. EDIÇÃO 2 OUTUBRO DE 2015
CIT
bi
boletim informativo da Cáritas da Ilha Terceira
CONHEÇA MELHOR A CIT AS NOSSAS VALÊNCIAS OS NOSSOS PROJETOS
PASTELARIA E DOÇARIA TRADICIONAL AÇORIANA FORMAÇÃO ARRANCOU NO DIA 23 DE SETEMBRO
IGREJA DOS AÇORES ASSUME-SE NA LINHA DA FRENTE NO ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS
EDIÇÃO 2 OUTUBRO DE 2015
04 06 22 04 NOVO CURSO PASTELARIA E DOÇARIA Iniciou no dia 23 de setembro o novo curso no âmbito do projeto TRAD(E)-IN Tradição e Inovação para a Empregabilidade financiado pelo pro-
06 CONHEÇA MELHOR A CIT Acompanhe-nos nesta visita guiada pelas valências e serviços da CIT
08 ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS Igreja dos Açores assume-se na “linha da fren-
22 CARAS DA CARITAS Conheça alguns dos nossos colaboradores
32 VOZES DE INCLUSÃO Pedro Pereira, psicólogo da CIT, inaugura esta rubrica apresentando “Experimentação e Consequências” sobre o uso e abuso de substâncias psicoativas.
02
IMAGEM DA CAPA: CC0 Public Domain
ENTIDADE FINANCIADORA:
E ditorial
Eng.ª Anabela Borba Presidente da Cáritas da Ilha Terceira
A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia desafia-me a focar alguns pontos sobre os quais considero importante refletir para permitir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Apetece desde já lembrar a construção da palavra misericórdia Misericórdia, que é a junção de duas palavras em latim: miseratio (compaixão) + cordis (coração). Assim, pode-se entender literalmente misericórdia, como "coração compadecido". O Papa, quando anuncia o Jubileu diz: «Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho." defendendo que «ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus» e que a Igreja «é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém». E são muitas as situações do nosso tempo que exigem de nós coração compadecido, que requerem que revisitemos as obras de misericórdia corporais e espirituais. Convém aqui recordá-las, para que as possamos por em prática: Obras Corporais:1ª Dar de comer a quem tem fome;2ª Dar de beber a quem tem sede;3ª Vestir os nús; 4ª Dar pousada aos peregrinos;5ª Assistir aos enfermos; 6ª Visitar os presos; 7ª Enterrar os mortos. Obras Espirituais:1ª Dar bons conselhos;2ª Ensinar os ignorantes 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os tristes; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Trata-se de cada um de nós viver uma ou mais destas obras pessoalmente. O compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Como dizia são muitas as situações dramáticas que afetam tantas e tantos, irmãos que requerem de nós uma atitude de compaixão: são os mais fracos da nossa sociedade, os pobres, os desempregados, os doentes, os marginalizados, os presos, os sem esperança no futuro a que se juntam agora milhares de refugiados. São João Paulo II motivava assim a urgência de anunciar e testemunhar a misericórdia no mundo contemporâneo: « Ela é ditada pelo amor para com o homem, para com tudo o que é humano e que, segundo a intuição de grande parte dos contemporâneos, está ameaçado por um perigo imenso. O papa Francisco deu como lema Misericordiosos como o Pai. O evangelista Lucas refere o ensinamento de Jesus, que diz: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso”. É um programa de vida, sem dúvida individual, mas também coletivo, da Igreja, da Cáritas. Este biCIT - Boletim Informativo da Cáritas da Ilha Terceira, pretende dar a conhecer melhor a nossa instituição. Neste número focamo-nos em apresentar o trabalho realizado por cada uma das nossas valências, não esquecendo o papel da Caritas e da Igreja dos Açores no acolhimento dos que mais sofrem.
03
NOTICIAS
PASTELARIA E DOÇARIA TRADICIONAL AÇORIANA
E
stá em execução, desde
o
de
dia
1
2015,
de
o
abril
Projeto
TRAD(E)-IN Tradição e Inovação
para
da
Cáritas
a
Empregabilidade da
Ilha
Terceira
em parceria com a Fundação de Praia
Ensino da
Profissional Vitória.
