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Revista GBC Brasil #13

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GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO ANO44 // Nº12 Nº13 // 2017 2017

SÃO PAULO CORPORATE LEED SILVER TOWERS EB+OM ARQUITETURA ARROJADA NA PAISAGEM PAULISTANA COM LEED PLATINUM CORE&SHELL LEED v4 apresenta primeira certificação no país GBC Canadá implementa certificação Zero Carbono AUTOMAÇÃO: Empresas apresentam cases e soluções

DOSSIÊ ESPECIAL USO RACIONAL DA ÁGUA: ALTERNATIVAS PARA CONTER A ESCASSEZ DO RECURSO VIBEDITORA


índice

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ANO 4 / Nº13 / 2017

EDITORIAL............................................................. > 3 COLUNA GBC........................................................ > 6 COLUNA CBIC....................................................... > 8

QUESTIONÁRIO PROUST FELIPE FARIA...................................> 10 PROJETO DESTAQUE...........................> 14

CONSTRUINDO HISTÓRIA.................................. > 18 NORMAS DE CONSERVAÇAO DA ÁGUA.......... > 18

DOSSIÊ USO RACIONAL DA ÁGUA

ESPECIALISTAS........................................... ................> ENVIROMIX.......................................................... > 24

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PROÁGUA............................................................ > 26 EVAC: SOLUÇÕES A VÁCUO.............................. > 30 W-ENERGY........................................................... > 34 RAIN BIRD............................................................ > 36

LEED V4 - PRIMEIRA CERTIFICAÇÃO NO BRASIL.........> GREEN PEOPLE................................................... > 46

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ESPECIAL AUTOMAÇÃO

JLQ E SISTEMA ZIPATO...................................... > 48 RECOMSERVICE.................................................. > 52 CONTROLLAR.................................................... > 56 B2E AUTOMAÇÃO.............................................. > 59 VISÃO GLOBAL.................................................... > 60

SAINT GOBAIN - CENTRO DE PESQUISA.................> SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS................................ > 64

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Não somos super heróis, mas podemos coNstruir um muNdo melhor. juNte-se ao gbc.

eduardo eleutério Diretor Geral Saint-Gobain, DiviSão iSover

roberto aflalo SóCio Diretor aflalo/ GaSperini arquitetoS

celiNa aNtuNes Ceo para amériCa Do Sul Da CuShman & WakefielD

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projeto em destaque

São Paulo Corporate Towers: integração como chave para o desenvolvimento

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Fotos: © 2016 Ana Mello

projeto em destaque

Empreendimento que ressalta “o espírito brasileiro alegre e contemporâneo, integrando uma escultura ao ambiente da cidade” é exemplo nacional em sustentabilidade e paisagismo. Por Paulo Dias

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primeira vista o que chama atenção nas duas torres que compõem o São Paulo Corporate Towers é a arquitetura arrojada. Os dois edifícios, localizados na marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo, “dançam suavemente em meio a uma grande área de espécies nativas da Mata Atlântica”, conforme descreve Rafael Pelli, sócio da Pelli Clarke Pelli Architects (escritório corresponsável pelo projeto). Além disso, o empreendimento também é exemplo de integração entre o espaço privado e público, entre construção e natureza, o que o coloca entre os mais bem sucedidos projetos do tipo no país. Construído no coração da Vila Olímpia, bairro da zona sul da capital Paulista, o São Paulo Corporate Towers chama a atenção por sua preocupação com sustentabilidade. Com projeto realizado numa parceria entre o escritório americano Pelli Clarke Pelli Architects e o brasileiro aflalo/ gasperini arquitetos, o São Paulo Corporate Towers recebeu a certificação LEED, categoria Core & Shell, em seu mais alto nível: Platinum 3.0.

Arquitetura Arrojada

A área total do terreno do empreendimento é de 38.000 m², dos quais 9.600 m² são de área permeável, somando 18.000 m² de área ajardinada. Resumindo em três itens, Rafael Pelli diz que o São Paulo Corporate Towers possui composição dinâmica, formas esculturais e tecnologia inteligente. O empreendimento é o primeiro assinado pela Pelli Clarke Pelli

