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Jornal Icapra 117

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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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JORNAL

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ANO 14 | n° 117 | 2019

100 ANOS

de Nascimento do Ogan mais velho do Brasil, Luiz Bángbàlà PÁGS. 6 E 7 MÃE CARMEM FAZ 13 ANOS À FRENTE DO GANTOIS

CANDOMBLÉ ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E LUTA

EVENTO “SE MEU PAI É OGUM” REÚNE MULTIDÃO NO ANHAMBI - SP

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INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO almirespirita@gmail.com

Reprodução da Internet

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nstrução é a ação de fornecer ao ser humano o conhecimento e uso dos objetos, nas aquisições necessárias para a sua existência física. Educação é a ação ou efeito, de despertar e desenvolver, no ser humano, os valores morais para um bom desempenho, perante as suas relações, na sociedade. Einstein declara que; “O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas.” Neste contexto, percebemos então que quando nós, os seres humano, buscamos na filosofia,

os porquês e os para quês das existências humanas, começamos a fazermos as reflexões, necessárias para a nossa auto-libertação íntima, das prisões consciências. Allan Kardec, o codificador da doutrina dos Espíritos, na nota da questão de número 685, do Livro dos Espíritos, nos informa; “Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos

adquiridos.” Finalizamos a matéria, com as palavras Paulo Freire; “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas.

Pessoas mudam o mundo.” Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz

Olá Leitores!

Registro MTB: 30754-RJ

Noticiar nossas tradições, suas conquistas, auto-estima do nosso povo e respeito tem sido responsabilidade fundamental de nossas mídias, pois a chamada grande mídia noticia apenas o cenário caótico de um crescimento de casos de intolerância religiosa e o pouco caso de governantes que suas ações a cada dia tira a esperança do brasileiro e principalmente em alguns estados do nosso Brasil, que já não são casos isolados. A opinião pública começa a despertar uma reflexão destes casos que ameaçam o estado laico e descredenciam o bom senso em certos segmentos religiosos que tentam se excluir de culpas, mas acompanhamos as constantes ações que o resultado, não poderia ser diferente.

Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335 Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com

O jornal ICAPRA, traz como matéria principal a trajetória de vida do Ogan Bángbàlà, o flayer anuncia os 20 anos do ICAPRA, nossa instituição que resiste e ao Prêmio Atabaque de Ouro que celebra seus 15 anos. Vamos buscar diariamente alegrias para divulgar e não deixar que o pessimismo se instale em nossos sonhos e história. Momento de união, segurar as mãos e seguir juntos. Babá Marcelo Fritz – Editor Responsável

Boa Leitura!


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FESTA DE IROKO NO AXÉ EFÓN MATRIZ NO RIO DE JANEIRO Marcelo Fritz

Aconteceu no último dia 01 de maio, no município de Duque de Caxias, matriz do Axé Efón – Axé Oloroke, no Rio de Janeiro, mais uma festividade para o patrono Iroko. A cerimônia que já é tradição, contou com programação intensa durante todo o dia, sendo concluída com apresentações culturais de grupos afros e afoxés. Representantes de diversos estados do Brasil, foram prestigiar e passar o dia na casa matriz que tem a direção de Mãe Maria d`Xangô, matriarca da nação no Brasil. Mãe Mimi d`Nanã, Mãe Almerinda d`Oxum, Pai Zezito d`Oxum da nação Ijexá, Pai Alcir d`Oxalá, Pai Luizinho d`Yemanjá,

o Babá Egbé da Casa de Oxumarê Leandro, dentre muitos outras personalidades do candomblé se fizeram presente. Algumas das lideranças discursaram falando da importância da continuidade do axé e do empenho de sua diretora Iyá Maria d`Xangô, que tem difundido com um trabalho incansável a cultura Efon no Brasil e buscando organizar seus frutos e descendentes. No final tendo a ultima palavra, mãe Maria discursou emocionada e realizada por mais uma missão cumprida e agradeceu aos filhos, netos e toda família presente, além dos convidados que foram prestigiar a festividade.


ANOS DE NASCIMENTO DO OGAN MAIS VELHO DO BRASIL, LUIZ BÁNGBÀLÀ Marcelo Fritz Luiz Ângelo da Silva, ou como é conhecido Ogan Bángbàlà, nasceu na Bahia na Muriçoca, no dia 21 de junho de 1919. Bángbàlà foi confirmado no candomblé de Carlinda da Silva Sá, Mãe Lili d` Oxum no jardim Cruzeiro, do Axé língua de vaca, Axé Efã, Salvador Bahia. Filho de Axogun, Bángbàlà vivia acompanhando seu pai Isauro, que era rígido com criação e doutrina. Da sua infância o Ogan diz que adorava tudo, era o filho mais velho, “ Minha mãe era para ter tido 16 filhos, mas a gravidez não vingava, até que uma parteira fez uma simpatia, para que vingasse os filhos e então sua mãe teve 3 meninos e uma menina, eu jogava capoeira, brincava de nego fugido.” Relembra... Estudou até o quinto ano primário, ‘’sempre gostei de estudar, estudei na Escola Municipal Santos Titara, no Vasco da Gama, Vila América. Meus irmãos todos já se foram eu estou aí”. Declara. ‘‘Meu pai, era de Santo Amaro

da Purificação, Isauro e minha mãe, Maria de Acupe de Santo Amaro, terra do camarão. Lembro da inauguração do Maracanã, da copa do mundo do jogo Brasil e Uruguai,’’ Bángbàlà fala de detalhes do jogo, lembranças vivas em sua memória. ‘‘Sempre gostei de futebol, falou lembro- me do Vitória do Bahia, mas no Rio virei Vascaíno’’. Não gosta de ser chamado de mestre, nem de professor, risos... Hierarquia e lembranças de Quando cheguei aqui Ele fala das mudanças e transformações que o surpreende, “Quando cheguei aqui era um pouco diferente, aos poucos fui me acostumando, acompanho uma transformação ao longo dessa minha trajetória aqui, lembro de Caboclo Venta de Axé, Regina de Bamboxé, Zezé de Amaralina, Cristóvão Lopes dos Anjos, Natalina, Álvaro Pé Grande, Flaviana, Xangôzinho , Ninô, Ciriaco, Teotônio, são muitos... Não mudei meus costu-


Título de Comendador em Brasília Ordem do Mérito Cultural

mes, faço o que eu aprendi e não invento moda’’. Fala com orgulho. Trabalhou na Bahia numa fábrica de papel, pintura e mais alguns trabalhos... Bángbàlà fala que é Carioca, pelo tempo que está aqui, fala da receptividade com sua pessoa e enorme carinho que foi recebido na cidade maravilhosa. Ogan Bángbàlà veio cedo para o Rio de Janeiro, não lembra data, era novo, veio atraído pelo papo que aqui tudo acontecia, capital do Brasil, ‘‘aqui fui recepcionado Teotônio, Alvaro Pé Grande, Zezé e muitos, me

whisk , cerveja, tudo de bom que a vida tem, faz xequere, já fez caxixi, atabaque de coqueiro, berimbau... Ainda visita candomblé, só não gosta de candomblé a noite toda, gosta pela manhã. Foi diretor do Afoxé Filhos de Gandhy de Salvador, hoje está na diretoria do Filhos de Gandhy do Rio, como vice presidente, sempre buscando apoiar, dar força. Gosto de música, frevo, pagode, macumba, gosto de música... Fala da falta de consciência política de nossos irmãos, “ precisamos acordar, nossa fragilidade com a atualidade política que vivemos, muita falta de respeito, mas precisamos acordar e agir, pois cabe a nós” Quando fala da sua longevidade “Gostaria que o cara lá de cima me desse a oportunidade de viver tudo novamente que eu vivi, viver é uma grande dádiva, temos que saber viver”.

“Gostaria que o cara lá de cima me desse a oportunidade de viver tudo novamente que eu vivi, viver é uma grande dádiva, temos que saber viver” sinto carioca, tudo que aconteceu comigo foi aqui, nesta cidade. No início trabalhei numa loja de mudanças, mas minha funções no candomblé não me davam muito tempo.’’ Não gosto de avião, mas gosta de navio, ama comer, como de tudo, feijão com carne seca, mocotó, bem temperado, farinha, polvo, lula, mexilhão, só bebe quando quer, já fumou, hoje não mais, gosta de

Sobre ser o Rei do Axexê “Não me considero famoso, acho que sou uma pessoa que sei me portar, respeito a todos, não invento moda, eles que me deram esse título, mas não me sobe a cabeça,

perdi as contas de quantos eu já fiz e até hoje. Fiz Axexê de muita gente eu era intimado por alguns zeladores que me davam esta incumbência, no Rio, Bahia, Minas, São Paulo e por aí vai, faço com todo respeito e cuidado” Amigo de muitos anos do Ogan Bángbàlà, o escritor e também Ogan José Beniste, explicou que a palavra Bángbàlà significa em yorùbá: ajude-me a receber riqueza. E riqueza de conhecimento é o que não falta ao mestre, que já comandou muito Axexê (ritual fúnebre do Candomblé Kétu) de importantes sacerdotes do Candomblé. Polivalente, Ogan Bángbàlà fabrica Ṣẹ̀kẹ̀rẹ̀ (chocalhos feitos de cabaças) e Ìlù (tambores sagrados do Candomblé) em sua residência na baixada Fluminense. Ele também já ministrou vários cursos de cantigas de Òrìṣà e percussão, e ainda ministra. Seus CDs com cânticos de Candomblé são procurados por muitos jovens Ogans, que admiram o trabalho do veterano. “Estar hoje aposentado pela saúde e trabalhando em prol da minha religião, aos 100 anos de idade, só me traz dignidade. Deus, Olorum, Xangô e Oxum já fizeram por mim mais do que eu merecia.” Pelo menos quanto a seu merecimento, eis algo de que seus admiradores certamente discordam dele.

