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Egípcios

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SANTOS, 14 DE MARÇO DE 2015 SÁBADO • ANO 4 • 74

Egípcios Múmias, sarcófagos, hieróglifos... essa civilização antiga é cheia de curiosidades!

Pirâmides Que segredos elas escondiam?

Beleza

Cleópatra era feia?


SÁBADO, 14 de março de 2015

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Editorial

A partir de hoje, publicaremos três edições consecutivas sobre as Civilizações Antigas, num especial sobre Egípcios, Gregos e Romanos. Muitas curiosidades e mistérios da História farão parte da série. Não dá para perder, né?! E vale até colecionar. Curtiu? A gente está adorando fazer. Boa leitura e até a próxima edição. Carol Morgado

Mundo Curioso

‘Egiptólogo’ é o profissional especialista em Egito Antigo. A ‘egiptologia’ é a ciência que estuda a cultura egípcia. O interesse pela civilização cresceu depois que Napoleão Bonaparte (1769 – 1821) levou uma expedição para lá. Imagina que legal trabalhar desvendando os segredos das tumbas, sarcófagos e múmias?! Os gatos de estimação eram considerados sagrados pelos egípcios e não podiam ser mortos. Bastet, a deusa egípcia da fertilidade e protetora das mulheres era representada por uma mulher com cabeça de gato. Bela: Nefertiti (1370 a.C – 1330 a.C), esposa do faraó Amenófis IV, ficou conhecida pela beleza – seu nome significa ‘a mais bela chegou’. Seu busto foi descoberto em uma escavação, em 1912. Ela ajudou o marido o substituir o culto politeísta (crença em vários deuses) pela crença em um só deus, Aton. Mas quando ele morreu, os egípcios voltaram a acreditar em vários deuses.

Feia: Como não há registro de sua imagem, pode ser que Cleópatra não tenha sido tão bela quanto Elisabeth Taylor, a atriz que a interpretou no cinema. A rainha até usou peruca, quando seu cabelo caiu depois de uma epidemia de piolhos. Mesmo assim, conquistou o imperador romano Julio César e o governador Marco Antônio, para reaver territórios egípcios tomados.

Para ler...

Quem foi?

A vida dos deuses, faraós e homens comuns é narrada de um modo que faz tudo parecer muito perto de nós. Eles estão lá atrás no tempo, muito antes de Cristo, mas suas alegrias e seus problemas às vezes são muito semelhantes aos nossos. Oásis, múmias, pirâmides, faraós: essas coisas todos nós conhecemos, mas o livro nos mostra de onde elas vieram. Editora Companhia das Letras.

O jovem Tutankamon subiu ao trono do Egito com apenas nove anos de idade e governou até falecer, aos 19. Ele não era tão famoso e reconhecido, até sua tumba ser descoberta em 1922, no Vale dos Reis, Egito, pelo egiptólogo britânico Howard Carter. Dizem que membros da equipe de escavações morreram vítimas da maldição do faraó, por interromper seu sono eterno. A verdade é que alguns respiraram um fungo mortal que havia na tumba. O local ficou preservado por milênios e guardava obras de arte, ouro, jóias, objetos pessoais e a famosa máscara do faraó. Acredita que a relíquia, exposta no Museu Egípcio do Cairo, foi quebrada por alguém no ano passado?

Contos e Lendas do Egito Antigo

Tutankamon (1346 a.C – 1327 a.C)

A Tribuninha Explica Mumificação

Os egípcios acreditavam que os mortos poderiam voltar à vida se tivessem seus corpos preservados. Por isso, quem tinha grana, como os faraós, era mumificado. O trabalho era feito pelos sacerdotes. Se liga como o processo de mumificação era macabro... Primeiro, todos os órgãos internos eram retirados por um corte na barriga. O cérebro era retirado pelo nariz. Os órgãos importantes eram conservados e deixados dentro de um vaso, perto da múmia, na tumba. O resto era jogado no Rio Nilo. Apenas o coração, que para eles guardava a alma, permanecia no corpo. Depois disso, o cadáver era preenchido com sal, para tirar a umidade, e ficava assim por 40 dias. Um banho com ervas, óleos e outras substâncias era dado no moribundo, para conservar o corpo. Só então era preenchido com cerragem, folhas secas ou tecido, e enfaixado.

EDIÇÃO: CAROLINA VIANA MORGADO CHAGAS TEXTOS: VAGNER LIMA ILUSTRAÇÕES e DIAGRAMAÇÃO:MARCELO PADRON BANCO DE IMAGENS: SHUTTERSTOCK CONTATO: ATRIBUNINHA@ATRIBUNA.COM.BR | 2102-7249 TIRAGEM: 26 MIL EXEMPLARES


SÁBADO, 14 de março de 2015

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Dádiva do Nilo O Egito Antigo até hoje desperta o interesse de todo mundo. Conheça mais sobre a antiga civilização Não foi à toa que o historiador grego Heródoto (484 a.C – 425 a.C) disse que o Egito era uma ‘dádiva do Nilo’. Foi às margens do Rio Nilo (segundo maior rio do mundo, com quase sete mil quilômetros de extensão – só perde para o nosso Rio Amazonas), que corta o Egito e desemboca no Mar Mediterrâneo, que essa incrível civilização antiga se desenvolveu Um oásis em meio ao deserto do Saara (maior deserto de areia do mundo – o maior em extensão é o deserto da Antártida. Sim, é gelado, mas é um deserto!), o Egito Antigo se estendia por mil quilômetros ao lado do rio. A suas margens, os egípcios cultivavam cereais como trigo e cevada e ainda usavam as águas do Nilo para transportar mercadorias e se comunicar entre si. Até hoje, os 86 milhões de habitantes do Egito se concentram nas margens do Nilo, parte do país que não é desértica. A história da civilização começa por volta do ano 3.000 a.C, quando o rei Menés unificou o Alto e o Baixo Egito e tornou-se o primeiro faraó. A partir dele, 30 dinastias – famílias – governaram o lugar até 30 a.C., quando o Egito passou a fazer parte do Império Romano, depois da morte da última e mais famosa rainha egípcia, Cleópatra.

