Skip to main content

eUAU Edicao04

Page 1

P07

B.I. TERMOSUL Projectos e Instalações, S.A.

P18

CAMPANHAS Campanhas Activas Autodesk

P23

FORMAÇÃO Calendário de Formação TECAD

Amplificar Talento

EM DESTAQUE Autodesk Ecotect Analysis 2010 Projecto Sustentável CASO DE SUCESSO

A utilização do Revit MEP na TERMOSUL Projectos e Instalações AVAC

Edição 04 Bimestral - Julho 2009

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Editorial

Sumário Boas Férias!

P03 Notícias Notícias breves

Há já vários meses que temos vindo a ser bombardeados pelas notícias que nos falam da crise. Todos os dias, invariavelmente, nos noticiários da rádio ou televisão, nos jornais, nas conversas do café, o tema Arq. Vânia Guerreiro é constante e o cenário Direcção Editorial é sempre pintado como vguerreiro@tecad.pt sendo muito deprimente e cinzentão. Mesmo os mais optimistas têm dificuldade em fugir a estas “energias negativas”, mas mais do que insistir no problema, está nas nossas mãos ter atitude positiva! E porque o Verão é a altura do ano em que os dias são maiores, o sol brilha e tudo é mais fresco e luminoso é importante aproveitarmos para relaxar, esquecer os dramas da crise, estar atento às oportunidades, e sobretudo, repor as energias..! Destacamos nesta edição a apresentação da Solução Ecotect - uma ferramenta para análise da performance dos Edifícios, o caso de sucesso da implementação Revit MEP no gabinete TERMOSUL, a nova rubrica “Ferramentas de Arquitecto” do nosso mais recente colaborador “residente” - o Arq. Pedro Aroso - e ainda vários documentos técnicos e informativos relacionados com sistemas informáticos, software, gestão, fiscalidade, comunicação, entre outros. Aproveito este espaço para, em nome de toda a equipa eUAU! lhe desejar um óptimo Verão e...umas excelentes férias!

P04 Publicidade Certificado Digital Qualificado P05 Em Destaque Autodesk Ecotect Analysis P07 B.I. Termosul A utilização do Revit MEP na Termosul P09 Ambiente e Sustentabilidade Sistemas de classificação e certificação ambiental de edifícios P10 Perfil Entrevista a Eng. Ricardo Soares P11 A Cor dos Números Contabilidade e Simplicidade - Parte 2 P14 Ficha Técnica Autocad Civil 3D Criação de Superficies - Parte 1 P15 Ficha Técnica REVIT Architecture Legendas de Materiais P16 Ficha Técnica REVIT MEP Criação de Famílias para Projecto Colaborativo baseado em Links P17 Laboratório Manutenção dos Postos de Trabalho P18 Campanhas Conheça as últimas campanhas Autodesk P19 Truques e Dicas AutoCAD – Configuração do ambiente de trabalho P21 Ferramentas de Arquitecto AutoCAD Architecture 2010 - Onde está o meu comando? P23 Formação Calendário de formação TECAD

Ficha Técnica

P24 Comunicar 28 passos para a felicidade segundo a perspectiva do Marketing

A eUAU! é uma revista online e bimestral com o objectivo de divulgar conhecimento e informação de actualidade, a todos os profissionais nas áreas de arquitectura, engenharia, construção e território . A informação contida nesta revista poderá ser reproduzida somente com uma autorização prévia da TECAD. A informação relativa aos produtos está sujeita a alterações e/ou actualizações. Coordenação: Álvaro Sardinha Direcção Editorial: Vânia Guerreiro Design e Paginação: Pedro Silva Marketing e Comunicação: Luísa Duarte Colaboração: Ana Ferreira, Carlos Bruno, Duarte Miranda, Gabriel Serra (Gestec), Helena Santos, Joana Andrade, João Santos (QualiCAD), Maria José Cunha, Paula Ruivo, Pedro Aroso, Sérgio Antunes

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Notícias03 Exposição “GreenBuildings” chega à OA Inaugura no dia 13 de Julho, na Galeria da Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos, a exposição GreenBuildings, promovida pela A Casa da Vizinha Não é Tão Verde Quanto a Minha. A exposição reúne um conjunto de reflexões, conceitos e obras construídas que espelham em si, a temática da sustentabilidade (no seu conceito mais abrangente) como “elemento natural” do acto de viver, pensar, projectar. A exposição GreenBuildings estará patente até 31 de Julho, e pode ser visitada todos os dias úteis entre as 10h e as 18h.

Polegares - quer seja uma nova construção ou uma renovação. Este manual foi desenvolvido para ajudar os profissionais de AEC a terem uma melhor percepção de quais as decisões que são críticas, quais os passos a tomar e como as soluções da Autodesk podem ajudar a criar e entregar melhores projectos sustentáveis. Os utilizadores podem explorar cada

Fonte: TECAD

Publicada Lei 31/2009 O Diário da República, 1.ª série - N.º 127, de 3 de Julho de 2009 publica a Lei 31/2009 que aprova o Regime Jurídico que estabelece a qualificação profissional exigível aos técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projectos, pela fiscalização de obra e pela direcção de obra, que não esteja sujeita a legislação especial e os deveres que lhes são aplicáveis, revogando o Decreto n.º 73/73. O diploma só entra em vigor em Novembro, à excepção do artigo 27º (que estabelece os Protocolos para definição de qualificações específicas), que entra em vigor a 4 de Julho - dia seguinte à publicação na folha oficial. Fonte: Ordem dos Arquitectos

Manual de Projecto Sustentável para Arquitectura, Engenharia e Construção A Autodesk lançou um manual on-line e interactivo, onde realça os princípios e as tecnologias do projecto sustentável para todas as fases do ciclo de vida do projecto

Miguel Torga

Se vi mais longe foi porque me apoiei nos ombros de gigantes.

Bernardo de Chartres

Se faz as coisas da mesma maneira que todos os outros, porque motivo pensa que vai ter melhores resultados? Arkadi Kuhlmann

Fonte: Ordem dos Arquitectos

Novo blog sobre informação CAD Existe um novo blog português com informação útil e privilegiada sobre CAD, particularmente dedicado ao software da Autodesk. Visitem http://www.mycadtips.com/

Nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam.

fase do projecto para descobrirem as oportunidades de influenciar a eficiente utilização do terreno, da água, da energia e dos materiais, podendo posteriormente, aprofundar os seus conhecimentos. Consulte o manual em: www.autodesk.com/sustainabledesignguide Fonte: Autodesk

O empresário que os estudantes mais admiram é… Belmiro de Azevedo é um modelo de empreendedorismo para os estudantes universitários portugueses. No topo da lista de empresários mais admirados pelos mais novos está ainda Bill Gates. A Sonae e a Microsoft, organizações lideradas por estes dois empresários, são a referência em termos empresariais. De acordo com o “Jornal de Negócios”, 34% dos inquiridos apontam de imediato o nome do empresário nortenho, 13% dos 6 mil estudantes inquiridos refere Bill Gates como referência empreendedora. Seguem-se, distanciados e por esta ordem, Joe Berardo, Steve Jobs (da Apple) e Américo Amorim. Quando a questão muda de “empreendedor” para “empreendedorismo” os nomes apresentados são, por ordem de referências, Sonae, Microsoft, Google, Martifer e Ydreams. Fonte: MSN News

Não é o crítico que conta: o crédito pertence ao homem que está realmente na arena, cujo rosto está sujo de poeira, suor e sangue; que se esforça corajosamente; que fracassa repetidas vezes, porque não há esforço sem obstáculos, mas que realmente se empenha para realizar as tarefas; que sabe o que é ter grande entusiasmo e grande devoção e que exaure as suas forças numa causa digna; que no final descobre o triunfo das grandes realizações e, caso venha a fracassar, ao menos fracassa ousando muito, de forma que o seu lugar nunca será junto às almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota.

Theodore Roosevelt

Nenhuma boa acção fica impune

Clare Boothe Luce

Fizemos com que os botões do ecran tivessem tão bom aspecto que apetece lambê-los. Steve Jobs (Apple)

Para mim negócio é emoção. Ponto final. Produtos excelentes. Serviço inspirado. Pessoas que se interessam.

Tom Peters

Publicidade

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Em Destaque05 Autodesk Ecotect Analysis Joana Andrade

reduzir as emissões de carbono, altamente responsáveis pelas alterações climáticas.

