ANO 14 | n° 125 | 2021
PROIBIDO USAR BRANCO NO RIO, PAIS E MÃES DE SANTO VIVEM TERROR EM REGIÃO DOMINADA POR TRAFICANTES QUE SE DIZEM EVANGÉLICOS
PÁGS. 6 E 7
IMAGEM DE IEMANJÁ É INAUGURADA EM SANTOS / SP PÁG. 19
CARGOS DE CANDOMBLÉ OS OGANS PÁG. 13
MÃE NILCE D' OYÁ COMPLETA 50 ANOS DE INICIADA PÁG. 15
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
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Editorial MARCELO FRITZ EDITOR RESPONSÁVEL
Olá Leitores! Jornal ICAPRA edição 125 aí, bom sinal, depois de algum tempo engessado pela pandemia, as coisas vão aos poucos se restabelecendo, este o segundo nesta onda que tenho certeza que vai passar, pois não há mau que perdure para sempre. E por falar em mau, trazemos nossa matéria principal, mais uma vêz um assunto que perdura há anos, décadas e por que não, séculos? Intolerância Religiosa! Terreiros ainda invadidos, o ódio alimentado que hoje se transformou num monstro selvagem sem senso de humanidade. Os gestores municipais mudaram, mas até agora sem grandes novidades na política para nós, vamos aguardar as cenas do próximos capítulos. Enquanto isso mostramos o que alimenta nossa fé e mantém acesa a esperança de dias melhores. Boa Leitura!
Expediente Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção
Colaboradores: José Beniste Almir O. de Souza Walter Nkosi Pai Marcio d’Jagun
Contato: (21) 2663-5815 | Zap: (21) 97032-9289 email: icapra.geral@gmail.com | Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 | Coelho da Rocha - São João de Meriti – RJ
A influência dos maus sobre os bons: UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO ALMIRESPIRITA@GMAIL.COM
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studando o livro dos Espíritos, que é o marco inicial da Doutrina dos Espíritos, referente à data de 18 de Abril de 1857, identificamos uma atualidade nos dias de hoje, sobre a pergunta feita por Kardec, aos Espíritos Instrutores da humanidade Terrena, na questão de número 932; “Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? A resposta obtida foi à seguinte; “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” Será que está faltando aos bons uma presença maior do bem? Estamos realmente, interrogando as nossas consciências, se violamos a lei de justiça e de amor, perante as nossas relações, na convivência social? Identificamos, muitas vezes em nós mesmos, o orgulho e o egoísmo, será que estamos mesmos fazendo esforços, a fim de domar as nossas más tendências?
Compreendemos através da Doutrina dos Espíritos, que estamos nos relacionamos na sociedade com seres humanos de naturezas diferentes e de caracteres opostos. Como poderá os bons deixar de ser tímidos, a fim de preponderar-se sobre os maus? Fechamos esta matéria às orientações de um Espírito protetor, através do livro, O Evangelho Segundo O Espiritismo, no Capítulo, XVII, item, 10: “A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior.... Unicamente no contato com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
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Nossa Solidariedade a familiares das vitimas da Covid-19, pessoas de Axé que farão falta MARCELO FRITZ
REPRODUÇÃO DA INTERNET
PAI MARCELO D’ LOGUN Vitima de Covid-19, pai Marcelo dirigia seu axé em Nova Iguaçu, bairro Palhada, baixada fluminense. Sempre presente em festividades e eventos culturais, era alegre, sorridente sempre com historias de bom astral e cercado de amigos. Pai Marcelo nos deixou no ano de 2020. Sua presença nos faz falta!
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númeras perdas de familiares, sanguíneos, de axé e conhecidos que foram para o Orún (Céu) por conta de complicações da COVID-19. Lamentamos, devemos nos resguardar, prevenir e zelar pelo nosso corpo e vida que são sagrados. Vidas interrompidas, que certamente farão falta em seus ilês, axés e egbés. O jornal ICAPRA, deixa aqui nossas homenagem não só a esses que partiram, mas os que não citamos, mas qu8e certamente estão vivos em nossa memória.
PAI MAURO SANTANNA OU PAI MAURO D’ XANGÔ Filho de Pai Danda d’ Oxum, seu axé localizado no município de São João de Meriti, baixada fluminense. Sempre estava sorrindo, brincalhão, seu nome era alegria, amava carnaval e festas. Pai Mauro d’ Xangô, nos deixou no ano de 2020 vitima da COVID-19. Que Olorun lhe guarde no descanso eterno.
PAI MIGUEL NUNES DE SÁ, OU PAI MIGUEL DE XANGÔ Vitima da Covid-19, pai Miguel era babalossayn do Opô Afonjá do Rio, um dos filhos da primeira Ialorixá do Opô Afonjá do Rio, mãe Agripina. Pai Miguel deixa saudades, leva com ele sabedoria, um legado e deixa uma história de vida, com exemplos e aprendizado há muitos que tiveram oportunidade de dialogar com o mestre. Que Olorun lhe de o descanso eterno.
BABALORIXÁ DE APENAS 32 ANOS, OBÁ GBERÓ MORRE VÍTIMA DA COVID-19 NO DF
MARIA CELESTE DOS SANTOS SILVA Maria Celeste dos Santos Silva, mais conhecida como Mãe Celeste, faleceu na tarde desta quarta-feira (27), no Recife. Ela havia sido diagnosticada no dia 27 de dezembro com Covid-19 e estava internada no Hospital Português, mas não resistiu à doença, vítima de falência múltiplas de órgãos. Ela era a sacerdotisa do maior terreiro de Umbanda do Recife, o Templo Espiritualista Pai Oxóssi.
OGÃ MÁRCIO Ogã Márcio também foi vítima do covid19. Esposo da Mejito Helena d’ Dan, de Duque de Caxias-RJ, que deixou um desabafo em suas redes sociais compartilhando a dor da perda de seu companheiro, parceiro e aliado há longos anos. Daí várias mensagens de pessoas de axé, seguidores e admiradores, deixaram mensagens de carinho com intenção de confortar a Mejito. Deixamos aqui nossos profundos sentimentos a família carnal e de axé.
Amigos lembram da alegria, das militâncias e do amor pela religião e cultura afrobrasileiras Uma trajetória curta, mas com um legado elogiado por todos os que o conhecia, acompanhavam sua trajetória e dedicação ao sagrado. Assim foi a história de 32 anos de vida de pai Deverson de Afonjá, também conhecido no Candomblé como Obá Gberó. Ele foi mais uma vítima, do novo coronavírus no Distrito Federal. Nossos profundos sentimentos aos familiares. Conhecido pela alegria e militância em favor das religiões de matrizes africanas, pela cultura, causas LGBTs, contra o racismo e tantas outras bandeiras, Obá
Gberó, desde muito cedo, mostrou ter caminho para chagar ao posto de babalorixá, um dos mais altos na hierarquia de terreiro.
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Edição: Helton Simões Gomes e Olívia Fraga; Fotos: Zô Guimarães; Ilustrações: Jess Vieira; Reportagem: Amanda Pinheiro
PROIBIDO USAR BRANCO
No Rio, pais e mães de santo vivem terror em região dominada por traficantes que se dizem evangélicos
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a manhã de um sábado de janeiro de 2017, dois jovens em uma moto bateram no portão do babalorixá Wagner Júnior, o Waguinho D’Ogun. O barracão funcionava havia 12 anos em Parada de Lucas, zona norte do Rio. Eram traficantes da região e vinham com um recado claro. “Um deles me informou que, a partir daquele dia, eu não poderia mais fazer nada de macumba. Se eu quisesse morar ali, tudo bem, mas nada de macumba. E caso eu fizesse, ele iria invadir”, conta o religioso, um sargento do Exército de 50 anos. A dupla, que chegou desarmada, faz parte de uma facção criminosa que combina atividades criminosas como tráfico de drogas e perseguição religiosa àqueles que julgam inimigos de sua crença. A facção proíbe os rituais de religiões de matriz africana em seus domínios, que compreendem Vigário Geral, Cidade Alta e Parada de Lucas. Dão à região o nome de “Complexo de Israel”. Mais recentemente, traficantes que se dizem evangélicos se aliaram a
milicianos para levar a opressão religiosa a outras comunidades, conforme consta em inquérito da polícia obtido pelo jornal Extra, em janeiro de 2021. Além de serem expulsos caso continuem suas cerimônias, mães e pais de santo são forçados a quebrar seus terreiros como tortura psicológica, e proibidos de andar vestidos de branco. Isso atinge outras expressões culturais ligadas à população negra. Capoeiristas, por exemplo, são impedidos de colocar suas roupas para secar nos varais. Como a violência é uma certeza, candomblecistas e umbandistas que já sofreram ataques evitam falar. Ainda que tenham saído do complexo, têm parentes por lá e temem. Waguinho D’Ogun foi na direção oposta. “Enfrentei tudo isso de maneira serena, pois não tinha o que fazer. Não podia ir de encontro ao sistema da comunidade nem colocar a vida dos meus em risco. Acredito que, se Cristo abençoa aquele que mata, rouba, sequestra e destrói famílias, então não é Cristo Waguinho D’Ogun, babalorixá
UMA NOVA CASA Com 30 anos de iniciação no candomblé, Waguinho D’Ogun morava na Praça Seca, zona oeste do Rio, mas mantinha o barracão desde 2005 em Parada de Lucas. Nunca enfrentara uma situação dessas, e até hoje lida com as consequências daquela visita indesejada. “Fiquei sem acreditar. Voltei para casa, conversei com minha esposa e comecei a observar os relatos. Até pensei que seria uma coisa passageira. Esperei alguns dias e retornei ao local para ver como estava. Constatei que não dava mais para continuar o culto ali.” Se, naquele dia, o clima já estava estranho, a situação piorou: traficantes circulavam pela rua como se quisessem checar se a mensagem havia sido compreendida. Waguinho D’Ogun avisou amigos e membros que as atividades seriam encerradas. A partir daí, começou a procurar outro local para cultuar os orixás — um processo doloroso e cansativo, que quase o fez desistir de tudo. Dali, ele levou todos os artefatos
