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Edição de Junho de 2020 do VivaCidade

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Promoção válida de 13 de Maio a 31 de Julho de 2019. Para as colecções das marcas Pull and Bear, Amichi, Pepe Jeans, Mango, Custo BCN, Victorio & Lucchino, Pedro del Hierro e Hackett disponíveis em cada estabelecimento Opticalia. Para monofocais: Lentes monofocais orgânicas brancas com índices de refracção 1,50 / 1,60 ou 1,67, com tratamento AR, da linha Vistasoft da Opticalia. Para progressivos, as lentes serão sempre lentes progressivas orgânicas brancas com índice de refracção 1,50 ou 1,60 com tratamento AR, das linhas Basic, Quality ou Prestige, da linha Vistasoft da Opticalia. Para ambos casos, as lentes deverão estar, nos intervalos de fabrico disponíveis dos fabricantes Vistasoft em stock e de fabrico. Financiamento mínimo de 12 prestações e máximo de 60 prestações mensais. TAN E TAEG DO CARTÃO DE CRÉDITO OPTICALIA: 0%. A utilização do crédito está condicionada a uma mensalidade mínima de 9,95€. Crédito disponibilizado pela Abanca Servicios Financieros e sujeito à sua aprovação. As ópticas OPTICALIA atuam como intermediárias de crédito a título acessório e sem carácter de exclusividade.

Ano 14 - n.º 168 - junho 2020

Preço 0,01€

Mensal

Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida PARQUE NASCENTE, loja 409 EMPORIUM PLAZA, Loja 101

Visite-nos em: www.vivacidade.org - E-mail: geral@vivacidade.org

Futuro Parque Urbano de Fânzeres/ S. Cosme

> Pág. 7

Os homens que preservam a história dos Moinhos de Jancido > Págs. 20 e 21

Entrevista

Política

PÊPÊ RAPAZOTE: "O meu avô viveu em Valbom até aos cinco anos."

Desde 2013, o executivo autárquico já reduziu 59 milhões de euros de dívida

Remoção dos resíduos de São Pedro da Cova sem fim à vista

> Págs. 26 e 27

> Pág. 32

> Pág. 33 PUB


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VIVACIDADE

JUNHO 2020

Editorial José Ângelo Pinto Administrador da Vivacidade, SA. Economista e Prof. Adjunto da ESTG.IPP.PT

Caros leitores, Aprender é perceber bem a história, refletir e guardar o conhecimento para aplicar quando for necessário ou fizer sentido. Confesso que vejo tantos políticos experientes que parece que não aprenderam nada com a pandemia e que continuam a ouvir os mesmos de sempre, pessoas desligadas do mundo real que gerem o país em gabinetes e que não percebem nem aprendem nada que possa ajudar as pessoas. Assim, com os velhos do Restelo a aconselhar é difícil os líderes serem líderes. Pois acabam por não ligar com as pessoas! Aprender com o COVID 19 é essencial, pois só poderemos melhorar se percebermos muito bem o que nos aconteceu. Com as anunciadas quebras no PIB, que eu, pessoalmente, estimo em 20%, é essencial que a reabertura económica aconteça e que os políticos percebam que também têm que fazer a sua parte. A sua parte consiste em fazer com que os apoios cheguem de facto às empresas, em vez de demorarem 3 meses a fazer um formulário. Consiste em entenderem que planos muito bem definidos, como os dos apoios da União Europeia às empresas, que só nos vão chegar em 2021 e 2022, não servem para nada pois quando chegarem já tudo ardeu. As pessoas em concreto estão a reagir bem. Estão a consumir e a colocar o seu dinheiro a circular na economia. Estão a fazer turismo. Estão a visitar os amigos e familiares. E estão a conseguir restabelecer a confiança. Com confiança os operadores económicos vão recuperar. Mas percebe-se que é preciso toda a ajuda. E com cuidado. Sempre com muito cuidado.

PRÓXIMA EDIÇÃO 30 JULHO

SUMÁRIO: Sociedade Páginas 4 a 24 Destaque Páginas 20 e 21 Entrevista Páginas 26 e 27 Cultura Página 28 Gondomarenses lá fora... Página 30 Política Páginas 32 e 33 Empresas & Negócios Páginas 34 e 35 Opinião Páginas 38 e 39

Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivacidade.org POSITIVO A noite de São João que decorre todos os anos de 23 para 24 de junho é a mais popular da região norte de Portugal. Este ano devido ao Covid-19, este dia foi celebrado fora do habitual, em casa, e Gondomar foi um exemplo a seguir pela poquíssima afluência de cidadãos nas ruas do Município. Parabéns gondomarenses. NEGATIVO Moradores reclamam do estado da Rua das Flores em Medas. Na denúncia que chegou ao VivaCidade é referido que “a Junta tem conhecimento” e, no passado, “foi feito um abaixo assinado ainda no mandato do anterior Presidente” para a Autarquia. Segundo Carlos Pinto, “o estado da via está cada vez pior devido à passagem de camiões e à realização das obras para o saneamento, toda a rua encontra-se esburacada”.

Viva Saúde Paulo Amado*

Médico Especialista de Ortopedia e Traumatologia * Médico Especialista de Ortopedia e Traumatologia Professor Doutor em Medicina e Cirurgia Mestre em Medicina Desportiva Diretor Clínico da CLÍNICA MÉDICA DA FOZ – PORTO ( 226178917) Coordenador da Unidade de Medicina Desportiva e Artroscopia Avançada do HOSPITAL LUSÍADAS - PORTO Vice Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina e Cirurgia do Pé Membro do Council Europeu do Pé - EFAS CLÍNICA DESPORFISIO – EDIFICIO RIO TINTO I RIO TINTO

O COVID19 – AINDA UMA REALIDADE

ANUNCIE AQUI Tel.: 910 600 079 pedro.barbosa@vivacidade.org geral@vivacidade.org

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Num dos últimos artigos, escrevi : “Eis que iniciamos o caminho para a “normalidade” pois infelizmente, ao contrário do slogan bem conhecido, NEM TUDO FICARÁ IGUAL COMO ANTES”. Sim realmente a realidade mostrava que estava tudo a normalizar, mas havia a suspeita da comunidade médica que este virús, muito especial no seu comportamento, haveria que permanecer muito tempo ainda na população e até provavelmente ressurgir ainda mais forte e perigoso, após o abrandamento da confinação da população. Eis que aí está o COVID 19 a ressurgir de forma diferente, com muitos casos na população jovem e em focos definidos mas muito ativo. Começam a surgir os casos graves em jovens e de uma forma cada vez mais marcada. Lisboa que até aqui se gabava de passar à margem de tudo isto, ressurge na nossa capital, de tal forma que até já se fala em isolar a cidade do resto do País. Como estas coisas se modificam de um mês para outro. Mas o que pessoalmente me preocupa mais é o que se passa na China, desta vez a ressurgir com mais casos de forma rápida e em cidades sem historial anterior

da Pandemia, tal como Pequim. Provavelmente daqui a 3 meses vamos receber o reflexo desta situação, ou até mais tarde pois desta vez existe experiencia, voos que não se realizam de forma livre como o era antes. Mas eis que surge uma novidade que nos deveria alegrar a todos, que a Final da liga dos campeões de Futebol seria realizada este ano em Lisboa. Anunciada com todo o orgulho pelos dois elementos que até aqui tinham sido exemplares na luta contra a Pandemia , António Costa e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Estou certo da mais valia económica que o país tanto necessita, mas que será um risco enorme de descontrolo da Pandemia isso é mais do que evidente. E logo em Lisboa onde a situação piorou nestes últimos tempos de forma que até os Hospitais Civis voltaram a interromper as cirurgias e atividades médicas de rotina... Bem estou certo que haveremos de descobrir uma solução. Veremos daqui a 3 meses quando se iniciar o Outono... Até lá ainda temos alguns meses de Verão, mas por favor – NÃO FACILITEM, O COVID AINDA ANDA POR CÁ Até breve, estimados leitores…

FICHA TÉCNICA Registo no ICS/ERC 124.920 | Depósito Legal: 250931/06 | Diretor: Augusto Miguel Silva Almeida (TE-241A) | Redação: Carlos Almeida e Gabriela Monroy | Departamento comercial: Pedro Barbosa Tel.: 910 600 079 | Paginação: Rita Lopes | Administração e Propriedade do título: Vivacidade, Sociedade de Comunicação Social, S.A. Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435-778 Baguim do Monte | Administrador: José Ângelo da Costa Pinto | Estatuto editorial: www.public.vivacidade.org/vivacidade | NIF: 507632923 | Detentores com mais de 5% do capital social: Lógica & Ética, Lda., Augusto Miguel Silva Almeida e Maria Alzira Rocha | Sede de Redação: Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435-778 Baguim do Monte Tel.: 919 275 934 | Sede do Editor: Travessa do Veloso, nº 87 4200-518 Porto | Colaboradores: André Rubim Rangel, Andreia Sousa, António Costa, António Valpaços, Beatriz Oliveira, Bruno Oliveira, Carlos Almeida, Diana Alves, Diana Ferreira, Domingos Gomes, Gabriela Monroy, Germana Rocha, Guilhermina Ferreira, Henrique de Villalva, Isabel Santos, Joana Resende, Joana Simões, João Paulo Rodrigues, José António Ferreira, José Luís Ferreira, Luís Alves, Luís Monteiro, Luís Pinho Costa, Manuel de Matos, Manuel Teixeira, Marta Sousa, Paulo Amado, Pedro Oliveira, Rita Ferraz, Rita Lopes, Rui Nóvoa, Rui Oliveira, Sandra Neves e Sofia Pinto. | Impressão: Unipress | Tiragem: 10 mil exemplares | Sítio: www.vivacidade.org | Facebook: facebook.com/vivacidadegondomar | E-mail: geral@vivacidade.org


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VIVACIDADE

JUNHO 2020

Sociedade

Águas de Gondomar reabrem com toda a precaução e segurança! - Uso obrigatório de máscara Águas de Gondomar reabre os balcões de atendimento ao público, com atendimento condicionado. A loja de atendimento da sede da AdG, reaberta desde o dia 18 de maio efetua atendimento condicionado - das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 16h30, de segunda a sexta – com entrada obrigatória de máscara, sendo o Atendimento Geral efetuado por prévia marcação telefónica e os Pagamentos em Tesouraria realizados por ordem de chegada, com a restrição de entrada de apenas um cliente de cada vez em loja. Desde o dia 1 de junho o Balcão AdG na Loja do Cidadão de Gondomar, volta também a estar disponível para atendimento de situações que não possam ser resolvidas por via eletrónica e/ou telefónica, ou cuja urgência seja devidamente justificada, mediante marcação prévia obrigatória. Nesta loja, o Balcão AdG funciona de se-

gunda a sexta, das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 16h00. Os atendimentos deverão ser agendados única e exclusivamente por prévia marcação telefónica (224660200 / 224660295). LOJA RUA 5 DE OUTUBRO: Horário - das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 16h30, de segunda a sexta. O Atendimento Geral é efetuado por prévia marcação telefónica (224660200 / 224660295), em situações cuja urgência seja devidamente justificada. Os Pagamentos em Tesouraria são realizados por ordem de chegada, com a restrição de entrada de apenas um cliente de cada vez em loja.

marcação telefónica (224660200 / 224660295), em situações cuja urgência seja devidamente justificada. Não obstante a reabertura das suas lojas, a AdG aconselha a utilização preferencial dos contactos telefónicos e digitais, disponíveis para dar seguimento a questões relacionadas com esclarecimentos de faturação, comunicação de leituras,

solicitação de meios alternativos de pagamento, pedido de referências multibanco, pedidos de ligação e solicitação de cadastro de infraestruturas e projetos. EVITE DESLOCAÇÕES DESNECESSÁRIAS UTILIZE PREFERENCIALMENTE OS CONTACTOS TELEFÓNICOS E DIGITAIS ▪

BALCÃO LOJA DO CIDADÃO: Horário - das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 16h00, de segunda a sexta. Atendimento efetuado por prévia

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Gondomar destaca-se por investimento ambicioso e singular com Parque Urbano de Fânzeres/S. Cosme

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Sociedade

O projeto já anunciado do Parque Urbano de Fânzeres/S. Cosme, integra o “Projeto da Rede de Parques Urbanos” que estão projetados para serem concretizados em Gondomar. A construção do parque divide-se em duas fases e possui um investimento de aproximadamente 2 milhões de euros. Marco Martins adiantou ao VivaCidade todos os detalhes do projeto que está previsto ser inaugurado no início de 2021. O presente será localizado na Freguesia de Fânzeres, mais concretamente, entre a zona da “Carvalha” e “Santa Eulália” e, encontra-se limitado pela Avenida da Carvalha, a Rua da Carvalha de Baixo, a Avenida da Conduta e o Caminho da Carvalha de Baixo. No projeto consta que o Parque Urbano de Fânzeres ocupará uma área de 31.144 metros quadrados de pura riqueza natural. A proposta apresentada para este território passa pela concretização de um espaço de lazer e desporto, consolidado com a proteção ambiental. Caracterizado por ser um território com um vasto património de valor histórico e ecológico é um dos interesses da autarquia o requalificar e preservar, proporcionando “um sentimento de pertença para os Gondomarenses” que será uma “inequívoca referência urbana”. Com uma riqueza natural incomparável, para a município é de extrema necessidade “a promoção da preservação e melhoria da estabilidade ecológica deste espaço ecológico, agrícola e hídrico”. Nesse sentido, os cuidados serão reforçados com o controlo de vegetação espontânea, o combate da vegetação invasora e a limpeza de povoamento, tornando-se necessário para o sucesso deste projeto “uma relação equilibrada” entre o espaço natural e o urbano. “O projeto inclui a introdução de vegetação formada por árvores, arbustos, espécies rastejantes, trepadeiras

> Vista aérea do futuro Parque Urbano de Fânzeres/S. Cosme

e espécies aquáticas” selecionadas em função da sua capacidade de desenvolvimento nas condições ambientais do local. O intuito é que toda a área seja reforçada com “plantações na zona de estar, nos percursos e na parte envolvente aos equipamentos” criando um Parque de Paisagem, onde o verde e a diversidade animal predominam. Além de toda a riqueza vegetativa e animal, onde a Fauna e a Flora são o principal destaque, o local é ainda caracterizado por um “elemento marcante” -o Rio Torto- que consta no projeto a sua valorização e revitalização potencializando a sua vertente lúdica. No documento está previsto o seu “arranjo paisagístico”, a requalificação/ recuperação das suas margens, visto que o local é propicio a cheias pontuais na altura do inverno. Quanto à mobilidade dentro do Parque “a proposta aponta soluções de grande simplicidade e legibilidade”, elegendo percursos e travessias mais agradáveis, mais organizados e “me-

nos diversificados” ao longo do Rio Torto. O principal objetivo na rede de mobilidade inserida dentro do parque é “reforçar a ligação” pedonal entre os diferentes equipamentos, passadiços e parte urbana. A proposta passa pela “(re)definição dos espaços existentes, respeitando as pré-existências e habitats”, como por exemplo as zonas do charco, do bosque e clareiras, e as margens do rio. A nível de equipamentos, tudo foi idealizado ao mínimo detalhe, considerando as particularidades de toda a zona envolvente e a sua potencialidade. Assim será implementado “um Equipamento Infantil, versátil e multifunções, com uma imagem bastante “arborista” e brinquedos que desafiam os mais novos a experimentar novas aventuras, perfeitamente enquadrável neste Parque Verde”, um equipamento de escalada, que potencia a utilização “por um público mais velho” e um espaço para o jogo de Padel. Além destes equipamentos mencionados, o espaço contará com um Par-

que Canino, um espaço Idade D’Ouro para os idosos, Casas de Banho, com a implementação de um bar, com um campo de futebol relvado e com um Skate Park. “A modelação do terreno junto dos equipamentos desportivos será feita em forma de anfiteatro verde que, funcionando como uma “bancada” informal” permitirá minimizar o impacto das estruturas construídas e uma melhor visualização dos jogos. Este espaço nasce com o intuito que no meio citadino, a população possa respirar e ouvir a natureza nos seus momentos lúdicos. Marco Martins refere que é importante a criação destes locais, dentro dos espaços urbanos, para melhorar a condição de vida e ambiental, sendo essencial para o autarca a qualidade do ambiente urbano. Sobre o Projeto da Rede de Parques Urbanos, Marco Martins conclui que, quer que este seja um marco do seu mandato “é uma marca que nos deixa orgulhosos, nós apostamos no verde, apostamos na qualidade de vida” dos Gondomarenses. ▪


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JUNHO 2020

Sociedade

Manuel, a sabedoria em vida de quem completa 100 anos Acompanhado pela sua mulher Mariana Teixeira e o seu neto Francisco foi com muita simpatia que o avô Manuel Rio Fernandes recebeu a equipa do VivaCidade. Nasceu em 1920, aos 19 anos apreendeu relojoaria e ficou nessa área até à reforma. Manuel é natural de Ferreirinha, Freguesia de Foz de Sousa e, atualmente, vive em Gondomar, S. Cosme.

