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Jornal ICAPRA 111

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ANO 13 | n° 111 | 2018

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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Após 2 votos, STF suspende julgamento sobre legalidade de sacrifícios de animais em ritos religiosos Pág. 05

14ª Procissão ao Orixá Xangô em São Paulo

50 Anos do Babalorixá Renato d`Obaluayê

Terreiro de candomblé é destruído em Nova Iguaçu - RJ

Págs. 06 e 07

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o livro Obras Póstumas, que foi publicada após a desencarnação de Allan Kardec, contendo importantes registros deixados pelo codificador da Doutrina dos Espíritos, na primeira parte com titulo “Música espírita” nos informa; “A luz é um sentimento íntimo que a alma possui: quanto mais desenvolvido ele, tanto melhor percebe a luz. A harmonia é igualmente um sentido íntimo da alma, que percebe em relação com o desenvolvimento desse sentido.” Pois bem, todos nós reconhecemos que a música exerce certa influência em nossas vidas... mas será que também percebemos as razões dessa influência? Informa-nos Rossini, através do médium Nivarte que; “A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia produzira obras -primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las.” Neste contexto, percebemos o quanto a música se torna importante em nossos momentos de desequilíbrio diante das provas relacionadas em nosso processo evolutivo espiritual.

pg. 4 almirespirita@gmail.com

Reprodução da Internet

A influência da música sobre a alma:

UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO Continua Rossini... “Se o compositor é terra-a-terra, como poderá exprimir a virtude de que desdenha, o belo que ignora e o grandioso que não compreende? Suas Composições refletirão seus desgostos sensuais, sua leviandade, sua negligência.” Diante dos fatos, mesmo em momentos de desequilíbrio, ou nos momentos de

equilíbrios, toda a alma tem as opções de sintonizar, nas faixas vibratórias que lhe chegam através das variações musicais, tendo em vista ao grau de evolução espiritual em que cada uma. O Instrutor Hilário no livro Nos Domínios da Mediunidade, Capítulo. 5, através de André Luiz, através da psicografia de Chico, nos informa que; “Basta, no entanto,

nos afeiçoemos aos exercícios da meditação, ao estudo edificante e ao hábito de discernir para compreendermos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar”. Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal Icapra Editor Responsável: José Beniste Registro MTB: 30754-RJ

Olá, meu salve a todos!

Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335

As Tradições de Matrizes Africanas são submetidas, à análise de suas práticas pelo Supremo Tribunal Federal, num ano de eleições, onde representantes de nossas matrizes, tem suas candidaturas ao senado ameaçadas e a luta continua e nosso povo acorda? O maior encontro de curimbas do Brasil, o Prêmio Atabaque de Ouro é marcado, Ogun no Ilê nidê, Eduardo Paes, ex. prefeito do Rio ouve comunidades tradicionais, dentre muito recheio de notícias que trazemos nesta edição.

Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ

Boa Leitura!

Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun

Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: jornalicapra@gmail.com

José Beniste – Editor Responsável


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Após 2 votos, STF suspende julgamento sobre legalidade de sacrifícios de animais em ritos religiosos Ministros Marco Aurélio e Edson Fachin votaram a favor da prática. Julgamento foi suspenso após Alexandre de Moraes pedir mais tempo para analisar o caso; não há data para retomada. Rosanne D'Agostino, G1, Brasília Carlos Moura/SCO/STF

Após dois votos serem apresentados, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira (9) o julgamento sobre a legalidade dos sacrifícios de animais em ritos religiosos. Uma ação no tribunal questiona uma lei do Rio Grande do Sul que, em 2006, autorizou o sacrifício de animais em cultos de religiões cuja maMinistros do STF reunidos no plenário ddo tribunal triz seja africana. durante a sessão da quinta-feira (9) Para o Ministério Público do ao menos, a maioria. Revela-se Relator, Marestado, a lei não desproporcional impedir todo pode dar trataco Aurélio voe qualquer sacrifício religiomento privilegiatou pela consdo a um grupo re- O ministro Marco Aurélio, titucionalidade so de animais – aniquilando o do sacrifício de exercício do direito de liberdaligioso. "Inúmeras do STF, relator da ação outras expressões sobre sacrifícios de animais animais em ritos de de crença de determinados religiosos "de religiosas valem-se em ritos religiosos grupos –, quando diariamente qualquer naturede sacrifícios ania população consome carnes", afirmou. mais, como a dos judeus e dos za, vedada a prática de mausmuçulmanos, razão pela qual tratos no ritual e condicionado Voto antecipado a discriminação em favor ape- o abate ao consumo da carne". O ministro Edson Fachin quis Marco Aurélio defendeu, nas dos afro-brasileiros atinantecipar o voto mesmo com ge frontalmente o princípio da ainda, que "a laicidade do Eso julgamento suspenso. Fachin igualdade, com assento cons- tado não permite menosprezo também votou a favor de perou a supressão de rituais relititucional", argumentou o MP. giosos, especialmente a religimitir o sacrifício em todas as Início do julgamento religiões. ões minoritárias, como ocorre Durante a sessão desta quinta- com as de matriz africana". "A proteção deve ser feira, os ministros Marco Aurémais forte para o caso da Para o relator, a lei quescultura afro-brasileira, porlio Mello e Edson Fachin vota- tionada deve ser interpretada conforme a Constituição, perram a favor da prática. que sua estigmatização, fruO julgamento, no entanto, mitindo o sacrifício para todas to de um preconceito estrufoi interrompido quando Ale- as religiões, não apenas às de tural, merece atenção do Esxandre de Moraes pediu vista, matriz africana. tado", disse. "É necessário harmonizar a ou seja, mais tempo para anaPara Fachin, é "evidente" que a proibição ao sacrifício nega a lisar o caso. Não há data para proteção da fauna com o fato de o homem ser carnívoro ou, "essência da pluralidade". a retomada.

Argumentos pró e contra a lei Saiba abaixo os argumentos apresentados durante a sessão desta quinta-feira do STF:

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Alexandre Saltz, promotor: "O puro e simples abate de animal para fim religioso é uma prática cruel". Thiago Gonzales, procurador do estado: "A liberdade de culto dessas religiões decorre da Constituição, mas a lei não é inócua. Ela retira o constrangimento às religiões de origem africana". Fernando Batista Bolso, procurador-geral da Assembleia Legislativa do RS: Se o recurso for aceito, a consequência será "a perturbação dos ritos religiosos". Luciano Mariz Maia, vice -procurador-geral da República: "É parte do Estado democrático não só respeitar a vontade das maiorias, mas respeitar o que faz a essência das minorias".

O ministro Edson Fachin, do STF, durante a sessão desta quinta-feira (9)


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14ª HOMENAGEM, LOUVAÇÃO E PROCISSÃO AO ORIXÁ XANGÔ O ENERGIZADOR E AGREGADOR EVENTO RESPLANDECEU A UNIÃO, A FORÇA E A MAGISTRAL EXPANSÃO DA NOSSA AMADA UMBANDA, BEM COMO TRANSBORDOU SOBRE TODOS OS PRESENTES AS BÊNÇÃOS DO NOSSO PAI XANGÔ! O tradicionalíssimo e tão esperado evento ocorreu no dia 24/06/2018, no Ginásio do Clube Escola Mooca na cidade de São Paulo-SP, agraciado por luzes da divina espiritualidade, alicerçado na força das pedreiras do nosso Pai XANGÔ, acompanhando por uma corrente de ultra positividade e conduzido sob o maciço, harmônico e vibrante som das vozes e atabaques da Aldeia de Caboclos. Esta integradora festividade teve como seus organizadores a Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e o Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde, sendo seu idealizador nosso estimado, guerreiro e atuante irmão umbandista Engels Barros Xenoktistakis (Engels de Xangô). O belíssimo evento ampliou a marcante mostra de cultura afro-brasileira que o integra desde de sua primeira edição, bem como seguiu crescendo e superou a fantástico público da última edição, pois, neste ano foi alcançada a marca de cerca 5.000 (cinco mil) pessoas, segundo a estimativa do Corpo de Bombeiros ali presente. Todos irmanados em uma corrente de amor e paz tiveram o prazer de juntos louvarem de maneira emocionante e inesquecível o Grande Orixá Xangô – Rei da Justiça! O empolgante, atento e vibrante público presente se confraternizou e se maravilhou com as apresentações das Curimbas: Instituto Cultural Tambor de Orixá, Sandro Luiz, Curimba Filhos Do Ouro, Instituto Cultural Nação Tambor e APEU, realizadas ao longo do evento! A Escola de Curimba Aldeia de Caboclos e Arte Umbandista uma vez mais emocionou a todos com um irretocável conjunto de apresentações, e como sempre, fez com o que os irmãos de fé cantassem como se fossem uma só voz, tamanha era a harmonia e integração existente entre os presentes.

