JORNAL
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
ICAPRA ANO 15 | n° 132 | 2022
GUSTAVO DOMINGUES/ RIOTUR
EXÚ DA TÍTULO INÉDITO A GRANDE RIO PÁG. 9
PÁGINA 15
33 ANOS DE PAI ALEXANDRE CHEUEN
ALDEIA DE CABOCLOS GRAVA DVD CASA DE LEI II EM SP
CONFRARIA OLOSÙN`S LANÇA PRÊMIO YALODÊ NO RIO E SP
PÁGS. 14 E 15
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Editorial MARCELO FRITZ EDITOR RESPONSÁVEL
Olá Leitores!
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m carnaval de lavar a alma, a reverência a nossas tradições, deuses e cultura tão perseguidas e apedrejadas sendo exaltadas e aclamadas por todos. Um xô na pandemia que o carnaval, mesmo com atropelos aconteceu e nossa população respirou e vibrou aliviada. Os grandes eventos voltando e com uma grande missão trazer de volta os aplausos, calor, sorrisos e muita emoção. A nossa fé viva e retomando as obrigações cotidianas de nossas casas. O jornal ICAPRA se fortalecendo e se mantendo pós uma grande turbulência que parou tudo. Exú saiu na frente na Grande Rio e mostrou que é belo e rico e todos viraram Grande Rio que foi o grande palco nosso junto com demais escolas que deram um tapa no preconceito e racismo religioso que enfrentamos. Então cheio de alegrias! Boa Leitura!
Expediente Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção
Colaboradores: José Beniste Almir O. de Souza Evandro Otura Aira Pai Marcio d’Jagun Christine Keller
Contato: (21) 2663-5815 | Zap: (21) 97032-9289 email: icapra.geral2@gmail.com | Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 | Coelho da Rocha - São João de Meriti – RJ
JESUS: O CAMINHO. A VERDADE. A VIDA Uma Análise à luz do Espiritismo ALMIRESPIRITA@GMAIL.COM
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REPRODUÇÃO INTERNET
egundo as informações que obtemos através do codificador da Doutrina Espírita, no prefácio do livro: O Evangelho Segundo espiritismo, de que é através dos Espíritos sobre a égide do Cristo, vêm iluminar os nossos caminhos todos nós, os espíritos reencarnados, ainda em processo de evolução espiritual, conforme o texto: “Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, com fundir os orgulhosos e glorificar os Justos.” Grifamos a palavra, orgulhosos, por motivo de que através do momento em que o orbe Terreno se encontra, no momento de transição de expiação e provas para mundo de regeneração, muitas se apresentam como detentor das verdades divinas, pois que nenhum dos seres humanos são detentores particulares das interpretações, perante as escrituras, principalmente nós os espíritas, pois que a Doutrina Espírita, não possui um líder, na condição de
um ser humano, somos todos, tarefeiros, em processo de evolução espiritual. Pois assim nos transcreve o espírito Emmanuel, na introdução do livro: Caminho, verdade e vida através de psicografia de Francisco Cândido Xavier, a seguinte instrução: “Muitos discípulos, nas várias escolas cristãs, entregaram-se a perquirições teológicas, transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra, no entanto, espera o Cristo venhamos todos a converter-lhe o evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece, em livro escolar no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.” A fonte inspiradora, para nós espíritas são as orientações do ESPÍRITO DE VERDADE, que é o verdadeiro caráter do Espiritismo. Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo! Por: almirespirita@gmail.com
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ORIXÁS E SUAS QUALIDADES
que referem-se ao nome de cidades: Ọ̀ ṣun, por exemplo como Ipọ̀ndá, Ipetú, Ijìmú e Obòtò, referem-se às cidades com o mesmo nome e onde Ọ̀ ṣun é cultuada sob formas diferentes; Èṣù Jẹ̀lú, cultuado na cidade de Ìjẹ̀lú; Yánsàn, vista como Ọya Onírá, é a senhora de sua cidade de origem, Irá. Outras formas de diferenciar: Òsun Ominibu, que significa mãe das águas profundas; Ògún Méjeje, o senhor das sete cidades conquistadas.
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s yorùbás designam as divindades servidoras da humanidade pelo nome genérico de Orixá. São criações de Olódùmarè, para possibilitar a existência, através dos 4 principais elementos que compõem a Natureza e denominados de Terra, Fogo, Água e Ar. São eles que possibilitam a fertilidade da terra, dos seres humanos, do calor, da água, a saúde, vida e morte. É todo um conjunto de forças que permite a existência neste planeta, e para cada uma delas, são dadas denominações diversas, como Yánsàn, Yemọja, Ọmọlu, Ògún entre outros. O culto do Candomblé é exatamente dirigido à essas forças, ou seja, ao Axé da Natureza. A palavra Orixá (Òrìṣà) é utilizada exclusivamente para definir as divindades e nunca formas comuns de espíritos que possuem suas próprias denominações como Onilẹ̀, Ìyámi, Egúngún, Arọ́ni e outros.. Os Orixás trazem à mente a imagem de seres com personalidade e temperamentos próprios, certamente semelhantes aos seres humanos evidenciadae em alguns mitos que os revelam plenos de defeitos e virtudes, da mesma forma que as pessoas os possuem, a ponto de classificar essas pessoas pela personalidade de seus Orixás. O CRESCIMENTO DAS DIVINDADES Uma questão surge inevitavelmente: quantos Orixás existem e quantos são cultuados. Os antigos relatos yorùbás revelam que havia somente poucas divindades em atividades primordiais conjuntas com Olódùmarè, O Ser Supremo. Òṣàlá, em sua tarefa da criação da Terra e Ọrúnmìlà dispondo seus atributos. Mais tarde viriam surgir Ògún conquistando a cidade de Ire, Yánsàn no controle dos ventos, Yemonja quebrando a vasilha do axé e levando as águas para o Oceano e Ṣàngó reinando em Ọ̀yọ́. Todos juntos formando o panteão yorùbá fazendo criar, porém, duas formas de estudo, a dos Orixás Primordiais e a dos Antepassados Divinizados; como justificativa para o número
Livros de José Beniste a venda em todas as Livrarias jbeniste@gmail.com Livros direto com o autor: (21) 2437-4833
de divindades existentes. Um outro fator importante seria a fusão de culturas resultando em ajustamentos. Certas divindades, ao serem aceitas, não retiveram o seu nome original, tomaram novos nomes sugeridos pelo meio ambiente. Como conseqüência, uma única divindade pode estar sendo cultuada sob vários nomes. Esta análise dos fatores de crescimento de divindades não estaria completa sem uma visão da liderança de determinadas comunidades religiosas. O caráter forte de um babalorixá ou iyalorixá viria a conduzir todos na aceitação de suas convicções. Isto ocorreu em alguns Terreiros altamente tradicionais do século passado como lembranças de tradições familiares africanas recriadas e adaptadas ao solo brasileiro.
