JORNAL
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ICAPRA ANO 13 | n° 109 | 2018
50 ANOS DE MÃE MÁRCIA O EGBÉ ILÊ IYÁ OMIDAWÊ ASÉ OBALAYO CELEBRA 50 ANOS DE MÃE MÁRCIA D’ OXUM PÁGS. 06 E 07
VISITA HISTÓRICA DE OONI DE IFÉ AO BRASIL
RECORD É CONDENADA A EXIBIR PROGRAMAS DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA EM HORÁRIO NOBRE
40 ANOS DE FUNDAÇÃO DO AXÉ OBALUAYÊ JAGUN
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A ESCRAVIDÃO UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com
Reprodução da Internet
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or que nos dias atuais, ainda existem sistemas doutrinários ou políticos que estabelece a exaltação de uma raça, em detrimento das demais? Nos ciclos evolutivos das civilizações, existem dois aspectos necessários para a evolução espiritual das almas, a parte intelectual, que se encontra na ciência progressiva, e a parte moral, que estão contidas nos ensinamentos do Cristo. Analisando os fatos históricos, observamos que na África, a escravidão, iniciou por volta do século II a. C., quando o faraó Snefru retornou da região da Núbia com milhares de prisioneiros de guerra que se tornaram escravos no Egito Antigo. No século XV, foi à vez dos europeus. No livro coração do Mundo Pátria do Evangelho, através da psicografia
de Chico Xavier, o espírito de Humberto de Campos, relata um dialogo de Ismael com o Cristo, no astral superio; “A colaboração africana deveria, pois, verificar-se sem abalos perniciosos, no capítulo das minhas amorosas determinações. O homem branco da Europa, entretanto, está preju-
dicando por uma educação espiritual condenável e deficiente.” (Cap. V. Os escravos.) No dia 13 de Maio, de 1888, foi declarada extinta a escravidão no Brasil, e também revogada todas as disposições em contrário. (Lei de numero 3353.) Por que ainda se faz necessário, haver as ações afirmativas dentro das leis, a fim de que possam ser garantidas, as igualdades sociais? Finalizamos o tema, com uma reflexão; “A escravidão é um abuso da força. Desaparece com o progresso, como gradativamente desaparecerão todos os abusos.” - Instrutores Espirituais. (O Livro dos Espíritos. Questão, 829). Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335
OLÁ LEITORES! Nesta edição trazemos algumas matérias especiais, dentre elas dos 50 anos de iniciação de Mãe Márcia d’ Oxum, os 40 Anos do Axé Obaluayê Jagun, detalhes sobre a vitória do povo de axé contra a rede record, notícias que narram a dinâmica do povo de axé que luta, resiste e não fica estático, avanços e ações de intolerância que mostram a diversidade de pensamentos e desrespeito com o semelhante. O Brasil falta avançar em igualdade, respeito e união independente de crédulos, raça ou pensamentos, pois nossa identidade foi contruída com infuências diversas que permanecem vivas no nosso dia a dia. Vale refletir...
Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: jornalicapra@gmail.com
Marcelo Fritz – Editor Responsável
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VISITA HISTÓRICA DE OONI DE IFÉ AO BRASIL:
LIBERDADE, NOSSA RIQUEZA Carolina Omidele Maíra Osunleye
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Pela primeira vez na história o Brasil receberá Sua Majestade Imperial Ooni de Ifé, o rei de Ifé. Na missão de reaproximar e reunir os afrodescendentes disperos na diáspora. Acompanhado por uma comitiva com cerca de120 iorubás, entre eles empresários, intelectuais, autoridades religiosas, Ooni visitará as cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre os dias 7 a 17 de junho. Ooni de Ifé, também reconhecido como Arole Oduduwa, o sentinela de Odudua, é a cabeça espiritual para o povo ioruba. Sendo ao mesmo tempo uma autoridade religiosa e detentor de grande influência política. Tradicionalmente o Ooni não sai do seu Palácio, mas Oba Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi transpassa a tradição e vem ao encontro de seus filhos da outro margem do Atlântico. A agenda pública será divulgada através da página da mídia oficial Ojajatv, no facebook, e no site oficial www.oonideifenobrasil.com.br Nas atividades da agenda incluí-se: declaração de Salvador como Capital Iorubá das Américas em Salvador; recebimento da Medalha Tiradentes na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; e encontros com governantes municipais e estaduais em Belo Horizonte. Intelectuais, empresários, e autoridades religiosas que o acompanham também terão uma programação que envolve palestras, encontros empresarias, feira de exposição de produtor nigerianos, entre outros. Serão 10 dias de intenso reencontro entre os iorubás daqui e os de lá. Um momento único que ficará registrado na história. A ocasião em que estes dois irmãos Brasil e Nigéria, voltam a andar de mãos dadas, compartilhando de uma mesma cultura, a cultura iorubá. * Mestre em História/Diretora Fundadora da The African Pride Company Coordenadora da Visita de Ooni de Ifé ao Brasil/2018
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O EGBÉ ILÊ IYÁ OMIDAWÊ ASÉ OBALAYO CELEBRA 50 ANOS DE MÃE MÁRCIA D’ OXUM Por Marcelo Fritz
Bybrennosantos e Acervo Iyá Márcia d’ Oxum
O Axé Omindawê, na verdade é uma continuidade do axé fundado por Ivone Dória Pereira, Ivone d’ Oxóssi, está iniciada no Gantois por Mãe Menininha. De família baiana Márcia Dória Pereira, teve toda sua família iniciada no Gantois em três gerações da casa. Mãe Márcia nasceu em 1958 no Rio de Janeiro, período em que sua mãe migra aos 18 anos para o Rio e se casa na cidade maravilhosa, após alguns anos mãe Ivone retorna para Bahia e fica um curto espaço de tempo e retorna ao Rio, seguindo conselhos de Mãe Menininha. “Nasci no estado do Rio de Janeiro e na cidade de Niterói e era envolvida por familiares e amigos que eram do Gantois, ouvia o som do atabaques, tenho uma irmã, fui ao Gantois bebê, era muito nova, minha mãe Me-
nininha já havia dito que eu era d’ Oxum, eu ia sempre há Salvador ou irmãos de axé vinham para cá, a dificuldade era presente. Numa viajem que minha mãe fez para o axé, ao chegar foi de-
terminado que minha mãe retornasse para buscar eu e minha irmã”. Declara a Iyalorixá que se inicia num barco de 3 Yawôs. Eu de oxum, minha mãe e irmã de Oxóssi...Naquele tempo yawô fi-
cava na roça, fui em novembro, me iniciei em 02 de fevereiro e fiquei no axé até junho. ” Pós todo este período o retorno da família Pereira para o Rio, para os afazeres, estudos, trabalhos e cotidiano. O retorno a Salvador se tronou constante da matriarca da família, Ivone d’ Oxossi, que levava as filhas nas principais obrigações, devido a estudos e cotidiano das crianças. Mãe Mácia já auxiliava sua mãe nos afazeres de Axé, embora nunca imaginasse a responsabilidade do cargo, a Iyalorixá achava que pelo fato de sua mãe ser de oxóssi e sua irmã, que ela que seria a herdeira do axé. Sua preparação era de auxiliar, mas a fé e determinação a levava para seu destino e responsabilidade.