No início de junho, Manuel Rio Fernandes atingiu a bela marca dos 100 anos e com eles os netos organizaram uma surpresa e ofereceram um livro comemorativo. Do presente, Manuel confessa que ficou muito feliz e revela que: “Tenho muito orgulho nos meus filhos, netos e bisnetos. São muitos meus amigos. Estou muito grato em ter os filhos que tenho”, ao longo da conversa o orgulho do avô é visível e tanto que diversas vezes o próprio acaba por confessar diversas vezes que “não acho que merecia tanto, e este livro que eles fizeram deu muito trabalho, não acho que merecia tanto”. Com uma extraordinária memória impecável, este delicia-nos com a história de como conheceu “a sua” Mariana, conta que foi “amor à primeira vista”. Manuel recorda que Mariana “era uma beleza de rapariga, sinceramente, muito pintadinha e pensei para mim, que miúda engraçada”. Após investigar “descobriu que ela ia sempre à missa das 11 h aos domingos e lá estava eu às 11 horas em ponto”. O avô relembra

> Na foto: Manuel Rio Fernandes, acompanhado pelo neto e pela esposa

que ficou atrapalhado, mas tomou coragem e quando “ela ia para casa fui e conquistei a minha Mariana”. Adepto do Porto, não perde nenhum jogo, apaixonado por contar histórias tem como passatempo preferido a jardinagem, principalmente, em altura de quarentena, no entanto confessa que já está cansado desta situação do Covid-19, porque “impede-me de abraçar os meus”, apesar dos 100 anos de idade é perceptivel que Manuel tem consciência da gravidade da situação e entende que em alturas como estas todos os cuidados são poucos. Segundo o próproio, o seu segredo para a longevidade é o facto de nunca ter fumado, nunca ter perdido noites e nunca ter ficado bêbado, tirando uma única vez em que abusou um “bocadinho”, mas que essa não conta como exemplo. O inconveniente da idade para Manuel

é a perda dos que outrora fizeram parte da sua vida, “ter esta idade é ver muitos amigos, amigos de verdade partir”. A ideia da criação deste livro partiu de Francisco Rio que admite que tudo surgiu de uma brincadeira, “como aos 99 anos oferecemos uma placa comemorativa este ano quis algo em grande” e daí surgiu a vontade de realizar um livro com o intuito de homenagear os avós, em particular o avô. Francisco explica que a capa é constituída por uma foto do avô e da avó, que retrata a “união, o amor e o companheirismo que existe entre os dois”, o livro contém para além das histórias do Senhor Manuel depoimentos de amigos e familiares que explicam o quão especial é o casal. Para o neto este registo ficará para as gerações futuras e é uma maneira de eternizar a memória do avô centenário, “a palavra, o sentimento está aqui,

mais que um livro em formato físico é o conteúdo, é o que nele está presente, são as lições de vida”. Para os netos e bisnetos de Manuel “é uma dádiva ter um avô com esta idade e com esta capacidade física”, porque é sabedoria em vida. Na opinião de Francisco Rio, é necessário darmos mais atenção aos nossos idosos, “porque ter a oportunidade de viver e apreender com eles é único”, para o jovem há muitas trocas de ideias, experiências e aprendizado de tempos diferentes que “só com eles obtemos” e que só por si “é enriquecedor”. Na mesma linha, o jovem demonstra a preocupação com as gerações de hoje, que não “tem a devida paciência, respeito ou cuidado, sei que há exceções, mas infelizmente a grande maioria” não o faz e, assim se “perde valores, educacionais e comportamentais” bem como muitas memórias. ▪ PUB

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VIVACIDADE

JUNHO 2020

Sociedade Posto de Vigia Manuel Teixeira

Professor Universitário e investigador do CEPESE (UP)

JÁ SE OUVEM AS SIRENES DE ALARME Na semana passada foi aprovado na generalidade, com a abstenção dos maiores partidos da oposição, o orçamento suplementar que o Governo apresentou à Assembleia da República. Uma iniciativa obrigatória, já que a pandemia impôs gastos suplementares, e uma quebra de receita tão significativa que era necessário reajustar o orçamento em vigor. Portanto, um documento que só serve para reajustar as contas à atual realidade. Mais do que a normalização formal das contas do Estado, que passam a traduzir um enorme agravamento do défice e da dívida pública, grave é verificar que o país mergulhou a fundo numa crise económica e social dramática. Cerca de 900 mil trabalhadores em layoff. Mais de um milhão e 200 mil pessoas dependentes de subsídios extraordinários. Milhares de empresas de portas fechadas, e muitas centenas a caminho da falência… Este é o quadro real em que nos encontramos. Mas quem ouve e avalia a propaganda governamental fica com a sensação que a máquina pública vive noutra galáxia. E, na verdade, só o mundo da economia real do setor privado é que sente na pele os efeitos da tragédia. O funcionalismo público continua na sua bolha protegida, e todos os dias assistimos ao apregoar de milhões para isto, e milhões para aquilo, mas sem que se veja um horizonte seguro. A economia real está a meio gás, e ninguém sabe o que esperar nos próximos e longos meses. Não tenhamos ilusões: sem a camuflagem do layoff, neste momento o desemprego formal estaria já em números aterradores. Mas há ainda a falsa ilusão de que os apoios de emergência e as linhas de crédito vão salvar o emprego. Nada mais errado. À medida que as torneiras se vão fechando, milhares de pequenas e médias empresas sucumbem. Nunca o ilusionismo político chegou tão longe, para tentar conter o pânico. Um gigantesco número de pessoas vive entre o desespero e a incerteza do amanhã. Mas a anestesia da propaganda oficial ainda mantém uma parte do país adormecido. Anuncia-se a salvação vinda da europa, quando ainda só existem intenções e planos para uma caminhada de sete anos. A chuva dos milhares de milhões prometidos, se vier, ainda vai tardar muito. Tempo de mais para quem tem fome. Mas até ao final do ano, é com o nosso dinheirinho que temos de viver. E por isso, o Governo desdobra-se a anunciar grandes planos. Voltamos ao filme do prometido investimento público a jorros para sustentar o consumo interno. É na ferrovia, na fábrica de hidrogénio de Sines, no amianto das escolas, nas infraestruturas de saúde, nos transportes, etc etc. O cidadão comum ouve este discurso, desconfia e pergunta: para onde vamos?

Município reabre espaços públicos Devido ao COVID-19, foram muitos os espaços públicos que foram encerrados a meados de março. Agora, passado três meses, a abertura começa a ser gradual e a abundância de populares nas ruas é visível. Tudo está a voltar a uma normalidade “anormal”.

blioteca Municipal de Gondomar, voltou a fornecer mais serviços ao público com marcação prévia, através do nº 224 664 770 ou email biblioteca@cm-gondomar. pt. Os serviços agora disponibilizados aos Gondomarenses são o empréstimo de livros ou conteúdos de multimédia, a referência e a consulta local de documentos, o acesso ao wireless (conexão de internet sem fios), bem como aos locais de estudo, a digitação e a reprografia. Quanto ao Auditório de Gondomar, esta

novamente disponível a Sala Júlio Resende, que reabriu com a exposição “Sonhos” do escultor Paulo Neves. Para este espaço foram adotadas novas normas de higiene para assegurar a segurança dos visitantes devido ao risco de contágio. Os restantes equipamentos municipais encontram-se encerrados. Apesar da reabertura destes espaços, Gondomar continua com 1093 infetados, daí ser necessário a utilização do equipamento de proteção nestes espaços. ▪

Comecemos com a abertura dos Parques Infantis, realizado no dia 1 de Junho, Dia da Criança. Após dois meses encerrados, cerca de 70 equipamentos voltaram a estar abertos ao público. No entanto, as famílias Gondomarenses ao usufruírem destes locais estão sujeitas a cumprir as normas da Direção Geral da Saúde (DGS), com a obrigatoriedade de utilização das máscaras e o distanciamento social entre adultos e menores. Em simultâneo no dia 1 de junho, a Bi-

Autarquia disponibiliza locais de venda ambulantes isentos de taxas A Câmara Municipal de Gondomar neste mês de junho anunciou a criação de novos espaços de venda ambulante no Município. Esta medida surge com o intuito de combater os "graves problemas económicos que os vendedores ambulantes do concelho atravessam". Nesta linha será cedido a “titulo excecional o direito de ocupação dos lugares criados aos vendedores do concelho de Gondomar” que se encontravam a laborar durante o período de 2019 e 2020, “em festas e romarias”, bem como em eventos semelhantes. Assim, todos os comerciantes serão isentos de taxas de ocupação nos próximos meses de Julho e Agosto deste ano. Esta medida vem de encontro ao conjunto de medidas que a Autarquia tem vindo a adotar para auxiliar o comercio local. O intuito é tentar “minimizar o impacto das regras impostas

pelo Governo devido ao COVID-19”. Os locais disponibilizados são: o Largo do Mosteiro e o Parque Urbano (estacionamento) situados na Freguesia de Rio Tinto; o Parque de estacionamento da Lavandeira (Galp em Gramido) localizado na Freguesia de Valbom; a Passagem da Avenida 25 de Abril para a Rua 25 de Abril, o Parque 2 do Multiusos de Gondomar, a Praça da República e a Rotunda do Ourives todos situados em S. Cosme (Gondomar); na Freguesia de Fânzeres o lugar selecionado foi o Largo Júlio Dinis frente ao Pavilhão Municipal;

em São Pedro da Cova será a Rua da Igreja; quanto à Freguesia de Covelo será no Largo da Senhora dos Navegantes- Lixa; a Praia de Zebreiros e a Ponte da Sousa serão os locais disponibilizados na Freguesia de Foz de Sousa; e, por fim, o último local anunciado situa-se na Freguesia de Melres e é a Rua Padre Jerónimo no parque de estacionamento frente à igreja local. A medida foi tomada, após uma reunião realizada, nos Paços do Concelho, onde os vendedores ambulantes expuseram os problemas atuais à Autarquia. ▪


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Sociedade Mesmo em tempos de confinamento, o AEG1 mobilizou a comunidade e aí está mais um contributo do Departamento de Línguas para a promoção da escrita – Uma História com Notícias Dentro. Vamos escrever um conto “Uma HISTÓRIA com NOTÍCIAS dentro”

O Clube de Teatro também não abandonou o seu projeto - Às Três Pancadas! Entrevista a Maria João Ferreira Clube de Teatro

_______________________________________ Às Três Pancadas!

“Teatro é arte! Teatro é saber distinguir o meu do nosso e dar sempre uma parte do que é meu ao nosso. Teatro é ser fiel. Fiel ao texto, à emoção, ao momento. Teatro é errar e fazer de novo. Teatro faz de nós melhores pessoas, crescemos, aprendemos e retemos em nós tudo o que foi dado. Teatro é mais que uma fala, mais que um poema. Fazer teatro é trazer o irreal à realidade, é sentir todos os sentimentos e mais alguns, é trazer a paixão ao colo todos os dias. Somos amadores e talvez nem tanto. Somos amantes, somos amigos. Somos família! Todas as famílias têm as suas desavenças, mas o amor supera sempre!” Maria João Ferreira, aluna do 11º ano de Ciências e Tecnologias, fundadora do Clube. Beatriz Amorim 11º11

"Vamos escrever um conto" é um concurso de pequenas narrativas, que pretende pôr à prova a criatividade e o gosto pela escrita da comunidade escolar deste Agrupamento. Este ano foi subordinado ao tema "Histórias com notícias dentro", tendo como ponto de partida "Os media", entegrandose, assim, no tópico aglutinador do Plano Anual de Atividades da nossa Escola.

“A Nossa Floresta” – a Escola Básica de Jovim e Foz do Sousa não parou e a aposta no teatro continua em 2020-21 O 8ºB, o artista e a professora da disciplina de teatro realizaram um vídeo a partir da peça "A Nossa Floresta" - atividade desenvolvida ao longo do ano letivo em parceria com o serviço educativo TNSJ. A temática surgiu a partir de um poema de Fernando Pessoa. Este vídeo apenas pretende dar sentido ao projeto "Visitações" que, por motivos conhecidos de saúde pública, não foi possível ser materializado na apresentação teatral de uma peça de teatro.

Clube Europeu do AEG1 promoveu “Dia da Europa” – “Dia da Terra” – “Dia do Ambiente” – “Dia dos Oceanos” – “Dia Internacional dos Direitos Humanos no AEG1” – “Visita de Estudo ao Espaço Europa” – “Poetry Day”

https://alteracoesclimaticasaeg1.wordpress.com/

É cada vez mais importante o ativismo dos mais jovens no mundo! Excelentes momentos de aprendizagem!

Cozinhar em Família e @ Distância - O 1º ciclo no E@D mantém participação no Eco-Escolas Objetivo: gravação de um vídeo de 4 minutos com a preparação de uma receita culinária. Destinatários: alunos de todos os níveis de ensino. Metodologia: realização de um vídeo com os alunos a prepararem pratos saudáveis e sustentáveis (sem mostrar o rosto das crianças). Poderão optar por preparar: • Pequeno-almoço (1ºano); Lanche (2ºano); Prato principal (4ºano); Sopa (3ºano); Sobremesa (3ºano). Atenção: deve ser feita a mise en place dos alimentos antes da filmagem; devem apresentar, em ficha técnica, os ingredientes e as suas quantidades; o vídeo não pode exceder os 4 minutos. Prazos: o envio dos trabalhos deve ser realizado até 30 de maio para todos os escalões. Como Enviar: os alunos devem enviar, por email, o link do Youtube com o vídeo da receita ou o próprio vídeo, para a professora poder colocar no Blog do 1ºCiclo; um documento em word com a memória descritiva do trabalho. Professor: deve escolher o trabalho mais adequado (um trabalho por categoria) e colocar na plataforma Eco-escolas.


