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Jornal Icapra 112

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JORNAL

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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ANO 13 | n° 112 | 2018

MAIS UM BÍ CAMPEONATO NA 14ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO PÁGS. 06 E 07

VIOLÊNCIA EM NOME DE DEUS

OS CABOCLOS NO CANDOMBLÉ

HOLOCAUSTO CIGANO OU PORAJMOS

PÁGS. 18 E 19

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udo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes. Cap.3, v.1.). Será que o planeta Terra vai se transformar através de vários cataclismos, aniquilando de súbito uma geração? Analisando o Eclesiastes, e entendendo que Deus, sendo a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, ficamos imaginando com a nossa inteligência em processo de evolução espiritual, unidos pelos aspectos, pelo raciocínio filosófico, e a ciência nova que nos revela provas irrecusáveis, sobre a natureza do mundo espiritual, e que a casa do Pai é o universo infinito, de planetas, sistemas solares, e de Galáxias... tudo se encaixando nas palavras do nosso mestre Jesus o Cristo, em reunir as leis e os profetas em dois mandamentos, “amar a Deus e ao teu Próximo como a ti mesmo”, eis

Reprodução da Internet

O FIM DE UM CICLO PLANETÁRIO: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO o sentido da Religião, religar o ser humano à Deus. Segundo as revelações, dos Espíritos, o planeta Terra, está passando por um ciclo de transição de planeta de expiações e provas, para planeta de regeneração, em que não haverá mais condições energé-

ticas de espíritos vibrando com os instintos primários com altos graus de agressividades psíquicas, Allan Kardec, nos informa no Livro, A Gênese, cap.XVIII, no item 27 que; “Tudo, pois se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferen-

ça de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar.” - Allan Kardec. (A Gênese. Cap.XVIII. Item, 27. Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com

O NOSSO FUTURO DEPENDE DE NÓS! Pós as eleições de segundo turno, já há muitas especulações além da famosa fake news, que roubaram a cena nestas eleições. O povo de Axé, não se manifestou ainda de forma expressiva nas urnas direcionando-se há um ou outro candidato de nossas tradições. Dialogo e propostas foram ouvidas, mas faltou uma liga que há tempos vem sendo alinhavada e trabalhada com nosso povo. Importante avaliar detalhes, trabalhar duro, pois o futuro depende única e exclusivamente de nós para nossos interesses, pois a cada dia assistimos grupos e grupos que se organizam e vão em busca de direitos de setores da sociedade que por muitas vezes não é assistida pluralmente. Vamos ficar atentos e participar, se inserir há grupos pois há diversos que em um momento tem que se encontrar e se aliar, pois o futuro nosso depende de nós!

Marcelo Fritz – Editor Responsável


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MÃE FERNANDA DE VOLTA A RÁDIO METROPOLITANA

MEDALHA PEDRO ERNESTO IN MEMORIAM PARA PAI VALDOMIRO BAIANO O plenário da câmara dos vereadores do Rio de Janeiro certamente vai ficar pequeno para os descendentes, amigos, povo de axé e a sociedade em geral que irá assistir a solenidade que está sendo organizada através do gabinete do Vereador Fernando Willian(PDT) e a coordenação do ICAPRA-Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, seu Coordenador Marcelo Fritz juntamente com Pai Sandro e diretoria do Parque Fluminense. A medalha se deu através de uma costura da ida do vereador ao Axé do saudoso sacerdote Pai Waldomiro da Costa Pinto, para ver de perto a impor-

tância do axé e sua manutenção. A ocasião não poderia ser outra, pois este ano xangô completou 75 anos e pai Baiano 90 anos do nascimento. A solenidade será realizada nó dia 26 de novembro, mês da consciência negra, no plenário da câmara dos vereadores da cidade do Rio de Janeiro, na Cinelândia, à partir das 18h. O povo de axé estará lá participando desta ocasião importante, onde a maior honraria da casa será prestada ao saudoso babalorixá, que tem como herdeiro Pai Sandro d`Oxaguiã que receberá a medalha. Maiores informações: 21-97032-9289

Com o programa Umbanda no Caminho dos Orixás que já é tradição chegando aos seus 18 anos no ar, mãe Fernanda de Obaluayê dirigente da Tenda Espírita do Caboclo Flecheiro, declara da quantidade de novos amigos que acompanham a programação e se tornam assíduos no seu dia a dia seja do terreiro ou da programação. O programa tem dicas, informes sobre mitologia, entrevistas, além de tirar dúvidas de ouvintes no ar, sobre umbanda e suas tradições. A programação vai ao ar todos os domingos à partir das 23h, nas ondas da 1090 AM Metropolitana que dá a opção aos ouvintes de baixar o aplicativo da rádio e ouvir através do celular. Vale à pena conferir!

CANDOMBLÉ DÁ ADEUS A MÃE FÁTIMA D`OXAGUIÃ Dia 08 de novembro as redes sociais amanheceu estampada em páginas de renomados sacerdotes, filhos e amigos da saudosa Iyalorixá Mãe Fátima d`Oxaguiã, herdeira do Ilê de São Bento localizado no bairro de Santíssimo-RJ. Mãe Fátima era herdeira do saudoso Luiz de Jagum, do Axé da Boa Viagem, que ficou conhecido por seu programa de rádio onde havia um quadro, ``A chica Xoxa``. A herdeira levava o axé deixado pelo irmão Luiz d`Jagun com muito capricho e dignidade. Uma grande perda para as nações...

RAUL LODY RETORNANDO AO RIO Jorge Sabino

À razão foi para ministrar o Curso A Estética do Sagrado, que se realizou no último dia 10 de novembro, no CRAB - Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, na Praça Tiradentes - Centro. Rio de Janeiro. O curso foi gratuito e não é a primeira vez que o centro Sebrae traz o antropólogo para ministrar cursos, devido ao grande sucesso do empreendimento que logo que anunciado as vagas se esgotram. O curso “A Estética do Sagrado” apresentou a diversidade das manifestações artesanais que fazem parte da produção mate-

rial afrodescendente no Brasil, e como seu consumo é amplo, está integrado à vida do brasileiro. Também, o curso visa desenvolver leituras antropológicas no âmbito da arte popular e do artesanato, acerca dos significados das representações simbólicas na vida cotidiana e nas celebrações. Ainda, trazer as muitas representações visuais que fazem parte desse rico acervo patrimonial das matrizes africanas para apoiar os criadores do mercado “Afro” nas áreas de criação e produção de moda e/ou afins. Foram mostrados repertórios

que fazem parte dos patrimônios materiais: máscaras, comidas, esculturas, instrumentos musicais; adornos corporais, utensílios, pintura; entre outras de manifestações da cultura, e que chegam dos principais povos formadores da nossa afro-brasilidade. Raul Lody, antropólogo, especialista em culturas africanas e de matriz africana no Brasil, e com larga experiência com povos africanos. Autor de vasta publicação na área. Curador de várias exposições sobre o tema. Parabéns por mais um sucesso!


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Amanda Teixeira Michele Nery

Foi a vez da curimba I.U.L.A. Irmandade Umbandista Luz de Aruanda, veio com humildade, mas já com experiência de um campeonato, caprichou no figurino, maquiagem, coreografia, além de uma letra e melodia que contagiou a todos. O evento que foi recheado de emoções aconteceu no último dia 23 de setembro, antecedendo dois meses do ano anterior, a direção do evento já há tempos que vem com este projeto de antecipar, já que os campeões são de festivais do ano anterior. Quinze grupos reuniu 5 estados na disputa aos título campeão dos campeões, dentre demais categorias que teve disputa acirrada. A casa abriu os portões às 13:30h, dando início ao espetáculo por volta de 15 para às 15h. Sebastião Casemiro abriu cantando o Hino da Umbanda, seguindo da entrada dos apresentadores oficiais do evento, Pai Renato d`Obaluayê e Mãe Miriam d`Oyá, que em breve palavras deu boa tarde a todos, convidado o humorista André Lucas, filho do saudoso Chico Anísio para alegrar a grande premiação. Ricardo d`Ogun campeão dos Campeões da décima terceira edição fez participação especial com a cantiga vencedora da edição anterior. 3 Blocos de pura emoção e vibrações dos concorrentes e púbico presente Foram três blocos de pura emoção e vibração dos concorrentes e público que passavam de duas mil pessoas, na quadra da grande Rio, com um elenco de mais de 300 pessoas. Coreógrafos, maquiadores, figurinistas, apoios e curimbeiros aqueciam os bastidores do maior encontro de curimba do Brasil que este ano reuniu 5 estados dentre eles: Mato Grosso, Paraná, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. Em cada bloco era composto de cinco apresentações com