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AOS 36 ANOS O CHAMADO PARA O CARGO DE IYALORIXÁ “Fui informada pela minha casa matriz, do cargo, fiquei com a cabeça embaralhada, pois não imaginava, tenho uma personalidade forte, embora sempre apoiei tinha minhas opiniões, fui formando meu grupo e com determinação e perseverança fui levando, minha mãe teve problemas de saúde e daí não teve mais condições de estar a frente, o espaço era pequeno, fomos para um espaço maior com mais possibilidades de ampliação e implantação de projetos que sempre sonhei.” J.I. O Candomblé de antigamente? Iyá Márcia - O candomblé vai se adequando, mas a assência não pode se perder, a hierarquia sempre deve existir, sou do candomblé onde a mãe estando na casa ela é a mãe, minha mãe Carmem é a Mãe. Acho o candomblé bem diferente, nossa cultura precisa acompanhar os tempos, mas preservando tradições, se focar na oralidade através do diálogo preservando nossas histórias. J.I. Fale sobre a modernidade no axé? Iyá Márcia - Sou contra aprender em apostilas, ou em vídeos certos fundamentos e awôs(mistérios), claro que itans, histórias que façam as pessoas entenderem nossas tradições, mas com ponderação. J.I. O que é ser Iyalorixá? Iyá Márcia - É ser mãe, abrir mão de parte de sua vida, boa parte... risos...transmitir nossa cultura, ter respeito pelo próximo, saber delegar, formar uma equipe, pois nin-
guém comanda sozinho. Já ouvi de mais novos bons conselhos, uma Iyá principalmente deve saber ouvir e ter discernimento para suas atitudes. J.I. O que a senhora acha de mais sagrado no Axé? Iyá Márcia - Os Orixás, a fé, o respeito, o amor e fraternidade... J.I- A senhora tem algum medo como Iyalorixá? Iyá Márcia - Sim, da perseguição institucional, pois é garantido nossa existência como religiosos e cultura, mas há atitudes que de fato nos ameaçam, a tecnologia que é muito boa, mas algumas pessoas agem de forma irresponsável com utilização destes meios. J.I. Qual o segredo do sucesso de uma Iyalorixá? Iyá Márcia - Tratar bem aos que te cercam, valorizar a prata da casa, reconhecer o desempenho de todos, uma coisa simples, eu dou as lembranças de uma festa primeiro para os filhos, pois senão fosse eles nada teria acontecido. J.I. Com o que a Mãe Márcia sonha? Iyá Márcia - De deixar minha casa um candomblé para continuar, de ter a certeza de que esta água vai continuar correndo e de que minha mãe Oxum continuará viva no coração de todos e sendo louvada. J.I. Uma saudade no candomblé... Iyá Márcia - Hummm...Silêncio... Saudades... de ser filha sempre, de minha mãe Menininha, de minhas egbomes...
Memorial com acervo de Mãe Márcia d’ Oxum Um espaço de memória foi inaugurado no dia anterior do xirê dos 50 anos, adê, fotografias, roupas, fios de contas, panos da costas, além de textos que contam um pouco a trajetória no axé e da Iyalorixá. O espaço será destinado para ter alí peças importantes que relatam a história do Egbé e da Iyalorixá. Ao final a Iyalorixá fala da alegria da comitiva do Gantois, da presença da Iyá Quequerê Angela, que vieram e acompanharam toda a obrigação, do empenho de todos os filhos que há meses trabalharam de forma incansável para a realização de tudo, dos amigos presentes e diz o quanto valeu.
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RECORD É CONDENADA A EXIBIR PROGRAMAS DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA EM HORÁRIO NOBRE Márcia Torres
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Depois de 14 anos de batalha judicial, a Rede Record de Televisão perdeu um recurso na Justiça Federal de São Paulo e será obrigada a exibir 16 programas na TV em horário nobre feitos por entidade ligada a religiões de matriz africana. A emissora ainda tem direito de recorrer em tribunais superiores. Consultada, a Record, por intermédio da assessoria de imprensa, informou que não comentaria o resultado judicial. A decisão veio por unanimidade na 9º Turma Recursal do Tribunal Regional Federal de São Paulo, na última quinta (5 de abril). O processo movido pelo Ministério Público Federal atendeu a uma ação de 2004 da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, juntamente com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab). Os autores alegaram na ação que as religiões afro -brasileiras “vêm sofrendo constantes agressões” em programas veiculados na Record. A Constituição Federal proíbe a demonização
de religiões por adeptos de outras crenças. Os autores citaram ofensas veiculadas no programa “Mistérios”, no quadro “Sessão de descarrego” e ainda no livro “Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios”, de Edir Macedo. Na prática, foi mantida a decisão de primeira instância, que já havia determinado a transmissão de programas de uma hora e que devem ser gravados dentro do estúdio da própria emissora. O juiz determinou que serão 16 programas veiculados durante 16 dias seguidos no horário nobre com três chamadas diárias. E com a gravação dos programas nos estúdios na própria emissora em São Paulo. PODER Em discurso no tribunal, a desembargadora Diva Malerbi ressaltou que a Record é uma empresa detentora de um serviço público, conforme a Lei de
Radiodifusão. “Vocês têm serviço público e não é possível que usem esse poder para ofender outras religiões”, destacou. Confira um trecho de seu posicionamento a respeito da decisão judicial: Segundo o advogado das entidades que representam as religiões de matrizes africanas, Hedio Silva, o Código Brasileiro de Telecomunicações prevê a figura do abuso da liberdade da Radio Difusão. “Você
não pode utilizar a radiodifusão para propagar o ódio, a intolerância, a discriminação. Incitar brasileiros a atacarem outros brasileiros em função da sua crença ou em função da sua descrença”. O advogado defende que os serviços de comunicação e de radiodifusão têm finalidade pública e devem respeitar a Constituição Federal e o Código Brasileiro de Telecomunicações que preveem função educativa e informativa. “A ideia é usar os programas para propagar a ideia de que numa democracia como o Brasil, numa sociedade que é um verdadeiro amalgama, uma rica geografia de identidade culturais que tem cerca de confissões ou de dois mil de entidades religiosas, 10% dos brasileiros se declaram ateus”, explicou o advogado. * Matéria publicada originalmente no site da Agência Uniceub
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A ÁFRICA NOS VISITA – E ̣KÁÀBỌ̀ José Beniste
Estaremos recebendo, no próximo mês de Junho, uma Comitiva Africana, liderada pelo Oní Ifé Adéyeye Ènìtán, com uma agenda que inclui visitas às cidades de Salvador, Rio e Belo Horizonte. Ilé Ifẹ̀ é considerada a cidade sagrada dos Orixás, por ter sido fundada por Odùdúwà, um ancestral divinizado, e o primeiro Oni Ifẹ̀. Além da grande importância histórica que une Brasil e Nigéria através das religiões que aqui foram desenvolvidas por antigos africanos, a Comitiva se propõe prestar solidariedade às religiões de matrizes africanas, e defender estas religiões das intolerâncias sofridas. EM RESUMO Podemos entender a seriedade desta visita, com um resumo de como tudo foi construído por aqui. As religiões afro-brasileiras se formaram através de um longo e complexo processo histórico, com os escravos obrigados a se converterem ao catolicismo. E isso acontecia de forma superficial, já que secretamente continuavam cultuando e se manifestando religiosamente. A oralidade, ao lado da identificação Santo-Orixá foram processos inteligentes que contribuiram com a permanência de tradições, que não poderiam ser esquecidas. Antigos dirigentes viriam a se tornar integrantes e mesários de Igrejas, sem perda de suas crenças originais, além de utilizarem expressões da religião dominante, nos títulos de suas comunidades. Foram formas de dissimular suas realidades. Enfrentavam e insistiam os seus à resistência, para não serem esmagados por uma elite que não só detinha o poder e a força, mas, também, o perverso preconceito. O tempo foi revelando a união entre negros e brancos, uma prática que percorreu séculos, produzindo uma nova forma de beleza numa terra em construção. Não só revelou o gosto pela mistura como os torna-
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E a tarefa ainda persiste nos dias atuais, aí estão Stela, Carmem, Maria do Pantanal, Pecê, Mabeji, Glorinha, Lina, Sajemi, Bangbala, Margarida, Helena, Edeuzuita, Ajalewi, Meninazinha, Palmira, e centenas de pessoas entre sucessores e herdeiros naturais.
