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ICAPRA Edição 106/2018

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ANO 12 | n° 106 | 2018

BONFIM RECEBE MAIOR FESTA DE FÉ E SINCRETISMO RELIGIOSO DA BAHIA Pág. 5

PARAÍSO DO TUIUTI TEM ENREDO SOBRE OS 130 ANOS DA LEI ÁUREA. Pág. 23

60 ANOS DE CARIDADE DE MÃE SELMA D’ OMOLÚ. Págs. 6 e 7

PREVISÕES DO ANO NOVO - POR PAI MÁRCIO DE JAGUN. Pág. 11

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

JORNAL

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FELICIDADE E INFELICIDADE: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com

Reprodução da Internet

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esde os tempos remotos os seres humanos vivem em busca da felicidade. Mas em que fonte, nós os seres humanos estamos buscando a felicidade? Vinicius de Moraes, já nos informava; “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor. Brilha tranqüila, depois, de leve oscila, e cai como uma lagrima de amor.” Quais seriam os motivos em que a felicidade “escapa de nossas “mãos”, seria por que os nossos pensamentos estão sempre oscilando, entre o bem e o mal? Muitos crêem que a felicidade se resume na ausência de problemas, mas Albert Einstein nos informa que é ao contrário; “A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles.” Allan Kardec, certa feita indagou aos instrutores espirituais se poderíamos gozar da plena felicidade na Terra, a resposta foi que não, pois que o Planeta se encontra no ciclo provas e expiações...mas que podemos

suavizar os momentos de infelicidade, dependendo das nossas atitudes, pois que somos o obreiro da nossa própria felicidade ou infelicidade.(O Livro dos Espíritos questão de número 920 e 921.). Ainda somos espíritos imor-

tais imperfeitos, sobre a lei de ação e reação, todos os atos de bondade ou de maldade, estão registrados em nosso corpo espiritual, sendo assim tudo que emitimos físico e psiquicamente, retorna a nós mesmo seja desta existência física ou de outras

existências, pois que só existe a morte do corpo físico, o corpo espiritual sempre acompanha o espírito imortal, com as “manchas do pecado” (Energias deletérias dos atos negativos.), que necessitam ser “limpas”, através dos atos de amor ao próximo. Neste momento, lembro-me de uma musica; “Veja, não diga que a canção está perdida”... Tenha fé em Deus tenha fé na vida... Tenta outra vez... Beba, pois a água viva ainda ta na fonte... (Raul Seixas.) Qual então seria então essa fonte, para que possamos ter bom animo, e tentar quantas vezes for necessário, a fim de alcançarmos a tão sonhada felicidade? Diante de disso, podemos então entender que a doutrina do Cristo é a que abrangem ambos os mundos, carnal e dos espíritos, doutrina única, que nos garante a felicidade eterna! Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Mãe Regina de Oxossi Pai Marcio d’ Jagun / Jornal Awrê Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ

OLÁ LEITORES! Mais um ano se inicia e nesta primeira edição do ano, nada como materia principal a segunda maior festa popular da Bahia, a lavagem do bonfim, que ela lave nossos corações e almas, nosso mundo que tanto necessita de limpesa, material e espiritual. Mãe Stella fala de como mudar o mundo, 60 anos de caridade de mãe Selma d’ Omolú, um passada rápida com breve de enredos do carnaval que exaltarão a cultura afro. E por que não sonhar com o dinheiro, seus prós e contra, dentre demais recheios de matérias e notícias importantes para nosso povo. Feliz Ano novo!

Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: jornalicapra@gmail.com

Marcelo Fritz – Editor Responsável


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BONFIM RECEBE MAIOR FESTA DE FÉ E SINCRETISMO RELIGIOSO DA BAHIA Ascom/Salvador Manu Dias -ASCOM/Setur – Carol Gárcia – Tatiana Azeviche Olhos atentos, marejados, as mãos erguidas e um sorriso que emocionava. Eram as marcas dos milhares de fiéis em frente à Basílica do Senhor do Bonfim. Eles aguardavam o cortejo, e pouco depois do meio dia, os fogos já anunciavam a chegada da imagem, seguida da procissão, que partiu da Igreja da Conceição, oito quilômetros distante dali. Baianos e turistas de todas as crenças se uniram e aplaudiram a imagem na maior festa religiosa da Bahia - a Lavagem do Bonfim. As bênçãos foram dadas pelo reitor da Basílica, cônego Edson Menezes da Silva, que destacou a importância do combate à intolerância em todas as esferas. “Temos que difundir a solidariedade, a reconciliação e as relações interpessoais. Cada um pode contribuir e lutar por um mundo melhor, fazendo o bem”, destacou durante a missa. Mesmo sem conseguir acompanhar o cortejo há dois anos, a baiana de acarajé Denise de Olivei-

ra de Almeida, 58 anos, faz questão de subir a Colina Sagrada e aguardar a chegada da procissão. “Sou do axé e, na nossa religião, o Senhor do Bonfim é Oxalá. Tenho que fazer as obrigações aqui. Trago a minha água e me junto às outras baianas para lavar a escadaria”. Pela primeira vez participando das comemorações, os paulistanos estavam encantados com a quantidade de pessoas presentes à festa. “Nunca vi tanta fé junta, é muita união e muita gente”,

disse o engenheiro Carlos Oliveira, 34 anos. “O que mais me encantou foi ver que aqui tem gente de todas as idades, de crianças de colo a idosos", acrescentou a namorada de Carlos, a professora, Aline Rodrigues, 28 anos. No auge dos 76 anos, a aposentada Maria de Lourdes Santos veio de Ilhéus, no Sul da Bahia, para participar da Lavagem do Bonfim. “Venho sempre que posso. Acho linda a parte religiosa. Tem muita fé e devoção e quero participar desse momento”, contou. Ajoelhado na grade em frente à Basílica, o assistente de pessoal Edson Cruz dos Santos, 53 anos, amarrava uma dessas fitas, representando as orações apresentadas ao santo. “Venho todos os anos que posso para agradecer pelo ano que passou e pedir saúde e força para mais um ano”.

FITINHAS DO BONFIM Uma das marcas da Lavagem é a cortina de fitinhas do Bonfim que se forma com cada uma que é amarrada pelos fiéis no gradil da igreja. Também conhecida como medida do Bonfim, as fitinhas medem 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, Senhor do Bonfim. A "medida" era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada.

SINCRETISMO RELIGIOSO Ao chegar o cortejo, as baianas seguem uma tradição milenar e lavam com água de cheiro o adro da Basílica. Um pouco mais à frente, pais de santo davam banhos de pipoca e de folhas nos fiéis em frente à escadaria da Basílica. Essa é a forma de quem é do Candomblé saudar e cultuar Oxalá, agradecendo e pedindo forças.

HISTÓRIA O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão Português Teodósio Rodrigues de Farias cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada. Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo da Bahia Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.


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GIRA FESTIVA DE 60 ANOS DE CARIDADE DE MÃE SELMA D’ OMOLÚ Marcelo Fritz

Divulgação

O Centro Espírita Pai Oxalá, fundado em 1939, por Maria Luiza de Oliveira Nery, sogra de mãe Selma, no bairro da penha, ficando em torno de nove anos, após mãe Maria conseguiu arrendar uma fazenda antiga, com nascente, bambuzal, e espaço suficiente para os trabalhos. Selma Lúcia da Silva Nery, Mãe Selma d’ Omolú já nasceu no centro pois sua mãe Maria Isabel foi a primeira filha do terreiro, ela era de Iansã. Mãe Selma foi batizada no templo por xangô e aos 7 anos já teve sua primeira manifestação com a cabocla jureminha da cachoeira, desde então mãe Selma criança já iniciou sua vida espiritual. “Minha mãe não aceitava muito meu desenvolvimento, pois era muito nova, pois naquela época era muita rigidez, eu ficava muito assustada, minha mãe me levou na tenda mirim, dentre outros lugares, mas todos diziam que minha missão era ali.” “Logo em seguida meu desenvolvimento foi ocorrendo naturalmente, minha vovó Maria Conga veio eu tinha 11 anos, dona maria mulambo tentou chegar, mas naquela época Padilha, corria terreiros para fechar e todos temiam, então ela veio com 15 anos...” “Fui coroada com 15 anos para Babá de Terreiro, Pai Jacó quem determinou, fiquei bastante assustada, pois via muito trabalho de dona Maria, mas aceitei, mas nem imaginava que seria a sucessora, trabalhava na caridade junto com ela, por minha mãe ser a primeira, eu tinha entrada na casa e carinho dela.” “Minha infância foi praticamente no terreiro, escola terreiro, em 1976, minha mãe Luiza veio a falecer, eu não imaginava,

para mim eu ficaria em casa com a caridade, eu já tinha 11 filhos só da família, fiquei muito doente, quando fui procurar mãe Baiana, uma baiana de Salvador, que tinha seu axé no Rio em Xerém, onde completei minhas obrigações e segui ela ate sua passagem.” “Na última sessão no terreiro minha mãe Luiza não estava doente a sessão foi dia 30 de setembro e ela veio a falecer de infarto em 5 de outubro, os guias dela haviam chamado o presidente e comunicado da sucessão. Eu me emocionei, fiquei triste, pois embora era mais velha de casa, mas de idade era mais nova, nem todos me aceitaram, tive que fazer meu grupo, eram 62 pessoas ficaram em torno de 16.”


