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VISU.AU CORPOCIDADE

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Atores do acaso urbano

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Vítor Morandin

Identifique-se

Kaiana Hübler Mosko

Servos do Tempo

Ana Lígia / Marina Gabriela / Natalia Silva

BODY CODE

Tania Sicoe / Stefania Sava / Roxana Bărbulescu

Ariane Reinauer / Thalita Desiree

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A Cidade Cartesiana: os olhos que não veem

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Adryan Arruda

A vivacidade não é ortogonal

André Turbay

‘’Pracidade’’

Dr. Marlos Hardt

O que importa ao arquiteto?

Edital

CORPOCIDADE

somos VISU.AU

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Ocupações

A formação da memória do espaço

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Arquitetura é para ser vivida

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Escalas corpóreas

Julio Cesar Barros da Silva

Relativismo nº 6

Lucas Grocoske Ferrari

Memória da cidade

Marcella C. Casagrande / Felipe Flügel Hill

Izabelly Zucco / Lorena Dias / Richard Viana

Inocente na cidade

Gustavo Beraldo

Natan R. Durigan

João Victor Grando

Ache o Flâneur

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Gabriel Lunardi

Desenquadramentos

Julia Sousa / Natasha Vianna / Victoria Gomes

Conversa

Guilherme Cesar Novak

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SOMOS VISU.AU

VISU.AU é um espaço sinérgico de visões, no qual a ótica arquitetônica e urbanística configura um ambiente de escape artístico.

A Revista VISU.AU busca emergir dentro do contexto acadêmico como um plataforma de apresentações e debates acerca de diferentes perspectivas. A partir de visões embasadas em nossa área de formação e suas vertentes, as simples folhas desse meio se transformam em um ambiente para a expressão artística, desejando impulsionar o posicionamento estudantil, áreas de debates e discussões, contudo, a vivência acadêmica.

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CORPO Manifesta-se então, a necessidade de controle do homem sobre o ordenamento espacial. Desde a gênese do planejamento urbano, que nasceu em bases cartesianas e racionais, estabelece-se uma intenção utópica dos planejadores sobre como um lugar deveria ser ocupado. Somado a tais intenções, as cidades passaram por um processo de metropolização, o qual levou a maiores escalas e distâncias, transferindo a posição do homem em relação à paisagem para um segundo plano.

Blade Runner, 1982, Ridley Scott

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OCIDADE O espaço urbano, antes mais sensorial, com sua diversidade de texturas, odores e cores, passou a uma certa uniformização funcional e formal, criando cidades-cenário, as quais não passam de um pano de fundo para a vida humana, que ocorre independente a esta. As transformações da cidade, em paralelo a sua própria espetacularização, passaram a atender interesses alheios ao homem, levando a uma desumanização do espaço.

Depois do amor, 1975. Madelon Vriesendorp

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CORPOC Resistindo a tais transformações surge a figura do flâneur, aquele que anda sem rumo, que vagueia, que caminha em um passo contemplativo. O corpo é essência desta figura, que passa a ver a cidade como espaço autêntico, capaz de seduzir e causar prazer. Os olhos, então, passam a enxergar novos visuais, as pernas começam a agir à deriva da cidade, em um movimento não-coreografado, o tato procura decifrar novos sentidos da vida urbana.

Superstudio, 1971. Twelve Ideal Cities

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CIDADE Sendo assim, os acasos urbanos passam a agir contra a cegueira da cidade. Não só pelas observâncias do ato de flanar, mas também pela necessidade de fazer parte do todo, a cidade torna-se um livro aberto, no qual é o homem que modifica a realidade ao seu redor, usa e desfruta do ambiente, estreitando seus laços com a urbe. Dessa forma, os praticantes das cidades agem como atualizadores dos projetos urbanos e, por consequência, do próprio urbanismo.

Metropolis, 1927, Fritz Lang

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CORPO

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CIDADE

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Profissional convidado: Professor Dr. Marlos Hardt

“O que importa ao arquiteto?” Wordcloud

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Profissional convidado: Professor André Turbay Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR “Pracidade” Foto + texto

Evolução da relaçao da cidade desde os momentos de fruição inocente, passando pelas descobertas reveladoras até a capacidade de compreender os fenômenos determinantes da realidade urbana.