O Autodesk Ecotect Analysis é uma ferramenta de análise do desempenho e comportamento dos edifícios, podendo funcionar como instrumento de verificação, mas estando a sua grande potencialidade no auxílio de escolhas de estratégias de projecto adequadas a um bom desempenho energético. Permitindo analisar desde o início do processo de concepção do projecto, qual será o desempenho do edifício, é um auxiliar no controlo e obtenção de conforto ambiental e acústico, bem como do desempenho energético e emissões de Carbono. Desta forma, o projectista pode tomar decisões conscientes e fundamentadas, no sentido de uma construção sustentável e ecológica, que seja eficiente em termos de conforto, cumprindo os requisitos de temperatura, iluminação e acústica.

O Ecotect tem como objectivo facilitar o projecto sustentável, permitindo uma compreensão fácil dos efeitos dos factores climáticos, como o sol/ sombra, temperatura, l u m i n o s i d a d e , ventilação e ainda os efeitos da volumetria, características da envolvente construtiva e sistemas aplicados. O controlo destes efeitos permite alterar os projectos quando são ainda possíveis grandes decisões, como acontece nas fases prévias, em vez de se optar por resoluções artificiais e dispendiosas para corrigir problemas facilmente evitáveis e que fazem toda a diferença no impacto ambiental dos edifícios.

Sendo uma ferramenta originalmente criada por Arquitectos, tem uma linguagem e apresentação direccionadas ao fácil entendimento dos dados das análises, já que os arquitectos, como intervenientes iniciais no processo do projecto, devem voluntariamente (diria que agora obrigatoriamente) ter a preocupação de melhorar a performance energética dos edifícios novos e existentes, bem como

Através da ligação directa entre o Autodesk Revit e Autodesk Ecotect, através dos ficheiros gbXML que levam toda a geometria do projecto e configuração dos espaços, é possível aproveitar o modelo de trabalho do Revit para as análises do Ecotect, eliminando-se a necessidade de realização de um modelo para análises de performance. Assim, os fluxos de trabalho são simples e directos, não havendo razão para não

Figura 2 - Análise de alternativas de projecto

testar o edifício em qualquer fase de desenvolvimento do projecto. As análises do Ecotect permitem fazer uma grande variedade de estudos. Através da análise das sombras, indicando a localização do projecto, é possível perceber as sombras projectadas no edifício pela envolvente e as sombras que este próprio cria, a qualquer hora e dia do ano. Através do movimento do sol, é possível perceber as sombras exteriores e interiores dos edifícios durante todo o ano. É também possível fazer análises das reflexões do edifício, definindo quais os elementos neste que são reflectores, permitindo perceber qual o impacto destes. Existindo o desenho da envolvente, é possível verificar qual o acesso à luz solar que possuirá o edifício e zonas adjacentes. A análise dos níveis de iluminação no interior do edifício é também importante para perceber qual o aproveitamento possível da luz natural e, através da importação de perfis de iluminação (IES) é possível potencializar a utilização da luz artificial. Através dos ganhos solares do edifício, da sua geometria, dados construtivos e de utilização (que podem ser genéricos ou detalhados), é possível analisar o comportamento térmico genérico do edifício e de cada compartimento, sendo possível perceber se são cumpridas as

Figura 1 - Estudos de radiação solar

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Em Destaque06 Permitindo também outras análises mais complexas (como a gestão de recursos, orçamentação, índices de utilização e seus efeitos), este conjunto de funcionalidades, aliadas à visualização interactiva dos resultados, são de extrema utilidade para os projectistas que estão interessados em ter projectos coerentes, funcionais, confortáveis e sustentáveis.

Figura 3 - Estudos de sombras

temperaturas de conforto para cada dia do ano, perceber quais as zonas mais e menos quentes/frias do edifício e quais as cargas de aquecimento e arrefecimento que o edifício terá de possuir para atingir as temperaturas de conforto. As análises acústicas permitem perceber a reverberação nos espaços e ainda perceber o efeito de reflectores acústicos de forma dinâmica, permitindo controlar o comportamento dos mesmos. Com a interacção com outras aplicações, é ainda possível tornar gráficas as análises de ventilação e fluxos de ar. O Ecotect importa as análises feitas por outras aplicações e torna-as gráficas como as que faz internamente, traduzindo os resultados para o modelo. Figura 4 - Estudo de impacto visual

Publicidade

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


B.I. TERMOSUL07 A utilização do Revit MEP na TERMOSUL Projectos e Instalações AVAC Fundada em Fevereiro de 1982, a Termosul conta com uma vasta experiência na concepção, projecto e execução de instalações mecânicas de AVAC Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado. Num cenário de valorização da qualidade de vida e de uma crescente consciencialização dos problemas energéticos e ambientais associados, a Termosul possui uma equipa técnica especializada e certificada, bem como todos os meios produtivos necessários para garantir uma elevada qualidade de execução segundo os padrões mais exigentes. Perante este contexto, a empresa decidiu investir, fortemente, na implementação de ferramentas tecnologicamente adaptadas à sua actividade: Autodesk Revit MEP e Autodesk Inventor. Vânia Guerreiro

Figura 2 - Utilização Revit MEP na TERMOSUL

licenças de Autodesk Building Systems, mas a passagem para a solução Revit MEP foi claramente vantajosa, pois trata-se de uma solução muito mais eficiente e intuitiva na forma de trabalhar. Para além do Revit MEP, possuímos igualmente licenças de AutoCAD e Inventor que utilizamos sobretudo na preparação de desenhos de Centrais Térmicas, pois dada a complexidade inerente à pormenorização e nível de detalhe necessário neste tipo de instalações (por exemplo, o pormenor do parafuso ou da porca numa determinada ligação), ainda torna a realização pouco expedita se quisermos desenvolver tudo de raiz em Revit MEP. Adoptámos então a estratégia de desenvolvermos as peças/partes com níveis de detalhe mais exigente em Inventor e exportamos depois a geometria destes componentes para o Revit MEP. Quanto a nós, a grande vantagem na utilização desta solução é conseguir estabelecer com relativa facilidade as correcções e alterações em “tempo real” das situações de conflito que por vezes surgem entre as diferentes especialidades.”, explica o Eng. Ricardo Soares.

Figura 1 - Equipa TERMOSUL

Com um importante currículo de obras realizadas, a Termosul têm conseguido conquistar prestígio e maturidade, possuindo um corpo técnico experiente e altamente qualificado e um invejável portfolio de obras realizadas. De acordo com o Eng. Ricardo Soares, Administrador da Termosul “O Revit MEP dá-nos a possibilidade de preparar o projecto directamente para a instalação, podendo o mesmo ser alterado em várias fases de acordo com diferentes necessidades da obra, sendo sempre o mesmo modelo de informação e não elementos desligados e sem relação entre si, tal como acontece quando desenvolvemos o projecto noutras aplicações”. A Termosul está vocacionada para as instalações de AVAC, principalmente de gama industrial onde a experiência associada ao potencial técnico é fundamental. “Em termos de projecto e engenharia AVAC o Revit MEP é já uma ferramenta indispensável na empresa, essencialmente na fase de dimensionamento. Relativamente a ferramentas de desenho e projecto sempre utilizámos software Autodesk. Anteriormente, possuíamos

Principais actividades A área de actuação na concepção, projecto e execução, abrange, predominantemente: • Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado • Termoventilação • Coogeração • Energias renováveis • Centrais térmicas • Redes de fluídos • Redes de vapor e condensados • Redes de gás • Redes de ar comprimido • Piscinas • Concepção e implementação de sistemas de controlo e Gestão Técnica Centralizada (GTC) • Instalações eléctricas - média e baixa tensão • Instalações eléctricas - sistemas de controlo (muito baixa tensão) • Manutenção Pós-Venda

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


B.I. TERMOSUL08 “A satisfação dos nossos clientes e fornecedores é a força que diariamente nos motiva. A exigência de qualidade dos serviços que prestamos garante o nosso futuro e alicerça o nosso sucesso. O cumprimento das responsabilidades sociais que nos incumbe faz parte da nossa forma de ser e de estar.” TERMOSUL - Projectos e Instalações, S.A.