sagrados para uma loja onde funcionava um botequim e depois para uma quitinete minúscula em Sepetiba. Permaneceu ali por um ano, até que uma forte chuva inundou o local. “Perdemos muita coisa, e os ‘santos’ ficaram boiando na água. Foi triste passar por aquilo. Decidi que não ia fazer mais nada, ia deixar os ‘santos’ na cachoeira, mas um casal de amigos pediu para levar meus objetos para a casa deles.” Ele manteve os objetos ali por mais um ano até que, em agosto de 2019, encontrou um lugar. A casa precisou de uma reforma: a ideia inicial era abri-la em junho de 2020, mas a pandemia impediu. Depois de muita espera, as atividades no Ilê Ogunjá Oxóssi serão inauguradas em 1º de maio. QUEBRA TUDO, APAGA A VELA Ao se mudar do Complexo de Israel, Waguinho D’Ogun escapou de um destino trágico. Outros religiosos não tiveram a mesma sorte. Em maio de 2018, um terreiro foi destruído na Cidade Alta. A mãe de santo de Mesquita, na
ICAPRA Baixada Fluminense, foi expulsa junto a frequentadores. Testemunhas que não quiseram se identificar disseram que criminosos armados alegaram que “ela estava botando esse negócio de religião na comunidade, mas ela sabia que não podia fazer isso”. Os ataques se espalharam para além do território do complexo. Na Baixada Fluminense, um caso chegou a viralizar nas redes sociais. Imagens feitas pelos criminosos em 2017 mostram uma religiosa obrigada a quebrar imagens de santos após frequentadores serem expulsos no meio de uma celebração em Nova Iguaçu. Durante a gravação, um dos rapazes dizia: “Olha aqui, meus amigos. A capeta-chefe aí. Quebra tudo, apaga a vela. O sangue de Jesus tem poder. Todo mal tem que ser desfeito, em nome de Jesus. A senhora é o demônio-chefe, que serve toda essa cachorrada”. Waguinho D’Ogun não tem ilusão de que a perseguição possa acabar. “As raízes africanas sempre sofreram preconceito e isso irá continuar. Temos que nos unir por uma religião melhor, coesa, uma boa educação de axé, pois isso não depende de ninguém de fora e sim de nós mesmos. As outras coisas, sim, o poder público [precisa] fazer a sua parte. Até porque nosso direito de culto está garantido pela Constituição”, afirma. DA DOR AO ACOLHIMENTO Na Penha, Kátia Marinho, 59, a Mãe Kátia de Lufan, passou a receber em seu barracão pessoas expulsas de localidades onde os cultos de umbanda
e candomblé foram proibidos. A reportagem do TAB tentou conversar com outros antigos moradores do Complexo de Israel, inclusive os abrigados no terreiro, mas eles preferiram o silêncio, com medo de represálias. Com 35 anos de iniciada e também conhecida como Mametu (ialorixá) Kátia de Lufan, acolhe perseguidos após um drama pessoal. Em 2015, sua neta Kayllane Coelho, que recebeu o nome de Dandalogi pelo orixá, foi apedrejada ao sair de um culto de candomblé quando tinha apenas 11 anos. Na época, a menina estava sendo iniciada na religião. Na hora senti desespero, angústia, medo. Não acreditei que aquilo estava acontecendo. É surreal uma pessoa agredir outra por causa do que ela acredita ou segue Kayllane Coelho Até aquele momento, ela só havia sido agredida verbalmente. Costumava ir à escola vestida de branco e ornamentada com contra egum (pulseiras e braceletes feitos de palha e búzios), sem ser incomodada. Um dia, enquanto andava de ônibus com a mãe, um homem se levantou e disse que ela “não podia olhar para o diabo, mas para Deus, porque ele era a salvação”. A pedrada a traumatizou. Evitava sair de branco ou usando adereços que entregassem sua fé. Se estava no terreiro e tinha de comprar algo, antes trocava de roupa. Precisou de acompanhamento psicológico e o apoio dos amigos até se sentir confortável com os símbolos de sua religião. “No momento daquela agressão, pensei, ‘Se ela estivesse com roupa normal, não teria sido atingida’. Ali, o branco representou o ódio. Mas, desde que mundo é mundo, o branco sempre representou a paz”, conta Mãe Kátia. “Foi então que criei a campanha ‘Eu
visto branco. Meu branco é da paz. Sou do candomblé, e você?’. Com ela e nosso apoio, a Kayllane passou por isso tudo. Essas pessoas não são religiosas, mas fanáticas influenciadas por um discurso de ódio. Nós viemos de uma religião de negros e escravizados, então o preconceito sempre esteve presente.” Moradora de uma região neutra, Mãe Kátia pode professar sua fé e tem tranquilidade para promover ações sociais, como a entrega de alimentos a moradores. “Uma vez, um grupo de Cabuçu, de Nova Iguaçu, me pediu abrigo porque os traficantes deram 24 horas para o fechamento do terreiro. No dia seguinte, quando voltaram para pegar os objetos pessoais, o lugar tinha se tornado uma igreja Mãe Kátia de Lufan, ialorixá A DEMONIZAÇÃO Para Mãe Kátia, a intolerância religiosa nasce dentro de templos de outras religiões. “Uma coisa que acontece muito é a demonização das nossas entidades. Há uma traição no casal, e na igreja dizem que é culpa de pomba-gira.” O preconceito se perpetua em locais onde criminosos deveriam ser reabilitados. Para ela, o movimento vem de uma fé capitalizada, digital e de um trabalho feito ainda nos presídios. “Infelizmente, pregam aos internos um discurso de ódio que incentiva a violência e joga no diabo a culpa pelos crimes cometidos.” “Costumo dizer que a impunidade é a mãe da violência. Enquanto as leis não forem cumpridas, fica muito fácil essas pessoas fazerem o que querem”, afirma. Criada no fim de 2018, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) recebeu 46 denúncias
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de perseguição religiosa em 2019 e 49 em 2020. Para a delegada titular Márcia Noeli Barreto, a violência tem aumentado, a despeito do que mostram os números. “As vítimas não procuram a Decradi por medo, uma vez que muitos sacerdotes são moradores do terreiro e os membros são do entorno da comunidade. E uma denúncia pode causar problemas.” Os registros diferem muito dos dados levantados pela CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa), iniciativa que reúne casos para repassá-los às autoridades. Em 2019, data do último levantamento disponível, quase 180 terreiros tiveram suas atividades encerradas. Os números tiveram um salto de quase 100%, comparados a 2018, quando houve 92 denúncias. Mesmo para a CCIR, esse número pode ser muito maior, já que, por medo, muitas vítimas não dão visibilidade aos casos. Outro problema, diz a delegada Barreto, é que os moradores não sabem que podem denunciar casos assim. A delegacia até passou a distribuir panfletos para incentivar os registros e está preparando uma cartilha com orientações. Apesar de as religiões de matriz africana serem historicamente perseguidas, é o neopentecostalismo que desenvolve e assume a ‘teologia da batalha espiritual’ como um princípio. Com isso, percebemos uma radicalização da demonização dessas religiões. Na [narrativa da] luta do bem contra o mal, os terreiros passam a personificar o mal absoluto que precisa ser combatido para garantir os desígnios de Deus. É a missão do membro do ‘exército de Cristo’ batalhar contra orixás, exus, pretos-velhos Lucas Obalera, sociólogo
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Cabeleireira Ruddy Pinho d’ Iansã, primeira trans aceita no candomblé, morre no Rio de Janeiro MARCELO FRITZ
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a madrugada desta quinta-feira (04/02), a cabeleireira Ruddy Pinho, 76 anos, famosa travesti que fez cabelos de muitas famosas, como estrelas globais, entre elas, Susana Vieira e Marilia Pêra), morreu. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ela deixa um filho adotivo, Ivan, de 43 anos, policial civil e uma neta, Maria Fernanda, de 8 anos. Ruddy foi iniciada por Aruedê, numa casa de uma filha dele, pois pai Aruede não tinha casa, em Rio Bonito. Declarou Mãe Ruddy em live com Marcelo Fritz em setembro. Completou suas obrigações com pai Paulo da Pavuna de Inasã, chegou a freqüentar umbanda, mas no Rio se iniciou com 27 anos, entre idas e vindas venho para o Rio em 1965, Maria Bethania foi quem a levou para o primeiro candomblé, anos depois abriu casa de santo e foi pai Paulo da Pavuna que consentiu ela usar saia na roda. Faleceu com 48 anos de iniciada. Ruddy, que era conhecida como “A Maravilhosa”, em 2016, Ruddy lançou uma biografia não-autorizada sobre Susana Vieira, sua cliente e grande amiga por 36 anos. De acordo com Ruddy, elas teriam brigado por causa de um megahair e nunca mais se falaram. Ruddy atuou em três filmes, entre eles “Navalha na carne”, de Neville de Almeida, ao lado de Vera Fischer. Seu último trabalho como atriz foi “Divinas Divas”, com Jane di Castro e Rogéria. Ela nasceu em Sabinópolis, no interior de Minas, e começou a trabalhar com cortes de cabelos aos 16 anos. Chegou ao Rio em 1965.
Morre no RJ o Babalorixá Torodê, o Pai de Santo que difundiu a cultura de Ifá no Rio de Janeiro MARCELO FRITZ
M Ultima Entrevista Live “Papo com Fritz” Em Setembro, Ruddy Pinho aceitou o convite do Babalorixá Marcelo Fritz, para ser entrevistada em sua Live. Mãe Ruddy falou de sua trajetória profissional e de axé e de como foi ser a primeira trans a vestir saia na roda de candomblé. Foi mais de uma hora de bate papo. Quem quiser assistir, a live está no link: facebook.com/marcelofritzoficial
REPRODUÇÃO INTERNET
orreu aos 78 anos no Rio de Janeiro, José Nilton Viana Reis, mais conhecido Babalorixá Torodê D’Ogum, o Pai de Santo que difundiu na cultura de Ifá no Rio de Janeiro, levou o culto do candomblé para o estado de Rondônia, dentre dentre outros estados no Brasil . José Nilton nasceu em 29 de junho de 1942 e foi iniciado no Candomblé em 1960, por Joãozinho da Goméia, nação Angola. Em 1976 estudou
e iniciou-se no Culto de Ifá com africanos que vieram ao Brasil disseminar esse conhecimento. Em 1984 teve a autorização para dar continuidade ao Ifá no Brasil. Nesses mais de 20 anos já iniciou mais de duas mil pessoas no Culto ao Ifá. O Babalorixá levou o Candomblé para Rondônia em 1967, na época, iniciou a filha de santo Elza, e em 1980 iniciou a Wilma de Oyá, hoje mãe de santo em Porto Velho.
