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JORNAL
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ANO 14 | n° 120 | 2019
DO RV O ACE J I
O TOL B Á LB A
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ULT
C TO
TI TU IN S
SÃO PAULO APROVA LEI QUE REFORÇA O COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA PÁG. 7 TENDA UMBANDISTA CABOCLO JUNDIARA COMPLETA 21 ANOS DE FUNDAÇÃO. PÁGS. 12 E 13
SÃO PAULO “10º FESTIVAL DE CURIMBA DA ALDEIA DE CABOCLOS”. PÁGS. 24 E 25
ENCONTRO INTER-RELIGIOSO COM O CÔNSUL NORTE AMERICANO EM TERREIRO NO RIO. PÁG. 34
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LIBERDADE, IGUALDADE
E FRATERNIDADE UMA AN Á LI SE À almiresp irita@ g mail. com
LUZ DO ESPI RI TI SMO Rep roduç ã o da I nternet
A
liberdade é uma independência absoluta e legal de um indiv duo, de uma cultura, de uma nação, que são reguladas nas relações de um ser humano para outro ser humano, na consolidação das igualdades raciais, religiosas, e dentre outras questões na sociedade, bem assim estabelecendo uma convivência fraterna, independentemente de credos religiosos e de posiç es pol ticas. Os I nstrutores Espirituais da humanidade, no livro dos sp ritos na questão de numero 8 3 7 , nos adverte; “Constranger os homens a proceder em desacordo com o seu modo de pensar, fazê
-los hipócritas. A liberdade de consciência é um dos carcteres da verdadeira civilização e do progresso.” Diante das informações acima, percebemos que os princ pios, regras, ditames, receitas, determinações, ordens, são iguais para todos. O orbe Terreno, na atualidade encontra-se em um per odo transição de evolução espiritual, onde as forças invis veis da natureza traçam os objetivos, para a regeneração, em consonâ ncia com as leis da natureza, que já foram determinadas pela I nteligência suprema, desde a criação do universo, perante a lei de causas e efeitos. Para nosso melhor enten-
dimento, finalizaremos esta matéria, com uma parte do resumo teórico das ações humanas, contido no livro dos sp ritos, na questão . “Cabe à educação combater essas más tendências. Fa -lo-á ultimamente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do ho-
mem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar se á a modificá la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene. Sa de, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre J esus o Cristo!
Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz
O lá L eitores!
Registro MTB: 3 07 54 -RJ
M s das crianças, de alegria e pureza, que estas in uenciem nossos governantes e nossa população. Trazemos uma matéria sobre uma lei importante oficializada em São Paulo, com intuito de in uenciar o poder p blico e trabalhar a consci ncia de que embora as vezes pareça que estamos morrendo na praia, há avanços e conquistas importantes que cabe a imprensa e redes sociais popularizar para que tenhamos informações sobre avanços. Uma edição que falamos do lançamento do Livro de J osé B eniste, de Alexandre Cumino e Márcio de J agun. Assuntos sobre espiritismo, cultura bantu e cotidianos que movimentam o cenário de nossas tradições. Há muita boa vontade, trabalho que in uenciam e acontecem por a . Aqui voc v . Boa Leitura!
Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: V iviana Assunção Colaboradores: J osé B eniste / Almir O. de Souza / W alter N k osi / Pai Marcio d’ J agun Endereço: Av. Presidente K ennedy , 3 3 5 Coelho da Rocha – São J oão de Meriti – RJ Tel: 21-26 6 3 -58 15 / zap: 21-9 7 03 2-928 9 email: icapra.geral@
gmail.com
B abá Marcelo Fritz – Editor Resp onsá v el
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Coletiv o de F otó g raf os N eg ros - RJ
A 12ª CAMINHADA EM DEFESA DA
LIBERDADE RELIGIOSA A 12ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, nesse domingo, transcorreu com manifestos em defesa da paz, reunindo na Praia de Copacabana com representantes de todos os segmentos religiosos A Comissão de Combate à I ntolerâ ncia Religiosa ( CCI R) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas ( CEAP) , realizam a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, começando com um café da manhã, no CI B - Clube I sraelita B rasileiro, também em Copa. Por voltas das 11h seguiram rumo ao posto 6 , para a concentração. A caminhada começou pontualmente às 13 h. E durante todo o trajeto, foi emoldurada por cantorias, danças e batuques. Com apresentação, Mãe Mirian de Oy á e Pai Renato de Obaluaiy ê, apresentando os grupos e os câ nticos dos Afoxés, sem falar no animad ssimo Ogan otoquinho. Com o slogan: ‘ I ndependente da sua fé, o respeito deve prevalecer” - I vanir dos Santos, interlocutor da CCI R, destacou a mobilização de outros setores, como a maçonaria, os escoteiros que vieram pela 1ª vez com uma delegação. Contou pela primeira vez com a presença do lideranças religiosas internacionais, com os pastores americanos Dr K eith J ennings, Rev Timothy Mcdonald I I I , Drª Charlene Sinclair - com uma perspectiva cristã sobre a ótica das lutas antirracista nas Américas. Também com Arabá Agbay e Olu I sese de I lè I fè ( Sacerdote supremo de I fá na N igéria) . “Eu, e milhões de Afro-Americanos, estamos preocupados com o aumento do assédio, intimidação, ódio, fala e atos de violência contra membros individuais de religiões afro e o vandalismo de locais de culto, incluindo a queima de
templos e a profanação de s mbolos afro -religiosos. Devemos defender juntos a tolerâ ncia e a liberdade religiosas e fazer parte de uma nova frente global unida contra o racismo e o fanatismo, a fim de afirmar nosso dese o por um mundo onde todos sejam iguais em dignidade e em direitos.” , alegou K eith J ennings. A Caminhada tornou-se nacional, recebeu representantes de outras regiões, vindos da B ahia, Mato G rosso do Sul, Minas G erais e outros. Registrou em torno de 7 0 mil pessoas. Recebeu Marinete da Silva e Luya ra Santos mãe e filha de Marielle Franco) , B enedita da Silva, Pastor Marcos Davi, Alessandra Ristovic ( consulado americano) Toninho G eraes, Silvio Tendler, Carlos Minc, Marcelo Calero, diversos representantes da comunidade judaica, outras lideranças religiosas como Frei Tata, Mako ta Celinha do Centro N acional de Africanidade e Resistência Afro-B rasileira – CEN ARAB , que trouxe uma trupe de religio-
sos de B H. Presença ilustre do Diácono N elson Á guia, CEB I de Campo G rande, a querida V ó Maria, APN S Agentes de Pastoral N egros, entre outros. Além de intelectuais como Cristina W arthm, da editora Pallas, que inclusive acabou de lançar o livro: “Marchar não é Caminhar” , que levanta e analisa as interfaces pol ticas e sociais das religiões de matrizes africanas no Rio, contra os processos de intolerâ ncia religiosa e o racismo no B rasil, e chega no momento em que diversos terreiros vêm sendo atacados e destru dos em nome de um Deus. Só no Rio de J aneiro, há cerca de 200 terreiros que estão sob ameaça. A CCI R registrou no 1º semestre um aumente de 120% de casos, comparado ao ano passado. Destaque para a caracterização do O G reen Man - O Fantástico G uardião das Florestas e de todos os seres. Forma orquestrada pela União W icca do B rasil ( UW B ) , mostrando um pouco da cultura e ao mesmo tempo protestando quanto aos desmatamentos, queimadas e destruição do meio ambiente. Representantes da casa Pai B enedito D” Angola, vieram paramentados com vestuário branco e cocar na cabeça no tom verde. Além disso, as escolas de samba
Estação Primeira de Mangueira e G rande Rio também vieram com representantes. V ale lembrar que o enredo das duas escola pontuam intolerâ ncia. Outra novidade deste ano foi que adeptos do candomblé usaram cocares de penas na abertura da caminhada, remetendo aos animais da Amazô nia que devem ser preservados. O Movimento MUDA, criou um cordão de abre alas, com 22 crianças com pinturas no rosto, representando os animais da ora amaz nica, seguidas de placas com frases re e ivas sobre o tema - N atureza, N osso Sagrado! “Porque, para nós, a natureza é sagrada. Somos religiões que reverenciamos a natureza” , atestou o B abalaw ô I vanir dos Santos. A Pastora da igreja luterana Luzmarina G arcia, sempre atuante e presente atestou que “A importâ ncia dessa caminhada é enorme. N a verdade, nós estamos vivendo uma situação de tanta violência religiosa que precisamos dar um testemunho positivo de que é poss vel conviver, é poss vel se respeitar e entender que as diferenças fazem parte de uma sociedade democrática. “A Caminhada vem se firmando como uma ação inter-religiosa, que busca fortalecer as lutas em prol da toler ncia no rasil. Nos ltimos anos, a CCI R vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades p blicas para o perigo da construção de um estado teocrático em um pa s constitucionalmente laico como o B rasil” , alegou I vanir, que vem promovendo ações sociais contra todas as formas de violência. Tendo sido seu trabalho reconhecido - Recebeu em julho, o prêmio I nternational Religious Freedom ( I RF) . Entregue pelo State Department s Office of nternational Religious Freedom, em W ashington ( USA) . Ú nico representante de todo o hemisfério ocidental, o Doutor em História da UFRJ I vanir dos Santos foi reverenciado pelo Departamento de Estado do G overno dos Estados Unidos pela importâ ncia na luta contra a intolerâ ncia a praticantes de religiões de matriz africana no B rasil. A cantora Teresa Cristina, ao lado rupo ré, arrasaram no microfone. Marcelo V acite - Presidente da União Cigana do B rasil, prestou homenagem ao pai Mio V acite ( falecido esse ano) e mandou ver com encantos ciganos. E assim, o ato fechou com um forte cordão fraternal, onde ficou claro que, independente da sua fé, o respeito deve prevalecer! Saravá, Optcham, Motumbá, K olofé, B lessed B e, Axé, Aleluia, Amém...