Figura 5 - Projecto de climatização do Museu S.Roque

Figura 3 - Projecto Central Térmica da OGMA

A Termosul conta já com um extenso portfolio de obras de referência, de onde destacamos: • Central Térmica da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, SA • Remodelação do sistema AVAC no Hospital da Força Aérea • Climatização (AVAC) do Serviço Medicina do Hospital de Sta. Maria • Climatização (AVAC) do Museu de São Roque • Remodelação das Centrais Térmicas do Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre • Instalação de Aquecimento e Centrais Térmicas da Academia da Força Aérea em Sintra • Climatização (AVAC) da Piscina do Bairro da Boavista E ainda a Remodelação de Centrais Térmicas em vários Hospitais Públicos, a instalação de Sistemas de Aquecimento em inúmeras Escolas de Ensino Básico, e a remodelação em Sistemas de Climatização em vários edifícios, ao longo de todo o território nacional.

Figura 6 - Vários projectos em Revit MEP e Inventor

Contactos TERMOSUL - Projectos e Instalações S.A. Rua Nelson de Barros, Nº11 R/C Dto 1900-354 Lisboa Telefone 21 814 05 82 Fax 21 812 63 80 E-mail geral@termosul.pt Website www.termosul.pt Figura 4 - Projecto de climatização do Hospital da Força Aérea

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Ambiente e Sustentabilidade09 Sistemas de classificação e certificação ambiental de edifícios Os sistemas de certificação ambiental são sistemas voluntários de apoio, avaliação e reconhecimento do desempenho ambiental dos edifícios que utilizam como metodologia, para avaliação de todo o ciclo de vida do mesmo, um conjunto de critérios de desempenho ambiental e atribuição de pontos por níveis de desempenho em cada critério. Ana Ferreira Existem numerosos sistemas de classificação e certificação ambiental de edifícios, geralmente aplicados especificamente no país onde foram criados, mas também, em menor número, internacionais e adaptáveis a realidades distintas. Os vários sistemas existentes têm como objectivo diferenciar os diversos projectos/edifícios ao nível da

desenvolvimento deste sistema altamente adaptável às condições e necessidades locais. Em Portugal surgiu em 2000 o LiderA, desenvolvido pelo Prof. Manuel Duarte Pinheiro, Engenheiro do Ambiente, para a realidade portuguesa, com o intuito de permitir a avaliação dos edifícios e do ambiente construído, numa perspectiva de sustentabilidade da construção. As áreas de avaliação consideradas no LiderA V2.00 incluem um conjunto de pré requisitos e 43 critérios de base de avaliação para permitir avaliar o desempenho ambiental, dividindo-se nos temas Conforto Ambiental, Integração Local, Vivência Sócio Económica, Consumo de Recursos, Cargas Ambientais e Gestão Ambiental e Inovação. Apresentado recentemente, o SBTool PT, sistema de avaliação da sustentabilidade dos edifícios adaptado ao contexto nacional, resulta da adaptação do SBTool internacional à realidade portuguesa pela Associação iiSBE Portugal. O sistema SBTool encontra-se dividido em três dimensões (ambiental, social e económica) que por sua vez englobam nove categorias (alterações climáticas e qualidade do ar exterior, biodiversidade, energia, utilização de materiais e resíduos sólidos, utilização de água e efluentes, conforto e saúde dos ocupantes, acessibilidade, custos de ciclo de vida e adaptabilidade e flexibilidade do edifício) e 30 parâmetros. Encontrará mais informação sobre os Sistemas de classificação e certificação ambiental de edifícios nacionais em: http://www.lidera.info/ http://www.iisbeportugal.org/

Figura 1 - Certificado SBTool PT

sua sustentabilidade, de modo a que se possa evidenciar aqueles que são realmente mais sustentáveis e variam essencialmente no conjunto de critérios e requisitos exigidos para a certificação, nos diversos níveis de certificação, nos edifícios alvo (tipologias) e na adaptabilidade a localizações e condições diversas (escala local/global). Os critérios e as orientações apresentadas por estes sistemas, pretendem avaliar e simultaneamente ajudar a seleccionar soluções, que melhorem de forma significativa o desempenho do edifício, projectado nas vertentes ambiental, social e económica. Para cada critério ou requisito são definidos: • Metas a atingir • Formas de atingir o objectivo – sistemas e metodologias • Forma de avaliar / medir as metas alcançadas Destacam-se, a nível internacional, os sistemas LEED, BREEAM, HQE, CASBEE e NABERS que funcionam essencialmente a uma escala local e SBTool, que funciona numa escala global: cerca de 20 países participam no www.tecad.pt

Figura 2 - Níveis de desempenho em critérios LiderA Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Perfil10 Ricardo Soares

Engenheiro Mecânico 1- Destaque um projecto ou acontecimento do seu percurso profissional. Penso que um dos momentos mais importantes foi quando entrei na Termosul. Trata-se de uma empresa pequena, familiar e eu vim contribuir para a modernização tecnológica e informática da empresa. Foi um desafio importante na minha carreira. 2- Existe alguma pessoa que tenha marcado a sua evolução social/profissional? Sim, o meu pai. 3- Que música lhe dá vontade de cantar em voz alta? Todas...dos Metallica (risos) 4- Qual o seu passatempo favorito? Os meus filhos! 5- Qual é a sua viagem de sonho? Às Maldivas... 6- Qual foi a última ideia absurda que teve? Eu não sou muito do tipo de ter ideias absurdas, e sempre que tenho alguma trato logo de a esquecer...(risos). 7- Qual a opinião acerca da evolução da economia? O nosso sector de actividade vive um contra-ciclo face à situação actual da economia...a recente legislação sobre Certificação Energética contribuiu fortemente para o desenvolvimento de um conjunto de investimentos públicos e privados que têm, de certa forma, beneficiado este sector. Contudo, penso que no próximo ano (e dependendo também do resultado das próximas eleições...) a tendência possa ser decrescente, face aos resultados actuais. Vamos ver... essencialmente, encaramos o futuro com confiança e tranquilidade. 8- O que lhe falta fazer na sua vida? Muita coisa! A nível profissional a minha necessidade pessoal de concluir a optimização de todos os nossos processos internos. Somos uma empresa familiar e pensamos continuar a sê-lo, é um aspecto do qual nos orgulhamos, mas tenho consciência, de que há ainda muita coisa que podemos melhorar e sobretudo optimizar. A nível pessoal, quero contribuir em tudo para o bem estar dos meus filhos, para que “cresçam bem”...! 9- Se possível, consegue resumir a sua Filosofia de Vida? Trabalho!! Muito trabalho!!

Fotografia: Eng. Ricardo Soares

10- Pode partilhar uma ideia que possa melhorar Portugal? Bom, penso que seja “Votar Sócrates”! (risos...). Infelizmente o povo português é um povo acomodado... reclamamos por mudanças, mas na realidade quando alguém opera essas mudanças, reclamamos porque algo foi mudado! Os últimos anos foram extremamente importantes para o desenvolvimento do nosso país e, infelizmente, muitas pessoas não têm noção disso...destaco, por exemplo, as profundas alterações na legislação sobre certificação energética que contribuíram para um avanço profundo do nosso país nesta matéria, e obviamente para um posicionamento importante, face aos restantes países da Europa. São necessárias mais iniciativas destas e é de louvar o trabalho efectuado ao nível executivo.

