Skip to main content

Jornal Icapra 116

Page 1

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ICAPRA

pg. 1

jornal

ICAPRA

ANO 14 | n° 116 | 2019

Livro de

José Beniste,

vai contar a História dos Candomblés do Rio de Janeiro

Págs. 6 e 7

Terreiro do Gantois ganha centro comunitário com nome de Mãe Carmem

Bita do Barão: veja a repercussão da morte do pai de Santo do Maranhão

8º Festival de Òsùn em Itaguaí, reúne adeptos dos Cultos Afros

Pág. 5

Pág. 14

Págs. 12 e 13


ICAPRA

pg. 2


ICAPRA

pg. 3


ICAPRA

s flagelos destruidores que afligem os seres humanos poderiam ser evitados? Em pleno século vinte e um, diante de tanta tecnologia, estamos vivenciando fatos como; soterramentos de pessoas, através dos rompimentos das barragens, e também através dos desabamentos de encostas. Os flagelos resultam da providencia Divina, ou da imprevidência de certos seres humanos? Poderia as ações tecnológica, auxiliar na prevenção dos flagelos destruidores, a fim de que viessem satisfazer as necessidades básicas perante a sociedade? Existem varias linhas de flagelos destruidores? “Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produções da terra. Não tem, porém, o homem en-

pg. 4 almirespirita@gmail.com

Reprodução da Internet

O

OS FLAGELOS DESTRUIDORES UMA ANÁLISE À LUZ DO ESPIRITISMO contrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Que não fará, portanto,

o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando, aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os

seus semelhantes?”– Allan Kardec. (nota da Questão, de número, 741, do Livro dos Espíritos. 18 de Abril de 1857.) Saúde, paz e amor a todos, nesta caminhada Terrena ao encontro do nosso mestre Jesus o Cristo!

Expediente Jornal ICAPRA Editor Responsável: Marcelo Fritz Registro MTB: 30754-RJ Edição: Marcelo Fritz Diagramadora: Viviana Assunção Colaboradores: José Beniste / Almir O. de Souza / Walter Nkosi / Pai Marcio d’Jagun Endereço: Av. Presidente Kennedy, 335

Olá Leitores! Nesta edição falamos sobre uma das obras mais importantes sobre os candomblés do Rio de Janeiro, o autor José Beniste, dá uma pincelada mais ou menos do que vai abordar no livro que terá em torno de 500 páginas, o Centro Comunitário do Gantois, o falecimento de um dos zeladores de grande fama no Maranhão, a Inauguração em Salvador das Estátuas de Oxóssi e de Mãe Stella, O 8º Festival de Òsùn em Itaguaí, dentre matérias distribuídas entre colunistas e notícias de nossas tradições. Poema, Árvore da Lembrança, reverenciando um ancestral de valor e muito mais. Boa Leitura!

Coelho da Rocha – São João de Meriti – RJ

Boa Leitura!

Tel: 21-2663-5815 / zap: 21-9 7032-9289 email: icapra.geral@gmail.com

Marcelo Fritz – Editor Responsável


ICAPRA

pg. 5

SalvaDoR

TERREIRO DO GANTOIS GANHA CENTRO COMUNITÁRIO COM NOME DE MÃE CARMEN Correio24horas.com.br - Por Vinícius Harfush*

Max Haack/Secom

Aos 90 anos, ialorixá se emocionou e definiu o momento como “um desejo realizado” A comemoração pelos 470 anos de Salvador foi muito além das programações culturais promovidas pelo Festival da Cidade. Nesta sexta-feira (29), o prefeito ACM Neto visitou diversos bairros da cidade e participou de entregas de obras e projetos, marcadas justamente para a data comemorativa. E, com certeza, felicidade era o sentimento de quem viveme visita o Terreiro do Gantois, no bairro da Federação. No espaço centenário foi inaugurado ontem à tarde, oficialmente, o Centro Comunitário Mãe Carmen, durante uma cerimônia realizada no próprio terreiro. O prefeito ACM Neto estava no local acompanhado do vice-prefeito Bruno Reis e de parceiros responsáveis pela obra. Com um investimento de R$ 886.308,16, o Centro Comunitário será o responsável por ampliar as atuações do terreiro de candomblé na comunidade em que se localiza, além de atrair ainda mais visitantes para o local. O espaço tem um salão com capacidade para 50 pessoas no an-

O prefeito discursou durante a cerimônia de entrega

O prefeito estava acompanhado do vice Bruno Reis durante a entrega

O espaço foi inaugurado nessa sexta-feira (29)

ACM Neto e Mãe Carmem na inauguração

dar térreo, uma sala para cursos e uma sala para percussão. Também foram construídos um espaço de leitura e um consultório médico. Segundo o prefeito, a obra chega em um momento mais que oportuno, afinal homenageia não só a instituição, mas também a Mãe Carmem, que aos 90 anos se tornou uma figura marcante para a história de Salvador e do candomblé. “A história de Salvador se confunde com a história dessa Casa. O Gantois teve um papel determinante para a natureza do nosso povo, da nossa cidade. E a home-

nagem não podia ser outra que não fosse dar a esse centro o nome desta grande mulher, líder dessa fonte de inspiração que é Mãe Carmem”, comentou o prefeito. A Ialorixá do terreiro definiu o momento como “um grande desejo realizado”. Desde 2002 à frente da casa, Mãe Carmem reforçou que os benefícios da inauguração do espaço em sua homenagem vão muito além dos novos serviços prestados para a população do bairro: “É um presente para o soteropolitano. Estou felicíssima de poder oferecer isso para os vizinhos, para quem frequenta, para todos de fora que queiram procurar”, disse Mãe Carmen. *Com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier


ICAPRA

pg. 6

José Beniste Marcelo Fritz

Até os anos 50, havia uma carência de estudos sérios sobre o assunto, ou seja, uma visão mais de dentro dos acontecimentos dos Terreiros. Alguns faziam suas observações de fora para dentro, o que o tempo provou que nunca daria certo, por ser o Candomblé uma religião que para ser entendida, teria que ser exercida. E mais, eram escritos numa linguagem para intelectuais, o que motivou a Iyalorixá Ominadarewa dizer em uma palestra, que o povo não é intelectual, e gosta de ler coisas escritas na lingua deles.

LIVRO DE JOSÉ BENISTE, CONTARÁ A HISTÓRIA DOS CANDOMBLÉS DO RIO DE JANEIRO. ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E LUTA


ICAPRA

pg. 7

Uma importante transformação viria ocorrer quando novos cientistas passaram a se interessar pelos estudos afros, sem se deixarem influenciar por concepções pessoais oriundas de sua formação acadêmica e seus conceitos religiosos. Os estudos se fortaleceram, fazendo surgir a real função do Candomblé, devolver ao elemento africano sua noção de família, pois no espaço dos Terreiros a identidade familiar foi recuperada, tendo nas mães e pais de santo suas figuras centrais. Assim como os quilombos, os Terreiros vieram a ser espaços de resistência e luta. Diante do que havia sido escrito até então, podemos citar Verger que se equipou com armas e bagagens e iniciou uma série de investigações, nos redutos de origens, colocando por terra muita coisa que havia sido aceita como verdades absolutas. O imprtante de sua iniciativa, foi o de integrar-se ao Candomblé através de ritos de borí e lavagem de contas, para formalizar sua identidade afro-brasileira e suas pesquisas serem as mais rigorosas possíveis. Os fatos que já eram conhecidos erroneamente passaram a ser mais bem compreendidos. Novos autores passaram a tomar cuidado para não cometer os enganos que observadores apressados costumam cometer, pois pensam que estão vendo bem

quando veem apenas a superfície. É preciso ter paciência no olhar. Principalmente, ter cautela para não construir teses, que se revelam, sem fundamento. auToRES REliGioSoS Outros futuros autores seriam, em sua maioria gente do meio, ogans e zeladores-de-santo, que teriam o mérito de conhecer a parte de dentro dos Candomblés. Além de ser estudado, passou a ser revisto em sua simbologia, com sua arte redesenhada, e extremamente detalhada através de artistas plásticos, revelando a verdadeira arte religiosa afro-brasileira. No dizer das Iyalorixás, tudo ficou mais color-

ido com alteração no modo de vestir as roupas do Candomblé, tanto no aspecto pessoal, como no uso pelas divindades. Elas sofreram uma atualização a partir dos anos 50 e Joãozinho da Goméia, certamente, tenha sido o seu maior incentivador. O traje feminino, marca mais destacada do Candomblé e denominado de baiana, foi definido como vestimenta oficial a partir do século 19, veio a ser mais bem apresentado com bordados elaborados, paetês e outros tipos de brilho. BuSCa DE SuaS oRiGENS Outro fato que vem merecendo atenção é a retomada de valores próprios de pes-

Em Edição Final

A História dos Candomblés do Rio de Janeiro lançamento previsto mês de Maio/Junho

livRoS DiRETo CoM o auToR: (21) 2437-4833

soas interessadas na historia de seus Axés, buscando suas autênticas origens. São formas religiosas esquecidas pelos primeiros estudiosos que concentraram seus estudos somente na cultura yorubá. Isto prejudicou bastante essas lembranças, a ponto de buscarem ritos similares e os integrarem em seu modelo religioso. O nagô-vodun é um dos exemplos. Essa busca se acentua a partir da denominação dada às comunidades. Na denominação de antigos Terreiros, podem ser observados nomes de santos católicos na denominação do grupo. Assim era feito até os anos 50, quando houve liberação do registro dos Terreiros nas delegacias de policia. A partir daí foram complementados com palavras da dialética africana a que o grupo tinha sua origem. Buscavam assim uma autenticidade maior nas práticas religiosas revelando o interesse da nova geração que estava surgindo. Devemos lembrar que o Candomblé adotou uma prática de tolerância religiosa, sem questionamentos àqueles que a procuram. Há muitas pessoas que não são de Candomblé, mas que gostam de usar roupas brancas às sexta-feiras. Sentem-se bem com isto, e é o que importa.


ICAPRA

pg. 8


ICAPRA

pg. 9

AVENIDA MÃE STELLA DE OXÓSSI, EM SALVADOR, GANHA ESCULTURAS DA IALORIXÁ E DE OXÓSSI Obra do escultor Tatti Moreno é composta por duas esculturas confeccionadas em resina de poliéster e fibra de vidro. Inauguração foi na manhã desta terça-feira (9) Por G1 BA Cid Vaz/TV Bahia

Uma obra de arte composta por esculturas do orixá Oxóssi e de Mãe Stella, uma das principais ialorixás do país, que faleceu em 2018, foi inaugurada na manhã desta terça-feira (9), em Salvador. As esculturas foram instaladas no início da Avenida Mãe Stella de

Oxóssi, via que liga a Av. Paralela à orla do bairro de Stella Maris. Antes chamada de Alameda Praia do Flamengo, a Av. Mãe Stella de Oxóssi possui 3,2 km de extensão e 10,5m de largura e duas faixas. A escultura é uma homenagem à memória da mãe de santo, mulher, sacerdotisa e conhecedora dos cultos e tradições do candomblé. A obra, do escultor Tatti Moreno, é composta

por duas esculturas confeccionadas em resina de poliéster e fibra de vidro. O orixá Oxóssi tem 6,50 metros, quanto Mãe Stella de Oxóssi tem 2 metros. Oxóssi é um dos principais orixás do candomblé, ligado à natureza e responsável por prover as refeições de todos, além de ser um forte guerreiro e grande sábio. Oxóssi, que é caçador, carrega um arco e flecha.

O equipamento conta ainda com uma placa QR Code, que foi instalada pela Fundação Gregório de Mattos, em uma iniciativa do projeto #Reconectar. Com isso, a população poderá acessar informações do monumento ao aproximar um celular ou tablet com leitor para o código. Em seguida, um link se abre dando acesso à ficha com os dados e um resumo sobre os personagens retratados na obra.