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“O recomeço já foi imediato pela determinação dela, que aparecia para mim, foi duro, mas gratificante, hoje tenho muitas graças recebidas gratificação uma atrás da outra, sou feliz, já estou desde 1976 há frente do axé, com determinação e garra. Tive que fazer algumas adaptações, de vestimentas e de influências que tive de mãe baiana que foi me orientandomas a essência continua a mesma.” “As Sessões hoje são de 15 em 15 dias, mantendo os louvores festivos comemorativos. Desejo que as pessoas se amem mais e respeitem a escolha de cada um, o ser humano necessita de respeito, pois sem este não tem amor, sentimento que o mundo está precisando, louvar os orixás pois estes nos dão força para seguir com a missão..” Contato: 21-98715-9317

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Matriz Africana Dia Estadual da Umbanda aprovado em São Paulo Na tarde desta quinta-feira, 07/12, a deputada Leci Brandão articulou a aprovação do Projeto de Lei 361/2015, de sua própria autoria, que institui o Dia Estadual da Umbanda a ser comemorado em 15 de novembro de cada ano. “Estou muito feliz, essa proposta circula na Casa desde 2006 já, iniciativa do guerreiro deputado Tiãozinho”, comemorou Leci. A proposta apresentada pelo então deputado estadual Sebastião Arcanjo (até então do PT/SP) não teve nenhum parecer apresentado e, por isso, foi arquivada pelas Comissões da ALESP. O mandato da deputada Leci reapresentou o PL em 2015 e conseguiu sua aprovação 2 anos depois. Para a deputada, esta é mais uma vitória das tradições de matrizes africanas. “É mais um reconhecimento do Estado a uma religião que sofre com ataques constantes de intolerância e preconceito, ao mesmo tempo em que contribui muito para a sociedade demonstrando respeito, humanidade e caridade”, disse a deputada. Crimes de intolerância religiosa são previstos em Legislação nacional, estadual e municipal, embora ainda estejam longe de acabar devido à falta de aplicação das Leis. Durante a tramitação, foi apresentada uma emen-

Do portal da bancada do PCdoB na Câmara

DEPUTADO ORLANDO SILVA CRITICA PORTARIA QUE PERMITE ESCRAVISMO NO BRASIL da na Comissão de Constituição, Justiça e Redação que suprimiu os artigos 2º e 3º do projeto. Tais tópicos previam a criação de uma comissão que lideraria a organização de ações e atividades relacionadas à data com o apoio do Governo do Estado. O texto agora vai agora para a sanção do Governador. A justificativa do projeto ressalta que a Umbanda completou 100 anos de prática em nosso país em 2014. Apenas 3 parlamentares registraram votos contrários em plenário, mesmo após acordo no Colégio de Líderes, no dia anterior, que encaminhou a aprovação da proposta. Membros da bancada evangélica na ALESP, todos argumentaram possuir motivações religiosas para rejeitar a proposta. Estes foram Wellin-

gton Moura (PRB), Gilmaci Santos (PRB) e Cel. Camilo que declarou voto contrário em nome da deputada Marta Costa (PSD). A deputada Leci Brandão agradeceu todos os colegas de Parlamento, inclusive os deputados que votaram contra o projeto, e ressaltou que nunca rejeitou nenhuma proposta de inspiração evangélica, católica ou de qualquer outra religião. Leci ainda reforçou que vai continuar agindo desta forma. “Agradeço a todos os deputados e deputadas. Eu respeito muito a crença de cada um e agradeço pelo respeito dos senhores ao exporem os seus motivos. Eu só gostaria de registrar que nós nunca rejeitamos qualquer proposta relacionada à alguma religião, o Estado é laico e todas as religiões merecem o nosso respeito”, finalizou.

Por Iberê Lopes Richard Silva / Ascom PCdoB na Câmara Portaria do trabalho escravo quer evitar “danos à imagem dos envolvidos”, aponta Advocacia-Geral da União. Comunistas condenam a permissividade da nova regra que permite subjetividade na avaliação das condições de trabalho. Não cabe "subjetividade" na avaliação do trabalho escravo, critica Orlando Silva (PCdoB-SP) A alteração no conceito de trabalho escravo (portaria 1.129/17) foi tema de audiência pública com o ministro Ronaldo Nogueira na manhã desta quarta-feira (6) na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A nova regra foi suspensa pelo Supremo

Tribunal Federal (STF) em 24 de outubro por restringir a fiscalização e estar divorciada da realidade. Segundo a portaria, características como "jornada exaustiva" e "condição degradante", para serem aceitas, dependeriam da privação da liberdade do trabalhador, o que, de acordo com os deputados que pediram a audiência, contraria o que diz o Código Penal. Para a ministra Rosa Weber a redação é “restritiva” por estar distante da compreensão contemporânea sobre o trabalho escravo, “amparada na legislação penal vigente no país, em instrumentos internacionais dos quais o Brasil é signatário e na jurisprudência desta Suprema Corte”, argumentou no ato da suspensão da medida.

Carreata para Iemanjá em Niterói Radio Senna Aconteceu no último dia 29 de Dezembro a sétima carreata em louvor a Iemanjá de Niterói, realizada pela União Espiritualista de Umbanda Afro Brasileira do Estado do Rio de Janeiro, fundada há mais de 40 anos. O evento contou com a participação de templos associados, sociedade civil . O diretor do evento Carlos Novo e sua diretoria expôs em faixas a importância da aprovação, na câmara da cidade para a inclusão do evento no calendário oficial da cidade. Atrações culturais de curimbas e exposi-

tores ilustraram o evento que segundo a direção contou com público em torno de duas mil pessoas. O evento teve início por volta das 18h, com programação intensa até as 0:00h, inclusive com a realização de dois casamentos durante evento. Dentre os dirigentes Mãe Iraci, Mãe Sueli, Mãe Dina, Mãe Monique, Mãe Regina d’ Ogun, Mãe Edinaid, Pai Mauro, Pai Joel, Pai Carlos Novo, Pai Cristiano, Pai Bira, Pai Tião, Pai Márcio, estiveram assiduamente durante a programação com sus respectivos filhos. A Vereadora Verônica Lima também compareceu ao evento.


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Babalorixá, escritor e professor de cultura ioruba

ori@ori.net.br Márcio de Jagun

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PREVISÕES DO ANO NOVO: (Ìsọtẹ́lẹ̀ Àmọ́dún) De acordo com o complexo Cultural e Religioso Yorùbá, cada pessoa escolhe sua própria cabeça (orí), bem como seu destino (odù), antes de nascer. Além disso, acredita-se que descendemos de nosso Òrìṣà, por isso o Candomblé é considerado uma Religião de culto ancestral. Portanto, temos que nossa cabeça e nosso destino, são frutos do livre arbítrio e a regência do nosso Òrìṣà resulta da ascendência de cada um. Assim, podemos concluir, de pronto, que um Òrìṣà que seja regente de um ano inteiro para todas as pessoas e um destino específico que se imponha para todo o mundo, soam como uma grande contradição aos princípios Yorùbàs. Contudo, filosoficamente, podemos admitir que no campo das escolhas anteriores ao nascimento, esteja incluída a comunidade na qual aquele indivíduo irá nascer e desenvolver sua jornada. E considerando a forte ligação cultural, espiritual e social que as comunidades yorùbá possuíam, há que se compreender que cada ẹgbẹ́

(comunidade) tivesse preocupações com a colheita, com as guerras, com as chuvas e demais fatores de âmbito coletivo que pudessem influir nas harmonia e na prosperidade daquele grupo. Por isso, o olúwo, o olhador daquela comunidade, fazia no 6º dia do novo ano (ou em situações de grave crise e emergência), uma consulta ao Àgbikuà Ifá, um Oráculo específico através do qual respondem os 16 principais Odù de uma única vez. Assim, o Olhador encontraria o Odù que influenciaria aquela comunidade durante o ano novo. Não era uma especulação fútil, uma curiosidade irresponsável, nem muito menos oportunidade de exibicionismo do sacerdote. Mas uma forma de prevenir o bem comum daquele grupo social. Nota-se aqui uma clara distinção entre odù pessoal e odù coletivo. Por odù pessoal, pode se entender o destino escolhido subjetivamente e que será trilhado pelo Homem conforme a condução de seu próprio Orí. Já o odù coletivo, pode ser compreendido como influência, tendência, possibilidade, ou como

destino de um povo, resultante das decisões coletivas. No transpassar da Cultura Yorùbá para o Brasil, criou-se o Candomblé e este solidificou-se com a constituição de Terreiros tradicionais que reproduziram, reeditaram e adaptaram os costumes e práticas africanas à nova realidade. Neste aspecto, cada Terreiro “matriz”, ou cada “raiz” da qual originaram diversas Casas abertas por descendentes daquele Àṣẹ principal, passaram a aguardar que as matriarcas e patriarcas fizessem a consulta ao Oráculo para saberem qual o odù que influenciaria nos interesses daquele grupo sócio religioso

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

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durante o ano novo. Vale dizer que nesta consulta, é também considerado o Òrìṣà patrono daquela raiz e a influência que ele exercerá sobre seus adeptos e seguidores. Com esse senso de preservação e união, muitos Terreiros tradicionais ao longo dos anos, conseguiram sobreviver a ataques, perseguições e dificuldades de toda ordem. Inclusive celebrando alianças políticas importantes e realizando rituais necessários para evitar e suplantar momentos difíceis. Que nosso Orí seja sábio para fazer boas escolhas a cada dia, ao longo do ano!