Publicidade

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


A Cor dos Números11 Contabilidade e Simplicidade - Parte 2 No artigo anterior, com o mesmo título, tive oportunidade de escrever que a contabilidade, embora pareça uma área do conhecimento com alguma complexidade, é, quanto a mim, de muito fácil compreensão. Gabriel Serra Técnico Oficial de Contas geral@gestec.pt

E tudo isto porque, como também foi dito, os movimentos contabilísticos se baseiam numa lógica facilmente entendível. Quem teve a pachorra de ler o que escrevi nesse texto, terá provavelmente acompanhado a sua leitura fazendo contas à sua vida e chegado talvez à conclusão que, ao contrário do país, a sua vida tem sido um enorme sucesso. Tem um carro e uma casa que não tinha, algum dinheiro depositado, mau grado os escândalos no BPP e BPN, umas acções (felizmente, não Madoff), mobiliário do último modelo, espera a devolução do IRS que o Governo prometeu para antes das férias (perdão, das eleições!), etc., e, por fim, … tem uma família feliz. Bem, este é o seu activo, ou parte dele, nem sempre devidamente valorizado, ou, melhor, nem toda a felicidade tem valor contabilístico registado. Mas não desanime, que um activo feliz vale bem mais que um amargurado. Por alguma razão as empresas, cada vez mais, apostam nos seus activos mais importantes: os seus colaboradores – internos e externos -, não obstante não ter sido ainda encontrado o termo valorativo que reflicta a sua “medida” em termos de registos contabilísticos. Claro que se lembrará que nem só de activos vive a sua vida. Tem também algumas “contas” que ainda não pagou: ainda faltam uns anitos para pagar a casa; da mobília ainda “correm por aí” dois ou três cheques; o IMI só está pago por metade … É melhor ficarmos por aqui para não acrescentarmos muito ao rol, que é, como quem diz, ao seu passivo. Claro que também lhe dissemos que teria de contar com o capital inicial que entrou para o negócio da sua vida: alguma herança ou doação dos seus pais, as prendas de casamento, que afinal até deram para rechear a casa ou os envelopes surpresa que foram direitinhos ao Banco, para evitar tentações. Afinal, do que estávamos a falar é que todos esses valores que lhe foram inicialmente dados têm de ser considerados como o seu capital inicial e que faz parte da sua situação líquida inicial. Foi mais ou menos aqui que ficámos no artigo anterior: o que se dizia era que, alinhavando e valorizando os valores do seu activo e do seu passivo, poderia saber, sem grandes complexidades contabilísticas, como estava a sua riqueza … ou pobreza, ou seja a sua situação liquida actual. Mais activo do que o passivo e o capital inicial: em princípio enricou! Deu-se o contrário?! Lamento, mas empobreceu! Por este processo, de lápis atrás da orelha, fez o balanço à sua vida. Sabe o que tem, sabe o que tinha inicialmente e sabe o que deve. Por diferença, ficou a saber se até hoje ganhou ou

perdeu no negócio da sua vida. Não se esqueça de dar valor à felicidade, que nem tudo se mede em cifrões! O que faltará apurar é saber como chegou até aqui: qual foi o “caminho” (falando em termos contabilísticos)? Ou seja, quais foram os seus proveitos e os seus custos para dar o tal resultado, lucro ou prejuízo: o mesmo é dizer-se, quanto cresceu ou diminuiu a sua situação líquida. E, já agora, saber-se também que movimentos é que houve nas suas contas de activo e de passivo e a conjugação destas entre si e com as contas de custos e proveitos. É aqui que entra a lógica da movimentação das contas, o sistema chamado de “partidas dobradas”: para que haja equilíbrio permanente entre activo, por um lado, e passivo e situação líquida, por outro, não existe um registo simples apenas numa conta. Pelo contrário, há sempre movimento numa e/ou noutras contras que dão equilíbrio ao balanço (ou balança, como se queira). Vejamos um exemplo simples: do dinheiro existente em caixa, suponhamos 2.000 euros, vai depositar-se no Banco X à ordem 1.000 euros. De tão claro, que quase não precisa de explicação: aumentou o activo Depósitos à Ordem e diminui o segundo activo, no caso, a Caixa. Quer isto dizer que se “debitou” a conta D.O. e, por contrapartida, “creditou-se” a conta Caixa. Com este depósito de dinheiro que se encontrava em caixa, não ficou nem mais rico nem mais pobre. O seu activo está, em termos absolutos, exactamente igual. Em termos relativos já é um pouco diferente: o dinheiro no Banco estará, cremos, (bla, bla … bla) mais garantido e criará, perante aquele, quanto maior for este saldo, uma imagem de desafogo financeiro, facilitando os financiamentos e a negociação das taxas de juros. Vejamos um outro exemplo: a compra a prazo a um fornecedor de uma máquina moto-cultivadora para as tarefas na sua horta, no valor de 1.500,00 euros. É uma horta virtual? Pouco importa. Para exemplo, é suficiente. Aqui, o que aconteceu é que passou a ter no seu activo uma máquina, que lhe vai durar uns anos, que antes não tinha e que até lhe dá jeito. Que mais não seja, dá-lhe um ar de hortelão que está na moda. Veja o exemplo de Mrs. Obama e da Rainha de Inglaterra que prescindem de parte do jardim para ter couves. No caso, parece que verdadeiras. Que as suas sejam virtuais pouca diferença fará para o caso. Como o seu activo cresceu debita, portanto, a conta de Imobilizado- Maquinas Agrícolas; mas, atenção, cresceu também o seu passivo, pois ficou a dever mais do que devia, pelo que tem de creditar a conta de Fornecedores. Se calhar é altura de pagar ao fornecedor parte do valor da máquina. Que sejam 500,00 euros através de cheque. Vejamos o que acontece: a sua conta de Depósitos à Ordem diminuiu 500,00 euros. Credita, claro, esta conta. Mas, é verdade, o seu passivo também diminuiu em igual valor. Débito, portanto, na conta de Fornecedores. Muito do nosso saber resulta, como se sabe, de convenções. A

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


A Cor dos Números12 polémica nas comemorações da entrada no século XXI, com uns a querer que os festejos se dessem em 2000 e outros em 2001, tem a ver com o ano do nascimento de Cristo e com o nosso calendário actual. De facto, não se sabendo com exactidão o ano de nascimento de Cristo, tais comemorações tem por base apenas convenções. O mesmo se passa com a movimentação das contas. Vejamos, pois, algumas das convenções da contabilidade, que os lançamentos acima espelham: • O equilíbrio na movimentação das contas. O total lançado a débito tem de ser igual ao total lançado a crédito. • Os activos debitam-se pelos aumentos (ficamos mais ricos) e creditam-se pelas diminuições (reduzimos o nosso activo ou o nosso património). • As contas do passivo creditam-se pelos aumentos (passámos a dever mais) e debitam-se pelas diminuições (pagámos ao Banco ou a um fornecedor uma dívida). • Num registo horizontal e colunado, os movimentos a débito registam-se na coluna da esquerda e os créditos na da direita. Razão também para, num registo deste tipo, o balanço das empresas apresentarem o activo à esquerda; e o passivo e a situação líquida à direita. Começa a chatear este jogo. Apesar de tanto trabalho, nem um “tostão” de ganho. Mais valia que tivesse havido perca. Mas que raio de jogo é este que não dá adrenalina nenhuma? Até agora jogámos apenas o jogo da neutralidade, ou seja, enquanto se movimentarem apenas contas de activo e passivo não há situação líquida acrescida ou diminuída. Não há, pois, quaisquer ganhos ou perdas. Estes só aparecem com o exercício do negócio, como veremos a seguir. Mas não desista, que o jogo a sério só agora começa. Qual é negócio que lhe dava jeito? Ser dono da SportTV? Tenha calma, que eu estou cá há mais tempo e fui o primeiro a lembrar-me. Os Hipermercados Continente? Infelizmente para si, já têm dono. Bem, para facilitar a exposição, comecemos, pois, com um Minimercado, de proximidade, que só vende, mesmo a si, que é o dono, aquilo que V. se esqueceu de comprar na grande superfície. Vantagem: tem menos lançamentos a fazer. E se gosta de arriscar a sério, tenha a certeza que a adrenalina sobe (queria dizer, desce) ao rubro: o resultado vai estar sempre no vermelho. Não, não estamos a falar de eleições no Benfica, mas, sim, de resultados, que também podiam ser deste, mas não são. Comecemos, então, o negócio. Já tem prateleiras, registadora, arcas congeladoras, uma carrinha. Entrou com o capital mínimo e o restante está a dever em leasing. Se tivesse ficado por aqui, ou aproveitasse os 15 dias para devolver tudo, ficava com uma certeza: não perdia. Assim, não lhe gabo a sorte Comecemos por comprar alguma mercadoria: legumes, fruta, Magazine Digital eUAU! - Julho 09

