DISTRIBUIÇÃO GRATUITA | N.º 4 | 30 Março 2012
Contra as mudanças na saúde marchar, marchar ! Peniche
Óbidos
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Bruna - Rainha dos Bilros
Vem aí a Semana Santa
Caldas da Rainha
Aposta na Regeneração Urbana
Sofia Reboleira
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individualidade
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Câmara Municipal enuncia medidas para a salvação do Hospital Eficiência financeira, compromisso, mar e coesão municipal. Estes são os alicerces apresentados pelo presidente da Câmara Municipal de Peniche para manter o Serviço de Urgência Básico do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo a funcionar 24 horas por dia
No passado dia 17 de março as centenas de pessoas que responderam ao apelo da Comissão Municipal de Acompanhamento do Hospital e se reuniram em frente à Câmara Municipal de Peniche (CMP) ficaram a conhecer a posição da autarquia ao possível fecho do serviço hospitalar. Após a reunião com o presidente da Associação Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Cunha Ribeiro, a 15 de fevereiro último, onde foram tratados essencialmente problemas financeiros, o presidente da CMP, António José Correia, afirma que “não é por Peniche que o Centro Hospitalar Oeste-Norte (CHON) se encontra numa situação de dívidas acumu-
ladas”. A eficiência financeira do hospital é justificada pelo relatório do Tribunal de Contas de 2008: “os hospitais maiores são os mais eficientes, os hospitais mais pequenos, menos eficientes. Mas relativamente aos mais pequenos, existiam 3 muito eficientes, e um desses é o Hospital São Pedro Gonçalves Telmo”. Se dúvidas houvesse relativamente à importância do mar, a sua denominação pelo governo de “desígnio nacional” deixa claro que este recurso não pode ficar fora destas contas. Segundo António José Correia, “em janeiro deste ano as exportações do distrito de Leiria aumentaram 24%, sendo Peniche o 3º município que mais exporta”. Acrescentando a
atividade agrícola às atividades marítimas como a pesca, onde o porto nunca encerra, a transformação do pescado, em que as empresas estão em laboração constante, e as atividades marítimo-turísticas, como a atratividade do surf, “o mar tem que ser lembrado a todos. Principalmente face aos riscos que comporta, o Serviço de Urgência Básico vai ter de continuar 24 horas por dia”. Para o presidente da autarquia não se pode brincar com compromissos de Estado. Para os salvaguardar, foi apresentado um documento de 2008 onde, “A CMP e o Ministério da Saúde, através da ARSLVT, desenvolveram esforços no sentido de ampliar e qualificar a rede de cuida-
dos de saúde primários do concelho, constituindo cuidados de saúde familiares que aproximem o cidadão do sistema de saúde e aliviem o hospital da excessiva procura de cuidados primários que hoje regista”. O documento remata que “até à abertura do novo Hospital Oeste-Norte, o Hospital de Peniche manterá o serviço de urgência básico”. Todos juntos António José Correia enaltece a coesão municipal. Todos os partidos têm deixado de parte as diferenças políticas, “esta atitude responsável traduziu-se na aprovação de uma orientação enviada para o ministro
e uma moção aprovada por unanimidade em Assembleia Municipal”. Também as autarquias envolvidas no CHON, a Rip Curl, em vista de investimentos futuros, a Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar de Peniche, pelos 1300 alunos que acolhe, entre outras instituições e entidades estão solidários com a posição da CMP. “Só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação.” Já cantava Sérgio Godinho. Rogério Cação, presidente da Assembleia Municipal de Peniche, diz tratar-se aqui de uma luta da população pelo seu direito à saúde, que faz parte do nosso futuro. “E sem ela também não há liberdade a sério”.
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Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia conta histórias Cultura e religião partilham espaço
Festival de cinema sobreurânioestreia em Peniche
Ferrel manifestou-se há 36 anos contra o nuclear.
A II edição do “International Uranium Film Festival, Extensão do 1º Festival de filmes sobre energia nuclear a Portugal” esteve em exibição na Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar de Peniche no passado dia 14 de março. O “36º Aniversário do Levantamento do Povo de Ferrel contra o Nuclear” foi o assunto motivador do debate que contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, do Presidente da Junta de Freguesia de Ferrel, Silvino João e de António Eloy, ambientalista e especialista na área de energias em Portugal. Este explica a importância da não instalação da central nuclear nesta zona, enaltecendo “o facto de hoje termos aqui o turismo ligado às ondas e o desenvolvimento das potencialidades hortícolas da região. Onde era suposto estar a central nuclear, existem hoje plantações extremamente produtivas que se traduzem no potencial de energias locais que estão a ser desenvolvidas”. Nesta atividade participou também José Luís de Almeida Silva, diretor da Gazeta das Caldas, que organizou em 1978 o Festival Pela Vida e Contra o Nuclear, referiu “a ligação a grupos dinamarqueses que naquele tempo enviavam informação sobre o tema, pois por cá ninguém sabia ou não queria dar informações sobre o que se estava a passar em Ferrel”. A montra de filmes foi preenchida pelos documentários, “Yellowcake” do realizador norte-americano Brock Williams, que retrata os impactos na saúde e na economia provocados pelos diferentes ciclos do combustível
PROPRIEDADE: Hora H - Agência Global de Comunicação Unipessoal, Lda. DIRETOR E ADMINISTRADOR: Luís Parreira REDAÇÃO: Dina Aleixo e Letícia Martins COLABORADORES: João Carlos Costa, José Monteiro, Nuno Jorge, António Marques, Marcelo Chagas e Carlos Tiago PAGINAÇÃO: vto | design
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nuclear, “Pedra Mole”, de Eva Lise Silva, Ligia Girão, Stela Grisotti e Walter Beh, um documentário brasileiro que utiliza o humor e a ironia para mostrar que os planos de evacuação de uma central nuclear de Rio de Janeiro são “uma piada”, e “Urânio em Nisa Não!” de Norbert G. Suchanek, que conta a história da vila alentejana de Nisa onde os populares se manifestaram contra a instalação da mineração de urânio, semelhante ao que aconteceu na vila de Ferrel em 1976.
DEPARTAMENTO COMERCIAL: Paulo Rodrigues, Rui Mendes e Filipe Santos Rua Ramiro Matos Bilhau, N.º 10, 3º Esq 2520-486 PENICHE Av. Eng.º Luís Paiva e Sousa, N.º 2D 2500-329 CALDAS DA RAINHA IMPRESSÃO: Fig-Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas 3020-265 COIMBRA
A Igreja de São José foi pequena para acolher as tantas pessoas que quiseram assistir à inauguração do Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia (CIAB) no passado dia 17 de março. António José Correia, presidente da Câmara Municipal de Peniche, enaltece que “não pode haver troika que trave este tipo de investimentos.” Dos 650 mil euros investidos no projeto, a autarquia participou com 450 mil. O dia de inauguração serviu como pano de fundo para a abertura da exposição “Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia: um projeto museológico participativo”, uma atividade que contou com a colaboração de 23 coletividades e o envolvimento de 300 pessoas, como explicou Clara Abrantes, vereadora da Câmara Municipal, responsável por esta ação, “nós não temos muito mais que lagares, moinhos e fontes, mas quando o mapa da localidade se punha em cima da mesa as coisas eram diferentes. O entusiasmo crescia, começavam a surgir histórias que tinham a ver com as vivências dos próprios lugares, namoros, festas religiosas e a questão das profissões”. António Salvador, presidente da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia defende que “apesar de não se fazer nada idêntico
ao património que foi deixado, ao menos que seja possível recuperá-lo e deixar em condições para que as gerações vindouras possam apreciar estas obras magníficas”, e aproveita para explicar que o “espaço da igreja serve para realizar exposições temporárias, uma das quais será a exibição dos trabalhos da 6ª edição do “Pintar Atouguia” e onde se pode também praticar o culto”. A prática religiosa voltou à igreja de São José no dia 19, com a celebração da outrora tradicional missa em honra daquele santo padroeiro, que pretende fazer a ligação entre o passado e o futuro, como afirma o Padre Gianfranco Ventura, “há a tendência nestes projetos de os reduzir às memórias passadas, mas o que se pretende aqui é que ele continue a ter vida. E isso é muito importante, não só para os que são crentes, mas também para aquilo que é a vida quotidiana dos nossos povos”. Durante a inauguração do espaço os visitantes, acompanhados pelos técnicos do CIAB, ficaram a conhecer os bastidores do núcleo museológico: as Reservas Técnicas, o Laboratório de Conservação e Restauro e o Centro de Documentação, espaços geralmente fechados ao público.