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OUTROS NOMES DOS ORIXÁS Os ritos de candomblé reverenciam os Orixás pelos seus nomes principais, estabelecendo cultos padronizados, como o Ìpẹ̀tẹ̀ de Ọṣun, Olúbájẹ de Ọmọlu, Ajere de Ṣàngó, as Águas dguas ango. Ajera de Xangadronizadosorixolo brasileiros do sde imposiçmeio ambiente. e Òṣàlá. Não há a intenção de definir quais as facções do mesmo Orixá, ou seja, a “qualidade de santo” a ser homenageado. O culto abrange todos do mesmo segmento. Isto só é necessário por ocasião de uma iniciação. Neste caso, não basta saber o nome do Orixá que uma pessoa carrega, mas o seu tipo, sua qualidade, seus atributos. Podemos concluir que as divindades se duplicaram através da adoção de nomes complementares, atrelados ao nome do Orixá principal, mesmo pelo fato de que seus cultos sejam praticamene os mesmos, como Ọmọlu, Ọbalùwàiyé, Ṣanponá e Sapata Orixás identificados com as doenças, Inlẹ́ e Ibualama, com a caça, e Iroko e Loko. Há citações de alguns Orixás
DIVINDADES PRINCIPAIS Todo segundo nome ligado ao Orixá principal possue razão de ser, porém, com significados perdidos como Asabo, Ajagura, Bagan, Itetu, Ibayin, dificultando estudos mais profundos sobre o assunto, porém, identificados com situações particulares do Orixá. Ọya Tanán, a que ilumina os caminhos, Èṣù Lọ́nàn, o dono dos caminhos, Ògún Alágbẹdẹ́, senhor da arte dos metais, Ìyáorí, versão de Yemoja como a senhora das cabeças. O enredo de um Orixá com outro cria interferência e amplitude de seus poderes advindo daí um novo nome: Yeyeòké é o resultado da relação entre Ọ̀ṣun e Ọ̀ṣọ́òṣ ì; Ògúntẹ́, é a afinidade de Yemọja e Ògún; Ògún Wari, é em decorrência de seu relacionamento com Ọ̀ṣun. Alguns Orixás não possuem essa forma para distinguir situações diferentes de ação, como Ọ̀ sányín, Lógun, Ọbà e Iyewa, pelo menos até o presente momento, embora a criatividade de alguns o façam, porém, dentro de uma lógica pessoal. Este é um estudo sobre o crescimento no panteão das divindades que fez aumentar paralelamente o número de símbolos, cânticos e rituais específicos, com a noção exata de que todas as divindades são caracterizações variadas das divindades principais.
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ÀSÈ ÌLÉKÈ OSÜN FESTEJA AJODUN DE OSALA, ODU IJE DE LUCIANA DE OMOLU E ICOMOJADE IYAWO OGUM E OSOGUIAN AYRÁSSE FOTOS
O Babalorixá Natan Ikeké de Okô dirigiu sua primeira grande festa CHRISTINE KELLER
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ai Natan Ileké de Okô realizou no dia 27 de março uma grande festa no Àsè ìlékè Osün. Babá confirmou seu preparo, seriedade e devoção aos Orixás em um grande evento em louvor ao sagrado, o primeiro sob a sua direção, depois de sua posse como herdeiro de mãe Gizele de Osún. Na parte da manhã tivemos a saída de dois iyawos, de Ògún e Osogiyan. Os padrinhos dos Iyawos foram: Iyawo Ògún - Wagner Sogbo e Iyawo Osogiyan - Felipe Portela de Osoosi. Esse foi o primeiro barco de pai Natan de Okô. À noite, a festa que recebeu cerca de 200 convidados. Quem chegava ao Àsè ìlékè Osün logo percebia que Pai Natan e toda a egbé prepararam a celebração com muito cuidado, pensando em cada detalhe. Desde a decoração do salão com muitas flores, uma linda mesa, até a parte litúrgica, cumprindo todos os ritos que a ocasião pedia. Pai Natan Ileké conduziu toda a cerimônia com muito empenho e maestria, tocado pelos ogans Alagada, Jefferson de Ògún e Okorinkan Marcos Vinícius de Osala. O Xirê foi muito bonito, assim como a vinda dos Orixás e o momento do Odu Ije de Luciana de Omolu, dentro do Ajodun de Osala. Luciana foi do primeiro barco de iyawo de Mãe Gizele de Osún, Os convidados se emocionaram do início ao fim da cerimônia, tanto com as celebrações tão importantes quanto em ver pai Natan Ileké dirigindo com tanta segurança.
Dentre os convidados tivemos a presença de Pai Jorge de Ogum, do Lameirão em Campo Grande, Lucia de Nanã (Nanamci), Luiz de Oxum, ekedi Sandiane de Oxum e ekedi Viviane de Omulu, entre muitas outras figuras importantes e amigos do Àsè ìlékè Osün, além dos filhos da casa.
Em cada momento dessa noite tão encantadora percebia-se que no Àsè ìlékè Osün existe uma união muito forte e dedicação tanto do Babá quanto de cada membro da casa em seguir o legado de Mãe Gizele. Claro, com um toque todo próprio de Pai Natan.
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O encerramento foi com um jantar preparado com todo carinho pela casa para os convidados e amigos, que degustaram Macarrão ao Molho Branco e Molho de Camarão, Pernil Assado, Salpicão e Saladas. Pai Natan Ileké agradeceu a todos os convidados presentes, à sua Ialorixá Ojugbona Graziele de Osaniyn, a seu Pai Pequeno que é seu tio, o Otun Axé Sérgio Marcelo de Osoguian, à ekeji Leonor (Nininha, primeira ekeji de Oxum da casa), Algbes Léo, filho do finado Bruno Borracha, Willian filho do ogan Wilson Ileké, Kaike, filho do Salatiel, aos filhos da Egbe e àqueles que ajudaram, ao seu pai carnal sr. Paulo e claro, aos Orixás e à sua mãe Gizele (in memoriam).
O Àsè ìlékè Osün, de Nação Ketu, Raiz do Gantois, é dirigido por Pai Natan Ileké, herdeiro de Mãe Gizele de Osún, sua mãe carnal, que foi empossado no dia 13 de novembro de 2021 quando o terreiro reabriu, depois de um ano fechado por conta do Axexe de Mãe Gizele e da pandemia. Pai Natan foi iniciado em 2010 para o orixá Okô. Foi feito por sua madrinha carnal, Iya Ojugbona Graziele de Osaniyn e seu seu Pai Pequeno, o Otun Axé Sérgio Marcelo de Osoguian. Fez suas obrigações também com ela. Seu Orixá só se manifestou na obrigação de três anos. No Odu Ije dele, com 13 para 14 anos, quando tomou 7 anos, foi sentado como Obeni Oiye (Herdeiro da casa). O Àsè ìlékè Osün está localizado na Rua Álvaro, nº 73, em Prados Verdes – Nova Iguaçu. Foi fundado em 6/6/1994 por Iya Gizele de Osún. Facebook: www.facebook.com/ aseilekeosun e Instagram: https:// www.instagram.com/aseilekeosun/ ou aseilekeosun.
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Beija-Flor traz importância da Sabedoria Negra e a construção do mundo sob a ótica da criação africana A Beija-Flor de Nilópolis levou para a Avenida o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor” assinado pelo carnavalesco Alexandre Louzada, que veio com a proposta de mostrar a contribuição intelectual negra para construção de um Brasil mais africano. E desmistificar a imagem exótica e primitiva e mostrar novas possiblidades de enxergar o mundo e sua construção de uma maneiro menos colonizadora. A escola ficou em segundo lugar no Grupo Especial com 269,6 pontos. Com desfile luxuoso, destacou temas como a filosofia egípcia, as contribuições feitas à matemática e à astronomia, a história dos quilombos, a sabedoria oral do Candomblé e colocou luz nas bases do pensamento negro. Também trouxe protestos como o “Vidas Negras” importam.
Portela encanta falando do Baobá, a árvore sagrada, mas perde pontos com acidente do Abre-alas A azul e branco de Madureira trouxe esse ano o enredo “Igi Osè Baobá” assinado por Renato Lage e Márcia Lage. Pilar que une o céu e a terra! Elo entre vivos e mortos. Deus vivo e presente, és tu ó Baobá, árvore sagrada testemunha do tempo”, conta a sinopse de um desfile eletrizante do início ao fim, com o melhor “Samba de Chão” e muito canto. Na comissão de frente eguns e guerreiros e o casal irretocável Lucinha Nobre e Marlon Lamar. Mas um acidente com o abre-alas triplo que desacoplou retirou pontos da escola que ficou em 5º Lugar com 269,2 pontos. Pena!
A “Resistência” do Salgueiro falou da contribuição dos negros para a formação do Brasil e encantou a plateia O Salgueiro conquistou o 6º lugar, com 268,3 pontos com o enredo “Resistência” do carnavalesco Alex de Souza, trazendo a contribuição dos negros na formação da cultura e do povo brasileiro, com um desfile magnífico que encantou a arquibancada. Destaque para a bateria ajoelhada com o punho erguido, tradicional símbolo da luta antirracista, a figura de Mercedes Batista na comissão de frente e uma dupla de mestre-sala e porta-bandeira impecáveis: Sidclei e Marcela. A Escola da Tijuca deu o seu recado!
