HHF MAG PRIMEIRA EDIÇÃO
RAP COMO FORTALEZA
RAP COMO TRANSFORMAÇÃO MANCUDA
ARTE DE BLECAUTE E COLAGEM NEGRA
MOVIMENTANDO A CENA
SUMÁRIO
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Cover Story: The Strong Female Lead
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Dressing like a Main Character
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In the Business of Fashion
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The Best Looks of the Season
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Fashion that Empowers
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Make Colors Work for You
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HHF MAG Editor-in-Chief Carly Ferris Managing Editor Wendy Salinas
Photographers Vinicius PIres Contributing Writers Vinicius PIres
Content Director Theodore Lewitz Art Direction Jackson Davis, Lillian Pratt, Sharlene Rose, Tristan Clousso
About Our Staff Phyllis Schwaiger
Aaron Loeb
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Noah Schumacher
Margarita Perez
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O RAP NO NORTE-NORDESTE É MAIS DO QUE APENAS UM GÊNERO MUSICAL; É UMA REPRESENTAÇÃO VIBRANTE DA CULTURA E DA HISTÓRIA DA REGIÃO.
Rap norte e nordeste Com uma cena musical em crescimento e uma paixão inabalável pelo Rap, o Norte e o Nordeste está se posicionando como o próximo grande centro do Rap brasileiro. Novos talentos estão surgindo, trazendo consigo novas influências e estilos, garantindo que o Rap nordestino continue a evoluir e a surpreender.
Vet di Fortal Editor-in-Chief 3
6LECAUTE Cria do bairro Passaré, o jovem de 22 anos, que tem como referência o pintor italiano Caravaggio (1571-1610), é estudante de Filosofia da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Blecaute conta que sentar em frente a uma tela é o momento que se sente vivo em seu habitat natural. A imersão experimentada nesse período é importante para sua arte se concretizar.
Eu não tenho medo: Quem me protege não dorme” - 2023 (63x35cm)
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NIC DIAS BAD BITCH Conhecido por suas praias deslumbrantes, culinária saborosa e, claro, sua rica tapeçaria cultural. O NorteNordeste também é um caldeirão fervente de talento musical
By Vinicius Pires | Photography by vetdifortal 5
O HIP HOP É A VÁLVULA DE ESCAPE PARA JUVENTUDE NEGRA
O Rap no Norte-Nordeste é uma força a ser reconhecida. É uma representação da rica cultura e história da região, e tem sido uma ferramenta poderosa de expressão para os jovens. Com artistas talentosos e uma comunidade apaixonada, o futuro do Rap na parte cima do mapa parece brilhante. E para aqueles que ainda não mergulharam nesse mundo musical, agora é a hora. Porque o Rap nordestino não é apenas música; é uma experiência.
Através da cultura do Hip Hop que desenvolvemos nossa autoestima, reconhecemos nossa potência e nos mostra a importância da negritude e o antirracismo para uma luta contra o preconceito.
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RAP COMO TRANSFORMAÇÃO
NIC DIAS
O Rap no Norte-Nordeste é mais do que apenas um gênero musical; é uma representação vibrante da cultura e da história da região. Conhecido por suas praias deslumbrantes, culinária saborosa e, claro, sua rica tapeçaria cultural. O Norte-Nordeste também é um caldeirão fervente de talento musical
NIC DIAS VESTE MANCUDA
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“O Vandal fala como alguém que realmente fez essa pesquisa, como alguém que deu a cara a tapa, como alguém que guerreou por isso e que fica feliz em ver o quanto o Drill e o Grime se tornaram promissores dentro do país, mas que ainda se vê de uma certa forma excluído disso pelo grande público, pela grande mídia, mas entende que faz parte de um processo. E mais uma vez eu falo em coroar, coroar toda essa caminhada, toda essa luta, toda essa pesquisa.”
EU SOU UM ARTISTA BEM PECULIAR, EU SOU UM ARTISTA DE TRINCHEIRA, UM ARTISTA QUE MANTÉM UMA VERACIDADE NO QUE SE PROPÕE A FAZER, UM ARTISTA QUE TRABALHA DIFERENTE.
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COLAGEM NEGRA
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Alexia Ferreira trabalha com a colagem digital e manual. Vinda da periferia, tem seus trabalhos voltados para a vida nos territórios, assim, usa seu cotidiano como maior base de criação dos seus trabalhos. A artista irá abordar seu processo criativo iniciando o curso com uma introdução sobre a colagem a partir da sua concepção filosófica negra. Em exercícios práticos, os participantes serão instigados a explorar o potencial poético dessa técnica como ferramenta política. ARTISTA DA COLAGEM DIGITAL E MANUAL, ALEXIA PROPÕE EM SUAS OBRAS UMA VISÃO QUE VAI MUITO ALÉM DE UMA NEGRITUDE ANTROPOLÓGICA, BUSCANDO O RESGATE DE UMA NEGRITUDE VOLTADA AO SER ONTOLÓGICO. É GRADUANDA EM FILOSOFIA PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ E TEM COMO FOCO O ESTUDO EM FILOSOFIAS AFRICANAS E A ARTE COMO FERRAMENTA DE QUESTIONAMENTO.
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MANCUDA
MODA DI FAVELA A MANCUDA — BATIZADA A PARTIR DE GÍRIA ELOGIOSA USADA EM COMUNIDADES DE FORTALEZA — NASCE DESSE PERCURSO E SE CONCRETIZA EM 2020. "MORO COM MINHA TIA, QUE ME ENSINOU UM PONTO DE COSTURA À MÃO E ACABEI ME JOGANDO NESSA POSSIBILIDADE, COSTURAR À MÃO ME AJUDOU MUITO (NO ISOLAMENTO DA PANDEMIA)", RECUPERA CARLL. O JOVEM FEZ UMA BOLSA E, COM O APOIO DA AMIGA, PASSOU A VENDÊ-LA. FOI O COMEÇO DO APROFUNDAMENTO DA PARCERIA.
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Descolando-se da "ideia equivocada" de que moda era somente o que se via em circuitos de poder, a dupla estabeleceu um projeto que localizasse "socialmente, geograficamente e culturamente" onde a MANCUDA nascia e de onde tirava inspiração: "Nosso espelho, nosso território, nossa família".
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“Ser malandro é mais que ser esperto, ser malandro é mais do que um título, é um modo de vida, sempre fui empurrado para baixo, sempre fui distanciado do acesso ao dinheiro por ser preto, pobre e favelado. Entendi que preciso mostrar para os pivete que “MALANDRAGEM” não se trata de ser criminoso, se trata de ser esperto na vida”
MALANDRAGEM real sentimento de ser um vetin 15
Nas faixas de “IMPERADOR”, as composições não dizem respeito apenas à vida de BAKKARI. O álbum retrata vivências imponentes de quem nasce na zárea, e aponta que muito além das dores, encontram-se bênçãos preciosas, que inspiram e geram a arte, a música, o hip hop. Para fechar o álbum, BAKKARI escolhe “DIAMANTES” para ser sua faixa de alívio, em um trap mais suave e swingado, como uma celebração que destaca a leveza por trás da coroa. “IMPERADOR” representa um passo mais profundo nas criações de BAKKARI, que abraça os temas cotidianos com maior maturidade lírica, sem abandonar a acidez e sincericídio característico do artista.
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Eu não tenho medo: Quem me protege não dorme” - 2023 (63x35cm)
Crianças, risos e janelas Namoradeiras, tranças, fitas amarelas