AXÉ &VARIEDADES BABÁ MARCELO FRITZ
/MARCELOFRITZOFICIAL
ANGÉLICA PUBLICA FOTOS INCRÍVEIS EM BANHO DE MAR: ‘’SALVE IEMANJÁ’’ A apresentadora escolheu cliques para celebrar o Dia de Iemanjá, comemorado na última terça
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o dia em que se celebra Iemanjá, a apresentadora Angélica, de 47 anos, resolveu homenagear a orixá por meio de um post no Instagram. Na última terça-feira (02), a musica publicou cliques belíssimos tirados enquanto ela tomava um banho de mar. “Salve Iemanjá. Que as boas energias da natureza iluminem nosso caminho”, escreveu, na legenda da publicação. Amigas famosas elogiaram a loira. “Bonita, ela”, comentou Ingrid Guimarães. “Deusa master”, disse Cláudia Raia. “Que lindeza!”, falou Juliana Paes. Os fãs também marcaram presença: “Minha sereia!”, se derreteu um.
ZECA PAGODINHO SE RENDE A L&Z CALÇADOS O presente foi entregue pelo seu afilhado Dudu Nobre que já aderiu a marca que além de influenciar nas tendências é a preferidas do povo de Axé, agora vem se destacando no mundo do Samba. Zeca Pagodinho recebeu um sapato azul, por ser uma de suas cores favoritas que compões a bandeira de sua amada Portela. Mãe Liliane de Ewá e Ogan Zorro, diretores da marca que se consolida a cada dia com qualidade e elegância, fazem pessoalmente o marketing da marca, a diretora a cada dia tem alcançado mais seguidores e fãs nas redes sociais, confira!
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LUCAS PENTEADO, CELEBRIDADE FURACÃO, QUE PODE SE TORNAR REFERÊNCIA NA LUTA POR DIREITOS DE MINORIAS Ator deixou o Big Brother Brasil no dia (7/2), após mais uma série de experiências árduas no reality da Rede Globo O ator, de 24 anos, ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores no Instagram. O crescimento é tão ligeiro que, horas depois do anúncio, no início da tarde desta segunda (8/2), o perfil de Koka na rede social ganhou outros 300 mil seguidores. “Campeão moral” do BBB21 (Big Brother
Brasil) após virar alvo da maioria dos confinados e abandonar o reality da Rede Globo, Lucas Penteado já tem muito o que comemorar “aqui fora”. O ator pode se tronar uma grande referência na luta por direitos de minoria pela sua trajetória e os ataques que recebeu.
Ialorixá do Terreiro do Gantois, Mãe Carmem é imunizada contra a Covid-19: ‘Vamos todos nos vacinar’ Mãe Carmen tem 92 anos e foi imunizada numa sexta-feira de Oxalá por uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, que foi até o terreiro. Ialorixá do Terreiro do Gantois, em Salvador, Mãe Carmem recebeu na manhã desta sexta-feira (5) a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ela tem 92 anos de idade.
Porto da Pedra de São Gonçalo terá como enredo de carnaval 2022 “O Caçador que traz Alegrias – A Vida e Trajetória da saudosa Mãe Stella d’ Oxóssi” O enredo vai tratar da importância da Yalorixá no axé, sua militância e ações pela preservação das religiões de matriz africanas. A Yalorixá que teve cadeira na Academia Brasileira de Letras em Salvador, dentre muitos outros títulos importantes, será imortalizada com esta celebração à sua importância. O enredo já está pronto é do professor e pesquisador Carlos Carvalho, que numa conversa com a carnavalesca Annik Salmão resolveram desenvolver na escola. FOTOS: REPRODUÇÃO DA INTERNET
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VÍTIMA DE COVID, MORRE PAI HADILTON DE YANSÃ, UM DOS MAIORES LÍDERES ESPIRITUAIS DO PIAUÍ CIDADEVERDE.COM
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orreu, o pai de santo e líder espiritual, Hadilton de Yansã, 55 anos, que estava internado na UTI do HUT (Hospital de Urgência de Teresina), vítima da Covid-19. Pai Hadilton foi diagnosticado com o novo coronavírus há cerca de 20 dias, logo depois da festa de Santa Bárbara, evento que tradicionalmente realiza na capital. Diabético e hipertenso, o estado de saúde do pai Hadilton se agravou e ele foi intubado após ser transferido de hospital particular para o HUT, onde seu quadro vinha sendo acompanhado com cautela. Ele chegou a fazer
que foi fundado no ano de 1980, no dia 01 de dezembro, tendo como padroeira Santa Bárbara. O babalorixá desde novo, exatamente as 7 anos de idade, começou a ter suas primeiras manifestações espirituais tendo como início de seu sacerdócio aos 16anos. Pai Rondinele, que se formou no terreiro de Hadilton de Yansã em 1991, destacou que o babalorixá é uma referência no Estado. Pai Rondinele disse que as religiões de matrizes africanas e brasileiras estão de luto. “Ele era um livro, um líder espiritual, um conselheiro, ajudou muita gente com seu trabalho social. Uma perda muita grande”.
hemodiálise, devido a complicações nos rins. No final de novembro, o babalorixá esteve à frente das comemorações dos 40 anos do terreiro ILÊ OYÁ TADÊ – a Casa da Coroa de Yansã. A data foi celebrada com uma programação religiosa e cultural que contou com exposições, novenas, alvorada e confraternização entre seguidores e admiradores dos cultos afro-brasileiros. O pai de santo formou mais de 200 filhos no estado administrava um dos terreiros de Umbanda e Candomblé mais conhecido no Piauí, no bairro Itaperu. Terreiro
MORRE, AOS 73 ANOS, A MÃE DE SANTO IRACEMA SALOMÉ LOPES CASSIMIRO Família comenta que ela estava se restabelecendo da Covid-19 TRIBUNADEMINAS.COM.BR
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orreu, na noite de quinta-feira (24), a mãe de santo Iracema Salomé Lopes Cassimiro, do Centro Espírita Santo Antônio de Umbanda. O marido dela, Jorge Paulo dos Santos, conta que ela passou mal e foi diagnosticada com a Covid-19 na Upa. Precisou ser transferida para o Hospital Monte Sinai, onde ficou internada por 50 dias, passando pela UTI. Depois de curada da doença, precisou ser levada ao HTO para fazer fisioterapia pulmonar. De acordo com Jorge, ela mostrava melhora,
FERNANDO PRIAMO
e as notícias que recebiam, já que não eram permitidas visitas, eram de que ela estava se restabelecendo bem. O que gerava na família esperanças pelo retorno dela para casa em breve. No dia 24, no entanto, Jorge foi surpreendido com a presença de familiares, com a notícia de que ela não tinha resistido. “Muitas pessoas amigas, muitas pessoas estavam rezando por ela. Graças a Deus ela conseguiu ter do lado dela muitas pessoas, porque estendeu a mão para muitos. Ela me
ensinou muito, me fez crescer como ser humano. Era uma pessoa da verdade”, conta o esposo de Iracema. “Na época em que ela
precisava dar uma dura, ela dava uma dura. Na hora que ela tinha que deitar no ombro, deitava no ombro, era da mesma forma, não só
comigo, como com todas as pessoas que procuravam por ela. Nunca vi Iracema falar não para ninguém”, narra Jorge. Ainda de acordo com ele, muitas pessoas procuravam por ela, as mensagens de carinho chegaram de muitos cantos. “Ela tinha sempre uma palavra ou uma solução para tudo. A intenção dela era valorizar a memória da mãe, do pai e dos irmãos que fundaram e cuidaram do terreiro. Ela se sentia importante para o terreiro Santo Antônio. Aqui era o habitat dela.” Iracema, além de Jorge, deixou os seis filhos deles.
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CARGOS DE CANDOMBLÉ
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OS OGANS JOSÉ BENISTE
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Candomblé possui diversos setores onde atuam personagens responsáveis pelos fundamentos que movimentam os diferentes rituais de uma Casa de Axé. São os elementos extraídos do meio natural, vegetal, mineral e animal, podendo ser acrescentado o emocional, porque sem anseio, sentimento e fé, nada se consegue. E isto é produzido pelos diversos sons que fazem parte do sistema de rezas, cânticos e a musicalidade, cuja responsabilidade está entregue aos Ogans. A palavra Ogam é uma variante do idioma yorubá Ògá, que designa um ser superior, mestre e merecedor de todo o respeito. É usado como prefixo para determinar cargos relevantes: ògágun – general; ògákò – capitão de um navio, ògálù – chefe dos tocadores de atabaque etc. Por outro lado, pode ser palavra oriunda do ritual jeje, Gan – senhor, e utilizada para indicar cargos de comando: bajigan, pejigan, huntogan. Em ambos os casos revelam posições de comando e de autoridade. Adaptando-se aos costumes do grupo, poderá ser pessoa de grande valia na
Livros de José Beniste a venda em todas as Livrarias jbeniste@gmail.com Livros direto com o autor: (21) 2437-4833
função de alágbe, àsògún, ou um ogam de sala. Torna-se uma pessoa fiel à Casa que o iniciou, pois ao contrário dos adósù, não poderá ser novamente confirmado Ogam em outro Terreiro, em caso de algum desagrado. Sua dedicação pode fazê-lo conhecedor de coisas que estão além de suas funções, porém, embora com conhecimentos, é impedido de fazer ritos para os quais não foi indicado. É um privilegiado, pois é escolhido a dedo pelo Orixá, que sabe exatamente o seu grau de competência para a função. Quando isto ocorre é apresentado sendo carregado numa cadeirinha formada com os braços de dois Ogans mais velhos. Está aí um Ogam Suspenso que deverá ser confirmado após uma rápida iniciação, recebendo um nome dado pelo Orixá que o elegeu. Tem início sua afinidade com o cargo, pois o aprendizado no Candomblé funciona desta forma, sempre após a iniciação obrigatória, e desenvolvida na medida de sua participação no grupo. OS CÂNTICOS DE CANDOMBLÉ Os cânticos de candomblé são entoados no idioma
pertencente a raiz étnica africana. Nos candomblés angola, será o kimbundo, no jeje, o fon, e no ketu, será o yorubá. Como cantar essas cantigas sem conhecer o idioma, ou pelo menos, saber como pronunciar as palavras? O aprendizado segue regras de apoio nos estudos e participação. Afinal, a eleição de um ogam, de uma ekedi, ou mesmo iyawo representam um investimento. Em geral, o posto de um Ogam mais experiente é junto ao maior dos 3 atabaques. É o mais destacado não só pelo seu tamanho, mas pelo que ele realiza. Ele é o solista, marcando os passos da dança com repiques e floreios. É a sua mesa de trabalho de onde irá comandar todo o cerimonial. Tudo estará em suas mãos, uma
verdadeira aula que o Ogam ministra, pelo conhecimento do roteiro das cantigas. Os Orixás sabem quando estão sendo conduzidos mediante regras seguras, com cânticos apropriados. Caso contrário, eles param. E não arredam o pé. Até que tudo se normalize. Um toque mal tocado, mal cantado, inadequado para o momento gera a repulsa do Orixá. E, claro, do público também. Outra coisa que costumam comentar é a razão dos atabaques tocarem mais alto do que a voz do ogam. Na roda, tem sempre pessoas que estão começando, e desta forma não conseguem ouvir e aprender. Um toque de Candomblé é também uma sala de aula. O IDIOMA CANTADO E a questão do idioma?