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AXÉ&VARIEDADES

Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com

Elias Dantas/Ag. Haack

REVISTA TRAÇOS DESTACA TRAJETÓRIA DE MÃE BAIANA “Orixá é muito fino”, diz, vira-emexe, Mãe Baiana. Líder espiritual do candomblé brasiliense, Adna Santosde Araújo chegou a essas terras por uma longa trajetória desde Feira de Santana, passando pelo Rio e diversas paragens no DF. Mas sua verdadeira viagem vem de muito antes, dos tempos da sua avó. Ancestralidade, fé, atitude e resistência: com esses pré-requisitos, podemos dizer claramente: Mãe Baiana é muito fina! Na 21ª edição da revista traços, abrindo os caminhos para o novo ano, acompanhamos os passos dessa mulher guerreira, herdeira de Iansã e Ogum, pelo texto de Marcus V F Lacerda e pelas fotos de Bento Viana.

UMBANDA E CULTOS AFRO NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES SP

Após 24 anos, carnaval de Salvador de 2018 será o primeiro sem Ivete Sangalo O carnaval de Salvador de 2018 será o primeiro em 24 anos que não contará com apresentações da cantora Ivete Sangalo. A cantora já declarou que por conta da gravidez de gêmeas, não estará presente na folia do próximo ano. Os blocos Coruja e Cerveja & Cia, que são de propriedade da artista, também não participarão da festa. Ivete estreou no carnaval de Salvador em 1994, quando tinha apenas 21 anos, à frente da Banda Eva. De lá para cá, foram 24 anos seguidos agitando os circuitos da capital baiana.

Reunião super produtiva no Palácio dos Bandeirantes com o Secretário de Turismo do Estado de SP, Dr. Fabrício Cobra e a Dra. Juliana Ogawa. Pauta: Festa de Iemanjá, Intolerância Religiosa, entre outros assuntos. Com Pai Edson dos Anjos da Associação Paulista de Umbanda. O encontro se deu pós presente de Iemanjá da Praia Grande, onde nos dois finais de semana reuniu segundo autoridades mais de seissentas mil pessoas. Parabéns!

ENXAGUADA DU BONFIM, COM CARLINHOS BROWN

LIVE COM COMANDO DE PAI ROBSON LAGE O programa nomeado Axé Brasil, vai ao ar pela tvm- TV MOJUBÁ. O programa vai ao ar às terças-feiras, sempre à partir das 22h, o site é: tvmojuba.net. O programa aborda vários assuntos todos voltados para o povo de santo, informes, mitologia, reflexões e muito mais. A estreia foi um sucesso, vale conferir!

A já tradicional Enxaguada du Bonfim, comandada por Carlinhos Brown, ganhou mais uma edição no Museu du Ritmo. Para o palco da festa, que começou às 14h, o cacique convidou Alcione, Jorge Aragão, Mariene de Castro e Nelson Rufino com a promessa levando toda a vibração peculiar a um encontro entre grandes nomes do samba brasileiro. “Foi um momento único em que nós Homenageamos Oxalá, o nosso Senhor do Bonfim, e também um dos movimentos mais emblemáticos do país, que é o samba, ao lado de grandes artistas da música brasileira”, ressaltou Carlinhos Brown.

Imas Pereira


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IEMANJÁ É LOUVADA NA PRAIA GRANDE E EM MONGAGUÁ - SÃO PAULO Marcelo Fritz Divulgação

Num evento realizado pela maioria das federações de umbanda e cultos afros de do Estado de São Paulo, Iemanjá é louvada e reverenciada por adeptos e o público em geral que se aproxima da fascinante festa. Em dois finais de semana no início de dezembro ocorreram programações com participações de templos associados. A prefeitura calcula um público de mais de seiscentas mil pessoas, dentre adeptos e visitantes. A festa que é tradição, teve seu início com um público tímido de umbandistas, seguindo com pai Demétrio Domingos que era presidente da Associação Paulista de Umbanda, daí iniciou uma união dentre demais federações que em 1970, ápice do evento, já conquista expressão na sociedade. Pai Jamil Rachid, presidente da União de Tendas do Estado de São Paulo era braço importante na organização e aliança com demais articulações que contribuíram para hoje o evento se tronar um marco na cidade. Com a mobilização de toda a comunidade umbandista, es-

ses 2 desbravadores conseguiram comprar uma imagem com mais de 10 metros de Iemanjá, para que os fiéis depositassem ali suas flores e oferendas, à Senhora, chamada também de Rainha do Mar. Os dois decanos sugeriram ao prefeito da época, batizar o bairro recém criado, com o nome de um médium que muito fez pela religião umbandista, e trabalhava espiritualmente com o Caboclo Mirim. Nascendo ai o bairro de Vila Mirim, guardião da imagem de Iemanjá.

Hoje os festejos contam com a organização da Secretaria de Cultura e Turismo de Praia Grande (Sectur), que realiza a inscrição dos templos, terreiros e entidades de todo o Brasil, interessados em participar dos festejos de Iemanjá, mediante pagamento uma taxa para entrar na cidade. Através de um Decreto Lei Estadual, foi instituído os Festejos de Iemanjá, constando no Calendário Turístico do Estado de São Paulo. Devido à importância do trabalho dos decanos Demé-

trio e Jamil, uma área de Tradição Histórica, foi constituída devido à comprovada representatividade histórica nos festejos, trazendo à Praia Grande, uma das festas religiosas mais tradicionais do país, que hoje atrai mais de 600.000 (seiscentas mil) pessoas, nos dois primeiros finais de semana do mês de dezembro. Hoje cabe aos Srs. Ogan Juvenal dos Santos e Pai Edson dos Anjos, representarem os Decanos na condução e organização deste grande festejo, e também as principais Federações e Associações de Umbanda do Estado de São Paulo, junto ao poder público. Um destaque este ano, foi também para a tenda do colégio de umbanda sagrada e AUEEP – Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo e seus associados que reuniram cerca de duas mil pessoas numa só tenda num lindo ritual coletivo. Este ano o secretário do turismo do estado de São Paulo, Fabrício Cobra, se fez presente se impressionando com a expressão do evento e sua popularidade, o dep. Vicentinho do PT, Ogan Juvenal coordenador geral da União de Tendas dentre importantes referências umbandista.


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Em Mongaguá, Litoral Paulista a Federação Umbandista do Grande ABC comanda a festa Dirigida por pai Ronaldo Linares, presidente da federação umbandista do grande ABC e diretor do Santuário Nacional da Umbanda.0 evento já se solidificou com a imagem de Iemanjá inaugurada já há alguns anos e a festa que não para de crescer. Realizada no dia nove de dezembro tradicionalmente no início do mês, com as areias totalmente ocupadas por templos associados a federação dirigida por pai Ronaldo. O evento já chega perto de seus trinta anos, este ano completando 28, foram mais de dois quilômetros de areia com templos em trabalhos de louvores a grande mãe das águas. O Primado, Organização federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil, também realizou no mesmo local sua festividade com associados, com a direção de Maria Aparecida Naléssio.


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COMO MUDAMOS O MUNDO? Nove líderes religiosos e um ateu apresentam, em artigos, sugestões para construirmos uma sociedade melhor www.uol.com.br

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"Nunca perder a capacidade de me indignar com as mazelas humanas" Mãe Stella de Oxossi, ialorixá do candomblé* O que você faria para mudar o mundo? Esta é uma pergunta que pode ser respondida através de diversas vertentes. De maneira leve, digo: "Se não fui eu que criei o mundo, como posso mudá-lo?". De maneira filosófica, respondo: "A impermanência é a característica principal do planeta Terra. Independentemente de nossa vontade, ele mudará sempre". De maneira realista, digo: "Ninguém, até hoje, conseguiu mudar o todo, apenas a parte; quero dizer que consigo, com muito esforço, mudar apenas a mim mesma e, assim, tento atingir o mundo". De maneira sacerdotal, que é a que me cabe, respondo a essa pergunta dizendo: "Eu procuro ser digna, para nunca perder a capacidade de me indignar com as mazelas humanas". Aproveito a oportunidade que aqui me oferecem para transmitir, um pouco, a sabedoria expressa no idioma do povo iorubá, de quem os brasileiros herdaram muito da arte de viver. A palavra "dignidade" no referido idioma é "olá", palavra que, quando muda a acentuação --"olà"--, é traduzida como fortuna, riqueza. A sabedoria africana nos ensina, portanto, que só deveriam ser possuidores de riqueza aqueles que tivessem dignidade para fazer com que os bens materiais fossem distribuídos com justiça. Tenho 92 anos de idade e há pelo menos uns 80, quando comecei a prestar atenção nas conversas dos adultos, escuto a frase: “Precisamos fazer algo para mudar o mundo”. Tão envolvida fiquei com aquela frase que me senti responsável por fazer algo que diminuísse, pelo menos um pouco, tamanha preocupação, que roubava tempo e energia de meus tios (que me criaram) e dos amigos que frequentavam nossa residência. Diante de um problema com proporções grandiosas, demorei anos para tomar a primeira atitude: criei, por fim, o Clube dos Amigos. O objetivo era reunir amigos, todos vivenciando a juventude, para identificar e buscar soluções para os problemas da cidade de Salvador (Bahia). As reuniões aconteciam, a frequência era maravilhosa, mas, usando um jargão relativamente