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Sociedade

Iniciativa da Câmara ajuda idosos em tempo de pandemia Foi em tempos de pandemia que a Câmara Municipal de Gondomar implementou o projeto @D’Ouro Voz Amiga, que pretende auxiliar os idosos com mais de 60 anos residentes em Gondomar. A iniciativa surgiu da necessidade de acompanhar muitos idosos que se encontram sozinhos em tempo de COVID-19. A vereadora Cláudia Vieira começa-nos por contextualizar de onde surgiu a ideia. “Inicialmente, estávamos a contactar, um por um, a todos os 18.500 idosos referenciados pela Câmara”

Hospital Escola Hospital Fernando Pessoa CUIDADOS A TER COM O SOL Hospital Fernando Pessoa Com a chegada do verão e do bom tempo, deparamo-nos com alguns problemas e riscos que devemos de ter em conta e estar devidamente preparados e prevenidos. Um deles e talvez o mais importante é a exposição excessiva ao sol e ao calor intenso, algo que pode produzir efeitos bastante prejudiciais para a saúde, sendo as crianças, os doentes crónicos e as pessoas idosas particularmente mais vulneráveis. De forma a aproveitar todos os benefícios do sol, é fundamental conhecer e respeitar as seguintes regras: :: Evitar a exposição direta ao sol nas horas de maior intensidade da radiação solar (entre as 12h e as 16h); :: Usar vestuário adequado (tecidos opacos e escuros, chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UVB e UVA); :: Fazer uma exposição gradual e progressiva ao sol. :: Aplicar protetor solar com índice elevado (factor de proteção solar igual ou superior a 30, que proteja das radiações UVA e UVB e preferencialmente resistente à água); :: A hidratação constante é fundamental, mesmo que não sinta sede, ingira muitos líquidos (preferencialmente água) e consuma frutas e legumes pois ajudam a hidratar assim como a proteger a pele dos raios solares; :: Caso esteja a tomar medicação, ter atenção que medicamentos tornam a pele mais sensível ao sol, desencadeando uma reação tipo queimadura mesmo com exposições moderadas ao sol.

para saber se necessitavam de alguma ajuda, “se estavam sós ou se tinham uma rede de suporte familiar”. Dado que esta faixa etária são os de maior risco “a nossa prioridade era que todos tivessem acompanhamento” perante o cenário que estamos a passar. Segundo a Vereadora, “felizmente muitos tinham com quem contar”, enquanto outros tiveram que recorrer à nossa ajuda e ainda “constatamos que havia um grupo muito significativo (600 pessoas) que precisavam de contacto, de ter apenas uma conversa porque se sentiam sós, chegavam até a perguntar caso se sentissem muito sozinhos se podiam voltar a ligar e o técnico registava estas questões das necessidades de monitorizações para acompanhamento e fazia o técnico a ligação”. No entanto, o fluxo de trabalho começou a ser muito e “nós começamos a sentir dificuldades para dar resposta”, sendo assim a Câmara sentiu necessidade de “organizar este projeto e recorrer ao nosso banco local de voluntários para organizar” uma estrutura que desse “corpo” às necessidades, “foi nessa necessidade que surgiu o Projeto Voz Amiga”. O VivaCidade esteve à conversa com a Idosa Arminda Silva e a Voluntária que a acompanha Cristina Mesquita. Arminda começa por dizer que soube da iniciativa quando à contactaram por telefone. Recorda que na altura do primeiro contacto “andava muito preocupada porque tinha uma filha a viver em Madrid” e por toda a situação que Espanha estava a passar. Arminda conta que vive sozinha e que Cristina fez a diferença na sua vida, porque “aumentou a minha autoestima e ajudoume muito a ultrapassar esta fase” em altura de pandemia. A idosa descreve que “Cristina é uma voz amiga” que mudou para melhor a sua vida, “ela é muito amável e atenciosa comigo falamos de tudo, abro-me mais com ela do que com os meus filhos”, Arminda explica que há cerca de 15 dias atrás estava com um problema de saúde e que se não fosse a sua “voz amiga” não teria procurado ajuda, “ela estava

> Cláudia Vieira, vereadora da Câmara Municipal de Gondomar

constantemente preocupada e a ligarme”. Quanto aos filhos, a idosa refere que “estão muito felizes” com esta iniciativa da Câmara. Cristina Mesquita já está habituada a fazer voluntariado e tomou conhecimento da iniciativa da Câmara pelas redes sociais e, após ter recebido formação, foi-lhe cedido um número pela Câmara para que esta pudesse acompanhar a sua idosa. Cristina explica que o acompanhamento que faz é adaptado conforme a “vida dessas pessoas em horários e ritmos que são acordados com cada uma”, na sua opinião, todo o processo tem sido “entusiasmante e reciprocamente satisfatório”, Cristina explicou ao VivaCidade que este “tipo de solidão é muitas vezes o gatilho que disparam uma depressão e sofrimento que pode ser motivo de doença emocional e física” daí, no ponto de vista da voluntária este tipo de iniciativa é “absolutamente essencial já que permite a estas pessoas usufruírem de atenção dirigida a si, no conforto das suas casas, adequada ao seu tempo e que lhes consegue assegurar uma rotina de relacionamento e assim quebrar a falta de sentido a que a sua vida as parece remeter”. Em simultâneo, falamos também com Dulce Cardoso que é acompanhada por Vasco Vieira. A história de Dulce é semelhante à de Arminda, no entanto

“As nossas conversas são como um comprimido que me faz muito bem”

os problemas de Dulce vão além do Coronavírus. Dulce há uns anos perdeu o seu único filho que lhe era tudo o que tinha na vida e apesar de ter um neto, são raríssimas as visitas, “no momento encontro-me sozinha e ficarei sozinha porque não tenho ninguém”. Para a Idosa, Vasco “é a minha voz amiga, visto que nunca tenho ninguém com quem conversar, porque cada qual tem a sua vida”. Para Dulce, esta iniciativa ajudou-a muito e o que mais lhe custa “é ser por telemóvel” e não presencialmente, porque para além de uma companhia é um amigo que criou. Vasco Vieira, descobriu esta iniciativa também pelas redes sociais. O voluntário reconhece que no seu caso Dulce é uma pessoa “que sofre mais com a solidão, pela partilha de algumas situações da vida quotidiana e até passadas que deixaram traumas, deixaram mazelas” e, na perspetiva de Vasco, o facto do idoso ter alguém em que pode confiar e que esteja disposto “a ouvir, a compreender, a perceber e a partilhar” é extremamente importante. Na mesma linha, o voluntário relembra uma frase que Dulce outrora referiu e que lhe ficou na memória: “As nossas conversas são como um comprimido que me faz muito bem”. A amizade e a intimidade que se criou entre ambos é visível. O voluntário acredita que este tipo de apoio emocional é “essencial” para a vida destes idosos, principalmente em tempos de coronavírus, “mas mesmo numa época de não COVID-19, seria muito importante dar continuidade ao projeto porque ele não deve morrer após a pandemia dado que é muito importante para a vida dos mais velhos”, porque realmente faz a diferença. ▪


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Melhor serviço ao cliente Modernidade e inovação Mais conforto Maior segurança Fácil estacionamento e acessibilidade A MARCA QUE FAZ A DIFERENÇA

Delegação da Contrastaria de Gondomar Edifício Goldpark Gondomar, Rua Parque Tecnológico, s/n, 4420-330 Gondomar Telefone: 217 810 710 Email: contrastarias@incm.pt Autocarros: 07, 08, 24, 800 Coordenadas GPS: N 41º 08’ 15.15” W 8º 31’ 30.52”


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Hélder Santos: “Voltaria à escola Profissional de Campanhã que me formou e ajudou a ingressar na vida ativa” A Escola Profissional da Campanhã tem como principal objetivo uma formação que vai de encontro com os interesses dos alunos e pretende inserir os jovens na vida ativa. Hélder Santos é um ex-aluno da Escola da Campanhã e deixa-nos um testemunho do quão importante foi o estabelecimento na sua formação profissional e pessoal. Como é que surgiu o interesse pela Informática? O meu gosto pela informática surge, curiosamente, porque o meu irmão mais velho, também ex-aluno da Escola Profissional de Campanhã, recebeu um computador quando entrou para o curso de informática. A partir daí comecei a entrar nesse mundo e dava-me um gozo tremendo conseguir operar a máquina que, naquela altura, com o MS-DOS não era fácil. Como é que começou o teu percurso na Escola Profissional de Campanhã? Qual foi o teu curso? O meu percurso começa de forma muito positiva com uma turma excelente e rapidamente se construiu um grupo de amigos, até hoje. Os professores que tive tinham, na sua maioria, uma proximidade com alunos que não se via nas outras escolas. Desde o início que me senti em casa. Quanto ao curso, no ano em que entrei, 1998, só existia o curso de Informática e gestão, mas hoje existem também os cursos de CEF, operador de informática e os cursos profissionais de Turismo, Marketing e Multimédia. Qual é a tua área de trabalho? Passados já 18 anos de atividade, poderei dizer que dentro da infor-

> Na foto: Hélder Santos, ex-aluno da escola de Campanhã

mática já trabalhei em quase todas as áreas do ramo. Destaco a consultoria a empresas para implementação de soluções de suporte, segurança, redes, hardware e software para o parque informático de cada empresa. Uma outra área, talvez a mais importante, é a instalação e suporte de software de gestão comercial para lojas, venda a retalho e outros serviços.

que adquiriste na Escola Profissional de Campanhã que levas para a vida? Eu diria que a camaradagem e trabalho de equipa que tínhamos entre hierarquias, professores e alunos, será o que mais guardo daquela escola e que ainda hoje tento aplicar na minha empresa, a relação entre gerência, funcionários e até estagiários é muito semelhante ao que vivíamos naqueles tempos de Campanhã.

Sentes que o teu curso foi essencial para o teu desempenho profissional? Sem dúvida que sim. Só depois de começar a trabalhar é que me apercebi da verdadeira importância que algumas matérias e sobretudo, no meu caso, a P.A.P (Prova de Aptidão Profissional) tinham no meu dia a dia como profissional. Hoje em dia o facto de existir um estágio curricular reforça a importância do curso.

Acreditas que a Instituição é uma mais valia para os alunos? Penso que sim, sobretudo pelas pessoas que lá trabalham que fazem de tudo para que além das aulas e do curso tentam acompanhar o futuro dos alunos. No meu caso foi assim e, pelo que vejo no trabalho com os estagiários, continuam a fazer de tudo para que além do curso os alunos possam ter um emprego, um futuro. Por isso, recomendo a escola como uma escola de futuro, trata-se de uma escola que aposta no sucesso

Qual foi um dos maiores aprendizados

dos seus alunos e alunas. Voltarias a realizar o mesmo percurso novamente nesta instituição ou mudarias alguma coisa? Claro que sim, voltaria à escola Profissional de Campanhã que me formou e ajudou a ingressar na vida ativa, pois foram anos fantásticos os que ali vivi. O que eu mudaria, comparando com os meus tempos, a escola já o fez, apostar em estágios de valor de forma a potenciar a empregabilidade do curso, algo que não tive, mas que sei existir atualmente. Como gerente, o que consideras essencial para um bom profissional? Como já estive dos dois lados, funcionário e gerência, tenho a certeza que se um funcionário olhar para empresa como se fosse dele, fará dele melhor profissional. Irá trazer maior sentido de responsabilidade e compromisso que por sua vez fará com que o gerente confie no seu trabalho. ▪


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Problemática alvo do projeto Expansão de plantas exóticas invasoras na Paisagem Protegida Regional Parque das Serras do Porto, o que constitui uma ameaça à biodiversidade.

Objetivos gerais do projeto - Proceder ao controlo de plantas invasoras em parcelas especialmente críticas, recorrendo a técnicas validadas por especialistas; - Contribuir para a salvaguarda de habitats e espécies protegidos ao abrigo da Rede Natura 2000, a expansão da floresta nativa e a prevenção de incêndios;

Gestão ativa de áreas ocupadas com espécies invasoras no Parque das Serras do Porto

- Envolver a comunidade em ações de conservação ecológica; - Constituir um bom exemplo para outras entidades e particulares.

Atividades previstas - Intervenções efetivas de controlo de plantas invasoras, maioritariamente acácias (austrálias e mimosas), háqueas (picante e folhas-de-salgueiro) e erva-das-pampas, em mais de 157 hectares; - Adensamento com espécies nativas em cerca de 6 hectares; - Promoção do voluntariado e de iniciativas de capacitação e sensibilização; - Dinamização de seminário técnico.

Prazo de execução 31 de dezembro de 2021

Investimento Custo total elegível | 372.130,30€ Apoio financeiro Fundo de Coesão | 316.310,76€

Entidade beneficiária Associação de Municípios Parque das Serras do Porto

Outros projetos relevantes em curso - Implementação da Rede de Percursos Pedestres - Valorização e adaptação dos rios Ferreira e Sousa às Alterações Climáticas, financiado pelo Fundo Ambiental

Mais informações em: www.serrasdoporto.pt


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Viva Prevenido Catarina Gonçalves Optometrista da Opticália

A IMPORTÂNCIA DOS ÓCULOS DE SOL

Hoje em dia os óculos de sol mais do que um acessório de moda, tem um papel fulcral na vida das pessoas. Protegem os olhos das radiações ultravioleta, principalmente daqueles que exercem actividades profissionais ao ar livre. Estas radiações são altamente nocivas para a saúde em geral e ao bom funcionamento de todo o sistema ocular podendo causar doenças tais como: catarata (opacificação do cristalino que causa uma diminuição da capacidade visual), fotofobia (sensação de sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz), degeneração macular (perda gradual de visão), pterígeo (massa fibrovascular da conjuntiva que cresce em forma triangular do ângulo interno nasal em direção à córnea), fotocreatite (inflamação da córnea causada pela luz) e muitas outras. Para uma proteção eficaz as lentes de sol devem filtrar entre os 290 e os 400 nm (nanómetros). No que toca à coloração, não existe uma regra específica mas existem cores indicadas para cada tipo de necessidades: - Verde: para todas as atividades na terra, no ar e na água excepto em condições de nevoeiro e neve. Reduz a luminosidade e mantém as tonalidades das cores. - Castanho/ Âmbar: para alta e média exposição ao sol, permitem boa visão de profundidade e reduz reflexos. -Cinza: ideal para conduzir em dias de nevoeiro uma vez que aumenta os contrastes. - Amarela: indicada para atividades em ambientes com pouca luminosidade natural. Aumentam o contraste e o brilho aumentando a luz desses ambientes pouco iluminados (por esta razão distorce as cores). - Azul: a mais indicada para atividades desportivas em condições de sol moderado. Reduzem a absorção das cores vivas, nomeadamente os vermelhos. - Lentes fotocromáticas: ideal para quem não quer mudar de óculos brancos para os de sol. Mudam de cor à medida que a luz incide sobre elas. - Lentes Polarizadas: possuem uma camada de proteção capaz de eliminar os reflexos de luz que vem da água, dos vidros, metais, principalmente nas situações em que o sol está baixo como amanhecer e pôr do Sol. Tem como objetivo oferecer mais conforto ao utilizador, embora distorça a nitidez das cores em algumas situações. Independentemente da cor da lente, o importante é proteger os olhos da radiação UV. A proteção da sua saúde ocular é feita usando sempre óculos de sol, quer em condições de chuva, nevoeiro ou mesmo de dias claros com bastante sol. Os óculos de sol com proteção só podem ser encontrados em óticas especializadas como a Opticalia Gondomar.

Sociedade

COVID-19 leva APPC a um “duelo” alimentar e (in)formativo A COVID-19 originou, na Associação do Porto de Paralisia Cerebral, um interessante e animado “duelo” de estratégias e soluções em relação às questões alimentares. Na Unidade Residencial da “Villa Urbana” de Valbom a moradora Elisabete Cunha decidiu implementar um dos seus sonhos: dar a conhecer saborosos cozinhados, com moderadas preocupações com as questões da dieta. No Porto, no Centro de Reabilitação, Maria Antónia Campos, responsável pelo Gabinete de Nutrição, decidiu fazer vídeos, ementas semanais e manuais dedicados à alimentação saudável... E este “diálogo”, casual, justifica esta notícia... Elisabete Cunha, moradora na “Villa Urbana” de Valbom, unidade de Gondomar da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC), aproveitou os tempos de confinamento e isolamento social para dinamizar um projeto há muito planeado: criar vídeos e partilhar receitas daquela que é uma das suas paixões: a culinária. No Centro de Reabilitação do Porto, também da APPC, Maria Antónia Campos, responsável pelo Gabinete de Nutrição, decidiu responder a algumas preocupações e anseios dos colaboradores da instituição e, por tal, faz regulamente vídeos sobre alimentação saudável e partilha manuais e receitas (para pessoas com e sem paralisia cerebral). De forma casual gerou-se, assim, um “diálogo” interno na APPC – Elisabete Cunha a apostar no paladar e Maria Antónia Campos a defender o saudável. Numa altura em que a COVID-19 a todos impôs limitações e cuidados, o Gabinete de Nutrição da APPC tem apresentado sugestões, propostas e indicações sobre as questões alimentares. Em ações de formação “online”, por correio eletrónico e via redes sociais, Maria Antónia Campos

> Na foto: Elisabete Cunha

> Na foto: Maria Antónia Campos

(com a colaboração das estagiárias Joana Cunha e Rita Campos) tem divulgado sugestões simples e saudáveis – que, defende a colaboradora da APPC, “demonstram que a nutrição pode ser uma temática descomplicada”. Principalmente porque para as pessoas com paralisia cerebral todas as questões relacionadas com os hábitos alimentares saudáveis são de fundamental importância. Igualmente preocupada com as questões da alimentação, Elisabete Cunha começou praticamente ao mesmo tempo a dar a conhecer os seus cozinhados. A “Tia Elisabete” (nome “profissional” escolhido para os seus vídeos) também demonstra que a culinária pode ser simples – mesmo para alguém com paralisia cerebral e evidentes limitações a nível de expressão verbal e motora. “Posso ter paralisia cerebral, mas mesmo assim tenho paladar, gosto de comer coisas boas e encaro a culinária como uma paixão. Que devo partilhar!”, acrescenta a moradora da “Villa Urbana” de Valbom. Aos 46 anos a Elisabete Cunha decide divulgar receitas e, dessa forma, partilhar também a sua paixão. Na sua página de Facebook apresenta as receitas e como as fazer. Semanalmente faz a divulgação de um vídeo com um prato à sua escolha. À data da entrevista [feita à distância a 12 de junho], já divulgou três receitas e tem mais cinco prontas e em fase de edição. É que além das imagens do “como fazer”, Elisabete Cunha conta com a ajuda de colaboradoras da APPC na edição e legendagem (Natália Moreira e Raquel Pinto) e na tradução em Língua Gestual Portuguesa (feita por Ana Magalhães, também colaboradora na instituição).

