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Edição de Fevereiro de 2021

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Promoção válida de 13 de Maio a 31 de Julho de 2019. Para as colecções das marcas Pull and Bear, Amichi, Pepe Jeans, Mango, Custo BCN, Victorio & Lucchino, Pedro del Hierro e Hackett disponíveis em cada estabelecimento Opticalia. Para monofocais: Lentes monofocais orgânicas brancas com índices de refracção 1,50 / 1,60 ou 1,67, com tratamento AR, da linha Vistasoft da Opticalia. Para progressivos, as lentes serão sempre lentes progressivas orgânicas brancas com índice de refracção 1,50 ou 1,60 com tratamento AR, das linhas Basic, Quality ou Prestige, da linha Vistasoft da Opticalia. Para ambos casos, as lentes deverão estar, nos intervalos de fabrico disponíveis dos fabricantes Vistasoft em stock e de fabrico. Financiamento mínimo de 12 prestações e máximo de 60 prestações mensais. TAN E TAEG DO CARTÃO DE CRÉDITO OPTICALIA: 0%. A utilização do crédito está condicionada a uma mensalidade mínima de 9,95€. Crédito disponibilizado pela Abanca Servicios Financieros e sujeito à sua aprovação. As ópticas OPTICALIA atuam como intermediárias de crédito a título acessório e sem carácter de exclusividade.

Ano 14 - n.º 176 - fevereiro 2021 Preço 0,01€

Mensal

Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida PARQUE NASCENTE, loja 409 EMPORIUM PLAZA, Loja 101

Visite-nos em: www.vivacidade.org - E-mail: geral@vivacidade.org

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Nuno Fonseca:

Entrevista João Baião:

“Come-se muito bem aí, como a lampreia. Gondomar é uma cidade maravilhosa.”

“Sim, tenho a intenção de recandidatar-me. Ainda não é uma decisão tomada, mas em princípio, acho que sim, claro. O trabalho ainda não está acabado”

> Págs. 12 e 13

Sociedade Centro de Retaguarda: O Município vai agir para não ter que reagir > Pág. 16

Reportagem Funcionamento dos lares em tempos de pandemia > Págs. 20 e 21

Política

Germana Rocha:

“Eu e o ex-presidente da concelhia estamos a estudar o melhor candidato para o Município” > Pág. 39

> Págs. 24 e 25

A viagem de João Loureiro ao Brasil > Pág. 40

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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Editorial José Ângelo Pinto Administrador da Vivacidade, SA. Economista e Prof. Adjunto da ESTG.IPP.PT

Caros e caras leitores, Procedi a uma análise do PRR - Plano de Recuperação e Resiliência.

SUMÁRIO: Breves Página 4 Sociedade Páginas 6 a 30 Entrevista Páginas 12 e 13

Nem se fala de agricultura ou florestas, que têm uns eurozinhos para poderem achar que também estão incluídos. Se se pensava que podíamos financiar o desenvolvimento do Parque das Serras do Porto com este programa não nos parece.

Política Páginas 39 e 40

Dos 16,4 Mil milhões para o plano, 3,3 podem vir a ser aproveitados pelas empresas e servir de potenciador económico, incluindo-se aqui 1,250 Milhões para o Banco de Fomento que terá com certeza muitas despesas antes de chegar às empresas. O remanescente não é mais que o estado a fazer o que deve o estado fazer, aproveitando o PRR para isso e aliviando o orçamento de estado dessas despesas.... Mas não vai potenciar.... Continuem protegidos,

PRÓXIMA EDIÇÃO 25 MARÇO

Hoje, com o início da vacinação do lar da Lomba, todos as residências de idosos do concelho encontram-se, pelo menos, com a primeira dose administrada.

Gondomarenses lá fora... Página 22 Destaque Páginas 24 e 25

O valor, amplamente anunciado, de 50 Mil Milhões não é, na verdade, deste plano. O PRR é de apenas 16,4 mil milhões, mais 14,2 mil milhões de empréstimos, sendo que o remanescente provém dos fundos estruturais do Portugal 2030 e dos “restos” do Portugal 2020, que ainda tem por investir cerca de 11,2 mil milhões de euros. Sim o Portugal 2020 ainda lá tem por realizar quase tanto como o PRR.

POSITIVO

Reportagem Páginas 20 e 21

Há um completo desprezo pelo investimento privado, os projetos previstos para as empresas são minúsculos face aos valores globais do investimento a ser realizado.

Além do resto, a maior parte dos investimentos são centralizadores. Reforçam o poder central em vez de o distribuir.

Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivacidade.org

Cultura Páginas 32 a 36

NEGATIVO

O VivaCidade recebeu uma denúncia que expunha a quantidade de lixo e monos depositados na Rua Noé Pereira, situada na Zona Industrial.

Desporto Página 41 Empresas & Negócios Página 43 Lazer Página 44 Opinião Páginas 46 e 47

ANUNCIE AQUI Tel.: 910 600 079 pedro.barbosa@vivacidade.org geral@vivacidade.org

SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER E A NOSSA ASSINATURA MENSAL geral@vivacidade.org VISITE-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS: www.vivacidade.org www.facebook.com/jornalvivacidade www.instagram.com/vivacidade www.twitter.com/vivacidade

Viva Saúde Paulo Amado*

Médico Especialista de Ortopedia e Traumatologia * Médico Especialista de Ortopedia e Traumatologia Professor Doutor em Medicina e Cirurgia Mestre em Medicina Desportiva Diretor Clínico da CLÍNICA MÉDICA DA FOZ – PORTO ( 226178917) Coordenador da Unidade de Medicina Desportiva e Artroscopia Avançada do HOSPITAL LUSÍADAS - PORTO Vice Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina e Cirurgia do Pé Membro do Council Europeu do Pé - EFAS CLÍNICA DESPORFISIO – EDIFICIO RIO TINTO I RIO TINTO

QUAIS OS GRANDES DESAFIOS NA SAÚDE PÓS – COVID Como médico Ortopedista, apesar de não estar diretamente na linha da frente no “combate” a esta epidemia, não deixamos de ver a nossa atividade médica de assistência, tanto em patologias crónicas como em agudas, tal como traumas e fracturas, afectadas, com diminuição de pacientes que nos procuram. Trabalhando exclusivamente no sector privado, tivemos uma diminuição de pacientes. Mas no sector público, o impacto foi maior, em que muitas cirurgias de rotina foram adiadas sem data definida, pois existiu necessidade de concentrar todos os recursos em doentes Covid. Estamos certos, nós Ortopedistas, que muitos pacientes nos irão procurar, pós Pandemia, pois muitas patologias crónicas, tal como artroses e outras patologias do foro osteo articular que estão “adiadas” pelos pacientes, não só pela dificuldade de acesso ao sistema de saúde como por receio de procurar os hospitais por parte dos doentes. Muitos foram os ensinamentos que aprendemos nesta Pandemia pelo qual espero que as autoridades deste país retirem conclusões em especial na fase dificil que passamos de Janeiro e Fevereiro. Espero que tenham de uma vez por todas concluído, que para o acesso há saúde, não existe publico ou privado, pois os doentes são os mesmos. Existe sim 2 setores de organização na assistência médica e de cuidados de saúde que se complementam e até porque não referir, de certo modo possam competir, para beneficio da qualidade de cuidados médicos a prestar. Encontramos médicos que trabalham em exclusivo no sector publico, outros em exclusivo no sector priva-

do e um terceiro grupo que trabalha nos dois sectores. Desta forma como se pode separar de forma artificial, prejudicando não só em qualidade mas em tempo útil de resposta a fornecer ao paciente. Jamais se pode admitir que um doente espere por uma consulta de especialidade médica anos ???!!! Como infelizmente ainda acontece. Tudo isto pode agravar pós pandemia em que teremos os pacientes que andaram a adiar os seus problemas, mais os atuais, podendo levar a um acumular de pacientes, que desta vez não serão os Covid. Uma conclusão podemos retirar, é que a Saude é mesmo um bem essencial na nossa Vida comum, sem isso tudo muda, tudo se modifica, desde o mais simples gesto ao mais complexo na nossa atividade diária. Todos passamos a ter maior precessão, que devemos exigir serviços médicos eficazes e acessíveis, para que a qualidade de vida aconteça. Como podemos viver num país com excelente qualidade desportiva, com transferência de atletas e treinadores de MILHOES, com empresas estatais falidas e ao mesmo tempo cuidados de saúde muito deficitários de quase tudo... ??? Alguém disse que o que se irá injetar na TAP dava para construir 3 grandes Hospitais. Que me adiante ter a TAP como empresa de aviação no nosso Portugal, que eu que sou do Porto em nada ou muito pouco beneficio? Espero assim que as autoridades politicas deste país tenham “aprendido” que o sector da saúde merece mais atenção, investimento, pois sem SAÚDE a vida acaba, a nossa vida se interrompe, tal como agora acontece, neste belo Portugal.

FICHA TÉCNICA Registo no ICS/ERC 124.920 | Depósito Legal: 250931/06 | Diretor: Augusto Miguel Silva Almeida (TE-241A) | Diretor Adjunto: Carlos Almeida Redação: Carlos Almeida e Gabriela Monroy | Departamento comercial: Pedro Barbosa Tel.: 910 600 079 | Paginação: Rita Lopes | Administração e Propriedade do título: Vivacidade, Sociedade de Comunicação Social, S.A. Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435-778 Baguim do Monte | Administrador: José Ângelo da Costa Pinto | Estatuto editorial: www.public.vivacidade.org/vivacidade | NIF: 507632923 | Detentores com mais de 5% do capital social: Lógica & Ética, Lda., Augusto Miguel Silva Almeida e Maria Alzira Rocha | Sede de Redação: Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435778 Baguim do Monte Tel.: 919 275 934 | Sede do Editor: Travessa do Veloso, nº 87 4200-518 Porto | Sede do Impressor: LUSO IBÉRIA – Av. da República, n.º 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa | Colaboradores: André Rubim Rangel, Andreia Sousa, António Costa, António Valpaços, Beatriz Oliveira, Bruno Oliveira, Carlos Almeida, Diana Alves, Diana Ferreira, Domingos Gomes, Frederico Amaral, Gabriela Monroy, Germana Rocha, Guilhermina Ferreira, Henrique de Villalva, Isabel Santos, Joana Resende, Joana Simões, João Paulo Rodrigues, José António Ferreira, José Luís Ferreira, Luís Alves, Luís Monteiro, Luís Pinho Costa, Manuel de Matos, Manuel Teixeira, Marta Sousa, Paulo Amado, Pedro Oliveira, Rita Ferraz, Rita Lopes, Rui Nóvoa, Rui Oliveira, Sandra Neves e Sofia Pinto. | Impressão: Unipress | Tiragem: 10 mil exemplares | Sítio: www.vivacidade.org | Facebook: facebook.com/vivacidadegondomar | E-mail: geral@vivacidade.org


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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Breves Manel Kape deu luta, mas perde na estreia no UFC

Município entrega cerca de 1200 computadores às escolas do concelho

O lutador luso angolano, criado em Rio Tinto, acabou derrotado perante o brasileiro Alexandre Pantoja, nas decisões dos juízes. Apesar de ter deixado uma excelente imagem com o seu estilo de luta, o “Starboy” tinha pela frente em Las Vegas, Estados Unidos da América, um lutador com bastante experiência, quinto no ranking mundial dos pesos-mosca. Apesar de ter criado bastantes dificuldades ao seu oponente, saiu derrotado por decisão unânime dos juízes (29-28; 2928 e 30-27).

A Câmara Municipal de Gondomar reforçou com mais 1200 computadores os recursos informáticos dos estabelecimentos escolares, totalizando assim 2000 equipamentos e 700 hotspots já entregues, desde o início da pandemia, a alunos que se encontram a frequentar os vários níveis de ensino. Um investimento realizado de 680 mil euros.

Doe Sangue, doe vida! Para este mês, a população interessada poderá proceder à doação de sangue nos seguintes locais: dia 6 de março, na Junta de Freguesia de Valbom, entre as 9h e as 12h 30 min; e no dia 21 de março, na Junta de Freguesia de Foz do Sousa, entre as 9h e as 12h 30 min.

Gondomar SC na liderança do Campeonato Portugal Ala Nun’Alvares em dificuldades no Campeonato Nacional Honda de Voleibol Após derrota por 3-2 frente à Académica de S. Mamede, a Ala Nun’Alvares ocupa o penúltimo lugar do Nível de Despromoção do Campeonato Nacional Honda, com 5 pontos em 5 jogos. No próximo fim de semana, os gondomarenses têm um jogo decisivo, onde vão defrontar em Matosinhos, o Leixões SC.

Após a vitória por 2-1 sobre o Leça FC, no passado fim de semana, o Gondomar SC alcançou o primeiro lugar da série C do Campeonato de Portugal. A equipa orientada por Américo Soares lidera com 28 pontos, ainda que à condição, visto que o segundo e terceiro lugar têm menos um jogo (Leça FC e CD Trofense respetivamente). No próximo fim de semana, os gondomarenses vão ao terreno do FC Pedras Rubras defrontar a equipa local.

Corporações receberam 30 mil litros de combustível O executivo municipal aprovou, em reunião de Câmara, no dia 18 de fevereiro, o apoio extraordinário de 30 mil litros de combustível às cinco Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Município. O intuito desta medida é o de minimizar o impacto financeiro da situação pandémica nas Corporações de Bombeiros, as quais têm assistido a uma queda significativa nas suas receitas.

Fim de Semana Negativo no ténis de mesa feminino gondomarense No passado fim de semana em dupla jornada, a Ala Nun’Alvares que participa na Primeira Divisão do Nacional Feminino de Ténis saiu derrotada contra o GDC Juncal por 4-1 e contra a U Sebastianense FC também por 4-1. A equipa gondomarense, que disputa com as atletas Raquel Martins e Marta Santos, ocupa neste momento o 5º Lugar com 5 pontos, em 8 jogos realizados.


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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Sociedade O Plano E@D do Agrupamento de Escolas nº1 de Gondomar (AEG1), decorre do reinício das atividades letivas não presenciais, a partir de 8 de fevereiro, decretado pelo governo como medida promotora do isolamento social, no combate à pandemia da Covid-19. Nesta versão 2, de fevereiro de 2021, tivemos em conta a experiência já acumulada e a formação em que todos os docentes e educadoras deste agrupamento têm participado. Preocupamo-nos com o reforço do espírito de pertença ao grupo e à comunidade AEG1, através de uma comunicação que pretendemos que seja eficaz. Para tal, e entre muitos outros procedimentos, contribui o envio semanal a cada turma de uma Newsletter. Este plano espelha, acima de tudo, o compromisso do AEG1 com o desenvolvimento das aprendizagens de TODOS os alunos, daí que o Perfil dos Alunos do Século XXI, as Aprendizagens Essenciais, bem como os documentos enquadradores da Educação Inclusiva e da Educação para a Cidadania sejam os grandes documentos orientadores. Este plano de E@D foi construído no sentido de continuarmos o desenvolvimento dos domínios estabelecidos, quer no PEA, quer no Plano de Melhoria, dando, assim, cumprimento ao estabelecido no Plano Curricular de Desenvolvimento das Aprendizagens 2020-2021. A saúde de todos depende da ação de cada um de nós. Sabemos que o elevado profissionalismo e sentido de missão dos nossos professores e do nosso pessoal não docente permitir-nos-á, uma vez mais, estar à altura deste imenso e incomparável desafio. Contamos, também, com a responsabilidade dos nossos alunos e das suas famílias. Protejam-se e fiquem bem! A diretora, Lília Silva

O canal Youtube do AEG1 já está em pleno funcionamento!!!!

Neste ano letivo, vivemos a “escola” entre dois tempos: iniciamos com o ensino presencial e, devido a imperativos de saúde pública, regressamos ao ensino à distância. Testemunhos de pais e encarregados de educação acerca do ensino presencial num tempo de pandemia. Associação de Pais da Escola Básica de Gens Todos já antevíamos que este iria ser um ano difícil. O ano letivo passado já tinha sido limitado por esta nova realidade pandémica e pelo “bicho papão” COVID19. Tendo em conta a situação atual, o objetivo da APGENS tem sido manter o foco naquilo que pode ser feito para melhorar as condições de alunos, auxiliares e docentes, mantendo sempre uma visão otimista e saudável face aos horizontes que se avizinham. As maiores preocupações de todos os intervenientes, na EB/JI de Gens, têm a ver com a COVID19. A falta de informação, ou a informação “quebrada” ou a informação dispersa por vários agentes e entidades, proporciona alguma ansiedade aos Encarregados de Educação, em relação ao que devem ou não fazer e que comportamentos adotar. Percebemos que há um esforço das entidades envolvidas para promover um bom acompanhamento dos alunos e tentar com que a situação pandémica afete o menos possível o desenvolvimento interpessoal e afetivo dos alunos. Há, sem dúvida, uma preocupação dos EE em relação ao aproveitamento escolar, em especial na EB: como é que se recupera de um cenário pandémico desta dimensão, nunca vivido antes em Portugal? Este é um assunto para pensar e desenvolver, assim que a “poeira do vírus assentar”, e traçar estratégias para mitigar as consequências da pandemia na educação das nossas crianças, numa altura tão charneira do seu desenvolvimento pessoal e intelectual. Ana Maria Oliveira, Presidente da Associação de Pais da EB/JI de Gens

Associação de Pais da Escola Básica de Jovim Foz do Sousa Nos tempos em que vivemos, no meio de uma guerra em que o nosso inimigo é invisível, não tem sido fácil para qualquer Encarregado de Educação deixar os educandos irem para a Escola. Contudo, conforme o 1° Período foi passando, foi-nos sendo transmitida, tanto da parte da Coordenação da Escola Básica de Jovim Foz do Sousa, bem como da Direção do Agrupamento, confiança, tanto ao nível da segurança como da higienização de todos os espaços da Escola. Minimizar o desconforto sentido pelos alunos e pelos Encarregados de Educação é uma prioridade. Temos a certeza de que, no nosso Agrupamento, tudo é feito de forma a não comprometer o nível de ensino dos nossos educandos. Susana Sousa, Presidente da Associação de Pais da EBJFS

Associação de Pais Escola Secundária de Gondomar

No geral, sinto que a ESG é uma escola segura, preocupada com as aprendizagens dos alunos e aberta à comunidade que a rodeia. Segura, porque, apesar do estado de pandemia em que vivemos, implementou uma série de medidas que visam a redução ao mínimo possível do risco de contágio entre os alunos. Preocupada com as aprendizagens, porque as medidas implementadas têm como objetivo dar aos alunos as “ferramentas” necessárias para atingirem os melhores resultados possíveis. São, também, desenvolvidos projetos que envolvem os alunos, permitindo-lhes desenvolver capacidades e competências que são importantes para o seu futuro. Contudo, não se pode pensar que tudo é perfeito. Existem, naturalmente, preocupações e aspetos que devem ser melhorados. Inicialmente, foi preocupante a falta de Assistentes Operacionais, de professores de substituição e o facto de os alunos não poderem usufruir do intervalo ao ar livre, embora seja uma medida compreensível. Motivo de satisfação é verificar a preocupação da Direção em envolver os Pais e Encarregados de Educação na tomada de decisões pelos Órgãos de Gestão da Escola e verificar que há um trabalho enorme por parte de todos para que os educandos se sintam o melhor possível dentro da escola. Duarte Silva, Presidente da Associação de Pais da ESG

Parabéns, Beatriz!

O site “Finance Controller”, PAP ( Prova de Aptidão Profissional) da aluna Beatriz Neves, do 12º 13, do Curso Profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, passou à 2ª fase do concurso Sitestar.pt 8 do 2º Escalão - Escola Mais Digital, Faz a Diferença, Jovens com Talento.


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Viva Prevenido Catarina Gonçalves Optometrista da Opticália

Não se adapta às lentes progressivas? Desmistificar a inadaptação às lentes progressivas.

Tem mais de 40 anos e sente dificuldade em ver letras pequeninas ao perto? Tem necessidade de afastar a folha para ler melhor? Procurar locais com mais luz? Se a sua resposta a estas perguntas for sim, na verdade tem presbiopia. Este tipo de problema começa a manifestar-se a partir dos 40 anos de idade e é devido à pouca elasticidade dos músculos do cristalino responsável por a nossa boa visão e focagem. Hoje em dia são várias as soluções para este erro refrativo. Primeiramente, terá de recorrer a uma consulta para examinar, adequadamente, a sua visão. A consulta será constituída por várias fases: uma informação breve sobre antecedentes visuais e oculares, assim como da saúde em geral; descrição das suas tarefas diárias como o seu trabalho entre outras atividades. Seguido dessas informações passamos para a realização de testes preliminares, refrativos e à sua motilidade ocular. Será, também, avaliada a sua visão binocular e acomodação e, por fim, a sua saúde visual. Todos estes exames vão auxiliar-nos na escolha da melhor solução para si. A prescrição para a presbiopia pode ir desde o uso de óculos apenas para situações de visão ao perto ou para pessoas que já necessitavam de óculos para a visão de longe: as lentes bifocais, lentes progressivas e lentes de contacto multifocais. Existe um grande estigma em relação às lentes progressivas. Foram vários os casos de inadaptação a estas mesmas lentes e, na verdade, antigamente as mesmas padeciam de algumas aberrações óticas laterais o que limitava bastante a amplitude do campo visual dos usuários. Hoje em dia, as lentes estão cada vez mais otimizadas e o número de pessoas que não se adaptam é cada vez mais reduzido. Existem vários tipos de lentes progressivas e, com a devida informação, hoje em dia é possível escolher a ideal para si. No entanto para cada pessoa existe uma lente progressiva adequada e para que essa escolha seja a melhor temos de ter em atenção vários fatores: a sua profissão, as diversas distâncias de trabalho,conduzir à noite, hábitos de leitura (uso de aparelhos digitais como tablets, telemóveis, computador), o equilíbrio da sua visão binocular, o seu erro refrativo, entre outros. Todos esses parâmetros nos permitirão escolher a lente ideal para si, com um bom campo visual. Podemos dar um exemplo prático de uma escolha acertada de lentes progressivas num cliente que passa o dia ao computador e a escrever vai necessitar de uma lente com visão de perto e intermédia mais ampla do que propriamente a visão de longe. Neste caso escolheríamos uma lente que desse mais conforto visual no perto e intermédio. Se fosse um cliente que conduz bastante teriamos de aconselhar uma lente com um campo visual predominante no longe. Deste modo, conseguimos minimizar os sintomas de inadaptação tão frequentes e, simultaneamente, já tão ultrapassados neste tipo de lentes. Informe-se mais e melhor connosco. Tire todas as suas dúvidas na Opticalia Gondomar, a nossa equipa especializada estará ao seu dispor para fazer todos os exames e medidas necessárias para assim ajudar e aconselhar a lente mais adequada a si.

