruba tinha por costume só escolher e pronunciar o nome de uma criança recém-nascida, após o rito adequado (ìkómọjáde), pois seu significado ao ser dito, começaria a provocar uma reação cósmica. Em todo esse processo, a palavra funciona como ativadora do àṣẹ. É através dela que o nome do recém nato é pronunciado, criando uma conexão entre a sina por ela escolhida e sua trajetória no mundo. A palavra é a propulsora de sua energia e do poder dos ancestrais. O Homem pisa no destino com a herança dos ancestrais. E a palavra é o liame que une o material e o imaterial: desejo e realização. Tudo contido em um nome. E, cada vez que esse nome for pronunciado, ao longo da existência daquele indivíduo, novamente será ativada aquela energia. A tradição oral é uma maneira filosó-

fica de se transmitir conhecimento de forma dosada, no momento exato em que o interlocutor estiver maduro para conviver com o novo saber. Para a cultura ioruba, o que se sabe é diferente do que se vivencia. Por isso, o Candomblé é uma religião vivencial, onde a experimentação jamais poderá ser substituída pela teorização. A oralidade, portanto, não é traço de primitivismo, como alguns precipitados equivocadamente julgam. Antes pelo contrário, a oralidade constitui uma filosofia de vida, uma visão ímpar de transmissão do saber. A palavra desperta o àṣẹ e este é o elemento essencial à existência. Imaterial, o àṣẹ é a energia contida em todos os seres e coisas. O àṣẹ é a capacidade de realização, a vontade e a ação. Ter “àṣẹ” é ter poder de realizar. Os sacerdotes de Candomblé são denominados por alguns, como

Bàbálàṣẹ ou Ìyálàṣẹ (Pai de axé ou Mãe de axé). A própria Casa de Culto, é definida como Ilé Àṣẹ (Casa de Axé). A palavra àṣẹ é também utilizada como forma de saudação. Desejar “àṣẹ” a alguém é querer bem. Responder “àṣẹ” a algum pedido, louvação ou invocação positiva, significa dizer “que assim seja”. Cada òrìṣà, enquanto expressão da natureza, sentimentos e emoções, tem seu próprio àṣẹ, como energia compatível e correspondente. Os símbolos e paramentos litúrgicos de cada òrìṣà são portadores do àṣẹ das divindades. O abẹ̀bẹ̀ (leque) de Ọ̀ṣùn, é a própria representação da vaidade, do encanto, da sensualidade e da feminilidade regidas por essa divindade. O abẹ̀bẹ̀ é a expressão do àṣẹ de Ọ̀ṣùn. A paz, a saúde, a felicidade, o dinheiro, são também expressões de àṣẹ. Quando estamos equilibrados, ficamos em sintonia com o àṣẹ positivo. O culto aos àwọn òrìṣà (orixás), através da liturgia do Candomblé serve justamente para buscar a moderação entre a humanidade e seus deuses, através da manipulação do àṣẹ dos elementos da natureza usados nos rituais. As oferendas e os sacrifícios são cuidadosamente prescritos pelos sacerdotes, como maneiras de interligar os fiéis aos deuses, através do àṣẹ de cada ingrediente. As folhas utilizadas nos banhos rituais devem ter o àṣẹ, enquanto elemento apropriado, à necessidade do paciente. Daí a necessidade de conhecer as folhas de apaziguamento, ou as de energização, por exemplo. Os iorubas, há milhares de anos, já haviam descoberto que o universo não é feito de átomos, mas de àṣẹ. O àṣẹ seria a menor partícula do cosmo. Por-

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

Orí:

a Cabeça como Divindade

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Márcio de Jagun

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tanto, os átomos também seriam compostos desse elemento tão especial. É o àṣẹ que nos move, nos conduz, nos complementa, nos cerca e nos constitui, física e espiritualmente. A interação entre os Homens e a natureza que os cerca, passa a fazer mais sentido quando compreendemos que tudo à nossa volta é composto pela mesma partícula primordial: o àṣẹ. Como ele está em nós, assim como está em nossos semelhantes, nos animais, nas plantas, etc., é mais do que necessário enxergarmos todos os seres como nossos irmãos: todos constituídos da mesma essência, da mesma matéria prima, da mesma “lama primordial”. A arte da vida e os mistérios da morte giram em torno desta força tão poderosa e ao mesmo tempo sutil, o àṣẹ. No trato das ervas, é através da palavra rezada que Ọ̀sányìn é invocado para permitir a colheita, para autorizar o aproveitamento e, sobretudo, para despertar do àṣẹ de cada planta. A palavra pode tomar várias formas e propósitos, como orin (cântico); ọfọ̀ (encantamento); oríkì (louvação); ìtàn (conto); òwe (provérbio), àdúrà (reza) e ẹsẹ (poema de Ifá). Vale dizer que em cada formato, ganham um estilo diferente, caracterizando-se em ferramentas adequadas a cada finalidade. Ora mais curtos e objetivos, como os òwe; ora mais longos e detalhados, como os ìtàn; enigmáticos como os ọfọ̀; metafóricos, como os oríkì; ou descritivos, como os orin. É bem verdade que muitas destas características permeiam todos os estilos, mas alguns atributos são mais presentes neste, ou naquele formato. Inequívoco é que a palavra é a ferramenta de comunicação entre Homens e deuses, despertando o àṣẹ desejado.


