JORNAL
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
ICAPRA ANO 14 | n° 124 | 2020
Mãe Kita d’ Iansã Celebra a vida nos seus 50 Anos de iniciação PÁGS. 6 E 7
SUCESSÃO NO COMANDO DA CASA BRANCA PÁG. 11
VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA PANDEMIA PÁG. 13
A (I)LEGALIDADE DA RETENÇÃO DOS IGBA AXÉS PÁG. 34
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Editorial MARCELO FRITZ
EDITOR RESPONSÁVEL
Olá Leitores! Resistir, persistir, renascer, são características de nosso povo, que se reinventa. A pandemia nos faz refletir em diversos aspectos e reagir, sobreviver e continuar. O Jornal ICAPRA, como demais projetos foram readaptados, pararam, alguns projetos ainda não retornaram, mas como diz o ditado popular: “ a folha só cai na sua hora” e nosso retorno é hoje. Vamos juntos reacender está fogueira e espantar os ventos ruins. Que nossos orixás nós protejam e nós guardem... Agradecemos por todos nós o previlégio da vida!
Expediente Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção
Colaboradores: José Beniste Almir O. de Souza Walter Nkosi Pai Marcio d’Jagun
Contato: (21) 2663-5815 | Zap: (21) 97032-9289 email: icapra.geral@gmail.com | Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 | Coelho da Rocha - São João de Meriti – RJ
As provas e a morte:
UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO ALMIRESPIRITA@GMAIL.COM
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egundo a Doutrina dos Espíritos, nós o seres humanos ainda imperfeitos no processo evolutivo espiritual, sendo assim, as provas são os obstáculo a qual devemos transpô-la, para adquirimos mais experiências. Compreendendo que a providência Divina procede para com todos nós, em comparação como uma mãe cautelosa com os teus filhos recém natos. Quando os filhos atende aos conselhos, usando a prudência a razão e o bom censo, evita muitas decepções e reveses da vida, física e espiritual. Passamos também a compreender que, a morte do corpo físico, é apenas um retorno da alma (espírito reencarnado), para as relações no mundo espiritual, compreendendo assim que o corpo espiritual (perispírito) serve de envoltório para o espírito. A morte já não é mais a porta do nada, e sim uma realidade, da imortalidade da alma, das suas vidas
sucessivas, plano físico, a fim de adquirir mais conhecimento das leis Divinas, e aplicá-los em nosso aperfeiçoamento evolutivo espiritual. Finalizamos o tema, com as palavras de Léon Denis, no Livro. Depois da morte, cap. XIII; “Os mundos que brilham no fundo dos céus são tuas moradas do futuro, a herança que Deus te reserva. Tu és para sempre cidadão do Universo; pertences aos séculos futuros como aos séculos passados e, na hora presente, preparas tua elevação. Suporta, então, com calma os males por ti mesmo escolhidos. Semeia na dor e nas lágrimas o grão que brotará nas tuas próximas vidas; semeia também para os outros, como outros semearam por ti! espírito imortal, avança com passo firme na vereda escarpada as alturas de onde o futuro te aparecerá sem-véu.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!
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ANO DE 2020 É MARCADO POR GRANDES PERDAS PARA POVO DO AXÉ MARCELO FRITZ
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ano mau havia começado, à princípio tudo ia bem, carnaval e uma onda iniciada na china assombrava todo mundo. A Covid-19 embora fosse previsto por alguns especialistas, foi difícil acreditar que viveríamos momento tão difícil onde nações fortes e
consideradas fracas seriam atingidas e desestruturando economias e chamando todos para uma reflexão sobre a vida. Políticos ambiciosos e desumanos sem pena nem piedade, negociam vidas por propinas e poder, demostrando sua falta de compromisso com o povo e
PAI BETO D’ OXAGUIÃ DEIXA SAUDADES PARA POVO DO AXÉ Pai Beto d’ Oxaguiã, nasceu em 1958, filho de paraibana, nascido em ramos, era muito ativo, fundador do Ilê Axé Ajaguna Axé Ogun Mejeje, localizado em Duque de Caxias. Carismático, atuante, com diversos filhos iniciados e de casa aberta em vários estados do Brasil. Pai Beto foi uma das vitimas do COVID-19, seu quadro se agravou. Sua partida deixa um axé sólido, com raízes fortes e que a comunidade do candomblé, roga para que se perpetue o legado deixado. Pai Beto. Seu sepultamento foi realizado no cemitério de Irajá. Registramos nossos profundos sentimentos pela perda do conceituado babalorixá.
responsabilidade com sua missão de gestor público. O medo toma conta de todos, um isolamento em massa, empresas restruturam suas estratégias tentando se salvar se readaptando ha uma nova vida que só no Brasil completará em breve um ano, de medo, terror e ansiedade
de como será o amanhã? Nem tudo é Covid, mas o terror com o desconhecido apavora a todos. Lideranças de axés se preservam, casas tradicionais em todo Brasil obedecem as ordem dos orixás em parar, se adaptar, mas não perder sua fé. Zeladores ilustres uns
de Covid, outros não, mas foram para o Orún, lugar sagrado, num ano considerado perigoso, onde o ebó, reza, banho...Vale tudo para livrar-nos do caminho da morte que há muito tempo não estava tão próxima para um desencarne coletivo tão cruel e doloroso.
PALMIRA D’ IANSÃ, UMA PERDA IRREPARÁVEL
A PRECOCE PARTIDA DE IYÁ GISELE D’ OXUM
Palmira Navarro, filha d’ Oyá, fundou o Ilê Omo Oyá Legi em Mesquita, se iniciou com pai Caribé d’ Oxóssi, deu continuidade com suas obrigações com pai Reinaldo d’ Xangô. Sua sabedoria e conhecimento teve destaque em muitas de suas participações nos programas de debate sobre assuntos voltados para nossas tradições com José Beniste, na década de 80 e em seguida tendo cadeira cativa no programa ICAPRA com Axé. Se tornou uma referência na luta pela liberdade religiosa e preservação de nossas tradições. Mãe Palmira deixa um legado, um espaço vazio que não será fácil ser preenchido. Seu falecimento se deu por um enfarto, devido ha complicações de um quadro de pneumonia que agravou quadro clínico da Ialorixá.
Mãe Gisele fundou o Axé Ileké Oxum, seu carisma, conhecimento e religiosidade logo destacou a jovem Iyalorixá que louvava orixá, com amor e devoção. Filhos e netos aderiram em seus sobre nomes “ILEKÉ’’, identificando sua família de Axé. Conhecida por todos e respeitada a Iyálorixá era presente em festividades e cumpria agenda em casas de filhos que formavam um exército de seguidores e admiradores pelo grande carisma. O falecimento de Gisele pegou a todos de surpresa, futuro grande pela frente, ficamos na saudade de lembranças e a ausencia de tudo aquilo que estava por vir. Sua história certamente fica registrado em nossa memória. Nossos profundos sentimentos a família Ileké.
MÃE ZEZÉ D´BARÚ LEMBRANÇAS DOCES Quem não não conhecia mãe Zezé d´Barú certamente já ouviu falar, mais de 50 anos de iniciada, seu olhar doce e atitudes carinhosas com todos era uma de suas marcas, seu candomblé com base em sua família que a cercava sempre. Reconhecida por todos, presente, preocupada com futuro de nossas tradições, sempre procurava estar presente em manifestações e em tudo que fosse feito para engrandecer nossas nações. 2021 um ano de muitas perdas de grandes lideranças e referências. Filhos, netos, familiares de Axé em luto por sua passagem e o candomblé que ela amava e tanto se dedicava. Deixa saudades.
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MÃE KITA D’ IANSÃ CELEBRA A VIDA NOS SEUS 50 ANOS DE INICIAÇÃO
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ENCANTADO’S FOTO E FILMAGENS
la já havia completado seus 50 anos de iniciação, nascida no méier, filha de pernambucano, Claudete Silva do Nascimento, Kita com “K” ou “Q’’, tanto faz, como ela diz, seu axé se localiza na baixada fluminense, ela reside há alguns metros dele. “Fico dias, as vezes ano, sem ir em casa” é frase comum da Iyalorixá que hoje tem sua família resumida, fala com saudade de sua mãe e os que já se foram, hoje tem um irmão, sobrinha, alguns primos e de um tio. Ekedy Ivete, sua mãe que se foi beirando com quase 40 anos de confirmação. O nome Kita foi dado por ela carinhosamente. Mãe Kita mora ali há 65 anos, na roça, hoje tendo outra residência próximo dali. Fala de uma infância boa, humilde, mas feliz, lembra do bairro sem luz, ali com seus pais, no bairro fluminense. “Meu pai comprou o terreno que é o barracão eu tinha 1 ano. Eu tinha 13 anos quando Iraci Pinto de Souza me iniciou no candomblé. Tomei 1 e 3 anos lá, saí e fiquei muito tempo sozinha. Sempre me relacionei com minhas irmãs de santo. Tomei demais obrigações com pai Gamo d’ Oxum, que era de Oxum com Oxum. Hoje dirijo meu axé Ilê Axé Oyá – Axé Iyá Bomim, é o nome da casa, do Axé.” Mãe Kita se popularizou também, com venda de acarajé que perdurou por 16 anos, na rua do santana, no terreirão do samba, “era sempre por ali”, Ela fala com saudades da época, “
Eu servia café da manhã, na quarta feira de cinzas eu fazia o peixe e todos compravam cerveja’’. “Eu amo carnaval”. Declara a Iyalorixá. “Sou Festeira, amo festa, não gosto de ficar sozinha. Quando eu consigo ir para casa fico procurando gente para festejar. Amo fazer comida, amo jogar bingo... risos...Adoro samba, pagode, sou mangueirense doente. Adoro ler, pesquisar, acho importante. Adoro José Beniste, fui aluna dele
em 1987, fui durante 5 anos”. Mãe Kita perdeu a conta das saias e roupas que tem, embora muitos pertences, mãe Kita fala que não se prende a nada material. Ama cerveja, mas ultimamente tem bebido muito suco. “Adoro ensinar, passar, ensinar meus filhos, passo com carinho, acho que todos devem aprender, embora cada um tem sua criação, sua educação de casa.” A maquiagem na roda por exemplo acha brega… ‘’ Não trem nada haver...já pensou uma nanã,...”
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GAMO D’ OXUM… PAI BAIANO... “Meu amigo, paizão, parceiro, estaria com ele até hoje, maior orgulho, minha casa de axé plantado tem 29 anos, ele plantou um ano antes de morrer, seu Baiano era também amigo, parceiro, tenho maior prazer em ter sido neta, ele era o candomblé, ele vivia, tudo era candomblé, você aprendia com ele, sempre tinha um aprendizado.”