Sociedade

Manutenção e abate de árvores criticados pela população São várias as zonas do concelho que foram criticadas pela má manutenção e pelo abate excessivo destes recursos. Questionamos o Vereador do Ambiente, José Fernando e duas Uniões de Freguesias mencionadas nas denúncias. Confrontado com as acusações, José Fernando reconhece os problemas mencionados pelos munícipes e refere que tem estado a par desta situação e que, enquanto responsável pelo ambiente “Esta situação preocupame muito”. O Vereador explica que “Num passado muito recente quando resolvemos passar para as Juntas de Freguesias estas competências (poda e manutenção das árvores), era necessário que eles tivessem realmente pessoas capacitadas e formadas para estes serviços”, José Fernando reconhece o erro cometido e espera que no futuro esta situação seja revertida. No entanto, adianta que “Todos os meses eles recebem verbas para fazerem estes serviços. Eles têm aqui duas hipóteses ou contratam uma empresa de fora que saiba fazer devidamente este trabalho, ou fazem com os recursos de pessoal que têm e que, normalmente, não estão capacitados para isso”. O responsável pelo ambiente reconhece o esforço das Juntas e explica que entrou em contacto com as entidades locais do concelho e pediu que “Cada vez que uma equipa fosse para o local”, comunicasse previamente a Câmara para uma técnica os acompanhar. O intuito desta decisão é “Minimizar o máximo possível estes riscos e explicar como as podas são efetuadas”. Quanto ao abate essa responsabilidade é do Município. O Vereador explica que as árvores abatidas resultam de uma análise fitossanitária que foi previamente realizada. Esta análise revela quais representam “Perigo de vida para as pessoas. Nós lamentámos, mas é o nosso dever minimizar os riscos, é a nossa obrigação”. José Fernando reconhece a responsabilidade e garante que todas as árvores

> José Fernando, Vereador do Ambiente da CMG

abatidas serão repostas e, em mais quantidade. Fomos até à União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, falar com o Presidente Pedro Vieira. O autarca começa por referir que esta situação não está bem clara de quem é responsável pela poda das árvores. A Junta de Freguesia faz a manutenção dos espaços verdes. Quanto à poda das árvores, há aqui uma colaboração entre a Câmara e a Junta. Árvores de pequeno porte a Junta executa a manutenção e a poda, as outras de grande porte não, porque é a Câmara Municipal que assegura” essa manutenção. O responsável pela União de Freguesias sublinha que, para realizar este trabalho, é necessário ter meios “É preciso dar formação aos funcionários e é preciso contratar mais colaboradores, há aqui naturalmente uma necessidade de investimento no serviço público”. O edil sublinha que “não se esteja aqui apenas a passar a culpa uns para os outros”, porque na opi-

> Imagem da rua completamente despida

nião de Pedro Vieira, independentemente do que esteja escrito tem que haver uma “Colaboração entre a Junta e a Câmara, uma relação de proximidade e de boa fé, para que o trabalho no terreno, seja compatível com as necessidades”. Na perspetiva de António Braz, Presidente da União de Freguesias de São Cosme, Valbom e Jovim, “Nós reconhecemos que temos algumas falhas, mas temos consciência que fazemos o que podemos”. O edil explica que com a pandemia a situação complicou-se e que o horário de trabalho dos funcionários foi reduzido, o que impediu o tratamento de mais árvores. O autarca reconhece que há situações de árvores específicas que deveriam de ter “um aconselhamento melhor”. O Presidente constata ainda que “Se calhar devíamos ter a colaboração de outras entidades, que poderiam disponibilizar alguns equipamentos que existem no concelho e que nesta altura podiam estar a ser utilizados”. ▪


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Sociedade

Juntas vão porta-a-porta contactar mais de 4 mil utentes O Município de Gondomar, deliberou juntamente com os Presidentes das Juntas de Freguesia do concelho e os responsáveis pelo Agrupamento de Centros de Saúde de Gondomar (ACeS) delinearam, em conjunto, ações que visam otimizar o processo de vacinação contra a COVID-19 em Gondomar. O objetivo é garantir que nenhum utente elegível para vacinação fique de fora. Num primeiro momento, ficou acordado entre as várias entidades que as Juntas de Freguesia vão assegurar o transporte ao Centro de Vacinação Municipal, a todos os utentes que, sendo elegíveis para a vacinação, não possuam retaguarda familiar - ou outro tipo de condição - que os permita deslocar-se ao Multiusos de Gondo-

mar. Além deste apoio, ficou também acordada a colaboração das Juntas de Freguesia de forma a acelerar a identificação e a otimizar os contactos com os utentes elegíveis para a vacinação. Isto porque, segundo levantamento do ACeS de Gondomar, dos mais de 13 500 utentes elegíveis para a vacinação, cerca de 27% (mais de 4 mil utentes) não possui qualquer contacto telefónico no respetivo Centro de Saúde. Daí a necessidade de mapear, através de um contacto porta-a-porta, os utentes residentes em determinada Freguesia e inscritos numa unidade de saúde pertencente ao ACeS de Gondomar e de proceder à atualização do seu contacto telefónico. Esse contacto porta-a-porta será assegurado pelas Juntas de Freguesia. O Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, reconhece o trabalho “Impecável” que os Presidentes têm vindo a desempenhar nesta situação junto a este nicho da população. O autarca explica ainda

que, a partir desta semana o “procedimento começou a ser todo informatizado. O número de telemóvel utilizado é aquele onde as pessoas recebem as receitas”. Estas ações têm como objetivo garantir que nenhum utente pertencente aos grupos prioritários fica de fora da vacinação, tendo ficado clara a importância da colaboração efetiva entre todas as entidades. Todos os colaboradores encontram-se devidamente identificados, no entan-

to em caso de dúvida a pessoa pode e deve apontar o nome do funcionário e entrar em contacto com a sua Junta de Freguesia para confirmar que são de facto funcionários da Junta. Caso algum idoso não atenda, os representantes das Juntas que se encontram no terreno deixam um aviso na caixa de correio a informar que estiveram no local, no âmbito da vacina da COVID-19 e que o munícipe necessita de entrar em contacto com a Junta. ▪

Classificados do 29º Festival do Sável e da Lampreia O Sável e a Lampreia sempre foram dois pratos gastronómicos de renome no concelho de Gondomar. Faz parte da história, da identidade do Município e com o intuito de comemorar e eternizar estes produtos que transcende gerações é realizado o Festival do Sável e da Lampreia em Gondomar.

Neste Festival, os restaurantes de Gondomar dão o seu melhor para fazer brilhar estas matérias primas e destacar-se da concorrência com o melhor prato. No ano de 2020, decorreu, entre o dia 29 de fevereiro a 29 de março, o 29º Festival do Sável e da Lampreia. O concurso é dividido em três distinções que são: a Categoria de Melhor Lampreia, a Categoria de Melhor Sável e Certificados de Participação. Na categoria de Melhor Lampreia recebeu o certificado de Ouro os seguintes estabelecimentos: Ponte do

Freixo, O Laranjal, Dom Vicente, Figurino do Douro, Estrelas do Douro, Beef D’Ouro, Cantinho das Manas, Choupal dos Melros, Madureira’s Vera Cruz, Bom Retiro, Rei da Tasca. Com certificado de Prata ficou qualificado a Casa Lindo, o Campidouro e o Clube dos Caçadores. E, com o certificado de Bronze ficou classificado os restaurantes o Cardeal e os Sabores do Chefe. Na categoria de melhor sável, o certificado de ouro foi atribuído aos seguintes restaurantes: Estrelas do Douro, Casa Lindo, Cantinho das Manas,

Madureira’s Vera Cruz, O Chefe Barbosa, Rei da Tasca. Premiado com os certificados de Prata, ficou qualificado o Porto à Vista, Ponte do Freixo, O Laranjal, Dom Vicente, Clube dos Caçadores, Beef D’Ouro, Bom Retiro, O Fórum. Foi premiado com o certificado de Bronze o Cardeal e o Choupal dos Melros. E o Certificado Originalidade foi atribuído ao estabelecimento o Rei da Tasca. Quanto aos certificados de Participação estes foram atribuídos aos restaurantes O Fórum, o Porto à Vista, o 3 MMM e O Chefe Barbosa. ▪ PUB


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Entrevista Foto DR

JOÃO BAIÃO: “A felicidade é um chavão, mas a saúde é agora o mais importante”

Texto: André Rubim Rangel Tendo praticado ginástica desportiva e futebol na infância, sentiu cedo que a sua vocação não passaria por aí? Nessa altura nunca pensei muito nisso. Ia vivendo a vida à medida que ia sentido, pois gostava de fazer muita coisa ao mesmo tempo. Eu tinha 9/10 anos e estava nos escuteiros e fazia teatro com o meu irmão. E, simultaneamente, praticava ginástica e jogava futebol. Era uma outra geração: vivia-se muito a vida na rua, com os colegas e amigos. Havia jogos de futebol de rua contra rua, mas o bichinho de comunicar era maior. Eu arranjava sempre um grupinho para fazer peças de teatro e dirigia a secção de teatro. E acha que faz falta nos jovens atuais essa riqueza de partilha e interação com os jogos e convívios de rua, até para não estarem tão dependentes das novas tecnologias? Naquela altura estávamos longe de saber o que seria a internet e o telemóvel. Era um outro tempo: as pessoas comunicavam mais e sentia-se mais amizade com quem vivia perto de nós. Entretanto tornou-se impraticável porque as cidades se tornaram muito mais agitadas e mais movimentadas em termos de tráfego. Mas lembro-me como era mais saudável antigamente, em que se jogava à carica, ao berlinde, aos carrinhos de esfera… Hoje em dia vive-se muito dentro de casa, com as tecnologias, mas não quer dizer por isso que as pessoas não se relacionem.

Talvez menos um pouco, mas de outra maneira. Naquela altura, se tivesse havido uma pandemia, não poderíamos estar a gravar esta entrevista pelo Zoom, por exemplo. Começou na representação dramática interpretando clássicos teatrais de grandes dramaturgos mundiais. Como disse Schopenhauer, concorda que “não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho? (risos) Eu acho que o teatro, o cinema e a música fazem parte da nossa vida. Sentimos isso agora, que estamos fechados em casa. Se não fosse a arte e a cultura, viveríamos mais fechados e se calhar as depressões seriam maiores. Aliás, a Cultura faz crescer o povo: foi através dela, e da arte, que surgiram grandes pensadores; que o mundo avançou e se deram a conhecer novos caminhos, novas vertentes e novas ideologias. Acho que isso é importante e nós, às vezes, encaramos um bocadinho a Cultura como uma coisa supérflua e desnecessária. Mas a verdade é que isto é a essência daquilo que pode ser uma Sociedade e vemos outros países, como a Espanha e o Brasil, em que sentem aquilo de forma orgânica, que faz parte do povo: a televisão, a música, a pintura, a dança, etc.. O que aponta, então, ainda fazer falta à nossa Cultura, até para estar ao nível que devia estar? Eu penso que nós evoluímos muito nestes últimos anos. E, hoje em dia – agora não –,já temos acesso a muitas propostas teatrais e a muitas estéticas. Sinto que falta acreditarmos um bocadinho mais naquilo que é nos-

tra vertente: enquanto na «Grande Noite» eu era um ator a representar uma personagem, ali eu era o apresentador. Era o próprio João Baião, a conduzir o programa. Mas posso referir que essas duas propostas foram uma grande abertura para, pelo menos, as pessoas conhecerem o meu trabalho. Como sabemos, a televisão chega a muito mais gente do que o teatro. Sendo o João um verdadeiro «show man», não podia deixar de ingressar nalguns dos espetáculos musicais de La Féria. Que análise faz a esse conceito e estilo de produção? (risos) O Filipe, de facto é um sonhador e é um mágico em termos de teatro. Ele não fez só musicais, há já muito tempo que está no teatro. Realmente ele tem um nível muito idêntico, e em alguns casos superiores, a musicais que vemos na Broadway ou mesmo em Londres. Está muito a esse nível e isso é extraordinário. De repente, de há uns anos para cá, começamos a ver esse género de musicais de outras agências e promotoras, porque realmente as pessoas gostam desse tipo de espetáculos. É uma pena que o «teatro de revista» tenha perdido algum fôlego, que foi um grande espetáculo musical de tradição no nosso país. Mas acho que há espaço para tudo. Os diferentes musicais têm a sua estética, porém o Filipe marca aqui a diferença quando tenta imprimir na nossa realidade o conceito do que se faz na Broadway e em Londres.

so e desenvolvermos nós próprios. Porque já mostramos que temos matéria-prima. É curioso ver-se que qualquer produção teatral acontece em todo o país. E uma coisa incrível é que fora de Lisboa há salas de espetáculo ótimas e tem-se investido nisso. De cada vez que há um espetáculo em cada cidade o público gosta de ver e está presente. Houvese colegas a falarem em crise no teatro, mas – antes da pandemia – têm-se enchido salas e há muitas propostas em termos de novos espetáculos. Por isso, acho que estamos no bom caminho. E Portugal teve uma abertura muito grande ao mundo: é preciso mantê-la e incentivar os novos talentos. Ainda por cima, porque há muitos atores jovens que são dinâmicos e que têm novas propostas. Somos um país rico culturalmente e, às vezes, olhamos para fora endeusando o que daí vem em detrimento daquilo que é nosso. Com o tanto que já realizou, considera que o programa da sua vida, em termos de apresentação, foi o «Big Show SIC», no ar durante cinco anos? Porquê? Não consigo eleger o melhor trabalho. Antes desse tinha acontecido a «Grande Noite», com o Filipe La Féria, onde tive a oportunidade de conhecer atores de outras gerações – Raul Solnado, José Viana, entre outros – e gente que também cantava e que foram os meus ídolos da adolescência. Os canais privados estavam a nascer e foi uma “pedrada no charco” em termos de propostas diferentes a nível de produção teatral, com o teatro feito em televisão. Teve um impacto muito grande! Depois, o «Big Show» teve uma ou-

No seu entender, qual o motivo que impedem de haver um maior número de musicais dele, comparativamente com outrora? Não há redução: o La Féria nunca parou de fazer produções e tem feito espetáculos grandiosos. Não sinto decréscimo, mas é verdade que haja uma aposta monetária menor que dificulta as produções a visitarem outras salas do país. É a minha e nossa visão do Norte: dantes havia muitos mais espetáculos musicais, de La Féria e não só, nas salas do Grande Porto e deixou de haver… Mas isso tem a ver com algum preconceito de determinados diretores de grandes salas de teatro e acabam por não apostar neste tipo de propostas. Como aconteceu com o Teatro Rivoli, apenas com realizações esporádicas. O que é pena, pois acaba por ser uma nódoa negra na nossa essência. O público gosta de tudo e quando o espetáculo é de qualidade ele vai ver. Voltando ao João, afinal, de onde lhe vem essa energia toda? Pois todo o seu corpo fala, em movimento e dinâmica constantes, enquanto apresenta e representa… (risos) Essa é a pergunta que mais me fazem, para a qual ainda não tenho resposta. Eu sinto que sempre fui assim, mesmo na infância quando referia há pouco que gostava de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Só comecei a perceber que tinha essa energia fora do normal quando as pessoas me começaram a falar nisso. Eu sabia lá que era fora do normal, se sempre fui assim! Aliás, eu quando estudava em casa, no tempo da escola, fazia-o em frente à televisão: eu vivia-a muito. Era prati-


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Entrevista camente vidrado nas coisas da televisão. Os meus pais achavam muito estranho como eu conseguia assimilar a matéria escolar e os TPC em frente à televisão, mas a verdade é que eu conseguia. E consigo. Eu consigo encontrar a minha paz no meio duma multidão, por isso gosto das grandes cidades, de muita luz e de cor. Sempre fui assim, é algo orgânico. Nem vê o facto dos seus 57 anos serem uma barreira para tal energia permanente? É algo que nem pensa, nem sente a idade a passar por si? Nem penso, nem sinto que a idade me esteja a pesar em algum desses aspetos. Pelo contrário, até sinto um maior fulgor. Mas também sei que com a técnica que tenho dá-nos algum autocontrole. Ainda bem que não sinto, porque esta é a minha essência e quero manter a minha energia no auge, até para não dececionar as pessoas. E tem alguma preparação e tipo de cuidados, como o alimentar e a atividade física para ajudar nessa energia? Quando me apercebi dessa tal energia, pelas pessoas falarem, comecei a fazer por sustentá-la, através da minha alimentação e exercícios físico. Mas gosto muito de comer e comer à vontade, sem ter limites para nada. O que faço é sem exageros nem fundamentalismos, sem passar horas no ginásio. É apenas para manter a boa-forma e para as dobradiças não enferrujarem (risos). Consta na sua biografia, online, que – também como encenador – lançou publicamente atrizes como Maria Rueff e Sílvia Rizo. Sente quota-parte de responsabilidade no sucesso que ambas atingiram? Eu nunca penso nas coisas dessa forma. Eu, na altura, estava a fazer várias coisas e queria fazer um espetáculo de «café-concerto», que é um género que infelizmente se perdeu um

bocadinho. Tinha participado num e, como as solicitações eram muitas, quis continuar a fazer. Eu estava então a fazer uma peça com o Armando Cortez e a Manuela Maria e no conservatório estava a Maria Rueff, que ia visitar-nos muitas vezes. Eu via que aquela mulher era duma comicidade incrível: ela imitava muito bem os atores brasileiros e divertia-nos a todos em cheio. E pensei: o espetáculo vai ter uma nova versão e vou convidá-la. E, claro, acabou por ser um êxito: a Maria é genial, mesmo! Mas não sinto responsabilidade nenhuma. O talento relaciona-se com a própria pessoa e, às vezes, há pessoas com muito talento que podem não ter oportunidade de chegar ao sítio certo e na altura certa. Também aconteceu o mesmo com a Sílvia. Estava a fazer o «Maldita Cocaína» de La Féria, no Politeama, conheci-a e fizemos um café-concerto num bar. Naquela altura, de facto, havia uma dinâmica e fazíamos espetáculos diários em bares diferentes. Estamos em fevereiro e este ano não houve expressão exterior visível de Entrudo. E recordo que em 1996 apresentou o Carnaval do Rio de Janeiro: é esse o melhor Carnaval mundial, para si? Ou o de Veneza é mais mágico e genuíno? Eu nunca fui ao carnaval de Veneza, mas sei qual é o contexto e sua estética: é muito mais sereno, poético e teatral. Mas aquele que tem a ver mais comigo é o carnaval brasileiro, porque vivi dois anos no meio daquela escola de samba e daquele ritmo. E não há espetáculos como aquele, com aquela energia! E não é fabricada, é uma coisa epidérmica. Eu gostei imenso e repetia imenso. Carnaval é festa, é folia, e eles vivem-no com muita verdade. E estar no meio daqueles 50 tocantes de bateria é uma coisa única, que ficará para a vida toda. Num outro tipo de festa, em 2014 esteve em Gondomar para apresentar «Portugal

em Festa» na maior romaria deste município. Que lembrança tem da cidade e dessa «Feira das Nozes», integrada na Festa de N.ª Sr.ª do Rosário? Eu já visitei Gondomar diversas vezes. Além desse programa, também apresentei há uns anos o «Há Volta», numa volta de bicicleta a Portugal, em que entrevistei o Major Valentim Loureiro. Estar aí é incrível porque as pessoas são muito carinhosas comigo. Como todas as do Norte, principalmente, que têm uma autenticidade muito delas, não fazem favores e não põem capas. Elas vêm e abraçam-nos. Recordo-me sempre como me abordam, é como se eu fosse da família! As pessoas falam comigo como se eu fosse um irmão, um tio, um companheiro. Elas são muito simpáticas e hospitaleiras. E depois come-se muito bem aí, como a lampreia. Gondomar é uma cidade maravilhosa! Essa relação quase familiar dá-se também com outros seres vivos: o João é amante da Natureza e, como tal, é dono duma quinta com dezenas de animais de várias espécies. Fale-nos um pouco deste projeto… (risos) Não propriamente é um projeto. Eu fui viver para o campo e consegui uma casa com espaço ao ar livre para ter animais. Depois, foi acontecendo. Houve uma amiga que me deu um par de lamas. Eu não conhecia o temperamento deste animal, depois nasceram crias e fui-me afeiçoando a eles. Aqui andam à vontade não tenho intenção de os domesticar. Sempre fui uma pessoa de cidade, não de campo, mas quando a gente começa a trabalhar todos os dias, a crescer e a amadurecer, começa a sentir a necessidade da tranquilidade aos fins de semana, daí esta casa. E é uma energia muito boa, que transmite muita paz, esta relação próxima com os animais. Este é um espaço privado e tenho os animais que a lei permite.

Foto DR

Como vês a relação de algumas pessoas com os animais como se eles fossem humanos, os seus filhos, com afetos que muitas vezes não têm pelas pessoas… Não te parece um exagero? Como em tudo na vida tem de haver equilíbrio. Obviamente que os animais têm tantos direitos como nós e podemos tratá-los como tratamos uma pessoa: não é por aí. Esse equilíbrio também passa pela forma de pensar e de agir. Ter um animal em casa sem ter condições para tal, então mais vale não ter, só porque é engraçado. Já que os animais também sentem e choram. Hoje em dia há uma atenção muito grande sobre os animais e as pessoas não podem dizer nada nas redes sociais com opinião diferente, que são logo atacadas de forma gratuita. Temos de ter respeito por todos, seja humano ou não. E não podemos ser fundamentalistas. A 2.ª década deste milénio foi, para si, negativamente marcante com a morte dos seus pais, num espaço de nove anos. Como é viver e gerir toda essa realidade e continuar – como o vemos – sempre alegre naquilo que faz? O público, que é sempre companheiro e cúmplice do nosso trabalho e nos apoia, não

tem que levar – digamos assim – com a nossa vida pessoal. Obviamente que são perdas irreparáveis, dores que ficam para a vida, mas temos que continuar e encontrar uma forma de gerir o sentimento de perda com a proposta de levar alguma alegria às pessoas. É a vida, é mesmo assim: nunca estamos preparados para perder os pais, fica sempre um vazio. Eu tive de fazer espetáculo na noite em que o meu avô morreu, por exemplo, e isso foi uma coisa terrível. Quando foi do meu pai, dois dias depois estava a fazer televisão. Temos de encontrar forma para ultrapassar esse obstáculo, não o esquecendo, mas sem ter de impingi-lo ao público. Atualmente, apresenta diariamente a «Casa Feliz», na televisão. A particularidade desta casa, e que nos entra em casa, é a felicidade. Acha que ela foi ferida com a pandemia ou podemos ser felizes, mesmo fechados em casa? As nossas casas podem ser felizes se ficarmos dentro delas, protegendo-nos. Depois, encontrando formas que combatam o tédio e os problemas psicológicos. Há tanta coisa boa que se pode fazer em casa! A felicidade, entre tantos valores humanos, é um chavão, mas a saúde é agora o mais importante. Quer queiramos quer não, com tudo o que temos vivido desde o ano passado. Costuma-se dizer: “quando se tem saúde, tudo pode acontecer”. E essa é a verdade. Temos de preservá-la, seja a mental, seja a física. E sentiu aflição quando a sua saúde foi beliscada, ao ficar infetado pela covid. Como foi essa experiência? Se fosse no início, eu tinha ficado mais assustado, porque era o desconhecido na altura e aquelas notícias que nos chegavam de Itália e de Espanha eram aterradoras! Fiquei, então, duas semanas confinado sem fazer o «Olhó Baião» e quando regressei ia um pouco com medo. Depois, como houve muitas explicações pelos médicos e tive muitos colegas que passaram por ela de forma ligeira, eu não tive tanto medo. Ao ouvir: “estás positivo”, fica sempre aquele alerta e aquele nervoso. Confesso que, na primeira noite, foi mais complicado, porque – com tudo escuro – a noite abraça-nos duma forma estranha, quando pensava nas tantas mortes e se me dava um problema respiratório, durante o sono… Foi uma questão mais psicológica, depois passou bem. Os meus sintomas também eram leves. Estive calmo, sereno, e isso é fundamental. Por fim, que apelo final e positivo pode deixar aos nossos leitores? Neste momento, o mais importante é mantermos acesa a esperança! Mantenhamos a guarda da nossa segurança. Vamos ganhar esta batalha, para depois quando passar podermos vir para a rua fazer a festa. A dos santos populares, ou a do teatro, a da música, a da poesia, porque este país é um palco de muitas cores e já precisamos deste respirar de ar puro. Sonhem muito e deem as mãos a quem está ao nosso lado: porque, no fundo, somos todos iguais! ▪


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Marco Martins: “Gondomar é o concelho da região Norte, onde a vacinação está mais avançada” No dia 29 de janeiro foi o início da montagem do Centro de Vacinação Municipal contra a COVID-19, no Multiusos de Gondomar. Uma parceria realizada entre a Câmara Municipal e o Serviço Nacional de Saúde. A diretora da ACES de Gondomar, Cristina Pascoal, adianta que a velocidade da vacinação depende da quantidade de vacinas que são atribuídas ao Município.

A Diretora da ACES de Gondomar, Cristina Pascoal referiu ao VivaCidade que todo este mérito deve-se ao trabalho que tem vindo a ser preparado pelas entidades do concelho ao longo dos últimos meses, “um trabalho verdadeiramente de equipa, entre a Câmara Municipal e a ACES de Gondomar”. A responsável explica que a “Câmara forneceu tudo o que é estruturas físicas, porque não tínhamos capacidade suficiente de conseguir nas instalações do ACES, receber tanta gente ao mesmo tempo. Assim, temos os espaços físicos da Câmara. A autarquia disponibilizou ainda toda a parte informática para que nós conseguíssemos aceder aos nossos registos online em tempo real. Os Assistentes Operacionais do Município têm sido incansáveis no que diz respeito à orientação dos

utentes. Do nosso lado do ACES de Gondomar, temos as equipas de médicos e enfermeiros que vão sendo alocados em número, de acordo com os utentes que temos programados para esse dia”. Todo o agendamento que está a ser realizado para a vacinação encontra-se na inteira responsabilidade da ACES de Gondomar. O dia 5 de fevereiro de 2021, ficará marcado como sinónimo de esperança para a população do concelho de Gondomar, dado que começaram a ser administradas as primeiras vacinas na população. O primeiro grupo a estrear as instalações foi o nicho de pessoas com mais de 80 anos de idade e com mais de 50 anos com patologias associadas. Nesta primeira fase de vacinação estavam elegíveis 13 mil pessoas, adiantou a diretora da ACES de Gondomar, Cristina Pascoal. No dia 12 de fevereiro, foi a vez dos soldados da paz receberem a vacina. Ao todo foram 170 Bombeiros das cinco corporações do Município- Areosa/Rio Tinto, Gondomar, Melres, São Pedro da Cova e Valbom. O clima de esperança entre os presentes era visível. Ao VivaCidade o bombeiro da Corporação da Areosa, José Barreiro, revelou que ao fim de vários meses na frente de batalha contra a COVID-19 o sentimento presente é o de “Felicidade com a situação, porque de certa forma é um reconhecimento do risco que corremos diariamente no desempenho das nossas funções”, José Barreiro deixa ainda uma mensagem aos Gondomarenses, “Acima de tudo a vacina existe, é um bom sinal, mas continuem a manter a prevenção, porque ela é o melhor remédio para conseguirmos sair desta epidemia o mais rápido possível”.

