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Jornal Icapra 113

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jornal

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ICAPRA

ANO 14 | n° 113 | 2018

9ª Semana da Umbanda em São paulo Págs. 16 e 17

Previsões 2019

Axé Pavuna celebra oyá

salvador: festa de santa bárbara

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Experiências difíceis: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com

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erante a doutrina dos espíritos, percebemos na afirmativa do nosso Mestre Jesus, que a abundância, não se restringe apenas nos aspectos, material, de riqueza, que torna possível suprir as demandas econômicas de serviços e bens, mas vai além, traçando os nossos objetivos nos planos psíquicos e espirituais. O homem é trasdimencional; espírito imortal reencarnado, atuando simultaneamente em vários corpos; corpo mental, corpo espiritual, corpo físico, após a morte do corpo físico, o espírito prossegue na vida, nos planos astrais, com o corpo mental e o corpo espiritual. “O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena.” Neste texto do Livro; O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capitulo 5, do item.13, percebemos que quando o homem

“Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância” Jesus. (João. 10 - 10).

faz mau uso da abundância, podem lhe acarretar no futuro, conseqüências desagradáveis. Informa-nos o espírito de Ermance Dufaux; “O homem contemporâneo padece a doença do sentido. O vazio existencial é o corrosivo de seu mundo íntimo.” Livro: Escutando Sentimentos, por; Wanderley S. de Oliveira. Cap.17. Os instrutores espirituais são categóricos; a riqueza, que torna possível suprir as demandas econômicas de serviços e bens, é transitória e que devemos utilizar o que nos sejam necessários para a nossa subsistência, enquanto reencarnado, evitando assim o supérfluo. Informa-nos o espírito de André Luiz, no livro Agenda Cristã; “Excessivo dinheiro é porta para a indigência, se o detentor da fortuna não consolidou o próprio equilíbrio.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal Icapra Editor Responsável: Marcelo Fritz

Olá Leitores!

Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com

Mais um ano que se encerra, a luta continua, momento de refletirmos e analisar os erros e acertos e por em prática a experiência adquirida. O ano novo será um início de um novo ciclo, de governantes que a população elegeu, novo presidente, deputados e senadores, administradores que devemos acompanhar sua trajetória e contribuir como sociedade civil. Que seja um ano de conquistas, plantio de novos projetos e quem sabe colher o que já foi plantado. O jornal ICAPRA resite, juntamente com nossa Instituição que no ano que vem completará 20 anos de lutas, conquistas e vitórias que através destas duas décadas realizamos e aprendemos tendo hoje mais maturidade adquirida. Que todos tenhamos um novo ano de Paz e repleto de Axé! Feliz 2019!

Marcelo Fritz – Editor Responsável


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Medalha Pedro Ernesto in Memoriam para Pai Waldomiro Bahiano Marcelo Fritz Dilvulgação

O ano de 2018 é ano especial para a família do Axé do saudoso pai Waldomiro da Costa Pinto, baiano que veio para o Rio de Janeiro, fez história no candomblé. Waldomiro Costa Pinto, (13 de dezembro de 1928 - 21 de fevereiro de 2007), conhecido como Waldomiro de Xangô ou simplesmente Baiano, apelido que ganhou no Rio de Janeiro em razão da sua origem baiana: Waldomiro foi iniciado pelo babalorixá Cristóvão de Ogun, filho de santo de Dona Maria da Paixão, também conhecida por Maria de Oloroke. Dona Maria e seu marido, Tio Firmo ou Baba Erufa, ambos ex-escravos, foram os fundadores do Axé Oloroke, tradicional terreiro da nação Efon em Salvador, Bahia. Na década de 1970 passou a fazer parte da nação Ketu ao tomar suas obrigações com Mãe Menininha do Gantois. Tornou-se um dos principais difusores do candomblé da matriz Ketu nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo a partir da década de 1980.

Conhecido também como Baiano de Xangô, fundou na década de 1940 o Ilê Babá Ogún Megégé Axé Barú Lepé (casa de candomblé de Xangô), conhecida também por terreiro de Santo Antonio dos Pobres ou mais popularmente entre os adeptos da religião como o terreiro do Parque Fluminense, na Baixada fluminense, cidade do Rio de Janeiro. Atualmente o terreiro encontra-se em processo de tombamento pelo Ministério da Cultura. Após o falecimento de Waldomiro de Xangô, seu neto Sandro de Oxaguian foi empossado como sucessor do terreiro do Parque Fluminense. Este ano é o ano de 90 anos de nascimento de Baiano e 75 anos de Xangô, o candomblé foi em outubro no Parque Fluminense e no último dia 26 de novembro por uma iniciativa do ICAPRAInstituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, levou ao vereador Fernando Willian do PDT, a história de Baiano que contagiou o vereador que apresentou a casa a proposta sendo aprovada por unanimidade. A solenidade contou com a presença de muitas lideranças do candomblé e do axé Baru Lepê. Paranéns!


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O Pendurado é a carta de Tarot de 2019

Orixá regente de 2019 O Orixá regente de 2019 de acordo com algumas casa tradicionais de Candomblé, será definido a partir dos hábitos de cada terreiro. Eles farão consultas aos búzios nos dias que antecedem o final do ano, e saberão qual Orixá seguir no novo ciclo. Cada casa terá um orixá que responderá pelo egbé (Comunidade). O ano nasce numa terça feira dia que se reverencia ogun, por tanto muitos seguirão esta regência pelo ano iniciar neste dia, assim sendo Ogun, será o orixá que terá uma forte regência do ano, acompanhado por Iemanjá, orixá que abranda seus caminhos e ira. Ossayn também se apresentará no ano de 2019 possibilitando um ano de curas, do corpo e da alma, aconselhando a todos a estarem voltados para natureza e simplicidade. Ogum como Orixá regente de 2019 significa que serão dias

muito intensos. Haverão muitos obstáculos para enfrentar, e que não podem ser adiados. Muitas decisões difíceis terão de ser tomadas, e podem comprometer sua imagem para ter resultados esperados. Dos mais relevantes Orixás cultuados no Brasil, Ogum é símbolo de força. Entre os astros, é representado pelo planeta Marte. Já na relação com o Catolicismo, corresponde a São Jorge. Isso se dá porque Ogum é considerado guerreiro, pois protege seus filhos da ação de forças negativas. Ter Ogum como Orixá regente de 2019 é sinal de que muitas batalhas serão vencidas. Ossayn é o pai das folhas sagradas, tem o poder da cura é misterioso, e trará o poder de realizações materiais, um ano que deveremos cultivar raízes, natureza buscar esse elemento mata para reflexões e fortalecimento

espiritual, tomar bastante banhos de ervas de acordo com nosso orixá, ou para quem não sabe o seu ervas frias, buscando benção. Iemanjá terá um papel importante no ano, deverá ser reverenciada para que acalme a ira de Ogun, que traga equilíbrio e discernimento, é mãe das cabeças, considerada mãe de todos orixás, orixá de sabedoria acolhedora. A água terá poder com um simples banho, seja de chuva, rio, mar. Por tanto um ano de batalhas, desafios, obstáculos, onde nada vai cair do céu, tudo deverá ser conquistado, com suor e trabalho, ano de mudanças, decisões, conquistas para quem lutar. Ano de se voltar para o espiritual como base de fortalecimento e crescimento, tomar cuidado com impulsividade e decisões precipitadas, cautela e resistência serão os maiores trunfos dos vencedores.

Horóscopo Chinês 2019: veja o que te aguarda no ano do Porco! Prepare-se e se surpreenda com as novidades do Horóscopo Chinês em 2019! Na Astrologia Chinesa, o novo ano se inicia em 5 de fevereiro de 2019 e termina no dia 24 de janeiro de 2020. O regente será o Porco, símbolo de paciência e bondade, que influenciará as pessoas a serem mais doces e generosas e, ao mesmo tempo, dará mais determinação e coragem para que elas alcancem suas metas e ambições.

joaobidu.com.br – Laura Almeida

Reprodução/GettyImages

Tarólogo Leo Chioda Fazendo a análise de um arcano regente de um ano, é importante levar em conta que ela é uma possibilidade de interpretação. Esse arcano pode significar lidar com obstáculos e destaca a força feminina. Em 2019 poderemos viver constantemente momentos de incapacidade, porque o ano vai exigir da gente frequentes revisões de medidas e posturas. O Pendurado é associado a bloqueios, impedimentos, privações e frustrações. Tá pensando em amor? Tenha atenção na rotina em 2019. As individualidades vão estar em alta. Mesmo assim, o período é bom para relaxar e oxigenar o relacionamento. Tá solteiro ou sem compromisso? Sabe aquela famosa frase “antes só do que mal acompanhado”? 2019 será ótimo momento para focar em você. Cuidado para não idealizar demais as pessoas, colocando elas em um pedestal como únicas e perfeitas. Em 2019, menos é mais para o seu coração. As palavras do arcano para o amor são: ordem, autoconfiança e clareza. Na Saúde, como a carta já diz, O Pendurado não tá em perfeitas condições, né?! É importante aproveitar o período para checar a saúde e fazer tratamentos, mesmo que preventivos. Então, se cuida! Na questão das finanças, o arcano indica não esbanjar demais. Somente os investimentos mais urgentes é que devem estar na pauta. Mas não encare o ano de forma pessimista, ele vai servir como um bom momento para reconhecer os próprios erros. Coerência e confiança vão ser as palavras do ano!


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Marte, o deus da guerra, é o planeta regente de 2019 Eunice Ferrari

PEDRAS PARA APROVEITAR OS POTENCIAIS DE 2019 Aprenda como usar as pedras água marinha e ágata para ter mais autoconfiança e foco O ano de 2019 (2+0+1+9) será simbolizado pelo Número 3, de acordo com a Numerologia. Sabendo de antemão as características e situações que tendem a ser mais marcantes no período, é possível usar a Geoterapia como aliada e escolher as pedras para aproveitar os potenciais de 2019. Num Ano Universal 3, temas como criatividade, autoconfiança e desinibição tendem a ficar em alta. Se expor com clareza e participar de mais atividade sociais e comunicativas pode ser exigido ao longo dos meses, por isso é importante trabalhar dificuldades para se expressar e interagir. Veja abaixo como as pedras podem apoiar a superação de desafios ligados à simbologia do número 3. PEDRAS PARA RESSALTAR A ENERGIA DO ANO 3 ÁGUA-MARINHA A água-marinha ajuda a desbloquear dificuldades de se expressar com clareza. Ainda auxilia a sair do turbilhão de emoções, alinhando a intenção com o discurso e a expor o que se sente em palavras. Ela é perfeita para ajudar a exteriorizar mais claramente e facilitar a comunicação, característica trabalhada no chakra laríngeo, localizado na garganta. Este quinto Chakra tem relação com os conceitos de autoexpressão, comunicação e posicionamento, ou seja, à vivência de ação, à forma como lidamos e agimos em cada si-

tuação. Aspectos como integração, verdade, conhecimento, lealdade, honestidade, confiança, amabilidade e gentileza também são ressaltados pelo 5º Chakra em equilíbrio. ÁGATA A ágata é composta por camadas sucessivas e concêntricas de cores diferentes que passam pelos tons de marrom, laranja, amarelo, azul e vermelha. É como se a pedra saísse de “dentro para fora” e fosse ampliando e mudando seu formato. Por causa dessa estrutura, a Ágata é associada aos pensamentos, criatividade e imaginário, tendo também uma ligação com o mundo dos sonhos e o inconsciente pessoal. A ágata possui relação com a abertura dos nossos canais de percepção, da transição entre razão e intuição, nos tornando capazes de ver aquilo que é inimaginável pela razão, por exemplo a imaginação. Despertando o imaginário, gera outras possibilidades de pensamentos e ideias novas, transmitindo inspirações e promovendo impulsos criativos. No contato com essa pedra, nossa visão fica mais sutil, porque ela nos ajuda a conectar com outras formas de ver, sentir e experienciar o mundo, podendo ser utilizada no chakra frontal para potencializar essa ligação. O Chakra frontal representa a mente racional e a intuição. A função dupla desse Chakra faz com que ele seja um dos mais difíceis de manter o equilíbrio, pois o excesso de uma característica leva à falta da outra.