peniche // concelhos |
Rendas de Bilros regressaram às escolas de Peniche
Tiago Pires “saca” Capítulo Perfeito
O projeto “As Renda de Bilros vão à Escola” levou no passado dia 21 de março, dia do estudante, os alunos das escolas primárias do concelho de Peniche a apresentar os seus trabalhos alusivos à arte de rendilhar. Jorge Amador, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Peniche, elogiou a realização das “muitas iniciativas ligadas ao teatro, fantoches e apresentação de publicações feitas pelos estudantes”. Presente no “Desfile de Moda de Bilros”, concretizado pelos alunos, professores e encarregados de educação da escola primária de Serra d’El Rei e apresentado no largo da igreja da vila, o edil afirma que esta iniciativa “teve um grande impacto em toda a comunidade escolar, com atividades magníficas, desde logo porque tivemos oportunidade de ver pela primeira vez um tema musical ten-
A praia de Supertubos não demorou a apresentar as condições ideais para a realização do “Rip Curl Capítulo Perfeito”. Num período de espera iniciado a 12 de março e com término previsto para 12 de maio, a praia de Peniche não se fez rugada e passados dez dias deu a oportunidade aos amantes do surf para poderem ver os seus escolhidos em ação. Os participantes deste evento, que entraram em ação no último dia 25, foram selecionados por votação on-line na página do evento, que no único fim de semana em escrutínio contou com cerca de 40 mil votos. O mais votado foi Tiago Pires, o único português presente no circuito mundial ASP, que venceu a prova numa final disputada com Ivo Cação, surfista que participou com o braço engessado devido a uma fratura no pulso... Peniche esteve representado por Nuno Silva, detentor de wildcard e por Jorge Cação, também ele escolhido pelo público. Este assume que o evento tem “um conceito inovador e espetacular porque reúne os vários tipos de surfistas que englobam este universo”. Relativamente às condições em que se realizou a prova acrescenta que “o mar podia estar maior, mas as
Alunos aprendem arte de rendilhar
do por base um trabalho escrito pela dona Ida Guilherme, uma das rendilheiras de referência do concelho de Peniche”. Este envolvimento entre passado e presente tem o objetivo de empenhar a comunidade a assegurar esta tradição entre as rendilheiras que já existem e aquelas que possivelmente apareceram. Para além do “Desfile de Moda de Bilros”, também as escolas de Ferrel, Bufarda e Casal da Vala apresentaram uma dramatização do conto “Uma pequena história”, a elaboração de um livro baseado na mesma obra e a exposição “Rendilheiras de plasticina”, respetivamente. Já os alunos da Escola do Ensino Básico nº1 de São Bernardino fizeram uma visita à Escola Municipal de Rendas de Bilros. Esta iniciativa contou com a participação de cerca de 1200 alunos e dezenas de rendilheiras.
Jorge Cação participou, Tiago Pires venceu
condições foram ótimas, as ondas foram espetaculares”. Eliminado na primeira ronda e não sendo um atleta de alta competição, Jorge Cação dedicou-se à prova como pôde: “Como não tenho aspirações competitivas, fui lá para me divertir com os melhores surfistas nacionais. Fiz o melhor que sabia. Senti-me bem e gostei muito de ter participado no evento”, e desabafa que não esperava constar da lista da inicial da organização do evento, “senti uma honra incrível ter sido convidado para a votação, e terem votado em mim foi uma surpresa, fiquei muito contente por ter estado aqui”. No final da prova o presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, realçou o desejo de manter o “Rip Curl Capítulo Perfeito” no município local e que tanto ele como a sua equipa “tudo farão para que no próximo ano possa haver as cenas dos próximos capítulos novamente nesta praia”, afirmou o autarca, sem antes deixar um estímulo aos jovens: “Quando em Portugal, numa altura de grandes desafios, existem jovens que vêm até nós com propostas em que eles próprios são os atores principais, é óbvio que só podemos apoiar.”
Suspeito de violação em prisão preventiva
Pescadores de Peniche resgatados de naufrágio
Peniche “Orienta” jovens
Mãe e filha apresentam queixa contra presumível agressor
“Dário” afunda-se ao largo da Madeira
A participação é gratuita
A menor, residente na localidade de Ferrel, que depois de ter revelado à mãe que foi vítima de violação por parte do padrasto decidiu apresentar uma queixa-crime às autoridades contra o presumível autor dos crimes. Ao contar o que se passava, a menina fez com que a sua mãe também expusesse uma queixa contra o seu companheiro, mas neste caso pela suposta violência doméstica de que era alvo, algo que nunca tinha denunciado anteriormente às autoridades. O homem agricultor, imigrante de leste, de 39 anos, foi detido pela Polícia Judiciária no passado dia 19 de março, pouco tempo depois
Seis pescadores de Peniche, um da Costa do Marfim e um CaboVerdiano tripulavam a embarcação de pesca de bandeira portuguesa “Dário” que naufragou ao largo da Madeira no passado dia 22 de março. Na origem do acidente esteve a entrada de água num tanque de gasóleo que fez parar os motores. Os oito tripulantes foram resgatados por um navio de passageiros, onde lhes foram prestados os primeiros cuidados médicos, antes de terem sido transportados de helicóptero para o Funchal. O naufrágio do barco, que afundou consigo cerca de 4 toneladas de espadarte, ocorreu a 120 milhas náuticas a nordeste da Ponta de São Lourenço.
A V edição da Feira de Ensino, Orientação e Emprego - Orienta-te, decorre de 3 a 5 de maio no Pavilhão da Escola E.B. 2,3 D. Luís de Ataíde em Peniche. Organizada pela Câmara Municipal de Peniche esta edição pretende contribuir para a orientação e integração dos jovens na vida ativa e divulgar recursos existentes a nível nacional em áreas como o ensino, formação, qualificação e emprego. Destinada a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico ao Ensino Superior, entre outros, a feira conta com espaços para ofertas de emprego, de formação, sessões temáticas e workshops. Quem pretenda visitar este feira deve inscrever-se até ao dia 26 de abril.
de apresentadas as queixas. O Tribunal de Peniche decidiu sentenciar a prisão preventiva para o suspeito de ter violado a sua enteada de 16 anos e de violência doméstica sobre a sua companheira. A família é natural da Roménia mas encontra-se a residir em Portugal há dez anos. Mãe e filha estão agora a ser acompanhadas pela Comissão de Protecção de Menores do concelho de Peniche. Segundo fonte policial à Agência Lusa, o arguido vai ficar em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria, depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial.