Passado uma semana, no dia 19 de fevereiro, foi a vez dos agentes da PSP e da GNR que exercem funções no concelho de Gondomar a receber a vacina. Nesta primeira fase, foram administradas vacinas a 60 militares da GNR e 120 agentes das três esquadras e da Divisão da PSP de Gondomar. Nesse mesmo dia, mas na parte da tarde, foi retomado a segunda dose da vacina às pessoas com 80 e mais anos e de pessoas com mais de 50 anos com patologias. Em declarações ao VivaCidade, o Comissário da PSP, Luís Augusto revela que “É muito importante para os profissionais que estão no terreno receberem esta vacina. Eles sentem-se mais protegidos na sua atividade profissional. No geral todos eles estão satisfeitos e não houve nenhuma reação negativa”. O comissário deixa ainda um apelo “Eu sei que isto é uma questão individual, mas considero que todos nós deveríamos ser vacinados”. Nesse mesmo dia à tarde, decorreu a administração da segunda dose da vacina aos 150 profissionais de saúde do

concelho de Gondomar. Para o médico de família, Inácio Monteiro receber esta vacina “Foi muito importante, porque ela realmente pode mudar o rumo da epidemia. Esta é a nossa única esperança para conseguir uma imunidade de grupo que nos vá proteger deste vírus, depois poderemos ter covid, mas não passará de uma simples gripe, de algo comum, sem sintomas graves”. Ao VivaCidade, o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, revelou que “3070 pessoas no concelho já estão vacinadas e destas pessoas 1600 já levaram a segunda dose, o que é muito importante”. O autarca explica que o objetivo é administrar 500 doses de vacinas por dia no Multiusos. O edil salienta ainda todo o trabalho “incansável” que todos os profissionais que se encontram no terreno têm vindo a realizar, neste processo de vacinação. O Presidente Marco Martins garante ainda que: “Gondomar é o concelho da região Norte, onde a vacinação está mais avançada”. ▪


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Município cria estratégia de Retaguarda para Gondomar O Município de Gondomar lançou o desafio ao Hospital Fernando Pessoa para ser um Centro de Retaguarda concelhio, numa eventual rutura das estruturas distritais de apoio para doentes com COVID-19. Este projeto de medida preventiva conta com o apoio das Águas de Gondomar para garantir o apetrechamento e todos os equipamentos necessários para o espaço. A ideia deste projeto surge quando, “Decorrente da situação pandémica e dos números muito acentuados em termos de COVID”, o Município de Gondomar decidiu criar um plano C, como explica a vereadora Cláudia Vieira ao VivaCidade A responsável explica que, para além das estruturas distritais e dos espaços já preparados em Gondomar, como o Multiusos, “Sentiu-se a necessidade de assegurar e dar retaguarda” aos gondomarenses numa eventual rutura das infraestruturas já criadas. Para a Vereadora, a preocupação do Município é “Com as pessoas, nós não queremos, de maneira alguma que elas fiquem sem retaguarda. Foi nesse sentido que quisemos aqui aproveitar esta estrutura de referência do ponto de vista hospitalar e do serviço de saúde que é o Hospital Fernando Pessoa”. Foi nesse sentido que a entidade camarária, realizou um acordo com o Hospital Fernando Pessoa de servir como Centro de Retaguarda. O mesmo aceitou a proposta.

> Claúdia Vieira, Vereadora do Município

> Centro de retaguarda do Hospital Fernando Pessoa

No acordo estabelecido, o Município só irá pagar os serviços, caso nos próximos seis meses, aconteça alguma eventualidade. Até lá, Claúdia Vieira garante “Isto também tem aqui uma lógica de gestão financeira, em que só pagamos se viermos a precisar, uma vez que o Hospital Escola tem a sua estrutura já criada, tem os seus serviços já devidamente organizados. O que é uma mais valia para nós”. Quanto ao encaminhamento dos utentes, fica à responsabilidade da validação da subcomissão da proteção civil e “Só iremos utilizar estes serviços, quando os outros todos se esgotarem”. Para o Membro do Conselho de Gestão do Hospital Fernando Pessoa, Bruno Soares, esta parceria com o Município pretende dar resposta às eventuais necessidades desta pandemia. O intuito é colaborar seja a nível nacional como estrutura de retaguarda ou concelhio, com

este novo projeto. Assim, após a proposta da Autarquia, a equipa do Fernando Pessoa sentiu a necessidade de desenhar um modelo “Inovador”, com o intuito de dar resposta à comunidade. “Começamos logo a elencar aquilo que são as necessidades básicas. A parceria a ser criada divide-se em três áreas: a primeira é a hospitalização domiciliária, um projeto pioneiro, inovador, onde vamos utilizar uma unidade móvel, constituída por um médico, um enfermeiro e um auxiliar de saúde. A segunda será a hospitalização social para grupos que estão positivos e que não podem estar a coabitar com os outros utentes nas instalações e a terceira é uma enfermaria para acolher até 15 doentes”. Definidos os três eixos, o Hospital depara-se com o problema do que era necessário para operacionalizar o plano delineado. É, nesse momento, que de forma “natural” entra em jogo as Águas de Gondomar, “Assim surgiu a possibilidade deste projeto ter a chancela desta entidade naquilo que nós designamos de responsabilidade social”. “Sentimos logo uma abertura total sendo que passado dois dias desta abordagem, tivemos a confirmação dessa disponibilidade. E conseguimos passar imediatamente à parte da operacionalização e, neste momento, temos a enfermaria completamente equipada e pronta para dar resposta às necessidades do Município” caso seja necessário. Bruno Soares explica que “Já existem dotações para cada uma das tipologias que eu referi anteriormente. Portanto estamos a falar que podemos ter capacidade de resposta para até 200 pacientes em internamento e 70 em resposta do-

miciliária. Portanto, se estamos a ajudar o país e se estamos a dar assistência de retaguarda ao serviço nacional de saúde, temos obrigatoriamente de estar disponíveis para a comunidade que nos acolheu, esta é a nossa filosofia”. Enquanto representante da direção das Águas de Gondomar Jaime Martins explica que a entidade tem esta vertente social e “Queremos estar presentes. Queremos estar ao serviço da comunidade. Muitas vezes não é isto que as pessoas pensam sobre nós, mas é isso que nós indiretamente fazemos e queremos fazer”. “A primeira vez que falamos disto, a ideia agradou-me e, disse logo que tinha todas as condições para avançar. Levei à administração e eles aceitaram o projeto. Em seguida, entrei em contacto com o hospital e mostramos a nossa total disponibilidade e para estar presentes. Estamos aqui também para ajudar a comunidade. Para nós isto não é uma obrigação, estas coisas têm de ser naturais e este é um projeto que gostamos. Nós entendemos que o Centro de Retaguarda é um projeto que está à nossa imagem e que os parceiros que temos são credíveis”, explica Jaime Martins. Bruno Soares referiu ainda que: “A gestão de recursos que a Autarquia tem desenhado e tem posto em ação e, aqui é de salientar também o papel da Vereadora Cláudia Vieira nesta ação, que tem sido importantíssima. Devo felicitá-la pela excelente iniciativa. Assim, isto tem sido bem pensado e bem delineado e que continuemos neste caminho que certamente iremos chegar a bons resultados no condicionamento desta pandemia, especificamente no Município de Gondomar”. ▪


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Um gesto solidário popular que muda vidas O gosto por ajudar o próximo sempre esteve presente no ADN de Susana Barbosa. Foi graças à vontade de ajudar que Susana teve a ideia de criar um projeto que proporcionasse uma ajuda alimentar nesta fase difícil que muitas famílias enfrentam por causa da pandemia. Até ao momento, Susana revela que já ajudaram mais de 650 famílias. Nos últimos seis anos, antes de criar o grupo, Susana já ajudava crianças com necessidades especiais. No entanto, no início da pandemia, em março de 2020, começou a receber no seu perfil pedidos de ajudas alimentar. Devido ao aumento de pedidos, no dia seis de abril, decidiu então criar uma página no Facebook intitulada por Ajuda alimentar a Famílias Susana Barbosa, um gesto solidário que tem vindo a mudar a

vida de muitas famílias gondomarenses. Com o passar do tempo, Susana revela ao VivaCidade que quer os pedidos de ajuda, quer as doações que têm sido realizadas têm registado um crescimento exponencial. Agora, com 4300 membros na página, “Temos cerca de 190 pedidos” de ajuda alimentar, “Recentemente os pedidos dispararam”. A responsável pelo movimento, explica que dado ao que já presenciaram no terreno, o grupo já forneceu ajudas no quesito de “mobilar casas com eletrodomésticos, dar roupas e brinquedos. E, através dos nossos pedidos, já conseguimos arranjar empregos para alguns membros destas famílias”, o intuito é ajudar quem precisa. É ajudar as famílias que tiveram a sua vida “Virada do avesso” por causa da pandemia. A magia de ajudar o próximo começa neste grupo de Facebook, no entanto as doações podem ser realizadas de várias formas “Contamos também com vários pontos de recolha de alguns estabelecimentos comerciais que se aliaram neste gesto solidário. Sendo um ponto de recolha nosso onde poderão deixar o vosso contributo que iremos recolher. Colocamos um cartaz com toda a nos-

sa informação para poderem ajudar ou também pedir ajuda. Para quem não tem acesso às redes sociais podem nos ligar pelo nº 916803544. Para quem está mais longe ou não se quer deslocar aos locais mencionados no cartaz poderão fazer o seu donativo por Mbway para o nº 939815847”. As recolhas são realizadas todas as quintas feiras, por todo o distrito do Porto. Se-

gundo a organizadora, todas as ajudas são bem-vindas, “Porque por pouco que seja, ajuda sempre”. Atualmente, a maior dificuldade do grupo de Susana é a “Falta de um pequeno espaço para depositar as doações. E uma pequena carrinha para transportar as coisas”. Com estas duas ferramentas a responsável acredita que muitas mais famílias poderiam ser ajudadas. ▪

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“As pessoas que estão responsáveis por essas entidades, deviam ter esta visão sobre a importância de realmente preservar o património paleontológico, cultural, histórico” para o futuro da região Apaixonado pela ciência, Pedro Correia é paleontólogo e investigador. Com mais de dez anos de carreira, Pedro já realizou inúmeras descobertas na Paleobotânica e Paleoentomologia, áreas que se dedicam ao estudo de fósseis de plantas e de insetos. Na entrevista o investigador aproveitou o momento para salientar a importância da preservação do património para descobertas futuras e a falta de investimento na ciência. Neste momento, Pedro é o único em Portugal que estuda esta área da Paleobotânica. Quando entrou neste mundo da paleontologia e como é que descobriu esta paixão? Desde novo sempre gostei de fósseis. Sou natural de Valongo, vivi num sítio que era rico em fósseis de trilobites, mas as trilobites foi nos anos 90, foi a minha primeira descoberta nas Serras de Valongo, tinha nove/dez anos de idade. Entretanto entrei na faculdade e surgiu o interesse por paleobotânica. Este território, a Bacia Carbonífera do Douro, S. Pedro da Cova é uma região muito rica em fósseis de plantas e tudo iniciou-se aqui. Para os nossos leitores perceberem, o que é um fóssil e qual a importância que tem para a ciência? Olhe por exemplo, um grupo de plantas tem implicações para o estudo do clima e do ambiente do passado, e nós como conseguimos a nível de comparações com táxons mais semelhantes, mais próximos, conseguimos ver qual é o tipo de clima a que eles estavam adaptados. Nós aqui em S. Pedro da Cova, encontramos um conjunto de floras, por exemplo, que estavam adaptados a um clima seco, e quando este tipo de fósseis foram depositados e preservados ocorreram dois eventos muito importantes, um deles foi a formação de Pangeia, que era o supercontinente em que todos os continentes estavam unidos, e é na Ibéria, que agora atualmente é a Península Ibérica, estava entre dois blocos centrais, a Gondwana a sul e a Laurásia e é por isso que nós vemos estas cadeia montanhosas, que é resultante desta

formação de Pangeia. A partir dessa formação ocorreu também um evento também importante que foi uma mudança climática na época, que é a passagem de um clima húmido e quente para um clima mais árido. Nós vemos no registo fóssil aqui em S. Pedro da Cova, um registo excecional de plantas que estavam adaptadas a esse tipo de clima e ambiente. Do concelho de Gondomar, falando de um ponto de vista geral, S. Pedro da Cova é o mais rico em termos de descobertas deste tipo? Sim, a nível de património paleontológico. O território de S. Pedro da Cova é de facto uma das regiões mais ricas em Portugal, e nós nos últimos dez, onze anos, temos identificado cerca de doze novas espécies, já incluindo este novo táxon. Para a ciência nós temos aqui uma diversidade florística das floras, mas não só da flora, como também da fauna, temos descoberto alguns novos animais, como insetos por exemplo, que ainda são mais raros do que fósseis de plantas. Das suas descobertas, quais foram aquelas mais raras e as que mais se orgulha? Todas. Identificar uma nova espécie exige um trabalho muito delicado e demorado, nós até chegarmos à conclusão que pode ser uma potencial nova espécie é um trabalho que leva normalmente três, quatro anos. Este último, por exemplo demorou cerca de quatorze anos até ser publicado na semana passada, e é sempre uma grande satisfação quando nós conseguimos comunicar o nosso trabalho numa revista especializada. O nosso trabalho, é de certa forma valorizar e também de certa forma preservar o nosso património, por exemplo, junto à CEPSA, encontramos o primeiro registo em Portugal de uma aranha fóssil que não produzia fios

de seda, era uma aranha muito primitiva, daí ser muito importante a preservação dos espaços. Sente que há essa preservação do território, principalmente de São Pedro, sendo um local “de excelência” no país para estas descobertas? Eu gostava de deixar um alerta às entidades municipais de Gondomar. Eu tenho alertado a Câmara Municipal, mas eles nem sequer se dão ao trabalho de responder aos meus emails. É de certa forma desapontante, porque não há aquele feedback. Também não digo só da paleontologia, porque também temos a experiência do Cavalete. As pessoas que são responsáveis por essas entidades, deviam ter esta visão sobre a importância de realmente preservar o património paleontológico, cultural, histórico, e acho que essa falta de conhecimento, de visão, é a chave para realmente ter esta sensibilidade de preservação e de valorização deste património que é essencial para o futuro e realmente para o desenvolvimento daqui da região. Mas quando fala de preservação, é de tornar a zona numa espécie de parque natural para não haver construções, é nesse sentido? Elucide-me um pouco nessa parte. Pois, eu tenho tido a infelicidade dos locais onde faço as escavações são lotes privados, e é muito complicado sensibilizar a Câmara que realmente aquele local vale a pena preservar. Nós temos aqui alguns exemplos, tem ali as bombas de gasolina da Cepsa, por detrás, tem floreamente que está num lote privado, uma das melhores escavações que fizemos, em que nós já descobrimos seis novas espécies. E, também junto as escombreiras encontramos exemplares, aqui o mais importante de preservar são os afloramentos. O território de

São Pedro da Cova tem vários pontos de interesse para a área da investigação e que seria necessário proteger. Eu já tentei sensibilizar a Câmara, mas eles simplesmente não respondem. De todos os trabalhos que já coletou até hoje estão expostos onde? Sim, isso é uma questão muito importante que é quando nós classificamos, e quando publicamos uma nova espécie, neste caso de um fóssil, ele tem que ser encaminhado para um local seguro para um museu, daí que leva um número de coleção, de forma a que no futuro, os jovens investigadores possam depois investigar e estudar os espécimes que outrora, no passado, foram classificados. O último encontrado está depositado no Museu da História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. Com as suas descobertas acaba por levar o nome de S. Pedro da Cova a territórios internacionais e mesmo a territórios nacionais. Já teve alguma história interessante com algum investigador por causa daqui desta zona? Olhe, por exemplo, nós já atribuímos o nome de S. Pedro da Cova a espécies encontradas. Nós temos um novo género e uma nova espécie de um inseto que é o Lusitaneura Covensis, uma nova espécie, que levou o nome precisamente da região em que foi descoberto. Sente que em Portugal há falta de investimento na área da investigação? Sim, sim. Há muita falta de financiamento para a ciência. E, é importante investir na ciência porque podemos com a ciência, neste caso com a paleontologia, projetar o país sobretudo lá para fora, e também atrair mais financiamento e jovens investigadores estrangeiros. E, isso só nos enriquece a nível de cultura científica em Portugal. ▪


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Sociedade

Águas de Gondomar reforça medidas de proteção com aquisição de esterilizador de ozono A Águas de Gondomar (AdG) adquiriu um novo equipamento para realizar ações de desinfeção de forma rápida e eficaz. O aparelho, um esterilizador de ozono, é portátil e permite levar a cabo desinfeções dentro de edifícios ou viaturas, num curto espaço de tempo. O equipamento será usado em ações de desinfeção que vão decorrer, diariamente, nas instalações da sede da empresa e nas viaturas de piquete e de fiscalização da AdG. De acordo com Jaime Martins, diretor-geral da Águas de Gondomar, “é mais investimento numa ferramenta que nos vai permitir reforçar a nossa capacidade de combate ao Covid-19 e garantir, em simultâneo, proteção aos nossos funcionários e aos clientes que recorrem ao serviço de atendimento presencial.”

Esta solução de desinfeção é feita através de ozono, cuja propriedade oxidante muito potente atua rapidamente sobre os vírus e altera a estrutura e permeabilidade de bactérias e células virais, provocando a sua dissolução e eliminação. Como se trata de um gás, atua em todas as direções, anulando qualquer possibilidade de ângulos mortos, o que garante uma cobertura total na área alvo de desinfeção. De acordo com a informação técnica do equipamento, a taxa de eliminação de vírus pelo ozono situa-se na ordem dos 99,22% e o efeito esterilizante do ozono

União de Freguesias contesta posição da GNR na situação dos cemitérios A situação remete-nos ao dia 18 de fevereiro, quando a União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova comunicou a intenção de proceder a reabertura dos cemitérios no passado dia 22 de fevereiro, segunda feira. No entanto, a situação não decorreu conforme o planeado, dado que no dia anterior à abertura, a GNR entrou em contacto com o Presidente Pedro Vieira e referiu que “Não impediriam a abertura dos espaços, mas iriam autuar as pessoas que estivessem a circular no local sem autorização”, explicou Pedro Vieira ao VivaCidade. Perante a situação, o edil referiu que não teve outra hipótese do que continuar a manter os espaços encerrados. Na perspetiva do responsável pelas freguesias, “Estão reunidas as condições para voltar a reabrir os cemitérios à população. Os cemitérios do nosso ponto de vista, não é dos locais mais perigosos para a propagação do vírus, consideramos isso por ser ao ar livre e por ser um espaço amplo”, apesar de que segundo Pedro “O Presidente da Câmara desde o início mostrou-se muito renitente na abertura dos espaços e nesse aspeto a sua opinião sempre foi coerente, no entanto eu discordo com a opinião dele. A postura dele desde sempre foi que os cemitérios fossem encerrados”. O autarca critica a situação constatando que

“Nós consideramos que isto é uma questão das Juntas de Freguesia e são elas que fazem a avaliação do seu território. A junta tem de ter a capacidade de criar as condições necessárias para que as pessoas tenham segurança na ida aos cemitérios. E nós criamos. As casas de banho estão encerradas e as pessoas têm de trazer o balde e as vassouras de casa. Estes são alguns exemplos que implementamos para que não haja a partilha de objetos e espaços”, assim quando um cidadão vem ao cemitério tem uma postura mais “objetiva” que é visitar os seus entes queridos. O Presidente da União critica ainda a posição da GNR, dando como exemplo os concelhos vizinhos “Têm os cemitérios abertos”. Para Pedro Vieira, esta situação “Leva-nos a outra questão que é, as liberdades individuais de cada cidadão, porque chegamos a um ponto que temos que justificar o que estamos a fazer na rua”. O autarca termina a sua ordem de ideias referindo que “As opiniões são públicas, os comportamentos são coerentes com as opiniões e o que nós dizemos é que de facto, há algumas contradições nesta situação”. Contactados pelo VivaCidade, a GNR de Fânzeres preferiu não prestar declarações sobre o assunto. ▪

é entre 300 a 600 vezes maior que a dos desinfetantes com cloro. O atual contexto de pandemia e os riscos associados de disseminação crescente da COVID-19 na comunidade determinaram a necessidade de tomar medidas mais exigentes de proteção destinadas a reduzir o risco de contágio. A AdG adotou todas as medidas de proteção determinadas pela Direção Geral de Saúde, de forma a proteger não apenas os colaboradores, mas também a comunidade em geral, com o intuito de reduzir o risco

potencial de transmissão cruzada da infeção pelo vírus SARS-CoV-2. “Para além de aplicar um exigente plano de contingência, a AdG decidiu ir mais além com a aquisição deste equipamento complementar de proteção, de modo a que esta fase tão crítica decorra dentro dos mais altos padrões de segurança. O nosso papel é também o de contribuir para evitar a propagação deste vírus que impiedosamente tem roubado tantas vidas em Portugal e no mundo.”, conclui Jaime Martins. ▪

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Reportagem

A resposta dos nossos lares à pandemia Texto e Fotos: Gabriela Monroy

Desde o início da pandemia, os lares de idosos foram as instituições que tiveram de adotar medidas mais radicais para impedir a contaminação neste grupo etário mais vulnerável. Houve momentos que, para alguns lares do concelho, a situação fugiu do controlo, dado que é difícil controlar um inimigo invisível. Estivemos à conversa com dois lares do Município para perceber como está a ser a dinâmica organizacional e como tem decorrido os últimos meses de pandemia. Fomos até ao Alto Concelho e estivemos à conversa com Joaquim Viana, diretor do Centro Social da Lomba que, infelizmente, enfrentaram um surto de COVID. O responsável começa por explicar que a situação da pandemia trouxe alterações a todos os níveis na dinâmica dos lares de idosos. “Trouxe alterações em termos de higienização específica no interior das instalações, trouxe a necessidade da proteção individual de cada funcionário, trouxe a necessidade de tomar medidas logo à entrada, porque aqui o problema, e como em todo o lado, são os funcionários que não residem cá e que ao regressar ao trabalho, fruto da vida social deles, normalmente são quem transportam o vírus”. No que concerne ao dia a dia dos idosos, teve de haver um ajustamento na dinâmica de funcionamento “Tivemos de fazer alterações no refeitório porque os utentes têm que almoçar a dois metros de distância uns dos outros, e nunca frente a frente, e o mesmo se aplica aos nossos cola-

boradores. Houve também algumas atividades que ficaram suspensas”. Para o responsável, um dos problemas mais difíceis que esta pandemia trouxe aos idosos em termos de quebra de rotina “Foi a não visita dos familiares. Eu sempre evidenciei como muito positivo que em 47 utentes residentes, ter cerca de 3600/4000 visitas por ano é muito positivo. Para além disso ainda havia utentes que ao fim-de-semana iam com os familiares almoçar, ou jantar, ou lanchar e uma queda abrupta desta rotina afetou toda a gente e sobretudo os nossos utentes”. Joaquim Viana explica que esta situação pandémica prejudicou “A saúde mental e física dos idosos, nós tínhamos pessoas completamente autónomas que hoje já não estão mais”. A média de idade dos utentes deste lar é de 85 anos e, segundo o responsável “75% estão dependentes, 10% estão semiautónomos e depois uma percentagem muito pequena estão completamente autónomos”. No que concerne ao surto pandémico, o diretor explica que na primeira fase, o Centro não teve nenhum infetado. No entanto, o panorama mudou. E o pior aconteceu, houve um surto de Covid que se iniciou entre as funcionárias do lar. “Acionamos logo a Autoridade de Saúde, porque as funcionárias ficaram infetadas. No dia 28 de dezembro, veio cá a Cruz Vermelha realizar testes a todos os doentes. Como as funcionárias têm um contacto mais direto com os utentes, consequentemente serviu como um rastilho para a pólvora”. Da triagem realizada de um universo de 47 pessoas, 33 ficaram infetadas. Neste momento, Joaquim Viana revela que o Centro Social está “Completamente livre e seguro e a prova disso é que entraram recentemente mais dois utentes para as nossas instalações”. O responsável adianta ainda que as famílias foram muito “Compreensivas. Foi fácil lidar com eles nesta situação, porque sempre tivemos uma ligação próxima. Uma das soluções criadas para os utentes estarem mais

