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SÁBADO, 10 de janeiro de 2015
Editorial
Uma edição todinha voltada para uma das nossas maiores riquezas: a água. Um presente da natureza para a humanidade. Mas precisamos cuidar desse tesouro, não é mesmo? Então, vão aí muitas dicas e curiosidades de como usar com inteligência e responsabilidade. Boa leitura e até a próxima. Carolina Morgado, editora.
A água do mar é salgada por um processo que já dura milhares de anos: a chuva cai e dilui minerais, como pedras, que contêm cloreto de sódio. Os rios deságuam no mar e levam o sal para o oceano. A água mineral é captada de fontes naturais ou produzida por empresas, e tem minerais que fazem bem à nossa saúde. A água com gás pode ser feita industrialmente ou encontrada na natureza. Na fábrica, o oxigênio da água é retirado e substituído pelo gás carbônico. Na natureza, a água é encontrada em reservatórios subterrâneos próximos à vulcões. O calor do magma e da larva vulcânica atravessa as rochas e chega até a água, quebrando os minerais do líquido, que incorpora o gás.
A última gota
Kikachega daescola preocupada com a falta de água no planeta. Mestre Li a aconselha a ler a história de Chuvisca, a última gota, que foge dos exércitos clonadores. Em seu caminho, a gotinha vê muitas cenas de escassez e desperdício, mas nunca perde a esperança de encontrar soluções para o problema. E você, o que faz para que o precioso líquido nunca falte? De J. L. Diego, com ilustrações de Biry Sarkis. Editora Scipione.
Crise hídrica em São Paulo
No noticiário só se fala da crise hídrica no estado de São Paulo. O Sistema Cantareira (formado por um complexo de represas interligadas, que abastecem a capital e as cidades da grande São Paulo) está com as reservas de água abaixo do nível aceitável, para que possa fornecer água para milhões de habitantes. O nível das represas ficou abaixo do normal por causa de uma estiagem (falta de chuva) que rolou no verão do ano passado. Sem chuva, mas com a mesma demanda de água (a população continua usando o mesmo volume ou até mais água), os reservatórios começaram a secar, e não choveu o suficiente para enchê-los novamente. A falta de chuva foi causada por um fenômeno chamado ‘sistema de alta pressão’: os ventos vindos da Amazônia que trazem umidade não chegaram à região sudeste. Há quem diga que o desmatamento da floresta também tenha contribuído para o problema. Sem a cobertura das árvores, as grandes nuvens que trazem a chuva ‘não viajam’. Para que a população não sofra com a falta de água, depois que a água do ‘volume útil’ acabou, o governo do estado começou a usar o ‘volume morto’ do sistema, uma reserva de água. Também ofereceu bônus na conta de água para quem economiza o líquido e anunciou obras para deixar o sistema mais ‘robusto’, se a situação se repetir este ano. De qualquer forma, devemos fazer nossa parte e economizar água!
EDIÇÃO: CAROLINA VIANA MORGADO CHAGAS TEXTOS: VAGNER LIMA DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES: ALEX PONCIANO E MARCELO PADRON BANCO DE IMAGENS: SHUTTERSTOCK CONTATO: ATRIBUNINHA@ATRIBUNA.COM.BR | 2102-7249 TIRAGEM: 26 MIL EXEMPLARES
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