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O mais antigo terreiro ijexá do Brasil agora é patrimônio cultural de Salvador www.correio24horas.com.br

Betto Jr / Correio

As últimas palavras de Mãe Estelita de Oyá foram um canto para Ogum. Na noite do dia 10 de junho de 2016, no barracão do Ile Asé Kalè Bokùn, a senhora de 97 anos estava agarrada aos documentos que davam início ao processo de tombamento do terreiro. No dia seguinte, como se esperasse apenas ter segurado aqueles papéis, descansou, sem ver o sonho de uma vida realizado. Finalmente, nesta terça-feira (12), o orixá das lutas e conquistas reconheceu a batalha. O mais antigo terreiro ijexá do Brasil agora é patrimônio de Salvador. O pedido do tombamento da Casa, na Rua Antônio Balbino, em Plataforma, era um antigo desejo de Mãe Estelita e seus filhos. A cidade de Salvador passou a reconhecer bens materiais e imateriais como patrimônio a partir de 2014. Desde então, havia apenas um terreiro tombado, o Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, ou Vodun Zô, na Liberdade. “Os estudos sempre privilegiaram os candomblés do centro. Mas os ijexás tiveram e têm papel fundamental na manutenção e preservação da religião. Quero saudar a todos!”, discursou o antropólogo Vilson Caetano, emocionado. O barracão, lotado por aproximadamente 60 pessoas, comemorava o tão esperado reconhecimento. O vice-prefeito Bruno Reis prometeu avançar ainda mais, “porque Salvador jamais permitirá intolerância”. “O que marca, para mim, como religioso, é como o orixá fez o objetivo ser alcançado. Sentimos a presença de

Oyá (Iansã) hoje (ontem). Era um sonho”, falou o presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Matos, um dos participantes da cerimônia. Também estiveram presentes a atual ialorixá Vânia Amaral e o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro. O antropólogo Vilson Caetano deixou para trás a porta azul do Kalé Bokún apenas com uma certidão de nascimento abarrotada e os depoimentos dos filhos da casa. De bibliotecas a arquivos públicos, transformou um nada em material suficiente para provar à Fundação Gregório de Matos: o terreiro merecia e precisava ser tombado pelo município. A espera foi de quase 10 anos enquanto os membros ansiavam pelo reconhecimento do terreiro junto ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Mas nunca tinham conseguido levantar as informações necessárias ao tombamento. Preservação O reconhecimento terá suporte de ações de preservação. Não há, no momento, nenhum outro terreiro à espera de tombamento municipal, embora os pedidos possam ser enviados diretamente à fundação. “É importante preservar contra a intolerância e contra a especulação. Também há a questão das plantas centenárias, que corriam risco de desaparecer”, argumentou Guerreiro. Sem o Ile Asé Kalè Bokùn, e a

força do Ijexá, o candomblé talvez não tivesse conseguido resistir à intolerância que proibiu, por séculos, os rituais da religião. O reconhecimento terá suporte de ações de preservação. Não há, no momento, nenhum outro terreiro à espera de tombamento municipal, embora os pedidos possam ser enviados diretamente à fundação. “É importante preservar contra a intolerância e contra a especulação. Também há a questão das plantas centenárias, que corriam risco de desaparecer”, argumentou Guerreiro. Sem o Ile Asé Kalè Bokùn, e a força do Ijexá, o candomblé talvez não tivesse conseguido resistir à intolerância que proibiu, por séculos, os rituais da religião. O xequerê, instrumento de percussão utilizado nos rituais do candomblé, era tocado baixinho. Conforme endurecia a perseguição à

religião, os terreiros abaixavam o volume. Uma equação de sobrevivência. Assim, os adeptos do Candomblé Ijexá conseguiram resistir à violência e manter viva a ancestralidade. Na capital baiana, não passam de 15 os terreiros da Nação Ijexá. O endereço do terreiro remete ao passado do povo ijexá, habitante em massa do Subúrbio Ferroviário de Salvador, local afastado, como pedia a marginalidade da situação de muitos deles. No século 19, chegou à Península de Itapagipe a família que, na década de 30, teria o legado estendido por ação de Severiano Santana Porto, o Severiano de Logun Eden. Na lista de rituais, um deles é marca desse patrimônio: o culto Geledé, quando o poder ancestral feminino é exaltado. “É o ritual da resistência em que preservamos a força e toda a potência feminina”, explicou Vânia Amaral, depois da cerimônia.


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Por: Marcelo Fritz Divulgação

No dia 10 de fevereiro o Axé Três Setas estava em festa pelos 21 anos do babalorixá Júnior de Oxóssi. A casa que foi fundada no ano de 2001, no bairro das Três Setas, município de Belford Roxo, batizada com o nome de Ilê Faraimará – Axé Três Setas pela localização do bairro. Pai Júnior iniciou-se para o orixá em 1997 com o babalorixá Nil de yemonjá em Madureira, num barco onde ele foi yawô sozinho. O candomblé teve início por volta das 18h, que cantou foi Luiz Fernando d`Oxóssí, até que por volta das 19h com a roda de xangô, Pai Nil e alguns dos convidados adentraram com o Babalorixá que teve Mãe Kita, Pai Kil d`Oxóssí e Pai Celinho d`Omolú acompanhando o babalorixá. Fizeram se presentes muitos amigos que foram prestigiar também o xirê, dentre representatividades do Rio,São Paulo e Bahia. Pai Ocymar , Pai Dangigó , Mãe Kátia de Omolú, Pai Linaldo d`Ogún, Mãe Nildinha de Ogum, Mãe Tatiana de ayrá, pai Toca de Oxóssi dentre outras personalidades da nossa religião marcaram presença. Pai Júnior ficou feliz pelos amigos que compartilharam deste momento importante de sua vida espiritual e desejou que Oxóssi abençoasse a todos. Contatos com o Axé: 21-97579-4411