> Centro Social e Paroquial de Rio Tinto

perto das famílias passou pela realização de videochamadas ou chamadas telefónicas. Joaquim Viana refere que o seu agradecimento vai para toda a equipa que esteve sempre do seu lado neste momento mais complicado ‘’Não me vou esquecer das funcionárias que não estavam positivas, que trabalharam dia e noite. Tivemos aqui colaboradoras que trabalhavam dez horas todos os dias, isso eu não me vou esquecer. Felizmente, foi possível também segurar com a ajuda das entidades autárquicas e não autárquicas esta situação. Grande parte destes equipamentos foram comprados, mas outra parte foi graças à solidariedade que se gerou à nossa volta, tanto de empresas, como de pessoas’’. No quesito financeiro, Joaquim Viana diz que “As Instituições nunca estiveram bem e, agora, estão muito piores. Dado que, sem praticamente ajuda nenhuma, em equipamentos de prevenção contra a COVID-19, desde que a pandemia começou, temos quase 50 mil euros gastos. Isto porque o nosso edifício é enorme e todos os dias tem de ser desinfetado. Portanto, a Segurança Social deu um apoio de equipamentos na ordem dos 8 mil euros. Já pagou quase 50%, mas não recebemos mais nenhum apoio extra’’. Como o Centro Social da Lomba não

pertence ao ACES de Gondomar, mas ao de Gaia/Espinho o processo de vacinação do mesmo está a decorrer esta semana, “Infelizmente nós não pertencemos ao ACES de Gondomar, pertencemos ao ACES Gaia/Espinho, que na minha opinião, está a falhar redondamente nesta matéria”. Voltando à zona urbana de Gondomar, mais propriamente em Rio Tinto, encontra-se o Centro Social da Paróquia de Rio Tinto, onde estivemos à conversa com Cristina Barbosa, diretora técnica. Logo na primeira fase a medida adotada para a proteção dos utentes foi o impedimento da entrada de terceiros na instituição “Naturalmente mudou muita coisa, tínhamos boas práticas já instituídas, mas tivemos que adequar toda a nossa atuação à informação conforme íamos recebendo”. Para Cristina tudo era muito novo, no entanto a comunicação e a transparência foram e são dois pilares essenciais que decidiu adotar desde o início. “Melhoramos muito a nossa comunicação interna, socorremo-nos das novas tecnologias e na qualidade de diretora de serviços criei logo um grupo de WhatsApp para facilmente comunicar com todas as pessoas, porque aqui na instituição há rotatividade de funcionários, há turnos instituídos. Eu tinha a necessidade de a todo o momento, à medida que as informações iam sen-


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Reportagem do veiculadas informar todos os funcionários sobre o que estava a suceder, e de facto as novas tecnologias ajudaram-nos muito nessa necessidade de informar. Mas antes disso, foi efetivamente a elaboração do plano de contingência. Aqui os nossos técnicos que exercem funções do ponto de vista clínico, quer o médico, quer as enfermeiras, também tiveram uma importante função neste processo. Considero que o segredo passou sobretudo por aí, pela forma fluída como a informação foi sendo passada, não só aos colaboradores, mas também aos nossos utentes. E uma coisa que eu sempre achei que era muito importante desde início

zes por dia. Em simultâneo, a nossa entrada que tem acesso à secretaria todos os dias pela manhã é desinfetada com lixívia com uma máquina de vaporização que temos, já tínhamos, consequência das tais boas práticas que já estavam estabelecidas”. Outro cuidado que a direção implementou foi a desinfeção diária dos “Espaços comuns onde os utentes estão. Mesmo o próprio material que os utentes utilizam, os lápis, os pincéis, é tudo desinfetado uma vez por semana”. “A inquietação é permanente, a preocupação é permanente, mas houve efetivamente momentos em que o coração apertou, em que hou-

“A inquietação é permanente, a preocupação é permanente, mas houve efetivamente momentos em que o coração apertou, em que houve necessidade de ser mais dura nas medidas, mas isso também nós fomos navegando ao sabor do que foi acontecendo a nível nacional”, refere a responsável” era não criar o pânico. A serenidade é o nosso maior aliado. Foi sempre isso que tentei manter ao longo destes meses”. A limpeza também foi reforçada no Centro de Rio Tinto “As práticas de higiene e limpeza já estavam bem definidas e estruturadas do ponto de vista interno, o que foi muito mais fácil incrementá-las, porque elas já existiam. Melhoramos apenas o número de vezes, e o tipo de produtos utilizados, na higienização de determinados espaços. Puxadores, botões de elevador, portas, eram limpas, e ainda são, quatro ve-

ve necessidade de ser mais dura nas medidas, mas isso também nós fomos navegando ao sabor do que foi acontecendo a nível nacional”, refere a responsável. Cristina salienta que “é importante ter consciência da nossa fragilidade, quer individual, quer coletiva. Porque segredos não há”. Quanto à rotina dos idosos que habitam o lar nada mudou, “O que não podem fazer são as visitas ao exterior, de resto eles mantêm todas as atividades”. No entanto, a diretora salienta que os utentes que têm sofrido mais com este impacto “foram

> Cristina Barbosa, Diretora Técnica do Centro Social e Paroquial de Rio Tinto

> Joaquim Viana, Diretor do Centro Social da Lomba

os utentes do centro de dia, porque aí sim, a resposta foi suspensa e houve aqui uma quebra abrupta da rotina deles”. Quanto à vacinação, o Centro Social de Rio Tinto já recebeu as duas doses da vacina, “Curiosamente, os nossos idosos não sentiram sintomas, nem com a primeira dose, nem com a segunda. No entanto, os nossos colaboradores, sentiram alguns sintomas. Os idosos nada, tudo muito tranquilo”. Para a responsável as instituições

foram muito importantes “Quer por parte dos serviços da segurança social, quer por parte da delegada local de saúde e da Câmara Municipal todos tiveram um papel muito importante na ajuda às instituições do concelho e sentimos sempre o apoio por parte delas”. Cristina fez questão de agradecer à equipa e aos utentes que têm sido “extraordinários, porque têm lidado com isto de uma forma muito serena e tranquila”. ▪

Maria Ribeiro - Utente “Sempre senti o apoio por parte de todas a equipa. Eles sempre nos explicaram a situação. Nunca senti medo, mas custou um pouco estar aqui fechada, de resto as coisas continuaram iguais. Já levei a vacina e senti-me bem, não senti nada. Espero é que esta situação melhore. ”

Mariana Ferreira Animadora do Centro “Esta situação foi um murro no estomago. Paramos, respiramos fundo, arregaçamos as mangas e fomos à luta. Não foi uma caminhada muito fácil, de repente os nossos idosos sentem que não podem sair, as pessoas do centro de dia tiveram de voltar para casa, muitos com estrutura familiar, outros viviam sozinhos. Tem sido uma caminhada muito dura, mas nós caminhamos todos juntos, cheio de força e vontade para ultrapassar tudo, principalmente por eles. Para colmatar estas lacunas que eles sentem. São pessoas idosas e nós temos de pensar neles. Temos de ter um sorriso mesmo dentro da máscara, mesmo que seja difícil. Enquanto a pandemia por cá andar, tive, como animadora, de reinventar o meu trabalho. Saliento que tudo isto é possível pelo grande pilar que temos que é a nossa diretora, que esteve sempre do nosso lado. E deixo aqui uma mensagem aos meus idosos que estão em casa que são do Centro de Dia: estamos todos juntos no pensamento, acreditamos que em breve vamos regressar. Para a população geral não se esqueçam que os idosos são pessoas e é importante cuidar deles”.


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Gondomarenses lá fora...

“Em Portugal o respeito à arte é nulo, salvo alguns casos. Na Alemanha e nos Países Baixos a Arte é vista como um bem essencial” a obrigatoriedade de começar a aprender música. E assim foi. Como sempre morei em Fânzeres e devido à distância de Nespereira, o meu pai procurou uma banda filarmónica mais perto e assim comecei a aprender o solfejo e princípio de teoria musical na Escola da Banda Musical de Gondomar.

Como é que a música entrou na tua vida? Sendo os meus pais oriundos das aldeias Vila-Viçosa e Nespereira, na zona de Arouca e Cinfães, cresci vendo e ouvindo a “Jaquina” Banda Marcial de Nespereira durante a Páscoa e as festas de Verão da zona. Sempre ficava fascinado com o que ouvia e encantado ao ver o orgulho que aquelas pessoas tinham ao vestir aquela farda, desde o mais novo ao mais velho. Mas, quando tudo começou realmente foi quando recebi no Natal um trompete pocket, um trompete mais pequenino, e isso mudou tudo. Após aquele presente oferecido pelo o meu Tio “Toninho”, tinha

E, porque é que escolheste o saxofone? Devido ao presente recebido, comecei pelo trompete, mas não durou muito. Após a tentativa falhada decidi ficar uns tempos só a continuar a aprender solfejo e teoria. Até que um dia havia um saxofone livre na Escola, experimentei e gostei. Um instrumento que conhecia, mas nunca me tinha despertado interesse e agora é o meu mais fiel companheiro.

Alguma vez imaginaste que poderia ser o teu futuro? E quando é que te apercebeste que, provavelmente, seria a tua vida profissional? Para aumentar os meus conhecimentos de uma forma mais erudita comecei a estudar no Centro de Cultura Musical, em Sto. Tirso, e ao poucos a Música foi-se mostrando que realmente podia ser um futuro. Mais tarde, ao entrar na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE) ficou claro para mim que era o que eu queria e que com estudo e empenho este seria o caminho a seguir.

O que é que te levou a emigrar? E que idade tinhas? Após um curso de Verão que fiz em Hamburgo, estando já nos anos finais da minha

licenciatura na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), tive a oportunidade de ter sido aceite na Musikhochschule Münster ao abrigo no programa ERASMUS, e assim com 22 anos numa tentativa de abrir portas para o meu futuro e absorver conhecimentos de outras gentes, embarquei na primeira experiência de viver num país diferente. Soube que já viveste na Alemanha, mais propriamente em Münster e, agora vives em Haia, nos Países Baixos, o que é que originou esta mudança? E, quanto tempo viveste em cada país? Em Münster, vivi cerca de 7 meses e depois regressei a Portugal para finalizar a minha Licenciatura. Ao acabar o curso, a minha ideia era voltar para Münster para realizar o mestrado, mas a professora de saxofone com quem trabalhava deixou de lecionar lá. Então surgiu a possibilidade de vir para Haia. Já conhecia os Países Baixos porque tinha tido a oportunidade de fazer vários concertos por todo o país quando ainda vivia em Portugal. Mas o fator decisivo foi quando um saxofonista que eu admirava bastante começou a lecionar no Conservatório Real de Haia, fiz as provas de acesso e ganhei um lugar na classe dele. Como é que vês o mundo da música em Portugal? Sentes que na tua área há oportunidades suficientes? Em Portugal o respeito à arte é nulo, salvo alguns casos. Na Alemanha e nos Países Baixos a Arte é vista como um bem essencial. É uma pergunta que custa a responder

Foto Ivan Schwartz

Foi com 22 anos que Claúdio Pereira partiu para destinos internacionais com o intuito de especializar-se na sua área de formação, a música. Oriundo de Fânzeres, reside em Haia, nos Países Baixos. Na entrevista, o Músico deixa um apelo a todos os leitores quanto à valorização de todas as Associações do concelho, tendo em conta a “bagagem cultural e cívica” que elas carregam.

porque antes da pandemia as oportunidades justas já eram poucas, com esta pandemia é um cenário que se prevê arrasador. E não falo só na música, mas sim na cultural em geral. A música está interligada com o teatro, com a dança, com a pintura, com a escrita e enquanto forem vistas como “coisas não essenciais”, apesar que esta pandemia provou o contrário, este cenário infelizmente nunca vai mudar.

Foto Ivan Schwartz

Faz parte dos teus planos regressar em definitivo a Portugal? Portugal é a minha casa e sempre será, mas há todo um mundo cheio de oportunidades e há que ir ao encontro delas. Regressar não está no meu plano de vida no momento. Para terminar, gostarias de deixar alguma mensagem? Se me permitem prefiro fazer um pequeno apelo aos leitores. Como sabem esta pandemia pode ser o fim de muitas associações culturais sem fins lucrativos como bandas filarmónicas, ranchos folclóricos, clubes pequenos, etc.. Por favor, apoiem as associações da vossa freguesia, do vosso conselho, porque elas albergam uma bagagem cultural e cívica muito importante que é passada geração após geração e onde muita gente, como eu, aprendeu o valor da partilha, da solidariedade, da camaradagem e da amizade. Não desistamos das nossas gentes. Obrigado. ▪


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Sociedade

EDP Distribuição agora é E-REDES A EDP Distribuição, empresa que gere a rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental, passa a designar-se E-REDES. Esta etapa do processo de separação de imagem entre operadores do mesmo grupo económico no âmbito do setor elétrico, em linha com a Comissão Europeia, foi aprovada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a 11 de agosto de 2020. A Empresa apresentou em outubro do mesmo ano o plano para assegurar a transição para a nova marca, que tem vindo a ser implementado, garantindo que essa mudança será realizada sem impacto de custos para os consumidores. Além da mudança de nome de EDP Distribuição para E-REDES, a nova marca irá contar com um logótipo, que assume um caracter dinâmico em formatos digitais e uma linha gráfica assente nas cores amarelo e preto. Com esta alteração de imagem, que deixa de ter elementos de cor ou design comuns a outras em-

presas do universo EDP, reforça-se a identificação e a singularidade do operador de redes de distribuição. Nesta alteração, a Empresa, agora E-REDES - Distribuição de Eletricidade SA, mantém o essencial. Assegura a mesma atividade, os mesmos canais de contacto, o mesmo empenho na transição energética e assume o compromisso de continuar a ser uma marca de confiança, próxima dos consumidores, cumprindo as obrigações dos seus contratos de concessões e prestando um serviço público de qualidade, focado no cliente e orientado por uma forte responsabilidade social. ▪

Rotários de Gondomar apoiam famílias carenciadas O Rotary Club de Gondomar tem vindo a ajudar as famílias carenciadas de Gondomar, oferecendo “cestas básicas” com diversos produtos. A intenção é proporcionar alguma normalidade no meio de tantas dificuldades. Para os responsáveis o alívio das famílias e o sorriso de uma criança é uma grande satisfação. Já foram distribuídos bens em Jovim, Foz do Sousa e na Escola Secundária de S. Pedro da Cova, para que a ajuda seja encaminhada a quem mais precisa. O intuito

é continuar com a iniciativa. Em declarações ao VivaCidade, a Presidente dos Rotários de Gondomar, Madalena Lima declara que “Onde existe um rotário, existe esperança num mundo melhor. O Rotary abre oportunidades. Em sentido figurado, não damos o peixe, mas procuramos ensinar a pescar. Nesta situação de pandemia, para aprender a pescar, é importante que a pessoa não tenha fome. Daí que nós nos preocupemos em doar alimentos.” ▪

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Destaque

Nuno Fonseca: “Esta Junta não é igual às outras. Não quero de forma alguma desvalorizar as outras, mas trazer responsabilidade para nós”

Texto e Fotos: Gabriela Monroy

Neste mês de fevereiro foi a vez do VivaCidade acompanhar o dia de Nuno Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto. Durante o dia o autarca revelou investimentos que ambiciona implementar, deu-nos uma perceção do impacto socioeconómico da pandemia nos Rio-tintenses e revelou outros detalhes sobre a gestão da freguesia. O dia do presidente de Rio Tinto começa, normalmente, por volta das 9h.. Por causa da pandemia, a primeira coisa que faz mal chega à Junta é o controlo da temperatura. Realizado o procedimento de segurança, segue para o seu gabinete, onde todos os dias, enquanto bebe o seu café, aproveita o tempo para responder às redes sociais. “Eu tenho sempre o hábito de ser comedido com as redes sociais fora de horas, mas antes não era. Agora, há uns tempos para cá, tenho controlado muito o meu horário: tenho um momento específico

do meu dia para consultá-las”, comenta. Todas as mensagens são lidas e quando são assuntos da Junta o mesmo regista e redireciona as mensagens. “Nós somos uma Junta de Freguesia extremamente tecnológica. Isso é claro e é também muito a imagem do meu trabalho, porque sou eu que faço essa gestão da parte tecnológica da Junta, toda essa proximidade é gerida e se não é gerida é toda idealizada e pensada por mim, inclusivamente o nosso site” – refere –, dado que para o autarca as redes sociais são um importante meio de comunicação, que promove a proximidade com os cidadãos. Após a limpeza das caixas de mensagem, por volta das 10h., segue-se uma reunião técnica, que é realizada todas as segundas feiras e que tem o intuito de planear a agenda para cada semana. Presentes na reunião encontra-se toda a equipa de técnicos superiores, para tomar conhecimento dos assuntos que necessitam de ser resolvidos. Terminada a reunião, Nuno Fonseca leva o VivaCidade pelo edifício da Junta para demonstrar o seu atual funcionamento, principalmente em tempos de pandemia. “Nós temos a Junta a funcionar em pleno. Temos algumas situações pontuais que estão a ser realizadas em teletrabalho, mas no global está tudo a funcionar. Temos é algumas regras de contenção”. No que concerne à secretaria, “tivemos uma altura encerrada, depois abrimos e, agora, neste novo confinamento, cumprimos a legislação: é necessária a marcação presencial”. No entanto,

Nuno Fonseca garante que o trabalho manteve-se e que nenhum serviço ficou por fazer, “não houve nada que não fosse feito. Mantivemos sempre o gabinete da ação social a funcionar por telefone, tivemos no terreno uma funcionária que tinha um carro da Junta e levava-o para casa, esta funcionária recebia as indicações do gabinete da ação social, carregava os kits de bens alimentares e distribuía-os. Nunca esteve parada. O pessoal do exterior esteve sempre em piquetes. O que é que nós não fizemos? Não fizemos obras programadas. Agora, o serviço de urgências esteve sempre em funcionamento. Ainda como exemplo, os atestados que a Junta passa – como os de residência, os de pobreza, entre outros –, sempre estiveram a ser feitos e tínhamos um funcionário que todos os dias, às 10h. da manhã, vinha à Junta entregar esses atestados às pessoas. Não houve nenhum trabalho que não fosse realizado”. Para o autarca, enquanto organismo público, “nós temos responsabilidades públicas, não podemos olhar apenas para o que achamos que é o correto, temos que olhar para aquilo que nós achamos que é o melhor para a imagem que damos à população. Acho que no momento em que o país necessita de confinamento, nós mantermos todos os serviços a funcionar seria uma boa imagem para a população? Então o governo diz: toda a gente em teletrabalho obrigatório, toda a gente em casa, recolher obrigatório, proibido sair do concelho, tudo fechado e a Junta con-

tinua a funcionar como se nada tivesse acontecido, isso não é um bom sinal para a população, isso é a nossa principal responsabilidade”. Atualmente, o autarca explica que graças à informatização e dinâmica da Junta, o cidadão pode aceder à agenda de marcações disponível no balcão virtual e marcar o horário mais conveniente. “Sentimos também a necessidade de implementar o MBway, apesar de já termos as referências de multibanco. Agora este método implementado permite em muitas situações que a pessoa faça o pedido de documentos à distância e realize logo o pagamento e, assim, nós temos a certeza que o mesmo foi realizado ou não”. Ainda sobre o tema da pandemia, Nuno Fonseca diz que “esta Junta não é igual às outras, ponto. E quando digo isto, não quero de forma alguma desvalorizar as outras, mas trazer responsabilidade para nós, porque temos meios à nossa responsabilidade, quer humanos, quer materiais e quer financeiros, que as outras freguesias não têm. Eu também sou coordenador distrital da Associação Nacional de Freguesias e costumo dizer muitas vezes à nossa equipa que temos a responsabilidade de abrir caminho para outras. Por exemplo, saiu uma norma para fechar os cemitérios. No dia ou no dia seguinte, recebo telefonemas de todos os meus colegas aqui à volta e ligam-me para saber o que nós vamos fazer. Não é para receber ordens: é para saber o que é que Rio Tinto faz. Rio Tinto tem visibilidade e, consequentemente, temos outras responsabilidades”. Antes do almoço, o autarca revela que a pandemia já custou aos cofres da junta aproximadamente 78 mil euros em despesas diretas, “se estivermos a falar de despesas indiretas, estamos a falar por exemplo que os apoios alimentares que fazíamos duplicou em relação ao ano passado”. Como a Universidade Sénior esteve encerrada, fez a Junta perder 25 mil euros: “ela está fechada, mas há gastos com os funcionários e com as contas”. E, quanto a despesas COVID-19, no ano transato foram gastos 53 mil euros. Destes gastos, tivemos que fazer uma boa gestão do dinheiro e tivemos de saber equilibrar bem as contas e definir prioridades”. De momento, o autarca explica que o principal objetivo é colmatar a necessidade de alimentação das famílias de Rio Tinto: “seria muito mau se eu confundisse as prioridades. No dia em que eu achar que tapar um buraco é mais importante do que dar de comer a alguém, ou a uma família, estamos com um problema. Em Rio Tinto ninguém vai passar fome”. O presidente revela que com o início da pandemia os pedi-


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Destaque dos de ajuda duplicaram e continuam a aumentar. Esclarece que “a média dos últimos cinco anos, a nível de apoio alimentar de kits, é de 215. Só em 2020, foram 403”. O relógio aponta para as 13h., hora em que o autarca sai para almoçar. De volta às 14h., Nuno Fonseca prepara-se para sair a fim de visitar as preparações para a abertura dos cemitérios. Mas, primeiro e como habitual, troca de roupa e coloca uma de trabalho: “para eu ter moral de chegar ao pé de um funcionário e dizer que ele não está devidamente fardado ou que os sapatos não são aqueles, eu não posso ir a uma obra com os sapatos que não são adequados. Essas questões aqui são sempre muito levadas à letra”. Saímos juntamente com o engenheiro Mário Fernandes e, no cemitério, Nuno Fonseca delega o trabalho à equipa presente no local. Saídos do cemitério, passamos no armazém da Junta, onde Nuno Fonseca teve de tratar de alguns pendentes. Ali, apresentou-nos Rio e Ria, os amigos de quatro patas que a equipa da Junta resgatou e adotou. Depois, partimos em direção à Quinta das Freiras, que está a ser alvo de intervenções devido à queda de uma árvore na linha do metro: “ao todo e de imediato, serão abatidas 18 árvores, o que é uma quantidade muito grande. Iremos repor, depois, muitas mais. Eu já assumi que por cada uma abatida nós plantamos três e é isso que temos feito”. De volta à Junta, o relógio aponta para as 17h.. O autarca revela-nos que desde

“Desde que tomamos posse em 2013, já houve muito dinheiro investido na freguesia já foram gastos cerca de 50 milhões de euros, juntando investimento camarário e da Junta”

> Visita ao cemitério de Rio Tinto

que tomou posse em 2013, “já houve muito dinheiro investido na freguesia. Foram cerca de 50 milhões de euros, juntando investimento camarário e da Junta”. De momento, quanto a obras camarárias encontram-se algumas em execução: “começaram agora as obras de remodelação das piscinas de Rio Tinto, vão começar as obras no Bairro Social de Carreiros, temos a Avenida Nordeste que entra um pouco na zona de Baguim, mas a maior parte é em Rio Tinto. Temos um investimento enorme no complexo desportivo do Sport de Rio Tinto: mais de um milhão de euros. O Centro Cultural está a ser alvo de intervenções na parte exterior, porque estava com grandes problemas. A Câmara ouve-nos. Agora, responde a tudo? Não responde, porque se eles respondessem a todos os pedidos que eu faço, eles estariam a investir todo o orçamento camarário em Rio Tinto. E eu não considero verdadeiro aquele comentário que «tudo é para Rio Tinto». Aliás, se isso for verdade, que me provem: mostrem-me os valores. Por exemplo, ainda agora fala-se muito do Parque Urbano de Rio Tinto: mostrem quanto é que custou o de Rio Tinto e quanto é que vai custar o de São Cosme e o de Fânzeres. Mostrem-me. E com o preço desses, quantos é que eu fazia em Rio Tinto igual ao nosso. Mas eu gosto mais de ficar com os louros daquilo que eu realmente fiz: eu sinto cada coisa no seu lugar.” Para Nuno Fonseca, o melhor trabalho que realizou em Rio Tinto, enquanto autarca, “foi um silencioso, na criação de identidade. Passou pela mudança de imagem, pela criação da marca «Rio Tinto somos todos nós», pela mudança do logotipo ligado à lenda, que faz agora 1100 anos. Criei um investimento na quantidade de atividades que é desenvolvida em Rio Tinto. Temos investimen-