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empoderado pela guia de toda a existência me atiro à cidade que se apropria de minha essência a rua da brincadeira, da bobeira, dos medos, da vivência aos poucos toma parte estabelecida a relação de amor pela intimidade das solidões compartilhadas quase sem querer um outro aparece para te analisar um psiquiatra de sua construção como ser complexo se apresenta junto ao dilema: “como tratar, estudar, diagnosticar o ser que se ama?” e sigo vivendo por você, sem querer e por te querer.

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Adryan Arruda

6° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

“A vivacidade não é ortogonal” Colagem Digital

O nosso corpo é nossa ferramenta para vivenciar o plano físico. Em nossa consciência primitiva formamos comunidades, criamos abrigos e empilhamos pedras. Sobrevivência. Medo. Fé. Em nossa consciência mais evoluída desenvolvemos tramas permeadas pelas mais diversas apropiações,onde realizamos nossas complexas relações sociais em busca de atender nossas necessidades, nem sempre tão necessárias. o espaço é a materialização de nossos sentidos. Uma extensão de nossos corpos quando o referencial são nossas ideais edesejos. A colagem explicita isso de modo direto. O corpo rasga as malhas que formam a cidade. A cidade é aquilo que fazemos dela, o modo que a apropriamos. Nossos movimentos e nossos sentidos atribuem a ela a função. A cidade é capaz de nos mudar. Nós também somos capazes de mudar a cidade.

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Ariane Reinauer 6° período Thalita Desiree 6° período Universidade Federal do Paraná UFPR Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR “A Cidade Cartesiana: os olhos que não veem” Colagem digital Com o advento da era das máquinas, da produção em série e da automatização das tarefas, foi necessário alterar não apenas os padrões sociais, mas também o local que é palco de todas as interações humanas: a cidade. Um dos principais personagens nessa mudança de caráter urbano foi o automóvel, as cidades passaram a ser projetadas para a escala desse modal de transporte, e não mais para a escala humana. Os planejadores passaram a adotar posturas racionalistas e de bases cartesianas, o que resultou em uma uniformidade formal e funcional. Os grandes centros urbanos agora exibiam enormes sinalizações para serem vistas por quem passeava de carro, à altas velocidades. As pessoas se viram massacradas pelos grandes prédios, vivendo em cenários sem diversidade de cores, texturas e odores. Ao mesmo tempo que existia muita diversidade, não há nenhuma perspectiva voltada ao olhar do pedestre o protagonista da cidade. Os urbanistas e planejadores dessa cidade-cenário voavam em helicópteros para visualizar o terreno inteiro, tudo havia crescido: os edifícios, os espaços públicos, as utopias, mas as pessoas continuavam com a mesma estatura, com o mesmo caminhar, com o mesmo observar.

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Tania Sicoe Ștefania Sava Roxana Bărbulescu “Ion Mincu” University of Architecture and Urbanism of Bucharest, Romania

“BODY CODE” digital drawing

We understand our city through movement, within and without, and by overlapping layers to decodify the city. Space is relative; so it is the perception of it. The perception of the city is so personal; there are no rules in seeing, smelling, hearing, touching or understanding the city. So we invent our own mental maps, our own code. The code is blank at first; one first input, meaning the body is working. Then the body translates the city, through sensations, into this mental map. The code becomes more complex, as it accumulates more information, so the key to decodify the city is to let your body feel more, see more, smell more, hear more, touch more, thereby understanding more. You see, we are gathering pieces of a larger puzzle. Constantly overwriting the pieces we’ve already found by rematching them in a different way. Comparing our own with the pieces of others. Looking differently at them once again. Our body decodes the city into an always-changing mental map. This is a great puzzle. Everyone can play it. The pieces come in different forms, shapes and colours. Sometimes, a group of pieces gathered in a place, tell a different story than another one’s group of pieces found in the the same place... As everything is a puzzle, don't forget to find the right pieces to connect with!