Após
da um
período de organização admi-
Formação arrancou no passado dia 23 de setembro
04
nistrativa com parceiro e uni-
unidade
de
facilitadores,
decorreu, até 31 de julho de 2015, a fase das sinalizações
para
as
UFCD`S
(Unidades de Formação de Curta
Duração)
por
com o intuito de lhes ex-
ção
dos nossos parceiros.
plicar como se irá desen-
promovido
Posteriormente, foram reali-
rolar esta formação, a qual
lha
zadas ações
se
com a Fundação de Ensi-
com
parte
os
jo-
iniciou
no
dia
vens identificados, de modo
mesmo mês.
a
constituídos
Neste
momento,
formação
altura
em
que
os
fossem
grupos
de
do
Gulbenkian,
pela
Terceira
Cáritas em
da
parceria
no Profissional da Praia da que
numa
Vitória e com uma unidade
as
aulas
de
se
Doçaria
decorrem, estão a ser for-
pal de Angra do Heroísmo,
Aç o r i a n a
mados os outros dois gru-
Direção
- Transformação Frutícola
pos
de
prego e Qualificação Profis-
-
Preparação
Produtos
sional, Direção Regional da
Preparação
em
modo
de
de
Produtos Agricultura
para
em
os
cursos
de
modo
de
já
onde
-
Tr a d i ci o n a l
turma
facilitadores
com
e
primeira
e
nas três áreas oferecidas: Pastelaria
a
23
Calouste
Agricultura
Câmara
Regional
Solidariedade
e
Munici-
do
Em-
Segurança
Biológica
Estando já formada a tur-
para a Transformação Fru-
Secundária Tomás de Bor-
ma
tícola.
ba
a
formação
em
Pastelaria e Doçaria Tradi-
TRAD(E)-IN
cional
de
Açoriana,
setembro
último
a
18
de
foram
da-
é
um
intervenção
e
a
Biológica (embalamento)
para
(embalamento)
incluem
Projeto
social,
fi-
lândia
grupo de formandos numa
EEA
sessão
Cidadania Ativa da Funda-
esclarecimento
e
Jerónimo
Escola
Escola
e
Básica
e
Secundária
Emiliano
de
Andrade.
nanciado pela Noruega, Is-
das as boas-vindas a este
de
Social,
e
Liechtenstein
Grants
do
das
Programa
05 05
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA MÃE DE DEUS
O
Jardim
de
valências: Creche e Jardim
na experiência de vida de-
de Infância.
mocrática,
Esta
Infância
instituição
foi
criada
numa
perspetiva
de educação para a cida-
em 1988, com o principal
dania.
Deus
objetivo
de
- Fomentar a inserção da
situa-se na rua Ri-
famílias
vítimas
beira
de 1980. No ano de 2002
diversos,
Ponta do Muro, pertencente à
o
pluralidade
das
culturas,
freguesia
para o adaptar às exigên-
favorecendo
uma
progressi-
Concelho de Angra do Hero-
cias de então.
va consciência como mem-
ísmo.
Alguns
O Mãe
da
de
Jardim de
resposta
Mãe
de
Deus social,
de
dos
Moinhos,
Santa
Luzia,
Infância
da
edifício
dos
dar
foi
apoio do
às
sismo
remodelado
seus
objetivos
são:
criança
em no
grupos
sociais
respeito
pela
bro da sociedade. -
Estimular
o
desenvolvi-
constitui
uma
-
desenvolvi-
mento global da criança no
com
duas
mento integral e harmonio-
respeito pelas suas carate-
so
rísticas individuais, incutindo
06
Promover
da
o
criança,
com
base
comportamentos que favore-
o inglês, o judo e a ex-
çam
pressão musical.
aprendizagens
signifi-
cativas e indiferenciadas. Para este ano letivo, pretendemos
construir
“Bebeteca”,
uma
preenchendo,
deste modo, lacunas verificadas a nível da aquisição
(…) foi criada em 1988, com o principal objetivo de dar apoio às famílias vítimas do sismo (…)
de competências de litera-
cia emergente. Desde
o
ano
letivo
ante-
Creche e Jardim de Infância Mãe de Deus
rior, as crianças têm aces-
Rua dos Moinhos Santa Luzia
so
jardim.infância@caritasterceira.org
a
culares,
disciplinas
extracurri-
nomeadamente
o
07
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
UNIDADE DE ATENDIMENTO SOCIAL
08
E
sta valência pre-
As
tende
são:
disponibili-
zar recursos que
-
ações
desenvolvidas
Encaminhamento
interno
possibilitem aos seus desti-
para
natários o exercício do di-
instituição,
reito de cidadania e a sua
Unidade
integração social, proporcio-
Cáritas
nando um conjunto de res-
CDIJ (Centro de Desenvol-
postas que vão ao encon-
vimento e Inclusão Juvenil);
tro das necessidades senti-
Animação
outras
respostas
da
nomeadamente: de
da
de
Formação Ilha
Rua;
da
Terceira;
Creche
e Jardim de Infância Mãe de Deus. - Encaminhamento e articulação
com
outras
institui-
ções e entidades externas; - Apoios materiais, nomeadamente: Banco de Roupa, géneros
alimentares,
mobi-
laboração que
de
voluntários,
semanalmente
apoiam
toda a estrutura funcional. - Colaborar com a Cáritas Portuguesa
nos
projetos
desenvolvidos e na partilha
de informação.
