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Jornal Icapra 133

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JORNAL

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ICAPRA ANO 15 | n° 133 | 2022

JORGE CARLOS D´ÒSÓÒSÍ É EMPOSSADO NO ILÈ ÀJÁGÚNÀ ÀSE ÒGÚN MEJÉJÉ PÁG. 5

ILÊ ALAKÈTU ÀSE OSUN IYÁMI IPONDÁ CELEBROU MAJESTOSAMENTE O AJODUN OSUN PÁGINAS 6 E 7

DUPLA COMEMORAÇÃO NO ILÈ ÀSÉ ÌMÓLÉ ALÁGBÈDE OÒRUN YEYE 'NLÁ PÁGS. 14 E 15

ÒSÙN GANHA MAJESTOSO TEMPLO NO ILÉ ÀṢẸ ỌBALÚWÁIYÉ JAGUN PÁG. 13


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Incensos variados

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Editorial Olá Leitores!

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carnaval mal se foi, e já inicia outro, já chegando ao meio do ano, A covid-19 mostra que ainda estamos longe de tempos de paz e tranquilidade. Enfim uma lei estadual é apresentada, a primeira no estado do Rio de Janeiro e tenho a honra de ter sugerido, festas, notícias e a realização do retorno do Prêmio Atabaque de ouro que depois de 15 edições ininterruptas, dois anos parou pela pandemia e agora volta em grande estilo que teremos cobertura completa na próxima edição. Nossas tradições voltam a ser cenário ou algo da política, pelo vazio de representatividade e políticas públicas somos um segmento que mais chamam atenção, infelizmente por este período momentâneo. Ano de decidir nosso futuro, de refletir sobre o nosso papel para a preservação e desenvolvimento de nossa cultura. Boa Leitura!

Expediente Editor Responsável: Simone Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores:

José Beniste Almir O. de Souza Evandro Otura Aira Pai Marcio d’Jagun Christine Keller

Contato: (21) 2663-5815 | Zap: (21) 97032-9289 email: icapra.geral2@gmail.com | Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 | Coelho da Rocha - São João de Meriti – RJ

HARMONIA E MÚSICA: Uma Análise à luz do Espiritismo ALMIRESPIRITA@GMAIL.COM

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REPRODUÇÃO INTERNET

a condição de almas, (espíritos reencarnados), as nossas percepções do mundo espiritual, só são possíveis através das faculdades mediúnicas, o codificador do Espiritismo, nos informou através do livro dos Médiuns, no capítulo 14, que todos nós somos médiuns em potencial, desde a mediunidade intuitiva, até a ostensiva. Afim de que possamos compreender melhor o tema, apresentaremos as informações contidas no livro Obras Póstumas, na primeira parte com o título; Música espírita. Esta obra foi publicada após a desencarnação de Allan Kardec. O Espírito Rossini, nos apresenta informações muito importantes, através do médium Nivart; “Pode-se conceber a luz sem chama e compreender a harmonia sem música. Alma é apta a perceber a harmonia, incluindo todo o concurso de Instrumentação, como é apta a ver a luz sem o concurso de combinações materiais. A luz é um sentido íntimo que a alma possui: quando mais desenvolvido ele tanto melhor percebera a luz. A harmonia é

igualmente um sentido íntimo da alma, que percebe em relação com o desenvolvimento desse sentido.” Neste contexto, percebemos que existem vários graus de percepção de harmonia das almas, e quanto mais elevado o sentido íntimo, fica mais possível captar essência divina, o qual pode exercer uma influência salutar sobre as almas, assim como comenta Rossini; “A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as mais endurecidas das almas e de comovê-las. Se o Compositor é terra-a-terra, como poderá exprimir a virtude de que desdenha, o belo que ignora e o grandioso que compreende? (..) O Espírito do maestro Rossini votará, numa nova existência, a continuar a arte que ele considera a primeira de todas. O Espiritismo será seu símbolo e o inspirador de suas composições.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!


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Ilè Àjágúnà Àse Ògún Mejéjé reabriu no dia 12 de junho com o Pilão de Oxalá (ÀjòdúnÒsàlá) e cerimônia de posse do herdeiro do Bàbálorisá Beto D´Òsógíyán (in Memoriam), o Bàbálorisá Jorge Carlos (Eré) D´Òsóòsí. A festa iniciou às 19h após a chegada e acomodação de cerca de 80 convidados no salão especialmente decorado para a ocasião. Yomar Passos, Asogbá do Gantois, e pai Nono de Omulu, filho de santo da casa e braço direito de Pai Beto conduziram o Candomblé lindamente. O Sirê foi magnífico e os seguintes santos foram vestidos: Oxaguiã, Oxalufã, Iansã, Oxum, Iemanjá e Xangô Ayrá. Quem tocou e cantou foi Ogan Luiz, filho carnal do falecido Ogan Bira, Odorobá da Casa, Ogan Fernando de Ogum (mora em SP e é filho da casa) e os ogans: Canarinho, Henrique Reizinho, Ronaldo de Xangô e Luciano. O Bàbálorisá Jorge Carlos (Eré) D´Òsóòsí, recebeu o Igba Axé e foi empossado pela Ìyákékeré Leila D’Ọ̀sálá, a mãe pequena de feitura dele, Iyalorixá Lúcia de Oxum e o Babalorixá Nono de Omulu. Pai jorge de Oxóssi e Pai Nono de Omolú agradecem: “em Especial a Mãe Jorgina de Oxóssi madrinha de orunko do pai Beto, por estar ao lado e presente não nos deixando Sozinhos.” Após o encerramento dos rituais, foi a hora dos convidados se deliciarem com o jantar: Salada de Bacalhau Quente e Fria, Panqueca de Camarão, Postas de Peixe Frito dentro de Saladas Verdes, Pernil Assado, Camarão à Paulista e Frutos do Mar. Pai Nono agradeceu a Deus, aos Orixás, e, em especial, ao Pai Beto D´Òsógíyán (in Memoriam) por ter confiado a ele essa grande responsabilidade. Ao Gantois, ao sr. Yomar (Asogbá do Gantois),Ìyákékeré Leila D’Ọ̀sálá, Mãe Pequena dele Lúcia de Osun, Yarugbá Teresina de Ogun, Pai Fomo de Yansã, Pai Valnei de Omulu, Mãe Maria Alice de Oxóssi, Pai Kil de Oxóssi e a todos os irmãos de Santo que estão dando o maior apoio. O Bàbálorisá Jorge Carlos (Eré) D´Òsóòsí foi iniciado pelo Bàbálorisá Beto D´Òsógíyán (in Memoriam) em 26 de maio de 2004, no IlèÀjágúnàÀseÒgúnMejéjé. Ele é herdeiro junto com a irmãcarnal de Pai Beto D´Òsógíyán, a Yarugbá Teresina de Ogun, que também é filha de santo da casa.

CHRISTINE KELLER

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MARCELO FRITZ

BÀBÁLORISÁ JORGE CARLOS (ERÉ) D´ÒSÓÒSÍ É EMPOSSADO NO ILÈ ÀJÁGÚNÀ ÀSE ÒGÚN MEJÉJÉ, NO ÀJÒDÚN ÒSÀLÁ Herdeiro do Bàbálorisá Beto D´Òsógíyán recebeu o Igba Axé na reabertura da casa

O Ilè Àjágúnà Àse Ògún Mejéjé, da Nação Alaketu, Raiz do Gantois, está localizado à Rua Jujuí, nº 101, Jardim Anhangá, Duque de Caxias, RJ. Facebook: https://www.facebook.com/AseAjagunaBetoOsogiyan e Instagram: https://www.instagram.com/ aseajaguna_betoosogiyan/


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esmo com toda a correria da direção e produção do Prêmio Iyálodè no Rio de Janeiro e em São Paulo, Babá Mauro T´Osun não poderia deixar de realizar com muito amor e respeito o Ajodun Osun, festa que é feita há 23 anos no Ilê Alakètu Àse Osun Iyámi Ipondá, para venerar sua rainha, Mãe Osun. Na noite do 21 de maio, pouco antes das 22h, horário de início da celebração, os 800 convidados iam chegando e se acomodando no salão ricamente decorado para a ocasião. Dentre eles estavam Iyá Obaganjú, Iyá Meninazinha d´Osun, Iyá Luizinha de Nanã, Iyá Neinha de Nanã e Iyá Maria do Pantanal. A cerimônia foi conduzida por Iyá Luizinha de Nanã, do Ase Batistini, e contou com um lindo Sírè, seguido de dois momentos especiais: o Ipeté Osun e a Côrte dos Orixás, que se apresentaram e foram vestidos: Ògún , Oxósse, Ogiyon, Ayrá, Oyá e Logun Edé. O ogan Robson Costa Pinto, do Ase Gantois e Isnatiel, do Ase Batistini tocaram o Candomblé.