leite, iogurtes, farinha, açúcar…, produtos de grande rotação, que, diga-se, para facilidade de entendimento, não origina stocks. Valor da compra a prazo: 3.000 euros. Lançamentos a fazer: aumento do passivo pela dívida criada, pelo que se credita Fornecedores; e débito de uma conta de custos – Compra de Mercadorias (ou Consumo). Entretanto, toda a mercadoria foi vendida por 3.623 euros. Parece pouco, mas olhe que não! Este tipo de artigos tem margens baixas e mais baixas se tornam por força do preço de aquisição mais elevado do que o das grandes superfícies e a tentativa de concorrência com estas no preço de venda. E os lançamentos? Ficou com 263 euros na registadora para trocos e depositou o restante, 3.400 euros, no Banco. Claro, debita Caixa e D.Ordem pelos respectivos valores e vai creditar a conta de proveitos – Venda de Mercadorias pelo total, 3.623 euros. Bem chegamos assim a outras duas convenções, que se destinam a compensar (ou a fazer de contra-peso no balanço): • As contas de custos debitam-se pelos aumentos e creditam pelas reduções. • As contas de proveitos, na inversa, creditam-se pelos aumentos e debitam-se pelas reduções Supondo que tinha parado aqui o negócio, que não havia outras despesas ou custos a registar, o seu ganho teria sido de 623 euros, assim reflectido na demonstração de resultados (outra peça fundamental na análise da actividade da empresa) que mostra os custos e os proveitos respectivos: por um lado, o proveito havido: 3623 €; no outro, o custo: 3.000 € Lucro: 623 €. E que reflecte o balanço? O activo (Caixa e D.Ordem) cresceu 3.623 €. O passivo (Fornecedores) também cresceu, mas apenas 3.000 €. Então, e a diferença? A diferença, como se viu, é o lucro de 623 € que vai acrescer à situação líquida. Se tudo fosse assim simples, sempre tinha tido algum ganho. O que isto quer dizer é que estas duas peças contabilísticas (balanço e demonstração de resultados) se interligam entre si. O resultado obtido no período em estudo (um mês, um ano, cinco anos …), lucro ou prejuízo, é obtido pela diferença entre proveitos e custos, sendo exactamente igual ao acréscimo ou diminuição da situação líquida em igual período. Claro, se não houver outros movimentos exteriores aos resultados: aumento ou redução do capital, por exemplo., a reflectir-se também na situação líquida. Mas, atenção, que os custos do negócio não se resumem aos custos com a mercadoria. E os salários e os encargos sociais? E a renda? E a electricidade? E os combustíveis para ir à feira da Malveira buscar a fruta e os legumes? E as reparações? E a depreciação dos equipamentos, que, embora recomendados por um amigo, não duram toda a vida? E os juros correspondentes ao leasing? E os “gastos” com o “tipo da contabilidade”, que pouco se importa com a cor do Governo, mas, em vez de olhar por mim, parece

www.tecad.pt


A Cor dos Números13 que está sempre a puxar para o lado do Fisco (custa-me a acreditar que não seja por interesse). É evidente que os lançamentos já não lhe oferecem dúvidas: debita as várias contas de custos: • Custos com Pessoal (450 €), por crédito de D.Ordem ou Caixa pelo valor dos salários líquidos (400 €) e por crédito do Estado pelas dívidas à Segurança Social (40 €) e IRS (10 €).. • Fornecimentos e Serviços de Terceiros, 300 €, (que engloba as rendas, as reparações, os serviços de contabilidade, etc.), por crédito de D.Ordem, 200 €, ou Fornecedores, 100 €, consoante tenham ou não sido pagos de imediato. • Depreciações e amortizações, 100 €, dos equipamentos, por credito das contas de Imobilizações (por perda de valor com o uso e o decorrer do tempo). • Encargos financeiros, 50 € (juros); vindo a creditar-se D.Ordem. Some-se, agora, tudo e verá que o ganho tido com a venda da mercadoria (a chamada margem bruta) torna-se insuficiente para suportar os custos acima. Em conclusão: temos mais 900 € de custos, pelo que o lucro anterior de 623 € foi completamente absorvido, vindo a resultar prejuízo de 277 euros, como se mostraria na demonstração de resultados: O total dos proveitos com a venda de mercadorias (3.623 euros), não é suficiente para cobrir todos os custos tidos (mercadoria vendida 3.000 + pessoal 450 + fornecimentos e serv terceiros 300 + amortizações 100 + encargos financeiros 50), cuja soma é igual a 3.900 euros, daí o prejuízo referido. Está visto que no balanço se irá encontrar o mesmo decréscimo (277 €) na situação líquida. Nestes últimos lançamentos, o activo diminuiu em D.Ordem (400+200+50) e 100 em Imobilizado. Total de reduções no activo = 750 €. O passivo cresceu 50 € em dívidas ao Estado e 100 € nas dívidas a fornecedores. Total de crescimento do passivo = 150 €. Como são os dois com o mesmo sinal, somamse, estando ambos a prejudicar o seu balanço. Tem menos património (750 €) e deve mais a terceiros (150 €). Assim a situação líquida seria afectada negativamente de 900 € não fosse a variação positiva de 623 € antes apurada, equivalendo assim que a situação líquida teve uma redução de 277 €, que coincide com prejuízo verificado no período.

Em jeito de conclusão: está apto a iniciar um negócio e a controlá-lo contabilisticamente sem a ajuda de um gabinete de contabilidade? Se sim, óptimo! Mas, por favor, nada de mais concorrência. O CANTO DAS DÚVIDAS Questão: Qual o enquadramento contabilístico e fiscal de um contrato de renting operacional relacionado com uma viatura ligeira de passageiros no valor de € 35.000,00? Resposta: No contrato de renting ou locação operacional, a viatura, o contrário do que sucede com a locação financeira, não é contabilizada no imobilizado, sendo o custo fiscal registado através das rendas. Se a factura identificar separadamente , como deve, os diversos encargos, nomeadamente a amortização ou aluguer da própria viatura, o seguro e a manutenção e assim forem contabilizados, os custos com estas duas rubricas são aceites fiscalmente, embora sujeitas a tributação autónoma de 10%. Já quanto à amortização, terá de se ter atenção à limitação prevista na lei para este tipo de contrato, ou seja, será aceite como custo a parte que proporcionalmente corresponder ao valor da viatura que não ultrapasse o montante de € 29.927,87, através de uma regra de 3 simples. O valor aceite fiscalmente ficará igualmente sujeito a tributação autónoma à taxa de 10%, sendo a diferença para € 35.000,00 não aceite e, por conseguinte, adicionada no quadro 7 do modelo 22 para apuramento da matéria colectável. Não havendo separação por rubricas, terá de ser considerado tudo como amortização e proceder como indicado no parágrafo anterior.

Publicidade

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Ficha Técnica14 Autocad Civil 3D 2010 Criação de Superficies Parte 1 Esta ficha técnica pretende demonstrar a forma simples e eficaz com que o Autodesk Civil 3D consegue criar, editar, modelar e catalogar superficies e os seus dados.

Sérgio Antunes Técnico de Aplicações santunes@tecad.pt

& Triangles & Points (Fronteira e triângulos e Pontos) > Clique em OK 4. No desenho, ampliar para visualizar os triângulos do objecto que importou. Após a criação da superficie os utilizadores podem editar os seus triangulos manualmente. 1. Começar por apagar as linhas RTI (Rede Triangular Irregular) do desenho > No Separador Prospector, dentro do desenho > Expandir Surfaces > Expandir Superfície Existente > expandir Definiton 2. Clicar com o botão direito Figura 3 - Edição de superfícies em Edits > Clicar em Delete Line 3. Na área do desenho, seleccionar as linhas correspondentes aos triângulos compridos e estreitos na fronteira da superfície > Primir ENTER Após esta operação, os utilizadores podem ainda ajustar manualmente as arestas incorrectas com o Swap Edge. O procedimento é exactamente o mesmo que o anterior, clicando na opção Swap Edge pode trocar a localização das arestas da triangulação. (Criação de Superfícies - Parte 2 - na próxima edição)

Figura 1 - Superfície

Neste primeiro número vamos demonstrar como se cria uma superficie a partir de ficheiros LandXML e como se pode editar triângulos de uma superficie. 1. Ribbon Import > Import LandXML. Na caixa de diálogo Import LandXML, deslocar até ao ficheiro do desenho. Na caixa de diálogo Import LandXML > Clicar Ok 2. No separador Prospector > Expandir Surfaces 3. Clicar com o botão direito do rato na superfície > Clicar em Surface Properties (Propriedades Da Superfície) 4. Na caixa de diálogo Surface Properties > Separador Information > em Name mudar o nome da superfície para “Terreno”e em Surface Style (estilo de superfície) > Seleccionar Borders Figura 2 - Triangulação Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt

Figura 4 - Edição de superfícies


Ficha Técnica15 REVIT Architecture 2010 Legendas de Materiais

um ponto de interrogação pois apontam para o parâmetro “Mark” de cada material, ainda não preenchido.