liário, entre outros. A prestação de todos os apoios depende, não só da avaliação social de cada caso, mas também da disponibilidade de recursos da insti-
tuição. - Integração e acompanha-
(…)disponibilizar recursos que possibilitem aos seus destinatários o exercício do direito de cidadania e a sua integração social (…)
mento de indivíduos colocados
nos
Emprego Social
Programas
de
(PROSA-Programa de
Adultos,
Ocupação
FIOS-
de
Formação,
Inserção e Ocupação Social, Trabalho Comunitário). - Acompanhamento e orientação
de
voluntários,
Unidade de Atendimento Social Canada dos Folhadais São Pedro
atendimento.social@caritasterceira.org
pois
o trabalho desenvolvido por esta valência recebe a co-
09
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
E
Centro
de
senvolvimento Inclusão
Dee
Juvenil
ra
integração
mesmos, mento
social
pelo das
dos
desenvolvicompetências
CENTRO DE DESENVOL-
da Cáritas da Ilha Terceira
pessoais, sociais, educativas
(CDIJ-CIT) surge em 2007,
e
agregado à Rede Regional
também
de Centros de Desenvolvi-
das dependências e para a
mento
promoção da saúde, da ori-
VIMENTO
dos Açores.
entação
É uma estrutura de âmbito
mação sociocultural e forma-
E INCLUSÃO
comunitário vocacionado pa-
ção nas tecnologias da in-
ra a promoção do desen-
formação.
volvimento saudável de jo-
ser um espaço multifacetado
vens
de
JUVENIL
em
e
que
Inclusão
se
situações
Juvenil
encontram
de
risco
e
facilitador de uma verdadei-
10
de
empregabilidade, para
a
prevenção
vocacional,
da
Carateriza-se
trabalho
mas
com
for-
por
jovens
quer em contexto escolar, quer extraescolar,
que
componentes
(…) surge em 2007, agregado à Rede Regional de Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil dos Açores.
de
e
abrange
parcerias, Instituto
Desenvolvimento
Açores,
a
Educação,
Direção a
diversas
Direção
Social
dos
Regional
da
Regional
da
Juventude e várias entidades privadas
que
financiam
diversos
proje-
tos de intervenção social, tais como a EPIS, Fundação EDP, Philip Morris, Fundação Calouste Gulbenkian, entre outros na execução de
11
projetos inovadores a decor-
te
rer
atividades
ou
que
finalizaram
re-
centemente. Em
suma,
é
um
espaço
o
desenvolvimento sociais
de
positivas
(desportivas, culturais, utiliza-
CDIJ/UFCIT
ção
Canada dos Folhadais São Pedro
de
novas
tecnologias,
com intervenção psicossocial
competências
de
personalizada sobre o públi-
tre
agregadas
co-alvo,
outras
aberto,
dinâmico
e
de fácil acesso, que permi-
outras),
estruturas
mação/formação
base,
de
ena
infor-
psicossocial,
quer sobre os jovens, quer sobre a respetiva envolven-
12
te familiar e comunitária.
ufciterceira@gmail.com
Faça a sua encomenda em: http://goo.gl/forms/wOV7kSYyre
O resultado das vendas reverte a favor do projeto TERRA NOSTRA, apoiando dois postos de trabalho criados neste negócio social. O projeto “TERRA NOSTRA - CAPACITAÇÃO COM RAÍZES” é promovido pela Cáritas da Ilha Terceira, com o apoio da Fundação EDP e a parceria da Cooperativa BioAzórica e da Ordem Franciscana.