ILÊ ALAKÈTU ÀSE OSUN IYÁMI IPONDÁ CELEBROU MAJESTOSAMENTE O AJODUN OSUN CHRISTINE KELLER

Baba Mauro recebeu convidados para festejar com muito amor sua Rainha

LAGDIBA FOTOS E DIVULGAÇÃO

Após os rituais, os presentes puderam se deliciar com um jantar servido com Paella, Assados, Saladas, Peixes e Lagostas. Babá Mauro agradeceu a todos e todas presentes e em especial à Iyá Meninazinha, Iyá Obaganjú e Iyá Maria de Xangô. O Ilê Alakètu Àse Osun Iyámi Ipondá, casa de Èsú, Oxosse, Iyagbas, Família kerejebe, Xangô, Oxalá, Oxum, Ògún foi fundado há 59 anos. De Nação Ketu, é

dirigido pelo Babalorixá Mauro T ´Osun, iniciado há 33 anos por Pai Valdomiro Baiano. Babá Mauro é herdeiro do primeiro iniciador, pai Antônio de Osun. Ilè Alakètu Àse Osun Iyámi Ipondá, endereço: Rua Expedicionário Wilson Viana Barbosa, nº 321 - Colubandê - São Gonçalo/RJ - Whatsapp (21)997654962. Redes Sociais: Instagram: @babamauro e Facebook: https://www.facebook.com/ babalorisa.tosun


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A LÍNGUA

YORÙBÁ

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JOSÉ BENISTE

idioma Yorùbá é uma das principais línguas da Nigéria, sendo o idioma inglês a língua oficial, embora muitas outras pessoas falem o ibo e o hausá. Era um idioma estritamente oral, tendo sido utilizado fonemas latinos para dar uma forma escrita aos sons das palavras ouvidas e tendo sido escrito pela primeira vez por missionários, no século 19. É muito similar ao português, no som das letras, o que facilita bastante a leitura.

Antes de se ter conhecimento do termo yorùbá, os livros dos primeiros viajantes e os mapas antigos entre 1656 e 1730, o termo era definido com diferentes expressões: ulkumi, lukumi, yarba e yarooba. A palavra Nagô era o nome que se dava ao africano yorùbá ou aquele que falava ou entendia o yorùbá. O YORÙBÁ NO BRASIL Chegou até nós no periodo da escravatura, tendo se tornado a língua geral falada nas comunidades afros. Posteriormente foi nos Candomblés, modalidades Kétu, Èfòn, Ìjèsà e demais que se utilizam de elementos culturais Nagôs. Tem sido mantida através de cântigos, rezas e expressões diversas, estando aí um dos fortes motivos para a manutenção de tradições seculares. Foi um bloqueio importante que impediu interferências sincréticas. Curiosamente, o interêsse pelo idioma não vinha tendo o mesmo nível de interesse dos atos religiosos, por esse motivo era, ou talvez ainda seja em menor número, utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras,

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sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas gramaticais. Aprender um idioma é o mesmo que aprender qualquer outra habilidade: exige prática. Há uma diferença entre compreender o significado de uma palavra e falar um idioma. É isso o que vinha acontecendo nos Candomblés, cantavam sem a menor preocupação de entender o que se cantava, com variações dessas mesmas cantigas de uma Casa para outra. ALTERAÇÕES NO IDIOMA YORÙBÁ Podemos observar pessoas criando palavras, adaptando-as colocando acentos e aportuguesando o Yorùbá, como se quisessem reinventar o idioma. Isso ainda vem ocorrendo. A tarefa para mantê-lo pode ser feita através dos bons Cursos de Língua Yorùbá que temos, bastando haver a vontade de aprender o correto independente da idade de iniciação que tenha. Como os demais idiomas, é um instrumento para a comunicação

entre as pessoas numa sociedade em que, tudo o que se faz têm o apoio de rezas, cânticos e declamações neste idioma. Dependendo do grau de instrução que se tenha ou do cuidado com que se fale, pode-se usar o idioma correta ou incorretamente. Quando usada corretamente, embelezam as normas do culto. Mas se usada incorretamente, dão origem aos “vícios de linguagem” que, em longo prazo, modificam os desejos e, sem que se dêem conta, acabam contribuindo para difundir os enganos e até mesmo incorporá-los ao idioma. Para confirmar, basta verificar como são diferentes as formas de expressar as palavras de muitos cânticos, rezas e conversações simples, de Terreiro para Terreiro. Em outros casos, a tradução fica destituída de significados, passando a não ter nenhuma relação com o ato que está sendo feito naquele momento. A linguagem é a chave cultural de um povo, precisamos saber o que se canta e o que se reza. Podemos lembrar que os Cânticos, muitos deles são formados por

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figuras de linguagem ou metáforas, palavras usadas de forma figurada, um assunto que será visto em outra oportunidade. Mas não é somente em saber interpretar os cântigos e rezas como forma de curiosidade, mas sim pelo fato de poder sentir mais intimamente, através do conhecimento, o alto grau de religiosidade que existe nas mensagens. E a sua utilização terá uma extensão maior ao ser empregado também na conversação de uso corrente. Definindo: o seu aprendizado será a resposta para muitas dúvidas que existem na religião. Devemos lembrar que em 2018, o Idioma Yorùbá foi oficializado como Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro CULTURA E IDIOMA O objetivo primário deste texto sobre o Idioma Yorùbá é o de mostrar como é relevante o seu estudo pela complexidade de sua utilização que não pode ser feita da forma de “achar que deve ser assim”, sob pena de alterar todo o sentido daquilo que se pretende transmitir. É um fato que um idioma não pode ser aprendido fora da cultura de seu meio. Por isso, cultura e idioma devem ser integrantes do estudo de um modo ordenado a fim de ajudar a todos a não alcançar somente a competência lingüística, mas também a consciência cultural religiosa. O texto também pretende que os participantes sejam envolvidos em atividades que requeiram o uso comunicativo de todas as quatro habilidades de um idioma: escutar, falar, ler e escrever. Precisamos rever a cultura do Candomblé, mais precisamente, utilizando os mecanismos mais modernos de participação como religião.


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ÀJÒ LEVOU DIVERSÃO, GERAÇÃO DE RENDA, EMPREENDEDORISMO E AXÉ PARA A QUADRA DA PADRE MIGUEL Projeto do ICAPRA beneficiou 10 Casas de Axé em sua primeira edição CHRISTINE KELLER

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ORI NIBRIDO

Quadra da Unidos de Padre Miguel ficou cheia de Axé no dia 29 de maio, com o lançamento do Projeto ÀJÒ do ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro. Mil pessoas compareceram, provando que o Povo de Axé é unido. Nesta primeira edição foram 10 casas beneficiadas e receberão o dinheiro arrecadado. Esses ilês desde o início se mobilizaram, se uniram e trabalharam muito. São elas: Ilê Axé Oxún e Ogun (Pai Aldir D´Oxum); Inzo Mundele Ia Lemba (Tata Efamim); Confraria Oloyás (Mãe Kelly D´Oyá); IlÊ Axé Oluayê Ni Oyá (Mãe Márcia Marçal D´Obaluayê); Instituto Onikojá (Humbono Rogério D´Lissá); Ilê Oxóssi e Oxum (Mãe Marli de Ayrá); Associação Espírita Joaquim de Angola (Pai Luiz Carlos); Ilê Axé Ogun Ayres (Pai Celso D´Ogun); Ilê Axé Ileké Oxum (pai Natan Ileké) e Hweggbe Labya (Pai Pedro D´Sogbo). O ÀJÒ reuniu Feira Afro com expositores, artesanato, livros, produtos esotéricos e de Umbanda e Candomblé, roupas, comida, e apresentações: Maracatu Baque Mulher Zona Oeste, Grupo Reis da Lapa, Grupo Feito D´Art, Coletivo As Mariamas e Grupo Awure Mirim. Também tivemos a Capoeira com os parceiros das aulas da modalidade na sede do ICAPRA no Axé Ogbojú, dirigidos pelo instrutor Globo e o Graduado Aleluia, da Comunidade de Estudos e Pesquisas da Capoeira. E o da oficina que acontece há mais de um ano no Axé Ogbojú, dirigido pelo passista e ogã Yago Átilas com os alunos do Projeto Sambaxé. O ÀJÒ é uma criação do ICAPRA, fundado em 1998. Um evento beneficente coletivo que gera renda, impulsiona o espírito empreendedor e promove interação entre as comunidades de Axé. A criação e direção é de Marcelo Fritz, responsável por toda a produção. Esta primeira edição foi apresentada por Tata Efamim. Agradecimentos: Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Padre Miguel, Deputado Estadual Renato Zaca, Tatá Efamim, Toca do Caçador, Velas Catedral, Casa São Jorge Guerreiro da Pavuna, aos artistas e grupos que se apresentaram, às casas unidas neste primeiro ÀJÒ, aos expositores e a todos e todas que compareceram, divulgaram e fortaleceram o evento. Em breve, nova edição!


