ANO 13 | n° 108 | 2018
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
JORNAL
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“TECNOMACUMBA” COMEMORA 15 ANOS DESAFIANDO O TEMPO E CONSOLIDANDO RITA BENNEDITTO COMO GRANDE INTÉRPRETE DA MPB Pág. 5
7º FESTIVAL DE OXUM EM ITAGUAÍ, REÚNE AUTORIDADES, DO PODER PÚBLICO E DO AXÉ. Págs. 06 e 07
BAHIA - CENTRO COMUNITÁRIO MÃE CARMEN DO GANTOIS SERÁ INAUGURADO EM SETEMBRO. Pág. 09
COMO A EXECUÇÃO DE MARIELLE ESTÁ SEMEANDO NOVAS MARIELLES PELO PAÍS. Pág. 35
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PENSAMENTO E ENERGIA NOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO
O
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que é o pensamento, uma emanação cerebral, ou uma representação mental de algo concreto e objetivo? A ciência moderna nos informa que nós os seres humanos não somos apenas uma estrutura física de moléculas, mas também compostos de energia. “Desse modo, fomos mergulhados num mundo de campos de energia vital, de campos de pensamento e de que se movem ao redor do corpo e dele emanam. Somos o próprio bioplasma, vibrante e radiante!” Barbara Ann Brennan. Psicoterapeuta e cientista. (Livro: Mãos de Luz.) A doutrina dos Espíritos nos informa que a alma é um espírito imperfeito reencarnado, em processo evolutivo, psíquico, social e espiritual, vivenciando varias experiências em corpos de energia condensada, e
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um corpo de energia espiritual, que em cada nova reencarnação, modela as novas estruturas físicas moleculares. Os nossos pensamentos determinam o tipo de energia que exala em nossa fonte interior. Allan Kardec nos informa que os nossos pensamentos atuam sobre os fluidos espirituais, e moldamos as
energias em nossa volta, sendo assim também nas camadas atmosféricas do Planeta Terra. (Livro A Gênese.). Podemos então entender agora, que somos herdeiros das nossas próprias ações! Então, neste momento em que o Planeta Terra se encontra em transição de mundo de expiações provas para mundo de regeneração, é de suma importância que possamos manter um padrão vibratório harmonioso em nossas relações sociais, a fim de que possamos ser os agentes auxiliadores da espiritualidade benfeitora, que estão realizando a limpeza dos miasmas das energias deletérias, emitidas por encarnados e desencarnados, que ainda permanecem nos vossos instintos primitivos da barbaria. Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ
OLÁ LEITORES! Mês de Abril, pós semana santa, como que um recomeço de ano, como todos os dias, jornal ICAPRA, com 44 páginas, cheio de notícias que nos fazem refletir e nos trazendo conhecimentos, para sermos ainda melhores e termos decisões sobre nosso futuro, contribuindo para o progresso de nosso universo. José Beniste fala da consciência política, assunto pertinente a nossa atualidade, pois quadros começam a se compor que traçam o futuro do nosso País e Estados. As redes sociais cheia de autores que ajudam, mas senão tivermos cuidado acaba nos atrapalhando com informações distorcidas numa mídia direta e importante. Festejos e celebrações e recheio de acontecimentos pelo Brasil importantes para estarmos conectados com progressos e atualidades de nossas tradições. Boa Leitura!
Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: jornalicapra@gmail.com
Marcelo Fritz – Editor Responsável
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“Tecnomacumba” comemora 15 anos desafiando o tempo e consolidando Rita Benneditto como grande intérprete da MPB Divulgação
Thais Gallart
Celebrando 15 anos, o espetáculo que reflete a história recente do Brasil, reafirma sua identidade, dialoga com o cenário estético e político, retorna a cena em 2018. Verdadeira intervenção cultural, sucesso de público e crítica, o show “Tecnomacumba – 15 anos de festa e fé”, da cantora Rita Benneditto, está sendo reapresentado ao longo deste ano.
Em termos musicais, “Tecnomacumba” se caracteriza por fusões sutis ou expressas da MPB a sons eletrônicos e pontos e rezas das religiões afro-brasileiras. Com elas, Rita Benneditto busca mostrar que o alicerce da MPB e dos ritmos eletrônicos é a musicalidade ancestral dos tambores, dos terreiros de candomblé, centros de umbanda, batuques e xangôs espalhados pelo país. Idealizado e produzido por Rita Benneditto e concebido, com todo o seu matiz africano, para uma temporada no Rio de Janeiro em 2003, “Tecnomacumba” ganhou vida própria por todo o país e no exterior. Deixou sua grande marca no cenário internacional em um megafestival na cidade de Dakar (Senegal, África), em programação que reuniu artistas de vários continentes. Agora, atravessando esse longo período de maturidade e resistência, retorna reafirmando a força do Tempo em sua trajetória. Ao longo de sua existência, o projeto rendeu três nobres registros ao lado da excelente banda Cavaleiros de Aruanda, que acompanhará a intérprete em mais uma investida: ao todo foram dois CDs (um de estúdio e outro ao vivo) e um elogiadíssimo DVD. Faz parte também deste momento, a ideia de relançar esses produtos em formato digital, vinil e ainda um EP inédito com cinco faixas remixadas. Mantendo a mesma ambiência e proposta que conquistou o público, o show segue se renovando. Tanto no repertório, que se amplia com a inserção de músicas como De mina (Josias Sobrinho), Mamãe Oxum (domínio público) e Sete Marias (Rita Benneditto / Felipe Pinaud), como pela nova formação da banda Cavaleiros de Aruanda, que agora conta com Fred Ferreira (guitarras e vocais),
Bruno Migliari (baixo e vocais) e Ronaldo Silva (bateria e vocais). Ao longo dessa trajetória vencedora, muitos artistas aderiram à intervenção cultural de Rita Benneditto, participando do show. Entre eles, Maria Bethânia, Alcione, Ney Matogrosso, Beth Carvalho, Margareth Menezes, Sandra de Sá, Mart’nália, Zeca Baleiro, Chico Cesar, Leci Brandão, Davi Morais, Otto, Nicolas Krassik, Totonho e os cabras, Marcos Suzano, Lanlan, Lucas Santana, Carlos Malta e Daúde. Em seu texto de apresentação do DVD, Caetano Veloso ressaltou o papel do tempo no sucesso de “Tecnomacumba”, e teceu sinceros elogios à voz e ao talento de Rita Benneditto. Para o compositor, “o que ressalta é a voz de Rita, sua segurança simpática (isso não é fácil nem frequente), seu timbre cheio, seus ornamentos chiques porque personalíssimos, sua nobreza maranhense. Esse disco tem um futuro intrigante e pode vir a dizer mais do que parece agora. Vamos ouvir e esperar”. Agora, contra todos os prognósticos de um mercado musical que desaprendeu a lidar com a longevidade dos shows de música, ou que não privilegia a música que não é descartável, “Tecnomacumba” completa quinze anos de existência e – obviamente – de resistência, na medida que sua natureza insiste e estimula um olhar para a essência da cultura brasileira. Caetano Veloso estava certo e a volta de “Tecnomacumba” é prova disso. O tempo é o elemento central do projeto, que resiste contra todas as expectativas. “Tecnomacumba está vivo porque meu público quer... e eu também”, avisa Rita. AGENDA 18 de abril - Theatro Net SP 27 de abril – Imperator (RJ) 4 e 5 de agosto – Belo Horizonte 10 de agosto – Teatro Rival (RJ)
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7º FESTIVAL DE OXUM EM ITAGUAÍ, REÚNE AUTORIDADES, DO PODER PÚBLICO E DO AXÉ Marcelo Fritz
Marcelo Fritz e Acervo Pessoal Babá Elias d’ Logun
O Ilê Axé N’IBaim, fundado no ano de 1997, por babá Elias Garcia, conhecido por Babá Elias d’ Logun, respeitado sacerdote pelos seus relevantes serviços prestados a comunidade afro, abriu suas portas para o Festival d’ Oxum que está na sua sétima edição. Pai Elias numa de suas viagens para África assistiu o festival de Oxum em Osogbó Nigéria no ano de 2006 aproximadamente e ficou encantado, dentre outros rituais que já havia assistido em suas viagens. “Comecei um diálogo imediato com africanos ligados a cidade de Ilê Ifé, sobre os rituais, rezas e adaptação da cerimônia da festividade. A realização ocorreu pós amadurecimento, assisti em 2006 e em 2010 nasce no Brasil o primeiro festival de Oxum. Iniciamos com um presente das águas para Oxum, mas logo em seguida tomou o formato que sempre desejei.” Declara o sacerdote iniciado para ifá no ano de 2005 em Abeukutá Nigéria. O Festival se consiste com seus ritos com antecedência em torno de três meses, com participação aos ancestrais, Egunguns, ebós e seguindo as determinações que são feitas através de ifá, para que assim tudo corra bem.