ram avessos às interdições raciais. Inegavelmente, produziu um povo misturado, com muita honra. Juntaram-se ao grupo, pessoas de todos os matizes, com a grande missão de fazer com que sua gente sobrevivesse como pessoa humana, como raça e como cultura. Um desafio que se tornou vitorioso em razão de todos serem dotados das forças da natureza por eles domadas para a arte de resistir e insistir. Podemos lembrar os nomes de Bangboxe, Aninha, Menininha, Senhora, Benzinho, Cristóvão, Otávio. Fomutinho, Runhó, Falefá, Luiza, Olga, Bernardino, Ciriaco, Joãozinho, Dila, Álvaro, Martiniano, Luiza, Didi, Davínia, Simplícia, Massi, Ninô, Nitinha, Regina, Joaquim, entre tantos outros que participaram dos mais diferentes processos de transformação social ocorridos no Brasil.
REALIDADE RELIGIOSA Nas visitas às casas de Candomblé, não surpreende ninguém ao ver como elas estão enraizadas na crença do povo, ou seja, gente de todos os matizes, sem dotes social e cultural específicos. São senhoras e senhores que ganharam repercussão e respeito nacionais, concorrendo para que o Candomblé deixasse de ser visto de uma forma que não fosse uma crença religioa São esses fatores que nos levam a crer ter sido criado um Axé Brasileiro. Os ingredientes africanos nos fortalecem e ajudam, embora tenhamos nossas próprias folhas, ritos e quizilas. Uma história devidamente construída com suor, lágrimas e uma persistência heróica. Tornamo-nos credores com a reconstrução da cultura africana em solo brasileiro, feita com muita devoção. E não foi só no terreno religioso. Para todos os lados que nos dirigirmos, vamos encontrar uma série de valores, no idioma, no comportamento, nos festejos, na música e instrumentação, e vai por aí. O que podemos dizer, é que temos que dar valor a nossa gente, que aqui fincou o pé, resistiu e vem se mantendo. Portanto o agradecimento será recíproco com esta Comitiva Africana, que aqui estará em visita, de 11 a 13 de Junho, será recebida por autoridades políticas, culturais e religiosas. Uma série de eventos culturais e inter-religiosos já estão sendo programados para recebê-la. Sejam todos bemvindos. E káàbọ̀
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AXÉ&VARIEDADES
Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com
Sacerdotisa nigeriana visita a Casa de Oxumarê em Salvador A Casa de Oxumaré teve a honra de receber visita oficial da grande sacerdotisa nigeriana, Princesa Adedoyin Talabi Faniyi, que retorna ao Brasil. Nascida em uma família real tradicional em “Iyadudu Royal Compound”, no estado de Osun, ela foi criada por Susanne Wenger (Adunni-Olorisa) e continua o trabalho desta última de cuidar da Floresta Sagrada de Osun, em Osogbo (declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2005). A Princesa Adedoyin Talabi Faniyi é alta sacerdotisa da religião dos Orixás, conduzindo trabalhos tanto na Nigéria quanto na diáspora africana em todo o mundo. Em sua visita, ela estava acompanhada de uma comitiva de intelectuais, cineastas, músicos e ativistas de diversos continentes, que estão reunidos em Salvador para a conferência internacional “Ecos do Atlântico do Sul”, organizada pelo Goethe Institut. A Casa de Oxumaré sente-se profundamente agradecida pelo presente. Ore yeye o! Que Osun mesma abençoe a todas e todos hoje e sempre.
Brasil prepara encontro sobre as tradições bantu O quarto Encontro Internacional das Tradições Bantu (IV Ecobantu) reuniu de 4 a 6 de Maio, no Memorial da América Latina, em São Paulo, no Brasil, representantes de vários países africanos, da América Latina, das Caraíbas e observadores da Europa, Estados Unidos e Ásia.
PILÃO DE OURO FAZ LIVE COM MESTRE BAMGBALA Foi um sucesso a life realizada pela loja Pilão de Ouro com o mestre Ogãn Bamgbala, o estabelecimento que completou recentemente 40 anos de fundação tem feito a diferença no seguimento na cidade paulistana, ecoando para todo Brasil e para alguns países. Para o diretor Samuel seu público merecem as campanhas que
a loja tem promovido, “pois é este público que nos mantém de pé e nosso sucesso.” Declara o empresário que participa de várias ações que promovam e difundem a cultura afro, demostrando responsabilidade social de sua marca com o segmento. “Muitas coisas vem por aí”, conclui o empreendedor.
“DEPOIS DO FIM” Águas de São Paulo e Encontro das Águas somam forças Lideranças somam forças para evento que ocorrerá no mês de Setembro que promoverá cultura de paz no Anhagabaú-SP. O encontro terá apoio de várias instituições além de personalidades que já declararam apoio a iniciativa que já se torna tradição na cidade. O objetivo é somar forças num só evento além de reunir empreendedores com responsabilidade social com as tradições de matrizes africanas. Mãe Jujú, Mãe Carmem de Oxum, Pai Carlito d’ Oxumarê, são algumas das lideranças que estão somando forças ao evento que promete. O lançamento será no dia 29 de maio na secretaria de cultura do estado de São Paulo. Vamos participar!