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Ana Lígia Mazzocco Chioquetta 8° período Marina Gabriela Scheid Parizotto 9º período Natalia Silva Guaita 8º período Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR / Università degli Studi di Ferrara

“Servos do Tempo” Colagem digital Incontrolável, inevitável, irresistiível. Quem não gostaria de ter mais tempo? Silencioso e impertinente, é intrínseco à todas as ações humanas. Giorgio de Chirico, artista da corrente Metafísica - cuja característica principal é a representação do tempo além da realidade - tem como uma de suas obras mais reconhecidas “As Musas Inquietantes”, na qual as sombras das figuras são alongadas e não correspondem ao horário vigente do restante do quadro. Assim como na obra de De Chirico, a colagem propõe uma reflexão a respeito do tempo, sendo esse, segundo o grupo, a conexão primordial entre corpo e cidade. Do lado esquerdo da imagem, a releitura da obra do artista exprime a dilatação espaço-temporal, através de sombras e edifícios alongados. Contrapondo este, o lado direito, apresenta uma crítica à cidade atual, onde o espaço-tempo é comprimido e impessoal, representado pelos edifícios compactados e figuras humanas sem sombras. A organização espacial de uma cidade reflete diretamente no bom aproveitamento do tempo. O servo do tempo é aquele que não encontra a relação espaço-temporal ideal.

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Kaiana Hübler Mosko

8° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR

“Identifique-se” Colagem digital

O corpo e a cidade se revezam como palco e interprete da gênese do ser e existir. A infidável busca por uma individualidade torna-se hipócrita quando o esvaziamento da profundidade leva aos reflexos das repetições.

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“Espaço editável para obra”


“Espaço editável para obra”

“Espaço editável para obra”

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Vítor Morandin 10° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

“Atores do acaso urbano” Colagem Digital. Utilização de Photoshop e Illustrator.

Para minha ilustração foi elaborada conceitualmente uma peça de teatro intitulada “Atores do acaso urbano” Sinopse:

Ao abrir um livro, se entra momentaneamente dentro do imaginário. O mesmo ocorre com essa peça de teatro. Este imaginário nos leva a uma nova visão da cidade. Uma cidade que atua dentro de uma peça de teatro, e de certa forma atuando em si. As formas físicas que essa paisagem urbana apresenta são características semelhantes as formas já conhecidas em seu estado real. Entretanto, a forma sensorial da cidade apresenta uma leitura de um grande ato teatral. Nesta visão urbana os cenários são vivos, se comportam como atores principais e/ou atores coadjuvantes, em um momento podem ser atos de transição e em outros, atos principais. Logo, a configuração desta cidade é mutável, vem ao acaso de quem lhe usa. Assim, essa ocasionalidade se destaca então dentro dessa peça o papel do ator. Qualquer agente que teria a capacidade de modificar o meio urbano se encaixaria no papel de ator. O ator é o acaso, podendo ele ser o que muda o cenário, como também o próprio cenário. A estes atores é dignamente respeitado o uso do tapete vermelho urbano. Não seja espectador dessa peça, seja um ator, um cenário, seja vivo. Ficha Técnica: Direção: O Acaso Elenco: Você Faixa etária: Livre Valor: Gratuito Local: A rua

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FIGARO Guilherme Cesar Novak 8° período Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR “Conversa” Técnica mista Somos transdutíveis. Entre camadas de relações, camadas temporalizadas. Camadas justapostas, sobrepostas, contrapostas, hierarquizada pelo tempo. Tempo que hierarquiza também nossa classe, nosso ato, nossa relação. Relação essa em metaestabilidade, que se deforma entre sujeito e objeto, entre local e global, entre eu e o outro, indivíduo e cidade. Metaestável não apenas a relação, mas a relação entre relações, isto é, uma dinâmica de devir que “potencializa resistências atuais e atualiza existências potenciais”. Relação entre relações para nós, é conversa. “A operação de organização hegemônica do socius se faz pela oposição entre os eixos vertical e horizontal (coordenadas hegemônicas), realizando o sistema de rebatimento ou de superposição das variáveis maiores para a constituição de um metro-padrão que equaliza a realidade. Assim, por essa operação, há uma equivalência funcional entre homem, adulto, heterossexual, branco, rico, variáveis maiores (dispostas no eixo vertical) que se rebatem umas sobre as outras, gerando uma existência ideal em oposição a qual se define mulher, criança, homossexual, negro, pobre, variáveis menores (eixo horizontal). Nesse sistema de rebatimento, é uma mesma operação que se realiza. Essa operação hierarquiza opondo as diferenças (homem x mulher, adulto x criança, branco x negro, heterossexual x homossexual, rico x pobre) e homogeneíza, seja criando um ideal pelo rebatimento das variáveis maiores entre si (homem-adulto-branco-heterossexual-rico), seja pela identificação e sujeição dos “diferentes” do ideal (mulher submetida ao homem, criança ao adulto, negro ao branco, homossexual ao heterossexual, pobre ao rico). Por outro lado, os fragmentos do socius (as variáveis) podem se conectar gerando um desarranjo do sistema de organização da realidade. Nesse caso, as variáveis menores se tornam o meio (o medium) de um devir minoritário dotado de potência heterogenética ou de diferenciação (o que Simondon designou de energia potencial). No lugar do rebatimento ou da equalização, um dos fragmentos do socius se apresenta, na situação, como um vetor de caotização que gera novos arranjos da realidade. Guattari chamou estes movimentos de caosmose: desarranjos e novos arranjos de produção da realidade.” “Conversa” expõe a natureza metaestável do homem e cidade, feita em uma própria dinâmica de transdução, nunca procurando formas compositivas e estéticas, mas sim objetos soltos no espaço, onde a partir de sua relação, seria criado uma força de relação, e apenas relação.