atual, literal e metaforicamente, “tudo terminava em pizza”. Foi meu primeiro “balde de água fria”. Disse para mim mesma que não desistiria. Acreditei que era apenas aquele grupo que não se importava com os problemas em comum. Acredito que minha preocupação foi tanta que o universo me levou a ser uma ialorixá, uma líder religiosa do candomblé, e durante muitos anos tentei responder a essa pergunta: “O que posso fazer para mudar o mundo?”. Experimentei todos os sentimentos possíveis a um ser humano: angústia, tristeza, raiva, medo e, principalmente, impotência. Até que um dia, me senti humilhada diante dessa impotência. O sentimento de humilhação me conduziu a uma reflexão profunda: quem sou eu para dizer que o mundo precisa ser mudado? Logo eu, que na maioria das vezes nem consigo identificar o que é preciso modificar em mim. Extremamente humilhada, parecia que o chão se abria para que eu entrasse em um poço profundo. Sabia que corria um grande risco de ter uma depressão física, emocional e espiritual. Foi a consciência de que muitas pessoas tinham em mim um braço forte para levantá-las que me deu a coragem necessária para descer ao fundo do poço e de lá retirar a riqueza que minha essência divina tanto ansiava. O fundo do poço, com sua terra úmida,

fez com que minha essência divina relembrasse que ela estava vinculada ao planeta Terra, que ela estava vinculada a um corpo limitado feito de matéria densa, feito de lama, feito de terra úmida. Depois de se chegar ao fundo do poço, só resta uma alternativa: retornar, transformando humilhação em humildade. Humilhação, humildade, humano, humanidade. Desci de meu pedestal de senhora capaz de mudar o mundo, para ser apenas um ser humano que cumpre a cada dia, ou melhor, a cada instante aquilo que o mundo lhe manda fazer. Dou, então, a seguinte resposta para a pergunta 'o que você faria para mudar o mundo?': viveria, e busco viver, minha vida como um rio que flui, esforçando-me bastante para não ser obstáculo no fluir da vida do outro Sou Maria Stella de Azevedo Santos; sou Mãe Stella de Oxossi; sou Odé Kayodê --o Caçador que traz Alegria. Como Odé Kayodê, dou a seguinte resposta: pegaria uma borracha, apagaria o que está aí e pediria às crianças, não de idade, e sim de sentimentos, que fizessem um novo desenho. Eu tenho certeza que elas desenhariam uma família, com todos os membros de mãos dadas. União, unidade, humanidade. *Mãe Stella de Oxossi, 92, ialorixá do candomblé.


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CANDOMBLÉ: PARTICIPAÇÃO E EMOÇÃO José Beniste

O Ensino Religioso nas Escolas alerta para a possibilidade do Ensino Religioso nos Terreiros, Como tivemos a oportunidade de lembrar, há espaços nas comunidades e tempo disponível para a prática do ensino. No Candomblé há uma expressão usada para justificar o que é feito; a pessoa diz:” na minha casa eu faço assim”, demonstrando seus valores por meio de suas ações. “Se está bom para você, então está certo” costuma ser dito. O fazer assim, é uma forma de se afastar do modêlo habitual, criando atividades pessoais. Um detalhe, que talvez passe desapercebido, são as normas reguladoras que dão o sentido de ordem e respeito, diante das coisas que estão além de nosso conhecimento. São definidas, de um modo geral, como kizilas, ou seja, aquilo que não deve ser feito. Devemos diferenciar kizila de hábitos e supertição, pois tem coisas que não se alteram se você mudar. São costumes estabelecidos de uma época distante, embora algumas delas tenham sido criadas aqui mesmo. A mandioca é nossa e a tangerina, é uma fruta de origem asiática. Isto quer dizer que nem tudo o que aqui fazemos deve ser idêntico ao que é feito em terras africanas. Não há o que imitar, de uma forma geral, no modelo do Candomblé de meados do século passado. Estudar esta época deve ser um exercício para encontrar virtudes e práticas outras, muitas já superadas, permitindo uma religiosidade atualizada e mais bem compreendida. COMPORTAMENTO O que pode e o que não pode no Candomblé. A participaçãp de uma pessoa, como em qualquer outra forma religiosa, a obriga a respeitar um comportamento adequado para a

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o papel principal no desenvolvimento psicológico de uma pessoa. Isto significa que elas servem para avisar e conduzir no relacionamento com as demais pessoas. Isto se deve ao fato de as emoções serem informações muito úteis por permitirem saber como estamos aqui e agora, como um guia de aprendizagem, se nós prestarmos atenção nelas. Em linhas gerais, não existem emoções boas ou ruins, como se poderia pensar. O que existe são emoções mais ou menos agradáveis, cada uma delas com função específica e todas elas necessárias. Entender esses princípios é ter a certeza de um relacionamento pacífico e útil a todos. ROTINA E HÁBITOS

sua prática. Ela é impedida de fazer coisas que seriam naturais no dia-a dia. São as diferenças do mundo civil e do mundo religioso, embora haja certas particularidades que poderiam ser modificadas, sem que alterem regras que possibilitem assegurarar o respeito à ordem dos acontecimentos. Convém lembrar que a participação é feita através dos nossos sentidos: paladar, tato, a visão, o olfato e a audição. E a emoção? É preciso também, ser entendida, por fazer parte da participação conjunta com um grupo religioso, que é o nosso caso. O medo, a raiva, a alegria e a tristeza são emoções básicas no dia a dia, desempenhando

O Candomblé possui uma rotina de trabalho que vem sendo alterada de acordo com o pensamento de seu dirigente. Isto pode ser observado por ocasião da posse de uma nova pessoa, em substituição ao anterior falecido. São hábitos pessoais, bem como a simplificação de certos rituais devido ao curto espaço de tempo. Sobre isto, muitos dirigentes possuem regras próprias diante das dificuldades de época. Iya Beata de Yemanjá, comentando o assunto, dizia que era preciso usar certos mecanismos, como forma de redução do tempo de trabalho. O uso de liquidificador e máquinass diversas, como as de depenar galinhas, vem sendo utilizadas por muitas comunidades. Em nada vem alterando o sistema pelo uso da tecnologia atual. No dizer de alguns, é para o futuro que caminhamos, e ele não pode ser uma repetição do passado, porque o mundo mudou. Para todos um belo Ano Novo de realizações com a continuidade de nosso estudos.


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Sebastião Casemiro e o Samba do Ofanirê Realizam Show no Bar do Templo em São Paulo Marcelo Fritz Divulgação

O evento que ocorreu no último dia 10 de dezembro de 2017, já está se consagrando e reunindo um público de axé e simpatizantes de culturas populares. A realização é de um grupo de lojistas de São Paulo, tendo a direção da Flora Xangô e organizado pela agência, A Firma. O espaço é um bar tradicional na cidade localizado do bairro da Moóca, uma tarde de entretenimento, confraternização alem de difundir a cultura das tradições de matrizes africanas, bem recebida por todos. O Bar templo conhecido como uns dos bares mais badalados no meio do samba também leva sua temática para o sincretismo religioso , gastronômico e musical , Nesse dia o bar contou com a apresentação do Samba do Ofanirê (bastante conhecido nas rodas de samba de São Paulo e pelo povo do candomblé) e o Tião Casemiro ( conhecido como Rei da Voz pelos povo de axé do Rio. As apresentações teve muito samba do bom e pontos cantados numa mistura que levou o p~ublico ao delírio, com a participação de Sandro Luiz . A proposta dos organizadores junto com seus apoiadores foi de levar ao publico do Axé muito divertimento , união e alegria para nosso povo, além de ajudar a disseminar as religiões de matrizes Afro.


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PRESENTE À IEMANJÁ DO MERCADÃO DE MADUREIRA É REALIZADO COM PROTESTOS PELA FALTA DE APOIO DA PREFEITURA Marcelo Fritz

Rádio web Umbanda e seus mistérios

O evento que está já na sua 15° edição, este realizado em sua base por comerciantes do mercadão de madureira e a comunidade seguidora dos cultos afro, teve este ano o desafio de buscar alternativas que não deixasse a qualidade do evento cair, pela falta de apoio da prefeitura do Rio que este ano com argu-

mento de crise, não contribuiu financeiramente com evento. Hélio Silmam, diretor há 15 anos dirigindo à festa, declara que no final tudo acontece, “foram muitos obstáculos, mas está ae, mais um ano. Muita dedicação e fé dessas pessoas que a cada ano nos surpreende, com seu apoio e presença”. A

camisa da festa foi trocada por alimentos para serem doados a projetos sociais, a camisa dava ingresso para diversos ônibus que estiveram a disposição do público que em baixo de grande chuva nao deixaram de louvar a rainha do mar. Um xirê com cânticos iniciou na porta do mercadão de

PRESENTE À IEMANJÁ DA C.E.U.B. É REALIZADO COM COLABORAÇÃO DE ADEPTOS E SOCIEDADE Marcelo Fritz

Agência Jornal Extra

O evento que já está na sua 13° edição este ano teve que realizar uma vaquinha virtual, onde não conseguiu alcançar nem a metade do valor que estimava a direção na realização do evento. Segundo os organizadores, um valor pouco mais de cinco mil, foi arrecadado, num evento que estimava gastar em torno de trinta e cinco mil. A falta de poio da prefeitura prejudicou o evento que não deixou se desestimular e arregaçou as mangas para busca de recursos para a realização do mesmo. O brilho da festa foi mantido, pela fé e perseverança dos adeptos e de toda a sociedade que colaboraram com evento dirigido pela Congregação Espírita de Umbanda do Brasil, que em janeiro completa ciquenta anos de existência. Mãe Fátima Damas discursou na abertura do evento agradecendo à todos presente e fez uma oração, pedindo paz para a humanidade e saúde e paz no ano novo.

madureira, com a participação de adeptos e o publico que cantavam e dançavam ao som do Afoxé Filhos de Ghandy do Rio. Cmapeões de festivais de umbanda e cantores consagrados do segmento comandaram os louvores que teve seu encerramento ao show de curimbas tradicionais.