O espetáculo estreia em maio no Teatro João Caetano no Rio No dia 04 de maio, o Teatro João Caetano, recebeu o “Espetáculo - Depois do Fim”. Até o dia 27 do mês das mães, o público terá a chance de presenciar o conflito de um filho recém-desencarnado, uma mãe religiosa e um pai cético. A família lida com o desencarne, o contato com os espíritos e o perdão. Marcando assim o início de uma nova fase dos palcos do Teatro João Caetano. TEATRO JOÃO CAETANO Pç Tiradentes, s/n – Centro - TEMPORADA de 04 À 27 DE MAIO de 2018 Sex. e Sáb. às 19:30h/ Dom. às 18h INGRESSOS: Inteira R$ 40/ Meia R$ 20 Convite amigo R$ 15
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VÂNDALOS INCENDEIAM TERREIRO DE CANDOMBLÉ EM NOVA IGUAÇU www.baixadavivanoticias.com Reprodução
O Centro Espírita Caboclo Pena Branca foi alvo de intolerância religiosa na madrugada de hoje (8), em Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. O terreiro de candomblé foi totalmente destruído pela ação de vândalos, que atearam fogo nas instalações, depredaram os orixás e deixaram palavras pichadas nas paredes, como “Não queremos macumba aqui” e “Fora macumbeiros. O centro está instalado há 15 anos no bairro de Cabuçu. O pai de santo Sérgio Malafaia d’Ogum relatou que uma vizinha viu o terreiro pegando fogo e chamou o Corpo de Bombeiros, mas quando as equipes chegaram o terreiro já estava totalmente destruído. “Tenho um serviço social muito grande aqui na região, e distribuo cerca de 200 a 300 cestas básicas mensalmente para a comunidade. Evito tocar atabaques durante à madrugada para não incomodar os vizinhos e, mesmo na festa de saída dos santos, faço pela manhã para não entrar pela madrugada, com rezas e preceitos religiosos”, afirmou Sérgio d’Ogum. Ele disse que não sabe quem pode ter cometido a ação de vandalismo. “Eu não tenho a mínima desconfiança de quem possa estar por trás disso. Acredito que em um prazo de dois meses é possível colocar o terreiro novamente para funcionar, com muita fé, trabalho e ajuda dos filhos de santo.” Intolerância religiosa Os casos de intolerância religiosa aumentaram 56% no Rio neste ano em comparação ao primeiro trimestre de 2017, segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI). Foram contabi-
lizadas 16 denúncias entre janeiro e abril do ano passado. Em 2018, o número subiu para 25, no mesmo intervalo de tempo. As denúncias de 2017 e as registradas até o dia 20 de abril deste ano totalizam 112 casos, com mais de 900 ações de atendimento realizadas para a solução e o aco-
lhimento das denúncias. Os municípios com os maiores índices de intolerância são o município do Rio de Janeiro com 55%, seguido de Nova Iguaçu com 12,5% e de Duque de Caxias com 5,3%. O tipo de violência mais praticado é a discriminação com o índice de 32%; seguido de depre-
dação de lugares ou imagens com 20%, e difamação com 10,8%. As religiões como candomblé, umbanda e religiões de matrizes africanas lideram o índice de denúncias. Os ataques ao candomblé representam 30% dos casos, seguido da umbanda com 22% e matrizes africanas com 15%.
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Clélia Gomes é a primeira mãe de santo eleita à deputada estadual em São Paulo A deputada durante o mandando criou a Frente Parlamentar do Respeito e da Liberdade à Diversidade Humana É comum ter as mais diversas reações ao percebermos as diferenças que há no outro. Estranhamos, principalmente, quando encontramos aqueles com quem nos assemelhamos. E a diversidade é isso, um conjunto de diferenças e semelhanças que caracterizam o ser humano. Nunca houve tanta diversidade de correntes religiosas como agora. O Brasil é um país laico marcado pelas suas muitas influências culturais e crenças que enriquecem a humanidade. A deputada estadual Clélia Gomes é a primeira mãe de santo eleita no estado. Na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), ela ocupa uma cadeira, de 10 mulheres entre 94 deputados. Mulher, negra, mãe de santo e nascida na periferia, ela exprime verdadeiramente a diversidade, que até então não tinha espaço ou representatividade na casa. Pensando nisso, Clélia criou em 2015, logo após assumir seu mandato, a Frente Parlamentar do Respeito e da Liberdade à Diversidade Humana. O objetivo da frente coordenada pela deputada, é levantar os temas mais sensíveis relacionados às diversidades, entender o que pode ser feito em termos legislativos para auxiliar nos encaminhamentos de políticas públicas que beneficiem a população, independente de ideologias, partidos e paixões. A deputada acredita que é necessário enfrentar a diversidade como uma característica de todos, e não apenas de alguns. “Todos somos iguais em nossas diferenças, ter essa consciência é fundamental quando se trabalha o tema, pois a diversidade do ser humano é uma riqueza fundamental”, acrescenta Clélia. A frente foi elaborada para ser um fórum de discussões para que sociedade, universidades, poder público e população possam trazer suas pautas para a Assembleia Legislativa. E assim, as demandas possam ser encaminhadas e solucionadas. A Frente conta com cinco eixos, que são divididos em grupos de trabalho. São eles: Diversidade Sexual E De Gênero; Cor e Etnia; Liberdade; Integridade e Autonomia da Mulher, Povos e Comunidades Tradicionais; Cultura de Paz e Liberdade de Crença. No eixo de Diversidades Sexuais e Gênero, Clélia criou o Projeto de Lei 1550/15, que determina penalidades administrativas para todos os estabelecimentos comerciais onde existir preconceito e/ou descriminação sexual e de gênero. Além disso, no segmento Raça, Cor e Etnia, a deputada analisou as matrizes africanas por meio das diferenças étnicas raciais. Nesse grupo, Clélia trabalha no enfretamento ao racismo. E, também, tem adotado o conceito de povos e comunidades de matrizes africanas e sua relação com as demais culturas tradicionais. Com essas ações, a deputada tem o intuito de favorecer o desenvolvimento da sociedade. Assessoria de Impressa - Deputada Estadual Clélia Gomes Gabinete ALESP (11) 3886-6867 Jornalista Kênia Brandão - Whats (11) 99963-3560 oliveira.keniaa@gmail.com
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MARCELO FRITZ SE FILIA AO DEM E LANÇA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO ESTADUAL NO RIO Por: DEM AXÉ
Ekedy Débora d’ Ayrá
Marcelo Fritz, coordenador executivo do ICAPRA-Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, se filiou ao DEM à convite da Deputada Federal Laura Carneiro e do também Deputado Federal e Presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia. O convite se deu pós conversa sobre setorial que o partido cria (DEM AXÉ),que tem como objetivo o avanço na discussão e debate para criação de novas ações afirmativas e políticas públicas em questões referentes as tradições afro e comunidades tradicionais. Para Marcelo Fritz, militante há quase 20 anos pela difusão, desenvolvimento e ações afirmativas deste segmento é uma porta importante que o partido abre com aliados fortes do setor político que somarão esforços com espaços já adquiridos. “O DEM é o um partido que trouxe Laura Carneiro que tem na veia histórico e legado de seu pai, o saudoso Senador Nelson Carneiro. A trajetória de Laura demostra compromisso, Laura Carneiro é contra qualquer tipo de preconceito e em uma atitude inédita criou no Município do Rio de Janeiro a Frente Parlamentar Contra Toda a Forma de Preconceito, reunindo várias frentes que direta ou indiretamente estão envolvidas no tema, incluindo intolerância religiosa, racismo, bulling e homofobia, dentre outras ações importantes. É o partido de ACM Neto que é de uma família tradicional na luta pelos direitos das comunidades tradicionais na Bahia e filia Eduardo Paes que teve ações importantes para a cultura popu-
José Beniste Ogãn e Escritor
“Conheço Marcelo Fritz, desde menino, desde cedo era determinado, persistente e responsável. Precisamos de representantes que não sejam somente ligados ou sensíveis as nossas tradições, mas sim com histórico de ações e história. Apoio pela sua trajetória de resistência, coragem e realizações. O povo de Axé precisa saber diferenciar os que tem história dos que prometem fazer. A hora é de mudanças, estamos atrasados, não podemos perder tempo.”