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Não é o suficiente saber dizer palavras simples como odara, joko, kunlè, ago etc. Aliás, deveriam impor o conhecimento do idioma nas iniciações, pelo menos, para cantar corretamente. Essa exigência deveria ser parte da iniciação de um ogam. Investir no aprendizado, da mesma forma como faz o rabino aprender o hebraico e o padre, o latim. Cantar em um idioma diferente torna-se mais fácil pelo hábito de participar. Talvez não seja o desejo de que todos de um Terreiro venham aprender, porém, alguns integrantes teriam esta tarefa. Seriam os porta-vozes do esclarecimento junto a sua comunidade. Certamente, haveria um maior rendimento religioso, saber o que canta e porque se canta. A iniciação de um Ogam o eleva à condição merecedora de atenção e conceito, a ponto de todos lhe tomarem à benção de forma respeitosa. Qual a grande qualidade de um ogam? Agir como um pai, que na realidade, é a sua função. Um personagem exemplar, espécie de guia, de maturidade humana, com capacidade de controlar tensões, impulsos e instintos, exercitando essas qualidades nas funções que lhe é destinada. O que não é difícil, bastando ter uma adequada formação humana. Isto o Orixá sabe avaliar, pois é ele quem o escolhe, cabendo ao Ogam, exercê-las.
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MÃE NILCE D’ OYÁ COMPLETA 50 ANOS DE INICIADA COM BAGAGEM, EXPERIÊNCIA E CONSCIÊNCIA década. “Fizemos cursos profissionalizantes, capacitação, oficinas de culinária, artesanato, dentre muitos outros cursos que capacitava filhos e a comunidade. Quem coordenava o projeto era o ogã Ricardo Freitas e Ekedy Margarida Menezes. Comecei como professora, daí comecei a me envolver com a coordenação de projetos do Axé, projeto de violência contra a mulher dentre várias oficinas, sempre focado com a nossa cultura. Em 2004 comecei a participar de um movimento nacional de saúde em terreiros, iniciei como membro da RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, e em seguida o coordenador Marmo José me chamou para assumir a pasta do GT Mulheres de Axé Nacional e em seguida fui nomeada secretária executiva do projeto e em 2017 com a doença de Marmo ele entrega a mim e a Babá Dyba de Porto Alegre do Batuque”. Declara Mãe Nilce.
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ilce Naira, conhecida como mãe Nilce d’ Oyá, Nasceu na casa grande de Mesquita, teve seu parto realizado por mãe Pequena, yalorixá da casa, esposa de pai Vicente Bancolê. Família grande, sua bisavô, Yá Davina teve 15 filhos, sua vó Maria da Luz d’ Nanã teve 15 filhos também e sua mãe era Equedy Gininha, a primeira equedy do Omolú de Iyá Davina, teve duas filhas. Já predestinada ao axé, mãe Nilce d’ Oyá teve sua infância na casa grande de Mesquita e no Axé Opô Afonjá de Coelho da Rocha, época de mãe Agripina, isso por volta do início da década de 60, ano em que mãe Meninazinha se iniciou. “Sempre gostava do cotidiano nesses axés, pois havia bastante crianças, nossas brincadeiras eram sempre com o tema de candomblé. Meu pai Gervázio colocava todas as crianças com função e era divertido tudo aquilo. Os mais velhos eram rígidos, com responsabilidade, eu dormia passava semanas, principalmente minhas férias, eu e toda minha família.” Declara a Egbomy. Mãe Nilce se iniciou em 1971, estava grávida, não queria fazer naquele tempo, pois havia acabado de passar na prova para policia, naquele tempo era raro mulher com essas funções e era o sonho de Mãe Nilce, que já havia tido algumas experiências profissionais, de cortadora numa fábrica de sutiã. Foi para a polícia ficou pouco tempo, uns dois anos e depois se interessou pela culinária. Abriu um Buffet e realizou cerimônias para zeladores e artistas com seus serviços. O POSTO DE IYÁ EGBÉ Recebeu o posto de Iyá Egbé, No Ilê Omolú Tí Oxum, já há muito tempo, sua prima Lúcia d’ Omolú recebeu também o posto de Iyá Kekerê, “recebi com satisfação e com consciência da responsabilidade, pois independente de cargo, sempre fui atuante e compromissada com o axé” . “Já fui Iyá Efun, sempre
fui braço em qualquer obrigação, me mantenho a disposição do axé pois a Iyalorixá mãe Meninazinha, minha tia, hoje tem 83 anos e todos temos que estar juntas nos revesar, minimizando esforços.” Declara a Iyá Egbé.
Mãe Meninazinha, Tia, Iyalorixá e grande amiga “Ela é tudo, minha vida, minha luz, meus olhos, sempre peço a pai Omolú para que dê vida longa a ela, uma pessoa bondosa, que representa muito para nós. O cargo só fortaleceu nossos laços e amizade. Hoje sou soldado do axé sempre disposição dela e dos orixás. Sempre estou com ela, presente, dialogando e vivendo a vida” Conclui a Egbomy.
UMA FAMÍLIA QUE SEMPRE APOIOU SEUS PASSOS Mãe Nilce, se casou em 1970, teve três filhas mulheres,” todas casadas, formadas, não me formei, mas fiz questão de dar esta oportunidade a elas. Wilton meu esposo me acompanha em tudo, inclusive no axé, se iniciou em 1975, num barco com minha irmã e meu tio irmão de mãe Meninazinha. Tenho três netos que amo.” Declara a Iyá Egbé com orgulho. DO TERREIRO PARA OS MOVIMENTOS SOCIAIS Sua militância iniciou no ano de 1990, explodindo no fim desta
50 ANOS DE INICIAÇÃO.... “Planejei fazer festa, muitas coisas, mas infelizmente a pandemia me fez recuar, me sinto realizada, faço a minha parte e hoje para mim realizar mais é ver nosso povo se respeitar, valorizando o axé, valorizando a quem nos iniciou, falta isso...” Conclui a Iyá Egbé, que a experiência hoje lhe dá habilidade e compromisso com nossas tradições.
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AXÉ OGBOJÚ
CELEBRA CASAMENTO AMANDA TEIXEIRA
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DIVULGAÇÃO
Axé Ogbojú Firé Imó Ogún Oyá Fundado em 17 de dezembro de 1977, por Ogun Jobi, hoje dirigido pelo Babalorixá Marcelo Fritz d’ Oxaguiã, realizou no último dia 23 de janeiro uma cerimônia de casamento, sendo a primeira no axé. Leni da Silva e Paulo Guedes, eram os noivos, ambos filhos da casa que teve numero reduzido de convidados devido a pandemia. O evento teve abertura dos portões por volta das 19h e tendo a cerimônia iniciada por volta das 20h. Os noivos já planejavam há tempos a cerimônia que teve 6 meses de preparação, uma programação de cânticos, e corte que adentraram o salão sendo apreciados por todos. Um adepto veio a frente de todos incensando o caminho, em seguida babá Marcelo Fritz entrou cumprimentando a todos,
em seguida o noivo que abria caminho para os padrinhos. Crianças antecederam a noiva com pétalas de rosas, água de cheiro e um em especial que trazia as alianças numa concha do mar. “O casamento na cultura Yorubá é mais que a união de dois seres e sim a união de famílias, aqui hoje temos uma união de famílias de sangue, de axé e de amizades, aquela família que escolhemos para nossa vida...” Discursou Fritz, que também falou da alegria de realizar a primeira cerimônia de união no axé. Uma chuva de arroz com cascas e sementes representando fertilidade, amor e prosperidade ao casal, foram lançada por todos presentes, que em seguida foram convidados para uma recepção de confraternização dos recém casados.
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IMAGEM DE IEMANJÁ É INAUGURADA EM SANTOS / SP
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antos celebrou, nesta terça-feira (2), o Dia de Iemanjá. Mesmo com a tradicional procissão se transformando em carreata, em virtude dos protocolos para conter a pandemia de covid-19, não faltou emoção. O ponto alto da comemoração foi a inauguração da estátua da Rainha do Mar, na Praça Luiz La Scala, na Ponta da Praia. A escultura de uma sereia negra, representando Iemanjá, produzida pelo artista plástico Luis Garcia Jorge, tem cerca de dois metros e meio de altura, foi feita em fibra de vidro e pintada em tons de cobre. O idealizador da estátua, Pai Marcelo de Ologunédé, diz que ela foge do padrão. “Não simboliza apenas a religião, mas também a valorização da cultura negra e da mulher, que é um dos pilares da família”. Pai Marcelo de Ologunédé, que é coordenador da Procissão e vice-presidente do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, diz que a Cidade também ganha com o turismo religioso. “Essa é a nossa 21ª edição do evento, desta vez em um formato diferente. Mas, a cada ano, atraímos mais gente de outros lugares do Brasil e de outros Países. A estátua vai contribuir ainda mais com a vinda de turistas para Santos”. “Hoje o nosso jardim, que é maior em orla de praia do mundo, fica ainda mais bonito, porque contempla mais uma religião, uma cultura, e torna as pessoas ainda mais felizes. Precisamos contribuir por mais empatia e para que todos possam manter suas histórias”, disse o Prefeito Rogério Santos.