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EVENTO CRIANÇAS DE ASÉ COMPLETA 7 ANOS Div ulg aç ã o
N o dia 6 de Outubro o evento, “Crianças de À sé” completou seu 7 ° ano, idealizado por J ake d’ Dan, o evento teve como produtora Analys d’ Oy á. Afesta foi realizada este ano na Casa do J ongo da Serrinha. A festa que visa confraternizar, interagir além de promover um grande encontro onde as crianças são as donas da programação e protagonizam do in cio ao fim da festividade, que além de brincadeiras, oficinas, apresentações há muita diversão. A programação teve inicio as 12h e término às 19h, foram laureadas 6 0 crianças, teve Apresentação de J ongo, Associação de Capoeira Três de Ouros ( Luana Mata V irgem) , Dança de Orixá com K auã d’ Aiyr á, saudação à oxum com a dançarina I za, contadores de histórias, com a escritora Sô nia Rosa) , pinturas, confecção de pano, com Maria I sabel e J acyr a Lima. N a programação teve ainda, oficina de turbante com anessa
do J eito de Mimar, diversos expositores de cultura afro. Presentes: B abalaw ô I vanir dos santos, Pai Márcio d’ J agun, Mãe Margareth d` Oxum, Sra., G raça N ascimento ( MI R) , madrinha do projeto, V itoria Aurora d’ oxum, Doné Mô nica d` Sogbô , Done ke lly de V odungan presidente da “Confraria das Oloya s” ,ebomy N anga de oyá , babalorixa Marcos de Oxalá, dentre muitos os convidados que lotaram a Casa do jongo. A apresentação da festa ficou por conta do promoter Y angô d` Obaluayê .
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SÃO PAULO APROVA LEI QUE REFORÇA O COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA Vigilantes, para garantir o respeito às crenças de cada um e à liberdade de todos, trabalham com a Secretaria da Justiça para educar, identificar e encaminhar investigação e punição ao crime de intolerância religiosa São Paulo aprovou uma lei que reforça o combate à intolerâ ncia. Uma iniciativa que une pessoas de religiões diferentes, num estado que abre os braços para todos os credos. Embaixo desse céu está o horizonte de esperança de tanta gente que chega carregando suas tradições e sua fé. “Quando eu cheguei aqui ninguém me falou ‘ você é muçulmana, então voc não pode ficar aqui”, conta Asiya Husseim, muçulmana imigrante de G ana. Asiya veio de G ana na Á frica. Cread chegou há apenas três meses do Haiti, mas já encontrou seus irmãos de fé. “Aqui em São Paulo vai a I greja B atista também” , diz. Ele venezuelano, ela colombiana os dois não tem religião. “Uma pessoa não precisa assistir a um culto a uma igreja para crer num Deus” , diz Marla J urane, agnóstica imigrante da Colô mbia. O padre da Missão Paz Paolo Parise é testemunha da convivência entre refugiados de 13 1 nacionalidades e 16 religies acolhidos nos ltimos dez anos. Muitos escaparam de perseguição por sua fé: “o que parece surpre-
ender é vê-los conviver juntos no mesmo espaço, mulçumano rezando, o evangélico que vai rezar, o católico também e ver que a religião não se torna motivo de con ito”. Mas em tempos de intolerâ ncia, só a convivência pode não bastar. Por isso São Paulo tem agora uma lei contra a discriminação religiosa. E também vigilantes para garantir o respeito às crenças de cada um e à liberdade de todos. Eles trabalham com a Secretaria da ustiça para educar, identificar e encaminhar investigação e punição ao crime de intolerâ ncia religiosa. “A peregrinação do Fórum I nter-Religioso por uma cultura de paz e liberdade de crença é exatamente isso: persistir, ter perseverança, acreditar e ter fé” , diz Carmem de Oxum, ya lorixá do Candomblé N ação K etu. “A convivência entre as diferentes comunidades é um patrimô nio de São Paulo. N ós temos orgulho de conviver com pessoas diferentes aqui e podemos colaborar pro crescimento de todos” , destaca Michel Schlesinger, rabino da Congregação I sraelita Paulista. O G rupo J eholu é de arte e discussão. “É sobretudo uma troca. Uma troca de arte, uma troca de sentimento, de carinho e de respeito a quem veio antes de nós” , afirma Felipe rito, idealizador da Ocupação Cultural J eholu. A professora de canto é evangélica e não aceita discriminação. “N ós temos budistas, evangélicos, católicos, do candomblé, pessoas de diversas religiões onde a palavra nica é respeito e toler ncia”, afirma dna D’ oliveira, evangélica I greja B atista. Repórter: essa mistura é boa. Robert Casemiro, seguidor do Candomblé e do I fá cubano: é muito bom! Repórter: o senhor quer que São Paulo continue assim? Robert Casemiro: São Paulo e o B rasil.
g 1 . g lobo. com
A cerv o do I nstituto Cultural B abá T oloj i
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ASÉ OLOROKE PANTANAL COMEMORA AJODUN XANGÔ Div ulg aç ã o N o dia 3 0 de setembro o I le Ogun Anaeji I gbele ni Oman – Ase Oloroke Pantanal comemorou mais um tradicional Ajodun X angô , cerimô nia anualmente realizada no dia 3 0/09. A Festividade contou com a presença de B abá Pecê, Sacerdote do I le Oxumare ( Salvador/B A) e sua comitiva. Estiveram presentes também B aba Diego de Airá e B aba Carlinhos de Odé, herdeiro do I le Alake tu Ase Airá – Asé B atistini ( SP) , casa do saudoso Pai Pérsio de Airá. Além de dirigentes do Rio e vários estados, filhos, netos, bisnetos e amigos do Asé Oloroke Pantanal. A Cerim nia teve in cio às 19h, com o X irê aos Orixás e recepção aos convidados. Após o X irê, Mãe Maria de X ango convidou os presentes a dançarem ao redor da Fogueira de X ango, e foi nesse momento que o dono da festa chegou. Foi um momento muito lindo, todos em volta da Fogueira louvando e reverenciando B aba X angô de I yá Maria ao som do Alujá. Após os rituais do Fogo, X ango trouxe sua corte para dançar no Salão, e os B abalorixás e I ya lorixás presentes puderam louvar B aba X ango, entoando câ nticos enquanto ele próprio cumprimentava cada pessoa presente no Salão. Ao final, Mãe Maria dançou as cantigas tradicionais do Asé Oloroke e agradeceu a todos, aproveitando para convidar para os 7 0 Anos de I roko , que será realizado em 1º de Maio do Próximo Ano.
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AXÉ&VARIEDADES
BABÁ MARCELO FRITZ icap ra. g eral@ g mail. com
21 97032-9289
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@MarceloFritzOficial
MÃE EDELZUITA É ENTREVISTADA POR MARCELO FRITZ O programa que vai ao ar pelo facebook todas as segundas feiras às 19:3 0h, está dando o que falar, nomeado “Papo com o Fritz” por ser um papo descontra do, sem regras, onde o p blico interage com perguntas e sugestões que procuro seguir ao pé da letra, afinal o programa é para o p blico adepto das tradições afro e simpatizantes. Eu continuo também as quartas feiras na rádio metropolitana 1090 AM às 21h, também com live. Pai K ill d` Oxóssi, Pai J orge Caribé, mãe K ita d` Oy á, Mãe Palmira d` Ò y á, Mãe G ina d` I ansã, são algumas das personalidades já entrevistadas onde todas as entrevistas estão na minha página no faceboo .com marcelofritzoficial. ntrevistar mãe Edelzuita foi uma grande satisfação, pois antes do I CAPRA nascer iniciei uma militâ ncia com ela, há mais de 20 anos. Amei! V ão lá e assistam!
Terreiro do Gantois organiza homenagem pelos 21 anos de morte de Mãe Cleusa
CASAMENTO DE MÁRCIA D`OXUM COM MOGBÁ TAINÃ
Lavagem da Madeleine atinge a maioridade e cria a ala Mulheres da Resistência br.rfi.fr - Por Paloma Varón
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A já tradicional festa baiana em Paris, a Lavagem da Madeleine, chegou à sua 18 ª edição neste domingo ( 8 ) com uma novidade: a ala Mulheres da Resistência, com homenagem a Marielle Franco, entre outras. O evento, inspirado na avagem do onfim, que acontece em Salvador, na B ahia, foi criado por Roberto Chaves, e traz a cada setembro o sincretismo e a m sica baiana para as ruas da capital francesa. O cortejo, que este ano contou com cerca de pessoas, saiu da Praça da Rep blica, no distrito, e percorreu a pé os 3 ,5k m que separam a praça da I greja da Madeleine, no 8 º distrito.
O casal renovou os votos numa cerimô nia rica em detalhes, elegâ ncia, cercados de amigos e celebridades dos cultos afro. A cerimô nia foi realizada por mãe Márcia d` Oxum amiga do casal. O vestido digno de uma rainha africana, foi confeccionado por Luiz Fernando G omes, que caprichou. Mogbá Tainã estava de amarelo, dançou ao som de atabaques e câ nticos. A luz do casal e harmonia contagiaram a todos os presentes, numa cerimô nia que sem d vidas ficará marcada na memória de todos. Felicidades!
O terreio do G antois, na Federação, em Salvador, organiza uma cerim nia de a e , ritual f nebre do candomblé, em homenagem aos 21 anos da morte de Mãe Cleusa. A celebração ocorrerá entre os dias 9 e 15 de outubro. Mãe Cleusa foi sucessora de Mãe Menininha no comando do G antois. Regida por N anã ( orixá representada pela Senhora de Santana, no sincretismo religioso) , Mãe Cleusa atuava na comunidade como guia espiritual. Fazia previs es, ogava b zios, dava conselhos e coordenava os rituais do terreiro.
O atual babalorixá do terreiro Casa de Oxumarê, Babá Pecê, na cerimônia de Canonização de Irmã Dulce //w w w .michellemarie.com.br O atual babalorixá do terreiro Casa de Oxumarê, B abá Pecê, representará o povo de matriz africana na cerimô nia de Canonização de I rmã Dulce – a B em Aventurada Dulce dos Pobres – , que acontece no dia 13 de outubro, no V aticano, em Roma. O sacerdote acredita que fazer parte desse momento histórico é uma forma de mostrar o respeito com outras religiões. “A capital baiana possui uma grande cultura de diálogo entre as duas religiões – a de matriz africana e o catolicismo – e ela, por ser intitulada uma santa baiana e ter feito tanto aos mais necessitados merece a veneração de todos nós, independente do credo”, conta o l der religioso. O babalorixá tem um carinho especial pela beata, que marcada por sua generosidade te estendeu a mão quando passava por momentos dif ceis nos anos .