Mãe Fernanda e Pai Engels de Xangô. Procissão pelas ruas do Clube Escola Mooca

Aldeia de Caboclos. Dança para Xangô

Destacamos as presenças das seguintes distintas autoridades religiosas e civis: - AUEESP - Sandra Santos - UNIÃO DE TENDAS DE UMBANDA E CANDOMBLÉ DO BRASIL: Pai Jamil - Rachid e Pai Milton Aguirre - U.R.U.Z.O.G.S.P - Pai Cláudio Franco - PRIMADO DO BRASIL: Mãe Cidinha - SOUESP - Pai Varela - FENUG – Ogã Oscar Garcia - ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE UMBANDA - Pai Edson dos Anjos - COLÉGIO DE UMBANDA SAGRADA - Mãe Alzira - Tenda De Umbanda Cacique Pena Vermelha e Ogum Iara - Mãe Sebastiana e Mãe Cassia - Federação Umbandista Carapicuibana - Franklin Barreto - Templo de Umbanda Cacique Xingu - Mãe Nair Saturnino - Centro Espírita Urubatan - Mãe Mariusa e Pai João Dias - Instituto Cultural Confraria dos Pretos Velhos de Umban-

da - Pai Evandro Fernandes e Mãe Zilda Dias Fernandes - Deputado Federal Floriano Pesaro - Vereador Quito Formiga - Secretária de Direitos Humanos e Cidadania do Município de São Paulo - Dra. Eloisa Arruda - Coordenadora da Igualdade Racial do Município de São Paulo – Mayra Belmonte - Administrador do Clube Escola Mooca – Gilberto Bandolin


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Dança para Xangô

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Aldeia de Caboclos. Mãe Ivone

Andor

Família

Salientamos o importante apoio das seguintes autoridades no evento: - SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ESPORTES - Jorge Damião - SECRETÁRIA DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA – Dra. Eloisa Arruda - GUARDA CIVIL METROPOLITANA DE SÃO PAULO - Comandante Regional Claudemir Frassão - POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO – Major Robson Castropil

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Curimba do Instituto Cultural Tambor de Orixá

A Aldeia de Caboclos agradece imensamente a todos os familiares, queridos amigos e alunos, aos filhos do Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde, aos dirigentes espirituais, templos, federações, associações, decanos, mídias/veículos de comunicação em geral, divulgadores, ao espetacular público presente, aos imprescindíveis colaboradores e a Espiritualidade como um todo, por conjuntamente terem agraciado com extremo êxito mais esta edição deste incrível e abençoado evento!!! Instituto Cultural Nação Tambor

nonoon

OS MAIS DE DOIS MIL QUILOS DE ALIMENTOS ARRECADADOS FORAM DOADOS PARA A ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA ALFA E ÔMEGA, DISTINTA ENTIDADE QUE REALIZA PERMANENTES RELEVANTES TRABALHOS SOCIAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO.

Mãe Juveni e Pai Engels de Xangô. Procissão pelas ruas do Clube Escola Mooca

Sandro Luiz

Platéia

A Escola de Curimba de Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e o Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde agradecem imensamente a presença de todos! Um forte abraço e até o próximo ano! Sarava Xangô, Kaô Cabecilê!!!

Pai Engels de Xangô e Mãe Fernanda

Pai Engels de Xangô, Pai Jamil Rachid, Pai Milton Aguirre, Pai Varela e representantes da nossa religião


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Ogun no Ilê Nidê No dia 16 de junho o Ilê Nidê, situado no bairro do Carmary em Nova Iguaçu, abriu suas portas para saldar Ogun de Pai Ninô. O axé fundado no ano de 1956, por Antenor Pereira Palma, falecido em 04/05 de 2011, teve a presença de muitos amigos do axé e a sociedade do candomblé que foram reverenciar o orixá guerreiro. Mãe Rosinha d’ Oxóssi, Mãe Marlí, Pai Marcelo d`Oxaguiã, Pai Márcio, Pai Regi, Mãe Nioca, Pai Anderson, estiveram presentes acompanhando a obrigação, como os ogãns: Carlos Vagner que cantou o candomblé, com ogã Pitágoras, Ogã Carlos, Ogã Sandro, Ogã Ricardo, Ogã Mauro, Maurício, Faymi, Maxuel, Rafael, Heverton dentre muitos outros que prestigiaram o Egbé. Ogan Bangála marcou presença ao axé do saudoso amigo. Ademir Pereira Palma e sua filha Vitória Palma estiveram na frente conduzindo a obrigação. Na corte de pai ogun os orixás que acompanharam: Iansã, Oxóssi, Oxumarê, Nanã, Omolú, Oxalá e Oxum . Contato com o Axé: 21- 99735-3955.

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RELIGIOSOS NA POLÍTICA José Beniste Para entender, podemos lembrar que até cerca de alguns séculos a-trás religião e política andavam juntas, pelo mundo à fora. Por aqui, até a proclamação da República, o Brasil era um país oficialmente católico, ou seja, um nascimento, casamento ou mesmo atestado de óbito só teria validade se passasse pela Igreja. Hoje isso é diferente. A Igreja sempre foi presente ao lado das autoridades dando apoio nos momentos solenes, o que possibilitou a conquista de centenas de títulos e denominações oficiais entre Estados, regiões municipais, ruas e datas festivas identificadas com personagens católicos. O que foi feito já está oficializado, embora grupos evangélicos tentem alterar o que já esteja feito, como modificar nomes de ruas, retirada de imágens e símbolos católicos das repartições, entre outras coisas. A coisa começou a mudar quando houve a proposta de que o Estado deveria ser laico, ou seja, não ter religião, mas garantir a liberdade de todas as manifestações religiosas. Esta filosofia animou várias correntes com o propósito de quando chegarem ao poder limitarem a influência política das religiões. Ninguém deveria ter mais direitos ou ser discriminado, por suas opções individuais ou coletivas, desde que não prejudiquem os direitos dos outros. A educação pública deve ser laica, respeitando as diferenças étnicas, religiosas, sexuais, de todos. Os que querem ter educação religiosa, devem tê-la em escolas religiosas, conforme o seu credo. Os recursos públicos devem ser destinados para as escolas públicas. Da

em decisões políticas, agora são os evangélicos com seu projeto de crescimento. É o grupo mais forte e que claramente defende seus interesses, e por isso se destacando, utilizando a máquina pública para a defesa de interesses pessoais ou de seu grupo religioso.

mesma forma a saúde pública deve atender a todos, conforme suas opções individuais, sem prejudicar os direitos dos outros. POlÌTICA E RELIGIÃO Política e religião não se discute, são coisas diferentes. É uma regrinha utilizada para tranquilizar, mas quando o assunto é religião na política o cenário tende a ficar tumultuado. É a chamada Bancada Evangélica buscando reintroduzir os textos ditos sagrados como elementos capazes de influenciar a vida pública diante de decisões pessoais e interesseirasas. O segmento tem hoje 87 parlamentares no Congresso (dois senadores e 85 deputados federais). Com base nesses números não é difícil afirmar que há uma força evangélica na política. A religião ao longo da história

sempre usou de poder para suprimir os direitos dos outros, impondo conceitos, muitas vezes desvalorizando os valores e as crenças que estes já haviam aprendido. Para continuar no poder a religião usa de várias formas, desde o seu discurso persuasivo e criando teorias sem algum fundamento, para impor certos tipos de medo nas pessoas para que elas não saíssem do seu domínio. A exemplo disso, tem-se a criação de imagens, exibição teatral vistas diariamente nas TVs, de manifestações mostrando um suposto obsessor, alguém sendo oprimido com depoimentos devidamente preparados. O que os fundamentalistas pretendem com este procedimento é atrair adeptos e, logo, o dinheiro deles para suas igrejas. Desta forma, se em épocas passadas a Igreja exercia forte poder