AXÉ &VARIEDADES BABÁ MARCELO FRITZ

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CURTA NOSSA PÁGINA

/MARCELOFRITZOFICIAL

FESTA DE OXUM DE IYÁ MENINAZINHA D’ OXUM RETORNA DEPOIS DE DOIS ANOS DE PANDEMIA

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ma festa tradicional, cheia de energia, alegria e razões para agradecermos por estarmos vivos e com saúde. Fui a São Mateus, em São João de Meriti, tomar a bença e desejar coisas boas a esta senhora, que participou da fundação do ICAPRA, e ao longo dos anos a sua atenção e o seu carinho conosco tem nos preenchido de honra e felicidade.Parabéns Iyá Meninazinha d’ Oxum e a todos do Egbé de Mãe Oxum. É gratificante estar com esta senhora que é uma das referências do Candomblé, nosso baluarte!

PAPO COM FRITZ NO ATO EM PROTESTO AO RACISMO RELIGIOSO DO PASTOR FELIPPE VALADÃO EM ITABORAÍ Estive no protesto feito em Itaboraí no dia 22 de maio, contra o ato de racismo religioso praticado pelo pastor Felippe Valadão num show de aniversário de 189 anos de Itaboraí, pago pela prefeitura com dinheiro público. Conversei com diversas pessoas sobre esse absurdo e registrei todo o evento ao vivo, com muita gente em protesto, mas de forma pacífica, com cartazes, faixas e uma linda gira com pontos de Umbanda e cantigas de Candomblé. Aguardamos o desenrolar dessa questão. Queremos respeito!

@MARCELOFRITZOFICIAL

PAPO COM FRITZ NA “CAMINHADA MACAENSE PELA LIBERDADE RELIGIOSA” Estive na “Caminhada Macaense pela Liberdade Religiosa”, em Macaé, cobrindo com o “Papo com Fritz”. Conversei com inúmeras pessoas sobre o triste ato de racismo religioso que vitimou a Vivian Bruna Domingos Braz deixando-o cega, inclusive com ela e seu pai de santo Anderson Fernandes de Oxum. Muito importante atos como a Caminhada e as outras articulações que estão surgindo contra a intolerância religiosa. E trouxe novidades! Macaé arrastei um representante para o Prêmio Atabaque de Ouro Curimba Mão de Aruanda - Casa Caboclo 7 Flechas.

EM BELFORD ROXO, FESTA DA POMBAGIRA CABARÉ DE MÃE BÁRBARA

Em Belford Roxo, na casa de Babá Gustavo D´Iansã, falando sobre o racismo religioso que sofremos diariamente O Racismo Religioso tem crescido assustadoramente. Diariamente vemos casos de pessoas ou casas que sofreram algum tipo de violência. Estive em Belford Roxo, na casa Babá Gustavo d’ Iansã e conversamos muito sobre essa situação. Somos insultados diariamente.Temos um gigante “O Racismo Religioso” que cresceu por falta de políticas públicas e hoje estamos nessa situação. Quantos casos não estão acontecendo agora? Quantos processos e não sabemos se houve sequência. O caso da Kailane, que levou a pedrada em 2015, até hoje está sem solução. Precisamos mudar isso!

Fui prestigiar a festa da Pombagira Cabaré de Mãe Bárbara, em Belford Roxo. E vi o bendito celular, legítimo iPhone, última geração, que deu o que falar nas redes de Pai Jesse. Ele está feliz com o reconhecimento de Mãe Bárbara, que aliás caprichou na festa cheia de convidados e boa energia.Eu ganhei um presente da Boticário, que seria dado durante o evento.Muito obrigado pelo carinho. Agradeço a Pai Jesse, Mãe Bárbara, Pai Coty e toda família.


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ÒSÙN GANHA MAJESTOSO TEMPLO NO ILÉ ÀṢẸ ỌBALÚWÁIYÉ JAGUN Pai Celinho de Omulu recebeu personalidades e artistas na inauguração de lugar criado com muito amor para Deusa das águas doces CHRISTINE KELLER

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INSTAGRAM DE PAI CELINHO DE OMULU

lé Àṣẹ Ọbalúwáiyé Jagun, em Duque de Caxias, abriu as portas para as festividades de inauguração do Templo de Ọ̀ ṣùn e recebeu muitos amigos e convidados desde a hora do almoço até a cerimônia do Candomblé à noite. Foram inúmeros amigos, sacerdotes e personalidades, que passaram pelo terreiro dirigido por pai Celinho de Omulu, celebrando nossa Grande Mãe Òsùn! Dentre as personalidades estiveram a atriz Grazi Massafera e sua filha e as cantoras Alcione e Preta Gil. Na casa que foi destinada exclusivamente para o culto à Deusa das águas doces, um presente magnífico:

uma fonte criada pelo artista Pai Rodrigo Siqueira, vindo de Lauro de Freitas (Bahia) especialmente para o local. Pai Celinho falou da finalidade da obra e de Mãe Òsùn: “Acolhimento. O Candomblé é um útero em que a gente recebe as pessoas com tudo de melhor que podemos oferecer: a nossa fé, a nossa devoção, a nossa prática litúrgica. Temos feito esse trabalho aqui em casa há quase 50 anos e ele vem crescendo com a força dos Orixás. Um lugar em que as pessoas te protegem, te cuidam, querem sempre o melhor pra você e emanam energias positivas dali,

nesse mundo tão controverso que está aí fora. A gente está fazendo hoje um Templo e chamo de Templo porque o quarto dos Orixás é um local sagrado, onde o Sagrado habita. Nós construímos esse quarto para Òsùn, Òrìṣà da fertilidade, do equilíbrio, protetora das crianças, aquela que nos ensina como amar ao próximo e a nós mesmos. Aquela que cuida de nossa autoestima, que com o som das suas águas, purifique todos os nossos corpos e ao tilintar as suas mágicas pulseiras, traga renovação de energia para nossas vidas, nos trazendo dias felizes e prósperos!

A dúpé̩ , Àṣẹ Gantois, útero que me acolheu! A dúpé̩ , minha Ancestralidade. Mãe Menininha, a Oxum mais bonita, meu saudoso Pai Baiano. A dúpé̩ , minha grande Mãe Carmen, minha sacerdotisa. Minhas Mães Ângela e Nely, cuidadoras da minha vida espiritual. Minha Mãe Ọ̀ ṣùn, que sua energia possa chegar aos lares de quem esteja lendo esse texto agora. E abençoada seja a humanidade, com todo o seu amor!” Bàbálórìṣà Celinho de Ọmọlu


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DUPLA COMEMORAÇÃO NO ILÈ ÀSÉ ÌMÓLÉ ALÁGBÈDE OÒRUN YEYE’NLÁ Babalorixá Sérgio Ogumdaruncy recebe amigos e familiares de Axé para Àjòdun de abertura da casa em Seropédica e 31 anos de seu Pai Ogum CHRISTINE KELLER

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AGEN AFRO YANGO TI OBALÚWÀÍYÈ

o dia 29 de maio, o Babá Sérgio Ogumdaruncy e toda a egbé prepararam com muito carinho e cuidado uma dupla festa no Ilè Àsé Ìmólé Alágbède Oòrun YeYe’Nlá. A preocupação com cada detalhe para receber bem os convidados como sempre fizeram, desta vez tem um gosto mais do que especial. A celebração teve início com a visitação de irmãos do pai de santo e Ekedjes de Mãe Yara de Oxum (in memoriam) às instalações do espaço. O Ilè Àsé Ìmólé Alágbède Oòrun YeYe’Nlá, além de Ogun, abriga também a ancestralidade da Casa Branca de Oxum (Mãe Yara de Oxum e Abajigan Ailton de Oxóssi), fundada em 1977 e transferida para Seropédica a partir de 2018. Entretanto, em função da Covid 19, as portas só foram abertas a partir de agora. E por isso, este momento de conhecer a casa foi tão importante.