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TENDA UMBANDISTA CABOCLO JUNDIARA COMPLETA 21 ANOS DE FUNDAÇÃO
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Em 1998 a Tenda Umbandista Caboclo J undiara iniciava seus trabalhos espirituais, no bairro J ardim Carioca na I lha do G overnador, Rio de J aneiro. Logo a casa seguindo as ordens do chefe J undiara, começou a tomar corpo. “Parece que foi ontem, em 19 de setembro de 1998 que a Tenda Umbandista Caboclo J undiara abriu suas portas pela primeira vez. São 21 anos de pura energia positiva. V inte e um anos de amor e caridade” . Declara Mãe Andréia d` Oxóssi, dirigente dos trabalhos espirituais. Dia 21 de setembro,
certamente mais uma celebração que fica marcada em nossas mentes e histórias da casa que cresce e cumpre sua missão. Uma noite de muita harmonia e irmandade entre filhos e amigos da religião. Mãe Selma de Omol e seus filhos, Mãe de Santo de Mãe Andre a de O óssi, do Centro sp rita Pai Oxalá; Mãe B ete de Oy á e Mãe cia de Ogum, Pai Muzurê e Ek edy G iza, Mãe G ilda de Ogum, Mãe Luci de X angô do Centro Espirita Umbandista V ovó Maria Conga e Caboclo Tupinamba, Pai Rui de X angô do Centro
I rmãos de Fé, Mãe Ana Angélica e Pai Nelson Ab lio do Terreiro de Umbanda J urema e Pai J oaquim dentre outros irmãos. A linda homenagem se iniciou com um louvor aos pretos-velhos, passando-se em seguida a louvar o Caboclo J undiara, chefe espiritual da Tenda e demais caboclos e boiadeiros. Após a linda festa foi servido um delicioso cozido preparado por Mãe J uliana de I ansã e sua incansável equipe. Parabéns à Tenda Umbandista Caboclo J undiara pelos 21 anos de prática da caridade!
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15 aos odus, no ato de uma consulta, nos c nticos de , nos rituais das folhas – Sàsáyì n e lembrando o c ntico final de uma Sa da de ó em que o iniciado é homenageado:
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Como sabemos o Candomblé é uma religião que exige participação, uma aproximação necessária, e para que isto ocorra com segurança, o respeito e a estima entre todos fazem parte do aprendizado para uma plena convivência religiosa. V amos destacar algumas situações que são realizadas em diferentes Axés, que motivam uma convivência organizada e afetuosa entre todos os participantes. N os Candomblés K etu, quando em meio a uma festividade, os atabaques executam o câ ntico especial do Arakétu wúre: Fàra ìmọ́ra Olúwo Arákétu wúre Fàra ìmọ́ra
O Deus Supremo É a luz da vida É a luz do mundo
W alter de N ko si, costuma cantar uma cantiga para que todos fiquem de pé e se cumprimentem. É o momento em que se reverencia as diversas nações bantus, como as do Congo, Angola e Lunda: Lunda muxicongo E dibandolula angolense e Lunda muxicongo kigua nkise e
É hora de nos aproximar Unir com satisfação
O ritual de p dé se encerra com a saudação final amoro e A imuda, quando há o retorno após a entrega do a asá ritual stico, sendo recebidas e homenageadas por todos de pé e com as mãos espalmadas: É à é è òkè o Somos como uma montanha Àìla lọ́lá fo npa o Fortes e inalteráveis Àìlọ́mọ kewà pó Com inteira beleza
N os abraçamos e com o povo do k etu nos abençoamos
Como diz a letra, há duas fases no cumprimento com a saudação inicial ombro com ombro, coração com coração. A seguir a troca de bênçãos que completa o momento mágico em que os gestos dizem tudo. Se houver desentendimentos, eles se dissolvem. Uma bela amizade surge num aperto de mão e num abraço. N as casas de jeje, o querido B ajigan Ailton de Oxosi costumava lembrar a cantiga que determinava às pessoas prestarem reverência botando a cabeça no chão em sinal de respeito: Ala deja tomahin Azon viete Azon ilewaiyé
Agogo ni fà nwa o Ó lẹ́ yó
CANDOMBLÉ
A ESTIMA E O RESPEITO Podemos lembrar uma outra cantiga deixada por Maria N enén de Nkosi Murá, e cantada para exaltar a raiz do Tumba J unsara, quando todos se felicitam: Nludiamungongo Angole Nludiamungongo Angola N o Efon, há um câ ntico que revela o prazer de participar, em tradução livre: A njó láyò torò Èfòn N ós estamos dançando Faláyò felizes no ritual de Efon Manuel Rufino Omindasamba do Beiru, também conhecido como B omnopó fazia a saudação coletiva no seu ritual Angola Caboclo:
Masanganga de kariolé Selesi selesi Masanganga de kariolé aTos DE REvERÊNCia E aGRaDECiMENTo Podemos lembrar alguns procedimentos respeitosos e que por força dos hábitos rotineiros, são praticados, mas não são notados: a pessoa chegando ao terreiro, não dirigir a palavra a ninguém antes de bater cabeça para o dono do Axé; ao entrar no quarto do Orixá, bater na porta pedindo licença para entrar e ao participar de uma roda de santo, há menção de pedir licença curvando-se ligeiramente. Além disso, há rezas de agradecimnto para a luz do dia, reverencias
Em Edição Final
A H istó ria dos Candomblé s do Rio de J aneiro L anç amento em N ov embro
LivRos DiRETo CoM o auToR: (21) 2437-4833
Os animais não são esquecidos pela sua participação, quando todos se ajoelham, tocando a cabeça na testa do animal, num ritual de troca e agradecimento: Àgò bó ní jẹ Alá foríkàn Alá foríkan gbogbo o
Pedimos licença batemos a cabeça e agradecemos
Há duas coisas herdadas pelo Candomblé das antigas tradições afro, como os valores familiares e o respeito à idade, com o ato do beijamão, pedindo benção. As mãos são sempre citadas em expressões que indicam necessidade de segurança, conforme uma reza deixada pelo babalaw o Martiniano do omfim de nlé: Mo júbá pẹbẹ̀ ọwọ́ Cumprimento e peço às mãos Mo júbà pebẹ̀ ẹsẹ̀ Cumprimento e peço aos pés Mo júbà àtẹ́lẹ́sẹ̀ Cumprimento a sola dos pés Ti kò àrùn Que não adoeçam São atos educativos e uma forma de comunicação que se revela como elemento regulador de comportamento e de evolução espiritual.
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“Chega de perseguir os negros e pobres”, gritou Elza Soares no Rock in Rio depois de citar Ágatha e Marielle Elza prestou homenagem à menina Ágatha Félix, Marielle Franco e ao músico Evaldo Rosa, para depois gritar “chega!” em coro com o público que a assistia Da Rev ista F ó rum
Wallace Teixera/Futura Press
A cantora Elza Soares protestou neste domingo ( 29) durante seu show no Rock in Rio contra o genoc dio do povo negro e pobre no rasil. lza prestou homenagem à menina Á gatha Félix, Marielle Franco e o m sico valdo Rosa, para depois gritar “chega” em coro com o p blico que a assistia. “ gatha Féli tinha anos, o m sico valdo Rosa levou 8 0 tiros. Marielle lutava pelos pobres, pelos negros, pelos pretos, pelo nosso povo. Chega!” , gritou a cantora. “Chega de perseguir os negros, chega de perseguir os pobres. Mulher negra, coragem, pra frente!” , continuou, sendo ovacionada pela plateia. Em outro momento do show , Elza destinou seu discurso às mulheres e protestou contra a violência doméstica. “Mulheres, a história agora é outra. G emer, só de prazer. Chega de sofrer calada. Denuncie, por favor! É 18 0 neles. Machistas não passarão” , gritou. O p blico, em seguida, passou a gritar unto cantora “machistas não passarão” em coro. F á bio Roch a/ G lobo
ivanir dos santos lança o livro “M archar nã o é Caminhar”, pela Pallas Editora, na Blooks Botafogo
O livro chega em momento oportuno, quando terreiros vêm sendo atacados e destru dos. Com prefácio de Muniz Sodré e orelha de azare i erbo, vice presidente do Comitê I nternacional J oseph K i-Z erbo para a Á frica e a Diáspora C AD , o t tulo de páginas é o resultado da tese de doutorado que levanta e analisa as interfaces pol ticas e sociais das religi es de matrizes africanas no Rio contra os processos de intolerâ ncia religiosa e o racismo no B rasil, entre 1950 e 2008 . Com esta pesquisa, I vanir se credenciou como doutor em História Comparada pela UFRJ , em maio de 2018 .
Maju Coutinho estreia na apresentação do ‘Jornal Hoje’ com novidades Maju Coutinho estreou na apresentação do J ornal Hoje nesta segunda-feira, 3 0, com algumas novidades no cenário do telejornal e na interação com o p blico. Ela já tinha passado pela bancada do J H como plantonista, aos sábados, mas agora assume no papel de titular. No ltimo dia 13 , Sandra Annenberg se emocionou ao se despedir do programa que apresentou por 16 anos.