Marte, o deus da guerra, rege a agressividade, a capacidade de luta, de esforço, a energia sexual, nosso poder de ação e reação, a nossa vontade e desejo. Ele tem a ver com a força motriz que nos empurra adiante. Se usarmos a razão antes de agir ou reagir, pelo menos por um instante, podemos aprender que guerra, luta e combates têm vários significados. Marte pode expressarse de duas maneiras: uma inteligente e outra nem tanto. Vou explicar. Na mitologia Grega, Marte era conhecido como Ares e era odiado pelos gregos, exatamente por não possuir nenhuma inteligência. Era o deus da guerra e nada mais, queria ver sangue, apenas isso. Agia somente por impulso, carregava em si, nada além de um ódio sangrento e destrutivo. Ares possuía dois escudeiros: Deimos, que significa medo e Phobos, que significa sus-

ASTROLOGIA

to. Esses são também, os nomes das duas Luas do planeta Marte. Possuía também dois companheiros, Eris, que significa luta e Enyo, que significa destruidor de cidades. Era ainda perseguido por um grupo de sanguinários, denominado Kares, que significa aqueles que gostam de beber o sangue escuro dos que estão morrendo. Ares não tinha cérebro, não pensava, foi concebido em meio à ira de Hera, quando soube que Zeus, seu marido, a havia concebido Athena sem sua participação. Ares, portanto, é filho do rancor e do ódio de Hera. Podemos encontrar o mesmo deus Marte em Roma. Lá ele era conhecido como Marte, o romano. Marte romano era diferente do grego: ele tinha cérebro e, por esse motivo, era visto de maneira bastante positiva. Não possuía um ódio cego e nem era explosivo. Possuía também dois escudeiros, mas muito diferentes dos de Ares. Eram Honos, que significa honra e Virtus, que significa virtude. Ele, como bom soldado e guerreiro, lutava pelo que queria de maneira virtuosa e honrosa, com força e coragem.

Eunice Ferrari / www.terra.com.br

Vermelho é a cor regente para 2019 Vermelho e suas nuances O Vermelho é a cor de Marte, mas também tem a ver com a terra, com o chacra básico, com nossa capacidade de manter os pés no chão e sentido de realidade. Vermelho é uma cor sensual que, como rege o chacra básico, tem também a ver com nossa sensualidade e energia sexual. É a cor do sangue, do coração. O vermelho simboliza o elemento fogo, portanto está relacionado às paixões descontroladas, energia e excitação. Tem uma vibração intensa, quase nos machuca os olhos e pode até trazer irritação ao sistema nervoso se utilizado exageradamente. É uma cor extremamente quente e, por esse motivo, deve ser usada com moderação. As nuances do vermelho, desde o laranja claro, passando pelos tons de terra, também podem ser utilizados para atrair boas vibrações neste ano de Marte.

O vermelho está associado à guerra, ao perigo, à violência. Na religião católica, está associado ao pecado, aos prazeres da carne, ao diabo, à tentação. Na política, está relacionado ao espírito de luta, revolucionário, ao comunismo. Psicologicamente, podemos relacionar o vermelho à autoestima, à nossa capacidade de amar, ser amado, apaixonar-se. Na decoração e na moda, deve ser usado com parcimônia, pois sua vibração é muito intensa, mas quando usado em algumas paredes de uma casa ou escritório, traz calor, glamour e requinte. Astrologicamente, o vermelho está associado aos signos de Áries e Escorpião.


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Axé Pavuna Celebra Oyá Marcelo Fritz

No último dia 02 de dezembro, realizou-se no Axé Pavuna os Acarajés de Oyá, festividade que encerrou o odun do ano de 2019 no axé. O xirê iniciou pontualmente, a roda composta de filhas da casa todas vestida de branco, na entrada uma tenda montada com um fogareiro para fritar de forma tradicional os acarajés que foram servidos por mãe Oyá. Pai Kiu d` Oxóssi, recepcionava a todos, que acompanham a tradicional festa que sempre foi uma das maiores do axé. Pai Anderson de Xangô, Pai Delcimar d`Xangô, Pai Toca d`Oxóssi, Pai Marcelo d`Oxóssi, Ogan Alexandre de Dan, Pai Junior d`Oxóssi, Pai Junior d`Agué, estavam entre os convidados. Mãe Oyá chegou e todas que vieram adentraram o salão com tachos de cobre com acarajés que foram servidos aos convidados distribuindo bênçãos aos convidados que reverenciavam a dona da festa com louvores, palmas e saudações. Alguns convidados iam ao ilê de Oyá, salvar a grande mãe, o Babalorixá Kiu d`Oxóssi já fala dos 50 anos do Axé que será realizado no ano de 2019, período em que a casa estará no ano novo totalmente voltada para organização do evento que terá uma grande programação.

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Diálogo dos Mitos e Símbolos José Beniste

colorida. Após o encantamento, é que eles se tornam uma coisa sagrada. As folhas da palmeira desfiadas e colocadas no alto das portas e janelas, marcam e consagram os espaços dos Terreiros de Candomblé, e são denominadas de màrìwò. É o símbolo do pacto feito por Ogum, conforme revela um dos relatos do Odú Okanran. Os símbolos obedecem a determinados mitos que os estruturam e revelam sua origem e finalidade. O Candomblé tem muito disto, além de poder utilizar termos típicos como representação de conceitos e desejos. Esta é uma das razões por que todas as religiões empregam uma linguagem simbólica revelada através de imagens.

Os rituais de Candomblé possuem suas formas de expressar o envolvimento sagrado com a sucessão de cenas da vida humana em todas as suas manifestações. Em muitos casos, representados em forma de rituais, cânticos e danças, com narrativas que visam possibilitar a presença de divindades, através de movimentos, gestos e símbolos que ressaltam acontecimentos primordiais. São eles os grandes personagens míticos que continuam a participar da vida humana como seres ativos e exemplares.. Personificando virtudes e defeitos próprios dos seres humanos, propiciando um forte relacionamento entre as pessoas e seus Orixás. Os problemas se tornam comuns entre ambos, a ponto de incutir tendências às pessoas que os têm como patrono, pai ou mãe. A divindade, a natureza e as pessoas voltam a se reencontrar. Beleza pura. A forma de diálogo dos mitos não cria divindades, mas sim, revela seus desejos e vontades. O mito justifica o rito, dando garantia de validade aos gestos e aos atos que são realizados nos ritos. EXPRESSÃO DOS SÍMBOLOS Se a palavra é fundamental, os símbolos também possuem formas de expressão. O xaxará, um dos símbolos usados por Omolú, é utilizado nas danças rituais, com movimentos que visam “varrer” as doenças e malefícios da Terra. O culto a Xangô identifica-se pelo uso de elementos ligados à madeira. É na gamela onde se oferece o amalá, no pilão que lhe serve de trono e o oxê, com formato que lembra uma machadinha de corte duplo. Mas é o no seu instrumento em forma de chocalho, que emite um ruído ao ser agitado, lembrando o som das chuvas que se seguem aos trovões e relâmpagos. Na

Roda de Xangô é denominado de Oba Xeré. Todos procuram utilizar a palavra escrita ou falada para expressar o que desejam transmitir. Alguns sinais também fazem parte do diálogo, que não são símbolos, e servem, apenas, para indicar os objetos a que estão ligados. Eles só assumem condições sacras se confeccionados dentro de um conjunto de rezas mágicas, com o intuito de atingir a finalidade do que dele se espera. Não há a veneração da pedra, de uma árvore, de sementes, conchas, metais ou veste

SÍMBOLOS E SONHOS O papel dos símbolos religiosos é dar um significado à vida de seus praticantes. Podem surgir através dos sonhos, que da mesma forma que a interpretação dos mitos, requer inteligência. Quando a mãe-de-santo pergunta a iyawô, durante o seu recolhimento: ‘o que você sonhou?’, ela sabe que os sonhos podem revelar aspectos de antecipação, de presságio e de aviso. Embora uma pessoa não saiba de certos acontecimentos, o inconsciente está informado e já chegou a uma conclusão, que é expressa nos sonhos. Isto nos faz revelar que as regras se adaptam às pessoas As iniciações, nem sempre possuem o mesmo formato para todos, da mesma maneira de um Oluwô possuir seus próprios métodos de consulta aos búzios. O inconsciente é pleno de símbolos, de arquétipos, por ser sua forma de linguagem. Entendê-los e codificá-los é uma tarefa pessoal. Meus desejos de um Ano Novo, próspero com realizações e sobretudo de muito estudo e compreensão.

Livros direto com o autor: (21) 2437-4833


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axé&VARIEDADES

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@MarceloFritzOficial

Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com

ILÉ ASÉ OMI BAIN Celebra Oxum Mãe Margareth d`Oxum, recebeu amigos e convidados ilustres para no dia 13 de dezembro louvar a matriarc do Asé Omi Bain, também conhecido como Asé do Alto da Cachamorra. A solenidade que contou com decoração de muitas flores e bolo branco, harmonizou com o colorido e rendas dos filhos e amigos que foram louvar a senhora do ouro. Parabéns a Iyá Margareth e a todos do Asé que sem dúvidas alcançaram o objetivo que é deixar mãe Oxum satisfeita e irradiante. Axé!

O príncipe Serge Guézo (descendente do nono rei de Dahomey,Benin)(imagem), convidou este Coordenador Geral do ILABANTU - Nzo Tumbansi Walmir Damasceno Taata Katuvanjesi a participar como conferencista no Colóquio Internacional Anual Toussaint Louverture Day, que será realizado de 4 a 11 de abril de 2019, em Cotonou, República do Benin, Àfrica ocidental. Parabéns!