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no Brasil. “O design final que tentamos expressar no projeto foi inspirado na energia, no otimismo e na beleza natural com que tivemos contato no Brasil. Ele, sem dúvida, estabelecerá uma nova aspiração aos prédios comerciais em São Paulo”, relata o arquiteto. O empreendimento conta com duas torres (Norte e Sul) de 30 andares cada, além de ático, térreo e área de varejo. Possui 60 elevadores inteligentes e de alta performance, além de 2 pares de escadas rolantes. “Tudo o que desenvolvemos é uma resposta única às necessidades, às circunstâncias e às oportunidades artísticas de cada projeto. O fato de os dois prédios serem vistos de todas as direções da cidade nos levou a desenhar formas esculturais que, ao mesmo tempo, fossem eficientes e práticas. O vidro leve da fachada exterior é visto como fitas que envolvem em espiral os prédios. O prédio incorpora as mais recentes tecnologias tanto em sua engenharia e sistemas quanto em seu design”, explica Rafael Pelli. A Torre Norte conta com mezanino e heliponto com capacidade para 18t e Sky Lobby. É um prédio de Amenities (ou seja, que oferece comodidades), composto por centro de convenções, restaurantes e cafeteria. A Torre Sul possui características semelhantes a Norte. Compõe o empreendimento também um prédio técnico para a entrada de energia, geradores e chillers, com três subsolos, térreo e pavimento superior. Em termos de comodidade para os locatários, o SP Corporate Towers apresenta alguns diferenciais, como por exemplo, a opção de implan-

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inovação

LEED v4

Mais um passo para a um futuro sustentável Nova versão do LEED traz inovação, regras mais rígidas e um olhar totalmente novo sobre ciclo de vida da edificação

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esde que foi lançada, em 1998, a Certificação LEED vem revolucionando o mercado da construção sustentável, buscando sempre atingir os mais altos níveis de operação de alta performance, design e eficiência em edificações do mundo todo. Pensando em melhorar, ainda mais, os resultados conquistados por construções certificadas e em atender os novos desafios em relação a sustentabilidade, o Green Building Council lançou a nova versão da Certificação LEED, o LEED v4. Com o objetivo de elevar os padrões técnicos da construção civil sustentável, uma nova versão da certificação LEED foi desen-

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Por Taís Cruz

volvida, com base em estudos e discussões entre profissionais, técnicos, entidades do mercado da construção do mundo todo. Esta nova versão começou a ser discutida em 2010, mas só foi lançada oficialmente em 2013, e passou a ser obrigatória no Brasil em outubro de 2016. Esses três anos de transição permitiu com que o mercado brasileiro começasse a se preparar para atender as novas exigências da certificação. A grande proposta do LEED é elevar os padrões técnicos da construção civil como um todo. Por tanto, quando esses padrões são alcançados o movimento natural é fazer com que eles se tornem cada vez mais elevados e rígidos. Acompanhando este processo, critérios e pontuações da certificação mudaram. “O LEED v4 tem alguns desafios

novos, especialmente na parte de sistemas prediais, que faz com que itens e sistemas que antes eram fundamentalmente estratégias de eficiência passem a ser obrigatórios, elevando significativamente a régua. Isso tem influenciado principalmente projetos de new construction e interiores, onde temos os sistemas efetivamente entregues”, comenta Adriana Hansen, coordenadora de Projetos Sustentáveis do CTE. Em relação aos quesitos que pontuam nesta nova versão ficaram distribuídos da seguinte forma: 35% as ações relacionadas às mudanças climáticas, 25% à saúde, recursos hídricos 15%, biodiversidade 10%, recursos naturais 10%, economia verde 10% e comunidade 5%. Entretanto, as principais mudan-

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inovação

©Divulgação CTE

construção de

“A MAIOR CONTRIBUIÇÃO DO LEED V4 FOI A MUDANÇA DE VISÃO NA ABORDAGEM DE MATERIAIS, O V4 VEM COM UMA ABORDAGEM DE PROMOVER MAIS A TRANSPARÊNCIA DE INFORMAÇÃO DO QUE SER DESCRITIVO EM PERFORMANCE”

Adriana Hansen CTE

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ças se encontram na categoria que trata da eficiência energética, bem como em relação ao uso eficiente da água, com uma abordagem que entende muito melhor o uso eficiente dos recursos hídricos na construção como um todo, e a grande novidade são os rígidos critérios da categoria de materiais. O uso eficiente da água ganhou grande destaque nesta nova versão. A água está conectada a todos os sistemas da construção, e todos eles são afetados por ela. Por tanto, a nova versão do LEED enxerga o uso da água como um todo, considerando o uso interno e externo, mensurando todo uso dos recursos hídricos relacionados ao prédio, incluindo sistemas de ar condicionado, instalações e sistema de irrigação, com o intuito de monitorar e controlar o uso de água de forma que não haja desperdícios. O LEED v4 também encoraja projetos que fazem o reuso dos recursos hídricos. A parte de materiais é a grande novidade, e também o ponto mais polêmico. Com foco no ciclo de vida dos materiais, envolvendo também a transparência de informações sobre o produto e sua matéria prima, há também a exigência de Declaração Am-

