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Especial 120 Anos A Tribuna

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Quarta-feira 26

marรงo de 2014

A TRIBUNA

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Especial

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A TRIBUNA

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Especial 120 anos F-49

INFANTIL

A TRIBUNINHA FOI O PRIMEIRO SUPLEMENTO PARA CRIANÇAS DO PAÍS

Pequenos também têm vez no jornal

J

ornais vivem de leitores. E para ter leitores adultos no futuro é preciso cativá-los desde cedo. Assim, com um olhar sempre à frente, em 24 de agostode 1960 circulou pela primeira vez um suplemento com foco nascrianças: A Tribuninha. Presente na memória afetiva dos pequenos leitores que cresceram e aprenderam a ler e a gostar de ler por meio das páginas do suplemento, já na primeiraedição ficava claro o objetivo do novo caderno, que se tornou referência no gênero:“Esse suplemento será feito pelas crianças e para as crianças. Desejamos que A Tribuninha seja instrutiva, educativa e recreativa”. E assim foi, durante décadas. Inovador,o suplemento sempre falou às crianças. Durante todo o tempo em que circulou nas bancas e lares da Baixada Santista, publicou contos, charges e tirinhas de grandes escritores, desenhistas e cartunistas do País. E abriu espaço para que o público participasse da edição, publicando desenhos dos pequenos leitores, muitos deles guardados até hoje como recordação. A Tribuninha foi idealizada como forma de homenagear o diretor de A Tribuna, M. Nascimento Júnior, que ficouà frente do jornal de 1909 a 1959 e semprequispublicarumsuplementoexclusivoparaospequenos. O primeiro número chegou às bancas escrito pelo jornalis-

Em 2012, o suplemento voltou a fazer a alegria das crianças, com a editora Carolina Viana Morgado

Hamleto Rosato, o Tio Leto, deu vida a A Tribuninha e cuidou dela durante 34 anos

nas informação, curiosidades e brincadeiras, sempre com o intuito de fomentar o incentivo à leitura e a educação das crianças”, destaca Carolina Viana Morgado responsável pela reformulação do projeto e editora do caderno desde 2012. “Nosso maior desafio é abordar assuntos sérios de maneira leve e divertida. As crianças precisam aprender de forma agradável”. CIDADÃO DO PRESENTE

ta e escritor Hamleto Rosato, conhecido pelas crianças como Tio Leto. Ele, por sinal, é o funcionário mais antigo de A Tribuna, onde trabalhou por 74 anos. Hamleto fez A Tribuninha durante 32 anos, até 1992. Depois disso, continuou trabalhando no jornal, só que em outras editorias da redação, até falecer, em 2008, aos 94 anos. Em pouco tempo, o suple-

mento passou a circular nas salas de aula das escolas de toda a região e integrou diversas campanhas e concursos. Vale destacar também que, depois do lançamento de A Tribuninha, dezenas de outros jornais criaram suplementos infantis, a fim de fidelizar os pequenos leitores e estimular o gosto pela leitura. Após o Tio Leto, A Tribuninha passou a ser editada pela

jornalista Ivani Ribeiro da Silva, durante quatro anos. Em 1996 foi a vez da jornalista Helena Maria Gomes assumir o posto, até 2001. NOVA FASE

A Tribuninha ficou sem circular de 2001 e 2012, quando voltou reformulada, circulando aos sábados e antenada às mudanças do mundo moderno, mas sem esquecer do encanto que o universo infantil guarda. “A proposta é trazer nas pági-

Num momento de crise de valores, o jornal, com o serviço público que presta, pode contribuir na formação não apenas do leitor do futuro, mas do leitor e do cidadão do presente. Esta é a análise que a doutoranda em Educação, Cristiane Parente, faz dos suplementos voltados para o público infantil. Ela é pesquisadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (Universidade do Minho), sócia-fundadora da ABPEducom (Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em

Educomunicação (ABPEducom) e coordenadora do blog Mídia e Educação. Ela cita o filósofo Nietzche. Para ele, uma das características que nos diferenciam dos outros animais é a capacidade de fazer promessas. Cristiane interpreta essa afirmativa no contexto dos jornais.E lembra quantas vezes já leu e ouviu que é preciso formar os leitores do futuro e quanto de “promessa” e de latim já foi utilizado para pensar em algo nesse sentido. “Penaque promessas sãoapenas promessas,” acentua Beatriz. “O futuro é um tempo que não sabemos muito bem como será. Quanto às crianças, elas são criançashoje e não por muito tempo. E já são leitoras, hoje, de muitas mensagens. E não serão (leitoras) dos jornais que não tiverem a coragem, a ousadia, a lucidez, a leveza e a competência de as convidarem a participar da produção de um veículo voltado para elas, com elas, como faz A Tribuna com A Tribuninha.”