Pai Pecê na Praia Grande SP No último dia 20 de novembro, no Asé Egbé Awon Logunedé, Praia Grande-SP Aconteceu no Egbe função de 32 anos de iniciação de Pai Dário. Com nossa cabeça no chão e em preceito, os filhos do Asé se curvaram perante o Rei, e com muito amor e união, estiveram de coração aberto para receber o pai maior. É com muita honra receberam o Olòrí Egbé Babá Pecê e sua comitiva, para ministrar o Ajòdùn interno de 30 anos de seu filho, o Babá Egbé Dário de Logunèdé. Seja de vitórias!

Desfile exibe turbantes da mostra Coroa de Ouro: Torsos e Turbantes de Negra Jhô

Essa é a Sadé! Em breve, ela será a primeira princesa africana da Disney

Reprodução Internet Iniciou no último dia 18, uma atividade paralela à exposição ‘Coroa de Ouro: Torsos e Turbantes’, em cartaz até 25 de janeiro de 2019 no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho). Na ocasião, a realizadora da mostra, a cabeleireira, esteticista afro e hair designer Negra Jhô, promove uma oficina e desfile de turbantes. O desfile dos 21 turbantes acontece dentro e fora do museu, com apresentação musical. De autoria de Negra Jhô, a exposição “Coroa de Ouro: Torsos e Turbantes” é uma parceria com a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e

Tata de São Paulo recebe convite de conferência no Benin

Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) e conta com turbantes estilizados e confeccionados pelo Instituto Kimundo. “O turbante faz parte da nossa cultura. Não existiria Ilê Ayiê, Filhos de Ghandi e diversos outros blocos afros sem esse adereço. O turbante também representa nossa autoestima e a valorização da ancestralidade”, afirma a artesã Negra Jhô.

Tiana é a primeira princesa negra da Disney e apareceu em 2009, na animação A Princesa e o Sapo. Lembra-se dela? A novidade é que, agora, a Disney terá sua segunda princesa negra – e primeira princesa africana! A companhia adquiriu os direitos do conto de fadas Sadé e pretende transformá-lo em breve em um filmelive-action. A história acompanha a personagem Sadé, uma jovem princesa cujo reino na África é atacado por uma força misteriosa. Com a ameaça, ela acaba descobrindo que tem poderes mágicos e decide assumir o papel de protetora do seu povo. Com a ajuda de um príncipe, Sadé entra em uma aventura para salvar seu reino.


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Devoção à Santa Bárbara colore Centro Histórico de vermelho e branco http://www.comunicacao.salvador.ba.gov.br / http://www.secom.ba.gov.br

Jefferson Vieira / Daniel Meira As ruas do Centro Histórico de Salvador foram tomadas por pétalas vermelhas, cheiro de alfazema e milhares de fiéis que, na manhã desta terça-feira (4), participaram da tradicional festa de Santa Bárbara. Um grande tapete vermelho e branco formado pelos devotos no Largo do Pelourinho homenageava a santa para os católicos e a orixá Iansã para os adeptos do candomblé. Os festejos marcam a abertura do calendário oficial das festas populares da capital baiana, que até o mês de fevereiro contará com celebrações como a de Nossa Senhora da Conceição da Praia (8 de dezembro), Santa Luzia (13 de dezembro), Bom Jesus dos Navegantes (1º de janeiro), Festa de Reis (6 de janeiro), Lavagem do Bonfim (17 de janeiro) e Iemanjá (2 de fevereiro), encerrando no Carnaval. Para dar mais conforto aos participantes da festa, a Prefeitura montou um esquema especial que envolve ordenamento do trânsito, transporte e ambulantes, além de limpeza, iluminação e controle da poluição sonora. As homenagens à Santa Bárbara, que é conhecida por proteger os devotos das grandes tempestades, começaram cedo, às 5h com a alvorada de fogos, seguidas pelo repique de sinos e a missa campal, às 8h. Logo após a celebração, os fiéis seguiram em procissão em direção ao quartel do Corpo dos Bombeiros, localizado

na Rua José Joaquim Seabra, conhecida como Baixa dos Sapateiros, onde Santa Bárbara é considerada padroeira da corporação. Vestida de vermelho como pede a tradição, a auxiliar de enfermagem Marisa do Santos, de 66 anos, conta que é devota desde os 13 anos, quando viu a mãe pedir à santa para que conseguisse sobreviver, junto com os seis filhos, enquanto a casa onde morava foi invadida e derrubada pelas fortes chuvas em Pau Miúdo. “Santa Bárbara deu um grande livramento a mim e a minha família. Se hoje estou aqui é graças a ela, que já me livrou de várias enxurradas. A cada ano que passa minha fé continua mais viva e hoje vim agradecer e pedir para que ela nos conceda muita saúde, paz e que, com sua espada, corte todos os males que possam vir em direção da nossa população”, afirmou. Devota há mais de 40 anos, a aposentada Heloísa Barbosa, de 65 anos, moradora de Nazaré das Farinhas, participava pela primeira vez da celebração e não conseguia esconder a surpresa e emoção com o momento. “Por alguns motivos nunca consegui participar dessa celebração e jamais passou pela minha cabeça que encontraria essa grande quantidade de pessoas juntas por um único motivo, a fé. É muito lindo de ver e tem uma energia única. Eu só tenho a agradecer”, declarou.


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Xangô de Mãe Obá Ganjú é Louvado no seu Axé’ Marcelo Fritz

Babá Molá

Antônia Conceição da Silva Barcelar, nasceu em 1933 em oito de novembro, filha de Washington Barcelar e Maria Francisca Barcelar, família de 10 filhos, onde somente Mãe Obá é de axé, todos respeitam declara a Yalorixá que foi enfermeira por 25 anos, trabalhou em relações públicas que também exerceu por alguns anos. Mãe Obá Ganjú já foi a África onde visitou em algumas cidades que só contribuíram para seu enriquecimento sobre a cultura narra a Yalorixá lúcida em detalhes, nomes e datas. O xirë teve início pós as 22h, onde se cantou o xirê que louvou os orixás até que louvores invocaram o Rei Aganjú. Babalorixás, Iyalorixás, Ekedys, Ogans e a sociedade em geral prestigiaram a sacerdotisa que adentrou a sala de branco, após a chegada do Rei que saiu com sua primeira roupa em reverência a Oxalá até seu hum, com sua tradicional vestimentas de cor vermelha com paramentos com muitos búzios. Um grupo de Obás acompanharam a entrada triunfante do Rei que em harmonia dançava emocionando a todos. Mãe Obá Ganjú e toda diretoria do Axé, agradece a presença de todos presentes que acompanharam a obrigação.


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9º SEMANA DA UMBANDA E DO UMBANDISTA NA CIDADE DE SÃO PAULO Divulgação

Acervo Aldeia de Caboclos

A Umbanda comemorou de forma vibrante e com a máxima fé e concórdia de sempre, no mês de novembro, a 9ª SEMANA DA UMBANDA E DO UMBANDISTA NA CAPITAL, cujo evento central foi desenvolvido e coordenado pela Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos, na pessoa de seu estimado, atuante e sempre presente Presidente, Engels Barros Xenoktistakis, o nosso querido Engels D’ Xangô, com sólido apoio e enorme adesão das distintas e atuantes Instituições, Federações, Associações, Templos de Umbanda, e de nossos irmãos de fé, tendo a grande festividade sido realizada no dia 15/11/2018, no Ginásio do Clube Escola Mooca, situado na Rua Taquari, 635, Mooca, na cidade de São Paulo-SP. Nesta data de grande união e confraternização foi prestado um minuto de silêncio em respeito e homenagem a todos amados Pais, Mães e Decanos que não estão mais conosco em matéria. Os trabalhos se desenvolveram com as bênçãos dos Guias e Orixás através da tradicional Engira de Caboclos, por meio da qual, igualmente, todos pediram paz, compreensão, serenidade,

saúde, bênçãos de curas e amor em nossa sociedade, em nosso país e ao mundo em geral. O público presente foi brindado com inúmeras emocionantes apresentações de Curimba. Na destacada ocasião ocorreu de forma conjunta a formatura dos seguintes cursos promovidos pela Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos: Curso de Aperfeiçoamento de Curimbeiro e Atabaqueiro; Curso Básico de Curimbeiro e Atabaqueiro; Curso de Instrutor de Curimba e Atabaque. Sempre importante asseverar que comemorar esta importantíssima e marcante data, o dia da Umbanda e do Umbandista, trata-se de prestarmos um enorme agradecimento a toda espiritualidade, ao caboclo das Sete Encruzilhadas, e ao Pai Zélio Fernandino de Morais por trazerem uma grande Luz Divina à vida de todos, isto é, por nos apresentar a Umbanda e colocá-la em nossos caminhos. Umbanda, incomensurável fonte de fé, paz, amor e caridade!


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Agradecemos a presença de todos os Templos, Terreiros, Casas, Tendas, Famílias, Amigos e Irmãos/Irmãs Espirituais. Agradecemos a presença dos nossos tão estimados, atuantes e ilustres decanos: Pai Ronaldo Linares, Pai Milton Aguirre, Mãe Nair Saturnino, Pai Elcio D’ Oxalá, Pai Cláudio Franco e Pai Edson dos Anjos. Agradecemos ao nosso companheiro e colaborador incansável, o estimado Sr. Nelson da Imagens Bahia. Agradecemos as Federações e Associações Presentes: AUEESP - Sandra Santos FUGABC - Pai Ronaldo Linares Associação Paulista de Umbanda – Pai Edson dos Anjos FUCABRAD - Pai Denisson e Mãe Kelly FOUCESP - Mãe Cristiane Penha Primado do Brasil – Pai Renato Tchalian e Renan Oliveira FUGSP – Zuleide Baptista e Akie Yamaoko FUCESP – Pai Vicente Porto União Tendas Umbanda Candomblé Brasil Pai Milton Aguirre União Regional Umbandista da Zona Oeste da Grande SP - Pai Cláudio Franco Federação Umbandista Carapicuibana - Ogã Franklin

Agradecemos ao Pai João Dias e Mariusa Dias do Centro Espírita Urubatan, ao Pai Silvio Matos e ao Ogã Sandro Matos da APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba, por comporem a mesa diretora deste evento ímpar.

Agradecemos as folhas, ervas e a força da defumação realizada pelo Pai Adriano Camargo “O Erveiro “- Templo Escola de Umbanda Ventos de Aruanda.

Agradecemos a todas as caravanas presentes e prestamos saudações especiais as caravanas que de tão longe vieram prestigiar a este tradicional e agregador evento, quais sejam:

Agradecemos a Presença do Vereador Quito Formiga, idealizador da Lei 15.323/2010 – lei que institui o dia da Umbanda e do Umbandista na cidade de São Paulo.

T.E.U.S de Cambuí Minas Gerais

Agradecemos e Parabenizamos aos nossos queridos Formandos.