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Marcelo Fritz

Cristiano Alvarenga - Uol.com.br - Reprodrução

SALGUEIRO ENREDO AFRO PARA 2018 O desfile do Salgueiro em 2018 será sobre as matriarcas negras, no enredo batizado como “Senhoras do Ventre do Mundo”. O tema é bem vindo a escola que sempre se destaca com temas afro. A ideia é falar das grandes líderes negras da história. O enredo está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, que saiu da Vila Isabel e se mudou para o Salgueiro, onde substitui o casal Renato e Márcia Lage – estes agora estão na Grande Rio. O Carnaval salgueirense de 2018 remete indiretamente ao enredo da escola de 2007, “Candaces”, sobre as rainhas africanas. O samba daquele ano, inclusive, tinha o título do enredo de 2018 em um dos versos.

Império da Tijuca, vai falar do “Olubajé – Um banquete para o rei” “Olubajé – Um banquete para o rei” é de autoria e desenvolvimento de Jorge Caribé e Sandro Gomes. “Pesquisamos e percebemos que quando o Império da Tijuca desfila com a temática afro, ela realiza grandes carnavais e queremos realizar um grande carnaval em 2018. Fomos eliminando os orixás que já foram homenageados na Sapucaí assim como Xangô e Oxum que já passaram

Paraíso do Tuiuti tem enredo sobre os 130 anos da Lei Áurea para o Carnaval 2018 Seguindo a linha de seus últimos enredos na escola, o carnavalesco Jack Vasconcelos escolheu os 130 anos da Lei Áurea para levar à Avenida, junto com o Paraíso do Tuiuti, no Carnaval 2018. Mais brasileiro do que nunca, mais atual do que nunca, "Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?", terá um samba "encomendado", que segundo o presidente da escola, Renato Thor, é uma forma de brindar os compositores da casa, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, que junto com Moacyr Luz e Claudio Russo, também brilharão junto com a agremiação de São Cristóvão nesse momento tão Especial. A escola fará uma reflexão so-

bre a escravidão, sobre o negócio, sobre a temática histórica desde a áfrica até a comercialização. Extração de riquesas em nome da coroa européias. O sofrimento do negro e suas percas materiais e morais. Embora escravidão seja um tema já abordado, segundo o carnavalesco é um momento especial de reflexão, pela falta de consciencia dos governantes e valorização da cultura e comunidades negras, dentre outros valores da comunidade. O Carnavalesco Jack Vasconcelos, promete que apresentará um desfile que não levantará bandeiras, mas cada um que assistir irá tirar suas conclusões.

algumas vezes na Avenida. Pensamos então na origem da comunidade, o morro da Formiga. A Formiga para o candomblé é um animal respeitado porque assim como o cupim constrói e destrói, é um ser de transformação e é o animal do orixá homenageado, Omolú – o filho da terra que nasce sobre a proteção do rei Sol. – explica Jorge Caribé.” O tema, que já foi enredo na Unidos da Ponte em 1978.

BEIJA-FLOR DENTRE OS PROBLEMAS SOCIAIS, ABORDARÁ TAMBÉM A QUESTÃO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA Queremos que a BeijaFlor seja a maior porta-voz da necessidade do povo, seja na poluição, abandono das crianças, e nas diversas mazelas. Vamos pensar muito e colocar na prática , declarou numa entrevista Cid Carvalho. Sobre críticas aos segmentos religiosos e políticos, inclusive, ao prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, Cid Carvalho foi bastante claro. – A questão religiosa é

para quem a carapuça serve. Não é crítica direta para ninguém. É o olhar amplo. Em todas religiões existem os falsos profetas e os políticos que não atendem ao que o povo necessita. O enredo da Beija-Flor de 2018 não pode ficar em cima do muro. Não é só no Rio que temos um bispo nos representando. Não é só o evangélico. A crítica é direcionada aos nossos monstros – finalizou Cid Carvalho.


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Dr. Hédio Silva Jr. pede audiência com ministro Marco Aurélio Mello e defenderá a legalidade dos abates rituais no STF Jurista vai argumentar junto ao Supremo Tribunal Federal que os abates tradicionais praticado pelas religiões afro-brasileiras, devem ser entendidos nos mesmos termos que os rituais realizados nas religiões judaica e islâmica, e reafirma “ desde que sem excesso ou crueldade, nada tem de ilegal ou inconstitucional”. Portal Geledés O advogado Hédio Silva Jr. aguarda por uma audiência com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF – Supremo Tribunal Federal, para falar sobre o sacrifício religioso de animais. O tema é polêmico e bem conhecido do jurista, que já atuou como representante de grupos favoráveis à prática em um processo que defendeu, e ganhou, no Rio Grande do Sul. “No julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul considerou que o sacrifício ritual em cultos e liturgias das religiões de matriz africana, desde que sem excessos ou crueldade, não é inconstitucional e não infringe o que não infringe o Código Estadual de Proteção aos Animais”, explicou o jurista que também derrubou no Tribunal de Justiça de SP uma lei aprovada em Cotia que proíbe o uso de animais em atos religiosos. Na última terça-feira, 22, Dr.Hédio foi homenageado com o Troféu AséIsesé (A força dos nossos ancestrais) conferido pelo Centro Cultural Africano à lideranças religiosas e personalidades públicas que se destacam na luta contra a intolerância religiosa. No STF, o advogado quer mostrar ao ministro que o caso tratase de um “preceito litúrgico protegido pela liberdade de culto”, em contraponto à acusação de maustratos. Segundo ele, no julgamento em que examinou a regulamentação da vaquejada, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu acertadamente que essa manifestação cultural implicava cruelda-

de e maus-tratos aos animais. “Na vaquejada, o boi é enclausurado, açoitado, instigado a correr e tem sua cauda retorcida até cair”. Avaliando por esse ângulo, Dr. Hedio defende que a prática não tem absolutamente nenhuma relação com o abate religioso de animais, um preceito alimentar e litúrgico adotado por judeus, muçulmanos e candomblecistas, regulamentado pelo decreto federal nº 30.691/1952, por normativas do Ministério da Agricultura e decretos estaduais. “A técnica da jugulação, comum no judaísmo, no islamismo e nas religiões afro-brasileiras, é catalogada pelo Ministério da Agricultura como método humanitário, pois provoca morte instantânea, reduz a dor ao patamar mínimo e evita sofrimento desnecessário”, explicou. O jurista explica ainda que o direito à alimentação kosher (judaica) e halal (islâmica) tem sido ratificado por reiterados julgamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo, nos quais companhias aéreas foram condenadas a indenizar passageiros que solicitaram previamente dieta religiosa e foram negligenciados pelos transportadores. Dr. Hédio aponta ainda que, do ângulo econômico, atualmente o Inmetro e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços investem na criação de um Selo Halal para que o Brasil amplie negócios com o cobiçado mercado alimentício muçulmano – em 2015 essas

certificações movimentaram cerca de US$ 1 trilhão. “Para além de sua dimensão dietética e econômica, o abate religioso constitui um preceito litúrgico referido já no Antigo Testamento, visto que o terceiro livro do Pentateuco, Levítico, faz inúmeras alusões ao abate de animais”. Ele elucida que na Kaparot, ritual judaico realizado nas vésperas do YomKipur (Dia do Perdão), um homem apanha um galo -ou, sendo mulher, uma galinha- e passa o animal nove vezes sobre a cabeça, recitando a prece “brachabnei adam” (seja esta minha expiação). Em seguida, entregam o animal ao shochet, sacerdote responsável pelo abate. Já os muçulmanos celebram a Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), cerimônia realizada no décimo dia do último mês do calendário islâmico, no fim da hajj (peregrinação a Meca). São sacrificados carneiro, camelo, cabra ou boi. Ele explica ainda que as religiões afro-brasileiras, especialmente o segmento filiado à doutrina iorubá, celebram o Etutu (ritual de oferendas), sendo que o alimento resultante do abate é consumido pelos fiéis e pela comunidade que circunda os templos. “Em breve, os parâmetros jurídicos do abate religioso serão examinados pelo STF, tendo como base uma decisão do Tribunal de Justiça gaúcho de que o abate praticado pelas religiões afro-brasileiras desde, que sem excesso ou crueldade, nada tem de ilegal ou inconstitucional”. Dr. Hédio lembra que a Constituição Federal assegura a liberdade de culto, de liturgia e proíbe o Estado de embaraçar o funcionamento das cerimônias religiosas, protegendo as manifestações culturais e prescrevendo a valorização da diversidade étnica. “Por esse ângulo, é possível afirmar que o julgamento do abate religioso terá pouca ou nenhuma relação com o julgamento da vaquejada”. 1. HÉDIO SILVA JR. é advogado e ativista histórico. Foi secretário da Justiça do Estado de São Paulo e é um dos mais respeitados defensores da cultura e das religiões de matrizes africanas

Mapeamento de terreiros no DF é retomado Palmares.gov.br A Fundação Cultural Palmares reabriu o prazo para que os terreiros possam preencher o formulário da Pesquisa de Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal do Brasil. O formulário esteve novamente disponível de 16 a 31 de outubro. A iniciativa teve objetivo de dar mais visibilidades aos terreiros. Os dados levantados a partir da pesquisa ajudarão na construção de políticas públicas para combate à intolerância religiosa e para valorização das religiões de matriz africana como legado cultural. A primeira etapa do projeto foi o preenchimento do formulário pelos representantes dos terreiros e a segunda fase consistiu na construção da cartografia básica. Nesta segunda etapa, os terreiros que preencheram o formulário serão visitados pelo Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da Universidade de Brasília (UnB), parceira da Palmares no levantamento. Caso surjam dúvidas, a Fundação Cultural Palmares está à disposição para esclarecimentos por meio do telefone: (61) 3424-0143.