ICAPRA

pg. 10


ICAPRA

pg. 11

AXÉ&VARIEDADES

BABÁ MARCELO FRITZ icapra.geral@gmail.com

21 97032-9289

Curta nossa página

/marcelofritzoficial

@MarceloFritzOficial

livro de alexandre Cumino em áudio

a iyalode Rosângela d` Yewá estreia programa na Rádio Metropolitana

Alexandre Cumino, noticiou em suas redes a parceria da Madras Editora e a Toca dos Livros, que em parceria estão disponibilizando em áudio os livros: ‘‘Órixá Exú’’, de Rubens Saraceni, “ A Umbanda e o Umbandista” de Alexandre Cumino. O melhor é grátis, é só conferir no endereço: HTTP://bit.ly/AUdFrag

A Iyalode Rosangela d` Yewá, traz informações sobre as tradições de matrizes africanas, bate papo, entrevistas e assuntos variados sobre nossa cultura, no programa “ A Diáspora Africana no Brasil”. O mesmo vai ao ar todos os domingos à partir das 19h, na rádio Metropolitana 1090 AM. Pai Torodê, Bàbáláwo Ifásayo, Egbomy Conceição Reis da INTECAB-SP, dentre outros ilustres convidados já marcaram presença no programa que só está começando. Vale a pena conferir!

Ato Solene no Centro Cultural São Paulo pelo dia de Ogun O Tata Walmir Damasceno esteve na solenidade na sala Adoniram Barbosa, Sendo homenageado pela Deputada Leci Brandão, em Ato Solene, espaço no Centro Cultural São Paulo. O Ato pelo dia de Ogun, reuniu adeptos, zeladores dos cultos afros, produtores e representantes do poder público no dia 26 de Abril.

Jornal divulga foto de anitta com seu Zelador

Num café da tarde o Prefeito Bruno Covas recebeu lideranças da Umbanda do estado de São Paulo, o encontro foi articulado pelo vereador Quito Formiga, Secretário João Jorge e Pai Engels de Xangô. Participaram do encontro: Associação Paulista de Umbanda – Pai Edson dos Anjos, Associação Umbandista e Espiri-

Uma matéria publicada pelo jornal Extra, quinta-feira (04/04), mostrou uma foto da cantora Anitta, tirada em julho de 2013, ao lado do pai de santo Sérgio Pina, durante uma visita da cantora ao terreiro de candomblé, situado na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Segundo a publicação, a cantora conheceu o local por indicação do pai, Mauro, e do irmão, Renan. Ainda de acordo com a matéria, Anitta faz visitas esporádicas ao terreiro, mas evitar anunciar para evitar curiosos.

REPRODUçãO INSTRAGRAM

Prefeito Bruno Covas de São Paulo, recebe lideranças Umbandistas

tualista do Estado de SP – Sandra Santos, Escola de Curimba e Arte Aldeia de Caboclos – Pai Engels de Xangô, Federação Umbandista do Grande ABC – Maria Aparecida Calamari, Federação Umbandista da Grande São Paulo – Mãe Nelza e Zuleide Baptista, Primado do Brasil – Primaz Maria Aparecida Naléssio, União de Tendas do Brasil – Ogan Juvenal e Pai Aguirre, União Regional Umbandista – Pai Cláudio Franco e Paulo César. Parabéns que seja de progresso e desenvolvimento para nossas tradições.


ICAPRA

pg. 12

Marcelo Fritz

O Ilê Asé N’Ibaim, fundado no dia 12 de dezembro de 1991, na cidade de Itaguaí, bairro Jardim Láia, pelo Babalorisá Elias d` Logun que em sua primeira visita a África em junho de 2006, quis trazer algo de lá. Na ocasião foi fazer sua iniciação em Ifá, em Abeokutá, uma viagem que durou 21 dias, neste período aproveitou a oportunidade e visitou Oyó, Ibadã, Ejigbô, Erinlé, dentre algumas visitas fascinante. Foi o primeiro ano que Babá Elias foi a África, na sua primeira visita o que mais fascinou o Babalorisá foi a naturalidade da cidade e originalidade, o mastro Opô Oranian, que é um mastro de 13 metros de altura, num material que não tem como identificar. “Na cidade Abeukutá tem uma pedra imensa, um culto de Obaluayê, muito impressionante, foram muitas coisas que me emocionaram e queria trazer algo, para compartilhar, algo para os nossos. O culto de Egungun é muito forte, sempre é reverenciado anteriormente de qualquer festival, sempre uma semana antes”. Declara o Sacerdote. o REToRNo a ÁFRiCa Babá Elias retornou a África por mais 5 vezes, totalizando seis idas. “Minhas viagens é para intercâmbio, conhecimentos, relações com culturas e estreitar relações, sempre busco algum evento o qual eu possa participar, conhecer e ampliar meus conhecimentos. Adoro fazer compras, coisas que normalmente ainda não tem aqui, ou são raras. A cada viajem sempre tenho alguma ponte, sou apresentado para o Obá da cidade, que me abre portas e fortaleço alianças. A cada ida, retorno ao Brasil com laços mais estreitados”. Quando Babá Elias vai, vai em grupo em torno de seis pessoas, algumas de lá e outras pessoas que vão para registrar, fotografar e filmar o que é permitido.

8º FESTIVAL DE ÒSÙN EM ITAGUAÍ, REÚNE ADEPTOS DOS CULTOS AFROS, REPRODUZINDO UM DOS MAIORES FESTIVAIS DE OSOGBO - NIGÉRIA


ICAPRA

pg. 13

o FESTival DE ÒSùN EM iTaGuaí é o úNiCo No BRaSil CoM ESSaS CaRaCTERíSTiCaS “O intercâmbio e participação de pessoas que contribuem para sua essência possa ser preservada o máximo. Todos os anos agendo e inicio diálogos com representantes de nosso país e de lá, visando ter a representatividade de ambos os lados fortalecendo esta integração. Eles adoram, ficam felizes com nossa valorização com a cultura e interesse de difundir. Normalmente lá são dezesseis dias, aqui reformulamos e fazemos em um dia, são muitos detalhes e coisas difícil de reproduzir, mas o presente que ocorre no último dia no rio que está sendo reverenciado todos esses dias, procuro manter a maior essência.”

REpRESENTaNTES DE vÁRioS ESTaDoS E DE ÁFRiCa MaRCaM pRESENça No FESTival “O oitavo Festival de Òsùn realizado pelo Asé N’Ibaim teve uma programação tradicional referente há todos os anos, iniciando com credenciamento de participantes no Asé, café da manhã e uma solenidade com convidados. Reverências são feitas há pessoas que tenham relevantes serviços prestados a nossa comunidade afro e sociedade em geral”. Uma carreata segue para Sítio onde será levado o presente ofertados para as águas, num ritual onde a Arugba Òsùn, que conduz o presente coberto com tecidos africanos dando pouca visibilidade aos presentes. Rezas e louvores são recitados pelos convidados e responsáveis por esta função, obís(frutos africanos) são partidos e oferecidos a todo momento em busca de uma comunicação com Òsùn. Em seguida um dia com programação intensa é feito para os convidados que festejam com alegrias. Babá Elias agradece a todos os presente que acompanham ao longos dos anos esta festividade que cresce a cada ano, num encontro de fé e união. Contatos com Babá Elias d`Logun: 21- 2688-8097


ICAPRA

pg. 14

BITA DO BARÃO: VEJA A REPERCUSSÃO DA MORTE DO PAI DE SANTO DO MARANHÃO

Por G1 MA — São Luís, MA Entidades e políticos se manifestaram sobre a morte do Pai de Santo, Bita do Barão, que faleceu na tarde desta quinta-feira (18) de Abril na UTI de um hospital particular de Teresina, no Piauí. Bita do Barão estava internado há 10 dias devido a uma infecção pulmonar, agravando para um problema renal e de pressão alta. De acordo com a família, ele aguardava liberação médica para ser transferido para uma UTI móvel na casa dele, em Codó, localizado a 290 km de São Luís. A morte do líder umbandista maranhense repercutiu bastante no estado. Entidades, órgãos governamentais e políticos emitiram notas de pesar sobre o falecimento de Bita do Barão. CoNFiRa a REpERCuSSão: A Federação de Umbanda e Culto Afro-Brasileiro do Maranhão (FUCABMA) lamentou profundamente a passagem para o plano espiritual, afirmando que Bita do Barão teve uma esplendorosa trajetória espiritual no plano terrestre. Por fim, a nota assinada pelo presidente Biné Gomes, ex-

Fotos arquivo pessoal / Tenda Mestre Bita Do Barão

Autoridades e entidades se manifestaram sobre a morte do líder religioso, que faleceu na quinta-feira (18). Bita do Barão é considerado um dos maiores líderes umbandistas do Brasil pressou uma grande honra pela oportunidade de aprendizado junto com o Pai de Santo, que terá lugar de destaque na memória do Povo de Santo. O governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Igualdade Racial (SEIR) lamentou o falecimento do religioso e solidarizou com a comunidade umbandista, a família de Bita do Barão e com as lideranças religiosas dos cultos afros. A Casa das Minas informou que recebeu com muito pesar e tristeza a notícia do falecimento do grande ícone da cultura e umbanda. Segundo a nota, Bita do Barão deixa um legado, saudades, muitos corações quebrados, mas também lindas lembranças que servem de consolo aos que ficam e sofrem com sua ausência. A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, também se manifestou sobre o falecimento de Bita do Barão. Por meio de nota, ela disse que o líder será sempre para o Maranhão e para o mundo uma referência de preservação do culto e religião de matrizes africanas e expressou o pesar aos familiares, amigos e seguidores do Babalorixá.

Pai de santo Bita do Barão entrou em coma e foi transferido para Codó

Acélio Trindade/TV Mirante O vereador, vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís e pai de Santo, Astro de Ogum (PR) também emitiu uma nota lamentando o falecimento de Bita do Barão. No texto, o vereador disse que a Umbanda perde um dos seus maiores filhos e manifestou condolências aos familiares, amigos e admiradores.

Corpo de Bita do Barão sai do velório em direção ao Cemitério Central, onde foi sepultado

vElóRio O velório do líder umbandista foi realizado ainda na quinta-feira (18) na Tenda Espírita Rainha Iemanjá, que fica na Rua Rui Barbosa, bairro Santa Filomena, em Codó. É esperado a presença de familiares, amigos, seguidores e admiradores do pai de Santo maranhense.

BiTa Do BaRão Nascido em 10 de julho de 1932, no povoado Santo Antônio dos Pretos na zona rural de Codó, no Maranhão, Wilson Nonato de Souza, conhecido popularmente por Bita do Barão, é considerado um dos grandes líderes umbandistas do Brasil. Em algumas entrevistas concedidas, o babalorixá contou que começou a manifestar seus poderes espirituais ainda na infância. Em 24 de janeiro de 1954, Bita do Barão fundou a Tenda Espírita Rainha Iemanjá no município de Codó, localizado a 290 km de São Luís. O local atrai anualmente maranhenses, brasileiros e estrangeiros, que vão em busca do trabalho do pai de Santo. O terreiro do ‘Mestre Bita’, como também é conhecido, é um terreiro de Umbanda e Terecô (denominação afro-brasileira típica de Codó), onde são realizados rituais de linha branca e de linha negra, este último com Exu. Por ser uma criança muita agitada, Wilson Nonato ganhou dos pais o apelido de “Bita”, que na região de Codó quer dizer “bode” ou “cabrita”. Já o “Barão” faz referência ao Barão de Guaré, que é a entidade que o pai de Santo incorpora.