Em 2014 recebe o título de comendador no Palácio do Planalto, no Dia Nacional da Cultura, personalidades brasileiras e estrangeiras por suas contribuições à cultura nacional também foram homenageadas. Em sessão solene, a presidenta Dilma Rousseff e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, entregaram a Ordem do Mérito Cultural a quatro instituições e a 26 personalidades, nas classes Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro. Esta foi a 20ª edição do prêmio. Desde sua criação, em 1991, a Ordem do Mérito Cultural já foi entregue, sempre no Dia Nacional da Cultura, a mais de 500 personalidades nacionais e estrangeiras e a 60 instituições. Música, moda, artes plásticas, audiovisual, literatura, gastronomia, culturas populares, tradicionais, afro e indígena são alguns dos segmentos presentes na premiação. Luiz Angelo da Silva (Ogan Luiz Bángbàlà), estava entre os agraciados dentre instituições, artistas e personalidades com o título de comendador ao lado de personalidades como a cantora Marisa Monte, a atriz Patrícia Pillar e o falecido chef Paulo de Araújo Leal Martins, Na classe Comendador, foram agraciados Bernardo Paz (idealizador do Centro de Arte Contemporânea Inhotim, dentre outros. Ogan Bángbàlà hoje no ano do seu centenário, é essa pessoa humilde, que ama viver, contribuir, produzir, compartilhar de seu aprendizado ao longo de sua trajetória. Ama o Rio de Janeiro, não deixou de viajar, mesmo que com limites, adora contar histórias, compartilhar lembranças e ter por perto aqueles que lhe dão razão de viver e de que sua existência é de extrema importância para nossas tradições como um patrimônio vivo de nossa cultura popular.


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ILÊ AXÉ OBALUAYÊ JAGUN REALIZA XIRÊ PARA OGÚN Marcelo Fritz

No último dia 04 de maio, o Axé Centenário, como também é chamado, dirigido por pai Celinho d`Omolú, abriu suas portas para louvar pai ogun. A festa que já é tradição, iniciou aberto ao público mais chegado com alvorada à partir das 5h da manhã, em seguida com café aos convidados e filhos, almoço e o xirê que teve início por volta das 20h. Além da obrigação de pai Ogun da casa, ocorreram duas obrigações de Ekedy Paula d`Oxóssi de 7 anos, Felipe d`Ogun, obrigação de 3 anos e uma Iawô de Iansã, Karine d`Oyá. Iyalorixás e Babalorixás compareceram para prestigiar o pai Celinho e seu axé que recebeu com calor a todos. Mãe Joka, Egbomy Nádia do Gantois, Ekedy Cremilda, Egbomy Rita d`Ogun, Egbomy Anelise, Mãe Kátia d`Omolú, Edgard d`Xangô, Pai Sandro d`Oxaguiã, Pai Jaciel, Pai Geraldinho d`Odé, Pai Efamy d`Lemba estavam entre os convidados. O candomblé foi cantado por Fernandinho d`Oxóssi, Samburiqui, Ogã Gabriel dentre outros amigos que se fizeram presentes no axé. Em Julho dia 20 será Xangô no Axé.


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AXÉ&VARIEDADES

BABÁ MARCELO FRITZ icapra.geral@gmail.com

21 97032-9289

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@MarceloFritzOficial

PRETA GIL NO NÍVER DE PAI CELINHO Foi no dia 10 de Maio, que Pai Celinho recebeu no Asé d`Jagun amigos para um dia agradável. A celebração iniciou já pela manhã, onde o Babalorixá já começou as comemorações, que duraram todo o dia adentrando a noite, que teve além da presença de artistas, amigos, filhos e pessoas que acompanham o sacerdote que pousou ao lado da cantora Preta Gil, que também foi lhe dar um abraço. Parabéns babá! Sucesso e vida longa!

SOliDARiEDADE A MOçAMBiquE

Sacerdotes de São Paulo do Candomblé serão homenageados na Câmara dos Vereadores

FEiRA DOS OBORóS FARÁ HOMENAGEM OGAN KOTOQUINHO EM DUQUE DE CAXIAS-RJ O evento que já é tradição na Cidade de Duque de Caxias, baixada fluminense, fará sua edição no próximo dia 07/07 na Pça do Pacificador s/n – Biblioteca Leonel de Mora Brizola. no centro de Duque de Caxias. As reservas de mesas podem ser feitas através do telefone: 21-9 7628-7577. A direção do evento está solicitando que os convidados levem 1kg de alimento não perecível. Comidas típicas artesanato e muita gente de axé. Imperdível!

Pai Pércio d`Xangô e demais Babalorixás como: Pai Bobó, Pai Waldomiro Baiano, Kaobakessy, Adelodé, Zé d`Oxóssi, Zé Carlos d`Oxóssi dentre outros in memoriam serão homenageados do dia 11 de setembro, na câmara dos vereadores. A apresentação da solenidade será feita

pelo carnavalesco Milton Cunha à partir das 19h. Evento Cultural 2019. Descendentes destes axés estarão presente prestigiando a solenidade.

No galpão da Ação da Cidadania(Docas Pedro II), aconteceu no dia primeiro de maio a partir das 14:00 horas, um evento em solidariedade ao povo de Moçambique, realizado pelos refugiados que estão residindo aqui no Rio de Janeiro. O evento teve: Música, artesanatos e culinárias moçambicanas. Os cariocas adoraram e marcaram presença!

100 AnOS DE nASCiMEnTO DO Ogã BAngBAlA Tive a honra de fazer uma live, entrevistando Ogã Bangbala, onde fiz uma entrevista sobre sua trajetória de vida que está rolando na minha página: facebook.com/marcelofritzoficial , nela falamos de família, sua chegada no Rio de Janeiro, amigos importantes e toda sua trajetória. Este ano será um ano de muitas homenagens ao ogã que esbanja saúde, bom humor e responsabilidade com o sagrado. Vale a pena conferir na página. Parabéns ao mestre!


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PEQUENA ÁFRICA, JOIA DO RIO, PODE TER PROTEÇÃO DA LEI oglobo.globo.com / Renan Rodrigues Márcia Foletto / Agência O Globo

Texto, que aguarda análise do prefeito, prevê a demarcação da região e ações como a criação de um memorial RIO — No centro do Largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, a estátua de Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Teatro Municipal, é um símbolo de resistência da herança africana. Sinais dessa ancestralidade também estão na Pedra do Sal, no Cais do Valongo ou no Morro da Providência. E, agora, poderão ser ainda mais valorizados com a demarcação de uma região de 1,13 quilômetro quadrado que ficou conhecida como Pequena África, por ter sido habitada, no passado, por escravos alforriados. O reconhecimento está previsto em um projeto aprovado pela Câmara Municipal no último dia 14. O texto, de autoria dos vereadores Fernando William Estátua de Mercedes Baptista, no Largo da Prainha, primeira bailarina negra do Teatro Municipal, símbolo de resistência da herança africanaa. A Câmara de Vereadores do Rio aprovou lei que damarca território do que sobrou da região da Pequena África, na Zona Portuária, como forma de reparação pelos crimes de escravidão

Na imagem mostra a demarcação de uma região de 1,13 quilômetro quadrado que ficou conhecida como Pequena África

(PDT) e Teresa Bergher (PSDB), ainda será analisado pelo prefeito Marcelo Crivella. Se for sancionada, a lei exigirá reparações pelos crimes de escravidão, como a instalação de um Memorial da Diáspora do Africano e a reconstrução de ladeiras, becos e vielas de acordo com as características originais.

— Essa região é de extrema importância porque o período de escravidão no Brasil foi maior do que o posterior à abolição. Aprender com esse erro e analisar como ele ainda gera efeitos na população negra são importantes para pensar o combate ao racismo. Boa parte do legado foi perdida, mas a Pequena África ainda é um ponto de resistência da diáspora africana que está de pé — afirma o historiador Jorge Santana. Entre os bairros de Santo Cristo, Gamboa e Saúde, o perímetro que deve ser demarcado abriga sítios arqueológicos como o Cemitério dos Pretos Novos. E é endereço de centros culturais, como o José Bonifácio e a Casa da Tia Ciata. O Cais do Valongo é emblemático, reconhecido com o título de Patrimônio da Humanidade. Construído em 1811 para retirar da Rua Direita (atual Primeiro de Março) o desembarque e comér-

cio de africanos escravizados, foi redescoberto em 2011, durante as obras de reurbanização do Porto Maravilha. Ali, segundo estudos, foi porta de entrada de aproximadamente um milhão de escravos no Rio. RECupERAçãO x DESCASO Mas, enquanto esse tesouro histórico começou a receber, na semana passada, obras de conservação e limpeza orçadas em R$ 2 milhões (com recursos do Fundo dos Embaixadores dos Estados Unidos para a Preservação Cultural), outro monumento enfrenta o abandono. No Jardim Suspenso do Valongo, inaugurado em 1906, são muitas as marcas da má conservação. Na encosta do Morro da Conceição, seu principal acesso está fechado, estátuas foram pichadas e parte da iluminação acabou roubada. Também virou dormitório de uma moradora de rua.


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COMERCIAL DA NIKE TEM LOUVOR A OGUN Nike reconta história de Andressa Alves em comercial para a Copa do Mundo Feminina www.b9.com.br / Pedro Strazza

Vídeo mostra como a atual meia da seleção teve que se virar para ter seu primeiro contato com a bola na infância

Divulgação Nike A Copa do Mundo Feminina está aí mais uma vez, e conforme a França faz os últimos preparativos antes da abertura do torneio no próximo dia 7 de junho as mais diferentes empresas já mostram seu apoio ao evento buscando divulgá-lo da forma mais ampla possível. Isso inclui, claro, a divulgação da seleção brasileira, que vem ganhando maior espaço na mídia nacional em relação aos outros anos. Além de marcas como a Guaraná Antártica e o Boticário terem criado campanhas e ações especiais para o time feminino da CBF, a Globo já confirmou que transmitirá os jogos da equipe na Copa durante o mês de junho e, quem sabe, julho.

Agora foi a vez da Nike promover a seleção brasileira, num comercial que honra os ideais sentimentais que fizeram famosas suas campanhas. Criado pela Wie-

den+Kennedy, a peça da vez é centrada na jogadora Andressa Alves, meia-campista que reconta aqui suas origens com o esporte num relato que sintetiza de forma muito

sutil toda a miríade de dificuldades enfrentadas por mulheres que buscam se tornar esportistas e precisam superar os estereótipos de gênero forçados na infância. Isso porque o comercial, intitulado apropriadamente de “Andressa Alves’ Story”se concentra em mostrar a jogadora quando criança, enfrentando o desejo insistente da família para que ela brinque de boneca ao invés de jogar futebol. A separação é evidente (e dolorosa): enquanto os meninos podem sair na rua e brincar com a bola sem nenhuma preocupação, a versão infantil de Alves na peça literalmente tem que dar seus corres pra conseguir fazer o mesmo – e usando a cabeça de uma boneca, ainda por cima. Ao final, o slogan volta a refletir o posicionamento maior da marca nestes últimos tempos com “Não mude o seu sonho. Mude o mundo”.