Tivemos uma grande conquista em 2021 com a instalação da estátua de Iemanjá, que foi de fato projetada desde o ano 2019, para ser devidamente colocada na praça Vereador Luiz La Scala, próximo ao Aquário Municipal de Santos. Essa ideia vem desde quando tomei a frente da Coordenação da Procissão de Iemanjá de Santos, à convite da Secretaria de Cultura.
Diante de um cenário um quanto extenso, procuro dizer que Orixá sempre foi vivo em minha vida e sempre atendeu meus pedidos com o devido merecimento, pois, desde quando entrei com o projeto de colocação da estátua, mesmo com grandes dificuldades, tantas burocracias e as tais “normas” regulamentadoras do nosso município, sempre tive respostas positivas, pois, além do sagrado,
tenho uma grande equipe de trabalho ao meu lado, a qual denominei como Comissão Organizadora da Procissão de Iemanjá de Santos (São Paulo e Baixada Santista). No ano passado, após a votação dentro da Câmara Municipal de Santos para a instalação, tivemos uma grande luta se é que podemos chamar assim, pois, além de votos contra a instalação, foram criadas petições para
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que a instalação não fosse concretizada, mas, mais uma vez tivemos o anseio de continuar nossa luta criando imediatamente uma petição a favor da instalação e divulgando a mesma dentro do Brasil e fora, pois, o apoio e as falas de intolerância religiosa foram as mais colocadas em questão na época. Mas a conquista chegou e o dia 02 de fevereiro de 2021 foi o marco para nós da religião de matriz africana. Agradecendo imensamente a antiga gestão governamental da cidade, ao atual Prefeito, a todos os Secretários, aos Vereadores que estiveram ao nosso favor, ao Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, a Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial e Étnica de Santos, que de como um acordo ela de fato seria colocada exatamente no dia de Iemanjá, dia 02 de fevereiro e mesmo com a terrível pandemia tomando conta do mundo inteiro, conseguimos fazer algo dentro dos protocolos de saúde da cidade, com as devidas medidas contra a COVID19, onde houve um ato civil singelo no dia da inauguração com o poder público e depois a carreata da procissão seguida com a procissão marítima, onde houve também um número muito reduzido de pessoas de forma a evitar a aglomeração de pessoas, e assim depositando no mar as nossas oferendas em forma de agradecimento a Rainha do Mar.
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QUINHENTOS ANOS DE PERSEGUIÇÃO N
o território em que vivemos, a história atesta, desde que se tem notícia: perseguições, preconceitos, torturas, racismos, dogmatismo e fundamentalismo na gestão pública e privada; demonização e descontextualização de credos; estratégias de imposição hegemônica de uma única matriz; uso da máquina pública para fins religiosos; utilização das religiões para enriquecimento ilício e espúrio. Temos, no mínimo, quinhentos anos de violações à dignidade humana. No que respeita a liberdade de crer e de não crer, o déficit é antigo e permanece aumentando o saldo devedor. A história da perseguição aos cultos afro no Brasil deixou marcas impressas nas pessoas, na sociedade.
Só não as vê, quem não quer, ou quem não tem sensibilidade suficiente para entender a extensão dos danos e do preconceito explícitos. Em termos documentais, esses episódios foram inscritos, principalmente, em registros policiais, reclamações em cartas nos periódicos, discurso de políticos e em relatos e pregações de clérigos. Um dos mais importantes documentos acerca da matéria, foi o recente relatório produzido pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, elaborado pelo Dr. Jaime Mitropoulos, em 2018. Pela primeira vez, uma instituição pública brasileira elenca casos de intolerância religiosa, alerta para o cometimento sistemático de crimes de ódio por motivação de
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racismo religioso e encaminha providências, de forma legalmente fundamentada. O Relatório foi entregue ao Supremo Tribunal Federal, como Nota Técnica: Livre Exercício dos Cultos e Liturgias das Religiões de Matriz Africana nº 05/2018/PFDC/ MPF, quando do julgamento do recurso1 que versava sobre o sacrifício religioso de animais, servindo de subsídio contra a perseguição aos cultos afro. Mas a intolerância religiosa não é um problema restrito ao Rio de Janeiro. O Relatório da Procuradoria, citado acima, aponta casos nos Estados do Pará, Amazonas, Recife, Alagoas, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Importante frisar que a intolerância religiosa no Brasil não apenas se espalha. Há aumento estatístico e agravamento em relação aos tipos de violência. É visível recrudescimento. As autoridades permanecem com resistência de identificar, reconhecer e agir. Segmentos extremistas também pressionam contrariamente, atestando seu ímpeto xenófobo. Estes, atuam de
forma nítida em prol de um estado teocrático de aparelhamento cristão. Apenas uma coesa e bem articulada estratégia multidisciplinar poderá modificar o quadro crescente da intolerância religiosa no país. Neste sentido, gestores públicos e sociedade civil precisam estabelecer parcerias conjuntas, agirem em confluência. Cabe às gestões públicas, nas esferas municipal, estadual e federal, efetivarem ações afirmativas e políticas públicas a curto, médio e longo prazo, devidamente organizadas mediante as proposições e necessidades sociais. Entendemos que tais ações, devem abranger a formação, a capacitação e o aperfeiçoamento de estudantes e profissionais de várias áreas, bem assim culminarem com medidas efetivas na administração pública e nos seguimentos especializados. Trecho do Livro: “O Candomblé em Tempos de Crise – Pensando a Religião Antes, Durante e Depois da Pandemia”, de Márcio de Jagun (Arché, 2020). 1 Recurso Extraordinário 494.601/RS (Rel. Min. Marco Aurélio).
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O Marco Zero da Umbanda, em São Gonçalo/RJ: a construção de um lugar da recordação.
A
religião brasileira de Umbanda foi oficialmente registrada por Zélio Fernandino de Moraes, a 15 de novembro de 1908, no bairro de Neves da então capital do estado do Rio de Janeiro, a cidade de Niterói. Tempos depois, o bairro foi incorporado ao município de São Gonçalo, após disputas limítrofes entre os dois municípios. Trajetórias, caminhos e sentidos que se convergiram no conselho supracitado, durante a presidência de Delmar Rodrigues, em 2019, quando inicia-se, no Rio de Janeiro, mais um espaço de luta e defesa das religiões de matrizes africanas, e em particular, da Umbanda. A partir disto, o vereador Cláudio Rocha (PSDB) do município de São Gonçalo, abraçou o projeto e levou para discussão na Câmara Municipal. Segundo o Professor Leonardo Mattos, gonçalense, umbandista, graduado em Geografia, especialista em Cidades, Políticas Urbanas e Movimentos Sociais e secretário de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Umbanda (CNU) e um dos idealizadores do projeto, afirma que o Marco Zero da Umbanda é um importante símbolo para as lutas pela diversidade religiosa no Brasil: “O projeto é histórico e revolucionário de conquista, luta, força e grandeza do que nós, umbandistas, somos para os gonçalenses e para todo o estado do Rio de Janeiro. É um grito de socorro, resistência e liberdade frente a tantos episódios de intolerância religiosa que se tem notícia nos últimos anos em terras fluminenses. Precisamos romper as barreiras de todas as formas de preconceito, discriminação e intolerância com a pluralidade de credos, cores e formas de viver. É necessário que as autoridades municipais sejam sensibilizadas para a continuidade próspera e concisa do projeto Marco Zero da Umbanda, ratificando a importância do marco para a construção de uma sociedade mais igualitária, diversa e antirracista. No primeiro semestre deste ano, será lançado um livro-dossiê pela editora Kliné, organizado pelo Prof. Dr. Babalawo Ivanir dos Santos,
que conterá um artigo nosso contando em detalhes a trajetória de construção do Marco Zero da Umbanda em consonância com conceitos e temas geográficos e históricos que fundamentam a análise científica do fato político e social em questão.” Há exatos 10 anos, em 2011, a casa onde foi fundada a Umbanda fora demolida em razão da compra do terreno concernente para a construção de um depósito e uma loja. A gestão da Prefeitura de São Gonçalo à época, afirmou que não havia pedidos de tombamento do edifício. Com isto, faz-se necessário uma maior articulação entre os próprios umbandistas e demais religiosos de matrizes africanas para a conquista de direitos e luta por espaços políticos de deliberação efetiva para atender às necessidades. Wagner Machado, popularmente conhecido como Waguinho Macumba, também um idealizador do projeto Marco Zero da Umbanda, servidor público do município de Magé, gonçalense, umbandista e secretário de Cultura do Conselho Nacional de Umbanda (CNU), afirma que é necessário que esse movimento se expanda para todo o estado do Rio de Janeiro e para o Brasil, para recuperarmos e organizarmos a história da Umbanda, concretizando as demais fases do Marco Zero da Umbanda: “O projeto Marco Zero da Umbanda não consiste em, somente, alterar o nome da praça como
fizemos e deixar na letra fria da lei o nome de Zélio Fernandino de Moraes, o sacerdote que incorporou o Caboclo das Sete Encruzilhadas e que anunciou a religião brasileira. Esta foi e está sendo apenas a primeira fase do Marco Zero da Umbanda, que é a recuperação e afirmação do nome do lugar que nesse caso é a antiga Praça de Neves que se localiza exatamente ao lado da rua onde a casa de origem de fundação da Umbanda existia até 2011. Em segundo lugar, precisamos constituir e construir o monumento que marca a fundação da Umbanda que é o busto do sacerdote Zélio Fernandino de Moraes na praça, como marco material concretizado no espaço público da cidade. O terceiro passo é desenvolver ações conjuntas do município de São Gonçalo com Niterói, pela consolidação do Marco Zero da Umbanda e registro da religião brasileira enquanto patrimônio cultural imaterial destes dois municípios. E, ainda, estabelecer um calendário de eventos e ações online e presenciais, respeitadas as devidas precauções quanto à disseminação do covid-19, em conjunto com demais organizações da sociedade civil, com a iniciativa privada e o poder público, de modo a consolidar o projeto na cidade que será referência para todo o Brasil de construção de uma unidade inter-religiosa com diversidade e pluralidade. Continuamos na luta para inserir o evento anual de 15 de novembro, dia da Umbanda, na
praça Zélio Fernandino de Moraes, no calendário da cidade.” O vereador Claudio Rocha (PSDB), junto com Waguinho Macumba e com o Professor Leonardo Mattos, encaminharam o projeto de lei para votação na Câmara Municipal e logo no dia 5 de novembro de 2019 foi votado em plenário, aprovado e sancionado pelo Prefeito José Luiz Nanci (CIDADANIA). No dia 15 de novembro de 2019, cerca de 300 (trezentas) pessoas e representantes do Conselho Nacional de Umbanda, do grupo artístico As de Ouro, da União Espiritualista de Umbanda e Afro-Brasileiro do Estado do Rio de Janeiro, do Movimento Negro Unificado, do Conselho Municipal de Igualdade Racial de São Gonçalo e diversos terreiros de Umbanda e Candomblé e simpatizantes estiveram presentes em uma grande homenagem pelos 111 anos da Umbanda e inauguração da Praça Zélio Fernandino de Moraes, a Praça da Umbanda. Em novembro de 2020, Waguinho Macumba, o Professor Leonardo Mattos e integrantes das instituições supracitadas também marcaram o aniversário da Umbanda e a marca de 1 ano da aprovação da lei que criou a Praça Zélio Fernandino de Moraes. Em razão do cenário pandêmico provocado pelo vírus da covid-19, o evento respeito o distanciamento social de no máximo 10 (dez) organizadores e foi transmitido ao vivo nas redes sociais. Espera-se realizar este mesmo evento em 2021, com público, na esperança da vacina do covid-19 e com o devido apoio da Prefeitura de São Gonçalo, na gestão Capitão Nelson. O Marco Zero da Umbanda, na Praça Zélio Fernandino de Moraes, é um lugar da recordação e do constante lembrar, pois materializa a representatividade, as memórias e reconstrói a identidade espacial e histórica das Religiões Afro-brasileiras. Que Oxalá traga a paz e Oxum a riqueza e o amor para todos e todas. Axé. Saravá! Prof. Leonardo Mattos, Ekejy Jeanny T’ Logun e Waguinho Macumba.