MAIS UM BÍ CAMPEONATO NA 14ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO participações especiais de veteranos de curimbas, como foi o caso de Edvander de Oliveira, Escola de Curimba Aldeia de Caboclos – SP,intermediando os blocos. Uma galera animada não deixou em nenhum momento a vibração cair, torcidas organizadas e bem sincronizadas com cores e adereços ilustravam a pateia. Espaço interditado e falta de patrocínio, balançaram a premiação que mais uma vez mostrou força. Numa promessa de liberarem o espaço inicialmente anunciado pela direção do evento, em 15 dias antes, levou o diretor do evento Marcelo Fritz ao desespero:


ICAPRA “A casa que ocorreria o evento, Espaço Show Tradição, havia sido interditada por uma obra que a casa já havia feito, mas processos burocráticos não desinterditaram a tempo. Havia uma promessa de pelo menos 15 dias antes está liberada, passando disso já comecei a entrar em desespero”. Declara o diretor Fritz. “ Iniciei um processo de stress, tudo sempre foi muito difícil, e minha cabeça estava a mil. Quando completou uma semana para evento pirei e pensei no tudo ou nada, a casa já estava quase 90% lotada, grupos de fora com passagens compradas com suor, apoios caindo, vi meu mundo desabar...uma sequencia de flesh vieram na minha cabeça, 14 anos de trabalho e joguei minhas fichas na grande Rio, pois já conhecia o espaço e soube que não teria nada no dia, embora seria pós aniversário da escola com uma festa para dez mil pessoas com show do Zeca pagodinho...Sem palavras para a direção da escola, Delsa Soares e Helinho, nunca vou me esquecer disso, pedi pelo amor de Deus...e tudo aconteceu...o sabor foi delicioso da vitória! Fala com alívio Marcelo Fritz. “Não tivemos patrocínio, nem apoio da prefeitura do Rio que havia sinalizado de ajudar, fato que também me liberou para poder tirar da Cidade do Rio. Grupos de Goiás e Manaus perderam apoios que inviabilizaram suas vindas...Precisamos de costurar alianças de pessoas e instituições comprometidas conosco, e com as questões populares, precisamos acordar para a realidade em que vivemos’’ desabafa Fritz.

pg. 7 Premiados da 14 Edição do Prêmio Atabaque de Ouro

Balaco Baco Ilustra o evento que tem como padrinho Pretinho da Serrinha O evento teve show do Grupo de Pagode Balaco Baco e do padrinho Pretinho da Serrinha que foi homenageado. Um momento de descontração e alegria entrosando plateia e concorrentes, que permaneciam em massa presentes para a grande hora das premiações.

O Campeão dos Campeões, foi para a curimba I.U.L.A. Irmandade de Umbanda Luz de Aruanda, que tem seu intérprete Duda Cigano, que também levou a melhor maquiagem, Padrinho Pretinho da Serrinha, Melhor Festival: Aldeia de Caboclos SP, coreografia e figurino foi para São Paulo para o Grupo Cultural Luz d` Odara, revelação foi para o Paraná representafo pelo grupo da Tenda Espírita São Jorge Guerreiro de Umbandda, voz veterana foi para Ivo de Carvalho, Melhor Intérprete foi para Beatriz Nascimento, Melhor Letra foi Para Julie Salles, Melhor Curimbeiro foi para Mato Grosso para Marcelo Passos, o atabaque de prata foi para curimba José Carlos d`Oxossí que também levou o troféu campeão de títulos e o de bronze foi para Grupo de Curimba J.P.A., a melhor torcida foi para Friburgo para o grupo estreante da Centro Espírita Tenda d` Ogun.


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30 ANOS DE XANDÃO D`OXÓSSI Rodrigo dos Anjos

Alexandre Mendonça, tem 47 anos de idade, conhecido por Xandão ty Odé ou Dofono ty Oxóssi, Iniciado por Jovino Soares (Jovino ty Ajunsun de Olaria), em 24 de Setembro de 1988. Deu continuidade com Carlos Eduardo Rodrigues de Moura (Eduardo ty Ogun), com quem tomou todas suas obrigações. Completando hoje 30 anos de iniciação. Resume seus 30 anos de iniciado com muita felicidade com extrema alegria, de quem não esperava chegar, onde chegou. Alguém que conquistou um espaço que hoje possui, saindo de um lugar de longe, o alegra não só por seu físico, mas pela honra em louvar os orixás e preservar sua tradição. Um vitória é ter um axé abraçado por seus irmãos, por sua família biológica, por seu bairro, no qual é bem conceituado. Diz viver hoje um sonho realizado. O xirê foi coroado de êxito, Mãe Carlinha filha do finado Gamo, Ogã Walmir da Pavuna, dentre muitos estiveram presentes prestigiando a festa que teve a direção de Pai Eduardo de Ogun, Babalorixá de Pai Xandão.

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UMA REFLEXÃO SOBRE AS ELEIÇÕES E SEGMENTO AFRO José Beniste

Michelle Nery

Este final de eleição motiva uma reflexão sobre os acontecimentos que implicarão em nosso seguimento religioso. Vínhamos dando atenção nestes últimos meses, ao movimento político, pois seria um momento de decisão diante da intolerância e a forma de agir de grupos petencostais e seus pastores. O que os fundamentalistas pretendem com este procedimento é atrair adeptos com recursos para suas comunidades. O Candomblé e Umbanda não têm a pretensão de fazer religião dentro da política, da forma como é feita pela Frente Parlamentar Evangélica, com sua busca ao poder. Vamos repetir que o principal é o cumprimento das leis que já existem serem devidamente exercidas. Pessoas que são obrigadas a esconder a sua religião nas escolas, na vizinhança ou local de emprego, a fim de não sofrer discriminação. Há outros casos de humilhação e preconceito que dependem da política, sendo esta uma das razões de termos nossa gente para discutir os assuntos lá dentro, junto de todos, olho no olho. Foi mais uma grande oportunidade de decisão que não foi bem entendida pelos nossos eleitores. Devemos lembrar que em épocas passadas era a Igreja que exercia forte poder em decisões políticas, diante da formação nacional do nosso País. Ago-

ra são os evangélicos com seu projeto de crescimento, utilizar a máquina pública para a defesa de seus interesses.. ELEIÇÃO DE UMA RELIGIÃO Conforme ficou comprovado nesta eleição,, muitos ainda votam em pessoas que são contrárias aos nossos princípios. Observem os candidatos, na recente eleição, comprometidos com suas crenças, o que pode sugerir a eleição de uma religião: Presidente: Jair Bolsonaro (evangélico), Senadores: Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira (evangélicos), Governador: Wil-son Witzel (com apoio evangélico), Prefeito: Marcelo Crivela (evangélico), Dep. Federal: Jair Bolsonaro (evangélico),

Dep. Estadual: Samuel Malafia (evangélico) e dezenas de outros, que formam a bancada evangélica. Todos eles com um total somado de milhões de votos nas urnas. Sabemos que o voto bem direcionado elege. Quem não pensa, não tem o direito de cobrar depois. O voto de nossa gente deveria servir para eleger candidatos da própria religião, colocando pessoas que sintam na pele o peso da discriminação religiosa. Mas não foi assim, e diante da falta de entendimento político, iremos fazer parte constante de procissões de protesto. . ELEITORES OMISSOS Repetimos em várias oportunidades que a luta eleitoral é uma ciência que precisa ser admiti-

LIVROS DIRETO COM O AUTOR: (21) 2437-4833

da, tanto por parte do candidato como do eleitor, que é a razão principal do voto, um caminho necessário que ainda não foi assimilado pela nossa gente. Essa inexperiência continuará a persistir, diante do total de votos apresentados nesta eleição para Deputado Estadual, entre todos os nossos representantes. Pelo resultado, poderia ser concluído que formamos apenas um gru-po de pouco mais de 30 mil pessoas praticantes da religião aqui no Rio, que se manifestaram de um número total de 12 milhões de eleitores. Na verdade so-mos muito mais, em razão daqueles que se omitiram da responsabilidade. Tal-vez possam alegar desconhecimento dos candidatos, o que não justifica, por ser todos eles, pessoas muito bem relacionadas, exercendo tarefas diárias de longa data pela religião, com comportamento ativo e exemplar. Apesar de tudo, vamos continuar a exercer as tarefas a que fomos o-rientados. A nossa história revela que somos herdeiros de personagens valoro-sos que souberam manter a religião até os dias atuais, diante de muitas difi-culdades e perseguições. Será através desses exemplos de vida que continua -remos atentos em não permitir que apenas um grupo ganhe voz em nosso espaço político.