Mocidade retrata Oxóssi em desfile deslumbrante, mas falha no Abre-Alas faz escola perder pontos e ficar em 8º. A Mocidade Independente de Padre Miguel levantou a avenida no segundo dia de Desfile do Grupo Especial. O enredo “Batuque ao Caçador”, assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo, com a bateria ao Toque do Aguerê, samba no pé, um componente alegórico gigante e fantasias maravilhosas. Os integrantes da bateria e a rainha vieram de cabeça raspada em respeito ao Orixá. O abre-alas usou a tecnologia de drone, mas parou e deixou um buraco na avenida. Não tirou a beleza da homenagem a Oxóssi, mas penalizou a escola que ficou em 8º lugar com 268,2 pontos. MARCELO FRITZ
FONTES: O GLOBO, G1 E PORTAL LIESA
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Carnaval 2022, com o Desfile das Escolas de Samba na Marquês de Sapucaí em abril, por conta do final da pandemia, certamente ficará na História, não apenas pela mudança no calendário. Mas com certeza pelo legado deixado pela maioria das Escolas, tanto do Grupo Especial, quanto do Grupo Ouro, que vieram com temas ligados as tradições de matriz africana, sejam personalidades, e muitas sobre Candomblé e Umbanda. Em tempos de tantos casos de intolerância religiosa, quase que diários, no Estado do Rio de Janeiro, aumento de 11,7% de ocorrências de 2020 para 2021, ter como Escola campeã a Acadêmicos do Grande Rio falando de Exu, lava a alma e é de suma importância na nossa luta diária pelo respeito ao nosso Sagrado. É um fortalecimento de autoestima e da importância de nos respeitar para além da Sapucaí. A Grande Rio quebrou o tabu de três décadas e conquistou seu primeiro título com o enredo ““Fala Majeté! Sete Chaves de Exú”, com os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. Foi um desfile consistente, visceral, emocionante, que levantou a Sapucaí, que em coro se unia à comunidade de Caxias para retratar tanto o Exu Orixá do Candomblé, quanto os Exus e Pombogiras da Umbanda. A escola trouxe carros alegóricos gigantes e fantasias hipercoloridas, em tons quentes. Alas impecáveis e uma comissão de frente abrindo caminhos para a evolução do enredo, com um Exu
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VENCE O CARNAVAL 2022 EM TÍTULO INÉDITO Enredo Exu dá um tapa na cara do preconceito e da intolerância religiosa
comendo e cuspindo padês (ator Demerson D’Alvaro) e encarnando toda a vitalidade, movimento e boa energia do Mensageiro dos Orixás, a Boca do Mundo: EXU! A atriz Paolla Oliveira, rainha de Bateria, veio representando uma Pombogira. A escola finalizou a contagem com 269,9 pontos (e somente um décimo perdido em samba-enredo). Levou também Estandartes de Ouro: Melhor escola, melhor enredo, melhor bateria (Mestre Fafá), Alegoria Criativa (Fernanda Pamplona). Sem dúvida, um tapa na cara do preconceito e da intolerância religiosa. Exu abriu caminhos para a vitória contra tudo isso! Laraoiyê! FONTES: JORNAIS O GLOBO, EXTRA, PORTAL AUDIÊNCIA CARIOCA E PORTAL LIESA.
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Babalawô Ivanir dos Santos foi uma das personalidades convidadas como destaque do Salgueiro
CONFRARIA DE OLOSUN´S LANÇA O PRÊMIO IYÁLODÈ NO RIO E EM SÃO PAULO
O babalawô e Prof. Dr. em História Comparada da UFRJ Ivanir dos Santos foi um dos destaques da Acadêmicos do Salgueiro em um dos carros alegóricos no enredo “Resistência”, assinado pelo carnavalesco Alex de Souza, com tema proposto por
Helena Theodoro (pós doutora em História Comparada). Ele parabenizou a ambos e à escola em suas redes sociais pela aula dada na avenida. O Salgueiro falou da
Sacerdotes de Matrizes Africanas recebem título Doutor Honoris Causa em Duque de Caxias
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Confraria de Olosun´s lança o Prêmio IYálodè no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio, no MUHCAB - Museu da História e da Cultura Afro-brasileira, a partir das 17h, e em São Paulo, no dia 26 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, às 18h. A premiação terá ainda uma entrega de Moções a personalidades, pela contribuição na preservação e difusão das Tradições de Matrizes Africanas. E ainda tem um desfile incrível da Marca Atitude Negra. O ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa das Tradições Afro e o TRAJANO´S – Assessoria e Registro de Templos Religiosos são parceiros da Confraria de Olosun´s, dirigida pelo Babalorixá Mauro T´Osun, presidente e idealizador da Confraria. Endereços: Rio de Janeiro: MUHCAB - Museu da História e da Cultura Afro-brasileira: Rua Pedro Ernesto, nº 80, na Gamboa – Rio de Janeiro. Mais informações pelo (21) 97032-9289. São Paulo: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Auditório Paulo Kobayachi – Palácio 9 de julho - Av. Pedro Álvares Cabral, nº 201 – Moema – São Paulo
Rita Benneditto, brilhou em carro alegórico da Grande Rio Rita Benneditto foi um dos destaques da campeã Grande Rio num carro alegórico e declarou no seu Insta: “Participar do desfile da Grande Rio com o enredo “Fala Majeté, as 7 chaves de Exu” me deu a certeza do caminho que venho percorrendo na luta pelo reconhecimento da cultura e religiosidade afro-brasileira. “Saber que Tecnomacumba é referência do enredo criado pelos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad pra reverenciar Exu e a macumba me deixou em êxtase, em estado de graça. Obrigada Leo e Gabriel pelo convite!” Parabéns Grande Rio pela ousadia e o ponto de Exu riscado e firmado na Sapucaí. Laroyê! Saravá, Axé.
contribuição dos negros na formação da cultura e do povo brasileiro e trouxe diversas personalidades que contribuem com seu legado. A escola ficou em 6º lugar com 268,3 pontos.
Unidos da Porto da Pedra homenageia Mãe Stella de Oxóssi e leva o vice-campeonato da Série Ouro Desfilando pela Série Ouro, a Unidos da Porto da Pedra levou 269,5 pontos, ficando no 2º lugar do grupo atrás da Império Serrano, que subiu para o Grupo Especial. A Porto retratou Mãe Stella de Oxóssi, 5ª iyalorixá do Opô Afonjá de Salvador, escritora, e ativista. O enredo foi “Caçador Que Traz Alegrias”, assinado pela carnavalesca Annik Salmon. Desfile muito bonito, porém com falhas na iluminação. Destaque para a comissão de frente com um elemento cenográfico representando a árvore Apaoká e sob ela, Mãe Stella apontando sua flecha em direção a escola. Coreografia de Paulo Pinna.
A O.C.B. - Ordem de Capelães do Brasil, outorgou um grupo de sacerdotes de diversas nações e personalidades da sociedade que tenham serviços prestados a sociedade da área social e cultural. Zeladores de diversas nações, estavam entre os outorgados no evento que ocorreu no último dia 29 de abril na câmara dos vereadores de Duque de Caxias. A solenidade teve início as 13h com seu término por volta das 15h. Parabéns todos os doutores e a O.C.B pelo reconhecimento de nossos dirigentes, sacerdotes e assessores de nossas casas que se confraternizaram com os convidados.