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Letra do ano são previsões de Ifá para o ano que se inicia. As cerimônias são realizadas na passagem do ano no dia 31/12 para o dia 01/01 do ano que se inicia. Para o ano de 2021 o Odú que se apresentou foi Ogunda Masá. Há muitos desafios para o ano que se inicia. As pessoas estão muito individualistas e as autoridades estão sem competência para resolver os problemas. É importante que cada um busque reverenciar seus ancestrais. Os Orixás que governam o ano são Yemanjá e Eleguá, que representam as energias celestiais que influenciarão as pessoas em um todo. Provavelmente teremos que experimentar algumas vacinas até encontrarmos a imunizante certa. Fala da intensificação da violência contra a mulher. Ifá fala de tempestades e chuvas intensas. Devemos consumir muita água, porém, Ifá também aponta problemas hídricos, com o abastecimento, poluição e escassez da água. Ganharemos força para sairmos da nossa zona de conforto que nos paralisa diante de nossos objetivos. A inclusão e igualdade social terá um grande crescimento esse ano. Fala da vitória do povo e o conservadorismo extremo perderão força. Crescimento de novas ideias. Tudo estará relacionado a fragilidade emocional e uma vez vencendo esses sentimentos conquistaremos nossos objetivos. Aumento de depressão, conflitos internos, isolamentos e isso terá de ser combatido para termos sucesso. As mulheres estarão em ascensão, Yemanjá representa essa situação. O machismo cairá e as leis a favor da mulher estão em alta. É importante entender que nem tudo dá certo e assim aprendermos a lidar comas frustrações, que acontecem. Eleguá representa a comunicação, os caminhos, as oportunidades, o bem e o mal. Poderemos ter a cura definitiva de doenças que chegará de onde se menos se espera. A fome se intensificará esse ano, mas a solução chegará.
O QUE IFÁ DIZ PARA O ANO DE 2021 Esse ano será de grandes possibilidades para nós. Informações a todos que antes eram restritas. Fala de avanços digitais, crescimento do comércio local. Devemos ter cuidado com as atitudes sociais. As pessoas estarão mais cansadas das futilidades do ego. Haverá discórdias, os debates, os conflitos intelectuais do ego e de opiniões, polarização. Grandes avanços tecnológicos. Deveremos tomar cuidado com as Fake News, dúvidas e incertezas. Deveremos procurar Ifá e consultar os oráculos para sabermos o que teremos de fazer e sermos devidamente orientados. Profissões como o jornalismo estarão em alta. Aumento de contatos virtuais, por
exemplo, whatsapp, facebook, etc. Os amigos verdadeiros, reais estarão escassos esse ano. A internet chegará aos menos favorecidos, muitos sairão do anonimato. Aumento da educação à distância. Devemos nos dedicar fisicamente para obtermos sucesso. Crescerá os crimes virtuais, cuidado com aplicativos de banco, prints, crimes de hackers, etc. Acidentes aéreos. Devemos entender o dever e o lazer e nos equilibramos. Cuidado com o aumento de consumo de álcool. Teremos novidade em nossa moeda e da forma de pagamento de troca de valores. A união faz a força.
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Devemos entender a importância da união. Grupos fortes, alianças políticas, grupos sociais, manifestações e protestos. Por outro lado, grupos radicais, de uma mesma intenção boa ou má. O povo se unirá, os enlaces, multidões. Haverá privatizações, aumento de empresas falidas ou fundidas, associações. Organizações criminosas também aumentarão, formações de quadrilha, a união entre iguais. Ifá fala também de escassez, alimentos em falta. A vitória virá pela união. Fala do fechamento de fronteiras. Roubos de cargas e automóveis. Esse ano aumentará os grupos de defesas dos animais. Fala do aumento de fofocas e fake News, calúnias Filhos sem limite. Aumento de agressões a pais e avós. O consumo de drogas também terá crescimento esse ano. Devemos procurar fazer ebó. Novos líderes nos setores públicos assumirão o poder. A economia começará a se reerguer a partir do segundo semestre. Aumento das enfermidades sexualmente transmissíveis. Abusos e escândalos sexuais por figuras públicas. Devemos aceitar e fazer as mudanças necessárias. Ifá de renovação. Surgirão boas oportunidades. Algumas pessoas terão dificuldade para se desligarem de relações obsessivas, tóxicas e isso podem ser relações de amizade, família, relações afetivas. Em contrapartida, muitas pessoas buscaram se unir, casamento, etc. Aumento de problemas mentais, derrames, etc., devemos rogar a Yemanjá para nos livrar dessas enfermidades. Cada um deve encontrar sua felicidade de acordo com sua essência.
Oluwo Siwaju Evandro Otura Aira, Lider religião da Rhama Ifá ni Lorun. email: evandrolucumi@hotmail.com
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Senado aprova pena maior para crimes cometidos por preconceito de cor, raça ou orientação sexual G1
REPRODUÇÃO: PIXABAY.COM
rojeto vai à Câmara e não define em quanto tempo a pena pode ser aumentada. Texto também prevê pena maior em caso de crime cometido por preconceito de etnia, religião e origem. O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto que prevê pena maior em caso de crimes cometidos por preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou orientação sexual. Com a aprovação, a proposta segue para votação na Câmara dos Deputados. O texto não define, contudo, em quanto tempo a pena poderá ser aumentada nessas hipóteses. No Brasil, é crime a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece desde 2019 os crimes de homofobia e transfobia. A votação da proposta não constava da pauta de votações da sessão desta quarta-feira, mas o autor do texto, Paulo Paim (PT-RS), pediu que o projeto fosse incluído. Durante a sessão, Paim argumentou que o Senado precisava “dar uma resposta” ao caso da morte de João Alberto Silveira Freitas. Negro, João Alberto morreu após ter sido espancado por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre (RS).
P AOS 85 ANOS, MÃE DE SANTO DE TRAIRI LANÇA LIVRO POR MEIO DE RELATO ORAL TRANSCRITO PELO NETO ROBERTA SOUZA, ROBERTA.SOUZA@SVM.COM.BR diariodonordeste.verdesmares.com.br
Obra “A Mística dos Encantados” está disponível nos formatos físico e digital
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m cada traço da expressão de Maria Moura dos Santos, desvendam-se os caminhos de um mapa existencial. Os passos dados por ela nos últimos 85 anos são guiados por uma identidade negra, bússola para atravessar a fronteira entre dois mundos. Rebento da Lagoa de Bebe, em Paraipaba, a mãe de santo Maria Toinha, como também é conhecida, criou-se dentro da terra de Canaan, no Trairi cearense, e é de lá que ela conta uma história não apenas sua, mas também de seus ancestrais. Relato oral que em 2020 virou livro, sob
o título “A Mística dos Encantados” e com a ajuda das letras do neto Marcos Andrade, de 23 anos. “Eu conto pra ele as histórias e ele escreve. Aí do jeito que eu digo e conto, ele escreve tudo bem direitinho sem errar nem um pé. É inteligente. E quando eu não lembro, que a memória falta, que eu
sou doente da cabeça, ele completa”, orgulha-se a avó, responsável pela criação de Marcos e de suas irmãs. Ouvinte primeiro dos causos desde a infância, o estudante do Mestrado em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará, recorda hoje daqueles primeiros anos com emoção. Nessas sessões, quase sempre eram resgatadas as experiências de Maria Toinha como retirante da seca de 1958 e como mãe de santo, missão com a qual ela se conectou muito jovem, desde que teve os primeiros sinais de mediunidade, aos 13 anos. “Ela me influenciou para pensar o que eu chamo de Gramática Encantada, isto é, um conjunto de palavras que emergem de suas experiências com os Encantados e que apontam para uma concepção de Mundo Encantado. Essas palavras fazem parte de um exercício poético de resgate de experiências invisibilizadas, desvalorizadas socialmente, aquilo que Manoel de Barros chamaria de desimportantes”, explica Marcos sobre as narrativas construídas pela avó.
