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120 anos

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SANTOS,22DEMARÇODE2014

SÁBADO

ANO2 No 23

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SÁBADO, 22 de março de 2014

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Editorial

Gente Grande

Estamos em festa aqui na redação! Na próxima quarta-feira, 26, A Tribuna vai festejar mais um aniversário. 120 anos, ou seja, 1.440 meses, 43.830 dias, 1.051.920 horas... nem vamos contar os minutos e os segundos, porque é muita coisa! Também não dá para contar quantas notícias publicamos em mais de um século... E essa festa também é sua. Afinal, sem nossos leitores, não teríamos escrito tantas A Tribunas e A Tribuninhas. Aliás, já pensou num bolo com 120 velinhas? Haja fôlego para apagar, né?! Que venham muitos outros aniversários. Boa leitura e até a próxima!

Mundo curioso

Carolina Morgado, editora

Jornalista

Um novo presidente foi eleito. O saláriomínimo aumentou. O pãozinho ficou mais caro. Nosso dia a dia é cercado de novidades e quem traz todas elas até nós é o jornalista. É ele quem nos informa, apurando o que é verdade e o que é fofoca ou mentira, para que a notícia seja sempre um espelho da realidade. Jornalistas são contadores de histórias. Precisa saber ouvir, falar, gostar de ler e escrever e ser curioso, para buscar algo novo e diferente para contar ao público. Não importa se ele vai dar a notícia no jornal impresso, em uma revista, rádio, na telinha da tevê ou em um site na internet. Afunção do jornalista énos manter sempre por dentro de tudo que acontece ao nosso redor, denunciar o que não está certo e cobrar as autoridades para ajudar a população.

A Tribuna do Povo

Quando foi fundada, em 26 de março de 1894, A Tribuna se chamava A Tribuna do Povo. Alguns anos depois, passou a se chamar apenas A Tribuna. Já reparou que muitos jornais, especialmente os que existem há muito tempo, têm o nome de Tribuna? Tribuna é sinônimo de um espaço que serve para discutir ideias, dar voz à população. E é isso que faz um jornal, discute ideias, dá voz às comunidades para tentar resolver os problemas do povo e tornar a sociedade mais justa.

Quem foi?

Guisfredo Santini

Giusfredo Santini (1897 - 1990) nasceu em Bragança Paulista. Seus pais vieram da Itália e trabalhavam em fazendas no interior de São Paulo. Quando ele completou 17 anos foi para a capital buscar uma vida melhor. Na década de 20, chegou a Santos, onde conheceu a jovem Yara Nascimento, filha de Manoel Nascimento Júnior, proprietário de A Tribuna. Em 1926, Giusfredo se casou com Yara e foi convidado pelo sogro a trabalhar no jornal. Foi ousado e modernizou e informatizou a empresa, importando as melhores máquinas e rotativas do mundo para melhorar a impressão do jornal, transformando A Tribuna em um dos maiores e mais respeitados jornais do Brasil. Santini fez parte de muitas entidades e até hoje é lembrado com respeito. Muitas ruas, escolas, praças e locais públicos da região levam seu nome.

Hamleto Rosato

O jornalista e escritor Hamleto Luigi Pasquarelli Di Rosato (1914 -2008), nasceu em Uberaba, Minas Gerais. Veio quando ainda era um menino para Santos, aos 11 anos, e começou a trabalhar em A Tribuna, seu primeiro e único emprego. Começou trabalhando à noite, na rotativa do jornal, depois foi revisor, repórter, e, em 1960, criou A Tribuninha, primeiro suplemento infantil do jornalismo na América Latina. A Tribuninha era o grande orgulho de Hamleto. Escrita por ele durante mais de 30 anos, o caderno era publicado todas as quartas-feiras, e em pouco tempo, passou a circular nas salas de aula das escolas de toda a região. Popular entre os estudantes, foi apelidado de Tio Leto.