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Daniel Marques - Umbanda Eu Curto
Will Recarey
Manhã do dia 21/05/2019 acordei com ela sussurrando palavras na minha alma, estava ali em minha cama, nua como uma Deusa, negra como uma Deusa, sua pele brilhava dourado. Silenciei,i quietinho para ouvir atentamente aquela voz em mim. Como um trovão, este saber me atravessou, rasgou meu espírito, exigindo nova consciência, para receber e absorver: SOU a Deusa esquecida nas brumas do passado. Fui amada, adorada, reverenciada e cultuada por uma casta de sacerdotisas: “filhas da Deusa”, as “filhas da Noite”. São mulheres livres e libertas que não aceitam submissão à homem algum, nem Deus manda nelas. Eu lhes ensinei, nada é mais sagrado que livre arbítrio. Elas realizam seus desejos, aceitam pagar o preço por isso, reconhecem o corpo perecível, alma imortal, sabem que a vida é única como se não houvesse outra oportunidade de viver o agora. As marquei perante a eternidade, me procuram intuitivamente, estão por toda a parte, se identificam como irmãs de um mesmo clã. Recebo, aceito, reconheço filhas, todas que me procuram em suas entranhas, em busca de força para viver saudável num mundo doente. Eu nunca serei totalmente esquecida! Mulheres abusadas, profanadas, agredidas, caluniadas, difamadas, marginalizadas, torturadas, escravizadas, estupradas, prostituídas, queimadas vivas... não me esqueceram, elas me reconhecem em si mesmas e me chamam “Mãe”. A maioria delas nem me atribui nome, não conhecem tantos nomes que eu mesma me faço reconhecer. Por intuição me chamam: Mãe da Rua, Mãe Farrapo, Mãe Mulambo, Mãe das Estrelas, Mãe da Noite, Mãe das Sombras, Mãe das Trevas, Mãe Amada, Mãe dos Desejos, Mãe da Carne, Mãe do Sexo, Mãe prostituida de filhas prostituidas pela vida, por homens, pela sociedade, por um modelo patriarcal, machista, sexista, colonialista, consumista, hipócrita, voraz, mesquinho, medíocre, tacanho e covarde, entre outros atributos e desqualificações outras, não menos importantes. Como pode ser fácil a vida para quem está com quem não quer estar? como pode ser fácil assumir o mais hipócrita dos “pecados”? como pode ser fácil não ter quem deseja e ser desejada por quem não quer? Ter a carne rasgada, alma mutilada, espírito corrompido, lágrimas caladas, boca sufocada e ainda ter que agradar a quem lhe profana, apenas para levar um pouco de dignidade a um filho, um pai ou uma mãe? Fazer o que ninguém quer fazer, receber homens que as esposas rejeitam, por meio de subterfúgios e ar-
Um livro que vai mexer com você, o livro “Sou a Deusa” de Alexandre Cumino, já bate recorde de vendas e surpreende leitores e críticos que se rendem a fascinante história e ensinamentos sobre esta entidade que se revela em sonhos, mensagens e experiências do autor, que se apaixona e em três meses conclui a sua mas recente obra
timanhas? Deitar-se com quem não ama é sempre prostituição, não importa se tem contrato de casamento ou apenas por uma noite. A vida difícil da outra sempre parece mais fácil. Como pode ser fácil um lugar que você não quer estar? Ou que você quer mas não tem coragem? Não há glamour, dinheiro ou presente que compre anos perdidos, dor na alma e memórias de ser tratada como lixo humano. Quais são as opções de quem não tem opção? A única opção que resta é rezar !!! Não mais para um Deus possessivo, que julga, ciumento, egoísta, assassino, torturador; não mais para um Deus Pai. Talvez um Deus filho, humano, que reconhece sua mãe; um Deus que não atira pedras, um Deus acolhedor. Como rezar para esse Deus filho se ele foi totalmente capturado, engessado e elevado a mesma condição de Pai?
Como rezar para o filho se agora ele é o pai? Quando usam e deturpam sua imagem e presença com a imagem e a presença do torturador. Como seria rezar para uma mãe tão intocada, depois de ter sido muito tocada de todas as formas? Como se identificar com uma mãe tão imaculada em meio a tanta mácula? Como rezar para alguém tão pura após ter sido tão profanada? Onde estava o filho, engessado no modelo do pai, ou a mãe tão distante em sua pureza quando as filhas de outras mães foram torturadas, abusadas e iludidas? Desesperança, desespero, desamor, desafeto, descuidado, desacolhimento, desilusão, mágoa, dor, agonia, solidão levam a mim. Só resta rezar para uma Deusa desconhecida, uma deusa igual e igualmente agredida. Não fui totalmente esquecida, enquanto houver mulheres que sofrem a dor da exclusão, estou e sempre estarei aqui, sou a Deusa de mil nomes !!! Sou uma das faces da Deusa Mãe, um dos aspectos da Deusa Maior. O dia que descobrirem que todas as deusas são uma única deusa, descobrirão que o desamor para comigo é desamor para todas as minhas irmãs.
Somos muitas deusas e ao mesmo tempo somos A Deusa Mãe, única e absoluta. Para quem nos conhece a fundo somos o Deus Pai, também. Não há Pai sem Mãe, cara sem coroa, dia sem noite, sombra sem luz. Deus ou Deusa? São dois lados de uma mesma moeda, transcenda o olhar unitário e também o olhar binário, alcance o olhar essencial e venha até a alma de minha alma. Mergulha teu ser no meu, descubra, sou a Mãe e o Pai, a Deusa e o Deus que transcende valores humanos, além de idealizações mesquinhas, medíocres e hipócritas de doutrinas distorcidas. Agora, é na figura de uma Deusa que vou falar, é na figura de uma Deusa que quero ser reconhecida, é assim vou me apresentar! “Se é preciso que eu tenha um nome”, pode me chamar por qualquer um dos mil nomes, todos são fortes e me agradam, mas poucos são conhecidos por vocês. Há um nome antigo, perseguido, caluniado, vilipendiado, distorcido, forte, lindo, que me honra e me pertence, Lilith - A Deusa. Mas, se você quiser, pode me chamar pelo nome de uma de minhas filhas, pode me chamar pelo nome de qualquer uma de minhas filhas, pode me chamar de Maria Madalena. Maria para não esquecer que também sou Maria, que sou todas as Marias, que sou Maria Padilha, Maria Cecília, Maria Mulambo, Maria Farrapo, Maria Navalha, Maria Caveira, Maria Rosa, Maria Sete Saias, Maria do Cais, Maria comprada, Maria vendida, Maria abusada, Maria torturada, Maria estuprada sou todas essas Marias e sou Maria Mãe, Mãe de todos, sou a tocada e a intocada, sou a maculada e a imaculada, sou a “santa” e sou a “puta”, no fim sou apenas mulher, Sou Pombagira !!! Pode me chamar por mil nomes, mas hoje me chame Pombagira, eu sou A Pombagira. Não aceite que me diminuam, que me reduzam, que me calem, não aceite menos do que sou, uma Deusa, Rainha, Divindade, Orixá, Entidade; sou a Deusa Pombagira! Se quer me agradar, agrade minhas filhas, vale mais que mil Oferendas.
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PAI MÁRCIO DE JAGUN Professor, advogado, escritor e
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O corpo, segundo os iorubas, é observado a partir de sua compleição, da disposição simétrica e proporcional de seus membros, o que já indicaria a busca de estabilidade, de harmonia. A sa de f sica é alcançada a partir do equil brio entre o corpo e as emoções. N este contexto, o culto à natureza se apresenta como mediador entre tais elementos. Harmonizar Homens, deuses, corpo e natureza, é o objetivo de todos os ritos e liturgias do Candomblé. O corpo f sico é um ve culo e é um detentor de . Por tal razão, os iorubas entendiam a necessidade de reativar este através de obrigações rituais periódicas, como b de limpeza, banhos e demais liturgias. Afinal, o corpo do iniciado torna-se um altar vivo da divindade. N os ritos iniciáticos, o corpo recebe incisões, oferendas, pinturas, banhos de vários tipos e procedências, os cabelos são raspados. O corpo é “limpo”, purificado e apresentado à rua, à mata, ao tempo, à praia, cachoeira e ao ilé b ( local de culto aos ancestrais) . O corpo é assim preparado para se tornar um elemento divino, um corpo-altar, imantado pela natureza e integrado aos ancestrais. Através do corpo, a divindade irá se manifestar. Pela boca do iniciado, o r falará. Por suas mãos, a divindade promoverá cura, alento, energia.
o corpo
como altar
O corpo é um ve culo de comunicação entre Homens, deuses e as forças da natureza. ndiv duo, divindade e comunidade se entrelaçam através do corpo. O corpo de um adepto acaba compondo uma espécie de egrégora, algo como um compêndio sóciocultural-religioso, juntamente com os corpos dos outros membros da comunidade. Os efeitos sobre os corpos individuais ressoam no grupo. A sa de e o equil brio espiritual
de um, pode repercutir nos outros. Por este princ pio, quando um adepto está “recolhido” ( em situação de retiro espiritual) , toda a comunidade fica imersa em cuidados coletivos com seus corpos: devem evitar o consumo de álcool, sexo, discuss es ou assuntos não edificantes devem usar tra es lit rgicos dentro das dependências do templo; devem se lavar com banhos de ervas, etc. Todos esses procedimentos, ou
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preceitos, relativos aos corpos de cada membro do gb ( sociedade) , objetivam que não haja qualquer energia negativa que atrapalhe a sacralização do corpo do indiv duo. is uma prova inequ voca de que corpo individual e o “corpo coletivo” são entrelaçados por elos de comprometimento social e energia espiritual. Da , o princ pio da “irmandade” presente nas comunidades de terreiro. Embora o corpo seja um “compêndio” inter pessoal e inter natural, sua individualidade é ensinada pedagogicamente ao Homem. uando um neófito é iniciado, após a cerim nia do dár que culmina tal processo, é realizado um rito denominado unl ( literalmente: un = pron. pess. “eu” - usado no tempo futuro + lè = verbo procurar) . Esta cerimô nia tem o propósito de reapresentar ao indiv duo seu próprio corpo; porém, agora sob outro prisma. O indiv duo “procura” uma nova dimensão do seu corpo. E quem lhe ensina isso é o gupo, a comunidade. N este procedimento, cada parte do corpo daquele que foi iniciado, lhe será apresentado no idioma ioruba. Considerando que o processo iniciático propõe o renascimento do indiv duo, no unl este “novo ser” aprenderá, ou reaprenderá a conhecer-se e a compreender seu corpo como uma ferramenta para realização do seu destino. (Trecho do livro Ewé – a Chave do Portal, de Márcio de Jagun)
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1ª MARCHA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANAS EM DUQUE DE CAXIAS Rep roduç ã o internet
Prefeito de São João de Meriti, Dr. João, cria pasta para combater a Intolerância Religiosa Div ulg aç ã o
L eonardo L ia
São J oão de Meriti foi pioneiro há em torno de 20 anos atrás no mapeamento feito pelo I CAPRA- I nstituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradiç es Afro, no per odo foi levantado em torno de 250 casas, preservadoras das tradições de matrizes africanas, o ano era 1999. Marcelo Fritz, coordenador executivo do I CAPRA, produtor cultural, jornalista e babalorixá, foi quem coordenou e iniciou o trabalho na cidade. “Foi um trabalho inovador, árduo, com muitos voluntariados e um governo comprometido com a pluralidade social, que hoje fico feliz com esta preocupação do governo do Dr J oão em construir pol ticas contra a intolerâ ncia religiosa. A sociedade civil tem um papel importante em participar com o poder p blico na construção de pol ticas pela igualdade. V ivemos um momento
onde todos devem estar unidos, somando forças, unindo esforços por dias melhores. Há muitas casas de segmento afro, terreiros com espaços aptos para se aliarem com ações que contribuem com o desenvolvimento social, independente de religião, ou de filosofia de vida.” Declara Fritz. Marcelo Fritz assumirá este trabalho que estará ligado a Secretaria Municipal de Cultura, Direitos Humanos e I gualdade Racial, que tem como secretário Marcelo Rosa. Dados da Secretaria de Direitos Humanos do Estado apontam que houve um aumento em casos de ocorrências de intolerâ ncia religiosa na B aixada Fluminense, com N ova I guaçu liderando com 12,5% , seguido por Duque de Caxias com 5,3 % . A maioria de todos esses casos são relativos às religiões de matrizes africana. Segundo dados
da Comissão de Combate à I ntolerâ ncia Religiosa ( CCI R) , foram registrados, no primeiro semestre deste ano, cerca de 200 ameaças contra casas que cultuam religiões de matriz africana no estado do Rio, um n mero maior do verificado no mesmo per odo do ano passado. Desse total, 3 5% dos casos foram na B aixada Fluminense. uM TRaBaLHo DE DiáLoGo E aLiaNças “V amos dialogar com militantes do segmento, demais religiões e de nossa sociedade, estudar estratégias, ver serviços p blicos e programas do governo, que possam fortalecer iniciativas. Quero criar n cleos que agreguem lideranças e se fortaleçam por áreas, fortalecendo ideias e solidificando uma rede que promoverá o diálogo e a paz.” Declara Marcelo Fritz.