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EM LONDRINA – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

HOMEM DESTRÓI IMAGEM DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS "Para nós vai custar pouco mais de R$ 20 mil para a restauração da imagem. É uma imagem muito grande de 2,8m e, claro, tem valor histórico. Deve ter entre 45 e 50 anos que a imagem está aqui. Foi a dona Severina que doou, eu a conheci." Segundo a Polícia Militar (PM), o homem estava sendo encaminhado à delegacia por volta das 20h30.

Fernanda Circhia - Redação Bonde Sérgio Ranalli/Grupo Folha

Um homem de aproximadamente 40 anos foi preso após invadir a Catedral Metropolitana de Londrina e destruir a imagem do padroeiro de Londrina, o Sagrado Coração de Jesus. A situação foi registrada pouco antes das 20h desta quarta-feira (3). De acordo com o Monsenhor Bernardo Carmel Gaffá, o homem tinha na bolsa uma bíblia da Assembleia de Deus e dizia que "isso estava na bíblia". A Catedral Metropolitana de Londrina registrou boletim de ocorrência e afirmou que este foi um fato isolado. Para o Monsenhor Bernardo Carmel Gaffá, foi uma situação que além da intolerância religiosa. "Isso aconteceu dentro de um domicílio fechado, dentro de uma igreja. Não

aconteceu na rua ou na casa dele. Mas dentro da nossa propriedade. Foi uma invasão de lugar sagrado. Foi muito mais que falta de respeito e intolerância. Isso é inaceitável. Ninguém de nenhuma crença pode ofender os outros dessa maneira."

Outro caso No último sábado (30), um homem de aproximadamente 30 anos invadiu a Paróquia Santa Cecília, em Santa Cecília do Pavão (região Norte do estado) e destruiu todas as imagens religiosas da igreja. De acordo com a PM, o homem dizia que "Deus tinha pedido para que ele fizesse aquilo". (Com informações de Rafael Fantin do Grupo Folha)

RECURSO DA RECORD CONTRA RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS SERÁ JULGADO EM FEVEREIRO

Padre gera polêmica por postar foto com arma no WhatsApp Redação Bonde

Reprodução/Facebook

Um padre da igreja de São José dos Quatro Marcos, município do Mato Grosso, causou polêmica, após publicar uma foto no WhatsApp Status, na qual está segurando um revólver. Na imagem, o sacerdote Thiago Bruno aparece deitado em uma cama apontando uma arma com a mensagem "#2018" escrita. A foto foi compartilhada em diversas redes sociais e recebeu críticas e comentários a favor. "Não importa se a arma é de brinquedo ou não! O que importa é a mensagem que ele passa, que não é nenhuma mensagem de paz", diz um comentário.

Portal Gueledés

Reprodução internet

A coluna de Mônica Bergamo informa que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região julgará no dia 1º de fevereiro o recurso que a TV Record apresentou contra uma decisão judicial de 2015 que a condenou a ceder 16 horas de sua

programação ao direito de resposta a grupos ligados a religiões afro-brasileiras. No Revista Fórum O processo é baseado em uma ação civil de 2004 na qual ONGs e o Ministério Público Federal acusam

a emissora de exibir programas em que “representantes de determinadas religiões depreciam as de matriz africana”, “induzindo diretamente à discriminação”. A Record afirmou que não se manifestará sobre o assunto.


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Umbanda perde referência de compositor, Alexandre d’ Yemanjá

Carlos Alexandre Capelli, conhecido nos festivais como Alexandre d’ Iemanjá, já veterano nos festivais, hoje com o grupo unidos pela umbanda como principais integrantes: Leandro Passos, Thiago d’ Oxóssi e Alexandre. 40 cantigas já fazem parte do acervo do grupo. Leandro Passos, “É difícil, dia 15 de janeiro foi o dia mundial do compositor... Perdemos um amigo, um servo, fez muito, ele foi neste dia, dia do compositor, para mim uns dos maiores compositores”, lamenta Leandro Passos,

revelação do último prêmio atabaque de ouro. “Para mim uma composição que marcará eternamente é “Semente Brasileira” dele com parceria com Thiago D’ Oxossi”. Alexandre d’ Iemanjá já vinha com a saúde debilitada, já sofria sequelas de dois AVC, estava internado, com agenda de transferência para dia 16, mas não resistiu. Alexandre d’ Iemanjá participou inúmeras vezes do prêmio atabaque de ouro. Foi sepultado no cemitério do Cajú, Rio de Janeiro. Q os Orixás o recebam em paz.

Foto postada na página de Thiago d' Oxóssi, para uma homenagem ao compositor ao lado de Leandro Passos

SABÃO AFRICANO PALMARES FEITO COM ERVAS E AROMAS NATURAIS... Tradição na receita, elementos de descarrego, limpeza de fluidos negativos, energizar elementos dos assentamentos e objetos sagrados, além de seu uso ser recomendado em dias de tensões, obrigações e rituais...

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Sonhos & Simpatias Reprodução

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SONHAR COM DINHEIRO: O SIGNIFICADO DESSE SONHO É BOM? Ter sonhos relacionados com a imagem de dinheiro, geralmente trazem presságios bons. Tem a representação principal como ascensão profissional ou alegria pessoal. Pode ser também um alerta para guardar dinheiro e economizar. Isso pode ser um sinal de que estará prestes a ganhar dinheiro fácil de acordo com as interpretações mais comuns. No entanto, é claro que tudo depende da forma como ele é visto. Esse sonho é muito delicado no sentido de interpretação, se você está com poucas lembranças do que sonhou será difícil fazer a interpretação exata da relação semiótica presente nas imagens vistas pelo mundo onírico. O significado do sonho está frequentemente relacionado as nossas ações, sensações inconscientes que se manifestam por meio de imagens mentais no estado REM do sono. Se você quer saber o que significa sonhar com dinheiro confira aqui as interpretações desse sonho. O que quer dizer sonhar com dinheiro Sonhar que você deu dinheiro a alguém é um bom sinal e significa ganhos que estão por vir, principalmente o dinheiro fácil. Mas o que significa sonhar com dinheiro em casos específicos? Veja aqui qual o significado de sonhar com dinheiro

e como isso interfere na vida real. Se você sonhou que emprestou dinheiro tem como significado que receberá boas notícias em breve. Mas se você sonhou que pegou dinheiro emprestado, trate de economizar, pois tempos difíceis virão e é bom ter dinheiro de reserva. Se em seu sonho você usar dinheiro para pagar algo, ao contrário das péssimas sensações que temos quando fazemos isso na vida real não é algo ruim, e sim, um sinal de sorte e que terá aumento de bens materiais. Qualquer forma de troca de dinheiro tem como simbologia

SIMPATIAS Simpatia Para Crescer Cabelo e Parar de Cair Muitas pessoas, mulheres ou homens, mais novos ou mais velhos, acabam algum dia por ter algum problema de queda de cabelo ou então de ele não crescer como você desejaria e alguns acabam buscando como fazer uma simpatia para crescer cabelo rápido. Não é um problema muito grave se pensarmos em termos de saúde, mas em termos estéticos pode ser, o que provavelmente irá baixar a sua auto-estima e isso já irá afetar a sua saúde psicológica. Por essa razão, nós hoje decidimos que

o aumento no quesito material. Se caso você sonhe que pediu dinheiro ou recebeu dinheiro, o momento é propício a novos investimentos. Encontrar dinheiro em sonhos é sinal de que promoções no trabalho irão acontecer ou sorte prevista na vida. Perder dinheiro é um aviso para investir em estudos e em conhecimento, pois brevemente irá precisar deles. Se você sonhar que está gastando dinheiro com cautela, é um sinal de que uma virada de sorte irá mudar sua vida. Já se você sonha que está gastando

dinheiro em demasia saiba que é um aviso de que você precisa pensar mais no lado espiritual da sua vida. Contar dinheiro é simbologia de que boa sorte está por vir em todos os sentidos da sua vida. Já guardar dinheiro é presságio de felicidade no campo amoroso e pessoal de sua vida. Sonhar com muito dinheiro é um aviso para que segure seus planos em investimentos ou mudança de emprego, o momento é de cautela. Se você sonhou que está roubando dinheiro, é aconselhável dar mais atenção a sua saúde. Sonhar com dinheiro roubado quer dizer que haverão complicações nas diferentes áreas da vida. É o medo de perder algo importante. Se você sonhar que está queimando dinheiro, espere um nascimento de alguém da família uma grande viagem está por vir. Sonhar com dinheiro falso de qualquer jeito ou modo, é um aviso de que complicações estão por vir, tenha cautela. Pode representar má fé por partes de pessoas próximas, por isso, fique atento. Continua na próxima edição, parte 2.

https://misticaweb.com/simpatia-para-crescer-cabelo/

iríamos lhe apresentar algumas das melhores simpatias para crescer o cabelo e parar de cair também, para que nunca mais se sinta mal com o seu cabelo. Pronto para ver como se fazem, testar e ver se realmente funciona? Vamos lá então. Simpatia Para Crescer Cabelo Rápido Componentes * Uma vela cor-de-rosa; * Uma vela branca; * Chá de morango (em saquinhos ou feito mesmo com o morango); * Duas xícaras;

Preparação Comece por preparar o chá de morango da forma que você gostar mais e depois sirva -o nas duas xícaras, as quais deve colocar do lado direito da vela cor-de-rosa. Acenda essa vela e depois feche os olhos enquanto inspira o cheiro do chá de morango e imagina o seu pedido a ser concretizado.Beba o chá de morango enquanto a vela estiver a arder e quando acabar o chá, apague-a também. Agora é só acender a outra vela e todos os dias durante um bocadinho, chegar-se junto a ela e de olhos fechados ir se imaginando com um cabelo forte e saudável.