A UMBANDA É DE DEUS E POR ISSO SOMOS DA LUZ Marcelo Fritz Nosso santuário da fé o amor ao próximo a caridade a verdade revelada por Deus nosso pai através do verbo vivo o cristo Jesus a espiritualidade vinda ao plano da forma em várias consciências de atuação no plano da forma. Uns de branco umbanda, candomblé e varias formas de atuações aonde deus abita. através das civilizações como: Atlântida lamúria às raças branca amarela e vermelha aonde espíritos de alta escol de luminosidade vibraram sob a pátria planetária a terra pra realizar o plano divino; a salvação do ser encarnado. Onde graças a deus w.w.da Matta e silva revelou o lado genuíno e esotérico da umbanda com ensinamentos sinceros e sem atavismos e acima de tudo carida-

de amor e sabedoria ao ponto que o ser pudesse se libertar e se esclarecer. Mas outras vertentes vibraram o conjunto os candomblés e suas culturas de iniciação vindas do plano divino e passando também por varias consciências aqui na forma. A umbanda é o hospital 24 horas que leva salva liber-

ta a todos em nome do deus vivo e outras da mesma forma e diferentes mas não ausentes destes pontos que introduzem o amor a caridade e sabedoria estas juntas são fortes no todo e na vida. Temos como atuação entidades de luz crianças caboclos pais velhos e os verdadeiros exus guardiões

executores da lei de cima pra baixo verdadeiros policias do astral freando e desfazendo as atuações dos magos negros rabos de encruza perigosos seres que vibram em nossa orbe terrestre com o sentimento de ódio de muitos encarnados que acham que suas próprias leis são reais. Mas a lei espiritual está ai sob o cristo Jesus e mikael supervisionando nossa estada aqui na terra da cruz. Sabemos que estes orixás e amigos da luz estão sempre ao nosso favor. Somos todos irmãos umbandistas candomblecistas e somos de deus. Um só povo um só rebanho assim o mestre se faz presente em nós. Então vamos amar espargir a luz a verdade e ESCOIMAR o melhor em tudo e dentro de todos. Então vamos nos daqui. André Luis (Araoman) O Eterno Aprendiz...


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A Procissão de Oxalá de Combate a Intolerância Religiosa e Lavagem da Escadaria da Igreja do Largo do Rosário dos Homens Pretos aldeiadecaboclos.com.br Reprodução Facebook

MÃE CARMEM FAZ 13 ANOS À FRENTE DO GANTOIS: ‘SÓ TENHO A AGRADECER’, DIZ Local de culto afro-brasileiro na Bahia é um dos mais prestigiados do país. Novo gradil recuperado pelo Iphan foi inaugurado na Praça Pulquéria g1.globo.com/bahia

Marina Silva/ Arquivo Correio

O Terreiro do Gantois, um dos mais famosos do país, comemora dos 13 anos de Mãe Carmem como yalorixá do espaço de culto afro-brasileiro, situado no bairro da Federação, em Salvador. Várias homenagens são realizadas durante todo o dia, que começaram por volta das 11h30. O primeiro compromisso foi a entrega do gradil da Praça Pulquéria, recuperado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prefeito ACM Neto e o representante do Iphan des-

cerraram a placa de inauguração do gradil. “Tenho certeza, para as pessoas que frequentam, para a comunidade da Federação e para todo mundo que tem admiração pelo extraordinário trabalho que é feito, é um dia de extrema alegria”, disse o prefeito. Como parte das comemorações, o coral ecumêmico e outras saudações religiosas. “Só tenho agradecimento. Eu não pensei que Deus e os orixás me favorecessem tanto. Só tenho a agradecer”, afirmou Mãe Carmen.

A Procissão de Oxalá de Combate a Intolerância Religiosa e Lavagem da Escadaria da Igreja do Largo do Rosário dos Homens Pretos, do Bairro da Penha na zona leste de São Paulo, surgiu de uma conversa entre Mãe Teresa D´Oxum e Pai Dinho D´Ogum. Mãe Teresa aos seus 89 anos de vida fez o convite ao Pai Dinho D´Ogum um jovem sacerdote de Umbanda para participar juntamente a ela da Lavagem das escadarias da Igreja do Largo do Rosário dos Homens Pretos, onde tiveram a ideia de fazer algo em prol das religiões de matrizes africanas, que vem sofrendo até hoje com ataques de Intolerância Religiosa, pedindo assim um Basta; empenhados no trabalho de tornar a procissão uma tradição buscaram apoios que pudessem somar ainda mais na grandeza do evento, e através do Pai Engels D´Xangô da Aldeia de Caboclos contaram com a colaboração do Vereador Quito Formiga que não mediu esforços para auxiliar na Intervenção junto a CET e Subprefeitura da Penha para que o evento se realizasse. Em sua terceira jornada, que ocorreu no domingo 05 de Maio de 2019, iniciou o trajeto da Procissão no Templo

de Umbanda Filhos da Luz do Cacique Pena Branca situado à Rua: Morro Vermelho, 68 no bairro da Penha, em direção a Igreja passando assim pelas ruas e avenidas do bairro, contou com a presença de vários Templos, contou com a presença de Ilustres convidados, tais como: a cantora Samya Nalany e Pai Élcio de Oxalá; os grupos de Afoxé Filhos do Cacique e Oba Aláàfin de Santos; Maracatu Bloco de Pedra, Grupo de Dança Akanni e os sacerdotes: Pai Varela e Mãe Aparecida Varela, Baba Sebastiana e Pai Isidoro, Pai Marcos, Pai Marcelo, Mãe Cristiane Penha, Pai Cristiano, Pai José Carlos e Pai Wilton de Campinas, Pai Sérgio, Pai Genildo de Oxóssi, Mãe Julianita, Mãe Beatris, Mãe Yara, Mãe Socorro e Pai Celso, Pai Engels da Aldeia de Caboclo,

Mãe Marisa, Mãe Dulce dentre outros sacerdotes que com muito carinho e humildade se fizeram presentes. Contou ainda com a ajuda dos Padrinhos (Patrocinadores): Marofa Confecções, Pima Services, Harianne Decorações, Casa de Artigos Religiosos Motumba Asè, Casa de Artigos Religiosos Aruanda, Imagens Bahia, Trio Energia Positiva e Federação Espiritualista Reino dos Orixás. Pai Dinho D´Ogum e Mãe Teresa de Oxum agradece a todos os presentes, em especial os Filhos do Templo de Umbanda Filhos da Luz do Cacique Pena Branca e do Templo de Umbanda Vovó Luiza e Pai Xangô, Sra. Selma, Sr. Fabricio, Padre Edilson de Souza Silva e a comunidade do Largo do Rosário pelo apoio e colaboração.

Hollywood, que homenageou Denzel Washington. Taís, foi convidada pelo

Gerente Geral da NBC Universal International Networks Latin America, que admira a trajetória da atriz e diversidade que traz nas dramaturgias que participou. “A trajetória de Tais Araújo transformando-se em um ícone da dramaturgia transcendeu as fronteiras e representa um importante marco para o fortalecimento da diversidade no cinema, teatro e televisão em nossa indústria. É com grande orgulho que contamos com sua presença neste evento que celebra os melhores do cinema mundial”, disse.

Depois de selfie com Viola Davis, Taís Araújo brilha em evento com Julia Roberts e Denzel Washington www.geledes.org.br Reprodução Instagram A atriz Taís Araújo está fazendo sucesso no EUA. Depois de tirar uma selfie e ser tietada pela consagrada Viola Davis, a brasileira foi uma das convidadas do American Film Institute (AFI) Life Achievement Award Gala, em


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CANDOMBLÉ ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E LUTA José Beniste

Marcelo Fritz

Até os anos 50, havia uma carência de estudos sérios sobre o assunto, ou seja, uma visão mais de dentro dos acontecimentos dos Terreiros. Alguns faziam suas observações de fora para dentro, o que o tempo provou que nunca daria certo, por ser o Candomblé uma religião que para ser entendida, teria que ser exercida. E mais, eram escritos numa linguagem para intelectuais, o que motivou a Iyalorixá Ominadarewa dizer em uma palestra, que o povo não é intelectual, e gosta de ler coisas escritas na lingua deles. Uma importante transformação viria ocorrer quando novos cientistas passaram a se interessar pelos estudos afros, sem se deixarem influenciar por concepções pessoais oriundas de sua formação acadêmica e seus conceitos religiosos. Os estudos se fortaleceram, fazendo surgir a real função do Candomblé, devolver ao elemento africano sua noção de família, pois no espaço dos Terreiros a identidade familiar foi recuperada, tendo nas mães e pais de santo suas figuras centrais. Assim como os quilombos, os Terreiros vieram a ser espaços de resistência e luta. Diante do que havia sido escrito até então, podemos citar Verger que se equipou com armas e bagagens e iniciou uma série de investigações,

nos redutos de origens, colocando por terra muita coisa que havia sido aceita como verdades absolutas. O imprtante de sua iniciativa, foi o de integrar-se ao Candomblé através de ritos de borí e lavagem de contas, para formalizar sua identidade afro-brasileira e suas pesquisas serem as mais rigorosas possíveis. Os fatos que já eram conhecidos erroneamente passaram a ser mais bem compreendidos. Novos autores passaram a tomar cuidado para não cometer os enganos que observadores apressados costumam cometer, pois pensam que estão vendo bem quando veem apenas a superfície. É preciso ter paciência no olhar. Principalmente, ter cautela para não construir teses, que se revelam, sem fundamento.

