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Património Artístico de Almada (VIII)
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Som Boletim n.º 4 abril 2019
Separata
Associação dos Professores do Concelhoe de e da Universidade Sénior de Almada Associação dos Professores da Almada Universidade Sénior de Almada
Património Artístico de Almada (VIII)
Projeto Audiovisual Prof. Louro Artur
Apresentação A separata n.º 8 do boletim InFormar n.º 4, apresenta um trabalho do pintor, professor e investigador, Louro Artur, sobre o Património Artístico de Almada, designadamente a Igreja da Misericórdia II, com referência à escultura de Nossa Senhora da Piedade, séc. XVI/XVII. A devoção a Nossa Senhora da Piedade é muito significativa no contexto das histórias sagradas e das expressões escultóricas, celebrando “o triunfo da morte, do martírio e da redenção de Jesus Cristo”. Nossa Senhora da Piedade de “olhar sereno e sentido” convoca-nos a interpretar a dor e a compaixão, num abraço de amor, com sentido universal e incluso. Um encontro simbólico de afetos. A arte enquanto manifestação de sentidos e sentimentos é fundadora de vida. Abril é renascimento, é mudança, é utopia. Nossa Senhora da Piedade é mãe, é colo, é esperança, é encontro desejado. A nossa inestimável gratidão ao professor Louro Artur que, com a sua sabedoria, ilumina o caminho neste tempo de ser Abril.
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27/06/18 10:02
Iluminura do Compromisso da Irmandade da Virgem Nossa Senhora da Piedade - ano 1606 – Cova da Piedade
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Igreja da Misericórdia II
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Escultura de Nossa Senhora da Piedade Séc. XVI / XVII Introdução Num desdobrável informativo organizado pela historiadora Paula Costa e editado pela Santa Casa, pode ler-se o seguinte: «Foi em 1564, nove anos após a fundação da Irmandade da Misericórdia, que o provedor, Nuno Furtado de Mendonça em conjunto com os irmãos assentaram o inicio das obras de remodelação da antiga capela medieval que serviria de apoio ao antigo hospital de Santa Maria de Almada e deliberaram por obras de ampliação executadas pelo mestre pedreiro Pero Gomes (que também fez o frontal da Igreja) entre as quais se destacam: a retirada do arco de dentro com o intuito de que a casa se fizesse toda uma; a troca entre a porta de entrada e o altar, dando lugar aqui a uma nova porta com acesso para a praça que dava para a rua do castelo». Benzida pelo bispo D. Jerónimo Pereira em 1567, a Igreja sofre várias remodelações em 1574, executadas pelo pedreiro João Nunes, no Altar-mor, escadas e grades. Em 1584 o provedor Bernardo Carvalho encomendou ao pintor Geraldo do Prado uma nova Bandeira da Misericórdia, dado que a Bandeira em serviço se encontrava em mau estado. O mesmo ilustre pintor, realizou em 1590, o Retábulo para o Altar-mor da Igreja, a convite dos provedores Francisco de Andrade e Manuel de Sousa Coutinho. Este último provedor decidiu também, em 1594, atribuir uma empreitada ao mestre pedreiro Gaspar Gonçalves, irmão da Irmandade, a guarnição dos telhados e o alevantar de paredes do templo. Note-se que a cobertura dos telhados se executou em telha mourisca (telhas de aba e canudo). Com o acordo da mesa em 1737, sem a presença do provedor D. João de Almeida, nova intervenção de reabilitação nos telhados, Capela do Senhor dos Passos e Casa do Andador (figura responsável pelas tarefas de informar os irmãos sobre o dia e hora das eleições, cuidar da igreja e casa do despacho, entre outras actividades). O terramoto de 1755 deixou a Igreja arruinada, ficando de pé apenas as paredes laterais, altar-mor, retábulo, fachada e algumas peças religiosas. A reconstrução do templo iniciou-se a 6 de Dezembro de 1756 e ficou concluída em 1758. O estaleiro de obras ficou a cargo de Inácio Monteiro Alves (mestre carpinteiro) José Nunes e João Gomes Baptista (pintores). Almada, nos finais de 1864, sofre forte II