Mãe Kita abriu sua casa cedo, com apoio de seus mais velhos, e fala de antigamente que havia muito isso. “Acho ignorância criticarem pessoas que com seus mais velhos do lado por ter aberto suas casas. Não sou contra, sou contra a esses que não tem cultura e não são humilde em aprender e buscar conhecimentos.” Filha de Iansã com Oxum,
sua mãe era de Oxum, “meu pai de santo era de oxum, amo oxóssi...” embora fala do amor a todos orixás. A Iyalorixá fala do seu único medo a doença, seu pavor, fala que o que não admite no candomblé a falsidade e ingratidão, fala do empenho da sacerdote, ir para cachoeira, virar noite, ir para o mato pegar folha e
depois não ter valor… Dia 13 de dezembro uma data marcante para todos os filhos e descendentes do Axé d’ Oyá, mãe Kita não poderia ser de outro orixá que não Iansã, para enfrentar um momento difícil, de pandemia e ousar, realizar, celebrar a vida e agradecer por ela. Amigos, filhos, parentes e a sociedade do candomblé se
fizeram presente, participaram e foram personagem neste momento que marcou capítulo importante na vida e trajetória desta Iyalorixá, imponente, ousada, humilde, experiente e única que é Claudete Silva do Nascimento, Mãe Kita, como ela diz, tanto faz, com K ou com Q, não darão outra personalidade a ela que escreve seu nome na história.
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Babalorixá Balbino Daniel de Paula "Obaràyí", completa 80 anos de vida
ANITTA DESABAFA SOBRE BOATO DE TER RASPADO A CABEÇA PARA UM RITUAL Anitta usou o Instagram, para desabafar sobre um assunto que está tirando sua paz. A cantora disse que sua equipe e sua família está recebendo ofensas sobre um suposto ritual religioso que a cantora teria feito. Anitta explicou que não raspou a cabeça para fazer o ritual religioso, porque ela segue uma linha que não exige a mudança de visual. “Não tenho vergonha da minha religião, fui introduzida pelo meu pai, que foi introduzido pela família dele”, disse. Em seu desabafo, a cantora ainda afirmou que boatos como esse fazem mal para sua família, incluindo uma tia que sofre com esquizofrenia. “A cantora, praticante do Candomblé, é uma “Ekedi” em sua religião. As Ekedis são suspensas para a iniciação, não precisando raspar a cabeça em sua preparação para servir aos Orixás”, prossegue o comunicado.
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FOTO AJIRE DE XANGÔ 2019
VIVIANE FERREIRA, CINEASTA QUE SAIU DA PERIFERIA DE SALVADOR PARA O OSCAR Criada na comunidade do Coqueiro Grande, na Estrada Velha do Aeroporto, ela preside o comitê que escolheu o representante brasileiro para concorrer à estatueta. Mulher, negra, nordestina e de axé, a fundadora da Odun Filmes e da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) foi convidada para presidir este importante espaço. Viviane Ferreira preside o comitê que vai escolher o representante brasileiro na premiação do Oscar 2021. “O convite veio da presidência da Academia Brasileira de Cinema, a partir de indicações de pessoas associadas da academia. É uma comissão composta por profissionais sócios da academia e reconhecidos publicamente pelo setor e com reputação e trajetória legitimada pelos sócios da academia.”
Cepe Editora lança Brasileirismos e conexões em Gilberto Freyre, novo livro de Raul Lody No ano em que se comemora os 120 anos de nascimento do sociólogo, antropólogo e escritor Gilberto Freyre, um dos mais importantes pensadores brasileiros do século 20, a Cepe Editora publica Brasileirismos e conexões em Gilberto Freyre, novo livro do também antropólogo, pesquisador e escritor Raul Lody. O lançamento aconteceu dia 11 de dezembro, às 19h, dentro do Circuito Cultural Digital de Pernambuco. Em live transmitida pelo portal www.circuitoculturalpernambuco.com. br, o autor conversará com Kika Freyre, professora da Universidade de Cabo Verde, neta de Gilberto Freyre, e que assina o prefácio do livro. A mediação foi do jornalista e crítico de arte Bruno Albertim.
Babalorixá do Ilê Axé opô aganju, celebrou seu aniversario sem muita agromeração, devido a pandemia. Balbino Daniel de Paula "Obaràyí", estava feliz. "Não existem palavras que possam descrever o Amor e Orgulho que nós temos do senhor, nosso amado rei." Declarou os filhos na rede social do Axé. Foi numa primeira Quarta-feira do mês de dezembro, dia 4, dia de Santa Bárbara e de Iansã. Era uma benção a criança nascer logo no dia da dona dos Ventos, das tempestades, do fogo a mãe e rainha dos eguns, uma das mulheres de Xangô, naquele dia nascia Obaràyí! 80 anos de vida, que Xangô Aganjú, Oyá e gbogbo Orixás lhe de sempre vida e saúde. Olorun bukun fun o!!!
JORGE SABINO
Cervejaria laça campanha que dá ênfase a cultura popular brasileira "Brasil, esquentai vossos pandeiro: Iluminai os terreiros: Que nós queremos sambar" “Chegou a hora dessa gente tropical mostrar o seu valor”. A versão de Brasil Pandeiro, dos Novos Baianos, revisitada por IZA, num arranjo dos hitmakers Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos, dá o tom da nova campanha da cerveja Puro Malte Tropical Devassa, marca do Grupo HEINEKEN. O lançamento aponta o poder transformador da criatividade brasileira, em uma campanha que traduz o momento da marca, após mais de um ano do reposicionamento que chegou para ressignificar os símbolos tropicais. Criada pelo HNK Lab e Grey, com produção da Stink Films, a campanha foi filmada em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo e exalta os elementos criativos culturais brasileiros em diferentes situações e trilha sonora emblemática, que ditam a personalidade do filme e da marca. Junto à toda potencialidade da cantora IZA, que simplesmente arraza como a estrela desta campanha que quem viu aprovou. Sucesso!
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XANGÔ RETORNA AO COMANDO DA CASA BRANCA DO ENGENHO VELHO Búzios escolheram Mãe Neuza, filha do orixá da justiça, como a nova ialorixá do ilê CORREIO24HORAS
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FOTOS DADÁ JACQUES/CORREIO
momento para continuarmos contribuindo com o nosso axé”, avaliou. Gersonice Azevedo Brandão, a Equede Sinha, lembrou da resistência do povo de santo. “Continuaremos na fé, na resistência e na continuidade, preservando e cultuando nossa ancestralidade. Porque essa é a nossa missão, continuar na luta e na defesa dos nossos direitos religiosos. Estamos muito felizes, o que Xangô decide é felicidade para a gente”, revelou. E foi essa compreensão que Mãe Neuza pediu ao receber o seu chamado. “Eu vou precisar muito dos meus irmãos, dos mais velhos e mais novos, vou precisar da ajuda, que eles estejam sempre ao meu lado para não deixar esse legado se acabar. Essa aqui é uma casa centenária, o primeiro axé, é uma responsabilidade muito grande. Que meu pai me dê forças pra continuar”. Cabiessilé, Salve o rei Xangô.
m jogo de búzios feito pelo Pai Air José do Terreiro Pilão de Prata, nesta terça-feira (8), no barracão do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, decidiu o destino do candomblé de nação Ketu mais antigo do Brasil. Sobre uma esteira no chão, os búzios apontaram a decisão dos orixás: Mãe Neuza de Xangô Aganju é a nova ialorixá. “Há muitos anos que não tem alguém Mãe Neuza de Xangô Aganju, de Xangô. Oxum já Terreiro Casa Branca. 8 dezembro 2020 dirigiu duas ou três vezes, mas Xangô, lembrou que todos os filhos de que iniciou o axé, nem o que estou ficou lá para trás. sentindo”, contou. santo celebraram a nova ialorixá Então, Xangô quis “Ainda estou sem da casa que é a mãe de todas as tomar a frente para Pai Air José do Terentender porque casas. “Eu estou imensamente o orixá me escopoder renovar”, reiro Pilão de Prata feliz. Porque nós, filhos do Ilê Axé disse Pai Air José, lheu. É uma coisa Opó Afonjá, junto com o Gantois, bisneto de Bangboshê Obitikô, um inexplicável, só peço sabedoria ao somos descendentes diretos desta dos fundadores da Casa Branca. orixá, que eu possa ter tranquilicasa. Nos consideramos membros A ORIGEM DE TODOS Foi Pai Air José o responsádade”, acrescentou. desse tronco aqui. Então, estamos O Ilê Axé Iyá Nassô Oká, ou Quem sabe bem essa sensavel pelas obrigações com a morte todos imensamente satisfeitos e Casa Branca do Engenho Velho, de Mãe Tatá. Segundo ele, não ção é a Mãe Rita do terreiro Ilê vou transmitir a Mãe Ana, que não mantido pela Sociedade São Jorge foi uma surpresa muito grande Axé Lajuomim, uma das ialorixás pode vir, a nova escolha”, falou. do Engenho Velho, é considerado a escolha da nova ialorixá. “São presentes no ritual. “Hoje, eu revivi As Equedes da Casa Branca a primeira casa de candomblé de renovações”, disse, para em o que senti há nove anos. Eu sei e também comemoraram a chegada Salvador. Constituído de uma área seguida desejar um caminho de senti o que ela está sentindo hoje. da nova líder. Entre lágrimas, Patríaproximada de 6.800 m², contando paz à nova mãe de santo. “Ela É uma surpresa, porque você sai cia Chagas pediu a Xangô, Ogum as edificações, árvores e principais e Oxum sabedoria para a ialorixá. vai dar seu nome e todos os mais totalmente da sua vida regular objetos sagrados, é o primeiro Tania Maria dos Santos, que está velhos estamos aqui para acompapara viver o axé com essa força monumento negro considerado nhar. Porque essa foi a definição espiritual que são os orixás. E é no terreiro desde 1973, falou do Patrimônio Histórico do Brasil do orixá. Peço à casa, ao axé, que servir o orixá”, revelou. novo ciclo: “É a continuidade das desde o dia 31 de maio de 1984. Mãe Ângela de Oxum particitenha paz e tranquilidade”, falou. nossas ancestralidades. Um novo A comunidade foi fundada em Mãe Neuza, batizada como pou do ritual representando o Ilê momento com uma nova mãe de 1830 por três negras africanas, Neuza da Conceição Cruz, 65 Iyá Omin Axé Iyá Massê, o terreiro santo. Uma irmã minha, da mesma Adetá ou Iyá Detá, Iyá Calá e Iyá anos - 41 deles dedicados ao Cando Gantois. Filha de Mãe Carmen, mãe de santo, então esse é o novo Nassô, e pelos babalaôs Babá domblé -, trabalhou como caixa e a ialorixá do terreiro, Mãe Ângela celebrou o momento especial. “É fiscal de caixa até se aposentar. DINASTIA DO ILÊ AXÉ IYÁ NASSÔ OKÁ Tem uma filha e uma netinha. Ela uma grande honra e merecimento chegou ao terreiro, onde foi iniciada fazer parte de um momento de 1. Francisca da Silva, a iá Nassô (1830-1837) por Mãe Marieta de Oxum, através grande força que é presenciar a 2. Marcelina da Silva, a Obatossi (1840-1885) do pai, que era axogum do lugar. escolha de Mãe Neuza e o retorno 3. Maria Júlia de Figueiredo (1886 - 1890) Ele, que tinha sido iniciado pela de Xangô para reger novamente 4. Ursulina Maria Figueiredo (1891 - 1925) própria mãe, criou uma irmandade esta casa. Que ela tenha muita 5. Maximiana Maria da Conceição (1926-1962) com os irmãos de santo do Ilê Axé luz, sabedoria, que seja muito 6. Maria Deolinda Gomes Santos (1965- 1968) Iyá Nassô Oká e ficou por lá. bem conduzida e que tenha gran7. Marieta Vitória Cardoso (1969 - 1985) Durante a escolha, ela não des realizações”, falou. 8. Altamira Cecília dos Santos (1986 - 2019) escondeu a emoção e, tampouco Seu Ribamar Daniel, Mobá 9. Neuza da Conceição Cruz (2020 - atual) do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, conseguiu segurar as lágrimas. *Colaborou Dadá Jacques. também presente na cerimônia, “Eu nem sei explicar a emoção,
Assiká e Bangboshê Obitikô. De acordo com o livro ‘Equede - A Mãe de Todos (Barabô)’, de autoria de Equede Sinha, após a Revolta dos Malês e a proibição do candomblé em 1837, Iá Nassô, que também era conhecida como Francisca da Silva, voltou para a África e por lá faleceu. Por tudo que fez, é considerada a primeira mãe de santo da Casa Branca. Em 1840, quem assumiu o axé foi Marcelina da Silva, a Obatossi. Após a morte de Obatossi, duas das suas filhas, Maria Júlia da Conceição e Maria Júlia de Figueiredo, disputaram a chefia do candomblé, cabendo à Maria Júlia de Figueiredo, que era a substituta legal (Iyá Kekeré ou mãe pequena) tomar a posse de Mãe do Terreiro, em 1886. Maria Júlia da Conceição afastou-se com as demais dissidentes para fundar o Terreiro do Gantois. Mãe Sussu, ou Ursulina Maria Figueiredo, substituiu Maria Júlia Figueiredo na direção do Engenho Velho, em 1891. Com a sua morte, nova divergência foi criada entre suas filhas. Sinhá Antonia, substituta legal de Sussu, por motivos superiores, não podia tomar a chefia do candomblé. Em consequência, o lugar foi ocupado por Tia Massi, ou Maximiana Maria da Conceição, em 1926. Vencendo o partido da ordem, dissidentes inconformados fundaram então um outra casa, o Ilê Axé Opô Afonjá. Tia Massi foi sucedida por Maria Deolinda Gomes Santos, Mãe Oké, em 1965. A direção sacerdotal do Engenho Velho foi posteriormente confiada à Marieta Vitória Cardoso, Oxum Niké, em 1969. Altamira Cecília dos Santos, a Mãe Tatá, assumiu a chefia da casa em 1986. Filha legítima de Maria Deolinda dos Santos, era carinhosamente chamada de Papai Oké. E agora, em 2020, Neuza Conceição Cruz, a Mãe Neuza, marca seu nome na história do tradicional terreiro como a nona ialorixá do Ilê Axé Iyá Nassô Oká.