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AXÉ&VARIEDADES

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@MarceloFritzOficial

Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com

Marcelo Calero eleito deputado Federal faz vídeo agradecendo apoio do Povo de Axé

Tristeza nos Tabuleiros das Baianas Militante das causas das baianas de acarajés, mulheres e movimentos sociais, Tânia Nery, faleceu em outubro, deixando o legado para filhos e netos. Com seu tabuleiro tradicional no Farol da Barra, a baiana sempre arrumava tempo para militar ao lado de baianas em movimentos importantes. A coordenadora nacional da Associação de Baianas de Acarajés- ABAM, Rita Ventura, postou declaração sobre a grande perda da baiana que deixa saudades para as associadas, familiares e clientes pela sua simpatia e exemplo de mulher.

EXPOSIÇÃO “QUEM CONTA É A ÁGUA”

Madonna foi uma das Celebridades que aderiram à campanha #EleNão A cantora americana Madonna foi uma das celebridades que aderiu à campanha #EleNão contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ela publicou uma imagem sua amordaçada em seus stories em sua conta no Instagram. Na foto, a cantora com a boca fechada por uma fita, em que se lê ‘liberdade’ em inglês (Freedom). O povo brasileiro optou pelo discurso radical do candidato que contrariou as minorias e venceu. Agora é torcer e esperar que a classe artísticas dentra a oposição estejam errados referente ao que o novo presidente possa representar de negativo pelos seus discursos radicais. Que vença o Brasil!

É uma exposição que teve início no dia 8 de novembro, nas Casa das Artes em São Gonçalo, que permaneceu por uma semana. O tema foi o mesmo da exposição dos 50 anos de sacerdócio da Iyalorixá Mãe Márcia d` Oxum do Egbé Ilê Iyá Omidayê – Asé Obalayo. Uma sequência de fotos da trajetória da iyalorixá Márcia d`Oxum, foram expostas com apoio da prefeitura municipal e colaboradores do axé. Parabéns!

Ex-ministro da Cultura do presidente Michel Temer (MDB), Marcelo Calero não chegou a completar seis meses na esplanada. Em novembro de 2016, pediu demissão. Acusou o então secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo a produzir um parecer técnico para obter vantagens pessoais. O episódio culminou com o pedido de demissão de Geddel. “Só a minha família e eu sabemos o que passamos ao enfrentar aquela quadrilha”, diz Calero, diplomata licenciado do Itamaraty. A visibilidade alcançada com as acusações contra o governo Temer deu visibilidade a Calero que representando uma nova política foi eleito deputado federal com mais de cinquenta mil votos. Sua campanha foi com ênfase no

combate a corrupção, renovação na política e sua sensibilidade com as culturas populares, dentre elas a intolerância religiosa. No vídeo gravado especialmente para o povo de axé, o mais novo parlamentar assume compromisso em ser aliado no combate a intolerância religiosa. Axé!

Modelos negras são comparadas a escravas em rede social durante desfile no DF Cerca de 180 mulheres participavam do concurso Top Cufa em um shopping. Ofensas foram feitas pelo WhatsApp; Polícia Civil investiga o caso. G1 Brasília

Reprodução

Mulheres negras que participavam de um concurso de moda em um shopping de Taguatinga, no Distrito Federal, foram alvos de ofensas racistas em um grupo de WhatsApp neste sábado (13). As mensagens, escritas por três homens, foram fotografadas e publicadas na internet. Na ocasião, 180 modelos de 16 a 25 anos competiam na primeira seletiva do Top Cufa, um concurso de beleza dedicado a mulheres que vivem nas periferias do Brasil, com enfoque na valorização da negritude. O even-

to era realizado em um espaço aberto ao público dentro do centro de compras. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A suspeita é de que os autores sejam menores de idade. “Tudo indica que aquele era um grupo de WhatsApp de colégio”, disse a delegada Erica Macedo ao G1. “Se for, vamos encaminhar o caso para a Delegacia da Criança e do Adolescente.”


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ANIVERSÁRIO DE 20 ANOS E HOMENAGEM AOS CABOCLOS DA TUCJ Foi com grande alegria que a Tenda Umbandista Caboclo Jundiara, fundada em 19 de setembro de 1998 completou 20 anos. As 18 horas do dia 22 de setembro a gira iniciou com homenagem a Pai Oxossi e Mãe Iemanjá, Orixás da coroa de Mãe Andréia de Oxossi, dirigente da Tenda. Mãe Selma de Omulu, Mãe de Santo de Mãe Andréia e de Mãe Juliana de Iansã (Mãe pequena da TUCJ) foi homenageada por toda a corrente espiritual e também foi homenageada por nossa Tenda. A seguir foi realizada uma grande festa para receber Seu Jundiara, guia chefe do terreiro. Todos os caboclos da corrente espiritual da casa chegaram e foi uma grande alegria.

Estiveram presentes zeladores amigos: Mãe Marilda de Oyá, Pai Gabriel de Xangô, Pai Paulo de Iemanjá, Mãe Glicia de Oyá, Mãe Suelhir de Iemanjá com seus filhos: Ogã Flavio e Flavia, Mãe Vera e filhos, Tata Kissimbi , Tata Ndembureci, Pai Sergio Santos, Pai Rui de Xangô e filhos, Mametu Jurema... Após a festa foi servido um jantar para todos os presentes. Que venham muitos outros 20 anos. Mãe Andréia agradeceu aos filhos da Tenda que foram incansáveis e fizeram tudo com carinho e fé! Salve Seu Jundiara! Saravá Umbanda! Contatos: www.tucaboclojundiara.com.br ou 9 97737573


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NOTA DE REPÚDIO A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, por meio de seu Núcleo Contra a Desigualdade Racial, da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Mulher e da Coordenação de Defesa Criminal, repudia veementemente a prisão ilegal, arbitrária, desproporcional e vexatória de uma advogada nas dependências do 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, *nesta segunda-feira (10)*, na ocasião em que exigia o respeito às suas prerrogativas e ao direito de defesa de sua cliente. A utilização abusiva da força contra a profissional, que além de colocada no chão da sala de audiências foi algemada, representa afronta ao entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (verbete nº. 11 da sua Súmula de Jurisprudência Vinculante), bem como às prerrogativas inerentes ao exercício da advocacia, garantidas pela Lei nº. 8.906/94. Manifestamos nossa solidariedade à vítima e colocamos à disposição os Núcleos especializados para responsabilização dos funcionários

Subsecretária de Cultura de Cabo Frio/ RJ, Sra. Heliamar Reis O Presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP) Erivaldo Oliveira da Silva, recebeu em seu gabinete a Subsecretária de Cultura de Cabo Frio/ RJ Sra. Heliamar Reis. Na pauta foram discutidas as possibilidades de parcerias para o desenvolvimento de projetos de promoção da cultura afro -brasileira em Cabo Frio, comunidades quilombolas no município, projetos da Fundação Palmares.

do Estado envolvidos nas arbitrariedades, bem como para buscar a devida reparação pelos danos à sua dignidade. Lamentamos ainda que o padrão de violações sistemáticas de direitos perpetradas por agentes públicos encarregados da aplicação da lei e do exercício da jurisdição per-

maneçam profundamente influenciados por marcadores de gênero e raça. Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2018. *Atenciosamente,*Núcleo Contra a Desigualdade Racial , Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Mulher e Coordenação de Defesa Criminal

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CINEMA SOU ÁFRICA CINEMA AFRICANO DO PRESENTE A décima edição do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes realizou sua pré-estreia no Centro Cultural Banco do Brasil, entre os dias 2 e 7 de outubro, com a mostra Sou África – O Cinema Africano do Presente. Foram exibidos 16 filmes, longas e curtas-metragens recentes produzidos em vários países da África Subsaariana. A programação inclui ainda sessão infanto-juvenil e uma homenagem ao cineasta de Burkina Faso, Idrissa Ouedraogo, um dos mais

reconhecidos ícones do cinema africano, falecido em fevereiro deste ano. Os filmes selecionados revelam os mais diversos aspectos desses países, desde sua musicalidade, suas cores, sua natureza, seus problemas sociais, a beleza do povo, seu humor e suas tradições. Destacam-se os premiados Wallay, a bela história de um menino criado em Paris e que vai conviver com seus parentes em Burkina Faso, e o premiadíssimo Felicité, do conceituado diretor senegalês Alain Gomis.