Quem trabalha no Centro, em Santos, já está acostumado com a sirene de A Tribuna, que toca diariamente ao meio-dia. Hoje em dia ela lembra que chegou a hora do almoço, mas em 1945, ela soou marcando um dia histórico: o fim da Segunda Guerra Mundial! Até A Tribuna chegar na banca ou na sua casa todas as manhãs, muita gente é envolvida. Mais de duas mil pessoas são envolvidas diariamente na produção do jornal: repórteres, editores, diagramadores, publicitários, entregadores, motoristas, jornaleiros... Para imprimir A Tribuna, todos os dias são usadas 24 bobinhas de papel de 360 quilos cada (tipo um rolo de papel gigante). O papel usado (ecologicamente correto) vem do Paraná e também de Quebec, no Canadá, que demora 25 dias para chegar de navio. A Tribuna já foi publicada uma vez por semana, duas vezes por semana e depois diariamente. Em 120 anos, 43.105 edições do jornal foram para as bancas. Já pensou empilhar todas as edições?

EDIÇÃO: CAROLINA VIANA MORGADO TEXTOS: VAGNER LIMA DIAGRAMAÇÃO: LUIZ SÉRGIO MOURA BANCO DE IMAGENS: SHUTTERSTOCK e SXC.HU CONTATO: ATRIBUNINHA@ATRIBUNA.COM.BR | 2102-7249 TIRAGEM: 26 MIL EXEMPLARES


SÁBADO, 22 de março de 2014

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Nossahistória A Tribuna é o maior jornal da Baixada Santista e região. De segunda a sábado, 26 mil exemplares são impressos e, aos domingos, são 40 mil exemplares nas mãos dos nossos leitores. Também é o sétimo jornal mais antigo em circulação no Brasil! Vamos conhecer mais dessa história?

1894

1909

1912

1919

1926

1930

Fundada por Olímpio Lima, A Tribuna do Povo começa a circular duas vezes por semana

Jornal tem novo comandante: Manuel Nascimento Júnior

Uma nova rotativa alemã moderniza a impressão do jornal

Jornal muda da rua Dom Pedro II para a rua General Câmara. Uma nova rotativa alemã aumenta a capacidade de impressão do jornal

Giusfredo Santini assume a direção do jornal

Instalações de A Tribuna sofrem ataque. A rotativa escapou, e o jornal volta a para as bancas 33 dias depois

2007 Tudo que é publicado no papel pode ser lido pelos assinantes na versão digital

2014 120 anos. O que vem por aí?

1994 De olho no futuro, jornal vai para a internet, no A Tribuna On Line

1985

1975

1960

1954

Máquinas de escrever são aposentadas e a informatização chega à redação

A Tribuna implanta sistema de fotocomposição

A Tribuninha circula pela primeira vez

Uma nova rotativa tem capacidade de imprimir 20 mil jornais de 64 páginas por hora, em cores

Como surgiram os jornais?

Antes da imprensa, quando não existiam jornais, as pessoas só sabiam dos fatos muito depois que eles aconteciam. Quando Johannes Guttenberg inventou em 1440 a prensa, isso mudou. Nela, letras e símbolos em relevo eram esculpidos em metal – tipo um carimbo - para 'imprimir' livros – que antes eram copiados um a um, à mão. O Acta Diurna, criado em 59a.C. pelo imperador Júlio César é considerado o primeiro jornal do mundo e informava sobre as conquistas dos romanos. As poucas placas com as notícias eram espalhadas por praças e às vezes demoravam a chegar nos locais mais distantes, porque eram transportadas a cavalo. Foi nessa época que surgiram os primeiros 'jornalistas', os 'Correspondentes Imperiais', enviados às províncias para acompanhar e escrever as notícias. Com mais tecnologia para produzi-los, eles se espalharam pelo mundo. Já reparou que muitos têm o nome de Gazeta? É porque eram comprados com moedas, que eram chamadas de 'gazettas', na Europa. O primeiro jornal brasileiro era feito em Londres e trazido escondido. Os jornais só foram liberados em 1808, quando a Família Real chegou aqui. No começo eles eram cheios de texto. Com o tempo, apareceu, a fotografia e, em seguida, as cores, e o jornal foi parar na internet, nos tablets e nos celulares. Mas sempre com uma missão: informar a todos.


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Sテ。ADO, 22 de marテァo de 2014


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120 anos by Vagner Lima - Issuu