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Festival de Chocolate comemora dez anos com “balanço muito positivo” Dez anos de festival e 20 anos da Disney Paris uniram-se para mais um evento envolto em magia que levou a Óbidos milhares de visitantes e deixou satisfeita a organização do certame
Com um "balanço muito positivo", segundo a organização, terminou, no domingo, dia 25, a x edição do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, evento associado este ano à celebração dos 20 anos da Disneyland® Paris. Satisfeito com a parceria entre as duas marcas, o diretor da Disney para Espanha e Portugal, Javier Moreno, salientou a "O Jornal" O "talento e criatividade de todos os criadores" envolvidos no festival cuja parceria
com a Disney considerou ter sido "a combinação perfeita" e com resultados "espetaculares". No final da entrega de prémios dos diversos concursos que compõem o evento e da Passagem de Modelos em Chocolate, apresentada este ano por Merche Romero, Xavier Moreno destacou não apenas estes dois pontos altos do certame, mas também "a exposição de cake design, que é impressionante" e as "esculturas com dois metros de altura, algo que nunca
Séniores visitam Ateliers Criativos Os utentes dos 12 centros de convívio, da rede municipal Melhor Idade, no concelho de Óbidos, vão efetuar visitas aos ateliês criativos dos complexos escolares de Óbidos. As visitas inserem-se no âmbito das comemorações do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade Intergeracional, e são organizadas, em parceira, com o Gabinete de Educação do Município.
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Os centros da Areirinha, Sancheira Grande e Gaeiras irão conhecer o ateliê do Complexo Escolar do Alvito, dedicado ao tema: “Famosos são os bichos”. Vau, Sobral da Lagoa, Amoreira e Olho Marinho vão visitar o ateliê do Complexo Escolar do Furadouro, onde se trabalha o tema da “Luz”. Ao Complexo Escolar dos Arcos, sob o tema da identidade, “Retrato
tinha visto" e que deixam ao responsável pela Disney a vontade de "repetir esta parceria com Óbidos. Telmo Faria, presidente da Câmara Municipal de Óbidos faz do festival " um balanço foi extremamente positivo considerando que “os objetivos de animação económica e de promoção territorial foram plenamente conseguidos”, tendo o evento atraído à vila de Óbidos, “durante o mês de março, um mês de baixa turística, muitos milhares de visitantes”.
– o Rosto”, irão os centros da Usseira, Pinhal, Bairro, Arelho e A-daGorda. Para além de promover o convívio intergeracional, a iniciativa pretende "fomentar o interesse dos mais velhos pela criatividade e divulgar o que tem vindo a ser feito nesta área no concelho, em particular, na educação", informa a autarquia em nota enviada às redações. Os seniores terão oportunidade, durante todo o mês de abril, de conhecer o trabalho desenvolvido nos ateliês e desenvolverem, eles próprios, algumas atividades.
“São objetivos claramente cumpridos e que evidenciam que, na atual conjuntura, o uso de uma grande força criativa é indispensável na gestão pública”, sublinha, acrescentando que, com este evento, “evidenciámos a credibilidade e a solidez dos projetos que Óbidos apresenta e que promovem, cada vez mais, as grandes marcas mundiais, como é o caso da Disney, da Nestlé, da Sony, ou das televisões nacionais, que nos dedicaram longas horas de emissão”. Numa nota enviada às redações Telmo Faria diz ainda que “são 10 anos a mostrar ao País que, como ideias simples, quando bem desenvolvidas, se podem transformar em projetos de grande prosperidade económica e de forte afirmação territorial”. Os 20 anos da Disneyland® Paris foi o tema escolhido para as Esculturas em chocolate do Festival Internacional de Óbidos que este ano mostrou 2,5 toneladas de chocolate transformadas em imagens dos filmes “À procura de Nemo”, “Piratas das Caraíbas”, “Castelo da Bela Adormecida”, “Mickey e Minnie”, “Peter Pan”
e “Cars”. A Passagem de Modelos com Chocolate foi nesta edição inspirada nas princesas da Disney e integrando um espetáculo de som e luz que contou com a participação da criadora de moda portuguesa Rita Bonaparte, que vestiu a apresentadora, Merche Romero. Houve também demonstrações de Cake Design na Cerca do Castelo e, na Galeria do Pelourinho, situada na Rua Direita, esteve patente uma exposição de Cake Design alusiva ao universo Disney®. O Festival contou, igualmente, com os habituais concursos: O Concurso Internacional de Receitas de Chocolate, dedicado a não profissionais vindos de todo o mundo; O Concurso Chocolatier Português do Ano, destinado a participantes profissionais de pastelaria e restauração que exerçam funções no nosso País; O Concurso Montras em Chocolate que tem como objetivo mostrar os melhores produtos de pastelaria confecionados em Portugal.
óbidos // concelhos |
Semana Santa
Dia Mundial da Água
Cumprindo a tradição de anos anteriores, milhares de pessoas deverão rumar a Óbidos, onde, entre 1 e 8 de Abril é celebrada a Semana Santa. O momento alto das celebrações será o Domingo de Ramos, dia 1 de
A Águas do Oeste, empresa multimunicipal que gere os sistemas de água e saneamento do Oeste, assinalou o Dia Mundial da Água com diversas atividades envolvendo cerca de oitocentos participantes Das iniciativas realizadas teve lugar, a 22 de março, em Óbidos, o 1º Encontro Regional do Projeto Rios. A Águas do Oeste organizou pela primeira vez um encontro que juntou algumas das equipas que acompanha no âmbito do Projeto Rios, num total aproximado de duas centenas de crianças e jovens da região Oeste. A abertura do encontro foi marcada pela presença de Pedro Teiga, coordenador nacional do projeto, que incentivou todos os presentes a continuarem a desenvolver o trabalho até agora realizado em prol da preservação e conservação dos recursos hídricos. O Encontro contou com uma
Na Sexta-feira Santa, dia 6 de Abril, realiza-se a Via Sacra que percorrerá as ruas da Vila. No mesmo dia, por volta das 21h30, sairá da Igreja da Misericórdia a tradicional Procissão do Enterro do Senhor. À Luz de archotes, transportados por jovens situados em pontos-chave do percurso, a procissão é reconhecida como um dos momentos de grande emoção, juntamente com a Procissão da Mudança das Imagens, marcada para o dia 31 de março, sábado. Abril, onde se comemora a entrada do Senhor em Jerusalém. A data é assinalada com a Procissão dos Passos que percorre algumas das ruas calcetadas, dentro e fora das muralhas do Castelo de Óbidos.
As cerimónias pascais terminam no Domingo de Páscoa, dia 8 de Abril, por volta das 17h00, na Igreja de São Pedro, onde será celebrada a Missa da Ressurreição, onde a igreja nasce e vive do anúncio de “Cristo Vivo”.
mostra dos trabalhos desenvolvidos pelas diversas equipas, com consequente troca de experiencias numa saída de campo que teve lugar na Lagoa de Óbidos, junto à foz dos rios Real e Arnóia, e que deixou todos os participantes maravilhados, principalmente os que não conheciam este magnifico ecossistema que é a Lagoa de Óbidos. A iniciativa, que teve como objetivo estimular e incentivar a troca de experiências entre os grupos já existentes na região, foi desenvolvida em parceria com a Associação PATO, contou com o apoio dos municípios de Alcobaça, Caldas da Rainha e Torres Vedras, que cederam o transporte às suas equipas. Para além destes, o encontro contou ainda com a participação e envolvimento dos municípios de Azambuja e de Óbidos.