Instituto Cultural Confraria dos Pretos Velhos de Umbanda – Limeira - SP Caravanas da Baixada e Vale do Paraíba - SP. Agradecemos com distinta atenção, a Secretaria de Direitos Humanos em especial a Sra. Secretarária Berenice Giannella, através da Coordenação de Igualdade Racial e a Secretário Municipal de Esportes, ambas de município de São Paulo, pelo suporte prestado a mais esta salutar Semana da Umbanda e do Umbandista. Agradecemos a Administrador do Clube Escola Mooca – Gilberto Bandolin. Destacamos as apresentações culturais que abrilhantaram e empolgaram o Grande Evento: Instituto Cultural Tambor de Orixá, Curimba Filhos do Ouro, Escola de Curimba Império de Exu, Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e Afoxé Filhos do Cacique.

Por final, agradecemos de todo coração a todos que de alguma maneira colaboraram com o enorme sucesso de mais este tradicional, marcante, agregador e edificante evento. Salve a nossa querida e amada Umbanda! Salve a nossa União!


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Após muro de terreiro ser pichado, grafiteiros e candomblecistas se reúnem em ato artístico contra intolerância Muro da Casa de Oxumaré, um dos principais terreiros da Bahia, foi pichado com a frase: ‘Jesus é o Caminho’. Na manhã de terça (6), artistas pintaram elementos do candomblé no muro do local Por Maiana Belo, G1 BA

Divulgação

Grafiteiros e integrantes do terreiro Casa de Oxumaré se reuniram, na manhã desta terça-feira (6), para protestar contra as pichações que foram realizadas no muro do terreiro no dia 29 de outubro deste ano. No ato artístico, foram realizadas pinturas nos muros do templo religioso, que fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.

Tanto para os grafiteiros quanto para os integrantes do candomblé, a frase pichada no muro “Jesus é o caminho” foi um ato de desrespeito às tradições afro-brasileiras e uma tentativa de impor um pensamento religioso único. Além disso, os artistas e candomblecistas destacam que a Casa de Oxumaré, fundada no início do século XIX, representa

não apenas a formação do candomblé no Brasil, mas também um marco pela luta e resistência de africanos escravizados. Durante o protesto desta terça-feira, os artistas de rua pintaram elementos que representam o candomblé e um Oriki (história) sobre o templo religioso. Além dos grafiteiros, algumas pessoas do terreiro também participaram do ato. “Vamos falar de maneira lúdica e com amor o conceito de respeito. Queremos trocar alegria, amizade, queremos que essas pessoas se sensibilizem a ponto de não sentir tanto

ódio e não queira destruir um patrimônio como esse”, disse a Yákekerê (mãe pequena) do terreiro, Sandra Maria Bispo. Quem chegar na porta do terreiro já será recebido por Oxumaré, obra de Josivaldo Santos Silva, conhecido como Bigode, e que atua no grafite há cerca de 20 anos. “Normalmente a gente nunca escolhe, a gente tem o costume de chegar no local e sentir a energia e deixar fluir. Quando cheguei, olhei essa parede e pensei: tenho que fazer o dono da casa (Oxumaré)”, contou Bigode.

Unesco reconhece união homoafetiva como patrimônio mundial EBC Amanda Francelino/Divulgação

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer, em 2011, a união homoafetiva e a garantia dos direitos fundamentais aos homossexuais, recebeu o certificado MoWBrasil 2018, oferecido pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A decisão foi inscrita como patrimônio documental da humanidade no Registro Nacional do Brasil. O ex-ministro Ayres Britto, do STF, re-

As noivas Erika e Allana no primeiro casamento entre duas mulheres celebrado pela Igreja Anglicana de São Paulo, realizado em 2018

lator das ações que trataram do tema, representou a Corte durante cerimônia ontem (12), no Rio de Janeiro. A decisão foi inscrita como patrimônio documental

da humanidade no Registro Nacional do Brasil. O ex-ministro Ayres Britto, do STF, relator das ações que trataram do tema, representou a Corte durante cerimônia ontem (12),

no Rio de Janeiro. “A Constituição é arejadora dos costumes e sabe enterrar ideias mortas”, ressaltou o ministro. “[A decisão do STF] é de proibição do preconceito em função do modo sexual de ser das pessoas”, disse. Ayres Britto acrescentou que este é um caminho de qualidade civilizatória democrática e humanista. “É caminho sem volta, é descolonização mental.” A presidente do Comitê Nacional da Memória do Mundo da Unesco, Jussara Derenji, destacou que “um caleidoscópio da história está se formando através de novas contribuições das instituições nacionais”.


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ELEWÁ, a Dona da Beleza! O Afoxé Ómó Ifá, realizou no dia 11/11/18, a primeira edição do concurso Elewá no Museu do Samba. Elewá, significa "A dona da beleza". Foi a primeira edição do concurso que exaltou ao som do ijexá a beleza da mulher negra e valorizou e emponderou a sua presença no Afoxé Ómó Ifá. A madrinha dessa primeira edição foi a linda Bianca Monteiro , madrinha da bateria da Portela que encantou a todos pela sua simpatia. Na bacana de jurados tivemos as presenças de Cássio Dias, passista e coreógrafo da Beija Flor, Diego Dantas, diretor artístico do centro coreográfico do RJ, Wilson Rei, o eterno rei Momo, Larissa Cassino, mulher Trans e maquiadora, Bruna Neves cabeleireira especialista em Afro e o querido Luciano, carnavalesco da

As 7 candidatas em moda praia Afro, da marca Abebe

As candidatas Karim ,Miriam, Luciana,Ana Gregorio, a vencedora Sabrina, Stephanie e Elaine com trajes Típicos

Escola Mirim, Filhos da Águia de Madureira. Ainda nesse dia, foram homenageadas três ilustres mulheres negras que trabalham em prol do seu coletivo são elas: Claudia Vitalino, presidente da UNEGRO do RJ, Mãe Maria do Pantanal do Ase Oloroke, Nação Efon e a atual Secretária de cultura da cidade do Rio de Janeiro Exma, Nilcemar Nogueira. E pela manutenção da música de influência negra, as homenageada foram a partidária Márcia Moura e a maravilhosa Ana Quintas que homenageia Clara Nunes em suas apresentações. A vencedora do concurso foi a bela Sabrina S'antana, professora de dança e estudante de Educação física que defendeu o título Elewá do Afoxé Ómó Ifá com muito vigor em todas as categorias do concurso.

A Elewa, a bela Sabrina S’antana A entrega de um dos prêmios pela diretora do Afoxé Omó Ifá, Nara Barcellos, que foi uma viagem com acompanhante para salvador, Bahia

A madrinha da Portela, consagrando a Elewa do Afoxé Omó Ifá

Sabrina S’antana, com a faixa de vencedora


Programa Em 1090

AM

Umbanda | Candomblé Cultura Afro e Tradicionais em debates e entrevistas

Marcelofritzfritz Às quartas-feiras | 21h Apresentação do Babalorixá Marcelo Fritz

www.radiometropolitana1090.com.br


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Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

ori@ori.net.br Márcio de Jagun

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KÉRÉSÌMESÌ

O NATAL E OS CANDOMBLECISTAS O Natal há muito tempo deixou de ser unicamente uma data comemorativa dos católicos. O Natal é uma data consagrada pela cultura brasileira como um dia de confraternização, de união familiar. Desde o século XIX, no período da colonização africana pelos europeus, povos como o iorubas já tinham contato com a Religião Cristã. Já tinham sido apresentados a Jésù (como os iorubanos chamam Jesus) e a Ẹ̀ là (o paralelo como entendiam o Espírito Santo). No afã de catequizar os africanos, franceses, ingleses, alemães, holandeses, italianos, belgas, entre outros, fincaram os pés em diversos territórios africanos tentando marcar espaços para garantir os benefícios do imperialismo, transformando reinos livres em colônias do ocidente. Para facilitar a tarefa, os europeus tentavam “amansar os nativos” impondo a estes a assimilação de sua cultura e do seu credo. Kérésìmesì é como os iorubas denominam o Natal. A festa católica nunca foi incorporada como rito nos Cultos Tradicionais Africanos, nem no Candomblé brasileiro. E nem precisa ser, em que pese a força do sincretismo surgido em nosso país. Basta saber a origem da Festa e o sentido religioso. Basta entender. Mas por que rejeitar? Não podemos nos portar como os fundamentalistas que proíbem seus

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

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filhos de comerem doces no dia de Cosme e Damião, ou que boicotam o acarajé. Esses também são exemplos válidos de compartilhamento cultural. Não de unificação ritual. Aqui no Brasil, foi graças ao Natal que surgiu a feijoada. Pois as tripas, miúdos e as chamadas fissuras do leitão que seria assado e enfeitaria o ceia dos patrões na casa grande, eram dados nesta data aos escravos na senzala. Então, os “pretos”, com seu talento sem igual e sua criatividade ímpar, juntavam tudo ao feijão e aos temperos da hora, criando o prato mais importante e identitário da culinária brasileira: a feijoada. Candomblecistas, judeus, muçulmanos, bu-

distas e tantos outros religiosos que vivem aqui, entendem a força e a vastidão da nossa cultura. Quem não deseja “Um Feliz Natal”? E por que não desejar, já que o Natal também possui um significado de paz, harmonia, esperança? Afinal, paz (àlàáfíà), harmonia (ìrẹ́pọ), esperança (ìrètí), não são desejos apenas dos cristãos. São também dos candomblecistas e de todos aqueles cuja religiosidade deve valer a pena. O Natal é uma época de congraçamento, de união, de consolidação das famílias. Isso não deve ser rejeitado sob nenhum pretexto. Muito menos sob a justificativa religiosa. Não seria cabível criar um conflito por dissidência de fé. Natal é uma época de lembranças boas, nas quais rememoramos momentos felizes que passamos com nossos parentes, amigos e entes queridos. Isso só pode agradar aos nossos ancestrais (ésà). Se os parentes têm credos diferentes, que o Natal sirva como exercício de tolerância, como exemplo de boa convivência. Que então, se for necessário, nem se fale de religião. Mas se pratique a solidariedade, a superação e a união das famílias. Basta sabermos o que é nossa religião. Basta entendermos o que faz e o que não faz parte da nossa liturgia. Basta sermos irmãos. Ẹ Kérésìmesì! Bom Natal! Que seja um momento de paz aos brasileiros de qualquer credo!