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MAIS DE 60% DOS PAÍSES VIOLARAM DIREITOS HUMANOS NA PANDEMIA Seis em cada dez países do mundo adotaram medidas problemáticas em termos de direitos humanos, ou de normas democráticas para enfrentar a pandemia de coronavírus – afirma um relatório publicado nesta quarta-feira (9) pela ONG International IDEA. UOL
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estudo, que envolve quase todos os países do mundo, conclui que 61% das nações adotaram medidas consideradas “ilegais, desproporcionais, sem limite de tempo, ou desnecessárias”, em ao menos uma esfera relativa às liberdades democráticas. Embora 90% dos regimes autoritários tenham violado direitos fundamentais, a ONG, com sede em Estocolmo, especializada no estado da democracia no mundo, aponta que 43% dos países considerados democráticos também cometeram abusos. As conclusões eram previsíveis para os regimes autoritários, mas “o que é mais surpreendente é que tantas democracias tenham adotado medidas que são problemáticas”, disse à AFP o secretário-geral da ONG, Kevin Casas-Zamora. A ONG examinou as diferentes medidas adotadas em todo mundo para determinar se eram problemáticas, de um ponto de vista puramente democrático e sem considerar a eficácia para o sistema de saúde. Entre as medidas preocupantes citadas por Casas-Zamora estão as restrições à liberdade de imprensa em nome da luta contra a desinformação, a mobilização de militares para aplicar as regras, acampamentos para internar pacientes, corrupção em contratos de fornecimento na área da saúde e o tratamento dos migrantes. A Índia – uma democracia – lidera a classificação mundial, com medidas consideradas “preocupantes” em nove dos 22 âmbitos examinados (liberdade de movimento, de expressão, de imprensa, entre outras). Na sequência, aparecem Argélia e
Bangladesh (8), seguidas por China, Egito, Malásia e Cuba (7). A Rússia é a primeira nação europeia, com seis áreas de preocupação, assim como Arábia Saudita, Mianmar, Jordânia, Sri Lanka e Zimbábue. Na União Europeia, cinco países são mencionados: Bulgária (3 áreas), Hungria e Polônia (2), Eslováquia e Eslovênia (1). Os Estados Unidos aparecem em duas áreas. Israel foi mencionado em cinco. A Argentina também foi citada em duas. Países como França, Itália, Alemanha e Espanha não estão entre os mais bem posicionados, mas não provocam preocupação nesta área. Entre os países citados como modelo, com bons resultados de saúde e respeito à democracia, estão Islândia, Finlândia, Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Taiwan, Uruguai, Chipre, Japão, Senegal e Serra Leoa.
“A pandemia foi um acelerador de tendências que já eram observadas antes do vírus. Os países mais autoritários foram ainda mais, enquanto as democracias com problemas para garantir o respeito dos direitos humanos agravaram sua situação”, afirmou Casas-Zamora. Nesta quarta-feira, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, estimou online com o relatório da IDEA que a pandemia “revelou as fissuras e fraquezas de nossas sociedades” e fragilizou os direitos humanos. NÃO FORAM MAIS EFICAZES O estudo contradiz a ideia de que os países mais autoritários foram mais eficientes na luta contra a pandemia. “Eles mesmos usariam de bom grado este argumento”, afirmou Casas-Zamora. “Mas ao exemplo da
China podemos opor os resultados da Nova Zelândia, e ao de Cuba, os da Finlândia”, resume. Os bons resultados de saúde nos dois regimes autoritários “aconteceram ao custo de uma degradação importante da democracia e dos direitos humanos”, denuncia o relatório. Para Casas-Zamora, o próximo desafio para a saúde democrática dos países é o impacto da crise econômica. O estudo da ONG International IDEA começou em julho em colaboração com a Comissão Europeia e teve como base uma “observação mundial do impacto da covid-19 na democracia”. De acordo com a ONG, dos 162 países analisados, há 99 democracias, 33 regimes autoritários e 30 “híbridos”. No total, 55% da população mundial vive atualmente em uma democracia.
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2021 SERÁ REGIDO POR QUAL ORIXÁ? QUAIS AS INFLUÊNCIAS DE OXALÁ E OXUM? ASTROCENTRO.COM.BR
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“2021 será regido por qual Orixá?” é uma das principais dúvidas que surgem com o final do ano se aproximando. E para preparar você para o que está por vir, ajudamos você a descobrir qual será o Orixá regente de 2021! Existem diversas tradições que tem o objetivo de atrair positividade a cada novo ciclo que se inicia. Para religiões de origem africana, a tradição é ver qual o Orixá regente do próximo ano o mais cedo possível. Em 2021, teremos a influência de Oxalá e Oxum. Se você tem interesse em planejar como utilizar as energias a seu favor, então vamos compreender melhor como a regência dos Orixás pode ajudar você! 2021 começa em uma sexta-feira – Oxalá: geralmente, Já que 2021 será iniciado em uma sexta-feira, teremos uma grande influência de Oxalá. No Candomblé e Umbanda, ele simboliza a paz e o equilíbrio do planeta, além de ser um grande protetor da humanidade. Tanto é que o branco é a sua principal cor, o que a torna uma ótima sugestão para as suas roupas do Ano Novo 2021. Oxalá também é uma forte
tecnologia e computação. Já no sincretismo religioso, Oxalá representa Jesus Cristo, ou o filho perfeito do Criador.
representação do amor incondicional, ele ama sem fazer julgamentos. É um Orixá com grande poder de realização a partir do foco e da serenidade. Sua influência pode trazer para 2021 uma busca constante pelo novo, o que pode ser um bom momento para doações aos menos favorecidos, justamente por causa da sua ligação com o amor sem julgamentos. Oxalá também é considerado o Orixá da criação, o que pode fazer com que você inicie 2021 de maneira mais criativa. Neste ano, você poderá se sair melhor em áreas que envolvam
2021 será regido por qual Orixá? O orixá regente de 2021 será Oxum. Apesar do ano iniciar com a influência de Oxalá, Oxum será predominante em 2021. Essa Orixá é a rainha da água doce, dona dos rios e cachoeiras. Ela é considerada Orixá do amor, da fertilidade e da maternidade, responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas. Para os católicos, Oxum é sincretizada como Nossa Senhora Aparecida. Aliás, é importante mencionar que existe também um Orixá anual específico para cada terreiro. Este é descoberto quando, no final do ano, o Pai de Santo ou a Mãe de Santo joga búzios para perguntar qual Orixá será o regente dos integrantes daquele local sagrado. Por ser algo muito específico para cada terreiro, este Orixá é um mais difícil de prever. De qualquer forma, em geral o Orixá para 2021 será Oxum! Oxum na Umbanda e no Candomblé– Prosperidade e proteção às grávidas
PREVISÕES DO TAROT 2021 PARA O BRASIL WEMYSTIC.COM.BR - POR: HELOISA VON AH Diante de tantos acontecimentos ao longo de 2020, o próximo ano será pautado em uma revisão de valores. O número 5, que rege esse período que está por vir, será carregado de grandes transformações; mudança atrás de mudança (sim, mais mudanças). Verdades virão à tona, especialmente entre governantes que sempre acreditaram estar acima de tudo e todos. Com isso, a mentalidade de muitas pessoas que se pautavam cegamente em suas palavras, vai começar a mudar. Segundo as previsões do Tarot 2021, entraremos num processo de ruptura com os padrões do passado. Um novo futuro já pode ser visto logo adiante! Ao mesmo tempo em que esse tipo de mudança acontece, teremos dois caminhos: os daqueles que vão assumir a quebra de paradigmas, e o dos que vão se manter no passado; com a cabeça fechada e uma certa recusa em atender às reais necessidades do país — e do planeta. Com isso, você ainda pode esperar por polarizações e conflitos (talvez ainda mais do que antes), mas com algum progresso rumo à igualdade e ao amor ao próximo. E falando em amor, é muito provável que os novos mandatos municipais
ANO DO BOI DE METAL 2021: CARACTERÍSTICAS E INFLUÊNCIAS Em 2021, o ano novo chinês será regido pelo boi de metal yin e terá início no dia 21 de fevereiro, acabando em 31 de janeiro de 2022. De acordo com a astrologia chinesa, o boi é um signo conhecido por sua lealdade, disciplina e determinação. Por isso, essas características que irão reger o ano de 2021 favorecem a prosperidade e sucesso. Para atingir seus objetivos, no entanto, será preciso trabalhar com afinco e lidar com as responsabilidades com coragem e determinação. O ano do boi de metal também será caracterizado pelo apego à tradição, então será fácil perceber a influência do conservadorismo ao longo do ano.