Como fazer um bom arroz de marisco, bolo de cenoura e folhados de salsicha são as receitas já disponíveis em www.facebook.com/Tia-Elisabete-111156073931764/ Maria Antónia Campos encara com um sorriso a coincidência de, quase em simultâneo, a APPC dar a conhecer duas posturas. “Acho que se pode chegar a um equilíbrio saudável entre o saboroso e o saudável”, refere a nutricionista da APPC. Recordando que uma alimentação equilibrada “é igualmente importante em pessoas com e sem paralisia cerebral”, Maria Antónia Campos destaca que as pessoas com paralisia cerebral, neste período de confinamento e sendo “dependentes” de terceiros para se alimentarem, “devem ter atenção redobrada nas opções que fazem”. No Facebook da “Tia Elisabete” descobrem-se mais motivos para a dinamização da ideia. “Cozinhar inspira-me e desafia-me. Acho que consigo fazer os outros felizes. Além de que ao cozinhar lembro-me da família, da minha infância e da minha mãe. Pois foi com ela que tudo começou...”, frisa Elisabete Cunha sobre “esta minha aventura culinária que demonstra que todos conseguimos ultrapassar barreiras”. A resposta, por parte da nutricionista da Associação do Porto de Paralisia Cerebral, apela também à “inspiração”. “Qualquer pessoa deve sempre preocupar-se em ter uma alimentação saudável. No caso de pessoas com paralisia cerebral, evidentemente adaptada às suas necessidades específicas.”, tentando equilibrar os normais desejos alimentares ponderando as suas eventuais implicações. E ao Facebook da Elisabete responde com outra “morada” igualmente importante... Os manuais e documentos disponíveis em www. appc.pt/nutricaoAPPC.html ▪ PUB

Jornal VivaCidade 25/06/2020 EDITAL

SANDRA EUNICE RAMOS DE ALMEIDA, VEREADORA DA CÂMARA MUNICIPAL DE GONDOMAR, no âmbito da delegação de competências que lhe foi conferida por despacho de 6 de setembro de 2019, torna público o seguinte: A Câmara Municipal de Gondomar, em sua reunião realizada em 14 de maio de 2020, deliberou instaurar procedimento administrativo com vista à desafectação do domínio público da parcela de terreno, a seguir identificada: • Parcela de terreno com a área de 315,00m2, sita na Rua de Macau, em Rio Tinto, a confrontar de norte com Avenida Dr. Mário Soares, nascente com domínio público, sul com Rua de Macau e poente com Centro Social de Soutelo. Assim, convidam-se todos os possíveis interessados a virem apresentar ao Núcleo de Património desta Câmara Municipal, no prazo de 10 dias, de acordo com o nº 2 do artigo 86º do Código do Procedimento Administrativo, quaisquer impedimentos a que se julguem com direito, para que não se proceda à referida desafectação. Findo este prazo e, não tendo sido apresentada qualquer reclamação, a Câmara Municipal promoverá a desafectação da parcela de terreno em causa que, deste modo, será integrada no domínio privado deste Município. Para constar e devidos efeitos se publica o presente edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Município de Gondomar, 25 de maio de 2020 Por delegação do Presidente da Câmara A Vereadora do Património (Dra. Sandra Almeida)


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Os homens por detrás do pa Situado em Gondomar, mais precisamente na Freguesia de Foz de Sousa, existe um paraíso com mais de 200 anos de história, os Moinhos de Jancido, escondidos no meio de uma vasta riqueza natural de Fauna e Flora, é um dos ex-libris da Freguesia. O VivaCidade acompanhou um dia de trabalho dos homens por detrás deste feito. Texto e fotos: Gabriela Monroy

A iniciativa surgiu no final de 2017 e dedica-se à preservação do ambiente e da história do local, mais propriamente dos Moinhos. O grupo é intitulado por “Moinhos de Jancido” que, atualmente, é composto por Albino Sousa, Paulo Campos, Fernando Sousa, António Gonçalves e Manuel Sousa. É graças a estes cinco homens, com a colaboração das suas esposas e outros colaboradores que pontualmente ajudam, que a memória dos que já por aqui trabalharam renasceu. Este trilho é composto por oito moinhos e encontra-se situado ao longo do Ribeiro de Cai águas em Jancido. Hoje, vemos o esqueleto dos moinhos restaurado que outrora eram utilizados para a transformação do milho e outros ce-

“A amabilidade e a paixão pela natureza são características visíveis nestes homens, que todos os sábados à tarde, enquanto trabalham estão disponíveis para tirar todas as dúvidas pelos que aqui passam”

> Na foto: Albino Sousa, Paulo Campos, Manuel Sousa, Fernando Sousa e António Gonçalves

reais em farinha para o fabrico de pão. Cada moinho possui diferentes proprietários, tendo herdado o nome das suas respetivas famílias, assim sendo temos o Moinho do Quintas, o Moinho do Oliveira, o Moinho do Capela, o Moinho Alves, o Moinho do Caralhitos, o Moinho do Almeida, o Moinho do Crestina e o Moinho do Garrido (da ordem da nascente para a foz). Desde 2017 que todos os Sábados (parte da tarde) destes homens têm sido dedicados à limpeza e reflorestação, bem como a preservação de todo o espaço envolvente, uma iniciativa que já contabiliza mais de 2150 horas de trabalho voluntário. Para António Gonçalves, este projeto é como uma terapia para todos os envolvidos, porque torna-se apaixonante o aroma e os sons da natureza que transformam este local num paraíso perfeito para fugir à cidade. A união deste grupo é notável e as histórias contabilizadas já são imensas, António Gonçalves revela-nos uma entre tantas, que remete-nos às “Quedas do Sousa”, que é uma queda de água que foi apelidada carinhosamente porque “o nosso colega Albino Sousa é o mais aventureiro do grupo e já caiu lá diversas vezes daí o seu nome”.

A amabilidade e a paixão pela natureza são características visíveis nestes homens, que todos os sábados à tarde, enquanto trabalham estão disponíveis para tirar todas as dúvidas pelos que aqui passam. “De Inverno limpamos e no Verão construímos” refere António Gonçalves quando explica a dinâmica de trabalho do grupo. O nosso guia apela ainda às entidades que este trabalho de limpeza dos terrenos seja feito de inverno devido à fase de nidificação

> Charco dos Tritões

> Um dos oito moinho

das aves e não nos meses de março a junho. António Gonçalves, continua a explicar que desde o início deste projeto o trabalho é constante, seja na limpeza do mato das encostas, na desobstrução dos trilhos, na eliminação de infestantes utilizando métodos naturais ou a replantação de árvores e arbustos nativos que até à data contabilizam-se cerca de 430 plantações, construíram reservas naturais (charcos) para alguns animais como os anfíbios, construíram


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araíso natural de Gondomar conseguimos identificar 25 espécies e damos como exemplo as seguintes: o Feto Cabelinho, o Alecrim, a Alfazema, a Urze Branca e a Vermelha, o Feto-Real, o Fetodos- Montes e a Lavanda, entre outros. No que diz respeito ao mundo animal é possível deliciar-nos neste espaço com um concerto gratuito que as inúmeras espécies de animais nos proporcionam, é no meio deste concerto que identificamos algumas espécimes de aves tais como: o Melro, a Águia asa Redonda, o Pombo Torcaz, o Chapim-azul, o Pisco Peito Ruivo, o Pardal-doTelhado, o Rouxinol-Bravo, o Pica-Pau-malhado, entre outras espécies que estimamos em 44 aves. Além das aves, podemos identificar anfíbios (Salamandra Lusitânica, Salamandra de pintas amarelas, rã verde, rã ibérica, Tritões, entre outros animais). Em simultâneo é possível encontrar alguns répteis como a cobra da água, o lagarto da água e o licranço. No que diz respeito aos Mamíferos, descobrimos que neste local é possível

os

parques de merendas, bancos, pontes, passadiços e muitas vezes dedicam-se à limpeza das margens do Ribeiro de Cai águas e do Rio Sousa. O local torna-se apetecível para os amantes da natureza pela vasta composição existente de Fauna e Flora, é nessa linha que o grupo decidiu colocar identificadores nas plantas para ser mais facilmente reconhecidos pelos curiosos. Algumas das espécies de árvores que podemos encontrar são: o Salgueiro, o Carvalho, o Sobreiro, o Sabugueiro, o Choupo Negro e Branco, a Tília, o Pinheiro, o Azevinho, a Figueira, entre muitos outros que dão um total de 19 espécimes. Quanto às Plantas e os Arbustos nativos

“Nós gostamos de ser nós a fazer, porque quando assim não o for, não contem connosco, porque o prazer não será o mesmo”

> Na foto, os visitantes: Miriam Garcês, Joel Reis e Hugo Saraiva

visualizar Coelhos, Toupeiras, Raposas, Lontras, Esquilos e o Rato do Campo. Na categoria de Anisóptera destacamos a Libelinha Imperador Azul, a Libelinha Tira Olhos, a Libelinha Anaz Green e a Libelinha Escalarte. Quanto aos apoios, António Gonçalves agradeceu em nome do Grupo dos Moinhos de Jancido a todos os cidadãos, bem como entidades, que os apoiaram desde o início do projeto com a doação de materiais. “Nós gostamos de ser nós a fazer, porque quando assim não o for, não contem connosco, porque o prazer não será o mesmo” Quanto ao futuro, António Gonçalves refere que “nós sabíamos de onde partíamos, mas não sabemos ainda onde vamos chegar, temos isso bem presente, se nos projetávamos, ao fim de três anos estarmos onde estamos? Não. Considero que superamos as nossas expectativas que tínhamos desde o início desta iniciativa”. O grupo Moinho de Jancido apela ainda a todos os visitantes que “da natureza apenas tire fotos e deixe somente pegadas”, não perturbe os animais, nem deixe lixo ou danifique as espécies florestais. Este santuário da natureza tem que ser preservado por todos nós. Ao longo do percurso, encontramos Miriam Garcês, Joel Reis e Hugo Saraiva que nos contaram um pouco da experiência e de como descobriram este paraíso natural situado em Foz de Sousa. Joel Reis e Miriam Garcês são um casal que descobriram este trilho por puro acaso enquanto realizavam uma caminhada e encontraram um Senhor que passeava o seu cão, no meio da conversa, este homem recomendou o local e desde então ambos ficaram rendidos à beleza natural do espaço. “Já não é a primeira vez que fazemos este trilho, nós agora já estamos é a apresentar o local aos nossos amigos” e desta vez, a visita foi realizada ao amigo Hugo Saraiva que partilha da mesma opinião quanto à riqueza natural do sítio, “nós gostamos do início do trilho, mais precisamente a parte onde estão as indicações, consideramos que está muito original e também a magnífica queda de água e sempre que voltamos cá fazemos um caminho diferente para explorar a natureza do local”. ▪


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Patrícia Ribeiro: “As famílias aqui podem ser ajudadas em diversas vertentes” Patrícia Ribeiro, é Presidente da Conferência de São Vicente de Paulo da Sagrada Família de Rio Tinto desde julho de 2018. O Grupo tem como objetivo auxiliar os cidadãos com menos rendimentos e que passam maior dificuldade quando chega a altura de pagar faturas ou de comprar alimentos. Explique um pouco de como surgiu a iniciativa. A conferência de Rio Tinto pertence à conferência nacional que cada paróquia possui. Este grupo contém uma componente caritativa e é constituída por um grupo de pessoas voluntárias que compõem a conferência de São Vicente Paulo. Anteriormente era dividida entre feminina e masculina e posteriormente ficou apenas pela feminina e a masculina terminou. Entretanto, nós conferência atual, já somos mistos, isto porque dependemos única e exclusivamente de voluntariado das pessoas da comunidade. Neste momento quantos voluntários têm? Neste momento nós temos cerca de 30 pessoas a colaborar connosco. Algumas pessoas fazem o atendimento. Neste momento estamos com 3 dias de atendimento para as pessoas e famílias que nos querem entregar coisas, bens e donativos e até compotas que também vendemos. Depois temos outras pessoas que nos ajudam no levantamento de encomendas, na ida às compras, outros são os que nos ajudam a fazer os cabazes para estarem prontos para a entrega ás famílias, outras pessoas são as que nos ajudam na entrega direta dos ca-

bazes, outras levam a casa de pessoas que não as podem vir buscar e entregam diretamente ao domicilio, outras recolhem no restaurante o desperdício alimentar que existe e nós aproveitamos para as famílias, outras numa confeitaria, outras participam diretamente nas nossas atividades de angariação de fundos como sendo as recolhas de alimentos e venda de compotas nas eucaristias, a tombola de São Bento que fazemos todos os anos. As pessoas estão todas destacadas, dentro da sua disponibilidade, para os trabalhos que nos são mais importantes. Quem estiver interessado em fazer parte da equipa, basta procurar aqui a igreja de Rio Tinto, pedir para falar com alguém da conferência e depois nós contactamos e tentamos sempre chegar às pessoas. No entanto, se for necessário, para qualquer assunto ou esclarecimentos, podem sempre entrar em contacto direto comigo por telemóvel: 912 969 087. E neste momento quantas famílias vocês ajudam? Nós temos 86 famílias em acompanhamento para cabazes alimentares, suportamos a medicação na farmácia para mais de 30 famílias. Neste momento deve rondar cerca de 220/230 pessoas no total. As famílias aqui podem ser ajudadas em diversas vertentes. Os bens alimentares com o cabaz quinzenal, há famílias que necessitam de apoio à medicação e nós temos uma parceria com a farmácia, então as pessoas vão lá compram a medicação e é suportada por nós. Há pessoas que de forma pontual necessitam de uma garrafa de gás, do pagamento de luz, e nós chegamos aqui a um acordo com elas no sentido de pagar, mas também envolver, quando é um valor mais lato e tentamos chegar a um compromisso quando elas puderem devolver uma parte do dinheiro, ou se não puderem também não devolvem. Vamos gerindo as situações. Trabalhamos muito em sintonia com a Câmara Municipal de Gondomar, que muitas vezes recorre até

nós para suportar muitas ajudas que eles não podem fazer e então estamos aqui sempre muito em sintonia com as técnicas também que acompanham e vamos articulando frequentemente aquilo que nós conseguimos suportar. Sobretudo centramo-nos nos alimentos, mas quando existem outras necessidades que conseguimos cumprir tentamos apoiar essas mesmas necessidades. Vocês aceitam doações? Nós aceitamos donativos em dinheiro, seja por conta bancária (NIB: 0033 0000 4556 8235 3350 5) que temos, seja por colocação em caixas dentro da igreja que temos lá próprias para a recolha desses donativos. Depois aceitamos todo o tipo de roupa porque temos uma parceria com reciclagem de roupa, por isso aceitamos roupa, calçado, atoalhados, aceitamos alguns bens mobiliários, mas que não sejam muito grandes porque não temos espaço de armazenamento, pequenas coisas. Aceitamos alimentos quando nos trazem, donativos aqui em dinheiro no momento, sempre com passagem de recibos para efeitos de IRS se a pessoa precisar. Aceitamos tudo o que é possível, nós rentabilizarmos sobretudo a questão da roupa que damos às pessoas, aceitamos e é fácil de escoar. E quanto à Era, o que tem a dizer da vossa parceria? A Era foi extremamente generosa com donativo, a seguir foram extremamente generosos em participar aqui numa distribuição a tarde toda e, entretanto estão muito disponíveis para nos continuar a ajudar de várias formas e isso foi muito importante para a conferência, porque nós também gostamos que as pessoas que nos ajudam e confiam em nós que vejam o nosso trabalho in loco e foi isso que aconteceu no dia que eles estiveram aqui. Eles perceberam em que é que se concretizou tudo aquilo que eles puderam ajudar e puderam contribuir e para além disso ficou um bocadinho o bichinho de que há pessoas que precisam de ajuda e temos de conhecer mais esta realidade. Esta foi uma situação excecional, não nos tinha aparecido até agora nenhuma situação dessas, mas se vierem mais situações dessas serão muito bem-vindas. Neste tipo de ajuda direta na nossa intervenção não tinha acontecido, aconteceu com a ERA e ficamos muito contentes, mas toda a ajuda que vier vai ser muito bem-vinda e bem canalizada da nossa parte.