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Hospital termal sem dinheiro para análises A administração do Centro Hospitalar Oeste Norte não tem dinheiro para pagar as análises da água termal, mas a câmara vai assumir os custos para impedir o fecho imediato do Hospital Termal A câmara das Caldas da Rainha deliberou cabimentar uma verba de dois mil euros para avançar com o pagamento das análises da água do Hospital Termal, depois da administração do Centro Hospitalar Oeste Norte ter admitido não ter dinheiro para suportar o custo das análises sem as quais o hospital não pode funcionar. “Não nos é possível, por falta de cabimento, assumir os encargos relativos ao programa de controlo da qualidade da água mineral natural do Hospital Termal”, admitiu a administração do (CHON) numa carta em que pede apoio financeiro à Câmara das Caldas para “evitar a suspensão imediata da atividade do Hospital”. O conselho de administração alega a situação financeira “muito deficitária” do CHON (que inclui dois
hospitais das Caldas - distrital e termal - e os de Peniche e Alcobaça), e a legislação em vigor para justificar a impossibilidade de suportar a despesa. As análises semanais determinadas pela Direção-Geral de Saúde e pela Direção-Geral de Energia e Geologia custaram 25.645 euros em 2011 e representa, em 2012, um encargo estimado de 15 a 18 mil euros. O presidente da câmara, Fernando Costa (PSD), adiantou que a autarquia já deliberou cabimentar dois mil euros para realizar as análises no próximo mês, mas vai “exigir explicações” ao Ministério da Saúde sobre “como se pode chegar ao risco de fechar o hospital com base numa verba tão escassa”. Segundo Fernando Costa, “as dívidas com as análises ascendem a 42 mil euros” e o instituto responsável
PS pede demissão da administração do CHON O PS das Caldas da Rainha exigiu, em comunicado, a demissão da administração do Centro Hospitalar Oeste Norte, na sequência do pedido para que a câmara pague as análises da água termal para evitar o fecho do Hospital Termal
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pelo controlo da qualidade da água exige o seu pagamento para continuar o serviço. Além do apoio imediato, a câmara está disposta a “contribuir com 50 mil euros por ano” para o hospital, mas exige como contrapartida que “a população com fracos recursos seja tratada gratuitamente, durante a época baixa”. Em declarações à Agência Lusa a
Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) não admitiu a falta de verbas para as análises, mas assumiu a intenção de estabelecer um protocolo para “coparticipação na manutenção da atividade do hospital” por ser “um serviço que está fora dos cuidados de saúde tradicionais prestados pelos hospitais”. Segundo a ARSLVT, o protoco-
lo insere-se “na estratégia que tem vindo a ser adotada pelo CHON de canalizar recursos para as áreas de atuação prioritárias”, como o serviço de urgência, o serviço médicocirúrgico, especialidades médicas e o internamento, e procurar “alternativas diversas para o cofinanciamento, como sucede em inúmeros casos no estrangeiro”.
“Quem age dessa maneira não pode continuar a decidir sobre o futuro dessa instituição, porque assim está a condicionar negativamente e irremediavelmente o futuro e a sustentabilidade deste concelho e desta região”, afirmou a Comissão Política do PS/Caldas num comunicado em que defende que se o conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) “não se demitir deve ser demitido”.
A posição do PS decorre de uma carta enviada pela administração do CHON solicitando à autarquia das Caldas que assuma o pagamento das análises à qualidade da água termal, “Não considerar relevante que o orçamento do CHON contemple a verba de 500 euros semanais para pagar as análises às águas termais, condição necessária para manter o Hospital aberto e em funcionamento, é um ultraje não apenas às Caldas
da Rainha, mas ao país”, referem os socialistas. Para o PS, “só a ignorância pode admitir que está na presença de um espaço que tanto pode estar fechado, como aberto, pretendendo-se dessa maneira apagar a história e liquidar as suas competências”.
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Centro de Promoção de produtos regionais concluído até final do ano A câmara das Caldas está a investir 560 mil euros no Centro de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais, um edifício que deverá estar concluído até ao final do ano e que, durante dois meses e meio, obrigará ao fecho de uma das entradas do mercado do peixe
Uma das entradas do Mercado do Peixe das Caldas da Rainha vai estar fechada ao público durante dois meses e meio, para permitir a construção do edifício do Centro de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais, uma das obras previstas no Plano de Regeneração Urbana. A demolição do interior do prédio encostado ao Mercado do Peixe já foi efetuada e a obra está agora na fase “ demolição total e criação das fundações do edifício, o que obrigará ao fecho temporário da entrada no mercado”, afirmou Oliveira, vereador dos Assuntos Económicos na câmara das Caldas. A câmara estima que a entrada no mercado, pela Rua Capitão Filipe de Sousa fique “interdita durante dois meses e meio”, período durante o qual o acesso será feito pela rua Dr. Leonel Sotto Maior. O Centro de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais é umas das obras do projeto de Regenera-
Mulher atingida pelo ex - marido com dois tiros de caçadeira
Uma mulher, de 34 anos, foi, na segunda-feira (26) atingida com dois tiros de caçadeira, quando se encontrava num café, junto à fonte luminosa, nas Caldas da Rainha. A vítima «foi atingida com alguma
complexidade na face e mais superficialmente no tórax”, de acordo com a diretora clínica do Centro Hospital Oeste Norte, Rosa Amorim, que adiantou que a mesma, depois de estabilizada no Hospital
das Caldas da Rainha seria transferida para o Hospital de Santa Maria “para ser acompanhada pela cirurgia maxilo-facial e plástica”. A mulher encontrava-se num café quando, de acordo com a proprietária, o ex-marido “disparou os tiros», levando a supor que o incidente terá motivos passionais. O alerta para o CDOS (Centro Distrital de Operações de Socorro) de Leiria foi dado às 08h53 e no local estiveram elementos da PSP e uma viatura médica do Centro Hospitalar Oeste Norte, que transportou a vítima para o hospital local. Segundo fonte das relações públicas da PSP de Leiria, em causa estarão alegadamente questões relacionadas com a tutela do filho e desacordo em relação ao património do casal. O agressor foi presente ao tribunal das Caldas da Rainha na terça-feira, mas até ao fecho desta edição não foi possível apurar as medidas de coação estabelecidas.
ção Urbana que a câmara candidatou ao programa Mais Centro, e que envolve diversas intervenções orçadas em mais de 10 milhões de euros. No piso térreo ficará instalado o espaço Caldas Reabilita e Inova Atividades – CRIA que terá, segundo Hugo Oliveira, “uma grande ligação à Escola de Arte e Design e a gabinetes de arquitetura”, que trabalharão em interligação com um outro espaço, no segundo piso, afeto ao Gabinete de Regeneração Urbana da câmara das Caldas . No primeiro piso ficará instalada a “Qualifica”, associação parceira da câmara na qualificação de produtos regionais e será “trabalhada a marca Caldas”, cujo conceito a câmara prevê apresentar em breve. Com cobertura vegetal e energeticamente eficiente o edifício está orçado em 560 mil euros e deverá estar concluído até final do ano.
Fernando Costa ameaça revoltar-se contra aumentos do IMI O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, voltou a fazer furor no último congresso do PSD, que decorreu entre 23 e 25 de março, em Lisboa. O autarca incendiou os ânimos no sábado á noite, num discurso em que se referiu ao IMI como “ um perigo que aí vem” e ameaçando revoltar-se contra o aumento do Imposto Municipal Sobre Imóveis. Para o autarca social-democrata o Imposto Municipal sobre Imóveis vai permitir um rendimento extra de 500 milhões de euros ao Estado”, subindo de mil milhões para 1500 milhões valor que Costa considera “um exagero”. “Subam a taxa a uns, mas baixem a outras. Há pessoas a pagar 700,
mil euros por um apartamento em Lisboa. É um escândalo”, afirmou o autarca que apelou aos líderes sociais-democratas que não aceitem o aumento quer do IMI quer do IRC. Para Costa seria suficiente “um aumento de 10 por cento” deste imposto, como defendeu no discurso em que arrancou aplausos da plateia. Costa criticou ainda a reforma administrativa que deverá reduzir as freguesias do pais, afirmando que a mesma “começou mal” e defendendo a manutenção das freguesias rurais de que disse serem tão necessárias como as urbanas.