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estejam mais voltados às políticas sociais de inclusão, e que manifestações sejam mais recorrentes, em prol de minorias e injustiças. Haverá uma tensão política mundial dentro de cada país; e isso se refletirá em certos obstáculos aos civis. A população tende a buscar o conhecimento por fontes confiáveis, adotar uma postura mais questionadora e as fake news devem perder força ao longo do ano.
Pandemia, segurança e espiritualidade - mas e a pandemia? Ainda vamos ter quarentena em 2021? A resposta é sim, mas com uma luz já despontando no fim do túnel. Estamos diante de um ano onde o conhecimento e a espiritualidade andarão lado a lado e, quando unidos de forma consistente, sem extremismos, pode resultar não somente na cura, mas no alento e no senso de empatia ao próximo. Aqui, o conhecimento será fundamental para que as pessoas busquem se informar melhor sobre o vírus, sem banalizar a gravidade da situação ou questionar a ciência por vieses políticos (recusando medicamentos, máscaras e produtos voltados à cura e bem-estar). E ao mesmo tempo, O Papa também sugere grandes progressos em termos de vacinas, nessa corrida pela volta da normalidade. Já a espiritualidade, nesse caso, terá duas vertentes, onde um grupo de pessoas se pautará nela para encontrar forças, pensar no próximo, agregar conhecimento e se reinventar; e outro que confiará única e exclusivamente no poder Divino para se proteger do vírus (e com isso irá descuidar dos protocolos sanitários).
NUMEROLOGIA: 2021, O ANO DA MUDANÇA! Regido pelo número 5, 2021 será um ano em que estaremos dispostos a aprender coisas novas e a tentar caminhos alternativos diante das dificuldades. Intuição, coragem, versatilidade, desejo de mudança, capacidade de adaptação frente aos obstáculos: é possível esperar todos esses atributos de 2021, um ano regido pelo número 5. De acordo com a Numerologia, a ciência mística dos números, o próximo ano será um período perfeito para aprender coisas novas e se relacionar melhor com as pessoas.
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AJODUN DE PAI LOGUN DE BÀBÁ WASHINGTON CUNHA D’ LOGUN MARCELO FRITZ
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Ilê Axé Omoodé, fundado no ano de 2014, no bairro do Éden São João de Meriti, baixada fluminense, realizou o Ajodun de Logun de Pai Washington Cunha, no último dia 13 de dezembro. O candomblé dirigido pelo babalorixá de pai Washington, Pai Wagner d’ Oxóssi (Axé Bom Pastor), foi cantado por ogã Matheus d’ Oxóssi. A corte de orixás que acompanharam o anfitrião da festa foram: Ayrá de pai Luiz Cláudio, Osun de pai Max, Oyá de mãe cota e Odé de ygor t'otin. Além de pai Wagner d’ Oxóssi, também esteve presento o babalorixá Júnior d’ Oxaguiã dentre outros. Devido a pandemia o candomblé não foi aberto ao público, limitando assim o número de pessoas evitando agromerações. Contatos: 21 – 97475-9937.
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FÁ constitui uma das tradições de matriz africana que chegaram e se enraizaram em Cuba e posteriormente se expandiu pelas Américas e pelo mundo, como resultado do tráfico de escravos provenientes de várias regiões da África (Sudoeste da atual Nigéria e do Leste do atual Benin, na África Ocidental). Várias etnias africanas constituíram a população de escravos chegados ao continente americano, implicando uma diversidade de práticas e culturas. Apesar disso, o termo YORÙBÁ (uma das etnias presentes nas Américas), foi utilizado para identificar todas as etnias que falavam a mesma língua, apesar de que não estiveram unidas e nem centradas politicamente. Esta manifestação religiosa atualmente se professa em vários países do mundo e nesses países a religião é conhecida por IFÁ-ORIXÁ pelo fato de que IFÁ, como sistema de adivinhação e de práticas religiosas, não está desvinculada de práticas referentes a outras deidades (Orixás,Irunmulés, etc.). A influência dessa cultura tem sido significativa em diversas expressões (cantos, danças, mitos religiosos e costumes), abrindo canais para uma criatividade particular. Um exemplo claro dessa criatividade é precisamente o sistema chamado IFÁ-ORIXÁ. IFÁ é um sistema de adivinhação e de práticas religiosas que recorrem a um grande corpus de textos e de fórmulas matemáticas que se baseiam na história para explicar o presente e o futuro. Em contraste com outras formas de adivinhação que recorrem a um médium, a adivinhação através de IFÁ não depende de uma pessoa que tem poderes de alteração de consciência associadas a
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incorporação de entidades. Ao invés disso, depende de um sistema de Odús que são interpretados por um adivinho, conhecido como sacerdote de IFÁ ou BABALAWÓ (pai dos segredos). Tais Odús, que são objetos de interpretação pelo sacerdote de IFÁ para a realização da adivinhação, constituem o corpo literário de IFÁ. Os Odús de IFÁ são um total de 256, os quais eles mesmos estão compostos por diversos versos chamados “Patakis de Ifá” (história que corresponde a fatos da vida e do cotidiano). O número exato desses Patakis é desconhecido, porque se reconfiguram e aumentam constantemente, segundo as experiências e investigações de suas principais figuras mundiais e seus respectivos níveis de desenvolvimento espiritual. Estima-se que atualmente existem inúmeros Patakis por cada Odú. Cada um dos 256 Odús tem sua “firma adivinhatória” que é identificada pelo BABALAWÓ utilizando nozes de palma consagradas (ÌKÍNS), ou seja, sementes de dendezeiro, ou uma corrente de adivinhação (ÒPÈLÈ IFÁ). Os Patakis de Ifá, considerados como eixo central da adivinhação através de IFÁ, são pronunciados pelos sacerdotes através da própria interpretação dos mesmos. Eles refletem a história, a língua, as crenças, a cosmovisão dos yorubás e também as questões sociais contemporâneas. Essas questões contemporâneas vão desde possíveis problemáticas (enfermidades, conflitos, etc.) até atitudes e ações para resolver e/ou evitá-las. Oluwo Siwaju Evandro Otura Aira, Lider religião da Rhama Ifá ni Lorun. E-mail evandrolucumi@hotmail.com
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Candomblé é uma religião brasileira, de matriz africana. Foi forjada aqui ao longo dos anos, desde que mulheres e homens negros, assim como seus descendentes, decidiram resistir, manter sua última trincheira de liberdade preservada: a fé. Transformaram a violência que lhes torturava, em incentivo. A pouco e pouco, inimigos de outrora aprenderam a se unir, a rezar juntos a professar juntos. Etnias rivais, constituíram um conglomerado sócio, cultural, religioso aqui no Brasil. Século após século, as perseguições continuaram, mas não foram capazes de os vencer. Somado a isso, como se fosse pouco, pandemias atravessaram a realidade. O mundo, o Brasil e os religiosos foram entrecortados por doenças arrasadoras, que modificaram a realidade. O Candomblé e seus adeptos, também sofreram esses impactos. O surto da febre amarela, entre 1849 e 1850; a Gripe de 1918 (1918-1920); a COVID-19 (iniciada em fevereiro de 2020); assim como antigas moléstias, como a Peste (1347-1351), juntas, mataram milhões de pessoas. Diante delas o mundo se transformou. Compreender como o Candomblé infere filosoficamente as doenças, a relação estabelecida com os deuses do panteão que regem a saúde e a doença,
O QUE É ESSENCIAL? assim como seus processos curativos, são fundamentais. Entender as possibilidades de escolha do destino e dos pontos em que ele entrecruza com o de outras pessoas, faz total diferença em nossa vida. A doença é vista filosoficamente pelo ioruba como uma mensageira, como uma potência que nos traz “recados”, que pode catalisar a aquisição de virtudes. Assim, as endemias podem ser entendidas como percalços, como chances para que humanidade reavalie sua conduta, seus valores e princípios. Diante das crises,
devemos aprender com os erros e a buscarmos virtudes. Diante dos desafios, é preciso nos conectarmos ao divino. É oportunidade de reconhecermos a fragilidade e a importância da vida, para que ela seja devidamente valorizada. A doença é convenientemente taxada como a nossa “inimiga”, como um mal a ser “vencido”. Na verdade, nós humanos, é que precisamos entender melhor quem é o inimigo de quem. Essa reflexão pode nos mostrar que nós, seres humanos, temos sido inimigos muito mais ferozes e
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destrutivos da própria humanidade, assim como o meio em que vivemos, do que qualquer outro mal, ou fator externo. Precisamos adequar nosso meio de vida, nossas buscas. O ajustamento das práticas impulsionará, naturalmente, a criação de novas estratégias que serão mantidas após a pandemia. A dimensão inédita da crise atual para uma geração inteira, deverá trazer consequências culturais e práticas, como a rediscussão do papel do Estado a fim de resgatar economias esfaceladas, a valorização de sistemas públicos de saúde e transformações no regime de trabalho — com estímulo ao desempenho de atividades à distância. A sociedade pós-pandêmica poderá apresentar mais restrições à circulação de pessoas entre fronteiras, mas também uma busca ainda maior por cooperação científica internacional. Uma tendência natural pela preocupação e desenvolvimento com a saúde e com o ambiente, podem ser saldos favoráveis, pós crise. O trabalho à distância, o isolamento social, os cuidados mais intensos com a higiene e algumas adaptações de ritos, certamente chegaram para ficar. Os recursos tecnológicos poderão facilitar a educação, o novo trabalho remoto, e até mesmo mais espaço para debates e reflexões filosóficas, ganhando amplitude sobre as práticas e ritos. Essas novas interações sociais estão ocasionando aos cidadãos, um maior
engajamento social e político. O necessário mesmo, o essencial, é focar na solidariedade, na erradicação da miséria, na difusão e na inclusão na educação. Precisamos de justiça social. Precisamos de uma revisão de nossos valores, de nossas metas pessoais e coletivas. O mundo está carente de consciência individual e coletiva. A morte, Ikú, e Àrùn, a doença, já caminham entre nós desde que a humanidade surgiu. Entretanto, Ọlọ́run, o Ọlọ́jọ́ Òní (O Senhor de Hoje e de Todos os Dias) - o Criador - em sua sabedoria infinita, sempre nos proveu e sempre nos proverá. Façamos a nossa parte. Para isso, a esperança, as atitudes assertivas e produtivas são necessárias à sobrevivência. Em todos esses milhares de anos que nos antecederam, mesmo após graves crises, doenças e catástrofes, sempre houve um novo amanhecer. Muitos clamam por um recomeço. Penso que retomar de onde paramos, refazer o que fazíamos, ser novamente o que já éramos, não dá mais. Não deu certo. No mundo pré pandemia, não demos conta de um monte de crises e problemas que se acumularam. Agora, “recomeço” precisa significar “começar diferente”. Àṣẹ! Trecho do livro “O Candomblé em Tempos de Crise – Pensando a Religião Antes, Durante e Depois da Pandemia”, de Márcio de Jagun. O autor é Babalorixá, professor, escritor. ori@ori.net.br
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TECNOLOGIA ANCESTRAL O corpo negro na cena e as obscenidades do sistema LEANDRA SILVA
H Justiça condena Bolsonaro a indenizar jornalista Bianca Santana Presidente acusou jornalista de propagar notícias falsas FÁBIO ZANINI, FOLHA DE S. PAULO - BIANCA SANTANA
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presidente Jair Bolsonaro foi condenado a indenizar, por danos morais, a jornalista e colunista do UOL Bianca Santana em R$ 10 mil. A decisão é do juiz César Augusto Vieira Macedo, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Bianca recorreu ao Judiciário após ter sido acusada por Bolsonaro, em lives no dia 28 de maio deste ano, de escrever fake news. Naquela semana, a jornalista havia publicado texto citando relações entre amigos e familiares do presidente com os acusados do assassinato de Marielle Franco, no Rio de Janeiro. Bianca pleiteava receber R$ 50 mil, a título de indenização. Dois meses depois, Bolsonaro se retratou nas
redes sociais. “Eu fiz a referência a várias reportagens de fake news, e uma falei que era dela. Não era dela, tinha o nome dela lá embaixo. Houve equívoco da minha parte. Não era da jornalista Bianca Santana, minhas desculpas a Bianca Santana por esse equívoco nosso”, disse o presidente. O gesto de Bolsonaro foi o suficiente para que juiz estipulasse em R$ 10 mil o pedido de indenização por danos morais. “O que mais me chama atenção não é pelo valor, mas o fato de um presidente da República, que vem agredindo jornalistas e ferindo a liberdade de expressão, ser condenado”, afirmou Bianca, que pretende transferir o dinheiro para o Instituto Marielle Franco.