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Religiosos de matrizes africana cobram ao Chefe da Polícia Civil a transferência de acervo sagrado Nouve com o belo clipe do single “Vou na fé”

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Um grupo de lideranças religiosas do Candomblé e da Umbanda, dentre elas a matriarca Mãe Meninazinha de Oxum, tiveram um encontro marcado com o Chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o Delegado Rivaldo Barbosa. A pauta da reunião foi o pedido de transferência do acervo de religiões sagradas afro-brasileiras que encontram-se no Museu da Polícia Civil em péssimo estado de conservação. O IPHAN, que tombou o acervo como Coleção Magia Negra em 1938, já atestou recentemente o péssimo estado de conservação das peças. O acervo é fruto de apreensões policiais feitas em templos religiosos no período da Primeira República e, para os religiosos, o fato de estarem até hoje sob guarda da polícia denota uma perpetuação da violência institucional e o racismo religioso cometidos contra as religiões de matrizes africanas. O grupo de lideranças, do movimento Liberte Nosso Sagrado, pleiteou veementemente que o acervo seja transferido para o Museu da República,

https://blackpipe.com.br Reprodução Internet

onde pode ser tratado adequadamente através de uma gestão conjunta e compartilhada com os religiosos. Como forma de reparação histórica e valorização adequada da cultura afro-brasileira, que sengue sendo algo de perseguição e preconceito até os dias de hoje. Essa demanda é antiga e há mais de um ano o grupo vem se movimentando com apoio de várias instituições para que tenham êxito em sua luta. Já foram realizadas um audiência Pública na ALERJ, uma diligência da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ ao Museu da Polícia Civil e a abertura de um Inquérito Civil no Ministé-

rio Público Federal. Em resposta, o Chefe da Polícia Civil, Delegado Rivaldo Barbosa, se demonstrou sensível ao pleito e se comprometeu a avaliá-lo com o devido respeito e consideração, além de viabilizar a formalização de um possível acordo entre a Polícia Civil e as lideranças religiosas no que diz respeito ao destino das peças. Estiveram presentes: Mãe Meninazinha de Oxum, Mãe Nilce de Iansã, Pai Adailton Moreira, Mãe Luizinha de Nanã, Ogã Rafael da Casa Branca, Mãe Flavia Pinto, a Defensora Pública do Estado Livia Cásseres, e o Deputado Estadual Flavio Serafini.

15 anos da Seppir terá lançamento de livro e balanço de atividades http://www.mdh.gov.br

Ògan Luiz Alves

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH), por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), convida para o lançamento do livro “Promovendo a Igualdade Racial para um Brasil sem Racismo”. O livro foi especialmente elaborado em alusão ao aniversário de 15 anos da Seppir. No lançamento haverá a apresentação do balanço de gestão da secretaria em 2018. O lançamento será na segunda-feira, dia 17, às 16 horas, no auditório Ana Paula Crossara, Edifício Parque Cidade Corporate, 8º andar.

Em tempos de youtubers racistas, Bolsonaro e intolerância religiosa o rapper de Salvador, Nouve, lançou seu novo single “Vou na fé” onde retrata a relação de carinho e afeto do candomblé. Falando do contexto do clipe é uma linda e bela mensagem contra a intolerância religiosa que as religiões de matrizes africanas sofrem no brasil, onde constantemente são atacados nas redes sociais em shows de stand-up e o mais grave é que os ataques passaram a ser fisicamente onde diversos terreiros são destruídos pelo brasil seja por fanáticos religiosos e até mesmo por traficantes. Com essa mensagem Nouve traz uma das mais representativas do ano e sem duvidas você tem de conferir. Confira: As filmagens de “Vou na Fé” contaram com a presença da Ìyálòrìsà Dialá, que mostra a força da ancestralidade e leva seu Àse para as terras paulistas “O roteiro mostra o cuidado e afeto de uma Ìyálòrìsà, Bàbálòrísá, irmão ou irmã de santo dentro de um terreiro de Candomblé. O clipe também mostra o outro lado da moeda, que é o preconceito aos adeptos da religião, em meio da cidade grande. Seja lá, numa entrevista de um emprego, ao passar pelas ruas com os seus adereços, guias, turbante entre outros. Os olhares são realmente diferentes”, explica o artista. Nouve é rapper e desenvolvedor de produtos na Laboratório Fantasma. Saiu do subúrbio de Salvador, em Cajazeiras e foi morar em São Paulo, a convite de Emicida.


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29ª FESTA À IEMANJÁ DA FEDERAÇÃO UMBANDISTA DO GRANDE “ABC”- MONGAGUÁ/SP

Mais um ano estivemos nas areias da praia da linda cidade de Mongaguá - no Bairro de Agenor de Campos - Plataforma. A cada ano cresce o número de Templo de Umbanda não filiados à FUGABC que fica em nosso espaço devido a estrutura que oferecemos. As barracas “chapéu de bruxa” alinhadas ao longo da orla fazem uma bela imagem. Os médiuns se esmeram (sempre mais a cada ano) e deixam seus espaços caprichosamente arrumados para o os trabalhos noturnos. Pela manhã as oferendas são entregues à Iemanjá em suas águas. Maria Aparecida Linares Comunicação SANU/FUGABC - federacaoabc@gmail.com

São Paulo abre Festejos à Iemanjá, com eventos realizados por diversas Instituições Depois de um fim de semana daqueles, com muita chuva, vendaval, as 2 tendas derrubadas pelo vento durante a madrugada, tendo uma delas sido rasgada completamente, maré subindo, trabalhos refeitos várias vezes, 24 horas acordados, tivemos mais uma homenagem maravilhosa com céu estrelado, e chegou a hora de agradecer a todos que fizeram parte desse momento. Estiveram presentes 93 templos associados e mais os amigos e convidados, muitos vindo do interior de SP, do Rio, de Minas, e Paraguai! Grandes parceiros que são fiéis às palavras e ao pedido do Senhor Quebra-Mar. Somos profundamente gratos por todo apoio e confiança prestados para a realização dessa grandiosa homenagem. O evento foi idealizado por nós, mas o sucesso dele se deve a soma de dezenas de pessoas que se dispuseram em colaborar, além das milhares que prestigiaram essa grande homenagem à Rainha do Mar. E todo agradecimento seria pouco diante do carinho que recebemos em troca de nosso trabalho. Cada par-

ticipação confirmada, cada palavra amiga, cada sorriso valeu demais e tudo isso nos deu forças e a certeza de que tudo daria certo, o que de fato aconteceu. Essas manifestações foram emocionantes e nos contagiaram com o sentimento de missão cumprida e vontade de quero mais para 2019! Menção especial a Mãe Alzira, Graziela e Stela Saraceni, Imagens Bahia, Madras Editora, Marcelo Pires e Neca Sign por todo o apoio, parceria e carinho. E, é claro que não poderíamos deixar de agradecer ao Marques Rebelo e Virginia Rodrigues da Revista Espiritual de Umbanda e ao Lucas Borba Fotografia de Umbanda que fizeram uma cobertura brilhante do evento, fotografando todos os momentos especiais com muito talento e profissionalismo, a Escola de Curimba Tambores de Umbanda que fez uma brilhante apresentação inicial, e a toda diretoria da AUEESP pelo grandioso empenho em mais essa homenagem. Encerramos muito felizes com o resultado e a repercussão da 19ª Homenagem à Iemanjá. Aguardem por novidades, pois todo o time da AUEESP irá trabalhar muito para trazer mais e mais! Até 2019!


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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

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HAMBA: ESPÍRITO ANCESTRAL O hamba (pl. mahamba) é um espírito ancestral ou da natureza a quem se dedica um culto.Os mahamba são representados por árvores, pedaços de termiteiras, estatuetas intencionalmente simplificadas, e por máscaras. As orações, ofertas e sacrifícios são enviados aos espíritos através destas representações simbólicas, a fim de garantir a sua proteção no dia -a- dia e de os apaziguar se estiverem pela negligência de um adepto, ou por uma disputa entre os seus descendentes ou por alguma falha na observação de um ato de homenagem. Um hamba irado pode causar a doença no transgressor: as mulheres poderão vir a ter problemas ginecológicos, e homens poderão não ter sorte na caça. Um Tshokwe pode também ficar doente se for apanhado por um espírito malévolo. Caminhando pelo mato ou nas margens de um rio, é possível uma pessoa tropeçar acidentalmente nos restos de uma feitiçaria ou roupas abandonadas após um exorcismo e, visto o espírito banido permanecer ainda nos restos desses materiais, basta esse contacto para que possua a sua nova vítima. Os Tshokwe distinguem entre os antigos mahamba (makulwana) dos antepassados e os mahamba parasitas (yipwiya), que se juntaram aos primeiros. Alguns dos yipwiya são de origem estrangeira e são os mais perigosos quando causam doenças, sendo ainda os mais difíceis de apaziguar. Os mahamba makulwana incluem os ajimu, que representam os antepassados paternos e maternos da linhagem e são simbolizados por duas termiteiras. Um

Walter Nkosi

ajimu ofendido causa apenas doenças menores, que o sacerdote do culto, o descendente do antepassado de posição mais elevada, poderá curar simplesmente ao esmagar uma folha entre as palmas das mãos. Outros mahamba makulwana trazem boa sorte aos caçadores, asseguram a fertilidade das mulheres, e ajudam os adivinhos; estes têm os seus próprios cultos e rituais. Apenas os mahamba que causam doenças (yikola) serão aqui considerados. Quando um Tshokwe fica doente, os seus parentes tratam-no com remédios considerados eficientes. Se o resultado desejado não for atingido, chama-se um curandeiro com conhecimentos de plantas, seja relativamente aos seus poderes curativos ou ao seu simbolismo ou significado mágico. Se a doença continuar ou pio-

rar, um parente consulta o adivinho (tahi). Dos vários instrumentos tradicionais Tshokwe de adivinhação (ngombo), o que hoje tem maior difusão é o ngombo ya cisuka, uma cesta redonda contendo sessenta pequenos objetos simbólicos. O tahi abana a cesta e o padrão subsequente revela a causa da doença, normalmente um espírito hamba que o tahi nomeia especificamente. Doenças causadas por mahamba que não sejam ajimu requerem um processo ritual que poderá ser muito demorado. O tratamento é conduzido por um cimbanda, um homem ou uma mulher que já tenha sido exorcizado do mesmo espírito e que consequentemente se tornou membro do seu culto. O ritual tem lugar perante a aldeia inteira e alguns dos parentes da vítima, que estão presentes especialmente para assistir à cerimônia. Auxiliado pelo som de tambores e a multidão a bater palmas, o cimbanda provoca um ataque de possessão na pessoa doente (mwenji), que se encontra deitada num tapete. Numa atmosfera de frenesi coletivo, o paciente fica febril, começando a tremer e a ter convulsões violentas, falando alto e, por vezes, se o espírito for estrangeiro, incoerentemente. O cimbanda esfrega-o com um remédio feito de plantas e barro, particularmente, o barro branco purificador (pemba), simbolizando a pureza. Apenas ao abandonar o corpo do doente é que o espírito será apaziguado. O exorcismo é conseguido quando o mwenj sentindo o hamba subir progressivamente dos seus pés à cabeça, grita o seu nome num espasmo final libertador; acre-

MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

dita-se que o hamba abandona o corpo pela a boca do paciente. Ao nomear o espírito, o mwnji confirma o diagnóstico do tahi, e uma cura apropriada pode então ser escolhida. Freqüentemente uma estatueta (ou um de uma variedade de objetos), também referida como hamba, torna-se o local de descanso do espírito exorcizado. Após a cerimônia de purificação, durante a qual tudo que tenha estado em contacto com a pessoa doente é atirado para o mato ou para o rio, o cimbanda procede à iniciação do paciente no culto. Uma galinha doméstica ou um antílope do mato (consoante o tipo de hamba) é sacrificado na aldeia, esfrega-se um pouco do seu sangue na estatueta ou símbolo e, de seguida, o mwenji e a sua esposa cozinham e comem o animal na presença do cimbanda. Após esta refeição em comunhão, a estatueta é colocada sob a cama do recéminiciado ou no seu pequeno santuário (katunda). Uma vez saudável, ele terá de realizar um ritual mensal a quando do aparecimento da lua nova, senão arrisca-se a ficar novamente doente: em frente à sua casa, besunta o seu corpo com os remédios próprios e com barro branco, reza ao espírito e honra-o com um sacrifício. Estes rituais curativos variam de acordo com o espírito atormentador. Os objetos utilizados para representar, abri- gar e honrar o espírito podem também ser diferentes, variando de árvores à termiteiras, de estatuetas à máscaras. Fonte consultada: Extraído de Marie -Louise Bastin (1984). African Arts/Arts d’Afrique. XVII; 4:40-50. 92-93,95

(21) 3685-9755


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RESPEITO AOS MAIS VELHOS: Publicado Pagina oficial Facebook:/CasaOxumare Reprodução Nossa Religião é fundamentada no respeito aos mais velhos. Não há culto no Candomblé sem reverência à ancestralidade. Louvamos a trajetória daqueles que viveram mais do que nós; que realizaram mais do que nós; que, portanto, sabem mais do que nós. A inexperiência e a pretensão muitas vezes nos impedem de compreender certas atitudes dos mais velhos. A ignorância nos faz buscar respostas para nossa incompreensão: senilidade? fragilidade? alienação? Quando na verdade o idoso age simplesmente movido pela sabedoria que só ele tem: a liberdade conferida pelo tempo, a certeza de que a vida deve ser vivida, a segurança de quem conhece este mundo, a inspiração de quem está mais próximo do outro mundo. Por isso, não se deve julgar os mais velhos. Quem não entende, aprende. Quem não aceita, obedece. “Ohunti ẹiyẹlé wí òròmọdìẹ, òun gbẹ́jọ́.” (O que quer que o pombo diga a seu filhote, ele ouve) Bàbá Pecê Casa de Oxumarê

Prefeito Crivella nega apoio a Barco de Iemanjá e revolta umbandistas

Presente do Mercadão de Madureira também sem apoio Financeiro Segundo o diretor do evento, Hélio Silman são 15 anos de resistência, este ano será o pior de todos os tempos, dificuldades, falta de atenção e de compromisso com evento que já faz parte do calendário oficial da cidade. “Um joga para o outro, nem cultura, nem RioTur, nenhum setor assume um compromisso nem puxa as rédeas de uma manifestação importante da cultura popular do Rio”. Declara Silman que diz que muitas coisas foram cortadas da festa que será realizada com fé e boa vontade do público fiel que acompanham o evento há 15 anos. O evento ocorrerá no dia 29 tradicionalmente com saída do mercadão de Madureira previsto para as 13h, chegando por volta das 17h em Copacabana.

Oitavo Ano de Encontro nas Águas em Niterói-RJ www.diarioonline.com.br

Alexandre Macieira/Riotur

Assim como no ano passado, a Prefeitura do Rio, comandada por Marcelo Crivella, decidiu não apoiar o Barco de Iemanjá. A procissão que vai do Estácio, no Centro da cidade, à Praia de Copacabana, na Zona Sul, já virou tradição, chegando à sua 14ª edição em 2018. Conforme apurado pelo jornalista Ancelmo Gois, do ‘Globo’, o evento será realizado

no dia 29 de dezembro. A Congregação Espírita Umbandista do Brasil está fazendo uma vaquinha para custeá-lo. “Sinto-me profundamente decepcionada com o trato desrespeitoso, por mais um ano, com o patrimônio imaterial de nossa cidade”, disse a presidente da congregação, Mãe Fátima Damas.

O evento este ano ocorrerá também no dia 29, com concentração , na rua Saldanha Marinho, 230 à partir das 16h, seguindo pelas praias com a carreata: Praia de Gragoatá, Praia da Boa Viagem e chegando a Praia de Icaraí – Club Central. O evento se realiza pelo oitavo ano e sempre reúne irmãos de fé e militantes que lutam em favor das tradições de matrizes africanas.


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O novo desafio do Candomblé Por: Celso Albuquerque – Babalorixá do Ilê Axé Ogun Ayres Podemos dizer que o novo desafio lançado ao candomblé é o equilíbrio entre a manutenção de suas tradições e a necessidade de se adequar a uma nova ordem social que se impõe ao hábitus de seus integrantes. Tal desafio, traz consigo novas concepções de relação com a gerência do tempo; assim como, por vezes, de procedimentos ritualísticos. A velocidade das contingencias sociais impõe as comunidades tradicionais a necessidade de adequação entre uma vida localmente situada e uma “outra vida” paralela que poderíamos chamar de vida secular. Era bastante comum que pessoas iniciadas em casas matriz, a séculos atrás, mantivesse procedimentos cujo a noção de tempo não fosse uma barreira, mas um poderoso aliado. Tinha-se tempo para

recolher, mas nunca data cronologicamente marcada para a conclusão do processo iniciático. No entanto, esse modelo monástico que integrantes de terreiros tinham, encerrando suas redes de sociabilidades, suas vivencias e experiências no espaço do sagrado, parece não ser mais possível. Tal constatação nos leva a segunda pergunta: Foram “os tempos” que mudaram ou foram as pessoas que fazem o candomblé? Minha resposta para isso é que: Foram as duas coisas. A lógica de uma nova contingência social onde filhos de santo se veem tendo que lidar paralelamente entre o mundo secular (onde se concretiza a materialidade da vida) e o sagrado (onde de fato se concretiza a vida em si). No entanto, essa necessidade de se propor abertu-

ras ritualísticas, assim como uma compreensão cronológica nova aos procedimentos do terreiro, têm sido, também, desculpas para uma série de PRATICIDADES, onde se recolhe yawô por 7 dias (por conta das demandas do mercado de trabalho, e do tempo disponível do iniciado). O grande problema, nesse exemplo, é que ao invés de se propor uma adequação entre o tempo em uma nova contingencia social e o ritual, o que se está fazendo é: cortando drasticamente, reduzindo, pormenorizando o próprio ritual. Em nome de uma pretensa adequação está se reduzindo o próprio corpus ritualístico. Tal cenário nos mostra uma insurgência cada vez maior de “colorismos”, principalmente quando a coisa descamba para a esfera estética dos ritu-

ais. É muita pluma e muito rosa-choque! A vaga impressão que se tem nesse cenário é que: é mais fashion agradar o gosto dos homens, que o gosto dos Deuses! De modo que, o gosto dos homens (cuja contingência social é mercadológica) move grana, e o gosto dos Deuses movem caminhos. A própria relação apressada com o tempo faz com que se opte pelo mais rápido do que na relação em tê-la. Por fim, podemos entender que: o grande desfio do candomblé atual é conseguir dar conta de uma adequação para com a nova ordem social, sem, contudo, perder suas tradições. A manutenção do clássico é sim possível nesse cenário. O modo pelo qual ela se efetiva exige dos sacerdotes enorme sabedoria. Mas... está lançado o desafio!


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Deputado eleito, ligado à Universal, é preso em operação da PF no Acre

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Operação “Santinhos” deteve o pastor Manuel Marcos, eleito deputado federal noticias.gospelprime.com.br PRB Dois deputados eleitos foram presos na “Operação Santinhos”, deflagrada pela Polícia Federal no Acre. Nesta terça-feira (11), os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em residências e gabinetes de investigados por desvios de recursos públicos. Os dois deputados presos são do PRB. Doutora Juliana, eleita para a Assembleia Legislativa e o pastor Manuel Marcos, que é vereador, mas em 2018 foi eleito para a Câmara Federal. Manuel Marcos também é pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Já foi coordenador do movimento Força Jovem do Estado do Acre. Desde 2009 é presidente do Partido Republicano do Brasil (PRB) no Estado do Acre. Outras seis pessoas foram detidas hoje na ação de combate a desvios de recursos públicos do fundo partidário e fundo especial de financiamentos de campanha. Segundo o G1, a assessoria dos parlamentares não quis se pronunciar. Mais de 100 policiais estiveram na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa do es-

tado do Acre (Aleac). A operação também quer buscar elucidar outros crimes eleitorais e lavagem de dinheiro. A assessoria de imprensa da Igreja Universal declarou em nota: “Com referência ao vereador Manuel Marcos, a Igreja Universal do Reino de Deus informa que qualquer integrante do corpo eclesiástico – bispos e pastores – que decida ingressar em carreira política, obrigatoriamente, licencia-se da Igreja e passa a se ocupar exclusivamente da atividade pública. Esclarecemos, ainda, que acompanharemos o desenrolar dos fatos. A Universal sempre procura avaliar se a conduta do pastor, ainda que licenciado, continua compatível com os preceitos éticos e morais exigidos de seus oficiais”.

Rio ganha delegacia contra crimes raciais e intolerância Especializada fica no Centro e vai combater todos os delitos de ódio e preconceito Rio - A Polícia Civil inaugurou nesta quinta-feira a Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Instalada na Rua do Lavradio, no Centro, a especializada tem como titular o delegado Gilbert Stivanello e está instalada onde já funcionam a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e

a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). As três unidades formarão um núcleo de atendimento a vítimas em situação vulnerável. Os agentes que trabalharão na Decradi passaram por treinamento específico na Academia de Polícia (Acadepol) para atender às vítimas de racismo, homofobia e intolerância religiosa. A capacitação incluiu análise das principais legislações penais referentes ao tema e de métodos de investigação criminal de casos relacionados ao combate a todas as formas de preconceito, inclusi-

25 de Novembro dia da Baiana de Acarajé - FESTA NA BAHIA 11 horas missa festiva na Igreja do Rosário dos Pretos - Pelourinho Fernando Araújo Oliveira Se o Elevador Lacerda e o Pelourinho podem ser considerados símbolos materiais da cidade de Salvador, a baiana de acarajé ocupa, sem dúvida nenhuma, a dimensão humana dessa representação. Aliás, uma simbologia mais que merecida, já que o ofício se popularizou de tal maneira que praticamente não há um lugar na cidade em que não encontremos uma delas, principalmente na orla e nos bairros mais boêmios. A história das baianas de acarajé começou ainda no sécu-

odia.ig.com.br/rio-de-janeiro

ve nas redes sociais. O chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, destacou que a implantação da nova unidade atende aos anseios da política de segurança implementada pela Intervenção Federal de

lo XVI, no tempo da escravidão brasileira. Muitas escravas de ganho saíam na rua com os tabuleiros na cabeça vendendo os quitutes para gerar rendimentos para os seus senhores. O bolinho era comercializado pelas ruas e para divulgá-los as escravas gritavam: “acará jê”, expressão que em ioruba significa “bola de fogo (acará) para comer (jê). Muitas dessas vendedoras eram também filhas de santo e vendiam o acará para conseguir arcar com os custos das suas obrigações dentro do candomblé.