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intempérie que destrói telhados, candeeiros de rua, muro de cemitério, catavento da torre da Camara Municipal, etc. (Acta camarária datada de 17 de dezembro de 1864). Um documento de 1865 avulso existente na Misericórdia, determina um orçamento para reparo da igreja. «Nós abaixo assinados (assinaturas irreconhecíveis) do oficio de carpinteiro e pedreiro declaramos que fomos examinar os telhados da igreja da Santa Casa de Misericórdia desta Vila e o das Albergarias da mesma Santa Casa e caixilhos da Sacristia em consequências dos estragos causados pelo tufão do dia 13 de dezembro passado…». No seculo XX novo impacto da Igreja, desta vez orientado pelo Centro de Arqueologia de Almada que intervém em área restrita (1982). No ano seguinte, uma segunda intervenção põe a descoberto um conjunto importante de pedras tumulares, existentes por debaixo do soalho do corpo central da igreja (revista Almadan n.º 2 – 1983). Na década de 2000, a igreja necessitava de reabilitação e restauro. Concretiza-se em 2009, através dos fundos do Qren, com apoio da Câmara Municipal. O programa de intervenção foi elaborado pela arquitecta Fátima FiliPlanta da Igreja (Revista Almada, n.º 2 ano pe, assim como, o caderno de encargos para o projecto de 1983). Trabalho colectivo, com desenhos final de arquitectura. Projeto executado pelo arquitecto de Jorge Raposo. António Monteiro Guedes e entregue à empresa Monumenta – Conservação e Restauro do Património Arquitectónico. O templo, com fachada virada a Sul, mantém os sinais maneiristas de outrora, através de um embasamento de três degraus, ligeiramente oblíquos de acordo com o traçado da rua (pós-terramoto de 1755). O seu pórtico de entrada é encimado por um frontão triangular que edifica o sentido de verticalidade e a sua espacialidade simples, clara e funcional. No centro da fachada, uma janela de lintel simples, recebe na parte superior um escudo barroco de enrolamentos e chagas gotejantes. A fachada é rematada com uma empena de cornija angular, encimada por uma cruz de Santiago em ferro e uma recuada sineira com cobertura em arco pleno. O seu interior de uma só nave, semelhante à maioria das igrejas da Misericórdia, tem teto em caixotões e masseira. A capela-mor elevada por um lanço de escada, com pequenas varandas laterais, balaustradas em madeira. Neste espaço principal do templo, dois altares colaterais expõem actualmente quatro relicários revestidos a folha de prata, São Tomás de Aquino, São Sebastião, Santa Bárbara e Santa Catarina de Sena. O altar-mor, centro do qual tudo irradia e para onde tudo converge, recebe o seu sacrário barroco e o importante Retábulo maneirista, de seis pinturas marianas, pintadas a óleo, sobre pranchas de madeira de carvalho. Ex-libris da igreja, único no concelho de Almada e distrito de Setúbal, pelas suas especificidades singulares. No eixo central da igreja, um conjunto de pedras tumulares, edificam personagens ligadas à III
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Misericórdia e a benfeitores da Instituição. As paredes do templo são revestidas por um silhar de azulejos seiscentistas, de características geométricas padronizadas. A parede lateral direita, fixa na parte superior, um varandim, saliente (tribuna dos mesários com a presença de um quadro a óleo s/ tela, São Sebastião, do pintor Louro Artur) protegido por gradeamento decorativo em ferro forjado. Enquanto a da esquerda, recebe quatro nichos (três pequenos e um grande) onde se consagram quatro Santos. A ladear os nichos um púlpito em pedra aberto por balaustradas em madeira. No primeiro nicho, Nossa Senhora da Piedade (Pietà), escultura em madeira policromada do século XVI/XVII, com dimensões de 70X40 cm, de autor desconhecido. Peça sacra de entalhador ou escultor, talhada e modelada em bloco de madeira de castanho, fixa uma Virgem de olhar doloroso e melancólico, segurando o corpo curvado de Jesus, que se recolhe entra as suas vestes sagradas. Escultura algo ingénua no tratamento anatómico, mas bela na sua composição triangular. As oficinas de escultura em Portugal no século XVII vão, de forma lenta, deixando a influência renascentista, assim como, os efeitos plásticos espanhóis. A pedra desapareceu para dar lugar à madeira, direccionando-se para a talha arquitectónica e figuração de vulto. Alçado da Igreja (Revista Almada, n.