“Marcelo Fritz é uma pessoa que nasceu para lutar, nos aproximamos na celebração dos 50 anos do Axé fundado por meu avô, vendo sua competência o convidei para estar ao meu lado na direção, isso foi em 2001, mas já o admirava, depois participamos de várias ações do ICAPRA, tive minha história imortalizada no Museu da Imagem e do Som do Rio num projeto dele.Enfim uma pessoa que acredito e apoio, não pelo que ele possa vir a realizar, mas pela sua trajetória que sempre acompanhei, que me faz confiar que com mais força poderá ir muito mais longe. Que Xangô, Ogun e todos os orixás o iluminem”
lar do Rio de Janeiro, dentre elas o decreto Decreto nº 34.391 de 12/09/2011, que regulariza Baianas de Acarajés nas vias e praças, revolucionando e se tornando referência inclusive para a reformulação do decreto de Salvador, o decreto que tornou a Umbada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio, dentre outros importantes feitos”, declara Fritz. Diretor do jornal ICAPRA, veículo que circula Rio e São Paulo, criador do Parabéns Umbanda, Vozes da Umbanda, Prêmio Atabaque de Ouro (Movimento nacional que hoje está em 6 estados do Brasil), Expo étnica, Articulador político Nacional da ABAM- Associação de Baianas de Acarajés e Mingau, dirigiu o Programa de rádio há mais de 10 anos ICAPRA COM AXÉ, considerado referência na difu-
são da cultura afro-brasileira, assumiu o Axé Ogbojú, axé fundado por OgunJobi, há mais de 40 anos, no bairro de Coelho da Rocha – São João de Meriti, dentre outras importantes ações que lhe dão experiência, curriculum e maturidade com as questões do segmento. “Não sou apenas um adepto que ingresso na política com objetivo de defender através do mandato, já faço isso há quase 20 anos, no início de tudo sonhava com muitas coisas que com bravura, perseverança e persistência consegui várias realizações. Tenho uma história, me sinto credenciado a pleitear, agregar e me somar na luta agora no Parlamento Estadual. É uma grande responsabilidade, mas aceitei a proposta e me coloquei a disposição de mais este desafio”. Declara Fritz com entusiasmo.
Mãe Maria de Xangô Matriarca do Axé Efon do Brasil
“A Primeira vez que vi Marcelo Fritz, senti seu compromisso com nossa ancestralidade, foi na fundação da ABAM -RJ(Associação de Baianas de Acarajés e Mingau núcleo Rio de Janeiro), seu dinamismo e garra contagiava a todas, ele chegou para ajudar sendo prestativo, mas logo vi o seu lugar pela sua contribuição e história com as culturas populares no Rio. Hoje é pessoa de minha confiança sendo articulador político NaRita Ventura cional da associação, indicado por mim. Presidente do Conselho Executivo Nacional Ele é prático, objetivo e responsável, da ABAM- Associação além de todos saberem de sua luta. Que de Baianas de Acarajés nossos ancestrais o iluminem cada vem mais nesta nova caminhada. Parabéns!” e Mingau do Brasil
“Apoio Marcelo Fritz, pois não vejo uma pessoa se preocupar com questões pessoais, mas por sua luta em favor das comunidades de matrizes africanas, defendendo e preservando. Fui o primeiro a declarar apoio nas redes sociais assim que soube, para assim demostrar meu afeto e aos meus buscar adesão para multiplicar. Não Tenho interesse particular e sim que seu trabalho seja ampliado.”
Pai Henrique d’ Oxóssi Babalorixá do Ilê Axé Oxóssi Omolú Oxum
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ILÊ AXÉ OBALUAYÊ JAGUN CELEBRA OGUN E 40 ANOS DE FUNDAÇÃO DO AXÉ Marcelo Fritz Fundada no dia 18 de maio de 1968, por Célio Aguiar, conhecido como Pai Celinho de Omolú, o axé que nasceu no bairro do Centenário em Duque de Caxias, baixada fluminense, por um período foi deslocado para Piabetá, mas por determinação dos orixás o axé retornou para Duque de Caxias, onde permanece até os dias de hoje. Pai Célio recentemente registrou o histórico do axé, com depoimento e fotos, no museu histórico da Cidade, espaço que também tem acervo do saudoso João da Goméia. “Fico honrado pelo registrado o axé no museu desta cidade que tanto amo, respeito e sou respeitado além de reconhecido por todos”. Declara o babalorixá. Pai Célio dá ênfase as lembranças de seu pai Waldomiro Bahiano que tanto o incentivou e acompanhou na sua luta, da mesma forma que pai Célio esteve sempre presente no Axé Barú Lepé de Pai Bahiano inclusive sendo o presidente da associação da casa que tanto estima. A celebração se deu com uma programação que teve início às 5h com alvorada, seguida com café da manhã, almoço e xirê para os orixás no fim da tarde. Vários amigos, irmãos zeladores marcaram presença e alguns foram passar o dia com o axé, fato que é comum à convite do anfitrião Pai Célio, que também recebeu a cantora Alcione e Regina Cazé, dentre os importantes convidados.
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Pai Célio presta homenagem a Yá Quequerê Mãe Ângela do Gantois Pai Célio deu continuidade a sua vida espiritual com a atual Yalorixá do Gantois Mãe Carmem, a cada dia estreita relações com o axé que a apresentação já havia sido feita por Bahiano, que seguiu por muitos anos o axé. Na ocasião dos 40 anos de fundação o Axé recebe um presente, declara o babalorixá com a visita da Iyá Quequerê Ângela que foi prestado uma homenagem no café da manhã. Mãe Ângela discursou palavras de carinho para pai Célio e todos os presentes, a Iyá veio acompanhada de comitiva no Gantois que participaram de parte da programação da celebração.
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Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà
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OGUN DA CAPADÓCIA E SÃO JORGE DE IRÊ Jorge, o santo católico, para nós cariocas, foi sincretizado com Ogun, o deus da forja, da guerra, da caça e da agricultura dos iorubas. O primeiro, recebeu devoção inicialmente na Capadócia. O segundo, na cidade africana de Irê. Ambos ganharam o mundo e pelo mundo foram abraçados. Não penso que a discussão da hora seja desconfigurar as personalidades de São Jorge e de Ogun, pois isto já foi feito a contento e não diminui a importância de nenhum dos dois. Mas sim, enaltece a questão central: a devoção ao sagrado. Em tempos de tanto materialismo e violência; em tempos em que familiares, vizinhos, amigos se afastam uns dos outros por diferenças de concepções; em tempos em que a sociedade é capaz de banalizar a agressão como algo cotidiano; entendo que valorizar momentos de dedicação e fé, renovam em nós a esperança. Já nem sei mais se 23 de abril é dia de São Jorge, ou dia de Ogun. Mas é feriado no Rio. Vivemos em um país laico, onde feriados religiosos não deveriam existir. Mas já que existem, im-
portante que façamos deles dias em que nossa sociedade possa resgatar a fé. Nem que seja a fé nela própria. Não desmerecendo a importância histórica e religiosa de discernir São Jorge de Ogun, penso que, por muitas vezes damos mais relevância a encontrar diferenças, do que em co-
locar em prática seus exemplos. Tanto Jorge, quanto Ogun foram imortalizados por seus exemplos de fé, lealdade aos princípios e determinação. Crer nos faz falta. Independentemente de religião, a fé – enquanto sinônimo de esperança –é extremamente importante para as realizações
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do ser humano. Neste aspecto, a liberdade de crer e de não crer devem ser igualmente preservadas. Logo, rezar juntos, ou não rezar juntos, desde que crentes, ateus e agnósticos se respeitem, de certa forma, ainda que de maneiras distintas, significa um ato capaz de nos unir. A intolerância religiosa, ao menos nos últimos quinhentos anos, tem sido uma ferida aberta em nossa sociedade. O mito de um país tolerante e inclusivo se esvai, quando vemos a demonização de deuses, a destruição de templos a desagregação de amizades, por diferentes concepções políticas e religiosas. Devemos lembrar que há ritos religiosos que se tornaram maiores do que a liturgia. Se transformaram em hábitos culturais, ocasiões de congraçamento social e familiar. Por exemplo, a celebração do Natal, da Páscoa, ou o ato de colocar flores no mar dia 31 de dezembro. Estas já não são práticas restritas a matrizes religiosas; se afiguram como tradições de uma cultura. O brasileiro veste branco no réveillon em qualquer parte do mundo que esteja e ainda fica procurando uma praia para pular sete ondas... Comemoremos a fé! Seja ela em deus, na deusa, nos deuses, em Jorge, em Ogun, fé na vida, ou fé no Homem. Louvemos o divino, tenha ele o nome que tiver. Menos importa o nome dado ao “santo”, do que o respeito à sua causa.