CÓDIGO PENAL As chamadas “circunstâncias agravantes” são fatores que aumentam a pena quando uma pessoa é condenada por um crime. O projeto aprovado pelo Senado incluiu o preconceito por raça, cor, religião e orientação sexual nesse conjunto de situações que “sempre agravam a pena”, de acordo com o Código Penal. “O Estado brasileiro tem que se posicionar, e o Poder Legislativo, eu tenho certeza, não vai se omitir, como já decidiu, no dia de hoje, numa votação simbólica, mostrando que todos nós somos contra o racismo”, disse Paim.
ICAPRA Por: Babalorixá Washington Cunha d’ Logunedé
ORI Divindade onde nos ajuda antes, durante e após o nascimento, em nossa trajetória vital e nos leva até a morte, único que nos guia em todos ciclos de nossa vida, a frase “ori doente vida doente” resume a importância de Ori em nossas vidas, o bom cuido nos proporciona uma clareza para superar os obstáculos em nossa vida. Ori(cabeça) possui um culto independente, porém não podemos esquecer de nosso Bara, protetor de nosso corpo, pois sem o equilíbrio de Ori com Bara nossa vida poderá entrar em conflitos constantes, seja na vida pessoal ou profissional.
Bori: Alimentar a cabeça, estabelecer uma conexão positiva entre seu Ara(corpo) e seu ori(cabeça), outras divindades que são reverenciadas no bori, Eleda responsável pela proteção, Ajala senhor que modela, Yemonja senhora que cuida, dentre outras divindades. BORI anualmente temos que concon sultar oráculo yfa para saber o que ori pede, para com isso fazer um bori aceitável por nossa cabeça.
Negativo de ori: Ori quando se encontra em estado negativo poderar despertar Elimini onde a força con contra nossa cabeça provoca graves depressões e possibilidades de suicídios , dentre outras formas que clinicamente pode podemos identificar . Negativo de elimini se tira com devi devidos ebós e bori.
Ervas: Oriri e colônia são uma das principais ervas onde acalma e ajuda equilibrar ori, masserar as ervas acrescentando obi ralado, orobo ralado e efun, lavar toda cabeça, o sumo deixar de um dia para outro coberto com um pano branco, ao retirar o sumo levar nas águas doces pedir a Ori equilíbrio.
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Orin Ori: Orí ení kini sàka ení Cabeça que está purificada na esteira
A saka yìn ki ya n’to lo ko A cabeça limpa que louvamos mãe permita que façam uso dela
Orí ení kini sàka yan Cabeça que está purificada na esteira caminha soberbamente
A saka yìn ki ègbón mi gbè A cabeça limpa que louvamos meu mais velho conduzirá
Orí olóore ori jè o A cabeça do vencedor vencerá
Ìta nù mo bo orí o. Ar livre e limpo oferendo a cabeça.
Curso sobre Ori: Em março teremos no asé omoode um workshop sobre ori e iremos relatar formas de bori, ervas, posicionamento e alimentos. Telefone para contato: 21 974759937.
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PROFESSOR DESENVOLVE PROJETO QUE IDENTIFICA OS BAOBÁS DO DF Professor do DF André Lúcio Bento desenvolve projeto em que identifica os baobás existentes na capital. Essas árvores, que são símbolos culturais do continente africano, geram flores que têm um desabrochar súbito e somem em menos de 24 horas MARCELO FERREIRA/CB/D.A PRESS
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oucos elementos conseguem trazer — ao mesmo tempo — uma força milenar, carregada de resistência e robustez, com uma leveza bela e cultural, capaz de transcender ao plano religioso. Essas características, tão presentes na história do povo do continente africano, fazem parte de um símbolo dessa população, o baobá. A árvore de extrema riqueza natural tem grande importância para a cultura negra, tanto que escravos trouxeram sementes de baobá escondidas nos navios negreiros e cultivaram-nas no Brasil. O solo da capital federal abriga alguns desses monumentos naturais, e um morador de Brasília se encarregou de mapear tais árvores a fim de resgatar o significado dos baobás. André Lúcio Bento é professor, especialista em cultura afro-brasileira e africana e doutor em linguística. A missão de catalogar os baobás do Distrito Federal começou recentemente, e ele encontrou 44 árvores, contando com ajuda de outros moradores da capital que se empolgam com esse trabalho. O esforço se explica pelos “significados múltiplos” dos baobás, como André detalha. “São árvores fundamentais para as culturas tradicionais africanas. Do ponto de vista místico, elas são sagradas, chegando a ser divindades para algumas religiões. Na cosmovisão geral, elas são uma espécie de origem de tudo. Culturalmente, embaixo delas são feitas atividades artísticas, políticas, são criados palcos para os mestres griôs e contadores de histórias, que reúnem os mais novos e passam a cultura de geração
em geração. Ou seja, é o resgate da ancestralidade, da memória dos povos pretos”, sintetiza. O professor brinca que se sente como criança quando encontra um baobá desconhecido. Contempla, tira foto, registra e publica nas redes sociais. O trabalho de identificação das árvores do DF incentivou moradores de outros locais do país a fazer o mesmo. “Pessoas de estados que não tinham registro de baobás começaram a realizar esse levantamento. O que fizemos, em Brasília, surtiu efeito em São Paulo, Maranhão, Sergipe, Paraíba, Minas Gerais”, celebra. Na capital, eles estão espalhados pela Asa Norte, Brazlândia e Taguatinga, por exemplo. As localizações exatas podem ser vistas no projeto que André divulga hoje, o Mapa dos Baobás do Distrito Federal. “À medida que mais árvores forem descobertas, vamos alimentando o site com as informações. Ele é importante para o processo cultural. As pessoas podem conhecer, e as
escolas podem estimular os alunos a acessarem o mapa, para trazer esses ensinamentos”, aconselha. RIQUEZA PRETA Admirar um baobá é uma experiência que permite um outro olhar sobre culturas que foram marginalizadas na história. “O Brasil foi o maior destino da perversa diáspora negra, então, ter baobás, aqui, significa resistência e, ainda, representa futuro, porque é uma oportunidade de conhecer mais a África, entender que não é só um continente de pobreza, violência. Lá se produz cultura, ciência. O baobá traz conhecimentos”, pontua. Até mesmo a própria história da construção da capital pode ter relação com essas representações presentes, como ele observa. “A maioria dos candangos era de origem pobre e negra. Trazendo o resgate dessa epopeia que foi a construção de Brasília, a vinda dos baobás também simboliza essa força e necessidade
de se erguer algo novo, como foi feito aqui”, defende o professor. Também há riqueza física nessas árvores. Alguns espécimes no continente africano têm mais de 3 mil anos de idade. “Elas são altas, têm circunferências de tronco muito grandes. E, dela se aproveita tudo. As folhas são comestíveis, são refogadas e torradas como tira gosto. As sementes também podem ser consumidas torradas. O fruto é muito rico em vitamina C e cálcio e pode ser consumido puro, na forma de mingau ou como suco, misturado com outras frutas. E, o tronco é uma reserva de água consumível”, detalha André. Uma curiosidade é em relação à flor do baobá. Rara, tem, em média, 20cm, nasce de cabeça para baixo e desabrocha de forma instantânea. A beleza dela só pode ser vista por um dia, uma vez que a flor não dura muito mais do que 24 horas. TOMBAMENTO O próximo passo de André é concluir o mapeamento com um relatório. “Quero entregar à Secretaria de Meio Ambiente e aos demais órgãos ambientais para pedir providências de preservação e para a informação da população, já que não pode haver uma proliferação indiscriminada dos baobás, pois eles são exóticos”, alerta. Outro sonho de André como professor, pesquisador, admirador e homem negro é ver esse patrimônio do DF tombado. “Isso ocorreu em Recife e permite cuidados maiores, como em relação à poda, à inclusão de uma placa com os detalhes: nome científico, data de plantio. O tombamento eleva a uma categoria de preservação maior, que permite o reconhecimento necessário”, conclui.
Aos 101 anos, o ogan Luiz Ângelo da Silva, Bangbala, foi imunizado contra a Covid-19 EXTRA.GLOBO.COM
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CLÉBER JÚNIOR / AGÊNCIA O GLOBO
ois meses após sobreviver à Covid-19, o ogan Luiz Ângelo da Silva, o Bangbala, foi imunizado contra a doença. Aos 101 anos, Bangbala é o ogan (cargo de responsabilidade e respeito ocupado por homem que exerce diversas funções litúrgicas na casa de candomblé) vivo mais antigo do Brasil. Ele recebeu a dose da CoronaVac na manha desta segunda-feira, no Centro Olímpico de Nova Iguaçu, no bairro Moquetá. Casada com Bangbala há quase duas décadas, Maria Eni Souza Moreira, de 57 anos, ficou emocionada ao ver o marido sendo imunizado. — Pegamos Covid no fim de novembro. Ele teve 50% do pulmão tomado. Eu dizia para ele que era só resfriado. Foram seis dias de febre. No quarto dia de febre alta, ele não abria nem os olhos. Chamei o Samu. Queriam removê-lo, mas ele me pediu com os olhos cheios de lágrimas para não ficar internado. Eu nao autorizei a internação. Exclamei muito a Xangô, que é o orixá da Justiça, e ele me ouviu. Ficamos sendo medicados em casa — afirmou, emocionada, Maria Eni.
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UNDEK (UNIÃO NACIONAL DAS EKEDES) OFICIALIZAM ESTATUTO E TOMAM POSSE MARCELO FRITZ
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o dia 06 de Fevereiro, a Diretoria e o Conselho da UNDEKE (União Nacional das Ekedes), se reuniram em Assembleia. A Presidenta Ekede DÉBORA D›Ayra fez A leitura do ESTATUTO, e deu posse Oficial a Dietoria, ao Conselho Ético e Fiscal e Coordenação Estadual! Ao final fundou ON Line os NÚCLEOS nos estados de CEARÁ, SÃO PAULO, SANTA CATARINA E ESPÍRITO SANTO, com a presença das respectivas Coordenadoras virtualmente! “Por conta da Pandemia, não conseguimos nos reunir para as formalidades da FUNDAÇÃO Da PRIMEIRA ASSOCIAÇÃO Nacional das Ekedes no BRASIL, mas agora fizemos isso com toda a segurança respeitando as regras da OMS!” Diz
Ekede DEBORA d’Ayra. A UNDEKE é formada UNICAmente por Ekedes, Ajoiyes, Makotas, Sambas e CARGOS similares, quem quiser participar do grupo precisa preencher um cadastro Virtual! Ekede Márcia d›Oya e Sandra de Xango que também tomaram posse disseram: “ Somos escolhidas pelo ORISÁ, temos compromisso com eles, e com a nossa Ancestralidade, tínhamos que tomar uma iniciativa para contribuir com a nossa luta, por respeito e valorização da nossa RELIGIÃO!” E a iniciativa foi criar a UNDEKE NACIONAL, e com outras “manas” darmos as mãos e nos unirmos! Acompanhem as redes Sociais, @ undekenacional no Instagram, Facebook e YouTube!