ARTIGO Nãosabia queeu ia serjornalista. Já estava no fim do curso secundário do Colégio Santista sem ter noção de que carreira seguir, quando alguém sugeriu fazer um teste vocacional, coisa que naquela época começava a despontar. Foi uma boa ideia. Além de comprovar minha inaptidão para Exatas, veio a sugestão de que deveria seguir a carreira diplomática. Na época muito valorizada. De certa maneira, o teste estava certo. Muitas vezes tive de ser diplomata para sair de enrascadas (mas nunca me evitou perderum emprego, quando o chefe não gosta de você não há remédio!). Isso vinha ao encontro de algumas iniciativasminhas.Estudava na Aliança Francesa, estava me formando na Cultura Inglesa (e tirando o diploma de Michigan). O problema é que estava com 17 anos e só podíamos fazer o exame para o Itamaraty, como se dizia então, aos 21! A melhor solução foi que eu fizesse alguma faculdade (não era necessário para aquele vestibular) e foi assim que entrei em Direito, na Católica. Mas como queria aproveitar mais o tempo, no ano seguinte resolvi entrar também para o curso de Jornalismo (igualmente na futura UniSantos) que era à noite, e no próximo, História e Geografia, que era à tarde. Tudo isso só seria possível em Santos, naquela época sem trânsito, onde se ia a pé de um lugar para outro. E ainda encontreitempo para fazer teatro amador (na Teffi, da Faculdade de Filosofia), manter minha fidelidade ao cinema e até dar aula. Queria o máximo que Santos poderia oferecer. Mas nunca contei a verdadei-

A TRIBUNA: MEU LAR, MINHA ESCOLA DE VIDA Rubens Ewald Filho ra razão pela qual resolvi ser jornalista. Quando já estava no último ano veio a notícia de que a Folha de S. Paulo ia abrir um jornal em Santos, para concorrer com A Tribuna. Ia se chamar Cidade de Santos. E resolveram fazer testes com todos os alunos da faculdade. E lá fomos nós, todos faceiros, senhores de si. Achei que tinha ido muito bem no teste, tudo muito fluente, até quando escrevia sobre futebol. Foi quando chegou o resultado das provas. Fui reprovado, assim como também meus amigos mais próximos. É bom levar um choque desses de vez em quando. Achei tão absurdo que não me conformei e, discretamente, jurei que não ia ficar assim. Um dia ia provar que estavam errados. E nasceu assim minha rejeição de tudo que é Folha de S. Paulo e fidelidade a tudo que é A Tribuna. Fui chamado para escrever para A Tribuna por um professor da faculdade, o Juarez Bahia, que me conhecia porque meu pai era amigo do José Gomes, que foi prefeito cassado em Santos e parceiro do Bahia. Ele era um dos poucos que tinha livro publicado sobre o novo Jornalismo (que antes

Rubens Ewald Filho Crítico de cinema

não se aprendia em escola). Como fui presidente da Comissão de Formatura, nos aproximamos mais. Quando ele foi convidado a ser o editor-chefe na reformulação de A Tribuna, resolveu me chamar para atuarno Departamento dePesquisa. E já que eu entendia de cinema, também para escrever críticas! Lembro-me da reação que tive. Abri com força a porta do meu Gordini, como se precisasse de ar. Desconfiava que minha vida mudava, ou melhor, começava ali. Tinha 22 anos e o sonho ia se realizar. A família aceitou a ideia com

certa relutância (como meu pai era conhecido na cidade, adotei o Filho no nome! ) e lá fui eu trabalhar na Redação. Melhor dizendo, não tinha espaço para mim e então me colocaram no antigo arquivo de imagens (de chumbo), onde deveria ler e recortar os jornais. Era 1967, minha primeira pesquisa foi sobre Che Guevara e a primeira crítica sobre Jean-Luc Godard. Bons tempos! O senhor veterano que ocupava a sala não me recebeu especialmente bem e dentro de dias pendurou na parede, uma frase onde dizia: “Trate