ICAPRA

pg. 15

SURGE UMA INSTITUIÇÃO NACIONAL DE DEFESA DAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS revistaraca.com.br - By Hedio Silva Reprodução Internet

O IDAFRO é uma entidade sem fins lucrativos, constituída por advogados, contadores, bombeiros-militares, arquitetos e sociólogos preparados para informar, orientar e assessorar as religiões afro-brasileiras nos mais diversos assuntos. A missão do IDAFRO é a defesa da liberdade de consciência e crença, a luta pela superação da intolerância religiosa e a promoção da tolerância e da cultura de paz, incluindo a concretização dos direitos das religiões afro-brasileiras e seu acesso à Justiça. Podem associar-se ao Idafro organizações religiosas legalmente constituídas ou não, sacerdotes, sacerdotisas e fiéis das religiões afro-brasileiras, advogados, estudantes de Direito, bem como quaisquer pessoas que concordem com os objetivos da entidade. Dentre os serviços prestados pela entidades, podemos destacar: obtenção de descontos de cerca de 30% nas tarifas de energia, água, gás e telefone, mesmo que o templo seja alugado (RJ, MG, RS, PR, SC, DF, PA e AP);

Obtenção de descontos em tarifas de água, em vários municípios paulistas e brasileiros que oferecem este benefício, mesmo que o templo seja alugado; Isenção de Imposto de Renda, IPTU, IPVA, Taxa de Lixo e ITR, do templo e da residência do Sacerdote/Sacerdotisa (todo o país); preparação dos estatutos para que a organização religiosa possa

Ponto de cultura Matrizes Cultural e o aprendizado pela arte da fotografia e oportunidades de sonhar... Candomblé cultura de Paz. Egbe Ile Iya Omidaye Ase Obalayo, no município de São Gonçalo. Axé e Ponto de Cultura Matrizes Culturais também dentre suas atividades sócio-culturais, desenvolvem projeto de audiovisual com a juventude, oficina de fotografia e iluminação. A Iyalorixá Mãe Márcia d`Oxum tem se destacado com ações importantes com sua comunidade carente de ações, atenção e políticas públicas que auxiliem os menos favorecido. O desenvolvimento de oficinas envolve profissionais do Axé e parceiros e amigos que se contagiam com a beleza e relevância do projeto que com certeza só tem a crescer e inspirar demais axés com ações semelhantes. Parabéns!

buscar recursos e parcerias junto a órgãos públicos. Informações permanentes sobre editais publicados por prefeituras, governos estaduais e governo federal que podem beneficiar organizações religiosas; legalização da organização religiosa, habilitação legal do Sacerdote/Sacerdotisa, legalização do templo e orientações sobre acessibilidade.

Obtenção da licença do Corpo de Bombeiros e informações sobre estados e municípios que não exigem alvará de funcionamento de templos religiosos. Plantão 24 horas em casos de intolerância religiosa. O Lançamento, foi dia 9 de abril As 19 horas. Buffet Manaus: Rua dos Franceses, 350. Entrada franca, por ordem de chegada.


ICAPRA

pg. 16


ICAPRA

pg. 17

13ª. HOMENAGEM A SÃO JORGE OGUM EM SÃO PAULO NO PARQUE DA MOOCA Divulgação

Lucas Borba

Mesmo com o temporal que caiu em SP., ventosos a mil por hora, mais um ano foi realizado a 13ª. Homenagem a São Jorge – Ogum no Parque da Mooca. “Gratidão imensa aos diretores da AUEESP, que mais um ano se desdobraram para que essa homenagem saísse”, declara Sandra Santos. Gratidão imensa também aos associados da capital e os que se deslocaram de cidades como Americana, Araraquara, Campinas, Cravinhos, Hortolândia, Praia Grande, Ribeirão Preto e Sumaré, não medindo esforços, pedágios, gasolina, aluguéis de micro ônibus e vans, cancelando seus cursos, iniciações e transferindo os trabalhos para o ginásio, em mais um grade ritual coletivo. Somos gratos por continuarem honrando seus compromissos com a Umbanda Sagrada, com o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, com a AUEESP e principalmente com a memória de nosso Pai Espiritual Rubens Saraceni. Vocês fazem a diferença. Recebam as nossas maiores reverências. Agradecimentos especiais ao Pai Aleksander Sakowicz e ao Jose Sergio da Silva pela extensa agitação da semana. Às Federações co-irmãs e grandes

parceiras: Associação Paulista de Umbanda, com a presença de seus presidentes Pai Edson dos Anjos e Mãe Neide, Primado do Brasil, com a Primaz Maria Aparecida e a União Regional Umbandista, com o digníssimo Pai Cláudio Franco. Pai Engels Barros, Mãe Alzira Sar-

aceni, Rotary Club e Pai José Carlos Feitoza... sem palavras! Recebam todo o nosso reconhecimento. Pais Marcelo Pires, Evandro Borges, Sergio Perine, Sergio Fontes e Mãe Regiane Perine ... que Ogum lhes dê caminhos abertos. Hoje e sempre.

As doações recebidas foram entregues a 2 projetos sociais umbandistas, e a um acampamento cigano e um indígena. Obrigada pelo trabalho Elisabete Mitiko Watanabe, Robson Silva, médiuns do Pai Thiago Roa, Alex S Oliveira, Claudia Aguiar e Beto Casa Shiva.


ICAPRA

pg. 18

AÇÃO SOCIAL REÚNE EM ATO INTER RELIGIOSO LIDERANÇAS EM PROL AOS DESABRIGADOS DA CHUVA EM SEPETIBA Agen Afro Reprodução Facebook Lideranças Religiosas de Sepetiba num ato Inter religiosos se reuniram na sede do Instituto Onikoja para discutirem a entrega de mais de meia toneladas de produtos com uma estimativa aproximada de atendimento a 500 família desabrigadas pelo último temporal , onde Sepetiba foi um dos bairros mais atingidos. Estiveram presentes o Hubgbono Rogério D Olissa, do Onikoja , o Padre Lissinho da Comunidade Católica de Sepetiba (igreja São Pedro e Santa Edwirges), Babálorixa Paulo Mendonça D. Xangô do Afro Movimente, Peri (provocador da sugestão da campanha) do Coletivo de Circo Crescer, Sra. Sandiléia da Associação São Vicente de Paula, além integrantes das mais variadas capelas e Yango Ti Obalùwàiyè da Rede AGEN AFRO. Na oportunidade foi reafirmado o

convite da próxima plenária de organização e estrutura da Terceira Caminhada de Diversidade Religiosa da Zona Oeste do Rio de Janeiro que se realizará no dia 30.04 as 19 h na Praça Américo Marçal atrás da Upa de Sepetiba . O movimento reúne representantes da igreja católica, evangélicos , comunidades do Candomblé, Um-

banda e Ifá. Está união resultou na criação do MIR - ZO/RJ , Movimento Inter Religioso da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, em parceria com a CCIR RJ Comissão de combate à Intolerância Religiosa e o CEAP RJ - Centro de Articulação de População Marginalizadas do RJ. Com o aumento assustador de casos de intolerância religiosa no

Estado incluindo a Região Metropolitana principalmente, movimento sociais Inter religiosos estão crescendo onde serão realizadas Caminhadas Setoriais e Regionais em vários Município do Estado do Rio, reivindicando um participação maior do poder público e o envolvimento de todos pela paz e pelo bom convívio e respeito mútuo.

BOLSONARO VETA PROPAGANDA DO BANCO DO BRASIL COM JOVENS NEGROS O diretor de Comunicação e Marketing do BB, Delano Valentim, foi demitido pela instituição

CENTRO UMBANDISTA UNIDOS PELA FÉ, SALVA PAI OGUN

www.cartacapital.com.br Divulgação O presidente Jair Bolsonaro mais uma vez foi contra o discurso liberal e interferiu em decisões das estatais brasileiras. Dessa vez foi no Banco do Brasil. O pesselista vetou uma propaganda do banco que trazia imagens de jovens negros, descolados, com cabelos longos e utilizando piercings. A informação foi divulgada inicialmente pelo colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim. Segundo Jardim, Jair Bolsonaro se envolveu

pessoalmente no caso e procurou Rubem Novaes, o presidente do banco, para se queixar da peça. Em seguida, o diretor de Comunicação e Marketing do BB, Delano Valentim, foi demitido. Novaes admite que Bolsonaro

não gostou do resultado da campanha, mas encampa a posição do chefe. “O presidente Bolsonaro e eu concordamos que o filme deveria ser recolhido. A saída do diretor é uma decisão de consenso, inclusive com aceitação do próprio”, disse.

A gira festiva ocorreu no último dia 27 de abril e teve a presença de ilustres dirigentes e compositores da nossa umbanda como, José Carlos d`Oxóssi, Ogã Eduardo, Solange d`Nanã, Mãe Rasi d`Oyá dentre ou amigos presentes. A gira teve vibração forte com a participação desta equipe de irmãos que sempre somam. A tradição da casa mostra a doutrina e seriedade de nossas raízes. Parabéns ao corpo mediúnico e toda a direção desta importante casa de nosso estado!


ICAPRA

REABERTURA DO ILÊ AXÉ IYÁ TOPÉ COM A POSSE DE PAI FOMO D`OXALÁ Marcelo Fritz Reprodução fecebook e Agen Afro O xirê para mãe Oyá foi realizado no dia 31 de março com início por volta das 17h, antes disso a casa foi enchendo de adeptos, amigos, zeladores que acompanharam a trajetória da casa que tem tradição no bairro do Campinho. O candomblé foi cantado por Leo Tamboseiro com a direção de Alexandre d`Dan, acompanhado de vários ogãs da casa e amigos. O Xirê teve início com louvor aos orixás, os filhos de branco em respeito e reverência a Mãe Oyá, pai Fomo d`Oxalá adentrou a sala sendo trago por Pai Toca d`Oxóssi, acompanhado de mais velhos que faziam uma corte de amigos apoiadores nesta nova missão de Pai Fomo. Um breve discurso foi feito por pai Toca e em seguida por Pai Fomo, que agradeceu a presença de todos emocionado pela presença marcante de todos. A roda de Xangô foi cantada para chamar os orixás que se apresentaram e saíram todos vestidos de branco, com retorno para a sala com a corte vestida os orixás dançaram com alegria e reverência. O Axé Iyá Topé, seguirá com as tradicionais festas programadas para o ano de 2019. Parabenizamos ao novo babalorixá e desejamos boa sorte!

