Skip to main content

Jornal Icapra 129

Page 1

JORNAL

ICAPRA

15 Anos

ANO 15 | n° 129 | 2021

o Ediça l a i Espec

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Jornal ICAPRA completa 15 anos de História e Resistência

Logo no primeiro ano de veiculação, o jornal inicia sua distribuição no Rio de Janeiro e em São Paulo e, em pouco tempo se transforma numa potência na mídia impressa afro. PÁG.05


2

ICAPRA


ICAPRA

3


4

ICAPRA

Editorial MARCELO FRITZ EDITOR RESPONSÁVEL

Quem Diria 15 Anos do Jornal ICAPRA

P

arece que foi ontem, aquele agito, noites sem dormir, cansaço, e aquela descoberta de um universo novo, a comunicação. O Jornal ICAPRA fez história e desbancou o otimismo, venceu barreiras e resistiu até mesmo a pandemia...Quem diria...Quem diria que chegaríamos até aqui? Na boa! Uma sensação de dever cumprido, agora pra onde vai este veículo que com muita humildade, emocionou, registrou e fez a diferença para nossas tradições. Revelamos histórias, difundimos cultura, tornamos pessoas comuns em celebridades. Promovemos produtos, mostramos beleza, construímos pontes e hoje? Só nos resta a agradecer por todo carinho e incentivo de todos, os parceiros que incansavelmente se mantiveram presente, com responsabilidade social e compromisso. Que venham mais aniversários, pois já não somos criança e partimos para trilhar novos caminhos, com experiência adquirida nesta estrada que nos trouxe amigos e bons aliados. Boa Leitura!

Expediente Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção

Colaboradores: José Beniste Almir O. de Souza Walter Nkosi Pai Marcio d’Jagun Cristina Keller

Contato: (21) 2663-5815 | Zap: (21) 97032-9289 email: icapra.geral2@gmail.com | Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 | Coelho da Rocha - São João de Meriti – RJ

AS CAUSAS DOS MALES NA HUMANIDADE: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO ALMIRESPIRITA@GMAIL.COM

P

REPRODUÇÃO INTERNET

ara que possamos compreender as causas dos males da humanidade, é de suma importância fazermos uma análise, nas diferentes categorias de mundos habitados, através do livro, O Evangelho Segundo O Espiritismo, no capitulo III; são eles: Mundos primitivo, Mundos de expiações e provas, Mundos regenerados, Mundos ditosos e Mundos celestes. Informa-nos o codificador da Doutrina Espírita; “O nosso mundo pode ser considerado, ao mesmo tempo, como escola de espíritos pouco adiantados e cárcere de espíritos criminosos. (...)” Na condição de espíritos poucos adiantados, observamos o progresso evolutivo dos seres humanos primitivos, até os dias de hoje, através das vidas sucessivas das almas (reencarnação). Na condição de cárcere de espíritos criminosos, observamos a interpretação da doutrina dos anjos decaídos, a qual o espírito Emanuel nos informa, no livro A caminho da Luz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier; “Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. (...)”

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.” Diante dos contextos, percebemos que nos dias atuais, o orbe terreno, se encontra na transição de expiações e provas, para mundo de regeneração. Quais serão os exilados, para os mundos inferiores? E quais os espíritos vão retornar nas próximas reencarnações, quando a o orbe Terreno, passar para mundo de regeneração? Sendo assim, finalizamos esta matéria com as seguintes informações. “(...) Os males da nossa humanidade são a conseqüência da inferioridade moral da maioria dos espíritos que a formam. Pelo contato de seus vícios, eles se infelicitam reciprocamente e punem-se uns aos outros.” - Allan Kardec. (Livro: O que é o Espiritismo – Cap.II. Item. 132.) Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!


O jornal ICAPRA, é um jornal que tem o papel de fazer com maestria a divulgação de nossa cultura, noticiando informações importantes e valiosas. As colunas tem um valor grande transmitindo através de excelente conteúdo para manter nossas tradições. Apoio, acompanho e contribuo na medida do meu possível, pois sei da sua seriedade e compromisso conosco. Professor José Beniste é escritor, ogan e pesquisador

“O Dono do Tempo sabe a hora de mudar a sua história” O Jornal ICAPRA , nos seus 15 anos , foi um semeador de informações importantes e na divulgação da nossa Religião de matriz africana, numa linguagem esclarecedora e brilhante do dinâmico Babalorixá Marcelo Fritz, de Oxaguiã! Que Onile semei bons frutos jornalísticos e vida longa ao ICAPRA. Pai Ribamar Daniel , Obá Odofina e Ex Presidente da Sociedade Beneficente Cruz Santa do Opô Afonjá .

Marcelo parabéns por esta a frente do jornal ICAPRA nestes 15 anos onde presenciei e compartilhei grandes momentos de nossa religião. Da sua luta pela imagem e conservação de nossa cultura e reconhecimento de nossas tradições. Representatividade,respeito e amor pelo sagrado. Esses são os maiores compromissos da Instituição e os motivos pelo qual me orgulho em fazer parte desta história. Mãe Selma d’ Omolu é dirigente do Centro Espírita Pai Oxalá

Jornal ICAPRA completa 15 anos de História e Resistência

O

Jornal ICAPRA, criado no Rio de Janeiro em 2006, era um sonho de Marcelo Fritz, coordenador-executivo do Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, cuja sigla nomeia o veículo. Na época, Fritz, não conhecia nada das etapas de criação de um periódico, como a produção, a redação, as imagens, o comercial, dentre outras habilidades que se deve ter como base para um empreendimento desses. O lançamento foi no Museu da República e contou com a presença de muitos parceiros. O fundador do ICAPRA não sabia em que terreno estava pisando. Seus maiores trunfos eram a vontade de realizar e o compromisso em divulgar e difundir a cultura de tradições afro, tão deturpada e com pouco espaço na mídia. Logo no primeiro ano de veiculação, o jornal inicia sua distribuição no Rio de Janeiro e em São Paulo e, em pouco tempo se transforma numa potência na mídia impressa afro. Nessa época, o veículo chegou a circular com 60 páginas impressas com muito conteúdo: informações, notícias e a imortalização da vida e trajetória de personagens de nossa história. Imediatamente após a criação, houve a explosão do Jornal ICAPRA, gerando um boom no setor midiático segmentado para esse público consumidor, com um aquecimento das mídias voltadas para as comunidades

CHRISTINE KELLER

DIVULGAÇÃO

ICAPRA

5

Bàbá Pecê, bàbálòrìsà da Casa de Òsùmàrè: “Marcelo Fritz parabenizo o Jornal ICAPRA pelos 15 anos de luta e resistência. Você conduz bem as informações e leva às pessoas, ao Povo de Santo. Que o ICAPRA faça 30, 60, 90, 100 anos. É um trabalho responsável e sério! Você também tem a sua militância. Luta pelo Povo de Santo. Que os Orixás deem Odun Kodun, Odun Orodun a você e a essa grande caminhada do Jornal ICAPRA. Um abraço”.

Mãe Neuza Cruz, Yalorixá da Casa Branca:

tradicionais afro chegando a um crescimento em torno de 200%. O criador do periódico explica: “Até então não havia um jornal voltado para nossas tradições que abarcasse todos os assuntos, informações e pesquisa que fazemos. Durante estes anos de trajetória, fomos crescendo e sempre buscando a excelência para um público que habitualmente era esquecido. E desde o início, mesmo com a pouca experiência, não só fomos colhendo os frutos, como abrindo espaço no mercado para que outras vertentes surgissem” – conta Fritz. Hoje o jornal ICAPRA está na edição 129, que começará a circular e ser entregue nas maiores lojas do ramo, nos Mercadões de Madureira e Niterói, nas casas de matriz africana (Candomblé e Umbanda, entre outras), em festas e eventos do segmento essa semana. No Rio de Janeiro e em São Paulo. A edição possui 40 páginas coloridas com matérias exclusivas com a vida e trajetória de

lideranças e pessoas importantes na tradição, cobertura de festas e eventos, informações, dicas, temas específicos que pesquisamos e abordamos, agenda, especiais e os anúncios de nossos parceiros e apoiadores. A tiragem atual do jornal é de 15.000 exemplares impressos distribuídos gratuitamente nas duas praças citadas acima. Além disso, possui uma versão online que é, assim como a edição impressa, amplamente divulgada nas redes sociais do ICAPRA bem como na de parceiros e amigos. Com todo esse repertório e cuidado, o Jornal ICAPRA hoje acaba sendo maior que o seu criador, o ICAPRA instituição, que algumas pessoas não conhecem ou confundem. Mas o ICAPRA- Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro foi criado antes, em 1999. Uma construção e preservação da memória, da resistência e da persistência, que hoje são coroadas com esta marca de 15 anos de contribuição para nossa história.

“Baba Marcelo! Que Oxaguiã lhe abençoe e proteja. Sua Benção! É gratificante chegar aos 15 anos desse Jornal tão importante aí no Rio para nosso Povo de Axé. Leva conhecimentos e mostra as coisas boas da nossa religião e as ruins também. Espero que esses 15 anos se multipliquem. Oju Igbi Aiyó Fun o. Odun Kodun de muita saúde. Que o sr. tenha sapiência, paciência, resiliência, para continuar esse trabalho maravilhoso e que venha para Salvador.”

Quero Parabenizar ao Marcelo Fritz, pelo jornal e não somente por isso, pela sua vida espiritual, pela sua entrega, dedicação e tudo que toca a nossa alma. Parabéns irmão pelos 15 anos do Jornal ICAPRA. Fui editor por 18 anos do Jornal de Umbanda Sagrada e sei bem o que e é isso. Felicidades! Alexandre Cumino é cientista da Religião, bacharelado pela UNICLAR, médium, dirigente e sacerdote de Umbanda, responsável pelo Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca


6

ICAPRA


Natan Ikeké é empossado no cargo de Babalorixá do Àsè ilê Osün. Herdeiro de Mãe Gizele de Osún segue legado com amor ao Orixá, humildade e respeito CHRISTINE KELLER

I

FERNANDA PORTELLA

magina você com 17 anos perder sua mãe carnal e esteio de sua vida de repente. Além disso, de uma hora para outra se tornar responsável por liderar uma casa tradicional em que ela esteve à frente do Axé conduzindo com maestria por 26 anos. Conversamos com Pai Natan Ileké, herdeiro do Àsè ìlékè Osün, de Nova Iguaçu, fundado e comandado até outubro de 2020 por Iyá Gizele Ileké. Pai Natan sentou na cadeira de Babalorixá pela primeira vez no dia 13 de novembro, quando o terreiro reabriu, depois de um ano fechado por conta do Axexe de Mãe Gizele e da pandemia. Mas, quem é pai Natan, que na maioria das fotos em seus perfis, ou

nos de Iya Gizele, aparece sério? Na verdade, ao conversarmos com ele, percebemos o sorriso largo de quem completou 18 anos recentemente, mesmo sem ainda entender o que aconteceu com sua mãe e ciente de sua responsabilidade: “Quando minha mãe faleceu, foi inesperado. Ela estava bem. Levantou pra tomar um banho sozinha, e ao retornar, sentiu-se cansada, já estava ofegante, com falta de ar e desmaiou em casa. Eu e outras pessoas estávamos presentes. Chamamos o socorro e foi tentada a reanimação, mas minha mãe já havia morrido em casa. Fiquei aéreo, sem saber direito o que aconteceu. Ainda hoje não caiu a ficha” – conta pai Natan.