O DIA DO EVENTO Uma solenidade é realizada no Axé N’Ibaim logo cedo, um mestre de cerimônias apresenta os convidados e dá boas vindas à todos, além de homenagens a pessoas ligadas ao culto de Oxum e que prestem relevantes serviços às tradições. Cânticos e louvores para a grande
homenageada oxum, onde os convidados participam. O Igbá Oxum é preparado por Ialorixás, Babalawôs, Arugbá Oxum e auxiliares sempre com determinações da grande homenageada. O igbá é levado pela Arugbá Oxum, que é um só, sobre a cabeça, a mesma é sempre rodeada por babalawôs e sacerdotes de oxum. Toques e cânticos são entoados num cortejo com os convidados, até o rio que será entregue. O FESTIVAL VISA DIFUNDIR O CULTO DE OXUM Rezas, oferendas, cânticos, culinária, história além de reverências a grande homenageada são feitas, visando difundir e diversificar reverências não tão comuns em nosso país, pois o Festival de Oxum de Itaguaí é o primeiro no Brasil, que tenho conhecimento, de um ritual que traga a essência de cultos e
tradições africanas, com o objetivo de fortalecer ainda mais nossas alianças com África. PROGRAMAÇÃO PÓS ENTREGA DO IGBÁ Grupos artísticos de dança, percussão, e música apresentam-se na festa enriquecendo e mostrando a riqueza cultural da cultura afro. Mostra de artes através
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de artesões, escultores e artistas plásticos ilustram a festividade que ocorre em grande área, com em torno de 10.000 metros quadrados. Artistas como: Marquinho PQD e convidados, Selminha Sorriso dentre outros ilustraram a festa que foi encerrada com a bateria da Imperatriz Leopoldinense. PERSONALIDADES SÃO HOMENAGEADAS Mãe Meninazinha d’ Oxum, Mãe India d’ Bogun- Salvador, Josina Maria e o príncipe Ayó Kunlê Omi Sakin Babalawô africano Obá Lufe Oxum State, Negro Gun foi o mestre de cerimônias da solenidade que ocorreu pós café da manhã. O evento ocorre sempre no último domingo do mês de março, já com data fechada para o oitavo ano que será no dia 31 de março de 2019. Contatos com Babá Elias. Tel: 212688-8097.
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BAHIA - CENTRO COMUNITÁRIO MÃE CARMEN DO GANTOIS SERÁ INAUGURADO EM SETEMBRO Terreiro do Gantois é considerado área de proteção cultural e paisagística pela Prefeitura desde 1985 Correio da Bahia Valter Pontes/Secom Salvador
O Centro Comunitário Mãe Carmen do Gantois, localizado no Terreiro do Gantois, teve a ordem de serviço para início das obras assinada pelo prefeito ACM Neto na noite desta terça-feira (20), na Rua Alto do Gantois (Federação). A ação faz parte da programação comemorativa pelos 469 anos de Salvador, a serem completados no próximo dia 29. Com investimento de R$713.261,33 e obras a serem concluídas em setembro, o equipamento será construído por meio da Superintendência de Obras Públicas (Sucop). O centro comunitário, que leva o mesmo nome da ialorixá do templo religioso, foi projetado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). “Esta noite é especial pela realização de um sonho, o do
início das obras deste centro que terá integração com a comunidade e promoverá assistência aos que mais precisam. É uma perspectiva de valorização da vida. O que se faz com muito amor, nesta casa, é levar
esperança para a vida das pessoas. Além disso, tem o investimento no aspecto cultural, valorizando o patrimônio existente na Bahia e que a torna diferente do resto do mundo”, afirmou o prefeito.
O Centro Comunitário Mãe Carmen do Gantois terá um salão com capacidade para 50 pessoas no primeiro andar, uma sala para cursos e um consultório médico. Também faz parte do projeto uma sala para percussão e leitura. Serão implantados sistema elétrico, telefônico, de esgoto e águas pluviais, equipamentos de segurança contra incêndio e paisagismo. Ao todo, 70% das ações do terreiro são voltadas para a comunidade, a exemplo do treino de capoeira, distribuição de 300 cestas básicas por mês e aulas sobre a musicalidade do candomblé. O Terreiro do Gantois é considerado área de proteção cultural e paisagística pela Prefeitura desde 1985 e tombado pelo Iphan desde 2002. O nome oficial é Ilé Íyá Omi Àse Ìyamase, mas é conhecido popularmente como Gantois.
Casa do Benin recebe visita da Família Real beninense ASCOM-SALVADOR
A Casa do Benin, no Pelourinho, recebeu, nesta segunda-feira (19), a visita da Comitiva Real do Benin, composta pelo rei Daagbo Hounon Owamenou e sua esposa, a rainha Acakapo Kpesi Ko’Ndodo, e do rei de Agouagon, de V. M. Kenoun Gustave Espoir. A família está na cidade em razão do Fórum Social Mundial 2018, e demonstrou satisfação e disposição durante a visita ao museu que conta um pouco da história da sua terra natal. O gerente de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Chicco Assis, recebeu a comitiva, destacando a importância da visita no ano em que o local completa três décadas de existência, res-
saltando que “a Casa representa um espaço de diálogo e intercâmbio entre Brasil e África”. A arte-educadora Régia Ribeiro conduziu a todos numa visita guiada em francês pelo
espaço museal, explicando desde a exposição permanente com obras trazidas do Golfo do Benin, passando pela mostra itinerante Afèto, com fotografias feitas pelo fotógrafo Ró-
ger Cipó registrando a relação de afeto dentro dos terreiros de Candomblé em São Paulo, até o anexo, onde fica o Tata Somba, tenda africana com mesa redonda ao centro que pode ser usada para as refeições, bem como reuniões. Antes da chegada à Casa do Benin, a Associação Afro-ameríndia (AFA), recepcionou a Comitiva Real no Curuzu em direção ao Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, primeiro terreiro tombado pela Lei Municipal 8.550/2014. Eles foram recebidos por Doté Amilton de Sogbo, sacerdote do Terreiro. “Momento histórico, onde África e Brasil reafirmam seus laços ancestrais reforçando todo legado do Culto aos Vodun na Bahia e no Brasil”, afirma Leonel Monteiro, presidente da AFA.
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A ARTE DA POLÍTICA E A RELIGIÃO José Beniste
Marcelo Fritz
Um detalhe em nossa história religiosa vem ocorrendo de forma desapercebida, vindo a influenciar comportamentos estranhos. Não podemos entender a religião, no estágio atual, passando pelas mesmas situações de sempre. No século que passou, o nome dado era perseguição, hoje, intolerância, o que é a mesma coisa. Fatos vem se sucedendo sem que haja uma reação enérgica. Se a coisa fica complicada há passeata. Aí surgem os líderes de ocasião agindo somente quando as coisas acontecem, quando, na verdade, elas não deveriam ter ocorrido. Na ausência de congressos, simpósios, reuniões, não há onde discutir assuntos relevantes, em locais apropriados, diante de situações exóticas difíceis de entender. Um tipo de pensamento anacrônico, que resulta numa religião estática, com pouca credibilidade, que pode ser destacada através do movimento político. Em outros tempos os Centros e Terreiros eram usados como palanques de campanha. Em época de eleição, eram constantes as visitas de importantes políticos, bancando despesas de festas, transportes, edição de jornais, doações materiais e financeiras. Isto iludiu muita gente, pois nada faziam, se eleitos fossem, criando diferentes maneiras de nos fazer entender a importância da política. Este foi um dos motivos dos votos serem usados de modo disperso e sem utilidade para nossos objetivos.