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CRIANÇAS DE AXÉ TEM SEXTA EDIÇÃO COROADA NO IMPRÉRIO SERRANO Marcelo Fritz

Divulgação

O evento que foi criado e tem a direção de Jack d` Dan, está na sua sexta edição, o mesmo visa homenagear crianças de Axé e de certa forma interagir além do período do evento no decorrer do ano ,com a participação de crianças cadastradas para se fazerem presentes em ações importantes de divulgação de nossas tradições. O evento teve início por volta das 13h e teve a programação com abertura de crianças da casa do Jongo, em seguida as madrinhas do evento que foram: mãe Meninazinha d` Oxum e Mãe Obá Ganjú, o Afoxé Omo Ifá também ilustrou a festa, a Casa de Pai Ruy Leite fez uma apresentação de cânticos de umbanda, dentre outras apresentações de crianças que contribuíram para interagir e animar a festa que homenageou 115 crianças com certificados. A produção do evento ficou

por conta de Mãe Analys d`Oyá e Yango d` Obaluayê que também apresentou o evento. Uma exposição com em média 22 expositores ilustraram a festa que também teve comidas típicas. No final teve distribuição de doces e brindes para as crianças que participaram da festa.


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VIOLÊNCIA EM NOME DE DEUS

A perseguição religiosa é uma das faces sombrias do Brasil atual. Ela se manifesta diariamente contra praticantes do candomblé e outros credos de matriz africana. Na terça-feira 2, a professora do ensino médio Odara Dèlé Almeida e Oliveira se deparou com uma suástica pichada no portão da Escola Estadual Conselheiro Rui Barbosa, em São Paulo. Os termos mais

Ataques contra religiosos crescem em proporção jamais vista no Brasil. Praticantes de cultos afro são os maiores alvos de evangélicos, mas há registros de agressões também a judeus e muçulmanos André Vargas e Fernando Lavieri – Reprodução Revista ISTO É

leves a qualificavam de “preta” e “galinha”. No dia anterior, ela havia sido hostilizada por um aluno. O motivo: as roupas brancas que trajava. Adepta do candomblé, Odara tentou abrir um boletim de ocorrência, sem sucesso. Dois dias antes, Arlindinho Cruz, filho do sambista Arlindo Cruz, ex-Fundo de Quintal, sofreu ataques ao postar uma foto no Instagram ao lado de uma imagem

de Iemanjá. Um intolerante escreveu: “(…) por isso que teu pai está nesse estado rapaz (…)”, numa referência aos problemas de saúde que o sambista enfrenta. Arlindinho acionará a Justiça. Na noite de 26 de setembro, na cidade mineira de Iturama, a PM interrompeu uma cerimônia e aprendeu os atabaques. O babalorixá Diego de Logun Edé foi fichado por perturbação do

Reprodução Internet

sossego. Na segunda 2, o caso foi arquivado e os instrumentos, devolvidos. Os defensores de Diego de Logun comprovaram que a lei do silêncio não havia sido violada e que a PM agiu ilegalmente ao interromper um culto em andamento e confiscar itens litúrgicos. Os policiais devem ser denunciados à corregedoria, afirmou o advogado Hédio Silva Jr.


ICAPRA O registro de casos de intolerância e ódio religioso aumenta sem parar desde 2011, quando a Secretaria de Direitos Humanos, hoje ministério, começou a compilar dados. De 15 casos naquele ano, houve um salto para 759 registros em 2016 — os resultados de 2017 ainda não estão fechados. São Paulo e Rio de Janeiro acumulam 105 e 79 ocorrências, respectivamente. Das denúncias identificadas, 63% das vítimas são do candomblé, umbanda e credos de matriz africana. Os evangélicos aparecem em apenas 4%. “Aqui, a intolerância religiosa está fortemente relacionada com raça”, diz a pesquisadora Magali Cunha. Para ela, como o cristianismo veio como elemento civilizatório europeu, as crenças de indígenas e escravos acabaram desqualificadas por serem tidas como inferiores. Tanto que os terreiros foram proibidos até os anos 1950, mesmo em uma república dita laica desde 1890. O que surpreende com alívio é que não há assassinatos. Mas no Rio faltou pouco. Depois que seu terreiro em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, foi atacado por traficantes de orientação evangélica, em 13 de setembro do ano passado, a mãe de santo Carmen Flores, a Mãe Carmem de Oxum, fugiu para a Suíça. Para não morrer, ela teve que destruir ícones de seu santuário. Os traficantes divulgaram até vídeo. “O capeta-chefe tá aqui. Taca fogo em tudo, quebra tudo, o sangue de Jesus tem poder”, diziam. Em Seropédica, o carro de um sacerdote afro foi alvejado 22 vezes. A investigação segue sob sigilo, mas as suspeitas são de ódio religioso. Ocorrida em junho de 2015, a agressão à menina Kaylane repercutiu. Então com 11 anos, ela saía de um culto com a avó, na Vila da Penha, quando foi atingida na cabeça por uma pedra lançada por evangélicos. Hoje com 15 anos, Kaylane ainda se revolta: “Não quero que me tolerem. Quero que me respeitem”. Interpretações fundamenta-

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IEMANJÁ Arlindinho Cruz e seu pai foram atacados após imagem aparecer no Instagram

Marco Ankosqui

“Os intolerantes assimilam as religiões afro como algo ruim, que precisa ser aniquilado”; Odara Dèlé, professora

listas do Velho Testamento por pastores neopentecostais só fazem piorar as coisas. Em 2011, o deputado federal (PSC-SP, hoje no PODE) e pastor Marco Feliciano postou no Twitter uma série de comentários atacando negros e as culturas africanas: “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”. Depois, disse que foi vítima de linchamento. “O Brasil vive o mito da tolerância”, diz Márcio de Jagun, presidente do Conselho de Defesa da Promoção da Liberdade Religiosa do Rio. Ele lembra que o protagonismo da perseguição foi no passado da igreja católica, estando hoje com os evangélicos. “Eles fazem proselitismo negativo, desqualificando o povo negro”, diz Jagun. “Toda a religiosidade que enfatiza o combate a um inimigo espiritual gera extremismo e violência. Não à toa a Bancada da Bíblia anda junto com a Bancada da Bala no Congresso”, diz Magali Cunha. O desrespeito também atinge muçulmanos, que somam pelo menos 800 mil fieis no País. Para Ali Zogbi, da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), nos países cristãos há dificuldade para entender as complexidades do Oriente Médio. “Mulheres em trajes típicos são chamadas de terroristas em ônibus e mercados”, diz. Todavia, Zogbi admite que há poucas denúncias. Felizmente, um sinal de que a luta civilizatória não está perdida veio de Porto Alegre. Após 13 anos, a Justiça condenou um trio de neonazistas a 13 anos de prisão. Na madrugada de 8 de maio de 2005, aniversário do final da Segunda Guerra, Laureano Toscano, Tiago da Silva e Fabio Storm espancaram e esfaquearam três jovens que usavam quipás, símbolos da fé judaica. No julgamento, encerrado em 19 de setembro, foi reiterado o racismo e o preconceito. Intolerantes não podem ser admitidos em uma democracia.


