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Effathá#61_Brufe

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Isaías 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7 . Salmo 79 . 1Cor 1, 3-9 . Marcos 13, 33-37 . ANO B . ADVENTO . PRIMEIRO DOMINGO

MARCOS 13, 33

Vigiai, visto que não

sabeis quando virá o dono da casa”

EFFATHA

www.diocese-braga.pt/stoadriaovnf | comunidadestoadriao@arquidiocese-braga.pt www.diocese-braga.pt/smbrufe | saomartinhodebrufe@arquidiocese-braga.pt

BOLETIM INTERPAROQUIAL . 61 BRUFE E SANTO ADRIÃO

MANTENDO OS OLHOS ABERTOS richard leonard, sj Atualmente, muitas pessoas fazem vigílias porque estão ansiosas. Esperamos nos corredores dos hospitais notícias de um parente doente. [...] Podemos até ficar sentados ao lado do telefone à espera da notícia de que algum ente querido está são e salvo ou de passámos num exame, fomos aceites num curso ou na universidade, ou conseguimos determinado emprego. Muitas dessas ocasiões podem ser vigílias altamente stressantes. Algumas pessoas fazem vigílias recheadas de excitante antecipação, como quando alguns jovens passam a noite acordados para conseguir bilhetes para um jogo desportivo ou para um concerto [...]. Não foi há muito tempo, porém, que as vigílias constituíam um aspeto muito mais comum da vida das pessoas. Havia vigílias para velar os mortos. Costumava haver vigílias de oração durante toda a noite, sobretudo quando as paróquias tinham adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. Algumas ainda têm. [...] A Igreja consagra a experiência de fazer vigílias através da Missa vespertina de sábado à noite, da cerimónia de vigília dos ritos fúnebres (velório), e da vigília mais importante, a Vigília Pascal. Seja qual for a razão da vigília, é quase sempre um ótimo indicador daquilo ou da pessoa que nós verdadeiramente prezamos. E o desconforto de «vigiar» é compensado pelo resultado final. O Advento é como uma vigília prolongada de preparação para o Natal.

O Advento é como uma vigília prolongada de preparação para o Natal. Aproveitemos para saborear este tempo como pedagogia da espera e do desejo.

”

QUEM ESPERAM OS SERVOS? O DONO DA CASA! Jesus exorta à vigilância. Estar vigilante não é limitar-se a estar acordado. Os Padres da Igreja falam da vigilância do coração como a chave de todo o trabalho espiritual. É pois uma vigilância que quer levar o ser humano «a estar à altura da sua humanidade e da sua fé. Vigiar significa ter os sentidos despertos, resistir ao risco de embotamento dos sentidos que o passar do tempo pode fazer surgir. Significa aderir à realidade, sem fugir pela imaginação e pela idolatria; significa ser responsável em relação a si mesmo, ao seu corpo, às coisas e às relações, aos outros, à sua conduta, ao seu trabalho e, por fim, em relação ao próprio Deus. A vigilância opõe-se ao ‘deixar andar’ e à indiferença» (Luciano Manicardi). O evangelho convida a deixar as nossas certezas, as nossas rotinas, para acolher a novidade da vinda, da chegada do «dono da casa». Aproveitemos para saborear este tempo que nos conduz ao Natal como pedagogia da espera e do desejo.

03

DEZEMBRO 2017

VIVER

EM COMUNIDADE O Advento educa a espera. Para a significar temos a imagem do banco: sentamos para descansar, também para esperar. O banco recorda ainda a dimensão comunitária: a espera, neste Advento, não se faz de forma isolada, mas em comunidade.

PERGUNTA

DA SEMANA

Quem esperas?

REZAR

EM FAMÍLIA Senhor Jesus, tu nos pedes para vigiar. Como os servos esperam o dono da casa, ajudanos a descobrir o dom da espera.


BRUFE 04 — SEGUNDA, 21H15 — CONFERÊNCIA VICENTINA Numa das salas da cripta da Igreja Paroquial.

4 A 10 DE DEZEMBRO

DESTAQUE

05 — TERÇA, 19H15 — EUCARISTIA

Virgínia Martins Novais, mc. filha José Pereira e esposa, mc. filhos José Machado Alves e pais, mc. família José Mendes da Costa, mc. filha Emília Maria Amélia Alves Moreira, mc. Pe. Horácio

06 — QUARTA, 19H15 — ADORAÇÃO Na Igreja Paroquial.