E quanto ao Covid-19 tiveram que se adaptar? Nós tivemos que nos adaptar muito com a questão do Coronavírus e acho que isso é muito importante de realçar, porque antigamente nós tínhamos um funcionamento semanal em que eram feitos a hora aqui com as famílias, em atendimento, entregávamos o cabaz e elas saiam. Hoje em dia, todos os nossos procedimentos habituais foram reformulados, os cabazes já se encontram previamente prontos, não há ajuntamentos, está tudo salvaguardado e nesse sentido teve de haver uma grande reorganização e readaptação a todos os níveis, especialmente, no que diz respeito às pessoas que nos ajudavam e que a maior parte eram pessoas mais idosas e que tiveram de se cuidar, assim tivemos de chamar outras pessoas que vieram colaborar connosco. Nós temos um grupo de pessoas (um grupo vem numa semana, outro grupo vem noutra semana) e só há 7/8 situações que não podem vir cá buscar, então nós temos uma parceria com a Junta de Rio Tinto que nos ajuda a levar alguns cabazes e depois temos algumas pessoas voluntárias que levam outros cabazes. Todos os restantes vêm cá buscar, mas com todos os procedimentos a salvaguardar esta questão do Covid. ▪


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Sociedade

Perspetiva dos empresários com a nova medida de aumento das esplanadas No mês de maio a Câmara Municipal de Gondomar anunciou que, a título excecional, seria autorizado a ampliação e a instalação de esplanadas pelos estabelecimentos de restauração nos espaços públicos do Município. O VivaCidade esteve à conversa com os proprietários, Élio Gandra e Jorge Silva, sócios gerentes do Urbano Bar, sobre a recente norma implementada que eles também adotaram. Esta medida implementada surgiu da necessidade por parte da Autarquia em auxiliar os estabelecimentos da área da restauração

que estão a sentir as consequências económicas que a pandemia se fez acompanhar. Nesse sentido, todas as esplanadas encontram-se isentas de taxas e podem ser realizadas em lugares de estacionamentos, nos passeios e em espaços públicos. Oficialmente, a medida está delineada para terminar no final do mês de setembro, no entanto pode ser prorrogada, a pedido, até ao final de outubro. Os sócios gerentes, Élio Gandra e Jorge Silva, confessaram que no caso do Urbano Bar o processo de licenciamento demorou ligeiramente mais do que o prometido. Segundo os responsáveis a medida beneficiou a área da restauração com o aumento da lotação máxima de clientes, dado que “só o espaço do restaurante não é o suficiente para gerar” muito rendimento. No entanto, Élio Gandra e Jorge Silva, referem que como são um espaço mais noturno, tiveram que reajustar o horário de funcionamento para um mais diurno, o que faz com que a perda seja maior, o ideal para ambos seria o levantamento da obrigatoriedade de encerrar às 23 horas. Ambos acreditam que,

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cumprindo as devidas normas de segurança e mantendo a devida distância social, esta medida seria facilmente concretizável, mas “nós sabemos que esse tipo de medidas passa pela decisão do governo” e que a Autarquia fez tudo o “que estava ao seu alcance” para ajudar nesta fase mais complicada. Marco Martins refere que “a nossa intenção é que os restaurantes, os bares e as padarias possam recuperar alguma lotação que perderam com a medidas da DGS”, sendo que os cidadãos têm a possibilidade de estar “ao

ar livre em vez de um espaço mais apertado”. Quanto aos dados disponibilizados é possível constatar que a Câmara de Gondomar já autorizou a colocação de mais de meia centena de esplanadas “que se traduzem num aumento da área ocupada por esses espaços em mais de 1500 metros quadrados”. O autarca evidencia que com esta medida, os proprietários dos espaços, dependendo da área da esplanada, estão a poupar um custo médio de 800 a 900 euros em taxas para o Município. ▪

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Entrevista

PÊPÊ RAPAZOTE: “Um país sem cuidados na saúde mental é um país que não se cuida!”

Texto: André Rubim Rangel Como foi a sua vida vivida na infância e adolescência em Lisboa, onde nasceu? Foi uma infância espetacular. Faço parte duma geração que, apesar de tudo, teve muita sorte. Extremamente equilibrada, com uma educação equilibrada, muito de rua em comunhão com a natureza e com a comunidade, passeava-se muito, andava-se de bicicleta, jogava-se à bola. Tudo o que era atividade física era bom. Tive uma infância muito feliz e andei numa escola muito especial: o Externato Grão Vasco, que era pertença da Ana Maria Caetano, filha do Marcelo Caetano, e que foi o primeiro no ensino integrado de crianças com necessidades educativas especiais. Integra crianças com doenças mentais no ensino regular. E é uma educação para todos! Esse convívio foi de um enriquecimento extraordinário e uma lição para a vida muito grande. Ouvimos, muitas vezes, pessoas mais velhas dizer: “no meu tempo é que era bom”. Sem querer comparar o presente com o passado, éramos felizes a jogar ao peão, às escondidinhas, à macaca, ao berlinde, etc., enquanto agora não vemos nada disso, mas muitos jovens agarrados ao digital… Acha que isso faz a diferença? Sim, claro que faz! Estamos todos, crianças e adultos, muito ligados à tecnologia e, obviamente, que nos retira às capacidades sociais que temos. Isso tira muito às crianças, na socialização e na interação humana, própria do

comportamento. É assim que nós crescemos e é assim que obteremos a chamada ‘inteligência emocional’ e com a tecnologia até à ponta dos dedos, nesse aspeto, não nos ensina nada. Claro que perdemos com isso! Temos também lido reações nesta pandemia que imensas pessoas estão saudosas de poder novamente abraçar-se e tocar-se, porque faz parte do ser humano, lamentando-se que antes – quando podiam – nem sempre o faziam ou não tão regularmente. Com o covid-19 acha que essas expressões de afeto voltarão a trocar-se normalmente? As manifestações de afeto são fundamentais. Por mais que melhore, vamos sempre ficar de pé atrás, por este ou por outro vírus que surja. Se for este vamos voltar a confinar-nos, num futuro muito próximo. Neste caminho imparável da tecnologia vamos tendo alguns achaques e algumas pequenas revoluções de forma a conseguirmos adaptar-nos a ela, sem deixarmos que nos engula. É como Einstein dizia: “no dia em que o comportamento humano sucumbir à tecnologia tornamo-nos estúpidos”. De facto, é isso que nos está a acontecer. Temos de reverter, um pouco, esse processo. O que o levou, inicialmente, a optar pela arquitetura, área em que se formou? Eu gostava de tudo em miúdo. Foi muito difícil tentar descobrir o que fazer em adulto. Lembro de fazer os testes psicotécnicos e o psicólogo me dizer: “você pode fazer o que quiser”. Eu respondi: “Obrigado. Então estou aqui para me ajudar a decidir e diz-me uma coisa dessas” (risos). Sempre tive boas

capacidades e capacidades para realizar muita coisa. Mas entre a física, a matemática, o desenho, a criatividade, um bocadinho da isenção de horário que os arquitetos beneficiavam – assim achava –, isso veio a confirmar-se. Fui muito feliz enquanto arquiteto. Os horários era conforme me saía, se era produtivo ou não. Era assim que se trabalhava. E acho que deveria ser assim o nosso trabalho, além de ser muito mais prazeroso. Podermos trabalhar só quando nos está a dar gozo e conseguirmos produzir. Claro que se nunca nos der gozo, também não é conveniente, obviamente (risos). Correu-me bastante bem, foi uma profissão de sonho! Num caminho bem distinto, como foi passar da arte de projetar para a arte de representar? Sentiu-se desencantado? Não, de todo! Comecei a fazer teatro amador e a ter aulas. Gostei muito. A passagem foi extremamente suave. Um dia fiz uma peça do Francisco Nicholson, para a RTP. Ele estava a escrever uma novela e disse-me: “daqui a uns dias vou-te ligar”. E assim foi. Telefonou-me e comecei a fazer televisão. Foi por diante. De repente, tive de deixar a arquitetura até hoje. Embora goste muito de arquitetura! Mas naquela altura em que estava hesitante no que escolher para o seu futuro, já que era bom em tudo, a representação / carreira de ator também entrava na dúvida de então? Não, nem sequer punha a hipótese. Na época ser ator em Portugal era coisa de saltim-

banco. Os atores que eu conhecia tinham uma vida muito pouco equilibrada financeiramente. Ainda hoje! E portanto nunca equacionei. Ser ator de teatro era viver para pagar a renda, sem saber o dia de amanhã. Nunca equacionei por isso. Neste sentido e nos últimos anos, tem dividido o seu tempo e a sua residência entre a Europa, EUA e América Latina. De que forma vai gerindo todos esses trabalhos? É uma questão perfeitamente normal. Tem de se ir trabalhar, não tem muita gestão. Ou seja, vou trabalhar, passo lá fora um tempo. Temos novas tecnologias que nos permitem fazer umas chamadas sem grandes custos. E depois volto, assim que puder. Não troco isto por mais nada: este nosso país é absolutamente extraordinário. Contudo, há mais oportunidades lá fora, na vida de ator, do que no nosso país? Vendo pelos seus últimos trabalhos… Há tantas oportunidades como as outras. Ora bem, enquanto estou lá fora não há muito que gerir: estou fora e não posso fazer mais nada. Mas pode influenciar a minha escolha em aceitar novos projetos. E influencia! Há períodos que venho de fora e com muita vontade de ficar. Por causa da família: tenho duas filhas e uma mulher. Portanto, isso pesa muito! Depois de uma temporada fora eu preciso de aceitar uma temporada cá dentro. E quais são as principais semelhanças, bem como diferenças - entre as propostas nacionais e as internacionais - em tudo o que é inerente ao ser ator? Ou seja, a relação com os colegas, a mentalidade, os guiões, os tipos de projeto em si, o reconhecimento e valor dado ou obtido, a satisfação do público, etc.. Há muitas semelhanças porque todos somos género humano. Mas no estrangeiro, o star sistem – como lá lhe chamam (o estrelato) – é muito maior. As estrelas são maiores, as quantias também. Daí que há uma gestão de ego mais complicada e situações um bocadinho menos simpáticas. Porém, há questões muito similares: há pessoas de quem ficamos mais próximas, outras menos próximas. Mas, apesar de tudo, há um distanciamento um pouco maior nos EUA do que cá. Nós, portugueses, pelo facto de sermos latinos somos mais dados. Há uma proximidade e simpatia diferente. Já na América Latina é igual ou até melhor do que em Portugal. São muito calorosos, são latinos – lá está! É mais uma diferença entre povos do que no ambiente das filmagens. O que difere bastante duns sítios para outros e de produções entre si é o orçamento. O orçamento manda tudo: na facilidade de trabalho, nos guiões, a qualidade e complexidade da produção, o tempo para se preparar. Nós nisso perdemos muito em relação ao continente americano. De norte a sul! Há sempre mais dinheiro para fazer filmes. Mesmo na Argentina, que tem bom cinema e que é um país em constante


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Entrevista bancarrota, possuem um orçamento de 2/3 milhões de dólares para realizar um drama clássico de duas horas. Comparado connosco é uma loucura! Temos mesmo orçamentos muito pequeninos. Mesmo os vencimentos dos atores e demais agentes envolvidos no filme são muito melhores, certo? O que o ajuda a querer contracenar lá fora, não só pelo impacto e projeção, mas também pelo encaixe financeiro… Sim, claro que sim. Há preocupações financeiras, que todos nós tivemos, mas sobretudo a situação familiar, o equilíbrio. É muito difícil: é mais difícil para a família que fica cá que para mim, que vou. Eu vou e não tenho mais obrigações lá fora do que me preocupar apenas com o trabalho todo o dia. Aqui, há duas crianças para criar, para levar e buscar da escola, levá-las às atividades e ainda trabalhar por cima disso. Já para não referir a lida da casa. Estou a falar das mulheres portuguesas e do mundo inteiro que são muito maiores e melhores do que nós, muito mais trabalhadoras. Têm uma capacidade absolutamente extraordinária de gerir tudo isso. Confesso que isto tem um bocadinho de egoísmo ao ir lá para fora: estou nas minhas sete quintas. É uma loucura, é ótimo! Conhece o município de Gondomar, no

Grande Porto? O que tem a dizer sobre ele? Sim, claro que conheço. Ora eu tirei o meu curso de Arquitetura no Porto. Costumo dizer que sou do Porto de alma e coração. E costumo dizer que nasci em Lisboa por engano. Digo sempre isto. A minha família do meu pai é toda do Porto e ainda vivem todos aí, à exceção do meu pai que veio viver para Lisboa. Por isso é que vim e vivo em Lisboa. Depois voltei para estudar no Porto. Adoro o Porto e o Futebol Clube do Porto – sou portista de alma e coração, também! – e tenho muitas coisas boas a dizer de Gondomar, de Matosinhos, da Maia. O meu avô viveu em Valbom até aos cinco anos. Depois mudouse para o Porto, a seguir para Braga e voltou novamente ao Porto, para frequentar a faculdade. Há, portanto, aqui uma grande tradição familiar no Porto que eu adoro! Dadas essas raízes do avô em Valbom, que histórias se recorda nessa freguesia gondomarense? Eu conheço Valbom de visita e está muito diferente daquilo que era há 70 anos! Mas as histórias de Valbom são as melhores, fazem partem do imaginário da família. Embora agora esteja um pouco estragado, por estar muito mais urbanizado. Já não é aquela aldeia que era antigamente. Mas gosto muito do Grande Porto. Eu não o faria, mas se fosse excêntrico iria viver no Porto e apanhava o

helicóptero todos os dias para vir trabalhar em Lisboa. É um pouco isso. E que análise faz à vivência da cultura nesse concelho, com vários grupos teatrais? É algo fantástico! Eu conheço pouco a vida teatral de Gondomar, mas acho extraordinário que seja assim. O teatro traz consigo umas ferramentas fantásticas: foi por aí que eu comecei. Importa manter assim a cultura viva. Que conselhos julga importantes deixar a essas companhias cénicas amadoras, que vivem de muita carolice e voluntarismo? O que devem fazer para conseguir manter-se? Primeiro, não se tornem profissionais, porque ser amador é isso mesmo. É fazer por amor. E para se manterem com paixão. Ainda me lembro que quando passei de amador para profissional, comecei a cobrar dinheiro pelo que fazia. De repente, o prazer desequilibrou-se. Por isso, enquanto forem amadores isto não para. Cada um traz um pouco de qualquer coisa. Só é preciso o dinheiro para as contas da luz e da água e o resto é da alma. Com muita vontade, para vós e para quem vê. Falarmos destas questões é falar, precisamente, do problema generalizado que vive a Cultura em Portugal, em que muitos dos artistas estão gravemente lesados – implicando mesmo a sua sobrevivência – com esta paragem forçosamente alargada devido ao covid-19… Vejo pessimamente. Estamos a falar de pessoas que vivem exclusivamente do seu ordenado. São recibos verdes e disso vivem. Andámos há muito a falar do «estatuto dos intermitentes»: são pessoas que trabalham nos espetáculos. Elas trabalham, por ex., seis meses e depois não trabalham dois. Depois trabalham cinco e não trabalham um, etc.. É assim que as produções são: não estamos sempre a trabalhar para a mesma pessoa e não começamos com outra logo de seguida. E até há pouco tempo pagávamos 29,6% à Segurança Social, dos recibos verdes, pelo que ao fim de três meses estávamos a pagar 90% dum ordenado. Este estatuto que referi pretende que no mês, entre produções, que não se trabalhe se tenha um subsídio de trabalho automático. E enquanto estiverem empregados continuam a pagar normalmente. Que possam aceder de imediato ao subsídio de desemprego, mal se encontrem nesta situação, o que não acontece. É assim que sucede em França e noutros países europeus. Não estamos a ensinar nada de novo! Isto reduziria um pouco o drama que estamos a viver atualmente. Há muitas coisas que precisam de ser tratadas na Cultura e, desde logo, políticas culturais educativas. Os programas das escolas de Português e/ou de História deveriam incluir sempre Dramaturgia Portuguesa, antiga e contemporânea. E desde a primária até ao 12.º ano. Isto ajudaria a criar públicos, ajudaria as companhias de Teatro a ter mais meios e, ao ter mais público, não tivessem que depender tanto

de subsídios, quando eles existem. Por vezes não chegam às companhias mais necessitadas. Se queremos a Língua Portuguesa, a nossa Pátria, como aposta cultural, acho que a primeira coisa seria pôr o Teatro na Escola, como pomos as leituras obrigatórias! Nesta última questão, regressamos ao início, quanto à questão da educação inclusiva e da saúde mental. Soube-se, entretanto, que Portugal é o 5.º país da OCDE que mais consome ansiolíticos e antidepressivos, tendo aumentado em mais de 400 mil embalagens compradas comparando com o mesmo período em 2019. Que mensagem, até com carácter terapêutico, nos pode deixar para as pessoas viverem bem e com qualidade? É um enorme drama! Eu não sabia como começar a responder à pergunta. A questão da saúde mental, dos seus cuidados e das patologias específicas – muitas delas sem resposta neste país – é gigantesca! Um país sem cuidados na saúde mental é um país que não se cuida! Nós temos lacunas enormes. Nós temos alguns hospitais centrais que tratam a saúde mental, mas não chegam para um décimo das encomendas. Não sei, em termos de políticas de saúde, por onde deveríamos começar. Mas há muito a fazer! Há algumas iniciativas privadas que são o que são. Apesar de fantásticas, apenas dão a conhecer ao público em geral determinadas doenças para as pessoas poderem identificar, mediante uma doença que se passe a ter e seus sintomas. Muitas vezes é pela internet ou por informações desta ou aquela Associação que conseguimos identificar determinada doença, e não pelo psiquiatra ou pelos serviços nacionais de Saúde… É muito complicado! ▪


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Cultura

União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro promove cultura com iniciativas Com a situação epidémica que Gondomar está a ultrapassar, foram muitos os eventos e iniciativas canceladas, no entanto o executivo da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova não baixou os braços e manteve as suas iniciativas culturais, adaptando-as às circunstâncias atuais.