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
“ O amor ao próximo, radicado no amor de Deus, é um dever, antes de mais, para cada um dos fiéis, mas é-o também para a comunidade eclesial
PROJETO “+ PRÓXIMO”
14
inteira.” (Deus caritas est, 20) projeto
O
“+
Próxi-
do pilar social da igreja e
mo” é um projeto
na
de
nacio-
pastorais locais. Para isso,
como
a Cáritas, mais do que a
âmbito
nal,
e
tem
formação
dos
agentes
finalidade a criação e ani-
terapêutica
mação
assistencialismo
fácil,
pre-
ais de ação social.
tende
com
este
Este desafio só poderá ser
projeto a comunidade cristã
encarado
como
de
grupos paroqui-
com
sustentabili-
curativa
afirmar
principal
e
sujeito
o
e
dade se fizermos um forte
agente da diaconia eclesial,
investimento na organização
apostando
na
criação
de
ganização da pastoral social; em priorizar a criação, funcionamento ção
de
um
e
qualifica-
serviço
paro-
quial de ação social. O referido projeto em execução, por
desenvolve-se
“módulos”
que
permi-
tem às pessoas uma forum
sistema
inicial
e
base
para
de
formação
contínua,
como
estruturar
todo
tos, o anúncio da Palavra e o serviço da Caridade. Apostando assim na
orga-
um novo e renovado mo-
nização do pilar social da
delo
igreja e na formação dos
de
intervenção
de
proximidade.
agentes
Na diocese dos Açores o
tas
Projeto
formação dos agentes, das
“+
inserido
Próximo”,
num
está
modelo
de
pastorais,
Diocesana
comunidades
e
a
Cári-
reforçar
a
instituições
intervenção social de proxi-
católicas
midade entre as comunida-
volvimento espiritual e soci-
des paroquiais. Este projeto
al, de forma sustentada e
fundamenta-se e
duradoura.
à
tríplice
ação
social
celebração
dá
corpo
dimensão da dos
Igreja:
da A
sacramen-
locais
no
desen-
mação adequada aos objetivos que estão em causa e, ao mesmo tempo, favorece
a
organização
do
exercício da caridade cristã nas comunidades. A formação incide na interiorização de
alguns
conceitos
bási-
cos dos fundamentos e da caracterização da ação social cristã.
Os objetivos assentam em sensibilizar
e
envolver
as
comunidades cristãs na or-
15
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
PROJETO DE ANIMAÇÃO DE RUA
O
projeto
Animação
de Rua da Cáritas da
Ilha
Terceira
(…) contribuir para o desenvolvimento e realização pessoal de crianças e jovens em situação de desvantagem social (…)
primordial para
o
objetivo
contribuir
desenvolvimento
e
realização pessoal de crianças
e
jovens
em
situação
des-
de desvantagem social, po-
de 2004, como uma valên-
tenciando processos de inte-
cia da Cáritas da Ilha Ter-
gração,
ceira.
estimulação, orientação e de
(ARCIT)
apresenta-se,
por
prevenção
três animadores, tem como
cundária).
A
equipa,
constituída
16
Embora
num
trabalho
(primária
tenha
ou
como
de
se-
base
um ateliê em S. João de
Rua,
é
Deus, e o seu trabalho se
giros
de
desenvolva com maior en-
dos
estabelecimentos
foque
ensino,
na
comunidade
da
Urbanização do Lameirinho,
bairro
a
deradas
sua
ação
não
se
res-
e
a
realização
rua,
quer
de
caracteriza o projeto, propi-
junto
cia o contato com os jo-
de
vens e uma possível captação para o espaço físico
quer
no
próprio
em
zonas
consi-
problemáticas,
o
e/ou
atividades
desenvolvi-
das por esta valência.
tringe a essa área geográ-
que permite uma monitori-
Em contexto de ateliê são
fica.
zação de situações de ab-
definidas estratégias, previs-
Um dos pilares fundamen-
sentismo,
ou
tas, implementadas e avali-
tais onde assenta a inter-
outras
risco.
adas dinâmicas que promo-
venção
A abordagem informal, que
da
Animação
de
desocupação
situações
de
17
movam a adoção de hábi-
ças e jovens acompanhem
tos de vida saudáveis e o
todo
desenvolvimento de compe-
ção, desde a semente até
tências
nas
ao
prato,
valorizando
o
áreas,
procurando
seu
próprio
trabalho
a
mais
diversas ir,
as-
o
ciclo
da
alimenta-
e
sim, de encontro aos inte-
importância de uma alimen-
resses individuais e coleti-
tação económica e saudá-
vos dos jovens e crianças
vel.
que procuram ou são encaminhadas
para
este
es-
paço. Exemplos são
os
desse projetos
dinamizados.
trabalho e
No
ateliês Projeto
Escalada Aventura são trabalhadas
as
relações
hu-
manas, os valores e princípios e competências para a
vida
prática.