Programa Em 1090

AM

UMBANDA | CANDOMBLÉ CULTURA AFRO E TRADICIONAIS EM DEBATES E ENTREVISTAS

Marcelofritzfritz Às quartas-feiras | 21h Apresentação do Babalorixá Marcelo Fritz

www.radiometropolitana1090.com.br


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Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

ori@ori.net.br Márcio de Jagun

O IORUBA E O TEMPO: O tempo para o ioruba não é linear, com início, meio e fim. Para eles, o tempo é sincrônico, onde passado, presente e futuro coexistem. A reversibilidade do tempo, na concepção ioruba, é revelada no mito de Exu, cujo verso diz que “Exu matou um pássaro amanhã com a pedra que atirou ontem”. Os acontecimentos, as decisões, as vivências não são desenroladas com início, meio e fim. Estas estão sempre sujeitas às oscilações resultantes dos efeitos do etéreo-sagrado no material-profano e vice-versa. Para os iorubas, a contagem da semana tem quatro dias. A noção de dia é ligada á tarefa a ser desempenhada em determinado período de tempo. E o dia, é assimilado não pela medição cronológica, mas pelo espaço entre o nascente e o poente. O princípio da ancestralidade nesta cultura é basilar. Ela dá ao iorubano a noção de que este carrega consigo seus ancestrais, tanto na genética, como na espiritualidade. A religiosidade iorubana gira em torno do culto aos ancestrais:

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

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Orixás, Eguns, Esás, Iyá Mi. Os ancestrais mortos podem se tornar deuses e assim agirem e interagirem com os vivos. A morte não os afasta, mas os põe em outra dimensão. Pelo contrário, os une em um aspecto outro: agora como divindades e adeptos. Na Cultura ioruba, os Homens são descendentes diretos de seus Orixás. A ancestralidade é um elo que ata o Homem que vive hoje no presente, aos seus ascendentes mais remotos no passado. E estes conseguem conviver juntos, unidos e solidários durante os Cultos e rituais, onde dançam e celebram no mesmo espaço e no mesmo momento. O transe é um momento mágico onde passado e presente, ocupam um único campo físico: o corpo do Homem; e ali, unidos, enredam as condições para o futuro. Mais uma vez a noção peculiar de tempo na cultura ioruba permite esta composição poética entre os seres e os seus antepassados divinizados.

Reprodução Internet


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MARIA PADILHA É LOUVADA EM NOITE DE LUAR EM SÃO GONÇALO Marcelo Fritz Ekedy Débora d`Ayrá

O `Tatá Ria Nkise Obá Serewá, conhecido como Paulo Victor d` Xangô realizou no dia 18 de Agosto grande louvor para Maria Padilha, entidade que já acompanha o dirigente há mais de dez anos. A casa fundada pelo zelador em 2008, Nzo ObáSéréuá, desde então louva a moça que é reverenciada pelos filhos, clientes e amigos. A festa teve início por volta das 23h, já iniciando cânticos para exú, com a coordenação do Ogã Itamura e dos ogãs da casa e com direção da Mametu Iborecy, zeladora de Pai Paulo e a presença do babalawô de Pai Paulo, Obará Iworin. Vários exus acompanharam a homenageada, com vestes e reverências a dona da festa, que ficou até às 6h da manhã. Duas roupas foram confeccionadas para a pombagira, que acompanhada dos exus convidados de mostrava alegria e satisfação. O grupo de pagode Só Amigos ilustraram a festa juntamente com o Afoxé Filhos de Gandhy núcleo São Gonçalo e do Grupo de Samba de Roda Oriki. O Tata Paulo agradeceu aos convidados que passaram de 400 convidados que celebraram numa vibração de alegria e festa durante toda noite. Contatos: 21- 97166-4044

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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

Reprodução

AS DENOMINAÇÕES DE NZAMBI NA TRADIÇÃO BANTU Segundo Carranca, João-maio 2008), muitos são os nomes por que os diversos povos bantu designam o Criador: Nzambi, Kalunga, Mulungu, Mukuvu, Muvangi, Umbumbi, etc. Alexandre Lê Roy, servindose de notas do P. Sacleux, explicou filologicamente as noções que os povos Bantu têm de Deus pelo nome que lhe dão. As série de qualificativos anda à roda do infinito ku-amba, que quer dizer falar, agir. A mesma noção se encontra noutros radicais: umba, vanga, panga, lunga..., mais no sentido de fabricar. Uma segunda série é a que tem eza por raiz. Pode traduzir-se por ter autoridade, ter poder. Outra é a raiz ima (viver). Finalmente, uma última expressão, Mungu, Mulungu, que se traduz por O do Alto, O do Céu... Vê-se por isso que, etimologicamente, pelas várias denominações de Deus, Ele é essencialmente criador e senhor do mundo. Não se pode dizer que, para a maioria dos Bantos, Ele não seja providente, mas essa providência é sui generis. O Banto preocupa-se essencialmente com os espíritos, com a magia. Só a título de exceção reclama diretamente a ajuda de Deus. Deus está no Céu e não se preocupa com as criaturas, sejam elas espíritos, homens, animais, vegetais ou minerais. A vida quotidiana do homem recebe, sim, mas é a influência de uma força mística, dos espíritos. Os Congos bavíli chamam a Deus Nzambi-Mpungu (criador de tudo), que delegou os seus poderes em três espíritos, um dos quais preside aos mares, outro aos rios e o terceiro às florestas. Fazem-se representar na terra, cada qual, por seu nganga, que é o sacerdote da religião. Os Cabindas bavíli admitem a

WALTER NKOSI

existência de vários deuses, o primeiro dos quais é Nzambi, cuja maior influência se faz sentir na geração humana. O Bunzi, deus da chuva, vive debaixo da terra... Para os Jinga, Nganga-Nzambi é ente supremo e princípio do bem; Nvunji é o gênio do mal. Os Bakicongo (Congos impropriamente ditos) e os Basoso têm Nzambi por ente supremo, princípio do bem, criador de tudo e de influência preponderante na vida como na morte dos homens e dos gados. Para os Mayombe, todos os feitiços estão subordinados a Nzambi, todo poderoso, razão de todos os fenômenos destituídos de explicação racional. Samu via Nzambi (coisas de Deus) dizem. O Nzambi dos Baiaca e Busurongo são basicamente bom, criador de tudo, fonte de todos os bens. Os Basuku distinguem-se en-

tre Nzambi a Mpungu, do sexo masculino, e Kamona Maueze, fêmea. É este último que impõe a obrigação de não tocarem nos feitiços “estrangeiros” (kufunduka) e de respeitarem a Kijila (tabu de não comerem certos alimentos). Para os Bangala, Nzambi é um Deus poderoso e bom, criador do céu e da terra e de tudo o que se vê. Que governa a chuva, o sol, a lua, o raio e o trovão. É Ele que lhes dá a riqueza, a saúde e o bom êxito nas querelas. Nganga-Nzambi é o Deus da geração, o Ngola é o Deus da família. Os Quiocos, Lundas e povos afins têm a Nzambi como ente supremo, criador e senhor do mundo. Também O designam por Kalunga. Contudo, predominantemente e em geral, chamam a Deus, Nzambi, Mukulu Nzambi (O Grande Deus). Os povos do distrito de Kuan-

MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

za-Sul O denominam Nzambi ou Njambi. O povo de Nano e parte dos nativos de Benguela-a-velha, porém chamam-lhe Suku. É por este nome que também as tribos bimbunda e os Nhanecas-Humbes tratam a Deus. Estes últimos também empregam outras expressões: Huku , Kalunga , Ndiambi. Mas em geral é o primeiro termo. Os povos do Sul e Sudoeste, de uma maneira geral, chamam a Deus de Kalunga. Os Ambo assim o chamam, embora em termos arcaicos empreguem em locuções proverbiais e poéticas o designem também por Pamba, Namongo e Mbangu. O grupo nhaneca-humbe usa também chamar-Lhe Huku e Suku. Entre os Hereros, o vocábulo Ndiambi (O remunerador, O Benfeitor) é empregado no conto e muitas vezes em aposição como de Kalunga: Kalunga Ndiambi. Segundo Pettinen, citado por Carlos Estermann, os Dongas admitem que Kalunga tinha um filho de nome Musivi, o qual teria existido dias antes da criação do mundo. Embora a maioria dos velhos afirme que Musivi é omuna kua Kalunga (filho de Deus), a sua atividade, porém, é “quase sempre mencionada como paralela” à deste. Entre os Ambos existe a crença num ser quase igual a Deus, Nambalisita, criador de si mesmo, incapaz de destronar Kalunga, e este de o destronar. Temos assim, e em resumo, que os povos bantu de Angola, os do Norte designam a Deus por Nzambi, os do Centro por Suku e os do Sul e Sudoeste por Kalunga. Nzambi insere-se na série de qualificativos que se aproximam do infinito kuamba (falar, agir); Kalunga vem do radical lunga (cujo l soa como r e provém do verbo Ku-lunga (construir,fazer)). (Kalunga-fabricar); e Saku traduz-se por o do Alto, o do Céu. Daqui se conclui que os povos de Angola, etimologicamente, têm de Deus um conceito de Criador, de Senhor do Céu. Pesquisado por Tata Walter de Nkosi Fonte: SANTOS, Eduardo. Religiões de Angola.