21H30 — CONSELHO ECONÓMICO

Na residência Paroquial.

07 — QUINTA — VISITA AOS DOENTES

Faremos a visita aos doentes da nossa comunidade. A todos os que tenham familiares que queiram a visita do pároco, pedimos que manifestem essa vontade no cartório ou na sacristia.

08 — SEXTA, 9H — EUCARISTIA - IMACULADA CONCEIÇÃO Familiares de Olívia Moreira Felicidade Costa Ramos, marido e filha, mc. Filhos Alice Ferreira Costa, mc. Conceição Familiares de Ana Novais Rosa Rodrigues Sampaio e marido, mc. Maria Sameiro Maria do Céu Ortiga do Carmo e marido, mc. filhos Marido e todos os familiares de Noémia Sabino Pai, sogro e sobrinho de José Manuel Manuel Costa e Silva, mc. esposa Maria dos Prazeres e marido, mc. filha Anabela Intenção de Armando Magalhães José Maria Lopes Silva e esposa, mc. filhas António Martins Sampaio, mc. filhos BÊNÇÃO DAS GRÁVIDAS

Na Eucaristia, às 9h, faremos a bênção das grávidas. É uma bênção especial às grávidas e aos seus bebés, bem como às suas famílias, para que se sintam amadas e protegidas por Jesus Cristo e Sua Mãe Maria Santíssima, que também se encontra grávida de Seu Filho, por esta ocasião. Aquelas famílias que manifestem vontade de receber a bênção, podem inscrever-se na sacristia, no cartório ou por mail (saomartinhodebrufe@arquidiocese-braga.pt.) até dia 4 de Dezembro.

09 — SÁBADO, 19H15 — EUCARISTIA

Manuel Campos Ferreira e filha, mc. esposa Mário Rodrigues Ferreira, mc. irmãos António Costa Moreira, mc. família António Ferreira Dias, mc. filhas Manuel da Costa Mesquita e esposa, mc. filhos Maria Faria Silva, mc. Conf. Sr.a da Conceição João Carlos Teixeira, mc. Maria Assunção Silva e Sá Manuel Santos Brandão e esposa, mc. filhos 7.o dia de Silvina Pinho Pereira, mc. Centro Social

10 — DOMINGO, 9H — EUCARISTIA

José Manuel Pereira Alves, mc. esposa e filha Aires Mesquita, mc. esposa e filhos Maria de Lurdes Carvalho e marido, mc. filhas Maria da Glória Azevedo e marido, mc. filha Conceição Adriano Sá, mc. filhos Beatriz e Martinho Oliveira, mc. filhos Pais, sogros, cunhado, irmãos e sobrinho de João Oliveira Fernando Figueiredo e família, mc. esposa Vítor Ortiga e tios de David Ortiga José Mendes da Costa, esposa e filhos, mc. filho Manuel Pai de Conceição Moreira Maria da Costa Ribeiro, marido e Aires da Silva Martins, mc. filhos

Caminhada Advento Natal Iniciamos o tempo forte de preparação para o Natal. “Da espera ao encontro” será o mote da nossa caminhada. Leiam o suplemento deste boletim. “REZAR NO ADVENTO”: livro de oração diária, a partir

da Palavra de Deus, com o custo de 1€. Haja um por família. Os pais tenham a preocupação por ajudar os seus filhos na preparação do Natal. SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO: dia 12, das 18h às 20h.

Neste dia não há missa mas sim sacramento da reconciliação.

ORAÇÃO EM FAMÍLIA: o Advento há de ser também vivido

em família. Para o efeito, sugere-se que se crie o cantinho de oração, colocando nesse espaço um banco. Não esquecer a Bíblia aberta e uma vela. O banco representará a espera e ao mesmo tempo o lugar de sentar, de rezar, de esperar. Para o efeito, haverá uma proposta de oração semanal para se rezar individual ou familiarmente.