Em seguida, o Candomblé foi dirigido pela Iyalorixá Thais de Oxum, atual mãe de santo de babá Sérgio com maestria. O Xirê conduzido pelos Ogãs da casa, com a presença de ogãs convidados no decorrer da festa como Pejigan Mota, Alagbè Mário Jorge e os ogãs Abipá, Celso, Henrique, Macumba, Roni, Cacau, Bruno, Walter, dentre outros. Todos cantaram e louvaram com muito amor acompanhando os ogãs. O xirê abriu a cerimônia e a corte, composta, além do Ogun do Babá Sérgio, pelos orixás: cinco Oxuns, três Oxóssis, duas Iemanjás, Logun Edé, Xangô e dois Oxalás (Oxoguian e Oxalufan). Tudo muito odara! Instantes de puro deslumbramento com a presença dos Orixás!


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Dentre os 450 convidados estavam Marquinho de Logun Edé, Sérgio de Oxóssi, Ana Inocêncio de Oxum, Denise de Oxóssi, Sandra Helena de Jagun, Mauro Miguel de Iemanjá, Julio de Oyá, San de Oxum, Paulo Vieira de Xangô, Luiz Otávio de Omolu, Pai Batatinha de Oxum, Flávia Blaz de Iemanjá, Ayshibel de Oxóssi, Etemi Flávia de Oxum, Alessandra de Oxum, Denise de Iemanjá, Rita de Oxum, Dideus de Oxalá, Lodè, Glauber de Oxóssi, Edílio de Oxoguian, Carlos Manuel de Ogum, Lani de Omolu, Alexandre de Iemanjá, Wagner de Ogum, Marlon de Omolu, Doté Murilo de Aganju e outros. E as Mães Ekedjes Elza Ramos, Moema, Marilene Souza, Juju Bia, Elisabete Diniz, Sara Miranda, Negra Pérola e Letícia Passos. Ao final, os convidados se deliciaram com um maravilhoso churrasco. A direção é de Babalorixá Sérgio Ogumdaruncy, 31 anos de iniciado pelas mãos da saudosa Mãe Yara de Oxum. Depois do falecimento dela, o Babá Sérgio conduziu a Casa Branca de Oxum, localizada em São Bernardo - Belford Roxo, por 10 anos. Após a construção do barracão dele, transferiu todo o Axé da finada Mãe ao novo endereço que é na Alameda Oito, Quadra 181, Lotes 32 e 33, Km 39 - Campo Lindo – Seropédica, Rio de Janeiro. Instagram: @babaogumdaruncy

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ILÊ ASÉ DAN IJI LOMIN, EM JOÃO MONLEVADE, FESTEJA SR. CALDEIRA EM GIRA FESTIVA Pai Ronan de Oxumarê recebeu convidados em celebração majestosa para louvar seu Exu

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Ilê Asé Dan Iji Lomin, em João Monlevade, em Minas Gerais, esteve em festa no dia 30 de abril para homenagear o Exu Sr. Caldeira, de Babá Ronan de Oxumarê, dirigente da casa. Cerca de 50 convidados, como Pai Latifa de Iemanjá, Pai Samuel de Logunedé, dentre muitos outros amigos de Pai Ronan e de seu Ilê. A cerimônia foi dirigida por Pai Ronan de Oxumarê e os ogans da casa, dentre eles, Vinícius Paixão (Ossosí), Carlos Paixão (Aganju), Diorge Marcus (Ogun) e Vitor Hugo (Osalá), que tocaram e cantaram o Candomblé divinamente. Foi pura emoção do início ao fim, especialmente quando o Exu Sr. Caldeira chegou para ser louvado com muito amor por todos e todas presentes. Outros Exus e Pombogiras também compareceram para abrilhantar ainda mais o evento: Dona Sete (Pombogira de Pai Latifa de Iemanjá), Dona Maria Mulambo (Pombogira de Samuel de Logunede), Pombogira Zureta (de Pai Paulo de Oxóssi) e Pombogiras e Exus de filhos da casa como Dona Maria Padilha, Seu Zé Pretinho, Sr. Tranca Rua, Dona Mulambo, Dona Padilha, Dona Rosa Caveira, Exu da Meia Noite, entre outras entidades dos filhos de santo. Após a cerimônia foi servido um delicioso jantar, com entradas e na sequência: Canjica Grossa, Canjica Doce, Carne ao Vinho, Saladas, Caldo de Mandioca, Arroz e muita cerveja. A festa terminou por volta das cinco da manhã. Babá Ronan de Oxumarê agradeceu a todos os convidados, aos filhos da casa, amigos e parentes. O Ilê Asé Dan Iji Lomin está localizado na Rua: Salvador, nº 143, no bairro Ernestina Graciana, em João Monlevade, Minas Gerais. Celular / WhatsApp de Pai Ronan de Oxumaré: (31) 99154-3038. Instagram do Ilê: @danijilomin

CHRISTINE KELLER

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Macaé e região se mobilizam em diversos atos pelo respeito ao direito do Povo de Axé de professar a sua religião e em apoio à Vivian

ICAPRA

Mensagem da Vivian após a caminhada:

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de abril, dia de São Jorge. Vivian Bruna Domingos Braz e a família ouviam em casa músicas que falavam de São Jorge e o Samba-enredo da campeã Grande Rio, que homenageava Exu. O marido de Vivian foi comprar mais cerveja no bar e um homem reclamava das canções. Mais tarde ele e Vivian retornaram ao bar e o sujeito de novo veio falar. Ela perguntou qual o mal em escutar em sua casa músicas que gosta. O homem começou a brigar e eles retornaram à casa. O indivíduo foi até eles com um facão e ia acertar o irmão de Vivian, quando ela tentou impedir e foi atingida, perdendo uma das vistas. O bandido está foragido. Foi feito Boletim de Ocorrência e a polícia está investigando e atrás do criminoso. Triste e repugnante esse ato que gerou uma mobilização, que teve início com Marquinhos de Jagun, Marcos Vinícius Santos de Jesus, Ajoyê do Ilê Omin Axé D’Oxum, dirigido pelo babalorixá Anderson Fernandes de Oxum, Yêkolemin, casa de Axé de Vivian, que junto com Marcos impulsionou a criação de um movimento, que reúne diversas casas e lideranças religiosas de Macaé e Região. O primeiro ato foi a “Caminhada Macaense pela Liberdade Religiosa” no dia 4 de junho, que reuniu centenas de pessoas na Praça Veríssimo de Melo, em Macaé, e fizeram uma grande gira entoando pontos e cantigas de Umbanda e Candomblé, com faixas, cartazes e vozes potentes das lideranças pedindo paz e proteção aos nossos direitos de professarmos a nossa fé. Foi uma linda confraternização.

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CHRISTINE KELLER

MARCELO FRITZ E COLETIVO ORGANIZADOR DA CAMINHADA

ATO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA TIRA A VISÃO DE VIVIAN

A benção meu pai, aos meus mais velhos. Mukuiu aos meus irmãos. Agradeço ao meu BABALORIXÁ e irmãos de fé pela força incrível de hoje. A carga ficou bem mais leve em ver essa vibração! Gratidão eterna a quem entrou de cabeça nessa nossa luta incansável contra a INTOLERÂNCIA RELIGIOSA! Juntos somos fortes! Não vamos nos calar e iremos avançar. Estou impactada ainda em sentir o abraço de cada um e os ORIXÁS me abraçando e acalentando a cada dia. Que minha OYA seja sempre viva entre nós. Axé a todos. Grata! Agora, o próximo passo é uma audiência pública no dia 29 de junho, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores de Macaé. Para mais informações, entrem em contato com Marcos Jagun pelo Instagram: @marquin_456


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s iorubas adotavam a cultura ágrafa há milhares de anos, muito antes da colonização. A oralidade era seu esteio. Pós diáspora, já no Brasil, também não tiveram registros documentais. Não podiam falar sua língua, manter seus nomes, professar suas liturgias. Somente um mergulho nesta cultura pode nos explicar como subverteram o tempo, como reorganizaram geograficamente seus locais de origem, como viabilizaram o registro e a divulgação de seus saberes através da oralidade. Aos poucos, pude perceber que eles usaram uma metodologia própria. Pude compreender que as noções ocidentais de “educação” e de “registro”, diferem profundamente daquelas que têm os iorubas. Enquanto nos referimos a estes itens como elementos escritos, impressos, formais, os iorubas realizavam e organizavam a educação e a sua documentação com outros critérios e percepções. Havia um método próprio: os saberes registrados na memória eram transformados em sensações, que eram praticadas e depois transmitidas verbal e sucessivamente. Os apontamentos escritos, apenas podem ser decifrados através da leitura. Já os documentos