pg. 19


ICAPRA

pg. 21

PAI MÁRCIO DE JAGUN Professor, advogado, escritor e Bàbálórìṣà

ori@ori.net.br

Márcio de Jagun

Reprodução Internet

Ẹnìkéjì, o CoRpo EMoCioNal: Conforme Juana Elbein dos Santos (SANTOS, 1986), cada indivíduo possuiria um “doble”: “O doble do indivíduo que reside no ọ̀run pode ser invocado ou representado.” Diz ainda: “Cada elemento constitutivo do ser humano é derivado de uma entidade de origem que lhe transmite suas propriedades materiais e seu significado simbólico. Essas entidades de origem, ou progenitores, existência genérica ou “matérias-massas”, ancestrais divinos ou familiares, são os símbolos coletivos míticos dos quais partes individualizadas se desprendem para constituir os elementos de um indivíduo. Esses elementos possuem dupla existência: enquanto uma parte reside no ọ̀run, o espaço infinito do mundo sobrenatural, a outra parte reside no indivíduo, em regiões particulares de se corpo, ou em estreito contato com ele”. O que Elbein chama de “doble”, os iorubas denominam ẹnìkéjì (literalmente, o segundo eu, ou segunda pessoa). Nossa interpretação teológica acerca de ẹnìkéjì difere da visão da pesquisadora argentina. Enquanto para Elbein haveria uma segunda pessoa vivendo em paralelo no ọ̀run, durante a existência do indivíduo neste mundo, nossa análise contextualizada pela filosofia e cultura religiosa ioruba, nos leva a crer que ẹnìkéjì seja um corpo emocional, que estaria presente aqui mesmo, acompan-

hando, sendo acompanhado e intrinsecamente ligado ao corpo material (ara). Ou seja, cada indivíduo teria, a nosso ver, dois corpos: o ara (corpo material) e o ẹnìkéjì (corpo emocional). O primeiro (ara), seria a sede das ações; o segundo (ẹnìkéjì) seria a sede das emoções. Entre ambos, uma relação permanente indissociável durante a vida. O que o corpo sente, reflete na emoção e o que a emoção propõe, é espelhado no corpo. A própria ciência moderna já admite que partes do corpo são suscetíveis a absorver e a reproduzir consequências das emoções. Por exemplo, o coração pode sofrer um infarto se o indivíduo passar por sérias decepções, tristezas, ingratidões. O estômago pode desenvolver úlceras nervosas; assim como o tecido epitelial pode reagir alergicamente ante situações emocionais de repulsa. Ou seja, o corpo físico reproduzindo emoções. A contrário senso, a emoção também resta alterada em razão de abalos físicos. Notemos o caso de pessoas que sofrem acidentes e perdem membros do corpo. Não raro, passam a enfrentar tristezas e até depressão. O mesmo ocorre com aqueles que possuem disfunções no corpo e sofrem com o preconceito social. Tais pessoas, às vezes, desenvolvem baixa estima e outros males emocionais. Corpo e emoção entrelaçados como

continentes ligados por pontes invisíveis, mas concretas. A título de curiosidade, pertinente fazer menção à Gestalt-Terapia, a qual possui uma técnica que coloca o indivíduo em contato com o sintoma. Ou seja, este método propõe que a pessoa identifique a pressão emocional que está depositando nas partes do corpo doentes, ou afetadas. Jung escreveu (JUNG, 1954): “Desde que a psique e a matéria no único e mesmo mundo, e, além disso, em contato ininterrupto entre si (...) não é só possível, mas extremamente provável, que psique e matéria sejam aspectos diferentes da única e mesma coisa.” A contrário senso, situações físicas podem causar emoções, como vaidade, constrangimento, vergonha, depressão, etc. Nas palavras de Lépine (LÉPINE, 1978): “A alma tem qualquer coisa de material e o corpo tem alguma coisa de espiritual”.

YORUBÁ VOCABULÁRIO TEMÁTICO DO CANDOMBLÉ

ORÍ:

A CABEÇA COMO DIVINDADE

Adquira direto com o autor

e-mail: ori@ori.net.br

Segundo a pesquisadora norte americana Danah Zohar (ZOHAR, 2012): “O modelo ocidental de pensamento, portanto, é inadequado. Pensar não é um processo inteiramente cerebral, não apenas uma questão de QI. Pensamos não só com a cabeça, mas também com as emoções e com o corpo (QE) e com o espírito, com as visões, esperanças, percepção de sentido e valor (QS). Pensamos com todas as complexas redes nervosas entrelaçadas em todo o organismo. Todas elas fazem parte da inteligência do homem. A linguagem comum reconhece esse fato quando dizemos coisas como: “Ele pensa com a barriga” ou “Ele pensa com o coração”.” Desta forma, entendemos que ẹnìkéjì não é um duplo etéreo vivendo em um mundo paralelo. Trata-se de uma forma mítica de reconhecer que cada pessoa possui um corpo emocional interligado ao corpo material.


ICAPRA

pg. 22

ANGOLA CHORA DYLLA CARVALHO, A MAM’ETU SAHUNDÊ Jornal Extra Pai Paulo d`Oxalá Reprodução Internet Faleceu dia 27 de abril, no Rio de janeiro, Mam’etu Sahundê, ícone da Nação Angola, Raiz Tumba Junsara. Nascida em 02 de abril de 1919, Dylla Andrade de Carvalho, foi iniciada aos Nkisi, em 07 de agosto de 1949, por Manuel Ciríaco ou Tata Nilundi a Mungongo, fundador do Terreiro Tumba Junsara em Salvador/BA. Ela recebeu a Dijina (nome de iniciação) Sahundê. Na década de 60, Tata Ciríaco, plantou os alicerces litúrgicos necessários a um Terreiro de Candomblé Angola, no Bairro Cidade dos Meninos em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e elevou Sahundê ao Cargo de Mam’etu Nkisi. Neste Terreiro Mam’etu Sahundê, iniciou vários Barcos de Azenza (Plural de Muzenza), o que a tornou reconhecida por seus conhecimentos, na Nação Angola da Raiz Tumba Junsara. O Pesquisador de Cultura Bantu e descendente da Raiz Tumba Junsara, Walter Nkosi, lamenta o falecimento da Mam’etu Sahundê, e cita um provérbio: “Ela cumpriu sua missão, por isso rogamos a “Kalunga Ngombe” (Divindade Angolana que conduz os mortos ao lugar destinado), que encaminhe o seu espírito para a Comunidade dos Antepassados. Que Ngana Nzambi (Deus Supre-

Poema Das águas correntes de um doce rio. Vi formar um brilho dourado, que refletia como espelho, o meu rosto emoldurado.

mo) conforte o nossos Mixima (Corações), e de seus entes queridos. Diz um provérbio Bantu: “Vive-se morrendo, e morrendo se vive”. Nossos mortos vivem em nossa memória! “ Mam’etu Sahundê tinha 100 anos, e faria 70 anos de iniciada nesse ano de 2019. Ela entra para a história do Candomblé, como importante personagem da Ndanji Tumba Junsara na Cidade do Rio de Janeiro. Matondo Mam’etu Sahundê! (Gratidão, Mam’etu Sahundê!). Aueto!

“Juntas e Misturadas” debate empoderamento feminino na religião http://www.comunicacao.salvador.ba.gov.br Reprodução Internet Com o objetivo de discutir o empoderamento feminino em diversos segmentos da sociedade, a Secretaria de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) promove a primeira edição do projeto “Juntas e Misturadas”. O lançamento será feito no Terreiro de Mãe Ana, na Rua Arquiteto Marcos Moreira Solter, 3, Parque São Cristóvão, nesta terça-feira (30), às 15h, em alusão ao Dia Nacional da Mulher. A edição-piloto abordará o tema “O Sagrado e o Empoderamento Feminino”, onde serão levadas discussões sobre como a fé influencia a liderança da mulher nas variadas instituições religiosas da capital baiana, durante o mês de maio. Em todos os encontros, serão feitas intervenções com debates temáticos, que tratarão

assuntos que envolvem as mulheres nos ambientes em que estão inseridas. Além de ouvir mulheres de religião de matriz africana, a iniciativa também contemplará um Centro Espírita, Igreja Católica e Igreja Evangélica Pentecostal. “A história já mostra o quanto a mulher tem exercido um papel de destaque dentro de instituições religiosas. O projeto tem o objetivo de valorizar o perfil dessas mulheres e conhecer suas trajetórias”, pontua a secretária da SPMJ, Rogéria Santos.

Das profundezas desse mesmo rio, colhi “Otás”, para ornamentar a fonte que existe dentro do sagrado espaço onde o encanto veio morar. Na beira desse mesmo córrego, encontrei abre caminho e oriri eu vi, encontrei rosas lindas, perfumadas e até alecrim. A natureza é sábia e perfeita. Faz tudo nos moldes que só ela mesma, pode explicar, pisamos na água, atravessamos o rio e conseguimos no outro lado chegar. Pisamos no solo sagrado e úmido, porém não nos machucamos e nem tão pouco maltratamos a mãe natureza. Pois a leveza das águas, nos encanta com tanta beleza. Podemos então concluir, que nós, que tanto a adoramos, precisamos preservá-la, e não sujar ou destruir. Sendo assim, quando as sagradas oferendas formos fazer, vamos deixar o espaço limpo, para que ali, o encanto dos Orisás , possa permanecer. Celso albuquerque Ilê Asé Ogú Ayres.


ICAPRA

pg. 23

PROFESSORA CRIA CALENDÁRIO AFRO PARA VALORIZAR A CULTURA NEGRA Em janeiro, nasce Martin Luther King. Em fevereiro, Nelson Mandela é libertado. Criado para “afrobetizar”, o calendário afro é exemplo de educação antirracista www.geledes.org.br Imagem retirada do site Lunetas

Quem passeia pelos corredores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint’Hilaire, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre (RS), logo se depara com inúmeras manifestações de uma educação que se preocupa com o combate ativo ao racismo e em promover a representatividade. Pelas paredes, cartazes com dizeres afirmativos da potência da cultura afrobrasileira. “Povo que não tem virtude acaba por escravizar”, diz um dos posters, desenhados pelos próprios estudantes. “Não clamamos por vingança. Queremos nossas terras. Não mascarem a sua guerra”, diz outro. O projeto Afroativos – Solte o cabelo, prenda o preconceito foi idealizado pela professora Larisse Moraes, e conta com protagonismo direto das crianças. Criado há dois anos, a ideia é promover de empoderamento, conscientização e transformação por meio da educação afroafirmativa. O projeto conta com site, página no Facebook e Instagram. Os resultados da iniciativa podem ser observados no dia a dia da escola e no comportamento dos alunos, seja no desenvolvimento de uma autoestima conectada com a identidade afrobrasileira, seja pela multiplicação de ações que dialogam com a representatividade negra, como oficinas, palestras e apresentações. Dentre as iniciativas do projeto,

está a criação do Calendário Afroafirmativo. A ideia é apresentar às crianças, mês a mês, os grandes marcos da cultura afro e também as biografias e realizações de personalidades negras. São datas festivas, comemorações e datas que marcaram não só nascimentos, mas mortes, leis, congressos, entre outros. Em janeiro, por exemplo, os pequenos ficam sabendo que é o mês de nascimento de Martin Luther King, e que foi neste mês, em 1835, que aconteceu a Revolta dos Malês, na Bahia. As crianças aprendem tam-

bém que no início do século 20 foi fundado o Congresso Nacional Africano, na África do Sul. “Afrobetizem, descolonizem e libertem-se” “Ressignificar, aprender, apreciar e conhecer a trajetória de nossos antepassados, em nossa cidade é fundamental para que saibamos construir e fortalecer nossas identidades”, diz a apresentação do calendário, cujo texto é de autoria de Alisson Alexandre Silva da Silva, estudante da escola. Dentre as iniciativas do projeto,

está a criação do Calendário Afroafirmativo. A ideia é apresentar às crianças, mês a mês, os grandes marcos da cultura afro e também as biografias e realizações de personalidades negras. São datas festivas, comemorações e datas que marcaram não só nascimentos, mas mortes, leis, congressos, entre outros. Em janeiro, por exemplo, os pequenos ficam sabendo que é o mês de nascimento de Martin Luther King, e que foi neste mês, em 1835, que aconteceu a Revolta dos Malês, na Bahia. As crianças aprendem também que, no início do século XX, foi fundado o Congresso Nacional Africano, na África do Sul. O primeiro carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro, a independência da Namímbia, a inclusão de Zumbi dos Palmares como herói nacional: esses e outros marcos históricas também aparecem no calendário afro. O material traz também um apanhado de informações sobre locais de referência para a resistência negra, com fotos de estudantes – crianças e adolescentes – nesses espaços, como forma de estimular o pertencimento e a apropriação de toda uma ancestralidade historicamente invisibilizada. Nesta parte do calendário, há depoimentos de alunos sobre a experiência de participar da iniciativa. O calendário afroativo está disponível para download, para quem quiser apresentar aos filhos, alunos ou simplesmente se inspirar para criar sua própria iniciativa no que se refere à educação antirracista. “Adorei tirar as fotos no Centro de Referência do Negro! Eu, negra e linda com aquele vestido e turbante, me senti muito feliz! Pesquisei sobre Nilo Feijó, compositor de sambas e marchas. O lugar é um espaço de cultura”, diz Adrieli da Cruz Raimundo, de 11 anos. O calendário se apresenta como um projeto inacabado, e por isso se coloca aberto para receber sugestões de informações e inclusão de novas datas e nomes. Quem quiser contribuir, é só mandar um e-mail para afroativos@gmail.com.