Assim, encontram-se em concurso a 5ª edição de curtas metragens em que os trabalhos têm que ser enviados até ao dia 31 de julho, a iniciativa "Contame um conto" em que os participantes devem enviar até ao dia 30 de junho e o concurso da 29ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânze-

res que termina no dia 26 de junho. Quanto ao 37.º Concurso de Quadras Populares ao São Pedro a entrega de prémios irá realizar-se no dia 4 de julho, às 15h30, no auditório da Junta de freguesia de São Pedro da Cova. A União de Freguesias optou também por realizar várias declama-

ções de poesia nas redes sociais da Biblioteca de Fânzeres, assim como a promoção das 3 as Jornadas da Saúde, Movimento Sénior e Bem-Estar destinado à população idosa que terminou no dia 3 de junho, com a intervenção de vários profissionais da área da saúde. ▪

Colégio Paulo VI com projeto solidário Rui Castro e Dulce Machado, adiantaram ao VivaCidade que o regresso às aulas no Colégio Paulo VI foi realizado com segurança, tendo sempre em conta a higiene de todo o recinto. Os diretores anunciaram ainda o projeto das Bolsas de Estudo por mérito para os alunos que se queiram candidatar ao 10º ano deste estabelecimento. O VivaCidade esteve à conversa com os diretores responsáveis pelo Colégio Paulo VI, Rui Castro (Responsável pelo ensino básico e secundário) e Dulce Machado (Responsável pelo creche, pré e 1º ciclo), que revelaram como foi o processo de volta às aulas em altura de COVID-19. Os responsáveis garantem que perante este panorama atual de epidemia, todas as medidas de segurança impostas pela DGS e pelo Ministério da Educação foram implementadas. A desinfeção é rigorosa e realizada até ao mínimo detalhe, no caso das creches e pré-escolar os sapatos das crianças são retirados à entrada e substituídos por outros para

não correr riscos, as entradas e saídas são sempre controladas, e a utilização de máscaras é obrigatória. “Tudo foi preparado e organizado até ao mínimo detalhe”. Rui Castro garante que foi necessário realizar esta reabertura porque “as aulas presenciais são sempre melhores e mais eficazes”, o diretor afirma que desde o início anteciparam o encerramento da escola o que permitiu uma melhor gestão e organização, assegurando que “nenhum aluno saiu prejudicado desta situação” dado ao sistema de aulas implementado via online. Com o intuito de reconhecer o mérito dos alunos de Gondomar que possuam baixos rendimentos, o Colégio Paulo VI formalizou um sistema de bolsas para todos os alunos do conselho que pretendem frequentar o Ensino Secundário no Colégio Paulo VI. Esta medida também está disponibilizada aos próprios alunos da instituição. Segundo os diretores do estabelecimento de ensino, o intuito é “dar bolsas aos alunos que tenham excelência académica” e que residam no Município de Gondomar, criando assim “o sistema de bolsas Colégio Paulo VI”. Estas bolsas atribuídas podem ser disponibilizadas com o valor total (100%) ou parcial (50%), estarão disponíveis 15 bolsas, das quais três terão o valor total e 15 o valor parcial. “Cada aluno para ter

> Na foto: Dulce Machado e Rui Castro, diretores do Colégio Paulo VI

acesso a esta medida” necessita a obrigatoriedade de conter nível 5 no terceiro período do 9º ano às seguintes disciplinas: Para acesso ao curso de Ciências e Tecnologias necessitam de “5 a português, matemática, ciências naturais e físico química”; No caso de quem optar pelo curso de Línguas e Humanidades necessita de “5 a português e matemática, história e língua estrangeira”; Para o acesso ao “curso de economia é necessário o obter nível 5 a português, matemática, geografia e história”. Nos anos anteriores, os “alunos seriam enumerados por ordem decrescente conforme a média dos Exames Nacionais de Português e de Matemática”, no entanto, devido ao Covid-19 e à não

realização dos exames nacionais, “o Colégio Paulo VI, irá substituir as provas com a organização de umas Provas de Seleção de Português e Matemática”. Os diretores explicam que as provas serão realizadas “presencialmente em sistema informático e a correção é automática e imediata”, o método de correção foi adotado para assegurar a imparcialidade. Para realizar a candidatura às bolsas, os encarregados de educação, “terão que enviar um boletim de candidatura e o escalão de abono de família” para o email: geral@colegiopaulovi.com. O prazo limite para as candidaturas é dia 25 de junho. O restante regulamento de candidatura pode ser acedido no site do Colégio. ▪ PUB


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Gondomarenses lá fora...

Ivo Galeiras e Joana Santos: “Não foi fácil, pensámos desistir, mas para a frente era o caminho” Ivo Galeiras e Joana Santos são um jovem casal de Gondomar que emigraram para França em busca de uma vida melhor. Nesta edição do VivaCidade, ambos deixam o seu testemunho do percurso percorrido desde o primeiro dia. Atualmente, Joana é Assistente de Dentista e Ivo é responsável por uma equipa (Team Leader). Texto: Gabriela Monroy

O que é que vos levou a ir trabalhar para fora de Portugal? E que idade tinham quando tomaram essa decisão? Melhor qualidade de vida, salários mais apelativos e progressão de carreira. Na altura tínhamos 29 e 30 anos e tomámos a decisão muito tarde. Como é que surgiu a oportunidade de trabalhar em França? Tiveram sempre em mente a França? A oportunidade surgiu através de um casal amigo, viemos passar uns dias de férias com a intenção de conhecer a região e confirmar algumas ofertas de trabalho. A intenção era sobretudo sair de Portugal, França surgiu mais rapidamente por termos amigos e poderíamos aventurar-nos numa mudança de vida com algum apoio à nossa volta. O que é que vos passou pela cabeça quando chegaram pela primeira vez a França? Foi um trajeto difícil? Foi uma aventura que não começou como desejaríamos, o carro avariou no fim de semana da partida, voltou a avariar no trajeto, mais o sentimento do «adeus» associado (mesmo sendo um «até já»). Não foi fácil, pensámos desistir, mas para a frente era o caminho e os amigos ajudaram muito mesmo nesta fase. Até porque foram eles que nos acolheram em sua casa numa fase inicial.

> Na foto: Ivo Galeiras e Joana Santos

Sempre estiveram ligados às áreas de trabalho que vocês desempenham hoje em dia? Quando chegámos não foi possível mantermos as mesmas áreas. Só após 1 ano, sensivelmente, eu voltei a assistente dentária e o Ivo conseguiu entrar numa empresa de logística alimentar e está neste momento como Responsável de equipa (Team Leader). Quais foram as principais diferenças culturais que encontraram em comparação com Portugal? No geral, as pessoas são mais fechadas, nacionalistas, mas são mais relaxadas em relação à vida, mais dedicados à cultura. A meu ver fazem mais atividades ao ar livre e em família, penso que em grande parte devido ao comércio estar fechado ao domingo e ter horários mais reduzidos. Mas estamos numa localidade pequena, é provável que nas grandes cidades seja um pouco diferente. Quais são as vantagens de viver em França? Aprendemos uma nova cultura e

novos hábitos, nova língua e permitiu-nos uma estabilidade financeira. É uma boa região para criar família. Foram bem recebidos em Montauban? A comunidade Portuguesa é vasta nesta localidade? Fomos bem recebidos em Montauban, pelos amigos dos nossos amigos, nos locais onde trabalhámos. Talvez nos serviços públicos não fomos tão bem acompanhados. O que é que sentem mais falta? Sem dúvida a família, os convívios com os nossos, os amigos, a vida social, a gastronomia (embora em França se coma muito bem, não é a mesma coisa). Pensam um dia voltar para Portugal? Qual é a vossa perspetiva para o vosso futuro? Neste momento não está nos planos voltar, mas não dizemos nunca. Conseguimos alcançar em 4 anos o que não foi possível em 10 anos de trabalho em Portugal. A perspetiva de futuro é continuar a

progressão na nossa área. Apesar da distância, continuam atentos com o que está a acontecer em Portugal? Sim, acompanhamos as notícias. Temos canais portugueses para podermos acompanhar de longe o que por aí acontece. E no nosso concelho em particular? No que diz respeito ao concelho de Gondomar, temos a nossa família para nos ir pondo a par das mudanças. Qual é o concelho que gostariam de deixar ao Portugueses que pretendem emigrar do país? Apostem no domínio da língua, é importante para tratar tudo, sobretudo quem não tem o apoio de amigos ou família. Para quem queira manter-se na área profissional, pesquisem as hipóteses na região em vista, pesquisem as formações e documentos necessários. E têm sempre o consulado onde podem tentar pedir informações. De qualquer forma não hesitem, vale sempre a pena, nem que seja pela experiência. ▪


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Política

Autarquia amortiza dívida e anuncia novos investimentos para Gondomar Na última reunião municipal, realizada na Casa Branca de Gramido, em Valbom, foi confirmado, segundo o relatório de Gestão e contas de Gerência de 2019 da Autarquia que Gondomar amortizou a dívida em mais de 26 milhões de euros. Contabilizando, desde 2013, a Câmara já conseguiu reduzir cerca de 59 milhões de euros o que possibilitou a saída da “Autarquia do endividamento excessivo”, esta amortização resulta, em parte, de um acordo efetuado com a EDP. O relatório apresentado contou com os votos favoráveis do PS e do Movimento Valentim Loureiro Coração de Ouro, e com a abstenção do PPD-PSD/CDS-PP e um voto contra da CDU. No documento consta ainda os investimentos que têm vindo a ser realizados na “requalificação de vias, na regeneração urbana, na requalificação do parque escolar e na construção de parques urbanos”. Marco Martins constata que, “preferia ter” investido este dinheiro no Município, no entanto, a “redução da dívida era uma obrigação legal” que resulta a lei e necessita de ser realizada. O autarca explica que a “Câmara nos últimos anos tem tomado medidas” para reduzir as despesas (seja em viaturas, energia, manutenções, entre outros) e a

redução tem sido realizada com sucesso. Agora, esta “diminuição permite obter financiamentos e começar a abrir concursos para a contratação de recursos humanos”, o Autarca adianta ainda que “é nosso objetivo ir recompondo alguns colaboradores que nos fazem muita falta”. Outra medida aprovada por maioria foi a reabilitação dos conjuntos habitacionais do Monte situado em Valbom, da Gandra situado em São Pedro da Cova e o de Carreiros situado em Rio Tinto. A empreitada conta com um investimento que será superior aos 11 milhões de euros e que terá um apoio de 25 % da "comissão europeia, através do programa Norte 2020". Esta empreitada irá beneficiar 715 habitações familiares (um total de 2800 moradores). A previsão de início é ainda este ano e decorrerá por 18 meses. A proposta contou com a abstenção do PPD-PSD/CDS-PP. Em simultâneo, a reunião ficou marcada pela adjudicação da obra de conclusão de saneamento da rede de Foz do Sousa, Subsistema de Esposade e Sousa. A proposta pretende beneficiar cerca de 400 famílias e, aproximadamente, 950 moradores e segue, agora, para o Tribunal de Contas com o intuito de obtenção do visto. A previsão do início da obra é setembro e estende-se por 18 meses. O investimento para esta empreitada ronda um total de 3.8 milhões de euros, sendo que deste valor 1.25 milhões de euros será suportado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência (POSEUR).

A medida contou com o voto contra do PPD-PSD/CDS-PP e a abstenção da CDU. Foi atribuído ainda um apoio monetário no valor de 700 mil euros ao Clube Recreativo Ataense que se destina à Requalificação do Campo de São Domingos. O intuito é construir um “campo de futebol de 11 com relvado sintético, incluindo a remodelação e ampliação do edifício existente com a construção de quatro blocos de balneários e todos os restantes espaços de apoio exigidos pela legislação aplicável”. Para a concretização deste projeto será assinado “entre o Clube e o Município, um Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo que, para além do apoio financeiro, prevê também a isenção e redução das taxas municipais aplicáveis à obra”, o objetivo da Autarquia é promover e impulsionar o desporto nos escalões de formação apoiando, assim, as Associações e os Clubes de Gondomar. A medida foi aprovada com unanimidade.

No conjunto de propostas contava ainda as aberturas dos concursos públicos para a construção do Parque Urbano da Ribeira da Archeira e para o Parque Urbano de Gondomar. Ambas medidas contaram com o voto contra da coligação PPD-PSD/ CDS-PP. Quando ao Parque Urbano da Ribeira da Archeira, a obra conta com um investimento de 2 milhões de euros e tem um prazo de conclusão de 12 meses, num futuro, esta empreitada irá unir com um percurso de 20 quilómetros as Freguesias de São Cosme, Valbom, Rio Tinto e Fânzeres. No que diz respeito ao Parque Urbano de Gondomar a obra consiste na criação de um espaço verde de 25 mil metros quadrados, no centro de Gondomar (S. Cosme). O projeto está avaliado num investimento total que ultrapassa os 5 milhões de euros. O início da empreitada está previsto para o final de 2020 e prevê-se a sua conclusão no final de 2021. ▪

Gondomar recebe um aumento de transferências do Estado A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) anunciou este mês que a Região Norte irá receber um aumento nas transferências do Estado, sendo Gondomar um dos Municípios que mais irá beneficiar em 2020. O Estado, este ano, irá transferir para a Região Norte 85 milhões de euros, constatando-se um aumento de 8 milhões de euros em comparação com 2019.