21 Anos de Pai Júnior d`Oxóssi no Axé Três Setas


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Sucessora de Mãe Stella será mulher e escolha caberá a Xangô Ilê Axê Opô Afonjá já teve cinco mães de santo desde 1910 www.correio24horas.com.br Reprodução Facebook

Qual o futuro do Ilê Axê Opô Afonjá com a morte de Mãe Stella de Oxóssi? Quem será a encarregada de receber a herança religiosa de uma das mais importantes ialorixás do Brasil? Sim, “encarregada” no feminino, e não “encarregado”. Isso porque o Afonjá é um terreiro matriarcal e só pode ser liderado por ialorixás. O fato é que quem vai tomar essa decisão, ao menos na cresça do povo de santo, não é deste mundo. No caso, por ser patrono da casa, essa tarefa caberá a Xangô. E isso só vai ocorrer daqui a, no mínimo, um ano, após um jogo de búzios. Em alguns casos, o jogo não aponta prontamente um nome. Mas, também em um universo sobrenatural, é possível especular. Muitos apontam quatro das mais antigas sacerdotisas da casa

como possíveis sucessoras. Todas fazem parte do conselho religioso do terreiro. São elas: Edit Santos Andrade, a iaquequerê (mãe-pequena) Ditinha, 83 anos; Raimunda Antônia de Paula, Mãe Mundinha, iá-dagan do Afonjá, 64; Valdomira Alcântara, a ogalá Tutu-

ca ou Mãe Tutuca, 64; e Maria Pimentel, a mãe Maria ou iá efun, 70. Mãe Ditinha, aliás, por ser a mãe-pequena da casa, é a atual substituta desde que Mãe Stella se afastou, quando foi morar na cidade de Nazaré, no Recôncavo baiano. Acontece que ela,

e as outras, são muito discretas e sequer falam sobre o assunto. A otum-dagan do terreiro, Maria Aparecida Santos, a Cida de Nanã, explica que, no final das contas, qualquer filha de santo (iniciada) pode ser escolhida. A tradição do terreiro, no entanto, é pela escolha de iaquererês ou iá-dagans, como aconteceu com Mãe Senhora (iá-dagan) e Mãe Ondina (iaquererê). “A maioria tinha esses dois cargos, mas Xangô que vai escolher. Se ele quiser, até uma iaô pode virar ialorixá”, disse Cida, que é bisneta de Mãe Senhora. Ela própria, aliás, mesmo sem fazer parte do conselho religioso, pode ser escolhida. “O homem é quem sabe”, riu Cida, referindo-se novamente a Xangô. Sobrinha Neta de Mãe Stella, Reina de Azevedo Santos, 19 anos, é uma das filhas de santo da nova geração do Afonjá. Se o sangue familiar for levado em conta na escolha de Xangô, ela também está no páreo. “Sinceramente não fazemos a menor ideia de quem pode substituir minha avó. Pode ser eu ou qualquer outra pessoa iniciada da casa. É Xangô quem vai dizer”, afirma Reina, que se iniciou aos 13 anos, mesma idade de sua tia avó, Stella.

Morre Walquiria de Oxum, umas das mais antigas filhas do Terreiro de Oxumarê Ela estava internada no Hospital Português www.correio24horas.com.br

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Morreu na madrugada desta quinta-feira (21) Walquiria Duarte de Oliveira, 76 anos, umas das mais antigas filhas do Terreiro de Oxumarê. Conhecida no candomblé como Mãe Walquiria de Oxum, ela estava internada no Hospital Português e não resistiu após complicações em uma cirurgia de hérnia de disco, que inflamou seus pulmões. O babá egbé da Casa de Oxumarê, Leandro Encarnação da Mata, filho e assessor direto do babalorixá do terreiro, Babá Pecê, lamentou a perda da líder religiosa, que tinha 57 anos de iniciação.

"Ela era integrante de um dos mais antigos barcos da casa, que é quando você inicia no candomblé ao mesmo tempo que outras pessoas. Ela era uma das filhas mais antigas da casa e fazia parte de um barco de outras quatro filhas de santo, que viveram 57 anos juntas. No Brasil, acho que nunca houve um barco que resistiu tanto tempo assim. Eram as quatro juntas, durante todos esses anos", conta. Mãe Walquiria de Oxum fazia parte do barco das 4 de Mãe Simplícia. A Casa de Oxumarê tem 180 anos de fundação.

Leandro destaca ainda que uma das marcas mais fortes de Mãe Walquiria de Oxum era a voz. Ela, rotineiramente, entoava cantos pelo terreiro. "Além de ser uma pessoa alegre, o que ela tinha de mais especial era voz. Era uma das mais belas do candomblé. Ela cantava muito, demais. Gostava de músicas litúrgicas. Ela carregava essa tradição, da melodia, do ritmo. Tinha uma voz gostosa de ouvir. Deixa muita saudade. O candomblé está de luto", lembra. O enterro dela, que também era ialorixá do terreiro Ilê Axé Oxum, aconteceu nesta dia (21), às 17h, no cemitério Jardim da Saudade.