bem aqueles que encontrar enquanto estiver subindo, porque irá esbarrar neles quando estiver descendo”. Sábias palavras que sempre levei ao pé da letra. O fato é que o cinema já tinha me fornecido o imaginário em inúmeros filmes sobre redações e repórteres. Eu me sentia em casa. Pode ser que seja nostalgia, mas acho difícil encontrar um grupo de jornalistas tão qualificado, tão competente e, ainda por cima, bom caráter. O Oswaldinho, o Lauro, o Clóvis, o Carlos Conde, o Chico Santa Rita, o Roberto Inácio... Como era uma fase de mudanças, podia-se ousar. Por exemplo, ao passar por um bairro de Santos, vi que ainda existia um circo-teatro daqueles que apresentam peças. Falei com o Bahia e fui fazer a reportagem sobre os artistas. Foi a matéria da última página de domingo! Dessa vez eu passei pelo ritual, fiquei acordado esperando a chegada do primeiro jornal da manhã para lamber a cria! Doutra feita, quando já tinha saído do jornal, voltei (sem ganhar) especialmente para ajudar os colegas a cobrir a festa de Carnaval, isto no meio de uma tarde com a cidade ainda vazia. Tivemos que inventar

uma história de Carnaval, já que não havia o que reportar! Enquanto isso, minhas críticas de cinema tinham boa repercussão, tanto que o Chico Santa Rita (que depois seria famoso especialista em treinar políticos para falar em público) me chamou para colaborar com o que seria chamado de Jornal da Praia. Nas segundas, uma página inteira com dicas de programas (coisa rara na Imprensa de então). Quando o Chico foi em busca de melhor sorte no Jornal da Tarde, eu herdei a página e junto com a amiga Marli Nunes começamos a inventar temas e ousadias (como uma página inteira ilustrada com obras da Beatriz Rota-Rossi). Uma vez eu denunciei um bar na Praia Grande que era a maior mentira, sem perceber que era grande anunciante do jornal e da rádio. O sr. Roberto Mário Santini veio nos contar. Foi o primeiro de muitos choques e pressões que A Tribuna levou por minha causa e sempre se comportou com a maior lealdade, como nunca vi em outro órgão de Imprensa. Durante os anos em que aqui estive choveram reclamações e ameaças externas, mas sempre me garantiram a integridade. Não tenho como agradecer tão belo exemplo. Chego mesmo a afirmar que se não fosse A Tribuna me apoiando nos altos e baixos, minha carreira profissional não teria sido a mesma. Porque, de certa maneira, você nunca deixa a casa paterna e A Tribuna foi meu lar, minha escola, não apenas de profissão (a escola, me perdoem, ao menos no meu tempo, era bom para fazer amizade, se aprendia muito pouco). De vida.


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JORNAL-ESCOLA

A TRIBUNA

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Especial 120 anos F-53

UM DOS PROGRAMAS PIONEIROS DE JORNAL E EDUCAÇÃO DO BRASIL DIVULGAÇÃO

Paraeducar, ATribuna vaiàescola

U

ma população letrada e instruída é ingredientefundamental para um país desenvolvido. Uma sociedade mais justa se constrói com cidadãos conscientes. Foi pensando nisso, e ciente de seu papel como formador de opinião e instrumento de transformação social enquanto veículo de Comunicação, que A Tribuna implantou, em 1992, o Jornal, Escola e Comunidade (JEC), um dos pioneiros entre os Programas de Jornal e Educação no País. O projeto segue os parâmetros dos Programas de Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e usa o jornal A Tribuna na sala de aula, em escolas públicas e privadas, instituições de ressocialização e ambientes socioeducativos, como recurso didático. A iniciativa leva o jornal diário às mãos dos estudantes, atuando como suporte e recurso pedagógico nesses locais e estimulando o gosto pela leitura, contribuindo para a formação de cidadãos leitores conscientes e participativos. O INÍCIO

AideiadecriaroJECfoidoentão diretor-presidentede ATribuna, Roberto Clemente Santini. Na época, ele integrava o Comitê de Leitura da ANJ, que seguia uma tendência internacional de empresasjornalísticasdeváriospaíses. A ideia era desenvolver programaseducativosdeincentivoà leitura de jornais, envolvendo crianças,jovenseadultos. O início foi aqui, em Santos, e o JEC cresceu e deu frutos em jornais Brasil afora. Silvia Costa, responsável pela implantação do projeto, explica: “Começou como um projeto-piloto no Colégio Santa Cecília e o dife-