Na
horta
biológica os utentes têm a oportunidade
de
adquirir
conhecimentos na área da
agricultura oficina ligada
biológica.
está à
simbiose
de
Esta
estreitamente culinária.
gerada
entre
A as
duas permite que as crian-
18
Equipa Arcit
Torneio FutSaltos 2015
São
realizados
projetos
e
iniciativas para o desenvolvimento da atividade física, reforçando a promoção de hábitos de vida saudáveis. Outros
ateliês
desenvolvi-
dos, como o de cake design, estética, costura, cine-
ma
/
expressão
dramática
apoia a ação da ARCIT é
e jornalismo, procuram tra-
a família e a própria co-
balhar competências e despertar interesse para possíveis saídas profissionais ou simplesmente experiências
outra
proporcionar às
forma,
quais,
de
possivelmente
Na horta biológica os utentes têm a oportunidade de adquirir conhecimentos na área da agricultura (…)
munidade. Estas são convidadas
a
conhecer
participar nas
de
e
forma
atividades
a
ativa
desenvolvi-
das pela valência. Exemplo
disso são as manifestações
não teriam acesso.
culturais,
São também realizados tra-
de leite, desfiles de carna-
balhos
numa
restauro,
oficina
de
reciclagem
e
construção com se
o
de
claro
fomentar
poupança,
mobiliário,
as
desenvolvem,
ções
as
intergeracionais
tradicionais
rela-
val, …), levadas a cabo no
e
bairro
o
ou
(marchas
de
desse
objetivo
de
A situação escolar das cri-
Iniciativas
princípios
de
anças
feitas
economia,
criati-
fora
respeito mútuo.
e
sempre,
jovens
é,
(bodo
desde
uma das priorida-
com
famílias
e
dele
S.João,
o da
…).
cariz
são
apoio
das
comunidade,
vidade ou até mesmo dei-
des da ARCIT. Neste sen-
e para as famílias e para
xar
um
tido são estabelecidos con-
a
na
tatos e parcerias com es-
realiza-se
regularmente
área.
tabelecimentos de ensino e
chamado
“Chá
A música e expressão cor-
outras
sinaliza-
São convidados os pais e
poral tem espaço nas au-
das
insuces-
familiares dos utentes e a
las
so, definidas estratégias de
comunidade em geral para
intervenção
um momento de confrater-
a
semente
percurso
de
profissional
dança
ministradas utente. promovem
para
por
Estas a
(Kizomba) um
jovem
dinâmicas
autoestima
e
valorização dos jovens que
entidades,
situações
respostas
de
e
exploradas
formativas
ade-
quadas a cada situação. O
terceiro
eixo
onde
comunidade.
nização,
onde
No
ateliê o
d’ARCIT”.
é
servido
chá, bolachas e bolos conse
fecionados pelas crianças e
19
jovens no âmbito da ofici-
num melhor e mais funcio-
na de culinária. Esta inicia-
nal
tiva,
que diariamente se concre-
geralmente,
um
pequeno
formação,
antecede
momento
com
o
de
formato
de ação de sensibilização, abordando
primeiros
temáticas
socorros,
como
ofertas
tiza
ARCIT São João de Deus N. S. Conceição
animacao.rua@caritasterceira.org
académicas existentes, culinária,
economia
doméstica
e costura. Todos são convidados a participar e recebem
um
certificado
participação,
de
enriquecendo
conhecimentos, currículos e competências
que
tende
se
que
se
pre-
traduzam
num melhor e mais funcional
ambiente
familiar
para
os nossos jovens. Em
suma,
o
saudável
crescimento pessoal e soci-
al
dos
nossos
jovens
e
uma definição clara de um projeto de vida configuramse, base
simultaneamente, e
meta
do
como
trabalho
20
Bodo de Leite DÀRCIT
ambiente
na
familiar
valência
para
Animação
de Rua da Cáritas da Ilha Terceira.