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NOITE DE ENCANTO PARA EXALTAR OGUM E OXUMARÊ NO ILÊ ASÉ DAN IJI LOMIN, EM JOÃO MONLEVADE Pai Ronan de Oxumarê recebe convidados para a grande festa em seu Axé, no interior das Minas Gerais CHRISTINE KELLER
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BRUNO NAVARRO
Ilê Asé Dan Iji Lomin, dirigido pelo Babalorixá Ronan Pena de Oxumarê, localizado na cidade de João Monlevade, em Minas Gerais, recebeu convidados no dia 5 de março para uma tripla celebração preparada com muito carinho e cuidado por toda a Egbé. Foi a primeira festa que a casa fez para Ogum. Esse momento era muito esperado e chegou
com muita alegria, beleza e todo o esmero. Além de celebrar Ogum, o Ilê Asé Dan Iji Lomin comemorou também a saída de Cibele de Logun Edé como a ekede escolhida por Oxumaré, orixá de pai Ronan, para que seja cuidado por ela. E os cinco anos de fundação do Ilê Asé Dan Iji Lomin, no dia 2/03/2017 por pai Ronan. Foi emoção pura em cada momento. Receber Ogum na primeira festividade feita para
Ele comoveu a todos os presentes que aguardavam para ver a beleza desse Orixá. O Xirê teve um gosto especial e todo mundo cantou junto com o Ogan Carlos Eduardo de Oxóssi, Pai William de Ogum e Pai Weuler de Oxóssi, que tocaram e cantaram o Candomblé, dirigido pelo babalorixá Ronan de Oxumarê. Outro momento importantíssimo e muito esperado tanto quanto a comemoração
à Ogum, foi a saída da ekedi Cibele e a chegada de Oxumarê, o Orixá regente do Ilê e de pai Ronan. Oxumarê dançou lindamente com uma belíssima Dan envolvendo o pescoço. Após as cerimônias, foi servida aos convidados uma apetitosa feijoada. Dentre os presentes estavam Pai Paulo de Oxossi, Babá Willian D´ Ogum, Ogan Vinicius de Omolu, Babá Paulo de Oxóssi
e babá Weuller de Oxóssi, entre outros. Babá Ronan agradeceu com carinho aos filhos da casa, amigos, parentes, e convidados em geral. O Ilê Asé Dan Iji Lomin está localizado na Rua: Salvador, nº 143, no bairro Ernestina Graciana, em João Monlevade, Minas Gerais. Celular / WhatsApp de Pai Ronan de Oxumaré: (31) 99154-3038. Instagram do Ilê: @danijilomin
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BABÁ PECE DE OXUMARÊ DIRIJE CELEBRAÇÕES NO ILÊ AXÉ IBÁ OMI, NOS 33 ANOS DE INICIAÇÃO DE PAI ALEXANDRE CHEUEN Presenças ilustres prestigiaram a festa que teve a confirmação de Ogãs em noite inesquecível! CHRISTINE KELLER
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MARCELO FRITZ
oite deslumbrante no Ilê Axé Ibá Omi, dirigido pelo babalorixá Alexandre Cheuen, no dia 23 de abril! Foi uma festa lindíssima para diversas celebrações muito importantes da casa, como os 33 anos de iniciado de Babá Alexandre, a festa de Logun Edé e confirmação dos ogans Luan e Rodrigo. Cerca de 300 pessoas estiveram no Ilê Axé Ibá Omi abrilhantando as festividades como mãe Meninazinha da Oxum, pai Adailton De Ogum e mãe Doya de Omulu, pai Miltão, pai Batatinha de Oxum, Pai Renato de Ogum, pai Marcus Vinicius, Pai Marcelo de Oxalá, egbon Omolusi, mãe Marcinha de Oxum, pai Cadmo, Pai Dilney de Logun, pai Ulysses, Ekedji Elza, Egbon Elza de Ewá, Ogã Gin, babá Egbe Leandro, da casa de Oxumarê, Leo Tamboseiro, Runtó Alexandre de Dan, Ogan Tumberemim, mãe Leda de Oxum de SP, Flávio de Xangô, Oba Negão e Diogo Corecha, entre muitos outros babalorixás, ialorixás, ekedjis, ogans, muitos amigos e pessoas importantes na trajetória espiritual de Babá Alexandre. Baba Pece, da Casa de Oxumarê, conduziu o Candomblé de forma magistral, que foi tocado pelos ogans da Casa de Oxumarê e os do Ilê Axé Ibá Omi, em revezamento e numa sintonia espetacular com a cerimônia e celebrações. Foi pura emoção e muita beleza. O Xirê foi lindo! E o que dizer dos festejos em louvor a Logun? E de cada Orixá que se apresentou no salão ricamente decorado para essa ocasião tão esperada? A celebração dos 33 anos de iniciado de Babá Alexandre também foi mágica, assim como a confirmação dos Ogãs. Difícil eleger qual instante mais arrebatador dessa noite memorável! Após o cerimonial, os convidados se deliciaram com o jantar servido pelo Ilê Axé Ibá Omi. A entrada foi um riquíssimo Buffet da tradicional e deliciosa Comida Baiana e, em seguida, foram servidos: Feijoada completa, Chester, Feijão Tropeiro e Pernil.
O Babalorixá Alexandre agradece a todos, em especial ao seu Olori Egbe, babá Pece e a todos os seus filhos de santo, pois, sem eles nada aconteceria! O Ilê Axé Ibá Omi foi fundado por pai Marcos de Oyá (in memoriam), sendo a primeira casa fundada por ele depois da sua, há 23 anos em São João de Meriti, onde Pai Alexandre ficou por 19 anos. Era uma área de 300 m2, construída em dois andares e indo para o terceiro. Pai Alexandre contou que o endereço atual é melhor, com espaço três vezes maior e todos os quartos e cômodos no térreo, porque há muitas senhoras na casa. Essa mudança facilitou toda a logística e dia a dia do Axé. O endereço atual é Rua Batista de Oliveira, nº 588 – bairro de Imbariê, Duque de Caxias, RJ. Pai Alexandre Cheuen foi iniciado há 33 anos por Mãe Deusa de Ogun, com quem ficou durante um ano. Depois seguiu com as obrigações com Pai Marcos de Oyá (in Memoriam). Com o falecimento de seu pai de santo, ficou um pouco perdido, o que é natural. Decidiu procurar pela sua matriz e segue há três anos com Babá Pece. Contato: Pai Alexandre Cheuen / WZP: (21) 96471-7849.
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O branco, o pé no chão e muito amor e dedicação marcaram as três semanas de cerimônias
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Pai Junior de Omulu,sua filha Amanda de Oxum, sua filha Maria Eduarda de Ogun e sua esposa Elaine de Oxaguiã
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m torno de 200 pessoas, entre filhos, amigos e irmãos acompanharam uma das festas mais lindas e importantes do Ilé Asé Osum Jokô Omi, Asé Bangbose, conduzida por Pai Junior de Omulu: As Águas de Oxalá. A comemoração durou três semanas de homenagens à Oxalá, um Candomblé que tem um significado muito especial para a casa. Todos de branco, pés no chão, com simplicidade e muita emoção carregaram as Águas para Oxalá, a bandeira do Orixá, Baba Ebo. O Xirê foi magnífico. Todos os Orixás presentearam Oxalá. Todos os dias a Egbé se reunia antes de amanhecer e antes de anoitecer, para rezar nos pés de Oxalá. Difícil dizer qual o momento de maior candura e beleza das solenidades. A Procissão e o Pilão de Oxalá emocionaram a todos os presentes. O Candomblé foi conduzido por Pai Junior de Omulu e sua filha Amanda de Oxum, com a presença de sua esposa Elaine de Oxaguiã e sua filha Maria Eduarda de Ogun. Dentre os muitos amigos e filhos, estiveram na celebração: Ogan Dilson, Mãe Iza, Ekedy Yasmina, Pai Reinaldo, Mãe Conceição, Egbomi Tina, Otun Bruno de Oyá, entre outras pessoas. Pai Junior agradeceu a todos que prestigiaram essa grande celebração. No jantar foi servido Risoto de Camarão e Strogonoff de Frango. O Ilé Asé Osum Jokô Omi, Asé Bangbose está localizado na Rua Variante, antiga Rio-São Paulo – Lagoinha – Km 37 - Nova Iguaçu/RJ. É dirigido por Pai Junior de Omulu, 36 anos de iniciado por Mãe Regina Bangbose e 21 anos de casa aberta. Pai Junior é herdeiro e filho carnal do Babalorixá Tião de Irajá, que também foi iniciado por Mãe Regina e segue as tradições de Axé que aprendeu com sua Iyalorixá. Instagram e Face Ilé Asé Osum Jokô Omi e Junior de Omulu. Babá Junior deixa um recado: “Uma raiz forte e bem cuidada dá bons frutos. Manter as tradições de Axé é de suma importância para dar continuidade ao Candomblé. Orixá é vida e devemos sempre agradecer!” – conclui.