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ELEIÇÃO E RELIGIÃO Podemos também lembrar o seguinte: sempre houve um silêncio político na cabeça dos antigos dirigentes e líderes religiosos através dos anos. A religião atravessou fases de muitas dificuldades na tentativa de se manter viva e atuante. Com os Terreiros invadidos, prisões e confiscos, a postura adotada era a de não atrair a atenção, realizando seus rituais discretamente. Em razão disto, nunca assumiram uma plena identificação política, um equívoco histórico que pode ser corrigido, embora muitos dirigentes ainda digam que não misturam religião com política. Não percebem que as religiões se utilizam de formas políticas de convencimento. Vejamos o seguinte: o número total de votos de todos os candidatos da Umbanda e do Candomblé, pela votação somada na última eleição, não atingiu 20 mil votos,
revelando claramente como anda a cabeça de nossa gente. Onde foram parar os votos dos milhares de eleitores nossos.? É assim que temos de começar a pensar. Há duas hipóteses: ou ainda não entenderam a importância da política, ou não acreditam nos candidatos que se apresentam em seu nome. Neste último caso, talvez seja possível, porque nenhum deles teve seu nome referendado pela religião. Algo que não deu certo e sempre repetido, o que precisa ser corrigido. Campanha política é uma grande e incrível aventura, em todos os sentidos. É ciência e técnica de trabalho que exige disposição e luta constante contra a adversidade. O candidato deveria se apresentar, fazer sugestões que justifiquem, não a seu público particular que nada representa em relação à dimensão da Umbanda e do Candomblé. A pessoa lidera um grupi-
nho bem intencionado, já achando suficiente tornar-se pretendente a algum cargo político, sem uma sincera avaliação pessoal. Resultado: o número de votos é decepcionante. Práticas de campanha que não deram certo são repetidas e que os tempos vão revogando, mas os candidatos não se dão conta. Não conhecem meios modernos de aproximação pessoal, e sem isto, não há votos. Por outro lado, é o comportamento dos eleitores, que ainda não entenderam a importância das atividades políticas para o bem religioso. As leis que nos protegem já existem, mas não são cumpridas, é preciso que sejam respeitadas e atuantes. CANDIDATOS E PROPOSTAS Os meios de comunicação tanto falam para votar certo, com consciência, que talvez seja por isto o número grotesco de votos. Outra coisa: alguém ouviu algum candidato expor e discutir propostas? O diálogo é importante para ser conhecido, pois, irá nos representar. Se não for assim, será perda de tempo, como tem sido até hoje. O número de votos de um candidato representa o seu valor político. Não é difícil entender isto. O momento é este. Recuperar boa parte dos milhares de votos dos nossos eleitores, que ninguém sabe onde foram parar. Precisamos trazê-los de volta. Que a experiência seja bem entendida, para que a aventura política não persista, pois, uma nova oportunidade de rever esses fatores, se aproxima. O momento é este.
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AXÉ&VARIEDADES
Babá Marcelo Fritz - email: icapra.geral@gmail.com
Mãe Stella d’Oxóssi apadrinha o IV Encontro de Mulheres de Axé do Recôncavo
Membros do Conselho pela Liberdade Religiosa tomam posse no Rio
CASERAFRO, Ilê Axé Obá Lajá e grupo Mulheres de Axé do Recôncavo em visita a madrinha do IV Encontro de mulheres de Axé do Recôncavo, Mãe Stella de Oxóssi. Vida longa a Mãe Stella!
www.rj.gov.br/web/sedhmi
Afoxé Raiz e verdade homenageia mais de 100 lideranças do Candomblé
Ato Solene pelo Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes em São Paulo Dia 26 de março, aconteceu Ato Solene pelo Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, um projeto de do Deputado Federal Vicentinho – PT / SP(PL nº 3.551/2015). Originário da África, o Candomblé chegou ao Brasil junto com os povos escravizados e, assim como outras tradições, foi brutalmente discriminado. Chegou a ser proibido e alguns de seus adeptos presos. Uma realidade que, infelizmente, parece resistir ao
tempo. Não são raras as notícias de violência contra essa e outras manifestações da cultura e tradição africana no Brasil. Parte da nossa sociedade, que é filha e neta da elite escravocrata brasileira, ainda destila ódio contra tudo o que não reproduz o estereótipo branco e europeu. Por isso a importância de iniciativas como este Ato Solene, que é uma pequena demonstração de nosso apoio não só ao candomblé, mas a todas as religiões de matriz africana.
O evento que ocorreu no último dia 25 de março, lotou espaço de estacionamento com lideranças do candomblé que se destacavam com seus relevantes serviços prestados a comunidade afro. O show do Afoxé Raiz e Verdade contou com a ilustração de bailarinos e dançarinos do grupo além de um elevado número de percus-
sionistas que abrilhantaram a apresentação que deu um show. O evento foi aprovado pelo público presente que já se torna cativo do grupo que já fala de outras atividades que o grupo apresentará em breve. O sorriso no rosto dos integrantes demostravam satisfação do dever cumprido. Ajaiô, que venha o próximo!!!
A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) empossou, nesta quarta-feira (28), os integrantes do Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa (CONEPLIR) em uma cerimônia realizada no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM). O órgão, pioneiro no Brasil, tem como objetivo contribuir para a definição de políticas públicas destinadas a promover a liberdade religiosa; acompanhar denúncias de violações de direitos relacionadas à intolerância; promover o intercâmbio e cooperação com outras entidades de combate ao preconceito; fiscalizar a aplicação da legislação; promover eventos e publicar trabalhos em defesa da liberdade religiosa. Para o presidente do Conselho Marcio de Jagum é uma grande felicidade fazer parte deste fórum pioneiro no Brasil “Este conselho é o primeiro no país que visa promover a liberdade religiosa. A criação dele significa para a sociedade um grande exemplo de que a pluralidade e o diálogo entre os diferentes é possível. Esta é a mensagem que queremos passar com a criação do CONEPLIR”, ressalta.
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12º EDIÇÃO DAS ÁGUAS DE SÃO PAULO JÁ TEM DATA CONFIRMADA Divulgação
12º EdiçãodasÁguas De São Paulo, já tem data confirmada. O evento que já é tradição na cidade este ano ocorrerá no dia 30 de setembro no Vale do Anhangabaú SP. O Centro Cultural As Águas de São Paulo nasceu de um movimento idealizado pela IyálorixáEdelzuita de Oxaguiã, filha espiritual da mais famosa mãe de santo que o Brasil conheceu, Mãe Menininha do Gantois. Com o objetivo de promover a cultura de paz, liberdade religiosa e preservação das tradições de matrizes africanas, além de denunciar atos de preconceito e de vilipêndio a laicidade garantida na Constituição Federal. Numa atuação do Centro Cultural As Águas de São Paulo, foi sancionada a Lei Municipal 14.619/07, e depois em 2015 foi sancionada a Lei Estadual 1552/15 para expandir a importância do “Dia das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé”. Em 2018 As Águas de São Paulo pretende mobilizar de forma pacífica, o maior número de adeptos afro -religiosos para juntos unirmos forças diante da Intolerância Religiosa. Partindo da premissa que o Brasil é um país laico e que seus adeptos tem suas tradições respaldadas pela constituição Federal. Os organizadores já convida a todos os Templos, Terreiros, Ilês, Barracões, Associações, Federações etc. mantenedores das Tradições de Matriz Africana que se fortaleça juntos deste importante movimento em mais uma ação afirmativa em prol da Liberdade de Culto e também pela Cultura da Paz.
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CLÉLIA GOMES Mulher, mãe, avó, Mãe de Santo e Deputada Estadual em São Paulo Kênia Brandão
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Quem vê a Deputada Estadual Clélia Gomes sempre sorridente, participando ativamente nas sessões do plenário da Assembleia Legislativa ou entre uma viagem e outra até uma cidade do interior, sempre com roupas em cores alegres, não imagina o percurso turbulento que a mulher, de 54 anos, natural da Zona Norte de São Paulo, percorreu até aqui. Negra, pobre e moradora da periferia, pelejou para conquistar o lugar que ocupa hoje como parlamentar. Nascida em 25 de julho de 1964, filha de Dona Luzinete e Seu João Gomes, a filha mais velha de 4 irmãs e um irmão. Aos 7 anos teve sua primeira manifestação espiritual, foi acolhida por Dona Maria Padilha e outras duas Marias, formando assim a trindade sagrada ao redor de quem se tornaria sacerdotisa. Motivo qual deu origem ao Centro de Caridade Três Marias. Hoje, Clélia, que trabalha como dirigente espiritual no Centro de Caridade Três Marias, no Parque Edu Chaves, local que matem por conta própria desde 2001, comemora todas as suas conquistas e faz de suas cicatrizes motivações para seguir à diante e defender suas convicções, como combater veementemente a violência contra a mulher e defender a diversidade religiosa. Filha de Iansã, teve sua iniciação no Candomblé pelas mãos da sumo sacerdotisa Mãe Juju de Ósun. A deputada tem muito orgulho de dizer que foi a primeira mulher dentro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em jurar por Deus e por Oxalá, no dia de sua posse, afirmando seus valores e verdadeiras crenças. Entretanto, ela conta que para chegar até lá precisou percorrer um longo caminho de luta e proteção de seus ideais.