Com o tema “Exigimos nossos direitos” , representantes de casas tradicionais, diretores de instituições referência na luta pela igualdade, cultura de paz e intolerâ ncia religiosa, formam assim coordenados pela Feira dos oborô s, uma comissão que unem forças para esse manifesto que se realizará na cidade de Duque de Caxias no dia 10/11/2019. Um grupo de zap foi criado que hoje já conta com a participação de 107 participantes, colaboradores e multiplicadores da ideia que nasce da car ncia de pol ticas p blicas e de chamar a atenção da sociedade e poder p blico para nossa cultura, tão perseguida e deturpada. A concentração será à partir das 10h em frente a igreja matriz de Santo Antô nio, em Duque de Caxias. O evento conta com apoio da secretaria de cultura da cidade, do Afoxé Raiz e V erdade dentre outras instituições.
VINDA DO ARABA AGBAYE & COMITIVA AO BRASIL O propósito da visita ao B rasil da Sua Eminência Espiritual Ow olabi Aw odotun Aw oreni, Araba-Agbaye & Olu I sese com a comitiva dele, foi pelo convite feito pelo Centro Cultural oruba, o r nm l R Templo de I fá) , que tem como seu Presidente Fola Oludare Ayo dele. Teve como seu coordenador geral da visita ao Rio de J aneiro, o B abalorixa B abatinha de Oxum e amigos coordenadores, são eles : Omo Orixa Alan Machado, Y a Mara de Y emonja, Y a N adia Cursino, Y a N adia de Oya , Ogã Alan, Y apetebi Larissa , Y apetebi Adriana Martins. O Arabá realizou várias visitas a templos, instituiç es p blicas e privadas.
SÃO PAULO - FANTÁSTICO
10º Festival de Curimba da Aldeia de Caboclos
Um Grito de Liberdade” Div ulg aç ã o
Varal Cultural Júnior
É com imensa honra, alegria e satisfação que a Aldeia de Caboclos vem perante todos os queridos e vibrantes participantes do Fantástico “10º Festival de Curimba Um G rito de Liberdade” , para agradecer a presença e o compartilhamento das emoções, mostras de arte e cultura que transformaram em um fenomenal acontecimento a realização deste grandioso evento, no dia 15 de setembro de 2019, no Tradicional Clube Atlético J uventus, no icô nico B airro da Mooca, na cidade de São Paulo. Obrigado a tão querida N ação Umbandista e aos que apoiam e simpatizam com esta nobre causa e com esta, igualmente, iluminada religião. Obrigado por terem de forma magn fica tornado realidade a concretização de mais esta edição deste agregador Festival. Obrigado por vocês terem feito parte de mais um momen-
to memorável tanto para arte Umbandista como para Umbanda em sua essência. Agradecemos de coração as energias ultra positivas emanadas do cativante, participativo e animado p blico, que cantou, aplaudiu, vibrou, se maravilhou e se emocionou com a beleza do que viu. Pois, todo o trabalho que ali se exteriorizou foi desempenhado por toda a equipe da Aldeia de Caboclos e seus apoiadores com muita competência, esforço, união, harmonia, aplicação, grande capacidade, esp rito de superação e acima de tudo com muito amor real a causa. ste incr vel evento contou com a presença de cerca de 4 .000 pessoas que ao longo do dia por ali passaram, cantaram, se confraternizaram e se emocionaram. Destacamos que a essência deste G rande festival é integrar e propor-
cionar a troca de experiências entre os irmãos de fé, assim como é fazer com que a nossa amada Umbanda seja cada dia mais forte, unida, e que tenha maior representatividade perante a sociedade, fazendo valer a esta o devido respeito e promovendo a valorização da cultura Umbandista. Os nossos enfáticos Parabéns à Campeã do Festival - I rmandade Caboclo Ubirajara G uerreiro de Aruanda! Parabéns a todos os grupos participantes, frise se, incr veis grupos Pois, vocês proporcionaram um Memorável, um Magistral Espetáculo a toda N ação Umbandista. A felicidade e a empolgação estampada nos rostos de cada pessoa integrante do vibrante p bico presente, bem como a nossa devoção aos G uias e Ori-
xás, a Oxalá e a Z ambi, e o nosso AMOR À UMB AN DA nos mantêm com a chama acesa e intensa para realizar este sensacional e motivante festival a cada ano! Força aos Festivais, alegria, cada vez mais beleza aos nossos toques e cantos, cada vez mais união e harmonia entre os Umbandistas e as religiões como um todo. A Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos, agradece imensamente aos patrocinadores e apoiadores, as federações e entidades representativas, aos templos e terreiros, aos grupos e curimbas participantes, artistas convidados, todos os ve culos de comunicação, todas as autoridades religiosas e civis, aos expositores, aos amigos e familiares e ao grande p blico presente. O nosso muito obrigado de coração a todos, e até breve!
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LIBERDADE RELIGIOSA SE FORTALECE COM PLURALISMO LAICO, NÃO COM TEOCRACIA Thiago Amparo/Folha de São Paulo Algo de bom se perdeu no discurso de B olsonaro na ON U semana passada, quiçá inaud vel dada a histeria com a qual o mandatário decidiu revestir sua fala m ope. “A perseguição religiosa é um agelo que devemos combater incansavelmente” , disse o presidente, corretamente. N um tom teocrático, citou Deus quatro vezes. Quase invariavelmente, frases de efeito são carregadas de ironia. Desde o in cio de seu governo, em sua cruzada anti-gênero, B olsonaro tem se alinhado em votações nas N aç es nidas a pa ses pouco amigáveis a cristãos, como Arábia Saudita e Paquistão. Ao viajar a I srael no começo do mandato, B olsonaro não se importou em visitar a vizinha B elém, na Palestina, cidade onde historicamente cristãos comandam a prefeitura. Se quisermos proteger liberdades religiosas, precisamos separar o joio do trigo. É um estado laico plural que melhor garante liberdade a todas as crenças, não uma teocracia. Discursos extremados de vitimização perpetuam a polarização que fundamenta a atual pol tica de ódio, de todos os lados. Ministra Damares disse à Folha que sofreu “persegui-
Arquivo Pessoal ção religiosa” por ser pastora e ministra. De um lado, discriminação contra evangélicos pode ocorrer e isso não está em debate. I nclusive, a lei pune em pé de igualdade discriminação religiosa, LG B Tfobia e racismo. Questiona-se, no entanto, se num pa s onde tr s em cada dez brasileiros de 16 anos ou mais ( 29% ) se declaram evangélicos ( Datafolha/2016 ) , podemos falar em perseguição. À proteção das liberdades religiosas, melhor caberia por um lado moderar adjetivos e por outro diminuir a instrumentalização da religião evangélica por certos setores da direita e demonização dela por alguns setores de esquerda. Damares usou seu poder nas redes sociais para atacar a revista que trouxe informações sobre aborto “P roteger minorias seguro. Crivella colocou a prefeitura a religiosas e evitar serviço de sua visão que as maiorias retrógrada sobre LG B Ts. N ão é com religiosas usem o uso da máquina o poder para p blica para regular a sexualidade oprimir quem delas alheia que a liberdiscordar: é este o dade religiosa será protegida. papel de um E stado A ambos, caberia laico e plural. “ atentar para as de-
PAI JÚNIOR RETORNA COM PROGRAMA “A FORÇA DO CANDOMBLÉ”
mandas que importam ao seu p blico evangélico. Se a tese de que o voto evangélico se pauta por uma “retórica da perda” da estabilidade social em um mundo de mudanças constantes —co mo defende a socióloga Christina V ital da Cunha FF o p blico evangélico poderá se cansar do diversionismo moral se não vir melhoras reais em suas condições sociais, cedo ou tarde. Pluralidade dentro das religiões é algo que não pode ser ignorado. Modelo do pol tico “despachante de luxo de igrejas” é constantemente criticado nos próprios c rculos de fé,
Pai nior d O óssi, babalori á do A é Faray mará ( 3 Setas) em B elford Roxo, retornou no mês de setembro para a rádio tropical 8 3 0 AM. N a programação sempre um convidado debatendo temas importantes e de interesse p blico. O p blico interage pela live o o telefone da programação que não para. O programa vai ao ar à partir das 22h e também é transmitido pelo facebook através do link : facebook .com/eduardojunior
como nos convoca a pensar Carlos B ezerra J r. no livro “Fé Cidadã” . Católicos, maioria no pa s mesmo em queda, votaram quase igualmente em B olsonaro e Haddad em 2018 . Religiões de matriz africana e esp ritas são alvos constantes de perseguição religiosa, muitas vezes violenta, embora tenham sido ignoradas no discurso do presidente na ON U. Espaços de fé desempenham papel central na vida democrática. I nstrumentalização da religião para fins pol ticos — como relatado pela advogada Silvia de Souza na Revista Sur— terá os dias contados quando percebermos que é a liberdade religiosa, em si um direito humano, que mais perde num estado teocrático de inclinação autoritária. E tal instrumentalização é um desserviço ao trabalho social que igrejas evangélicas e de outras crenças e religi es tem feito ao pa s. “O sinal indicador do fanatismo não é o volume da sua voz, mas a atitude com a voz dos outros” , escreveu certa feita o israelense Amós Oz. Proteger minorias religiosas e evitar que as maiorias religiosas usem o poder para oprimir quem delas discordar: é este o papel de um Estado laico e plural. Uma fé democrática, portanto.