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registrados na memória e trazidos pela fala, podem ser sentidos e experimentados de formas mais amplas. A educação ioruba está calcada em sete ferramentas básicas da palavra: os ìtàn (contos), òwe (provérbios), oríkì (louvações), ẹsẹ (poemas), àdúra (rezas), ọfọ̀ (encantamentos) e dos orin (cânticos). Todas estas formas de expressão, possuem características singulares e funcionam como metodologias próprias de compartilhamento de saberes. São lúdicas, cifradas, poéticas, naturalistas e atemporais. Transmitem cultura, padrões

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sociais, arte, mapas, histórias, cartas náuticas... Foi com esses instrumentos ágrafos que os iorubas venceram os revezes, difundiram sua cultura, educaram as novas gerações e garantiram sua memória sem que ninguém visse, reprimisse ou proibisse. A educação realizada pelos iorubas era escrita nos sentidos. Assim, estaria sempre viva nas pessoas e sempre preservada como em um cofre. Entretanto, acessível a todos daquele grupo que, com seus valores culturais próprios, conheciam a “senha” e a usavam livremente, sem que os opressores a entendessem. Os nagôs (ou iorubas) tinham uma lógica, uma ciência para preservar e difundir seus saberes. Esses conhecimentos eram tecidos no cotidiano, a cada gesto, a cada tarefa, nas falas, nos silêncios. Eram sentidos empiricamente. Era o seu modo, a sua lógica, a sua ciência. Sem contar com escolas, arquivos, museus, escritas escolares, fotografias, nem quaisquer outras formas de registro físico, os iorubas desenvolveram, ao longo de milhares de anos, antes mesmo de serem trazidos para essas terras, um sofisticado sistema de catalogação, arquivo e acesso aos conhecimentos através dos ritos à natureza e aos ancestrais. Este sistema, está estruturado em percepções empíricas sobre tempo, espaço e natureza. Percepções muito distintas das nossas. Uma verdadeira ciência, mas com um modelo diferente do que conhecemos: trata-se da nagologia educacional. Márcio de Jagun Trecho do livro “Compreendo a Nagologia Educacional Ioruba e suas Metodogias Singulares”

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MARCELO FRITZ CONFIRMA SUA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO ESTADUAL PELO RIO CHRISTINE KELLER

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ão é a primeira vez que Marcelo Fritz enfrentará as urnas. Em 2004, veio candidato a vereador por São João de Meriti. Depois se afastou da política comoAssessor Parlamentar da Deputada Federal pelo PFL, Almerinda de Carvalho. Sua história começa em 1990, quando se inicia no Candomblé e não contente com a receptividade de amigos com a sua religião,principia sua participação em movimentos sociais. Em 1998, funda o ICAPRA- Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro. Foi pioneiro em alguns projetos como o primeiro Censo no Estado, no município de São João de Meriti em 1998, ano que também iniciou o projeto “Adajá”, de pré-alfabetização de crianças em terreiros. Deu o pontapé nas celebrações do Centenário da Umbanda e criou a Medalha Zélio Fernandino de Morais. Criou o Jornal ICAPRA, há 15 anos, veículo impresso de 40 páginas, que se tornou referência de mídia impressa do segmento de tradições de matrizes africanas. Há 20 anos idealizou o Programa de Rádio “ICAPRA com Axé”, no ar até hoje.Criou em 2005, o Prêmio Atabaque de Ouro, que chegou a sete estados do Brasil na sua penúltima edição. Seu currículo e sua trajetória mostram a que veio. Seu compromisso e seu poder de realizar o diferencia de qualquer politiqueiro que se aproxima de terreiros em ano de eleições. Marcelo Fritz explica as razões pelas quais decidiu se pré-candidatar a Deputado Estadual: “Estava a disposto a uma aliança, mas não deram importância. Poderia não ser candidato, mas falta respeito por nós. Não estou preocupado com espaço para mim e sim para a estrutura que me dê poder de gerar todos produtos de nossas comunidades, alguns importantes que criei e continuo com todas as minhas forças. Fui para o PODEMOS a convite de um amigo, Patrick Welber. Recebi muitas propostas indecentes de pessoas que não conhecia e que estão há muito tempo no poder. Mas que

nunca tiveram um olhar para nós como atores fundamentais para mudar a realidade em que vivemos e sem entenderem que necessitamos de políticas públicas e não de politicagem. O povo de santo precisa mais do que um saco de cimento. Nosso Povo de Axé tem a necessidade de estar inserido nas políticas públicas e contribuindo com sua parte com os movimentos sociais de sua comunidades. Cresci 30 por cento nas últimas eleições, em um momento em que o Rio foi uma das cidades que mais teve abstenções. Políticos tradicionais caíram com dinheiro, enquanto eu não tinha um cargo público, nenhum espaço cresci. Tenho nojo da politicagem de grama sintética, luz de led, dentre outras feitas com dinheiro público. Há políticos afastados da candidatura e que não largam o osso. E, se analisarmos seu histórico, nunca tiveram sintonia com nada do social ou cultural. Vou continuar a fazer minha parte. Nosso Povo de Axé é um povo sofrido, enganado, humilhado e desprestigiado. E esta história tem que ser mudada por nós, que somos os mais interessados num amanhã melhor e mais igualitário. Somos usados como massa de manobra por algumas lideranças, que somente pensam em seu bolso, nunca de verdade na comunidade. Estou cansado, me dá ânsia de vomito. Amo meu Povo que tem defeitos, falhas... Mas é meu povo e vou morrer no Axé, dando o melhor de mim, tenham certeza. Quanto à direita ou esquerda, sinceramente já tive problemas sérios com mau-caratismo tanto na direita quanto na esquerda. O mal está nas pessoas e não nos partidos. Fui chamado para desenvolver setorial em uma meia dúzia de grandes partidos e não aceitei, pois posso fazer sim com estrutura, planejamento, respeito e igualdade”. Desabafa Fritz,nos contando um pouco de sua trajetória e razões que o levaram a esta decisão.


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IFÁ TERÁ SEU DIA ESTADUAL. LANÇAMENTO DA LEI FOI NO AUDITÓRIO DA ALERJ Lei foi solicitada por Marcelo Fritz e protocolada pelo Deputado Estadual Renato Zaca CHRISTINE KELLER

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UOU FOTOS

o dia 13 de junho, no Auditório da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), aconteceu o Ato Solene de Lançamento da PL oficializando o Dia Estadual de Ifá no Estado do Rio de Janeiro. Marcelo Fritz foi o cerimonialista do evento idealizado por ele e pelo Deputado Estadual Renato Zaca.A mesa foi presidida pelo Deputado Estadual Renato Zaca e contou com os seguintes convidados: Kábiyèsi Òbà Áarè Ògbonì Brasil and South America, Awise Okedipe Diekola, BabalawoIfa N´Lorun Alexandre OluwoIfa, representando a Comunidade Ifá N’Lorun, e Rafael Zamora Diaz, da Organização Cultural de Osha e Ifá no Brasil, herdeiro do Babalaô Rafael Zamora (in Memoriam). Essa será a primeira lei estadual para Ifá que oficializará o dia 4 de outubro como dia estadual de Ifá. Foi solicitada pelo Babalorixá, fundador e coordenador executivo do ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, Marcelo Fritz, ao deputado estadual Renato Zaca, que prontamente acolheu o pedido e protocolou a PL, que será em breve votada pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo governador Cláudio Castro, devendo logo entrar em vigor. No Ato Solene, 180 babalaôs e praticantes e seguidores do Ifá em Cuba, África e alguns do Brasil foram convidados e estiveram abrilhantando e prestigiando este momento

tão importante para nossa cultura no auditório. Essa era a capacidade máxima e algumas pessoas ficaram no corredor e outras não conseguiram subir, por questões das normas de segurança (Bombeiros) do local. O evento foi transmitido pela TV ALERJ e também pelo Programa “Papo com Fritz”.Ao final foi servido um coquetel aos convidados. A Cultura de Ifá vem crescendo no Brasil, sendo praticada por muitos babalaôs e também adeptos. Assim

como o Candomblé e a Umbanda, e outras vertentes das tradições de matrizes africanas, devem ter todo o nosso total respeito, apreço e ser divulgada amplamente. Por isso, uma Lei que reconheça o Dia Estadual de Ifá no Estado do Rio de Janeiro é de suma importância. Mas, é bom lembrar, que além do Ifá de África, também temos o Ifá de Cuba, que também tem nosso respeito e carinho. A indicação da necessidade dessa Lei por Marcelo Fritz e o

empenho do deputado Renato Zaca em viabilizá-la são, portanto, fundamentais à nossa cultura. Marcelo Fritz falou sobre esse momento:

“Não somente a esta, mas a todas as culturas populares devem ser dadas a devida atenção. Minha história mostra nosso empenho em contribuir, somar aos demais esforços para difundirmos a herança preciosa que nossos ancestrais nos deixaram”. – Conclui Fritz.