º 2 ano Caminho maneirista e proto-barroco, dominado de 1983). Trabalho colectivo, com desenhos pelo culto eucarístico e sem mistérios, revelados por de Jorge Raposo. imagens gravadas que proliferavam em toda a europa. A procura interessante de relíquias sagradas e figuração mariana percorrem o século, dinamizando um realismo naturalista que o século seguinte edificou, através de uma agitação formal de linhas e volumes. O século XVII foi dominado por uma grande figura de escultor, Manuel Pereira, que apesar de ter oficina em Espanha, nos deixou três belíssimas peças (uma desaparecida) de Arte Sacra, na igreja de S. Domingos de Benfica (Virgem do Rosário – c/1636 e Cristo Crucificado – c. 1636). Salienta-se também o conjunto alusivo às esculturas de Nossa Senhora da Piedade (Pietà) existentes na Igreja do antigo mosteiro de São Bento em Santo Tirso, Igreja de Jesus em Aveiro, Museu Machado Castro – Coimbra, Igreja paroquial do Botão em Coimbra e da Igreja de Nossa Senhora da Piedade em Almada – Cova da Piedade. Esta última, escultura sacra setecentista, de oficina lisboeta, foi executada pelo mestre escultor Manuel Dias, desconhecendo-se o pintor que a encarnou e policromou.
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Património Artístico de Almada (VIII) TextoEscultura
de Nossa Sr.ª da Piedade Imagem(Pietà)
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No universo das histórias sagradas (séc. XVI/ XVII) as esculturas de devoção a Nossa Sr.ª da Piedade, celebram o triunfo da morte, do martírio e da redenção de Jesus Cristo.
Nesta peça sacra, envolvida por um eterno triangulo, dois aparentes eixos estruturam a sua composição plástica.
A percepção visual do primeiro eixo orienta o observador para identidade da peça, através da beleza do rosto da Virgem, rosto de Jesus e membro superior caído, sobre as vestes da Senhora.
Peça arruinada como a encontrei nos anos 90 em Costas de Cão No segundo eixo, de configuração circular, edi- (Misericórdia de Almada). Parcialmente reconstruida no meu atelier.
fica na transversalidade, o corpo de Jesus Cristo iluminado pela sua encarnação. A massa volumétrica dinâmica, (sem preocupações anatómicas e proporcionais) estabiliza-se no regaço afectivo da Virgem.
Estes planos de representação promovem na intercepção dos seus elementos estruturais, uma visão de perspectiva aparente.
Nesta peça de madeira de castanho entalhada, o policromismo que a reveste, joga-se na complementaridade dos tons de ouro, azuis das vestes, e rosa amarelada da encarnação. (Peça a necessitar de restauro. Ano 2000 - Igreja da Misericórdia de Almada)
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Som Som Maria João Pires Shubert Impromptu D. 935
Património Artístico de Almada (VIII) Texto Pormenores da Imagem vista de frente. No fragmento interpretativo, identifica-se um belo rosto da Virgem, seu manto decorativo e sua coroação. A cabeça de Maria ligeiramente obliqua, e a articulação dos ombros pouco acentuados, descobre-se um manto azul ricamente ornamentado por formas vegetais estilizados a ouro. Os elementos decorativos prolongam-se pelas vestes interiores, de ocre acastanhado, através de sinais dourados de características florais. O olhar sereno e sentido da Virgem, convoca a piedosa imagem para a dor e compaixão. O seu manto que lhe cobre parcialmente a cabeça, recebe um coroa real fechada, em folha de latão filigramada e embutidos de vidro. - Na generalidade e figuração e seus panejamentos, são talhados sem ângulos agudos acentuados. Esta situação, reduz a rigidez da peça vista de frente, para a harmonização do real, modelado e aberto, ligado à personalidade do escultor.
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Som Maria João Pires Shubert Impromptu D. 935
Pormenor de forte presença de Jesus, que recebe o abraço de sua Mãe.