biental de Produtos (apenas um não garante o crédito, conforme tabela na próxima página). Este quesito é de grande importância porque os materiais utilizados na edificação podem afetar diretamente a saúde dos ocupantes. Por isso, a preocupação do LEED em trazer informações claras e mudar a forma como os materiais são escolhidos. “Temos um desafio muito grande na parte de materiais, porque ainda não temos o mercado preparado para esta demanda. A análise do ciclo de vida, health product declaration e a parte de composto orgânico volátil são itens que o mercado vai ter que correr atrás”, afirma Adriana. Há também uma nova categoria “localização e transporte”, com o objetivo de estimular projetos que diminuam ao máximo o impacto dos transportes. O primeiro paço para o desempenho ambiental é escolher uma boa localização, de fácil acesso e com uma boa infraestrutura ao redor. Esta nova categoria também encoraja projetos que privilegiam o acesso a pé, por transporte público ou alternativos, como as bicicletas. Porém, em grandes centros urbanos, como São Paulo, não é muito fácil encontrar bairros que integrem os princípios de crescimento planejado e inteligente, urbanismo sustentável e edificações verdes, o que dificulta a pontuação nesta categoria, como afirma Adriana. “Uma dificuldade é a pontuação pesada, no caso de interiores e new construction, para edificações em bairros certificados. A gente não tem a certificação de LEED Neighborhood promovida no mercado brasileiro, e essa tipologia entrou como um item forte na nova versão da certificação, que não sendo aplicável e prejudicando a pontuação geral”. A certificação LEED v4 é, de fato, um desafio para o mercado bra-

sileiro. Mas é um desafio que faz crescer e trilhar um caminho cada vez mais sólido rumo a um futuro sustentável. Esse é o papel do LEED, ser um padrão internacional de design, construção e estruturas operacionais de alta performance. “A maior contribuição do LEED v4 foi a mudança de visão na abordagem de materiais, o v4 vem com uma abordagem de promover mais a transparência de informação do que ser descritivo em performance. Então, é uma mudança de posicionamento, ele quer muito mais que os fabricantes tenham documentos que falem o que o produto dele é, do que propriamente falando do que o produto tem que ser. Portanto, o que vemos de grande mudança, e gerou muita discussão, é esse capítulo de materiais, mas eu acho que ele enriqueceu muito esse trabalho, porque é um setor que precisa melhorar e se voltar mais para a sustentabilidade”, finaliza Adriana.

Materiais: O grande desafio do LEED v4 A categoria de materiais e produtos é a grande inovação do LEED v4, como afirma Felipe Faria, CEO do Green Building Council Brasil, “a grande novidade é em relação aos materiais e recursos. Tudo que já falávamos sobre a questão de conteúdo reciclado, tintas selantes, níveis baixos de compostos orgânicos voláteis, enfim, tudo que já era pedido na parte de materiais, agora está inserido no conceito de avaliação do ciclo de vida e declaração ambiental do produto”. Este item em particular gerou muita discussão por conta do alto grau de exigência e por ser algo novo no mercado. A versão 4 é essencialmente focada no ciclo de vida de toda a edificação, e para garantir o ciclo

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inovação

SAINT-GOBAIN LANÇA CENTRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO O Centro, voltado para o mercado brasileiro e latino-americano além de fomentar a criação de novas tecnologias, ainda conta com um espaço sensorial onde os produtos do grupo podem ser experimentados na prática Por Taís Cruz

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Evento Construção Sustentável, propiciado pela Saint-Gobain, no seu recém-inaugurado Centro Transversal de Pesquisa e Desenvolvimento, foi uma manhã dedicada a reflexão sobre o futuro da construção sustentável e a demonstração de tecnologias criadas pelo Grupo para alcançar de fato a sustentabilidade nas construções brasileiras. Logo na recepção dos visitantes, o presidente e CEO, Pierre-André de Chalendar declarou a sua preocupação com o futuro da construção em 2050, quando seremos mais de 10 bilhões de pessoa no mundo, “ a sustentabilidade na cadeia construtiva é algo que vamos discutir demais. Hoje, já é uma realidade a falta de areia, por exemplo, em algumas regiões do mundo”, declarou.