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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi
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MULEMBA
A ÁRVORE SAGRADA DA VIDA Em tempos remotos, na imensidão das selvas africanas em território bantu, os Mako ta ( anciões) tinham frequentemente o costume de se sentar à sombra de um frondoso Mulemba (Ficus thonningii) ou figueira africana, também conhecida por “Arvore da V ida”. Para Transmitir as doutrinas, invocar os Ancestrais Divinizados da comunidade para que intercedesse em favor de causas em prol ao bem estar da comunidade, e assim preservar a tradição oral desse povo através des contos e os mitos nativos para os mais jovens. Segundo uma crença Angolana, alguns nativos da região acreditam que o topo da copa da Mulembeira, é o habitat preferido dos Ancestrais divinizados, por que se sentem muito confortáveis em suas espaçosas folhagens macias. stas figueiras africanas são constitu das por vários troncos regenerados e fundidos uns nos outros, muitas vezes, com as ra zes estendendo-se acima do terreno, podendo ter um per metro de mais de seis metros e atingir uma longevidade centenária. Portanto, não é de admirar que os Mani( Reis) do K ongo e os J isoba do N dongo fundassem à volta delas os seus povoados, pois
Walter Nkosi
as culturas africanas tradicionais atribu am s Milemba um caráter sagrado, por incorporar os esp ritos da terra. Dizia-se que era à volta destas árvores e sob a bênção da sua sombra, que as pessoas se compreendia no mais ntimo do seu ser. Para o africano, de modo geral, a árvore estabelece uma real comunicação entre o subterrâ neo, a superf cie terrestre e as alturas celestiais. É como que uma garantia que não existe qualquer obstáculo intranspon vel entre Kalunga ( abismo dos mortos) , o mundo dos viventes e o para so da libertação dos Malunga esp ritos santos de brancos e negros) e Kalunga ngombe ( Ente Espiritual que acolhe e guia as almas até a comunidade dos Antepassados) . A palavra mulemba é usada no imbundu, a figueira sagrada é associado comumente ao verbo ku lemba, que é sinô nimo de escurecer ou ensombrar. Realmente, é costume dos africanos procurar a sombra de uma árvore para a introspecção individual ou para a troca amena de ideias, geralmente, histórias e adivinhas, através de um bate-papo, ou seja, daquilo que no ki mbundu se chama sunguilar, por isso, também é chamada figueira africana a “mulemba das discussões”.
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MULHER É CONDENADA POR INJÚRIA APÓS OFENDER DUAS CANDOMBLECISTAS NA PB Condenada chamou casal de mulheres de “macumbeiras, sapatão e pomba gira dos infernos”. Prisão de um ano e nove meses foi convertida em prestação de serviço e multa Por G1 PB - Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), em João Pessoa
Ednaldo Araújo/TJPB
Uma mulher foi condenada a um ano e nove meses de prisão e dias multa pelo crime de in ria após ofender duas candomblecistas em março de na Para ba. De acordo com os autos do processo, a condenada chamou o casal de mulheres de “macumbeiras, sapatão e pomba gira dos infernos” . A mulher foi denunciada pelo Ministério P blico da Para ba MPP pelos crimes de in ria referente a raça, cor, etnia ou religião, duas vezes. m depoimento, as v timas narraram que convivem maritalmente há mais de 13 anos e são da religião do candomblé. Ambas confirmaram que a condenada enviou mensagens para uma testemunha com in rias religião das duas. Na sentença, o uiz eraldo m lio Porto, da 7 ª V ara Criminal de J oão Pessoa, destaca que os fatos descritos foram comprovados durante a
PAI B AB ATI N HA D` OX UM N A RÁ DI O SAARA O nome do programa é “Á guas Profundas” as segundas feira pela rádio Saara através do site:radiosaara.com.br, o horário de 20h às 22h. Um programa com informações, entrevistas, agenda cultural e re e es sobre nossas tradições. Pai B atatinha iniciou com programa pelo facebook , agora com esta nova experiência, os ouvintes podem participar ao vivo pela live ou através do telefone: 21996 02-6 926 .Também pelo facebook no link : facebook .com/elsonjunior
fase de instrução e demonstram que a mulher praticou o crime de in ria. Segundo o texto da sentença, a acusada, inconformada com o relacionamento amoroso que o esposo dela manteve com uma das testemunhas, passou a ofender, por mensagens, a cunhada da testemunha e a companheira dela. A condenada teria informado que as duas v timas teriam facilitado o relacionamento extraconjugal do cô njuge dela com a testemunha. Conforme o juiz, a ré, em uma nica ação, realizou dois crimes ao mesmo tempo e, por isso, deveria sofrer as sanções com o aumento da pena previsto no artigo 7 0 do Código Penal, “levando-se em consideração a quantidade de infrações penais praticadas” , ressaltou o magistrado. A pena foi convertida em duas penas restritivas de direito, sendo uma de prestação de serviços à comunidade e outra na prestação pecuniária no valor de um salário m nimo. Ainda cabe recurso à decisão.
AMIGOS DO RIO DE JANEIRO! Há vinte anos, em 1999, lançamos- na Cidade Maravilhosa- nosso “Faraimará, o Caçador traz alegria” , pela Editora Pallas do Rio de J aneiro, em homenagem aos 6 0 anos de iniciação religiosa de Mãe Stella. Uma reunião de artigos de gente reconhecida pelo trabalho: prof. Agenor Miranda Rocha, Z elia G attai, Y eda Pessoa de Castro, Muniz Sodré, G ilberto de Exu, Antonio Olintho, Z ora Seljan, Marcelo B arros, Luis Duilio, Thiago G arcez, Robson Max, etc, etc, etc. Um trabalho meu e de Raul Lody , que também publicamos com os demais autores, no conjunto. A pintura que está na orelha do Faraimará é de Talambê: o autor do quadro de X angô que habita a Coroa do Engenho V elho. Em 1999, o Axé Opo Afonjá foi
tombado pelo I PHAN : um trabalho incansável de Fernando Coelho: poeta maior e valoroso irmão de Axé. O lançamento foi no Museu da Rep blica: o Palacio do Catete. Mãe Stella - radiante -também autografou os livros. V inte anos depois, no dia 6 de novembro de 2019, uma quartafeira, volto só ao Palacio sede da Rep blica, que acolheu Mãe Aninha, nos : no tempo de et lio V argas.
V olto pela METAN Ó I A EDI TORA DO RJ . Os sinos repicam Saudade. Mãe Stella, que faria 8 0 anos de iniciação no dia 12 de setembro pp, encantou-se em uma linda Estrela Azul que brilha no Firmamento. V olto para autografar O TEMPO DE X AN G Ô É AG ORA E PARA SEMPRE. N o dia 12 de setembro, celebramos na I greja do Rosário dos Homens Pretos de SALV ADOR, a MEMÓ RI A da primeira ialorixá a ingressar na Academia de Letras da B ahia com o lançamento da obra em homenagem aos seus 8 0 anos de iniciação. Contamos com sua presença. N a véspera, dia 5, estaremos com o Ogan J açanã, em Quintino. Sàngó N fé.
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sagia que podemos conseguir um certo êxito nos negócios sempre que usemos de prudência. V er uma ou mais cabras: aumento de seus rendimentos, que pode ser por herança ou comissão de venda. V er a cabra pastando: problemas digestivos por excesso ou abuso de alimentação; procure fazer uma dieta. Comprar uma cabra: cuidado com invejosos. V ender uma cabra: noivado ou casamento.