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Ordem dos médicos preocupada com falta de material nos hospitais
O Distrito Médico do Oeste da Ordem dos Médicos, denunciou a carência de materiais, reagentes laboratoriais e medicamentos nos hospitais das Caldas da Rainha e Torres Vedras, temem que a qualidade do serviço fique comprometida. Segundo o presidente do Distrito Médico do Oeste da Ordem dos Médicos, Pedro Coito, “tem acontecido carências, quer nas Caldas quer em Torres Vedras, desde a falta de materiais para o bloco operatório ou para análises bacteriológicas, ou até para medicamentos ou fraldas”. A carência de materiais foi denunciada durante uma reunião entre médicos dos Centros Hospitalares de Torres Vedras (que integra o Hospital Distrital e o José Maria Antunes) e Oeste Norte (que integra
os hospitais das Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche). Num comunicado enviado às redações os médicos consideram “absolutamente indispensável a manutenção de dois Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica, nos Hospitais de Torres Vedras e Caldas da Rainha”, ao contrário do que foi proposto pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). O documento exige também “a manutenção de internamento das especialidades de Medicina Interna, Cirurgia Geral e Pediatria, nos dois hospitais” e que sejam asseguradas “condições condignas” aos doentes internados nos hospitais que se prevê alienar no futuro Centro Hospitalar do Oeste.
Para a ordem, a criação de um centro hospitalar único para todo o Oeste conduzirá a um “inevitável aumento de listas de espera e falta de capacidade de resposta” em especialidades como Oncologia Médica, Gastrenterologia, Dermatologia, Psiquiatria e Pneumologia. No comunicado os médicos manifestam “profundo receio de que a eventual diminuição dos atuais défices financeiros venha a ser obtida essencialmente à custa de venda de património, encerramento de Serviços e valências médicas, dispensa de profissionais, e drástica limitação do acesso dos doentes aos cuidados de saúde e considera “imperioso” que o Governo ouça os profissionais no processo de reestruturação dos cuidados de saúde.
Turismo do Oeste editou Filme Promocional Turístico (DVD) A região do Oeste conta com um novo filme promocional, lançado durante a BTL. O filme, concebido em duas versões (uma de 17 minutos e outra mais curta de 7), apresenta a região nas suas várias facetas, produtos e atrativos. Distribuído em formato DVD e 16:9, a produção destinase a ilustrar e complementar as ações profissionais, levadas a efeito pelo Turismo do Oeste, em feiras e certames, workshops, seminários e congressos, apoio a jornalistas e a operadores turísticos, designadamente no estrangeiro. O filme, que tem recebido as melhores referências, é trabalho do Realizador e Cameraman Miguel Costa, das Caldas da Rainha, com vasto curricu-
lum nas artes cinematograficas. “Fez uma abordagem muito moderna criativa e inovadora não só na captação de imagens como na montagem muito dinâmica, que tem sido muito apreciada”, considera o Turismo do Oeste em nota enviada à imprensa. O filme pode igualmente ser descarregado na internet, no web site: www.turismodooeste.pt ou no YouTube.com Anteriormente Miguel Costa tinha já produzido para o Turismo do Oeste, um outro filme, mais sintético, para valorização da marca GolfOeste. A peça foi apoiada pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Bombarral debate soluções estratégicas para a Sustentabilidade Energética Numa organização conjunta da OesteSustentável, Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste e o Instituto de Engenharia Mecânica do IST (IDMEC-IST), com o apoio da OesteCIM, Comunidade Intermunicipal do Oeste e da Câmara Municipal do Bombarral, teve lugar, a 15 março, o Workshop Regiões Sustentáveis. Organizado no âmbito do Projeto ENNEREG - Regiões na constru-
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ção do caminho para uma Europa da Energia Sustentável trata-se de um projeto Europeu financiado pelo Programa Energia Inteligente Europa e tem como objetivo inspirar as Regiões da União Europeia a aceitarem os desafios de atingir ou superar as metas de clima e energia 20-2020. O projeto ENNEREG visa estabelecer uma rede de regiões em toda a Europa – Regiões 202020 – para a produção de Planos de Ação para
a Energia Sustentável Regionais (PAES) e implementação de Projetos de Energia Sustentável (PES). A Região do Oeste, através da OesteSustentável, associou-se recentemente a este projeto, tendo assim acesso à informação relativa aos PES desenvolvidos nas Regiões Europeias parceiras do ENNEREG. Participaram no evento mais de 80 pessoas, entre as quais Presidentes de Municípios, membros dos execu-
tivos e técnicos de diversos Municípios e Juntas de Freguesias. Foram apresentados vários projetos europeus, bem como os restantes projetos de sustentabilidade energética com parceiros portugueses e casos de sucesso; Contando também com a participação de entidades nacionais como a Associação Nacional de Municípios, RNAE, Rede Nacional de Agências de Energia, Agências de Energia e institutos de investi-
gação, foi ainda discutido o papel das diferentes redes municipais e regionais nesta temática a apresentadas as abordagens atualmente em curso em municípios portugueses. Com uma intervenção em direto de Bruxelas através de teleconferência, foram também abordadas as diferentes formas de financiamento que existem para este tipo de projetos.
individualidade |
Sofia Reboleira
Bióloga caldense celebriza-se na descoberta de insetos cavernícolas A gruta mais profunda do mundo foi o palco da mais recente descoberta da bióloga caldense Sofia Reboleira, que ali desencantou insetos primitivos, sem asas e sem olhos, que vivem em total escuridão. “A descoberta de vida a semelhante profundidade lança novas luzes sobre a forma como olhamos para a vida na Terra”, disse à Lusa a bióloga que, juntamente com Alberto Sendra (do Museu Valenciano de História Natural), descobriu mais quatro novas espécies para a ciência. São diminutos insetos, desprovidos de asas de olhos, “que vivem na gruta mais profunda do mundo, em total escuridão “e que há milhões de anos desenvolvem mecanismos de adaptação que lhes permitem viver a grandes profundidades, explicou.
Os animais, denominados colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), foram descobertos durante os trabalhos bioespeleológicos de Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, durante a expedição Ibero-Russa do CAVEX Team à “gruta mais profunda do mundo” no verão de 2010. Denominada Krubera-Vorónia a gruta alcança a profundidade de 2191 metros abaixo do nível do solo e fica na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro, nas montanhas do Cáucaso Ocidental. É a única caverna do mundo que ultrapassa os dois quilómetros de profundidade. Os animais têm o nome científico Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus orto-
balaganensis e são “a última espécie do animal terrestre mais profundo de sempre, ao ser descoberto à impressionante profundidade de 1980 metros abaixo da entrada da cavidade”, explicou a bióloga. Estes animais cavernícolas vivem, segundo Sofia Reboleira, em “total ausência de luz e com recursos alimentares extremamente escassos” e possuem “adaptações únicas”. São desprovidos de pigmentação, não possuem olhos e “desenvolveram estratégias morfo-fisiológicas que lhes permitem viver a em grandes profundidades, durante milhões de anos”, sublinha a bióloga, exemplificando com o caso, de uma das novas espécies que “tem uma espetacular estrutura quimiorrecetora, um tipo de órgão pós-antenal, habi-
tual nos collembolos, mas altamente especializado para a vida subterrânea”, conclui. Para além destas a bióloga caldense tem o seu nome ligado à descoberta de três escaravelhos e um pseudoescorpião, descobertos durante o trabalho de campo realizado em grutas da Serra D’Aires e Candeeiros, do
Algarve e do Montejunto. Bolseira da Fundação Para a Ciência e Tecnologia, Sofia conta com o apoio financeiro da fundação para efetuar as suas pesquisas, mas desta vez, a descoberta aconteceu durante as férias da bióloga que, junta à profissão o hobbie da espeleologia, levando-a a locais recônditos onde outros cientistas não chegam.
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“GerAções” unidas em Ferrel
40 jovens participaram no intercâmbio.