Em defesa a liberdade religiosa, Clélia conseguiu em janeiro de 2016, a aprovação do Projeto de Lei 1.552/2015, que cria no calendário oficial do Estado de São Paulo o Dia das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações da Umbanda e do Candomblé, consentido na Assembleia Legislativa, a data é comemorada anualmente dia 30 de setembro. “É de extrema importância que sejam desmistificados mitos e confusões a respeito das relegiões de matriz africana e, assim, se erradique o preconceito e a discriminação sofridos pelos seus seguidores, ainda nos dias de hoje”, disse a deputada. A deputada também criou na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar do Respeito e da Liber-
dade à Diversidade Humana, que tem por objetivo discutir temas relacionados à pluralidade social e direcionar políticas públicas que beneficiam a população. A Frente conta com cinco eixos: Diversidade Sexual E De Gênero; Cor e Etnia; Liberdade; Integridade e Autonomia da Mulher, Povos e Comunidades Tradicionais; Cultura de Paz e Liberdade de Crença. No eixo de Diversidades Sexuais e Gênero, Clélia criou o Projeto de Lei 1550/15, que determina penalidades administrativas para todos os estabelecimentos comerciais onde existir preconceito e/ou descriminação sexual e de gênero. Hoje, a intolerância religiosa ainda é realidade no Brasil, muitas vezes
a falta de compreensão sobre o tema converte em perseguição. O artigo 5º, inciso VI, da Constituição diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Visto que, o Código Penal Brasileiro considera (punível com multa e até detenção) zombar publicamente alguém por motivo de crença religiosa, impedir ou perturbar cerimônia e ofender publicamente imagens e outros objetos de culto religioso. “Enfrentar a intolerância religiosa tem sido uma das minhas maiores missões ao longo do meu mandato, tento criar cada vez mais mecanismos e ferramentas para conscientização do povo e do Estado”, garante a deputa. De acordo com a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1981: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Este direito inclui a liberdade de ter uma religião ou qualquer crença de sua escolha, assim como a liberdade de manifestar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto em público quanto em particular”, diz o primeiro artigo da declaração. E, se tratando de um ano eleitoral, a deputada admite que busca a reeleição. Focada em fortalecer o trabalho que já efetua, pretende dar continuidade em busca de novos projetos. “Quero me consolidar como deputada estadual. É isso que me move, saber que sou um instrumento, uma ponte que liga o nada a alguma coisa”, finaliza Clélia.
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Zóogodó Bogun Bejí Hundó, Reabre as portas Marcelo Fritz O Terreiro Zóogodó Bogun Bejí Hundó, fundado pela Gaiaku Margarida de Yemanjá, a casa fundada em torno de 40 anos no bairro de Tomazinho, São João de Merití, baixada fluminense, reabriu suas portas para a comunidade do candomblé e a sociedade no último dia 17 de março, com a festa de Ogun e saída do ogã Márcio. O axé estava de luto pela passagem do Pejigã Beto d’ Ogun, esposo da Gaiakú Margarida. Conforme manda a tradição a casa ficou fechada por um ano, e somente pós sirrum (ritual fúnebre), em homenagem ao pejigã, foi então reaberta a casa que além do festejo e confirmação do ogã Márcio, no dia 24 do mesmo mês foi saída do yawô de sogbô, que teve seu orunkó solicitado pelo Glinger d’ Oxossí, filho de tio Amaro d’ Xangô. Este ano as festividades ocorrerão normalmente conforme calendário da casa, ano importante para o axé pela celebração dos 50 anos de iniciação da Gaiakú Margarida, que está se programando para setembro ou outubro, ocasião que ocorrerá a grande celebração desta importante data. Iremos informar. Filial do Bogun de Salvador No ano de 1996, Mãe Nicinha, Gamo d’ Lokossi, matriarca do axé, vem ao Rio para oficializar a filial com sua benção, dando o aval e nomeando Mãe Margarida de Gaiakú, para levar adiante o nome e tradições da casa centenária hoje comandada por Nandojí Índia, que comanda o terreiro desde a passagem de Mãe Nicinha em Salvador.
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G uiã E ssências Direção: Jairo d’ Guiã
Desde 2005 atuando no segmento de Águas - Essências Óleos - Perfumes do Boto e da Bota - Perfumes em geral Banhos etc... Atendendo em todo Brasil!
Águas de Alfazema, Céu, Flor d e Laranjeira s, Melissa e Rosas
ndoa, ino, Amê ico, íc R : s o Óle létr i, Peixe E Peixe Bo ra, Trombeta b Tatu, Co outros... t n e d re
(21) 2882-0039
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mor Atração, A Perfumes: , o, Malandro agarradinh ás, dos os Orix To e d , o n a Cig tos s, Exús, Pre Pombagira s. o tre outr .. Velhos, den
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96419-9237
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POVO DE SANTO PARTICIPA DA 9ª CAMINHADA DA PEDRA DE XANGÔ EM CAJAZEIRAS
Por: Ivana Sena - Revista Quilombo Concentrados no Campo da Pronaica, em Cajazeiras X, adeptos do Candomblé participaram da Caminhada da Pedra de Xangô, organizada pelo Terreiro Ilê TomimKiosiseAyo e pela Associação Pássaro das águas. O evento que segue na sua 9ª edição, tem a tradição de reunir religiosos de matrizes africanas para celebrar e protestar contra a intolerância e racismo religioso. Na ocasião, milhares de pessoas caminharam em direção à Pedra formando um grande manto branco pelas ruas da Cajazeiras X. No início da caminhada, foi feito discurso contra os crimes religiosos que aconteceram em todo o país e feita a convocação para que os presentes entendam a responsabilidade coletiva na luta pela preservação do culto às religiões de matrizes africanas . Ainda na concentração – antes do Padê – foi prestada solidariedade à Secretária e ativista do movimento negro na Bahia – Olivia Santana-, discriminada durante atividade no do Hotel Catussaba. Ao final, a Pedra de Xangô (Patrimônio Cultural do Município), considerada um monumento sagrado e um dos principais símbolos das religiões de matriz africana na cidade, foi cercada de religiosos que, após a tradicional entrega do amalá, dançaram e entoaram os cânticos sagrados, pedindo justiça e proteção contra os ataques vividos pelo candomblé da Bahia e do Brasil.