soNHaR CoM ÉGua: representa a mulher. Todos os sonhos que se relacionam com éguas referem-se a elas. É presságio de um acontecimento que terá a ver com a própria esposa, companheira ou qualquer pessoa do sexo feminino que seja muito chegada a nós. soNHaR CoM Raio: Um raio visto em sonhos, para um viajante, anuncia sua próxima volta ao lar. mas quando cair em nossa casa, anuncia sério infort nio, perda de situação, ou a morte de um membro da fam lia. Ser ferido por um raio, é o ind cio de uma renovação total de sua existência., ocorrendo em conseqü ências de fatores imprevistos. Muitos consideram ser a chegada de um amor s bito e irresist vel. um pren ncio de boa sorte, indicando mudanças de residência; mudança de emprego com aumento de salário; coisas que há muito tempo você almejava se concretizarão rapidamente. soNHaR CoM saBão: Costuma ser um conselho. Sugere limpar, esclarecer. Recomenda agir com suavidade. Anuncia que as coisas começarão a se mostrar de forma mais clara. Se escor-
regamos por culpa do sabonete, estamos em perigo de “dar uma mancada” de errarmos, de cometer um deslize. De modo geral- indica problemas de ordem familiar, que podem ser por discuss es financeiras ou relacionamento con ituoso. Procure não esperar tanto dos outros. soNHaR CoM uNHas: Representam a vitalidade, a energia, nossa capacidade de lutar. Se as vemos com um bom aspecto é sinal de boa sa de, vitalidade, vida equilibrada. Sujas ou quebradas: miséria, falta de coragem, doença. Fortes como garras: coragem, força,
energia, valentia para enfrentar as circunstâ ncias. Também podem sinalizar o que estamos precisando em nossa personalidade. V ê-las- traição e perseguição no seu relacionamento afetivo; evite discussões com a pessoa amada. Cortá las fim de um relacionamento amoroso, porém surgimento de outro amor breve. soNHaR CoM CaBRa: desde a antiguidade, o macho caprino representa a potência sexual. V er uma cabra em liberdade, sugere liberdade, agilidade e capricho. V er uma cabra doméstica, sugere calma e tranquilidade. A cabra pres-
SIMPATIAS PaRa TER MEsa sEMPRE FaRTa V ocê deverá fazer em sua casa a seguinte cerimô nia: sobre uma mesa, coloque uma toalha branca, uma garrafa de vinho do padre, sete cálices e um pão grande. Convide sete pessoas a sua escolha. Reparta o pão sem utilizar uma faca. Sirva o vinho e depois que todos estiverem servidos agradeçam ao Senhor J esus Cristo. O que sobrar deve ser dado a qualquer pessoa ntima sua. Todos que participarem desta oferenda terão sempre fartura em suas mesas. PaRa REaLiZaR uM BoM NEGÓCio Se você tem um negócio importante para fechar, na noite anterior faça uma oração
soNHaR CoM HoMiCíDio: Matar alguém: romperá relações de maneira violenta. soNHaR CoM aBaCaTE: Sonho que traz sempre bom agouro. V ê-los aos montes: amor em esperança. Comê-los: alegria, felicidade, poss vel visita de uma pessoa que você ama. Maduros: prosperidade, esperança, dias melhores vão chegar. V erdes: contrariedades, tristeza na fam lia. No pé: transformaç es no seu modo de vida bom aug rio. Comê-lo: ambições elevadas, futuro interessante. V ê-lo com outra fruta: fofocas em fam lia cuidado com as tias. Fazer uma salada com abacate: indica que bons tempos estão chegando.
/ bemz en. uol. com. br fervorosa ao seu Anjo da G uarda, pedindo-lhe que o ajude a agir com honestidade e discernimento. Depois, acenda uma vela junto à porta por onde deverá sair no dia em que for realizar o negócio.
d vidas, todas as manhãs, antes de sair para o trabalho, se é que você trabalha fora, vire os bolsos do avesso. Quando pisar fora da porta em direção à rua, recoloque os bolsos na posição normal.
PaRa Não TER PREJuíZos: Antes de realizar qualquer negócio que envolva dinheiro, pegue numa nota velha, de qualquer valor, e dobre-a em três partes. Ponha dentro do sapato do pé esquerdo e só tire a nota de dentro do sapato quando o negócio for realizado e não mais houver possibilidade de pre u zos.
PaRa iNFLuENCiaR o PaTRão: Escreva o nome do seu patrão num pedaço de papel branco. Dobre o papel ao comprido e amarre em volta uma linha vermelha. Firme o pensamento, dizendo a si mesma ( o) que, desse ponto em diante, você será motivo de elogios por parte do patrão. G uarde o papel no bolso de um casaco que você não usa constantemente. Assim, você terá o seu patrão sempre no “bolso” .
PaRa Não CoNTRaiR DíviDas: Para você não cair em tentações e contrair
PaRa TER sEus suPERioREs DEBaiXo Do sEu PÉ: Se voc quiser ficar sempre por cima dos seus superiores em matéria de conceito e desear ascensão profissional, escreva o nome da pessoa ou dos diretores e chefes num pedaço de papel em branco e prenda com adesivo dentro do seu sapato, de maneira que os nomes fiquem virados para cima e o seu pé em cima deles, sempre no seu pé direito. Toda vez que precisar que eles tomem alguma atitude a seu favor, fique batendo com o pé direito no chão, de mansinho. Essa simpatia é infal vel.
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CANDOMBLECISTA, MULHER DE ARLINDO CRUZ EXPLICA CULTO NO ANIVERSÁRIO DO CANTOR J ornal Ex tra Rep roduç ã o internet
B abi Cruz, mulher de Arlindo Cruz, conversou com o EX TRA neste sábado e explicou o motivo de celebrar o aniversário de 6 1 anos do cantor num culto evangélico. la diz que a fam lia recebeu o convite do amigo, o ex-cantor de pagode e pastor W aguinho, para participar de uma celebração em agradecimento à vida do musico e nega que tenha se convertido. “Resolvermos comemorar esse ano de uma forma diferente. Fomos ao culto do nosso amigo e irmão W aguinho, que nos convidou. N ós somos declaradamente esp ritas do Candomblé e tivemos a intenção de fazer essa integração religiosa, onde o amor e a amizade falam mais alto que tudo. Essa foi exatamente a nossa intenção: fomos agradecer pela vida do Arlindo” ,
“N ós somos declaradamente espíritas do Candomblé e tivemos a intenç ã o de faz er essa integraç ã o religiosa, onde o amor e a amiz ade falam mais alto que tudo. ”
explicou ela, esclarecendo que não se converteu. “N ão me converti. N ós fomos apenas orar. O nosso casamento foi ecumênico, teve o budismo, o católico, o evangélico, a messiâ nica e o Candomblé, e o W aguinho
foi um dos celebrantes”, afirma. B abi conta ainda que o marido ficou bastante emocionado durante o culto. “Ele se emocionou muito e abriu um sorrisão. Foi tudo bonito” . O cantor, que sofreu um AV C em março de e ficou um
ano e três meses internado num hospital do Rio, vem apresentando melhoras gradativas. Arlindo recebeu alta em junho do ano passado e vem continuando o tratamento em casa para recuperar a fala e os movimentos.
ENCONTRO INTER-RELIGIOSO COM O CÔNSUL NORTE AMERICANO EM UM TERREIRO DA BAIXADA FLUMINENSE Div ulg aç ã o
Carlos K ü lp s -Consulado G eral dos EUA - RI O de j aneiro
Um café da manhã reuniu na sexta - dia 27 de setembro, o Cô nsul G eral Scott Hamilton, B abalaw ô I vanir dos Santos, Pastora Lusmarina Campos G arcia, o Procurador da Republica osé lio nior e outras lideranças religiosas, em um terreiro, em Duque de Caxias, para encontro I nter-Religioso, em mais um ato em prol das liberdades, contra o racismo e a intolerâ ncia religiosa. E nada mais pertinente que acompanhar de perto esse vilipêndio religioso. A base da conversa foi ouvir v timas, que sofreram intolerâ ncia religiosa, para uma compreensão maior dos atos sofridos
com as religiões de matriz africana. Em 2014 , o 2º andar do barracão - K w e Cejá G bé, da mãe Conceição d` Lissá, foi incendiado no bairro J ardim V ale do Sol,
na B aixada Fluminense, na noite do dia 26 de junho. E não foi o primeiro incêndio e muito menos foi o primeiro caso de violência e ainda ho e, outras v timas aguardam
de alguma forma uma reparação. O encontro serviu para um renovado compromisso, de respeito e direito à proferir a fé, que ganha um outro impulso.
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ASSOCIAÇÃO ALFA E ÔMEGA-SP CURI MB A CAMPEÃ DOS CAMPEÕ ES DA 15ª EDI Ç Ã O DO PRÊ MI O ATAB AQUE DE OURO
FEsTivaL voZEs DE aRuaNDa Será organizado pelo Templo Espiritualista Estrela Polar, o evento será dia 17 de novembro e as cantigas poderão ser, de a O alá com premiação especial para melhor cantiga de Y emanjá e melhor letra e intérprete. Os interessados poderão enviar suas m sicas até dia 3 0 de outubro. Maiores informações através do zap: 21-99858-0649.
iCaPRa, LaNçaRá REvisTa Da 15ª EDição Do PRÊMio aTaBaquE DE ouRo
1° Festival Ilê NI Tiwa
Melodias de Terreiros o Evento se realizará na quadra da escola de samba Caprichosos de Pilares, no dia 10 de novembro, com início previsto para às 14h. o evento terá 20 cantigas de exu a oxalá e bloco especial para lenda dos orixás. a entrada é franca e mesas valor popular. a realização é da união Espiritualista Mina Congo e direção de Braguinha d`oxaguiã. o evento também contará com uma feira de expositores afro. o evento terá atrações com samba de roda e surpresas. informações: 21-97017-7297.
Encontro ogãs em ação chega a sua 13ª Edição Dirigido por Tião Casemiro, o evento além de a tradicional participação de ogãs, o evento terá participações especiais de grupos do Rio e de outros estados. A casa já está praticamente lotada, o p blico pode optar por mesas ou camarotes. O local é no Clube Recreativo Português de J acarepaguá, na rua Ariapó. Maiores informações no zap: 21-99999-298 8 . A apresentação ficará por conta de Pai Renato d` Obaluayê e Mãe Miriam d` Oyá . Dia 14 de novembro à partir das 18 :3 0h.
Com a edição dirigida pelo diretor do evento, Marcelo Fritz, a revista já conta com a participação de em torno de 10 parceiros do Rio São Paulo, Paraná e Mato G rosso. Além da cobertura completa do evento, a mesma terá no seu conte do, desde a inspiração da criação do prêmio até depoimento da madrinha, a cantora Alcione. Algumas personalidades também deram depoimentos sobre o projeto que hoje é considerado o maior encontro de curimba do B rasil, por conseguir reunir vários estados do B rasil, multiplicadores do projeto e do movimento que não para de crescer. A previsão do lançamento que será no má imo in cio de novembro, m s da consciência negra e do aniversário da Umbanda.
Festival de Curimba em Cuiabá, Chega sua 5° Edição Dirigido por Marcelo Passos, ganhador já do Prêmio Atabaque de Ouro, categorias revelação e melhor curimbeiro, o evento este ano teve a participação de alguns veteranos da curimba do Rio de J aneiro, Márcio B arra V ento, Dan Soares e eatriz Nascimento com participação também de et cia entania. N a foto também V ivian Souza, Carla dos Passos e Marcelo Passos celebrando o sucesso do evento que já é tradição na cidade. Parabéns!