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LIVRO PRA CONTAR A HISTÓRIA DA CONFRARIA OLOYÁS É LANÇADO NO XWÉ RÉWÀ SOJÚ L’OSÚN DIVULGAÇÃO
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o dia 19 de dezembro de 2020 foi lançado no Xwé Réwà Sojú L'osún, àse localizado no bairro de Bangú o livro Oloyá's Do amor por Oyá à confraria escrito e coordenado pela sacerdotisa vodúngán Kelly de Oyá pela editora folha de ouro, este livro vem para enriquecer e contribuir de forma literária para a religião de matriz africana , nele a autora fala sobre orisá Oyá à deusa guerreira , senhora dos ventos e tempestades assim como sobre sua culinária, itans, rezas, cantigas , como foi idealizada e fundada a confraria Oloyá's, algumas de suas normas e regras, seus títulos, símbolos e o depoimento emocionante de alguns confrades e confreiras, o lançamento teve presença ilustres do candomblé, a cobertura do jornal Icapra assim como um delicioso cocktail e como não poderia faltar a barraca de acarajé tradicional comida do orisá Oyá que é tão importante para nossa cultura e a independência financeira de tantas mulheres que lutam pelo sustento de sua família , foi um final de tarde de autógrafos muito agradável e de sucesso absoluto contribuindo para o entendimento da religião de forma simples e clara para iniciados ou não dentro do culto do candomblé. Para adquirir o livro entrar em contato com o número 021 964113863 vodúngán Kelly de oyá. Que mãe Oyá proteja a todos. Deixa ventar!
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MEGA FESTA NO IMPÉRIO DE MARIA MULAMBO - ILÊ ASÉ BARA AFEFÉ MARCELO FRITZ REPRODUÇÃO FACEBOOK
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evento ocorreu no dia 10 de janeiro e teve restrições de convidados, devido ao covid-19. A festa que é esperado o ano todo, teve seus convites esgotados 48h após a data oficial da festa marcada. O evento que já contou com a presença de mais de duas mil pessoas, se restringiu há um grupo seletos de amigos e pessoas mais próximas de pai Marcellus Cavalcant, conhecido como Pai Marcelo de Pombogira. Não foi o primeiro ano que teve lista, mas este ano uma redução maior. A festa teve inicio por volta das 17h e teve entrevista com os convidados de pai Alex Nega, que entrevisto personalidades que estiveram presentes prestigiando o evento que falaram de sua relação com o babalorixá e Maria mulambo. Teve fogos, chuva de papel picado, e o cuidado com todos os convidados que a casa sempre teve. Babalorixás, Iyábalorixás, ogans, clientes e amigos prestigiaram a festa que também contou com convidados da dona da festa que cantaram e dançaram confraternizando com a anfitriã. A casa esta com funções internas devido a pandemia, pai Marcelo realizou a festa de Dona Mulambo que já esta marcada e inclusive já havia sido adiada. Parabéns a todos que participaram desde a organização ate a conclusão de mais uma grande festa em louvor a Maria Mulambo.
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KWÊ SEJÁ GU WARULEJÍ REALIZA OBRIGAÇÕES MARCELO FRITZ
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acerdote Hungã William de Ogum, realizou no domingo dia 07 de fevereiro, duas obrigações no Kwê, com a presença de amigos, filhos, parentes de santo e a sociedade do candomblé, que foram prestigiar os obrigacionadois e a toda família. A cerimônia teve início por volta das 13h, os filhos de branco adentraram o salão e deram início a festividade. Após louvar os voduns os obrigacionados tiveram a primeira saída de branco, acompanhados por uma corte de filhos que acompanharam todo o período da obrigação. A obrigação apresentada na sala foi: Humbê de 7 anos de Etemy Eliane de Ogum e entrega de Íba, e hunsó Mônica de Iemonjá. Realizado dia 07/02/2021. O Kwê fica localizado na rua Pereira Pinheiro 22 Rodilândia Austin Nova Iguaçu.
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GRUPO PERSONALIDADES DO CANDOMBLÉ FAZ SEIS ANOS DE EXISTÊNCIA
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riado pelo egbome Alex Nega d’ Oxóssi, o grupo foi o pioneiro no Rio de Janeiro em discussões feita com zeladores, e egbomes do candomblé. O grupo hoje tem
Amo este grupo, um grupo que adoro fazer parte, Egbome Alex consegiu reunir uma família, agradeço a todos. Que continue assim, conseguindo nos reunir, para coisas construtivas para que possamos somar. Parabéns Nega, continue sendo esta pessoa assim, alegre e contagiante.
mais de duzentos participantes de vários estados do Brasil, além de discussões, o grupo também serve como um meio de comunicação de dirigentes que divulgam notícias de utilidade pública. Aqui algumas das homenagens feitas por algumas lideranças que compõe o grupo, que tem uma equipe de sacerdo-
Pai Celinho d’ Obaluayê
tes que formam uma comissão organizadora.
Criar já não é tão comum, permanecer com um projeto de união por seis anos é para poucos. Que o numero seis e toda sua influência positiva, possa trazer bons fluídos para este grupo de lideranças que prezam pela união, discussão e contribuição para evolução e perpetuação de nossas tradições, que tanto necessitam de atitudes nobres como esta. Parabéns Alex Nega e a todos envolvidos neste importante projeto. Babalorixá Marcelo Fritz d’ Oxaguiã
Primeiro parabéns ao meu afilhado e amigo o criador deste importante grupo, pai Alex Nega, fico lisonjeado e agradeço ao prestigio de participar. Parabenizo a todas as nações e participantes que contribui como a permanência deste grupo. Que continue a contribuir e somar com todos seus participantes. Pai Odé Kilewi
Parabéns ao grupo Ibíbio pelo seu aniversário, pela sua existência e sua resistência, um grupo que vem somando forças para enaltecer nossa religião, nossa fé e nossa verdade. Que continuamos assim, resistentes para engrandecer nossas tradições. Parabéns Alex Nega e a todos da comissão que tanto trabalham e contribuem para nossa evolução.
Parabéns ao grupo Personalidades do Candomblé, por mais um ano de existência, seis anos, um trabalho lindo, pra mostrar a grandeza do nosso axé, nossa religião. Um grupo que vem mostrando respeito por nós e pelo candomblé. Muito obrigado pelo que o grupo tem feito por nós e pelo candomblé, um trabalho que nos fortalece e faz crescer.
Pai Celso d’ Ogun
Mãe Márcia Maçal d’ Obaluayê
Seis anos deste grupo que só contribui com nossa nação, nossas tradições, pai Alex um empreendedor, menino que admiro e tenho respeito. Pra mim todos que compõe a seita são celebridades, pessoas dignas de nosso carinho e respeito, todos estão de parabéns! Mãe Obá Ganjú
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CANDOMBLÉ DÁ ADEUS A DOTÉ HERALDO D’ XANGÔ MARCELO FRITZ
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oté Heraldo d’ Xangô era um sacerdote que discutia temas polêmicos em suas programações na rádio Mauá Solimões, não era de fazer sala, defendia o que acreditava e divulgava suas conclusões e opiniões, sendo generoso com seu fiel público que o acompanhava e o defendia, pois eram fãs de sua personalidade única, que nem sempre agradava a todos e ele não fazia questão de agradar. Escritor, pesquisador, chegou a manter seus programas num canal no youtube, que mantém programas até os dias de hoje. Tinha companheira de longa data sua esposa Doné Shirley d’ Yemanjá, que o acompanhou até os últimos dias de sua vida. Doté Heraldo deixou um legado, uma casa cheia de filhos iniciados por ele na cidade de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Certamente fará falta, mas sem dúvidas escreveu seu nome, contribuindo para a preservação e difusão de nossas tradições. Olorun Kosi Pure, grande amigo e parceiro.
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VACINA DA UFMG CONTRA O VÍRUS DO HIV CHEGA NA TERCEIRA FASE DOS TESTES Agora, a universidade mineira procura por voluntários dispostos a receber o imunizante, cuja segurança já foi comprovada AVENTURASNAHISTORIA.UOL.COM.BR DIVULGAÇÃO/PIXABAY
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m meio aos esforços de imunização mundial contra o Coronavírus, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está desenvolvendo um medicamento diferente. Chamada de Mosaico, é a vacina contra o vírus do HIV. Com o financiamento da farmacêutica Johnson & Johnson, o imunizante da
UFMG já está na terceira fase dos testes, sendo que estudos preliminares já comprovaram a *segurança do imunizante, além da capacidade de induzir a imunidade cruzada, prevenindo contra diferentes subtipos do HIV. Agora, então, a universidade está procurando voluntários. Nesse sentido, a UFMG espera que homens cisgêneros, que têm relações
sexuais com outros homens e pessoas transexuais, se tornem voluntários. Segundo a univerisade, os interessados devem ter idades entre 18 e 60 anos, além de não apresentarem qualquer tipo de profilaxia anterior ou posterior à possível exposição ao vírus. Em meio aos esforços de
imunização mundial contra o Coronavírus, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está desenvolvendo um medicamento diferente. Chamada de Mosaico, é a vacina contra o vírus do HIV. Com o financiamento da farmacêutica Johnson &
Johnson, o imunizante da UFMG já está na terceira fase dos testes, sendo que estudos preliminares já comprovaram a segurança do imunizante, além da capacidade de induzir a imunidade cruzada, prevenindo contra diferentes subtipos do HIV. Agora, então, a universidade está procurando voluntários. Nesse sentido, a UFMG espera que homens cisgêneros, que têm relações sexuais com outros homens e pessoas transexuais, se tornem voluntários. Segundo a universidade, os interessados devem ter idades entre 18 e 60 anos, além de não apresentarem qualquer tipo de profilaxia anterior ou posterior à possível exposição ao vírus.
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