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Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà
ori@ori.net.br Márcio de Jagun
UM ÀKÀSÀ PELA PAZ! O àkàsà, mesmo que ẹ̀kọ, é a comida litúrgica do Candomblé servida a todos os Òrìṣà, feita a base de farinha de milho branco cozida em água até transformar-se em um mingau e depois envolvida em folha desidratada de bananeira (ṣáfẹ̀), podendo ganhar forma de pirâmide, ou travesseiro, conforme a tradição da Casa. Os principais rituais de Candomblé usam o àkàsà como elemento indispensável. Representa o corpo. Em sua forma piramidal, o àkàsà aponta para o céu, como que mostrando ao Homem a direção do Criador. O àkàsà só deve ser desembrulhado no momento do rito, como que desnudando o corpo para a beleza do etéreo. Sua cor imaculadamente branca remete à cor de Òṣálà: o branco da pureza, o branco do início e do final de cada ciclo. No momento atual, enfrentamos certamente a maior crise social na área de segurança pública. Vivemos em um estado permanente de caos. Uma guerra urbana travada e desnudada, sem qualquer perspectiva concreta
de solução a curto prazo. Homens e mulheres, civis e militares, militantes, ou não, expostos a riscos diários, em todos os locais, podendo ser vitimados de várias maneiras. Diante deste quadro, o pior a fazer é considerar esta situação como “normal”, “corriqueira”, ou “banal”. Sobretudo, para nós que nos dizemos religiosos, adeptos de uma crença que suportou e suplantou a escravidão, a tortura, o preconceito e a intolerância. É preciso fazer alguma coisa! Não podemos ficar inertes esperando que a solução apareça de forma “milagrosa”, ou que algum “messias moderno” surja com uma fórmula mágica e regeneradora. Sem esforço, sem luta, sem empenho, não haverá o fim desta situação. Evidente que as medidas devem ser muitas, paulatinas, sucessivas, ou conjuntas. Seja no campo específico da segurança pública, na reforma política, na estabilidade econômica, seja (principalmente) na educação. Mas estas providências se desenvolvem a curto, médio e longo prazo. No entanto, independentemente desta cons-
ciência, entendo também necessário usarmos da ferramenta da fé. Aquela que nos inspira, nos movimenta, nos fortalece. Se somos adeptos das religiões de matrizes africanas, precisamos nos inspirar em nossos ancestrais! Precisamos agir, resistir e também rezar. Rezar unidos. Independentemente de Nação, da Raiz e de Região. Somos todos partes de um grande “corpo social”. Um único compêndio sóciocultural-religioso, que auto denominamos de Candomblé. Falamos tanto em união... Pois
YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ
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este é o momento oportuno para exercitarmos a conquista deste cobiçado troféu. O àkàsà é o único alimento litúrgico que une todo o Panteão das divindades. De Èṣù a Òṣàlá, todos os nossos deuses comungam igualmente do àkàsà. Não importa a regência, a origem, a idade, o sexo, a cor dos paramentos, nem os diferentes símbolos, ou rivalidades. Todos se unem à mesa pelo àkàsà. Que seja então o àkàsà nossa inspiração. Sigamos o exemplo dos próprios deuses que cultuamos. Mais como diz um adágio yorùbá: “Ni fẹ́ kí Ọlọ́run fẹ́ !” (Seja feita a vontade de Deus!). E nada é por acaso... Líderes religiosos se reuniram no último dia 25 de março, em prol da realização de um ato religioso denominado: “De Èṣù a Òṣàlá, um àkàsà pela Paz!”. Compartilhamos com a ideia dos nossos irmãos, e enfatizamos que o àkàsà é o único alimento litúrgico que une todo o Panteão das divindades. De Èṣù a Òṣàlá, todos os nossos deuses comungam igualmente do àkàsà. Não importa a regência, a origem, a idade, o sexo, a cor dos paramentos, nem os diferentes símbolos, ou rivalidades. Todos se unem à mesa pelo àkàsà. Que seja então o àkàsà nossa inspiração. Sigamos o exemplo dos próprios deuses que cultuamos, e desses irmãos que tiveram força para iniciar um movimento nosso pela paz do coletivo. Que o Povo de Santo se una em busca da paz, superando quaisquer desavenças, discordâncias, ou concepções distintas. Um àkàsà pela paz!
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SALVADOR - CÂMARA APROVA PROJETO DE LEI COM EMENDA DE MARTA RODRIGUES E DÁ ISENÇÃO DE TAXA PARA BAIANAS DE ACARAJÉ DENTRE OUTROS Política Livre.com.br Antônio Queiros/CMS Foi aprovada na tarde desta terça-feira (27), durante sessão na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a emenda de autoria da líder da oposição, vereadora Marta Rodrigues (PT), ao projeto de lei (07/2018) que prevê isenção da Taxa de Vigilância Sanitária aos microempreendedores individuais (MEI).Com a aprovação do projeto com a emenda, amplia-se o benefício tributário a outras classes de trabalhadores: baianas de acarajé, agricultores familiares, pescadores, marisqueiros, além de empreendimentos da economia solidária. Segundo a vereadora, a emenda é um pleito antigo dos movimentos sociais e teve como objetivo a inclusão produtiva com segurança sanitária para todos. Marta ressalta que estes trabalhadores contribuem com parcela
considerável da geração de trabalho, emprego e renda no País. “No âmbito federal, a isenção da taxa encontra-se delineado no Programa Brasil Sem Miséria. Lá, a proposta aponta para as ações de vigilância sanitária como alavanca e suporte ao empreendimento familiar rural, ao empreendimento de economia solidária e o microempreendedor individual, trabalhadores que enfrentam maior dificuldade na formalização de seus negócios e atendimento às regras sanitárias”, disse. Atualmente, existe
um grande número de empreendedores atuando na informalidade tanto na cidade como no campo. De acordo com Marta Rodrigues, com a garantia da segurança sanitária, os empreendedores poderão emitir nota fiscal de serviços ou venda de mercadorias, participar de licitações, pregões e concorrências públicas, favorecendo o crescimento e estabilidade de seus empreendimentos. Além, claro, do aumento da credibilidade junto aos consumidores e fornecedores.
Pastor Silas Malafaia diz que 80% do voto evangélico irão para Jair Bolsonaro Maiá Menezes e Thiago Prado / O Globo Candidato do nanico PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro aposta todas as fichas nas redes sociais para propagar sua campanha pelo país. O parlamentar está prestes a acertar o reforço de um exército na estratégia para compensar o pouco tempo que terá na televisão a partir de agosto. O pastor Silas Malafaia, uma espécie de “influencer” evangélico, decidiu usar sua teia digital em prol da candidatura de Bolsonaro. Há duas semanas, um encontro na sede da Associação Vitória em Cristo começou a pavimentar o caminho para o apoio nas eleições. Participou da conversa o senador Magno Malta (PR-ES), cotado para ser vice do deputado. O pastor pretende repetir um método utilizado nas eleições municipais de 2016, quando priorizou atacar adversários ao invés de pedir votos para os candidatos que apoiava. Marqueteiros consideram
que este tipo de campanha negativa é muito mais útil, na medida em que Malafaia e outras lideranças evangélicas enfrentam forte rejeição em determinados segmentos da sociedade. Sua imagem sofreu arranhão ainda maior desde a condução coercitiva feita pela Polícia Federal em dezembro de 2016. EXPLICAÇÃO – Ele perdeu milhares de doações durante o ano passado por ter que explicar os motivos de receber R$ 100 mil em sua própria conta bancária de um acusado de corrupção. Malafaia afirma que não faz sentido qualquer tipo de insinuação, pois declarou os valores no Imposto de Renda.
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OBRIGAÇÃO DE 21 DE PAI RENATO D’ OXAGUIÃ NO AXÉ Q.T.N. Marcelo Fritz
O Axé Q.T.N. fundado por Caboclo Venta de Axé, como era conhecido, localizado na baixada fluminense no município de São João de Meriti, bairro Parque Araruama, o axé abriu suas portas para obrigação de Pai Renato que foi iniciado pelo próprio Caboclo Venta de Axé no ano de 1990. Suas obrigações foram dadas continuidade por Mãe Mimi d’ Nanã, está iniciada por mãe
Dila. Pai Renato d’ Oxaguiã é o herdeiro do axé, assim se deu no jogo de feitura dele naquela época. Devido a pouca idade com apenas 9 anos, o axé ficou na responsabilidade de mãe Mimi d’ Nanã, pelo tempo de dedicação, por ser uma das mais velhas do axé e por escrito o fundador deixou que além de Mãe Mimi estaria também a frente mãe Almerinda, Ekedy Lucy e ogan Nelson,
até que Pai Renato se tornasse maior para assumir tal responsabilidade. O candomblé teve início por volta das 16h, com o xirê em seguida a chegada de pai oxaguiã, que convidou para a corte: Ogun, Oxóssi, Yemanjá, Ewá e Oxum. Afesta teve seu término ´por volta das 23h, com a presença de amigos, filhos e netos do axé além da sociedade do candomblé que se fez presente.