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ILÉ ASÉ OSUM JOKÔ OMI, ASÉ BANGBOSE E PAI JUNIOR DE OMULU CELEBRAM AS ÁGUAS DE OXALÁ CHRISTINE KELLER
HELDER BRANDÃO
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CHRISTINE KELLER
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Plataforma Educacional Afrodiálogos foi criada com o objetivo de renovar as estratégias de apoio à implementação da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de "história e cultura afro-brasileira e africana" dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio, criando uma interface entre o produzido na academia e no chão das escolas de Ensino Básico. Os professores sabem o quão fundamental é visibilizar a produção científica e literária de autores da luta antirracista e diaspórica. Também é essencial que haja um envolvimento de toda a sociedade. Através da opção “Live” do Instagram é criada uma interatividade com o público-alvo: professores e especialistas em educação e alunos de licenciatura, para um debate público de assuntos fundamentais para a superação do racismo no Brasil e a democratização do conhecimento. Em 2022, a marca se apresenta também como um selo de produção literária independente e comprometida com as narrativas negras e da educação para as relações étnico-raciais. É responsável pela publicação de uma série de obras de autores negros e autoras negras. Também implementará estratégia metodológica para divulgação da História Negra através de recursos imagéticos ou vídeos que criem uma interatividade com o público-alvo e atinjam mais pessoas. A equipe da Afrodiálogos é composta por Alexandre de Salles, Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Lucimar Felisberto dos Santos, Pós-doutora em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, idealizadores e Luana Felisberto da Souza e Stephane Ramos. Mais informações e bio completa dos idealizadores em Instagram: @afrodialogos
AFRODIÁLOGOS RENOVA ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639 Plataforma cria pontes entre a Academia e a escola e fortalecerá a educação diaspórica no combate ao racismo ALEXANDRE DE SALLES E LUCIMAR FELISBERTO DOS SANTOS
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NOITE ENCANTADORA NO ILÊ AIYABA AFEFÉ-AFEIYKA PARA O AJODUM DE IYANSÃ Iya Glicia de Iyansã recebe convidados para louvar sua mãe e confirmar Ogan Nicollas de Iyansã CHRISTINE KELLER
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MARCELO FRITZ
Ilê Aiyaba Afefé-Afeiyka realizou linda festa dia 2 de abril para celebrar o Ajodum de Iya Glicia de Iyansã, dirigente do Ilê. Mais de 100 convidados estiveram na casa para conferir a cerimônia dirigida pela Iyalorixá Mãe Meninazinha de Oxum. O salão estava decorado com capricho para homenagear a Iyansã com toda a beleza e respeito que nossa mãe dos ventos e raios merece. No Ajodum foi confirmado como Ogan de Iyansã, Nicollas Valentim, de seis anos, filho da Iyawo de Nanã Caroline e neto da ekedji Kelly de Iyansã. Terceira geração no Axé O Sire foi majestoso. Além do comando de Mãe Meninazinha de Oxum, os ogans Cidinho de Omolu, Kahyo de Oxalá, Raphael de Oxóssi, Junior de Oxalá, Luis de Oxalá, dentre outros, tocaram com maestria. Quem cantou o Sire foram os Ogans Clayton de Oxalá e Clayton de Bara. O ponto alto foi a chegada de Iyansã, belíssima em seus trajes e esplêndida em sua dança. Após a cerimônia foi servido um jantar muito saboroso com as seguintes iguarias: Comida de azeite ou seja, Comida baiana: Acarajé, Vatapá, Caruru, Feijão Virado, Farofa de Azeite, Acaçá de Leite, entre outras. Mãe Glicia de Iyansã agradece a sua ancestralidade, a sua Iyalorixá mãe Meninazinha de Oxum, a sua mãe pequena Lucia de Omolu, a Ekedjy Poly, aos Ogans e ekedjis, aos seus irmãos e a seus filhos que foram incansáveis, além de todos os que compareceram para abrilhantar a festa. E deixou sua benção: “Que iya mi Iyansã abencoe a todos!” O Ilê Aiyaba Afefé-Afeiyka está localizado à Rua Honório de Almeida, nº 68, no Irajá, Rio de Janeiro. A casa é dirigida por Mãe Glicia de Iyansã, desde sua fundação em 2009. Iya Glicia foi iniciada em 21 de junho de 1978. A iyalorixá também é professora e Historiadora com vários artigos publicados na área de História e autora do livro "Caminhos Cruzados: religiosidades e práticas de curas da população negra no Rio de Janeiro Imperial”, pela editora Prismas. É também Doutora em História pela Unirio. Facebook: Ilê Aiyaba Afefé-Afeiyka.
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VINÍCIUS E A CHEGADA DOS IORUBAS AO BRASIL
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empre quis entender a origem do Candomblé que praticávamos no Brasil. Eu havia me tornado um sacerdote daquela religião. Já sabia rezar, cantar, dançar, invocar os deuses, conhecê-los. Mas precisava compreender de onde vinham e como chegaram aqui em nosso território. Fui me informando aos poucos. Perguntei aos mais velhos, pesquisei literatura, procurei documentários. Achei muitas informações válidas. Demorou, mas aprendi. Porém, para Vinícius Takche Ferreira (10 anos) esta descoberta foi mais simples... Vinícius frequentava esporadicamente o nosso Terreiro, o Ilé Àṣẹ Àyié Ọbalùwàiyé, em Pedra de Guaratiba, acompanhando sua mãe, Aline. Ambos moravam em Sana, na Serra de Macaé. Vinícius nasceu prematuro aos 6 meses, no ano de 2008, com inúmeros problemas de saúde. Rezamos muito por ele e fizemos diversos rituais para Òṣùmàrè, seu òrìṣà, rogando por sua recuperação. Felizmente tudo deu certo. A criança passou pelo período difícil. E foi crescendo com alegria e saúde. Certa vez, aos cinco anos de
idade, Vinícius me perguntou lá no Terreiro: - De onde vêm os orixás? E eu lhe respondi: - Da África. - E Òṣùmàrè também vem da África? Eu disse: - Sim! E o menino Vinícius continuou: - A África fica muito longe? - Fica sim. Fica do outro lado do mar. – respondi. - E como eles chegaram aqui no Terreiro? – indagou Vinícius. - Chegaram com os africanos, há muito tempo. Eles foram trazidos para cá na época da escravidão... Vieram em navios, amarrados, presos com correntes... E os filhos, dos filhos, dos filhos deles foram nos ensinando suas coisas, até chegar aqui no Terreiro. - E eles trouxeram os orixás junto com eles nos navios? - Trouxeram os orixás dentro deles... No coração, na lembrança. Os orixás estão na natureza também... Na água, na terra, no fogo, no ar... - Haaa! Então foi fácil! Os orixás chegaram primeiro! De navio deve demorar muito! Quando os africanos chegaram aqui, os orixás já
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estavam! Eles só se encontraram de novo! Na percepção do Vinícius, homens e deuses se conectam em outra dimensão, subvertendo as distâncias geográficas e as condições físicas. Anos depois dessa conversa com o Vinícius, procurei registrar o percurso dos nagôs/iorubas da África
para o Brasil e seu legado que até hoje é vivo em nossa memória e nas práticas dos Terreiros. Trecho do Livro “A Sala de Aula não Cabe no Mundo: Conhecendo a Nagologia Educacional e suas Metodologias Singulares”, de Márcio de Jagun (Rio de Janeiro: Litteris, 2021).