ICAPRA

pg. 24

UNESCO DISPONIBILIZA 8 LIVROS EM PDF SOBRE A HISTÓRIA GERAL DA ÁFRICA www.historianopaint.com Reprodução Internet

É triste admitir, mas no meio acadêmico ainda temos um certo desprezo pela História da África. Nas escolas então, nem se fala. É raro ver alguma escola que ofereça estudos sobre a História da África, o que é uma pena, pois é um continente muito rico em diversidade e cultura. É por isso que nos últimos tempos, muitas entidades vem se organizando para mudar essa problemática e uma delas é a Unesco. A História Geral da África (HGA) é uma coleção de 8 volumes construídos por um longo projeto iniciado pela UNESCO desde 1964 até o presente a pedido dos países da comunidade africana como também de comunidades descendentes de africanos em outros continentes. A Conferência Geral

de 1964 da UNESCO, durante a sua 13 ª Sessão, encarregou a Organização para empreender esta iniciativa após os recém-independentes Estados-Membros africanos expressaram um forte desejo de recuperar sua identidade cultural, para corrigir a ignorância generalizada sobre a história de seu continente, e para se libertar da preconceitos discriminatórios. Os trabalhos foram liderados pelo Comitê Científico Internacional da UNESCO para a Redação da História Geral da África, um colegiado formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, ao todo a realização da coleção contou com mais de 350 especialistas entre historiadores, antropólogos, filósofos e políticos, por exemplo, Joseph Ki-Zerbo, Cheikh Anta Diop,Theophile Obenga, Ali Mazrui, Gamal Mokhtar, Bethwell A. Ogot.

poRquE ESTuDaR a HiSTóRia Da ÁFRiCa? Pois temos que ter uma nova ótica sobre a trajetória das sociedades humanas buscando uma perspectiva que seja menos eurocêntrica possível e fazer a inclusão de novos espaços e sujeitos no mapa da história. Temos que reconhecer a presença africana e ver como ela amplia a nossa concepção de mundo nos permitindo notar determinados as-

pectos das relações entre povos e regiões do planeta ao longo do tempo por nós ainda pouco conhecidos e compreendidos. Essa experiência abre novos horizontes para o nosso entendimento sobre processos históricos e dinâmicas sociais que a negação secular da história africana nos currículos escolares e universitários no Brasil nos levou a não perceber e, por consequência, interpretar de forma equivocada.

ENCONTRO DISCUTE METODOLOGIA PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA SEDE DA OAB EM NOVA IGUAÇÚ Divulgação

O lumyjacarê Junçara em sua luta continua contra a intolerância religiosa recebeu em sua sede, no dia 29 de Abril, o Procurador Federal Dr Júlio Araújo e diversos representantes de casas religiosas de vários bairros e municípios do Estado do Rio de Janeiro, no intuito de discutir a metodologia para a audiência pública no dia 06 de maio na sede da OAB de Nova Iguaçu. O encontro contou com um número aproximado de 65 pessoas . Pensando nisso deixo aqui o convite para você quem não teve a oportunidade de estar hoje conosco, peço que você meu irmão, vá e leve mais 1 no dia 06 de maio as 18:00 horas, na OAB de Nova Iguaçu.


ICAPRA

pg. 25

VÍTIMA DE RACISMO E HOMOFOBIA, MODELO QUER SER ELEITO O HOMEM MAIS BELO DO BRASIL Divulgação

Casado com prefeito de Lins, Max Souza foi alvo de ataques nas redes sociais após vencer etapa do Mister Brasil Fonte: https://gq.globo.com A luta contra o preconceito é diária na vida de Max Souza. Casado com Edgar Souza (PSDB), prefeito de Lins (SP) e primeiro político com esse cargo a se assumir homossexual, ele se tornou recentemente o primeiro negro a vencer uma etapa do Mister Brasil na mesma cidade. A exposição e o sucesso incomodaram os mais retrógrados nas redes sociais. “Geralmente, não sou muito de ler os comentários nas redes sociais”, diz Max. “Mas acabei me deparando com um deles, que era muito ofensivo, falando que eu era “viadinho” e dizendo “volta para a senzala””, completou, referindo-se as ofensas recebidas enquanto comemorava a sua vitória na internet. Ele irá processar o autor das ofensas. Para se tornar o “homem mais bonito do Brasil”, Max ainda precisa vencer as etapas estaduais e nacionais do concurso. E ele sonha alto. Para o modelo, que gosta de se descrever como ativista, a conquista seria simbólica: “Seria uma grande vitória não só pessoal, mas para a comunidade negra”. Confira o nosso papo com ele:

Gq: você acha que o seu sucesso incomoda? Não sei se incomodo as pessoas, mas com certeza chamo atenção. A partir do momento em que você aparece na mídia, está sujeito a julgamentos. Você só precisa lidar com tudo isso. Costumo apagar comentários ofensivos. GQ: Seu marido, Edgar Souza, é prefeito da cidade de lins (Sp). Ele já sofreu preconceito parecido? a posição política impede que vocês tenham uma vida pública normal de um casal? Já sofreu, sim. Quando se liga os dois assuntos, política e paixões, a questão da orientação sexual vira material farto para ataques homofóbicos nas redes sociais. Ele faz um governo que cuida dos mais pobres e

Reprodução/instagram

GQ: Max, quais foram as ofensas que você recebeu nas redes sociais? você acha que o seu sucesso incomoda? Geralmente, não sou muito de ler os comentários nas redes sociais. Mas acabei me deparando com um deles, que era muito ofensivo, falando que eu era “viadinho” e dizendo “volta para a senzala”. Decidi processar. Isso é inadmissível. Mas, como fala o meu companheiro, melhor guardar apenas o que de bom falam.

Max Souza

O prefeito Edgar e Max Souza em foto no Instagram aqueles que não gostam disso sempre apelam para o preconceito para atacá-lo. Mas o Edgar tem clareza do seu papel e não se intimida. Gq: a posição política impede que vocês tenham uma vida pública normal de um casal? Há, sim, alguma restrição. No ambiente que vivemos. algumas pessoas se esquecem que políticos são pessoas normais, que também têm suas necessidades de descanso, de estar com a família, etc. Por isso acabamos publicando poucas coisas de

nossa vida. Porém, sempre que posso estou com eles em eventos e somos muito bem tratados por todos. GQ: Você chegou a desabafar, dizendo “existem gays racistas”. Como você percebeu isso? Existem. Em todos os grupos, existem. Quando você ouve dessas pessoas que a sua luta (contra o racismo) é mimimi, percebe que isso é perigoso. GQ: Como o ativismo é presente na sua vida? Qual é a forma que você escolheu para lutar contra o racismo e a homofobia? É uma luta diária! Sempre falo que não podemos nos calar! Quando acontece o preconceito, é chato, você tem que parar, pensar e não rebater com o mesmo tom agressivo.

Estamos passando por um momento delicado em relação a esses assuntos. Temos que ser moderados e tentar o diálogo sempre. GQ: Max, ser negro e gay num país preconceituoso como o Brasil é certamente difícil. Para você, que sofre discriminação dupla, qual seria o significado da vitória no Mister Brasil? Seria uma grande vitória! Não só pessoal, mas para a comunidade negra. Sempre falo que as vezes é até “engraçado” isso ser uma grande notícia. Mas essa é a ainda a nossa realidade. A luta não deve parar. Temos que usar as ferramentas que temos a favor das coisas boas que acreditamos. Isso muda uma sociedade e torna o mundo mais justo.


ICAPRA

pg. 26

ÁRvoRE Da

Lembrança Faleceu no dia 16 de abril de 2018, aos 96 anos, a carioca Yvonne Lara da Costa - Dona Ivone Lara. Foi uma cantora brasileira conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba. Dona Ivone Lara nasceu em 13 de abril de 1922, na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Foi a primeira filha da união entre a costureira Emerentina Bento da Silva e João da Silva Lara. Paralelamente ao trabalho, ambos tinham intensa vida musical: ele era violonista de sete cordas e desfilava no Bloco dos Africanos; ela era ótima cantora e emprestava sua voz de soprano a ranchos carnavalescos tradicionais do Rio de Janeiro, como o Flor do Ab-

JOãO COSTA BATISTA Pesquisador de cultura e tradições afro jc.batista2010@gmail.com

Yvonne Lara da Costa

João Lopes acate e o Ameno Resedá – nos quais seu João também se apresentava. Formada

em enfermagem e serviço social, com especialização em terapia ocupacional, foi

uma profissional na área até se aposentar em 1977. Nesta função trabalhou em hospitais psiquiátricos, onde conheceu a Dra. Nise da Silveira. Com a morte do pai, com menos de três anos de idade, e da mãe aos dezesseis,[1] foi criada pelos tios e com eles aprendeu a tocar cavaquinho e a ouvir samba, ao lado do primo Mestre Fuleiro; teve aulas de canto com Lucília Guimarães e recebeu elogios do marido desta, o maestro Villa-Lobos. Casou-se com Oscar Costa, filho de Alfredo Costa, presidente da escola de samba Prazer da Serrinha. Foram casados durante 28 anos, até a morte de Oscar Foi no Prazer da Serrinha onde conheceu alguns compositores que vir-

iam a ser seus parceiros em algumas composições, como Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira. Compôs o samba Nasci para sofrer, que se tornou o hino da escola. Com a fundação do Império Serrano, em 1947, passou a desfilar na ala das baianas. E também Compôs o samba Não me perguntes, mas a consagração veio em 1965, com Os cinco bailes da história do Rio, quando se tornou a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da escola de samba. Uma de suas composições mais conhecidas, em parceria com Délcio Carvalho, foi Sonho Meu, sucesso na voz de Maria Bethânia e Gal Costa em 1978, cujo álbum ultrapassou um milhão de cópias vendidas.

mas que já tem passado por reduções de verba desde 2015. “O Museu Afro Brasil tem sobrevivido, com muita dificuldade, a um histórico de cortes orçamentários: em 2015, um corte de 12% nos atingiu dramaticamente. Esse cenário nos custou a demissão de 25 funcionários, a terceirização de áreas estratégicas (segurança, orientação de público, limpeza) e o corte de benefícios salariais. Entre 2016 e 2019 não houve reajuste nos repasses da Secretaria, o que na prática significou uma grande redução do orçamento”, acrescentam em nota.