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combater com rigor o preconceito e a intolerância. “Estamos dando um passo muito importante para conscientizar a sociedade que esses crimes serão investigados e os responsáveis punidos”, afirmou.


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“Olhares Revelados”: fotógrafa apresenta registros de terreiro de Lauro de Freitas A fotógrafa Andrea Fiamenghi participa, a partir das 12h de 8 de dezembro, da Exposição “Olhares Revelados”, apresentando 15 registros do terreiro de candomblé Ilê Opó Aganju, situado em Lauro de Freitas. A mostra, que também reúne trabalhos de outros seis fotógrafos, ocorrerá no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP). Fiamenghi começou a documentar as cerimônias no Ilê Opô Aganju há 15 anos, a convite do babalorixá Balbino de Paula. Ela começou com os registros da Cerimônia Águas de Oxalá e das festas do calendário religioso do terreiro, com a permissão dos Orixás e

do babalorixá. Ao todo, foram cerca de 15 mil fotografias das quais selecionou 15 para a exposição. “Num resumo, diria que os Orixás me aproximam da força da vida, e fotografá-los me faz estar viva e cheia de Axé”, disse Andrea Fiamenghi. Nascida em São Paulo, mas residente na Bahia desde os quatro anos, Andrea Fiamenghi aponta Pierre Verger e Mário Cravo Neto como referências para seu trabalho. Ela iniciou suas mostras em 2004, em Salvador, voltando, em 2012, com “Salve Babá, salve Odoyá, festa de santo na Bahia”.

Também em 2004 lançou o livro de fotografias “Paredes planas”, com textos de Claudius Portugal, na série Comparsas, da editora P55. Em 2016, vencedora do edital do ACBEU (Associação Cultural Bahia-Estados Unidos) realiza uma nova individual, “Armadilha das Nuvens”, em Salvador e em São Paulo, com 21 fotografias em processo digital. Sobre seu trabalho, ressalta: “Quero que minha fotogra-

fia seja o inesperado, o subjetivo, o não óbvio, a surpresa de enxergar em outros paramentos. Desconstruir uma fotografia lógica. A possibilidade de conseguir abstrair do mundo prático e ir para um mundo sensível, sem muitas explicações, onde as coisas falem por si só”. Na mostra “Olhares Revelados”, que conta com a curadoria de Sílvio Pinhatti, também serão expostos os trabalhos de Eidi Feldon, Gil Renó, Lucila de Avila Castilho, Paulo Behar, Pedro Sampaio e Tuca Reinés. A exposição é realizada pelo Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.


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Sonhos & Simpatias Reprodução

SONHOS

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Sonhar com abelha Sonhar com abelha geralmente é um bom presságio. Indica riqueza, prosperidade, lucros nos negócios e felicidade duradoura. Pode também representar trabalho duro e temor em receber muitas tarefas que irão de impedir de ajudar os outros. Decapitação Ver-se decapitado em sonho o pobre ou pessoas humildes, é sinal de término de aflições ou tristezas. A decapitação é sempre indicação de alívio, perdão, mudança de um estado de depressão para alegria. Sonhar com Quarto Ver- paixão repentina, poderá levá-lo ao casamento. Entrar num- problemas afetivos; procure ser menos impulsivo. Sair de um- viagem longa ao exterior, com mudança de atividade. Bem iluminado traduz sucessos e lucros. Vazio – falta de dinheiro.

Quando se cuida delas, poderá se obter sem dificuldade um benefício apreciável, e se o sonhador monta numa, o prognóstico é favorável. Os sonhos com vacas, só serão desfavoráveis, se ela parecer furiosa e por fim doente, ou morta. Em todos esses casos a segurança material do sonhador está em perigo. Vê-la- fim para suas dificuldades de relacionamento com o sexo oposto; ampliação do seu círculo de amizades. Vê-la pastando- sorte nos negócios e em todo tipo de jogo. Sabão Costuma ser um conselho. Sugere limpar, esclarecer. Recomenda agir com suavidade. Anuncia que as coisas começarão a se mostrar de forma mais clara. Se escorregamos por culpa do sabonete, estamos em perigo de “dar uma mancada” de errarmos, de cometer um deslize. De modo geral- indica problemas de ordem familiar, que

Simpatias TOP 3 Simpatia para saber se está grávida A maioria das mulheres sonha com o momento de poder ter um filho e em determinada altura da sua vida começa a tentar tê-lo com o seu parceiro. Intencional ou apenas num simples deslize, a mulher pode sentir que através de alguma relação sexual que teve acabou conseguindo engravidar, mas é ainda apenas um pressentimento. É para isso que estas simpatia para saber se está gravida vão servir. Pode fazê-las sem esperar muito tempo

podem ser por discussões financeiras ou relacionamento conflituoso. Procure não esperar tanto dos outros. Vaca As vacas gordas são um símbolo da fertilidade e as magras, sinal de miséria. Quanto mais claras, maior a riqueza. Se estiverem acompanhadas de bezerros, a fortuna será garantida.

Xícara Vazia indica prejuízos. Cheia de café, nervosismo. Com chá, viagens alegres. Nova, gravidez ou casamento. Velha ou quebrada, discussões familiares. Ver – amizades sinceras o ajudarão na realização de um projeto antigo. Quebrarrompimento de namoro ou noivado; evite atitudes ríspidas e discussões em famílias.

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após ter tido relações, mas lembre-se que não deve dispensar um teste de gravidez tradicional. Estas simpatias apenas devem ser usadas quando você ainda não consegue saber através desses testes ou então apenas para confirmar o resultado do teste. Pronta para saber como elas se fazem e se realmente dão certo? Vamos lá então. Simpatia de Gravidez com Cloro Componentes: um copo e cloro. Preparação: comece por urinar para dentro do copo que lhe foi indicado e depois adicione um pouco de cloro.

Ao abanar um pouco essa mistura, se a cor da sua urina começar a mudar de tom ou cor, quer dizer que você espera um bebé, se ela se mantiver totalmente igual, então quer dizer que não está grávida. Após acabar, basta jogar a mistura pela sanita. Simpatia para saber se está grávida com cotonete Neste teste a única coisa que você vai precisar é mesmo o cotonete. Pegue nele e depois introduza-o no pipi, até chegar ao colo do útero. Esfregue o cotonete nas paredes, caso ele saia com um tom rosado, quer dizer que

não está grávida e que irá ter a sua menstruação em breve. Se ele vier totalmente em branco, pode ter esperanças que pode muito bem estar grávida. Simpatia da Agulha Componentes: um frasco pequeno e uma agulha. Preparação: para fazer este teste você terá de urinar para dentro do frasco e depois colocar uma agulha lá dentro também. Feche o pote, guarde durante uns 3 dias e depois vá ver se a cor mudou. Se sim, então é sinal que poderá estar grávida, se não, já sabe…


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Informe Baiano

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Cacique Babau é o primeiro indígena a receber Comenda 2 de Julho na ALBA

110 Anos da Umbanda na União Espírita de Umbanda do Brasil Divulgação

No dia 15 de Novembro a União Espiritista de Umbanda do Brasil e o Movimento Umbanda Rio idealizado pelo Pai Alex d’Oxalá realizaram em parceria o Encontro Umbanda Rio. O maior encontro de Umbandistas do Rio de Janeiro. A casa mater da Umbanda recebeu um público médio de 800 pessoas que vieram celebrar os 110 anos da proclamação trazida pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas através do médium Zélio Fernandino de Moraes. Muita informação, arte,cultura, música e espiritualidade marcaram o evento com momentos de muita emoção ao som das atabaques e das cantigas de umbanda. As vozes marcantes

dos intérpretes e as curimbas que agitam os festivais marcaram presença e estrelaram um lindo show. Dentre os destaques da última edição temos o afoxé omo ifa, o grupo de dança cigana encanto do Oriente, a escola de Curimba José Carlos de Oxóssi, a escola de Curimba do Clube dos Ogãs, Edvander, Dan Soares, Beatriz Nascimento, Grupo Unidos pela Umbanda, Genaro de Xangô, Léo Batuque e muitos Ogãs convidados escreveram mais uma linda página na história do encontro que em 2018 comemora 5 edições de grande sucesso. O comitê executivo do evento composto pela Mãe pequena Vânia d’Oya e os Ogãs Léo e Almir d’Xangô prometem uma edição ainda maior em 2019.

Festa d`Yemanjá na Praia de Mauá – RJ Dando inicio a realização da nossa 9.Procissão de Iemanja em Praia de Mauá, município de Magé protocolando documentos para a oficialização do evento. O dia que se realizará será no próximo dia 02/02/2019 à partir das 17h na Praia de Mauá saindo carreata e a pé da casa de artigos religiosos portal sagrado. Pai Alcir d`Oxalá e diretoria do evento.

A trajetória de luta em defesa dos povos indígenas de Rosivaldo Ferreira da Silva, mais conhecido como Cacique Babau, foi homenageada nesta sexta-feira (30), com a entrega da Comenda 2 de Julho, mais alta honraria concedida pela Casa Legislativa baiana, em solenidade proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT). Cacique Babau, da

terra indígena Tupinambá Serra do Padeiro, em Buerarema, é o primeiro indígena a receber a Comenda 2 de Julho em nosso estado. O comendador também coleciona outros títulos em defesa dos povos indígenas. A liderança já recebeu a 29º medalha Chico Mendes de Resistência e está entre os dez defensores de Direitos Humanos do país.

A Expo Religião chega a sua 6ª edição A Expo Religião chega a sua 6ª edição e, aconteceu nos dias 16, 17 e 18 de novembro, o evento é inter-religioso e já se tornou tradição no Rio de Janeiro, 21 segmentos religiosos como: Católica, Budista, Hare krishna, Muçulmano sunita, Muçulmana xiita, Umbanda, Matrizes africanas, Espiri-

tismo, Paganismo, Xamanismo, Mórmon, Judeus, Fé bahá’i, evangélico, entre outras, se reuniram no encontro. A proposta visa provar que é possível viver em harmonia com entendimentos diferentes de fé. A programação foi gratuita, das 10h às 19h, na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio.


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Curimba I.U.L.A. Irmandade Umbandista Luz de Aruanda - Duda Cigano Curimba Campeã dos campeões do 14º Prêmio Atabaque de Ouro

5º Festival do Mato Grosso vem com tudo...

1 Ano da Escola de Curimba do Mestre Kadu

Seleção de Atrações está aberta , Time 2019 , Quem vem ??? Muitas novidades em um outro Formato , Alguns convidados mais que especiais irão participar na Gravação do DVD ao vivo . O lay-out foi elaborado com imagem de Zé Pilintra. A direção do evento está com ele que recebeu o prêmio Atabaque de Ouro de Melhor curimbeiro na décima quarta edição Marcelo Passos. Vale a pena conferir e acompanhar está produção que promete. O Show tem que Continuar ...