Visão mariana e cristocêntrica da época. Na imagem, a massa volumétrica da curva do tórax que se prolonga com a configuração da cabeça de Jesus, caída sobre as vestes do membro superior da Virgem. Jesus Cristo de rosto calmo e complacente, liberta o seu membro superior, sobre a articulação do joelho de sua Mãe. A transversalidade do corpo, permite reconhecer os seus pontos de apoio, nos volumes da roupagem da Virgem que se encontra numa pose sentada. O conjunto revelado edifica o afeto simbólico de um encontro desejado. Este fragmento, como qualquer outra imagem fragmentada, transporta-nos para um tempo contemporâneo. O desígnio da Arte convoca-nos para uma colagem temporal, aberta aos sentidos, desde os tempos do homem de Lascaux. A mão que cai como um ex-voto de cera é na realidade do contexto, a mão de Jesus Cristo que junto com o pé avançado da Virgem, formam na representação, um eixo obliquo, paralelo ao corpo morto de Jesus. O envolvimento formal da composição da imagem (forma e fundo) resulta nos pormenores decorativos de feição geométrica naturalista, criada a partir de uma técnica de esgrafito, que consiste no levantamento da camada de tinta visível, deixando aparecer outra subjacente.
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Imagem da escultura sacra vista de lado.
Pela posição que ocupa no espaço da igreja, e pela sua dimensão, a escultura pode ser vista de vários ângulos. Nesta imagem N.ª Sr.ª da Piedade sentada sobre o bloco de madeira de castanho, não policromado, algo hirta e majestosa, recebe o seu filho, representado por uma forma transversal de luz de boa encarnação. Jesus Cristo apoiado no membro superior da Virgem, abre o seu corpo tenso, através de uma morfologia bem orientada e expressiva, através das articulações dos ombros, tórax e convexidade do abdómen. Este último, protegido pela mão (necessidade de restauro) que se apoia nas vestes resguardadas do ventre. A perna saliente de apoio do membro inferior, cria na obliquidade da peça, um movimento de compensação e equilíbrio visual.
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Som Maria João Pires Shubert Impromptu D. 935
Biografia Consultada Costa, Paula. “Desdobráveis publicados pela Santa Casa da Misericórdia de Almada”, anos 2000/2016. Costa, Paula. “Documentação variada em arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Almada”, ano 2018. Carvalho, Maria João Vilhena e Correia, Maria João Pinto. Escultura nos séculos XV a XVIII, Fuber editores S.A, ano 2009. Flores, Alexandre e Costa, Paula Misericórdia de Almada das Origens à Restauração, ed. Santa Casa da Misericórdia de Almada, 2006. Massironi, Manfredo. Ver pelo desenho, ed. 70, 1982. Pereira, José Fernandes e Silva, Nuno Vassalo. Da estética Barroca ao fim do Classicismo, Circulo de Leitores, ano 2007. Agradecimentos: Prof.ª Maria de Lourdes Albano Prof.ª Edite Prada Prof.ª Joaquim Ribeiro Historiador Local António Policarpo VII
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Número 1
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Número 3
Número 2
Património Artístico de Almada (I)
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Boletim n.º 37 junho 2015
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Património Artístico de Almada (III)
Património Artístico de Almada (I)
Apresentação
Projeto Audiovisual*
Projeto Audiovisual Prof. Louro Artur
Prof.ª Maria de Lourdes Albano Presidente da Direção
Prof. Louro Artur
Dando continuidade ao projeto de edição Património Artístico de Almada, do Prof. Louro Artur, primeira Separata do Profalmada n.º 37, junho de 2015, segunda Separata do Profalmada n.º 39, abril de 2016, eis a terceira Separata, a divulgar com o Profalmada n.