O local recebe 180 mil visitantes por ano, dentre eles 40 mil estudantes. São 62 funcionários diretos e 27 terceirizados. Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi convocada para tratar dos cortes na Cultura nesta quinta. A audiência foi chamada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), autor do projeto de lei que pretende revogar o decreto do governador João Doria (PSDB). Questionada pelo Brasil de Fato sobre como pretende manter as atividades dos equipamentos culturais com a redução da verba, a Secretaria do Estado da Cultura e Economia Criativa informou que que tem realizado reuniões com as 18 organizações sociais com as quais mantém contratos. “O objetivo é avaliar, definir e mitigar os impactos do contingenciamento sobre as atividades realizadas. Não há previsão de fechamento de instituições e programas”, afirmou a assessoria de imprensa do órgão. Edição: Daniel Giovanaz

TRABALHADORES DENUNCIAM RISCO DE FECHAMENTO DO MUSEU AFRO BRASIL POR FALTA DE VERBA Instituição localizada em São Paulo pode ser afetada pelo contingenciamento de 23% dos recursos da Secretaria de Cultura Brasil de Fato | São Paulo (SP) Um grupo de trabalhadores do Museu Afro Brasil, localizado em São Paulo (SP), denuncia que a instituição está sob ameaça por conta da redução de 22,95% no orçamento da Secretaria do Estado da Cultura e Economia Criativa. O corte, previsto no Decreto nº 64.078, de janeiro de 2019, representa uma diminuição de recursos de R$ 148 milhões. A pasta, atualmente, equivale a apenas 0,35% do orçamento estadual. Em nota divulgada nesta quinta-feira (4), os trabalhadores afirmam que não

Divulgação só o museu, mas todos os equipamentos culturais do estado — bibliotecas, orquestras, centros culturais, companhias de dança, escolas de música e conservatórios, Fábricas e Casas de Cultura, programas de formação para crianças e adolescentes — serão “drasticamente” afetados com fechamento ou redução das atividades. “O contingenciamento significará a demissão de grande número de funcionários, a redução de projetos e atividades e, até mesmo, o fechamento do Museu Afro Brasil, impactando

milhares de pessoas que veem e encontram neste espaço não apenas a preservação de sua memória e identidade, mas a possibilidade de exercer seu direito à cultura”, diz o texto. O museu, que é administrado por uma Organização Social de Cultura, a Associação Museu Afro Brasil, completa 15 anos neste mês. O espaço é uma referência em propagação da história e arte sob a perspectiva afro-brasileira. Os trabalhadores também pontuam que a instituição é “uma conquista do povo brasileiro e da população negra”,


ICAPRA

pg. 27

ANGOLA Pesquisado por Walter Nkosi

Reprodução

AS MASCARAS NO CONTEXTO DA CULTURA

"MASCARAS DE ANGOLA" Publicado por Nkemo Sabay O universo das máscaras angolanas tem uma apaixonada relação com a música , dança e com os ritos ligados às “Sociedades Secretas “, próprias dos mais velhos ,capazes de zelar pela comunidade tanto de dia como de noite. A maioria das máscaras de Angola é feitas de madeira , fibra vegetal e resina. As técnicas usadas para a sua construção diferem de comunidade para outra , mas há muitos aspectos que são comuns, como por exemplo ,as funções que elas desempenham .As várias formas da sua decoração , refletem o cotidiano cultural das comunidades que elas apresentam .Algumas apresentam figuras antropomórficas , outras zoomorfas e geométricas . Cada uma com a sua própria história , as máscaras angolanas jogam um papel crucial na asserção e consagração das diferentes cerimônias e ritos , tanto de iniciação masculina como feminina , fúnebres ,de entronização ,de casamentos ou de propiciação .Por outro lado , cada cerimônia ou rito é representado por uma máscara considerada sua patrona, responsável pela orientação dos movimentos policêntricos dos bailarinos (uma série de movimentos combinados dos dançarinos guiados pelo mascarado patrono da cerimônia) . A maioria das áreas sócio culturais de Angola ,considera que as máscaras detém um poder sobrenatural que consagram as instituições e servem de mediadoras entre o mundo dos vivos e dos espíritos dos antepassados. Por esse fato ,determinadas camadas dessas comunidades ,não podem saber a essência que envolve as máscaras, como é o caso das mulheres e dos não circuncidados . Os mascarados não dançam sem a música e esta não existe sem os seus respectivos instrumentos que a produzem. Na generalidade ,as exibições dos mascarados fazem – se com os sons de batuques . Quando a cerimônia é de grande envergadura , é com uma orquestra de

Walter Nkosi

batuques ,coadjuvados por Tchinguvu e outros instrumentos que os sons apaixonam os bailarinos mascarados. Quando não há harmonia na música ,isto é ,se os tocadores descompassarem os ritmos ,o que desagrada os bailarinos mascarados , estes correm e dão volta aos tocadores para orientá-los a melhorar os sons. Em alguns casos ,os melhores mascarados já foram também tocadores de batuques , principais instrumentos da música tradicional angolana que efervesce o coração dos bailarinos mascarados . Uma das mais importantes máscaras dessa comunidade ,é o Mwana Mpwevo ( Rapariga ) , encontrado também entre os Côkwe do leste de Angola , seus afins culturais. Na educação informal dos rapazes , a máscara representativa com mais impacto na circuncisão ,é o Mpumbu representante e símbolo do suposto primeiro homem , Mwene Nyumbu, que se circuncidou a si mesmo, segundo a tradição dos Akwa ku ngangela. Finalmente ,no Norte de Angola temos máscaras , cujas características das

técnicas e do material de que são feitas ,são especiais .É o caso das Indungas ou Bakamas feitas de ramos de palmeiras e de outras árvores , simbolizando o mundo subjetiva das sociedades Kikongo de Cabinda ( a maioria da população de Cabinda : Oyo ,Vile e Yombe, pertence ao grande grupo Kikongo ). De origem Côkwe , a máscara Tchikunza é policromática e tem características antropomórficas e zoomórficas .Apresenta uma cabeleireira alongada com um chifre de um antílope, um animal ligado ao poder e a virilidade .A sua função está exclusivamente relacionada com a consagração da escola de educação tradicional, “Mukanda” .De fato ,é a máscara mais importante e patrona dessa instituição cokwe.Segundo a tradição, Cikunza tem propriedades mágicas ,pelo que alguns caçadores amarram nos seus fuzis, tiras dessa máscara ,como amuleto de sorte . Por outro lado as mulheres põem nas suas vestes amuletos de fecundidade feitos a partir da sua imagem.As mulheres e os não circuncidados não podem aproximar – se de Cikunza ,com agravante de açoitá-los ou feri-los sem piedade. Nos seus atos, essa máscara leva consigo um machadinho e uma feixe de ramos que serve de açoite para os indesejados.Tchikunza é a mais temida e respeitada na cultura e sociedade Cokwe. Etimologicamente, as duas palavras nas línguas do leste de Angola, significam filho(a) e mulher, respectivamente. Portanto Mwana pwo é rapariga .´ É uma das máscaras mais conhecidas , não só em Angola como também em muitos países, onde já embelezou muitas exposições etnográficas e ilustrado diversas revistas especializadas. Feita de madeira e fibras vegetais , ornada na face com tatuagens , Mwana Pwo é uma máscara feminina , embora seja sempre usada por homens que imitam a voz os dotes femininos. Em momento nenhum , o mascarado pode ser uma mulher ,pois a essência das máscaras é um segredo juramentado

MiNiSTRa CuRSo DA TRADIçãO BANTU, RAÍZES, MITOLOGIA, IDIOMA KIMBUNDO

pelos homens a não revelar às mulheres e aos Yilima (não circuncidados) . Na verdade , ela representa a beleza e o encanto da mulher Cokwe , numa sociedade tipicamente matrilinear ( não são as mulheres que governam ,mas tudo passa pelo lado materno).Pelo realismo da sua beleza e requinte , mwana pwo é sem dúvida uma das mais belas e conhecidas máscaras que Angola já produziu . Cikungu: Nas cerimónias de entronização ou fúnebre dos grandes chefes tradicionais Cokwe, é o Cikungu que exibe as danças e orienta todos os compassos da dança e dos diferentes mascarados presentes nessas cerimônias. Feita de fibras vegetais e ráfias , Cikungu está ligado à realeza ,pois só assume com afinco as suas danças em actos que têm a ver com os chefes . O mascarado de Cikungu ,deve ser igualmente uma pessoa que já tenha atingido o estádio máximo das “sociedades Secretas”, no caso a Mungonge , uma instituição invulgar ,pela sua dimensão ideológica e mística . Cihongo: Uma das máscaras de suma importância nas Lunda Norte, Sul e Moxico ,relativamente às danças , considerada entre os Cokwe como o mascote de todas as técnicas e dos movimentos de quase todos os bailarinos , é sem dúvida o Cihongo. Por essa razão é igualmente tido como o Representante da coreografia tradicional dos povos do leste de Angola . Essa máscara está também ligada ao poder, sobretudo na resolução dos problemas comunitários. É símbolo de riqueza e de fertilidade dos chefes. katoyo: O seu papel na comunidade é de divertir as pessoas, correndo atrás delas com intuito de angariar produtos alimentícios para os tundanji ( jovens separados das mães durante a iniciação masculina ou mukanda) . Pelo seu humorismo e cenas cômicas ,as mulheres e os Yilima não temem tanto a sua presença ,como acontece com outros mascarados que os batem e açoitam ,quando se aproximam dessa simpática máscara . iv-oBRaS CoNSulTaDaS: 1) BITTREIEU, Léo –Societé Secrète dês Bakhima au Mayombe, Bruxelles, 1938. 2) BURAUD,Georges -Les Masques , Ed. Du Seuil, Paris, 1948. 3) MARTINS, Rui Sousa-Sobre as máscaras da região dos Ndembu- Ponta delgada1981.

(21) 3685-9755


ICAPRA

pg. 29

CAMPANHA REÚNE REPRESENTANTES NEGROS DE SEIS RELIGIÕES EM PROL DA TOLERÂNCIA RELIGIOSA Iniciativa do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) tem como objetivo trazer à tona a luta pelo respeito às diferentes crenças https://oglobo.globo.com - Marcia Disitzer Na sexta-feira, Dia Internacional da Tolerância, o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) lança uma campanha em prol da paz religiosa. Representantes de seis religiões — a yalorixá Mãe Meninazinha D’Oxum, do candomblé; o pastor Kleber Lucas, da Igreja Batista Soul; Gabriel Richards, que está se convertendo ao judaísmo; o muçulmano Ibrahim Elhadji Diallo; a budista Tamara Branco; e a católica praticante Vânia Messias — foram fotogra-

Bispo fados por Jorge Bispo. Batizado “Força, foco e fé”, o editorial, que vai ser publicado nas redes sociais do instituto, tem como objetivo trazer à tona a luta pelo respeito às diferentes crenças. Diretora-executiva do ID_BR, Luana Génot diz acreditar que a campanha tem tudo a ver com o momento. — É muito importante estabelecermos este diálogo em tempos de polarização. Escolhemos seis porta-vozes negros para mostrar

Mãe Meninazinha D’Oxum combate o preconceito religioso desde criança

que nós podemos ter qualquer religião e estar em todos os lugares — explica Luana, que enxerga portas para mudanças. — Várias candidatas negras foram eleitas, dando continuidade ao legado de Marielle Franco. Mas temos que prosseguir lutando para alcançarmos mais representatividade em todas as esferas da sociedade. Mãe Meninazinha D’Oxum combate o preconceito religioso desde criança. - Tenho 81 anos e sou nascida e criada no candomblé. No meu tempo de criança, os cultos eram ocultos, tínhamos que fazer tudo escondido da polícia. Hoje, temos mais liberdade de realizá-los. Mas ainda existem os fanáticos que desrespeitam a nossa religião — lamenta ela.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL VAI DISCUTIR SOBRE O RACISMO E DESCONHECIMENTO SOBRE AS CULTURAS E ESPIRITUALIDADES DOS AFRICANOS Divulgação Líderes de diversos de grupos civilizatórios de matriz africanas: Bantu (Bakongo, Ambundo, Ovimbundo, Chokwe, etc.) , Yorubá, Jeje (Fon, Ewe, Fanti, Ashanti) e outras variantes das culturas tradicionais africanas, bem como da Umbanda, professores e ativistas de Direitos Humanos do Brasil e do Exterior, a exemplo dos juristas Manuel David Mendes, deputado da Assembléia Nacional de Angola, parlamento daquele país da África central, o também advogado angolano, Salvador Freire, coordenador da Mãos Livres, organização não-governamental sediada em Luanda, tem presença e participação confirmada no Seminário Internacional “O Racismo e o Desconhecimento sobre as Culturas e Espiritualidades dos Africanos, dia 15 de maio próximo, das 16h00 às 21h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100, 8º andar, centro da capital Paulista.