AuTORES REligiOSOS Outros futuros autores seriam, em sua maioria gente do meio, ogans e zeladores-de-santo, que teriam o mérito de conhecer a parte de dentro dos Candomblés. Além de ser estudado, passou a ser revisto em sua simbologia, com sua arte redesenhada, e extremamente detalhada através de artistas plásticos, revelando a verdadeira arte religiosa afro-brasileira. No dizer das Iyalorixás, tudo ficou mais colorido com alteração no modo de vestir as roupas do Candomblé, tanto no aspecto pessoal, como no uso pelas divindades. Elas sofreram uma atualização a partir dos anos 50 e Joãozinho da Goméia, certamente, tenha sido o seu maior incentivador. O traje feminino, marca mais destacada do

Em Edição Final

A História dos Candomblés do Rio de Janeiro lançamento previsto mês de Maio/Junho

livROS DiRETO COM O AuTOR: (21) 2437-4833

Candomblé e denominado de baiana, foi definido como vestimenta oficial a partir do século 19, veio a ser mais bem apresentado com bordados elaborados, paetês e outros tipos de brilho. BuSCA DE SuAS ORigEnS Outro fato que vem merecendo atenção é a retomada de valores próprios de pessoas interessadas na historia de seus Axés, buscando suas autênticas origens. São formas religiosas esquecidas pelos primeiros estudiosos que concentraram seus estudos somente na cultura yorubá. Isto prejudicou bastante essas lembranças, a ponto de buscarem ritos similares e os integrarem em seu modelo religioso. O nagô-vodun é um dos exemplos. Essa busca se acentua a partir da denominação dada às comunidades. Na denominação de antigos Terreiros, podem ser observados nomes de santos católicos na denominação do grupo. Assim era feito até os anos 50, quando houve liberação do registro dos Terreiros nas delegacias de policia. A partir daí foram complementados com palavras da dialética africana a que o grupo tinha sua origem. Buscavam assim uma autenticidade maior nas práticas religiosas revelando o interesse da nova geração que estava surgindo. Devemos lembrar que o Candomblé adotou uma prática de tolerância religiosa, sem questionamentos àqueles que a procuram. Há muitas pessoas que não são de Candomblé, mas que gostam de usar roupas brancas às sexta-feiras. Sentem-se bem com isto, e é o que importa.


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O ILÊ ORIXÁ OGUN NARUE ABRE AS PORTAS PARA ODUN IJÊ DE VITOR HUGO D`OGUN Rômulo Corleone e Marcelo Fritz O Axé dirigido por pai Luizinho d`Yemanjá, nação Efon, localizado no bairro de Capivarí – Duque de Caxias, baixada fluminense, abriu suas portas para xirê de odun Ijê de Vitor Hugo d`Ogun. O xirê teve início por volta das 12h dia 19 de maio, com os cânticos, dirigido por pai Jorginho d`Oxalá, que tem posto de Babá Osupí do Axé. Vitor Hugo adentrou ao salão, para saudar a todos e ser apresentado em sua primeira saída, momento onde pai Luizinho num breve discurso agradeceu a presença de todos e falou da responsabilidade da multiplicação e preservação do Axé. Pai Luizinho entregou o Igbáxé ao obrigacionado com o testemunho de todos que assistiram. Pai Ogun chegou logo em seguida, louvou a todos e se recolheu para sua primeira saída e em seguida o momento esperado do hun, onde Yemanjá de mãe Lucineire acompanhava pai Ogun. Pai Vitor Hugo agradece a presença de todos os presentes amigos, irmãos, parentes de axé que estiveram presentes e seus filhos que o acompanham e que estiveram presente em principais momentos da obrigação. Pai Vitor Hugo também agradece sua mãe carnal Anedilma que tem o posto de Iyá lossayn no axé Olomi Tùtù, Axé herdado por ele, que está sendo dado continuidade.

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PRÊMIO ATABAQUE DE OURO PROMOVE REUNIÃO ABERTA COM DIRETORES E PARTICIPANTES DE FESTIVAIS Marcelo Fritz - Diretor Geral do Prêmio Atabaque de Ouro

A reunião ocorreu dia 3 de junho na Ilê d’ Jagun, dirigido pelo Babalorixá pai Renato de Obaluaiyê. Diretores de festivais, compositores, intérpretes e representantes de grupos de curimbas marcaram presença na reunião que teve quase 3h de duração. Todos que pediram a palavra foram ouvidos, várias sugestões foram dadas e em breve uma nova reunião será marcada com equipe técnica fechada para algumas questões que podem criar inclusive um regulamento único para os festivais, com critérios minuciosamente analisado por GT que está sendo criado. A intenção é única em unir todos do movimento numa única voz que fortaleçam todos. Um concenso de todos foi entender que todos devem fazer a

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AÇÃO SOCIAL EM TERREIRO ATENDE COMUNIDADE DO BAIRRO DE COELHO DA ROCHA PROMOVENDO AUTO ESTIMA

sua parte, mobilizar, somar e defender para que nada arranhe o bom andamento deste movimento que cresce. Falamos de novos parceiros que o Prêmio Atabaque de Ouro está abrindo para alguns diretores e a intenção é ampliar opção de espaços, dialogar com poder público buscando força para o coletivo, além de fortalecer a todos os investidores e parceiros

que crescem a cada dia. Dentre assuntos abordados está a rigidez com critérios com determinados jurados que pecam em seus julgamentos, prejudicando trabalhos e grupos, além de organização de agenda única nacional dos eventos dentre outras questões importantes. Parabéns a todos os envolvidos e em breve estaremos avançando mais.

É possível transformar, auxiliar e dar as mãos. Boa vontade é nosso lema, compromisso e responsabilidade com o próximo. Centro Cultural Jobi, espaço no Axé Ogóju em São João de Meriti, atendendeu a comunidade com parcerias que levaram ações importantes para trabalharmos a auto estima de nossa comunidade. Um novo começo para um futuro que só depende de nós. “Nossa intenção é contribuir com serviços que promovam a auto estima, serviços básicos de utilidade pública, além de mostrar para as comunidades que o povo do axé não é esse bicho que pintam ao nosso respeito, somos pessoas do bem e contribuímos com

nossa sociedade para dias melhores. Pena o pouco caso do poder público que não nos dá as mãos, cumprindo com sua obrigação”. Declara Marcelo Fritz , coordenador do projeto e diretor religioso do Axé Ogbojú. Obrigado projeto Educart, a coordenadora Cléa, a Charme Cosméticos, que trouxe serviços de beleza, nossa psicóloga Ingridh Lima nossos professores e todos alunos que nos auxiliaram para que juntos fossemos mais fortes! A incansável Laura Carneiro, que no seu último mandato criou o projeto Educart, que beneficia diversas comunidades no estado do Rio de Janeiro, cm apoio do governo federal.

MARCHA DAS MULHERES NEGRAS 2019 EM COPACABANA Marcelo Fritz

Reprodução Facebook

O evento será no dia 28 de julho e terá a concentração no posto 4 à partir das 10h. Mulheres Negras Resistem: em movimentos por direitos, contra o racismo, sexismo e todas as formas de violência. Várias entidades do movimento negro e de mulheres já confirmaram presença no evento que

a cada ano vem tomando força e crescendo. Ano passado mais de sete mil militantes foram a orla de Copacabana somar e revindicar por direitos. Marielle Franco foi homenageada por oito mulheres negras, no ano passado, que carregavam, em silêncio, a foto da vereadora morta em atentado.


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EVENTO “SE MEU PAI É OGUM” REÚNE MULTIDÃO NO ANHAMBI - SP

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A festa “Se meu pai é Ogum” em homenagem ao orixá, em sua segunda edição aconteceu no Pavilhão de Exposição do Anhembi, no último dia 05 de maio, em São Paulo. Passaram por lá mais de 7,5 mil pessoas, a tarde de shows começou com Grazzi Brasil, e contou com outras diversas apresentações como as escolas de curimba Aldeia de Caboclo e Tambor de Orixá, além de Sandro Bernardes, Pai Élcio de Oxalá, Sandro Luiz e Samya Nalany, entre outras grandes atrações. Um dos pontos altos do evento foi a entrada da imagem de Ogum carregada por religiosos no meio dos fiéis em direção ao palco, que emocionou a todos. A entrada do evento era gratuita, mas arrecadou alimentos não perecíveis para a ONG Banco de Alimentos, que auxilia 42 instituições, beneficiando diretamente mais de 20 mil pessoas. De acordo com Isabel Morais, presidente do Guerreiros da Jurema e uma das organizadoras do evento, é importante que eventos desse porte aconteçam para que as religiões de matriz africana sejam respeitadas. “Precisamos mostrar a força do nosso povo e lutarmos para que nossos valores não sejam distorcidos por aqueles que não acreditam em nossa religião”, comenta Isabel.

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PAI MÁRCIO DE JAGUN Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

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ÒkúDù, O SilênCiO DA pAlAvRA: Para os iorubas, nada é possível fazer sem a palavra. Entretanto, nesta cultura calcada na busca do equilíbrio, em confrontação a toda a importância que a palavra (ọ̀rọ̀) possui, existe também a relevância do silêncio, chamado de òkúdù. O silêncio está presente em muitos e importantes momentos, situações e sentimentos admiráveis para os iorubas. Na saudação a Ọmọlu: “atótóo!” (“silêncio em respeito a Ele!”), percebe-se a deferência que se deve ter àquela divindade, expressando-a através de reverente silêncio. O silêncio é parte do rito, na cerimoniosa liturgia das Águas de Òṣàlà, quando todos os presentes devem evitar barulho, até que a etapa final da procissão seja concluída. Este procedimento, que tem por objetivo renovar os propósitos éticos e também rogar por uma temporada de chuvas fecundas e garantidoras de boa colheita e da sobrevivência de humanos, vegetais e animais, tem no silêncio um marco. No rito fúnebre do aṣéṣé, a comunidade inteira deve demonstrar respeito à divindade da morte (Ikú),

postando-se em silêncio ao longo de diversos momentos. Nem mesmo os atabaques podem soar no terreiro. A vida e a morte são tenuemente repartidas pelo silêncio. Em outras tantas situações cotidianas de um terreiro de Candomblé, o silêncio é ensinado como respeitoso gesto perante homens e deuses. Como por exemplo, o neófito recolhido em seu período de retiro iniciático, que só deve dirigir a palavra aos seus mais velhos em situação de necessidade e, ainda assim, precisa antes pedir licença para falar, batendo palmas no ritual do pawọ́. Outra situação em que o silêncio é parte da liturgia se dá quando os adeptos realizam a limpeza protocolar dos igbá (elementos sacralizados de culto às divindades). A mesma condição de silêncio é necessária, durante o trato dos animais imolados ou quando do preparo das comidas votivas. Ìrònú, o pensamento, a reflexão, a meditação, carecem do silêncio. A meditação não é praticada enquanto ritual específico. É considerada pela filosofia ioruba

como um comportamento a ser buscado. Não é um rito litúrgico, mas é uma conduta habitual. Um ìtàn do Odù Éjì Onílẹ̀, recomenda a prática da meditação ao dizer: “Ọ̀rúnmìlà ensina que as coisas devem ser feitas pouco a pouco. Deve-se medir o comprimento e a largura. (...) É pedaço por pedaço que se come a cabeça do peixe. (...) Nenhum colar é tão longo quanto o colar que é usado pela divindade Yẹmidérégbẹ – aquela que atinge a sublimação através de uma respiração adequada”. (SANTOS, 2014). Muitas vezes o perseverante