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A ligação do Recôncavo a Morro de São Paulo Um momento de muita dor, após um naufrágio de veleiros, numa Vila de pescadores, conhecida como Morro de São Paulo, situada na Ilha de Tinharé. Seus habitantes já não esperava sobreviventes, mais uma mãe em completo desespero pedia encarecidamente a Dona das aguas salgadas que devolvesse seu filho. Nascendo assim a devoção a Iemanjá, pois quando menos se esperava ele voltou para casa, debilitado pelos dias à deriva no mar, ele chegou no dia dedicado a Iemanjá, a promessa foi feita e paga por muitos anos por essa mãe, depois pelo irmão dele e hoje pelo neto. Dia de 02 de Fevereiro é dia de festa mar, todos os anos o Babalorixá Jean Carlos de Xangô, que também

é filho de Iemanjá, volta ao Morro de São Paulo para cumprir a promessa, herdada de sua avó. Com lindas baianas oriundas do Recôncavo Baiano, ele e seu egbé (comunidade), vem a Morro de São Paulo louvar Iemanjá. O lugar que era apenas uma Vila de Pescador hoje se tornou um dos lugares mais visitados e procurados por turistas do mundo. Esse crescimento trouxe muitos empresários e misturados aos nativos desse lugar, louvam a Iemanjá, a Rainha do Mar, se tornando a protetora não só dos pescadores mais como de todos que aqui residem e amam esse lugar. A fé dos devotos a Iemanjá é vista, sentida e atribuída a essas pessoas. Num enlace de amor une o Recôncavo ao Morro de São Paulo. Odoyá!!!


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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

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USOS E COSTUMES DOS BANTU Publicado por Nkemo Sabay A palavra bantu foi introduzida na linguística por Bleeck em 1856 na sua gramática comparada das línguas africanas. Este termo tem sido definido como conjunto de pessoas que se serve da raiz NTU para designar o ser humano. Associado ao prefixo do plural BA forma a palavra BANTU, ou pessoas. Segundo os dados anunciados pelo historiador Simão Souindoula, durante uma palestra subordinada ao tema “O Mundo Bantu “ que proferida em 1984 na União dos Escritores Angolanos, o mundo bantu é todo o sul de uma linha imaginária que parte de Douala (Camarões) até Mombasa (Quénia), ocupando um terço da superfície de África e 30% do peso demográfico africano. Os seus usos e costumes, a própria língua e a sua cultura em geral, suscitaram a criação do CICIBACentro Internacional de Civilizações Bantu, organismo encarregue de estudar, divulgar e valorizar a cultura dessa comunidade com sede em Libreville/Gabão. Segundo o linguista alemão Meinhoff, existem entre 400 a 500 línguas bantu . Para Malcom Guthrie, os bantu estão divididos em 11 grupos, entre os quais o grupo Zulu, o grupo Kilimanjaro, o grupo Meridional e o grupo Ocidental “[1], este último onde está classificada a maioria dos bantu de Angola (Kikongo, Kimbundu, Lunda-Cokwe, Ngangela, Umbundu) e uma vaga de ban-

Walter Nkosi

tu meridionais (Helelo, Nyaneka Khumbi e Ovambo), constituíndo a maioria da população angolana. É sobre os usos e costumes de alguns bantu de Angola (kikongo, kimbundu, côkwe, umbundu e ngangela) que pretendemos revisitar e rebuscar o conhecimento das realidades culturais tradicionais ou originárias para as novas gerações, que podem encontrar nelas fontes mananciais e inspiradoras para novas e modernas criações artísticas e culturais. Dentro deste tronco, encontram-se vários subgrupos, nomeadamente os vata, soso, zombo, sorongo, yaka, kongo, pombo, suku, oyo, vile e yombe ocupando maioritariamente a zona norte entre o mar e o rio Kwangu, (concre-

tamente as Províncias de Cabinda, Zaire e Uige); São agricultores em estação da chuva e afirmam-se com uma capacidade notável para a escultura, incluíndo o talhe de máscaras coloridas entre os Bayaka, seu subgrupo; hábeis na confecção da chamada as máscaras bakama ou indunga e a ndemba marcam a sua presença, não só para consagrar o acto, como também para servir como intermediários entre os viventes e o mundo dos espíritos ancestrais. Algumas variantes Kikongo, mostram-se muito aptos para o negócio, como por exemplo os Zombo, os Oyo e os Solongo,onde as kitanda ou mercados constituem uma das principais actividades. Na organização social, toma evi-

MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

dência o Kanda ou clã muito ligado ao terreno agrário sob protecção dos antepassados, aos quais pertence, restando aos vivos o direito de usufruto do mesmo, apesar do princípio das terras clânicas apresentar sempre implicações de vária ordem como é o regime de concessão sob orientação dos Mfumu Ntoto (Donos ou Senhores das terras). À semelhança dos outros bantu, os bakongo primam pelo valor da família desde a nuclear à extensa, sendo a mulher um elemento fundamental na estrutura familiar. Considerando um dos seus adágios “o casamento é negócio e os filhos são o lucro”, para os bakongo o casamento só pode ser consumado com a entrega completa do alembamento (compensação matrimonial em bens, dinheiro, serviço ou animais que a família do noivo oferece aos parentes da noiva) conhecido em kikongo como khamalongo. Na sua idiossincrasia, os casamentos civil e religioso são apenas formalidades e sem valor definitivo enquanto não se cumprir com as obrigações tradicionais. Na entronização dos Mfumu (chefes tradicionais), realiza-se uma cerimónia de consagração e legitimação, na qual os espíritos dos antepassados são invocados. É o caso do ritual de Vela kya Soyo em que os anciãos cantam, dançam e aspergem o maruvu ou vinho de palmeira, da boca para a cercania do local da cerimônia.

(21) 3685-9755


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Policial tenta barrar advogado em fórum por usar acessório do candomblé www.correio24horas.com.br

Acervo pessoal

O ori, como os adeptos do candomblé se referem à cabeça, é a parte mais sagrada do corpo humano para a religião. Como acreditam que é nessa área que habita a energia vital para a força espiritual, é sempre necessário alimentá-la e protegê-la. O eketé, ojá ou boinas são acessórios usados pelo candombléque para defender os iniciados, ou quem está em fase de confirmação na crença, dos perigos externos. Numa quarta-feira (13), um policial e um funcionário de um fórum tentaram impedir um advogado, que usava um eketé em respeito às suas obrigações, de entrar em dois fóruns: o Ruy Barbosa, em Nazaré, e o João Mendes, em Lauro de Freitas. Matheus Maciel estava vestido de branco dos pés à cabeça, como exige o momento de seu resguardo religioso, quando um policial militar o abordou, na entrada do Fórum João Mendes. Recebeu do agente o aviso: não poderia participar da audiência de conciliação se continuasse com o que chamou de “chapéu”. Ao lado do cliente e de uma estudante, Matheus explicou não se tratar de um simples adorno, mas um símbolo de proteção.