oje é um dia no futuro que foi sonhado pelos nossos ancestrais. Nessa encruzilhada em quem seus olhos encontram as minhas palavras, seu corpo dança. Danço eu, dança você. Vamos fazer de conta que estamos bem perto. Você me dá licença, e com a permissão do seu Ori, leio no seu semblante trejeitos herdados de um ancestral, o piscar de olhos, talvez um fogo azul cintilando atrás dos óculos quando se enfurece, a mão na cintura quando se coloca, o dedo em riste quando diz não. Leio a memória trêmula e enfurecida dos teus músculos, quando colocado de
cara pro muro com as mãos na cabeça, o sorriso de canto de boca “igual o da sua mãe”, aquele gesto que lembra o parente antigo, e as pessoas dizem “é a cara do avô”. Leio devagar e discretamente seu peito arfar com a mensagem que chega no whats up, seus ombros se encolherem de timidez, suas costas se curvarem pelo peso da submissão, seus pés se encostarem um no outro, o sangue nos olhos, o veneno, o corre, a pele se arrepiar diante de um cair de chuva, os olhos marejados por algo que só você, só você sabe. Tudo isso numa fração de segundos, enquanto você pega o telefone e desbloqueia a tela. Um mundo vasto que abriga nos seus gestos milhões de
anos luz. É osso do ancestral que te põe de pé no “chão do mundo vivido”. É chamado que convoca sua presença na cena, e atualiza o software ancestral para rasgar o script escravocrata e ocupar seu verdadeiro papel na cena. Ouça os ecos do tambor, o wi fi o mais poderoso de todos os tempos, que se traduz nas pick ups, na caixa e no bumbo, que toca o bonde, abre seu plexo, e agora já estamos na pista, no auge do baile, milhares de pretos, em sintonia magistral, dançando “todo mundo igual sem errar”, xirê que nos lava a alma e restitui a dignidade para vencer a maior batalha de todos os tempos: a guerra pela posse do próprio Ori. É o primeiro ato de um Déjá vu Afro futurista.
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Quando expressões como “mulata” ou “a coisa tá preta” se tornam naturais, é indício do quanto a opressão e o preconceito estão incorporados à visão de mundo das pessoas
18 EXPRESSÕES RACISTAS QUE VOCÊ USA SEM SABER CHRYSTAL MÉNDEZ
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ais de 300 anos de passado escravista não se apagam facilmente. Sinal disso é a extensa lista de expressões das quais as pessoas nem percebem a conotação racista. São tantas que, em 2009, o professor de biologia Luiz Henrique Rosa fez um levantamento no Rio de Janeiro. Junto com seus alunos, contabilizou 360 termos de cunho racista, no projeto “Qual é a graça”. Isso só na escola em que ele leciona. Palavras dizem muito sobre a história e a cultura de uma sociedade. Quando expressões como “mulata” ou “a coisa tá preta” se tornam naturais, é indício do quanto a opressão e o preconceito estão incorporados à visão de mundo das pessoas. Entre sutilezas, brincadeiras e aparentes elogios, a violência simbólica se amplia quando expressões como estas são repetidas: “COR DE PELE” Aprende-se desde criança que “cor de pele” é aquele lápis meio rosado, meio bege. Mas é evidente que o tom não representa a pele de todas as pessoas, principalmente em um país como o Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014, realizada pelo IBGE, 53% dos brasileiros se declararam pardos ou negros.
“DOMÉSTICA” Negros eram tratados como animais rebeldes e que precisavam de “corretivos”, para serem “domesticados”. “ESTAMPA ÉTNICA” Estampa parece ser, no mundo da moda, apenas aquela criada pelo olhar eurocêntrico. Quando o desenho vem da África ou de outra parte do mundo considerada “exótica” segundo essa visão, torna-se “étnica”. “A DAR COM PAU” Expressão originada nos navios negreiros. Muitos dos capturados preferiam morrer a serem escravizados e faziam greve de fome na travessia entre o continente africano e o Brasil. Para obrigá-los a se alimentar, um “pau de comer” foi criado para jogar angu, sopa e outras comidas pela boca. “MEIA TIGELA” Os negros que trabalhavam à força nas minas de ouro nem sempre conseguiam alcançar suas “metas”. Quando isso acontecia, recebiam como punição apenas metade da tigela de comida e ganhavam o apelido de “meia tigela”, que hoje significa algo sem valor e medíocre. “MULATA” Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A enorme carga pejorativa
é ainda maior quando se diz “mulata tipo exportação”, reiterando a visão do corpo da mulher negra como mercadoria. A palavra remete à ideia de sedução, sensualidade. “COR DO PECADO” Utilizada como elogio, se associa ao imaginário da mulher negra sensualizada. A ideia de pecado também é ainda mais negativa em uma sociedade pautada na religião, como a brasileira. “SAMBA DO CRIOULO DOIDO” Título do samba que satirizava o ensino de História do Brasil nas escolas do país nos tempos da ditadura, composto por Sérgio Porto (ele assinava com o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta). No entanto, a expressão debochada, que significa confusão ou trapalhada, reafirma um estereótipo e a discriminação aos negros. “TER UM PÉ NA COZINHA” Forma racista de falar de uma pessoa com origem negra. Infeliz recordação do período da escravidão em que o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande. Uma realidade ainda longe de mudar no Brasil. “MORENO(A)” Racistas acreditam que chamar alguém de negro é ofensivo. Falar de outra forma, como “morena” ou “mulata”, embranquecendo a pessoa, “amenizaria” o “incômodo”.
“NEGRO(A) DE TRAÇOS FINOS” A mesma lógica do clareamento se aplica à “beleza exótica”, tratando o que está fora da estética branca e europeia como incomum. “CABELO RUIM” Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso. Nem é preciso dizer o quanto as indústrias de cosméticos, muitas originárias de países europeus, se beneficiaram do padrão de beleza que excluía os negros. “NÃO SOU TUAS NEGAS” A mulher negra como “qualquer uma” ou “de todo mundo” indica a forma como a sociedade a percebe: alguém com quem se pode fazer tudo. Escravas negras eram literalmente propriedade dos homens brancos e utilizadas para satisfazer desejos sexuais, em um tempo no qual assédios e estupros eram ainda mais recorrentes. Portanto, além de profundamente racista, o termo é carregado de machismo. “DENEGRIR” Sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”. “A COISA TÁ PRETA” A fala racista se reflete na associação entre “preto” e uma situação desconfortável, desagradável, difícil, perigosa. “SERVIÇO DE PRETO” Mais uma vez a palavra preto aparece como algo ruim. Desta vez, representa uma tarefa malfeita, realizada de forma errada, em uma associação racista ao trabalho que seria realizado pelo negro. Existem ainda aquelas expressões que são utilizadas com tanta naturalidade que muita gente sequer percebe a conotação negativa que tem para o negro. Por exemplo: “Mercado negro”, “magia negra”, “lista negra” e “ovelha negra”, entre outras inúmeras expressões em que a palavra ‘negro’ representa algo pejorativo, prejudicial, ilegal.
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SIMPATIAS COM ALHO PARA ACABAR COM INVEJA E MAU-OLHADO TERRA.COM.BR
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a cozinha do brasileiro, esse tempero é presença certa. Isso porque muitos pratos e infusões levam-no como ingrediente essencial, responsável por dar aquele gostinho mais apurado aos alimentos. Mas, além de arrasar na culinária, essa planta saborosa também tem o seu poder místico. Não é à toa que as simpatias com alho são conhecidas por milhares de pessoas.
Afinal, não importa suas crenças ou religiões, todas podem contar com elas na hora de abrir caminhos, afastar as vibrações negativas e atrair coisas boas para sua vida. O alho também ganhou fama pela sua habilidade de desfazer uruca e, principalmente, quebrar qualquer inveja. Assim, se você está sofrendo com esse mal, basta escolher o ritual que melhor lhe atende.
PARA SE LIVRAR DE MALES Em um pires, coloque uma folha de louro, uma folha de guiné, um cravo-da-índia e um dente de alho. Junte um punhado de sal e também um punhado de café. Deixe o pires no seu quarto, de preferência atrás da porta, durante dois dias. Jogue todos os ingredientes no lixo e coloque o pires para ser usado novamente após lavado. Lave bem as mãos após o contato com a arruda, pois ela é tóxica.
Jogue as cinzas no lixo, lave e use a vasilha normalmente.
RENOVAR SUAS ENERGIAS Essa é uma das simpatias com alho que vai melhorar suas energias. Deixe as cascas de três cabeças de alho ao sol durante um dia. Depois, coloque em uma vasilha de alumínio e queime, com muito cuidado para não se machucar. Ao fazer isso, pense somente em coisas boas enquanto diz: “Que eu recupere as minhas energias perdidas. Que a fraqueza vá embora de minha vida como esta fumaça também se vai”.
DEIXAR MAU-OLHADO LONGE Costure um pedaço de pano branco com linha também branca e faça um saquinho. Dentro dele, coloque um galho de arruda e três dentes de alhos. Feche com linha preta e deixe embaixo da sua cama por uma noite para absorver as energias negativas. No dia seguinte, guarde no seu guarda-roupa. Refaça o patuá sempre no começo do mês e enterre o antigo. Lave bem as mãos pós o contato com a arruda, pois ela é tóxica. FECHAR O CORPO Em uma noite de Lua Minguante, amasse devagar um dente de alho junto com um galho de arruda. Coloque dentro de um copo com água, tampe com um pires e deixe no sereno durante dois dias. Passado esse tempo, despeje a água na pia e jogue o copo com o alho e a arruda no lixo. Lave bem as mãos após o contato com a arruda, pois ela é tóxica.