O evento, promovido pelo ILABANTU, conta com apoio da ONG Mãos Livres, e do Mandato Popular do Vereador paulistano Toninho Vespoli. Do Brasil, especialistas na área do direito e em defesa das tradições africanas, a exemplo do renomado advogado e Ogan Hédio Silva Júnior, coordenador geral do recém-fundado IDAFRO (Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro Brasileiras); o músico, cantor e compositor baiano, professor doutor Tiganá Santana, Kambandu(Ogan de candomblé de angola do Terreiro Tumbensi de Mam`etu Zulmira), tem presença con-

firmada e falará sobre “A cosmologia africana dos Bantu-Kongo por Bunseiki Fu-Kiau: tradução negra, reflexões e diálogos a partir do Brasil”; assim como o angolano e licenciando em relações internacionais, Augusto Báfuabáfua; e Shambuyi Wetu, Congolês, artista plástico, pintor/performance, entre outras personalidades que estarão presentes. Ao final do evento, o vereador Toninho Vespoli fará homenagem ao deputado e ativista dos direitos humanos, Manuel David Mendes. Na quinta-feira, dia 16 de maio, o parlamentar angolano será recepcionado e homenageado na Assembléia Legislativa, no Palácio 9 de julho, sede do parlamento paulista, por iniciativa do Mandato da Deputada Isa Penna. Isa, advogada trabalhista, feminista, militante dos direitos humanos e da população LGBT, é também ativista da Rua – Juventude Anticapitalista e da Frente Povo Sem Medo, além de inserir no seu mandato a pauta de defesa e proteção dos

povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas. “O racismo e o desconhecimento sobre as culturas e espiritualidades dos africanos, que aportaram no Brasil na condição de escravos, reforçam todo o preconceito que atua fortemente na sociedade contemporânea”, disse Taáta Katuvanjesi (Walmir Damasceno), coordenador geral do Instituto Latino Americano de Tradições Bantu (ILABANTU). Como desdobramento do Seminário, dia 18 de maio (sábado), a partir das 21h00, haverá cerimônia de abertura do calendário festivo e tradicional do Nzo Tumbansi e homenagem aos 100 anos do Terreiro Tumba Junsara, de Salvador, com a presença de Mam`etu Mesoeji, e Taáta Zinge Lumbondu (Xuxuca). Nesta celebração que ocorrerá na sede do ILABANTU, a Rodovia Armando Salles, 5205, bairro Recreio Campestre, na cidade de Itapecerica da Serra, o representante do parlamento angolano será alvo de nova homenagem dos descendentes dos Bantu no Brasil.


ICAPRA

pg. 31


Oxalufã Rei dos Orixás

TUDO EM ARTIGOS RELIGIOSOS Melhor Preço do Mercado Em dois endereços

Missangas | Barros | Louças

Produtos Africanos | Imagens | Charutos Bebidas e Muito Mais...

oxalufareidosorixas

@lojasoxalufa

oxalufa.mercadao@gmail.com

Av. Ministro Edgard Romero, 239 Galeria G - Loja 208 / Galeria H - Loja 207 Mercadão de Madureira -RJ

Av. Gilka Machado, 97 Lojas: 9 e 10 Recreio dos Bandeirantes - RJ

TEL: (21) 3355-8982 / 3355-8798 (21) 98283-4466

TEL: (21) 2146-3547 (21) 99086-5077


ICAPRA

pg. 33

Sonhos & Simpatias Reprodução

SONHOS SoNHaR CoM Roupa SiGNiFiCaDo Do SEu SoNHo Roupas são coisas que usamos todas as horas e por isso a interpretação desse sonho é tão marcante, não é como alguns outros tipos de sonhos que dependem se vimos ou usamos aquilo certo dia e acabamos sendo influenciado. Por isso você deve ficar atento aos detalhes do sonho e por isso interpretar corretamente o significado do seu sonho. Roupa SuJa: A sujeira, mancha ou sujar a roupa no seu sonho significa problema, coisas erradas. Ao sonhar com isso, mostra que você está tomando a decisão errada em relação a algo importante da sua vida, está fazendo coisas que são erradas ou que não deveria fazer, pelo fato de ir contra sua índole ou por ser errado mesmo. Não precisa entrar em pânico, pois assim como uma peça suja você pode lavar, esse problema ou coisa errada você pode consertar! Então relaxe e coloque suas coisas na linha, não faça algo só por ser mais cômodo ou por ser um caminho mais fácil.

www.misticaweb.com Roupa RaSGaDa: Interprete seu sonho rasgando roupas ou com elas já cortadas como algo que está devendo, algum afazer que deixou passar ou uma pendência financeira. É comum quem sonha rasgando sua própria roupa ter problemas financeiros futuramente, mas não há com o que se espantar, assim como sua roupa rasgada pode ser costurada, seu problema pode ser facilmente resolvido! Além desse sonho com a sua própria peça no corpo, também pode ver outra pessoa rasgando ela, aí se aplica a interpretação que deixou de fazer algo importante, ou devendo (problemas financeiros).

CoRES: Caso tenha ficado em destaque no seu sonho a cor da roupa que estava vestindo ou que viu em alguém, então interprete ele com os seguintes significados: BRaNCa: A cor branca simboliza paz, e ela no seu sonho traz isso para sua vida, além de você estar em um estado de paz com o seu interior. pRETo: Blusas pretas ou camisas dessa cor pressagiam tristeza, rancor ou raiva pela sua pessoa. Algum inimigo pode estar te desejando mal ou querendo sua infelicidade. Pode ser problemas amorosos também! ColoRiDa: A cor no sonho tem um impacto muito forte, mas nesse caso é apenas coincidência de algo que você viu antes de dormir: filme, série, loja que vendesse essa cor ou alguém com uma roupa colorida. Em fim, não passa de uma coincidência da vida para o seu subconsciente no seu sonho. Roupa DE BEBÊ: Um dos sonhos mais comuns com roupas são com elas de

SIMPATIAS SiMpaTia paRa aFaSTaR pESSoa iNDESEJaDa É muito comum encontrarmos no dia a dia aquelas pessoas que nos prejudicam de alguma forma. Às vezes é no trabalho, na escola ou na faculdade, no meio de amigos, ou até mesmo em um relacionamento amoroso. Simpatia com gelo Esta simpatia é muito fácil de fazer, é muito comum também para afastar alguém que nos prejudica. Então, tudo que você precisará será dos seguintes materiais: Gelo, que deve ser cinco cubos; 1 vasilha de plástico e que possua tampa; 1 folha de papel; 1 caneta, que pode ser na cor preta ou azul; Ritual Primeiramente, procure um local simples, agradável

criança ou de neném. Você pode ter sonhado com algum desses dois casos e isso significa que você está com sonhos de criança, está com vontade de ter algo que queria na infância ou que precisa realizar um sonho de infância. Esses são os dois maiores motivos para sonhar com roupinhas de bebê ou de crianças. Agora se for o seu caso estar grávida, então seu sonho tem wtudo a ver com isso. Mostra sua ansiosidade para ter o seu filho. CoMpRaR: Sonhar que está comprando roupas em lojas ou shopping significa que você está com desejo de gastar, tanto dinheiro quanto energia. Você precisa sair, ir para algum lugar novo, conhecer pessoas novas ou sair da sua zona de conforto. E claro, também está precisando fazer umas compras, gastar um pouco do seu suado dinheiro, mesmo que tenha pouco ainda sim é preciso gastar para que essa preocupação vá embora.É como dizem por ai: “deixa o dinheiro ir pra poder vir de novo e em dobro!”

www.significadodossonhos.inf.br e tranquilo para fazer esta simpatia. Se certifique de que outras pessoas não irão interferir durante o ritual, isso porque você não poderá interrompê-lo na metade. Então, dê início ao processo escrevendo na folha de papel o nome da pessoa que deseja afastar. É importante que seja o nome completo. Feito isso, dobre este papel e o coloque dentro da vasilha de plástico, e tampe. Na sequência, você deverá pronunciar o seguinte penitenciário: “Quero que afaste (nome da pessoa que você escreveu no papel) de mim e de minha vida de uma vez por todas. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) deixe de ter condições e forças que só atrapalham a minha vida. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) seja

transformada nesses cubos de gelos, que não possuem condições de maltratar ninguém, são mudos, surdos e frios. Que (nome da pessoa que você escreveu no papel) permaneça nessa situação até que eu diga um basta.” Simpatia com sal grosso A simpatia para afastar pessoa indesejada utilizando o sal grosso, é comumente feita para afastar um vizinho ou mesmo um colega que adora bisbilhotar a sua vida e se meter em coisas que não compete a ele. Por ser pessoas muito próximas, fica difícil ou até mesmo impossível de chegar até elas e falar a verdade nua e crua na cara, visto que o problema poderá só aumentar de tamanho. Por esta razão, a simpatia cai muito bem

para afastar alguém que nos prejudica sem que para isso tenhamos de chegar até este alguém. Reúna os seguintes materiais para fazer a simpatia: Sal Grosso (poderá também ser sal fino caso não possua o grosso). Ritual: o ritual é bem simples de fazer, afinal utilizará apenas um material. O que devo destacar é a sua fé enquanto pratica esta simpatia, pois é com base nela que você conseguirá afastar a pessoa indesejada. Tudo que precisa fazer é colocar um punhado do sal grosso na porta da casa do vizinho, ou então espalhar pelo caminho que ele comumente faz todos os dias. Depois disso, você deverá fazer uma oração com fé a São Cipriano pedindo para ele humildemente que afaste aquela pessoa para bem longe de você.


ICAPRA

pg. 34

UNIÃO DAS EKEDS COMEMORAM 2 ANOS DE EXISTÊNCIA COROADOS DE ÊXITOS Divulgação

A União das Ekeds, grupo criado por exatamente 2 anos, celebrou no dia do trabalhador seus dois anos de existência. Na ocasião além das Ekeds, Ogãs, zeladores e amigos do grupo marcaram presença no município de Nova Iguaçu, para prestigiar o grupo que prestou uma homenagem a Ekedy Rosemary d`Oxóssi, do Axé Opô Afonjá. Pagode, samba de roda foram responsáveis por interter os convidados que dançavam e confraternizavam-se com alegria. Ekedy Darlene, coordenadora, agradeceu em nomes de todas integrantes do grupo, anunciou o C.N.P.J. do

grupo, expondo a necessidade para parcerias e com alegria falou da felicidade AM cada uma agregar demais parceiras que certamente somam aos esforços do grupo que visa interagir com demais grupos de mov-

imentos afro, visando somar. Tião Raiz, diretor do Afoxé Raiz e Verdade, que são padrinhos do grupo, comandou o samba de Roda. Desejamos vida longa ao grupo que certamente tem vida longa. Parabéns!

FOI SUCESSO A 5ª FEIJOADA BENEFICENTE DA TENDA UMBANDISTA CABOCLO JUNDIARA Marcelo Fritz

Acervo da T.U.C.J.

O evento ocorreu no dia 28 de abril e contou com grupo de pagode, com muita música e alegria. Antes mesmo do dia da realização os ingressos que eram limitados, estavam esgotados. “Foi uma corrente muito positiva, a cada edição cresce mais, são poucos parceiros, mas que aos poucos vamos crescendo e contagiando a todos que com solidariedade participam, colaboram e com isso alcançamos o êxito.” Declara a dirigente da Tenda Mãe Andréia d`Oxóssi. O evento tem por finalidade obras de

crescimento e manutenção da casa que sobrevive de contribuições, cursos e algumas ações que nos ajuda a manter já que a casa trabalha com caridade.

Parabenizamos a todos os envolvidos. A tenda Umbandista Caboclo Jundiara, fica localizada no bairro da Ilha do Governador e sua doutrina é Umbanda.


