SÁBADO, 27 de setembro de 2014
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Quando nasce um bebê, toda a família fica ansiosa para ouvir a primeira palavra que a criança vai dizer. A língua é uma das formas mais importantes de comunicação. É por meio dela que a gente aprende, expressa e interage com o mundo. Preparamos uma edição sobre a Língua Portuguesa, também conhecida como ‘língua de Camões’, uma homenagem ao escritor português Luís Vaz de Camões. Boa leitura e até a próxima!
Carolina Morgado, editora
SÁBADO, 27 de setembro de 2014
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‘Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico’ é a maior palavra da Língua Portuguesa. São nada mais nada menos que 46 letras! Esse palavrão todo é o nome de uma doença causada pela inalação de gases vulcânicos. A Língua Portuguesa foi trazida ao Brasil pelos descobridores portugueses. Com o tempo e com chegada de mais imigrantes, a língua oficial da coroa portuguesa se tornou o idioma da colônia.
Dependendo da cultura e dos costumes dos povos das regiões do país, a forma de falar o nosso idioma muda. Qual português você fala?
Hoje, a língua é a sexta mais falada no planeta. 273 milhões de pessoas falam português, 250 milhões delas tem o idioma como língua nativa (a primeira língua que a gente aprende, quando é criança).
Farda – Além da roupa usada pelos policiais, o uniforme escolar no nordeste também é chamado de ‘farda’. Froxo – Homem tem que ser corajoso. Quem é medroso é ‘frouxo’. Muriçoca – As ‘muriçocas’ (pernilongos) não deixam ninguém em paz lá no Nordeste
O idioma também é falado em países africanos como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Essas nações também foram colônias de Portugal, assim como o Brasil.
O que quer dizer ‘estar na pindaíba’? Por que chamamos de ‘muquirana’ alguém que é pão-duro? Qual a origem dos nomes Moacir, Jandira, Ubiratã, Iracema, Iara, Maíra, Moema e Jurema? Você sabe de onde vem ‘sapecar’? Por que só nós, brasileiros, temos um nome especial para ‘pipoca’? Todas essas palavras e muitas outras têm origem no tupi, língua indígena que deixou uma rica herança no português brasileiro. Nomes de bichos, de plantas, de gente e de lugar. Nomes de coisas, de comidas, de bebidas e de seres fantásticos. O livro explica de onde eles vieram e mostra a importância desse legado na nossa vida de todos os dias. De Orlene Lúcia de Sabóia Carvalho e Marcos Bagno. Parábola Editorial. Quer um exemplar deste livro? Mande seus dados por e-mail para gente e nos diga porquê você merece ganhar. A resposta mais criativa leva! atribuninha@atribuna.com.br
Arrudiar – ‘Cuidado quando for arrudiar os carros na rua!’. Arrudiar é dar a volta! Avexado – Muito ansioso? Não seja tão ‘avexado’!
O Brasil é o país que mais fala português no mundo. São mais de 200 milhões de brasileiros falando a língua. Em Portugal são cerca de dez milhões de falantes.
Já parou para pensar como surgem as línguas? Uma língua é um conjunto de elementos, falados ou escritos, que facilitam a comunicação entre os homens. As línguas não são criadas da noite para o dia. O português que falamos hoje no Brasil, por exemplo, sofreu um montão de alterações com o passar do tempo, teve influências de outras línguas, da forma de falar das pessoas e do lugar onde elas vivem. Não dá pra saber ao certo como surgiram todas as línguas faladas no planeta. Pode ser que tenha havido, no início da humanidade, uma primeira língua que deu origem às outras. Ou vários idiomas, que deram origem a mais. O certo mesmo é que uma língua nasce a partir de outra. A Língua Portuguesa surgiu do Latim vulgar falado nas províncias do Império Romano, na Roma Antiga, sete mil anos antes de Cristo. O latim se espalhou pelos territórios comandados pelos imperadores e também deu origem ao Italiano e ao Espanhol, entre outras línguas. O Latim é considerado uma ‘língua morta’, porque quase não há falantes dela. O idioma é mais usado por pesquisadores e por alguns membros da Igreja Católica em cerimônias. Aliás, até séculos atrás, todas as missas eram celebradas apenas em latim e alguns fiéis nem entendiam o que o padre estava falando! O Grego foi a primeira língua internacional, e com ela nasceram a filosofia e a cultura ocidentais. Hoje, a língua internacional mais aceita é o Inglês, que tem regras simples e é fácil de falar. Mas engana-se quem acha que o Inglês, apesar de popular, seja o idioma mais falado do mundo. O Mandarim, língua oficial da China, país mais populoso do planeta, é o campeão: tem cerca de um bilhão de falantes.
Amostrado – Sabe as pessoas que gostam de ‘ostentar’? Então, lá no nordeste, quem gosta de aparecer e contar vantagem é ‘amostrado’.
Pichain – Sabe aquela música ‘Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pichain’?
Brocado – ‘Estar brocado’ é estar com muita fome. Levou o farelo – ‘O ladrão levou o farelo’, foi preso pela polícia. A expressão quer dizer ‘perdeu’, ‘se deu mal’. Pai dégua – Pessoa ou coisa legal.