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CAMBONE: O PILAR DA UMBANDA Saudações queridos irmãos!!! Falar dos irmãos e irmãs cambones é um privilégio e um imenso prazer. Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante o trabalho, são os cambones os grandes responsáveis pelo bom andamento de uma gira. Pois é, eles são de fato, a viga mestre do trabalho. Cambones (ou cambonos e cambonas) são os médiuns preparados e consagrados ao trabalho de auxiliar e servir aos Mentores e Guias durante os trabalhos. Por esse motivo são preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, e treinados para terem uma concentração excepcional no auxílio da firmeza do ritual. Quando chega uma entidade em terra que não fala a língua portuguesa, somente o cambone preparado poderá entender o que a entidade está falando. Não quer dizer que o cambone vai saber falar várias línguas desconhecidas e até desaparecidas no tempo. O que ocorre é que
o cambone cria uma ligação espiritual com a entidade em questão, onde a mesma conversa ocorre telepaticamente. Somente os cambones preparados têm a outorga de auxiliar as entidades magísticas, manipulando e contribuindo na realização de magias ou manipulação de elementos diversos. Seu corpo espiritual, assim como o médium incorporante, recebe uma preparação especial antes de seu reencarne para que possa ter estrutura e aguentar os entrechoques do astral. Faço toda esta exaltação porque estou cansado de ver irmãos cambones questionando sua condição, e pecam ao dizer: “Meu trabalho é dispen-
sável, só sirvo! Qualquer um pode fazer isto (…)”; bem, esta não é a verdade. Caso contrário realmente seria uma baderna se qualquer pessoa pudesse servir aos Mentores. Como exemplo, um médico faria uma cirurgia sem as enfermeiras? O que seria de um empresário sem uma eficiente secretária? Ou como seria do câmeraman sem o caboman? Entendem? Por menor que pareça, a participação do auxiliar é tão fundamental quanto a presença do ator principal. Saibam que uma entidade quando incorporada, traz consigo vários espíritos que lhe auxiliam durante os trabalhos, os quais podemos chamar de
cambones espirituais. Se não fossem eles, seria uma loucura, e o trabalho da entidade se tornaria inviável. Já pensou? Um caboclo precisa de uma energia tal, aí ele desincorpora e vai buscar; aí, volta e incorpora, e assim por diante. Imaginem! Loucura, não!?! Pois é, senhores e senhoras cambones, conscientizemse de que são muito importantes num trabalho espiritual, e isto não é demagogia, mas saibam que como os médiuns incorporantes vocês devem ser preparados e buscar sempre o maior esclarecimento e estudos acerca da espiritualidade. São vocês médiuns auxiliares, que doam energias o tempo todo – ainda que não percebam. Um trabalho de Umbanda é formado pelo médium, cambone e a entidade espiritual, o triângulo de um trabalho. Recebam meu sincero abraço fraterno, todos os cambones que militam nesta seara do amor e fé! Salve a Umbanda! Saravá! Rodrigo Queiroz diretor Umbanda EAD
SABÃO AFRICANO PALMARES S FEITO COM ERVAS E AROMAS NATURAIS... Tradição na receita, elementos de descarrego, limpeza de fluidos negativos, energizar elementos dos assentamentos e objetos sagrados, além de seu uso ser recomendado em dias de tensões, obrigações e rituais...
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COMO A EXECUÇÃO DE MARIELLE ESTÁ SEMEANDO NOVAS MARIELLES PELO PAÍS Reprodução
Revista Quilombo Por Lorena Lacerda e Maíra Kubík Mano (*)
As ruas ontem (20/03) foram novamente ocupadas por multidões sentidas. Sentidas de luto, de dor e de tristeza de terem que se reunir para lembrar o sétimo dia dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.Como nos despedirmos dessa mulher negra, feminista, bissexual, vinda da comunidade da Maré, de esquerda socialista, que lutava cotidianamente em defesa da população favelada e acreditava em um mundo livre de desigualdades? Uma mulher que ousou ocupar um espaço na política institucional, tão pouco afeito à presença de pessoas que não sejam brancas, heterossexuais, homens e cisgêneros, para pautar os direitos humanos. No Rio de Janeiro, um dos discursos mais potentes foi feito pelo pastor Henrique Vieirae traduz muito do sentimento que dominou os atos em diversos estados: “aqueles tiros não foram capazes de silenciar a voz de Marielle. Nós estamos vivos e o sonho permanece (…) O sonho ainda está vivo. É preciso respeitar a dor (…) As nossas lágrimas e as nossas fraquezas vão mover as estruturas desse mundo. Ainda está de pé o sonho de um país em que os negros não são culpados até que se prove o contrário, em que as mulheres derrotem de vez o machismo, o sonho em que seja justa toda a forma de amor, em que o parlamento seja ocupado por indígenas, quilombolas, camponeses, sem teto, mulheres negras (…) Negros não voltarão para as senzalas, LGBTs não voltarão para o armário, mulheres não voltarão para a submissão. Os nossos sonhos não vão ficar num caixão porque nós somos a semente”. Em Salvador, de onde escrevemos esse texto, diante de muita comoção, as e os participantes do ato em Salvador transformaram o luto em luta. Partindo de uma caminhada fúnebre do Terreiro de Jesus até a frente da Igreja do Rosário dos Pretos, lugar histórico do
Ivis Barbosa
Protesto para Marielle Franco no FSM (Salvador)
movimento negro, as mulheres fizeram um chamado-homenagem às diversas vítimas de feminicídio em Salvador e em outras cidades no Brasil. A lembrança se deu através de cartazes que traziam fotos dessas mulheres também assassinadas, a exemplo de Cláudia da Silva Ferreira, mulher negra e favelada, executada e arrastada pela polícia militar do Rio de janeiro. Gritamos o nome de cada uma, marcando suas presenças. Os manifestos foram engajados por discursos, poesias, cantos e gritos de resistência negra, chamando atenção para as violências contra as mulheres, os crimes de feminicídio, o racismo, a negação do Estado em relação aos direitos das mulheres negras e para o genocídio da população negra. Demarcou-se um sentimento de
despertar em relação a segurança das e dos militantes que têm como premissa questionar e combater as violações dos direitos humanos. Para a militância negra, o assassinato de Marielle, que era uma porta voz eleita, efetiva ainda mais o genocídio da população negra, uma das bandeiras de luta da vereadora. Eleita com 46.502 mil votos na segunda maior cidade do Brasil, Marielle tinha uma carreira política promissora e estava em rápida ascensão. Num Rio de Janeiro que tem sido o laboratório do que há de pior no golpe parlamentar-jurídicomidiático, sua voz, potente, ecoava em defesa dos subalternizados e dos excluídos. Em tempos de fascistização social, sua presença física impactava o parlamento dessa tão incompleta, frágil e agora sus-
pensa democracia. Era uma ferida aberta e insistente para que os de baixo não fossem esquecidos. No final do ato em Salvador, todas e todos se abraçaram no sentido de simbolizar a união e a força que transforma Marielle Franco em diversas sementes daqui em diante. Algumas de nós já saíram de lá pensando ou discutindo suas candidaturas nas próximas eleições, demonstrando uma coragem sem fim para manter a chama acesa. Sim, o horizonte segue existindo e nós é que demarcamos ele. É preciso ocupar os espaços, todos os espaços. Se estamos juntas, não teremos medo. Aqui interrompemos o texto a quatro mãos para encerrar com Lorena Lacerda, feminista negra e Comissão organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo, falando: Émuito doloroso perder Marielle Franco, uma mulher negra, uma das nossas. Marielle era o nosso espelho, pois não tem como ser mulher e negra, e não se enxergar em Marielle Franco. Marielle representa uma liderança brilhante, pois sua força ancestral move uma geração de mulheres aguerridas. Por isso, nós, mulheres, negras, militantes dos direitos humanos, transformaremos, mais uma vez, o LUTO em LUTA! Onde será honrado cada discurso de Marielle Franco em prol da população negra, a qual ela morreu lutando. Seguiremos atuantes, mais firmes e fortes, ecoando a voz de Marielle Franco contra o genocídio da população negra, o racismo, LGBTTfobias e a misoginia. CONVOCAMOS toda a população para dizer e firmar #MariellePresente! O braço armado do Estado insiste em nos enterrar, com tanta negação de direitos, racismo e misoginia, mas temos os punhos cerrados para lutar, por Marielles e Cláudias, pois somos sementes. E sementes germinam. (*)Lorena Lacerda é feminista negra, museóloga, estudante de ciências sociais e integra Comissão Organizadora da Marcha do Empoderamento Crespo de Salvador. MaíraKubik Mano, mulher, branca, cis, feminista e professora da pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia.
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Sonhos & Simpatias Reprodução
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sonhar que é um príncipe Se você sonhar que é um príncipe, saiba que é um tanto quando controverso, pois temos duas interpretações contrárias. Uma indica que você vai ser notado no seu trabalho e receberá um convite para assumir novas responsabilidades e projetos, algo que vai te colocar em evidência e trará desafios importantes para a sua carreira. O outro significado mostra o que você gostaria que estivesse acontecendo contigo, ou seja, que fosse visto como alguém de poder, com muitas pessoas te bajulando e te respeitando. Mas pense que é melhor conquistar as pessoas com sua própria dedicação e persistência do que ganhar algo de bandeja ainda que você não seja digno de tudo o que tens. sonhar com Gato Este animal visto em sonho é quase sempre sinal de mau agouro, presságio infeliz relativo à traição. Porém, algumas circunstâncias podem amenizar ou modificar esses presságios. Se, em sonho, você viu gatos fugindo, saiba que deverá prevenir-se contra traição; caso tenha sido ameaçado por um gato, cuide-se ou terá uma violenta discussão em família; acarinhar um gato é aviso contra perda de dinheiro; gatos brigando em sonho é presságio ruim, previsão de separação amorosa; se você enxotou um
gato saiba que terá uma brilhante vitória em causas jurídicas; ver gato morto em sonho é prenúncio de que ganhará uma contenda contra poderoso inimigo; Quando, em sonho, um gato perseguir um rato, saiba que recuperará dinheiro perdido; ver apenas os olhos de um gato é sempre sinal de perigo iminente e graves perturbações.
bonito e bem conservado deve receber uma notícia inesperada de quem chorou a morte ou boas notícias de terras que lhe foram tiradas. Seja como for, isso normalmente está relacionado a coisas alegres. Já um malconservado pode estar relacionado à adversidade. Como sempre, muita atenção ao seu dia a dia.
sonhar com cemitério bonito, bem conservado e sonhar com cemitério velho e mal conservado Se você sonhou que está em um cemitério
Sonhar com ovo significa sorte e fartura. representa a saúde e augúrios de novidades positivas na sua vida. Sonhou com ovo? Que sorte, a sua!