As ferramentas de aplicação de etiquetas e “keynoting” do Revit facilitam muito o trabalho de identificação dos materiais que constituem os elementos construtivos, principalmente nas fases avançadas de projecto, em que o detalhe tem muita importância. Arq. Ana Ferreira Especialista em Autodesk Revit aferreira@tecad.pt

Através de algumas configurações simples é possível adaptar graficamente estas ferramentas à forma de representação de cada projectista e ganhar tempo para as ideias.

Figura 1 - Numeração dos materiais

A partir do momento em que inseriu todas as etiquetas no desenho poderá substituir as interrogações por uma numeração ordenada. A identificação numérica passa a ser característica de cada material e assim é possível criar a legenda a partir de uma tabela de materiais (View > Create > Schedules > Material Takeoff). Nesta situação em particular, a tabela utilizará a categoria “Wall” mas poderá fazer-se o mesmo com “multicategory” por exemplo. Os campos a inserir na tabela são “Material: Mark” e “Material: Name”, ordenados por “Material: Mark”. Deverá seleccionar “Itemize every item” e na aparência da tabela retirar a selecção de “Grid Lines” e de “Show Headers”. Poderá utilizar o parâmetro “Material: Description” na tabela em vez de “Material: Name” caso o tenha preenchido com a informação que pretende apresentar. Após gerar a tabela substitua o título por “legenda”. São apresentados na tabela todos os materiais constituintes da parede, mesmo os que não foram numerados: para não apresentar os materiais não numerados deverá voltar à edição da tabela (View Properties > Filter) e filtrar os resultados com a regra “Material: Mark is greater than or equal to 1”. Poderá então inserir o desenho e a sua legenda (tabela) numa folha. A formatação da tabela deverá ser feita de acordo com as preferências do utilizador, em termos gráficos e de conteúdo e qualquer etiqueta aplicada a partir do momento em que a tabela é criada é adicionada à mesma automaticamente. Atenção à nomenclatura ou descrição dos materiais: uma preocupação inicial com este aspecto poupará tempo na finalização do projecto. E a sugestão apresentada é isso mesmo, uma sugestão de representação da identificação dos materiais. O importante é que cada um adeque numa fase inicial as ferramentas do Revit à sua própria forma de trabalhar e de representar, para retirar o máximo partido das mesmas.

Descreve-se de seguida um exemplo de aplicação de etiquetas com números numa parede, associadas a uma tabela que depois de inserida numa folha funcionará como legenda do elemento gráfico (parede). A NormaBim já integra a codificação Master e UniFormat traduzida para Português. Começando com uma vista de detalhe (corte), para identificar os materiais nela definidos deverá aplicar etiquetas de materiais (Annotate > Tag > Material) que, se ainda não foram editadas, apresentarão

Figura 3 - Folha de impressão

Figura 2 - Tabela de materiais / Legenda

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Ficha Técnica16 Revit MEP 2010 Criação de Famílias para Projecto Colaborativo baseado em Links A utilização de Links de ficheiros Revit é uma das formas de coordenação do trabalho das várias especialidades, oferecendo às equipas multidisciplinares a possibilidade de trabalhar de forma conjugada e com a informação sempre actualizada, mantendo Arq. Joana Andrade cada equipa os seus Especialista em Autodesk Revit ficheiros de Revit e jandrade@tecad.pt trabalhando de acordo com as suas preferências e necessidades.

Figura 1 - Template familía “Generic Model”

No entanto, devem ser levados em conta alguns aspectos.

Figura 2 - Famílias

inserida no projecto. Uma vez que este tipo de família será feito baseado numa face, o template possui um bloco que simboliza o objecto onde a família será inserida. É importante salientar que este bloco, embora se apresente no plano horizontal, simboliza tanto um elemento vertical (por exemplo uma parede) como um elemento horizontal (por exemplo um tecto falso). Caso o objecto a criar seja colocado num elemento e atravesse o mesmo (por exemplo um difusor aplicado ao tecto falso, cuja caixa e máquina fica acima do tecto falso) deve desenharse “para o interior” do bloco, ou seja, tomando o topo como a face de inserção, o objecto criado deve desenvolver-se no sentido da base, ficando no interior do bloco que simboliza o componente onde se irá inserir o objecto. Outra consideração importante relativamente à criação de famílias para o Revit MEP prende-se com a parametrização dos conectores a condutas ou tubagens. Quando se pretende que o conector da família (difusor, ventilador, transição, etc.), se adapte de forma automática às tubagens colocadas no projecto, devem controlar-se as dimensões do conector através de parâmetros de instância, garantindo a alteração dinâmica e automática dos sistemas criados no projecto.

Tomando como exemplo os projectos de AVAC, a utilização do Link da Arquitectura impossibilita a colocação de grelhas, difusores ou outras máquinas que “furem” elementos construtivos, como as paredes e tectos falsos. Desta forma, todos os equipamentos para criação de sistemas devem ser feitos de forma a permitir a colocação nas faces dos elementos construtivos e não “através” dos mesmos, devendo utilizar-se famílias “Face Based”. Para criação destas famílias há alguns aspectos a ter em atenção. Uma vez que não há templates de criação de famílias nativos do Revit para criação de famílias “Face Based” de todas as categorias, deve optar-se pelo template “Generic Model – Face Based”. Após abrir o ficheiro para criação de nova família através desse template, o primeiro passo deverá ser a definição da categoria da família, para que esta funcione correctamente quando Magazine Digital eUAU! - Julho 09

Figura 3 - Exemplo família Difusor

www.tecad.pt


Laboratório17 Manutenção dos Postos de Trabalho Quando compramos um computador novo, tudo é uma maravilha! O Windows não demora a carregar, os ficheiros não demoram a abrir, é tudo magnífico!

Duarte Miranda MCP- Microsoft Certified Professional dmiranda@tecad.pt

Com o passar do tempo toda aquela rapidez parece abrandar. Já demora mais tempo a carregar o sistema operativo e quando abro um ficheiro do Word parece que demora muito mais. E porquê? Conforme se vai utilizando o computador também se vão instalando programas novos, desinstalando outros. O Windows faz actualizações, ficheiros temporários são criados, entradas de registo que apontam para lado nenhum... Tudo isto ajuda à dita lentidão do computador.

E o que fazer perante isto? Existem várias aplicações de software e boas práticas que ajudam a tornar os computadores máquinas mais eficientes e rápidas. Quando se compra um computador já com Sistema Operativo instalado, uma boa solução é perder algum tempo e voltar a reinstalar Figura 2 - Ccleaner a máquina. Isto porque, geralmente, existe sempre muito software não necessário instalado na máquina pelo fabricante. Se não se vai utilizar, nem vale a pena estarem instalados. Quando se efectuar esta reinstalação pode-se aproveitar e criar logo duas partições, uma para sistema e software e a outra para dados. Isto faz com que, em caso do Sistema Operativo se corromper, tenhamos os dados guardados noutra partição, podendo assim reinstalar a máquina sem perda de informação. Para ajudar o utilizador a efectuar a dita limpeza do “lixo” existente no computador, existem uma série de aplicações desenvolvidas especialmente para isso. Temos o exemplo dum bastante conhecido, o CCLEANER. Este pequeno programa é muito poderoso no que diz respeito a eliminar o que de obsoleto há na máquina. Desde ficheiros temporários do Windows, de Internet, Cookies, Atalhos inválidos, limpeza de entradas inválidas no registo, e até permite a desinstalação de software assim como controle sobre os serviços que são executados no arranque. Quanto mais serviços estiverem activos mais lenta se torna a máquina a arrancar. Já temos então uma boa solução para efectuar a limpeza. Mas será que chega? Bem, já ajuda a recuperar alguma performance. Mas podemos ainda aliar este software a outros serviços bastante conhecidos. Por exemplo, efectuar a limpeza de disco utilizando o utilitário do Windows. Isto permite comprimir ficheiros muito antigos, eliminar a reciclagem entre outros parâmetros. Depois disto tudo o ideal é realizar uma desfragmentação para organizar todos os blocos do disco rígido. Tendo todos estes aspectos em consideração e mantendo toda a informação no disco rígido organizada, conseguimos obter mais rapidez e performance nas máquina. Evitamos assim também problemas de instabilidade no Sistema Operativo que provocam perda de produtividade e performance. Pode efectuar o download da aplicação Ccleaner (gratuita) em http://www.ccleaner.com/