A SOCIEDADE – Os egípcios eram organizados entre escravos, geralmente prisioneiros capturados; camponeses livres, que pagavam impostos; e sacerdotes, militares, funcionários do estado e os faraós - esses considerados deuses e soberanos.

A VIDA NO EGITO ANTIGO – Por causa do calor, as mulheres usavam vestidos e os homens, saias. As crianças menores não usavam roupas. A dieta dos egípcios incluía pão, peixe e um tipo de cerveja feita com cevada. Quem era mais rico tinha à mesa carnes, vegetais, frutas e vinho. As mulheres se maquiavam usando pós coloridos misturados a óleos.

ARTESANATO E CULTURA – A rica cultura do Egito fascina até hoje. Quando não estavam trabalhando no plantio e na colheita, os egípcios dedicavam tempo para fazer cerâmicas, roupas usando tecido e couro de animais, jóias com pedras preciosas e objetos de ouro.

Para garantir o poder, os irmãos se casavam entre si para se tornarem faraós. Também rolavam armações, puxadas de tapete e até envenenamento para continuar no trono. No auge da civilização, o Egito era o maior e mais poderoso império da terra. HIERÓGLIFOS – Os egípcios usavam fibras de papiro para fazer cordas e redes, mas a planta foi importante mesmo para documentar a história da civilização. Usado para fazer papel, o papiro era usado pelos sacerdotes para ‘escrever’ os hieróglifos, desenhos que representavam ideias e, juntos, formavam um texto. Os hieróglifos são a maior fonte de informação que os historiadores de hoje têm sobre a civilização

CRENÇAS – Eles acreditavam em um montão de deuses: ‘Ísis’, por exemplo, era uma deusa piedosa e protetora que criou o Rio Nilo com suas lágrimas; ‘Set’, o deus do caos e da escuridão, tem cabeça de porco e é responsável pelas guerras; e ‘Hórus’ tem cabeça de falcão e é o protetor das famílias e dos faraós.

RELIGIÃO – Os egípcios acreditavam na vida após a morte e, por isso, mumificavam os mortos que podiam pagar por isso. Os faraós construíam grandes pirâmides e dentro delas depositavam todos os seus pertences: objetos, jóias, ouro e até escravos e animais mumificados, para que depois pudessem voltar à vida e ter tudo de volta.


SÁBADO, 14 de março de 2015

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Gigantes de pedra 10 curiosidades sobre essas construções que resistiram ao tempo

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O Egito tem cem pirâmides conhecidas. As três pirâmides de Gizé são as que atraem mais olhares. A primeira, maior e mais famosa, é a de Quéops, construída em 2550 a.C. As outras duas, menores, são de Quéfren e Miquerinos, seu filho e neto, respectivamente.

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A pirâmide de Quéops é a única das sete maravilhas do mundo antigo que ainda está de pé, acredita?! Até a inauguração da Torre Eiffel, em Paris, em 1889, a pirâmide reinava absoluta como a maior construção feita pelo homem, com seus 137 metros de altura.

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Na construção da pirâmide de Quéops, estima-se que tenham usado 2,3 milhões de blocos de pedra. Cada bloco pesava 2,5 toneladas. Mas havia blocos mais pesados, de até 80 toneladas.

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Algumas pedras usadas nas pirâmides vinham de muito longe, de até 800 quilômetros de distância das construções. Algumas vinham de barco, pelo Rio Nilo.

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Como as pirâmides foram construídas há milênios, sem tecnologia, há quem acredite que elas são obras de seres extraterrestres.

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Há explicações de como as gigantescas pedras eram empilhadas: com cordas, alavancas e rampas, empurradas e puxadas no ‘muque’; ou deslizadas pela areia molhada ou em cima de troncos de madeira.

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Estima-se que mais de trinta mil homens trabalharam na construção das pirâmides. Há quem diga que o número passe de cem mil. Eles eram pagos com cerveja e alimentos.

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As pirâmides eram cheias de passagens e câmaras secretas, entradas e saídas, para confundir saqueadores. Para garantir que nenhum ladrão chegasse perto da câmara do rei, onde corpo mumificado do faraó e seus pertences repousavam, os trabalhadores eram trocados com frequência e os engenheiros responsáveis pelas construções ‘sumiam do mapa’.

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Os egípcios podem ter feito a primeira greve de trabalhadores da história. Um papiro encontrado sugere que os operários pararam a construção de uma pirâmide porque o pagamento – cerveja e comida – estava atrasado.

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A pirâmide acomodava toda a ‘mudança’ dos faraós depois de morto. Tudo era guardado dentro dela, para que o rei pudesse desfrutar de tudo que tinha em vida, quando acordasse da morte. Há uma lenda de um faraó que arrastou pra dentro de sua sepultura 318 parentes e serviçais mumificados, para que eles o servissem na outra vida. Imagina, que loucura?!


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Egípcios by Vagner Lima - Issuu