SIMPATIAS esquecer o amor Fazer na lua nova. Escrever o nome da pessoa que se quer esquecer na forma de cruz, em papel de seda branco virgem. Dobrar e colocar na porta de casa. Rezar um Pai-Nosso e uma Ave-Maria para o anjo da guarda da pessoa. No dia seguinte, colocar o papel na porta da primeira igreja por onde passar. Perder a barriga Fazer na lua minguante, do 1º ao 7º dia, e repetir por sete meses. Em jejum e sem
Uma bela surpresa, prosperidade e abundância, eis o que aguarda aquele que vê ovos em sonho. Comer ovos em sonho é sinal de boa saúde ou da recuperação de pessoa enferma. Se, em sonho, você encontrou ou recolheu ovos no ninho, é presságio de lucros inesperados. Ovos podres, quando aparecem em sonho, é aviso, cuidado com uma decepção amorosa. Ver, presentear ou ser presenteado com Ovos de Páscoa saiba que participará de um fabuloso evento. Comprar ou vender ovos é sinal de que terá novas oportunidades em sua vida, e, também um novo amor. Quando, em sonho, se vê ovos quebrados ou se quebra ovos é advertência, não abuse das bebidas ou da comida, cuide de sua saúde. Ovos fritos, em sonho, receberá um lindo presente; os cozidos saiba que brevemente conseguirá uma promoção; ovos quentes, prenúncio de amores intensos. As possíveis interpretações de sonhar com ovo não estão nada mal, hein? tirando uma ou outra situação que merecem um cuidado maior, as perspectivas que se desenham na sua vida são realmente muito boas. Mas como nós sabemos que a curiosidade nunca é pequena e pede sempre mais informações, vamos explicar melhor essa história. www.misticaweb.com
falar com ninguém, bater com a barriga em uma porta firme três vezes seguidas, dizendo: “Bom dia, comadre porta. tome minha barriga e me dê a sua de volta”. tomar três goles de água e ficar em silêncio e sem comer e nem beber por meia hora. simpatia Para Parar de beber com leite materno Esta mágica não pode ser feita por quem tem o problema mas sim por outra pessoa qualquer. Componentes: leite Materno. Preparação: você deve arranjar quem lhe
arranje algum leite materno. Depois disso, você deve durante uma semana, todos os dias colocar 9 gotas de leite materno dentro da bebida dessa pessoa. Mas deve ter cuidado para ele não descobrir o que você fez, senão acaba ficando pior, com ele a beber a dobrar. simpatia da sardinha Ao contrário da anterior, esta ou deve ser feita pela pessoa que tem o problema da bebida ou então deve ser feita por outra pessoa mas com o consentimento da pes-
soa com o problema. Componentes: uma sardinha; uma cerveja barata.Preparação: coloque a cerveja num recipiente com uma entrada mais larga e depois coloque a sardinha dentro da cerveja e deixe curtir por 15 dias. Quando o seu marido quiser ir beber, dêlhe essa cerveja para ele cheirar, mesmo que lhe dê vómitos, de forma a ele sentir aquele cheiro forte e perder o apetite pela bebida. Vá fazendo isso até notar uma diferença considerável na quantidade de álcool que ele bebe.
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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi
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A ORAÇAO BANTU COMO ELEMENTO UNIFICANTE COM O UNIVERSO DO SAGRADO O “muntu”(ser) consciente de participar a “corrente vital, faz uma escolha radical pela ida e para defende-la entra em intimidade com Nzambi(o Criador) e reza para que os antepassados e os diversos espíritos o ajudem. A vida é de tamanha importância e a oração gira à volta desta. O “muntu” agradece quando o dom da vida lhe oferece um novo ser, suplica quando este é ameaçado por uma calamidade ou doença, recita orações de reparação pelas culpas cometidas pelo grupo. Existem orações breves, longas e formais, a maior parte são dirigidas ao Criador e aos antepassados, estes considerados como pertencentes à família e portadores de sorte quando são recordados. O povo bantu entra em harmonia com o sagrado na oração e por isso, não precisa de lugares privilegiados, é o universo inteiro que se torna o “altar do sagrado”, o “santuário” onde ele se comunica com o seu Deus. Eis porque na África não se encontram templos como na Ásia, no Médio Oriente e África do Norte. O mundo é sagrado, celebra a sua oração cósmica, é a natureza que através dos seus lábios grita ao Criador. Traz dentro de si, as pulsações profundas da criação; as pedras, as arvores, as montanhas entram na dimensão do sagrado, o homem tem necessidade
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deles. É a “comunhão cósmica”. Na oração o “muntu” comunica com a divindade, com o grande Rei do universo, o “Criador do Criado” , o “Principio activo” das coisas, ele e’ chamado a irromper na história dos homens para socorre-los. Na oração o “muntu” dá-se conta da possibilidade de um monólogo se tranformar em dialogo entre dois seres, um divino e outro humano. A divindade na oração se personaliza, dota-se de palavra. O sagrado é dialogante na oração e o ser entra em comunhão profunda com o sagrado, o sagrado e a natureza entram numa “mística realização de vida”. É o nível profun-
do de “participação vital”. Envocam o Ser Supremo e tem fé que aquele monólogo torna-se um dialogo porque existem os antepassados que ajudam a transformar a sua fraca e humana palavra em súplica a Deus. O “muntu” reza na sua cultura original, não pretende manipular Deus, ainda que o valor dado à vida, leva-o quase a encontrar formulas que fazem pensar isto. A oração africana bantu é reveladora do monoteísmo bantu e por isso, quando o africano encontrou-se pela primeira vez com o credo cristão, não se assustou como o fizeram os fieis do “panteão greco-romano”. O culto que se endereça aos antepassados não é uma “cultolatria”, isto é, adoração, mas uma veneração, um respeito para com aqueles da família, que em vida procuraram honrar a existência deles com aquela “santidade” exigida. Encontramos aqui as “sementes evangélicas”, a consciência africana da “comunhão dos santos”. Na oração, a presença monoteista é bem presente; o “muntu” e’ consciente da “comunhão vital”, invoca os antepassados, porque sejam intermediários, mas acrescenta sempre a sua oração final “Deus querendo”. Este conceito monoteistico de Deus traz uma espécie de consci-
MINISTRA CURSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO
ência da paternidade divina. Soa assim uma oraçao: “ Pai Nosso, este é o teu universo, esta é a tua vontade, concedi a paz, concedi a frescura das almas do teu povo, tu es nosso pai, livra do nosso caminho todo o mal”1. A oração pode ser individual ou comunitária, mas em geral um chefe de família ou um sacerdote ao serviço do culto, neste caso o sacerdote-curandeiro, reza em nome de todos para uma necessidade regional ou nacional. O “muntu” é um fervoroso homem de oração : inspirado, loquaz, expontâneo, livre na expressão e no gesto, com profunda fé e confiança: Reza em pé, sentado, prostrado por terra, a dançar, a cantar, com gestos diverso, a voz baixa ou com gritos altissonantes2. As invocações da oração banto mostram um dialogo expontâneo com Deus, sem cerimonias e revelam que Nzambi é sempre presente nos acontecimentos humanos e pronto a responder aos desejos, sem ser vinculado a formalidades religiosas. Existem tambem as bênçãos formais pronunciadas geralmente pela pessoa anciã ou de posição elevada, que faz “tocar com a mão” a bênção de Nzambi. 1 2