Conforme os documentos oficiais, o Município de Gondomar irá receber em 2020 a quantia de 21.999.581 euros, um aumento de 2.215.057 euros comparado ao valor disponibilizado em 2019 (19.784.524 euros). Quanto às freguesias, a posição é unanime, a tabela disponibilizada pelo Estado refere que o valor recebido será superior em comparação com o ano de 2019. Num total, as Freguesias do Município irão receber, em 2020, 1.765.724 euros, um aumento de 91 261 em comparação com o ano de 2019. A União de Freguesias de S. Cosme (Gondomar), Valbom e Jovim é a que irá receber o montante mais elevado comparado às restantes. No ano 2020, o valor a receber será de 452.944 euros, um aumento de 25 457 euros em comparação com

2019 (427.487 euros). A segunda Freguesia que se destaca da tabela pelo valor disponibilizado é a União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova. Este ano o valor disponibilizado corresponde aos 378.591 euros, enquanto que em 2019 o montante disponibilizado era de 356.674 euros, um aumento de 21 917 euros. Em terceiro temos a Freguesia de Rio Tinto que irá receber um aumento de 21 214 euros, em comparação com o ano de 2019 (342.625 euros). Este ano Rio Tinto irá receber 363.839 euros. A União de Freguesias de Foz de Sousa e Covelo surge em quarto lugar com um aumento de 4 164 euros em comparação com o ano anterior, em 2020 está União de Freguesias irá receber 187.328 euros. Na quinta posição é a União de Fregue-

sias de Melres e Medas que este ano contará com um aumento de 4 164 euros, em 2020, Melres e Medas irão receber 170.072 euros. A penúltima Freguesia da lista temos a Freguesia de Baguim do Monte. No ano de 2019, esta Freguesia recebeu 121.972 euros, sendo que este ano irá receber 132.153 euros, um aumento de 10 181 euros. A última Freguesia é a Lomba. Em 2019 esta recebeu 76.633 euros e em 2020 terá um aumento de 4 164 euros e irá receber 80.797 euros. Esta transferência proveniente do Estado engloba o Fundo de Equilíbrio Financeiro, o Fundo Social Municipal, a participação de 5% do IRS e a participação do Município nos impostos do Estado de 7.5% do IVA. ▪


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Política

A luta sem fim para a remoção total dos resíduos O mês de junho trouxe novidades quanto ao processo de remoção dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova. A Junta de Freguesia recorreu da decisão do tribunal que absolveu cinco arguidos e reabriu novamente o processo. Já a Autarquia anunciou o processo de expropriação dos terrenos envolventes. O processo da remoção de resíduos perigosos em São Pedro da Cova remonta-nos aos anos 2001/2002, quando toneladas destes resíduos provenientes da Siderurgia Nacional da Maia, foram depositados neste local. Até então, as lutas são constantes por parte da população, da Junta e da Autarquia para a retirada destes componentes tóxicos do local. A Junta de Freguesia de São Pedro da Cova recorreu da sentença final do primeiro julgamen-

to realizado que absolvia os cinco arguidos. O Julgamento reaberto iniciou-se no dia 20 de maio, no Tribunal de São João Novo, no Porto. Da primeira sessão ficou registado os depoimentos dos peritos que afirmaram que “os resíduos são muito perigosos para a saúde da população em geral e, em particular para a população de São Pedro da Cova”. Para o Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro da Cova, Pedro Vieira, é urgente a retirada destes resíduos para salvaguardar a saúde da população. Pedro Vieira refere que a segunda fase de remoção “era para ser feita em 2017, 2018, 2019 e já estamos em 2020, portanto são factos que estão registados, não sou eu que estou a dizer, são promessas feitas pelas entidades, primeiro pelo Ministério do Ambiente e depois pela Câmara”, dado que “estamos a falar de um processo que a nosso ver é perigoso para todos nós e consideramos que pela sua importância deveria de avançar o mais rápido possível”. O responsável da Junta acredita que a pandemia não é entrave justificável para o não avanço da retirada e coloca em dúvida se o processo de expropriação dos terrenos iniciado pela Câmara “não estará a servir de atraso” para o processo de retirada dos resíduos, mesmo este sendo

bem-intencionado para o futuro do local. Pedro Vieira refere que: “pela nossa parte continuaremos a lutar, como sempre o fizemos, para a retirada definitiva e pela recuperação de toda a área envolvente” e que é urgente a Autarquia esclarecer “qual o ponto de situação dos processos de expropriação de terrenos no local onde estão depositados os resíduos perigosos, uma vez que, segundo a informação da Edilidade Gondomarense, estes deveriam ter sido resolvidos “o mais tardar até março”, desconhecendo-se até à data qualquer avanço e perspetiva de concretização das expropriações” e, em simultâneo é urgente que “o Ministério do Ambiente e a CCDR-N se pronunciem sobre a situação do processo de remoção e dos consecutivos atrasos legais alegados pelo Ministro do Ambiente e pela CCDR-N, e que clarifique qual o ponto de situação do processo”. Em reposta à Junta de Freguesia, Marco Martins, Presidente da Câmara Municipal de Gondomar refere: “este é o maior disparate que já ouvi”. O representante da Autarquia constata que “só porque a Câmara decidiu expropriar é que há remoção, porque se a Autarquia não se tivesse colocado no meio no ano passado, dado que havia conflitos com os proprietários,

não havia a remoção”. Na perspetiva de Marco Martins, a Câmara Municipal “veio facilitar” o processo, “se não fosse esta medida da Autarquia o processo estava bloqueado”, o responsável adianta ainda que já gastou com este caso mais de “um milhão e meio de euros para a expropriação dos terrenos em volta de todo o Complexo Mineiro”. Marco Martins afirma ainda que, no futuro, a Câmara quer restaurar o local que está em ruínas, embora que tal processo só pode ser iniciado após a conclusão da retirada total de todos os resíduos perigosos: “enquanto não houver a remoção total dos resíduos não é possível sequer ter um desenho do projeto, porque não temos noção real de toda a área sem resíduos”. Os planos da Autarquia passam pela restauração do complexo que se encontram em ruínas, com o intuito de preservar a história da população de São Pedro da Cova e fazer do espaço “uma porta de entrada” para o Parque das Serras do Porto. No dia 18 de junho foi realizado a primeira reunião trabalho no terreno, para a segunda fase da remoção da totalidade dos resíduos perigosos com a CCDR-N, a Ecodeal e a Câmara Municipal de Gondomar. ▪ PUB

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Talho do Povo abre nova loja em Jovim O Talho mais famoso de Gondomar inaugurou em parceria com o Meu Super a segunda loja na União de Freguesias de S. Cosme (Gondomar), Valbom e Jovim. Esta é já a quinta loja do empresário Sérgio Sousa. Desta vez, foi a Freguesia de Jovim que presenciou o abrir portas do mais recente estabelecimento do Talho do Povo, em parceria com o Meu Super. Situado na Rua Nossa Senhora de Fátima, o local pretende trazer à população uma extensa variação de produtos frescos. O empresário responsável pelo Talho do Povo, Sérgio Sousa, constata que, aceitou este convite com o intuito de “facilitar o acesso à população que se encontra ao redor de Gondomar”, porque o seu propósito é trazer a todos os Gondomarenses os melhores produtos vendidos na região. Sérgio afirma que os residentes de Jovim terão acesso “às mesmas promoções, aos mesmos artigos e à mesma política utilizada com o cartão de pontos” que estão disponíveis nos restantes estabelecimentos da cadeia de lojas do Talho do Povo. Fica a garantia do responsável de que, neste novo local, os clientes podem esperar “a mesma qualidade de sempre dos produtos” Talho do Povo. O responsável aproveitou o momento para agradecer a todos os clientes pela confiança que tem depositado na sua casa ao longo destes últimos 10 anos de história com cinco Talhos abertos, quarta em solo de Gondomar. ▪

Glória Martins Residente de Jovim Glória Martins foi a primeira cliente do dia a chegar ao novo estabelecimento situado em Jovim. Segundo a freguesa este novo espaço veio a enriquecer a Freguesia de Jovim, dado que “não temos nada aqui, não temos padaria, nem peixaria, nem sequer um talho”. Glória confessa que o local mais próximo para conseguir produtos frescos era pelo menos a 3 km de distância que para muitos é complicado de realizar sem carro, “daí esta iniciativa ter sido uma mais valia para a população, porque agora podemos ter um acesso facilitado a produtos frescos, como por exemplo a carne ou até mesmo o pão”.


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A receita da beleza está na Intemporal É no coração de Gondomar, S. Cosme, que o centro de estética e bem-estar Intemporal está sediado. O espaço localizado na rua de Monte do Crasto 25, comprometese com o desenvolvimento de serviços de excelência na área da estética. O essencial para os responsáveis é ver os seus clientes felizes e satisfeitos com os tratamentos. No final do artigo, é possível usufruir de uma oferta exclusiva de tratamento neste espaço. Iolanda Lino é a gerente do espaço Intemporal e começa por explicar que a ideia de abrir este novo espaço era juntar num só local os melhores tratamentos de bem-estar e estética disponíveis no mercado, “queremos ser referência neste meio pela excelência nos nossos serviços, bem como na sua

qualidade”. O espaço Intemporal possui duas vertentes -a Estética e o Bem-Estar- sendo que ambas se complementam e os serviços que têm disponíveis são caracterizados pela inovação e pelo uso das ferramentas e técnicas mais recentes do mercado e mais eficazes. Na área da Estética o cliente pode experienciar a depilação a laser realizado com o método dos 3 lasers (Alexandrite, Díodo e ND:Yag) tudo no mesmo disparo tornando o método mais eficaz para a remoção dos pelos. Em simultâneo, possuem serviços de manicure, pedicure e estilismo de unhas. Os tratamentos de rosto também são muito procurados e prometem excelentes resultados no combate de problemas faciais como envelhecimento, rugas, flacidez, manchas no rosto, acne e marcas de acne, peelings Químicos e Mesoterapia, estética de cosmética e estética avançada. Ainda na vertente de tratamentos estéticos, os clientes podem realizar tratamentos não invasivos de cavitação ou lipoaspiração, que é uma alternativa muito procurada à lipoaspiração cirúrgica. Este método funciona através da “emissão de ultrassons focalizados de alta intensidade e de baixa fre-

quência que gera um efeito mecânico” que termina por queimar a gordura localizada. Também é possível realizar a Gessoterapia que é um tratamento estético que recorre ao gesso para moldar o corpo, o que potencia o emagrecimento. Para além deste, outros serviços também estão disponíveis como o Microblading (tratamento inovador de beleza para sobrancelhas perfeitas), o HIFU e ainda tratamentos que vão ao encontro do Bem-Estar de pessoas com problemas oncológicos. Na área do Bem-Estar os tratamentos disponíveis são: Pedicure Calista; Tratamentos de Onicomicoses a laser; Massagens Terapêuticas; Massagens Desportivas; Massagens de Relaxamento; Pressoterapia (tratamento para

eliminar o excesso de líquidos); Laser vascular (tratamento de pequenos derrames); Drenagem Linfática Manual; e Haloterapia/Cromoterapia (tratamento alternativo que consiste na exposição do corpo a um ambiente salino). Na apresentação deste artigo do VivaCidade junto ao espaço da Intemporal, o cliente tem como oferta uma sessão de Pressoterapia para drenagem linfática ou uma Pedicure spa hidratação com parafina quente. ▪

Comer bem e à portuguesa só na “Cozinha Cruzeiro” Faz um mês que a Cozinha Cruzeiro voltou a abrir o seu espaço físico aos seus clientes, após o surto epidémico. João Pinheiro, proprietário do local, garante que todas as normas estão a ser seguidas para que os clientes possam novamente saborear os deliciosos pratos característicos da casa. O restaurante está localizado no Largo do Cruzeiro, 293, em Rio Tinto. Para o responsável, a receita para o sucesso da sua casa é a simpatia do atendimento e a qualidade de confeção dos pratos. No entanto, devido à

situação que se apresentou nestes últimos meses, muitos estão os receosos em sair de casa, mas João Pinheiro garante que é “seguro” e que todas as normas da DGS estão a ser aplicadas. Todos os dias o restaurante, bem como a cozinha, passa por uma higienização rigorosa para assegurar a segurança de todos os clientes. A confeção dos produtos é realizada com o máximo cuidado. Na carta da ementa, é possível constatar as mesmas especialidades de sempre, com a mesma qualidade de que todos já estão habituados. Desde o peixe à carne, o amor pela cozinha distingue-se neste espaço. É com orgulho que João revela que os pratos vendidos têm como base produtos frescos, tanto que, toda a carne disponível é proveniente da sua aldeia natal (Baião), “carne fresca e do campo, onde o sabor é incomparável”. Neste restaurante situado em Rio Tin-

to é possível os clientes deliciaremse com a famosa Vitela à colher, que é o prato mais popular da casa e que é confecionado entre 10 a 12 horas, também tem disponível o Farrapo de Velho de alheira, inspirado num prato característico de Baião, bem como a Posta Mirandesa “que é a nossa posta a cruzeiro”, “temos também os Bacalhaus, temos o polvo à lagareiro, filetes

de polvo, entre outros pratos como a trilogia de carnes”. Quanto ao horário de funcionamento, no almoço, estamos abertos entre as 12 horas e as 15 horas, reabrindo, novamente para o horário de jantar, compreendido entre as 19 horas até às 23 horas, sendo que a cozinha encerra às 22 horas. O espaço está aberto de terça a domingo. ▪

> Na foto: João Pinheiro, proprietário do restaurante "A Cozinha do Cruzeiro"


Jornal VivaCidade 25/06/2020

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CARTÓRIO NOTARIAL DE AROUCA

EXTRACTO Eu, abaixo assinada, Maria Angelina Gonçalves Teixeira Cardoso, Colaboradora, devidamente autorizada pela Notária, Licª. Maria de Lurdes Carvalho Martins da Silva, sito na Rua Dr. Ângelo Miranda, Edifício Jardim nº 84, no uso das competências que lhe foram atribuídas e publicadas no sitio da Ordem dos Notários, em vinte e nove de maio de dois mil e dezanove, certifico, narrativamente, para efeito de publicação, que foi lavrada neste Cartório, no dia 22 de junho de 2020, a folhas 25 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas nº. 129 - L, uma escritura de justificação, na qual; ANTÓNIO VIEIRA BATISTA, NIF 158 358 988, divorciado, natural da freguesia de Melres, concelho de Gondomar, residente na Rua Senhora da Paz, nº 101, freguesia de Vilar de Andorinho, concelho de Vila Nova de Gaia; DISSE: Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, do seguinte: a) Prédio rústico, sito no lugar do Barroca, união das freguesias de Melres e Medas, concelho de Gondomar, composto de cultura e choupal, com a área de novecentos metros quadrados, a confrontar de norte com regato, de sul e poente com Maria Rosa Vieira da Rocha e de nascente com Manuel Luís Ferreira Ramos, omisso na Conservatória do Registo Predial de Gondomar, inscrito na matriz sob o artigo rústico 3255, que proveio do artigo 1699 da extinta freguesia de Melres; b) Prédio rústico, sito no lugar do Santa Iria, união das freguesias de Melres e Medas, concelho de Gondomar, composto de pinhal, eucaliptal, mato e pastagem, com a área de trinta e oito mil metros quadrados, a confrontar de norte David dos Santos Moreira, de sul com Manuel Augusto Sousa Mota, de nascente com vertentes e limites e de poente com caminho, omisso na Conservatória do Registo Predial de Gondomar, inscrito na matriz sob o artigo rústico 4711, que proveio do artigo 2525 da extinta freguesia de Melres; Que o justificante adquiriu aqueles prédios, por efeito da doação verbal que lhe foi feita por Jesuína Rosa Viana, solteira, maior, residente no lugar de Montezelo, Medas, Gondomar, por volta do ano de mil novecentos e oitenta e oito, já no estado de divorciado; Que, essa posse e fruição foi adquirida e mantida pelo justificante desde aquele ano de mil novecentos e oitenta e oito, e foi sempre exercida sem violência e sem interrupção, oposição ou ocultação de quem quer que seja, com conhecimento de toda a gente, com aproveitamento de todas as suas utilidades, segundo os seus destino e fim, colhendo deles todos os frutos que empregou sempre em seu proveito próprio, nomeadamente semeando e colhendo batatas e milho, plantando árvores e delas colhendo a madeira, apascentando o rebanho, limpando-os e zelando pela manutenção das estremas, agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade; Foi assim essa posse, em nome próprio, pacífica, contínua e pública, desde a supra indicada data; Que em virtude das referidas características de tal posse, ele justificante adquiriu os identificados prédios por usucapião, justificando desta forma, o seu direito de propriedade para efeitos de registo predial. Cartório Notarial de Arouca, vinte e três de junho de dois mil e vinte. A Colaboradora Maria Angelina Gonçalves Teixeira Cardoso Inscrita na Ordem dos Notários sob o numero 115/5 Conta registada sob o nº C- 713 Emitido recibo

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Jornal VivaCidade 25/06/2020 Associação de Dadores de Sangue de Gondomar Rua Ala de Nun'Álvares Mercado de S. Cosme, lojas 19 e 20 4420-014 Gondomar Telefone/ Fax: +351 22 464 77 03 E-mail: adsgdm@gmail.com