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O COLHEDOR DE ERVAS DE OSSAIN Ifá Ni L’Órun Oluwó Siwajú Evandro Otura Aira Líder religião da Rhama Ifá Ni L’órun evandrolucumi@hotmail.com Foto: Reprodução internet Redes: @ifanilorun Site: ifanilorun.com.br

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COLHEDOR DE ERVAS ainda que tenha uma importância suprema em nossa religião, hoje em dia tem sido menos apreciado. Seu ofício basicamente é conhecer as ervas de ORISHÁS. Sua característica é de conhecer com propriedade quais são as ervas principais e quais são as ervas secundárias. Todo COLHEDOR DE ERVAS deve levar um “direito” a OSSAIN, dono das ervas e das vegetações, da sustentação da vida no planeta. Sendo assim não nos custa nada levar seu tributo que pode ser alguns ADIMUS (oferendas). O COLHEDOR DE ERVAS é absolutamente necessário, antes de qualquer cerimônia de OSSAIN em OSHA, IFÁ, PALO MAYOMBE e até mesmo no CANDOMBLÉ afro-brasileiro. O PATAKI a seguir sustenta tal afirmação: Havia um colhedor de algodão que estava passando muitas dificuldades, pois ninguém comprava seus produtos. Um dia um amigo dele o aconselhou que fosse ver ORUNMILÁ, repetindo o mesmo conselho a esposa dele, pois como era muito teimoso, não daria importância. Até que um dia, vendo como estava o campo destruído, decidiu ir se consultar com ORUNMILÁ. Este lhe deu alguns conselhos dos quais não deu importância de novo e continuou então passando dificuldades. ORUNMILÁ advertiu que o homem ficaria até sem ter o que comer. Então este decidiu fazer o que ORUNMILÁ estava recomendando, que eram algumas oferendas e sacrifícios a OSHÚN e ELEGUÁ. Onde este homem vivia só havia campos de algodão sem caminho algum, mas ELEGUÁ, transitando por ali, abriu uma trilha, criando uma casualidade que em seu caminho passava alguns médicos curandeiros que andavam a cavalo. Ao verem os campos de algodão, ficaram admirados e seguindo a trilha aberta por ELEGUÁ, chegaram onde o homem estava e um dos médicos ao descer do cavalo se feriu e começou a sangrar muito, o qual não estancou. Outro médico curandeiro pegou uma flor de algodão e ver que este era esponjosa e branca como o coco, atinou a limpar o sangue da ferida, observando assim como a flor do algodão absorvia o sangue e ao mesmo tempo estancava. Todos de comum acordo compreenderam sua utilidade, assim como seus derivados. Foram então ver o colhedor de ervas e fizeram negócios com ele e este pode viver bem graças a OSHÚN, ELEGUÁ, por orientação de ORUNMILÁ e IFÁ. Maferefun ORUNMILÁ todos os dias! Ifá Ni L’Órun


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SÃO PAULO FASHION WEEK ABRE ESPAÇO PARA A PRODUÇÃO DE ESTILISTAS NEGROS Nossa cultura e religiosidade representadas!

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São Paulo Fashion Week é um dos eventos mundiais mais esperados no ramo da moda. Pelas passarelas da SPFW desfilam as modelos mais bem pagas do mundo e os principais estilistas. As novas tendências da próxima estação passam por aqui. Tá, até aí, nenhuma novidade. Mas o que quero falar é de representatividade. De vermos pessoas que geralmente não são o padrão do mundo da moda, quebrarem as barreiras e também terem a mesma importância, peso e respeito de quem já tem seu lugar garantido desde que os privilégios colonizadores tomaram conta do mundo. E claro, nossa religiosidade sendo representada. A mais recente edição da SPFW, entre os dias 31 de maio e 4 de junho, com o nome de SPFW+ IN-PACTOS - festival de Criatividade, Moda, Arte, Sustentabilidade, Inovação, Conhecimento e Tecnologia. Foram desfiles presenciais

no @senaclapafaustolo e no @komplexotempo, espaço recém-inaugurado em um galpão do século passado na Moóca, bairro pioneiro na indústria têxtil. Os endereços escolhidos são dois bairros tradicionais mas fora do eixo Jardins. Tem rolado em algumas edições, e nesta da SPFW, o projeto Sankofa @projetosankofa_, que dá visibilidade para diretores criativos racializados. Esse ano desfilaram pelo projeto as seguintes marcas: @meninosrei, @silveriobrand, @ azmarias, @nayavioleta e @santaresistencia. Vou falar hoje do impressionante desfile da @meninosrei dos irmãos Junior e Céu Rocha que vieram com a coleção “É Meu Ori é Minha Voz”, que iniciou com uma série de trechos de reportagens que mostram casos de racismo e desigualdade racial. Mariene de Castro entrou em cena com sua voz pulsante mandando “O Canto das Três Raças” à capela. O

desfile foi o máximo e logo de cara o modelo @carloscruzmodel abriu vestindo o traje Xangô! As peças dão vontade de sair com elas na mesma hora! Em breve falo mais desse grande movimento que coloca o povo preto e macumbeiro no lugar onde devemos estar, sendo valorizados e protagonizando nossas criações!


SIMPATIAS

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ACABAR COM UM VÍCIO Compre um côco bem bonito e faça um furo. Pegue um pedaço de papel branco, sem linha e escreva o nome todo e a data de nascimento da pessoa que tem o vício à lápis e coloque dentro do côco. Feche o buraco com cera de vela derretida. Enterre o côco no pé de um coqueiro e reze três Pai-Nossos e três Ave-Marias oferecendo para o anjo da guarda da pessoa com vício pedindo que ajude a ela a deixar o mesmo. Fonte: Terra Vida & Estilo. PARA A SAÚDE DOS MEMBROS DE SUA FAMÍLIA Essa vem do Povo Cigano! Coloque em sua sala ou cozinha uma bandeja ou cesto bem bonito com frutas coloridas e vistosas. Ao arrumá-las peça ao Povo Cigano proteção para a saúde de toda a família,

bem como prosperidade. Pode consumir as frutas. Se alguma ficar feia ou estragar, substitua por uma nova. Mantenha sempre esse cesto ou bandeja bem atraente. Não se esqueça de deixar a casa limpa, colocar flores e plantas belas e cuidar bem delas e dos animais. Optcha! Fonte: Terra Vida & Estilo / João Bidu.

PARA AFASTAR A INVEJA DO NAMORO Compre um copo virgem e coloque dentro três pedras de carvão e três pedaços da planta comigo-ninguém-pode e água até completar. Ponha embaixo de sua cama, próximo à cabeceira. Pelo menos uma vez por semana olhe o copo para ver se as pedras afundaram. Se isso aconteceu, jogue tudo fora e renove a simpatia. Vá fazendo até o romance estabilizar e vocês ficarem bem. Depois é só jogar tudo no lixo. Boa sorte! Fonte: Terra Vida & Estilo.

SIMPATIA CONTRA O AZAR Em um pote de barro pequeno, coloque sal grosso e enterre seis pimentas dedo-demoça. Depois acenda ao lado uma vela roxa em um pires branco. Reze um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, e peça proteção ao seu santo de devoção. Ao final da oração, apague a vela e guarde-a dentro do pote. Coloque este em um local onde ninguém mexa, pelo tempo que julgar necessário. O pires pode ser lavado e usado normalmente. Fonte: Terra Vida & Estilo / João Bidu

AFASTAR PESSOAS FALSAS Você vai precisar de um incenso de lavanda e uma pedra granada. No primeiro domingo do mês, acenda o incenso e passe ao redor da pedra e depois ao redor do seu corpo. Cuidado para não se queimar. Deixe o incenso queimar até o final. As cinzas que caírem, sopre ao vento e guarde a pedra como um amuleto e leve na bolsa onde for. Fonte: Terra Vida & Estilo


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TENDA ESPÍRITA PAI TOMÉ DAS ALMAS FAZ FESTA EM HOMENAGEM AOS PRETOS VELHOS CHRISTINE KELLER

Quem foi pode pegar aquele Axé dos Vovôs e Vovós e saborear uma deliciosa feijoada!