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Fórum Social Mundial 2018: UNEB inicia programação com Plenária dos Povos de Terreiro Núcleo de Jornalismo - Universidade do Estado da Bahia A UNEB abriu a programação do Fórum Social Mundial 2018, na instituição, com a Plenária Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e de Terreiro, na última quarta-feira (14), no teatro da universidade, em Salvador. O evento, que reúne religiosos de matriz africana de 15 estados brasileiros, traz como mote de discussão o tema Não mexe comigo que eu não ando só. Não toque em nossos terreiros, e promove debates sobre as influências do preconceito e do racismo religioso e as lutas das comunidades tradicionais. A abertura contou com a participação da ex-ministra da Igualdade racial, Nilma Lino Gomes. “Vivemos um estado de golpe, onde grupos fundamentalistas traçam o destino do país. O golpe tem características midiáticas, jurídicas, de classe, gênero e raça, indo na contramão da liberdade religiosa. É preciso aprofundar a luta e buscar estratégias coletivas de ação política”, ressaltou Nilma Lino. O preconceito religioso que incide sobre os rituais de sacrifício também foi tema de debate durante a plenária. “Oferendar galinhas ofende, mas o peru de Natal, não. O nosso sagrado é tão sagrado como o de outras religiões”, contestou Makota Celinha, coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab). Para o Babá Edson Catendê, é muito importante a realização da plenária dentro do Fórum Social Mundial. “Neste espaço de dis-
Formatura do 5º Barco - Estrelas de Aruanda - Curso de Sacerdócio de Umbanda Sagrada - Templo Escola de Umbanda Ventos de Aruanda – São Paulo cussão, trazemos questões mundiais, universais. Não queremos viver com violência. Todas as pessoas precisam ter liberdade de crença, de fé e de expressão. Por isso, viemos do Belém do Pará, em plena Amazônia, e estamos aqui discutindo formas de enfrentamento”, afirmou, destacando que apenas nos últimos dois anos, oito líderes religiosos foram brutalmente assassinados no Pará. A mesa de abertura contou ainda com a presença do advogado e exsecretário de Justiça de São Paulo, Hédio Silva Junior, da professora cubana Rosa Campoalegre, entre outras importantes representações. Resistência e autonomia universitária Durante a abertura das atividades do FSM 2018 na UNEB, o reitor da universidade, José Bites de Carvalho, fez um pronunciamento em defesa da universidade pública. O reitor discorreu sobre os ataques à instituição, que tentaram desconstruir a legitimidade social da universidade. “Primeiro, distor-
cem o conceito de autonomia universitária ao atribuir as ações da gestão a arbitrariedade no gasto público; segundo, reduzem a relevância do FSM 2018 à participação de políticos, desconsiderando seu papel como propositor de desenvolvimento construído por meio da participação popular e não apenas pelo viés econômico”, frisou. As atividades da plenária seguiram até esta quinta-feira (15) com debates distribuídos em eixos que destacam os temas Articulação política e organização, Alimento Sagrado para o corpo e para a alma, Na encruzilhada da contemporaneidade, e Todas as nações é a nossa nação. A programação na UNEB reserva ainda atividades diversas como plenárias sobre Educação Indígena, Inclusiva, do Campo e Quilombola, o Fórum Umbutu Afrobrasileiro, o Encontro de Baianas de Acarajé, a Roda de Conversa sobre Praes e proaf, além de atividades culturais como o Sarau da Onça, o Samba de Quilombo e o Coro Oyá Igbalé, da UNEB.
Pai Adriano Camargo Erveiro Nicole Tramontini “Imensa gratidão ao Criador, aos Pais e Mães Orixás, à Umbanda... a todos do Ventos de Aruanda... à minha família... aos que puderam vir... à nossa queridíssima mesa de honra... às escolas de curimba e os terreiros presentes... Gratidão que não cabe em palavras... a emoção expressa... o brilho dos olhos revela... o sorriso entrega... simples, como a Umbanda nos ensina! Trinta meses depois, ver essa turminha se formando dá sim uma pontinha de orgulho bom! Chegamos, aportamos o barco, estão entregues de volta! Foi uma honra ter convivido esse pequeno período com cada um de vocês! Recebam todos os cumprimentos, as felicitações, as bençãos, o carinho que lhes é mais que merecido! Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado!! Gratidão sempre! Sorrisos e olhos que brilham!
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OGAN RICARDO D' OGUN Campeão dos Campeões da 13 edição do Prêmio Atabaque de Ouro
Oswaldo Abreu concorre ao Prêmio EXÚ de Música Afro-brasileira no Pará
Cia As d’Ouro no Morro da Urca A Cia As de Ouro, companhia sempre presente no prêmio Atabaque de Ouro, marcou presença no último dia 19 no evento super Rio Expofood. Um corpo de bailarinos deram um show de samba, boêmia contagiando os convidados com a simpatia e alegria do carioca que recebe há todos visitantes de braços abertos. O figurino estava impecável em sintonia com a distribuição de sorrisos de seus integrantes. Parabéns!!!
Marcelo Varanda dirige Festival Afro Quem não está com saudades dele? ganhador de inúmeros troféus em festivais, Marcelo Varanda está de volta, agora como produtor no Primeiro Festival Afro Brasileiro Nova geração da tenda Espírita Filhos de Iemanjá. O festival será realizado no dia 15 de Abril de 2018 na sede da tenda Espírita Filhos de Iemanjá situada à Rua goiás 154 - Fundos Engenho de Dentro. Somente poderão se inscrever compositores e intérpretes que nunca tenham sido premiados com o primeiro lugar em festivais abertos. Primeiro Lugar : troféu mais a gravação de um CD com 12 cantigas patrocinado pela organização do Festival. Léo Batuke fará um show no evento que promete. Reserva de mesas e inscrições pelo telefone : 021 - 97697-8007
1º Festival Cultural Afro de Niterói – ISESE LAGBÁ Com direção geral de Ojuotimi Olá Odutayó, o evento ocorrerá no dia 20 de maio, e terá atrações como afoxé, samba de roda, feira afro, grupo de axé, gastronomia e muito mais... O local será no Club 5 de Julho em Niterói – RJ. O evento terá início à partir das 12h e com previsão de término às 19h. Vendas de mesas e vaga para expositores através do zap: 21- 9 6453-7237.
Lançamentos da Revista do 13º Prêmio Atabaque de Ouro A revista do 13º Prêmio Atabaque de Ouro está a todo vapor, pós lançamento no festival do grupo Emoriô na XP 9 Paulistana, os próximos lançamentos estão marcado para dia 22 de Abril em Mogi das Cruzes-SP no dia 22 de Abril no Salão de Festas tomodachi, no evento que terá feijoada beneficente tem parceria de Lú Divas e Prêmio Atabaque de Ouro, maiores informações: 11-9 7582-1215. E no dia 15 de Abril será no Rio no grêmio Recreativo de Quintino em parceria com o grupo de Curimba Emoções e Fé. O evento terá várias atrações dentre elas de Pai Jorge e seus OgansOdaras e Ricardo
d’ Ogun campão dos Campeões da 13º edição do Prêmio Atabaque de Ouro. Informações: 21- 96433-6143. Você também pode ser um distribuidor em seu templo, estabelecimento comercial ou para dedes de amigos. Fale com o zap: 21-97032-9289.
Oswaldo Abreu, que é músico e luthier residente em São Luis-MA, vê a música como ferramenta potente de conscientização, para ele “a importância de um festival desses é altíssima, não se vê festivais com essa temática de levar os nossos valores ao nosso povo para que a gente possa se auto afirmar e ter referências negras a se espelhar, e assim, avançamos na luta contra o preconceito racial, a intolerância religiosa e contra o massacre étnico que o estado comete todos os dias assassinando as culturas tradicionais da população menos favorecida, negra e indígenas”. Oswaldo concorre ao prêmio Exu com duas composições “Caminhar”, em parceria com Walkerlene Soeiro. e “Cadeia não é coração de Mãe” e se apresenta no dia 18 de abril a parttr das 19h - o Festival acontece no Espaço Cultural APOENA, na Av. Duque de Caxias, 450, em Belém/PA. Foram 26 músicas de 14 compositores vindos de 3 estados da Amazônia Legal, Amapá, Maranhão e Pará, que inscreveramn composições com as temáticas da valorização das lutas negras brasileiras e a ancestralidade africana e das encantarias e cabocos afro-brasileiros. Para nós, da Rádio Exu, esse festival aponta a perspectiva da produção musical de combate ao racismo e da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico. O vencedor do Prêmio Exu de Música Afro-brasileira terá o direito de representar o Estado do Pará no Prêmio Atabaque de Ouro, um festival nacional que premia melodias de terreiro, e que acontece anualmente na quadra do gRES tradição, no Rio de Janeiro.
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