rencial é que ele funcionou como um laboratório. Além de implantar o projeto, ao mesmo tempo A Tribuna o expandiu. A direção da empresa me deu abertura para levar o modelo para outros grandes jornais do País”. Ela atuou na coordenação durante 16 anos. Na opinião de Silvia, o JEC foi democratizador, por atuar em áreas carentes em que o jornal impresso não chegava. E onde as pessoas não tinham acesso à informação de outra forma. Na época, a popularização dos veículos de Comunicação ainda não era tão forte. Com o passar do tempo, os jornais perceberam a importância da contribuição do uso do jornal na educação. A Tribuna inovou ao atender escolas de Ensino Médio e universidades, ao passo que os programas de outros jornais só se dedicavam às escolas de Ensino Fundamental. O JEC sempre foi inovador e, há alguns anos, além de atender escolas, também oferece capacitação e jornais para outras unidades. Elas trabalham com incentivo à leitura, a exemplo de organizações não-governamentais, penitenciárias e unidades de ressocialização, num trabalho inédito em todo o Brasil. “O JEC vai completar 22 anos, orgulhoso de ter sido um dos primeiros projetos de Educomunicação do Brasil. A abrangência do JEC é muito significativa para a Baixada Santista. São mais de 80 mil alunos e quase dois mil educadores envolvidos. Nossa missão é cumprida diariamente, com o incentivo à leitura em diferentes realidades”, explica a jornalista e educadora Carolina Viana Morgado, coordenadora do programa há seis anos.

DIVULGAÇÃO

Alunos do Ensino Fundamental, Médio e universitários são atendidos ARQUIVO

Jornal, Escola e Comunidade Programa de incentivo à leitura que usa o Jornal A Tribuna como recurso didático em escolas e ambientes socioeducativos. Segue parâmetros dos Programas de Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ)

Desde quando?

Criado em 1992, por iniciativa do então diretor-presidente do jornal, Roberto Clemente Santini 80 mil alunos, em 100 escolas das nove cidades da Baixada Santista

A direção me deu abertura para levar o modelo para outros grandes jornais”

Hoje são mais de 80 mil alunos e quase dois mil educadores envolvidos no projeto”

SILVIACOSTA,RESPONSÁVELPELAIMPLANTAÇÃO DOPROJETOECOORDENADORAPOR16ANOS

CAROLINA VIANA MORGADO, COORDENADORA DO PROGRAMA JORNAL-ESCOLA HÁ SEIS ANOS

Programa já conta com 100 instituições

O que é?

Quantas pessoas atende?

‘ ‘

Implantado em 1992, o Jornal Escola e Comunidade é um recurso didático em escolas e instituições de ressocialização ou socioeducativas

Silvia Costa, coordenadora por 16 anos do JEC: “Projeto democratizador” CARLOS NOGUEIRA

Educadores participam de capacitações que auxiliam no manuseio e uso pedagógico do jornal nas atividades dentro e fora da sala de aula

Cem instituições das nove cidades da Baixada Santista participam do JEC por ano – entre escolas e ONGs. Os educadores são capacitados de forma a usarem o recurso nas aulas para melhorar o aprendizado dos jovens e adolescentes, contextualizando o ensino de forma dinâmica e atrativa. “O jornal é um rico portador textual e serve como auxílio em qualquer disciplina. Além de apresentar uma infinidade de gêneros textuais, as notícias de Economia podem ser usadas para explicar melhora um estudante como as taxas de juros podem afetar seu dia a dia, por exemplo. As realidades das comunidades em que as escolas são inseridas podem ser melhor assimiladas pelas notícias diárias que o jornal apresenta. É um excelente contextualizador,sobretudo hoje, que o mundo está cada vez mais conectado”, ressalta a coordenadora Carolina Viana Morgado. Segundo ela, a importância do JEC vai além do incentivo à leitura. “Desenvolvemos mecanismosde utilização eministramosformações aos educadores, para que aprendam a manusear o jornal de maneira pedagógica, como abordar as reportagenseestimularosquestionamentos dos alunos, resultando

num trabalho mais concreto e próximodarealidade deles”. Na opinião dos educadores veteranos do JEC, a interação das escolas tem sido cada vez mais dinâmica e essa parceria é de grande ajuda. “Eles (os alunos) muitas vezes não conseguem dimensionar a importância da Comunicação. Com o jornal, a leitura e a informação chegam de forma suave. É uma biblioteca e uma fonte de pesquisa”, diz Luiz Nelson Freitas de Souza, que participa do programadesde 2004 e agoracoordena os trabalhos da Associação de Ação Cultural e Social Lizeth de Souza Freitas. Para os educadores novatos no programa, a participação traz resultados surpreendentes. “A partir do momento em que o jornal foi apresentado aos alunos, eles se tornaram mais questionadores, opinando sobre as reportagens e avaliando o que se passa no dia a dia da região e do mundo. Os educadores também foram beneficiados por mais essa estratégia, agregando dinamismo à aula. Os discentes do nosso colégio conseguiram, por meio do JEC, envolver a comunidade, levando informação a toda família”, afirma Rodrigo Finelli, do Colégio Carlo Arrojado, de Praia Grande.


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