A sétima edição da “Semana da Juventude de Peniche- Peniche jovfest” termina hoje, dia 30 de março, com a “Festa final do Intercâmbio” na Casa Municipal da Juventude. O tema “GerAção” deu o mote ao evento que teve início no passado dia 22 e que se realizou essencialmente na vila de Ferrel, mas o intercâmbio internacional teve lugar em Peniche. As “Noites Interculturais” decorreram entre os dias 25 a 30 deste mês, e foram preenchidas durante toda a semana com temáticas ligadas aos países intervenientes, Portugal, Eslovénia, Islândia, Itália e Malta. Para além das “Danças Europeias”, que tiveram lugar na segunda-feira, o tema central desta atividade foi “As Lendas da Europa”, onde cada país trouxe uma lenda que foi partilhada, criando-se depois uma nova durante a semana através das atividades desenvolvidas como a música, pintura e teatro. Para Ana Rita Leal, uma das representantes da cidade de Peniche neste encontro, esta iniciativa é “muito gratificante tanto pelo enriquecimento cultural e linguístico como pela troca de experiências entre os jovens”. Acrescenta ainda que este tipo de atividades é uma mais valia para a região pois “eles [visitantes dos outros países] gostaram muito de Peniche e da zona, o tempo também ajudou bastante, o que fez com que aproveitassem algum tempo nas nossas praias maravilhosas, e claro que ficaram com o bichinho de cá voltar. Acho que ficamos todos a ganhar”. O intercâmbio apenas termina no dia 1 de abril com a partida dos jovens para o seu país de origem,
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ficando o sábado reservado para uma reflexão e avaliação desta semana. De 22 a 24 de março os “trabalhos” centraram-se na vila de Ferrel. Atividades como a mostra de talentos, workshops de cocktails e teatro fizeram parte do certame. Com a animação noturna, já típica da localidade, a preencher estes três dias do festival, a abertura oficial do “Peniche Jovfest 2012” contou ainda com a atuação das tunas A_marTuna, Tuna da Universidade Sénior de Peniche entre outras. Durante estes dias esteve presente na Tenda Mostra uma exposição fotográfica alusiva ao tema “Solidariedade entre Gerações”. Enquadrado no “Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e a Solidariedade entre Gerações” Clara Abrantes, vereadora da Câmara Municipal explica que “o evento teve como base a realização de várias ações para sensibilizar a população da necessidade de se promover a aprendizagem entre gerações como meio de alcançar e reforçar a solidariedade”, pretendendo-se assim cativar os jovens através de uma participação ativa através do envolvimento das associações locais e pela participação nas diferentes atividades. Esta atividade foi organizada pela Câmara Municipal de Peniche, ADEPE, Agrupamento de Escuteiros de Atouguia da Baleia e de Peniche, Associação de Estudantes da Escola Secundária de Peniche e da Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar, Associação Juvenil de Peniche, Junta de Freguesia de Ferrel, Cruz Vermelha Portuguesa, Nova Aliança.
em destaque |
A Juventude por definição A Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) definiu a juventude, pela primeira vez, em 1985, data estabelecida como o Ano Internacional da Juventude. Ao subscrever as diretrizes para o planeamento posterior e o acompanhamento adequado no setor da juventude, a Assembleia definiu, para fins estatísticos, como jovens, as pessoas entre os 15 e os 24 anos, sem prejuízo de outras definições de Estados Membros. Quando a Assembleia Geral aprovou o Programa Mundial de Ação para a Juventude até ao Ano 2000 e posteriormente, reiterou que a Assembleia Geral definia a juventude como a faixa etária 15-24. No entanto, acrescentou que, para além da definição estatística do termo juventude, o sentido do termo juventude variava em diferentes sociedades em todo o mundo e que as definições de juventude haviam mudado continuamente como resposta a flutuações das circunstâncias políticas, económicas e socioculturais. No entanto, desde 1985, todos os serviços estatísticos do sistema das Nações Unidas têm utilizado a faixa etária 15-24 para a recolha de estatísticas mundiais sobre a juventude.
OS JOVENS EM NÚMEROS
- Em termos estatísticos, a população jovem mundial – definida pelas Nações Unidas como o grupo etário entre os 15 e os 24 anos – era calculado em 1062 milhões de pessoas, em 2000. - A maioria desses jovens, de ambos os sexos, vivem em países em desenvolvimento e espera-se que o seu número aumente até depois de bem entrado este século. - Em 2020, espera-se que a percentagem de jovens que vivem em países em desenvolvimento aumente para 89 por cento. - Apesar da urbanização maciça, a maior parte dos jovens vive em zonas rurais na África, a sul do Sara, no sudoeste asiático e na Oceânia. - 57 milhões de jovens do sexo masculino e 96 milhões de mulheres jovens que vivem nos países em desenvolvimento não sabem ler ou escrever. - Mais de 70 milhões de jovens estão desempregados e à procura de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, praticamente em todo o lado, as taxas de desemprego entre os jovens trabalhadores sejam pelo menos duas vezes superiores à média dos adultos. [Fonte: Indicadores-chave da OIT para o Mercado de Trabalho (KLIM)].
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| economia
Mário Bandeira Mário Bandeira, é o proprietário da papelaria e livraria com o seu nome. Somos um espaço que vende jornais e revistas, mas fui introduzindo outros artigos como livros e alguns artigos de bazar. Mário Bandeira, confessa que o espaço é igual a tantos outros do género, mas tem uma particularidade de ter promoções na venda de livros temáticos e de autor.
Atualmente há uma promoção de livro da distribuidora Gradiva. As pessoas normalmente aproveitam estas campanhas para adquiri os livros de autores bastante conhecidos e títulos mais sonantes. Mário Bandeira está neste mercado há 42 anos e recentemente mudou-se para o Largo do Adro da Ajuda, mesmo ao lado da igreja da nossa senhora da Ajuda, em Peniche.
Empresa do parque Tecnológico de Óbidos lança projeto inovador A Acquawise Consulting, empresa do Parque Tecnológico de Óbidos, é a responsável pela implementação de um serviço inovador de monitorização da rede de distribuição de água em Portugal. Este serviço, desenvolvido pela empresa TaKaDu, utilizando computação em nuvem (cloud-computing), é disponibilizado sob a forma de um serviço online, Software-as-aService (SaaS), e permite “detetar fugas de água, roturas, anomalias e falhas na rede de distribuição assim
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que ocorrem, antecipando maiores danos nas infraestruturas e eventuais constrangimentos para a população”, explica a empresa em nota de imprensa. O SaaS TaKaDu já recebeu vários prémios da indústria, incluindo o prestigiado prémio World Economic Forum Technology Pioneer 2011, e a empresa TaKaDu foi nomeada “Empresa Cleantech do Ano: Europa e Israel”, pelo Grupo Cleantech e The Guardian. A Acquawise Consulting é uma
empresa de consultoria, sediada no Parque Tecnológico de Óbidos, especializada em gestão de sistemas de abastecimento de água para consumo humano. O seu objetivo principal é apoiar as entidades públicas e privadas na implementação de práticas operacionais mais eficientes, reduzindo custos de exploração, minimizando falhas e garantindo a segurança e a qualidade da água distribuída.
economia |
José Júlio Lda. A empresa José Júlio Lda., está em Peniche na distribuição de gás e comercialização de eletrodomésticos, há quase duas décadas. Maria João, gerente do espaço garante que além da venda, a empresa está direcionada para a instalação de gás, água, aquecimento
central, aplicação de piso radiante, instalação de painéis solares. A empresa José Júlio Lda., com vinte anos de reconhecimento é das poucas a operar na cidade de Peniche com certificação na instalação e manutenção de instalações de gás propano.
Carvalho e Maia A empresa Carvalho e Maia dedica-se à comercialização especializada de materiais de construção e decoração, há 30 anos na cidade de Peniche. Armazenistas e revendedores, a Carvalho e Maia, está a sofrer na pele a crise no mercado da construção. Ainda assim, Gentil Carvalho, gerente da empresa, confessa que vai havendo procura, mas o sintoma igual ao de tantas outras permanece e o negócio “está muito parado”. Para sobreviver à crise, Gentil Carvalho, ex-
plica que desde a sua fundação, que persegue uma rigorosa seleção das melhores marcas e produtos, nacionais e estrangeiros de elevada qualidade e design, aliado a um atendimento e acompanhamento personalizado aos clientes. Desde a sua fundação, Carvalho e Maia, tem sido uma referencia em Peniche, no lançamento, promoção e exposição de novos produtos. Com o objetivo do melhor serviço, dispõem de uma ampla área de exposição coberta no centro de Peniche.