Figura 1 - Limpeza de disco de dados

Publicidade

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Campanhas18

Campanha Legacy REVIT Architecture Suite Se possui a aplicação Architectural Desktop versão 2006 ou anterior, pode adquirir novas licenças de Revit Architecture Suite com 44% de desconto no preço recomendado. Não perca esta oportunidade! Licenças elegíveis: Architectural Desktop anteriores.

versão

2006

ou

O que é o REVIT Architecture Suite? O REVIT Architecture Suite combina as soluções AutoCAD, AutoCAD Architecture e Autodesk Revit Architecture num único pacote completo, permitindo fazer a transição para o Modelo de Informação do Edifício (BIM) ao seu próprio ritmo, protegendo, simultaneamente, os seus investimentos em software, formação e dados de projectos. O que é a Subscrição Autodesk? Com a Subscrição Autodesk, obtém muitas vantagens de aumento de produtividade, incluindo: • Direitos de licenciamento flexível acesso a versões anteriores do seu software trabalhando em paralelo com as novas versões num fluxo de trabalho contínuo • Licenciamento para home use • Suporte através da web • Formação ao seu próprio ritmo • Melhoramentos incrementais de produtos • Actualizações automáticas

Benefícios da campanha: 44% de desconto na aquisição de novas licenças de AutoCAD Revit Architecture Suite. Condições: Valor de Desconto 44% Válida apenas para aquisição de licenças finais com subscrição O desconto não se aplica ao valor da subscrição Válida para versões SLM e NLM Não acumula com outras campanhas em vigor

44% desconto...Aproveite! Campanha Válida até 31 de Agosto

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Truques e Dicas19 AutoCAD – Configuração do ambiente de trabalho O AutoCAD 2009 introduziu alterações drásticas no ambiente de trabalho do AutoCAD. Apesar de algumas melhorias registadas na versão 2010, muitos utilizadores preferem trabalhar com o ambiente de trabalho clássico. Eng. João Santos Autor e Co-autor de vários livros AutoCAD jsantos@qualicad.com

Explica-se, neste artigo, a interface do AutoCAD, nomeadamente os ambientes de trabalho e perfis de utilizador, e respectivas configutrações. A definição de ambiente de trabalho, workspace, foi introduzida na versão 2006. Antes dessa versão, aplicavam-se perfis de utilizador, profiles, e que ainda estão disponíveis. Vejamos, em pormenor, o que fica guardado em cada um deles.

ferramentas, cores e fontes, mas não só. Muitos dos parâmetros do comando OPTIONS ficam também guardados no perfil, como as pastas de busca automática, localização de templates, especificações de impressão. Para criar e alterar perfis, usa-se o comando OPTIONS, separador Profiles. Duas grandes vantagens dos perfis: • Podem ser exportados e importados para outros computadores. Através da opção de exportação, é criado um ficheiro com a extensão ARG, que transporta toda a configuração. • Podem ser associados a um atalho no ambiente (desktop) do computador, permitindo ter diferentes atalhos de arranque, para diferentes utilizadores ou diferentes especificações de projectos. Nas propriedades do atalho, em Target acrescenta-se à frente do executável do AutoCAD um espaço, /P, espaço e nome do perfil. Os perfis não conservam a visibilidade e posicionamento das paletas, incluindo o ribbon.

Workspaces - Ambientes de trabalho Guardam a visibilidade e posicionamento de menus, barras de ferramentas, paletas (propriedades, design center, etc.) e painéis do ribbon. Existem vários comandos para workspaces, mas podemos centralizar todas as operações necessárias a partir do botão que contém uma “roda dentada”, situado à direita na linha Status. Podemos activar um workspace, gravar o ambiente actual (Save Current As), alterar a ordem, adicionar separadores e indicar que as alterações ao ambiente ficam sempre gravadas (Workspace Settings) e entrar no CUI para configurar workspaces da fora mais complicada (Customize). Em ambientes com barras de ferramentas, estas opções estão também disponíveis na barra Workspaces. Não é possível exportar nem importar workspaces. Profiles - Perfis de utilizador Guardam múltiplos parâmetros relacionados com o ambiente do AutoCAD, incluindo menus, barras de

Figura 1 - Workspaces Settings

Figura 2 - Perfis de utilizador

Como colocar um ambiente de trabalho similar ao do AutoCAD 2008 ou anteriores 1. Workspace – A primeira e talvez mais urgente medida é voltar a ter uma configuração de barras de ferramentas e de menus. Felizmente, a Autodesk inclui o workspace AutoCAD Classic que repõe os menus e barras de ferramentas, e esconde o ribbon. Mas aqui ficam algumas dicas para cada um dos elementos da área gráfica: • O comando RIBBONCLOSE fecha o ribbon, enquanto o comando RIBBON o volta a mostrar. • A variável MENUBAR controla a visibilidade do menu de topo (pull down). Com o valor 1, o menu está visível, e com o valor 0, invisível.

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Truques e Dicas20 •

Para seleccionarmos a visibilidade de barras de ferramentas, é fácil: basta marcar a tecla direita em cima de uma barra existente e escolher a que queremos visualizar. Mas... e se não houver nenhuma barra visível, como acontece no ambiente puramente ribboniano? Simples: executa-se o comando –TOOLBAR (não esquecer o menos antes do nome do comando), digita-se o nome da barra e confirma-se a opção Show.

2. Cores – O AutoCAD 2010, de fábrica, vem o espaço do

Figura 5 - Barra de estado “Status”

modelo em cor branca. Para alterar as cores, vamos ao comando OPTIONS, separador Display, botão Colors e escolhe-se a opção Restore classic colors. Claro que podemos escolher outras cores. Quanto aos ícones, não há um processo simples para repor a visibilidade antiga, a menos que os editemos um a um.

3. Botões dos auxiliares de desenho – Outro choque, os botões da linha Status têm um símbolo pouco perceptível. Esta é fácil: tecla direita em cima e desmarca-se a opção Use

Figura 3 - Barra de comandos

Icons. 4. Comando LAYER – O comando LAYER, desde a versão 2009, funciona em paleta, que pode estar sempre visível e mostrar imediatamente no desenho qualquer alteração que seja feita. Apesar de a ideia ser interessante, em desenhos muito complexos, a alteração de propriedades de layers pode revelar-se muito demorada. Nestes casos, pode usar-se o comando CLASSICLAYER para mostrar a caixa clássica das layers. Se quisermos optar por ter esta caixa (e abandonar a paleta das layers) sempre que se acede ao comando LAYER, dá-se o valor 0 à variável LAYERDLGMODE. Quaisquer comentários são bem-vindos. Boas optimizações, boas férias (se for o caso) e até à próxima edição! Figura 4 - Drawing Window Colors

Publicidade

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Ferramentas de Arquitecto21 AutoCAD Architecture 2010 Onde Está o Meu Comando?

Arq. Pedro Aroso Formador AutoCAD Architecture pedroaroso@clix.com

espécie de preconceito e claramente disponível para aderir às suas tão apregoadas novas funcionalidades.

O AutoCAD Architecture (até à versão 2007 designado Architectural Desktop, mas mais conhecido por ADT), completou o seu 10º aniversário em 2008, tornando-se o produto AEC com maior número de licenças vendidas até hoje (mais de 500 000).

Infelizmente, essa efeméride ficou tristemente associada ao lançamento daquela que eu considero a pior versão do ADT comercializada até hoje, ou seja, o AutoCAD Architecture 2009. Só para terem uma ideia dos seus inúmeros bugs, a Autodesk já disponibilizou três Service Pack (agora chamados Produt Update) para corrigir essas anomalias. Consequentemente, os programadores que integram o famoso “ADT Team” viram-se confrontados com uma questão de sobrevivência: ou produziam um upgrade realmente fiável, ou teriam que pensar seriamente em mudar de vida. Nestas circunstâncias, o AutoCAD Architecture 2010 era aguardado com grande expectativa. Para grande surpresa e alívio dos utilizadores, esta nova versão tem revelado uma maturidade notável, fazendo esquecer rapidamente o pesadelo do ano passado. Neste número da eUAU! não vou falar das novidades, mas sim de um aspecto que tem apoquentado todos aqueles que usam o AutoCAD 2010, ou algum dos produtos da sua família: refiro-me ao famigerado Ribbon. Confesso que gosto do Microsoft Office 2007, pioneiro na substituição dos menus pelo ribbon (que traduzido para português quer dizer fita), por isso instalei o ACAD2010 sem nenhuma

O estado de graça durou apenas uma semana. Ao longo desse período acedi, vezes sem conta, ao Help. Aí é possível encontrar uma secção destinada a ajudar os utilizadores mais experientes, mas fortemente habituados aos menus e às toolbars (barras de ferramentas) que caracterizavam a interface das versões anteriores, mostrando a correspondência dos comandos entre a versão antiga e a actual. Aqui reside a primeira dor de cabeça: onde está o menu Help? Não vale a pena queimarem as pestanas à sua procura, porque deixou de existir: cliquem no ícone do Infocenter, situado no canto superior direito do ecrã, representado através de um sinal de interrogação (figura 1). Quando se abrir a janela, por baixo de General Information, escolham Where Is My Command? (figura 2).