BODAS MATRIMONIAIS: no dia 8 de Dezembro, no final da Eucaristia das 9h, convocamos todos os caisais que celebraram bodas matrimoniais no ano de 2017, para um pequeno encontro. CONFRARIA DO SANTÍSSIMO: está a fazer a venda de bilhetes para o sorteio de Natal. Os irmãos andam identificados. INTENÇÕES DE MISSA: já está disponível na sacristia o boletim para as intenções de missa. Levem-no e depois de preenchido entreguem-no de novo na sacristia para se proceder à marcação. Pedimos que o entreguem até 24 de Dezembro. Tenham em conta as indicações no verso. SHOW COOKING - EU SOU MATRIZ: dia 4, às 19h, no Centro Pastoral. Trata-se de mais uma iniciativa de angariação de fundos para a Matriz Antiga promovida pelo Movimento EU SOU MATRIZ com a grata participação da 1.a MasterChef de Portugal, Lígia Santos. Venha aprender a fazer um doce de Natal. Inscrições a 5€ na sacristia, no cartório, por telefone 252314279 ou por mail comunidadestoadriao@arquidiocese-braga.pt. Participem e convidem outros a participar. ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA NOS HOSPITAIS: não descurar a importância do acompanhamento espiritual e religioso no tempo de permanência no Hospital e da necessidade de declararem e pedirem a assistência religiosa na admissão ao Hospital. No caso de essa não ser prestada, devem ainda usar o livro de reclamações para fazerem ouvir a sua voz. SERVIÇO DE ATENDIMENTO: na quinta, dia 07 de Dezembro, das 17h

às 19h.

— PLANO PASTORAL 2017>2020 — SEMENTES DE ESPERANÇA — 2017+18 — DESPERTAR ESPERANÇA —


ADVENTO E NATAL

CAMINHADA

O PRAZER DE ESPERAR. P.e José Tolentino Mendonça

Precisaríamos talvez dizer a nós próprios e uns aos outros que esperar não é necessariamente uma perda de tempo. Muitas vezes é o contrário. É reconhecer o seu tempo, o tempo necessário para ser. ESTAVA AQUI A LER uma entrevista do fotógrafo Sebastião Salgado, onde se faz o elogio de um prazer inusual: o prazer de esperar. E não é que ele tenha quaisquer ilusões sobre a distância a que estamos desse prazer culturalmente interdito: “Vivemos hoje num acelerador de partículas, num clima de permanente expectativa”; temos uma dificuldade, que nos chega a parecer insuperável, de mergulhar na lentidão e na gratuidade dos processos humanos autênticos, por excecionais e quotidianos que sejam. Mas garante Salgado: “Para fazer uma fotografia, é mesmo necessário experimentar o prazer de esperar.” Lembro-me, a esse propósito, de uma história de Federico Fellini que ouvi contar a Tonino Guerra: um dos hábitos do cineasta era chegar a qualquer encontro um bom bocado antes da hora aprazada, fosse a um reunião de trabalho ou a um jantar de amigos. Chegava a esse sítio e punha-se a fazer tempo, caminhando prazenteiro e sem dar sinais de coisa alguma ao longo da rua, para lá e para cá. Quando os amigos o surpreendiam nisto e lhe perguntavam porque não tinha tocado à porta imediatamente, a resposta era semelhante à do fotógrafo: “O prazer de esperar.” A nossa cultura que mitifica (ingenuamente) a eficácia e o utilitarismo há muito cancelou o valor da espera. Os prazos sôfregos que incorporamos consideram-na um atraso de vida, uma excrescência irritante, bota de elástico e obsoleta. Esperar porquê? Do pronto a vestir ao pronto a comer, da comunicação em tempo real ao experimentalismo instantâneo dos afetos: a espera tornou-se um peso morto com o qual não sabemos lidar e que é preciso descarregar borda fora. Talvez este desejo de instantaneidade seja em nós um dissimulado reflexo defensivo, o medo