Renove suas energias e afaste aquilo que lhe impede de ser feliz com esses poderosos rituais
CONTRA O QUEBRANTO Em uma vasilha, coloque carvão em brasa, cascas de alho e palhas. Com muito cuidado para não se machucar, passe a fumaça pela sua casa, começando pela cozinha. Não se esqueça de deixar as janelas e as portas abertas. Enquanto isso, reze um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, afastando o quebranto que tem atrapalhado a sua vida. Jogue no lixo tudo o que sobrar na vasilha, lave-a e use-a como de costume. AFASTAR A INVEJA Coloque um dente de alho atrás de um quadro ou qualquer outro objeto que fique em frente a porta principal da casa. Deixe lá por dois dias. Depois, jogue o alho no lixo e costure um saquinho com pano vermelho. Coloque, dentro dele, um raminho de arruda e costure com linha também vermelha.
Carregue este patuá sempre com você. Lave bem as mãos pós o contato com a arruda, pois ela é tóxica. TIRAR URUCA Dentre todas as simpatias com alho, essa vai ajudar você a se livrar da uruca. Pela manhã, coloque três dentes de alho, uma rodela de cebola e uma folha de louro dentro de uma xícara de chá. Deixe tudo em um lugar bem alto da sua casa. No final do dia, jogue tudo no lixo, menos a xícara, que poderá ser lavada e usada como de costume. DESCOBRIR SE ESTÁ SOB EFEITO DE INVEJA Se você quiser saber se alguém está sugando suas energias, coloque três dentes de alho dentro de um copo com água fria. Se algum dos alhos ficar boiando, é sinal de que alguém está ficando com todas suas energias e você deve fazer um banho de descarrego.
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FANATISMO RELIGIOSO PODE ESTAR ASSOCIADO A TRANSTORNOS MENTAIS REPRODUÇÃO O ESTADO
NOTICIASDABAHIA.COM.BR
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episódio recente no qual manifestantes contra o aborto se reuniram em frente a um hospital para tentar impedir que uma criança de 10 anos realizasse esse procedimento, após engravidar ao ser estuprada, leva a questionamentos sobre a fé ou a convicção ideológica que faz com que pessoas considerem que devem interferir em um assunto particular e de tamanha delicadeza. Em alguns casos, o fanatismo religioso ou ideológico pode ter em sua base um transtorno mental. O psiquiatra e diretor clínico da Holiste Psiquiatria, Luiz Fernando Pedroso, aponta que o fanatismo religioso geralmente está entre a convicção e o delírio, fazendo com que a pessoa perca a crítica da realidade, podendo até chegar a se ver como um deus. “Os doentes mentais quando se apegam numa
convicção são inflexíveis. A pessoa saudável normalmente é mais maleável, ela pondera, mas o doente mental cria uma ideia prevalente, muitas vezes somada a delírios. Ele demonstra uma tal convicção que arrebanha seguidores. É um comportamento que vemos muito em seitas”, explica o médico. Na outra ponta, ficam os seguidores, que geralmente também carregam traços de personalidade que os fazem
suscetíveis às ideias e até aos delírios de seus líderes. “Líderes e seguidores são pessoas com personalidades muito diferentes e, ao mesmo tempo, complementares. Os seguidores recebem as convicções dos líderes porque eles precisam dessa figura, de alguém que tome as decisões por eles, que, de certa forma, os proteja”, analisa Luiz Fernando. O psiquiatra completa que diferente do que se pode
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m novo relatório divulgado por cientistas indica que cinco pacientes com HIV não tem mais o vírus há sete meses graças a uma vacina. O tratamento foi desenvolvido por pesquisadores na Espanha e faz com que os pacientes não precisem tomar os comprimidos anti retrovirais para suprimir os efeitos do HIV. O teste ainda não foi feito em larga escala, mas há, de fato, a chance de a vacina ser uma cura. Esse é o primeiro passo em
direção ao sucesso de uma vacina contra o HIV em 30 anos. A busca por uma vacina contra AIDS já gerou grandes investimentos e estudo intensivo, mas, até o momento, não havia nenhuma no mercado. “Isso é prova do conceito de que, através da vacinação terapêutica, é possível reeducar nossas células para controlar o vírus”, disse a doutora Beatriz Mothe, do Instituto IrsiCaixa Aids de Pesquisa de Barcelona ao jornal britânico Daily Mail. A ideia é ajudar
TERRORISMO E DOENÇA MENTAL O diretor clínico da Holiste acredita que, apesar de cada vez mais discutida, a doença mental ainda é muito subestimada. Isto porque ela muda de forma conforme a época, os costumes e o ambiente. “Além disso, ela geralmente cria uma narrativa muito convincente para o olhar leigo. Porém, muitas vezes o que motiva uma ação política radical é um transtorno mental. Um franco atirador que mata crianças numa escola, independente da justificativa política dada, é geralmente um paranóico; um homem bomba, ainda que se diga representante de uma religião qualquer, é, antes de tudo um suicida. A doença mental não tratada pode ser perigosa”, alerta.
REPRODUÇÃO
CURIOSAMENTE. DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
pessoas infectadas a pararem de usar drogas no controle do vírus por meses ou até anos. De acordo com o jornal britânico The Independent, o fato do vírus ter sido suprimido e sem gerar a necessidade de uso de drogas diárias vem por meio da técnica inovadora que combina duas vacinas contra o HIV a uma
droga usada no tratamento do câncer. Por três anos, a técnica foi desenvolvida. Ao todo, 24 pessoas participaram do estudo, e em cinco deles o vírus ficou não foi mais detectado. A vacina ainda impediu a propagação do vírus no sistema imunológico. Existem pacientes livres do uso de
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propício para a propagação essa loucura coletiva que ultrapassa o religioso para se tornar social e política”, aponta.
pensar a princípio, o delírio e a paranoia podem ser difíceis de serem identificados, pois, muitas vezes, eles se associam à realidade. “Se um paciente falar que está sendo perseguido por alienígenas, você consegue saber que isso é um delírio, porque sai do real. Mas se for um usuário de drogas que afirma estar sendo perseguido por traficantes, isso pode ou não ser real”, afirma. Ele avalia, porém, que, no contexto brasileiro atual, existe uma “cultura coletivista” que torna o ambiente propício para que questões individuais sejam vistas como algo que o coletivo pode interferir. “A ideologia se sobrepõe à liberdade e ao livre-arbítrio. É dessa forma que algo que deveria ser uma escolha privada é visto como uma decisão que pode ser forçada pela coletividade”, observa. “Existe uma ‘falta de cerimônia’ em interferir e julgar a vida dos outros. Esse ambiente é
VACINA QUE “CURA” HIV TEM RESULTADO POSITIVO EM TESTE HUMANO
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medicamentos há sete meses. “Sistemas de longo prazo que não exigem o uso de remédios realmente podem ajudar 37 milhões de pessoas com HIV. Podemos ter a chance de frear a epidemia”, afirmou Mitchell Warren, diretor executivo da Aids Vaccine Advocacy Coalition, grupo que defende a propagação da vacina. Para ele, apesar de em pequena escala, o estudo foi bastante “interessante e importante”. A vacina terapêutica funciona de forma distinta às vacinas de prevenção e imunização. “A ideia da vacina é controlar o vírus sem que tenha que tomar remédio todos os dias. Isso já é um grande avanço”, acrescentou Warren. Os participantes do estudo seguirão sendo monitorados e testados por três anos.
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MACUMBA ON LINE SERÁ PIONEIRO NO MUNDO GAMER DE AXÉ Assistindo o cenário de games, o digital influence Léo Kavalierri resolveu cair de cabeça em um projeto audacioso e pioneiro, o mundo dos games. Devido ao isolamento social, fator que cresceu ainda mais o os jogos virtuais. O projeto será estreado em breve e os primeiros jogos serão: FREE FIRE E GTA RP, depois outros serão inseridos. O objetivo é proporcionar a interação do povo de axé, promovendo dialogo sobre nossas tradições e aproximando mesmo que virtualmente. O pioneirismo em games relacionado com assuntos específicos de axé deixa Kavalierry feliz, e ansioso para a receptividade de patrocinadores que terá certamente. Parceiros ainda não tem nenhum, mas certamente em breve não faltará empreendedor que vai querer se aliar a um projeto tão inovador e de interesse público além de proporcionar interação do povo de axé. Parabéns!!! Siga as redes @macumbaonlinebrasil, no facebook, instagram, youtube e tik tok.
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zo Obáséréuá fundado em 2008, Tata ria Nkisi Obáséréuá (Paulo Victor Ty Sangô), realizou a tradicional festa de Maria Padilha com apresentação do grupo Pele na Pele, filhos, clientes amigos e afoxé Tuala Bumoxi, agradecimento aos todos amigos, irmãos, filhos e netos do ase e em especial minha Mameto Iborecy (Dagmar Ty Ogun) e ao Nzo Soboamym ao meu Babalawô Marcello Obara Iwori e a Egbe IFA Lemu, ao Guru Marluz Paiva, Tata Kambondo Luís Itamurá, Baba Pablo Roberto Ty Jagun. A festa transcorreu em plena harmonia com os convidados que embora fossem restritos, marcaram presença para agradecer, vitórias, conquistas e realizações alcançadas.
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nspirada no panteão africano, das divindades do candomblé, com o intuito de preservar viva a nossa cultu ra e a noss a ance stral idad e impressa com orgulho em nossas vestes, as estampas além de expressões de fé tem como objetivo combater o racismo religioso entranhado nas esferas de nossa sociedade. A coleção trás quatro estampas excl usiv as criad as pela desi gn da marca @ignez_teixeira através das ilust raçõ es do amig o e parc eiro @notovitch /SP, que com seu toque difer enci ado carre ga a iden tidad e indiv idua l de cada Orix á, e será com a energia de Exú a Oxalá que tran sfor mam os os símb olos dos Orixás em vestes potentes que carregam a história, a resistência e o axé de cada ancestral reverenciado com muito orgulho e respeito. O lançamento foi no dia 20 de nove mbro , uma ação afirm ativa , nesta data importante de reflexão e luta. Exú abre nossos caminhos para que a "Coleção Divindades" seja o maior sucesso onde vamos vestir todos os corpos com conforto, pertencimento e muito axé.