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Julia Sousa 6° período Natasha Vianna 6° período Victoria Gomes 6° período Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Universidade Federal do Rio de Janeiro FAU-URFJ “Ocupações” Colagem Durante as Ocupações Estudantis de 2016, o CIEP 114, localizado em São João de Meriti, obteve grande destaque. Esquecido pelo governo, o colégio encontrava-se sob um contexto de vulnerabilidade: arquitetônica, devido às constantes invasões ao edifício e social, em função da falta de investimentos na sua infraestrutura e no seu ensino. Nesse sentido, o corpo estudantil ocupou o edifício a fim de denunciar a precariedade em que estudavam e enfatizar sua resistência na luta pelas melhorias. O programa da década de 80 apresentava um alojamento para que alunos em situações vulneráveis em casa pudessem passar a semana no colégio. Como um resgate à ideia desses “filhos do Estado”, criamos um novo alojamento, cujo programa é baseado nas atividades básicas da ocupação - comer, dormir e lavar - e que concederia, uma espécie de emancipação antecipada aos estudantes, que poderiam escolher não ir para suas respectivas casas, sem deixar o território escolar. Como uma provocação, levamos a situação ao extremo e imaginamos uma ocupação em massa pelos 600 alunos, sob um contexto de guerrilha, em que o colégio consiste na fortaleza estudantil. Com isso, criamos elementos-chaves, cujos usos variam conforme a situação usual ou extraordinária - o que tornaria-os mediadores da relação da escola/forte com a cidade. O edifício, por exemplo, consiste em um grande muro que circunda o perímetro do colégio, que pode servir ao convite ou ao auto-enclausuramento. O uso de painéis móveis e a presença de sacadas que cortam esse grande plano vertical são o que torna a contrução capaz de ora abrir-se para o diálogo com a cidade, ora de fechar-se para proteção contra a mesma. Além disso, também foi proposta a externalização da biblioteca na forma de palco, em uma praça pública criada na esquina, propiciando espaços de troca, discussão e saber entre os alunos e a própria população. Na colagem apresentada representamos a dualidade de momentos em que a cidade pode se encontrar: da calmaria à ocupação e resistência.

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Gabriel Lunardi 10º período Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC “Desenquadramentos” Colagem mista de desenhos e fotografias.

textos,

“as reflexões trazidas aqui fazem parte do meu trabalho de conclsão de curso. fragmentos, lampejos edevaneios sobre habitar a cidade etambém ser habitado por ela. o tema desta edição me instigo bastante a partilhar um pouco dessajornada de TCC, que vem surgidomuito a partir do caminhar pelacidade de Florianópolis, de experienciar o meu corpo imerso em suas dinâmicas e revisitar experiências e percursos que venho “colecionando” ao longo do curso (e provavelmentedesde muito antes dele). a gênese dessas inquietações, nesse espaço-tempo chamado de TCC, foram os espaços que se situavam, de alguma forma, fora da lógica programática, produtiva e espetacular da cidade contemporânea. insterstícios, vazios, entre-dois que não figuravam algo de construído, mas também de não-construído. estruturas vagas, com fendas e pontos em aberto que te incitam acompletá-las, projetá-las a partir da tua própria experiência. em cidades cada vez mais sedentas por respostas, por definições, por lançamentos e novidades implacáveis, pouco resta à dúvida, ao questionamento e à experimentação. e assim os corpos são guiados pelo bater dos ponteiros através do espaço urbano quase que por meio de esteiras, eixos demarcados que suprimem qualquer erro e desvio. destes questionamentos surge um percurso de busca por essas brechas e fendas da cidade. com uma câmera na mão e um foco em mente, fui enquadrar essas potenciais arquiteturas. só que não poucas vezes algo me cruzou o caminho e me fez ver além dos meus enquadramentos e da materialidade que eu tanto persegui. não é tanto a arquitetura que está emjogo, mas talvez o que ela pode incitar. apesar da cidade, dos seus muros e calabouços, a vida segue e encontra seus meios de continuar pulsando.” 31


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João Victor Grando 8° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR “Ache o Flâneur”

Colagem Digital

Busquei traçar paralelos entre a obra ‘Operários’ de Tarsila de Amaral e o jogo ‘Ache o Waldo’ de Martin Handford ao combinar os dois com a figura do flâneur, classicamente retratado com uma cartola, bigode e monóculos. O jogo ‘Ache o Waldo’ é um passatempo aonde você deve encontrar um personagem específico dentro de uma tela com diversos outros. O personagem do flâneur foi criado por Walter Benjamin, filósofo que viveu a frenética virada do século XIX para o XX, repleta de mudanças urbanas e sociais. Essas mudanças são objeto de observação do flâneur, e na sociedade atual, estão acontecendo cada vez mais rapidamente. Tarsila do Amaral pintou ‘Operários’ em 1933, e busca retratar a população trabalhadora brasileira, explorada e exausta, sem tempo nem energia para aproveitar a cidade ou sociedade em que vivem. Apesar de artisticamente ser simples, a obra ao lado é rica em contexto e significado. O flâneur vê tudo por um microscópio, e foi isso que eu procurei fazer ao combinar a arte de Tarsila com o formato de Handford e a visão filosófica de Benjamin. 33


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Natan R. Durigan 8° período

Universidade Positivo - UP

“Arquitetura é para ser vivida”

Colagem Manual

Como plano de fundo, temos o Edifício Itália, observado pela perspectiva do Copan, dois marcos para a cidade de São Paulo. O Copan, em especial, por suas qualidades excepcionais para a a capital, seu pavimento térreo é continuação da cidade, por ali você não tem um bloqueio, o espaço é livre, fluido, público. Em primeiro plano, temos Paulo Mendes da Rocha, arquiteto e urbanista brasileiro, vestindo seu último grande marco para a capital paulista, o SESC 24 de Maio, um edifício para as pessoas, uma lição de projeto. Seu programa é composto por teatro, biblioteca, salas para os mais diversos usos, praças e uma grande piscina em sua cobertura, utilizada pelos mais váriados públicos e que detem uma visual única para todo centro da maior capital do país, um espaço único na capital que, de certa forma, já tinha sido proposto pelo arquiteto em seu projeto de transformação da Praça da República, sitada no centro de São Paulo, por meio da instalação de uma grande piscina pública no local, com o objetivo de criar uma praia urbana e trazer um uso mais efetivo para a praça . A cidade é o monumento supremo da arquitetura, um projeto em constante transformação, composto fundamentalmente por comportamentos e pessoas. A personalidade excepcional do arquiteto é em si uma construção a qual põe em pauta o ethos da arquitetura, como forma de transfiguração do imaginário social para a construção do viver cotidiano. Como defendido por Paulo Mendes da Rocha, “arquitetura não é para ser vista, é para ser vivida”.

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Gustavo Beraldo 6° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

“A formação da memória do espaço” Colagem Digital Os limites e definições de um espaço variam de indivíduo para indivíduo, a imagem mental que cada um tem da cidade é completamente diferente uns dos outros. E são justamente as experiências, físicas e psicológicas na cidade que moldam essa imagem: Uma arquitetura icônica, proibi- ções, disputas de poder, crimes, violência, paz, uma pessoa atraente, são apenas uma parcela da infinidade de aspectos que constroem em nossa mente, uma relação única e real com a cidade.