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de maio é o Dia dos nossos amados Pretos Velhos e Pretas Velhas. No sábado, dia 14 a Tenda Espírita Pai Tomé recebeu trinta e cinco pessoas para saudar essas entidades tão queridas da nossa Umbanda. Às 15 horas foi aberto o portão para os consulentes, amigos e simpatizantes que aguardavam ansiosos. A Gira Festiva iniciou com as preces de abertura da casa, o defumador, e a concentração dos médiuns para a chegada dos nossos vovôs e vovós.

Após sentarem nos seus tocos e firmarem seus pontos, começaram os passes e depois a apresentação das comidas a serem servidas ao Pai Tomé das Almas, guia-chefe da casa, que dirigiu a sessão. Todos os pretos velhos e pretas velhas que vieram em terra fortaleceram a corrente num lindo trabalho de caridade e amor. O Pai Pequeno Jean de Xangô cantou e a linda sessão foi levada ao som de voz e palmas, pois os ogãs não puderam comparecer. Foi servida aos consulentes e médiuns a tradicional e deliciosa feijoada feita pela D. Izanete (mãe carnal do zelador), arroz branco, farofa, couve, torresmo, angu, pedaços de cana de açúcar e laranja para receberem axé da energia do dia. Não podendo faltar o doce de abóbora, arroz doce, cocada, paçoca, broa de milho outros quitutes.

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Tudo envolvido por muito cânticos e emoções. A festa foi finalizada às 21h com uma corrente para todos os presentes e na intenção dos que não puderam comparecer por algum motivo, firmarem os seus pontos. Pai Leandro fez um agradecimento: “Obrigado a todos que compareceram, fortalecendo a haste que sustenta a nossa bandeira, com muita fé, amor, união e fraternidade. Sigo levando a bandeira de Pai Oxalá nesta linda caminhada a qual me foi confiada como instrumento” - concluiu A Tenda Espírita Pai Tomé é Umbanda Omoloco, casa de Xangô, fundada e dirigida por pai Leandro de Xangô há sete anos e fica localizada à Rua Gastão da Cunha N21, Belford Roxo, Nova Aurora, também conhecido como bairro São Jorge. Instagram: @tendaespiritaptome


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CASAMENTO NO CANDOMBLÉ E UMBANDA, POR QUE NÃO? CHRISTINE KELLER

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ocê que é Umbandista ou Candomblecista, já se imaginou casando dentro do seu terreiro, seguindo os ritos da sua religião? Há quem prefira ainda se casar na igreja. Mas, se não é a sua crença, faz mais sentido um casamento dentro do que você acredita e segue não? Muitos adeptos das religiões de matriz africana já escolhem esse caminho para se unirem ao seu amor. A cerimônia pode ser dentro do terreiro ou mesmo ao ar livre, em lugares como praias, cachoeiras, matas ou outros. A decoração simples ou sofisticada, mas em geral, a maioria opta por apenas flores, incensos, ervas, cristais e outros elementos de sua religião. Para os padrinhos e madrinhas existem algumas opções que são pessoas da sua família religiosa ou carnal. Ou ainda escolher entidades e guias. Quem irá celebrar o rito? Em alguns casos é o próprio pai ou mãe de santo. Mas há terreiros em que a cerimônia é presidida por um caboclo, um preto-velho, por exemplo, que

abençoa o casal. Em geral, o ritual segue as diretrizes da casa. A música ser canções conhecidas ou melodias e cantigas próprias do terreiro. Ou ainda um mix das duas. E claro, presença da Curimba, que faz um show a parte, e ajuda a energia e vibração desse momento tão especial. As roupas podem ser as usadas no terreiro ou algo que os noivos ou noivas se sintam à vontade. Em geral a cor escolhida é o branco e na maioria das vezes, descalços para sentir a energia da natureza. O Casamento dentro das religiões de matriz africana é lindo e válido, como em outras vertentes religiosas. Alguns pais e mães de santo, inclusive, fazem cursos específicos de ministrantes do rito para a questão jurídica. No mais, é unir os amigos, familiares, irmãos e irmãs de fé, e receber a benção dos Orixás e Guias. E aqui, não existe preconceito. O Casal pode ser um homem e uma mulher, ou dois homens, ou duas mulheres. Alto astral, amor, fé e respeito. É isso que importa!

SENADO APROVA PROJETO DE LEI QUE EQUIPARA INJÚRIA RACIAL AO CRIME DE RACISMO CHRISTINE KELLER

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DIVULGAÇÃO DA INTERNET

oi aprovado no dia18 de maio pelo Senado, o projeto de lei que equipara a injúria racial com o crime de racismo. Agora, segundo a proposta apresentada, a pena nos casos de injúria, que até então era de 1 a 3 anos de detenção, passa a ser de 2 a 5 anos, além da cobrança de multa. E ainda, o crime também se torna imprescritível e inafiançável. Porém, pelo fato de o texto ser um substitutivo do que foi enviado pela Câmara, deve retornar à Casa para ser analisado antes de ir à sanção presidencial. Outro aspecto é que este projeto retira

a Injúria Racial do Código Penal, incluindo a mesma na Lei do Racismo e prevê que caso o crime seja cometido por duas ou mais pessoas a pena por injúria pode ser aumentada pela metade. Se o crime for cometido em local público, o réu ainda será proibido de frequentar estes espaços pelo período de três anos. Caso seja praticada num contexto ou com o objetivo de descontração, diversão ou recreação, a proposta prevê que a pena seja aumentada de um terço até a metade. O mesmo vale quando for contra um funcionário público. Fonte: Jornal O Globo


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ÚNICO TEMPLO DEDICADO A OGUM NO BRASIL É TOMBADO COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DE SALVADOR Terreiro faz parte da história da comunidade do Candeal e foi fundado no século 19 POR DIEGO BARRETO E MATEUS MASSENA, FONTE: G1 BA E TV BAHIA

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‘Casa de Ogun’, localizada no bairro do Candeal, em Salvador, único templo registrado no Brasil exclusivamente dedicado ao orixá, foi tombado como patrimônio cultural do município. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (13) e serviu para preservar e oficializar o templo como bem de valor histórico, cultural e arquitetônico da capital baiana. Fundado no século 19 pela sacerdotisa nigeriana Josefa de Santana, o espaço faz parte da história da comunidade do Candeal e o tombamento garante que os ritos e atividades sejam preservados e transferidos para outras gerações. “Este espaço sagrado está presente na memória local. Ogum é padroeiro do Candeal. E a memória do bairro se vincula à trajetória dessa família de africanos”, explicou Milena Tavares, diretora de patrimônio da Fundação Gregório de Mattos, órgão responsável pelo tombamento. O processo teve início depois de um ato de intolerância sofrido em 2015. O presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, acrescentou que o tombamento vai servir para que as tradições religiosas sejam preservadas, principalmente em meio aos atos recorrentes. “É um conjunto único de saberes e fazeres, de tradição ancestral, que precisa ser preservado. E que nas últimas décadas vem sendo ameaçado pela especulação imobiliária, pela intolerância que persiste em correr o tecido da nossa sociedade”, disse. precisa ser preservado. E que nas últimas décadas vem sendo ameaçado pela especulação imobiliária, pela intolerância que persiste em correr o tecido da nossa

Casa de Ogun é tombada como patrimônio cultural de Salvador — Foto: Betto Jr/Secom

sociedade”, disse. A historiadora Lisa Castillo é estudiosa na etnografia e histórias de vida de africanos libertos que voltaram para a África, com destaque para os que fundaram os terreiros de

candomblé mais antigos da Bahia. Ela conheceu a história do espaço através de um documentário e, de acordo com seus estudos, a Casa de Ogun pode ser considerado muito mais do que um templo religioso.

“O interessante deste assentamento de Ogum é que não é exatamente uma casa de candomblé. É um assentamento familiar que foi mantido ao longo de 200 anos”, comentou. O tombamento faz parte do “Salvador Memória Viva”, programa de atividades de proteção e estímulo à preservação dos bens materiais e imateriais do município desenvolvido pela prefeitura de Salvador, contemplado por lei municipal que institui normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural da cidade.