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Convocatória de Assembleia Geral Exmo (a) Senhor (a) Dador (a) de Sangue e Sócio (a) da Associação de Dadores de Sangue de Gondomar (A.D.S.G.) De acordo com o artigo 13 a) dos Estatutos da A.D.S.G. convoco a Assembleia Geral Ordinária para o dia 30 de junho, pelas 21 horas, no Salão Paroquial de S. Cosme (Junto à Igreja Paroquial) com a seguinte ORDEM DO DIA: 1. Leitura e aprovação da Ata da última Assembleia Geral; 2. Apreciação e Votação do Relatório, Balanço e contas da Direção e o parecer do Conselho Fiscal, relativos ao ano de 2019; 3. Conhecimento das atividades realizadas no último ano; 4. Plano de atividades e orçamento para 2020; OBSERVAÇÕES: 1. Se à hora indicada, não houver número suficiente de sócios (art.º2), a Assembleia funcionará com qualquer número de sócios, 30 minutos depois; 2. Após a ordem do dia, haverá 30 minutos de debate, não deliberativo, de ideias ou problemas exclusivamente para o bem da Associação; 3. Todas as deliberações tomadas, só produzirão efeito se forem votadas dentro da ordem do dia, por maioria absoluta dos presentes (art.º 14). Gondomar, 1 de junho de 2020 O Presidente da Assembleia Geral Fernando Jorge Marçal PUB


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Opinião: Vozes da Assembleia Municipal Joana Resende PS

Para que a memória não se perca, recordo o que escrevi neste mesmo espaço em 2013, a propósito de um tema muito caro a este Executivo, e que é dotar o Concelho de uma estrutura de Parques Urbanos que ofereça à população aquilo que nunca foi possível até à data. Escrevia que os Parques Urbanos de Gondomar deveriam organizar os espaços disponíveis por forma a maximizar as áreas permeáveis, a recuperar os ecossistemas naturais, e a requalificar os espaços florestais das áreas abrangidas que, ao longo dos tempos, se foram degradando. Não esquecendo a história e a identidade, chamava a tenção que, naquilo

Valentina Sanchez PSD

Após Portugal ter superado de uma forma positiva o início desta pandemia, está agora a dar sinais que ainda não temos a cadeia de transmissão controlada. Se inicialmente os novos casos confirma-

Maria Olinda Moura CDU

Já lá vão quase 20 anos de uma luta justa e firme que exige a reparação de um crime ambiental de grandes e nefastas proporções para a população de S. Pedro da Cova: a deposição ilegal de lixos tóxicos nos terrenos que foram das minas de carvão. Lixos estes que, há décadas, e tendo em conta a sua natureza, podem ter contaminado as terras daquela freguesia com implicações na saúde pública, no ambiente e na utilização futura dos terrenos. Há vinte anos que, sem desistir, a população tem dado força à sua Junta de Freguesia

Urbanidade em consciência ambiental que fosse possível, seria enriquecedor manter estruturas existentes associadas à prática da agricultura, presente e do passado, lembrando o que foi o principal setor económico do concelho desde sempre. Por outro lado, havia a expectativa de se criarem novas estruturas, promovendo a prática de desportos e de atividades de recreio várias, capazes de atrair um elevado número de pessoas, e que atendesse a todas as classes etárias e estratos sociais. E como o principal objetivo é servir as pessoas, também elas deveriam ser participativas, potencializando atividades e protagonizando intervenções que se viessem a realizar. A melhor maneira de trabalhar é em conjunto com a natureza, pois ela com a sua grande generosidade garante a continuidade e desenvolvimento das comunidades. Já em 2016, e a propósito da inauguração do Parque Urbano de Rio Tinto, enaltecia aquilo

que foi o cumprir de uma promessa e de um grande objectivo, num sinal de compromisso, mas também de modernidade e de desenvolvimento do nosso concelho. Uma palavra de afirmação na qualidade de vida da sua população, bem como da presença de Gondomar na área metropolitana do Porto. Quando vejo a obra que corre a olhos vistos, do nosso Parque Urbano de Fânzeres/S.Cosme, que se estende pelas margens do rio Torto, não consigo esconder o enorme orgulho que tenho nesta nova urbanidade que cresce em Gondomar. Urbanidade essa que pensa em primeiro lugar na qualidade de vida dos seus habitantes, que passa pela satisfação das necessidades básicas de cada um, e onde é primordial o contacto com o meio ambiente, situações de contemplação e recreação, em que todos os elementos da natureza são indispensáveis. E mais recentemente, a aprovação em reu-

nião de Câmara do lançamento do concurso público para a construção do Parque Urbano de Gondomar, que para além de vir revitalizar uma área totalmente deixada ao abandono, bem no coração da sede do nosso Concelho, será a “ponte” para o percurso pedonal do Parque Urbano da ribeira da Archeira, ligando a terra ao rio, em 3kms que se estendem desde São Cosme até Gramido. Esta rede de Parques Urbanos não é “apenas” a expressão física da consciência que o desenvolvimento sustentado e a qualidade ambiental são incontornáveis no Ordenamento do Território. Esta enorme estratégia, inteligente, e próxima dos seus cidadãos, vem potenciar mais ainda a enorme atratividade do concelho, que assim se mostra como a melhor alternativa à sede do distrito para viver bem, e em qualidade.

O governo tem que dar o exemplo! Os partidos políticos devem dar o exemplo! Todos nós devemos ter a consciência do dever de cumprimento das normas da direção geral de saúde, é importantíssimo para a não propagação do vírus. Alguns países já fecharam fronteira com Portugal, somos neste momento, o segundo país com o maior número de aumento de casos. Esta pandemia ainda não terminou! Mas ainda vamos a tempo de sair como he-

róis! Nota: Foi na semana passada publicado um diploma, já sujeito a pedido de apreciação parlamentar, relativamente à nova forma de eleição dos presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional. Este procedimento, e em concreto o colégio eleitoral previsto, deve ser um mecanismo de verdadeira auscultação dos autarcas e reflectir a vontade dos diversos agentes da região norte.

Segunda vaga? dos era no centro e sul, agora também já se encontram no norte. Isto demonstra a capacidade do vírus de se propagar, e a incapacidade de gestão por parte do governo. Se inicialmente se via toda a gente de máscara, hoje já vemos alguns que arriscam, pedem desculpa e lá vão passando. Onde está a fiscalização? (Em teletrabalho?!) Este papel não pode e não deve ser atribuído às pessoas.

A luta de S. Pedro da Cova que denunciou o crime e que, desde essa altura, percorreu o caminho necessário para reparar o mal feito às terras e à população de S. Pedro da Cova. Depois de muito trabalho, de muitas reuniões, de muitas ações com várias entidades públicas relacionadas com o caso, de intervenções do PCP na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, e até de ações em Tribunal, a Junta e a população, vitoriosos, assistirão brevemente à remoção total dos resíduos, depois de se ter concluído que a 1ª fase da remoção não tinha sido suficiente para resolver a situação e que seria necessária uma nova empreitada. De novo a luta, de novo as reuniões, de novo a exigência à Câmara Municipal de Gondomar para que fizesse a sua obrigação em todo este processo. De novo o PCP ao lado

das populações fazendo aprovar na Assembleia da República um Projeto de Resolução que garantiu o financiamento e o desbloqueamento da 2ª fase da empreitada. Foram muitos anos de luta enfrentando bloqueios, impasses, adiamentos, com o Ministério do Ambiente a adiar a remoção por várias vezes e a CCDR-N a mostrar-se de mãos atadas. Apesar de tudo isto, e depois da reunião realizada nesta última semana em S. Pedro da Cova com a presença da Junta e de todas as entidades envolvidas, a autarquia da Freguesia tem a certeza que todo este processo será resolvido brevemente – esperando-se unicamente que o Governo e a CCDR-N anunciem publicamente o calendário das operações de remoção, clarificando as datas e o plano de execução – e que todos os esforços e ações

apoiados pela firmeza do povo de S. Pedro terão o resultado exigido ao longo destes anos de luta: a remoção total dos resíduos, a recuperação ambiental e paisagística dos terrenos afetados e o apuramento cabal das responsabilidades criminais e políticas que permitiram que este crime ambiental fosse cometido. Um crime que foi um negócio para alguns e que, como sempre, penalizou os mais desprotegidos. Mas a população de S. Pedro da Cova soube dar a resposta adequada, lutando ao lado da sua Junta de Freguesia, com firmeza e tenacidade, até verem os seus direitos repostos. Porque viver numa terra que respeita o ambiente, a natureza e a saúde pública é um direito humano. Um direito que foi conseguido com firmeza, mostrando, mais uma vez, que a luta compensa.


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Opinião: Vozes da Assembleia Municipal Sonhei que a Câmara "deu" 59.999,92 € à imprensa local... Mas não! Há uns quantos dias, desafiado por um amigo, fui investigar alguns contratos públicos que estão depositados no Base (em www.base.gov.pt) O "Base" é o portal dos contratos públicos e tem por função essencial centralizar a informação sobre os contratos públicos celebrados em Portugal. Ou seja, permite-nos saber pormenores referentes à formação e execução dos contratos públicos, possibilitando o seu acompanhamento e monitorização. Algo também passível de ser feito no Diário da República, mas este último um documento ao qual nem todos terão acesso. Contratos de aquisição e locação de bens e aquisição de serviços, empreitada de obras públicas e contratos de concessão de obras e serviços públicos são o que lá é devidamente registado. Já se soube, no passado, que há erros nas inser-

ções, casos omissos. Mas, ainda assim, não deixa de ser algo de muito curioso percorrer esta plataforma durante algumas horas de análise e investigação. O "motor de busca" do portal facilita uma pesquisa ao que nos pode interessar. E em poucos minutos se confirmam pormenores sobre um qualquer contrato: a explicitação precisa e completa dos bens, serviços ou obras objeto do mesmo, o preço, a identificação do adjudicatário (e dos restantes concorrentes), as eventuais impugnações e todos os anexos e aditamentos. Já não serei o primeiro a referir-me ao "investimento" que o atual executivo, socialista, faz em publicidade na comunicação social, com especial destaque para a imprensa escrita. São públicos os números anuais aplicados em propaganda e publicidade. Pois bem, julguei eu que finalmente a Câmara de

Gondomar se iria lembrar que no concelho existe imprensa local. A tal que está quase sempre presente, que divulga o que acontece no concelho, que fala dos gondomarenses e que, de forma mais ou menos regular, chega até junto dos seus leitores. Pois... Julguei, mas julguei mal! No dia 5 de fevereiro deste ano contratualiza-se com um jornal (ou com uma empresa "dona" de vários órgãos de informação) um total de quase 60.000 euros. Faltaram-lhes uns reles oito cêntimos... Fiquei feliz quando inicialmente pensei que a referida verba se destinaria também a este jornal, o Vivacidade, ou ao Repórter de Gondomar – as agora existentes publicações no concelho. Mas não... A "aquisição de serviços de promoção do Município de Gondomar" foi feita a outros...

SOMOS PORTUGAL Portugal está de parabéns. Vai ver acontecer na sua capital mais um importante evento desportivo, ou seja, a fase final extraordinária, porventura única, da Liga dos Campeões. Oito equipes disputarão os jogos dos quartos de final, das meias finais e da final, decidindo-se aqui em Portugal quem será o próximo Campeão Europeu de Clubes. Mais uma vez Portugal vê reconhecida internacionalmente a excelência das suas infraestruturas, sejam diretamente as desportivas, com a ligação ao evento dos estádios da Luz e de Alvalade, sejam as, não menos importantes, estruturas de apoio, como e designadamente a qualidade dos seus hotéis, tão fundamentais na potencia-

Movimento Valentim Loureiro Coração de Ouro O "caderno de encargos" deve ter as justificações todas para este "investimento", acredito... São quase 60.000 euros! Pesquisei, depois, os valores de "aquisição de serviços de promoção do Município de Gondomar" feitos junto da imprensa local. Desiludi-me. Irrisórios é o que me ocorre dizer. A caminho do inexistentes. Enfim .... é preciso olhar para a Comunicação Social local. É melhor nem olhar mais para aquilo – principalmente quando começo a verificar quase sempre as mesmas empresas a ganharem tudo e mais alguma coisa.

Pedro Oliveira ção da melhor qualidade do descanso e retemperar de forças que as equipes procuram nos períodos entre jogos. A escolha é prestigiante porque sedimenta a confiança na capacidade dos portugueses em organizar eventos de repercussão global, como já comprovou, no passado recente, saber fazer. Muito mais assim é, quando se falava que na “corrida” para receber a prova, estavam cidades como Madrid e Munique. E não se tratavam de cidades quaisquer, pois representavam países com um historial enorme no contexto da prova, como na organização de grandes iniciativas internacionais. Aliás, a participação portuguesa na organização desta fase final da prova, pode ainda ser reforçada com a

efetivação da segunda mão de vários jogos dos oitavos de final da competição que urge ainda serem realizados, o que a acontecer decorrerão nas cidades do Porto e de Guimarães, nos estádios dos seus clubes mais representativos, o estado do Dragão do F.C.do Porto e o estádio D. Afonso Henriques do V. S. C. (Vitoria de Guimarães). Ora, o trabalho maior em todo este processo e na potenciação do desfecho alcançado, cabe inequivocamente à F.P.F. e, em especial ao seu presidente Dr. Fernando Gomes, que tem desenvolvido um trabalho a todos os níveis notável, na gestão e credibilização internacional, do órgão federativo do futebol português. Nestes tempos difíceis que todos atravessamos, a presente deferência, por Portugal, não deixa de re-

Creches pública para todos, uma resposta urgente para as assimetrias do território! Um dos grandes desafios que nos é colocado enquanto sociedade é seguramente o crescimento da natalidade, no mês em que arranca um novo ano letivo, o BE quer sublinhar a relevância do investimento seguro que será apostar na proteção das famílias, designadamente no desenvolvimento de respostas que permitam e que fomentem a natalidade, como equilíbrio e igualdade no território. É urgente inverter a curva demográfica que nos empurra constantemente para o envelhecimento da população. Os primeiros anos de vida de uma criança, atualmente, impõem custos tão elevados, que desde logo comprometem a decisão do seu nascimento. A criação de uma rede pública de creches, será um grande estímulo e principalmente uma segurança para qualquer família.

David Santos

Quem não gostaria de saber que finda o período destinado ao exercício do direito à parentalidade, o seu filho ou filha, teria um lugar numa creche pública integrada na rede do Ministério da Educação, à semelhança do que acontece com a restante oferta pública de ensino. Em Gondomar, tal como em muitas autarquias do país as assimetrias do território estão no centro das maiores desigualdades, onde um serviço de creches e educativo de serviço publico não é capaz de dar respostas estruturais às necessidades das pessoas. Porque em Gondomar há munícipes, que tão pouco têm acesso à oferta existente na rede solidária, como é o caso de territórios como Melres e Medas, onde o recurso a familiares para assegurar cuidados a crianças com idade de creche, não é opção, mas sim a única solução! O acesso público e independente a um serviço público de creches e infantários constitui um im-

perativo no combate à desigualdade e à exclusão, funcionando ainda como um garante da coesão territorial. A alteração de um paradigma de educação e acompanhamento de crescimento infantil, deve passar de um molde individual para colectivo, sendo uma das escolhas para uma política de igualdade. As cidades e as pessoas não são um todo homogéneo. Governar com justiça é portanto fazer um planeamento municipal cuja administração tenha em conta interesses diversos, de maiorias e minorias silenciadas. O grupo municipal do Bloco de Esquerda ao longo destes últimos anos apresentou várias propostas de recomendação ao executivo, apelando para a execução de uma política com maior intervenção junto do estado central, pela criação de um sistema de ensino (creches e infantários), que responda às necessidades do desenvolvimento das nossas

CDS-PP

presentar uma reconfortante lufada de ar fresco na autoestima dos portugueses, sempre amplamente abafada pelos maus augúrios daqueles que só sabem dizer mal de tudo quanto aqui se faz. A verdade é que, se Portugal está na moda, como dizem, foram os portugueses com o seu trabalho, com o seu esforço, a sua idiossincrasia, que pintaram de magia este país à beira mar plantado. Portugal está mesmo de parabéns.

Bruno Pacheco BE

crianças, garantindo ao mesmo tempo a cobertura deste serviço por todo o concelho de Gondomar capaz de acolher as crianças desde o seu nascimento. Esta medida será fundamental, para responder às assimetrias sentidas no território Gondomarense, como também dará resposta a uma necessidade premente de grande parte das famílias Gondomarenses, principalmente às famílias do alto concelho. Para o Bloco é fundamental pensar novas maneiras de agir no poder local, capazes de construir a coesão territorial, através do crescimento económico, diversificação de serviços para as pessoas e o fortalecimento demográfico.


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Edição de Junho de 2020 do VivaCidade by Jornal VivaCidade - Issuu