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Felipe Faria, CEO do Green Building Council Brasil, fala sobre os benefícios econômicos dos edifícios sustentáveis

Paulo Perez, diretor de projetos de marketing habitat, complementou falando dos impactos que as pessoas também sentirão com o aumento populacional. “ Nós precisamos agir, porque no ritmo de consumo de recursos que estamos seguindo, não vamos conseguir manter o planeta com essa quantidade de pessoas. Além disso, o impacto não é somente ambiental, ele interfere em nossas vidas de diversas maneiras. Por isso, é importante pensar em ambientes que sejam adequados a nossa qualidade de vida, já que, em média, passamos 94% do nosso tempo em ambientes internos”. Em seguida Felipe Faria, CEO do Green Building Council Brasil, discorreu um pouco sobre a importância da certificação LEED para transformar o mercado da construção civil. “Grande parte do sucesso do GBC Brasil, em relação a outros GBCs no mundo, vêm da parceria com

o setor privados, alguns bons colaboradores do setor público, as principais associações do setor e o meio académico. É uma forte rede colaborativa, e só assim a gente consegue ter sucesso no movimento de transformação do mercado, com foco na sustentabilidade”. Eduardo Eleutério, presidente do GBC Brasil, completou com a importância da parceria entre o GBC e a Saint-Gobain. “O GBC preenche toda uma cadeia de valor da construção, desde o projeto até a finalização. Ela implementa uma visão mais sustentável do ecossistema da construção. O GBC promove construções mais sustentáveis, elevando os parâmetros das construções, e a Saint-Gobain está alinhada com esta visão, atuando e promovendo a construção sustentável junto a nós. Fazemos isso porque realmente acreditamos que esta é uma forma de melhorar o nível da construção”. Paul Houang, diretor de pesquisa e desenvolvi-

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inovação

Imagens: Divulgação Saint Gobain

Bate-papo com os palestrantes do evento, executivos do Grupo Saint-Gobain e do Green Building Council Brasil.

Centro de P&D da Saint-Gobain, em Capivari/SP, é o primeiro do Grupo no hemisfério sul

mento da Saint-Gobain, falou um pouco sobre o Centro de Pesquisa. “Aqui o nosso objetivo é encontrar soluções, desenvolver materiais e sistemas construtivos, aliando conforto no nossa dia-a-dia a sustentabilidade, que para nós significa alta performance e baixo impacto ambiental. Para o Grupo Saint-Gobain é muito importante o conforto térmico, acústico, qualidade do ar e conforto visual – relacionado também a quantidade de luz que entra no edifício, dando preferência a iluminação natural”. Inaugurado em abril de 2016, o Centro Transversal de Pesquisa e Desenvolvimento da Saint-Gobain, localizado em Capivari, a poucas horas da capital paulistana, tem como seu principal foco acelerar a inovação de deus produtos, desenvolvendo materiais de construção de alta performance e aplicações industriais adaptados às especificidades e necessidades do mercado brasileiro e de toda a América Latina.

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O edifício onde funciona o centro de pesquisa é o primeiro do Grupo no Brasil a ser certificado LEED Gold. A construção, que ocupa 3 mil m² de um terreno de 40 mil m², obteve altas pontuações, principalmente devido ao seu baixo consumo energético – média anual de 55 kWh por metro quadrado, o que representa 65% de redução do consumo de energia. Para atingir as exigências da certificação foram usadas soluções da própria empresa no isolamento de paredes, tetos, pisos, além do vidro de alta performance SageGlass®, vidro eletrocrômico, cuja a transparência pode ser alterada por com comando eletrônico, esta tecnologia é inédita no Brasil. O prédio também possui soluções de conforto térmico e acústico, luminosidade ideal e um sistema de reutilização de água. Além de estimular a inovação e o codesenvolvimento de novas tecnologias com clientes,

start-ups e universidades, o centro de pesquisa conta ainda com um espaço sensorial, onde os visitantes podem experimentar na prática os produtos e soluções Saint-Gobain em termos acústico, térmico, visual e qualidade do ar interior. Os visitantes são guiados por profissionais que explicam e demonstram as diferenças de cada material usado, há salas em que se pode vivenciar experiências de maior e menor conforto acústico e térmico de acordo com a solução utilizada. No centro de pesquisa, para todo lado que se olha uma ou várias soluções Saint-Gobain são encontradas, todas projetadas para trazer conforto, eficiência energética e bem-estar aos ocupantes. A inovação é um elemento intrínseco ao Grupo, com oito centros P&D transversais no mundo, quase quatro mil pessoas trabalhando em pesquisas e desenvolvimento, cerca de 350 patentes por ano. Com isso, foi eleito pelo sexto ano consecutivo como uma das empresas mais inovadoras do mundo. Para finalizar foi apresentada a tecnologia denominada “Internet of Things”, ainda em desenvolvimento mas já lançada. Este é um dispositivo sensorial desenvolvido pela Saint-Gobain que capta uma série de informações do ambiente, como qualidade do ar e temperatura, umidade. O dispositivo é uma espécie de sensor que ao ser instalado em um local envia as informações deste ambiente para a nuvem, armazenando todas as informações, possibilitando a criação de um histórico sobre aquele ambiente e analisar o que os usuários avaliam ser um ambiente confortável. Esses dados ajudarão o grupo a desenvolver tecnologias de acordo com essas informações.

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