Sem acordo, Matheus ligou para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e relatou o caso. “Quando liguei, o PM percebeu. Antes que a OAB mandasse os prepostos, o PM me chamou novamente. Um funcionário autorizou minha entrada, o que atribuo a isso. Mas ele o fez como se fosse uma concessão, disse que eu precisaria ficar atento nas próximas vezes”, contou o advogado ao CORREIO.

“Ele disse: ‘Tire o chapéu para poder entrar’. Eu disse que estava no exercício de minha função e não poderia ter meu acesso restrito. É lamentável que um profissional indispensável à justiça seja tratado como uma questão de polícia”, reclama. Pelo direito da expressão Os períodos de resguardo são comuns no candomblé. E o uso do eketé, para os homens, e ojás, para mulheres, acompanham momentos

de obrigação religiosa. Continuar trabalhando normalmente, independentemente da função exercida, não é necessariamente proibido, mas, segundo Leonel Matos, presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), deve-se sempre respeitar e acolher a diversidade. “Imagine sair para rua depois de uma operação, de uma cirurgia sem um curativo. É a mesma coisa. Não existe!”

Ministério Público ouve Comunidades de Terreiro Marcelo Fritz

Reprodução Internet

Visando levar notícias que vem chocando a comunidade de terreiro, o ministério público recebeu militantes, Ialorixás, Babalorixás, ogãs e representantes da sociedade civil, para ouvir casos e assessorar esta comunidade em ações que visem contribuir com o fim da intolerância religiosa. Vários casos foram divulgado em municípios da baixada fluminense. Uma audiência publica será marcada para que to-

dos possam ser convocados visando fortalecer a ações importantes e providências a serem tomadas com apoio do ministério. Mãe Arlene de Katendê foi uma das líderes representando casas preservadoras de matrizes africanas que falou da importância desta aliança da sociedade civil e do poder público pois não há avanços, conclusão de casos dentre outros ataques que não são solucionados.


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Sonhos & Simpatias Reprodução

SONHOS Sonhar com Morcego Sonhar com morcego significa que é hora de abandonar velhos hábitos que podem estar te prejudicando. Simboliza um momento em que você deve ter mais cautela e estar alerta em relação a circunstâncias adversas. É necessário acreditar em si próprio, praticar o desapego, e buscar novidades. Significado Sonhar com Morcego. Morcegos figurando em sonho é anúncio de traição. Se a presença desses mamíferos o assustou, saiba que você ficará entre dois amores, deixe a decisão para o seu bom senso e o seu coração, e, se você não se abalou com essas criaturas, os amigos vão ajudar na realização de um dos seus projetos. Sonhar com Silêncio Se em seu sonho, o silêncio o impres-

www.sonhos.com.br sionou, saiba que precisa dar mais atenção à família, embora o trabalho seja muito importante, direcione melhor sua atenção e divida melhor o seu tempo. Sonhar com Tambor Ver um tambor em sonho é bom augúrio, breve haverá nascimento em família. Se, em sonho, você tocava tambor, saiba que receberá recompensa merecida por seus feitos. Quando, em sonho, se ouve o rufar de tambores é prenúncio de grande êxito no setor profissional. Um tambor furado em sonho é presságio ruim para os negócios. Sonhar com Prejuízo Sonho em que figura qualquer forma de prejuízo é prenúncio de melhoria financeira.

Sonhar com Urso Sonho em que aparece um urso é presságio de que breve receberá boas notícias; vários ursos vistos em sonho é prenúncio feliz, conseguirá vitória estrondosa em questões ligadas ao trabalho; ver ursos num zoológico é presságio feliz para o amor, casamento à vista; ursos dançando, num circo, é certeza de que desfrutará de boa companhia; ursos soltos em seu habitat é aviso, evite lugares ou pessoas que possam lhe trazer problemas. Se, em sonho, você se sentiu ameaçado por um urso, espere melhor sorte para o futuro. Quando, em sonho, aparece um urso morto ou ferido é sinal de que uma pessoa amiga necessitará de você. Sonhar com Osso Ossos humanos vistos em sonho pre-

Simpatias Simpatia para engravidar – Aprenda como fazer 3 simpatias simples Mulheres que sonham com a maternidade – e as vezes não têm a sorte de consegui-la logo após que se casam – buscam na simpatia para engravidar uma ajuda. Procuram uma luz no campo místico para potencializar sua fertilidade e a de seu companheiro. Vamos conhecer como fazer algumas dessas? Primeiro, é importante falar qual é o melhor caminho para que a simpatia funcione. Por definição, simpatia é a faculdade de se compenetra em ideias e pessoas, atraindo-as para você. Para muitos, essa é a ação supersticiosa que, a partir da força do pensamento, as pessoas conseguem obter algo que muito se deseja. Sendo assim, para a simpatia para engravidar funcionar, a mulher precisa querer muito e fazer com que seus pensamentos fluam para o objetivo maior, que é ser mãe e construir uma bela família. A seguir, vamos mostrar 3 simpatias para engravidar, bem populares e de fácil realização. São elas:

nunciam ganhos inesperados; ossos de animais presságio ruim para os negócios; e, especialmente os ossos de peixes vistos em sonho é um aviso para que procure um médico, cuide de sua saúde. Sonhar com Terremoto Sonhar com terremoto significa algum tipo de problema ou turbulência pela qual sua vida está passando. Pode representar algum grande desafio a qual você está sendo submetido e que você não tem ideia de como proceder para poder vencê-lo. Problemas virão, mas resista e conseguirá resolvê-los. Se em seu sonho figurava um terremoto ou se fazia qualquer referência a um terremoto, prepare-se para mudança domiciliar imediato.

www.significadodossonhos.inf.br elas orem aos Santos Cosme e Damião, para que lhe dê a graça de um filho. Seguindo todos os passos, e pedindo de coração aberto, em pouco tempo será agraciada. O segredo da concretização da simpatia é somente um: fé de que vai acontecer.