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

ORÍ:

A CABEÇA COMO DIVINDADE

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Márcio de Jagun

Reprodução Internet

(àìrẹ̀wẹ̀sì) se imbui do silêncio como companheiro. A piedade (ìyọ́nú) e o perdão (fójì), não raro, estão contidos no silêncio e não nas palavras. As principais virtudes buscadas pelos iorubas, são: ìbúra (a promessa); oore (a bondade); sùúrú (a paciência), ọ̀wọ̀ (o respeito), òótọ́ (a verdade), òdodo (a justiça), ìfẹ́ni (a caridade), èèwọ̀ (o tabu), ìwà (o caráter – resumo de todas as demais). Todas podem ser praticadas apenas e tão somente com o silêncio. Um orin (cântico) dedicado à folha da costa (ewé ọdúndún), popularmente conhecida como saião, nos ensina a reverenciar esta erva através do silêncio: “Ọdúndún bàbá tè rọlẹ̀ (“Folha da costa, a folha do Pai, eu lhe venero através do silêncio (SANTOS, 2014). O silêncio é reverenciado neste orin, como exemplo de sabedoria praticado pela folha da costa e por Ọ̀sányìn: olha mais não fala. Da mesma forma, deve o ser humano, por vezes, ver, sentir, refletir, processar sentimentos, para depois fazer um uso profícuo das palavras. O silêncio e a palavra coabitam no limite da sabedoria. São fronteiriços. Ambos importantes, pertinentes e necessários. Como dia e noite, se alternam, carecendo um do outro. Completam-se e se afastam como intangíveis auroras e crepúsculos em busca de equilíbrio. Entre do relacionamento da palavra e do silêncio, nasce awo, o segredo. (Trecho do livro “Ewé, a Chave do Portal”, de Márcio de Jagun)


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PAIS DE SANTO QUEREM ENCONTRAR COM WITZEL PARA DISCUTIR PROTEÇÃO AOS TERREIROS NA BAIXADA FLUMINENSE Extra.globo.com/noticias Reprodução Internet A Comissão de Combate à intolerância religiosa (CCIR) quer se reunir com o governador Wilson Witzel para discutir medidas de proteção aos terreiros atacados na Baixada Fluminense. Neste primeiro semestre, 38 casos de intolerância religiosa na região chegaram até a comissão. Destes, 15 em Duque de Caxias, dez em Belford Roxo, dez em São João de Meriti e três em Nova Iguaçu. Desde o início do ano, a comissão vem recebendo denúncias sobre diversos casos de intolerância religiosa. Em relatório, o Conselho de Defesa dos Direitos do Negro e Promoção da Igualdade Racial e Étnica de Duque de Caxias reuniu depoimentos de pais e mães de santo. Segundo os relatos, os dirigentes de terreiros estão sendo coagidos por traficantes a cessarem as atividades dos templos. – A ideia é que o gover-

Sacerdotes expulsos na Baixada Fluminense

nador leve os secretários da Polícia Civil e da Polícia Militar. Com a presença de Witzel, será feito um documento da situação dos terreiros. Muitos casos não chegam à polícia pelo medo que as pessoas têm de denunciar. Precisamos pedir políticas públicas e um reconhecimento dessa situação por parte do Estado – analisa o Babalawô Ivanir dos Santos, pai de santo e interlocutor da CCIR. Um documento sobre os casos de intolerância religiosa no estado dos últimos

seis meses será entregue ao governador até o fim do mês de junho. Também serão entregues sugestões de políticas públicas para atender aos terreiros afetados, com plano de segurança de vida e reparação aos sacerdotes. As denúncias e relatos de intolerância religiosa em todo o Estado do Rio de Janeiro serão monitoradas por uma equipe da CCIR em conjunto com a Rede Agen Afro, ONG que apura e acompanha denúncias contra casas de Umbanda e Candomblé.

Desde o início do ano, dirigentes e praticantes das religiões de matriz africana vêm sofrendo ameaças na Baixada Fluminense. Traficantes que se dizem evangélicos ameaçam e ordenam o fechamento de terreiros. Em um dos casos relatado por um babalorixá de Duque de Caxias, traficantes foram até o local avisar que estava proibido tocar “macumba” naquela região. Os trabalhos sociais do terreiro, segundo ele, foram autorizados a continuar, desde que não houvesse toque de atabaque, nem pessoas vestidas de branco circulando. Os bandidos também exigiram que o tráfico fosse avisado com um dia de antecedência sobre as atividades. O dirigente de um dos terreiros que foi fechado na Baixada, um pai de santo, conta que teve rituais internos interrompidos no início

do mês de maio. Os traficantes deram uma semana para “acabar com isso tudo”. O dirigente, que mora no local com a mãe, diz que tem evitado sair às ruas e que já foi abordado por traficantes armados que perguntam se ele “já acabou com a macumba?”. A comissão aguarda confirmação do gabinete do governador para confirmar a data da reunião. O encontro deve acontecer no auditório do Tribunal de Justiça e reunir parlamentares, líderes importantes como o presidente da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Para Ivanir, é essencial a participação de líderes evangélicos nos encontros. – Precisamos sair da ideia que somos nós e eles. Na verdade, são traficantes que se dizem evangélicos e fazem isso. Essas lideranças precisam se posicionar, mostrar que esse tipo de atitude é errado. *Estagiária sob supervisão de Luciano Garrido

1ª CAMINHADA INTER-RELIGIOSA DA BAIXADA FLUMINENSE – RJ O evento ocorrerá no dia 14 de julho e se fortalece a cada dia com alianças de diversas lideranças religiosas de diversas crenças. Vários passos importantes estão sendo dado e avanços em diálogos com ministério público e setores da prefeitura que cuidam de direitos humanos. A concentração será na rua D` Walmor as 9hs (Pça dos Direitos Humanos), com início da caminhada à partir das 11h, pela via Ligth até o antigo polo gastronômico , próximo a garagem da São José em Nova Iguaçú. Varias atrações culturais já confirmaram presença, autoridades do poder público além de lideranças religiosas. Todos juntos pelo respeito. A realização é do Comitê Inter-religioso da Baixada Fluminense.


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TERREIRO DE CANDOMBLÉ É ATACADO POR GRUPO EVANGÉLICO NA BAHIA De acordo com o terreiro, evangélicos gritavam “fora Satanás” e outras frases contra a religião de matriz africana

GOVERNO DO RIO INTIMADO A INTERFERIR CONTRA REPRESSÃO DE RELIGIÕES AFRO-BRASILIERAS www.terra.com.br

DW / Deutsche Welle

MPF pede ao governador do estado que aja contra os ataques a terreiros e mesmo fechamento de casas a mando do narcotráfico, entre outros atos de intolerância. Muitos religiosos atingidos não registram queixa por medo.O Ministério Público Federal (MPF) cobrou do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, atuação das polícias civil e militar contra os ataques a terreiros de religiões de matriz africana, na Baixada Fluminense. Como noticiou a Agência Brasil, em meados de maio o órgão recebeu a denúncia sobre o fechamento de pelo menos 15 casas a mando do narcotráfico, no município de Duque de Caxias. No ofício enviado nesta sexta-feira (24/05) ao Palácio Guanabara, o MPF também pede reunião com o governador. O órgão recebeu a denúncia de que um grupo de criminosos, chefiados por um pastor, circulou pelos terreiros proibindo as festas e atividades. "Nenhuma casa foi destruída e os criminosos

não machucaram ninguém. Porém foram taxativos ao proibir atividades dos barracões", relatou o procurador da República Julio José Araujo, responsável pelo caso e autor do ofício. O MPF tem um inquérito aberto para investigar a intolerância religiosa na Baixada Fluminense, e desde janeiro vem realizando reuniões com o Poder Público, religiosos e adeptos de religiões de matriz africana. O representante do estado é a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Informando não ter ainda recebido o ofício do MPF, o Palácio Guanabara enfatizou que o governador acompanha o tema por meio da Secretaria de Direitos Humanos. Durante a semana, Witzel chegou a se reunir com o Conselho Estadual de Promoção da Liberdade Religiosa, formado pela sociedade civil, sendo informado sobre o aumento de casos de intolerância religiosa no estado.

Segundo o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), o babalaô Ivanir dos Santos, os religiosos que tiveram barracões fechados a força, em Caxias não registraram queixas nas delegacias por medo. "Esse tema é emergencial. Os atos têm se repetido na Baixada toda, e estão chegando em Niterói, São Gonçalo, em Campos [dos Goytacazes, no norte fluminense]", alertou. A repressão às religiões afro-brasileiras não é um problema novo: já em 2013, o jornal O Globo noticiava que mais da metade das casas de umbanda ou candomblé do Rio sofrera algum tipo de discriminação. No entanto registra-se um agravamento recente, também atribuída à ação dos evangélicos. A intolerância religiosa é considerada crime de ódio, com pena prevista de um a três anos de prisão, mais multa. O governo federal recebe denúncias pelo serviço Disque 100, a ligação é gratuita.

Agência O Globo Reprodução Um terreiro foi atacado, na noite da última segunda-feira (27), em Alagoinhas, na Bahia. Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver um grupo religioso gritando e batendo no muro do Ilê Axé Oyá Ladê Inan por volta das 23h30, na comunidade do Ferro Aço, em Santa Terezinha. De acordo com o terreiro, evangélicos gritavam "fora Satanás" e outras frases contra o Candomblé. A Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e o Ministério Público da Bahia acompanham o caso. Segundo a secretaria, outros órgãos que compõem a Rede Estadual de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, na Bahia, também foram

acionados — são eles a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça. A Polícia Civil informou que investiga o ataque. O terreiro se posicionou sobre a agressão em sua página no facebook: “Nossa Yalorixá, Mãe Rosa de Oyá é uma pessoa honrada e sempre foi respeitada em toda a Comunidade até o dia de hoje, porém é hipertensa e com mais de 60 anos de idade e presenciou em sua porta agressões que já limaram e estão limando pessoas e templos. Todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas e não descansaremos até que os responsáveis recebam as devidas punições.” A Sepromi informou que, só neste ano, já foram registrados 64 casos de racismo, intolerância religiosa e fatos correlatos.