8

ICAPRA

Filho único de mãe Gizele, tem uma irmã, Natália, mais velha, filha de seu pai carnal, Paulo, marido de sua mãe e Aficodé da casa. Pai Natan nasceu em Bangu no dia 1º de outubro de 2003. Sua infância foi tranquila, morando com os pais na casa em frente da casa da avó e da bisavó, que hoje é o Barracão. Da meninice não tem lembranças de soltar pipa ou jogar futebol. Suas recordações são sempre muito ligadas ao Candomblé. Desde criança adorava tocar e cantar e imaginava ser ogã. Nunca se viu como sacerdote, embora também gostasse de abrir um obi, rezar para Orixá, de estar dentro de uma iniciação. Mas, sua mãe o preparou desde pequeno e sempre exigindo muito dele. O tratamento em casa e no Axé era igual e ele não via diferença entre sua mãe carnal e a Iyalorixá. Ele se recorda sempre na Roça, sentado ao lado da mãe cantando e tocando. No início, Rum de Orixá. A primeira cantiga que entoou foi para Xangô e começou a cantar no Xirê com uns 10, 11 anos. Pai Natan foi iniciado em 2010 para o orixá Okô. E sente saudades porque eram crianças entre 6 e 10 anos e mesmo com o pouco espaço,

brincavam no Roncó. A mãe tirou um barco de seis meninas: Ogum, Obaluae, Oxum, Iemanja, Oya e Ewa e ele foi feito por sua madrinha carnal, Iya Oju gbona Graziele de Osaniyn e pai Anderson de Xangô, de Baru, que também ajudou. Fez suas obrigações também com ela. Seu Orixá só se manifestou na obrigação de três anos. No Odun Ije dele, com 13 para 14 anos, quando tomou 7 anos, foi sentado como Obeni Oiye (Herdeiro da casa) e as cobranças de Iya Gizele com o filho aumentaram. Não se considera tímido e adora festa, desde que não seja a do seu aniversário. Ai sim, fica sem jeito. Mas jamais irá recusar um prato de strogonoff, seja de carne, frango, camarão ou mesmo de carne moída. E uma torta de limão, que ele adora, embora não seja chegado a doces, preferindo um bom prato de comida. E sabe cozinhar! Sobre os estudos, ficou menos focado durante a pandemia, com algumas aulas online e por conta de tudo o que aconteceu. Mas pretende terminar o Ensino Médio e cursar uma Universidade. Sua mãe sugeria Psicologia ou Fisioterapia, porque ele lhe fazia massagens maravilhosas nos pés cansados. Mas ainda não decidiu o que vai seguir.


“Não estou aqui para substituí-la, mas para ajudar os filhos, ajudar a casa, uma coisa que Orixá determinou para mim”. Babá Natan conta que por conta da pandemia e do luto de um ano quase não saia. Deve voltar a viajar, quando o tempo permitir, pois tem amigos no Espírito Santo, São Paulo, Brasília e Minas Gerais. Mas fala que a cada dia procura estar mais focado em seu papel de sacerdote, vigia e sabe da sua responsabilidade: “Hoje onde estou, me tornei uma pessoa muito importante para minha casa porque se eu não caminhar da forma certa, o Axé que foi deixado por minha mãe, desanda. Assumi um papel. Então, uma palavra, um passo ou pensamento errado pode estragar tudo. Isso já me assustou mais, mas ainda me assusta bastante. Porém me apoio nas pessoas que estão aí, meu pai, meus orixás, e nas palavras que minha mãe falava. Ela colocava sempre o Orixá na frente. Tinha vaidade no sentido de fazer o melhor para Orixá, mas dizia que se Eles vêm com os pés no chão, também temos que ter humildade” - explica. E essa simplicidade, Pai Natan leva no coração e em suas atitudes como no seu discurso de posse de cargo, que aconteceu na festa do dia 13 de novembro, reabertura da casa após respeitado o período de luto e a pandemia: “Não estou aqui para substituí-la, mas para ajudar os filhos, ajudar a casa, uma coisa que Orixá determinou para mim”. – declarou.

A celebração teve início às 22h horas e terminou no dia seguinte, por volta das 8h, 9h. Pai Anderson de Xangô Baru passou o cargo a Pai Natan e sua madrinha e Ialorixá Ojugbona Graziele de Osaniyn e seu padrinho de Orunkó, Ducal de Oxossi, o conduziram à cadeira de seu novo posto. A Oxum de mãe Gizele foi homenageada e todas as Oxum da casa foram vestidas. O Candomblé (Xirê) foi cantado por pai Natan, já como Babalorixá e que também entoou as cantigas para Oxum, com a ajuda dos amigos que se juntaram ao coro como Pai Anderson de Xangô Baru, Edgar Fagundes (Gagá Fagundes), Wilson, que é Obaloju da casa, Brasaville, e Vinicus Marçal. Porém, a cerimônia foi dirigida em conjunto pelas pessoas responsáveis pelo Oro interno da Oxum de mãe Gizele: pai Anderson, Ducal, Mãe Obalanju, e Mãe Eguesse. O salão estava lindamente decorado em amarelo, branco e dourado com muitas flores e capricho em cada detalhe da ornamentação, como faria Mãe Gizele, que era detalhista e procurava sempre fazer o melhor. Certamente Babá Natan herdou dela essa outra qualidade, além de gostar de cantar e amar e respeitar muito Orixá. O herdeiro do Àsè ìlékè Osün já escreve mais um capítulo dessa história! Cerca de 350 convidados prestigiaram essa noite mágica e de muito emoção. Ao final foi servido um jantar com pernil, nhoque com carne assada, churrasco, mocotó, entre outros pratos deliciosos. Pai Natan agradeceu a sua Ialorixá Ojugbona Graziele de Osaniyn, a pai Anderson de Xangô Baru, ao padrinho de Orunkó Ducal, a Mãe Oba Aganju, a Mãe Eguesse, ao seu babalawo de Ifá, Maike Figueiredo, que era também sacerdote de Ifá de mãe Gizele, à ekeji Leonor (Nininha, primeira ekeji de Oxum da casa), aos filhos da Egbe, a todos os convidados e àqueles que ajudaram, ao seu pai carnal sr. Paulo e claro, aos Orixás e à sua mãe Gizele (in memoriam). O Àsè ìlékè Osün, de Nação Ketu, Raiz do Gantois, está localizado na Rua Álvaro, nº 73, em Prados Verdes – Nova Iguaçu. Foi fundado em 6/6/1994 por Iya Gizele de Osún. Facebook: www. facebook.com/aseilekeosun e Instagram: https://www.instagram.com/ aseilekeosun/ ouaseilekeosun.


10

ICAPRA


AXÉ &VARIEDADES BABÁ MARCELO FRITZ

21 97032-9289

‘’Agradecer é ebó em irè, e eu agradeço a Oxum, agradeço a Diretora da Confraria de Olosun’s do Estado de SP Iyá Sandra Schoof’’. Assim declarou Babá Mauro T’Òsún pela tamanha competência e amor por nossa irmandade, a Agbá Mãe Heloisa Moreira e Mãe Daniele Moreira e ao seu esposo por ter emprestado a voz linda para cantar e encantar Oxum. Alem de agradecer a presença de todos. A todas as Confrades que fazem acontecer com maestria nossa irmandade

Estive presente na mesa no dia 20 de novembro, no lançamento do site do MuseUmbanda, no Teatro Municipal de São Gonçalo. O evento teve a direção de Pai Fernando d’ Oxum, que com maestria coordenou todo o projeto que teve início no dia 11 de novembro. Uma semana que marca história por ser a primeira nesses 113 anos de existência da umbanda. Na ocasião fui contemplado com o “Título de cidadão Sãogonçalense” , através do vereador Romário Regis do PC do B. Também foram contemplados com o título Claudinha Alexandre, José Beniste e Alexandre Cumino.

Casa de Oxumarê celebra 30 anos de liderança do Babá Pecê

FOTO: EVERTON MELLO

@MARCELOFRITZOFICIAL

Confraria de Olosun’s depois de Guapimirim partiu São Paulo

RECEBI O TÍTULO DE CIDADÃO SÃOGONÇALENSE

O povo de santo do terreiro Casa de Oxumarê está em festa! Isso por que, o atual babalorixá de uma das mais tradicionais e antigas comunidades de candomblé da Bahia e do país, o Babá Pecê, comemora 30 anos à frente da liderança desse espaço sagrado. A celebração, que é reconhecimento pelo importante papel social e religioso desenvolvido pelo sacerdote, foi marcada com um jantar gratuito e aberto ao público, regado de iguarias típicas dos Orixás, no dia 19 de novembro.

11

CURTA NOSSA PÁGINA

/MARCELOFRITZOFICIAL

ICAPRA.GERAL2@GMAIL.COM

ICAPRA

no Brasil, foram citadas no depoimento dele que dirige nacionalmente. todos estão de parabéns, vida com saúde! O evento aconteceu na sua terceira edição em São Paulo e realizou-se no dia 21 de novembro no Sitio Paraíso das Águas em Diadema-SP.

Iyá Mimi d’Nanã se despede do Aiyê deixando saudades para o povo de Axé

Pai Márcio d’Jagun lançará livro no Dida Bar O título do seu mais novo livro é “A Sala de Aula não cabe no Mundo Compreendendo a Nagologia Educacional e Suas Metodologia Singulares”. Será no aconchegante Dida Bar, que se localiza na rua Barão de Iguatemi, 379 – Praça da Bandeira, Rio de Janeiro – RJ, às 19h, no dia 14 de dezembro.

Uma notícia difícil de se dar, pelo que representava, sua simplicidade, generosidade e religiosidade era exemplo pra todos nós. Mãe Mimi, Semires Alves da Rocha, nasceu em Salvador em 1932, filha da saudosa Egbomy Dila. Esteve a frente do Axé Q.T.N. (Asé Araruama) até que o verdadeiro herdeiro crescesse e adquirisse conhecimento para assumir. Sua atitude em zelar pelo Axé ao lado de Tia Almerinda d’ Oxum é demais irmãs a qual via-se sempre harmonia, fé e comprometimento. Deixa saudades e um legado. Tive depoimentos fortes que fortaleceram muito minha fé. Mãe Mimi era presente em festividades, amava o candomblé, orixá, dançar, visitar. Sua fé era contagiante e vibrante. Descanse em Paz!