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Em caso de racismo religioso, Prefeitura de Salvador desrespeita religiões de matriz africana e tira nome de Yemanjá de festa Y uri S ilv a, do J ornalistas L iv res O racismo religioso da Prefeitura de Salvador, ao substituir o nome da Festa de Yemanjá em seus materiais de divulgação, usando a nomenclatura de Festa de 2 de Fevereiro em placas de rua, não deve nada à outras formas de manifestação da intolerâ ncia religiosa brasileira. O preconceito contra as religiões de matriz africana se apresenta em várias dimensões na nossa sociedade. ma delas são os ataques f sicos e violentos contra terreiros de candomblé, o que só tem crescido nos ltimos anos e á somam mais de casos entre 2013 e 2018 na B ahia, de acordo com dados oficiais divulgados pela imprensa. A outra dimensão do racismo religioso é uma mais sutil ( bem ao estilo engenhoso do racismo brasileiro) , quando a preservação das tradições afro-brasileiras são atacadas, ao invés de serem incentivadas, fomentadas e defendidas pelas instituições responsáveis por proteger de forma laica todo o tipo de manifestação cultural e religioso. O Estado brasileiro, outrora autor de ataques policiais que devastavam terreiros de candomblé na B ahia, destruindo representações religiosas e levando ao cárcere l deres religiosos após muita viol ncia f sica e psicológica, agora ataca os cultos negros brasileiros de outra forma, renovando o modus operandi do racismo. Rainha do Mar Ao esconder a Rainha do Mar, cultu-
tar reconstruir as celebrações de Yemanjá a partir de outros s mbolos e interesses que não aqueles que lhe deram origem e que se relacionam obrigatoriamente com as religiões de matrizes africanas. É um contrassenso tal postura, para além da intolerâ ncia e do racismo religioso evocado acima, se pen-
ada no dia 2 de fevereiro por milhões de baianos e turistas na orla do Rio V ermelho, em Salvador, a Prefeitura cede aos apelos de uma base pol tica evangélica que ronda a gestão do DEM na capital baiana; ataca a tradição de saudação à orixá das águas salgadas e desrespeita todo um povo. Desrespeita o povo negro ao ten-
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sarmos que a Festa de Yemanjá é a nica das festas populares soteropolitanas, as chamadas festas de largo ou lavagens, que é dedicada exclusivamente a um orixá. Todas as outras, com exceção dela, têm em sua essência o sincretismo religioso, saudando ao mesmo tempo orixás e santos católicos, numa repetição da estratégia de sobrevivência adotada por nós negros para vivermos em paz nossa religiosidade. Mas talvez seja esse mesmo o motivo desta decisão que ‘ esconde’ Yemanjá das placas de divulgação da festa. N a cabeça dos gestores municipais sentados em seus gabinetes, deve ser muita ousadia uma festa inteira, aderida por todo um povo, para saudar uma entidade cultuada historicamente por pretos e pobres. Muito embora, essa mesma elite administrativa que toma decisões como essa, brancos e ricos encantados pela beleza da religião dos pretos e pobres, continuem indo ao Rio V ermelho fazer pedidos à Orixá. Sejam quais forem as motivações, para nós do Coletivo de Entidades N egras – CEN , entidade nacional do movimento social negro brasileiro, é inaceitável esse fato. Por isso, entramos no Ministério P blico da B ahia com petição em que tais argumentos são apresentados. Estamos cansados de gritar sem respostas contra a violência do Estado – as agressivas ou as sutis – , mas nem por isso deixaremos de lutar em defesa do nosso povo. *Yuri Silva, jornalista e coordenador-geral do Coletivo de Entidades Negras – CEN
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Finalmente, foi lançado em agosto um dos livros mais esperados do ano: A Música na Umbanda, escrito por Sandro da Costa Mattos e publicado pelo Selo Legião / Besourobox Pioneiro na literatura umbandista ao falar dos assuntos voltados à musicalidade da religião, já que em 2005 lançou “O Livro B ásico dos Ogãs” pela Í cone Editora, na época o nico trabalho voltado e clusivamente ao tema, Sandro Mattos mais uma vez surpreende, agora com uma obra literária que vem para mostrar o quanto a m sica é importante para a religião, com ensinamentos e explicações, inclusive cient ficas, filosóficas e históricas, de sua ação dentro dos rituais e até mesmo na nossa vida cotidiana. Destacamos a forma como o livro foi escrito, baseado em pesquisas que nos proporcionam ter acesso a um conte do rico em informaç es sobre a m sica de terreiro, da MPB e da cultura popular de in u ncia afro religiosa e de todos os meios por onde elas circularam ao longo do tempo ou que ainda permeiam nos dias atuais, como os festivais, encontros, escolas de curimba, internet e muito mais. ma vez que vivemos um per odo onde a intolerâ ncia religiosa já atingiu até mesmo alguns artistas, este material passa a ter ainda mais importâ ncia, pois é também, sem sombra de d vidas, um resgate e uma homenagem, não só àqueles que desbravaram os caminhos para que hoje tivéssemos uma musicalidade tão diversificada, mas também aos que, nos dias atuais, estão trabalhando pela m sica que nos remete à fé nos Orixás. Devido à importâ ncia da obra, vários eventos já foram e ainda serão realizados para seu lançamento. N o estado do Rio de J aneiro o livro foi lançado no 15º Prêmio Atabaque de Ouro realizado em Duque de Caxias. J á para os
paulistas, tivemos, na capital, os eventos na APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba e no 10º Festival de Curimba “Um G rito de Liberdade” , além do realizado no litoral, no N cleo Mata erde em Santos. E a agenda ainda nos mostra eventos que serão realizados em undia , Taubaté e imeira ( todos no interior de SP) , além de Cambu , no sul de M . Podemos dizer que o conte do de “A M sica na mbanda” é mais do que indicado; é necessário a todos que estudam a religião ou que a freqü entam como membros ativos das correntes ou como assistentes em terreiros, tendas, templos, centros, n cleos e il s espalhados pelo B rasil e pelo mundo.
Macumba on line Brasil chega a 80 mil seguidores no instagram e perto dos 500.000 seguidores no facebook
sobre o autor: Sandro da Costa Mattos é paulistano, graduado em Ciências B iológicas e Pós-graduado com MB A em Administração de Finanças e B anki ng e Especialização em Terapia Financeira. Umbandista de berço, ocupa a função de Alabê na APEU. Seus mais de 3 5 anos de atividade e estudos lhe dão base para ministrar cursos, palestras e w orksh ops voltados aos temas que envolvem a arte musical umbandista. Com a Curimba da APEU ganhou destaque, sagrandose campeão ou sendo premiado em festivais no eixo Rio-SP. Também é o criador e administrador da W eb Rádio Ra zes de mbanda http:// raizesdeumbanda.com – a mais antiga em atividade em São Paulo.
Maiores informações: http://amusicanaumbanda.blogspot.com - Siga instagram e fanpage @ Contatos com Sandro Mattos - Celular/w hatsapp ( 11) 96 8 52-8 4 3 0 | E-mail: scm-bio@
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Com o endereço @ macumbaonlinebrasil, no instagram e /macumbaonlinebrasil no facebook, Léo K avalierri, pode se considerar um campeão de seguidores, visualizações e curtidas são metas do in uenciador digital que esbanja e carisma embora as vezes incorpora o enjoado, pois o povo gosta e declara não medir esforços para agradar. Postagens e not cias que interagem com seus seguidores é um trunfo de K avalierri que com trabalho comemora seus 8 0.000 mil seguidores no instagram e quase 500.000 no facebook. Ele fala das personalidades de adeptos das religiões afro, com inspiração na in u ncia dos deuses africanos em cada um, enquetes e as vezes incorpora o cupido com humor e sutileza e acaba funcionando. B ateu curiosidade? V ai lá e conheça suas redes.
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áRvoRE Da
Lembrança
J OÃ O COSTA B ATI STA Pesquisador de cultura e tradições afro jc.batista2010@gmail.com
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Para não esquecer: “Á rvore da Lembrança” N asceu no dia 06 de outubro de 194 8 , a baiana da Preguiça, bairro do Comércio de Salvador, Alade da Conceição, mais conhecida como Ala de do Fei ão apelido que herdou de sua mãe, Das N eves do Feijão. É uma G estora Comercial, G estora Cultural e Ativista do Movimento N egro. É uma mulher conhecida internacionalmente pelo prato que, como ela mesma diz, “era feito pro negro ficar forte pra trabalhar no engenho”. Ala de do Fei ão diz ainda, que tem compromisso com a cultura negra baiana.
Livro “A História dos Candomblés do Rio de Janeiro” de José Beniste já tem data de lançamento Div ulg aç ã o
Autor de Orun Ai é, ogos de zios, Á guas de Oxalá, Mitos Y orubá e Dicionário Y orubá, Professor J osé B eniste lançará sua mais recente obra do que podemos chamar do livro mais completo sobre a história Dops candomblés antigos do Rio de J aneiro. O livro tem quase 4 00 páginas e mais de 100 fotos de personalidades. O lançamento será no dia 11 de novembro de 2019, à partir das 18 h na B iblioteca Parque Estadual, localizada na Av. Presidente V argas, 126 1 – Centro – Rio de J aneiro/ RJ . Ref( Metrô Presidente V argas . A produção ficará por conta de Marcelo Fritz, que organizará uma mesa onde o autor palestrará sobre o tema com ilustres convidados. O evento tem apoio da Secretaria de ESTADO DE Cultura e Economia Criativa e a editora é a B ertrand B rasil.
TRaBaLHo CoLETivo Na DivuLGação Além do apoio total da B ertrand B rasil, Marcelo Fritz formou um trio que direcionará a divulgação em redes sociais, instituições e personalidades do segmento. A Rede Agen-Afro dirigida por Y angô d Obalua e o n uenciador digital Ale Marcondes( Alex N ega) , “Temos uma sintonia e amamos o que fazemos, além de experiência com segmento” Declara Fritz, que promete que será um lançamento inesquec vel, no m s da consci ncia negra. Maiores I nformações: 21-97 03 2-928 9.