Livros direto com o autor: (21) 2437-4833

MOMENTO DE DECISÃO Eles não são maioria, mas possuem grande influência nas votações e acabam travando temas polêmicos como casamento homoafetivo, adoção por casais homossexuais, descriminalização do aborto, legalização da maconha. No dizer de estudiosos, é intolerável que uma denominação religiosa seja responsável por determinar como será o comportamento dentro das casas das pessoas. O que se deseja é o mínimo de justiça que possa colocar freios à intolerância e à ganância dessas igrejas e seus pastores; e possa assegurar a pluralidade religiosa pautada no respeito e sem hierarquias entre as religiões. Não há religião melhor e nem pior. Para isto, temos que nos constituir religiosos políticos, e participar ativamente das discussões e decisões, exigindo que as leis sejam cumpridas. É a grande oportunidade que se apresenta. O que não pode acontecer é que apenas um grupo ganhe voz no nosso espaço público. Aí não temos democracia. A possibilidade do debate e de expressão das diferentes vozes precisa ser garantida. Que possamos ser diversos, desde que não prejudiquemos aos outros. Diferentes sim, desiguais, não. É a grande oportunidade que se apresenta a todos nós.


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axé&VARIEDADES

José Beniste

‘Tecnomacumba 15 anos de Festa e Fé’ O show Tecnomacumba – 15 anos de Festa e Fé, foi sucesso em sua apresentação no Rival Petrobrás. Uma fusão de MPB com sons eletrônicos, pontos e rezas das religiões afro-brasileiras numa musicalidade ancestral dos tambores, dos terreiros de candomblé, centros de umbanda, batuques e xangôs espalhados pelo país. Assim é o show ‘Tecnomacumba – 15 anos de Festa e Fé’ que a cantora Rita Benneditto que se apresentou com os ingressos esgotados no dia. A cantora tem milhares de seguidores e fãs que seguem o espetáculo há 15 anos de sucesso. Parabéns!

Babalawô Ivanir dos Santos, perde Vaga para disputar Senado e Marcelo Monteiro tem candidatura ameaçada Tudo andava muito bem, até que uma manobra política dribla o Babalawô e surpreende a comunidade afro. A pré campanha já havia sido lançada, representantes de movimentos sociais, políticos e representantes da sociedade civil estiveram presentes e anunciavam em redes sociais seu apoio para que a candidatura de Ivanir se concretizasse. A manobra foi vista como preconceito e jogo sujo de alianças partidárias que levou até os últimos momentos de fechamento desta edição para fora da disputa. Personalidades, políticos e pessoas comuns foram para as redes, gravaram vídeos, escreveram depoimentos que narravam revolta e insatisfação com ação. Ivanir dos Santos marcou a caminhada através da Comissão de Combate a Intolerância religiosa para o próximo dia 16 de setembro em Copacabana. Certamente recados serão dados à políticos e a sociedade sobre a intolerância religiosa e aos direitos humanos. O Axogun Marcelo Monteiro, teve sua candidatura aprovada pela convenção, mas o partido tenta manobrar aprovação e tirar o ogan da disputa. Marcelo Monteiro já gravou vídeos onde se recusa a retirada e ameaça ir para a justiça.

Fundação Cultural Palmares deve apoiar Prêmio Atabaque de Ouro

Raul Lody faz sucesso no RIO A 2ª Turma do curso "O CORPO CULTURAL.UM OLHAR SOBRE A MODA AFRO -BRASILEIRA" realizada no CRAB/Rio, no último dia 11 de agosto, foi sucesso total! O curso atraí, pesquisadores, universitários, produtores culturais, carnavalescos e um publico vasto com interesse em aprender e acabam fascinados, prova foi o sucesso da segunda turma que logo esgotou as vagas. Raul Lody matou a saudade do Rio e promete retornar logo. Parabéns!

Com o Presidente da Fundação Cultural Palmares e Negro Gun Presidente do CEDINE- Conselho Estadual de Defesa dos Direitos dos Negros, costurando alianças para 14 Prêmio Atabaque de Ouro. A conversa foi rápida, mas o presidente já ouviu bons ruídos do projeto que hoje está em seis estados do Brasil, resistindo sem patrocínio do poder público, mas sua força não deixa de garantir o sucesso da festa que este ano está marcada para dia 23 de setembro no espaço show Tradição no Valqueire. Vamos conferir. Informações: 21- 97032-9289.

Ogãns em Ação chega a sua 12ª edição com sucesso garantido Tião Casemiro, mau termina a edição começa uma nova campanha para um dos maiores encontros de ogans de Umbanda que ocorre no Rio. Serão mais de 100 ogans homenageados, por destaque e desempenho, declara o Rei da voz, assim também conhecido no meio. Pai Renato de Obaluayê e Mãe Miriam d`Oyá estarão à frente na apresentação, que além de shows dos princi[ais ogans do meio, terá uma feira de arte e cultura afro. O evento ocorrerá no dia 28 de setembro com abertura dos portões às 18:30h, no clube Recreativo Português em Jacarepaguá. Maiores informações: 21- 999992988 / 97027-9276. Imperdível!


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Candidato ao Governo do Rio Eduardo Paes ouve Comunidades Tradicionais Andressa Pandeiro

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No dia 25 de julho o Mercadão de Madureira abriu as portas de seu auditório para receber o povo de Axé, comunidades tradicionais para um diálogo com então candidato do Democratas o ex. prefeito Eduardo Pães. O evento marcado para às 15:30h com uma previsão de atraso em média de meia hora foi surpreendido com a chegada de Eduardo Pães pouco antes do horário, dando uma introdução e iniciando na hora exata da agenda. A reunião foi uma solicitação do setorial criado em junho do Democratas o DEM-AXÉ, que visa discutir e desenvolver políticas públicas com o partido e seus aliados. Na mesa composta por representantes de diversos segmentos de cultura popular, teve representante do Jongo, Capoeira, Federações de terreiros, escritores, mídia afro, do presidente da FEBARJ- Federação dos Blocos Afros e Afoxés do Rio de Janeiro, a presidente do DEM AXÉ, Ekedy Débora, a deputada federal Laura Carneiro e do pré Candidato a dep. Estadual pelo DEM, Marcelo Fritz. Todos da mesa levaram propostas além de o setorial entregar uma carta compromisso ao ex. prefeito do Rio Eduardo Pães. Os tópicos das demandas foram bem explanados por seus representantes, que falaram de desfiles de blocos afros e afoxés à objetos sagrados aprendidos no período de perseguição aos terreiros.

Eduardo Pães discursou da importância das comunidades da sociedade civil estarem organizadas e que esta parceria é imprescindível, na reconstrução do estado, disse sobre suas ações como prefeito que demonstram compromisso com as culturas populares do Rio, além de se comprometer em ações que promovam a paz no Rio e que combatam o racismo e a intolerância religiosa. A reunião, teve seu duração de mais de duas horas e teve também a participação de grupos de curimbas e de toda mídia afro.


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Baianas distribuíram 3 mil acarajés de graça no Pelourinho Ação marcou o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha Correio 24h

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Um mimo para os amantes do acarajé: a famosa iguaria baiana será distribuída gratuitamente a partir das 13h do domingo (29) no Pelourinho, em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. A Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam) distribuiu 3 mil mini-acarajés na segunda

edição do Festival de Acarajé, na Praça da Cruz Caída. Coordenadora nacional da Abam, Rita Santos contou

que foi montada uma forçatarefa para preparar os bolinhos - eles foram entregues sem acompanhamento.