(21) 3685-9755


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Alana Morgana

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Divulgação

WICCA UMA RELIGIÃO DA NATUREZA A Religião Wicca foi criada pelo antropólogo Gerald Gardner, logo aos o advento da revogação contra a Lei da Bruxaria em 1951. Baseada em conceitos antigos, pré -cristãos, interagindo com a Natureza e os seus Elementos, a Wicca é uma religião politeísta, de culto basicamente dualista, que crê tradicionalmente na Deusa Tríplice e no Deus cornífero, ou religião matriarcal de adoração à Deusa Mãe, a Deusa da Fertilidade e o Deus Cornífero, O Senhor dos Animais, da Virilidade. É Xamânica, Sacerdotal e uma Religião de Mistérios. Seus rituais básicos são o Culto a Lua Cheia, chamado Esbás e a celebração da Roda do Ano (as estações do ano) e re-

presenta o ciclo de vida, morte e renascimento, chamados de Sabbat. Nestes antigos rituais, celebravam a passagem do ano de acordo com as estações do ano, épocas de colheita e lactação de animais, a fertilidade. Seus Sabbats são oito, esses são chamados de Sabbats maiores: Imbolc (Candlemas), Beltane, Lammas (Lughnassad) e Samhain. Os quatro menores são Ostara (Equinócio de Primavera), Litha (Solstício de Verão), Mabon (Equinócio do Outono) e Yule (Solstício de Inverno). A o culto à Lua Cheia, celebrado com muita propriedade, pois é um rito mágicko em honra a Grande Mãe, a Lua. As mulheres são o enfoque maior. As Bruxas e Bruxos sempre

foram duramente perseguidos, confundidos com Magia negra e satanistas. Impossível isso, pois eles são adeptos da Natureza, não acreditando em diabo e satã, por serem mitos cristãos. Não acreditam na Bíblia e nem em seus mitos. São pagãos. O interessante que a palavra pagão, vem do latim, paganus que quer dizer homem ou mulher do campo, pois foram os últimos a serem obrigados a se converter aos cristianismo. O cristianismo, adotou como suas várias celebrações pagãs, como o Natal, Páscoa e celebrações como as da Primavera, entre outras. Há várias tradições: Gardneriana, Diânica, Athena Pronaia, Alexandrina, Cabot, etc...

Existe a chamada rede wiccana: “Se fizeres mal, o mal te retornará três vezes três.” No Brasil há a União Wicca do Brasil, aonde agrega nomes de Sacerdotes Wiccanos e pagãos. Essa entidade luta para que os direitos dos pagãos sejam respeitados, como a Intolerância religiosa, para que rituais pagãos sejam exercidos livremente na Natureza, ou em locais sagrados como o cemitério. Na Wicca, há casamentos, chamados Handfasting; morte, Réquim e um batismo, ou seja, a apresentação aos Deuses de crianças chamado wiccanning. Portanto, vamos celebrar a vida, a Mãe Natureza e como dizemos, Blessed be!


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CACHOEIRA: ÁRVORE CENTENÁRIA TOMBA E CAI SOBRE PARTE DO TERREIRO MAIS ANTIGO DA BAHIA Informações do #PortalDdN Leitor Repórter DdN

Uma árvore centenária caiu sobre parte do Terreiro do Ventura, terreiro mais antigo da Bahia, localizado na cidade da Cachoeira, no Recôncavo Baiano. O acidente ocorreu neste sábado (13/10). De acordo com informações obtidas pelo Diário da Notícia (DdN), a Árvore centenária ao tombar destruiu o Peji do Terreiro do Ventura. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) foi várias vezes vistoriar e sabiam do risco, a árvore era uma Gameleira com mais de 10 metros de altura. Ainda conforme as informações, o IPHAN está fazendo um projeto com a Escola de Arquitetura da UFBA (Universidade Federal da Bahia) para

LIVRO SOBRE CULTURA DOS ORIXÁS No dia 26 de setembro, o babalorixá Batista de Obalwayê recebeu fans e amigos para celebrar mais um lançamento bibliográfico. “Adimu comidas para os orixás” é mais um livro no currículo desse empresário, advogado e escritor, que é pai Batista. Contatos: 21 97349-9673

reformar os terreiros tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Roça do Ventura, Agboulá, Alaketu. Há mais de um ano que o projeto está sendo feito, com a demora da burocracia, ainda sem prazo para iniciar as obras de salvaguarda. O dinheiro já está na conta do IPHAN para execução só faltando licitar para executar as obras. Neste final de semana o Terreiro do Ventura está em plena atividade religiosa, ontem teve Zandro e neste domingo tem saída de Yao e os participantes do Terreiro estão fazendo as atividades da forma que está. Neste acidente, quebrou louças de mais de 200 anos, cerâmicas antigas com um valor histórico inestimável. O Terreiro do Ventura é o mais antigo da Bahia da Nação Jeje Mahi.


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TERREIRO DE CANDOMBLÉ DO SÉCULO XIX TEM MURO PICHADO EM SALVADOR News BA Reprodução

O muro do terreiro Casa de Oxumarê, um dos mais antigos e tradicionais de Salvador, foi alvo de pichações. A frase “Jesus é o caminho” foi escrita no muro branco do templo, que fica na Avenida Vasco da Gama, trecho do bairro da Federação. O portão também foi pichado. A situação ocorreu na madrugada de segunda-feira (29), e foi registrado na 7ª Delegacia que fica no Rio Vermelho. A polícia investiga o caso. Até agora, nenhum suspeito da pichação foi identificado. A Casa Oxumaré foi fundada no início do século XIX e representa não apenas a formação do candomblé no Brasil, mas também, um marco pela luta e resistência de africanos escravizados. De acordo com a segunda liderança da casa, a Yákekere (que significa mãe pequena) Sandra Maria Bispo, ela ficou

Religioso é acusado por 4 fiéis de fingir incorporar anjo Camael e oferecer cura em troca de relação sexual. Ele responde por estupro na Justiça de SP, mas defesa alega que relação foi consensual. Kleber Tomaz, G1 SP Reprodução Redes sociais

ciente do vandalismo no muro do terreiro na terça-feira (30) e o caso foi registrado na Polícia Civil no dia seguinte. “Esse tipo de atitude denota falta de conhecimento. Procuramos a equipe da Polícia Civil, que fez registro. Eles informaram que estão tentando localizar quem fez a pichação através de câmeras da re-

gião. Nós temos câmeras aqui no terreiro, mas que não conseguem registrar toda a área lá de fora”, disse Sandra. A Yákekere informou, ainda, que o conselho jurídico do terreiro está avaliando quais serão as outras medidas que poderão ser tomadas sobre o caso e reforçou que o espaço é um patrimônio nacional.

Intolerância Religiosa em Cemitério de Niterói C R De Matrizes Africanas Ceremaafri Reprodução Internet

Vimos uma cena lastimável de intolerância religiosa no cemitério Maruí localizado no bairro do Barreto em Niterói, por lei cemitérios públicos são laicos, livres para qualquer tipo de manifestação religiosa, indiferente do seguimento, e mais uma vez os neopentecostais se mostraram sem nenhum tipo de respeito perante a laicidade do país, em um ritual tradicional das casa de Umbanda, no dia de Finados (02/11) é feita uma Gira para os Èsù nesse mesmo cemitério e em muitos outros e é um costume a décadas, porém com a falta de apoio governamental, de leis que nos protejam desses ataques e cumprimento das leis já em vi-

Pastor é preso e vira réu por prometer cura a adolescentes que fizessem sexo com ele e seu ‘anjo’

gor, estamos perdendo o direito já adquirido a muito tempo. Viemos aqui nos manifestar por repudio a esse ato e convocar a todos os irmãos na fé que façam o mesmo, pois esses atos não podem ficar impunes, somos uma religião enorme e temos que fazer frente a esses atos criminosos contra nossa religião, pois se nem nesses mo-

mentos não nos unirmos, realmente daremos força a essas atitudes infames contra nós mesmo, vamos acordar povo de santo, vamos colocar nossa cara, vamos as ruas, vamos mostrar quantos somos e como queremos ser tratados. Não vamos nos esconder mais, vamos colocar a público a nossa insatisfação com tudo que vem acontecendo, vamos bater nas portas da câmara, da Alerj, vamos fazer revolução, pois sem isso seremos engolidos por esses falsos profetas que usam um livro sábio para gerar desunião e desgraça. Vamos começar a ir nas manifestações sem avaliar quem faz ou deixa de fazer, vamos começar a ir pela causa e não por pessoas, se esse conceito não mudar, seremos responsáveis pelo fim das religiões de Matrizes Africanas.