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ARENA CARIOCA 3 RECEBE “TIÃO CASEMIRO - A VOZ DE OURO DA UMBANDA” PARA UMA NOITE INESQUECÍVEL CHRISTINE KELLER DIVULGAÇÃO
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ia 6 de maio, às 18h30, tem “TIÃO CASEMIRO - A voz de ouro da Umbanda”, na ARENA CARIOCA 3 (Parque Olímpico da Barra). Nesse show imperdível, Tião irá cantar cantigas próprias e de outros compositores. Um grupo de percussionistas e backing vocals acompanham o artista. Teremos um convidado vindo do Uruguai e participações de alguns dos backing vocals individuais e em dueto com o Tião Casemiro. O show terá uma surpresa, que só no dia o público poderá
conferir. A Arena Carioca abre às 18h30 e o espetáculo começa às 20h. Para comprar o ingresso online,
vá no perfil de @tiaocasemiro e na bio dele tem o link para a compra. Se quiser comprar presencialmente:
Centro Espírita Caminhos do Bem. Insta: @cecaminhosdobem. Rua Bacairis, nº 878 – Taquara – RJ. Crianças acompanhadas dos responsáveis. Até os 10 anos a entrada é gratuita. Informações sobre ingresso físico e expositores: (21) 964216899. Endereço da Arena Carioca 3: Av. Embaixador Abelardo Bueno, nº 3401 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro é um dos parceiros apoiadores do evento. Tião Casemiro é nascido no Lins de Vasconcelos e teve seu primeiro contato com Espiritualidade pela sua mãe carnal Dona
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Carmelita de Azevedo e seu tio, Sr. Agostinho de Xangô em um Centro Kardecista. Aos nove anos ele tocava muito bem e era elogiado pelos ogans mais velhos. Sua confirmação como ogan se deu no Terreiro de Mariazinha Fiuper do Culto de Omolokô. Acompanhou por 44 anos sua mãe Arlete Moitta, zeladora da Tenda Caboclo Rompe Mato. Tem participado de vários festivais, dentre eles o ‘Festival das Religiões da Natureza’, no Maracanãzinho em 1994. Está presente em várias edições do Prêmio Atabaque de Ouro, do ICAPRA e de outros festivais, sendo um colecionador de prêmios. Tem uma escola de ogans e segue participando de festivais e fazendo eventos próprios. Bio / Fonte: https:// extra.globo.com/noticias/ religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/tiao-casemiro-voz-de-ouro-dos-festivais-de-umbanda-23953132.html
VEM AÍ A 16ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ATABAQUE DE OURO Depois da pausa por conta da pandemia, o maior encontro de curimbas do brasil está de volta CHRISTINE KELLER REPRODUÇÃO INTERNET
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á se preparando porque o Prêmio Atabaque de Ouro está voltando com força total em sua 16ª Edição no dia 19 de junho, das 13h às 20h, na Via Music Hall, (antiga Via Show), uma casa super equipada com capacidade para cinco mil pessoas. Já temos a participação de quatro estados confirmados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul e o desafio de chegarmos aos sete
da última edição antes da pandemia ou ultrapassar essa marca. Teremos grandes nomes e muitas surpresas no maior “Encontro de
Curimbas do Brasil”. Cada edição do Prêmio tem um padrinho ou madrinha, um grande artista consagrado pelo público. Já ocuparam
essa posição: Alcione, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Elymar Santos, Rita Benneditto, Tia Doca, Nelson Sargento, Sandra de Sá,
Neguinho da Beija-Flor, Pretinho da Serrinha e Moacyr Luz, dentre outros. Esse ano não será diferente, mas a personalidade convidada ainda é surpresa. O Prêmio Atabaque de Ouro foi criado em 2005 com a missão de crescer o movimento e expandir para outros estados. A pandemia esfriou o movimento e após dois anos retornamos com esse compromisso de sacudir o Brasil com nossos tambores e trazer de volta a alegria e calor dos festivais de músicas de terreiros. Fique ligado e prepare sua caravana! Anote aí: Via Music Hall, antiga Via Show, localizada na Rodovia Presidente Dutra, nº 4200, no Parque Barreto - São João de Meriti – RJ. Maiores informações no ZAP: 21- 96781-9010.
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termo “SANTERIA” foi utilizado pelos espanhóis de maneira depreciativa para “zombar” da aparente devoção excessiva que mostravam os seguidores para com os santos, em detrimento do Deus judaico-cristão YAHVÉH (Jeová). Os amos cristãos não permitiam que seus escravos praticassem suas diversas crenças animistas da África Ocidental. Os escravos encontraram uma forma de burlar essa proibição e concluíram que os santos cristãos não eram mais que manifestações de seus próprios deuses. Os amos cristãos pensaram que seus escravos haviam se convertido em bons cristãos e estavam rezando aos seus santos, quando na realidade estavam seguindo suas crenças tradicionais. Em alguns países, o termo SANTERIA segue sendo depreciativo, pejorativo. Os praticantes preferem utilizar outros nomes, como LUKUMI (devido a sua saudação OLUKU MI: “amigo meu”, ou ainda como era o nome do povo Yorubá LLUKUMI) ou REGRA DE OSHA. Em algumas ocasiões os praticantes da SANTERIA preferem ser conhecidos pelas SOCIEDADES SECRETAS a que pertencem, por exemplo: ABAKWÁ (em CUBA). Este termo foi difundido ao redor do mundo, ainda que também com outro significado: SANTERO é a pessoa que confecciona as imagens dos santos A REGRA LUKUMI ou REGRA DE OSHA se originou na ÁFRICA OCIDENTAL na região conhecida atualmente como NIGÉRIA e BENIN. É a RELIGIÃO TRADICIONAL do povo YORUBÁ. O tráfico de escravos trouxe muitos destes Yorubás a costa de CUBA, BRASIL, HAITÍ, TRINIDAD TOBAGO e PORTO RICO, entre outros lugares. Junto com os corpos que trouxeram para vendê-los a uma vida de miséria, algo mais se trouxe: sua alma e sua religião. Antes de mais nada, A REGRA DE OSHA não é uma religião “primitiva”, pelo contrário. Os Yorubás eram um povo muito civilizado com uma rica cultura e um sentido muito profundo da ética. Acreditamos em um Deus, conhecido como OLODUMARÉ. OLODUMARÉ é a fonte do ASHÉ, a energia espiritual da que se compõem o Universo, tudo o que é
A ORIGEM DO TERMO SANTERIA
vivo e todas as coisas materiais. OLODUMARÉ interage com o mundo e com a humanidade através dos emissários. Estes emissários se chamam ORISHÁS. Os ORISHÁS governam cada uma das forças da natureza e cada aspecto da vida humana. Podemos atender a eles, pois é sabido que eles atendem em ajuda os seus seguidores, guiando-nos a uma melhor vida material, assim como também uma melhor vida
espiritual. A comunicação entre os ORISHÁS e os humanos se consegue através de ritos, rezas, adivinhação e EGBÓ ou oferendas (as quais incluem sacrifícios). Canções, ritmos e possessões por transe são também outros meios através dos quais interagimos com os ORISHÁS. Desse modo podemos influenciar nossa vida diária para que eles nos guiem até uma vida mais profunda e completa durante nossa estadia
nesse mundo. No novo mundo, os ORISHÁS e a maior parte de sua religião foram ocultadas atrás de uma fachada de catolicismo, através da qual os ORISHÁS foram representados por vários santos católicos. Os donos de escravos dessa forma diziam: “Veja como é beata essa escrava. Passa o tempo todo venerando a Virgem de La Regla”. O que eles ignoravam é que ela na realidade estava rezando a YEMANJÁ, rainha de todos os mares, mãe do mundo, soberana rainha e que inclusive quiçá rezava para livrar-se desse mesmo dono. Assim foi como a religião chegou a ser conhecida como SANTERIA. A lembrança desse período de nossa história, é a razão pela qual muitos dentro de nossa religião consideram o termo SANTERIA depreciativo e pejorativo, pois ainda hoje é somente usado por estrangeiros que não entendem a nossa religião.