“Foram 60 quilos de massa que deram aproximadamente 3 mil acarajés. Tudo isso foi fruto de doação de fornecedores, já que a associação não tem verba. Fritamos tudo com mais de 40 litros de azeite. Começamos a servir a partir de 13h e foi até a massa acabar, o que aconteceu por volta das 18h", conta Rita que convocou baianas da associação para participar da ação. Atualmente, 3,5 mil baianas são associadas à entidade em Salvador. A Abam foi fundada em 1992 como uma entidade de direito privado, cuja finalidade e objetivo principal é a promoção ao desenvolvimento e ao bem estar das baianas de acarajé.

LIDERANÇAS DA ZONA OESTE FUNDAM A ZOAFRO RJ Agen Afro

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A Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro , reuniu suas principais lideranças de Comunidades de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas e juntos decidiram na criação de uma Associação para respeitar as diferenças e a manutenção da Diversidade dentro de um Estado Laico, além de lutar , difundir , perpetuar , interagir e unir todas as formas de fé e cultura de seus povos e cobrar e fiscalizar do Poder Público todos os mecanismos de respeito , de igualdade racial, de Políticas e ações públicas de esclarecimentos à sociedade e de investimento a educação como forma de exterminar de uma vez por todos a falta de respeito, intolerância e des-

monte de uma cultura de uma nação, de acordo com a Constituição Federal, pois a maior incidência de casos de intolerância religiosa, acontece com seus adeptos que são molestados , sua fé vilipendiada e seu sagrado invadido , muitos

quebrados e queimados, todos eles localizado na zona oeste da Cidade , onde estão fixados os maiores Templos Religiosos de Matrizes Africanas e Afro Brasileira. Com este intuito e pensamento nasce hoje depois de

um amplo debate e com a urgência da situação foi fundada no Bairro de Cosmo a ZOAFRO - Associação de Diversidade Cultural de Povos e Comunidades Tradicionais da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro. A Segunda Caminhada de Diversidade Religiosa da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro , acontece no dia 09 de Setembro de 9 ás 16 h , próximo ao Calçadão de Campo Grande . Uma realização da Zoafro Rj e o o Coletivo Tudo Numa Coisa Só , com parceria da CCIR - Rj - Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro , CEAP- RJ - Centro de Articulação de Populações Marginalizadas do Rj , Universidade Cândido Mendes , CEBIR - Centro de Estudos Biblicos e a Rede Agen Afro.


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Deputada Estadual Clélia Gomes destina emendas parlamentares para instituições de assistência à criança e combate ao câncer As emendas impositivas enviadas para AACD e IBCC somam R$150 mil A deputada estadual Clélia Gomes, Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa de São Paulo, enviou uma emenda parlamentar de R$50 mil para a Associação de Apoio a Criança Deficiente (AACD) e outra de R$100 mil para o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), para custeio de equipamentos e reformas das instituições. “É de extrema importância contribuir com entidades

como a AACD e o IBCC, que realizam trabalhos excepcionais, principalmente com crianças, jovens e adultos que necessitam de amparo”, afirma Clélia Gomes. Em maio, a parlamentar recebeu das mãos de Leila Giacomin, Coordenadora de Relacionamento Governamental da AACD, uma placa em forma de agradecimento pelo recurso financeiro enviado. Clélia também destinou uma emenda impositiva no

valor de R$200 mil para a Sociedade Amigos de Vila Constança (SAVIC), instituição que atende a população da zona norte em alto índice de vulnerabilidade social. A indicação da emenda impositiva está em aprovação na Casa Civil do Estado de São Paulo. A unidade possui mais de 27 projetos ativos. Atualmente atende cerca de 5 mil pessoas por mês e a creche, fundada há 4 anos, já tem 70 alunos matriculados. A

deputada, que também é da zona norte, elogiou o trabalho da SAVIC Vale lembrar que durante o mandato, a Clélia também enviou 115 emendas parlamentares para benefícios de cidades do interior paulista, visando o equilíbrio entre os municípios de São Paulo. Esses valores serão utilizados para investimentos na área de saúde, infraestrutura, educação, esporte, segurança e desenvolvimento social.


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Centro Espírita Pai Oxalá Celebra Maria Mulambo Marcelo Fritz

Mãe Selma d’ Omolú dirigente do Centro, que foi fundado no ano de 1939, no bairro da Penha e anos depois foi transferido para o bairro Jardim Primavera no município de Duque de Caxias. A festa de Dona Maria Mulambo já é realizada desde o ano de 1976, e lá se vão mais de 40 anos. A gira foi aberta com pretos velhos em seguida os caboclos foram louvados e em seguida os exus foram louvados. Um tapete de pé tolas de rosas foi feito para dona Mulambo passar que acompanhada de exus de filhos e convidados adentraram a sala. Pontos em louvores alegraram a gira festiva da moça que com gargalhadas de mostrava sua satisfação com a celebração. Antes da gira de Exú, Mãe Selma fez um discurso testemunhando graças alcançadas com a divindade que já acompanha há mais de 60 anos. As atividades do Centro Espírita pai Oxalá sempre ocorrem de 15 em 15 dias com sessão de desenvolvimento, as quartas feiras atendimento de caridade e as giras festivas com datas programadas. Informações: 21-98151-3102

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Após destruírem objetos de terreiro de candomblé em Juazeiro, vândalos deixam recado ameaçador: “Vamos derrubar sua casa” Carlos Britto

Reprodução

O Terreiro de Candomblé Abaça Caiango Macuajô, ainda em construção no Bairro Sol Levante, em Juazeiro (BA), foi novamente alvo de intolerância religiosa. Segundo o babalorixá Emerson Oliveira da Silva Maia, 35 anos, o fato aconteceu na última terça-feira (26). Durante a ação, vários objetos sagrados foram destruídos. Emerson procurou a Polícia Civil (PC) e fez um Boletim de Ocorrência (BO). Além disso, ele denunciou o fato junto ao Conselho da Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) de Juazeiro. Um grupo de conselheiros esteve no local, ontem (28), e constatou os atos de violência. Agora, o COMPIR encaminhará a acusação ao Minis-

tério Público da Bahia (MPBA). Peritos da PC também já estiveram no local e em 15 dias deverão divulgar o laudo técnico. Segundo Maia, desde março deste ano o local vem sen-

do alvo de atos dessa natureza. “Já ocorreram três investidas”, afirma o babalorixá. Nessa última investida, a ação foi ainda pior. Num pedaço de madeira, os invasores deixaram uma fra-

Evento em homenagem Mãe Stella de Oxóssi conta com participação do Secretário Municipal de Cultura Site da Prefeitura Sáo Francisco do Conde- BA

Em virtude do trabalho que vem sendo realizado a frente da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), de São Francisco do Conde, o secretário Osman Ramos foi convidado para participar, na última terça-feira (31), de uma solenidade que homenageou Mãe Stella de Oxóssi, Yalorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, na cidade de Nazaré das Farinhas, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores, com a entrega da honrosa medalha que leva o nome da líder religiosa. Na oportunidade, o gestor da pasta de Cultura compôs a mesa de abertura do evento juntamente

com outras autoridades locais e de outras cidades que prestigiaram a cerimônia. Na solenidade, 22 mulheres que exercem papel de liderança em suas áreas de atuação, principalmente no campo da religião africana, foram homenageadas com a Medalha Mãe Stella de Oxóssi, dentre elas a senhora Rosemeire de Amorim Santos, mais conhecida como “Mãe Rose de Paramirim”, do Terreiro Ilê Axé de Ogum Marinho, que foi homenageada em reconhecimento a sua trajetória de luta em prol da preservação e da perpetuação das tradições de matriz africana.

se ameaçadora, escrito a lápis: “da próxima vez, vamos derrubar sua casa”. Outra denúncia Essa foi a segunda denúncia de violência contra terreiros recebida pela COMPIR neste mês de junho. A acusação anterior foi contra o terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan, liderado pela Yalorixá Adelaide Santos, 66 anos, localizado na Rua dos Coqueiros, 245, bairro do Kidé. O local continua sendo apedrejado - mesmo após formalização da denúncia junto às policias Civil e Militar e ao MPBA. Inclusive, no último dia 14 de junho o COMPIR e representantes de vários segmentos religiosos fizeram uma vigília no terreiro e todos ouviram o som de pedras jogadas contra o telhado.


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2º Passeata Contra Intolerância Religiosa Curitiba/Paraná Divulgação

O evento que reuniu milhares de adeptos de umbanda e candomblé do Paraná em Curitiba e demais segmentos religiosos preocupados com o rumo da intolerância em nosso país, o evento está indo para sua segunda edição e tem a direção do grupo Tambores do Paraná. A data já está marcada e será no dia 16 de setembro, na pça Tiradentes, 274, em Curitiba – PR. Vários grupos de curimbas da cidade, instituições e grupos da sociedade civil já estão se mobilizando e acreditam que a receptividade do movimento está ainda maior pelas atrocidades que vem ocorrendo pelo país. Nas redes sociais com quase dois meses do evento quase duas mil pessoas confirmaram presença no importante evento, que tem uma página no facebook.

POR MEIO DE DECRETO, MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS INCORPORA O CONSELHO NACIONAL DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS Foi assinado pelo presidente da República, Michel Temer, o decreto Nº 9.465, de 9 de agosto de 2018, que institui o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT). O CNPCT é um órgão colegiado de caráter consultivo e tem por principal objetivo promover o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais, com vistas a reconhecer, fortalecer e garantir seus direitos, inclusive os de natureza territorial, socioambiental, econômica, cultural, seus usos, costumes, conhecimentos tradicionais, ancestrais, saberes e fazeres, suas formas de organização e suas instituições. Para o ministro Gustavo Rocha, o decreto fortalecerá o reconhecimento polí-

tico e social da contribuição destes povos e comunidades tradicionais por sua atuação histórica na conservação ambiental, uso dos recursos naturais e gestão sustentável

de seus territórios. “Essas comunidades serão respeitadas em suas especificidades culturais, étnicas, geográficas e físicas. Agora temos o instrumento legal para empregar

as políticas públicas do governo federal”, destaca. O secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, exercerá a função de secretário-geral do CNPCT. “Há muito estávamos aguardando para receber o CNPCT em nossa estrutura. Esse decreto possibilitará uma maior segurança à integridade desses territórios e melhor qualidade de vida da atual e das futuras gerações”, afirma o Secretário. A Secretaria-Executiva do Conselho, órgão de apoio técnico e administrativo, será exercida pelo Departamento de Promoção da Igualdade Racial para Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir/MDH).


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Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

ori@ori.net.br Márcio de Jagun

Reprodução Internet

Ẹ̀ LÀ, O ESPÍRITO DA ORDEM: Ẹ̀ là é considerado como uma divindade entre os iorubas. Porém, são poucos os registros e informações a respeito. Por conta disto, existem interpretações diferentes sobre este Òrìṣà. Há controvérsias até mesmo acerca do gênero de Ẹ̀ là: ora é descrita como esposa de Ọ̀rúnmìlà (filha de Owórògbò e Ọṣin); ora como Pai de Ajé Ṣàlúgà (a divindade da riqueza). Ẹ̀ là também é por vezes chamado de “Ọmọ Ọṣin” (filho do líder). Contudo, o Odù Ìwòrì Méjì refere-se a Ẹ̀ là como sendo uma faceta do próprio Ọ̀rúnmìlà. Ẹ̀ là seria o equilíbrio que emana do deus da sabedoria. Para compreendermos melhor este ser divino, devemos observar que dentre os vários títulos atribuídos a Ọ̀rúnmìlà, um deles se destaca: “Alátúnṣe Àiyé” (Aquele que Coloca o Mundo em Ordem). Do qual se depreende que a sabedoria (representada por Ọ̀rúnmìlà) é quem proporciona harmonia ao mundo. Ọ̀rúnmìlà é representado no plano em que vivemos (àiyé) por Ifá (o oráculo). Ifá é assim o “corpo de Ọ̀rúnmìlà”. Por esse motivo, encontramos quem diga que Ẹ̀ là seria um título de Ifá: “O Espírito de Ọ̀rúnmìlà”. Ou seja: Ẹ̀ là é o comedimento, a ordem, a prudência a sensatez que norteiam Ọ̀rúnmìlà e que são proporcionados à Humanidade através do Oráculo (Ifá). Após o período de colonização da África, Ẹ̀ là passou a ser interpretado por alguns como o "Espírito Santo". O que não condiz com a realidade. Vale dizer que a cultura ioruba é bem mais antiga

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e não contempla similar ao Espírito Santo em sua concepção judaico-cristã. Existe uma relação intrínseca entre Ẹ̀ là e Èṣù. Se Ẹ̀ là representa o senso de equilíbrio que emana de Ọ̀rúnmìlà, Èṣù simboliza o caos transformador. Por assim ser, Èṣù e Ẹ̀ là são forças antagônicas que acabam por se alternar. Um poema do Odù Òdí Ìwòrì, relata que Ẹ̀ là salvou o mundo da ruína, restaurando a ordem, quando Ẹlẹ́gbára (título de Èṣù: O Dono do Poder do Corpo) quis virar o mundo de cabeça para baixo. Há, portanto, uma compreensão de que Ẹ̀ là (ordem) e Èṣù (caos), embora dicotômicos, trabalham em conjunto. O seguinte orin (cântico) dedicado a Èṣù, reforça tal entendimento: Èṣù fi ire bò wa Exu faça a sorte cobrir-nos Ẹ̀ là fi ire bò wa Elá faça a sorte cobrir-nos Èṣù gbé è bá ire ajé Exu erga-nos com sorte e riqueza Ẹ̀ là gbé è bá ire ajé Exu erga-nos com sorte e riqueza A louvação a Ẹ̀ là (Oríkì ti Ẹ̀ là) revela a sutileza desta divindade. Ẹ̀ là é apresento como “descendente da pedra da água”. O que, de forma poética, descreve esta divindade sendo resistente como a rocha, porém delicada como a água. Daí a conclusão: “A pedra que nasceu de Ẹ̀ là nunca irá acabar.” Logo, aquele que possuir equilíbrio (Ẹ̀ là), jamais sucumbirá. Considerando que Ẹ̀ là simboliza o espírito do

equilíbrio de Ọ̀rúnmìlà, a afirmação: “Ẹ̀ là desceu à Terra, nós não mais morreremos. Ele é o nome que damos para o destino.” O iorubano considera que encontrar o equilíbrio (Ẹ̀ là) não é tarefa simples. Daí o esforço do Homem nesta busca: “Nós fizemos sacrifício a Ẹ̀ là.” Não se trata aqui de um sacrifício literal, mas do empenho pela superação. Considerando que Ẹ̀ là simboliza o espírito do equilíbrio de Ọ̀rúnmìlà, a afirmação: “Ẹ̀ là desceu à Terra, nós não mais morreremos. Ele é o nome que damos para o destino.” O iorubano considera que encontrar o equilíbrio (Ẹ̀ là) não é tarefa simples. Daí o esforço do Homem nesta busca: “Nós fizemos sacrifício a Ẹ̀ là.” Não se trata aqui de um sacrifício literal, mas do empenho pela superação.


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Casas de tradição afro religiosa se reúnem para homenagear divindades em Santarém Dois eventos serão realizados neste sábado (23). Tratam-se da festa da cigana Salomé e do Candomblé de Xangô G1 Santarém

Carlos Dias/G1

Sábado (28) será dia de integração entre religiões com matrizes africanas em Santarém, oeste do Pará. Seguidores de diversas denominações afro religiosas, como o Candomblé, a Umbanda e o Tambor de Mina, vão se reunir para prestigiar o Candomblé de Xangô, às 18h, e a festa da cigana Salomé, às 21h, em dois locais diferentes. Ambos os eventos serão abertos ao público. Pessoas de várias casas de Asé vão se unir para homenagear divindades e entidades, praticar a caridade e buscar a paz, conforme a tradição africana. As duas festas são realizadas todos os anos, geralmente no mês de julho. Candomblé de Xangô O Candomblé de Xangô, orixá da justiça, será realizado na casa denominada Ilê Asé Oto Sindoyá, localizada na travessa Antônio

Médiuns se curvam diante de altar em terreiro de umbanda e candomblé, no Rio de Janeiro

Justa, 2363, entre as avenidas Coaracy Nunes e Irurá, bairro Caranazal. Haverá um banquete incluindo comidas africanas.

Entre as comidas que fazem parte do ritual do Candomblé, serão servidos o amalá, conhecido popularmente como o caruru, e o abará, que é feito com a mesma massa do acarajé. No decorrer da festa, os orixás dançam e servem suas comidas típicas. Na festa, os participantes usam roupas brancas, que simbolizam a propagação da paz, já que a energia (Asé) presente é transmitida por Oxalá, o associado à criação do mundo e da espécie humana, que, para algumas pessoas, é sincretizado com Jesus Cristo. “O princípio geral da festa é agradar aos nossos ancestrais, orixás, por tudo de bom que acontece em nossas vidas”, explicou o Pejigan Paulo Araújo. Embora seja do Candomblé, seguidores de outras casas de Asé vão ser convidadas a participar, além de pessoas interessadas em assistir ao rito litúrgico, que existe há pelo menos 300 anos no Brasil.


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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

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TRADIÇÃO BANTU RITOS RELIGIOSOS Os bantu creem na existência de dois mundos, um visível, cujo relacionamento e contato se efetuam através de rituais, preces e outras cerimônias dedicadas aos antepassados, por intermédio da invocação das forças dos espíritos que coabitam com os homens. Este fato é indicador de uma subordinação ou dependência total dos vivos em relação os espíritos ancestrais. A inacessibilidade dessa entidade suprema é ultrapassada através do culto aos antepassados, que intercedem junto de Nzambi, Kalunga ou Suku que está no topo das alturas, para que haja chuva, caça, proteção, fecundidade, fertilidade ou punição para os transgressores. Em suas características acreditam que as pessoas não morrem mas que transladam deste mundo para o outro com uma dimensão transcendental, onde usufruem das mesmas benesses como comida, roupa entre outras regalias que tinham antes da "mudanças". Este fato determina a realização de cerimônia de ofertas de bens e de veneração aos defuntos. Nas povoações rurais, antes de se beber qualquer líquido entorna-se um pouco no chão como expressão de gratidão aos defuntos. Entre os Bakongo e os Tuchokwe, as cerimônias presididas por entidades tradicionais (e sobretudo pelos anciãos), é comum "dar-se de beber primeiro aos antepassados através da aspersão da bebida a partir da boca para a área da cerimônia. Os Bakongos fazem também o NKUNDA ou três salvas de palma para pedir aos antepassados a autorização para qualquer evento. Em Mbanza Kongo, o sacerdote, profere as seguintes palavras dirigidas aos Ankulu(ancestrais) «Todos os Bakongo vieram daqui, porque deixaste algo importante. Estamos aqui perante entidades para pedir que a festa se realize na tranquilidade dos Ankulu e não haja incidentes, por isso trouxemos maluvu(vinho) para vos oferecer. A veneração aos antepassados, ex-

Walter Nkosi

pressa nos cultos ritos e nas ofertas feitas pelos vivos, constitui, segundo a tradição, um requisito para a harmonização equilíbrio e tranquilidade comunitários. Caso contrário, a infertilidade a mortandade, as doenças e outros infortúnios que ocorrem na comunidade serão atribuídos aos antepassados como punição pela desobediência. É justamente por isso, na maioria das comunidades rurais, se acredita que não há doença ou morte que não tenha como causadores, os antepassados "desprezados e não venerados, os quais através dos feiticeiros" tidos como seus emitentes, sancionam ou punem os transgressores. Porém as pessoas têm o direito de consultar os adivinhos para descobrir as causas dos infortúnios para o efeito essa entidades de dimensão sócio-religiosa não comum, manuseia os objetos que se guardam num cesto (os tucokwe designam-no ngomboyacisuka) fazendo preces aos espíritos ancestrais para darem resposta ao consulente assim este é orientado no sentido de juntar uma série de bens para ser tratado pelo Kimbanda. Nos casos das chamadas "doenças espirituais como por exemplo, as pessoas possuídas por mahamba (espíritos dos antepassados cokwe), ou kalundu (espíritos dos antepassados Ambundu), a resposta dos adivinhos tem sido quase a mesma: "os teus antepassados encarnaram em ti para satisfazeres os teus desejos e as tuas falas inconscientes e todas manifestações que decorrem da tua doença é uma emanação deles" . Entre essas comunidades históricas (cokwe e Kimbundu), o kimbanda realiza um conjunto de tratamentos com preces ao som de música para afugentar os mahamba ou os kalundú. Neste ato, a pessoa possuída entra em transe (xinguilamento) até ser "liberta", mas devendo continuar a manter um série de obrigações, que entre as quais as ofertas de comida, bebidas e outros bens aos defuntos, num altar montado com figurinhas que repre-

sentam os antepassados diariamente invocados e venerados. As cerimônias tradicionais, nas regiões onde a atividade principal é a agricultura, cerimônias rituais sagradas são realizadas a quando das primeiras chuvas e nas primeiras colheitas; se for uma sociedade de caçadores, o espírito do animal representa e integra a cerimônia dos caçadores que pode ocorrer na primeira caça dos iniciados ou nas grandes caçadas coletiva, sobretudo entre os Tuchokue e os Ngangela. Na zona pescatória da Ilha de Luanda, a cerimônia da Kyanda, considerada como a padroeira do mar ou "Espírito do Mar", envolve não só a comunidade que se dedica a essa atividade, mas também outras individualidades. Os anciões e um grupo de mulheres vestidas à "besangana" de cor vermelha, vão à beira-mar levando consigo bebidas, alimentos, flores e dinheiro para atirarem ao mar como reconhecimento da prosperidade comunitária a ela devida, e também como uma petição para que as kalemas (ondas altas) não invadam e destruam os bens da comunidade. Em torno desse ritual, crê-se que a bebida serve para embriagar a Kyanda a qual quando estiver sob efeitos etílicos, dormirá profundamente originando a acalmar das ondas e a aproximação do peixe à superfície. Entre os NyanekaHumbi, a tradição é praticada e transmitida através de uma instituição conhecida como "Boi Sagra-

MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

do" realizado anualmente a qual conclui o "cortejo do boi", e é tida como reminiscência dos antigos criadores e pastores. A finalidade desse ritual é inovar os espíritos desses antepassados para proporcionarem a prosperidade e a proteção do gado. Para esse grupo etnolinguístico, os rituais e as crenças em torno da fecundidade têm lugar com a confecção da kikondi (boneca de fibras vegetais) que são entregues às raparigas casadoiras (logo que apresentam o primeiro fluxo menstrual) as quais as guardarão até gerarem o primeiro filho. Segundo a tradição, a procriação depende em geral desse amuleto, sem o qual a continuidade da vida seria impossível. Conforme os relatos do doutor Américo Kwononoca em seu trabalho, "as religiões em Angola", conclui-se que é inegável a similaridade dos ritos praticados pelos adeptos dos Candomblés no Brasil. Também é incontestável a finalidade destes , pois tende buscar a harmonia espiritual e subjetiva , porém , creio que no transcurso do tempo, devido ao modernismo da atualidade,seus valores, denominações e costumes se permutaram. Entretanto, é imprescindível a práticas destes ritos, e a presevação do respeito dos descendentes ao culto aos Antepassados. Este marco herdado, é mais que uma insígnia, pois nos identifica, nos nomeia, nos legitima perante a nossa sociedade ,evitando assim, que sejamos apenas uma folha levada pelo vento.

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TEMPLO TI JAGUN , REALIZA MAJESTOSO CANDOMBLÉ 50 ANOS DO BABALORIXÁ RENATO D’ OBALÚWAIYÊ Marcelo Yango Divulgação

Com grande euforia a Comunidade do Templo Ti Jagun realizou no ultimo dia 29 de Julho, os 50 anos do Babalorixá Renato D’Obaluwáiyé. A Comemoração contou com a presença de sua Vó de Santo Yalorixá Didi D’Oxum e de seu Sacerdote Nilberto D’Oxóssi, ambos de Salvador. Aproximadamente 500 convidados prestigiaram o evento, que se iniciou com um Coffe Break logo em seguida o Ato Inter Religioso “Religiosidade e Vivencia “que pode desfrutar de uma roda de conversa sobre Racismo e Intolerância Religiosa. No finalzinho da tarde deuse início ao Grande xirê Comemorativo dos 50 anos de Pai Renato de iniciação, que pode contar com grande personalidades e ilustres lideranças religiosas, entre muitos convidados estavam presentes: as Iyalorixás Almerida DOxum, Mimi D’Nanã, Mara DYemanjá, Ignez D’Yansã, Denise D` Oxum , Nilda D’Oxóssi , Denise D` Oxóssi , Miriam D’Oyá , Sara D’Obaluwaiyê , Valderz D’Oyá, Ekedji Rose D’Oxóssi, Dolores D’Oyá , Ekedji Gisa,

D’Oxóssi, Ana D’Bessem , Ekedji Frichelli D’Oxum, Zezé D’Obá, Alice D’Oxum, Francis D’Yemanjá, Simone D’Logun Edé, Jack D’Dan, Selma D’Omolú, Ekedji Vera D’Oxóssi, Ogans Manoelzinho D’Oxóssi, Bagigan Ailton D’Oxóssi, Ogan Valquir, os Babalawos Ivanir dos Santos e Marcelo Monteiro, os Babalorixas: Roberto Braga D’Nzazi, Osvaldo D’Mutalê, Cesar D’Logun Edé , Marcelo Fritz D’Oxoguian, Jorge D’Ogun Já, Linaldo D’Ogun, Yango Ti Obaluwaiyê, Célio D’Yansã, Tata Sagemi, Wilian D’Xangô, Jô D’Oxoguian, Celso D’Oxum, Sérgio D’Oxoguian, Jorge D’Odé, Muzurê D’Oxumarê, Carlos D’Logun Edé, Mogbá Paulo D’Ogun,

Mauro D’Oxum, Robson D’Ogun, Celso D’Omolú, Ogan Cássio D’Omolú, Roberto D’Obaluwaiyê, o ex. Dep. federal Carlos Santana , Frei Tatá dentre outros . A festa terminou com um delicioso jantar aos convidados, e a degustação de bolo e doces finos. Pai Renato agradeceu imensamente a presença de todos e o empenho de filhos, netos e irmão de santo pelo sucesso do candomblé . A Vovó Didi e ao Pai Nilberto um obrigado com gosto de carinho por tudo ter sido realizado num clima de alegria e satisfação . Contato através do tel. 21 2260.6246


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Asé Ogbojú Realiza Xirê para Xangô e Iagbás Andressa Ricardo Paulo Guedes e Clint Rocha

No último dia 28 de Julho O Asé Ogbojú realizou xirê em louvor em louvor para Xangô e as Iagbás, a festividade que dá sequência ao odun do ano de 2018, que se iniciou em Abril seguirá até dia 17 de dezembro que será o encerramento das atividades do ano, com aniversário do Axé. O Xirê teve início por volta das 19:30h com término por volta das 22:30h. Xangô, Oxum, Iansã, Exú, Oxaguiã, saíram na corte com louvores e e sua paramentas que contagiava a todos com energia e bênçãos dos orixás homenageados e convidados. Xangô de Cininho de Xangô suspendeu um ogã, que o Babalorixá Marcelo Fritz d’ Oxaguiã explicou a responsabilidade em público. O indicado aceitou a solicitação do rei em servi-lô . Amigos, visitantes assistentes do axé marcaram presença em mais uma festividade do axé que abrir[a suas portas no próximo dia 18 de agosto para salvar pai Ogun, patrono do Axé, pelo seu aniversário, que ocorrerá por volta das 19h. Contato com Axé: 21-97032-9289.

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Terreiro de candomblé é destruído em Nova Iguaçu Babalorixá conta que, além dos pertences quebrados, vários objetos foram furtados Raimundo Aquino / Jornal O Dia RJ Reprodução

Rio - Um terreiro de candomblé que fica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi destruído nesta quarta-feira. De acordo com o pai de santo Jorge T’Oyá, ele estava em casa, em Nilópolis, quando recebeu uma ligação, por volta das 16h, dizendo que o espaço de cerca de 30 metros quadrados que mantém na Rua 23 de Agosto, em Cabuçu foi vandalizado. Ao chegar no local, deu de cara com um trabalho de quase dois anos perdido.”Eu estou lá há um ano e oito meses, mas terminei de pagar o barracão há apenas quatro meses”, conta o babalorixá, que enumera os prejuízos. “Quebraram as portas, derrubaram os muros e levaram o freezer, fogão industrial, televisão, botijão de gás e paramentos dos santos”.Segundo Jorge, o prejuízo foi de mais de R$ 20 mil. Ele conta que além dos furtos, mais de 300 imagens de santos que mantinha no local foram quebradas. “Quando eu vi tudo destruído, eu queria morrer. É um

Pai de santo contabiliza prejuízo de mais de R$ 20 mil

trabalho de muitos anos. O local foi montado com a ajuda de meus filhos de santos que se juntaram para fazer um empréstimo. Agora estou com vontade de largar tudo”, conta, enquanto é atendido na UPA de Edson Passos, em Mesquita, onde chegou com pressão alta após ver seu espaço destruído. “Até os tijolos de uma obra que eu estava fazendo roubaram”. O pai de santo ergueu o espaço com a ajuda de filhos de santo.

Suspeitas Perguntado se tem alguma ideia de quem possa ter feito aquilo, ele diz que não tem noção. “Nunca recebi ameaça de ninguém. Sou uma pessoa idónea. Não faço mal a ninguém. Eu trabalho ajudando as pessoas. Me dou bem com todo mundo de lá”, avisa. O pai de santo diz que não faz ideia de como vai reerguer o local. Ele conta que vai fazer o registro de ocorrência na delegacia nesta quinta-feira.

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oGAN Ricardo D' Ogun Campeão dos Campeões da 13 edição do Prêmio Atabaque de Ouro

No dia 29 de julho foi realizada a 1° Feijoada do Grupo Atabaques e Tambores Organizado pelo Ogã Jorge Coelho, no espaço VIP Dilitium em Campo Grande (Vila Nova RJ)

4° Festival de Curimbas em Cuiabá Organização de Marcelo Passos o evento na sua quarta edição se consolida com várias atrações de fora do estado. Cerca de 10 Curimbas regionais irão se apresentar, com mais outros convidados, de São Paulo, Minas Gerais Santa Catarina e Rio de Janeiro. Ogã José Carlos D Oxóssi - RJ, Bethânia Lemme - MG, Juliana D Passos - SC e também terá a presença de grandes mestres de 5 países do Oeste da África ,que farão a abertura. São eles: Alpha Câmara (Guiné), Loja Pula (Costa do Marfim) e do Amassize (Togo) entre outros. Será um belo evento que será realizado em Cuiabá (MT). Parabéns a toda equipe da coordenação.

Evento esse voltado para a entrega dos certificados de seus alunos e que também contou com a presença de ícones da nossa religião : Babalorixá Marcelo Fritz , diretor do Jornal Icapra e idealizador do Prêmio Atabaque de Ouro , a grande voz da Umbanda Tião Casemiro , Pai Ivo de Carvalho , Pai Jorge D Ogum e seus Ogans Odara , Marcos Andrade , Mãe Lú Bandeira , Mãe Renata Bandeira o Grupo Curimbas Emoções & Fé e o Grupo Aonde Malandro Mora dos nossos Irmãos Carlos D Ayra e o irmão Kindo . Um evento regado de uma bela feijoada e com belas apresentações. Foi uma tarde muito especial . Parabéns , e que venham muitas feijoadas com pessoas especiais .

Feira Atabaque de Ouro Edvander Oliveira Voltará ao Palco do Prêmio Atabaque de Ouro

II Festival de Cantigas Afro Brasileiras Egbê Aiyê Cerca de 800 pessoas nesse belo festival, segundo estimativa dos organizadores do evento. Carlinhos D’Oxaguian e o Babálorixä Fernando D Ajunsum do Ilê Asė Ajunsum Alayê. Onde o grande campeão foi o Grupo CURIMBAS JPA com Luiz Miguel e Cia. E em segundo lugar os Ogans Diogo D Ogum e Thiago D Oxalá da Tenda Espírita Caboclo Flecheiro.

Ele que foi o primeiro Bi Campeão dos Campeões do Rio de Janeiro, Edvander Oliveira está negociando sua participação na 14 edição do Prêmio Atabaque de Ouro que se realizará no próximo dia 23 de setembro no Espaço Show Tradição. O campeão poderá concorrer ou fazer participação especial, mas sua participação já está garantida.

Serão mais de 40 expositores na feira da 14 edição do Prêmio Atabaque de Ouro, que se realizará no dia 23 de setembro no Espaço Show Tradição. Uma variedades de produtos variados de interesse do público presente, que vai de boneca de pano à joias de axé. Os expositores interessados em participarem poderão entrar em contato co Mara Ribeiro que é a coordenadora da feira do Atabaque de Ouro, que promete repetir o sucesso no ano anterior. Contato: 21- 99400-6895.


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Olubajé:

os alimentos da colheita Raul Lody / www.brasilbomdeboca.com.br

Há nas religiões de matriz africana um forte sentimento de trazer a natureza, e seus símbolos, representada no seu cotidiano, e assim reconhece e atesta o ato de comer como um importante símbolo da alimentação. Sem dúvida, cada preparo culinário feito no terreiro de candomblé tem um significado especial, e as comidas acompanham todos os momentos da vida religiosa. E, as festas dos terreiros buscam aproximar a pessoa do sagrado numa experiência de comensalidade coletiva. Nessas diferentes formas ritualizadas de se relacionar com a comida, há um valor dominante que é o de respeitar a natureza, e por isto ela é sempre sacralizada nas suas representações, ora pelos ingredientes, ora pelas técnicas culinárias que são utilizadas. Além disso, os orixás trazem diferentes simbolismos, seja para vida, seja para fertilidade ou o sentido da multiplicidade, que também se relacionam com os alimentos. Assim, os processos culinários artesanais usados para preparar os ingredientes e os cardápios, que serão servidos nos rituais para, sempre buscam uma comunicação com determinada divindade, e, desse modo, uma ligação com o homem. As comidas partilhadas com as pessoas são, na maioria das vezes, as mesmas comidas que fazem parte da alimentação dos deuses e, assim, pode-se estabelecer uma aliança entre a comida, o orixá e a

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natureza. Ainda, cada elemento da natureza está representado num ingrediente, ou conjunto de ingredientes, que revela o sagrado e a memória ancestral da comunidade. A estética é outro elemento que marca visualmente os pratos que são servidos, como também o uso de utensílios de determinados materiais; assim como as quantidades, as cores e as texturas, que mostram os significados de cada interpretação dessa gastronômica que alia o sabor do ingrediente ao símbolo devocional que ele representa. Por exemplo, o amalá de Xangô, feito à base quiabos, só será reconhecido quando apresentado numa gamela de ma-

deira e acrescido de acaçás brancos, ou bolas de arroz, entre outros complementos. Já o ebô feito para Oxalá, feito à base de milho branco cozido e sem temperos, deve ser apresentado numa louça branca, e, assim, a comida também será reconhecida pela cor. O acarajé traz o elemento fogo, que é marcado pela sua fritura no azeite de dendê, fervente, e este ingrediente é também marcado pela cor avermelhada. Assim, o acarajé representa o orixá Iansã, uma das três mulheres e Xangô. Quando estão juntos, os ingredientes e seus diferentes preparos simbolizam uma forma de tradução dos elementos da natureza, e quando se come

a natureza também se come o sagrado. Desta maneira, o sagrado integra-se ao corpo, e o corpo torna-se sagrado pela comida. Entre as tantas festas públicas de matriz africana que celebram a colheita através de muitas e diferentes comidas, que são partilhadas num ritual coletivo, está o Olubajé. E a celebração dos ingredientes que chegam da agricultura, numa oferta do que a natureza pode dar ao homem, isto na tradição ioruba. Todos os participantes do Olubajé comem sobre folhas de mamona, verdadeiros pratos naturais que reunem um amplo cardápio de: carnes de aves e caprinos, cereais, leguminosas, raízes, folhas, dendê, entre muitos outros alimentos. Um grande cortejo traz as muitas comidas num magnífico conjunto visual de variados utensílios portados de maneira solene e cerimonial ao som dos cânticos para o orixá Omolu, que também se relaciona com a agricultura, com os plantios e as colheitas. Farofa de azeite; doboru – popoca feita de milho -alho –; bolas de inhame; batata doce; acarajé; abará; acaçá de milho branco e de milho vermelho; ebô; milho com dendê; aberém – bolas feitas com massa de milho ou arroz que são cozidas em folhas de bananeira; efó. Todos comem juntos numa comunhão de fé e de respeito para com a natureza. A natureza é uma das bases ideológicas dos terreiros, que são verdadeiros espaços de preservação das matas, dos rios, e do mar.


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11ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa O evento está na sua décima primeira edição e ocorrerá no próximo dia 16 de setembro em Copacabana reunindo diversos segmentos religiosos, movimentos sociais à favor dos direitos humanos e políticas de paz. A concentração será às 11h no posto 6, vários estados já confirmaram presença, além de líderes religiosos que marcarão presença no evento que é divulgado em redes sociais e mídias parceiras. Este ano com uma chamada “ Marielle Vive!” o evento chama a atenção da sociedade para o brutal assassinato da defensora dos direitos humanos

que foi brutalmente assassinada no Rio de Janeiro e até agora sem muitas investigações concretas do ocorrido que chocou o mundo.

Portal Instituto dos Advogados Brasileiros

A Comissão de Direito e Liberdade Religiosa do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), presidida por Gilberto Garcia, promoveu no dia 8 de agosto, na Biblioteca Daniel Aarão Reis, do IAB, um encontro com líderes religiosos de cultos afro-brasileiros. “Num tempo de pluralidade religiosa, onde todos os cidadãos brasileiros são conclamados a respeitar as multifacetadas manifestações de fé, inclusive porque assim dispõe o ordenamento jurídico brasileiro, encontros

como este são alvissareiros”, afirmou Gilberto Garcia. Participaram do encontro o presidente e a diretora da Associação Zoafro, Luiz Sousa e Flavia Batista, respectivamente, a dirigente espiritual da Tenda Espírita Cabana de Pai Benedito Georgette Paiva, e o estagiário Joel Mateus da subseção da OAB em Campo Grande, zona oeste do Rio. Os líderes religiosos visitaram as dependências do Instituto e receberam os calorosos cumprimentos da presidente nacional do IAB, Rita Cortez.

Caminhada em Campo Grande - No dia 09 de Setembro a caminhada será em Campo Grande, já na sua se-

gunda edição, lideranças da zona oeste se mobilizam para que adeptos de diversas religiões e a sociedade civil participem desta caminhada que busca políticas de paz entre os povos. O evento está marcado para início por volta das 9h com término às 15h. Maiores informações: 21- 96410-9542 Niterói - No dia 02 de Setembro, em ICARAÍ será a vez de Niterói caminhar contra a intolerância religiosa, a concentração será na rua Miguel de Frias, praia de ICARAÍ. A direção é da União Espiritualista de Umbanda do Estado do Rio de Janeiro que tem direção do irmão Carlos Novo.

“A vaidade é um paraíso onde mais se desenvolve a ignorância”. Durante os dias 23 e 29 de julho, dois novos Babalawós nasceram no Culto de Ifá no Ifá Ni L'Órun, Aylson Manoel Awo ni Orunmilá Ofun Kamalá tem como seu Oluwó Siwajú Luís Alexandre Okana Oturale Ifá Layé e Ojugbona Kan Fabiano Iwori Meji e Severino Tavares Awó Ni Orunmilá Irete File tendo como seu Oluwó Siwajú Felipe Luis Oyekun Bi-

roso Ifá Loma e Ojugbona Kan Mateus Luís Odi Batrupon Ifá Ori. Tivemos a participação de quarenta Babalawós durante durante os sete dias cerimoniais. Assim como a participação das Apetebis. A Família ifá Ni L'Órun deseja aos novos Awós paz, saúde e longevidade. Ifareo! Iboru, Iboya, Ibosheshe!


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