> Nuno Fonseca a despachar correspondência

to forte em alguns eventos realizados na freguesia. Quando cheguei a esta Junta, o São Bento era uma coisa que estava a morrer. Entretanto, nos últimos anos, é uma coisa brutal. Contamos com investimento da Câmara, porque também não havia outra opção. Quando nós começamos não havia este investimento Camarário: o que a Junta investe hoje no S. Bento, comparativamente ao que a Junta investiu em 2012, é 15 vezes mais. A Universidade Sénior é um projeto fantástico. Quanto à Quinta das Freiras, as pessoas olham e percebem que é um espaço de qualidade, um espaço com wi-fi. As pessoas podem até marcar através da app do telemóvel o dia que querem jogar ténis e, depois do jogo, podem ir tomar banho. Não há outro sítio em Gondomar que isto seja possível e isto são os pormenores de qualidade da nossa freguesia, entre muitos outros projetos como o do circo. Ou seja, 3500 crianças vão ao circo e doam alimentos ou brinquedos para outras famílias da freguesia, porque Rio Tinto somos todos nós, ninguém fica de fora e passamos ao mesmo tempo uma responsabilidade social aos nossos

meninos. Eles é que dão o presente ao Pai Natal que será, posteriormente, distribuído para as famílias mais carenciadas”. Remata que “há muita coisa que nós não conseguimos fazer por várias razões. Eu queria sair de Rio Tinto com um museu, nem que fosse virtual, porque Rio Tinto tem história, nós temos uma diversidade de pessoas de qualidade em várias áreas”. Paralelamente ao Museu, Nuno Fonseca ambiciona ainda uma sala de espetáculos instalado na sua freguesia, com capacidade para 200 pessoas: “é a maior lacuna cultural que nós temos”. E revela, ainda, a intenção de iniciar o estudo para a construção de um crematório em Rio Tinto, para dar resposta a uma necessidade da freguesia e do concelho. O relógio aponta para as 18h. e surge a pergunta sobre o futuro. Nuno Fonseca comunica, quanto a uma possível recandidatura: “Sim, tenho a intenção de recandidatar-me. Ainda não é uma decisão tomada mas, em princípio, acho que sim, claro. O trabalho ainda não está acabado”. ▪

> Nuno Fonseca com os colaboradores da Junta de Freguesia


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Dia dos namorados em pandemia no comércio local Para muitos empresários, o dia dos namorados é um dos melhores dias de venda do ano. No entanto, 2021 trouxe o fator da pandemia e do confinamento. Fomos descobrir como decorreu o dia 14 de fevereiro para o comércio local. Estivemos à conversa com Frederico Abreu, proprietário da Gomomania, que se situa na Avenida 25 de abril, em São Cosme. Que começou por adiantar que com a pandemia, o seu setor foi muito afetado, “a nível de receitas está a ser muito difícil, estamos com uma quebra enorme de faturação, na ordem dos 80%”. O empresário explica que, como não há eventos, tudo está mais parado e por consequência não há receita. Na tentativa de equilibrar as contas Frederico teve de virar-se para o online, “em confinamento a nossa faturação é quase zero. Quando não há confinamento obrigatório a faturação normaliza. Grande parte do nosso negócio, agora, é nas entregas. Cerca de 90 % do que nós faturamos é com entregas online”. No que diz respeito ao dia dos namorados, “normalmente, em termos de faturação é dos melhores dias que temos. No entanto, este ano comparado com os anteriores tem uma diferença muito grande, nem é possível comparar. Fizemos um esforço muito grande para realizar o máximo de entregas, tentamos publicitar, foi positivo porque conseguimos que as pessoas chegassem até nós através das redes sociais e da nossa página”. Para o empresário, comparado aos outros dias de pandemia, foi positivo, mas comparado ao dia dos namorados do ano passado, sem pandemia, a empresa sentiu uma quebra de faturação na ordem dos 95%. Na perspetiva de Paulo Teixeira, proprietário do Horto da Circunvalação, situado na Estrada Interior da Circunvalação no Porto, “enquanto empresário, estou muito preocupado com toda a situação pandémica e por consequência com a economia do País, que infelizmente levará ao desemprego milhares de pessoas e ao encerramento de várias empresas. Penso que seria necessário

abrir a economia o mais rápido possível para atenuar mais desemprego e falências. Cada cidadão terá de fazer a sua parte, parte essa que já todos sabemos, criando assim as condições para abertura de todo o comércio, não invalidando que todos temos de ser responsáveis”. No entanto, o empresário explica que no seu setor “não houve grandes medidas para além do encerramento às 13 horas aos fins de semana”. Quanto há quebra de faturação o empresário pensa “que serão poucas as áreas de atividade que não sofreram com esta pandemia. Registamos uma quebra na faturação nas avenças de contrato com os nossos clientes, principalmente nas áreas de comércio, hotéis e restauração, tendo sido estas as que mais estão a sofrer com esta pandemia. Como consequência, também nos afetou a faturação em virtude do volume de negócios que esta empresa tem com estes parceiros. No domínio das avenças, ou seja, manutenção de jardins e plantas de interior houve uma quebra significativa com o encerramento de alguma atividade que já referi anteriormente. Esta empesa tem várias atividades como a construção de jardins e decorações de interiores e essa área teve um crescimento no ano 2020 o que

ajudou a superar a quebra de faturação. Comparando com os anos anteriores em virtude do aumento de obras o ano de 2020 podemos afirmar que foi positivo”. Quanto ao dia dos namorados, em plena pandemia, “manteve-se o habitual dos anos anteriores”. Na opinião de Carlos Cortegoso, proprietário do Motel Avenue, situado em Valongo, “com certeza, a atual pandemia criou uma crise sem precedentes em todos os âmbitos, mas sem dúvida que uma das que mais está a sentir é a hotelaria. Na minha opinião, a atual fase de aplicação das vacinas deverá ser um alívio para a economia em geral, uma vez que não só aliviará em grande medida as restrições impostas pelos governos, como também trará confiança e credibilidade aos consumidores em geral. No que diz respeito às medidas para o nosso sector, considero-as muito poucas e as poucas que existem baseiamse em créditos ou contribuições participadas pelas empresas, o que dificulta muito a manutenção de uma empresa que tem quebras de vendas superiores a 80%, como já aconteceu em muitas empresas do nosso sector”. Quanto à faturação “tivemos uma quebra de vendas muito alta, a volta de 60%. Contudo foi muito mais agravada durante os períodos de confinamento do que nos períodos de relaxamento das medidas. Sem dúvida que, a confiança das pessoas está baixa, no entanto as medidas de segurança e proteção estão a ser garantidas nas nossas instalações”. Quanto ao dia

> Horto da Circunvalação

> Motel Avenue

> Gomomania Bombons

dos namorados, Carlos refere que é o melhor dia do ano em termos de faturação, no entanto, em comparação com outros anos “notamos muita diferença na demanda de quartos, nada comparado com anos anteriores quando as filas enchiam o nosso check-in”. Apesar disso o empresário revela que como seguiram uma estratégia diferente à concorrência, “tivemos uma afluência muito boa e podemos concluir que conseguimos salvar o dia em termos de ocupação”. ▪


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Sável e Lampreia com pouca procura Em época de pesca do Sável e da Lampreia, fomos falar com os pescadores que pescam na Ribeira do Abade, para saber como decorreu o último ano de pandemia. Pescador Fernando Silva- Valbom A última temporada de pesca estava a correr normalmente, só que veio a pandemia e tudo acabou. Nós temos noção do prejuízo que tivemos. Nós nem temos direito aos apoios, porque foi nos dito que é necessário fazermos não sei quantas marés e nós para fazermos aquelas marés tínhamos de fazer aqueles quatro meses, trinta dias seguidos. E não podemos trabalhar esses dias seguidos de janeiro a abril, isso é que era bom! Isto está cada vez pior. E não há entidades que se preocupem minimamente com o que se passa aqui, especialmente neste rio. Desde março do ano passado que não pescamos nada e já vamos a meio de fevereiro e ainda nem começamos a pescar. Nós não podemos pescar aqui, mas lá em cima na barragem pescam. Eles lá em cima continuam a andar “tranquilinhos” a fazer as pescarias deles, sendo que é uma zona proibida. Depois há outra questão que é a quantidade de sável na ribeira. Aqui é como achar uma agulha num palheiro. Lá em cima na barragem, aparece com mais abundância. Não há controlo. Aqui chegamos a abril e arrumamos as coisas, entretanto lá em cima continua-se a pescar. Era necessário que alguma entidade desse mais atenção a esta zona dos rios e dos pescadores, porque depois vem a APDL e coloca boias em tudo o que é sitio e depois como trabalhamos com redes de deriva, temos que ir acompanhando a rede, mas quando vamos ver, descuidámo-nos e a rede fica presa na boia. Automaticamente, o nosso dia fica estragado, perdido. Está tudo muito bom para o turismo e nós é que ficamos de parte. Em Gondomar, esta prática não é valorizada. Pescador Silvestre Soares- Valbom Nós nunca tivemos nada aqui. Uma pessoa vai trabalhar e se ganhar ganhou, se não ganhar não ganha. E com a pandemia isto piorou. Estamos completamente esquecidos. Esquecidos e abandonados. No ano passado ainda ganhamos em fevereiro, no entanto este ano com o rio cheio a água corre muito e não podemos pescar. Se uma pessoa vivesse disto, morria de fome. Antes da barragem, havia muitos mais peixes. Agora, a barragem funciona como uma parede e os peixes não conseguem desovar, porque antes de chegar lá eles apanham tudo.

No ano passado, apanhamos apenas oito sáveis, no ano anterior a esse apanhamos onze. Antigamente, há 50 anos eram lançadas redes de cerco, cada lanço 500, 600, 700, de cada vez E tudo sacava. Tínhamos pelo menos 30, 40, 50, 60 barcos. E hoje tem 3 barcos a contar com o meu. Isto vai chegar a um ponto em que vai acabar. Pescador José Soares-Valbom Comparando 2019 e 2020. Em janeiro de 2019, apareceu mais sável. Este ano, que eu saiba, por aqui, ainda não sei se alguém apanhou algum. Na barragem também não sei, mas já ouvi dizer que apareceram lá dois ou três. Em relação ao ano passado nem uma terça parte, eu já tinha apanhado uns três ou quatro e lá em cima também tinham aparecido alguns. Acredito que esta diminuição se deve ao facto de não estarem a deixar o peixe desovar junto à barragem. Mas também a tendência, pelo que vejo é de haver cada vez menos. Antigamente, cada rede conseguia arrastar para a terra 300 a 400 sáveis. Depois da barragem do Carrapatelo, a coisa começou sempre a mingar e pelo que vejo continuará até quase a extinção do sável. Mas acredito mais que isto vá acabar pelas entidades. Eles exigem muita coisa aos pescadores e nós não ganhamos para ter esse dinheiro para pagar as suas licenças, e ter tudo em condições como eles querem. Agora também estamos proibidos de pescar porque, não sei se é a APDL, se é a capitania, se quem é. São entidades que podem, que mandam. Disseram-me que já abriu a navegação no rio Douro. Mas até ontem só havia navegação no rio Douro

desde a entrada da Barra até a ponte da Arrábida. Agora disseram-me que já abriu aqui também, não sei se é verdade se é mentira. Depois, há aqui outro problema, os restaurantes estão fechados e não ficam com o pescado. Pescador e comerciante Nuno CristóvãoValbom O ano de 2019 até foi um ano razoável. As vendas estavam-me a correr bem, porque o comércio em geral estava aberto, a restauração estava aberta. Depois apareceu o confinamento. Foi um ano de prejuízo atrás de prejuízo, nós não ganhamos para o que gastamos, para as licenças, para os seguros. Nós somos o parente pobre dos pescadores. Os pescadores do rio Douro, principalmente os que não têm licenças de mar, porque a maior parte dos pescadores daqui só têm licença para pescar no rio. Os pescadores que só pescam no rio Douro são os pescadores pobres do país, porque temos pouco espaço para pescar, temos poucas artes que podemos trabalhar, a barragem faz descargas que nós não sabemos porquê a qualquer hora, sem avisos, tudo isso é contra os pescadores que só vivem do rio. Tirando o problema das barragens é o problema da navegação, por causa do turismo meteram aí as bóias, nós não temos quase onde pescar. Só em certos pontos do rio é que podemos pescar legalmente, porque se entrarmos meia dúzia de metros no canal a GNR ou a Polícia Marítima, que já são mais que os pescadores, são mais Polícias Marítimas e mais

GNRs que se calhar pescadores, e estão constantemente a autuar toda a gente. Isto é tudo para o turismo. Vocês estão a ver este espaço aqui, isto foi criado para os pescadores, tanto que se chama Praça dos Pescadores. Isto há cem anos atrás, os poveiros vinham aqui descarregar o peixe. Entretanto havia uma comunidade que vivia aqui que foi viver para os bairros da câmara, e fizeram este espaço aqui para os pescadores. Vocês se virem, está ali um contador, este espaço aqui devia ser só de apoio aos pescadores, aquele contador é o que está a fornecer água para aquela obra ali, que pelos vistos nem legal está. Para além disso nós precisávamos de ter acesso à água e à luz, agora é uma empresa qualquer que está aí a tomar conta disto, não nos deixam usar a água e a luz. Ali em cima foi colocado um meco a pedido dos pescadores para não entrar toda a gente para aqui, estamos há três ou quatro meses para receber os comandos para conseguirmos descer. Nós aqui não temos voz activa. A Câmara Municipal de Gondomar nunca nos apoiou em nada. O Festival do Sável e da Lampreia é feito para meia dúzia de amigos, nunca na vida foi nenhum pescador tido nem achado para o assunto. A Câmara nunca fez, nem nunca tentou promover os pontos de pesca de Gondomar. A Direção Geral das Pescas ficou de nos dar um subsídio por causa da Covid aos pescadores, mas como nós não atingimos as 120 marés não o podemos receber. Assim, não há ajudas, não há muita procura e ainda nem conseguimos pescar. ▪


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Campanha “Apanhe o Presente, proteja o Ambiente” A União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova lançou uma campanha de sensibilização que tem o objetivo de tornar as suas freguesias mais limpas. Esta medida complementa outras já implementadas, como a colocação de infraestruturas adequadas à deposição dos dejetos e as placas de sensibilização nos jardins. Assim, no ato de registar ou licenciar

o seu animal de estimação, a Junta irá oferecer ao cidadão um dispensador de sacos. O intuito é sensibilizar os donos a recolher da rua os dejetos do seu animal, minimizando os riscos de propagação de vírus e parasitas que possam colocar em causa a saúde pública. Para o executivo desta União, a colaboração de todos neste requesito é imprescindível. ▪

Madalena de Lima, Advogada com larga experiência em Direito Criminal, Civil, Família e Menores, Administrativo, Comercial, Urbanismo e Internacional. Inscrita na Ordem dos Advogados desde 1983, abriu novo escritório em Rio Tinto. Registo Comercial Registo Predial Registo Automóvel Reconhecimentos Autenticações Procurações Certificações Traduções Contratos

Escrituras Doações Testamentos Partilhas Sociedades Empresas na Hora Registo de Insolvências Recuperação de Créditos

Email: madalenadelima.advogados@gmail.com

CONFIANÇA CONFIANÇA > Pantera Leão e o seu dispensador

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Facebook: @advogadamadalenadelima

ÉTICA

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LEALDADE

ESCRITÓRIOS 1: Travessa da Ferraria, 9 – Venda Nova – 4435-468 Rio Tinto 2: Rua Dr. Pedro Dias, 45 – Paranhos – 4200-441 Porto 3: Largo do Campo Lindo, 13 – Paranhos – 4200-142 Porto

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“Quase que temos de mendigar para obtermos esse espaço, para praticar desporto, que não é para mais nada, nós só queremos é praticar desporto” O VivaCidade esteve à conversa com a associação, Juventude da Portelinha Clube Desportivo. Presente na entrevista esteve o Presidente Manuel Sousa, o vice-Presidente António Silva, o Presidente do Conselho Fiscal, António Calisto e o treinador da equipa de futebol Márcio Ramos. Podemos começar pela história desta Associação, como é que tudo começou? Manuel Sousa: Desde 1983 até à data de hoje estive sempre presente em todos os eventos da coletividade. Havia aqui um café em frente, que se chamava o Café Danúbio, em que o pessoal se reunia todos os dias. Ao fim-de-semana fazia-se sempre uma partida de futebol. Chegou a uma certa altura que decidimos arranjar uma direção para formar uma associação. Jogamos sempre aqui dentro do concelho de Gondomar e depois passado algum tempo começamos a jogar fora do concelho. Na nossa história ganhamos alguns troféus. Nestas saídas que tínhamos, muitas das vezes, íamos para Guimarães, Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Amarante, Vigo, Gaia, Penafiel. Fazíamos alguns torneios, íamos várias vezes para a Nazaré, onde fazíamos excursões com dois autocarros com jogadores e simpatizantes, que era uma das coisas que mais gostávamos, para além da vivência entre a direção e os jogadores, como é óbvio. Qual foi o troféu mais importante para a vossa Associação, aquele que vocês levam com mais carinho? MS: Para mim um que tem muito significado, independentemente de termos ganho vários títulos, foi o de Espanha. A taça era toda feita em cristal. Para mim é o mais relevante no sentido de onde foi. No ano de 1999, aceitaram a nossa participação na liga em Gaia. Era uma liga diferente no sentido de ser mais competitiva, mas foi um bom

campeonato. Nesse mesmo campeonato, chegamos a ganhar uma taça de amizade, que era uma taça disputada nessa altura com as equipas mais bem classificadas. Andamos nesse campeonato, até o ano 2010. Foi quando o concelho de Gondomar criou a liga de futebol de Gondomar. Uma vez que criou essa liga em Gondomar, quisemos participar no campeonato. Entretanto neste campeonato, chegamos a ganhar um campeonato em Valbom, foi contra os Dragões Valboenses. Ganhamos um campeonato, chegamos a ganhar uma taça 2014-2015 e ganhamos outra taça em 2015-2016, além disso ganhamos mais troféus. Em 2017-2018, optamos por alcançar outros patamares, o INATEL. Aí o campeonato era ainda mais competitivo. Logo na nossa primeira época fomos campeões. O que é que vos distingue? Qual é a vossa particularidade que os outros clubes não têm? MS: Uma das coisas é a organização, é algo que realmente nos destaca e que nos faz estar um bocadinho acima das outras coletividades. A união, também, todos juntos trabalhamos no mesmo sentido com amor, carinho, só assim é que conseguimos alcançar êxitos. E a nossa equipa técnica é fantástica, responsável e exigente. Como é que vocês estão neste momento, porque as outras ligas de futebol estão paradas, já algumas que já estão a treinar, qual a vossa perspetiva. MS: Nós até fizemos a inscrição no INATEL para que possamos entrar novamente e jogar, mas por causa da situação da pandemia automaticamente foi cancelado. Em princípio, não vai haver campeonato, mesmo as outras modalidades da associação, parece mesmo que está quase tudo congelado. Vamos ver na próxima época se realmente as coisas melhoram. Quanto às perspetivas futuras, o que é que vocês têm em mente, o que é que vocês têm como objetivos? MS: Nós, desde sempre tivemos um objetivo. Ter a nossa sede. Já tentamos pedir na Câmara, já tentamos pe-

dir na Junta, mas não nos é concedido, era uma mais valia, porque podíamos gerar receita, bastava ter um bar. As ajudas são poucos, podiam ser melhores por pare da Câmara, ainda para mais nesta situação. Neste momento, estamos neste espaço que foi cortesia do António Calisto. Caso alguma pessoa queira integrar o vosso clube, a vossa associação, têm algum requisito? Como é que funcionam, se quiserem treinar com vocês, por exemplo? Marco Ramos: Nesse aspeto nós valorizamos muito a parte humana, coisa que não é fácil de detetar à primeira vista, mas valorizamos muito essa parte. Se ele for um atleta que até saiba jogar futebol melhor que os outros, mas que seja uma pessoa que queira criar problemas, nós tentamos afastar o mais depressa possível. Preferimos ter um atleta que seja, humilde, educado, do que ter um bom jogador. Vocês acreditam que as ajudas em Gondomar estão muito centralizadas? Sentem isso como associação? MR: Nós somos uma associação pequena, mas somos organizados, comparecemos sempre que somos solicitados, qualquer reunião camarária ou da junta de freguesia, ajudamos em eventos, volto a frisar que há aqui clubes de

Gondomar que já existem há mais anos que nós, noutros níveis, que se calhar não são tão conhecidos. Nós já fomos representar o concelho de Gondomar a nível nacional uma meia dúzia de vezes e deixamos bem representado o nome. E acho que eles deviam de olhar mais um bocadinho para esse amadorismo, porque as pessoas dão o corpo ao manifesto, não são remuneradas, como é óbvio, pelo contrário, eu sou treinador da Juventude da Portelinha e pago para isso. Pago para o ser. Então a única ajuda que a Câmara nos dá, e mesmo assim há uma dificuldade enorme é ceder-nos o espaço para treinar, que é ali o complexo desportivo de Valbom. Mas é uma luta muito grande que nós temos de ter para isso. Somos sempre atendidos como uns coitadinhos. Quase que temos de mendigar para obtermos esse espaço, para praticar desporto, que não é para mais nada, nós só queremos é praticar desporto. A câmara atribui-nos um subsídio anual e desse subsídio dá-nos um terço e alega que o restante é para pagar o uso do complexo desportivo, ou melhor, os outros dois terços eles alegam que é para pagar o espaço que nós usufruímos para treinar, coisa que está mal. Todos nós somos contribuintes no concelho de Gondomar. Quer dizer, nós estamos a pagar uma coisa que já está paga. E quando nós só usufruímos aquilo duas vezes por semana. ▪


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Cultura

Apresentação das Iniciativas culturais de Fânzeres e São Pedro da Cova A União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova anunciou no dia 17 de fevereiro os cartazes das cinco iniciativas culturais da autarquia- o 6º concurso de Curtas Metragens de Fânzeres e São Pedro da Cova; o 30º Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres; o Conta-me um Conto; as Quadras Populares ao São Pedro; e a 3.ª Bienal de Arte da Vila de Fânzeres - Fotografia Património. O primeiro concurso apresentado foi o de Curtas Metragens. Esta iniciativa pretende motivar o desenvolvimento da capacidade de realizar um projeto audiovisual. No regulamento do concurso está estipulado que o tema do projeto é aberto à criatividade e podem participar todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, de forma individual ou em grupo, profissionais ou amadores. São considerados critérios de avaliação “a qualidade da mensagem, a originalidade, a criatividade, a narrativa, o argumento, a componente técnica e estética da Curta de Metragem”. Na apresentação os responsáveis do executivo destacaram a forte adesão à iniciativa que tem vindo a sentir com o decorrer das edições. A intenção dos responsáveis é estimular a criação amadora da sétima arte. Os vencedores do Concurso de Curtas Metragens estão habilitados a ganhar um prémio no valor de 200 euros para o primeiro lugar, 150 euros para o que ficar qualificado em segundo lugar e 100 euros ao terceiro lugar. Serão atribuídos 100 euros ao melhor projeto realizado por um residente da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova. O concurso tem tido alcance internacional com curtas recebidas do Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e até mesmo dos Estados Unidos da América. Os trabalhos terão de ser entregues até ao dia 30 de junho. Esta iniciativa conta com