Ifá Ni L’Órun Oluwó Siwajú Evandro Otura Aira Líder religião da Rhama Ifá Ni L’órun evandrolucumi@hotmail.com Foto: Reprodução internet Redes: @ifanilorun Site: ifanilorun.com.br
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DVD “CASA DE LEI 2” TRARÁ PONTOS INÉDITOS E CLÁSSICOS DA UMBANDA EM HOMENAGEM À EXUS E POMBAGIRAS Gravação da Aldeia de Caboclos teve noite esplendorosa em São Paulo CHRISTINE KELLER
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JUNIOR NASCIMENTO / VARAL CULTURAL
Teatro Gamaro, na Mooca, tradicional bairro da Zona Leste Paulistana, recebeu no dia 20 de março, a gravação do DVD “Casa de Lei 2”, realizado pela Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos. O evento contou com 700 pessoas entre o público que foi conferir a grande festa, a equipe de organização da Aldeia e os artistas da gravação do DVD, que teve Pai Engels de Xangô, Mãe Ivone da Oxum e Mãe Fernanda cantando junto do Coral e Curimba Aldeia de Caboclos. A Associação Espírita Alfa e Ômega fez uma participação especial cantando “As Pombagiras” abrilhantando a gravação. Foi uma noite incrível, cheia de boas vibrações do público e também emanada dos nobres senhores Exus e Senhoras Pombagiras que estavam presentes nesse momento tão especial para a Aldeia e a nossa Umbanda. Instantes que poderão ser conferidos em breve no DVD, que traz pontos inéditos de Exu e Pombagira e clássicos da Umbanda. Como está no Face da Aldeia: “Espetáculo de amor e energia ultra positiva e homenagem aos nossos guardiões e guardiãs”. Pai Engels de Xangô, dirigente da Aldeia de Caboclos, fez um agradecimento: É com muita felicidade que a Aldeia de Caboclos agradece a todos os queridos e vibrantes participantes, apoiadores e colaboradores da Gravação do DVD “Casa de Lei 2” e à tão querida Nação Umbandista e aos que vivem, impulsionam, apoiam, colaboram e simpatizam com esta nobilíssima causa e com esta iluminada religião. Os nossos profundos agradecimentos pela realização do evento em reverência a um dos nossos grandes alicerces, homenageando a força de tremenda luz emanada dos Exus e Pombagiras. Laroiê Exu! Exu é Mojubá! Laroiê Pombagira! Laroiê Exu Mirim! Face da Aldeia: www.facebook.com/ escolaaldeiadecaboclos. Insta: @aldeiadecaboclos
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DONA MARIA PADILHA DAS SETE ENCRUZILHADAS É HOMENAGEADA COM GRANDE FESTA Mãe Marli de Oxoguiã recebe amigos no Ilê Omó Ojó Aní Alá para celebrar sua guardiã CHRISTINE KELLER
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ãe Marli de Oxoguiã, do Ilê Omó Ojó Aní Alá, recebeu em sua casa mais de 100 convidados entre amigos e familiares para a grande festa da Pombogira Dona Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, que aconteceu no dia 16 de abril. Foi uma noite de grande energia para festejar a guardiã de Mãe Marli. O salão estava todo preparado e ricamente decorado para a celebração. A cerimônia foi conduzida por ogans Cristiano de Odé, Rafael de Odé e Riam de Odé e outros irmãos de Axé. Alguns Exus e Pombogiras também chegaram para dar ainda mais alegria aos festejos e cumprimentar a Pombogira anfitriã e homenageada da noite. Ao término da celebração foi servido o jantar com belo churrasco, macarronese, farofa e maionese. Mãe Marli e seus filhos agradecem a todos os amigos e familiares e irmãos de axé que foram prestigiar a festa de dona Maria Padilha das Sete Encruzilhadas e desejam que ela traga proteção e cuide de todos nós nos dando força e amor.
Também ao babalorixá Dayvidy de Iemonjá, Mãe Elza de Oyá, Mãe Mema de Ossaim, Gerson de Airá, Egbomi Waldet de Oyá, Celso de Odé, Dandi de Odé, Ekedi Marlene de Ogum, Mariza de Oyá, Iarobá Andressa de Oxum e a zeladora de Umbanda Vanessa de Oxum. Agradecem também em especial ao babalorixá Marcelo Fritz de Oxoguiã por prestigiar sua Casa de Axé, sempre como incansável guerreiro, pessoa que está sempre lutando pela nossa religião sem medir esforço, mesmo sem vínculo político. Podemos imaginar se ele tiver a política a nosso favor. Seria bom demais, estamos juntos pela nossa religião. Acorda povo de santo! O Ilê Omó Ojó Aní Alá, Axé Gantois, sete anos de fundação, é dirigido por Mãe Marli de Oxoguiã, iniciada pelo Tata de Inkissi Antônio de Obaluaiê em 1991. Ela tomou 7, 14 e 21 anos com Pai Cesar de Logun Edé. Endereço: Rua Joana D’Arc, nº 23 - bairro Jardim Vila Nova São Bento – Duque de Caxias – RJ. Redes Sociais: Face e Instagram: Ilê Omó Ojó Aní Alá.
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QUADRA DA PORTELA EMBALA 50 ANOS DE PAI NIL DE YEMONJA Grande festa planejada a um ano reuniu suas paixões para celebrar a vida! CHRISTINE KELLER
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inquenta anos se faz uma única vez” fala Pai Nil de Yemonja feliz e realizado. E para marcar majestosamente essa caminhada, uma grande celebração na quadra da Portela, a escola do coração. Se bem que no de Pai Nil, todas elas têm seu reinado! O tema da decoração foi “Portela estou amando loucamente uma coroa de quase 100 anos”, pois a Portela em 2023 fará 100 anos! A comemoração foi idealizada por Pai Nil e Cintia, com organização de Jerônimo da Portela, Ivete, Jaciara e Nabil. Noite de brilho, encanto e as amizades que fez no mundo do Carnaval, do Samba e do Candomblé, suas paixões. 400 convidados, que se tornaram 600, e foram dar um abraço em Pai Nil no dia 26 de março na quadra da Azul e Branco! Uma missa abriu a noite com a emoção de dividir o momento de agradecimento com sua madrinha de batismo, a sra. Narcelia dos Santos, e destaques de várias Escolas de Samba. Um show da transformista Andrea Gasparelli e banda representando Gal Costa e outro artista como Elza Soares. Muito pagode e às 4 da manhã entrou a bateria da Portela do mestre Nilo Sérgio e a festa seguiu até às 7h30.
Acarajé, canapés, massas, salgadinhos, caldos, crepes, bobó de camarão, escalopinho ao molho madeira com champignon e arroz Piemontese foram as iguarias servidas, acompanhadas de whisky, refrigerantes, cerveja, energéticos, Gin, Vodka, Champagne Chandon, Água Mineral e Água de Côco. Um bolo gigante empurrado pela família de pai Nil: a irmã Denise, o sobrinho Junior, Roberta, a filha Flávia e o genro Caíque e filhos de santo. E eis que de dentro do bolo saem Pai Nil e sua netinha Luiza. O aniversariante trajava fraque, cartola e sapato padronizados pelo estilista Edmilson, que faz suas fantasias. O bolo foi um presente da diretoria da Unidos da Viradouro e de Alex Fab. A noite foi um recorte de tudo o que importa em sua vida: Samba, Carnaval, Candomblé, família, amigos e a alegria dos 50 anos bem vividos. Pai Nil agradeceu aos pais Glória e Ivanil (in memorian), a filha e neta Flávia e Luiza, sua irmã Denise, sobrinhos, familiares, a madrinha Narcelia, primos, tios, filhos de santo e a todos os amigos do carnaval e da religião, a diretoria da Portela, a diretoria da Viradouro, Alex Fab e a todos que prestigiaram a celebração.