12

ICAPRA

SOMUNEAR - Filhos do Asé - Owon Omo Ase e as Comunidades Tradicionais conversam sobre ação para desenvolvimento de Turismo Cultural Sustentável para estes povos com a Secretaria de Turismo de Búzios

Paulina Chiziane é a primeira escritora africana agraciada com o Prêmio Camões

CHRISTINE KELLER DIVULGAÇÃO

N

ovembro é o Mês da Consciência Negra. Um momento de reflexão, mas, principalmente, de construção baseada na luta pela igualdade, direitos e empoderamento não somente de pessoas, mas de grupos tradicionais com potencialidades de colocarem em prática nossa cultura ancestral afro-brasileira. E por conta disso, na terça-feira, 16, em alusão ao Dia da Consciência Negra (20/11) a Associação de Mulheres Negras e Afrodescendentes da Rasa (SOMUNEAR)

CHRISTINE KELLER OTÁVIO DE SOUZA

de Armação de Búzios, realizou juntamente com os Filhos do Asé -Owon Omo Ase, uma reunião na Secretaria de Turismo com a participação da secretária

ESPETÁCULO “O MENINO OMULU” ENCANTA A PLATEIA E TRAZ À CENAS TEMAS IMPORTANTES REUNINDO MÚSICA, DANÇA E TEATRO CHRISTINE KELLER PAULA ELIANE

O Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande, zona oeste do Rio, recebeu nos dias 28 e 29 de outubro, o belíssimo espetáculo “O Menino Omulu”,da Cia de Aruanda, baseado no conto homônimo de Cynthia Rachel Esperança, com direção de Iléa Ferraz. O espetáculo infanto-juvenilfoi selecionado pelo edital Prêmio FUNARJ de Montagem Teatrale utiliza amultilinguagem, que reúne teatro, dança e música para contar a história do Menino Omulu e suas dificuldades em lidar com o mundo que o exclui por causa de suas feridas ancestrais. “Contam tantas coisas sobre Omolu, mas poucos sabem o que eu vou te contar. Omolu é só um menino, como você, como todas e todos nós” O garoto é sempre deixado de lado, seja na escola, nas

brincadeiras, no ônibus, em todo lugar. O espetáculo é uma licença poética que traz a cultura e mitologia africana na figurado Orixá Omulu, que cura as dores e feridas do mundo. A ideia é de gerar uma reflexão sobre os cuidados que devemos ter para com nossos próximos e próximas. Em pauta os seguintes temas: adoção, diversidade, família, inclusão e acessibilidade, respeito, solidariedade, autoestima, amor.

de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, Joice Costa. Além disso, aconteceu uma roda de conversa muito produtiva com as Comunidades tradicionais

Quilombolas, Caiçaras, Matriz Africana e Pescadores com o foco no Desenvolvimento do Turismo Cultural Sustentável com essas tradições tão importantes.

MÃE STELLA DE OXÓSSI SE TORNA PATRONA DE ÓRGÃO DA SSP DA BAHIA CHRISTINE KELLER ARATU ONLINE

Mãe Stella de Oxóssi foi designada no dia 10 de novembro, através da portaria de número 301 da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), como patrona do Centro de Referência Étnico Racial (CRER) órgão que integra a SSP. Segundo informações da Secretaria de Segurança, o CRER realiza ações de apoio para policiais bombeiros e a sociedade civil e tem a coordenação da Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev). Uma das atividades está relacionada a temas étnico-raciais, bem como a questões ligadas aos povos e comunidades tradicionais e a intolerância religiosa. Na verdade, tudo começou com a assinatura do termo de compromisso do CRER pela SSP em novembro de 2019 para fortalecer as políticas de promoção da igualdade racial e de combate à intolerância no âmbito da segurança pública. Mãe Stella de Oxóssi, que retornou ao Orum em 27 de dezembro

de 2018, aos 93 anos, esteve durante 42 anos à frente do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, localizado em São Gonçalo do Retiro, em Salvador e há mais de 80 anos contribuindo historicamente para o Candomblé, tendo deixado um grande legado de luta pessoal. Sua escolha como patrona é devido a sua importância neste enfrentamento e de como, de forma determinada, decisiva e diplomática, ela construiu pontes para o diálogo em defesa dos direitos humanos. Tudo a ver com a proposta do CRER. Mãe Stella também teve posto na cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia (ABL) em 2013. Fonte: Jornal A Tarde de Salvador – Edição de 11/11/21.

A escritora Paulina Chiziane é a primeira mulher africana a vencer o Prêmio Camões, o mais tradicional e celebrado na categoria de língua portuguesa. A moçambicana, que também foi a primeira mulher a publicar um romance no seu país: “Balada de Amor ao Vento”, em 1990, recebeu 100 mil euros pela vitória, provenientes dos governos de Portugal e Brasil. A escritora, em entrevista ao Jornal “O Globo” disse ter ficado espantada e não esperar pela conquista, que é fruto de muita luta, ainda mais sendo mulher e negra”. Ao todo, Paulina tem nove livros publicados que integram a literatura moçambicana pós-independência. Em sua escrita ela retrata o protagonismo da mulher negra, o realismo social e crítica de costumes, faz reflexões sobre a condição feminina, o fluxo de consciência e um monólogo interior. Usa uma linguagem lírica e culturalmente rica e plural. Aqui no Brasil, a autora tem obras pela Companhia das Letras (sua mais recente: “Niketche: Uma História de Poligamia”) e pela Editora Dublinense (“O Alegre Canto da Perdiz”). O júri, que destacou a importância do trabalho da autora para problemas enfrentados pela mulher africana e as de seu país e na construção de pontes entre a literatura e outras formas de artes foi composto por intelectuais lusófonos — Jorge Alves de Lima e Raul Cesar Gouveia Fernandes (Brasil), Carlos Mendes de Souza e Ana Maria Martinho (Portugal), Tony Tcheka (Guiné-Bissau) e Teresa Manjate (Moçambique).


ICAPRA

13

FIM DE TARDE ESPECIAL PARA DUPLA CELEBRAÇÃO DO ILÊ ASÉ OSUM JOKÔ OMI NO HOTEL MERCURE, EM NOVA IGUAÇU: 21 ANOS DA CASA E LANÇAMENTO DO LIVRO DE PAI JUNIOR DE OMULU CHRISTINE KELLER

O

Ilê Asé Osum Jokô Omi, tradicional, terreiro do Ase Bámgbósè, realizou em 21 de novembro no Mercure Hotel, uma grandiosa festa. O babalorixá Junior de Omulu, dirigente da casa, recebeu 150 pessoas para o lançamento de seu livro: “Junior de Omulu – Filho do Homem da Palha”, e comemorar os 21 anos do Ilê. A abertura foi com a mesa de representantes da religião e da academia: Babalorixá Junior de Omulu, professor, palestrante e zelador; professora Valquiria Velasco, historiadora; Egbome Elaine de Oxaguiã, advogada, professora e historiadora; a professora e ialorixá Mara Montalvão de Yemanjá e o administrador de empresas Bruno de Otum Obé, do Ilê Asé Osum Jokô Omi. A apresentadora foi Monica Montigo. Os palestrantes mostraram a importância de documentar uma Casa de Axé e sua trajetória para que a história seja perpetuada e divulgada para as próximas gerações. PAI JUNIOR FALOU SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO: “O livro homenageia os 21 anos da casa e é mais um dos registros desse Axé, em função também do Memorial Tião do Irajá, que está no Ilê Asé Osum Jokô Omi. São livros que vem sendo escritos e este veio para arrematar a coleção: “Memórias de Axé”.

O evento encerrou com um cocktail e as apresentação do Afoxé “Raízes Africanas” e dos Ogãs do Ilê Asé Osum Jokô Omi. Pai Junior agradeceu a Ialorixá Isa de Oxumare; à Ialorixá Mara de Yemanjá, o ogã Dilso de Oxossi; a ekedi Yasmina de Oxum; Ialorixá Mara de Yemanjá; Ranulfo de Ogum; todos estes citados, filhos do Ase Bámgbósè. E também André Fieiro, do Jeje; Ekedi Ana do Ase Bogum; Jurema de Omulu; Avani Rosas; Monica de Ogum; Lena de Logunede, iniciada no Bogum e Egbome Elaine de Oxaguiã, respectivamente a mãe e a esposa do Babalorixá; Iyakekere Amanda de Oxum e egbome Maria Eduarda, Ekedi de Ogum, ambas filhas carnais de pai Junior, a todos os filhos do Ilê Asé Osum Jokô Omi e a todos que contribuíram com o evento. Pai Junior de Omulu, iniciado há 36 anos por mãe Regina Bámgbósè, nasceu e cresceu dentro do Axé e conviveu com ela durante 26 anos. Filho carnal de Tião do Irajá, também iniciado por Mãe Regina e Babalorixá. O Ilê Asé Osum Jokô Omi foi fundado em 20/05/2000 por mãe Regina e segue há 21 anos no endereço: Variante Antiga Rio São Paulo, Lote 13, quadra A – Lagoinha – Nova Iguaçu. Pai Junior atende com Jogo de Búzios no Edifício Barra Tower (Barra – Agendamento pelo WZP: (21) 99664-0074. Facebook: https://www. facebook.com/IleAseOsumJokoOmi e Instagram: @ileaseosumjokoomi.


14

ICAPRA

NOITE DE MUITA ALEGRIA E GRANDIOSIDADE PARA SAUDAR AYRÁ E COMEMORAR ODUN DE 30 ANOS DE PAI ADILSON DE AYRÁ DO ILÊ AXÉ ATIN AGBÉ AYRÁ CHRISTINE KELLER

P

ai Adilson de Ayrá, do Ilê Axé Atin Agbé Ayrá, recebeu no dia 23 de outubro, 250 convidados para celebrarem seu Odun de 30 anos. A festa foi organizada com muito amor e respeito pelo babalorixá e toda a família do Egbé tradicional de Nova Iguaçu. O início dos trabalhos foi às 18h com todos muito bem acomodados para assistirem ao Xirê e as homenagens que se seguiram ao rei da casa, Ayrá, que reinou esplêndido no salão adornado com muito capricho. As comemorações foram noite adentro e encerraram com um belíssimo e delicioso jantar onde o menu foi Rodízio de Massas preparadas magnificamente para a ocasião tão importante do Axé. O encerramento foi por volta de duas horas da manhã. O babalorixá Adilson de Ayrá agradeceu a Pai Henrique D´ Oxossi, Babá Marcelo Fritz de Oxoguiã, Kenia de Oxum, todos os familiares de Pai Márcio de Logunedé, de Olinda e toda a família de Pai Luiz de Oxalá. E também aos egbomes do Ilê Axé Atin Agbé Ayrá, a seus netos, suas ekedis e seus ogãs, que foram incansáveis e se preocuparam com cada detalhe para

fazer uma celebração à altura do Rei Ayrá, bem como comemorar o Odun de 30 anos de seu pai de santo. Pai Adilson de Ayrá agradece a todos eles que participaram do Axé e trabalharam incansavelmente bem como a todos os convidados que abrilhantaram esse momento tão especial. O Ilê Axé Atin Agbé Ayrá foi fundado em 6 de junho de 1996 por pai Adilson de Ayrá, que está no comando desde então, e está localizado na Rua Canários, nº 32, no Jardim Palmares, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O Babalorixá Adilson de Ayrá foi iniciado por Mãe Jussara de Oyá, da Ilha do Governador e terminou suas obrigações com Pai Henrique D´Oxóssi.