> Pedro Barbosa e Pedro Vieira na apresentação das iniciativas culturais da União de Freguesias

o apoio Rui Castro Team - Especialistas Imobiliários RE/Max. A segunda iniciativa apresentada foi a 30ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres. A iniciativa pretende promover novos talentos de poesia a nível nacional. O concurso possibilita ao vencedor a “Publicação de um livro da obra premiada e o valor monetário de 500 euros, considerando-se assim pagos os direitos de autor. Esta edição terá uma tiragem de 200 exemplares”. As entregas dos trabalhos devem ser realizadas até ao dia 28 de maio e a decisão do júri será publica no site da Junta de Freguesia, no dia 30 de julho de 2021. O conteúdo da obra é aberto à criatividade do participante. Este Concurso tem o apoio de Elefante Editora. Em comemoração do 30º aniversário, a Junta de Freguesia irá lançar uma Antologia do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres. O terceiro concurso apresentado foi a 7ª edição do Conta-me um Conto. No regulamento consta que “este prémio pretende promover e consolidar hábitos de leitura e de escrita criativa, entre os mais jovens”. A iniciativa destina-se a todos os alunos do 1º,2º e 3ºCiclo do Ensino Básico e Secundário. O aluno que ganhar o primeiro prémio receberá um vale de 100 euros em material escolar, o participante que ficar no segundo lugar

receberá um vale de 75 euros e o terceiro qualificado ganhará um vale de 50 euros em material escolar. A entrega dos trabalhos é até ao dia 7 de maio e as obras apresentadas têm de ser obrigatoriamente originais. É proibido a realização de plágio parcial ou total de qualquer outra obra, caso aconteça, o concorrente é desqualificado. Esta iniciativa conta com o apoio da papelaria Cavada Nova. O quarto cartaz apresentado corresponde à iniciativa da 38ª edição do Concurso das Quadras Populares. Segundo os responsáveis, este concurso pretende “distinguir, pela sua qualidade, as melhores quadras populares alusivas aos festejos de São Pedro”. Cada participante tem a possibilidade de enviar cinco quadras, “As quadras poderão ser de qualquer género, dando-se primazia às que acusem maior perfeição de forma”. O executivo encontrase satisfeito pelo facto de que este concurso tem vindo a sentir um aumento de inscrições de pessoas do concelho de Gondomar, como de outras regiões do país. Com o objetivo de preservar esta tradição cultural a União de freguesias lançou, junto dos mais jovens, a categoria sub-18. Os prémios serão entregues durante as festas do padroeiro, São Pedro e São Paulo, no Auditório da Junta de

Freguesia de São Pedro da Cova. A qualificação dos trabalhos será realizada através de um jurí. As quadras têm de incluir, obrigatoriamente, os temas habituais de manjericos, balões, rusgas, orvalhadas, marchas, fogueiras, entre outros. Os trabalhos têm de ser entregues até ao dia 28 de maio. O quinto cartaz apresentado é a 3.ª Bienal de Arte da Vila de Fânzeres Fotografia – Património. A Junta de Freguesias de Fânzeres, em parceria com a ARGO, Associação Artística de Gondomar, decidiram promover mais uma bienal de Arte. Este ano, o concurso será de fotografia, cujo tema é o património. Os trabalhos devem ser enviados até ao dia 25 de junho. Esta Bienal conta ainda com o apoio da GlobalTrade. Segundo o Presidente Pedro Vieira, estes concursos pretendem valorizar “o nosso património, a nossa cultura, as nossas tradições e a nossa identidade”. O mesmo aproveitou o momento para constatar que de ano para ano o número de participantes, tanto a nível nacional como internacional, têm vindo a aumentar. O importante para os organizadores é continuar a investir na cultura que contribui para o desenvolvimento do Homem intelectual. Os regulamentos de todos os concursos estão disponíveis no site da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova. ▪


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Cultura

30 Anos de Poesia da Vila de Fânzeres Criado em 1990, o concurso do Prémio Nacional de Poesia celebrou 30 anos. E, com o intuito de comemorar esta data importante, a União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova criou uma Antologia do Prémio Nacional de Poesia. Devido à pandemia, a apresentação pública do livro será realizada via online, no próximo dia 27 de fevereiro, pelas 11 horas, a partir da Biblioteca de Fânzeres e contará com a presença do editor Nunes

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Carneiro, da Elefante Editores. Foram vários os participantes apaixonados pela arte da poesia, que ao longo destas três décadas, partilharam as suas prosas com a população. Para o executivo da União de Fânzeres e São Pedro da Cova é importante promover e investir na cultura, porque é um dos seus “pilares” e destaca a importância que este prêmio tem para as freguesias. Atualmente, este concurso já ultrapassou as fronteiras de Gondomar. ▪

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Cultura

Ricardo Pereira: “ Foi a primeira vez que pisei um palco enquanto vocalista, perante um largo do Souto cheio de gente”

Como é que a música surgiu nas vossas vidas? E, quando é que perceberam que poderia ser o vosso futuro? Ricardo: Se não estou em erro, a minha paixão pela música surgiu aos onze anos, precisamente quando, no meio de uma sessão de zapping nascida do mais puro aborrecimento, me deparei com videoclip do single Feuer Frei, dos Rammstein. A energia pura, a estética e a atitude da banda eram algo completamente hipnótico para mim, e fiquei absolutamente siderado ao descobrir que havia uma completa galáxia de artistas dentro daqueles moldes. Entretanto, os meus pais, que sempre me apoiaram em absolutamente tudo e a quem devo tudo o que sou, fizeram questão de me oferecer o álbum correspondente, ironicamente chamado de Mutter. Como era uma criança pacífica, franzina e demasiado inocente para a idade que tinha, com imensas tendências “nerd” como adorar videojogos e livros de fantasia, era essencialmente um alvo para os putos mimados do Colégio Paulo VI descarregarem as frustrações da infelicidade resultante do excesso de mimo material e completa falta de atenção concedidos pelos seus papás ricos. A música pesada ajudou-me a superar isso ao longo dos anos, ajudou-me a crescer, e tornou-se também um guia que me deu a autoconfiança necessária não só para defender-me, mas também para encontrar-me. Para ser justo, irei referir que tive uns quantos professores excelentes que me inspiraram imenso, nunca me faltou nada a nível de condições, e alguns amigos de lá ainda conservo até aos dias de hoje. No entanto, mais para o fim do meu desenvolvimento pessoal, comecei a sentir-me um pouco sufocado pela ambiência conformista e conservadora, onde globalmente não havia grande espaço para culturas alternativas. Nuno: Surgiu quando tinha quinze anos e um amigo me emprestou uma cassete com o álbum Piece Of Mind dos Iron Maiden. A partir desse dia surgiu uma imensa vontade de aprender a tocar guitarra, de formar uma banda e fazer música. Desde esse dia nunca mais a música saiu da minha vida. Primeiro foram uns anos de guitarra e depois a paixão assolapada pelo baixo, até aos dias de hoje. Quando temos vinte anos achamos

que podemos pegar numa guitarra e conquistar o mundo com uma banda. Depois deparamo-nos com a dureza da realidade e todos os entraves que isso acarreta e o sonho vai-se desvanecendo tornando-se apenas num objetivo de poder tocar música todos os dias, seja com quem for, seja onde for, desde que nos faça sentir bem. A música é passado, presente e futuro, e faremos isto para sempre, seja em que nível de grandeza for. Explique-nos, de forma sintética, como e quando surgiu o projeto dos Moonshade? Ricardo: Foi uma ideia do nosso guitarrista Pedro e do Cristiano Brito, o nosso primeiro baterista. Naquela altura sentiam-se bastante influenciados por uma vertente de metal extremo que surgiu no norte da europa, o chamado death metal melódico. Decidiram formar um projeto onde pudessem extravasar esses ímpetos criativos, e assim surgiu Moonshade, no ano de 2010. Entretanto arranjaram membros para completar a formação original, e eu fui um deles. A banda é o vosso full-time job? Ou necessitam de ter um emprego extra para colmatar as vossas despesas? Ricardo: Algo entre as duas coisas. A banda é uma paixão nossa, mas todos temos carreiras que acabam por ser muito mais do que simplesmente um sustento. Eu estou no meu segundo ano de doutoramento na área da biologia na universidade do Porto, o nosso guitarrista Pedro é engenheiro informático, o nosso baixista Nuno trabalha em serviço de apoio ao cliente/backoffice, e os nossos dois membros mais recentes, o Luís (guitarrista) e o Maia (baterista), estão neste momento a terminar os seus respetivos mestrados na área da engenharia física, também na universidade do Porto. Sendo que a vossa banda é de metal, sentem que em Portugal há preconceito com este género de música? Ricardo: Sem dúvida. Porém, se não houvesse algum preconceito, provavelmente não estaríamos a fazer bem o nosso trabalho. O metal é um género musical com uma vertente contra-cultura fortíssima, e uma aceitação total perante o grande público significaria que deixamos, coletivamente, de carregar nos botões que no fundo estão na génese desse preconceito. Nem todas as bandas têm de enveredar por essa abordagem, e quanto mais diversidade melhor, mas precisamente por isso é que defendo que o género em si ficaria mais pobre se perdêssemos por completo o valor de choque. Infelizmente o preconceito vem agarrado a isso, mas faz parte e lida-se com isso com a atitude correspondente a quem compõe música como a nossa. Convém também referir que o preconceito é a palavra de ordem em Portugal, sendo que até já temos fascistas, simpatizantes de nazis e defensores do Estado Novo no parlamento. Este país de pedintes ainda sonha com impérios porque, infelizmente, a servilidade económica que a crise económica despoletou, aliada à mentalidade escravocrata que ainda está profundamente enraizada no nosso ADN, induz muitas fantasias saudosistas com um passado que nunca realmente existiu.

Foto DR

Os Moonshade são uma banda que tem vindo a atrair a atenção do público do mundo do metal. Atualmente, possuem dois elementos gondomarenses Ricardo Pereira (vocalista) e Nuno Barbosa (baixista). A ambição dos elementos é o de pisar todos os grandes palcos dos maiores festivais de música deste género e o VivaCidade foi saber mais sobre estes amantes da música metal.

> Na foto: Fernando Maia, Nuno Barbosa, Luís Dias, Pedro Quelhas e Ricardo Pereira

Nem sequer tenho grande lata para me queixar, porque o preconceito contra fãs e músicos de metal é um grão de areia perante o titã do racismo institucionalizado, do sexismo e da homofobia. Já atuaram no estrangeiro? Se sim quais? E, preferem atuar em Portugal ou em território internacional, sentem diferença no público? Ricardo: Tivemos o prazer de sair em digressão por Espanha e pelos Países Baixos. O público presente aparentou ser igualmente enérgico e apaixonado, e por duas vezes ocorreram protestos devido a eu optar por dirigir-me ao público em inglês em vez de português - lição aprendida! No entanto, o público português conhece-nos melhor e nós a eles, logo é sempre um momento mais íntimo. Até hoje, qual foi o momento mais marcante da vossa carreira? Ricardo: Para mim foram dois! O primeiro foi quando atuamos no Vagos Open Air 2015 com Amorphis, uma das minhas bandas favoritas, e o recinto estava praticamente cheio durante o nosso concerto. E o outro foi quando demos o nosso primeiro concerto, no concurso de bandas aqui em Gondomar, e foi a primeira vez que pisei um palco enquanto vocalista, perante um largo do Souto cheio de gente cuja esmagadora maioria nunca tinha ouvido death metal nem nada que se parecesse. Pisamos aquele palco com a fome de leões, demos tudo o que tínhamos dentro das capacidades que tínhamos na altura, e felizmente não nos atiraram com nada. Inclusive ouvia-se algumas palmas! Quanto ao COVID-19, o meio artístico foi e é um dos mais afetados, como é que tem sido para vocês viver esta fase e estar tanto tempo longe dos palcos? Ricardo: Essencialmente, dedicamos esta enorme paragem a compor um novo álbum, que por sua vez estará pronto a incendiar os palcos quando este pesadelo terminar. Convém salientar que não somos “profissionais” desta arte, no sentido em que não vivemos dela - digamos que é um

hobby com uma abordagem intensamente perfeccionista. No entanto, os profissionais da área que dependem unicamente da mesma para o seu rendimento mensal – músicos, técnicos, promotores, etc. – foram seriamente prejudicados a nível financeiro, com todas as sequelas de saúde física e mental que isso acarreta. A eles, eu gostaria de estender a minha solidariedade, enviar uma mensagem de força, e também repudiar publicamente a falta de apoio governamental aos trabalhadores deste sector durante a pandemia. Sei que o dinheiro é escasso e que a prioridade neste momento é a saúde e a vida, mas convém não esquecer que sem arte não há muito pelo que viver. Para o futuro vocês já têm alguma coisa agendada? Ricardo: Se o COVID-19 permitir, neste momento temos dois concertos agendados, no dia 22 de julho no festival Laurus Nobilis em Famalicão, e a 27 de agosto no festival Milagre Metaleiro, em Viseu. Estamos também a compor um novo álbum que é, sem dúvida, um enorme passo em frente na nossa capacidade conceptual e de composição, com uma temática baseada em temas atuais e fraturantes, ao invés do habitual onde criamos uma realidade própria para transmitir uma mensagem. Irá sair ainda este ano, e aconselhamos aos interessados que fiquem atentos às nossas redes sociais. Não vou entrar em clichezóides abjectos como “vem aí bomba”, mas posso dizer se forem fãs de metal e não gostarem, não sei que vos faça. Como é que as pessoas podem acompanhar e apoiar o vosso trabalho? Ricardo: A nossa música está disponível em todas as grandes plataformas online de streaming e venda, inclusive o Spotify, e estamos também no Instagram, no Facebook, no Instagram, no Youtube e no Twitter. A quem ler esta entrevista, sintase cordialmente convidado a investigar um pouco mais sobre o universo dos Moonshade. E, como não podia deixar de ser, um sincero obrigado ao VivaCidade pelo convite para esta entrevista! ▪


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Cultura

Aline lança livro para os mais novos “Milagres e Parábolas de Jesus” Residente em Gondomar, Aline lançou um livro para os mais novos intitulado “Milagres e Parábolas de Jesus” recriado em versus. A escritora tem publicado seis livros e participou em 17 Antologias Poéticas. Para Aline a poesia é o que lhe dá mais “prazer” e o seu público alvo são os mais novos. “Sempre me identifiquei muito com crianças, para além de ser avó, fiz durante 12 anos voluntariado na Maternidade Júlio Dinis, na pediatria, o que me deu uma aproximação muito grande a este público infantil”. Como esteve ligada à igreja, onde foi catequista na Paróquia de S. Romão do Coronado, o seu livro aborda um lado mais religioso. Aline revela que as pessoas podem esperar deste livro uma demonstração da “importância dos valores morais, que cada vez estão mais escassos nas nossas crianças. Neste livro elas têm a possibilidade de, na folha da moral, realizar a sua própria interpretação do que, cada um entendeu da mesma, ficando registada no seu próprio livro, para mais tarde recordar e, quem sabe passar a mensa-

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gem aos seus filhos”. Sobre o livro, Aline deixa um agradecimento especial “ao Camilo Faria, da Paróquia de S. Romão do Coronado, pois foi ele que me deu toda a força e sempre elogiou os meus livros, pela leitura simples, de fácil acesso à compreensão das minhas crianças”. Para os interessados, o livro pode ser adquirido por mensagem privada na página da escritora, por email ou através do número 937379278 e, encontra-se à venda nas livrarias do país. ▪

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Hospital Fernando Pessoa

Há vida para além da Covid 19!

– Contributo da Medicina Física e de Reabilitação – Hospital Fernando Pessoa, Gondomar

Se, no dia 23 de novembro, eu soubesse que aquele seria o nosso último abraço, provavelmente, nunca mais o teria largado... Este é um sentimento que, infelizmente, é comum a muitas famílias em Portugal e no mundo. Desde março de 2020, aquando do primeiro Estado de Emergência Nacional decretado em Portugal, temos vivido num constante turbilhão de informação e de emoções; com medo do presente, a constante ansiedade de não sabermos o que nos reserva o dia de amanhã e a profunda tristeza de perdermos alguém que amamos. Foi no dia 11 de março de 2020 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o alerta mundial para uma pandemia que crescia sorrateiramente e de forma imparável. A COVID-19 (Coronavirus Disease 2019), causada pelo SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), foi reportada à OMS no dia 31 de dezembro de 2019. Desde janeiro de 2020 – um problema que nos parecia muito longínquo, estava “apenas” no outro lado do planeta – tem sido notícia de abertura dos telejornais, tema dominante de conversa e uma fonte imensa de sofrimento. Direta ou indiretamente, já todos fomos afetados por esta pandemia. Há mais de um ano que vivemos no epicentro de um terramoto, à mercê das consequências das suas réplicas. Perante este sentimento de fragilidade, não podemos deixar de acreditar e de lutar. Como em todas as histórias há sempre um lado positivo, uma luz de esperança e de crença na Humanidade e no Humanismo. A sociedade solidarizou-se! As famílias uniram-se na separação, os pais e os filhos aprenderam que confinar significava amar e sentiram, como nunca, a necessidade de acarinhar e de proteger os seus avós. A política, a economia e a ciência colocaram o valor da VIDA em primeiro lugar: o bem supremo que tem de ser preservado! Desde o início, o Hospital Fernando Pessoa manteve-se fiel aos seus princípios e esteve presente para apoiar a sua comunidade: Prestar cuidados de saúde, diferenciados e humanizados, garantindo as melhores práticas e a mais eficiente utilização dos recursos disponíveis. Assegurou a manutenção dos seus serviços, assim como, a disponibilidade dos seus profissionais de saúde para prestar os melhores cuidados possíveis a todos os que procurassem auxílio. Por outro lado, mediante protocolos estabelecidos com os hospitais públicos, o Hospital Fernando Pessoa recebeu e cuidou de várias dezenas de doentes COVID e NÃO-COVID. Após tantos meses de incerteza, acreditamos que este é o momento de virar a página, de projetarmos o futuro em sintonia com o presente, alicerçados nas lições de um passado recente: A Consulta Multidisciplinar PÓS-COVID O Hospital Fernando Pessoa pretende agregar a comunidade pessoana num projeto inspirador e ambicioso, que visa cuidar e reabilitar todos os utentes que tenham sido afetados pelo novo coronavírus. Sob o lema Nova et Nove (fazer diferente, para fazer melhor), ambicionámos consolidar e divulgar os nossos valores fundamentais: a humanização, a inovação e a qualidade nos serviços prestados. Para tal, estamos a organizar uma Consulta Multidisciplinar PÓS-COVID, onde iremos privilegiar uma abordagem multidimensional e pluridisciplinar, que permita avaliar e tratar a pessoa, e não apenas o sintoma. De acordo com os relatos mais recentes, destacam-se como principais queixas, as seguintes: - Cansaço (fadiga) com profundo impacto na atividade (vida diária, instrumental, lazer e desporto) e na participação (familiar, social, laboral). - Sensação de falta de ar (dispneia) e tosse persistente. - Dor/sensação de aperto no peito, oscilação dos batimentos cardíacos. - Alterações cognitivas: memória, concentração, raciocínio, capacidade de tomar de decisões, etc. - Modificações emocionais e comportamentais: variações bruscas do humor; sentimentos de ira, revolta, tristeza, desesperança; isolamento e afastamento social, absentismo laboral. - Perturbação do padrão de sono: insónia, agitação, pesadelos recorrentes. - Dores de cabeça (cefaleias), dores musculares e articulares, outras alterações sensitivas dolorosas ou não dolorosas. - Alterações da visão, audição, olfato, paladar, da deglutição e da fonação. - Modificações da coordenação, do equilíbrio e da marcha. - Diminuição da tolerância ao esforço. - Alteração do controlo urinário e/ou intestinal. Em resumo, todas estas manifestações têm o potencial de interferir na qualidade de vida, na participação e no desempenho das nossas atividades diárias. Nesta consulta multidisciplinar, a Medicina Física e de Reabilitação (MFR) surge como uma das especialidades médicas que apresenta a capacidade de dar um contributo válido na avaliação e orientação dos nossos utentes, assim como, a competência necessária para acompanhar todas as fases do seu processo de reabilitação. Mediante as especificidades de cada caso, a Consulta Multidisciplinar PÓS-COVID do Hospital Fernando Pessoa disponibiliza várias especialidades médicas (Medicina Física e de Reabilitação, Medicina Interna, Cardiologia, Pneumologia, Neurologia, Psiquiatria, Otorrinolaringologia, Urologia...), para uma avaliação abrangente e especializada, o que permitirá a definição de um plano de acompanhamento e de tratamento individualizado e efetivo. Contamos também com uma equipa multidisciplinar de Medicina Física e de Reabilitação dedicada, competente e diferenciada de Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais e de Terapeutas da Fala, assim como, a possibilidade de acompanhamento por Neuropsicologia, Enfermagem, Nutrição e Serviço Social. Todos os elementos que compõem esta equipa são imprescindíveis para a concretização e o sucesso deste projeto. Estas são as linhas gerais de uma Consulta que privilegia o trabalho em equipa para alcançar objetivos comuns: Cuidar e Reabilitar os nossos doentes, melhorar a sua Qualidade de Vida, e promover a sua Atividade e Participação em todos os contextos (familiar, social, laboral, lúdico-recreativo). In memoriam dos que partiram cedo demais. O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. (Fernando Pessoa)

Cultura

Associação Internacional das Cidades Educadoras destaca projeto Músicos D’Ouro

Os Músicos D’Ouro é um projeto municipal que iniciou no final de novembro de 2014. Recentemente o programa foi destacado pela Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE). A informação chegou ao Município pelo Secretariado da Associação Internacional que informou que o projeto tinha sido distinguido no banco de experiências da Organização Internacional. Segundo Cristina Silva, gestora do projeto, os dois principais objetivos do programa passam por “trabalhar a competência sócio emocional do saber estar dos mais novos e dar a possibilidade de jovens com menor recurso financeiro terem acesso a uma prática artística inclusiva”. Como referido, o programa está direcionado para os mais novos, com idades compreendidas entre os 9 e os 18 anos. No entanto, Cristina constata que “Onde estamos mais globalizados é entre o 9 e os 15 anos”. Os 120 alunos que integram este programa são acompanhados por professores devidamente qualificados e ligados à música. A equipa composta por 10 elementos trabalha diariamente o lado artístico destes menores. Para Cristina este grupo de profissionais “Que esta no terreno, é um grupo de músicos jovens que estão motivados para a missão do projeto que é capacitar e trazer aos mais novos outras realidades que muitos deles não têm disponível no seu dia a dia, quer seja no seu sistema familiar, social e ou geográfico”. A principal premissa para estes profissionais é: “Nós podemos fazer a diferença na vida e no bem-estar de cada um destes meninos e pretendemos que eles se sintam felizes em estar connosco. O indivíduo é muito importante para nós, porque embora eles estejam inseridos numa orquestra, que é um coletivo, todos são importantes para que

esta orquestra continue a funcionar. Cada um tem o seu lugar, a sua voz…a soma de tudo o que nós somos é o que se apresenta ali, cada um deles é importante”. “Embora eles estejam inseridos numa orquestra, que é um coletivo, todos são importantes para que a orquestra esteja a funcionar. Cada um tem o seu lugar, a sua voz…a soma de tudo o que nós somos é o que se apresenta ali, cada um deles importante” Segundo Luís Filipe Araújo, Vereador responsável pelo pelouro da Cultura, inicialmente o projeto começou em São Pedro da Cova e, “Hoje já abrange outras escolas do concelho”. Cristina complementa a ideia referindo que, atualmente, os estabelecimentos de ensino onde este programa atua são: “o Agrupamento de escolas de São Pedro da Cova, o Agrupamento nº1 de Gondomar, a Escola Básica Marques Leitão e o Agrupamento de Escolas de Rio Tinto”. A gestora confessa que quando a equipa recebeu a notícia ficaram todos “Surpreendidos e felizes”. É nessa linha que Cristina constata que este projeto só foi possível graças ao “conjunto de sinergias e de vontade” diária de todos os envolvidos. O vereador sublinha a ideia de não ter “Dúvida que este projeto é um dinheiro muito bem empregue. Aqui não há desperdício. Este projeto é para manter e para crescer”. Para Luís Filipe os resultados do projeto são notórios “Nós demos de conta de mudanças significativas na vida destas crianças. Sentimos que elas estão com uma autoestima mais elevada e sentimos uma melhoria significativa nas notas dos menores nas outras disciplinas da escola”. O responsável pela Cultura revela que a ideia final do projeto “era de termos uma orquestra municipal com estes miúdos, só que para nós chegarmos a esse ponto, necessitamos que eles adquiram uma série de conhecimentos e de práticas musicais que demora o seu tempo. Mas a ideia do projeto é essa”. A Associação Internacional das Cidades Educadoras foi fundada em 1994. A AICE é uma organização, sem fins lucrativos, composta por uma estrutura permanente de colaboração entre governos locais que se comprometem a regerse pelos princípios inscritos na Carta das Cidades Educadoras. Princípios esses que primam por projetos e atividades que visam melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos. ▪


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Gonçalo Lixa Médico Veterinário, Clínica Veterinária do Taralhão

Leishmaniose Difícil de pronunciar, e ainda mais de a compreender (mesmo para alguns profissionais de saúde), mas a estranheza do nome é proporcional à importância e relevância desta doença em Portugal! A Leishmaniose é uma doença zoonótica, o que significa que pode afetar e desencadear doença em animais de várias espécies diferentes (como o cão, o gato e o Homem, entre outros). Em gatos, e também em pessoas, dada a particularidade do sistema imunitário destes (imunidade mediada por células muito eficiente), é mais difícil (mas não impossível) que se desenvolve doença clínica, mesmo havendo infeção. É causada por um parasita (protozoário) do género Leishmania, tendo como hospedeiro intermediário um mosquito (flebótomo). Isto significa que, para o animal ficar infetado, isto ocorre através da picada do mosquito. Sem picada, animal protegido! Quais principais sinais clínicos num cão com leishmaniose? Os sinais clínicos, maioritariamente, das tentativas do corpo em proteger-se da presença do parasita. Uma vez que o parasita surge inicialmente na pele, mas pode depois migrar para qualquer parte do corpo, os sinais clínicos podem aparecer em qualquer órgão no animal (principalmente lesões de pele, lesões renais/ hepáticas, emagrecimento, aumenta dos gânglios linfáticos, etc..). Existe tratamento para esta doença? A leishmaniose é, ao dia de hoje, uma doença que conseguimos controlar (com medicação específica), mas cuja cura completa (na grande maioria dos casos) é impossível. Ainda assim, e com o tratamento adequado (normalmente crónico), uma boa parte dos animais podem atingir a chamada “remissão clínica”, conseguindo viver uma vida feliz, e praticamente normal. Como fazer para que o meu cão não apanhe leishmaniose? Todos os animais (principalmente entre Março e Outubro) devem aplicar, se possível, para além do desparasitante externo para pulgas e carraças, algum produto que permita a repelência do mosquito flebótomo (pipeta ou coleira), inibindo a picada deste. No caso de animais que vivam ou se desloquem para zonas de altíssimo risco (como o Gerês, Bragança, e toda a zona a Sul de Lisboa – incluindo Algarve), é aconselhável a vacinação contra a leishmaniose e/ou utilização de produtos estimuladores do sistema imunitário, indicados para esta doença. De referir que o uso da vacina é muito positivo mas, por si só, não é suficiente prevenir que o animal fique doente com leishmaniose. Mensagem a levar para casa: com a vinda da Primavera há que desparasitar, mas sem esquecer nunca a repelência contra o mosquito. Qualquer dúvida adicional, teremos todo o gosto em responder, para o contacto 934982307 ou cvtaralhao@ gmail.com.