Kadu, que é descendente da Escola Aldeia de Caboclos, completou um ano já de sua própria escola. O mestre fez declarações nas redes sociais: ‘’Obrigado a todos alunos que puderam vir na comemoração de 1ano um sonho , 1 ano de amor ,1 ano de muita Alegria, infelizmente não estavam todos mais os que foram representaram a todos os alunos da Escola! Ontem passou um filme na minha cabeça,sou cria de Pai Engels de Xangô onde sem ele nada seria possível me ensinou,me doutrinou e me mostrou o Mundo e hoje me sinto muito emocionado de estar criando a minha própria história dentro do cenário da música de Terreiro !

Rio grande do Sul Garante vaga para Prêmio Atabaque de Ouro 5º Curimba Rio Grande Festival Estadual de Tambores e Dança, teve um público em cerca de 900 pessoas Mais de 15 expositores Mais de 8 apresentações entre encenação Rap, hip hop, danças populares 5 equipes disputaram o festival. O evento foi realizado pelo Instituto cultural filhos de Aruanda que e composto por diversos terreiros de Umbanda de rio grande e que tem por luta a educação a cultura e a solidariedade presidido por Cristiano Ávila. O evento tem também a Parceria da Secretaria da Cultura de Rio Grande, que sempre nos ajudou desde o primeiro e ja se tornou parceira do projeto, e a Furg, universidade Federal de Rio Grande.

15ª Edição do Prêmio Atabaque de Ouro, poderá ter Campeão dos Campeões na disputa A direção do evento poderá por um fim no impedimento do campeão dos campeões não participar do evento. O estudo do assunto fala sobre o mesmo com a conquista do campeonato garantir a vaga para o campeão. O diretor do evento bate o martelo logo após o carnaval quando se inicia o fechamento da data oficial da 15ª edição do evento. “ O campeão dos campeões tendo sua participação garantida trará mais brilho para a disputa que acredito que a di-

Foi um ano fabuloso participamos de 5 eventos,fui jurado de Curimba de 3 festivais dos 4 que aconteceram em SP, onde nunca pensei que seria chamado,realizei vários sonhos esse ano muito obrigado meu Deus e a todos os guias e Orixás hoje vivo um sonho que pensei q não seria possível ,muito obrigado a todos os alunos pela confiança e pela amizade Tmj Família!” Parabéns!

Severino Sena Marca Presença na 9ª Semana da Umbanda em SP Marques Rebello

nâmica e novidades que sempre analisamos, são os trunfos que certamente garantem manter vivo

o movimento que não para de crescer”. Afirma Marcelo Fritz, diretor do evento. Vamos aguradar!

Em evento realizado pela Escola de Curimba Aldeia de Caboclos, celebrando o dia nacional da umbanda e do umbandista, Severino Sena que é diretor do Instituto Cultural Tambor de Orixá, marcou presença com sua escola nesta festa que já é tradição no estado de São Paulo, realizada no bairro da Mooca. Dentre o veterano haviam vários mestres de curimba consagrados que ilustraram a festa que reuniu

federações, instituições, adeptos, comunicadores e um público que se supera a cada ano. Parabéns!


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João de Deus retirou R$ 35 milhões de contas bancárias após primeiras denúncias, dizem investigadores https://extra.globo.com

Daniel Marenco

ABADIÂNIA — Ainda sem conseguir localizar o paradeiro do médium João de Deus, investigadores identificaram movimentações recentes nas contas bancárias em nome dele. Segundo estes investigadores, na quarta-feira passada, dia 12, quando as primeiras denúncias de abuso sexual já eram conhecidas, foram retirados cerca de R$ 35 milhões de contas bancárias em nome de João de Deus. A descoberta destas operações fez com que a Polícia de Goiás e o Ministério Público do estado acelerassem o processo para pedir a prisão do médium. O dinheiro foi retirado de aplicações que João de Deus tem em instituições bancárias. A ordem de prisão contra o médium já está disponível em sistema do Conselho Nacional de Justiça. Assim, qualquer autoridade policial no país pode efetuar sua prisão, caso o localize em outro estado. Para o MP, João de Deus é oficialmente considerado foragido da Justiça. A Polícia Civil, que vem negociando a apresentação do médium, ainda evita usar esse termo. O delegado geral da Polícia Civil do estado, André Fernandes, afirmou que a rendição do médium está confirmada. Acusado por centenas de mulheres de abusar sexualmente delas durante sessões espirituais na cidade de Abadiânia, o líder teve a prisão decretada nesta sexta-feira, mas não foi localizado até o momento pelas autoridades. A Polícia Civil e o MP do estado têm interpretações diferentes sobre o status do acusado, que nega os crimes atribuídos a ele. O paradeiro do líder religioso é incerto. Sua última aparição em público foi na quarta-feira, na casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. Ele permaneceu no local por apenas oito minutos. Um advogado amigo de João de Deus disse que a defesa do médium teme pela integridade física dele na prisão. Em nota, na sexta-feira, o advogado Toron havia classificado a or-

dem de prisão como “inaceitável”, já que a defesa não teria tido acesso, na ocasião, ao pedido de prisão do Ministério Público Estadual de Goiás nem ao teor do depoimento das vítimas. Nesta manhã, enquanto o marido era alvo de buscas, a mulher de João de Deus, Ana Keyla Teixeira Lourenço, compareceu à festa de natal da Casa da Sopa, entidade mantida pelo centro religioso do marido, em Abadiânia. Ela discursou a moradores da comunidade sem fazer referência ao médium e deixou o local às pressas em seguida. — Que os nossos lares continuem cheios de amor, de respeito, de carinho. Eu queria agradecer neste momento a todas as pessoas que aqui estão presentes. Muito obrigada — destacou Ana Keyla, ao microfone, cercada de seguidores do médium e da segurança pessoal da sua família. Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, João Teixeira de Farias, o médium João de Deus, já atendeu celebridades, políticos e altos funcionários públicos

do Brasil e do mundo. Agora, no entanto, ele é alvo de uma série de acusações de abuso sexual. O caso veio à tona com a revelação, no último sábado (8), de relatos de mulheres que acusam o médium de se aproveitar da autoridade de líder espiritual para abusar sexualmente delas. As histórias foram contadas no programa “Conversa com Bial” e no jornal O GLOBO. Pelo menos dez mulheres ouvidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmaram que um grupo de funcionários do médium era conivente com os abusos sexuais cometidos durantes as sessões espirituais em Abadiânia. De acordo com os relatos, os abusos ocorriam em uma sala reservada apenas em momentos de atendimento individualizado. Se havia uma terceira pessoa no local, ela era orientada a ficar com os olhos fechados ou mesmo vendados. Ao menos quatro funcionários que não ficavam nesta sala, mas eram próximos ao médium e suspeitos de saberem do que ocorria, já foram identificados pelo MP de São Paulo. Os nomes não foram divulgados.


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KÉRÉSÌMESÌ

Lucas Obalera de Deus Isabel Martins Moreira

O NATAL E OS CANDOMBLECISTAS Márcio de Jagun

O Natal há muito tempo deixou de ser unicamente uma data comemorativa dos católicos. O Natal é uma data consagrada pela cultura brasileira como um dia de confraternização, de união familiar. Desde o século XIX, no período da colonização africana pelos europeus, povos como o iorubas já tinham contato com a Religião Cristã. Já tinham sido apresentados a Jésù (como os iorubanos chamam Jesus) e a Ẹ̀ là (o paralelo como entendiam o Espírito Santo). No afã de catequizar os africanos, franceses, ingleses, alemães, holandeses, italianos, belgas, entre outros, fincaram os pés em diversos territórios africanos tentando marcar espaços para garantir os benefícios do imperialismo, transformando reinos livres em colônias do ocidente. Para facilitar a tarefa, os europeus tentavam “amansar os nativos” impondo a estes a assimilação de sua cultura e do seu credo. Kérésìmesì é como os iorubas denominam o Natal. A festa católica nunca foi incorporada como rito nos Cultos Tradicionais Africanos, nem no Candomblé brasileiro. E nem precisa ser, em que pese a força do sincretismo surgido em nosso país. Basta saber a origem da Festa e o sentido religioso. Basta entender. Mas por que rejeitar? Não podemos nos portar como os fundamentalistas que proíbem seus filhos de comerem doces no dia de Cosme e Damião, ou que boicotam o acarajé. Esses também são exemplos válidos de compartilhamento cultural. Não de unificação ritual. Aqui no Brasil, foi graças ao Natal que surgiu a feijoada. Pois as tripas, miúdos e as chamadas fissuras do leitão que seria assado e enfeitaria o ceia dos patrões na casa grande, eram dados nes-

UM PADÊ DE PALAVRAS

ta data aos escravos na senzala. Então, os “pretos”, com seu talento sem igual e sua criatividade ímpar, juntavam tudo ao feijão e aos temperos da hora, criando o prato mais importante e identitário da culinária brasileira: a feijoada. Candomblecistas, judeus, muçulmanos, budistas e tantos outros religiosos que vivem aqui, entendem a força e a vastidão da nossa cultura. Quem não deseja “Um Feliz Natal”? E por que não desejar, já que o Natal também possui um significado de paz, harmonia, esperança? Afinal, paz (àlàáfíà), harmonia (ìrẹ́pọ), esperança (ìrètí), não são desejos apenas dos cristãos. São também dos candomblecistas e de todos aqueles cuja religiosidade deve valer a pena. O Natal é uma época de congraçamento, de união, de consolidação das famílias. Isso não deve

ser rejeitado sob nenhum pretexto. Muito menos sob a justificativa religiosa. Não seria cabível criar um conflito por dissidência de fé. Natal é uma época de lembranças boas, nas quais rememoramos momentos felizes que passamos com nossos parentes, amigos e entes queridos. Isso só pode agradar aos nossos ancestrais (ésà). Se os parentes têm credos diferentes, que o Natal sirva como exercício de tolerância, como exemplo de boa convivência. Que então, se for necessário, nem se fale de religião. Mas se pratique a solidariedade, a superação e a união das famílias. Basta sabermos o que é nossa religião. Basta entendermos o que faz e o que não faz parte da nossa liturgia. Basta sermos irmãos. Ẹ Kérésìmesì! Bom Natal! Que seja um momento de paz aos brasileiros de qualquer credo!

Exu! Demônio?! Invenção do branco racista-colonizador-cristão Exu! Complexo demais para a cabeça ocidental! Jamais caberá em qualquer dicotomia. Exu é múltiplo, é uno, é o todo, é a boca do mundo. Princípio! Movimento! Comunicação! Criação! Transgressão! Sexo, desejo, gozo, orgasmos! Penetração! Com seu ogò em riste afronta corpos puritanos e moralizantes. Energia que contagia! Corporifica! Senhor dos caminhos, mercados e encruzilhadas. Ah, suas encruzilhadas... Lugares de certezas, incertezas. Possibilidades! Pedidos, agradecimentos, louvação. Ona odara! Ona Ire! Ó Exu, libertai o seu povo das agruras do racismo. Derretei as correntes e Levai-nos aos caminhos da liberdade Laroye! Mojubá! Asé!


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