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FEIJOADA DE SÃO JORGE NO RIO COMPRIDO É COROADA DE ÊXITO Foi um sucesso de público, fé, alegria e boa comida, e muita música e uma apresentação especial do Grupo Afoxé Raiz de Verdade e show G.R.E.S. Embalo do Engenho Novo, na tradicional feijoada de São Jorge do Rio Comprido de nosso amigo Giancarlo (Presidente da ASPUC Brasil ), que aconteceu no último dia 22 de abril. Estiveram presentes a
Deputada Federal Laura Carneiro , a Presidente do DEM Axé Débora de Ayrá, Rose Beringuela, a Presidente da UNEGRO Claudia Vitalino ,a Conselheira da OAB DraTianaFraga,toda a Direção da Associacao de Proteção aos Umbandistas e Candomblecistas do Brasil-ASPUC - Brasil , entre outras personalidades juntamente com os moradores do bairro que prestigiaram está grande festa.
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OXALÁ ABRE FESTIVIDADES NO AXÉ OGBOJÚ Divulgação
Ekedy Débora d’ Ayrá
No último dia 28 de Abril, conforme manda a tradição do Axé Ogbojú, fundado em 17 de dezembro de 1977, por Sérgio Barbosa Costa, Ogun Jobí, as festividades do ano teve sua abertura com orixá do branco Oxalá. O xirê teve início por volta das 19h e foi cantado pelo ogã Lucas d’ Oxóssi acompanhado pelo axogun Yago d’ Omolú e o Elemoxô Lucas d’ Ayrá. Olufã e Oxaguiã tiveram a presença de Oxum e Exú acompanhando a corte que teve a frente Ekedy Joaquina d’ Omolú e Tita d’ Yemanjá trazendo os orixás para o salão. Pós o candomblé uma confraternização de irmãos, amigos que prestigiaram a festa que emanava energia de paz, equilíbrio e discernimento para todos. Babá Marcelo Fritz d’ Oxaguiã no final agradeceu a presença de todos que visitaram o quarto de Oxalá para pedir benção e agradecer. Contatos com axé: 21- 97032-9289.
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BAHIA - PREFEITURA DISCUTE GEOMAPEAMENTO DOS TERREIROS E CRIAÇÃO DO PROJETO QUILOMBOS URBANOS DE ALAGOINHAS Davi Ribeiro, do Se Liga Alagoinhas
Foi realizada primeira reunião entre representantes das religiões de matrizes africanas, representantes da Associação da União de Terreiros Religiosa de Matriz Africana (Auterma), diretoria de reparação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), procuradores do município e defensoria pública, para discutir a respeito do Projeto Quilombos Urbanos de Alagoinhas, que pretende dar legalidade jurídica às instituições religiosas. A iniciativa da Prefeitura de Alagoinhas vai além da legalidade jurídica que garante isenções fiscais para os terreiros da cidade, é um projeto de valorização histórico-cultural que pretende georeferenciar os terreiros no perímetro urbano e rural, conhecer a população ligada às religiões de matrizes africanas em seu quantitativo e principalmente realizar pesquisas voltadas para o histórico de cada terreiro e do seu povo, as condições de documentação jurídica e fundiária, infraestrutura, entre outros aspectos socioculturais e demográficos. O processo de pesquisa sobre as religiões de matriz africana e seu povo atende ao Programa de Valorização do Patrimônio Afro-brasilei-
Reprodução/Se Liga Alagoinhas
ro, que a administração municipal pretende implementar por meio de Projeto de Lei discutido durante o encontro nesta manhã realizado na Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM). Para início dos trabalhos alguns fluxos foram determinados, como: identificação dos terreiros por meio de pré-cadastro, geomapeamento que deve ser feito por uma empresa especializada, em seguida, após
formação das equipes de trabalho serão realizadas visitas às casas religiosas para confirmação dos dados, esta será feita por um grupo qualificado. Com todas as etapas vencidas será feito p registro em cartório para o reconhecimento daquele terreiro e assim possa ser beneficiado por isenções fiscais e tributárias. O passo final é elaboração e efetivação do Projeto de Lei que dará segurança jurídica às instituições.
Com intenção de valorizar a cultura afro-brasileira e conhecer mais da história do povo negro de Alagoinhas é que as secretarias estão trabalhando em conjunto neste projeto. A Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) está à frente do processo realizando a identificação das casas religiosas num trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), que deve manter vivo o patrimônio histórico-cultural da cidade. Para garantias legais das instituições entram no processo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (SECIN), Secretaria Municipal de Administração (SEMAD) e Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ). Após o encontro representantes da SEMAS e AUTERMA devem formar os grupos de trabalho para identificação dos terreiros, enquanto a equipe da Procuradoria Geral do Município se debruçará sobre a elaboração do PL para apresentação na Câmara de Vereadores. “Em tantos anos de luta nós nunca tivemos a oportunidade de se reunir com instituições jurídicas para falar sobre nossos direitos e o projeto que tem a intenção de garanti-los”, comentou o presidente da AUTERMA.
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PARANÁ – FUEP CELEBRARÁ 50 ANOS DE FUNDAÇÃO
60 Anos da Tenda Espírita São Jorge Guerreiro no Paraná A Tenda Espírita São Jorge Guerreiro de Umbanda de Curitiba completou 60 anos. Hoje é comandada pela Mãe Mara de Ogum, mas já foi comandada pelo pai carnal e de santo da Mãe Mara, o Pai Andir de Souza que foi um precursor da formação dos médiuns umbandistas criando na década de 70 a Escola Iniciática da Umbanda. Assim, antes do século da comunicação o Pai Andir já via a importância do conhecimento, coisa que perseguimos hoje como tarefa de cada um dos dirigentes. O Pai Andir foi membro da direção da FUEP, sendo o “orador” por duas gestões.
Numa programação intensa a Federação Umbandista do Estado do Paraná, celebrará os cinquenta anos de fundação. Uma solenidade será realizada na assembleia legislativa do estado do Paraná, pela data comemorativa às 18h e em seguida um jantar será oferecido aos convidados que inclui militantes de vários estados. Marcelo Fritz está entre os convidados pela parceria com a Federação que é pioneiro no movimento de festivais no estado. A FUEP hoje tem como presidente Pai Antony d’ Yemanjá e Paulo tharcicio secretário Geral do conselho deliberativo dentre uma diretoria de membros compromissados. A solenidade será transmitida pela tv da Assembleia para o mundo ao vivo.