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SACERDOTE CUBANO FAZ CAMPANHA NO BRASIL CONTRA O SACRIFÍCIO ANIMAL NA UMBANDA E NO CANDOMBLÉ Folha Press - TETÉ RIBEIRO

O cubano Dagoberto Isaac Cordeiro Chirino, 66, tem uma missão: convencer pais e mães de santo brasileiros a parar com o sacrifício de animais no candomblé e na umbanda. Há no Brasil 589 mil pessoas que se declaram seguidores da umbanda ou do candomblé, segundo o IBGE de 2010. Alawowwo, como é chamado, está no Brasil a convite de mãe Solange, uma ialorixá dona do terreiro de candomblé Roça dos Orixás Afro-brasileiros, em Guarulhos (Grande São Paulo). Eles se conheceram em Cuba, onde mãe Solange esteve em 2015, no casamento de uma de suas filhas no candomblé. Na vida civil ela nunca se casou e não tem filhos biológicos. Ele está no Brasil com a mulher, Marta de Armas Sotolongo, com quem é casado há 35 anos e tem três filhos. Estão hospedados em uma casa em Guarulhos a meio quarteirão do terreiro de mãe Solange. Ele e a ialorixá brasileira se aproximaram porque mãe Solange queria parar com o uso do sangue animal em seus trabalhos, e Alawowwo sabia como ajudá-la. Ele é do culto de Yezan, uma religião africana de 4.500 anos que nunca usou bichos em seus ritu-

Eduardo Knapp

ais. E em 2016 fez a iniciação nesse culto de mãe Solange, sem uso de sangue. “Desde então não faço mais sacrifício animal em minha casa”, afirma ela. O culto de Yezan tem similaridades com o candomblé e a umbanda. É uma religião africana, nascida no Benin, e que chegou a Cuba e outros países da América Latina pelos escravos trazidos da África. Agora, se o plano de Alawowwo e mãe Solange der certo, chega ao Brasil. “Yezan é mais antigo que o candomblé e a umbanda, e tem alternativas para o uso do sangue”, afirma Alawowwo. Ele não pode dizer quais

são essas opções porque a repórter não é iniciada no culto. “Todas as religiões um dia fizeram sacrifício animal, os cristãos, os muçulmanos, os budistas. Mas se adaptaram às mudanças da sociedade e não fazem mais isso”, diz Alawowwo. “Até hoje nas missas católicas os padres falam “o sangue de Cristo” quando levantam o copo, mas não é mais sangue que tem ali”, completa. “Agora está na hora das religiões de origem africanas se adequarem aos tempos modernos”. O sacrifício animal acontece em rituais de iniciação, quando o sangue dos bichos é usado, e em

despachos, quando são oferecidos aos orixás. O sangue é o que justifica a matança, ele é tido como um ingrediente poderoso, quase um atalho, na comunicação com as divindades. Galinhas, patos, pombos, bodes, carneiros e bois são mortos, às vezes mais de um bicho para um só ritual. Depois, a carne é assada e comida e até o couro é usado para fazer instrumentos de percussão. Matar animais para esse fim está dentro da lei no Brasil. O tema foi discutido no Supremo Tribunal Federal em agosto de 2018, e foi considerado constitucional, ou seja, permitido, em março de 2019.

A decisão do STF vale para todas as religiões e implica que a regra deve ser aplicada por todos os tribunais e juízes do país. Mas não pode haver crueldade. Os casos de maus-tratos de animais são punidos com penas de três meses a um ano de prisão. E não são todos os centros de candomblé e umbanda que matam animais. Os chamados de mesa branca ou umbanda branca não utilizam esse recurso. “Na Europa já é proibido matar animais em cerimônias religiosas. As religiões africanas no mundo todo sofrem pressão das organizações de defesa dos animais e dos governos, e o culto de Yezan é um caminho”, diz ele, em um português ainda salpicado de palavras em espanhol. “Quero ser fluente até o fim de minha estada aqui”, afirma. O plano agora é chegar aos brasileiros por meio de palestras e encontros, que serão organizados por mãe Solange. Alawowwo fica no mínimo até meados de agosto aqui, ainda não tem nenhum compromisso agendado, mas está otimista. “É um trabalho complicado, mas estamos apelando à inteligência, à sensibilidade e à fé de integrantes de outros cultos”.


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BOLSONARO ACABA COM DEPARTAMENTO DE AIDS E REVOLTA ORGANIZAÇÕES E EX-MINISTRO DA SAÚDE Brasil é reconhecido mundialmente por políticas de combate ao vírus HIV, mas o governo rebaixou o departamento e o inseriu em outro setor Publicado por Rodrigo Gomes, Da RBA

São Paulo – O rebaixamento do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para parte de um setor mais amplo chamado Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, feito pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), revoltou ativistas, pessoas que vivem com a doença e o ex-ministro da Saúde e atual deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP). O parlamentar avalia que essa mudança é muito grave, pois o setor perde em autonomia para a execução de políticas. E a retirada do termo AIDS do nome é uma forma de “tentar colocar no esquecimento algo grave, que é a epidemia do vírus, existente no Brasil e no mundo”. Padilha ressaltou que o governo está acabando com uma política que é referência internacional em saúde pública, construída ao longo dos últimos 20 anos e fortalecida pelos governos petistas. “O trabalho de prevenção ao vírus ultrapassou vários governos e foi fortemente aprimorada por Lula e Dilma. Em 2013, por exemplo, o Brasil voltou à vanguarda mundial na resposta à AIDS ao adotar a estratégia de ampliar o acesso ao trata-

Reprodução Internet

mento da forma mais rápida possível. Isso fez com que pudéssemos reduzir o número de mortes causadas pelo vírus”, relembra. Dados do Ministério da Saúde mostram a taxa de mortalidade pela infecção teve queda de 16,5% entre 2014 e 2017. O Movimento Nacional de Luta Contra a AIDS destacou que o governo agiu de forma “perversa”, não tendo informado qualquer proposta de alteração nas reuniões da Comissão Nacional de IST, HIV/ Aids e Hepatites Virais

(CNAIDS) e da Comissão Nacional de Articulação com Movimentos Sociais (CAMS), ocorridas há um mês. “Não se trata apenas de uma questão de nomenclatura: é o fim do Programa Brasileiro de AIDS. O governo, na prática, extingue de maneira inaceitável e irresponsável um dos programas de AIDS mais importantes do mundo, que foi, durante décadas referência internacional na luta contra a Aids”, diz o movimento. Bolsonaro nunca escondeu uma visão precon-

ceituosa sobre pessoas vivendo com HIV. Em entrevista ao programa Custe o Que Custar (CQC), em 2010, Bolsonaro declarou que a infecção é problema de quem vive com a doença. “A pessoa não pode ficar aí na vida mundana e depois querer cobrar do poder público um tratamento que é caro nessa área aí. Se não se cuidou, o problema é dele”, afirmou. Na prática, as políticas de enfrentamento da doença passam a ser elaboradas conjuntamente e dividindo recursos

com ações contra a Tuberculose e a Hanseníase. A medida foi oficializada pelo Decreto 9.795, de 17 de Maio de 2019. As organizações ressaltam que a AIDS ainda “mata cerca de 12 mil pessoas por ano e que, longe de estar controlada, continua crescendo, especialmente entre populações pobres e estigmatizadas, já tradicionalmente excluídas e que com este ato se tornam mais invisíveis e desrespeitadas”. Vanessa Campos, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas avaliou que o objetivo do governo é tornar a invisível tanto a AIDS quanto suas demandas específicas. “Isso já vem sendo feito na prática com a campanha de prevenção no Carnaval que focou em homens cis héteros. Além disso, com a incorporação da hanseníase na pasta, também divide-se a atenção com esta outra especificidade que já não recebe o enfoque necessário há anos. Resta a pergunta: e a implementação de recursos financeiros para tudo isso, como fica? A AIDS não é prioridade para este governo”, afirmou, à Agência de Notícias da AIDS.


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ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

Reprodução

Kalunga Segundo a visão dos Ovimbundu Kalunga significa etimologicamente “AQUELE QUE POR EXCELÊNCIA, REÚNE”. Em diversas línguas Bantu, significa também, o MAR, o OCEANO, o INFINITO: Kalunga walonga nda Kalunga - o mar é tão profundo/ longo como a morte; okwenda k´okalunga - o rei do mundo subterrâneo ou o que atrai a chuva. Kalunga encerra um significado real de GRANDEZA, IMENSIDÃO, INFINITO. Kalunga pode ser ou é usado como SAUDAÇÃO A UMA GRANDE INDIVIDUALIDADE (Rei, Presidente, Governador, Administrador, Sekulu, Osoma etc.): Kalunga a Sekulo yowele; kalunga a chime cholondugue ale sekulo ya Matatalaleka, upopeli suke chamala nganga. Kalunga pode ser atribuído a uma pessoa GERADORA DE VIDA: Kalunga a ndjali okola…, ove watchita Osoma. Kalunga é uma MÃE SAGRADA, é ela quem deu à luz o Rei do Universo. Pode também significar MORTE, ou seja, o silêncio da morte ou sono da morte como fenômeno incompreensível aos olhos humanos devido a esse ente querido que repousa e caminha para a transcendência ou para o mundo invisível:

Walter Nkosi

MiniSTRA CuRSO DA TRADIÇÃO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

wanda k´oly´ etu. A expressão pode designar alguém que foi ao outro lado da vida, aquele foi conviver com os mais velhos, foi para a nossa morada ou aquele que foi para o lugar onde um dia chegaremos. Kalunga traduz também a ideia de “mar” “(tchalungwa); é algo INTRANSPONÍVEL, ABISMAL, MEDONHO, aquilo perante o qual todos se espantam. Kalunga tem sentido de alunga (coisas separadas). Então, a morte (Kalunga) é um acontecimento que separa duas realidades: o mundo visível e o invisível. O termo é também um teónimo: “Kalunga é “DEUS”, walungwa, é admirado, porque é incomensurável” Mulago (1973:94). *Segundo as regas da grafia da língua Umbundu, o topónimo ou Mitopónimo deve ser escrito Kalunga e não “Calunga”. Pois, e como foi referido acima, o grafema ̸C̸ temsempre o valor de [tʃ] e o ̸K̸ de [c] de casa, caça, em Português. Fonte: HARMONIZAÇÃO DA GRAFIA TOPONÍMICA DO MUNICÍPIO DE BENGUELA. BERNARDO KESSONGO MENEZES. Dissertação de Mestrado em Terminologia e Gestão da Informação de Especialidade.