Simpatia Para Crescer Cabelo com Cacto Aqui o único componentes necessário será um cacto, o qual você deve cortar ao meio e depois, com cuidado, passar a parte interior dele no seu couro cabeludo onde tem nenhum ou pouco cabelo. Faça isto durante uma semana, todos os dias pela manhã, que é a altura do dia onde o cabelo mais cresce. Deve sempre lavar depois toda a cabeça com água fria sempre que fizer este processo. Leia Mais > https://misticaweb.com/simpatia-para-crescer-cabelo/


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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

Reprodução

CULTURA ANGOLANA - DANÇA E CANÇÃO A abastada Tradição Cultural dos Tchokwe é mais bem ilustrada pelos elementos de Dança e Canção que constituem as Atuações mascaradas. Em Angola, são a sociedade mais bem sucedida na preservação de valores culturais ancestrais.Canções e danças fazem parte do repertório da cultura Bantu da África Central. É um elemento espiritual, sensível, com um significado profundo; traz alegria à alma. É o domínio onde se unem e interlaçam corpo, espírito, mente e alma, passado e presente, visão e realidade, sagrado e profano. Dessa forma, a fundação da dança, canção e o ritual, é um sistema de ideias sobre a arrumação do universo. As danças e canções expressam os aspectos desta cosmologia, especialmente a distinção das categorias morais e os costumes como estas se inter -relacionam, e são a única forma de expressão para transmitir modelos antropomórficos de uma realidade que não é a humana. São também aspectos da sua identidade étnica, ao mesmo tempo em que ligam a comunidade aos poderes sobrenaturais dos ancestrais. A dança e a canção são exercidas para celebrar e validar a realeza, sua corte e linhagem, fazer dedicações e mostrar respeito aos reis, princesas ou um ancião da comunidade. De fato, na sociedade Chokwe dançar é uma reencenação da própria vida. Dança e canção são para a sociedade o que ritual é para a religião e em termos simbólicos são expressões do que o individuo tem de mais profundo.

WALTER NKOSI

A dança é o espelho da vida comunitária e do além, pois dialoga com os espíritos sobre sentimentos e reflexões do passado e do presente. O poder da dança ajuda ainda a espalhar pela comunidade, a benção da fertilidade. Além disso, durante o ritual de dança e canção, os espíritos ancestrais são chamados para atender todo o tipo de pedidos individuais e para a comunidade. Por exemplo, durante o Mukanda, o ritual de iniciação, o Ancestral sempre chega do Oeste, onde o sol se põe e onde fica o reino dos mortos, para trazer sua sabedoria ancestral (o conhecimento do bem e do mal) e passa-la aos membros da comunidade. Assim, define-se como veículos culturais criados para trazer equilíbrio, cura, felicidade e alegria à comunidade. Através da música, da dança, da canção e da poesia, os espíritos dos ancestrais

são chamados para ajudar e trazer sorte. Como afirmou Adebayo Oyebade “Os cantos rituais, exceto os sacrifícios, são uma forma ancestral de adoração necessária para livrar a terra do mal e trazer a boa vontade dos ancestrais sempre atentos”. O espírito é manifestado através do movimento corporal: gestos, posição das pernas e cabeça, expressão do olhar, uso do corpo para comunicar trajetórias de passado, presente e futuro, que neste contexto performativo são elementos pertencentes às crenças religiosas. Esses elementos se unem no sentido de que o corpo está em harmonia com a natureza e assim, espaço e tempo se tornam um. Além disso, numa performance, o corpo atinge uma dimensão mais alta preenchendo ansiedades espirituais e carnais. Na cultura Chokwe o corpo totalmen-

MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

te adornado é um recipiente sagrado para receber os ancestrais no retorno ao mundo dos vivos e o performer faz o chamado através deste ritual. Toda a dança e canção são uma celebração dos ancestrais. Da mesma forma, o povo Chokwe cria e performam mais de uma centena de mascarados chamados de Makixii ou Akixi. O primeiro representa o espírito de um morto (afu) retornando ao mundo dos vivos para guiar, prestar assistência, proteger, educar membros de uma comunidade, e sancionar ou validar instituições sociais e políticas. Para este propósito, a dança Chokwe é a linguagem, o modo de expressão em termos dramáticos, que usa sequencias rítmicas de movimentos para responder a estímulos em canção, música e poesia, simbolizando o cotidiano e experiências dos Chokwe. A dança traz ação ao ritmo e acrescenta interpretação, entendimento visual, movimento, e a relação corporal e espiritual entre as canções recitadas e os espectadores. Quanto a tipos de dança, existem diferentes tipos: dança do crocodilo, da pomba, do peixe, da galinha, do chimpanzé; o individuo pode situar com Deus e o mundo dos espíritos. Representação animal leva ao místico mundo dos mortos, pois os animais são considerados guias espirituais sábios. Este artigo foi originalmente publicado em inglês na Enciclopédia de Religiões Africanas pelo autor Chikukuango Cuxima-Zwa.

(21) 3685-9755


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COLUNISTA CONVIDADO MILENA DO NASCIMENTO Diretora de projetos IAIC - Instituto Àwúre

http://www.institutoawure.com

RESISTIR É CRIAR,

comuns e estruturar o Território Social Mundial

RESISTIR É TRANSFORMAR! Outro mundo, já começamos! Another world, we have already started it! Milton Santos nos disse que: “O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir”. E desta forma motivados pelos bons ventos da esperança de um outro mundo possível, estamos extasiados com a realização da décima terceira edição do (FSM) Fórum Social Mundial. O lançamento oficial do FSM foi feito dia 16 de outubro de 2017, juntamente com a abertura do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e deu início a um seminário preparatório do FSM 2018, com dois dias de debates (17 e 18). Sete mesas discutiram temas perpassando desde a as mudanças no mundo do trabalho, às artes, mídia que hoje são alvos de censura, passando pela integração regional, na América Latina e na África, lutas das mulheres até as inúmeras intolerâncias na sociedade. Como parte desse sentimento e ação em torno do FSM, nós do IAIC - Instituto Àwúre de Incentivo Cultural Afro Brasileiro, juntamente com entidades parceiras como o CEN, a CONEN, a Áwa, a Convergência Negra Bahia, nos fizemos presentes para contribuir com essa importante articulação pela garantia da representatividade dos povos tradicionais de matriz africana, povos indígenas, povo de santo, de terreiro, quilombolas, movimento negro, convergência negra Bahia e todas os demais segmentos que se auto denominam tradicionais. Considerando é claro que não somos a única instituição nesta construção, respeitamos a pluralidade política, cultural e histórica bem como a individualidade de cada representação no FSM.

Um trecho da nossa carta de intenções “Proposta de Criação de Comitê Temático de Povos e Comunidades Tradicionais no FSM Salvador.”: “A proposta funcionara no sentido de criar espaços de debate e coexistência, assim como seu potencial de desenvolver uma cidadania capaz de pensar diferentes ordens políticas e que possam superar a crise atual, e denunciar as graves desigualdades e discriminações ainda presentes na sociedade, bem como a maneira que ainda tentam nos invisibilizar. ’’ (Àwúre) Acreditamos que pelo fato de acontecer na Bahia, especificamente em Salvador a expertise da resistência do povo negro tradicional impulsiona as lutas por transformação, temos a expectativa da maior participação negra das últimas edições, inclusive pela participação do Continente Africano. Para tanto, é imprescindível o fortalecimento das perspectivas de superação do racismo, machismo, homofobia e das diversas formas de discriminação, pela convergência dos movimentos. Dessa forma certamente avançaremos. OUTRO MUNDO, JÁ COMEÇAMOS! Transitamos nos cenários políticos local, regional e global, vamos potencializar com nossa presença a nossa capacidade de ação pela igualdade racial e a superação do racismo pelo seu caráter degenerativo individual e coletivo. É a concretização do compromisso individual e das representações mundiais que nos levará a uma

justiça e inclusão social, sob um olhar humanista para as diversidades como fator determinante para melhor qualidade de vida de sua população e do mundo inteiro. Em particular, acreditamos que vidas negras importam sim, e muito! E dessa forma compartilhamos experiências de superação do racismo e das intolerâncias religiosas e desigualdades raciais, militamos por uma nova ordem mundial na certeza de que “não há democracia com intolerâncias e racismo”, contamos com a ocupação dos povos tradicionais na prerrogativa fundamental para a validação dos direitos humanos e da autonomia de povos e nações. As ações propostas são para a criação de uma agenda política por parte do movimento negro que, sistematicamente, esteja para além do FSM, sejam esferas de decisões e encaminhamentos políticos e ações efetivas para a nova ordem do governo brasileiro nestes tempos de tanto retrocesso A participação das comunidades tradicionais tece novos paradigmas para uma vida plena e digna de brasileiros e brasileiras de diferentes grupos Étnico-raciais são alavancados em espaços de discussão e formulação de diretrizes políticas. Os Eixos Temáticos do FSM 2018 são o resultado de um longo processo de diálogo no Coletivo Brasileiro e de várias consultas nacionais e internacionais. Objetiva articular iniciativas

1. Ancestralidade, Terra e Territorialidade 2. Comunicação, Tecnologias e Mídias livres 3. Culturas de Resistências 4. Democracias 5. Democratização da Economia 6. Desenvolvimento, Justiça Social e Ambiental 7. Direito à Cidade 8. Direitos Humanos 9. Educação e Ciência, para Emancipação e Soberania dos Povos 10. Feminismos e Luta das Mulheres 11. Futuro do FSM 12. LGBTQI+ e Diversidade de Gênero 13. Lutas Anticoloniais 14. Migrações 15. Mundo do Trabalho 16. Um Mundo sem Racismo, Intolerância e Xenofobia 17. Povos Indígenas 18. Solidariedade e Paz 19. Vida Negras Importam O FSM 2018 será realizado entre os dias 13 e 17 de março deste ano e terá como território principal o Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). As inscrições para o Fórum Social Mundial 2018 (FSM 2018) já estão abertas no site www.fsm2018. org. Você também pode se inscrever no nosso comitê https://wsf2018.org/ grupos/comite-de-povos-e-comunidades-tradicionais-povos-indigenas-ecomunidades-quilombolas-instituto -awure/ Não é fácil participar de uma estrutura muitas vezes divergente das nossas temáticas. Porem, somos povos de fé e sabemos que os nossos ancestrais nunca nos abandonam, articulando e cantando vamos caminhando, nossa união está na base da tradição e contamos com a sua participação. Sou porque nós somos!