ICAPRA JOSÉ BENISTE

J

á estamos em final de mais um ano, quando costuma ocorrer um ritual de previsões feitas por tarólogos, astrólogos, videntes, cartomantes, futurólogos e pais-de-santo, para os 12 meses do ano que se inicia. Como será o ano de 2022? Essa é a pergunta que muitas pessoas já devem estar fazendo, afinal, preocupações do que possa estar por vir afeta a todos. Mas, o que nos enche de esperança é saber que nenhum ano é igual a outro. As forças que regem o ano mudam a vibração a cada réveillon. É o recomeço, a renovação das energias. Podemos lembrar que no Brasil, prever o futuro era ilegal até 1997, quando o Senado, numa decisão que ninguém previu, retirou da Lei de Contravenções Penais o artigo 27, que punia com um a seis meses de prisão mais multa a atividade de “explorar a credulidade pública mediante predição do futuro, explicação de sonho ou outra prática semelhante”. Apenas para lembrar, se a atividade ficou legalizada, seus praticantes deveriam registra-se como autônomos, ou abrir empresas, e contribuir com sua parcela para a arrecadação de impostos, pois muitos cobram pela sua prática. Nada disto aconteceu. A ARTE DA INTERPRETAÇÃO É sempre considerável o interesse despertado pela previsões feitas, embora poucos se deem ao trabalho de verificar, um ano depois, quem acertou e quem errou. Alguns exemplos: um artista global morrerá! Um novo desastre de avião ocorrerá! Crescimento, perdas, inundações, descobertas, curas, vitórias, derrotas, crises... São freqüentes esses tipos de previsões, no início de cada ano, num planeta em constante transformação. Só que o público raramente nota que nunca se realizam, ou quando

Livros de José Beniste a venda em todas as Livrarias jbeniste@gmail.com Livros direto com o autor: (21) 2437-4833

15

as previsões em linguagem vaga, aberta a qualquer tipo de interpretação, sempre depois dos acontecimentos ocorrerem.

AS PREVISÕES DO ANO – COMENTÁRIOS acontecem situações parecidas, são logo assimiladas à previsão feita. Surge assim, a arte da interpretação. Um exemplo: em épocas passadas, um habitual “previsor” do nosso meio alegou que a Escola de Samba campeã do carnaval seria a de cores azul e branca. Não foi a campeã, porém foi a do 2º grupo, que tinha as mesmas cores. E assim, aproveitou a brecha, e encaixou sua previsão dizendo que tinha acertado. Em fins do ano 19, a Pandemia já vinha sendo comentada na China, sem que por aqui ninguém tivesse feito alguma previsão sobre o assunto. E mais, só deixaram acontecer após as festas de Carnaval do ano seguinte. acontecimento foi ajeitado smite a possibilidade da destruiç Assim, o acontecimento foi “ajeitado” e enquadrado como previsão feita. OS DIAS DA SEMANA O jeito de juntar as previsões com odús e Orixás, faz com que tudo o que ocorrer ser explicado, pela riqueza de interpretações que possuem. É o que

revela ser a técnica atual das pessoas que estão prevendo tudo. Detectam futuras inclinações prováveis e não um absoluto futuro. Por exemplo, comparando: a astrologia trabalha com tendências e não com fatos . Exigir acertos precisos é querer demais. A escolha do Orixá regente de cada ano está relacionada com o primeiro dia da semana em que começa um novo ano. Como cada dia da semana ocidental possui um orixá guardião, basta que ele seja o primeiro dia do ano para que o orixá do dia se torne o regente do novo ano. Por exemplo: o primeiro dia do próximo ano será em um Sábado, dia consagrado entre nós, a Yemanjá. A partir daí, segundo os olhadores dos búzios, os acontecimentos do ano estarão relacionados com os atributos, tendências e personalidade deste Orixá identificado com as águas, a fertilidade e também como Ìyá Orí. Mas a coisa foi ampliada, para o lado dos odus, que possuem um leque de informações boas e ruins, uma maneira encontrada de colocar

INFORMAÇÕES SEGURAS É possível que o tempo não seja feito de acontecimentos, mas de possibilidades. O recurso é prever fatos que sempre acontecem como mortes, desastres, inundações, desmatamentos, atentados, atos de terrorismo. A imaginação humana parece ter inclinação por esses temas. Nesses casos, ser um pouco vago também ajuda, e sempre na forma condicional, do tipo pode ser... ou há possibilidade de acontecer... e outras formas evasivas. Prever o futuro implica dizer que ele já existe, então, entre tantas previsões que são feitas, há esperança de que uma possa vir a acontecer. Aí entra o efeito de tiro ao alvo: guarda a que deu certo e se livra das outras. Monta um arquivo de previsões documentadas, servindo como curriculum de sua genialidade. É o que costuma ser feito. A partir do momento em que todos tenham um destino pré-determinado, e é isto que os odùs revelam, o jogo de búzios torna-se o instrumento de consultas constantes para ver se tudo está correndo conforme o que foi determinado. A religião de Orixá promove esta particularidade, o acompanhamento da vida terrena para ver se as regras estabelecidas estão sendo realizadas. Os búzios têm esta finalidade. Agora, é preciso atenção a fim de que uma arte consagrada e a figura do dirigente não caiam em descrédito. Previsões que proponham alertar perigos próximos, riscos para uma cidade, alertar determinadas pessoas, seus autores deverão merecer agradecimentos de todos. Tudo feito com muita segurança, para que, no nosso caso, seja mantido o respeito e a credibilidade da nossa religião.


16

ICAPRA


ICAPRA

12ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE CURIMBA Um Grito de Liberdade” agitou São Paulo e premiou os melhores curimbeiros CHRISTINE KELLER

A

ALDEIA DE CABOCLOS

Casa de Eventos Espaço Leste, em São Paulo, recebeu no dia 7 de novembro a 12ª Edição do Festival de Curimba – Um Grito de Liberdade”,organizado pela Aldeia de Caboclos.Este ano o evento voltou a ser presencial, sendo respeitadas as regras na prevenção à Covid19 e apresentação da carteira de vacinação. A direção foi de Pai Engels de Xangô e sua Esposa Fernanda Xenoktistakis e também transmitido ao vivo pelo canal da Aldeia no YouTube. A abertura ficou a cargo do Grupo Samba de Jorge. Em seguida, começaram as apresentações dos 11 Grupos de Curimba concorrentes. O festival contou ainda com participações memoráveis de Tião Casemiro (Rio de Janeiro), Juliana D`Passos (Curitiba) e de Pai Élcio de Oxalá. A Aldeia dos Caboclostambém levou ao palco belíssimas apresentações: Homenagem aos Boiadeiros; Curimba Feminina com Canto à Boiadeiras e Aldeia dos Curumins com Canto aos Caboclos.O Festival teve uma ampla Praça de Alimentação e uma Feira de Artesanatos incrível. A organização do evento agradeceuaos Juradosque elegeram os vencedores: Alexandre Pinho, BrunnoMantecon, Danielle A. Silva, José V. Destefane, Juliana D´Passos, Leonardo Câmara, Ogã Helder Santana, babalorixá Marcelo Fritz de Oxaguiã, Pai Elcio D´Oxalá, Tião Casemiro, Vania Santos Silva e Tatiana Bueno. Os ganhadores foram: Andréa Carvalho (Smart TV de 50”); Renata Fiorentini (Voucher Viagem); Katia Regina Scarano Silva (Notebook); Carla Capelo (Celular Galaxy A22); Amanda Utsonomiya (Trio de Atabaque); Marisa Guimarães (Voucher Velas de R$ 1.000,00) e Rejane Rejane (Alexa). A Aldeia de Caboclos agradeceu a todos que participaram e aos patrocinadores: “Uma vez mais agradecemos de coração a atenção, o carinho, o prestígio, a divulgação e a participação de todos! Viva a Umbanda que é Amor e Caridade!Com os joelhos no chão, e os braços ao céu, louvamos e agradecemos ao nosso Pai Oxalá e a Zambi – Nosso Criador!

17


18

ICAPRA

MÃE ISIS D’ OXUM “BARAMONA”, CELEBRA DONA 7 ENCRUZILHADAS CERCADA DE AMIGOS E ILUSTRES CONVIDADOS

A

festa aconteceu no último dia 13 de novembro e teve início pouco depois das 15h, conforme marcado. Dirigido pela Egbomy Yarley d’ Logun Edé, a cerimônia teve a presença de muitos convidados especiais, copm discurso no início da festa de agradecimentos da anfitriã Mãe Isis. Os convidados foram chegando logo por volta das 14 horas e iam sendo recepcionados por equipe de garçons e pessoas selecionadas da casa para receber a todos. Uma lona foi armada, com mesas e barracas para a recepção que se via capricho e amor. Uma mesa logo na entrada da festa logo anunciava de quem era a festa, Dona 7 Encruzilhadas teve um bolo em sua homenagem além de uma grande variedade de doces finos e muitas rosas vermelhas

MARCELO FRITZ

que entoava um ar de nobreza com as mesas douradas com assessórios compondo um bom gosto e elegância. Pai Jovino Soares Guedes, Mãe Kita d’ Iansã, Pai Anderson d’ Barú, Pai Marcellus Cavalcante, Pai Alexandre d’ Dan, Ogan Samburiki, Ogãn Washington, Marcos Vinícius d’ Xangô, Alexandre d’ Ogun, Klebinho d’ Logun, Pedro d’ Ayrá, Andrea d’ Oxun, eram alguns dos convidados na cerimônia lotada. Mãe Isis d’ Osun veio a sala ao lado da Egbome Iarley D’ Logun Edé, vestida com um conjunto de renda e sianinha, com degrade de cores e colares dourados que foram dados de poresente para alguns dos convidados. Ogan Samburiki comandava os atabaques que uma orquestra de ogans bem preparados tocavam e cantavam, além de acompanhar homenagens feiras pelos convidados , que também fizeram questão de reverenciar a moça que exalava perfume de fragrância fina e de

bom gosto e fumava em cigarrinha. A festa se estendeu e os convidados não pár5avam de chegar para o louvor que estremecia o bairro de Realengo. Mãe Isis em seu discurso no início da festa repetiu com alegria a satisfação em estar ali com todos e agradecia em voz alta pelas graças alcançadas de sua pombogira. 7 ROUPAS VESTIRAM DONA 7 ENCRUZILHADAS Roupas de bom gosto e belo acabamento com variedades de cores abrilhantaram a festa que mantinha energia vibrante pelos cânticos e toques. Saias rodadas com volumes e tecidos finos, deixavam claro o cuidado e carinho na riqueza de detalhes. Mais uma festa que ficará na memória dos presentes e claro a satisfação demonstrada pela dona da casa que gargalhava de alegria e satisfação.


Ilê & LuzD’Angola ARTIGOS RELIGIOSOS

Tudo para Umbanda e Candomblé Bom atendimento e excelentes preços! Produtos Africanos legítimos! A maior variedade em artigos religiosos do mercado Tradição e vanguarda, confira!