Camelo – Já andou de camelo? Não, não é o animal, é a bicicleta! Baú – Lá pelo centro-oeste, a galera vai trabalhar de ‘baú’, ônibus. Meleca – Brasília é a terra da política e os políticos em época de eleição adoram colar ‘meleca’ nos eleitores, aqueles adesivos para a roupa. Véi – Significa ‘cara’, ‘amigo’, ou o ‘meu’ dos paulistas.
Putz, Putz grila- Expressão de espanto, surpresa ou admiração. ‘Putz grila, esse filme é muito legal!’ Mano e mina – Em São Paulo, os garotos e garotas são os ‘mano’ e as ‘mina’. Embaçado – Ta embaçado isso aê! Embaçado é uma coisa tipo... complicada!
O carioca Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Era filho de uma família muito pobre e mesmo não tendo frequentado a escola regular, estudou como pôde e se tornou um dos maiores escritores da literatura brasileira. Aos 15 anos, já tinha publicado seu primeiro trabalho e sua obra passeou por todos os gêneros literários. Machado era amigo de outro grande escritor brasileiro, José de Alencar. Assis foi o fundador da Academia Brasileira de Letras. Entre suas obras mais famosas, estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro. Dá para ter acesso a todas as obras do gênio da literatura, de graça, em www.machado.mec.gov.br. Acessa lá!
Inaugurado em 2006, o Museu da Língua Portuguesa usa tecnologia e recursos interativos para apresentar seu ‘acervo’: a nossa língua, patrimônio imaterial. Por lá, os visitantes encontram uma verdadeira celebração à Língua Portuguesa, suas origens, história e influências; além de palestras, cursos, seminários e exposições temporárias. Abre de terça a domingo, das 10 às 18h. O ingresso custa R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia e a bilheteria funciona das 10 às 17h. Crianças até sete anos, professores da rede pública, deficientes e seus acompanhantes não pagam. As terças e sábados, o ingresso é gratuito para todos os visitantes. Fica na Estação da Luz, centro de São Paulo.
Bah – Bah pode expressar surpresa, espanto, dúvida... ‘Bah, que jantar gostoso’, ‘Bah, que água gelada’ e por aí vai... Cacetinho – ‘Me vê seis cacetinhos?’. Não se assuste ao ouvir isso no Sul. O pão francês é chamado assim por lá!
Busão – Pegar o ônibus lotado em dia de trânsito é bem chato, né? Colar – ‘Tu vai colar na festa hoje?’. Colar é ir a algum lugar. Vaza – Depois de ‘colar’ sempre tem a hora de ‘vazar’. Ir embora.
Coça – Melhor se comportar para não levar uma ‘coça’, uma surra.
Cão – Quando alguém está mentindo ou enrolando, está de ‘caô’.
Galega – As loirinhas no Sul são chamadas de ‘galegas’.
Vacilo – Fazer algo errado ou falhar é o maior ‘vacilo’.
Guri e guria – ‘Os guri e as gurias gostam de aprontar’. Quer dizer menino e menina.
Larica – Sabe quando bate aquela fome, aquela ‘larica’?
Tchê – A expressão de saudação vem do tupi ‘che’, que quer dizer amigo; e também pode significar ‘eu’ e ‘meu’.
Uai, que trem bão! – Mineiros têm duas palavras que servem para quase tudo! Uai, interjeição usada sempre; e trem, usado para substituir o nome das coisas (‘pega esse trem aí pra mim’).
SÁBADO, 27 de setembro de 2014
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Asletrasabaixoestãoembaralhadas.Conseguedescobrirqualéapalavraescondidanelas?
TAPOR NECACA TACATOVEN SAME DENOCUMTO
RIOECRE CODORMPUTA RDIOEMÉ CNOADER ELASCO
Porta / Caneca / Catavento / Mesa / Documento
Recreio / Computador / Remédio / Caderno / Escola
Países que tem como língua oficial o português assinaram um acordo para tornar mais simples as regras do idioma. O prazo para todos aprenderem as mudanças venceu no ano passado. Aqui no Brasil, o governo decidiu adiar para 2016 o prazo para que nos adaptemos ao ‘novo português’. Vamos conferiralgumasdessasmudanças?
O alfabeto da Língua Portuguesa passou a ter 26 letras: as 23 já conhecidas; mais o K, W e Y. O trema não existe mais nas palavras em português. ‘lingüiça’ se escreve ‘linguiça’; ‘tranqüilo’ se escreve ‘tranquilo’. Palavras com ‘oo’ ou ‘ee’ (os hiatos) não têm mais o acento circunflexo: ‘vôo’ se escreve ‘voo’; ‘vêem’ se escreve ‘veem’ Acentos para diferenciar palavras não existem mais: ‘pára’ (verbo parar) e para (preposição, para algo...), escrevem agora da mesma forma, ‘para’. Como ‘pêlo’ e ‘pelo’, vale a mesma regra. Acentos agudos em ditongos (duas vogais juntas) em palavras paroxítonas (acento na penúltima sílaba) ‘ei’ e ‘oi’ desaparecem: ‘idéia’ vira ‘ideia’; ‘heróico’ vira ‘heroico’.
Palavras compostas com hífen ficam assim: Quando a segunda palavra começar com H, o hífen permanece: super-homem. Quando a primeira e a segunda palavra tiverem vogais ou consoantes iguais, o hífen permanece: micro-ondas. O hífen permanece em palavras com prefixo ‘pós’, ‘pré’, ‘pró’; ‘pan’ e ‘circum’ seguidos de palavra com vogal, H, M ou N: pré-escola.