Posto de Vigia Manuel Teixeira

Professor Universitário e investigador do CEPESE (UP)

COVID NÃO RIMA COM PROPAGANDA 1 – Qualquer cidadão medianamente esclarecido sabe que os governos de António Costa de tudo conseguem fazer autênticos espetáculos de propaganda política. Sente-se nas veias destes governantes, sob a batuta do Primeiro Ministro, uma capacidade especial para converter os limões em refrescantes limonadas, ou a flor do trovisco num apetitoso chá calmante. Já foi assim nas tragédias dos incêndios, e a receita transitou para a gestão da pandemia. É certo que o irritante otimismo de António Costa sofreu um enorme abalo quando Portugal passou a ser considerado o pior país do mundo no combate à covid 19. Ainda assim, a chegada das vacinas foi rapidamente explorada até aos limites para criar e vender ilusões. Só que, haveria de aparecer um tal Francisco Ramos, a quem foi entregue o comando da task force do plano de vacinação, a entornar o vinho sobre a toalha das ilusões. 2 – António Costa sentiu-se por um instante entre a espada e a parede, quando começou a constatar que por todo o lado surgiam sobras de vacinas distribuídas a amigos e sortudos como caramelos de leite e mel. Era preciso salvar a honra, e nada melhor do que um militar para impor a ordem na task. A partir daqui a orquestra da propaganda voltou à vacinação, para animar quartéis de bombeiros, esquadras policiais, lares de idosos, centros de saúde, etc. Todos os dias há ministros a dar espetáculo. O que hoje afirmam com toda a convicção, amanhã é desmentido pelos factos. Aqui anunciam novas medidas de apoio, acolá apregoam planos de recuperação, e mais além juram que tudo roda sob esferas. Mas milhares de crianças confinadas não recebem os prometidos computadores, milhares de desempregados desesperam sem apoios, centenas de empresas agonizam de portas fechadas… 3 – No seio do governo os ministros em competição e discórdia deixaram cair as máscaras. Mas ai de quem levante um dedo crítico aos figurantes principais. Logo o som dos bombos e das cornetas da propaganda sobem o tom, e tudo abafam para que o povoléu não se aperceba da desordem que jorra em muitos departamentos governamentais. Se alguém grita que o rei vai nu, de pronto alguém lhe estende o manto dourado para lhe tapar as vergonhas! Em conclusão: a pandemia não justifica tudo. A vida política tem regras e princípios éticos que não podem ser atropelados. É cada vez mais claro que, controlada que seja a doença, o país vai enfrentar uma gravíssima crise social, económica e financeira. Crise que, aliás, já está entre nós, e que o governo tem tentado manter anestesiada. Mas a ponta do icebergue já se vê entre as ondas deste mar encapelado. Preparemo-nos para o pior, porque o futuro será negro.

Consultório Jurídico Madalena de Lima, Advogada com larga experiência em Direito Criminal, Civil, Família e Menores, Administrativo, Comercial, Urbanismo e Internacional. Inscrita na Ordem dos Advogados desde 1983, abriu novo escritório em Rio Tinto. Boa Noite Em Janeiro ainda antes do novo confinamento, fui jantar a um restaurante com a minha esposa. Como entrada colocaram na nossa mesa uma tábua, com um pires de azeitonas, manteiga, patê e presunto com melão, sem nós pedirmos nada. A minha esposa comeu o presunto com melão e eu a manteiga que acabei por comer com pão. Daí o meu espanto no final da conta ter que pagar a tábua completa. Fiquei indignado, mas apesar de não saber muito na altura em que base jurídica me devia apoiar não cheguei a apresentar reclamação apesar de achar que tenha a razão do meu lado. Fiquei incomodo com a atitude do patrão da empresa que não se demonstrou compreensível e foi arrogante. Tenho razão neste caso? Ricardo Tavares. O DL n.º 10/2015, de 16 de Janeiro, estatuiu, no art.º 135.º: “Nenhum prato, produto alimentar ou bebida, incluindo o couvert, pode ser cobrado se não for solicitado pelo cliente ou por este for inutilizado”. Deste normativo legal se depreende que, se as entradas não forem solicitadas, apesar de consumidas pelo cliente, não devem ser cobradas pelo estabelecimento. Para que tal não aconteça, o funcionário do restaurante deve perguntar ao cliente se pretende consumir as entradas e informá-lo do custo dos produtos (basta alertar para a lista de preços em vigor no estabelecimento) Ainda que a letra da lei, quanto à sua interpretação, seja clara, há quem defenda que se o restaurante decide colocar as entradas na mesa do cliente, este deverá demonstrar, de imediato, que não pretende consumi-las ou, caso não o faça, deve deixá-las intactas. Assim, porque a situação é geradora de controvérsia, deverá imperar o bom senso e a razoabilidade entre as partes na resolução do conflito.

Boa Tarde Doutora, Moro num T2 rés do chão,com terraço em Rio Tinto. Nos últimos tempos, talvez devido ao confinamento, o meu terraço está cheio de beatas devido a alguns vizinhos meus virem fumar para a varanda das suas casas e devido à sua falta de educação e higiene, insistem em atirar as beatas cá para baixo e algum lixo a acompanhar, como cascas de amendoins e restos de fruta por exemplo. Devido ao prédio ter muitos andares, não consigo confirmar quem faz isto, apesar de ter as minhas suspeitas. Apesar dos avisos que coloquei na entrada do prédio, continuo a ser ignorada. O que devo fazer? Já pensei numa camara de filmar para processar quem me faz isto, mas não sei se será permitido apontar para os andares de cima? Obrigada. Rita Sampaio Pelos elementos que forneceu, entende-se que o terraço, ainda que adstrito ao uso exclusivo da leitora, enquanto condómina, se presume comum, conforme dispõe o artigo 1421.º, n.º 1 alínea b) do Código Civil. Nesta conformidade, a Assembleia de Condóminos pode, e deve, deliberar relativamente aos factos que dizem respeito ao uso, fruição e conservação das partes comuns. Sendo a pretensão da leitora que os restantes condóminos se abstenham de praticar actos que coloquem em causa a conservação do dito terraço, será de crucial relevância que a leitora proceda à convocação de uma Assembleia Extraordinária de Condóminos, de forma a que se materialize uma deliberação do condomínio, exigindo aos infractores que se abstenham de praticas de actos danosos. Caso o incumprimento persista, tendo a deliberação condominial total validade, terá, tanto o administrador do condomínio, como a leitora, legitimidade para intentar a competente acção de responsabilidade civil por factos ilícitos. Dúvida não há de que a projecção de lixo para o terraço do andar inferior viola o conteúdo do direito de compropriedade dos demais condóminos, em geral, e do condómino que tem o uso exclusivo, em particular, pelo que os mesmos podem propor a acção, nos termos dos artigos 1346.º e 1406.º, nº 1 do Código Civil.

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FEVEREIRO 2021 VIVACIDADE

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Política

Germana Rocha: “Na minha cabeça já tenho pensado o que considero ser essencial para Gondomar” Com um currículo político recheado Germana Rocha assumiu a Presidência do PSD de Gondomar. Ao VivaCidade levantou um pouco da cortina e colocou as cartas em cima da mesa, no que concerne à vontade e opinião do PSD para as próximas autárquicas.

Foi vereadora pelo PSD na autarquia, integrou diversas listas nas estruturas concelhia e distritais do partido. A chegada à presidência do PSD Gondomar era uma objetivo ou antes, uma consequência deste percurso? Como referiu, já ocupei diversos cargos políticos, nomeadamente a nível autárquico e distrital. Em termos concelhios esteve sempre no meu horizonte ser presidente do PSD Gondomar. Senti que tinha a missão de ser candidata à concelhia. Entendi que o partido precisa de mim, e Gondomar também. Foram estes os aspetos que eu considerei na minha decisão. Daqui para a frente vamos ter um ciclo político muito diferente do que temos vivido. Estamos numa fase de mudança política, não só a nível nacional, mas também europeu e mesmo mundial. Entendi que tinha de dar este contributo ao partido, nem que fosse a última coisa a fazer. É nos momentos difíceis que temos de estar presentes, sempre entendi a política assim e não é altura para virar a cara ao partido. Era uma missão que tinha de cumprir. Fala em dificuldade referindo-se à situação atual do país. A nível local, o PSD de Gondomar já foi uma das maiores concelhias do país, já liderou a autarquia e todas as juntas de freguesia do concelho. Neste momento o cenário é diferente e o partido não tem uma única liderança e tem apenas um vereador na autarquia. É o momento mais difícil que o PSD atravessa em Gondomar? Em termos de resultados eleitorais naturalmente que sim, fruto também da forma como correram as eleições autárquicas em 2017. Se formos analisar os resultados, em 2013 conseguimos três vereadores o que, dentro do panorama da época, considero um bom resultado. A ideia do PSD Gondomar, por aquilo que me apercebia era conseguir crescer, obviamente que em 2017 tivemos aqui um revés que foi haver uma candidatura independente à Câmara. Estou

plenamente convencida, como estava na altura, que se não tivesse existido o movimento independente, se tivéssemos chegado a um acordo de coligação, tínhamos conseguido disputar a eleição da Câmara, e essa era a intenção do PSD. As coisas não se proporcionaram assim e naturalmente que o movimento do Major, que tem um eleitorado que maioritariamente vota PSD, reuniu a intenção de muitas pessoas que acreditavam que ele teria mais hipóteses de chegar à liderança. Nós sabemos disso porque temos pessoas próximas que o disseram. Claro que isto prejudicou muito o PSD em Gondomar, daí o resultado de apenas um vereador. É fruto dessas circunstâncias. Naturalmente que hoje nós não sabemos se haverá candidatura do movimento independente. Se ela não existir o PSD terá novamente que ter aqui os melhores candidatos para disputar não só a Autarquia como a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia. Partindo deste ponto, qual o objetivo do partido para as próximas eleições? Quando decidi avançar, foi uma decisão muito ponderada, e quando convidei as pessoas que tenho na minha equipa, senti que todas elas estavam motivadas. Sinto que tenho uma equipa motivada, uma equipa que representa todas as freguesias do concelho. Sei que tenho um trabalho muito difícil pela frente, todos sabemos isso, é um trabalho árduo. Sabíamos disso quando decidimos pegar nesta Comissão Política, mas também temos muita ambição que naturalmente passa por ganhar a Câmara e a Assembleia Municipal e ter o maior número de Juntas de Freguesia. Olhando ao cenário atual, isso é apenas um desejo ou é uma forte possibilidade? Eu acho que é uma possibilidade. Sinto que as pessoas que estão a trabalhar comigo estão motivadas e sinto que temos essa possibilidade porque também nos vamos apercebendo de algumas pessoas que têm estado afastadas e que agora se têm vindo a aproximar e a mostrar desejo de participar neste projeto. Tenho sentido isso, veremos se isso se vai traduzir nos resultados. Essa reaproximação que afirma sentir por parte de algumas pessoas, reflete algum desgaste do atual executivo por uma ou outra decisão mais contestada pela população? Sim, sem dúvida. É por aí? Sim, é por aí, mas também por algumas pessoas que estavam na lista dos independentes e que se estão a reaproximar ao PSD.

Mas com a votação dos independentes o PSD ficaria com três vereadores. Não seriam suficientes para ganhar a Câmara… Sim, mas se na votação de 2017 juntar os votos do PSD com o movimento independente ficávamos com três vereadores. Portanto, acho que é alcançável, nós querermos crescer. Naturalmente que há desgaste do executivo, que nas últimas eleições perdeu um vereador, passou de sete para seis. O desgaste é algo natural, nós também já fomos poder e sabemos que é assim. Jogando com todos estes fatores acho que é possível nós irmos a jogo. Olhando agora para os candidatos. Já estão definidos os perfis dos candidatos que o PSD vai apresentar? Nós vamos ter um plenário esta semana, dia 26, e aí vai ser definido o perfil dos candidatos. Naturalmente que já tenho a proposta na minha cabeça, vou apresentá-la à minha Comissão Política para ser aprovada e sufragada depois pelos militantes. O perfil que tenho na minha cabeça é escolher os melhores, candidatos qualificados. Acho que falta termos formação política, a distrital tem feito um investimento muito grande na formação e a concelhia também vai ter de o fazer. Efetivamente eu sinto que muitas vezes temos pessoas com vontade de participar, mas depois também sinto que as pessoas acham que não têm as ferramentas necessárias para exercer um cargo autár-

quico. Por isso, acho que temos de apostar na formação porque o que pretendemos é ter pessoas qualificadas para o exercício destes cargos. Muitas vezes as pessoas são eleitas e depois não têm as ferramentas adequadas para exercer os cargos, e isso eu não quero que aconteça. Certamente que não me irá adiantar já nenhum dos nomes que tem na cabeça mas, internamente existe algum nome que seja consensual para conseguir ganhar a autarquia daqui a uns meses? Definido ainda não tenho. Obviamente que não posso dizer que não tenho pensado no assunto, obviamente que sim. Até posso dizer mais, quanto ao perfil do candidato. Já há algum tempo que, quer o anterior presidente da concelhia, quer eu própria, temos vindo a trabalhar para encontrar a melhor solução para o candidato à Câmara. É um trabalho que está a ser feito. Tenho conversado com a direção nacional do partido e com o próprio Presidente, bem como algumas outras pessoas, até porque o próprio presidente do PSD já assumiu que quer ter uma palavra a dizer na escolha dos candidatos das capitas de distrito e dos maiores concelhos a nível nacional como Gondomar e Vila Nova de Gaia. Esta é a fase de estreitar o caminho e encontrar a pessoa, mas na minha cabeça já tenho pensado o que considero ser essencial para Gondomar. ▪


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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Política

Município aprova programa “Gondomar Protege” O programa tem o intuito de reduzir os impactos económicos que a pandemia tem vindo a causar junto aos gondomarenses. A medida implementada pelo executivo prevê um esforço municipal na ordem dos 200 mil euros. Na proposta aprovada podemos constatar as seguintes medidas de isenção de taxas: fica isento o pagamento de “taxas de publicidade e/ou ocupação de espaço público, toldos e afins, pelo período de 4 meses, relativas a todos os estabelecimentos, à exceção das médias e grandes superfícies comerciais; as rendas devidas espaços concessionados pela autarquia, designadamente, estabelecimentos de bebidas, pelo período de 4 meses; as devidas taxas pelos lugares de terrado atribuídos a feirantes cujo encerramento da atividade tenha sido determinado, por não se traduzir na venda de bens essenciais, pelo período de 4 meses; e as devidas taxas de ocupação de bancas/lojas dos Mercados Municipais, cuja atividade se encontra encerrada, por não se traduzir na venda de bens essenciais, pelo período de 4 meses”.

Para além destes quatro pontos, foi determinado a redução em 50% do valor das rendas “devidas pelos espaços concessionados no Gondomar Goldpark (incubadora, espaços co-work, oficinas e espaços comerciais)”. Com este conjunto de medidas, a Câmara Municipal de Gondomar pretende auxiliar a economia local nesta fase complicada de pandemia. A vereadora responsável Cláudia Vieira refere que, para além das ajudas ao comércio, este é um programa de apoio direto às famílias, neste momento, a ve-

readora explica que o programa continua a prestar apoios sociais às famílias com os “cabazes alimentares, com as compras nos supermercados ou com a articulação da rede que faz as entregas em casa das pessoas, com a disponibilização de refeições e na farmácia”. A vereadora explica que as próprias pessoas ou as instituições sinalizam os casos e depois, um técnico do serviço social realiza o contacto que vai avaliar as condições de cada um e orienta os gondomarenses relativamente às respostas. ▪

João Loureiro e a viagem ao Brasil O Filho do Major Valentim Loureiro, João Loureiro encontra-se ainda no Brasil, fruto da apreensão de 500 kg de cocaína encontrados dentro de uma aeronave privada onde viajava, no aeroporto de Salvador, no Brasil. As autoridades estão a investigar o caso. O VivaCidade esteve à conversa com Major Valentim Loureiro, pai de João Loureiro que nos referiu o seguinte: “Apesar de ainda não ter falado com ele, acho que foi ao Brasil como representante jurídico de uma empresa”. Adiantou-nos ainda o seguinte: “Ponho o pescoço no cepo como o meu filho nunca teve negócios com droga e garanto-lhe que não fico sem ele.” E mais não quis adiantar. ▪

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Desporto

Programa Nacional de Desporto para Todos A primeira fase de candidaturas iniciou-se a 29 janeiro e termina a 15 de março. Em 2021 o Programa Nacional de Desporto para Todos (PNDpT) renasce com um novo formato, com diferentes fases de candidaturas. De 29 de janeiro a 15 de março estarão abertas as candidaturas à 1ª Fase do Programa Nacional de Desporto para Todos (PNDpT), podendo candidatar-se os clubes desportivos, as associações promotoras do desporto e outras entidades cujo objeto compreenda ou capacite o desporto de base em Portugal. No âmbito do programa do Governo, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, através do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ), financia, nesta 1ª fase, clubes e associações desportivas em 1 milhão de euros.

O PNDpT foi elaborado de acordo com as orientações internacionais do movimento «Desporto para Todos» e adota a definição consagrada na «Carta Europeia do Desporto», na qual se entende por Desporto, «todas as formas de atividades físicas que, através de uma participação organizada ou não, têm por objetivo a expressão ou a melhoria da condição física e psíquica, o desenvolvimento das relações sociais ou a obtenção de resultados na competição a todos os níveis». Pretende-se continuar a reforçar o apoio à prática desportiva regular, não federada, que promova a saúde e os estilos de vida saudáveis junto de todos os segmentos da população. Por outro lado, o PNDpT privilegia ainda os programas desportivos que promovem a inclusão social (minorias étnicas, população em situação desfavorecida, pessoas privadas de liberdade, crianças e jovens, população sénior, entre outras), a integração da pessoa com deficiência, a promoção da igualdade de género, a sustentabilidade ambiental e a mobilidade ativa, a inovação tecnológica e a proteção

dos direitos humanos. Atendendo à pandemia que o país atravessa, nesta edição, serão também consideradas elegíveis as despesas que suportem a realização das atividades em segurança no quadro da doença COVID-19. Todas as infor-

mações sobre o programa e a forma de se candidatar encontram-se disponibilizadas no portal do IPDJ : https:// ipdj.gov.pt/programa-nacional-dedesporto-para-todos. As candidaturas podem ser efetuadas em: https:// siec.ipdj.gov.pt/ ▪

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Empresas e Negócios

Márcia Soares: “Amo o que faço e esse é o segredo para o sucesso” Rigor, confiança e compromisso são as palavras chaves que descrevem o trabalho desempenhado pela equipa de Márcia Soares - MS Team Consultores Imobiliários. A mesma revela que o mercado imobiliário em Gondomar possuí uma grande vantagem quer a nível de acessibilidade para todo o lado, temos tudo em Gondomar o que o torna num mercado atrativo para morar e investir neste setor. Atualmente, o seu escritório localiza-se na Boavista, perto do Estádio do Bessa na rua François Guichard, na Remax Now.