3355-8768 | (21) 3355-8796 (21)

3355-8769 (21) 96488-5087

(21)

Av. Ministro Edgard Romero, 239 - Galeria C - Lojas: 206, 220, 222 e 224 | Mercadão de Madureira / RJ

www.iledaangolaartigosreligiosos.com.br

comercial@iledaangolaartigosreligiosos.com.br

CASA COMBATE I ERÓ T I N A CASA DO GUERREIRO

50 anos

ARTIGOS RELIGIOSOS

ção de tradi

E ESOTÉRICOS

Tel: (21) 2613-6816

(21) 96477-0208

Rua Visconde de Itaboraí, 402 - Centro - Niterói - RJ /CasadoGuerreiroCombate

@casa_combate

PROGRAMA

ICAPRA COM AXÉ DOMINGO | 20h Em 1090 AM

UMBANDA | CANDOMBLÉ CULTURA AFRO E TRADICIONAIS EM DEBATES E ENTREVISTAS

CURTA NOSSAS REDES

Apresentação do Babalorixá

/marcelofritzoficial

Marcelo Fritz

/marcelofritzoficial @marcelofritzoficial Marcelo Fritz Oficial

www.radiometropolitana1090.com.br

21

97032-9289


ICAPRA

21

PAI MÁRCIO DE JAGUN

ori@ori.net.br Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà CONTATO: ORI@ORI.NET.BR

MÁRCIO DE JAGUN

A NATUREZA: A ESCOLA

A

natureza para os iorubas é sagrada. Os ancestrais iorubanos, há milhares de anos, desde o continente africano, reconheciam a presença divina na natureza. Ensinaram a perceber a importância da terra (ilẹ̀), do fogo (iná), da água (omi) e do ar (afẹ́ẹ́fẹ́) que estão em torno de nós e também dentro de nós. Os iorubas ensinam que cada um desses elementos expressa emoções como o amor, a calma, o dinamismo, a sensatez, as quais devem estar sempre em pleno equilíbrio conosco. Por isso, na cultura ioruba, cuidar da natureza é parte do ritual. No seu processo ensinativo, os iorubas aprendem e ensinam com a natureza. Os elementos didáticos estão a volta do indivíduo e dentro dele. A todo momento, ar, terra, fogo, água, assim como vegetais, animais e minerais, são utilizados como exemplos vivos, pulsantes, de comportamentos a serem ou não seguidos; de inspirações a serem percebidas. A pedagogia nagô, concentra-se na natureza. Todas as ferramentas da palavra, versos, contos, cânticos, poemas, provérbios, tomam como base os elementos naturais. Apresentaremos agora, alguns exemplos utilizados no campo de pesquisa: O òwe (provérbio) ioruba:

“Agbasà ni bàbá òkúta” (A rocha é o pai da pedra), funciona como boa referência. Esta máxima ioruba, ensina que nunca devemos nos achar mais importantes do que realmente somos. A lição é respeitar quem já existia antes de nós, pois os mais velhos têm mais poder. Neste provérbio, a pedra (mineral), serve ao homem como fonte de inspiração. Para a medicina ioruba, o mineral água é fonte de inspiração e tratamento. Os médicos iorubas são ensinados a compreender as potencialidades da água, para utilizá-la como fonte de saúde e equilíbrio. Na formação educacional dos médicos na tradição nagô, lhes é dito que a água enxerga melhor do que os homens, pois ela encontra caminhos que não conseguimos ver; que a água torna úmido seu trajeto, fertilizando por onde passa; que a água limpa, higieniza o corpo e os sentimentos; que a água se transforma, como nós devemos nos transformar; que a água hidrata o corpo e amolece as relações tensas. Logo, a água é utilizada nos tratamentos como fonte de saúde e como inspiração, como abordamos em nossa obra Ewé a Chave do Portal. Existem muitos ìtàn sobre o baoba, dada a relevância desta árvore para a cultura, economia

e filosofia iorubas. Um deles, diz que o baoba era a árvore mais velha do mundo. Que o baoba era uma árvore muito velha e rabugenta. Reza a lenda que, quando o Criador (Ọlọ́ run) começou a fazer seu trabalho sobre o mundo, o baoba passou a reclamar de tudo. O baoba em tudo colocava defeito... Segundo o ìtàn, de tando reclamar, o baoba foi enterrado de cabeça para baixo, pelo Criador, para que parasse com as lamúrias. Através do conto, ensinam a respeitar a natureza e a vontade do Criador. A história do baoba demonstra mais do que a personificação de uma árvore. Significa que o ser humano pode aprender com os vegetais. Mais do que um personagem, o baoba figura no ìtàn como um exemplo de comportamento a não

ser seguido. Os valores trazidos também merecem destaque: a resiliência, o respeito aos outros seres vivos, a busca da boa convivência e, sobretudo, a consequência de não observar estes predicados: o indivíduo se torna cego, surdo e mudo, caso não adquira tais virtudes; tal como o baoba, que teve a cabeça enterrada no chão. Em um outro exemplo, cito um dos poemas (ẹsẹ) do Odù Éjì Ogbè, cuja síntese é “A Insubordinação”. Nesta narrativa, o homem é comparado a um ovo de galinha: frágil, perecível e previsível. A teimosia do ovo em repetir as atitudes alheias, foi mais forte do que sua disciplina em cumprir a recomendação. O indivíduo que não se esforça, disciplinando suas ações, se espatifa como um ovo de galinha. E o

REPRODUÇÃO INTERNET

poema encerra ressaltando que “Não é muito tempo. Não é muito distante”, como a nos lembrar que as consequências de nossa insubordinação, há toda hora e bem próximo de nós, nos mostram os resultados. Como pudemos observar com os exemplos acima, não há dúvidas de que a estrutura de ensino ioruba, está fulcrada e interrelacionada com a natureza. A nagologia então, promove compartilhamento dos saberes de forma exemplificativa, metafórica, empírica. Basicamente, é a palavra a catalisadora do conhecimento. E esta, se vale dos elementos da natureza, personificados ou não, para educar. Compreender esse processo educativo atípico, que chamamos de nagologia educacional exige quebra de preconceitos. Requer sair do lugar comum. Romper com os modelos cartesianos. Significa ver e perceber práticas docentes no cotidiano invisível. Interessante notar que esses elementos naturais provocam sentires. É assim a educação ioruba: empírica. Portanto, não há um endereço, um ponto geográfico, um terreno, nem terrenos. Essa modalidade educacional se dá a partir da própria natureza. Seu teto é o firmamento que vai além do que se pode conceber; seu piso é o vasto universo que não se acaba na Terra; suas paredes são tão amplas quanto o horizonte que se estende em quatro direções; suas janelas são o tempo das almas vivas e não vivas que transcendem saberes. Esta escola não tem muros. Esta escola não cabe no mundo. (Trecho do livro: “A Sala de Aula Não Cabe no Mundo-Compreendendo a Nagologia Educacional e suas Metodologias Singulares”, de Márcio de Jagun)

Adquira direto com o autor

ori@ori.net.br EWÉ A CHAVE DO PORTAL ORÍ A CABEÇA COMO DIVINDADE YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ


22

ICAPRA

SÃO GONÇALO LANÇA 1° SEMANA DA UMBANDA, APÓS 113 ANOS DO NASCIMENTO DA RELIGIÃO BRASILEIRA, E SITE DO MUSEUMBANDA, QUE REUNIRÁ TODA HISTÓRIA DESTE PATRIMÔNIO DE NOSSO PAÍS POR MARCELO FRITZ DIVULGAÇÃO

A

Umbanda, foi fundada, pelo caboclo das 7 encruzilhadas, a Umbanda é uma religião que surgiu no Brasil no dia 15 de novembro de 1908. O anunciador desse credo foi o médium Zélio Fernandino de Moraes (1891-1975). Essa religião abrange aspectos do candomblé, espiritismo, catolicismo, índios. Isto ocorreu em Neves- São Gonçalo e visando preservar esta memória pai Fernando d’ Oxum idealiza o MuseUmbanda, que visa preservar toda cultura umbandistas, articulando com o poder público para viabilizar esta realização importante. Com início no dia 11 e se encerrou no dia 20 de novembro. Debates, apresentações culturais, estudos científicos, entre outras ações marcaram o evento que no seu encerramento concedeu através do vereador

Romário Regis, quatro títulos de Cidadão Sãogonçalense, para Escritor José Beniste, o Babalorixá Marcelo Fritz, o escritor umbandista Alexandre Cumino e a Dra em Ciência

ICAPRA

Lavagem de zumbi em Duque de Caxias-RJ é realizada dia 19 de Novembro

PRESENTE NO SIRÊ NA RUA EM BELFORD ROXO O evento aconteceu no último dia 20 de novembro na pça Eliaquim Batista de Belford Roxo. O evento teve início às 11h com a chegada de vários babalorixás, que participaram do xirê cantado pelo Babalorixá Oyá Merin Inã. Babá Marcelo Fritz, representando o ICAPRA- Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições, esteve presente no evento que também teve muitas presenças como: Pai Wilson d’ Xangô, Babá Sérgio d’ Oxum, Egbomy Silvinha d’ Ogun, Mãe Natália d’ Iansã, Doté

da Religião Claudinha Alexandre. A semana da Umbanda foi aprovado pelo secretário de Turismo e Cultura então vereador Lucas Muniz e dirigido pelo babá Fernando d’ Oxum.

Alexandre, Iyá Jô d’ Omolú, Deí d’ Oxalá, Pai Robson d’ Oxóssi, dentre muitos sacerdotes presentes. A ex vereadora social, Kenia Santos , criadora da lei que reconhece povos de matriz africanas no município, junto com uma comissão de Axé, deu todo suporte para realização do evento que teve falas sobre racismo religioso, intolerância religiosa, direitos humanos e consciência pelo dia 20 de novembro. Foram distribuídas moções de aplausos as lideranças presentes.

O dia homenageia o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada pelas tropas coloniais brasileiras, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, este ano foi realizado a lavagem do busto de Zumbi em Duque de Caxias dia 19. O evento tem a direção de Luana da Banda Ojúobá Axé, que este ano esta presidente do COMDEDINEPIR – Conselho Municipal de

Defesa dos Direitos dos Negros e Promoção da Igualdade Racial e Étnica de Duque de Caxias. A lavagem contou com a presença de lideranças de movimentos sociais, poder público além de um ato ecumênico onde o Babalorixá Marcelo Fritz d’ Oxaguiã, representou as comunidades tradicionais. O evento serviu dia 20 de novembro feijoada para centenas de pessoas gratuitamente e teve programação intensa durante toda semana. Parabéns!


ICAPRA

NOITE ODARA MARCA AS CELEBRAÇÕES DO ILE ASÉ OMOODÉ DIRIGIDO PELO SACERDOTE WASHINGTON T´LOGUN CHRISTINE KELLER

O

MARCELO FRITZ

babalorisá Washington t´Logun e o Ile Asé Omoodé, em São João de Meriti, estiveram em festa no dia 16 de outubro para diversas celebrações importantes e belíssimas que foram magnificamente orquestradas pelo sacerdote. O evento teve início às 20h e foram realizados o Ajodun de Osun e de Logun Edé, o Ipeté e o Balaio de Osun, o Peixe de Logun Edé, a obrigação Odun Eta de Lays de Logun, e o Omorunkó de Oyá. O salão estava ricamente adornado onde a alegria e calor do amarelo estavam presentes nos laços e flores diversas, preparados com muito amor e mimo para receber com a grandiosidade que nossos Orixás merecem quando nos presenteiam com sua chegada. Difícil é eleger qual foi o momento mais emocionante das comemorações. O Candomblé foi feito pelo Ogã Bruno de Esu que conduziu as cantigas e toques. Tudo muito alinhado. Após a cerimônia foi servido um delicioso jantar com Strogonoff de Camarão e Salada de Bacalhau para cerca de 120 convidados presentes. Dentre eles pai Yango de Obalúwàiye,

pai Marcelo Fritz de Òsògìyán, pai Alexandre Nega, Pai Reginaldo de Logun, entre muitos outros. O babalorisá Washington t´Logun agradece a todos os seus convidados e faz um agradecimento especial a todos filhos, netos e bisnetos do seu Egbé que a cada dia somam para o Asé Omoodé. Pai Washington t´Logun foi iniciado por pai Alexandre de Osumare e hoje dá continuidade à sua trajetória com pai Wagner de Ososse, do Asé Bom Pastor. Toda a sua família é do Candomblé. Sua irmã carnal é Ekede Míriam de Yemonjá. Seu filho carnal Pietro de Ayrá e seu companheiro Paulo de Oyá. O Ile Asé Omoodé foi fundado pelo Baba Washington em 20 de maio de 2014 e está localizado na Rua Abaeté, nº 101, no Éden, em São João de Meriti. Facebook: https://www.facebook.com/profile. php?id=100011093596554 e Instagram: @babalorisawashington. YouTube: Programa Omoodé. WZP: (21) 97475.9937