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Izabelly Zucco 10° período Loren Dias 10° período Richard Viana 10° período Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR “Inocente na cidade”

Colagem

Ao longo do tempo a cidade vem influenciando diretamente a formação e o imaginário infantil, alterando o seu comportamento ao negar o seu direto de participar, apropriar e pertencer a cidade. A cidade forma a criança, mas por que a criança não forma a cidade? Trazemos à reflexão a inocência da criança em meio ao caos urbano e o seu desenvolvimento corporal como ator primordial do espaço. Uma cidade que estimule os sentidos , sendo um catalisador de experiências e atmosferas que ampliam o campo da criatividade e imaginação. Se a cidade for um lugar onde a criança é protagonista, teremos um espaço cheio de vitalidade e interação, que abrange todas as pessoas, se tornando mais democrático e acessível. A criança como sinônimo de liberdade e a cidade como um espaço que deve oferecer à ela as inúmeras possibilidade de ser. “A cidade diz que tem mil confortos pra me dar, é mentira da cidade, não sou livre pra brincar” 39


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Marcella C. Casagrande 6° período Felipe Flügel Hill 6° período FAE - Centro Universitário

“Memória da Cidade”

Colagem Photoshop “Pensar a cidade como um grande organismo vivo, que está sempre conectado e se mostrando ativo. A obra representa o pensamento do arquiteto urbanista, que deve sempre pensar para quem está projetando o espaço, além de suas formas e funções. As pessoas vão utilizar a cidade de alguma maneira e é papel do projetista em pensar como tais expressões se tornarão físicas, contribuido para formar cidadãos presentes e participativos na cidade em que se encontram. Usando como referência a cidade de Curitiba - PR , ressaltando sua matriz como exemplo de planejamento urbano e distribuição de areas públicas voltadas para os cidadãos.”

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Cidade Sociedade Conectividade 42


Lucas Grocoske Ferrari 9° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR ‘’Relativismo nº 6’’ Croqui digital

A cidade é construída através das micro relações que o indivíduo tem com o ambiente no qual é inserido. A minha reflexão se constitui através do levantamento dessas experiências através de uma ótica completemente pessoal. Busca-se o entendimento da interação cidadão-cidade como consequência da relativização de espaço e tempo. Fiz o mesmo trajeto entre dois pontos, porém com dois meios de transporte diversos. Essa experiência me permitiu compreender melhor uma relação que me parece fundamental na construção de um imaginário coletivo da cidade: tempo de observação x deslocamento espacial. A imagem apresenta a composição de um mapa mental, completamente desapegado de orientações cartesianas, dos dois percursos, de forma que seu desenho representasse a minha experiência sensorial. O mapa foi bombardeado com tipologias de interação que me pareceram interessantes, estas também desvinculadas de rigor técnico. Trata-se essencialmente de uma observação pessoal, na qual a única escala adotada é o tempo.

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Julio Cesar Barros da Silva 8° período

Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

“Escalas corpóreas” Colagem manual/digital

Comparação, questão dimensional entre dois objetos. A escala é o conceito fundamental para entender a relação do corpo com a cidade. A história da arquitetura, desde o período clássico até o atual, pode ser descrita como um crescente deslocamento do corpo ao projeto do edifício e ao meio urbano. Parte-se, aí , de Brasília, capital moderna, desmembrada aqui em três diferentes escalas: 1// o desenho urbano, representado pelo Eixo Monumental, a espinha dorsal da cidade, com suas linhas de continuidade, visto de fotos aéreas de 1976; 2// as edificações, as quais criaram ícones e monumentos platônicos, presentes no imaginário da imagem da cidade; 3// o corpo, representado junto a uma reportagem da Revista Manchete de 1976, a qual fala sobre o incêndio do Ministério da Fazenda e os salvamentos das pessoas que saltaram do edifício para salvar suas vidas; Linhas vermelhas atravessam o desenho e as escalas, evidenciando o corpo que cai e agora faz parte da composição arquitetônica. O corpo transforma-se em mais um elemento do mosaico urbano, deslocando-se por um eixo que pertence somente a arquitetura. Parece perder-se em meio as ambições que o próprio homem criou. É o corpo que constrói o edifício, e que cai sobre ele.

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“Espaço editável para obra”

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CORPOCIDADE Revista VISU.AU 1ª edição Brasil. Paraná. Curitiba. 2019 Equipe VISU.AU: Giulia Viana Julio Cesar Barros da Silva Lucas Grocoske Ferrari Marcos Eduardo Scopel Vítor Morandin

revistavisuau@gmail.com @visu.au revistavisuau visu.au

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