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TEMER TOMOU PASSE COM PAI DE SANTO QUE NÃO É RECONHECIDO POR RELIGIOSOS Temer tomou passe de Roberval Batista de Uzêda, 52 anos, mais conhecido como Pai Uzêda. O Globo

O suposto Pai de Santo encontrou com o presidente na recente convenção de seu partido, o PMDB. “Eu sou velho conhecido da política nacional. Vários senadores, ministros e deputados federais me conhecem e sabem do meu valor espiritual”. Pai Uzêda, porém, não pode dizer o mesmo das federações e associações de Umbanda e Candomblé do país. Embora se auto intitule Pai de Santo, não há registro de que seja oficialmente reconhecido como sacerdote por estas instituições. A União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil e a Associação de Ritos e Cultos Ancestrais no Brasil (Arcan), por exemplo, informaram que o desconhecem. “É uma figura folclórica que não é de hoje. Não é sacerdote reconhecido. Nenhum sacerdote sério agiria dessa forma. Fez uma coisa teatral. Se fosse sério, não falaria sobre recomendação espiritual a não ser que Temer fosse em uma consulta. Mesmo assim, do ponto de vista ético, não poderia tornar essa coisa pública.” A crítica é do babalaô Ivanir dos Santos, para quem a atuação de Uzêda prejudica a imagem das religiões de matriz africana. Ao Jornal O GLOBO, Pai Uzêda sustenta que não precisa de vinculação às federações e que é um Pai de Santo que já “nasceu feito”: “O espírita nasce espírita. Ele não precisa de federação, associação. Todo sensitivo pode estudar os Orixás e receber as entidades. Deus me deu a oportunidade de alertar um

Temer tomou passe de Pai Uzêda

presidente que está cheio de ‘macumba’. É claro que vou causar inveja e indignação. Respeito quem está me criticando, mas árvore que não dá fruto não leva pedrada”, disse. A ausência de reconhecimento de seus pares não impediu Pai Uzêda de ganhar os holofotes. Ele circula por eventos e espaços nobres da política nos últimos anos. E garante que sempre foi bem recebido e que Temer, quando o viu, sentiu “firmeza”. “Sou um Pai de Santo que procura se informar. Leio a constituinte, sei dos meus direitos. O Brasil é laico. Estava no meu Centro quando recebi o convite de Romero Jucá (senador do PMDB por Roraima). Os políticos se protegem.” O Pai de Santo garante que a sigla custeou sua hospedagem em Brasília e diz que dispõe das notas fiscais para comprovar. O PMDB, no entanto, nega que tenha contratado os ‘serviços’ de Pai Uzêda. O Palácio do Planalto informou, por meio

Sarau de Umbanda homenageia Mãe Fernanda e Helena d’ Oyá No último dia 7 de janeiro, o gremio de Quintino ficou pequeno para mais uma edição do sarau de umbanda. Compositores, intérpretes renomados foram prestigiar o evento que sempre é agradável e com pessoas alegres e contagiantes. Nesta edição especial as homenageadas foram: Mãe Fernanda e Helena d’ Oyá, que discursaram ao receberem um certificado de homenagem. Parabéns a equipe que cada vez vem fazendo a diferença, sucesso!

da assessoria, que não comentaria o fato de o suposto Pai de Santo ter conseguido acessar o palco na convenção nacional da legenda onde estava o presidente. PAI DE SANTO ALERTOU DILMA SOBRE EDUARDO CUNHA Mas antes disso Uzêda já acessou o Palácio do Planalto, em 2015, quando tentou entregar uma carta à então presidente Dilma Rousseff. À época, ele afirmava que ela precisava se defender de alguns políticos, principalmente do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba. Foram inúmeras também as previsões de Pai Uzêda – que também se diz vidente. Segundo ele, Pai Uzêda já afirmou que Neymar seria o artilheiro da Copa do Mundo de 2014 e que o Brasil ganharia o mundial nos pênaltis. Também profetizou que Anthony Garotinho derrotaria Sérgio Cabral na disputa pelo governo do Rio. Em 2008, de acordo com a imprensa gaúcha, abençoou o namoro da hoje pré-candidata à Presidência pelo PCdoB Manuela DÁvila com o ex-ministro José Eduardo Cardozo, mas o relacionamento não durou. Ele próprio já tentou carreira na política, mas não teve sucesso. Desde 2004, tenta uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio. Em 2014, disputou o cargo de deputado estadual pelo PP, mas só conquistou 108 votos. TEMER TOMOU PASSE DE UM BABALORIXÁ QUE MAL MOBILIZOU 100 PESSOAS… Na campanha do ano passado, Pai Uzêda afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que é escritor e declarou R$ 1 mil em espécie. O babalorixá explica que não se empenhou à campanha porque atendeu a um pedido do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, que diz conhecer há 30 anos.


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OGAN RICARDO D' OGUN Campeão dos Campeões da 13 edição do Prêmio Atabaque de Ouro

BRASÍLIA ORGANIZARÁ FESTIVAL COM ALIANÇA COM ATABAQUE DE OURO O Grupo de Curimba Voz da Alma, criado há dois anos está desenvolvendo uma parceria com a direção do prêmio atabaque de ouro, para realização de festival para inserir participação do estado em 2018. O grupo conta com apoio da Força Afro Brasil e federação de Umbanda e Candomblé do DF. O evento poderá ocorrer logo no início do segundo semestre, tendo em vista que a 14ª edição do prêmio atabaque de ouro ocorrerá setembro ou outubro à definir. Vamos torcer!

Belém Realizará Festival de Melodias afro A rádio web Exú, abriu inscrições para músicas que narram o cotidiano e mitologia afro -brasileira. Num regulamento claro exposto no site da rádio web, os concorrentes podem se inscrever e enviar música para seleção que tem final programada para abril, pós duas eliminatórias de grupos inscritos. Os integrantes do júri serão personalidades do segmento afro da cidade, representantes de instituições do segmento e pesquisadores. Cada participante só poderá inscrever com uma música. Parabéns!

UM BLOCO DO POVO DE AXÉ É O MACUMBLOCO NO RIO Dia 28 de Janeiro será o ensaio no clube River, zona norte do Rio no bairro de piedade, e seu lançamento oficial já marcado para o primeiro domingo pós carnaval no dia 18 de fevereiro, no mesmo local. O evento reunirá curimbeiros e um grande público de festivais. Tanto o lançamento quanto o ensaio está marcado de 15 às 20h. O kit do bloco custa apenas 45,00 e os dois primeiros lotes já esgotaram e tem a realização do movimento Umbanda Rio, com direção de Pai Alex d’ Oxalá. No dia do evento terão abadás à venda, por kit vem com: 01 Abadá, 01 mochila, 01 bandana e 01 garrafinha. Para o diretor do bloco Alex d’ Oxalá, para o primeiro ano e pouca divulgação já considera sucesso! Dia 18 serão apresentados o padrinho e a madrinha e coroando o Rei e Rainha do Bloco. Parabéns!

CURIMBA JOSÉ CARLOS DE OXÓSSI NO PRESENTE DE IEMANJÁ DE COPACABANA A curimba José Carlos d’ Oxóssi marcou presença no 15 Presente de Iemanjá do Mercadão de Madureira ocorrido no último dia 29 de dezembro. Foram em torno de 20 percussionistas que acompanharam seu mestre que foi um dos responsáveis pelos cânticos que abrilhantaram a festa. O evento embora a chuva que caiu antes da chegada dos barcos, não ofuscou a festa que com garra e apoio do mercadão de Madureira e lojistas, além da comunidade do santo e público que passavam pelo local que foram seduzidos pela beleza. Parabéns!

Festival de Mato Grosso com participação internacional Com a direção de Marcelo Passos, o festival de Mato Grosso este ano terá participação de mestres internacionais para palestras e oficinas de mestres de Guine, Senegal e Costa do Marfim, que darão cursos falando da origem e história dos tambores. O evento tem a realização do Centro Espírita Caboclo Flecheiro e este ano na sua quarta edição retorna ao anfiteatro Medici. Nomes do Rio de Janeiro e São Paulo estão sendo cotados para ilustrar o evento que se consagra a cada ano, sendo já tradição na cidade. Parabéns!


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