23


24

ICAPRA

ILE AŞÉ EWÉ BIYOLÁ ASÀ KUNLE FESTEJA OSUN COM RITOS DE TRÊS DIAS E GRANDE FESTA EM CABO FRIO CHRISTINE KELLER

O

Bàbálòrìşá Alex Guaraná de Osanyn e sua esposa Iyalaşę Adriana de Iyewa do Ile Aşé Ewé Biyolá Asà Kunle (Asé Parque São Jorge) de Cabo Frio, região dos Lagos do Rio de Janeiro, celebraram Osun com toda beleza e respeito aos rituais. A homenagem teve a duração de três dias. A abertura foi no sábado, dia 9 de outubro, com as festividades de Ósun (Àjodún Oşun) na beira do rio com o lindo ritual Omi Talórę. No domingo, 10, as comemorações seguiram com muita emoção e a grandiosidade que Oxum merece. A partir das 15h foram recebidos convidados de diversas localidades para a Cerimônia pública IPETĘ. Na ocasião também aconteceram o Igberę Yawo Oşun de Mirella, o Odun Meta Oşun de Luciane e a confirmação de Ekeji Rozane. O Candomblé foi orquestrado pelo sr. Ogã Everton e Otun Aşę André Luís. No encerramento foi servido um belo jantar aos convidados, como manda uma festa à nossa grande mãe Osun. Dentre os convidados estiveram presentes, a quem o Bàbálòrìşá Alex Guaraná e sua esposa Iyalaşę Adriana agradecem: Bàbálòrìşá Marcelo Fritz (Rio de Janeiro),

BàbálòrÍsá Henrique (Araruama), BàbálòrÍsá Yango (Rio de Janeiro), Egbon Rodrigo (Osun Magrinha de Cabo Frio), Iyalorişá Rose (Araruama), Egbon Wagner (São Paulo), Egbon Leonardo (Arraial do Cabo), Bàbálòrìşá Douglas (Rio de Janeiro) e Bàbálòrìşá Elvis (Cabo Frio). O encerramento aconteceu dia 11, às 11h, com a entrega do Balaio de Oşun. O Aşę Parque São Jorge se sente realizado em agradar amigos

convidados, e principalmente o nosso sagrado. O Ile Aşé Ewé Biyolá Asà Kunle (Asé Parque São Jorge) foi fundado em 2007, pelo Bàbálòrìşá Alex Guaraná e sua esposa Iyalaşę Adriana. O babá é filho do sr. Luciano de Castro, Bàbálòrìşá Kill (Ase Pavuna), Nação Ketu. A casa está localizada na Rua Elias – Bairro Alecrim – Cabo Frio. Facebook: Asé Parque São Jorge e Instagram: @ewebiyola.


ICAPRA

25

Beleza e esplendor na festa intimista que homenageou a Oxum de Pai Batatinha, Sacerdote do Ile Ase Iyami Ominibu CHRISTINE KELLER USM - WEB TVR PRODUÇÕES

O

Ile Ase Iyami Ominibu comandado por pai Batatinha de Oxum realizou no dia 23 de outubro a Festa de Oxum e a confirmação de Ekedi Aline e de Ogan Guto. A celebração foi intimista, porém belíssima, e contou com mais de 100 pessoas. O barracão foi ricamente adornado com muitas flores coloridas e majestosa mesa, com doces e um formoso bolo. A partir de 2022, as festas em louvação à Oxum do babá serão públicas, sempre em outubro. O ponto máximo foi a presença de Oxum, com seu encantador traje de um luminoso dourado e branco. A festa foi orquestrada pelo Padrinho do Ase Ominibu, Pai Henrique Homofaya. Ao final, o jantar foi servido com pratos e petiscos variados. O Babalorixá Batatinha de Oxum agradeceu a Olodumare, a Oxum por tê-lo escolhido como seu filho, a toda a sua ancestralidade e aos Orixás, aos irmãos, amigos, Babas e Yas presentes nesse momento tão importante de sua vida e seu Ase.

Em especial a sua mulher Michelli Silva, seus filhos Carlos Eduardo de Oxoguiã e Larissa de Iyemonja, sua mãe carnal Eliana Carneiro e toda a sua família, que é sua viga mestra. O babá também deixou seu obrigado aos seus Peixinhos (os filhos do Ase) por toda dedicação,

comprometimento e amor ao seu Babalorixá, a Pai Paulo Vieira, por toda dedicação, responsabilidade e comprometimento. Ao padrinho do Ase, Henrique Homofaya, por ter participado de tudo desde o início ao término da função e conduzido a festa de Ya com muita sabedoria

e respeito. Às suas irmãs Fátima de Oyá e Lucia, por terem criado e cuidado do Ase e dos iniciados, Ogan Guto e Ekedi Aline. Baba Batatinha de Oxum tem 24 anos de santo, é filho de Ya Yara de Oxum (in memoriam). Hoje segue suas obrigações com seu Irmão e

atual Babalorixá Paulo Vieira (Sangozinho). É descendente do Ase Oxumare e neto de Sr. Paulo da Pavuna. Sua casa fica na Rua Projetada i, lote 20, Coqueiral, em Sepetiba - Rio de Janeiro. Ele atende para jogos de búzios no Axé ou no Méier com agendamentos pelo WZP: (21) 99602-6926.


TOCA DO

CAÇADOR Bichos para a sua obrigação com qualidade ENTREGA GARANTIDA BICHOS DE QUALIDADE HÁ 19 ANOS NO MERCADO Venha ir confer

MENOR PREÇO DO MERCADO

Recol sem d ha-se ívida! Pague s eus B icho data de sua obr s até a ig Sem SP C E SER ação ASA Direção Ogan Flávio

MERCADÃO DE MADUREIRA: Av. min. Edgar Romero, nº 239 - Gl. G - Lj: 222 Tel: ZAP – 021 – 9 6490-8411 / Madureira II: Pxóximo a pça do Patriarca

Produtos de Qualidade VENDAS ATACADO | PREÇOS IMBATÍVEIS, CONFIRA!

Velas de 7 dias 325g / 240g / 200g Velas 14 e 21 dias Sacos Vários tamanhos Cartucho Velas Cor

/velasnovacatedral TEL: (21) 2593-0718

VELAS DE QUALIDADE www.velascatedral.com

Velas Especiais: Nossa Senhora Aparecida, Anjo da Guarda, São Jorge, dentre outras. Confira!


ICAPRA

27

SIMPATIAS magia deve ser escrita a lápis, nunca a caneta!), um copo com água e uma vela branca (se puder pode ser a de 7 horas, senão aquela palito normal mesmo).

Simpatia para atrair o amor na força de Oxum Essa simpatia é na força da nossa querida Mãe Oxum, a Deusa do Amor. Para tanto você precisará de quatro búzios, duas velas amarelas, mel, quatro moedas de mesmo valor, oito rosas amarelas e um pratinho branco (não precisa ser virgem). Escolha um lugar bem bonito. Se puder ir numa cachoeira, é o mais interessante. Mas se não tiver uma perto da sua casa ou for difícil, escolha um lindo jardim ou praça. Coloque seu pensamento e coração vibrando no amor e na força de Oxum. No local, firme as quatro velas no pratinho. Em seguida, derrame o mel em volta delas. Coloque os quatro búzios e as quatro moedas em volta das velas. Peça a Oxum que traga um lindo e puro amor, uma pessoa que complete você e você a ela, com muito entendimento, cumplicidade, amor, paz, respeito e carinho. Louve por três vezes Oxum dizendo (ou em pensamento): Ora Yê Yê Ô, Oxum! Enquanto faz o pedido e louva vá colocando as rosas amarelas em volta. Deixe por três dias e caso tenha sido feito perto de uma cachoeira ou rio, se possível, volte para retirar. Ao final, deixe num belo jardim. Se você já faz no jardim ou praça, pode deixar lá. Simpatia Cigana para atrair a pessoa certa para o amor Olhe no calendário e veja qual a próxima Lua Cheia. É importante que você esteja certo/certa de que a pessoa escolhida é a ideal para você. Essa simpatia é poderosa, só faça na certeza. Compre uma maçã bem vermelha e bonita, mel, um pouco de açúcar, separe dois pedaços de papel branco, dois pires brancos, 1 lápis preto (lembre-se que toda simpatia e

Modo de fazer: Escolha um lugar bonito em sua casa para colocar, ou, se tiver um altar, ponha ali. Tire a tampa da maçã e reserve. Tire as sementes da maçã, mas deixe o miolo da fruta. Coloque a maçã em cima do pires branco. Escreva o nome da pessoa amada e o seu por cima com o lápis. Dobre e coloque dentro da maçã cobrindo com o mel. Pegue o outro papel e escreva o nome da pessoa amada e o seu por cima a lápis, coloque dentro do copo de água e ponha um punhado de açúcar. Acenda a vela branca em cima do outro pires branco. Coloque a tampinha da maçã no pires da maçã ao lado desta. Peça a Santa Sara Kali com toda a fé e amor. Deixe por três dias sempre orando à Santa Sara e o Povo Cigano durante esse tempo e agradecendo. Depois disso, enterre a maçã em um vaso frondoso, jogue a água do copo por cima. Os restos da vela jogue no lixo. Os pires e copo podem ser lavados e reutilizados. Simpatia para terminar um relacionamento e esquecer a outra pessoa Se o seu problema é um relacionamento que não está dando certo, tóxico, que não faz bem para você nem para a outra pessoa, o ideal é acabar, sem mágoas nem

ressentimentos e cada um seguir sua vida. Mas, e se a outra pessoa não quer? Ou se, mesmo você tem dificuldade em desapegar? Pois faça essa simpatia e verá os resultados. Mas, como sempre gostamos de dizer, é necessário saber o que está fazendo e sempre desejar o bem da outra pessoa. Pegue uma tira de papel branco e escreva a lápis o nome completo da pessoa que você quer terminar e esquecer. Enquanto dobra em várias vezes vá mentalizando a saída da pessoa e dizendo: “Estou libertando você e decretando o fim de nossa relação. Isso é o melhor tanto para mim quanto para você. Desejo que siga o seu caminho e seja muito feliz, assim como eu serei!”. Coloque esse papel dobrado na porta de entrada de sua casa. No dia seguinte, bem cedinho, pegue o papel e enterre em um jardim ou vaso bem florido e distante da sua casa. Boa sorte! Simpatia para a prosperidade financeira Antes de fazer essa simpatia ou qualquer uma para prosperidade é importante que você faça uma boa limpeza em sua casa. Procure dar roupas, objetos e utensílios que já não servem para alguma instituição para que outras pessoas possam usar. Desapegue! Também jogue fora o que não tem serventia, o lixo acumulado e coisas quebradas que atraem energias negativas. Comida estragada na geladeira também não é bom deixar. Providencie os itens para a simpatia e, depois dessa faxina, tome um bom banho de ervas de sua preferência para descarregar. Compre uma vela de 7 dias dourada ou amarela para chamar a prosperidade. Separe uma moeda de qualquer valor. Para quem mora em casa, vá até o jardim ou porta de entrada (se reside em apartamento, pode ir na varanda ou janela, ou mesmo porta de entrada) com a vela amarela. Passe a mão na vela debaixo para cima e depois de cima para baixo mentalizando coisas boas para sua vida, abertura de caminhos, saúde, dinheiro entrando,

prosperidade em todos os campos da sua vida, com muita fé e pensamentos positivos, muito axé. Num pratinho ou pires branco (não precisa ser virgem), coloque um pouco de canela em pó desenhando com sua mão (a que usa para escrever) um cifrão ($) que representa dinheiro entrando em sua vida. Em seguida, no meio, coloque a vela e acenda, sempre mentalizando e pedindo. Não se esqueça de colocar a moeda ao lado no pratinho com o valor virado para cima. Ponha o pratinho em algum lugar mais alto do que sua cabeça. Deixe queimar a vela até o fim do sétimo dia. Depois ponha tudo o que sobrar na natureza (um jardim, por exemplo). Enterre a moeda em um vaso bem bonito em sua casa. Simpatia para atrair dinheiro Pegue três moedas de mesmo valor. Passe em volta do corpo e enterre em um vaso com um girassol bem bonito. Enquanto faz a simpatia mentalize dinheiro chegando para você, fartura, contas pagas e muita prosperidade. Peça saúde, proteção e paz também. Não se esqueça de regar todos os dias e mentalizar sempre os pedidos. Boa sorte!