Um pastor evangélico de 31 anos foi preso e se tornou réu no processo no qual é acusado de estuprar quatro adolescentes que frequentavam a sua igreja na Zona Leste de São Paulo. Segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP), o religioso enganava os fiéis, oferecendo suposta «cura física e espiritual» àqueles que fizessem sexo com ele e o «anjo» que dizia incorporar. Preso há mais de um mês, Pedro Jorge dos Santos Teixeira, fundador da Igreja Apostólica dos Mistérios de Deus, em São Mateus, nega a acusação e alega ser inocente. Segundo a denúncia da Promotoria, feita a partir da investigação da Polícia Civil, os abusos foram cometidos entre 2014 até agosto deste ano, quando os adolescentes tinham entre 14 a 17 anos. O 49º Distrito Policial (DP), onde o caso foi registrado, apura se há mais vítimas. Duas meninas e dois meninos acusam Pedro de inventar a história do “anjo” e ainda ameaçá-los de morte para que mantivessem relações sexuais com ele. Contaram que o pastor fingia receber o anjo Camael e prometia uma troca: dizia que a entidade daria crescimento e realizações pessoais a eles se transassem com o apóstolo.


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HOLOCAUSTO CIGANO OU PORAJMOS: A TRAGÉDIA NÃO REGISTRADA NOS LIVROS DE HISTÓRIA Informações do #PortalDdN Reprodução Internet

Porajmos, significando literalmente “devorar”, é um termo cunhado pelo povo cigano Rom para descrever a tentativa do regime Nazistas da Alemanha de exterminar este grupo étnico-cultural minoritário da Europa Central. O fenômeno tem sido pouco estudado, em relação ao Holocausto judeu, ou Shoah. Quando ouvimos alguém falar do Holocausto, é corriqueiro associarmos tal ideia com os seis milhões de judeus mortos por este genocídio que marcou a história da humanidade. Entretanto, não foram apenas eles os que sofreram com a perseguição nazista. Alem de judeus, comunistas, homossexuais e deficientes, o regime nazista também perseguiu uma outra minoria: os ciganos. Os povos Romani (ciganos) também foram alvo de perseguições, discriminação e massacres, muitas delas sem se-

quer terem sido feitas nos campos de concentração, mas sim pelos próprios oficiais nazistas, tamanho era o ódio que havia pelos ciganos. Para se ter uma ideia, o imperador alemão Karl IV expediu ordenou por decreto que todos os ciganos adultos fossem exterminados, e que as mulheres e crianças ciganas tivessem suas orelhas cortadas, com o intuito de puni-las e identificá -las. Além disso, no Século XIX, foi implantada na Alemanha a agência de informação Nachrichtendienst in Bezug auf die Zigeuner (Central para o Combate da Moléstia Cigana), que tinha como intuito principal registrar os ciganos que viviam no país, tendo em vista o controle destes povos, motivados pelo seu “comportamento altamente perigoso”, sendo vedada a sua comunhão com gadjés, ou seja, pessoas que não são ciganas. Desde 1933, a imprensa nazista começou a acentuar que os ciganos e os judeus eram raças estrangeiras, inferiores,

e que teriam contaminado a Europa como um corpo estranho. Valendo-se de uma desconfiança histórica em relação aos ciganos, foi possível justificar um conjunto de medidas duras contra esse povo, inclusive uma política de extermínio. Estima-se que, aproximadamente, 500 mil ciganos tenham sido executados, mas sabe-se que esses dados são inferiores às cifras reais, pois muitos foram mortos antes mesmo de serem matriculados. Tal perseguição teve início em 1935, com a promulgação das Leis de Nuremberg, que vedavam o casamento de ciganos com arianos, bem como de decretos que ordenavam o envio de ciganos para campos de concentração, para serem esterilizados. Se a pessoa tivesse um bisavô que fosse cigano, já teria o seu sangue “contaminado”, e, por conta disso, seria considerado como se fosse um deles. Em 1937, Heinrich Himmler, importante general da SS, as tropas de assalto nazistas, escreveu um decreto de nome “A

Luta contra a Praga Cigana”, onde expusera que os ciganos mestiços com gadjés seriam ainda mais propensos à criminalidade. Em 1940, 250 crianças ciganas tchecas foram levadas para testar o temido gás Zyklon B. Assim, fica clara a intensidade do preconceito e da discriminação que os ciganos sofreram durante esse período, e infelizmente sofrem até hoje. É necessário que o Poder público, por meio de seus órgãos, implante políticas públicas que visem possibilitar aos ciganos o acesso às necessidades que lhes são fundamentais, bem como que produzam meios eficazes de levar o conhecimento sobre eles às demais pessoas, como por exemplo, por meio da escola. Somente assim, ocorridos como o Porrajmos poderão ser evitados em nosso meio. Essas e outras informações sobre a Cultura e as tradições ciganas. Assistam em nossa WebTv http://tvpovocigano.wixsite.com/tvpovocigano


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CURIMBA I.U.L.A. IRMANDADE UMBANDISTA LUZ DE ARUANDA - DUDA CIGANO Curimba Campeã dos campeões do 14º Prêmio Atabaque de Ouro Michelle Nery

FRIBURGO ESTÉIA MOSTRANDO FORÇA O Grupo veio com tudo, mostrando plástica, entusiasmo e garra, integrantes do Centro Espírita Tenda d` Ogun, o grupo não saiu de mãos vazias, e desbancaram torcidas fortes que já levaram a premiação disputada acirradamente. O prêmio de melhor torcida foi justo, ouvia dos bastidores que aclamaram a harmonia, euforia, sintonia e entusiasmo do grupo que vibraram até o fim. Parabéns aos estreantes que abrilhantaram a festa.

MELHOR CURIMBEIRO É DE MATO GROSSO

HUMOR NO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO

Um Padrinho de Ouro Pretinho da Serrinha um Padrinho de Ouro, desde que ouviu falar do prêmio, Pretinho da Serrinha, declarou sua paixão pelas tradições afro, além da importância de sua preservação, difusão e desenvolvimento. O cantor já era apontado pela direção do prêmio pelo que representa para música popular. Pretinho da Serrinha chegou cedo, assistiu vidrado parte do evento, onde apresentou um show com seus principais sucessos e recebeu o prêmio com alegria declarada em suas palavras. Parabéns!

O humorista André Lucas, filho do saudoso Chico Anísio, foi um toque especial na décima quarta edição do Prêmio Atabaque de Ouro, ele que ganhou visibilidade com vários personagens interpretado por ele na escolinha do professor Raimundo, personagem de seu pai, foi realmente um momento de descontração e alegria do público que deu gargalhadas com as histórias contadas. André Lucas além dos quadros, falou sobre intolerância religiosa e da importância de eventos como a premiação, tão importante para valorizar artistas de nossa cultura.

NOVO FORMATO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO Quem não viu de perto, pode observar agora, o troféu, elaborado pelo diretor do evento, que também é escultor, Marcelo Fritz, é uma réplica de um atabaque de pino, o mesmo foi criado no ano de 2005, o mesmo tinha o formato vazado, suspenso numa base de mármore em formato de L, buscando melhorar e valorizar mais a plástica em conversa com Reuther, tradicional ferramenteiro do Rio hoje residindo em São Paulo, o diretor do evento discutiu uma formula de o mesmo ser suspenso por uma base sendo observado por inteiro e não mais apenas pela frente e assim o fez. O prêmio ganhou uma versão mais moderna, leve e ganhou uma base de acrílico lapidado valorizando ainda mais a peça. Ficou Lindo!

Marcelo Passos, já não é estreante em festivais, o produtor e curimbeiro já acumula um currículo de ações importantes em seu estado e vem colhendo frutos com seu reconhecimento em outros estados. O prêmio de melhor curimbeiro no Atabaque de Ouro, é seu segundo prêmio, pois já havia ganho de revelação como produtor e fomentador do movimento no Mato Grosso, além de intermediar o movimento em outros estados. O prêmio de melhor curimbeiro, conforme já explicado pela direção do evento, não é avaliado no dia, mas sim no decorrer do ano pela contribuição e destaque do concorrente. Parabéns!