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TRAFICANTES DÃO ORDEM PARA FECHAR TERREIROS NA BAIXADA FLUMINENSE-RJ www.agoranoticiasbrasil.com.br

Último caso aconteceu na semana passada em Duque de Caxias, quando um criminoso exigiu o fechamento de vários terreiros na região. Comissão estima que em todo o estado cerca de 100 terreiros tenham recebido ameaças. Os casos de intolerância religiosa têm aumentado no Rio de Janeiro e traficantes estão impedindo terreiros de umbanda e candomblé de funcionar. O último caso aconteceu na semana passada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, quando um criminoso ordenou o fechamento de vários terreiros. Relatos de testemunhas à polícia mostram que houve uma ação coordenada pra fechar terreiros na região, especialmente no Jardim Gramacho e arredores. Investigadores dizem que a Baixada concentra boa parte das ameaças registradas esse ano. “Ninguém é maluco de peitar, foram 15 barracões, 15 babalorixás de nome, de respeito, que não vão poder mais ser cidadãos”, disse uma das testemunhas. Uma outra pessoa diz que os barracões foram obrigados a fechar: “Está proibido. Não se toca mais o candomblé, não se toca mais a umbanda”. A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio divulgou o número de casos deste ano: são 20 em Duque de Caxias e 15 em Nova Iguaçu, na Baixada, 10 em São Gonçalo e 15 em Campos, no Norte do estado. Os outros 40 terreiros se-

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riam no Rio, segundo estimativa da comissão. Na Cidade do Rio, a comissão disse que a maior preocupação é com os terreiros localizados na Zona Norte, principalmente em Colégio e em Irajá, e com os terreiros na Zona Oeste em Inhoaíba, Santa Cruz, Cosmos e Senador Camará. Diante do aumento dos casos de intolerância religiosa e de ameaças aos terreiros, o Ministério Público Federal em São João de Meriti, responsável por toda a Baixada, abriu um inquérito civil sobre o assunto. “O Ministério Público pretende levar isso aos órgãos do Estado, ao governador, a presidência da Alerj, ao Ministério Público do Estado e garantir que esse caso seja realmente investigado”, disse Júlio Araújo, procurador da República. Para a polícia, os casos ocorrem em áreas dominadas por uma mesma facção. As investigações são da Decradi, delegacia criada no ano passado para combater os crimes de intolerância. O delegado confirma as investigações em Nova Iguaçu, mas diz que nenhuma das vítimas de Caxias foi até a delegacia para comunicar a onda de ameaças da semana passada. Enquanto a polícia espera, as vítimas continuam cercadas pelo medo e pela violência. “Não tem respeito por ninguém, não tem respeito por nada. A gente tem que acatar. Ou acata ou a gente morre”, disse uma das vítimas.


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Prefeitura de Salvador divulga calendário de oficinas do Plano de Turismo Étnico-Afro www.comunicacao.salvador.ba.gov.br

CASA DO BENIN RECEBEU EXPOSIÇÃO E DOCUMENTÁRIO SOBRE CANDOMBLÉ NESTA SEXTA comunicacao.salvador.ba.gov.br A Casa do Benin, no Pelourinho, recebeu na sexta-feira (24), às 18h, a exibição do documentário e abertura da exposição “Candomblé - um Legado Africano”. Na sequência, haverá um bate-papo com o idealizador do projeto, Baba Leo; o presidente do Pérola Negra Afro Centro e coordenador-geral do Instituto Denegrir Brasil, Jorge Eumawilyê Santos; e o ativista e militante dos Direitos Civis e do Movimento Negro Brasileiro, Ogã Suspenso. O evento é gratuito e aberto ao público. “Candomblé - um Legado Africano” é um documentário totalmente gravado no Brasil, especificamente no terreiro de candomblé Igbá Asé Ominolá (Casa das Águas da Prosperidade), aberta em 2010 em Fortaleza (CE). A história tem como base a vivência do babalorixá Leonar-

Divulgação – Casa do Benin do Ty Osun, nordestino, brasileiro e adepto da religião de matriz africana. O pai de santo relata a própria trajetória, os desafios de liderar um templo de matriz africana no Brasil e de manter vivas as raízes afro-descendentes em meio a tanto preconceito e intolerância. Produzido pela Universidade Católica de Lille, na França, o longa tem autoria e criação do pai de santo Baba Leo. A obra faz parte de uma trilogia produzida pelos diretores Erika & Bernardo Thomás, que revela a importância social, cultural e etnológica desse legado para o povo brasileiro. O objetivo do documentário é explicar os fundamentos da religião, além de apresentar formas de resistência, mostrando o hino à natureza e à vida como um legado africano.

Entre terça e quinta (23) de maio, a Prefeitura de Salvador, realizou a rodada de Oficinas Participativas do Plano de Ação para Desenvolvimento do Turismo Étnico-Afro de Salvador. Cinco reuniões serão promovidas para debater sobre produtos e serviços turísticos da capital baiana. Sob condução da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), técnicos do Consórcio Cria Rumo Arandas e do Executivo municipal irão ouvir e debater proposições de novos serviços que aproveitem o potencial da cultura da cidade. Na terça-feira (21), os encontros foram promovidos no Pelourinho – na sede do Olodum, a partir das 8h30 - e na Liberdade (no Shopping da Liberdade, às 14h). Na quarta (22), as reuniões foram no Rio Vermelho, no Dendê Gastronomia, às 8h30; e em Itapuã, na Casa da Música, às 14h. Já na quarta-feira (23), a oficina foi promovida no Curuzu, na sede do Ilê Aiyê, às 08:30h. Os locais escolhidos para a realização das oficinas seguem a área de mapeamento turístico do Programa Nacional de Desenvolvimento Turístico (Prodetur Salvador) – Centro Antigo, Orla do Rio Vermelho e Orla Costa Atlântica Norte. No entanto, empreendedores e agentes do turismo étnico-afro das áreas do entorno destes locais também foram convidados a participar das oficinas. Segundo o gestor da Secult, Claudio Tinoco, este Plano visa fortalecer a participação da população de ascendência afro de Salvador nos resultados econômicos da atividade turística, através do aumento de emprego e renda para este segmento da população, em

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especial as mulheres afrodescendentes. Além de criar mais oportunidades para o empreendedorismo e o emprego formal. “A partir desses encontros, ouvindo os agentes deste seguimento, vamos desenvolver um conjunto de soluções para o desenvolvimento do turismo Étnico-Afro para a capital baiana. A participação de cada um é importantíssima para a elaboração do nosso diagnóstico e, consequentemente, do plano de ação”, completa Tinoco. Mapeamento – Em paralelo a essas oficinas, uma equipe do Consórcio, que tem mapeado empreendimentos liderados por afrodescendentes no setor de turismo em Salvador, realizará entrevistas com os agentes já detectados. O objetivo é traçar o perfil e o potencial econômico de cada um destes para compor o diagnóstico do Plano de Ação.


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Sonhos & Simpatias Reprodução

SONHOS

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Em geral, o que significa sonhar com cebola? Cebolas trazem uma reflexão para representar as camadas que você precisa passar para encontrar a fonte de um problema ou questão. Elas podem representar o que você precisa descascar em si mesmo para encontrar a rota de seus comportamentos e pensamentos.

cidade. Pode significar que você deve se preparar para algum momento difícil na sua vida. Normalmente não representa algo que deva gerar grandes preocupações. Sonhar com enchente fora de casa Nossa casa é a nossa grande fortaleza, o local onde nos sentimos bem. Quando você se depara com uma enchente e não está na sua casa, poderá indicar desproteção. O caminho é entender as razões que fazem com que você se sinta frágil e inseguro e tentar combatê-las.

Outra sugestão é que você precisa para limpar-se de algo ruim em sua vida, a fim de começar de novo. Isto pode ser uma pessoa, um comportamento ou um hábito, por exemplo, mas você precisa se livrar de tudo para continuar sua caminhada sem problemas e resquícios ruins espirituais. A interpretação de sonhar com enchente O real significado de sonhar com enchente deverá variar dependendo dos detalhes e da situação vivenciada. Tudo ficará mais nítido quando

você identificar outros detalhes. Por isso, listamos a seguir os casos mais comuns de sonhos com enchentes. Observe se algum deles se parece com o que você andou sonhando.

Sonhar com enchente e com lama Uma das imagens mais comuns sobre as enchentes é a presença da lama que se mistura com a água e invade a

SIMPATIAS Conheça 3 simpatias para pagar dívidas e saia do vermelho Imprevistos como a perda de um emprego, a quebra de uma ferramenta importante para o seu trabalho ou um defeito no carro nos levam a gastos inesperados. Sem organização, esses gastos podem virar uma bola de neve e nos levar a grandes dívidas. Nessas horas, vale usar toda sua fé e recorrer a simpatia para pagar dívidas. Para te ajudar nesse momento de desespero, trouxemos 5 simpatias simples que irão iluminar sua inteligência, lhe mostrar o caminho e até mesmo atrair mais dinheiro para a sua vida. 1) Simpatia para pagar dívida urgente ingredientes 1 folha de papel branco; 1 envelope (de qualquer cor). Como fazer: Escreva tudo o que você

Sonhar que socorre pessoas em uma enchente Caso o seu sonho tenha envolvido o resgate de pessoas, fique contente, pois o significado é de sorte. Essa é a representação do inconsciente sobre algumas boas ações e que você deverá colher recompensas em função desse comportamento positivo.

www.significadodossonhos.inf.br deve em uma folha de papel branca sem pauta. Detalhe tudo, todos os credores, desde cartões de crédito, empréstimos e pessoas, e todos os valores. Dobre esse papel e coloque dentro do envelope. Escreva por fora do envelope a seguinte mensagem: “A luz branca que emana do Senhor me ajude a pagar minha dívidas.” Guarde o envelope em um cantinho de oração. Durante 7 dias, reze a oração abaixo à Santa Edwiges, protetora dos pobres e dos endividados. “Ó, Santa Edwiges! Vós que na Terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes. Suplicante te peço que sejais minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente necessito: (faça o seu pedido específico). Alcan-

çai-me também a suprema graça da salvação eterna. Santa Edwiges, rogai por nós! Amém!” Assim que começar a quitar as primeiras dívidas, as risque do papel e agradeça com muita gratidão à luz branca do Senhor! 2) Simpatia para pagar dívidas atrasadas ingredientes 1 vela triangular verde; 1 caneta; 1 papel branco; Azeite de oliva. Como fazer: Em uma sexta-feira, anote em um papel todas as suas dívidas detalhadamente. Na sequência, acenda a vela triangular verde. Coloque esse papel embaixo da vela. Por fim, regue a vela com azeite de oliva.