28

ICAPRA

EXPOSIÇÃO “LAROIÊ CAMINHOS ABERTOS PARA O NOSSO SAGRADO”, TRAZ RELÍQUIAS DO CANDOMBLÉ NO MUSEU DA REPÚBLICA

I

CHRISTINE KELLER

DIVULGAÇÃO DO FACEBOOK DO MUSEU DA REPÚBLICA

mperdível! Inaugurada no dia 20 de novembro, a exposição “LAROIÊ Caminhos abertos para o Nosso Sagrado”, no Museu da República, está de portas abertas esperando sua visita! A mostra, orgulho da casa, é “uma pequena introdução à Coleção Nosso Sagrado”, segundo as redes do Museu. O público poderá conferir as peças que estão expostas no Salão Nobre do Palácio do Catete: um adê (coroa), dois

abebês (leques), um fio de contas e uma indumentária completa (objetos sagrados de Oxum) e também uma cabeça antropomórfica, em cerâmica, apresentação de Exu Ijelú. E não para por aí! Diversos painéis nos jardins do Palácio retratam a história do acervo. Contam desde o início, quando as peças foram criminalizadas, por volta das primeiras décadas do século XX,

até o movimento “Liberte o Nosso Sagrado”, que teve sua culminância com a chegada das peças ao Museu da República, que aconteceu em setembro de 2020. Horários de visitação: PALÁCIO DO CATETE: 10 às 17h (terça a sexta) e 11 às 17h (sábados, domingos e feriados). JARDIM: 8 às 17h (diariamente). Entrada franca. Endereço: Rua do Catete, nº 153 – Catete – Rio de Janeiro – RJ.

Tradição, Qualidade e Preço!

Preços especiais para logistas e atacado

Confira! VELAS BOM JESUS ANJO DA GUARDA | SÃO JORGE ZÉ PILINTRA DENTRE OUTRAS... Fabricamos vários tamanhos e cores | Cartucho | 7 dias 14 Dias | 21 Dias dentre outros... Loja: Rua Abdala Naja, 76 - Centro São João de Meriti - RJ / Tel: 21 - 2756-2547 Fábrica: Rua da Matriz, 4000 - Coelho da Rocha - São João de Meriti - RJ / Tel: 21 - 2756-1885

E-mail: velasbomjesus@cossich.com.br


ICAPRA

29

Tarde dourada e mágica para celebrar a Osun de Doné Wilma, herdeira do Ilê Estrela de Ogum, em Belford Roxo CHRISTINE KELLER

O

MARCELO FRITZ

Ilê Estrela de Ogum, comandado por Doné Wilma D´Osun, realizou em 24 de outubro um grandioso festejo para louvar a Osun da sacerdotisa. A festa acontece anualmente em outubro e, como é de praxe, muito esperada. A abertura foi com um delicioso café da manhã, com pizza, cachorro-quente, esfiha, hambúrguer, etc. O barracão ricamente preparado recebeu centenas de pessoas que fizeram questão de prestigiar com muito carinho e reverenciar a bela Osun de Mãe Wilma.Além disso, o evento teve

outro importante motivo para comemorar. Nesse dia também aconteceu a confirmação dos Ogãs Jonathan e Felipe e da Ekedi Tamires. Durante a cerimônia foram vestidos todos os santos que tomaram o Rum. Ao final houve a saída da mamãe Osun radiante em seu belíssimo traje em branco, azul e dourado, com os Ogãs e a ekedi confirmados, e todos os santos acompanhando em uma esplêndida corte. Ogã Jaçanã, Ogã Guarani de Sobô, Ogã Léo de Badé, Ogã Buda de Bobosa, Ogã Manelzinho, entre outros, foram os

responsáveis pelos toques e cantigas. Entre os convidados estavam DotéEry, da Casa Matriz de Cejá Undê (de Cachoeira/BA), Pai Anselmo d ´Oxalá, Mejitó Eduardo de Gbésèn, Iaponira de Yansã, Mãe Cilica d´Osun, Gaiaku Elenice do Huntologi, DonéCirey de Yemanjá (de Búzios), entre outros. Doné Wilma D´Osun agradece a todos que compareceram nessa data tão especial. O encerramento foi com um almoço requintado onde foram servidos: Bobó caprichado no Camarão, Carne Assada, Frango, Empadão, Panqueca,

Salpicão, Maionese, Feijoada, Arroz e Farofa. Doné Wilma celebra: “Foi um Candomblé compacto, mas cheio, bonito e que tudo deu certo”. O Ilê Estrela D´Ogum foi inaugurado em 1973 pela mãe carnal e irmã de santo de Doné Wilma D´Osun, Doné Eny T´Ogun(In Memoriam), ambas filhas de Pai Zezinho de Boa Viagem (In Memoriam). Mãe Wilma herdou a Casa em 1994, um ano depois da morte e do Asese de Doné Eny. O Axé fica localizado na rua Tamoio, nº 353 – Heliópolis – Belford Roxo. Facebook: Ilê Estrela do Ogum.


ICAPRA

M

uitas pessoas me têm perguntando o que obtive, em que me beneficiei como Cultuador e Seguidor da RELIGIÃO YORUBÁ, como adorador de IFÁ. De múltiplas maneiras me tem sido formuladas essas perguntas, quando realmente o que desejam saber é “que volume de sorte, em que proporção de bem-estar econômico me dará a prática do CULTO a IFÁ”. Como se pode ver, há um conceito errado, tanto no campo de IFÁ, como também no campo de OSHA (ORIXÁS), sobre uma certeza de um “Benefício Imediato”, depois que uma pessoa se inicia na Religião. Desde meus primeiros passos dentro das RELIGIÕES AFRICANAS, particularmente tive a fortuna de haver sido orientado (medianamente) de uma forma correta: IFÁ te dará a pauta de como deves atuar e caminhos a seguir para um bom desenvolvimento. Não é demais esclarecer que ninguém deve chegar a iniciar-se em nenhuma das RELIGIÕES AFRICANAS só buscando a obtenção de “Boa Sorte” como um fim único, pois o mais seguro é que posteriormente sinta-se decepcionado. A experiência pessoal no mundo do espiritual e religioso me tem feito chegar a certas considerações e conclusões que penso é meu dever transmitir para benefício dos futuros seguidores da RELIGIÃO YORUBÁ, antes de continuar explicando a que nos levará a iniciação em IFÁ: Não se deve ingressar ou iniciar nenhuma pessoa de forma apressada em uma corrente espiritual, tampouco em uma RELIGIÃO AFRICANA. A determinação de nossa espiritualidade só pode ser expressada por IFÁ, quer dizer, só através da “VOZ”

A INICIAÇÃO EM IFÁ: QUE BENEFÍCIO PARTICULAR NOS TRARÁ? de ORUNMILÁ. O simples fato de que gostemos de Espiritismo, que queiramos ser BABALORIXÁS/IYALORIXÁS ou BABALAWÓS, não é indicativo que isso seja nosso caminho: há de haver a consciência que cada pessoa nasceu para ser algo determinado na vida e isso não pode ser “moldado” ou “modificado” pelo capricho pessoal do interessado ou pelo maior que se comprometa a efetuar a iniciação. Esclarecidos esses pontos, continuemos com o que diz respeito a iniciação em IFÁ. Ingressar, iniciarmos na ADORAÇÃO A IFÁ e, por

conseguinte a ORUNMILÁ, não pode ser feito de maneira abrupta: o ORÁCULO ou ADIVINHAÇÃO por meio de IFÁ, corretamente interpretado, será quem nos indique o momento em que nos iniciaremos, recebendo o IKOFÁ – APETEBI (para mulheres) e o AWÓ FAKAN NI ORUNMILÁ (para homens), o que é denominado “inadequadamente” de MÃO DE ORUNMILÁ. O termo verdadeiramente nos corresponde a RECEPÇÃO DA ENTIDADE ORUNMILÁ em nossas vidas. Não podemos acreditar que por efetuar pedidos de “BOA SORTE”, nos choverá

a mesma, isso é fato. Se nos encontrarmos necessitados materialmente, só com o passar pela CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO não teremos as mãos cheias de dinheiro, como tampouco nos chegará distintos bens materiais de forma espontânea e muito menos ganharemos todos os prêmios da loteria. Ao nos constituirmos como iniciados e seguidores de IFÁ, nós mesmos nos constituiremos nesse momento em “um vivo oferecimento” a cumprir com os ditames, regras e leis de como se deve desenvolver a vida. Por que se diz isso? Não podemos ver a IFÁ, nem a nenhuma religião como a “Panaceia” ou “Remédio” para qualquer problema. De um só golpe, de uma só vez, não se pode resolver todos os problemas que viva uma pessoa: uma Cerimônia, por mais sofisticada e poderosa que seja, não vai mudar ou resolver o problema daquelas pessoas que, todavia, não aprenderam a resolver sua própria vida. O primordial de IFÁ é aprender a aceitar seus ditames e conselhos, pois em seu grande e profundo conteúdo estão as LEIS SUPREMAS DA VIDA. Se acatarmos essas LEIS, essas NORMAS DE VIDA, as mesmas nos procurarão num desenvolvimento pessoal que será o que nos guiará entre outros objetivos a obter “BOA SORTE”. Se IFÁ nos indica algo que não devemos fazer, o cumprimento dessa determinação será o que nos encaminhará a ter a “BOA SORTE” que ansiamos. Desde o primeiro momento de nossa iniciação, se abrirá um leque de oportunidades para nosso melhoramento espiritual e material. Ali mesmo começarão a se apresentar as oportunidades para nosso correto desenvolvimento pessoal, que já foi escolhido por