Sapatinhos Essa simpatia é a soma de fé com alguns agrados que se comprometerá a fazer. Tenha em mãos: 2 pares de sapatinhos de lã feitos para bebês, um cor-de-rosa e outro azul, e balas doces. Coloque as balas dentro dos sapatinhos; Leve os sapatinhos para uma praça ou um jardim e pendure numa árvore; Reúna algumas crianças e peça para que

Velas e doces Outra simpatia atrelada aos Santos Cosme e Damião. A devoção aqui tem papel importante. Para realizá-la, será preciso: 1 vela, prato e balas doces. Acenda a vela e, logo em seguida, faça uma oração aos Santos Cosme e Damião, que é: “São Comes e Damião, que por amor a Deus e ao próximo, vos dedicastes à cura do corpo e da alma dos semelhantes, medicai meu corpo na doença e fortalecei minha alma contra superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse, também, em meu coração.

Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam para mim as palavras de Jesus: ‘Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus’.” Depois da oração, coloque a vela no centro do prato; Circule a vela com os doces que comprou; Coloque a vela numa parte alta da casa, ajoelhe-se e ore, fazendo o pedido para engravidar. Rosa vermelha Ritual simples, precisará ter: 1 rosa vermelha, 1 saco ou pedaço de pano novo. Separe as pétalas da rosa do caule e coloque no sol para secar; Depois que estiverem bem secas, coloque-as dentro do saco de pano ou envolva com o pano (lembre-se que não podem ser reutilizados); Esconda no seu quarto e só retire de lá quando engravidar. Veja todos os procedimentos e materiais listados, pois, para a simpatia funcionar, estes precisam ser rigorosamente cumpridos. Nada pode faltar!


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seiros; Khruse, a Dourada; mas também Epitumbidia, Ela sobre os túmulos; Heteira, a Cortesã; Porne (daí o nome pornografia), a Carnuda; Prostituta; Tumborukhos, a cavadora de túmulo, Philomeides, a Amante do riso; e muitos outros epítetos. Afrodite pode ser chamada para o amor e seu dia é sexta-feira. Neste mês, você pode fazer uma bela oferta, com maçãs vermelhas e belas rosas vermelhas, velas azul-turquesa e incenso de rosas. Coloque gliter dourado por cima. Peça Amor, desejo e que fique atrativa para o ser amado. Pode comprar uma pomba e soltar em homenagem à Ela, dizendo o nome de seu amor, no biquinho, e pedir para Ela trazer de volta. Eis um hino, que pode ser falado como uma oração:

Hino de Safo a Afrodite

Afrodite

A Gloriosa Deusa do Amor Por Alana Morgana, a Bruxa Todo mundo conhece Vênus, a Deusa do Amor em romano ou Deusa Afrodite em grego. Um sincretismo, utilizado pelos romanos dos Deuses gregos, assim, como Marte, Deus da guerra e Ares, grego, Deus da guerra, etc. Afrodite nasceu das espumas do mar, com o esperma do Deus, ou melhor, do Titã Uranos, quando seus órgãos genitais foram cortados por Cronos, seu filho. É uma Deusa do Amor sexual e da alegria que faz perpetuar a vida no planeta. Deusa da fertilidade. Se as plantas e os animais, inclusive nós, fecundamos, isso é graças a essa Deusa. Esse é o amor que Afrodite é a Senhora. Também, tem seus epítetos (qualidades), como Urânia, seria a Afrodite celeste, do amor divino e homossexual. Teve muitos romances e o principal amor de Sua vida, foi com o Deus Ares, seu amante. Casada com Hefestos, o Deus da Tecnologia, também o ferreiro dos Deuses, no qual, traia com Ares. Teve muitos amantes, como o Deus Hermes, no qual nasceu o

Deus Hermafrodito. Muito cultuada até hoje, Afrodite Pandemos é a Deusa dos amores lascivos, a Deusa aonde o povo procura para desejos de conseguir o ser amado. Seus animais são a pomba, o pardal, o lince, nos quais eram sacrificados em honra à Ela. Tem como símbolos a concha, o espelho e as rosas. Não confundir com a Deusa Anfitrite, Deusa do Mar e de todas as águas da terra. Suas ofertas são: Cobre, esmeralda, turquesa, rosa, murta, trevo, resina de benjoim, madeira de sândalo, maçã. Sua cor é azul-turquesa e não rosa, como muitos colocam. Afrodite é a Deusa da Beleza, assim como o Deus Apolo, que além de beleza tem outros atributos. Darei uma citação de Ovídio, que escreveu: “Foi Ela que deu o germe das plantas e das árvores, foi Ela que reuniu nos laços da sociedade os primeiros homens, espíritos ferozes e bárbaros, foi Ela que ensinou a cada ser a unir-se a uma companheira. Foi Ela que nos proporcionou as inúmeras espécies de aves e a multipli-

cação dos rebanhos. O carneiro furioso luta, às chifradas, com o carneiro. Mas teme ferir a ovelha. O touro cujos longos mugidos faziam ecoar os vales e os bosques abandona a ferocidade, quando vê a novilha. O mesmo poder sustenta tudo quanto vive sob os amplos mares e povoa as águas de peixes sem conta. Vênus foi a primeira em despojar os homens do aspecto feroz que lhes era peculiar. Dela foi que nos vieram o atavio e o cuidado do próprio corpo.” Portanto, fez as mulheres valorizarem o seu corpo e a sua sexualidade. O desejo sexual é honrado e não pecado, pois a moral vem do controle social. É a Deusa de belos sorrisos e de belas nádegas, como o seu epíteto Kalipugos, a de lindos tra-