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ODÚ IKÁ DO BABALORIXÁ MÁRCIO DE BARÚ É COMEMORADO EM BELÍSSIMA CERIMÔNIA Ilê Axé Obá Inã recebe com esmero convidados para a celebração CHRISTINE KELLER
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Ilê Axé Obá Inã esteve em festa no dia 16 de abril pelo Odú Iká de seu dirigente, o babalorixá Márcio de Barú. A celebração foi intimista mas de muita beleza, respeito e amor ao Sagrado. Cerca de 120 pessoas foram compartilhar com Babá Márcio desse momento tão especial de louvação como Pai Robson de Ogum, Babalaô Robson, Pai Marcelo de Logun Edé, Mãe Rose de Oyá, Babá Marcelo Fritz de Oxoguiã, Pai Adilson de Ayrá, Mãe Jurema de Ayrá, dentre muitos outros babalorixás, iyalorixás, ekedis, ogans, egbomes, filhos de santo e amigos. O salão estava decorado com muito cuidado para esse momento especial. A cerimônia toda foi muito linda e o Candomblé conduzido com maestria pelo babalorixá Adilson de Ayrá e o Pegigan Thiaguinho de Oxaguiã. Os presentes emocionados acompanharam cada instante e fizeram coro para saudar os Orixás presentes na festividade. Após a cerimônia religiosa os convidados foram servidos com um jantar requintado com diversos pratos como carne assada, pernil, estrogonofe de camarão e de frango, panqueca, vários tipos de salada, dentre outras iguarias deliciosas. O babalorixá Márcio de Barú agradece em especial ao ogan Rodrigão, Ekedy Isabela de Ayrá, Pegigan Thiaguinho de Oxaguiã e a todos os filhos do axé e presentes nessa data tão especial! O Ilê Axé Obá Inã, Nação Ketu, Axé Raiz da Casa Branca de Salvador, Casa de Barú Lepe, foi fundado em 2002 e é dirigido pelo babalorixá Márcio de Barú, 17 anos de iniciado pelo babalorixá Josimar de Oxóssi. Hoje dando seguimento com babalorixá Adilson de Ayrá. Endereço: Avenida Brás de Pina, nº 288 - Penha – Rio de Janeiro – RJ. Contato: Babalorixá Márcio de Barú. Cel / WZP: (21) 97000-5933. Facebook: https://www.facebook. com/marcio.debaru
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CENTRO DE CULTURA UNICA, PRÓXIMO À PEDRA DO SAL, REÚNE SHOWS, CURSOS, TERAPIAS, BISTRÔ E MUITAS ATIVIDADES E PRODUTOS DESCOLADOS CHRISTINE KELLER
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UNICA E CENTRO DE CULTURA UNICA
o coração da Pequena África, Zona Portuária do Rio, você confere o Centro de Cultura UNICA, extensão da UNICA – União Umbandista Luz, Caridade e Amor. Ambos dirigidos por Sara Pinheiro, dirigente espiritual, empreendedora, artesã e terapeuta holística. É um espaço multicultural com shows musicais, exposições, palestras, entre outros, nos finais de semana, com comidinhas incríveis e cerveja gelada. Durante a semana, o CCU possui um brechó, livraria, arte, artesanato, produtos esotéricos, umbandísticos, índigenas e xamânicos, bijus, entre outros. Conta com um Bistrô, com um delicioso café, bolos, brownies e outros quitutes. Ideal para uma pausa ou mesmo para aquela reunião do escritório num ambiente mais descontraído, porém tranquilo e acolhedor. Outra pedida é fazer os Cursos: Violão e Atabaque com o professor Arttur, músico e curimbeiro da UNICA (ele também dá aulas de inglês online). Jiu-Jitsu (Turmas de crianças e de adultos) com o mestre Daniel Pinheiro/Dojo Pequena África; Teatro com o ator e professor Matheus Bodnachuck; Dança Afro com a perfomer e bailarina Arlete Alves; Capelania Civil para Povos Tradicionais de Terreiro, com o Babalorixá Rafael Oliveira de Ogun/ Instituto Mojubaxé e Reiki com o mestre e terapeuta Antonio Vinícius. Outros cursos e sessões de terapia estão programados para 2022. A Maria Mariana / Dragão Bordados oferece eketés, ojás e toalhas de ponto riscado (todos bordados e personalizados). E tem ainda a Dra. Dhamaris
Pinheiro / Central Clínica Odontológica e Estética, que atende no consultório local (Consulte orçamento) e faz um trabalho social. O CCU nasceu como um braço do Centro de Umbanda para ser um polo cultural e social. As atividades ajudam na manutenção do Terreiro, que não cobra pelas consultas. E também foi uma ideia de Sara Pinheiro para auxiliar os médiuns desempregados, que fazem alguma atividade ou oferecem outros serviços. É o pontapé inicial
para o Instituto de Toco em Toco, que vai aumentar o número de ações sociais já feitas como cestas básicas, atendimentos para drogadictos, creche infantil e outras para o público das comunidades ao entorno. Funcionamento: De segunda a sexta, das 11h às 20h. Sábado e domingo, quando tem evento. Informações / Contato: (21) 21 97628-4848 (Carlos Souza – Japa). Instagram: @centroculturaunica e Face: https://www. facebook.com/unicaumbanda.
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FESTA DE SÃO JORGE / OGUM – MERCADÃO DE MADUREIRA Dia 08 de abril o Mercadão de Madureira fez um Louvor em suas dependências a São Jorge e Ogum. Muitas pessoas pararam suas compras para participarem do evento e emocionadas celebraram a volta das grandes festividades após dois anos de pandemia. Era muito a agradecer por ter passado e vencido tudo e poder estar ali nesse momento único. Marcelo Fritz também esteve na Cerimônia e gravou um depoimento para o Mercadão e a importância desse retorno triunfal.
A energia na Festa de Pai Delcimar, em São João de Meriti Pai Delcimar de Xangô fez uma festa muito bonita em abril em sua casa em Vila União, São Matheus, São João de Meriti e Marcelo Fritz esteve lá para dar um abraço no amigo que foi uma das pessoas presentes junto com Mãe Guiomar de Lalu, Gayaku Margarida d’ Yemanjá, professor José Beniste, dentre muitos outros também na primeira reunião do ICAPRA - Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, lá em 1998, quando a instituição foi fundada. Amizade e parceria que só se fortalece!
São João de Meriti berço do Axé de Marcelo Fritz e do ICAPRA
Odun do Babalorixá Pedro de Ayrá O odun é uma data muito especial. Rever amigos e fortalecer o Axé num dia tão especial, como é bom! Marcelo Fritz esteve no Odun de Pai Pedro de Ayrá. em Belford Roxo, num encontro com filhos, filhas, irmãos de santo e muitos amigos prestigiando a festa. Além das comemorações um bom bate-papo e troca de energia e vivências, dentro do Sagrado e nas lutas diárias. A união faz a força e cada pessoa e casa é importante na batalha por melhores dias para todos nós, Povo de Axé!
São João de Meriti é uma cidade muito próspera, de gente trabalhadora e que abriga muitos terreiros e casas de Matriz Africana, como em Parque Araruama, onde Fritz esteve no início de abril no Axé de Mãe Nitinha da Oxum. Casa cheia de energia e alegria. São João é cidade em que Marcelo Fritz nasceu para o Axé em 1992 e iniciou sua militância, e hoje é sede do ICAPRA - Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro. É muito importante a união e a conscientização para o fortalecimento de nossas tradições.
Em Anchieta, festa e também dia de diálogo Marcelo Fritz esteve em Anchieta prestigiando amigos, o nosso sagrado que só nos fortalece e traz alegrias para enfrentarmos o dia a dia. Foi uma visita muito produtiva, onde ele reviu amigos, participou de uma festa no Axé e ainda teve boas conversas com trocas de experiências importantes, diferentes pontos de vista, expectativas e opiniões que só enriquecem e fortalecem nossa caminhada. E o Axé Manitoba, dirigido por pai Edinho, segue lindo, impecável e com muitas vibrações que nos enchem de boas energias.