31

nós antes mesmo de nascer e nos permitirá começar a corrigir atitudes errôneas que temos praticados desde os nossos primeiros anos de vida. Assim mesmo nos serão colocados práticas e comportamentos futuros que permitirão “dar por encerrados” os males, as desgraças, os equívocos e males procedentes que nos criavam situações conflitivas, guerras, má sorte, fracassos, enfermidades e padecimentos, etc. Não só o fato do efeito dos sacrifícios e oferendas às Entidades, formular pedidos aos ORIXÁS, nos trarão a solução, devemos nos acoplar a um novo sistema de vida que nos trará paz a nossa espiritualidade e nos encaminhará pelo caminho correto para nosso exato e benéfico desenvolvimento pessoal. Os Conselhos e Ditames de IFÁ, já obtido diante a um registro – OSODE (Consulta com IFÁ) ou através do ITÁ DE IKOFÁ ou AWÓ FAKAN (Iniciação em IFÁ), são em definitivo a “CHAVE” que abrirá as portas de nosso bem-estar. IFÁ não é uma “Proteção”, não é um “Amuleto”, como a grande maioria crê. Tê-lo em posse não nos dará sorte e proteção instantânea. IFÁ nos guiará, se aceitarmos ser conduzidos por suas mãos, pelos caminhos corretos e mais limpos da VIDA, advertindo-nos dos obstáculos que a todos se fazem presentes. IFÁ é a BÚSSULA que nos orientará para chegar ao “PORTO SEGURO” que estão na rota de nossas vidas particulares. Ifá Ni L’Órun Oluwó Siwajú Evandro Otura Aira – Líder religião da Rhama Ifá Ni L’órun evandrolucumi@hotmail.com Foto: Reprodução internet Redes: @ifanilorun Site: ifanilorun.com.br


Oxalufã Rei dos Orixás

TUDO EM ARTIGOS RELIGIOSOS Melhor Preço do Mercado Em dois endereços

Missangas | Barros | Louças

Produtos Africanos | Imagens | Charutos Bebidas e Muito Mais...

oxalufareidosorixas

@lojasoxalufa

oxalufa.mercadao@gmail.com

Av. Ministro Edgard Romero, 239 Galeria G - Loja 208 / Galeria H - Loja 207 Mercadão de Madureira -RJ

Av. Gilka Machado, 97 Lojas: 9 e 10 Recreio dos Bandeirantes - RJ

TEL: (21) 3355-8982 / 3355-8798 (21) 98283-4466

TEL: (21) 2146-3547 (21) 99086-5077


ICAPRA

33

MuseUmbanda fará resgate da memória da criação da Umbanda e deve se tornar referência na luta contra racismo e intolerância religiosa CHRISTINE KELLER DIVULGAÇÃO E ARQUIVO DE FERNANDO TORRES

S

ão Gonçalo, no Rio de Janeiro, será a sede doMuseUmbanda. A iniciativa pretende resgatar a dívida histórica que o município tem com a memória da Umbanda, por ter sido “anunciada” em São Gonçalo e a casa onde foi o berço do nascimento ter se transformado numa fábrica de alumínio.A mesma foi vendida pela família do anunciador da Umbanda, Zélio Fernandino de Morais e a Prefeitura de São Gonçalo não tomou nenhuma atitude para proteger o inestimável Patrimônio Histórico Material. O projeto do MuseUmbanda foi pensado por Fernando Torres D´Oxum, Bacharel em Direito e Conselheiro de Cultura de São Gonçalo na Cadeira de Matrizes Africanas, em outubro de 2019, na Tenda Espírita São Lázaro do Pita, onde ele é zelador umbandista. Ele convidou os amigos, os professores/historiadores Jorge Santana e Luciano Tardock para juntos idealizarem o museu.O MuseuUmbanda pretende ser uma instituição viva. O projeto além do museu contará com produção de cultura e oficinas de Artesanato, Dança,Teatro, Música, Literatura, etc. Reunirá no local ainda sendo definido em São Gonçalo, uma Biblioteca sobre o tema Matrizes Africanas e Umbanda

Casa demolida

Casa de Zélio Fernandino de Morais e uma porta Jurídica que será oferecida ao Estado do Rio de Janeiro para implantação de um polo avançado do DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), além de uma Ouvidoria do Ministério Público para receber as denúncias de Intolerância religiosa e crimes afins. Isso porque o museu também se propõe a pensar o racismo e a intolerância religiosa contra as religiões de matrizes africanas, entendendo ser um instrumento pedagógico de combate as opressões. O Museu da Umbanda ou MuseUmbanda irá salvaguardar a memória da religião, uma vez que se propõe contar a história da Umbanda, do seu nascimento até os dias atuais, pelos

Fernando Torres idealizador do MuseUmbanda religiosos e depois por estudiosos. O Museu da Umbanda compreende que não é possível entender o Brasil e o povo brasileiro, sem pensar a Umbanda uma religião genuinamente brasileira constituída a partir das três matrizes, pilares da formação brasileira: europeia, indígena e africana. A história do nascimento da Umbanda será contextualizada com a história do Brasil e a história da

cidade de São Gonçalo. O Museu será formado por cinco exposições permanentes: “Zélio e o Nascimento da Umbanda”, “Intolerância religiosa”, “O que é Umbanda”, “Outras Umbandas” e “Plantas que curam e protegem”. E um espaço para exposições temporárias que tenham como temática negritude, religiões afro-brasileiras, história de São Gonçalo, religiões indígenas e intolerância religiosa. No dia 2 de outubro aconteceu a Assembleia da Ata de Fundação do MuseUmbanda, na Tenda Espírita São Lázaro do Pita. Os idealizadores já estão inscritos na discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias da Prefeitura de São Gonçalo para a o ano de 2022 (Programa 2025 – Difusão Cultural). Até o fechamento do Jornal ICAPRA o Movimento contava com os seguintes apoiadores:Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de São Gonçalo, Deputado estadual Waldeck Carneiro; Deputado Federal David Miranda; Vereador de São Gonçalo Romário Régis;Ialorixá Márcia de Oxum e Arethuza D’Oyá,Ìyalàṣẹ e Conselheira de Políticas Públicas Culturais do Estado do Rio de Janeiro, ambas do Ẹgbẹ Ìlẹ̀ Ìya Omidayè Àṣẹ Obalayò; Babalorixá Marcelo Fritz de Oxaguiã e Jornal ICAPRA; Mãe Neide Oya D’Oxum (Quilombo dos Palmares/Alagoas); Mãe Flavia Pinto, babá/matriarca da Casa do Perdão e gestora; Pai de Santo de Umbanda e escritor Alexandre Cumino; Tião Casemiro (músico, compositor e ogã); professor Antônio Augusto (diretor do Museu Vivo do São Bento/Duque de Caxias) e o professor, doutor, babalawô Ivanir dos Santos.

Hoje funciona uma loja de venda de alumínio


34

ICAPRA


ICAPRA

Mãe Isis Baramona, realiza almoço em homenagem a Pai Alexandre d’ Dan

I

MARCELO FRITZ

lê Asé Oxum N´lá, dirigido pela Iyalorixá mãe Isis d’ Oxum, filha de pai Fomo d’ Iansã de Brasília, realizou um almoço, no dia 14 de outubro, que contou com a presença de amigos e pessoas ilustres do axé. O evento foi para prestar homenagem ao pai Alexandre pela amizade e carinho e importância do amigo de longas datas conta mãe Isis d’ Oxum (Baramona), que serviu vários pratos no almoço que se estendeu a tarde entrando pela noite. Mãe Kita d’ Iansã, Pai Geraldinho d’ Odé, Pai Alexandre d’ Ogun, Pai Anderson de Bomboxé, Pai Cládio d’ Exú, Samburiqui, ogã Washigton d’ Oxóssi, Pai Yango d’ Obaluayê, Yarley d’ Logun Édé, Pai Walace d’ Logun Edé, pai Delcimar d’ Xangô, Mãe Jarina d’ Oxum, dentre muitos convidados. Os convidados foram presenteados no decorrer da tarde e o grande homenageado da tarde pai Alexandre de Dãn agradeceu com alegria a todos que ali estavam, pelo carinho e respeito a sua trajetória.

35


ICAPRA

37

CHRISTINE KELLER MARCELO FRITZ

N

o dia 2 de novembro, o Babalorixá Claudio Miranda T’ Ossosi do Igbá Asé Oluborí Odé recebeu mais de 600 convidados em uma majestosa festa preparada com amor e dedicação à Rainha Maria Mulambo das Almas. O evento iniciou às 12h com o salão ricamente adornado com flores e todo o cuidado do babá e de toda a Egbé em cada detalhe para receber com maestria a rainha do dia e da noite e os visitantes. A abertura foi com Pai Claudio e a valorosa colaboração dos ogãs, de seus filhos e amigos como egbome Fernando Miranda, babalorixá Léo t´ Jagun, o Filho Pequeno Fernando Matheus, Wesley Moreira, Novinho t´ Exu e muitos outros. Quando a Rainha Mulambo das Almas chegou foi o ápice, com uma energia incrível de amor e reconhecimento de sua grandeza por todos que foram louvá-la. E ela dançou e festejou soberana. Após a cerimônia foi servido um churrasco, caldos, petiscos variados, drinks, cervejas, água com gás, sucos e refrigerantes diversos e teve um pagode pela entidade Dona Maria Padilha do irmão de santo do babá Cláudio, Max Caetano. A festa foi um sucesso e encerrou à 1h30. O Babalorixá Claudio Miranda T’ Ossosi agradece à sua Yalorixá Glenir t´ Yewa, a todos os seus irmãos do Igba Asè Akinjole, a Pai Nil de Yemanjá, a família do Axé Obá Teru, ao Babalorixá Anderson t´ Ossosi (Fofinho), Gabriele t´ Yewa, ao amigo Pai Marcelo Fritz de Oxaguiã, Mãe Tatiana e pai Júnior (ogã) e família e a todos os amigos que prestigiaram a festa. E fez um agradecimento especial aos seus filhos que estão com ele para tudo, nos momentos bons e nos difíceis. O Igbá Asé Oluborí Odé foi fundado pelo Babalorixá Claudio Miranda T’ Ossosi em 2011. Babá Cláudio tem 32 anos de iniciado por Robson de Logun Ede (In Memoriam), tomou suas obrigações com Robinho de Osogyan (In Memoriam) e hoje está com Yalorixá Glenir t´ Yewa. O Igbá Asé Oluborí Odé.está localizado na Rua Ptolomeu, Lote 25, Quadra 29, no Jardim Glaucia, em Belford Roxo. Facebook: IgbáAséOluboríOdé.

Tarde de brilho no Igbá Asé Oluborí Odé. Sacerdote Cláudio T’ Ossosi e convidados celebram a grandeza da Rainha Mulambo das Almas


MIRONGA Tudo para o seu Ritual

Produtos Africanos – Roupas – Barros – Louças Missangas – Incensos – Velas – Produtos Esotéricos Bebidas – Cereais e muito mais... PROMOÇÃO: FECHE SUA LISTA COMPLETA CONOSCO E GANHE UMA PÁGINA NO JORNAL ICAPRA! CONSULTE-NOS E SAIBA COMO!

Venha tomar um café conosco Cobrimos Oferta! Rua João Fernandes Neto, 1436 – Loja: 07 – Centro Belford Roxo – RJ

Tel: (21) 2663-5815 (21) 9712-19010 EMAIL: MIRONGA.GERAL.COM

Parcelamos sua compra em até 5 vezes Consulte-nos!


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Jornal Icapra 129 by Jornal ICAPRA - Issuu