Grupo União de Ekedes completam 01 Ano Comemoração de 1 ano do grupo União das Ekedes, no dia 1 de Maio, em sua sede em Caxias! “Ekedes, e todas unidas, em prol da bandeira dos orixás. Somos irmãs, e antes de tudo o nosso primeiro objetivo era nos unirmos e nos respeitarmos, agora estamos prontas para levar isso para fora do grupo, e mostrar que SEM A UNIÃO DAS GOTAS NÃO HAVERIA O OCEANO!.” Ekede Darlene presidente do Grupo.
Não vendo meu voto eu voto com fé - A importância do voto consciente Pai Júnior de Oxóssi – Axé Três Setas
O cenário atual do Brasil configura-se de intensas mudanças e tomadas de atitudes político-sociais. Com isso, vem-se discutindo a importância do voto consciente na sociedade em geral inclusive na ramificação umbandista e candomblecista , relacionando a necessidade desse mecanismo democrático com os impactos causados no país. Por isso, é necessário que a sociedade umbandista e candomblecista reflita sobre a legitimidade e o valor do voto, se você é de religião de matriz africana ajude a eleger alguém que possa defen-
der nossos direitos e não aquele político que só aparece nas épocas de eleições oferendo , cesta básica ,material de construção e etc... , nós merecemos mais nós temos direito a muito mais politicamente falando. A ausência de consenso político e social, em relação a escolha de um candidato eleitoral, advém
de um passado histórico-cultural repleto de atitudes autoritárias que desrespeitam os direitos humanos, um exemplo, o Coronelismo e o “voto de cabresto” durante a República Velha. Apesar das transformações políticas ocorridas no governo de Getúlio Vargas na revolução de 1930, a herança do passado influencia a questão política eleitoral com a permanência da troca de favores, com a compra de votos e com a corrupção em geral. É importante salientar que a ação de aliciação e desvirtuação da venda de votos acarretam consequências que refletem a situação governamental do país, intensificando a desigualdade, o desres-
peito, a degeneração e a desmoralização presentes na sociedade. Portanto, é essencial a atuação do Estado, da sociedade e das instituições sociais na conscientização do voto, ressaltando a seriedade e a magnitude desse sistema que tem o poder de transformar a nação. Ao povo de santo peço que votem com fé , que elejamos um representante legítimo da nosso religião , que possa estar lutando por nós , aos orixás peço que nos ilumine na hora do voto, porque se queremos mudar alguma coisa no cenário político , só conseguiremos com o voto , por isso a importância do voto consciente. Axé a todos e beijos de luz!
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NADA A PERDER: FILME SOBRE EDIR MACEDO É UM SUCESSO DE SALAS VAZIAS A película vendeu 4,6 milhões de ingressos, mas, como constatou a reportagem do Metrópoles, apenas 15 pessoas acompanhavam a sessão esgotada Por: /www.metropoles.com Paris Filmes/Divulgação Cinebiografia do bispo Edir Macedo, Nada a Perder lidera as bilheterias brasileiras duas semanas após estrear nos cinemas. O primeiro longa da trilogia do fundador e líder da Igreja Universal acumula público total de 4,6 milhões de pessoas, com renda acumulada de R$ 51,2 milhões – dados da ComScore Brasil. Números impressionantes para uma produção nacional, desbancando o terror Um
Lugar Silencioso e o blockbuster Jogador Nº 1. Assim como o bíblico Os Dez Mandamentos, a nova produção religiosa apresenta ótimos resultados, mas salas vazias. O Metrópoles foi à sessão das 19h, desta segunda-feira (9/4), no Shopping Pátio Brasil. O site de vendas de ingressos indicava, às 12h26, sala de exibição lotada, com apenas as últimas fileiras vazias. No entanto, a reportagem encontrou, no momento em que a película era rodada, apenas 15 pessoas no local – a capacidade total é de 189 lugares, resultando
RESUMO PLANO ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA LIBERDADE RELIGIOSA No último dia 18 de abril, foi oficialmente publicado no Diário Oficial o Plano Estadual de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, através do Decreto 46.283. Tratase do primeiro projeto do gênero implementado no Brasil. O documento tem como objetivo estabelecer uma política pública relativa a promoção da liberdade religiosa em todo estado do Rio de Janeiro, de caráter permanente, não sujeita às oscilações políticas, nem ao interesse dos governantes. O Plano contém ações programáticas e recomendações, a fim de aplicar o princípio da laicidade do estado, com as garantias fundamentais de liberdade de crença e culto, tanto nos espaços públicos quanto privados. Segundo o Coordenador Estadual de Defesa e Promoção Liberdade Religiosa, Márcio de Jagun, “...o Plano também se destina a orientar e a conscientizar a população como um todo e, em especial, aos servidores públicos que atuam nos diferentes órgãos
em ocupação de 8%. Na bilheteria e em frente à sala, o movimento era pequeno. Uma das funcionárias da rede de cinema do shopping, a qual pediu para não ser identificada, comentou que as sessões sempre são vazias, apesar do grande número de ingressos comercializados. A tática utilizada é a mesma de Os Dez Mandamentos. Compramse ingressos do filme para se garantir bom posicionamento nos rankings de venda. A produção bíblica é, atualmente, o maior sucesso de bilheteria na história do cinema brasileiro, mas não é possível garantir ter sido o longa mais visto – cargo ocupado por Tropa de Elite 2, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Minha Mãe É Uma Peça, respectivamente.
do estado, assegurando a utilização igualitária dos espaços, livre de preconceitos e discriminações.” O Plano é estruturado em quatro grandes eixos de ação: (I) Justiça, Segurança e Meio Ambiente; (II) Cultura e Comunicação; (III) Saúde, Assistência Social e Ambiente de Trabalho; (IV) Educação e Ciência e Tecnologia. Pautado em estudos, a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos do Rio de Janeiro contou com a colaboração de diversos setores da sociedade civil em consultas públicas, autoridades e de especialistas no tema.
Divulgação
FESTA DE ANIVERSÁRIO DO OLODUM PELOS 39 ANOS DA BANDA Na ocasião aconteceu show da Banda Percussiva Olodum e convidados. Os tambores do Olodum animaram o Pelourinho no ultimo domingo (29). A ocasião celebrou os 39 anos da banda e contou com show da Banda Percussiva Olodum e convidados. O evento foi realizado cheio de energia e axé na Praça Pedro Arcanjo no Pelourinho. Sobre o grupo - O bloco Afro Olodum foi criado durante o carnaval de 1979, com a simples intenção de proporcionar lazer aos moradores do Pelourinho, mas acabou tornado-se uma ONG do movimento negro Brasileiro que é referência no mundo.
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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi
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TENDWA NZA KONGO: O COSMOGRAMA KONGO Segundo os princípios da Conscienciologia, feita pela análise de Wyatt Mac Gaffey, um estudioso da civilização e religião Kongo, resumiu a forma e o significado do cosmograma Kongo essencial da seguinte forma: O espaço ritual mais simples é uma “Cruz Grega” .É uma figura geométrica formada por duas linhas ou barras que se cruzam em ângulo de 90°, dividindo uma das linhas, ou ambas, ao meio (+), é marcada no chão, para a recebida de um juramento. Uma linha representa o limite, a outra é ambivalente tanto ao caminho que conduz ao limite, quanto ao mundo dos mortos, é o caminho vertical de poder, ligando “o acima” com “o abaixo”. Esse relacionamento, por sua vez, é polivalente, uma vez que se refere a Deus e ao homem, Deus e os mortos e os vivos e os mortos. A pessoa que presta o juramento está em cima da Cruz, situando-se entre a vida e a morte, e invoca o julgamento de Nzambi e os mortos sobre si mesmo “. Esta é a manifestação mais simples da simbologia cruciforme no Kongo, um “ponto” sagrado sobre o qual uma pessoa pode fazer um juramento, no terreno dos mortos e sob todo o observar de Nzambi. Este “sinal da cruz” não tem nada a ver com a crucificação de Jesus Cristo, porém seu significado se sobrepõe à visão cristã. O povo Bakongo tradicional acreditava em uma Deidade Suprema, Nzambi Mpungu, e tinham suas próprias noções sobre a indestrutibilidade da alma: “ Os Bakongo acreditam e afirmam que a vida do homem não tem fim, que compõe um ciclo. O sol, em sua ascensão e configuração, é um sinal desse ciclo, e a morte é apenas uma transi-
WALTER NKOSI
ção no processo de transformação “. (Janzen e MacGaffey 1974: 34) ( 49 ). A cruz Kongo yowa não significa a crucificação de Jesus para a salvação da humanidade; Significa a visão igualmente convincente do movimento circular das almas humanas sobre a circunferência de suas linhas que se cruzam. A cruz Congolesa refere-se, portanto, à comunidade eterna de todos os homens e mulheres justos “ A comunidade dos Antepassados”. Nzungi! N’zungi-nzila ......... Homem gira no caminho, N’zungi! N’zungi-nzila ........ Ele simplesmente gira no caminho; Banganga ban’e Ee! ....... Os sacerdotes, o
mesmo ( 49 ) Uma bifurcação na estrada pode aludir a este importante símbolo importante de passagem e comunicação entre mundos. A “virada no caminho”, ou seja, a encruzilhada, continua a ser um conceito indelével no mundo Kongo-Atlântico, como o ponto de interseção entre os “Antepassados e os Vivos”. É notória a utilização da “Simbologia Cruciforme” nos vários rituais praticados nos candomblés, mas, especialmente nas cognominadas “Kuras” dos iniciados ou as com propósito de (Fechamento de Corpo) na “Sexta -Feira Santa”. Entretanto, segundo o conceito publicado,fica elucidado que a alusão em relação a sagrada”Cruz Cristã”, é mera coincidência.
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Por: Thiago Lucas Divulgação
O afoxé Omo Ifá , foi idealizado no dia 23 de abril de 2015, comemorando em 2016 o seu aniversário com a feijoada de São Jorge .O Afoxé que tem como padroeiro Ogun , valoriza as festividades populares assim como a feijoada em homenagem ao Santo Guerreiro , São Jorge. Na feijoada do Afoxé Omó Ifá , realizada no do dia 29 de abril de 2018, tivemos além da apresentação do Afoxé Omó Ifá, o grupo de pagode Bom Costume, que contagiou a todos os presentes com a sua alegria e para abrilhantar ainda mais a festa, tivemos convidados ilustres do samba como Iracema Monteiro,Wander Timbalada, Deise do banjo e Flávia Saolli que marcaram presença com seus talentos que fizeram a todos sambar e cantar em uma só voz. Contamos ainda, com a presença do presidente do Rotary club do Grajaú , o senhor Leonardo Umbelino, que discursou sobre os projetos que o Rotary Club realiza como por exemplo : “0 banco de brinquedos “ que faz todo ano a alegria de milhares de crianças . Durante o evento, houve distribuição de brindes, bolo e diversos sorteios para todos os presentes .Não poderíamos deixar de agradecer em especial a ala das iyalorixás do afoxé Omo Ifá que foram incansáveis em promover o sucesso da nossa festa. Agradecemos também aos nossos apoiadores, expositores, colaboradores, diretoria, amigos, aos integrantes do Afoxé Omó Ifá e a todos que acreditam e compartilham com a nossa filosofia de igualdade entre todos os seres. A sabedoria ensinada por Ifá, difundida por Orunmilá, para que haja uma boa convivência entre os povos. Afoxé Omó Ifá em busca da paz!
AFOXÉ OMÓ IFÁ COMEMORA SEU 4º ANIVERSÁRIO
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OGAN RICARDO D' OGUN Campeão dos Campeões da 13 edição do Prêmio Atabaque de Ouro
Central de Ogãns Marca Festival Na sua segunda edição, a Central dos Ogãns que realizou coroado de êxito em sua primeira edição seu festival, já tem data prevista para sua festa. O evento acontecerá no dia 10 de junho em novo local, no espaço Cultural São Jorge, localizado no . Mauro coordenador do grupo está à todo vapor fechando parcerias que este ano vendo o sucesso da primeira edição, está com tudo. Além de mesas o evento terá camarotes que já estão à venda. O evento tem vaga garantida para o Prêmio Atabaque de Ouro, que terá ainda este mês data definida. Maiores Informações: 2197255-5222 e 21- 98711-0152.
Grupo Emoriô será um dos representantes de São Paulo da 14ª Edição do Prêmio Atabaque de Ouro Um dos Grupos de São Paulo com mais participações no Prêmio Atabaque de Ouro, já tem vaga garantida na próxima edição do evento que terá data definida ainda neste mês, o grupo Emoriô, ganhou o festival da Escola de Curimbas e Arte Aldeia de Caboclos. O grupo já estão com algumas mudanças que certamente abrilhantará ainda mais a apresentação desses veteranos que já bateram na trave várias vezes para o título Campeões dos campeões. Surpresas são programadas para a apresentação que farão diferença, garante os organizadores que sempre mobilizam seguidores do grupo que chegam com força. Vamos torcer!
Força Total na Parceria de José Carlos d’ Oxóssi e Grupo Espírita Falangeiros de Ogun O evento lotou a União Espiritualista de Umbanda do Brasil no último dia 6 de maio. O carisma de José Carlos de Oxóssi e do Grupo Espírita foi aliança perfeita que deu certo. Um grupo de expositores abrilhantaram a festa que teve como jurados: Manoel d’ Xangô, Carlos Sampaio, Ricardo d’ Ogun dentre outros ilustres convidados. Os apresentadores Mãe Miriam d’ Oyá e Pai Renato de Obaluayê, comandaram com maestria a festa que deixou gosto de quero mais. O evento garantiu vaga para a edição do Prêmio Atabaque de Ouro de 2019. Parabéns!
DICAS DE ATABAQUES
Festival de Cuiabá terá atração de Santa Catarina, Minas Gerais e 3 atrações internacionais Juliana d Passos é uma das atrações no quarto Festival de Cuiabá que tem a direção de Marcelo Passos, além de José Carlos de Oxóssi do Rio de Janeiro e Bethânia Lemme, de Minas Gerais e duas atrações internacionais: Edo Amassize do Togo e Alpha Camara Guiné e o show não para por aí, promete o diretor que que ainda tem trunfos nas mangas. Imperdível, vale a pena conferir! O evento está marcado para 11 de agosto na Escola Pres, Médice.
FARÁ FEIJOADA BENEFICENTE Música com pura percussão e o dj Rafael de Paula, são os trunfos, além é claro da simpatia dos integrantes do grupos Dicas de Atabaques que tem a direção de Márcio BarraVento. O evento ocorrerá na Vila Olímpica do Sampaio no dia 20 de maio. Para adquirir ingressos é só fazerem contato através do zap: 21- 9 8261-7131
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