Figura 2 - Where is My Command?

Figura 3 - Where is My Command?

Mais tarde descobrirão que podem aceder directamente a Where Is My Command?, clicando na pequeno triângulo invertido, de modo a abrir um menu contextual com várias opções (figura 3).

Figura 1 - Botão de acesso ao HELP

Na janela Where is my command? encontrarão duas colunas (figura 4) com os nomes dos menus disponíveis no AutoCAD Architecture 2009 (Format, Design, Document, Window, só para citar alguns). www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Ferramentas de Arquitecto22 Properties? E o comando Insert Modifier Style as Polyline...? No primeiro caso somos conduzidos para a janela Properties, sendo obrigados a escolher o tipo e objecto pretendido, antes de proceder à respectiva

Figura 4 - Exemplo Prático

Para exemplificar o modo de funcionamento desta ferramenta de ajuda, vamos procurar ver onde está alojado o Style Manager no Ribbon, sabendo que anteriormente estava localizado no menu Format (figura 5). O ordenamento dos comandos não é feito por ordem alfabética, mas sim pela frequência do uso, facto que explica o aparecimento do Style Manager em primeiro lugar. Ficamos assim a saber que devemos mudar o painel de Home para Manage e, de seguida, em Style & Display panel, seleccionar Style Manager (figura 6). Simples? Nem por isso. Na minha opinião, o ribbon não proporciona maior rapidez na execução das tarefas.

Figura 5 - Exemplo Prático

selecção. No segundo exemplo, a situação é ainda mais anacrónica, pois a alternativa consiste em escrever WALLMODIFIER _PLINE na linha de comando.

Figura 6 - Exemplo Prático

Mas, mais grave do que isso, alguns comandos ficaram pura e simplesmente esquecidos. Dou dois exemplos: onde está o comando Wall

Por estas e por outras, decidi instalar os menus mas, sobre isso, falarei no próximo número da eUAU!

Publicidade

Magazine Digital eUAU! - Julho 09

www.tecad.pt


Formação23 Valorização profissional! Um dos principais activos das empresas é o nível de conhecimento dos seus Recursos Humanos. A TECAD oferece Formação Especializada para arquitectos, engenheiros, designers, desenhadores, estudantes e todos os que interagem com o mercado da construção. Reunindo os melhores meios disponíveis como as instalações, os formadores, o equipamento e o material de apoio, os nossos cursos respondem a elevados critérios de qualidade: com um máximo de 6 participantes em cada acção, é utilizado um computador por formando e são entregues certificados no final. Somos especialistas nas aplicações em que desenvolvemos Formação e possuímos larga experiência na implementação de sistemas CAD/BIM e Projecto Colaborativo. Garantimos flexibilidade de calendarização e adaptação dos cursos para que o grau de satisfação dos nossos formandos seja excelente. Para horários alternativos ou Formação à medida não deixe de nos contactar! Equipamento A formação é realizada recorrendo à utilização de CAI (Computer Aided Instruction). Será utilizado um computador por cada Formando e entregue Manual de Apoio. Metodologia O curso será composto por aulas teoricoprácticas onde serão abordados comandos e metodologias e realizados projectos específicos. Máximo de 6 participantes por Acção de Formação e mínimo de 3. Certificação A TECAD é uma empresa especializada nas aplicações em que desenvolve Formação, tendo larga experiência na implementação de sistemas CAD / BIM e Projecto Colaborativo. A TECAD é Parceiro Autorizado Autodesk desde 1993. Aos Formandos será entregue Certificado de Frequência. Prazo de Inscrição Até 3 dias antes da data de início do curso. A inscrição só será válida após pagamento de 20% do valor da Acção de Formação.

www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Comunicar24 28 passos para a Felicidade segundo a perspectiva de Marketing

Itinerários 12º Passo - Não ligue a preconceitos no que toca a potenciais clientes, qualquer potencial cliente é sempre bem vindo. 13º Passo - Se a sua empresa faz questionários de satisfação, tente ouvir sempre o que o seu cliente realmente quer. 14º Passo - A sua equipa deve ser treinada para identificar os decisores. 15º Passo - A sua equipa deve ser educada para a criação de guiões vencedores. 16º Passo - Nas reuniões tire notas.

Luísa Duarte Marketing e Comunicação lduarte@tecad.pt

18º Passo - A comunicação seja em que sentido for deve ser sempre clara, concisa e breve.

2º Passo - Desenvolver e ter uma atitude positiva.

19º Passo - Estabeleça sempre relações duradouras com clientes e colaboradores.

4º Passo - Aprender os fundamentos da área onde trabalhamos, através da leitura de livros, assistência a cursos e seminários e a aplicação desses fundamentos á realidade em que trabalhamos. 5º Passo - Aprender algo novo todos os dias. 6º Passo - Usar o carro como se fosse uma sala de formação. 7º Passo - Tente visualizar a conquista das metas que deseja atingir antes disso acontecer seja na área de vendas, liderança, gestão, entre outras. 8º Passo - Use mais o seu escritório.

...Livro

A vaca Púrpura de Seth Godin Editora Presença

...Concursos

IV Concurso de Ideias SIL Reconversão da Praça de Toiros de Santarém e Área Envolvente Data limite de apresentação de propostas: 03.set.09 [17:00h] Fonte: Ordem dos Arquitectos

21º Passo - Conheça o seu mercado melhor que ninguém.

...Portal

22º Passo - Pense na sua empresa como parceira da dos seus clientes e crie valor para eles. 23º Passo - Exiba sempre o seu profissionalismo, seja em que circunstância for.

www.qualidadeonline.com

...Férias

Praia da Carriagem Muito pouco frequentada e lindíssima, é uma das eleitas por amantes da natureza. Obriga à descida de um trilho por uma ravina algo assustadora.

24º Passo - Nas reuniões de equipa seja o mais pontual possível. 25º Passo - Celebre os sucessos da sua empresa com a sua equipa e os seus clientes.

10º Passo - Quando falar em apresentações, faça-o como se a plateia fosse o seu grupo de amigos. 11º Passo - Desenvolva mais as suas competências ao telefone.

28º Passo - Coloque questões nos seus clientes e fornecedores. Fonte: Ideias e Desafios

(Continuação na próxima edição) Magazine Digital eUAU! - Julho 09

De Amadeo a Paula Rego 50 anos de arte portuguesa (1910-1960) Museu do Chiado em Lisboa 2 de Julho a 30 de Outubro de 2009 3.ª a Domingo das 10H00 às 18H00

20º Passo - Esteja sempre preparado para qualquer eventualidade.

26º Passo - Use o humor na sua equipa e clientes, uma boa gargalhada é a única coisa que é necessária em certas ocasiões. 27º Passo - Seja sempre sincero.

9º Passo - Cumprimente as pessoas com um modo confiante.

...Exposição

17º Passo - Aprenda a escutar e ensine a sua equipa a fazer o mesmo.

O primeiro passo é acreditar em nós próprios. Se não acreditarmos em nós, os outros também não vão acreditar!

3º Passo - Marcar e atingir os objectivos delineados.

Recomendo...

www.tecad.pt

Quem vem de Aljezur, já no Rogil, deve seguir até meio da vila, onde encontra uma sinalização indicando a Praia Carriagem. O caminho é em terra batida e a praia não é vigiada. Fonte: Rotas e Destinos


A equipa TECAD deseja-lhe umas Óptimas Férias! www.tecad.pt

Magazine Digital eUAU! - Julho 09


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook