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Anuário GBC de Certificações LEED 2015

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GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO2 / Nº4 / 2015

ESPECIAL

ANUÁRIO

2 15 CERTIFICAÇÕES

EXEMPLAR AVULSO: R$ 35,90

9 772446 970063

ISSN 2446-970X

00415

Informações e fichas técnicas dos empreendimentos Impacto dos Edifícios Verdes nas crises hídrica e energérica nacional Internacionalização da certificação LEED VIBEDITORA


índice

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ANO2 / Nº4 / 2015

EDITORIAL...................................................> 4 COLUNA GBC..............................................> 9

GREEN PAGES JOSH HORST......................................>12

PANORAMA DO LEED.......................................> 18 LEED NAS AMÉRICAS........................................> 24 CRISE ENERGÉTICA...........................................> 28 CRISE HÍDRICA...............................................................> 36 ESPECIAL PROCESSO DA CERTIFICAÇÃO........>40

SUSTENTAX, CTE, CUSHMAN E PETINELLI

SELO AZUL...........................................................> 62

ESPECIAL ANUÁRIO DE CERTIFICAÇÕES.........> 66

HISTÓRIA LEED NO BRASIL .........................................> 68 ESTÁDIOS CERTIFICADOS...................................> 76 EMPRESAS EM DESTAQUE..................................> 83 CASES HISTÓRICOS............................................> 125

CASES ATUAIS 2014..................................> 159

GUIA DE SOLUÇÕES...........................................> 221 DIRETÓRIO DE MEMBROS..................................> 237

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UM PANORAMA DO LEED E SUA INTERNACIONALIZAÇÃO Um dos grandes legados de Scot Horst na sua liderança dentro do USGBC foi a expansão das estratégias de crescimento global do LEED.

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abrangência global do LEED se estabelece na proposta de um conjunto de normativas padrão que inspiram um novo nível de edifícios de qualidade. Essas normas facilitam a compreensão das equipes de projeto em várias partes do mundo, de diferentes culturas, a responderem à complexidade dos edifícios. Os profissionais envolvidos em qualquer país facilmente entendem a questão da ventilação ou do consumo de água nos créditos do LEED e o entendimento destas e todas as demais questões ultrapassa as fronteiras. O LEED é um sistema único que é aplicado em todo o mundo. Não existe um LEED diferente para o Brasil e para a China, por exemplo. Em vez de criar versões regionais do sistema de classificação, o mercado usa o mesmo sistema em todo o mundo. Como forma de proporcionar o intercambio e o desenvolvimento técnico entre os diferentes países, foi criado o LEED International Roundtable. Formado por um grupo de 38 organizações, a maioria dos quais representam um país onde o LEED está presente e atuante através de seus Green Building Councils locais. As discussões giram em torno do impacto e aplicação do sistema LEED por todos os países. Cada um de seus componentes serve como um grupo de auxilio do USGBC para o fomento e adaptabilidade da Certificação LEED localmente, com discussões de nível internacional. O LEED e a sua equipe, através do USGBC, funcionam como a inteligência central que une os conceitos, mas a função das mesas redondas LEED é distribuir essa

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inteligência para todos os outros países. Cada um deles conhece a indústria da construção regional e local e as práticas e normas que melhor funcionam onde eles estão, contribuindo para melhorar a aplicabilidade das normas. PAÍSES REPRESENTADOS NO LEED INTERNATIONAL ROUNDTABLE

“O LEED trabalha nos níveis global, regional e local de forma integrada. LEED é global, pois é o mesmo sistema normatizado e padronizado que é utilizado em todas as partes do mundo. Isso significa que qualquer pessoa pode comparar um edifício em São Paulo com um em Nova York ou Xangai ou Estocolmo, com muita clareza” explica Scot Horst, Chief Product Officer do USGBC.

O LEED é também regional. Através dos Alternative Compliance Paths, ou Métodos Alternativos de Atendimento, que permitem que o LEED seja mais flexível e aplicável aos projetos localmente, respeitando as individualidades locais. Porem todos os itens devem ser aprovados pelo comitê Técnico do LEED. As ACPs oferecem abordagens adicionais para créditos que tradicionalmente possam ser mais desafiadores para projetos fora dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mantem o rigor e a consistência global da ferramenta. Em outras palavras, a ferramenta LEED pode ser aplicada globalmente, ao mesmo tempo em que respeita os métodos alternativos exclusivos de cada país. Um exemplo no Brasil é o Procel Edifica, reconhecido como pré-requisito para a pontuação no quesito Energia e Ambiente. E, finalmente, o LEED é local. É local, porque os membros da Mesa Redonda Internacional LEED e os usuários em 150 países são as pessoas que representam o que está realmente acontecendo. Todo edifício verde é local. O sistema LEED une a todos, integrando todo o trabalho local num grande movimento de impacto global.

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Saiba qual é a primeira garagem SAIBA QUAL É A PRIMEIRA GARAGEM da América Latina a receber DA AMÉRICA LATINA A RECEBER o selo Leed de Sustentabilidade.

O SELO LEED DE SUSTENTABILIDADE.

Foto entrada principal

É com grande satisfação que a Sinco Engenharia, em parceria com o grupo NSO, entregou um projeto inovador para a nova garagem da Companhia Urubupungá. Com foco na sustentabilidade, sua construção está comprometida com a proteção do meio ambiente. Essa obra foi a primeira da América Latina a receber o selo LEED, certificação de sustentabilidade para edifícios com alto desempenho ambiental.

Foto aérea

Resultados: • Redução de 40% do consumo de água potável; • Aquecimento solar economiza 86,4% de energia elétrica; • Sistema de coleta e armazenamento de água da chuva; • Estação de tratamento de esgoto; • Monitoramento avançado de eficiência energética; • Controle de contaminação, erosão e sedimentação do solo; • 85% dos resíduos de obra encaminhados para reciclagem; • 68% dos materiais utilizados na obra são produzidos na região; • Aumento de produtividade pela satisfação dos colaboradores.

sincoengenharia.com.br urubupunga.com.br revistagbcbrasil.com.br

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Prédios verdes como solução para a crise hídrica no Brasil Um dos principais temas debatidos na atualidade no Brasil é o uso racional da água. Diante da grave crise hídrica que o país atravessa, com elevados percentuais de consumo de recursos naturais, soluções sustentáveis e econômicas são prioridades tanto na execução das edificações quanto nas próprias ações dos clientes consumidores de água.

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A

cidade de São Paulo atravessa uma das piores crises hídricas da história, tendo que enfrentar um dos maiores desafios no que tange o abastecimento de água na cidade e região metropolitana. Medidas tomadas pelo governo como instalação de novos sistemas, transposição de rios, despoluição e proteção de mananciais requerem altos investimentos e, consequentemente muito tempo para planejamento e execução de obras, o que representa desafios burocráticos, além da conciliação de interesses entre municípios diversos, com sensíveis impactos socioambientais. Isso fica claramente evidenciado quando se fala da captação do volume morto em Nazaré Paulista e Joanópolis, com investimentos de R$ 80 milhões, bem como a transposição do Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira com investimento da ordem de R$ 500 milhões. De acordo com dados divulgados pela SABESP são produzidos 50,9 m³/s de água para abastecer a região metropolitana de São Paulo, sendo que as edificações residenciais, comerciais e públicas são responsáveis por boa parte deste consumo. Na RMSP, a Sabesp conta com oito sistemas produtores de água – Cantareira, Alto Cotia, Baixo Cotia, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro, Alto Tietê e Ribeirão da Estiva. São interligados por adutoras de grande porte que compõem o Sistema Adutor

Metropolitano (SAM), responsável pelo transporte da água tratada até os reservatórios setoriais e, deste ponto, para cerca de 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Com a queda vertiginosa do volume armazenado do sistema Cantareira iniciada em janeiro de 2014, uma das primeiras medidas emergenciais adotadas foi a transferência de vazões de outros sistemas produtores para atender regiões que, em condições normais, seriam abastecidas somente pelo Cantareira, conforme dados da própria Sabesp. O desafio, no entanto é encontrar soluções céleres e econômicas para superar as dificuldades em relação a este cenário, que preocupa a sociedade como um todo e influencia o desenvolvimento econômico do país. Hoje, a indústria da construção civil apresenta dados significativos de impactos socioambientais, sendo as edificações responsáveis por cerca de 21% do consumo de toda água tratada no Brasil, número alarmante se identificarmos como principais razões para o alto consumo a ineficiência as edificações do país que apresentam mau planejamento, erros de projetos, falta de manutenção, falta de capacitação em operação predial, falta de políticas de fomento e informação frente a inúmeras oportunidades com desdobramentos econômicos, sociais e ambientais. Através da mobilização de organizações e associarev/gbc/br


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ções, que vem crescendo cada vez mais no país, a busca por incentivos a práticas sustentáveis tem sido medidas prioritárias que visam o uso racional da água bem como outras ações importantes para redução do impacto ambiental. Em muitos setores da construção civil a presença do movimento de construção sustentável, readequação energética e hídrica de edificações existentes e certificação de edificações, como por exemplo, a certificação internacional LEED e o Selo Procel Edificações, tornou-se premissa unanime nos novos empreendimentos e grandes retrofits. Dentre as principais medidas adotadas para que se atinja um resultado positivo na gestão e consumo de água, está a criação de ações inovadoras e utilização de materiais eficientes pelas organizações envolvidas neste setor. Um exemplo disto é o Programa Deca PROÁGUA, lançado em julho de 2013 pela Duratex/Deca, que visa reduzir o desperdício de água nas edificações, através da mudança dos hábitos dos usuários e de uma série de ações planejadas, com priorização da aplicação de produtos e dispositivos economizadores. Segundo Osvaldo Barbosa de Oliveira Jr, engenheiro da Duratex/Deca, a principal expectativa é esclarecer a sociedade que a eficiência no uso da água no meio urbano só será de fato alcançada com a união entre a consciência das pessoas e as ações e tecnologias voltadas ao tema. “As ações do Deca PROÁGUA foram pensadas de tal forma a atingir os principais pontos onde podem existir uso inadequado da água nos edifícios, quer seja por motivo de desconhecimento das pessoas, quer seja por problemas que os produtos e tecnologias instalados possam ocasionar. O primeiro projeto desenvolvido sob o conceito do Deca PROÁGUA foi no Museu de Arte de São Paulo, o MASP, onde com a troca de produtos convencionais por economizadores, somados à capacitação da equipe de manutenção do museu, da instalação de medidores de forma a setorizar o monitoramento do consumo e de ajustes no sistema de ar condicionado, foi possível uma redução de mais de 40% no consumo de água.Com isso a aplicação do conceito do Deca PROÁGUA trourevistagbcbrasil.com.br

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ELDORADO BUSINESS TOWER

PLATINUM LEED CS

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A localização na cidade foi a principal inspiração do projeto de arquitetura da Eldorado Business Tower. Situado no terreno de um dos mais antigos e tradicionais shoppings de São Paulo, o edifício resultou da Operação Urbana Faria Lima, que permitiu idealizar uma torre de 140 metros de altura, com lajes de quase dois mil metros quadrados de área. A implantação do projeto ajustou seu porte monumental à paisagem das marginais do rio Pinheiros. Para isso, foi criada uma base horizontal que acomoda o grande volume vertical. O térreo foi elevado, distanciando-se do intenso movimento das avenidas e permitindo uma vista privilegiada do entorno. Desta forma, o edifício se integra ao shopping Eldorado, sem perder a sua identidade.

A composição da torre com o embasamento permitiu integrar o lobby do térreo a uma generosa praça suspensa, voltada para o shopping e para o nascer do sol. Desde os primeiros andares, todos os trinta e dois pavimentos usufruem vistas abertas. A Torre foi dotada da mais moderna tecnologia, com sofisticadas soluções de ocupação e de circulação. Tanto pelo seu porte quanto pela sua forma, Eldorado Business Tower é uma referência marcante na paisagem metropolitana de São Paulo. Além de todos esses diferenciais o edifício, que conquistou em 2009 a certificação máxima do Green Building Council Brasil, o selo Platinum, garantiu resultados importantes em relação aos critérios de sustentabilidade exigidos para certificação.

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PRIMEIRA CERTIFICAÇÃO PLATINUM NO BRASIL Espaço Sustentável A empresa busca criar soluções que integrem o edifício com seu entorno e com a cidade, criando espaços de qualidade para os usuários que trabalham ou simplesmente habitam a região. O Projeto Eldorado, é um projeto de uma condição única, integrado a um shopping que possui todo apoio de serviços e alimentação para os usuários do edifício. Foi prevista uma passarela do térreo do edifício direto para dentro do shopping, facilitando também os usuários do shopping que podem sair do shopping por ela, pois a praça do térreo é aberta ao público. Como incentivo à utilização de transporte alternativo, o projeto possui uma conexão direta com a estação de Trem, além da previsão de instalação de bicicletários, área de vestiários, vagas preferenciais para veículos movidos a GNV.

Eficiência no uso de água Com o objetivo de reduzir o consumo de água no empreendimento foram instalados sistemas de coleta, tratamento e reuso de água de chuva, coberturas verdes, fachada com vidros de alta performance e águas de lavatórios. A água da chuva coletada através do sistema de captação é destinada para irrigação, lavagem e louças sanitárias. Também foram instalados metais, louças e dispositivos economizadores visando à redução do destes recursos. Com a implantação destas medidas, o empreendimento garante uma economia de 33% no consumo de água se comparado ao baseline. Outros resultados significativos foram: Economia de

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100% de água potável para irrigação e redução de 25% no fluxo de água lançado nas vias públicas durante o período de chuva.

Energia e Atmosfera Visando a redução no consumo de energia, foram utilizados sistemas de fachada que inibem ou impedem a entrada e absorção de calor, como vidros eficientes, sistemas de troca dissipação de ar quente, rolos refletivos, entre outros elementos. Foram utilizados mecanismos como simulações energéticas para o entendimento do percentual de entrada de calor bem como os prejuízos causados nos ambientes internos. As práticas adotadas resultaram em uma economia de 18% no consumo energetico;

Materiais e Recursos Na construção foram utilizados materiais considerados de baixo impacto ambiental como, 95% madeira utilizada é certificada FSC, materiais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, como solventes, produtos tóxicos, entre outros, utilização de 50% de materiais provenientes de fornecedores locais, destinação adequada para 74% dos residuos da obra, além de 30% dos materiais utilizados serem reciclaveis. Além de todas essas práticas, a obra contou com processos de acompanhamento junto às operações e logística da obra, fiscalização e orientação de empresas especializadas, além do estudo e planejamento da logística de geração de resíduos e seus destinos, que definem as áreas de descarte, organização e coleta.

Qualidade ambiental interna Com o intuito de melhorar a qualidade ambiental interna do edifício foram realizadas simulações de conforto lumínico, térmico e acústico para entendimento e solução de eventuais problemas com ambientes com pouca entrada de luz natural, variação de temperatura e barulho do/para o entorno, além de estudos, análise- estudo, análise e criação de ambientes externos naturais com vegetação e sombreamento, gerando núcleos de microclimas para conforto do usuário. A fachada tem 43% das paredes de vidro, permitindo iluminação natural nas áreas internas, reduzindo o consumo de energia além dos ambientes possuírem cortinas rolos automáticas que se fecham conforme a incidência solar. Há também automação nos sistemas de ar condicionado para o acionamento e regulação nas temperaturas conforme necessidade do ambiente.

Obra: Eldorado Business Tower

Incorporação: Gafisa e São Carlos S.A.

Localização: Avenida Nações Unidas , 8501 São Paulo, SP

Área do terreno: 10.000 m²

Área construída: 115.000 m²

Certificação: 19/08/2009

Sistema e Nível da Certificação:

Inovação e Processos

LEED CS Platinum

As propostas arquitetônicas buscam sempre qualificar os espaços, seja na melhor posição em função da incidência solar, dos ventos predominantes, no dimensionamento do espaço. Na integração entre os espaços públicos e semi-públicos. Alem de todo o incentivo de uso de transporte ecologicamente corretos tais como bicicletario, vagas com carro a base de GNV, bagas para carros elétricos dentre outros.

Arquitetura: aflalo/gasperini arquitetos

Construção: Gafisa

Consultoria LEED e Simulação Energética: CTE

Comissionamento: Alamo

Elétrica e Hidráulica: Thermoplan e Enite

Ar Condicionado: Thermoplan

Tratamento de água de Reuso: Acqua Brailis

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Desenvolvimento Imobiliário Sustentável

Diminua • Riscos • Custos

• Velocidade de Vendas

• Prazos de Aprovação

• Rentabilidade

Estruturação do Negócio Imobiliário

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Aumente • Valor Percebido

Captação Financeira

Comercialização Diferenciada

GrupoSustentaX.com.br

Gestão da Implantação

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ANUÁRIO

2 15 CERTIFICAÇÕES

CERTIFICAÇÕES 2014

NÚMEROS E ESTATÍSTICAS.......................................... 160 ILHA PURA................................................................. 164 PAÇO DAS ÁGUAS....................................................... 166 PROLOGIS CCP CAJAMAR............................................ 168 FÁBRICA COCA COLA FEMSA........................................ 170 CTC SANTANDER . . ....................................................... 174 PARQUE ANA COSTA . . .................................................. 178 PROLOGIS CCP JUNDIAÍ.............................................. 180 CEO........................................................................... 182 ECOPARK................................................................... 184 PARQUE DA CIDADE.................................................... 186 FL CORPORATE........................................................... 188 COLÉGIO POSITIVO..................................................... 190 MORUMBI CORPORATE................................................ 192 SKY CORPORATE . . ....................................................... 196 NEO CORPORATE.. ....................................................... 198 CYK. . ......................................................................... 200 MINEIRÃO.................................................................. 202 ECO COMMERCIAL BUILDING BAYER............................. 204 VILLA MARESIAS........................................................ 206 POSTO ECOEFICIENTE IPIRANGA . . ................................. 208 Demais projetos......................................................... 210

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LEED ND

ILHA PURA CERTIFIED

O bairro planejado Ilha Pura é o primeiro projeto da América Latina a receber pré- certificação LEED ND, foi certificado em 2014 na categoria de bairros sustentáveis. Construído em uma área de mais de 200 mil metros quadrados, o bairro possui 7 condomínios, totalizando 31 torres residenciais e um Edifício Comercial. A concepção do projeto foi planejada para atender aos mais altos padrões de sustentabilidade, que abrigará os atletas olímpicos e paraolímpicos das Olimpíadas Rio 2016. Localizado no Rio de Janeiro, ao lado do Parque da Pedra Branca e das lagoas da Barra da Tijuca, cartões postais da cidade, o Ilha Pura foi planejado com modernas tendências urbanísticas, e une segurança, espaços de lazer, projetos paisagísticos exuberantes, integração com a natureza que contribui para qualidade de vida. Imagens: Divulgação Ilha Pura

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sição da água dos lagos. A Estação de tratamento produzirá 400m³ de água por dia, através de um sistema de tratamento: Físico, Químico e membranas de Nanofiltração, para garantir a qualidade da água tratada.

Obra: Ilha Pura

Incorporação: Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias

“Os moradores do Ilha Pura contarão com uma feira de produtos orgânicos no parque, estação de BRT (Transporte Rápido de Ônibus, em português) que fará ligação eficiente com outros pontos da cidade e sistema de gestão de resíduos, com reparação e coleta seletiva.” Maurício Cruz, Diretor Geral da Ilha Pura

Energia e Atmosfera

Localização:

Com o intuito de reduzir o consumo de energia elétrica, o Ilha Pura conta com a substituição de lâmpadas comuns por lâmpadas de LED nos halls dos pavimentos tipos de todas as torres e nos postes e balizadores do paisagismo, que são mais eficientes, pois tem a mesma iluminância reduzindo o consumo de energia. O bairro também possui um projeto de automação, com sensores de presença, ausência, temporizadores, entre outros. A cobertura do edifício comercial, contará com a instalação de painéis fotovoltaicos, além de todos os condomínios contarem com elevadores com sistema regenerativo. A construção da Ilha Pura contabilizou a sua pegada de carbono, calculando as emissões de gases de efeito estufa gerados pela obra e pela cadeia de suprimentos. Desde a extração da matéria prima, até a operação dos edifícios. . Além de desenvolver um plano de redução das emissões de GEE (gases de efeito estufa) com metas e planos de ação específicos. Também foram instalados no canteiro do Ilha Pura duas usinas de concreto, unidades de produção para atender a demanda de concreto de obra. A usina de concreto reduz o impacto da circulação de caminhões no tráfego do entorno que reduzem as emissões de CO2 me aproximadamente 1.200 toneladas.

Avenida Salvador Allende e Avenida

Espaço Sustentável

Materiais e Recursos

Situado entre o Parque da Pedra Branca e as lagoas da Barra da Tijuca, o Ilha Pura se destaca pelo alto padrão visando a qualidade de vida e bem estar dos futuros moradores. Sua localização contribui para o desenvolvimento da mobilidade urbana na Barra da Tijuca e a região ao redor. Próximo a grandes vias, como a Transoeste, Transolímpica e Transcarioca, reduz a distancia entre outros locais da cidade e otimiza o acesso a outras macrorregiões.

Grande parte dos resíduos gerados durante a construção foi reutilizada dentro do canteiro de obra, em relação aos resíduos Classe A, quase 100% dos resíduos da fase de fundações e estrutura de concreto foram britados e aplicados em nos processos de obra. Com uma caçamba-prensa, que reduz em quase 75% o volume de resíduos transportados não recicláveis, a obra reduziu o tráfego de caminhões e consequentemente a emissão de gases efeitos estufa. Todos os resíduos recicláveis são enviados às cooperativas de reciclagem, enquanto os resíduos orgânicos gerados durante a obra são enviados a uma empresa parceira e transformados em adubo, por meio de compostagem, que será utilizado no paisagismo do parque do empreendimento.

Eficiência do uso da água O bairro contará com uma estação de tratamento de águas cinzas (não industrial, a partir de processos domésticos como tomar banho e lavar as mãos) para reutilização nas bacias sanitárias de todos os condomínios, irrigação do parque e repo-

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Olof Palm, zona oeste do Rio de Janeiro

Área do terreno: 820.000 m²

Certificação: 09/04/2014

Sistema e Nível da Certificação: LEED ND, Aqua-HQE Bairros e Loteamentos e Aqua-HQE Habitacional e Selo Azul da Caixa

Arquitetura: Raiar

Consultoria LEED: Sustentech

Simulação: Sustentech

Estrutura: Pasqua e Graziano, Knijnik, CEC, Acosta

Fundação e Contenção: Damasco Penna, Geoconsult, Zaclis Falconi, Acosta

Instalações Prediais: Projetar, Tesis, Knijnik, Cemope

Ar Condicionado e Exaustão: Integrar, DW engenharia, N.A.

Paisagismo: Sérgio Santana, Abbud, Burle Marx

Incêndio: Shaft, N.A.

Impermeabilização: Firmino

Esquadrias de alumínio: QMD, N.A.

Estrutura metálica: Augusto Costa

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