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AXÉ OGBÓJÚ CELEBRA 30 ANOS DE TITA D`YEMANJÁ Marcelo Fritz

Clint D`Oxóssi

O Axé Ogbojú, fundado em 17 de dezembro de 1977, por Sérgio Barbosa Costa, conhecido Por Ogun Jobí, este iniciado Por Joaquim Motta, filho de Mãe Agripina de Sousa a primeira filha de santo do Ilê Axé Opô Afonjá de Salvador. Casa hoje dirigida pelo Babalorixá Marcelo Fritz, realizou no último dia 13 de Outubro, os 30 anos de Mãe Tita d`Yemanjá, iniciada por Ogun Jobi, no axé foram realizadas todas as obrigações. O candomblé teve início por volta das 20h, contando com a presença de amigos e irmãos do Axé. Mãe Yemanjá vestiu duas roupas, pós entrada da na sala da obrigacionada, acompanhada da otum kequerê Marilda d`Nanã, a Mãe Pequena Dinha d`Omolú, Ekedy Joaquina d`Omolú, o Babalossayn Hercílio d`Xangô. Uma corte formada por Oxum, Xangô, Oxaguiã e Olufã acompanharam o cortejo. O candomblé encerrou por volta das 0:30h. Contatos com o Axé: 21-97032-9289


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OS CABOCLOS NO CANDOMBLÉ! A minha pesquisa sobre os Caboclos começou por uma curiosidade, tentar entender o porque que as casas de Santo principalmente as que “não são de tradição Angola”, fazerem um “xirê de angola” antes de tocar para Caboclo. Isso me indignava porque na minha ignorância eu falava - “se vc é Ketu ou Dgege, cante sua bandeira e depois louve seu caboclo, e não envolva minha angola em seu candomblé” - ledo engano, porque na verdade, eles estavam certos e eu não sabia, porque a origem da ancestralidade do caboclo é Bantu ou seja, oriundos das terras do Kongo e de Angola. Existem dois tipos de Caboclos, são eles os Caboclos de Pena e os Caboclos de Couro ou Boiadeiros. - Antes de falar de Caboclos Boiadeiros, temos que falar primeiro da Jurema Preta ou Jurema Sagrada e do Catimbó, que deram origem ao culto dos Encantados, Caboclos de Couro ou Boiadeiros. Nota: Os Boiadeiros também são chamados “Caboclos de Couro” pela sua vestimentas características da caatinga, com Gibão, chapéu e calça de couro e todo o mais... - De acordo com os pesquisadores, dentre eles, Nina Rodrigues, Artur Ramos e Manuel Quirino entre outros, se tem notícias que a origem do culto a Jurema Sagrada, principia nos anos de 1532/1536, e que é originária dos povos indígenas nordestinos da “caatinga” (que significa mata branca, por causa da cor da vegetação). - O culto da Jurema Sagrada ou Catimbó é feito em torno da árvore do mesmo nome que é a árvore Jurema. Essas árvores são “plantadas” ou “assentadas” pelo Mestre Juremeiro que se transformam nas “Cidades da Jurema”. Essa plantação é feita pelo mestre Juremeiro, ao seu mestre invisível onde ele usa rezas, fumos e velas, mas, só após o falecimento deste Mestre Juremeiro é que a “cidade” passara a ser sagrada e ter força pois seu espírito encarnara na árvore, tornando ela sagrada. - Por isso, não seria errado em afirmar que a “Cabocla Jurema” nada mais é que o espírito de uma mestra juremeira encantada na árvore do mesmo nome, vide a cantiga como exemplo:... “caboclo vai embora, pra cidade da jurema, bom jesus tá lhe chamando, pra cidade da jurema.... - Existem sete cidades sagradas que são: Jurema, Vajucá ou Aiucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.

encantados, e exaltam sua brasilidade e a sua terra natal. - Alguns exemplos de cantigas de exaltação a terra natal ou de afirmação de cidadania. - Mina ora eh, mina ora ah, mina ora eu sou de angola... - Sou brasileiro, brasileiro, brasileiro imperador... Caboclos de pena: - São os espíritos dos índios em sua grande maioria os Tupís, Tupinambás e Arataguis, misturados com os encantados da jurema que são cultuados amplamente na umbanda. - Exemplos: Pena Branca, Pena Roxa, Tupinambá, Jupira, Gira Mundo, Gira Sol, e etc.. Nota: O culto a jurema, também chamado adjunto da jurema era proibido, e quem o praticasse era preso e torturado, as vezes até a morte, inclusive existe registro de um Índio que foi preso, torturado e morto por praticar a “Santidade” um culto que veremos mais abaixo. - O preparo da jurema (a bebida): raspa-se a raiz, para tirar a terra, em seguida é colocada sobre uma pedra e é macerada, quando está bem macerada, coloca-se dentro de uma vasilha com água e se espreme com a mão até a água se transformar em uma infusão vermelha e espumosa até ficar no ponto de ser bebida. - esta bebida alucinógena é ingerida pelos mestres juremeiros para que eles entrem em transe, se aproximem, vamos dizer assim da espiritualidade, e façam suas sessões de curas e rezas. - “Santidade” foi um culto que nasceu no Brasil ainda em 1530 em que os índios catequizados pelos Padres Portugueses juntavam os Santos Católicos com a mitologia indígena e dai temos a miscigenação. Nota: os Padres Portugueses achavam que os índios não tinha religião, não acreditavam em um deus, tampouco no diabo, e que eram fácil de serem moldados no cristianismo, diferente dos padres espanhóis que tinham uma ligação mais forte com o clero e que eram extremamente intolerantes a todo e qualquer culto pagão. - Catimbó é um culto muito parecido com o da Umbanda, os pesquisadores inclusive acham que na verdade o Catimbó é o começo e origem da Umbanda ou a primeira articulação dela, que juntou a mitologia indígena com os Santos Católicos e os Encantados.

- O tráfico de escravos para as Américas inclusive para o Brasil durou cerca de 300 anos, e nesse período foram comerciados apenas negros Bantus, oriundos das cidades de Angola, Benguela, África do Sul, Kongo e etc. Até pela proximidade geográfica, em que essas cidades margeiam a costa africana. - Nota: Para se ter uma idéia, muitos desses escravos foram usados pelos bandeirantes para desbravarem o Brasil, e abrirem as fronteiras. - A divisão e venda dos escravos era feito pelo que eles sabiam fazer, por suas habilidades pessoais. - As mulheres eram classificadas também por sua aparência e beleza. As mais afeiçoadas eram escolhidas para ficarem dentro da casa, geralmente as mais velhas ficavam na cozinha, e as mais novas eram aproveitadas como mucamas e escravas pessoais das senhorinhas, ou como acompanhantes das filhas das senhoras do engenho. - Os povos que mexiam com agricultura eram vendidos para as fazendas de cultivo de cana, cacau, café milho e etc., que ficavam mais ao sul da Bahia por questões climáticas. - E os negros que sabiam manejar gado iam para o nordeste para ajudar nas fazendas de criação de bois, vacas e cavalos. As fazendas de gado geralmente ficavam no nordeste da Bahia que fazem divisa com Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Piauí. - Com essa proximidade, o escravo boiadeiro se misturou com os índios que faziam o culto da jurema, então houve a pajelança, que foi a junção da cultura africana do Nkisi com a cultura indígena a natureza. - E hoje seus Ancestrais africanos escravizados, tornaram-se

Candomblé de caboclo: -Este culto teve origem na caatinga, e pela necessidade dos boiadeiros lembrarem da sua cidade natal, e louvarem seus “Jinkisi”, onde eles cantavam, dançavam, rezavam e agradavam seus santos na língua nativa, misturada com o português arcaico. Então o profano virou sagrado com a divinização pós mortem dos negros africanos, e assim os escravos boiadeiros viraram santos ou melhor, divindades. - No candomblé de caboclo tivemos um Babalorixá que foi o mais famoso dentre todos, “Jubiabá”. Seu nome de batismo era, “Severiano Manoel de Abreu”, nascido em 20/04/1886 e falecido em 28/10/1937, foi capitão do exército e que recebia o caboclo “Jubiabá” que foi o caboclo mais famoso da Bahia, a tal ponto de chamarem o pai de santo pelo nome de seu caboclo, e que foi pai de santo do não menos famoso Babalorixá Joãozinho da Goméia que recebia o caboclo pedra preta. - Alguns cânticos do candomblé de caboclo.... - De onde vem ogum marinho.... Ele é o rei dos astros... Saia do mar linda sereira... E etc. Concluindo: - Depois dessas pesquisas e estudos, podemos afirmar sem dúvida alguma, que todo Caboclo seja de Pena ou de Couro, são na verdade Encantados oriundos do culto a Jurema Sagrada!!! Fontes de pesquisa: Nina Rodrigues, Manuel Quirino, Prandt e Roger Bastid. Tata Euandilu - Ricardo Tenorio Tel. : 21-9 6408-5150


ICAPRA

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