De flóreo manto furta-cor, ó imortal Afrodite, filha de Zeus, tecelã de ardis, suplico-te: não me domes com angústias e náuseas, veneranda, o coração, mas para cá vem, se já outrora - a minha voz ouvindo de longe - me atendeste, e de teu pai deixando a casa áurea a carruagem atrelando vieste. E belos te conduziram velozes pardais em torno da terra negra - rápidas asas turbilhoando céu abaixo e pelo meio do éter. De pronto chegaram. E tu, ó venturosa, sorrindo em tua imortal face, indagaste por que de novo sofro e por que de novo te invoco, e o que mais quero que me aconteça em meu desvairado coração: “Quem de novo devo persuadir ao teu amor? Quem, ó Safo, te maltrata? Pois se ela foge, logo perseguirá; e se presentes não aceita, em troca os dará; e se não ama, logo amará, mesmo que não queira.” Vem até mim também agora, e liberta-me dos duros pesares, e tudo o que cumprir meu coração deseja, cumpre; e tu mesma, sê minha aliada de lutas. (tradução do grego por Giuliana Ragusa) Abençoada seja, a Deusa Afrodite! Abençoada seja, o Seu Amor! Blessed be! Alana Morgana, a Bruxa


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Curimba I.U.L.A. Irmandade Umbandista Luz de Aruanda - Duda Cigano Curimba Campeã dos campeões do 14º Prêmio Atabaque de Ouro

Resgata Umbanda

Grêmio de Quintino tem estrutura abalada e é interditado

Ogan Daniel e Ogan Junior tem dirigido a live que vai ao ar todas as quartas feiras pela página no facebook resgata umbanda. Marcos Andrade e Léo Batuke, foram uns dos ilustres convidados. A live fala de umbanda, novidades de festivais, com um bate papo descontraído de seus apresentadores com convidados. sempre pessoas que tem histórias para contar, além de pontos cantados alguns solicitados pelos internautas seguidores. Vale a pena assistir!

5º Festival de Cantigas de Umbanda O evento é da Tenda Espírita Umbandista São Miguel Arcanjo, que tem a direção de Pai Edvander Oliveira. O evento ocorrerá no Clube River em Piedade e será realizado no dia 09 de junho. O horário terá início as 13h. A entrada é 1kg de alimento não perecível e terá prêmio especial para ‘O Bugre Pantera Negra’. As inscrições estão abertas e interessados entrar em contato com os seguintes telefones: 21-38224171 e zap: 21-99248-9063. Será um sucesso!

15º Prêmio Atabaque de Ouro pode ser na Grande Rio Em reunião com a vereadora de Duque de Caxias Delza Oliveirada irmã do Presidente da Grande Rio, Hélio de Oliveira, o diretor do prêmio atabaque de ouro disse que falta pouco para bater o martelo, pois este ano tem o desafio de antecipar mais um mês conforme prometido ano passado. “ Quero antecipar o atabaque que já chegou a ser realizado em novembro por dificuldades e ano retrasado puxei as rédias do evento pois a qualquer momento poderia se perder. Em novembro, desci para outubro e agora quero agosto e em 2020 quero em julho, pois a premiação é para os melhores do ano anterior, é necessário, sei que não será fácil, mas nunca foi.” “ A conversa foi muito boa, pois a vereadora Delza é compromissada com as causas ligadas a educação e cultura”. Conclui O diretor do evento, sobre assunto. Vamos aguardar! Maiores Informações pelo zap: 21-97032-9289.

Festival de Cuiabá – MT, já tem data Será no dia 11 de agosto de 2018, o festival que está na sua quarta edição será realizado em Cuiabá MT. A organização é de Marcelo Passos que este ano já tem cerca de 10 Curimbas regionais para se apresentar, com mais outros convidados, de São Paulo, Minas Gerais Santa Catarina e Rio de Janeiro: Ogã José Carlos D’Oxóssi - RJ, Bethânia Lemme - MG, Juliana D Passos – SC. O evento também terá a presença de grandes mestres de 5 países do Oeste da África, que farão a abertura. São eles: Alpha Câmara (Guiné), Loja Pula (Costa do Marfim), Edo Amassize (Togo), entre outros. Imperdível!

A defesa civil interditou o Grêmio de Quintino que foi herdado por Bira Rodrigues, do saudoso político Octávio Leite. A obra feita em imóvel vizinho fez com que mexessem em terreno que segundo informações é da prefeitura. A estrutura do Grêmio foi abalada, caindo algumas paredes e cômodos. A defesa Civil para não interditar pediu que Bira Rodrigues responsável pelo imóvel se responsabilizasse, fato que não ocorreu pelo diretor do clube saber da seriedade do caso que não dá estabilidade aos seus diretores e frequentadores. Assim o espaço foi interditado. Bira está se organizando e vendo as providências a serem tomadas visando a reestrutura e segurança da casa e dos responsáveis pelos danos causados. O Grêmio era uma casa que acolhia muitos eventos culturais voltados para a comunidade umbandista e ações sociais da comunidade. Vamos torcer!