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Rendas na terra onde a tradição ainda é o que era
Chocolate até Walt Disney teria aplaudido
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Beto aqueles de quem gostamos s贸
morrem no dia em que os esquecemos
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| eventos
CapĂtulo Perfeito na melhor onda, com os melhores
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eventos |
CIAB o passado, presente na Atouguia da Baleia
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| opinião
A reconfiguração dos territórios e a morte das Freguesias
António Marques
O conceito antigo de território, cunhado na Geografia Clássica em meados do século XIX, foi muito marcado e nutrido por uma época onde dominava o romantismo alemão. Encarava-se então, o conceito de território como algo concreto delimitado pela paisagem e pelo controle do Estado. “Um povo deve viver sobre o solo que recebeu do destino, deve morrer aí, deve suportar a sua lei” Este conceito de território era associado a uma esca-
la nacional, limitado por fronteiras marcadas pela fluidez. Com efeito, esta visão de território será de grande importância para o campo das questões políticas, na óptica de Ratzel o Alemão que o definiu. O conceito de território contemporâneo, assume outra dimensão em virtude da nova configuração existente entre as esferas políticas, económicas e sociais. Assim, o território é reconhecido como uma relação simbólica directa com o espaço geográfico, um produto histórico a partir de uma relação de poder sob a óptica da produção. Entretanto, o conceito território não se confunde com o conceito de espaço geográfico, pois apresenta-se como uma manifestação do fenómeno espacial profundamente marcado pela sua singularidade. O território é a organização do espaço geográfico. Espaço onde se projecta o trabalho de
Em nome do consenso e da coerência Jorge Gonçalves
Consciente de que a demagogia e populismo têm sido perversos para a democracia e têm afastado os cidadãos da participação ativa da causa pública, e uma vez que ser cidadão é ser responsável pela sua cidade, não poderia deixar de participar nesta iniciativa de modo a contribuir para o esclarecimento do leitor. Um problema pungente que a todos preocupa é o futuro do Hospital de Peniche. Sei que existem outros problemas no âmbito da saúde, mas no momento, a situação de maior angústia tem a ver com a política de saúde na Região
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natureza intencional que é transformado pelas redes, sociais, culturais, económicas e os respectivos circuitos e fluxos que ai se instalam. Assim, o território representa um conjunto de movimentos que na sua fluidez e interconexão representam uma teia de complexidades que determinam a relação entre os movimentos e processos sociais, a materialidade é certo, mas também e sobretudo a história local. É essencial compreender bem que o espaço é anterior ao território. O território forma-se a partir do espaço, e é resultado de uma acção conduzida por vários actores sintagmáticos (actores que realizam os seus programas) em vários níveis. No entanto, o território exprime uma acção imediata de limites sob a superfície e é reconfigurado de acordo com os objectivos dos agentes sociais e pelo contexto histórico em que está inserido. Sendo assim, o território pode ser considerado como um produto que acumula diferentes processos de um tempo de sucessões de coexistência humana A configuração do território pesa diferentemente dentro das esferas políticas, económicas e sociais existentes no contemporâneo e não pode ser realizada pelos meros interesses económicos e de convénio, arranjo e cómodo meramente conjuntural. O território, além de ter uma base física, é também, uma estrutura construída por uma sociedade. O território apresenta-se como um elemento físico que absorve todas as manifestações sociais que por sua vez produzem forças em novas direcções e estruturações. Uma das características do território, no mundo actual, é o facto de ser edificado pela sociedade que depois de constituir identidades próprias, traduz todo esse resultado numa realidade incontornável. A territorialidade, no sentido dinâmico, não deve ser analisada como uma justaposição de
quintas a nível local, mas como uma realidade territorial nova e verdadeira que surge de um sistema de inter-relações e interesses comuns. As Freguesias Portuguesas, fenómeno único e ímpar na organização territorial da Europa e do Mundo, representam a expressão mais lídima da vontade das suas populações, sejam elas urbanas ou rurais. Vem isto a propósito da extinção das Freguesias enquanto espaços territoriais representativos da vontade das populações. Nunca a régua e esquadro se desenharam espaços territoriais e entes políticos estáveis e agregadores. Por isso recusamos os argumentos simplistas da necessidade objectiva de alterar o actual quadro das Freguesias Portuguesas por questões económicas dado representar uma falácia e até assentar numa mentira. Com a morte das freguesias, não se vai poupar absolutamente nada e no entanto vamos desgastar inutilmente os autarcas, e prestar um péssimo serviço ao bem estar, afirmação e representatividade das populações. Com tal atitude descarrega-se nos mais fracos e desfavorecidas o ónus e vergonha da prepotência. A base das alterações ao quadro administrativo das Freguesias, só é aceitável se resultar de um debate profundo e sério, que não existe, entre os homens e mulheres que representam estes espaços geográficos e neles incluo, os responsáveis políticos, sociais e culturais, mas também e sobretudo o cidadão comum, esse sim um dos mais interessados na definição do espaço geográfico do seu primeiro território. Sem este debate, se ele não se fizer, com um profundo sentido cívico, estamos a ferir de morte a Democracia e o Poder Local em Portugal. As Freguesias Portugueses, merecem o nosso maior apoio, compreensão e respeito.
Oeste. O estudo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo tornado público prevê alterações nos Hospitais de Caldas da Rainha, Alcobaça, Torres Vedras e o desmantelamento do hospital de Peniche. Dentro do compromisso de verdade que assumo com os leitores, falo-vos desta situação que já não é nova. Em 2007, quando o Partido Socialista era responsável pelo Governo Central levantou-se a possibilidade do encerramento da urgência entre as 00 h e as 08 h, o que nessa altura não aconteceu. Hoje continuamos a ter uma urgência de 24 h. Sei bem que a situação do País, em termos de finanças públicas obriga a esforços de contenção de despesas. Sei bem que a despesa com o Serviço Nacional de Saúde é elevada e que contribui fortemente para o défice das contas públicas, mas também sei que o SNS contrariamente ao que muitas vezes se apregoa é de excelente qualidade. Em 2007 foi possível estabelecer um CONSENSO político e partidário entre todas as forças políticas locais, em que o Partido Socialista desempenhou o seu papel, procuran-
do muitas vezes junto dos decisores políticos, quer governamentais, quer partidários, encontrar uma solução para o problema. O que aconteceu, foi a integração da Urgência Básica do Hospital de Peniche na Rede Nacional de Urgências, consagrada em despacho no Diário da República. Ficou ainda prevista a assinatura de um protocolo entre o Ministério da Saúde, (Ministro Correia de Campos) e o Município de Peniche, protocolo esse que nunca foi assinado pelas partes, vá-se lá saber porquê! Em nome desse consenso político e partidário que nos uniu em torno deste problema lanço um desafio ao Partido Social Democrata de Peniche e ao Município, como órgão institucional representativo da população do concelho: lutem junto do Governo Central, e em particular do primeiro-ministro e do ministro da Saúde para que se dê cumprimento ao anteriormente acordado. A CORÊNCIA deverá ser uma das traves mestras da atuação política. Nos próximos artigos darei continuidade a estes temas. Um abraço a todos.
opinião |
Termalismo nas Caldas da Rainha - que futuro? Vitor Fernandes
Hoje volta a estar em discussão o futuro do Hospital Termal, o que sendo importante não o tem sido pelas melhores razões. Fala-se no seu encerramento, na entrega a privados, na falta de dinheiro para pagamento das análises às águas, necessárias ao funcionamento regular do Hospital.
para soluções cujo conteúdo se adivinha – a sua privatização.
Nos últimos 30 anos, sucessivos governos prometeram, mas sistematicamente adiaram, uma solução que afirmasse e renovasse o nosso secular projecto termal.