3) Simpatia para saldar dívidas ingredientes 1 imagem pequena de Santa Edwiges (pode ser um santinho de papel); 3 notas de papel de qualquer valor; 3 moedas de qualquer valor; 1 vela de sete dias amarela. Como fazer: Embrulhe as três moedas nas três notas de papel. Em seguida, coloque esse embrulho perto da imagem de Santa Edwiges. Acenda a vela de sete dias e medite sobre o valor que você precisa para quitar todas as suas dívidas. Deixe a vela queimar até o fim. Quando a vela terminar de queimar, leve o embrulho a uma igreja. Coloque as moedas na caixa da coleta e reze um Pai Nosso e uma Ave Maria. As três notas você deve dar ao primeiro mendigo que cruzar o seu caminho.


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DUDA CIGANO BICAMPEÃO DO PRêMIO ATABAQUE DE OURO 2018 - CuRiMBA iulA

Rádio Web Batuqueiros da Luz homenageará a Escola Aldeia de Caboclos O evento será no dia 14 de julho na quadra da Nenê da Vila Matilde e a direção é de William de Oliveira. A Escola de Curimba e Arte Aldeia de Caboclos este ano completa 20 anos de fundação. O evendo realizado pela rádio Web Batuqueiros da Luz é um dos mais tradicionais de São Paulo do movimento dos festivais, completando sete anos. José Carlos d`Oxóssi estará presente dando um show, dentre outros convidados. Parabéns aos idealizadores, temos certeza do sucesso de sempre. Maiores informações no fone: 11- 95915-8323

MARCELO VARANDA RETORNA COM VITÓRIA AOS FESTIVAIS O grande intérprete e compositor Marcelo varanda, retorna em grande estilo aos festivais de curimba. não poderia ser diferente, o intérprete retornou no festival José Carlos de Oxóssi , realizado no último mês no Boêmios de irajá no Rio. Apresentando duas cantigas foi homenageando os pretos velhos que de o título de campeão. Com o título o grande campeão garante a vaga ara o prêmio Atabaque de Ouro, o qual o veterano já ganhou diversas premiações, mas nunca como campeões dos campeões. Será com certeza um forte candidato. parabéns!

Irmandade Umbanda Luz de Aruanda Promove festa Cigana em Duque de Caxias Idealizado por José Carlos Mello, juntamente com o Barô, Cigano Ramiro. O evento foi realizado no dia 25 de maio no Clube Caxiense em Duque de Caxias, baixada fluminense. Foi o primeiro deste porte que com certeza o sucesso, receptividade da comunidade mostra razões de sobre de seguir com este projeto importante de difusão e divulgação da cultura cigana tão deturpada por leigos. Um grupo de expositores ilustraram a festa com

Tata Luiz Eduardo estreia programa na Rádio Metropolitana Tata Luiz Eduardo, dirigente da Centelha Divina, casa de Umbanda, estreou, no último dia 13 de junho seu programa de rádio, na 1090 AM, rádio Metropolitana. O programa também terá live para os internautas. “A ideia é ter mais um canal de divulgação da doutrina umbandista, debater temas e assuntos relevantes de nossas tradições”, declara o novo programador. Então agora temos mais um canal de divulgação, nossas tradições agradecem! Todas as quintas feiras à partir das 21h. Não Percam!

10° Festival de Curimba Aldeia de Caboclos “um grito de liberdade”, já tem data marcada em São Paulo

artes que encantou os convidados. Dança, bom papo e boa energia não faltou na festa que deixou gostinho de quero mais. Aminthurá!!! Otpcha !!! Arriba

A Escola de Curimba e Arte Aldeia de Caboclos, este ano celebrará seus 20 anos também na sua décima edição do festival Um Grito de Liberdade. O evento já tem data marcada e será no Clube Juventus (Salão Nobre), no dia 15/09/2019, com abertura dos portões as 12h. O evento é um dos mais tradicionais de São Paulo no movimento dos festivais campeão de público e tem sido considerado o melhor festival do Brasil pelo Prêmio Atabaque de Ouro. Os ingressos já estão à venda no site: https://festivaldecurimba.eventbrite.com.br/


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59 ANOS DE INICIAÇÃO DE BARCO DO AXÉ OXUMARÊ, RELEMBRAM COM SAUDADES DE IYÁ WALQUÍRIA D`OXUM Marcelo Fritz

ASSOCIAÇÃO DE BAIANAS FAZ PARCERIA COM VIGILÂNCIA SANITÁRIA Divulgação

No dia 14 de maio realizou-se em parceria resgatada com ABAM Rio, o curso de manipulação de alimentos oferecido pela vigilância sanitária com 48 baianas e baianos de acarajé atuantes no ofício fazendo eventos ou traba-

lhando com o tabuleiro na ruas do Rio de Janeiro. O curso teve aproximadamente 4h e o assunto era manipular alimentos, cuidados com alimentação na rua etc... Para Rosa Perdigão a nova coordenadora da ABAM-RJ, o curso foi importante, embora algumas baianas já tives-

Reprodução facebook

Centenas de comentários em postagem na página do Axé Oxumarê, parabenizavam as irmãs: Ana d`Ogun, Elza d`Oxóssi, Beth de Oxalá e da saudosa Mãe Walquíria de Oxum, que faleceu na madrugada de uma quinta-feira (21), de fevereiro, Walquíria Duarte de Oliveira, 76 anos, umas das mais antigas filhas do Terreiro de Oxumarê. Conhecida no candomblé como Mãe Walquiria de Oxum, ela estava interna-

da no Hospital Português e não resistiu após complicações em uma cirurgia de hérnia de disco, que inflamou seus pulmões. Em 24 de maio de 1960 este barco era iniciado e na daque que comemoram 59 anos, uma saudade de filhos e amigos que enviaram mensagens carinhosas ao axé e suas irmãs. 24 de maio de 1960 irmãs de barco: Elza de Oxóssi, Walquíria de Oxum e Beth de Oxalá.

sem passado pelo mesmo, mas há sempre mudanças na legislação e não custa nada aperfeiçoar as práticas do saber.”Algumas novas turmas irão se formar, para que as baianas se beneficiem deste serviço importante”. Declarou a coordenadora. Contato: 21 972744811.

Terreiro de candomblé, em Madureira, é atacado pela segunda vez em quatro meses www.bancadenoticias.com

O terreiro de candomblé Ase Olode Ala Orum, em Madureira, foi o mais recente alvo de ataque motivado por intolerância religiosa. Na madrugada deste sábado, o local teve as telhas de seu muro arrancadas e dois porrões de barro, que ficavam acima do portão, totalmente destruídos. O pai de santo Paulo César de Albuquerque, responsável pelo templo, diz que não tem informações

Reprodução Internet

sobre os autores da ação. Acordei e vi o estrago feito. Agora estou pensando no que fazer para reforçar a segurança. Se boto um cachorro ou câmeras. Qualquer dia vamos ter que voltar a tocar no mato porque em nossos barracões não podemos mais. A intolerância religiosa está num nível nunca antes visto lamenta. Nos seus 19 anos de existência, esse é o segundo ataque que o terrei-

ro sofre em apenas quatro meses. Na primeira vez conseguiram forçar o portão e entrar no barracão. Todas as imagens foram destruídas. Fica uma insegurança, com certeza. Temos que entregar na mão de Deus e dos orixás. Podem quebrar tudo, menos a nossa fé e a nossa força afirma o pai de santo, que não registrou queixa por temer represálias.

Pai de santo, que não registrou queixa por temer represálias


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ÁRvORE DA

Lembrança

JOÃO COSTA BATISTA Pesquisador de cultura e tradições afro jc.batista2010@gmail.com

José Flávio Pessoa de Barros Para não esquecer: Faleceu no dia 30 de maio de 2011, o carioca José Flávio Pessoa de Barros. Foi um professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, escritor e babalorixá brasileiro. Autor de diversos livros sobre a religiosidade de matriz africana, Especialidades: Antropologia das Religiões, Religiões Afro-Brasileiras, Etnobotânica. Graduado em Direito, pela Universidade Cândido Mendes; Graduado em Ciências Físicas e Biológicas, pela Universidade Gama Filho; Especializou-se em Antropologia Biológica e Arqueologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Doutorado em Antropologia, pela Universidade de São

Reprodução Internet

Paulo, e Pós-doutorado, pela Universidade de Paris. José Flávio foi Diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Diretor do Centro de Ciências Sociais da UERJ. Criador do Programa de Estudos dos Povos Afro e Afro Americanos – PROAFRO e do Programa de Estudos e Pesquisa da Religião – PROEPER, na UERJ. É autor da tese “Ewe o osanyin: sistema de classificação de vegetais nas casas de Santo Jeje-Nagô de Salvador, Bahia, abordando a classificação das espécies vegetais e as cantigas a eles diretamente relacionados, que foram reproduzidos, gravados e transcritos na linguagem própria do culto, o Yorubá. Pessoa de Barros faleceu, aos 66 anos.

Raoni vai à Europa denunciar ameaças à Amazônia ao papa e a Macron Líder indígena fará alerta contra avanço de madeireiros e do agronegócio na reserva do Xingú e arrecadará fundos para defesa de comunidades /veja.abril.com.br

Evaristo Sá/AFP/VEJA

O líder indígena Raoni foi a Paris no domingo, 12, para dar início a um périplo de três semanas pela Europa para alertar sobre as crescentes ameaças à Amazônia. Sua agenda inclui reuniões com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o Papa Francisco, no Vatican, segundo a Foret Vierge, organização que Raoni preside de forma honorária.

Pertencente à etnia Kayapó, o cacique Raoni Metuktire aproveitará a visibilidade internacional para tentar arrecadar um milhão de euros a serem destinados à proteção da reserva indígena do Xingu. Localizada na Amazônia, a reserva abriga vários povos indígenas e está ameaçada pelo avanço de madeireiros e do agronegócio.

Cacique Raoni Metuktire, presidente honorário da Foret Vierge: drones para proteger o Xingú

Raoni, cuja luta pela defesa da Amazônia brasileira foi apoiada internacio-

nalmente por figuras como o cantor Sting, viaja acompanhado por outros três lí-

deres indígenas que vivem no Xingu. O grupo deverá se encontrar também com o ministro francês do Meio Ambiente, François de Rugy, e com autoridades da Bélgica, Suíça, Luxemburgo, Mônaco e Itália. A jornada de Raoni na Europa ocorre em meio a tensões devido ao aumento das ameaças à Amazônia por parte dos setores de mineração, madeira e agricultura, que encontraram um aliado no presidente Jair Bolsonaro, que já manifestou apoio à exploração econômica de áreas protegidas.


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