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SIGA NAS REDES @atitudenegra1 Foto: @oandersonrangel | Modelo: @alicesilvaabcs @fladinizzz | Cabelo: @lynemourahair Makeup: @coloresdesirena @_nathiellen_ Produção: @luandanegreira @ignez_teixeira Assistentes de Produção: @yaluande
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A (I)LEGALIDADE DA RETENÇÃO DOS IGBA AXÉS
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de conhecimento público do povo de terreiro que os chamados “Igbás Axés” são artefatos religiosos que compõem a casa de santo, tendo por finalidade serem representações de seus “eledás” (deuses = orixás, nkisis, voduns). Ocorre que, por diversas vezes, vemos Sacerdotes e Sacerdotisas serem acionados no Judiciário ou até mesmo por autoridades policiais quanto a prática de reter o igba axé, restando por si, medidas como mandados de busca e apreensão ou até mesmo indenizações a título de dano material e moral em favor daquele que alegou ter seus “bens” retidos sem qualquer justificativa. Infelizmente, grande parte do povo de santo não possui o conhecimento técnico possível para dirimir estes problemas, tanto pela parte dos Sacerdotes quanto dos Omorixas que habitam aquela sociedade religiosa de um modo geral. Por outro lado, pecam quando também não buscam esclarecimentos acerca. Tudo que se é utilizado no terreiro vem de algum setor, e geralmente, são adquiridos por via das lojas religiosas espalhadas pelo território brasileiro. Ou seja, é um produto, inicialmente. Só após os ritos designados àquele que se torna um artefato religioso, mas antes de tudo,
continuará sendo um produto adquirido de um fornecedor, vez que houve um consumidor que pagou por ele. Recebemos dos nossos orientadores espirituais, dependendo da necessidade, a famigerada “lista”. Essa lista passada está relacionada os itens, insumos, objetos que serão comprados em setor comercial, e destinados para aquela pessoa. Ou seja, em tese, tudo o que ela for adquirindo, é dela, pois dos estabelecimentos são obrigados a fornecer ao consumidor, comprovantes da relação. Então sendo produto, o consumidor (em qualquer esfera) terá nota e cupom fiscal, comprovantes que, por si só, garantem uma propriedade ou que ali ocorrera uma relação de consumo. No entanto, o que fazer para dirimir essa “onda” de desinformação?! Em primeiro momento, é importante que a Casa de Santo ou Terreiro tenha ciência de sua identidade e que demande ter um regimento interno, onde nele facilitará e explicará ao neófito ou aquele que está adentrando ao espaço sagrado, suas regras, princípios e cordialidades necessárias, e uma delas é quanto aos igbás, pois sabemos que passam por consagrações dentro do Ilè (casa). Ato contínuo, é necessário que se
crie o hábito dos Sacerdotes na elaboração de termos, funcionando como uma entrada e saída, tanto do filho de santo quanto dos igbás nos procedimentos religiosos. Indicar nestes o tempo de entrada, saída, os resguardos, as abdicações, fazendo do termo uma espécie de cartilha, onde se deve colher assinatura do sacerdote, do filho de santo, e de preferência, mais duas testemunhas, com intuito de sacramentar aquele ato que está sendo permissivo. Destaco que a permissão, o ato voluntário, a autonomia das partes em contrair uma obrigação, estando naquele documento uma prova de direito onde qualquer alegação de retenção possa ser rechaçada pela Autoridade Policial ou Judicial, pois não se demonstrará vício ou defeito no ato praticado pelos religiosos. E no caso do zelador e/ou filhos que auxiliaram na aquisição dos bens para aquela iniciação e/ou obrigação? O mesmo raciocínio, todos munidos de notas, pois só se pode litigar de um direito se você o prova a sua constituição, isto é, se efetivamente ele é seu. LUÍS DE JÀGÚN
Professor, advogado, palestrante e omòrìsà. luis@luiscamposadv.com.br
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PELA 1ª VEZ NESTE SÉCULO, 264 MUNICÍPIOS DO PAÍS TERÃO PREFEITAS, SENDO 33% NEGRAS ANDRÉ RODRIGUES GAZETA DO POVO
Neste ano, 652 mulheres foram eleitas para os Executivos municipais, o que representa 12% do total de prefeitos eleitos GÉSSICA BRANDINO E GUILHERME GARCIA FOLHA DE S.PAULO
E
m 264 municípios brasileiros, pela primeira vez neste século uma mulher foi eleita prefeita, 98% deles com menos de 100 mil habitantes, segundo levantamento da Folha com dados da eleição municipal deste ano. Dentre essas eleitas, 33% são negras, somando as autodeclaradas pardas (83) e pretas (5). Neste ano, 652 mulheres foram eleitas para os Executivos municipais, o que representa 12% do total de prefeitos eleitos. Desse número, 32% são negras, sendo 199 pardas e 10 pretas. Em relação a 2016, o quadro se manteve estável, apesar da reserva de 30% dos recursos públicos de campanha para mulheres a partir de 2018. Das 383 que tentavam reeleição, 32% conseguiram. Para a cientista política Flávia Biroli, professora da UnB (Universidade de Brasília), o número de eleitas para o Executivo é muito ruim. De 5.568 cidades brasileiras, 60% nunca tiveram uma prefeita mulher, apesar de elas representarem 52% da população. “Está muito aquém do que a gente poderia esperar em participação política. Também está abaixo em países latino-americanos”, diz Biroli, destacando que entre as capitais apenas Palmas elegeu uma prefeita: Cinthia Ribeiro (PSDB). Entre as cidades que pela primeira vez em duas décadas terão prefeitas negras, a mais populosa é Bauru, município do interior paulista com 379 mil habitantes que elegeu a jornalista Suéllen Rosim (Patriota), 32. Rosto conhecido pela população local, ela foi repórter e apresentadora da TV Tem, afiliada da Rede Globo, posto que deixou em 2018 para entrar na política.
“A motivação maior é a vivência que o jornalismo me trouxe e poder de alguma forma executar coisas que não poderia fazer enquanto apresentadora, por exemplo”, afirma Suéllen, que frequenta a igreja evangélica pentecostal Ministério Produtores de Esperança e se identifica como conservadora. Numa campanha sem coligação e com apenas 14 segundos de propaganda eleitoral, ela conta que investiu nas redes sociais e nas ruas. Suéllen também diz ter contado com o apoio da legenda, que ela preside na cidade, além de coordenar as atividades de 25 municípios. O trabalho junto à população também foi essencial para a eleição de Patrícia Mendes (Republicanos), 33, em Marituba, município de 134 mil habitantes na região metropolitana de Belém. Empresária e católica da Renovação Carismática, ela conta que nunca tinha se envolvido na política, mas junto com o marido sempre foi atuante em bairros mais vulneráveis, onde fazia ações sociais em datas especiais, como Natal e Dia das Crianças. Isso a fez ganhar a simpatia da população, que a incentivou a disputar um mandato. “Comecei a receber convites da população, que ia na minha loja e perguntava por que não me colocava à disposição. Comecei a andar sem partido nenhum, só
com a cara e a coragem. O meu trabalho começou a ter visibilidade em Belém e recebi convites de ‘N’ partidos”, conta. Ela afirma ter se filiado neste ano ao Republicanos. Pela mesma legenda, Nadegi Queiroz, 65, foi reeleita prefeita de Camaragibe, município de 158 mil habitantes na região metropolitana do Recife. Em 2016, ela foi vice na chapa de Demóstenes Meira (PTB), que foi afastado em novembro de 2019 sob suspeita de corrupção. “O maior desafio foi entrar depois de um afastado, pegar uma administração com desemprego, falta de recursos, ter Covid, que para mim é um dos piores problemas de saúde que existem na face da Terra e fazer política e ganhar uma eleição”, diz. Médica ginecologista, Nadegi afirma que rompeu com Meira logo no primeiro ano de mandato, após ele ter lhe pedido para encerrar contratos e fechar unidades de saúde. Na política há mais de 20 anos, ela já havia sido vice-prefeita, vereadora e secretária da saúde de São Lourenço da Mata, também na região metropolitana do Recife. Nessa trajetória, ela
CIDADES COM MULHERES PREFEITAS >> 652 mulheres eleitas prefeitas > 32% são negras (199 pardas e 10 pretas) > 32% das 383 prefeitas foram reeleitas >> 264 municípios terão prefeitas mulheres pela primeira vez > 33% são negras (83 pardas e 5 pretas)
próximos quatro anos”. Biroli afirma que um ponto importante é o avanço em relação ao reconhecimento da violência contra as mulheres na política. “Se temos casos extremos, como o da Marielle [Franco, vereadora no Rio de Janeiro assassinada em 2018], temos uma pluralidade de casos em que essa violência se apresenta de forma muito forte, com ameaças à vida dessas mulheres, mas também de assédio e violência simbólica.” A cientista política defende a criação de uma legislação específica para o tema e também um comprometimento dos partidos com a violência sofrida pelas conta que, além da tripla jornada candidatas, por adversários e para criar os dois filhos, enfrentou integrantes da própria legenda. por várias vezes o machismo. A partir de 2021, Suéllen, “Quando chega no palanPatrícia e Nadegi afirmam que que, os homens ficam na frente políticas para enfrentar a vioe você fica lá atrás. Você tem lência contra mulheres e consdificuldade de passar o dia estucientizar a população sobre o dando para à noite fazer uma machismo serão prioritárias em bela fala, porque seus governos. os homens passam “Hoje sendo o dia conversando, uma prefeita exeme a mulher está plo na denúncia, na dentro de casa, coragem, a gente já DOS 5.568 tomando conta do ganha esse grande MUNICÍPIOS marido, do filho e diferencial. O que só à noite vai para NUNCA a gente vai fazer é a política”, diz. intensificar e não TIVERAM Mãe de três admitir dentro da filhos em idade UMA PREFEITA nossa estrutura de MULHER escolar, Patrícia prefeitura qualquer também teve apoio tipo de ação como da família e de empregadas a que eu vivi”, diz a prefeita mulheres para conseguir fazer eleita de Bauru. campanha. O dia a dia, porém, Patrícia promete investir em foi marcado por ofensas, rotina parcerias com empresas para vivida por todas elas. empregar mulheres. “Recebi muitos ataques por “É todas por todas, indepenser mulher, porque os machistas dente de raça e credo. Vamos acham que não temos capacisim num futuro bem próximo viver dade. Diziam que não era para num país, numa cidade onde as estar na política, mas em casa mulheres estejam inseridas no cuidando de filho, de marido. Legislativo, no Executivo e tamRecebia um ataque e era a pilha bém no Judiciário.” para dizer: você pode, você conNadegi fala com orgulho que segue”, conta Patrícia. a maioria de seu quadro técSuéllen afirma que recenico é formado por mulheres, beu ataques racistas a partir destacando negras à frente da do sábado anterior à eleição. Secretaria de Saúde e a comanUma das mensagens publicada dante da Guarda Municipal. Ela em rede social dizia: “Bauru também destaca a chegada da não merecia ter essa prefeita brigada Maria da Penha e um de cor com cara de favelada laboratório LGBT. comandando nossa cidade. A “Temos incentivado os diferensenzala estará no poder nos tes, para que se tornem iguais.”
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orge Caribé, nasceu na maternidade em Mesquita, filho carnal do saudoso Pai Caribé de Oxóssi. Viveu sua infância em Vila Isabel, sua mãe Carnal se iniciou no maior barco na casa de seu pai Caribé. Criança suas lembranças de Oxum, Iansã que as via como rainhas e hoje tem certeza de que são. De família grande, mas com a partida do pai, avó, tias, hoje minha vida se resume ao meu companheiro Fernando, uma relação de 30 anos, meus dois filhos que crio, tenho um irmão carnal que não tenho muito contato, tenho gatos e meu axé. Minhas lembranças da infância era santo, brincar de imitar santo, fazer iawô, “não me lembro de brincadeira de criança. Não me arrependo, de nada eu via as crianças brincar de outras coisas, sempre prestei atenção em tudo, até que o dia que meu pai me chamou para raspar um iawô, não recusei, fui em frente pois me sentia preparado por assistir várias vezes ele iniciar.” “Mãe Palmira e eu tínhamos uma relação muito grande de amizade e respeito, frequentei muito a sua casa, pois minha mãe fez obrigação lá, meu pai não aprovava quase tudo que eu faço aprendi com mãe Palmira. Ela pra mim foi um exemplo, já me arranhei, mas passamos por cima de tudo, minha mãe, carnal espiritual.