A viabilização e desenvolvimento do projecto termal de Caldas da Rainha e a sua afirmação sem delongas, não passa por uma solução única.
Com a falta de investimento na preservação do património, o seu estado de degradação foi-se acentuando e a grande crise das termas instalou-se com o encerramento em 1997.
São possíveis e desejáveis outras soluções que, respeitando o legado da Rainha, vão ao encontro das necessidades de tratamento das camadas populares.
Caldas e as pequenas economias locais ressentiram-se da crise do Hospital, pois significativa percentagem dos utentes do balneário é exterior ao concelho e aqui se alojam, tomam as suas refeições, frequentam as pastelarias, compram lembranças.
Há quem diga que o Hospital Termal não pode sobreviver tratando apenas as pessoas de menores posses. Quem o afirma já não está a pensar no Hospital Termal como uma componente do Serviço Nacional de Saúde. Mas, para melhor fazerem passar uma solução privatizadora, vão afirmando e garantindo, que as pessoas não serão prejudicadas, já que o Estado pagará aos privados os tratamentos.
Como é possível que, depois de 500 anos de uma gestão de serviço público que trouxe o Hospital Termal até aos nossos dias, se venha novamente alegar falta de vocação?
É nesse sentido que o documento de Fevereiro de 2012 da A.R.S.L.V.T. aponta. Igualmente vozes locais se pronunciam para soluções que vão no mesmo sentido.
Falta de vocação ou falta de vontade política que arrastou a situação até à sua propositada degradação?
Trata-se de transformar, assim, o Serviço Nacional de Saúde numa espécie de instituição em saldo, em que os privados levam tudo o que for lucrativo, com chorudas ajudas do Estado.
Da nossa parte não aceitamos tais argumentos, nem eles podem ser causa e fundamento
No termalismo são hoje claras duas lógicas muito distintas na exploração deste recurso:
Uma, de afirmação do componente de saúde pública, não apenas numa perspectiva curativa, mas igualmente preventiva, cujo objectivo principal é prestar cuidados de saúde aos portugueses. Outra, é a lógica das termas/negócio, em geral de exploração privada, com tabelas de custos elevados, clientes seleccionados e visando obter altos lucros mesmo com baixas frequências. É a implementação deste último modelo de base, desta segunda lógica, que está subjacente a toda a dinâmica que ultimamente se pretende afirmar: não só pela mão do governo e de todos aqueles que estão seduzidos pelas concepções neoliberais, MAS também pelos que, com interesses no sector termal, incluindo no plano nacional, vêem no Hospital Termal público das Caldas da Rainha um estorvo ao desenvolvimento dos seus negócios. Alguns sonham com o encerramento definitivo do Hospital e com a sua transformação ou em Museu ou em Hotel. Antes de mais queremos afirmar que no desenvolvimento do nossos projecto termal, há espaço para a iniciativa privada. Ela pode dar um contributo para a modernização e diversificação da oferta de serviços e tratamentos numa óptica associada ao turismo e ao lazer, mas nunca para subverter o nosso modelo de base que tem assentado no primado da saúde pública.
A defesa e afirmação da componente de saúde pública exige não só a manutenção do Hospital Termal na posse do Estado, mas o seu desenvolvimento com o alargamento do seu Projecto de Saúde, tal como o controlo público das águas. Esta opção não põe em causa, antes valoriza, o aparecimento de projectos e propostas que têm sido feitas no plano local e que são de facto importantes garantir para a afirmação de Caldas como cidade termal e de saúde, tal como são os casos da criação do Centro Hematológico Nacional em Caldas da Rainha ou do Centro de Medicina Desportiva. Para nós, é compatível um projecto de modernização termal com a manutenção do Hospital Termal na posse do Estado e o seu próprio desenvolvimento numa óptica de saúde pública com o aparecimento de empresas privadas ou mistas, garantindo o Estado a cedência da água termal sobrante a terceiros, eventualmente entidades privadas, cujas receitas contribuiriam para a recuperação do património, tarefa da qual o Estado não se pode demitir. Queremos acreditar que a população de Caldas da Rainha e as forças políticas que desejam o progresso da nossa terra saberão encontrar as formas de defender o projecto termal, garantindo o respeito pela nossa memória colectiva e a nossa identidade.
Cuidados hospitalares na Região Oeste Luis Braz Gil Recentemente, após a divulgação de estudos preliminares do Ministério da Saúde e devido a tentativas de aproveitamentos políticos, gerou-se discórdia e confusão sobre o futuro dos hospitais da região, criando-se fantasmas e teorias da conspiração e pondo-se em causa uma estratégia comum de defesa dos interesses das populações. A divisão entre partidos e entre municípios, agravada pela ausência de liderança no Oeste, enfraquece a posição da nossa região perante o governo e é importante criarmos condições para que todos possam dar o seu contributo.
Por esta razão, a postura do CDS tem sido a de procurar e propor o diálogo interpartidário e intermunicipal. Na sequência de uma proposta do CDS na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, foi obtido um consenso entre os principais partidos (PSD, PS, CDS e CDU) que aprovaram uma moção a entregar ao Governo para sensibilizar que a saúde é um direito básico e que a reorganização hospitalar deve ser entendida segundo uma vasta população que o CHON acolhe. O CDS defende que todos os hospitais da nossa região mantenham as suas principais valências, embora aceite a eventual fusão dos
centros hospitalares da região como parte da solução para resolver os graves problemas financeiros. Como o deputado à Assembleia da República, Manuel Isaac, já afirmou, “todos os Oestinos, população, câmaras municipais e outras entidades devem estar juntos no terreno para defender os interesses dos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche e concelhos do Norte do Distrito de Lisboa”.
critérios puramente economicistas ao invés de critérios orientadores por um melhor CHON, mediante uma racionalização eficiente dos recursos e potenciando uma melhor prestação de serviços de saúde na Região Oeste.
Uma coisa que não aceitaremos nem permitiremos, é que qualquer decisão se oriente por
Luis Braz Gil Presidente da CPC do CDS-PP das Caldas da Rainha
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| coletividades
Grupo Desportivo Atouguiense inaugura relvado sintético Atividade inserida na comemoração dos 90 anos do clube.
No próximo dia 31 de março será inaugurado o campo sintético do Grupo Desportivo Atouguiense (GDA). Para Rui Faustino, presidente do clube, este recinto tem “que ser alvo de destaque pela colaboração das entidades camarárias e da junta de freguesia pelo esforço que aqui implantaram”. Esta iniciativa conta com a presença das 12 equipas de futebol dos diversos escalões de formação e futebol sénior do GDA. Para além da inauguração oficial das placas alusivas ao relvado sintético do “parque desportivo” às 15 horas, serão também recordados os 30 anos da subida à 3ª Divisão Nacional da equipa de futebol sénior do clube, seguida de uma “homenagem aos atletas e dirigentes” de então. Rui Faustino quer chamar a atenção às pessoas, associações da localidade e outras coletividades que têm servido todas as freguesias para estarem presentes a assistir à
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cerimónia “porque o campo não é só do GDA, é de toda a freguesia.” Apelando ao associativismo, espera que o esforço da direção seja aplaudido, porque esta direção, tal como tantas outras, está neste projeto por gosto, “e apesar de cada membro ter o seu trabalho, ainda disponibiliza tempo depois de sair do emprego e durante o fim de semana, praticamente ao longo de todo o ano, para se dedicar ao clube”. Para o presidente, o segredo para que daqui a 10 anos se possa comemorar o 100º aniversário do Grupo Desportivo Atouguiense é a prática desportiva por parte dos jovens. “Da maneira como as coisas estão a funcionar, como os miúdos praticam aqui desporto, é bom que os pais entendam que esta é uma prática saudável e faz bem. Cada vez há mais jovens aqui e isso reflete-se no seu bem-estar. E os miúdos gostam disto”.
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