A chefe de equipa entrou para o mercado imobiliário aos 19 anos como rececionista, “depois começou uma fase menos boa a nível de imobiliária, começaram a fechar vários escritórios no nosso concelho e fui a única que fui ficando como secretária da administração

> Na foto: Adair Cardoso, Carla Santos, Paula Fernandes, Mafalda Magalhães, Márcia Soares, Hilda Trelles, Sandra Correia e Pedro Almeida

da zona norte”, refere a responsável, muito graças ao rigor e ética que deposita quando desempenha o seu trabalho. No entanto, com as voltas da vida, Márcia acabou por se afastar do setor e há cinco anos voltou para a área que sempre foi a sua paixão, o Mercado Imobiliário. Regressou como coordenadora, depois assumiu o cargo de técnica de recursos humanos, gestora de equipa, diretora de agência, agora assume como chefe de equipa, num novo desafio. Após três anos no WINGROUP decidiu “que estava na hora de abraçar uma carreira a solo onde poderei pôr-me à prova e explorar todo o meu potencial. Neste sentido criei a MS TEAM Consultores Imobiliários, liderada

por mim, onde já conto com alguns dos consultores que sempre me acompanharam”. O trabalho nunca a assustou e, hoje, com uma equipa de oito elementos, possui um vasto leque de serviços no que concerne a tudo o que tem a ver com mediação imobiliária: compra, venda e arrendamentos de imóveis. O lema da equipa ‘’Rigor, Confiança e Compromisso’’ descreve o trabalho desempenhado pela equipa de profissionais orientados por Márcia “somos completamente rigorosos e apaixonados naquilo que fazemos”. A responsável esclarece que a partir do momento que o cliente requisita os seus serviços, o mesmo irá sentir-se sempre apoiado e orientado até à escritura. Para a mentora “é importante dar atenção às pessoas”, é com base nesta ideia que Márcia explica o quão importante é escolher um bom agente imobiliário. Pelos anos de trabalho no setor, Márcia descreve um perfil de um bom profissional “na minha equipa eu primo por pessoas que sejam honestas, idóneas, alguém de confiança, pois isto é um negócio de pessoas, para pessoas”. Para a agente, o segredo para o sucesso passa pela paixão que temos pelo trabalho que desempenhamos no nosso dia a dia, “amo o que faço e esse é o segredo para o meu sucesso”. Márcia aproveitou o momento para deixar

um agradecimento especial à agência RE/ MAX Now, agência que me acolheu e sempre me apoiou. Agradeço em especial ao Ricardo Cadavez e ao Nuno Roque que sempre confiaram no meu trabalho e me desafiaram a ser melhor. Aos meus consultores e minha equipa que me acompanhou e continua a apoiar. Márcia termina com a frase: “Nasci sem asas, mas os meus sonhos ensinaram-me a voar”. ▪

Novos Dacia Sandero e Sandero Stepway: revolução no habitáculo, novo design e novas tecnologias, para continuarem a ser os preferidos dos portugueses É o automóvel preferido dos clientes particulares na Europa, mas também em Portugal e a saga de grande sucesso promete continuar com a terceira geração. Os Novos Dacia Sandero e Sandero Stepway chegam à Rede de Concessionários. Duas propostas totalmente novas, que representam um extraordinário salto qualitativo em relação à geração anterior: linhas exteriores totalmente novas; revolução no habitáculo com um novo design, novas tecnologias; novidades na gama de motores e também mais segurança ativa e passiva. Ainda assim, os Novos Dacia Sandero e Sandero Stepway mantêm-se fiéis ao espírito Dacia.

lizadas quase 50.000 unidades Dacia no país, 44 por cento das quais do Sandero. Um êxito que tem sido crescente e que culmina com um estatuto: a exemplo do que acontece na Europa, também no nosso país o Sandero é o automóvel preferido dos clientes particulares! A marca Dacia ocupa o Top 6 das marcas mais vendidas a clientes particulares, em Portugal, com o seu crescimento a confirmar que existe uma tendência crescente para a racionalização do usufruto do automóvel. Aliás, sintomático disso mesmo, é a aposta que a marca tem feito no Bi-Fuel (GPL), ao disponibilizar a tecnologia em quase 100% da gama e a deter, nada mais nada menos, do que 56 por cento da quota de mercado. Oferecer o essencial, a um preço sem concorrência, tem sido o espírito da Dacia, com o Sandero a encaixar-se, na perfeição, nesse conceito. A nova geração do Dacia Sandero e Sandero Stepway chega à Rede de Concessionários brevemente. E apesar da extraordinária evolução em relação à geração precedente, seja no design exterior, no habitáculo, na qualidade dos materiais e dos acabamentos, no reforço dos equipamentos tecnológicos e de segurança, A história de sucesso do Dacia Sandero, em Por- mas igualmente na gama de modernos mototugal, remonta a 2008, ano em que a marca foi res, que respeita as mais recentes normas antilançada em Portugal. Desde aí, foram comercia- poluição, a verdade é que o posicionamento da

Dacia de oferecer aquilo que os clientes consideram o essencial num automóvel. O Dacia Sandero, com o nível de equipamento Access, representa a entrada em gama e tem o estatuto de automóvel mais acessível à venda em Portugal. Equipado com o motor a gasolina SCe 65 FAP , integrando no equipamento de série: a assinatura luminosa em LED, as luzes diurnas em LED com acendimento automático, o computador de bordo, o limitador de velocidade, os vidros elétricos nas portas dianteiras, o volante regulável em altura, a entrada USB, a tomada de 12 V, o suporte fixo para telemóvel, entre outros itens. No domínio da

segurança, destaque para dispositivos como o ABS, (sistema de antiblocagem de rodas) e EBA (assistência à travagem de emergência), Sistema de travagem de emergência ativa (AEBS), ESP (controlo eletrónico de estabilidade) + HCA (sistema de ajuda ao arranque em subida), Chamada de emergência (E-call), entre outras opções. Dacia Sandero, o essencial numa oferta sem concorrência.▪


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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Lazer HORÓSCOPO

Receita de Culinária

Maria Helena Socióloga, taróloga e apresentadora

Bacalhau Espiritual

210 929 000 mariahelena@mariahelena.pt

Ingredientes 800 g de bacalhau demolhado (em postas) 500 g de pão de forma 3dl de leite 125 g de Vaqueiro Clássica 100 g de farinha 100 g de alho francês 100 g de cogumelos

PEIXES Amor: Netuno, seu regente, continua em seu signo, sutilizando ainda mais sua natural energia. Saúde: Netuno pode estar trazendo, já há alguns anos, algumas confusões como dificuldades em diagnósticos, exames inconclusivos e problemas nos líquidos do corpo. Dinheiro: Netuno continua em seu signo trazendo algumas confusões e mal entendidos à sua vida como um todo e o setor financeiro não fica fora dessa tendência.

300 g de cenoura ralada 50 g de queijo ralado para gratinar

Preparação

Coza o bacalhau em água a ferver durante cerca de 10 minutos. Escorra e reserve a água da cozedura. Retire as peles e espinhas e faça o bacalhau em lascas. Ponha o pão de forma a demolhar no leite. Leve a derreter 80 g de margarina Vaqueiro num tachinho. Polvilhe com a farinha, misture bem e regue com o caldo da cozedura do bacalhau. Deixe cozinhar sobre lume brando, mexendo de vez em quando. Lave e pique o alho francês e os cogumelos e leve a refogar na restante margarinaVaqueiro. Quando o alho estiver macio, junte as lascas de bacalhau, a cenoura ralada e o pão embebido no leite. Misture tudo muito bem e envolva com 2/3 do molho. Unte um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa com margarina Vaqueiro e deite aí o preparado anterior. Cubra com o restante molho, polvilhe com o queijo ralado e leve a gratinar em forno quente. Sirva acompanhado com uma salada temperada com molho vinagreta.

JORNAL VIVACIDADE 25/02/2021 EDITAL Nº 10

SOLUÇÕES

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Cartório Notarial de Andreia Alexandra de Almeida Carvalho, sito na Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, Bloco 1 A, rés-do-chão direito, 3600-180 em Castro Daire CERTIFICO, narrativamente para efeitos de publicação que, neste Cartório e no livro de notas número CENTO E QUARENTA E OITO de folhas CENTO E SETE a folhas CENTO E DOZE VERSO, se encontra exarada uma escritura de Justificação Notarial com data de cinco de fevereiro de dois mil e vinte e um, na qual: ERNESTO CASTRO ESTEVES, e mulher MARIA GABRIELA SOARES DA SILVA ESTEVES, casados entre si sob o regime de comunhão geral de bens, residentes na Rua 32 A, nº 989, 1º direito, 4500-311 freguesia de Anta, concelho de Espinho; FÁTIMA CASTRO ESTEVES FERREIRA, casada com Alcindo da Costa Ferreira, sob o regime de comunhão de adquiridos, residente na Rua Herculano Carvalho, nº 17-B, 2720-270 freguesia de Reboleira, concelho da Amadora; JOSÉ MANUEL DA COSTA E CASTRO, e mulher ADELAIDE MARIA DA COSTA PEREIRA, casados entre si sob o regime da comunhão geral de bens, residentes na Rua Avenida do Cruzeiro, nº 4, 3600-374, freguesia de Gosende, concelho de Castro Daire; GISELA DA COSTA CASTRO PINTO, casada com António José Pinheiro Pinto, sob o regime de comunhão de adquiridos, residente em Square du Castel Fleuri, 1, 1170 Watermel-Boitsfort, Reino da Bélgica; MARIA AUGUSTA DA COSTA CASTRO, casada com Eduardo Nuno Madureira Guimarães Baía Reis, sob o regime da comunhão de adquiridos, residente na Rua Manuel Faro Sarmento, nº177, 2º Direito, na Maia; EMÍDIO DA COSTA E CASTRO, casado com Maria Clara Luísa da Costa Garcia e Castro, sob o regime da comunhão de adquiridos, residente na Estrada das Malhadinhas, nº 377 – A, Foros de Salvaterra, Salvaterra de Magos; GIL DA COSTA CASTRO, solteiro, maior, residente da Rua da Liberdade, nº 3, 3600-374 freguesia de Gosende, concelho de Castro Daire; RAÚL MANUEL DA COSTA CASTRO, solteiro, maior, residente da Rua Sturova 26, Krc, Praga, República Checa; EMANUEL DA COSTA CASTRO, solteiro, maior, residente na Rua da Liberdade, nº 3, 3600-374 freguesia de Gosende, concelho de Castro Daire. E DECLARARAM: Que, na qualidade de únicos herdeiros na herança aberta por óbito de Manuel de Castro, qualidade de que se arrogam, declararam que a mesma herança é dona e legítima possuidora do seguinte prédio situado na freguesia de RIO TINTO, concelho de Gondomar. PRÉDIO URBANO, atualmente sito da Rua da Lourinha, número quatrocentos e dez, atualmente composto de rés-do-chão, primeiro e segundo andares, com a superfície coberta de trezentos e trinta metros quadrados e superfície descoberta de duzentos e setenta metros quadrados, a confrontar, do norte com Manuel José de Almeida, do nascente com David de Oliveira Alves, do sul com herdeiros de José Joaquim Almeida e do poente com estrada. Conforme declaram, atualmente inscrito na respetiva matriz predial sob o artigo número 8763, com proveniência no anterior artigo 2020 da mesma freguesia, descrito na Conservatória do Registo Predial de Gondomar sob o número “doze mil duzentos e noventa e cinco – Rio Tinto”, com aquisição registada a favor de Custódio Pinto Carneiro, e mulher Clara da Conceição Carneiro, pela inscrição “Apresentação oito de vinte e um de julho de mil novecentos e sessenta e cinco”; com o valor patrimonial e atribuído de DUZENTOS E OITENTA MIL E VINTE E UM EUROS E TRINTA CÊNTIMOS. Castro Daire, cinco de fevereiro de dois mil e vinte e um


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JORNAL VIVACIDADE 25/02/2021 EDITAL Nº 11

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JUSTIFICAÇÃO NOTARIAL Pelo Cartório Notarial a cargo da Lic. Catarina Elisa Gomes da Costa, sito à Av.ª Dr. Domingos Gonçalves de Sá, nº 434, 1º, Sala 19, Rio Tinto, Gondomar. Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada em 29/01/2021, neste Cartório, a partir de folhas 98 do livro 50 – E, VIRGÍLIO FERNANDO DA SILVA GANDRA, NIF 187 790 868, e mulher ZÉLIA TERESA DE JESUS CARDOSO MARTINS GANDRA, NIF 212 985 086, casados segundo o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ele da freguesia de S.Pedro da Cova, concelho de Gondomar e ela da freguesia de Miragaia, concelho do Porto, de nacionalidade portuguesa e com residência fiscal e habitual na Rua da Pedra, nº 198, (4510-375) em S. Pedro da Cova, União das Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar, fizeram as seguintes declarações; Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte bem imóvel: PRÉDIO URBANO, composto de casa de cave, rés-do-chão com logradouro, sito na Rua da Pedra, nº 198, em S. Pedro da Cova, União das Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar, inscrito na matriz predial urbana da referida União de Freguesias sob o artigo 5875, que proveio do artigo urbano 1014 da extinta freguesia de S.Pedro da Cova, com o valor patrimonial tributário e atribuído de € 24.125,67, descrito na Conservatória do registo Predial de Gondomar sob número três mil cento e oitenta e nove/ da freguesia de S. Pedro da Cova, aí registada a aquisição, em comum e sem determinação de parte ou direito, a favor do justificante marido Virgílio e de José Manuel da Silva Gandra e Paulo Manuel da Silva Gandra, conforme inscrição “Ap. 86”, de 2002/06/24, na qualidade de únicos herdeiros de seus pais, Damião Pereira de Castro Gandra e Teresa da Silva Teixeira, de quem se encontram devidamente habilitados, por escritura lavrada no extinto Cartório Notarial de Gondomar, em oito de Agosto de dois mil, exarada de folhas setenta e dois, do Livro Trezentos e Cinquenta e Três D e por escritura lavrada no extinto Cartório Notarial de Valongo, em vinte e oito de Junho de dois mil e um, exarada de folhas nove, do livro Cento e Cinquenta e Quatro-B. Que aquele prédio ficou a pertencer aos aqui justificantes por partilha, meramente verbal, acordada com os demais herdeiros no mês de Março do ano de dois mil, da herança aberta por óbito dos pais do justificante marido, Damião Pereira de Castro Gandra e Teresa da Silva Teixeira, falecidos em dois de Junho de mil novecentos e noventa e nove e sete de Janeiro de dois mil, respetivamente, ambos sem testamento ou qualquer outra disposição de última vontade, casados que foram um com o outro, em primeiras e únicas núpcias de ambos e segundo o regime da comunhão geral de bens. Que, desde então, os justificantes entraram na posse e fruição do referido imóvel em nome próprio, posse essa que detêm há mais de vinte anos, sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja e com conhecimento de toda a gente, sem oposição, pacificamente porque sem violência e de boa fé, ignorando lesarem direito alheio. Que, não obstante a falta de titulo formal, têm exercido a posse sobre o referido prédio, que foi adquirida e mantida sem violência e oposição, ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, em nome próprio e com aproveitamento de todas as suas utilidades, nomeadamente, habitando-o, fazendo obras de conservação e manutenção, agindo sempre por forma correspondente ao exercício de direito de propriedade, quer usufruindo no todo o referido imóvel, quer pagando as respetivas contribuições e impostos, embora em nome de Damião Pereira de Castro Gandra ou em nome de Damião Pereira de Castro Gandra – cabeça de casal da herança de. Que, dadas as enunciadas características da posse que, assim, vêm exercendo, eles justificantes adquiriram o citado prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, documento que lhes permita fazer prova do seu direito de propriedade para efeitos de registo predial.

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VIVACIDADE

FEVEREIRO 2021

Opinião: Vozes da Assembleia Municipal Joana Resende PS

Neste momento, decorre novo Estado de Emergência, que nos confina às nossas casas, para que seja possível maior controlo de propagação das cadeias de transmissão, e com isso, aliviar os recursos hospitalares necessários. Mas neste momento, devemos olhar para o mais importante: a vacinação. Esta é a nossa esperança, a luz ao fundo do túnel que tantas vezes pedimos ao longo deste (quase um) ano. O objectivo será a vacinação, até ao Verão, de 70% da população, de forma a que seja atingida a tão almejada imunidade de grupo. É neste ponto que reside a nossa esperança de regressar ao mundo como o conhecemos até há um ano; o regresso aos

Valentina Sanchez PSD

Já são notórios os impactos que está pandemia está a trazer a Portugal, e em particular, Gondomar. Gondomar foi referenciado numa reportagem pelo aumento de pessoas carênciadas/dependentes de associações para conseguirem ter acesso a refeições. Urge uma intervenção séria! Em 2011, o Dr. Pedro Passos Coelho, criou, “O Partido Socialista, não concordando com esta medida substitui-a pelo Programa de “cabazes sociais” misto das duas medidas para que assim se possam colmatar estas duas medidas em

Maria Olinda Moura CDU

A 6 de Março de 1921 é fundado o Partido Comunista Português. Apresenta ao país o seu primeiro Manifesto, em julho de 1921, saudando “todos os trabalhadores, intelectuais e manuais, como as únicas forças vivas e produtivas capazes de uma profunda e enérgica reconstrução social da sociedade portuguesa”. É o Partido que combateu o regime fascista que durante os 48 anos de ditadura amordaçou Portugal e impôs ao povo português uma vida de fome, miséria, analfabetismo, guerra colonial e explo-

Vacina da Esperança abraços e ao contacto, bens fundamentais para nós latinos, e importantes de uma forma geral para todos. Em Portugal estamos na Primeira Fase do plano nacional de vacinação, que teve início no dia 27 de dezembro. Esta primeira fase destina-se aos grupos de maior risco, como os profissionais de saúde na linha da frente do combate à pandemia, assim como os profissionais e utentes de lares. Fazem ainda parte do grupo prioritário, pessoas com mais de 50 anos com várias comorbilidades, bem como os idosos de 80 ou mais anos, e os titulares de órgãos de soberania. Até à data de hoje, foram administradas cerca de 680.300 doses da vacina, sendo que cerca de 4,3% da população em Portugal já recebeu a primeira dose da vacina, e cerca de 2,4% já recebeu a segunda inoculação. Este ritmo diz-nos que, com o objectivo de ter 70% da população vacinada, este valor seria atingido em meados de

Outubro deste ano. Claro está que neste cenário não estão as demais vacinas que ainda se encontram em processo de aprovação pelo regulador europeu, e que houve quebras de fornecimento nos primeiros meses, o que entretanto já foi normalizado. Assim, continuamos a acreditar que até ao Verão, os valores de população vacinada estarão muito perto dos 70% almejados. Gondomar está em linha com estes números, sendo louvável todo o esforço que tem sido feito para este processo de vacinação. Começamos desde logo pela rápida instalação do centro de vacinação no Pavilhão Multiusos, que permite uma agilização grande do processo, e com as maior segurança de todos. Não tem havido atrasos na chegada de vacinas, e neste momento estamos muito perto de atingir o objectivo de vacinação de 500 pessoas por dia. Mas, mais louvável ainda tem sido a ar-

ticulação das várias instituições, que num acordo entre o Agrupamento de Centros de Saúde de Gondomar e as 7 juntas de freguesia, estabeleceram uma medida e que merece toda a distinção. Num total de 13.500 pessoas elegíveis para esta primeira fase, verificou-se que cerca de 4.600 não tinham forma de ser contactadas. Assim, as juntas de freguesia iniciaram um trabalho de “porta-a-porta” no sentido de não deixar qualquer pessoa fora do plano de vacinação. E no caso de pessoas que não tenham como se deslocar ao centro de vacinação, também as juntas farão esse trabalho e dando todas as garantias de acompanhamento. Como em qualquer guerra (porque foi disto que se tratou), choremos quem perdemos, mas vamos também arregaçar as mangas para este futuro, que finalmente podemos ver e sentir com um sorriso no rosto.

Impacto da pandemia em Gondomar simultâneo de forma a ser mais eficaz a ajuda a estas famílias. Em 2011, o Dr. Pedro Passos Coelho, criou, recorrendo aos fundos europeus, as “cantinas sociais”, mais tarde o partido socialista não concordando com esta medida, substitui-a pelo Programa de “cabazes sociais”, e nesta altura o Partido social democrata tenta a nível nacional criar um misto das duas medidas para que assim se possam colmatar estas duas medidas em simultâneo de forma a ser mais eficaz a ajuda a estas famílias Da parte do executivo camarário de Gondomar também se esperavam medidas, mas medidas reais, que ajudem directamente no combate a pobreza que advém da pandemia e não só propagandas a inquéritos e vacinações.

Na Área Metropolitana de Lisboa, a Câmara de Cascais criou os Cartões Solidários em parceria com cadeias de supermercados para apoiar famílias que devido à pandemia não conseguem assegurar as necessidades alimentares básicas. Ao todo já foram doados 450 mil euros em bens essenciais. Em Faro, além das refeições nas cantinas, a autarquia criou um programa de atribuição de vouchers no valor de 30 euros para aquisição de bens alimentares para alunos dos escalões A e B do pré-escolar e primeiro ciclo. Para pessoas carenciadas e em situação de sem-abrigo, o município reforçou os acordos com IPSS para apoio alimentar, com refeições em take-away. A Câmara de Soure lançou o programa de emergência social do concelho de Soure (PESS) para apoiar famílias em situação vul-

nerável; o apoio financeiro pode chegar aos mil euros por ano, estando limitado a 500 euros caso se trate de agregados que beneficiam de habitação social. Já a autarquia da Marinha Grande tem um apoio financeiro de 50% do valor da perda de rendimento até um máximo de 150 euros por mês. E Gondomar? O PSD defende a redução do IMI, e a devolução total do IRS, por ser uma medida com impacto directo nas famílias Gondomarenses, mas este executivo socialista insiste que os Gondomarenses é que têm que viver(trabalhar) para a autarquia e não a autarquia para os Gondomarenses. Se um bom papel autárquico é importante para o crescimento do concelho, em tempos de pandemia, pode ser decisivo!

PCP – 100 anos de luta ração da classe trabalhadora para benefício das grandes famílias aliadas do regime. Como Partido clandestino até à Revolução de Abril, milhares dos seus militantes foram presos, torturados e assassinados pela polícia política de Salazar, mas a convicção no fim do sofrimento do povo impulsionou as lutas da classe operária, dos camponeses, dos pescadores e dos intelectuais na sua ação revolucionária e imprescindível para alcançar a transformação política e social de que o país precisava. Apesar da perseguição, da tortura e da morte de muitos camaradas, o Partido Comunista alcançou a liberdade pela qual lutou durante décadas, vencendo pela resistência e luta o regime opressor. Com o 25 de Abril chegou uma nova era de esperança e de constru-

ção de uma sociedade fundada nos valores da igualdade e da justiça que garantisse os direitos fundamentais que viriam a ser inscritos na Constituição da República Portuguesa. É verdade que passados 47 anos do 25 de Abril muitos desses direitos não foram ainda conseguidos. O capitalismo e o imperialismo, no seu desespero de sobrevivência e servindo-se dos seus lacaios disfarçados de cordeiros, continuam a sua saga exploradora e opressora sob formas subtis de alienação e de desinformação. E com isso, é cada vez mais necessária a luta organizada dos trabalhadores e de todos os que diariamente se vêem despojados dos seus direitos fundamentais como o direito ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação, à cultura e ao lazer. E é no PCP

que essa luta continua a fazer-se diariamente, ao lado dos trabalhadores, nas empresas, nas escolas, no movimento unitário, no movimento associativo e em todos os lugares onde seja necessário defender uma vida digna para cada português. Este é Partido que no país e no nosso concelho lutou pela remoção dos resíduos perigosos de S. Pedro da Cova, por um parque urbano digno em Rio Tinto, pelo Metro para Gondomar ou pela pela água pública e a custo acessível a todos os gondomarenses. O Partido Comunista, que, orgulhando-se do seu passado, continua presente ao lado do povo português, olhando de frente e de cabeça erguida o futuro deste país soberano que é Portugal.


FEVEREIRO 2021 VIVACIDADE

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Opinião: Vozes da Assembleia Municipal Até à data do fecho desta edição, David Santos do Movimento Valentim Loureiro - Coração de Ouro não enviou o artigo para publicação.

David Santos

O RIO

Pedro Oliveira

Gondomar precisa de mais, muito mais. O Rio é imenso, com uma costa de muitos quilómetros, oferecendo enormes oportunidades de prazeres frescos, de descansados ocasos, de paisagens naturais viciantes. Contudo as infraestruturas de apoio, de interligação, de confluência com as potencialidades do Rio, escasseiam. Ao longo dos anos, Gondomar temse esquecido do Rio Douro, das suas virtualidades, da sua presença

no concelho, vivendo como se tratasse de um empecilho, por isso, de costas completamente voltadas para ele. Esta estranha postura, marcadamente inadvertida e pouco inteligente, faz justificar a quase completa inexistência de parcerias entre os investidores e o Rio. Há uns tempos, alguns anos, ainda houve a esperança de que este paradigma se alterasse, com a implementação do programa Polis, que “chamou” para a infraestrutura milhares de utilizadores

que claramente fizeram justificar o investimento acontecido. Tratou-se, no entanto, de uma iniciativa sem exemplo, pois nenhuma outra opção, potenciadora dos atributos do Rio, se expressou. Enfim, não temos por intuito verberar, ou seja, apontar o dedo, a quem tendo responsabilidades autárquicas, mostrou desconhecer confrontar-se o concelho com o segundo maior Rio do País. O importante é que o concelho através do seu Município, se vire definitivamente,

O estado da cultura em Gondomar É e será difícil falar de qualquer assunto sem tocar na problemática da pandemia nos tempos que correm. No entanto creio que está na hora de pensar o estado da cultura no nosso concelho e as dificuldades que as associações passam com as novas regras e a adaptação aos novos tempos de confinamento. As associações culturais em Gondomar, como as associações de teatro ou de ensinamento e de propagação musical, sofrem e continuam a sofrer com a impossibilidade de abrirem as suas portas e de conseguirem divulgar de uma forma eficiente as suas atividades mesmo que de

uma forma virtual. Existem, no entanto, formas de apoiar atividades culturais e as associações que não passam apenas pelo apoio financeiro que será também essencial para a sobrevivência destas instituições, sendo que o fomento de atividades promovidas pelos executivos que à data deste texto ainda são escassas e não abrangem a totalidade das freguesias em Gondomar. É claro que existe uma deficiência no que ao diálogo entre associações e poderes políticos diz respeito. Se a preocupação com o estancamento da pandemia é uma constante e não deve ser descurada, o mesmo se pode dizer com a saúde

Movimento Valentim Loureiro Coração de Ouro

CDS-PP

de frente, para o Rio, e consolide a tão necessária interatividade entre os dois. Serão, com toda a certeza, todos os Gondomarenses a beneficiar que assim seja, porque Gondomar precisa de mais, muito mais.

Sara Santos dos movimentos culturais em Gondomar, que já se encontravam num estado frágil antes da pandemia atingir o nosso concelho. Existem várias atividades que podem ser fomentadas por parte do executivo nas suas próprias instalações e que são já implementadas em concelhos vizinhos, como disso é exemplo o empréstimo de livros por parte da biblioteca municipal ou a implementação de conferências ou colóquios online. A abertura de museus online, com visitas guiadas sob a forma digital e eventos em ligação com as associações culturais do concelho podem também ser boas medidas que aumentem o fluxo de atividade cultural em Gondomar, enquanto

BE

ajudam as associações a sobreviver neste momento tão difícil para todos e todas nós. O diálogo com as associações é por isso de extrema importância e é algo que não pode ficar para trás. A cultura é parte integrante do concelho e das pessoas que nele habitam e é importante que se mantenha viva mesmo em tempos de pandemia como aquele em que vivemos no momento presente.


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