CARNAVAL…
Meus pais eram destaques da Vila isabel, comecei a desfilar com 9 anos em 1980, fui comissão de frente da vila mirim, via confecção de roupas, vivia aquilo, sou carnavalesco desde 1999, comecei na Lins Imperial, nestes 20 anos de carnaval Em cima da hora, Inocentes de Belford Roxo... trabalhei 6 anos na Argentina, tive alguns importantes campeonatos, fiz Portela, Mangueira, fiz uma carreira que deu certo.
BABALORIXÁ HA MAIS DE 30 ANOS
“Herdei o caráter de meu pai, sou sério, tenho prestigio adquirido com trabalho, meu nome limpo, sou uma pessoa que faço questão de manter meu nome limpo. Agradeço ao meu pai, por tudo que ele me ensinou, ele foi chato, ele era militar… Sou filho de Xangô, mas fui iniciado para
FÉ E DEVOÇÃO NA CELEBRAÇÃO DOS 50 ANOS DE INICIAÇÃO DE PAI JORGE CARIBÉ Logunedé, meu pai era de Oxóssi, minha mãe de oxum, meu pai me entregou a logunedé...Era assim… Sou feliz e não acredito em santo feito errado.” Hum homem que não se arrepende... “uma casa é um ciclo de entrar e sair. Aqui tenho um livro que já passei do número 550, eles entram e saí, sou tradicionalista, pratico o que eu aprendi e mantenho minhas tradições. Aqui não usamos maquiagem, cílios postíços, temos muitas paramentas, não precisa de mais nada, aqui canto folha, tem três, sete, dezesseis dias, dentre outras tradições que estão se perdendo.” Nova Iyalorixá...”Entreguei minha cabeça a mãe Regina do Axé Opô Afonjá, e hoje ela me fez refletir algumas coisas, como pôr exemplo hoje não filmo, não fotografo, pois algumas exposições entendi que são desnecessárias, procuro seguir o tradicional”. “Hoje tenho mais de 15 filhos de casa aberta, vou lá abro, tiro primeiro barco e deixo eles seguir deixando claro que cada um tem a responsabilidade de manter nossas tradições.” “Minha escola de cantar que amo foi meu pai, pois ele cantava o candomblé, depois eu acompanhei muito candomblé de mãe Palmira, pai Nandinho d’ Xangô também trocamos
muita figurinha.” Com quem se iniciou… “Me iniciei com pai Paiva, no barco de 21 o babalorixá era meu pai da casa, mas pai Paiva me fez, como minha mãe também foi iniciada na casa, mas com outro zelador. Quando eu estava com 10 anos de santo mais ou menos queria fazer minha obrigação de 7 anos, havia escolhido mãe Palmira, mas meu pai foi contra, então fiz com pai Paiva.” “Meu pai foi um homem de muito valor, tive muita raiva, pois fui criado com muitas regras, preconceitos, pode isso não pode aquilo. Eu tinha raiva de tudo aquilo...Uma vez cheguei ha ficar 12 anos sem ir na casa dele, mas foi muito importante para mim. Eu já fui a muitos candomblés em Miguel Couto brigado com ele. Não me arrependo de nada, fui construir a minha vida, fui estudar, ter uma profissão, me formei, comprei minha casa, meu carro, não dependo do jogo de búzios, nem de ninguém. Não queria voltar para a casa para depender dele, era vencer ou vencer, eu era filho único ele me queria alí, eu não queria, queria crescer, buscar outros horizontes... Hoje assumo que ele foi um homem muito importante na minha vida. Sou herdeiro dele, porque sou o único filho, não tenho raiva de ninguém, mas tenho minhas convicções.”
OPÔ AFONJÁ DO RIO DE JANEIRO
“Uma casa de grande respeito, tive oportunidade de ir quando mãe Kantú era Iyalorixá, muito respeito, minha casa de santo hoje, amo e respeito minha mãe de santo Iyá Regina, minha mãe Rosemery, meu tio Miguel, minha Mãe Maria...Amo demais.” Saudade... “Do carnaval antigo, autonomia do carnavalesco, outra saudade do candomblé de pé no chão, parede pintada de cau, o cheiro do candomblé, da farofa, do dendê, tenho saudades de gente... das mulheres da casa de meu pai antigas, minha vó, de antigas da casa de mãe palmira. Sdou sincero, brincalhão, amigo, humilde, divido, ajudo, gosto de pé no chão.” Os cinquenta anos de iniciação de pai Jorge, foi um pouco diferente do que ele programou, a pandemia não permitiu que as portas do axé fossem abertas a todos, houve restrições até de filhos, que alguns se restringiram as festas dos orixás que não era de cabeça. A festa de pai logun, devido a pandemia foi diferente, mas teve lágrimas, sorrisos, alegrias, presença de amigos queridos, filhos e coroou a trajetória vitoriosa e sólida de pai Jorge Caribé.
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ORIXÁ
O AXÉ DA NATUREZA JOSÉ BENISTE
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s Orixás são manifestações de Olódùmarè, o Ser Supremo yorubá, para possibilitar nossa existência, através da fertilidade da terra, dos seres humanos, do calor, água, a saúde, vida e morte. É todo um conjunto de forças, e para cada uma delas, são dadas denominações diversas, como Yansan, Yemanja, Omolu, Ogum entre outros. O culto do Candomblé é exatamente dirigido à essas forças, ou seja, ao Axé da Natureza. A palavra Orixá é utilizada exclusivamente para definir essas divindades e nunca para outras formas de espíritos que possuem suas próprias denominações como Onilé, Iyami, Egungun, Aróni ou Irunmalé. Os Orixás trazem à mente a imagem de seres com personalidade e temperamentos próprios, certamente semelhantes aos seres humanos e que são evidenciads em em razão de alguns mitos que os revelam plenos de defeitos e virtudes, da mesma forma que as pessoas os possuem. É neste caso que surgem como símbolos para identificar sentimentos das pessoas na arte do jogo de búzios Essa idéia de relacionamento cria uma intimidade maior quando se opera o transe em pessoas devidamente preparadas, cumprimentando, cantando, dançando e revelando suas
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determinações. Aliado a isto, são transmitidos a todos o seu temperamento como herança desta filiação, sendo esses arquétipos reproduzidos com grande intensidade a ponto de classificar essas pessoas pela personalidade de seus Orixás. O CRESCIMENTO DAS DIVINDADES Uma pergunta surge inevitavelmente: quantos Orixás existem e quantos são cultuados. Os antigos relatos yorubás revelam que havia somente poucas divindades em atividades primordiais conjuntas com Olódùmarè. Oxalá, em sua tarefa da criação da Terra e Orúnmìlà dispondo seus atributos. Mais tarde viriam surgir Ogum conquistando a cidade de Ire, Yansan no controle dos ventos, Yemonja quebrando a vasilha do axé e levando as águas para o Oceano e Xangô reinando em Oyó. Embora houvesse essa dualidade divina, todos juntos formariam o panteão yorubá com deveres conectados com a Terra em toda a sua plenitude, fazendo criar, porém, duas formas de estudo, a dos Orixás Primordiais e a dos Antepassados Divinizados; como justificativa para o numero de divindades existentes. OUTROS NOMES DOS ORIXÁS Os ritos de candomblé reverenciam os Orixás pelos seus nomes principais,
estabelecendo cultos padronizados, como o Ipeté de Oxum, Olubajé de Omolu, Ajerê de Xangô, as Águas de Oxalá. Não há a intenção de definir quais as facções do mesmo Orixá, ou seja, a “qualidade de santo” a ser homenageado. O culto abrange todos do mesmo segmento. Isto só é necessário por ocasião de uma iniciação. Neste caso, não basta saber o nome do Orixá que uma pessoa carrega, mas o seu tipo, sua qualidade, seus atributos. Podemos concluir que as divindades se duplicaram através da adoção de nomes complementares, atrelados ao nome principal sugeridos por seu novo ambiente, características de atuação e locais de origem. Concluindo, uma única e mesma divindade é venerada sob vários nomes, sendo que estes nomes
se tornaram várias divindades individuais, mesmo pelo fato de que seus cultos sejam praticamene os mesmos, como Omolu, Obalùwàiyé, Sanponá e Sapata, que são Orixás identificados com as doenças. Outras expressões conhecidas de alguns Orixás referem-se ao nome de cidades: Oxun, por exemplo, como Ipòndá, Ipetú, Ijìmú e Obòtò, referem-se às cidades com o mesmo nome e onde Oxum é cultuada sob formas diferentes, recebendo, assim, o nome dessas cidades. Xangô é visto como o 3º rei, e Aganjù, o 4º rei, ambos da cidade de Oyo; Exú Jelú, cultuado na cidade de Ijelú; Yánsàn, vista como Oya Onírá, é a senhora de sua cidade de origem, Irá. Outras formas de diferenciar: Oxun Ominibu, que significa mãe das águas profundas;
Ògún Méjeje, o senhor das sete cidades conquistadas. Todo segundo nome ligado ao orixá principal possue razão de ser , porém, alguns com significados perdidos como Axabó, Ajagura, Bagan, Itetu, Ibayin, dificultando estudos mais profundos sobre o assunto, porém, identificados com os atributos e situações particulares do Orixá. Oya Tanán, a que ilumina os caminhos, Exú Lonan, o dono dos caminhos, Ògún Alágbedé, senhor da arte dos metais, Ìyáorí, versão de Yemanja como a senhora das cabeças. O enredo de um Orixá com outro cria interferência e amplitude de seus poderes advindo daí um novo nome: Yeyeòké é o resultado da relação entre Òsun e Oxosi; Ògúnté, é a afinidade de Yemanja e Ògún; Ògún Wari, é em decorrência de seu relacionamento com Oxun. Alguns orixás não possuem essa forma para distinguir situações especiais de ação, como Òsányín, Lógun, Obà e Iyewa, pelo menos até o presente momento, embora a criatividade de alguns o façam, porém, dentro de uma lógica pessoal. Este crescimento no panteão das divindades fez aumentar paralelamente o número de símbolos, cânticos e rituais específicos, com a noção exata de que todas as divindades são reais portadoras de caracterizações variadas das divindades principais. Neste retorno, a certeza de que continuaremos com a tarefa de exercitar nossos estudos, sempre ao lado do editor Marcelo Fritz. Os desejos de um Feliz Natal para todos, com os devidos cuidados.
ANO 14 | n° 124 | 2020
FÉ E DEVOÇÃO NA CELEBRAÇÃO DOS 50 ANOS DE INICIAÇÃO DE PAI JORGE CARIBÉ PÁGS. 36 E 37
PREVISÕES 2021 PÁG. 15
IFÁ CONCEITO BÁSICO PÁG. 19
ORIXÁ, O AXÉ DA NATUREZA PÁG. 38
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