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Demissão de Donata Meirelles provoca debate sobre questões raciais no Brasil Reprodução do Instagram /@DONATAMEIRELLES

www.metropoles.com

A polêmica surgiu após divulgação de fotos da festa de comemoração dos 50 anos de Donata Meirelles, no Palácio da Aclamação de Salvador, ao lado de família e amigos, na última sexta feira (8/2). A ocasião era para comemorar seu aniversário de 50 anos. Donata recebeu duras críticas e acusações de racismo nas redes sociais. Após repercussão internacional negativa da festa, ela renunciou ao cargo na revista. “Com tristeza no coração, mas com a coragem e a cabeça erguida que sempre pautaram a minha vida, inicio um novo ciclo e peço demissão da Vogue Brasil, uma publicação que ajudei a construir”, escreveu Donata, em sua carta de despedida. A saída da ex-diretora-executiva da Vogue Brasil abriu espaço para uma discussão importante: é necessário ter sensibilidade, principalmente quando se trata da dor do outro. O debate foi provocado porque na ocasião da festa, mulheres negras, que faziam parte da equipe do evento, estavam vesti-

das com roupas e turbantes brancos. Em algumas fotos, Donata e convidados posaram em uma cadeira ao centro. A prática foi considerada preconceituosa por ativistas e internautas, que viram na cena uma representação de “mucamas” ao lado de um “trono de sinhá”. No Facebook, Instagram e

Twitter, usuários se manifestaram contra a postura da aniversariante. Donata usou o Instagram para se desculpar, mas, infelizmente, a situação já havia tomado proporções irremediáveis. A escravidão ainda é muito recente na história do Brasil e as imagens de mulheres negras servindo à elite branca passam men-

sagem negativa para o público. Todos os dias lutamos em busca de igualdade – nas escolas, empresas, na política, no cinema, em eventos, nas passarelas e nas capas de revistas. O cuidado e a sensibilidade com a luta e a dor do próximo é um pré-requisito universal. No século 21, empatia é a palavra da vez.

Rui faz homenagem a Mãe Stella no Dia Internacional da Mulher Governador homenageou também Irmã Dulce e a heroína Maria Felipa varelanoticias.com.br Reprodução/ Instagram

No Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira (08), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez uma homenagem a Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá baiana que morreu em dezembro do ano passado. Além de Mãe Stella, Rui aproveitou também para homenagear Irmã Dulce e Maria Felipa, umas das heroínas da Independência da Bahia.

“Neste Dia Internacional da Mulher, publico novamente aqui uma homenagem a mulheres baianas que muito admiro e que com certeza inspiraram muita gente. Irmã Dulce, Maria Felipa e Mãe Stella de Oxóssi deixaram exemplos de amor, coragem, humildade e generosidade que até hoje são lembrados e passamos a nossos filhos! Em nome delas, desejo às baianas um feliz #8demarço, Dia Internacional da Mulher”, comemorou o governador.


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Árvore da

Lembrança A história oral africana nos conta, que os cativos eram submetidos, no trajeto do mercado ao porto, a paravam em torno da “Árvore do Esquecimento”: Os homens deviam passar nove vezes, e as mulheres, sete. Para que, no trajeto às Américas, esquecesse-se de sua terra, de suas origens, de sua história, de sua identidade. Cada volta representava a morte das memórias que cada um traz dentro desde o útero.

João Costa Batista jc.batista2010@gmail.com

Independentemente da sua origem étnica, cultural, religiosa, ou social, é relevante e oportuno a apresentação de pessoas, dados, fatos e histórias importantes que ainda temos ou escaparam da nossa mente, para que não desapareçam e percamos a oportunidade de re-vivê-los na “Àrvore da Lembrança” e poder transferir para as novas gerações um pouco das nossas raízes, tão rica e diversa, que o sistema dominante sempre tentou apagar.

Para não esquecer: No dia 10 de fevereiro de 1894, nasce no dia de Santa Escolástica, em Salvador – BA, Maria Escolástica da Conceição Nazaré, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, descendente de escravizados africanos, ainda criança foi escolhida para ser Mãe-de-Santo do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria. Foi uma Iyálorixá filha de Oxum. É a mais famosa Yalorixá da Bahia e uma das mais admiradas mães-de-santo do país. Foi empossada como Yalorixá aos 28 anos, em 18 de fevereiro de 1922. Foi apelidada de Menininha, talvez por seu aspecto franzino.

“Árvore do Esquecimento”

“Árvore da Lembrança”

Sem a presença do prefeito, Rei Momo recebe a chave da cidade do presidente da Riotur Por Vinicius Albudane / www.srzd.com Nicolas Barbosa/SRzd

Cerimônia tradicional no início do Carnaval do Rio de Janeiro, a entrega da chave da cidade para o Rei Momo e sua corte aconteceu por volta das 18h00 sob uma chuva fina que caía na Sambódromo. Sem a presença do prefeito da cidade, Marcelo Crivella, Wilson Neto recebeu de forma simbólica do presidente da Riotur, Marcelo Alves.

Um clima de indefinição antecedeu o evento que foi aberto com presença da família de Candonga. Maurício, um de seus filhos, atentou à importância do acontecimento para abertura da folia carioca: “A entrega é a abertura oficial do Carnaval. Desde a criação da cerimônia por meu pai, é tradição que nós, os guardiões, entreguemos as chaves para autoridade máxima, geralmente o prefeito. Em sua ausência, esperamos o representante enviado pela prefeitura”.

Rei Momo recebendo a chave da cidade


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