Para fazer uma fotografia, é mesmo necessário experimentar o prazer de esperar. crescente de que num mundo acelerado não exista afinal ninguém nem coisa nenhuma que nos espere. Quando todos vivem altamente pressionados, tudo se torna arriscadamente precário — é o que vamos constatando. Mas por dentro, e a medo, e sem falar disso. Damos por nós hipermodernos, polivalentes, aparelhados de tecnologia como uma central ambulante, multifuncionais mas sempre mais dependentes, perfeccionistas mas sempre insatisfeitos, vivendo as coisas sem poder refleti-las, próximos da atividade extenuante e, no fundo, distantes da criação. Precisaríamos talvez dizer a nós próprios e uns aos outros que esperar não é necessariamente uma perda de tempo. Muitas vezes é o contrário. É reconhecer o seu tempo, o tempo necessário para ser; é retomar o tempo para si, como lugar de maturação, como oportunidade reencontrada; é perceber o tempo não apenas como enquadramento do sentido mas como formulação em si mesma significativa. Quem não aceitar, por exemplo, a impossibilidade de satisfação imediata de um desejo, dificilmente saberá o que é um desejo (ou, pelo menos, o que é um grande desejo). Quem não esperar pacientemente pelas sementes que lançar, jamais provará a alegria de vê-las florir. No que aos tempos respeita, a vida é artesanal reproduzi-la em série, nem encontrá-la feita noutro lado. A vida requer a paciência do oleiro, que, para fazer um vaso que o satisfaça, faz duzentos só a treinar o gesto, a habilidade, a testar a sua ideia Por isso, gosto muito da forma bem humorada como Edgar Morin explica todas estas coisas. Diz ele: “Como toda a gente, tenho um horror total às esperas nos correios ou nos consultórios e não suporto as filas burocráticas a que nos obrigam. Contudo, não cesso de esperar o inesperado.”

Revista Expresso n.o 2157 - 01/03/14 - p. 8


Imagem

Para significar a espera temos como imagem simbólica um banco. O banco traduz o lugar onde nos sentamos, não só para descansar, mas também para esperar. Pode ser no hospital ou na estação de comboio, como também na Igreja. Aqui, colocados na presença de Deus, esperamos uns pelos outros e esperamos a Palavra de Deus, esperamos a partilha do sacerdote e a fração do Pão... O banco recorda-nos também a dimensão comunitária, isto é, não se trata de uma cadeira, onde cabe apenas uma pessoa, mas de um banco, onde se sentam várias pessoas. A espera neste Advento não se faz de forma isolada, mas em comunidade.

O Advento há de ser também vivido em Família. Para o efeito, sugere-se que se crie o cantinho de oração, colocando nesse espaço um banco. Não esquecer a Bíblia aberta e uma vela. Esta representará a espera e ao mesmo tempo o lugar de sentar, de rezar, de esperar. Propõe-se que a oração diária em família contemple dois momentos: um primeiro a partir do livro “Rezar no Advento” ou pela escuta do “Passo a Rezar” e um segundo com a oração proposta semanalmente ou com a oração pela renovação da nossa Arquidiocese de Braga. A construção do presépio é uma dinâmica que há de envolver toda a família. Sugere-se que todos se envolvam nesta construção. Se possível, que o presépio se construa ao longo do Advento, para significar a preparação, mas sobretudo para cultivar e educar para a espera.

Família

REZAR EM FAMÍLIA I DOMINGO DO ADVENTO

Pai/Mãe/Filho(a): Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Todos: Ámen. Pai/Mãe/Filho(a): A graça e a paz de Jesus Cristo, que esperamos com alegria, estejam convosco. Todos: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo. Um membro da família acende a vela junto da Bíblia. Cântico: Senhor tu és a luz | Esta Luz pequenina. De seguida outra pessoa lê a leitura proposta. Do Evangelho segundo São Marcos «Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa...». Oração Senhor Jesus, tu nos pedes para vigiar... e vigiar é esperar. Assim como os servos esperam o dono da casa, ajuda-nos a descobrir o dom da espera para que depois saboreemos a alegria do encontro contigo! Amém!

Rezar Pai-Nosso... 3 Avé-Marias... Glória ao Pai... Bênção final

Pai/Mãe/Filho(a): Que o Deus que esperamos nos abençoe e nos guarde! Todos: Amém Pai/Mãe/Filho(a): Que o Deus de toda a esperança nos ilumine com a luz da Sua face e nos seja favorável. Todos: Amém Pai/Mãe/Filho(a): Que o Deus do encontro nos mostre o Seu rosto e nos traga a paz. Todos: Amém Pai/Mãe/Filho(a): Que o Deus connosco nos dê a alegria da salvação. Todos: Amém Pai/Mãe/Filho(a): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Todos: Amém Cântico Final Descarregue o guião da caminhada em: www.diocese-braga.pt/liturgia


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Effathá#61_Brufe by Vitor Araújo - Issuu