º 40, julho de 2016. Um projeto de pesquisa artística que amplia a informação e o conhecimento sobre o património histórico-cultural de Almada. Deste modo, a Associação de Professores do Concelho de Almada também cumpre a sua missão cívica e institucional de serviço à Cidade. De facto, como diz a UNESCO, a educação é um tesouro a descobrir porque assenta em quatro pilares de aprendizagem ao longo da vida toda, e de toda a vida: aprender a conhecer (...); aprender a fazer (...); aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros (...); aprender a ser (...) (cf. Relatório Internacional, 1996, p.77-87). Não é bastante celebrar o aniversário do 25 de Abril como memória histórica. É fundamental desenvolver uma atitude de reflexão e promoção de atividades e projetos no sentido do desenvolvimento social e da cidadania democrática. Para o regime do Estado Novo o analfabetismo não era um problema social, no entanto foi consentindo o catecismo do ler, escrever e contar, a partir dos anos 50 do século XX, cultivando e instilando uma visão da vida e do mundo em que a cultura é supérflua para o povo e, por isso, apanágio de elites. Uma pobreza maior e mais profunda que a pobreza da sobrevivência/subsistência. Estamos perante um desafio sócio-histórico que tem por nome Educação. Pois, como adverte Sophia de Mello Breyner Andresen em Cantata de Paz: Vemos, ouvimos e lemos Não podemos ignorar Vemos, ouvimos e lemos Não podemos ignorar D’África e Vietname Sobe a lamentação Dos povos destruídos Dos povos destroçados
Apresentação Prof.ª Maria de Lourdes Albano Presidente da Direção
•A Associação de Professores do Concelho de Almada (Apcalmada) tem eleito a área editorial como uma das
estratégias do seu projeto associativo, traduzida em duas dimensões: publicações periódicas e institucionais (Boletins – Profalmada e Correio da Usalma, Revista Memórias e Futuro); publicações não periódicas, como sejam Separatas e Brochuras, e, particularmente, edições de autor direcionadas para a criação literária, a educação e a cidadania, privilegiando os associados, os professores e estudantes da Universidade Sénior de Almada (USALMA). A geografia humana da nossa atividade editorial, assegurada pela coordenação de Ernesto Fernandes, Edite Prada e Joaquim Ribeiro, regista, entre 2011 e o tempo de hoje, autores como Feliciano Oleiro, José Monteiro, Amélia Cortes, Américo Morgado, Madalena Moreira (narradora), Luciana Couto, Maria de Lourdes Albano (coord.), Ernesto Fernandes e Edite Prada (org.). Uma viagem editorial escrita por centenas de autores, nomeados na nossa Revista Memórias e Futuro.
• A presente Separata Património Artístico de Almada I inicia a divulgação da pesquisa artística de Louro Artur, professor e pintor, que honra o concelho ao devolver a cada um de nós a riqueza estético-expressiva da nossa identidade cultural. Uma investigação exemplar que, editada em capítulos, impressa e online, dará lugar a edição em livro. Um projeto que amplia a bibliografia da História das Artes, daí o seu valor didático-pedagógico para o aprofundamento da educação democrática, ancorada nos direitos e responsabilidades humanos. • A educação, seja académica ou ao longo de toda a vida, deve ser sempre formação contínua e pluridimensional: científico-técnica, estético-expressiva e ético-política. Estas três dimensões em cruzamento são a condição para aprender a ser, conforme o Relatório da UNESCO para o século XXI – Educação: um tesouro a descobrir (1996).
Vemos, ouvimos e lemos Relatórios da fome O caminho da injustiça A linguagem do terror (...) Nada pode apagar O concerto dos gritos O nosso tempo é Pecado organizado.
Bem haja, Louro Artur. O nosso reconhecimento.
Vitral do pintor Louro Artur – Igreja do Pragal
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Boletim n.º 40 junho 2016
ISSN: 1647-1075
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ISSN: 1647-1075
Projecto publicado na revista “Anais de Almada” N.º 3, ano 2000, p.113-122, agora revisto com outros dados.
Número 4
Número 5
Número 6
Número 7
Ficha Técnica Direção: Maria de Lourdes Albano Coordenação: Maria de Lourdes Albano. Fotografia, Capa, Conceção Gráfica e Paginação: Joaquim Ribeiro Revisão: Edite Prada Secretariado: Sónia Tomás e Tânia Sofia Redação e Administração: Rua da Cerca, 21-23 - 2800-050 Almada Telefone e Fax: 219012420 e-mail: usalma@apcalmada.org
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