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Centro Espírita Rosa Bahiana e Maria Padilha da Estrada recebeu dia 14 de maio a grandiosa Festa de Dona Maria Padilha da Estrada do babalorisá Dofono T’Oya (Nathy T’Oyá) e do Sr. Zé Pilintra das Almas de pai Alexandre T’Oxóssi, pai pequeno da casa. A iyalorixá do babalorisá Dofono T’Oya, Mãe Aliny T’Ayrá, dirigiu a cerimônia. O som dos atabaques veio dos ogãs: Fernando, Wonay, William, Kaio e Flávio. Os anfitriões Dona Maria Padilha da Estrada e Sr. Zé Pilintra das Almas receberam convidados especiais: Dona Maria Mulambo de iyá Aline T’Ayrá, Dona Farrapo de iyá Simone T’Osun, Dona Padilha do Cabaré de iyá Tatyane T’Oyá, Exu Cavadinha do babá Leo T’Omolu, Pombogira Menina do babá Michel T’Osun, Dona Estrada de Roberta T’Xangô (Nega Black), Dona Farrapo de Wellington (Kawezila), Dona 7 Figueira do babá Rafael T’Xangô e Dona Mulambo do Cabaré do babá Bê T’Oyá. A cerimônia foi assistida por 300 pessoas como o babalorisá Xangozinho, o babalorisá Marcelo (Obara Oshe), a iyalorixá Tatyane T’Oyá, a iyalorixá Simone T’Osun, o babalorisá Rafael T’Xangô, o babalorisá Michel T’Osun, o babalorisá Leo T´Omolu, os ogãs Fernando, William, Wonay e Augusto, o babalorisá Timar T’Oxóssi

ICAPRA CHRISTINE KELLER

ENCANTADO´S FOTO E FILMAGEM

ESPLENDOROSA FESTA CELEBRA DONA MARIA PADILHA DA ESTRADA E SR. ZÉ PILINTRA DAS ALMAS Babalorisá Dofono T’Oya (Nathy T’Oyá) e pai Alexandre T’Oxóssi receberam convidados para esse momento especial

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e a iyalorixá Sheila T’Osun, dentre outros. Foi servido um delicioso jantar com: Bobó de Camarão, Panquecas ao Molho Madeira, Pernil Assado, Macarrão ao Molho Branco, Molho de Camarão e Molho Vermelho de Carne. O babalorisá Dofono T’ Oyá (Nathy T’ Oyá) agradeceu a todos os presentes e também à sua Pombogira: “Aos 11 anos de idade eu morava na rua e achava que minha vida não teria jeito. Aos 13 anos Dona Padilha da Estrada me pegou e transformou meu destino. Há 24 anos trabalho com ela. Essa festa é um agradecimento por tudo que ela fez por mim. Hoje tenho minha vida estruturada, minha Casa de Axé aberta, meus filhos... Sou feliz por tudo que conquistei! Gratidão Exu Mulher por tudo!” O Centro Espírita Rosa Bahiana e Maria Padilha da Estrada, 10 anos, Ketu, Raiz Ilê Axé Ayrá Tundê, fica na Rua: Miguel Simões de Souza, 47, Coelho, São Gonçalo, RJ. Foi fundado e é dirigido pelo babalorisá Dofono T’ Oyá (Nathy T’ Oyá), iniciado há 23 anos pelo babalorisá Bira de Omolu (in memoriam). Está nas seguintes redes sociais: Instagram: nathy_de_padilha; Facebook: Nathy marfree; Tik Tok: @nathacha750 e @nathy_depadilha


SONHOS FONTE: PORTAL SONHOS

SONHAR QUE AVISTOU UMA MULTIDÃO Se você sonhou que viu uma multidão, mas não fazia parte dela, significa que você pode estar se sentindo rejeitado ou excluído de algum grupo. Vale refletir sobre, e, se isso partiu de você ou do grupo. E se for o caso, conversar com serenidade. Também

pode indicar que você é individualista e expressa suas opiniões sem se importar com o que as pessoas vão pensar. Também aqui vale uma boa reflexão. Expressar opinião é um direito, mas sempre é bom ter cuidado com a forma e o que pode causar, para não ferir ninguém nem haver arrependimentos futuros. Bom senso sempre.

SONHAR COM CARRO PRETO Sonhar com carro, em geral, significa a liberdade de irmos para onde quisermos, sensação de autonomia. Se você estiver dirigindo um carro preto, vem aí uma fase de independência para você, que pode ser financeira, profissional, amorosa ou mesmo espiritual, denotando um controle seu sobre sua vida. Porém, também é um aviso de alerta para que tome cuidado com seus sonhos e ambições, pois eles podem levar a caminhos sem volta, diferentes do planejado. Claro que deve sonhar e planejar, mas seja cauteloso. SONHAR QUE VIU UMA ROUPA NOVA Sonhou que viu uma roupa nova? Isso denota transformação em sua personalidade e atitudes. Abra-se ao novo e aproveite para refletir e melhorar alguns pontos da sua vida, especialmente em relação à família. Se for compra de roupa nova, tem novidades no caminho, podendo ser no emprego, mudança de casa, ou novo integrante na família. Se for uma roupa pensando em renovar o guarda-roupa, analise se há algo em sua vida que não lhe agrada.

SONHAR COM UM PORCO Em geral são bons augúrios. Sinal de uma vida de sucesso e prosperidade duradoura, conquistas em todos os campos. Porém, dependendo do sonho, pode indicar algumas dificuldades passageiras, mas que serão superadas. Se você estiver preparando um porco para comer pode ter certeza de que vem chegando algum lucro ou um amor maravilhoso, caso ainda não tenha. Se o animal estiver grunhindo, cuidado com mexericos e fofocas. SONHAR COM HUMILHAÇÃO Sonhar que estava sendo humilhado ou, se sentindo dessa forma, prenuncia grandes conquistas profissionais. Mas, se for ao contrário, você humilhando alguém, isso pode denotar que tem trabalhado muito e precisa descansar um pouco, pois o cansaço está influenciando seu comportamento. Se no sonho você supera a humilhação ou evita que alguém seja humilhado, sinal de dinheiro extra chegando.


ICAPRA

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UNDEKE – UNIÃO NACIONAL DAS EKEDES VEIO PARA REVOLUCIONAR Entidade visa o fortalecimento e ajuda às ekedes para além dos terreiros CHRISTINE KELLER

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INSTAGRAM DA UNDEKE

pandemia da COVID-19 foi um momento (e está sendo, pois não acabou) muito difícil. Mas também trouxe iniciativas bastante interessantes. No início era apenas um grupo de WhatsApp e Facebook de ekedes, em que os objetivos eram rezar, cantar, ouvir e apoiarem umas às outras. A partir dessa união, no dia 15 de setembro de 2020 nasceu a União Nacional das Ekedes – UNDEKE, que é uma associação civil, com Estatuto e Conselho Deliberativo formado pela Presidente: Ekede Débora D´Ayrá; Diretoria Executiva: a Vice-Presidente, Ekede Márcia D´Oyá e a Diretora Financeira, Ekede Sandra D´Bàrú; Conselho Fiscal e Coordenadoras Executivas e também as coordenações/ representações estaduais. Com o tempo, a UNDEKE foi crescendo e hoje ela está na Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal.

Os objetivos são da ajuda em diversos campos como acolhimento, empregabilidade, social, escuta, etc. No dia 05/04/22, nasceu a UNDEKE Bahia. Coordenadora geral estadual: Ekede Patricia Pinheiro (Iyabògún do Ilè Obá Loke em Lauro de Freitas). No dia 08/04/22, foi a vez da posse da UNDEKE Alagoas. Coordenadora geral estadual: Ekede Nadja Cabral D´Oxum. No momento do fechamento desta edição, no dia 9 de junho, a UNDEKE São Paulo se preparava para o evento de posse de sua coordenadora local na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), a ekede Magali de Ewa, no dia 10. Podem participar da UNDEKE se afiliando, mulheres interessadas, desde que sejam ekedes confirmadas, feitas, suspensas/apontadas. Em setembro será lançado o livro “UNDEKE, A força da Mulher no Candomblé”, que trará as histórias de algumas ekedes. A UNDEKE foi fundada pela Dra. H. C. Ekede Débora D´Ayrá, filha de Iya Angelina D´Osumare (in Memoriam), Ase Engenho Velho, nasceu para o Orixá em 30/08/1996. Gestora Pública, Doutora Honoris Causa, Presidente da União Nacional das Ekedes, Diretora do Instituto Cultural De Apoio e Pesquisa às Tradições Afro (ICAPRA), fundadora e presidente da ABAM Rio (Associação Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado do Rio de Janeiro) em 2011. Mais informações: @undekenacional


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