ICAPRA

pg. 35

DUDA CIGANO BICAMPEãO DO PRêMIO ATABAQUE DE OURO 2018 - CuRiMBa iula

SARAU DE UMBANDA CURIMBAS E AXÉ Dia 05 de maio ocorrerá mais uma versão do consagrado e já tradicional SaRau DE uMBaNDa CuRiMBaS E aXé. idealizado pelo Curimbeiro e professor de curimbas Carlos Leonardo, integrante do Curimbas Emoções e Fé, o evento exalta a cultura afrobrasileira em diversos aspectos, revisitando culturalmente aspectos da umbanda e Candomblé, através de cantigas, orikis, história, o evento orientar-se-a a homenagear o orixá Exu e a falange de pretos velhos. o evento ainda homenageará pai armando d’oxossi e pai Jorge d’ogun e “Seus ogans odara”. o evento ocorrerá no clube piedade Tênis Club, situado a Rua Torres de Oliveira, n°29. Contatos para reserva de mesas zap (21) 98863–2114.

CONVERSA PRODUTIVA TRARÁ NOVIDADES

TUFOY Poderá estar na 15ª edição do Prêmio Atabaque de Ouro O grupo que tem a direção de Pai Edson, já confirmou presença na sétima edição do Festival da FUEP, que ocorrerá no Paraná em 2019, com vaga para a premiação. A TUFOY é pé quente, esteou levando o maior título do Prêmio Atabaque de Ouro com uma homenagem a Maria Padilha, retornou com uma homenagem para Oxum, ficando longe do título. Pois alguns anos afastada dos festivais a direção da FEUP, Federação Umbandista do Estado do Paraná, já confirmou a participação do grupo que ganhando estará na briga. O diretor do Prêmio Marcelo Fritz ficou feliz com a confirmação do grupo. Boa sorte!

O diretor do Prêmio Atabaque de Ouro, Marcelo Fritz, se reuniu com Saulo Paiva onde conversaram sobre alianças que possam contribuir com o prêmio que está na sua 15 edição. A conversa parece que foi boa, pois o sorriso deles transparecia positividade e otimismo. Fritz nos adiantou que uma das questões discutidas foi o quesito apuração e criar um grupo que participem de uma nova construção que será divulgada em breve. Vamos Aguardar!

16° Festival de Cantigas Escolas de Curimbas José Carlos d’Oxossi O veterano José Carlos d’Oxossi, no dia 19 de maio de 2019, realizará o seu 16° festival, cuja intenção é além de fazer configurar nomes diversos do universo de curimbas, mas também exibir o potencial expoente dos seus alunos ingressando no mundo dos festivais. O evento ocorrerá no Clube Boêmio de Irajá, ao lado da estação do metrô do mesmo bairro. Contato para expositores é com a grande veterana inegável e madrinha de vários festivais, Mãe Lu Bandeira, cujo contato é (21) 980415253. Para reservas de mesas, contactar o celular (21) 991155111.

Festa Cigana em Louvor a Santa Sara Fitas, pandeiros coloridos, castanholas, incensos e o calor da fogueira cigana invadirá o Clube Recreativo Caxiense, a rua Manoel Vieira, N° 397 – Centro – Duque de Caxias, no dia 25 de maio de 2019, às 16h, através da Festa Cigana em Louvor a Santa Sara. Evento fomentado pela Irmandade Umbandista Luz de Aruanda, na pessoa de Pai José Carlos Melo, Sacerdote de Umbanda e iniciado em Magia Cigana. A festa contará com inúmeros expositores, feira gastronômica, feira afro-esotérica, oraculistas, ritual da fogueira sagrada, dentre outras atrações. O evento também contará com a apresentação AO VIVO da banda de música cigana Banda Casa Nueva, consagrada em apresentação em diversos bailes ciganos país a fora. Sugestão de traje: cigano. Informações para reservas de mesa pelo cel (zap) 21 – 97649 – 5320. Informações pelo cel (zap) 21 97642 – 2816. Optcha !!!


ICAPRA

pg. 36

HOMENS ARMADOS COM FOICE E FACÃO INVADEM TERREIRO NO DF Durante ataque, ocorrido no Sol Nascente, em Ceilândia, grupo gritava que local não era lugar de “macumbeiros” www.metropoles.com Arquivo Pessoal A Polícia Civil investiga um ataque que ocorreu a um terreiro localizado no assentamento Santarém, no Trecho 3 do Sol Nascente, em Ceilândia. De acordo com as vítimas, o lugar foi invadido por oito homens perto das 7h desta quarta-feira (1ª/05/2019). Eles estavam armados com foice e facão. Durante a investida, o grupo gritava que o espaço não era lugar de “macumbeiros” e que eles teriam de sair com “as próprias pernas”, contou a advogada dos religiosos, Patrícia Zapponi. A ocorrência foi registrada

na 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) como esbulho possessório — quando alguém perde a posse de um bem em razão da ação de outra pessoa — e intolerância religiosa. Os criminosos foram identificados e conduzidos à delegacia. No momento da invasão, estavam no templo religioso a zeladora Lindinalva Santiago, seus sete filhos pequenos, Maria dos Santos, de 79 anos, e o pai de santo Willian Francisco. Todos pertencem ao terreiro Ile Axé Ode Ibualama. “Moro lá há seis anos e esta é a terceira vez que somos atacados. Estava dormindo e acordei com o barulho. Ficamos em pânico. As crianças ficaram apavoradas. Só restou indig-

nação e medo”, relatou Lindinalva da Silva santiago, 35 anos. As testemunhas contam que os invasores romperam a cerca do lote. “Essas pessoas querem a desocupação da terra. Há mais de seis anos estamos lutando contra o preconceito até mesmo de agentes públicos para conseguir a regularização do local. O terreiro foi inaugurado em 2013, antes de as habitações irregulares serem erguidas na região”, destacou a advogada Patrícia Zapponi.

Ao Metrópoles, pai Willian Francisco disse que saiu correndo para chamar a Polícia Militar e, quando voltou, os invasores já estavam montando barracas no lote. “Eu tirei a minha mãe da casa enquanto a Lindinalva ficou trancada no quarto. Foi um terror. Eles nos xingavam, diziam que teríamos que sair de lá com nossas próprias pernas. A nossa casa é uma dos mais antigas do Sol Nascente. Recebemos cerca de 80 pessoas por semana”, disse.


ICAPRA

pg. 37

SALVE O PONTO DE DEFUMAÇÃO! pensandoumbanda.com / Por Renato Chiappim

“Defuma com as ervas da Jurema, defuma com arruda e guiné, Com alecrim, benjoim e alfazema, vamos defumar filhos de fé.” Pisar num terreiro de umbanda é uma explosão de sentidos – os cinco do corpo e a todos da alma. São cores, sons, sabores e, quase sempre, um intenso arrepio. Mas sem sombra de dúvida, a primeira coisa que se leva no coração – e na roupa – é o perfume da defumação. O cheiro do terreiro é algo que encanta a cada um que entra, que participa de uma festa, de uma gira. A Umbanda é perfumada. A defumação é um dos principais elementos preparatórios para as giras, sendo um poderoso agente de limpeza das energias contrárias e estagnadas no ambiente e nas pessoas, desfaz formas plasmadas e miasmas energéticos, sutiliza e dissolve diversos tipos de enfermidades nos corpos sutis e auxilia a serenar, acalmar e preparar corpo e alma para o trabalho que se segue, assentando

no ambiente uma energia propícia. Normalmente o turíbulo – ou incensário – é o meio utilizado para gerar a fumaça e dispersá-la no ambiente, onde são depositadas ervas e resinas para que sejam queimadas pelo carvão em brasa e liberem seus eflúvios benéficos no ar. Podem ser utilizados defumadores ou até mesmo incensos em bastão, na falta de outros elemen-

TRÁFICO MONTA QUARTEL-GENERAL EM TERREIRO DE CANDOMBLÉ NA BAIXADA FLUMINENSE Jornal Extra Berenice Seara Reprodução Internet O terreiro de Pai Ogunzinho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi depredado por traficantes no dia 25 de março. A Comissão contra o Racismo e a Intolerância Religiosa da Assembleia Legislativa esteve lá. Avisou à recém-criada Delegacia Especializada de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que acionou o 20º BPM (Nova Iguaçu). Os policiais militares até prenderam um suspeito.

Dono - Dias depois, porém, os traficantes instalaram no terreiro o seu quartel-general — e lá estão até hoje, com homens fortemente armados. No muro pintaram: “Jesus é o dono do lugar”. Da cadeia - O presidente da comissão legislativa, deputado Carlos Minc (PSB), solicitou à Decradi e ao Ministério Público que atuem para desocupar o terreiro. E que apurem a relação desta ação — e de várias outras similares registradas no Rio — com traficantes convertidos, por conveniência, dentro das prisões.

tos ou, como é muito comum no Culto de Jurema, a utilização da fumaça de charutos e cachimbos para defumar as pessoas e o ambiente, mecanismo este utilizado frequentemente pelos Guias Espirituais nos trabalhos. A defumação tradicional, com turíbulo, carvão em brava e ervas e resinas, trás em si diversos fundamentos. Encontram-se os quatro elementos da natureza, dos três reinos, o que agrega um grande valor magístico ao ato. Há o fogo do carvão em brasa, terra e água presentes nos elementos vegetais, pois fazem parte de sua composição e estão em sua essência e o ar, que é o grande veículo desta ferramenta. O fogo, por si somente, é um poderosíssimo elemento de transformação e quando aliado às ervas e resinas – como o benjoim, o olíbano e a mirra – libera destes elementos todo o seu axé em seu máximo potencial e com um direcionamento, o que torna a defumação tão poderosa, pois

toda e energia liberada nesta queima tem um proposito e um fim definido, e quando alguém defuma, o faz com a intenção de produzir um resultado, e o ciclo energético se fecha. A defumação é ainda, do ponto de vista material, a primeira linha de defesa de todo terreiro, pois além de limpar-se o ambiente, são limpas as energias presentes nos corpos dos médiuns e de toda a assistência, de modo a proteger a todos e abrir caminho para a ação bendita de nossos Guias. A fumaça consagrada perfuma o corpo, mas banha a alma, nos auxiliando a nos aproximarmos um pouco mais do sagrado e a encontrar, dentro de nós mesmos, a perfeita ligação com Deus e nossos Pais e Mães Orixás e a receber, de braços e coração aberto, o conselho benéfico, a mão amiga e, muitas vezes, o puxão de orelha de um Pai zeloso, que os amados Guias nos entregam, com tanto amor e dedicação. “(…) A Umbanda cheira à rosa…” E Salve o Ponto de Defumação!


ICAPRA

pg. 38

ÀJODUN (60 ANOS DE OXÓSSI) DE PAI CARYBE Divulgação

No último domingo de abril, como tradição, foi comemorado com bastante alegria o Ajodun Odé do saudoso Pai Caribe, organizado por seu sucessor Pai Rinaldo d' Aira e irmãos de Santo. Personalidades como Pai Jesus Oyá, Pai Wagner Oxóssi, Fernandes Oxóssi, Américo Xangô, Reginaldo Ogum, Willian Guian, Fabiano Guian, Júlia d' Omulú, Ekedy Shirley, Ogan Jorge d' Oxóssi, Ogan Cássio dentre outros e destaque para Mãe Jurema de Oya, estiveram presentes prestigiando o evento. Há 12 anos a frente da condução do Ilê o Babalorixá Rinaldo d' Ayrá é também um militante na representação política das casas de Matriz Africana no RJ. Atualmente compõe a direção do Consea RJ e recentemente capacitou-se na 1ª turma de Capelania direcionada aos Zeladores(as) no intuito de combater o crescente aumento de ataques de intolerância religiosa nos presídios, escolas, hospitais e órgãos públicos alavancados por extremistas pentecostais e neopentecostais. Realiza ainda imensos trabalhos com jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade social, na comunidade de Miguel Couto.


ICAPRA

pg. 40


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Jornal Icapra 116 by Jornal ICAPRA - Issuu