CONHEÇA MELHOR A CARITAS
PLANEAMENTO, QUALIDADE E COMUNICAÇÃO xilia a direção no planeamento, supervisão e avaliação dos planos estratégicos e com
operacionais. as
Colabora
valências
no
de-
senvolvimento e gestão de projetos
e
na
construção
de recursos multimédia para fins sociopedagógicos e
marketing
O
Organizar
eventos, gerir o site e as Planeamento, Qualidade municação
e
estudos e projetos, desenCo-
(PQC)
volver
recursos
ção
que
monitoriza
tem
por
implementação gestão
da
objetivo
do
a
sistema qualidade,
gráficos
e
digitais e gerir a comunica-
é um departamento da CIT
de
social.
institucional. a
O
PQC
equipa
da
qualidade na implementação dos
vários
processos
e
apoiar a direção e as vá-
procedimentos de qualidade
rias valências na execução
nas
e monitorização de planos,
serviços da instituição. Au-
diferentes
valências
redes sociais online, monitorizar a
informação
trans-
mitida nos meios de comunicação
social,
satisfação
dos
avaliar
a
colaborado-
res utentes e financiadores são
outros
dos
desígnios
deste departamento.
e
21
NOTICIAS
IGREJA DOS AÇORES ASSUME-SE NA LINHA DA FRENTE NO ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS Atlântico Expresso de 21-09-2015
I de
greja dos Açores assume-se na “linha da frente” no acolhimento refugiados.
A
Diocese
de Angra, através do Serviço
da
Cáritas
Pastoral Diocesana
Social, e
Co-
missão da Pastoral da Saúde, vai sensibilizar as pa-
22
(…) sensibilizar as paróquias para a “urgência da situação dos refugiados” e “identificar possíveis estruturas de acolhimento às famílias refugiadas” (…)
róquias
para
a
“urgência
da situação dos refugiados” e
“identificar
possíveis
es-
truturas de acolhimento às famílias
refugiadas”,
Sexta-feira
ao
Sítio
disse Igreja
Açores o Pe. Duarte Melo “A primeira resposta é ter o
coração
da
misericórdia
e praticar as obras de misericórdia. Estamos a falar
Imagem: Caritas Portuguesa
de pessoas que estão feri-
gum ruído poluído, até xe-
liderar
das
nófobo
mas
e
a
quem
devemos
que
nos
vai
che-
devemos
processo colocar-nos
numa atitude de serviço e
dar esperança”, sublinhou o
gando”, frisou o
sacerdote.
vel lembrando que o traba-
de
lho da igreja ӎ sensibilizar
cordando que “é nesta pla-
e preparar o terreno”.
taforma que queremos tra-
dos pelos media, mas te-
“A igreja não tem, neces-
balhar:
mos de sensibilizar as co-
sariamente,
dade e ver como podemos
munidades para um acolhi-
qualquer processo mas de-
mento
fraterno,
vemos
contra
preconceitos
“Hoje
da
toda
a
existência
gente dos
sabe
refugia-
lutando e
al-
atitude
responsá-
qualquer
que
colocar-nos de
serviço
liderar
parceria”
sublinhou
mostrar
rentabilizar
re-
disponibili-
espaços
e
re-
numa e
de
23
cursos
sem
acrescentar
qualquer custo”. “Às vezes julgamos que as respostas
acarretam muitos
encargos financeiros e nem sempre é verdade”, diz o Pe Duarte Melo lembrando
que “como cristãos, temos a
obrigação
de
agir
e
acolher, com coração largo
24
(…) “Às vezes julgamos que as respostas acarretam muitos encargos financeiros e nem sempre é verdade”, (…)
sem
medos
ções.
Isto
que para o
é
é
um
nós
ou
recrimina-
a
caridade,
valor
essencial
cristãos”,
sacerdote
remata
destacando
as
palavras do Papa Francisco nesse
apelo
a
que
cada
paróquia,
cada
comunidade
religiosa,
cada
mosteiro
cada
santuário
possa
e
“num
gesto concreto acolher pelo
operativa mas uma platafor-
menos uma família de refu-
ma
giados como preparação do
a
ano Santo da Misericórdia”.
propostas e pedir colabora-
“A
não
ções para que o todo da
deste
diocese, nas suas mais di-
diocese
pode
de
Angra
distanciar-se
de
convergências,
missão
de
com
apresentar
apelo do Papa e deve pre-
ferentes
problemáticas,
pos-
parar-se para dar uma res-
sa
de
sério
posta adequada”, referiu ain-
compromisso”,
da
cerdote
sublinhando a importân-
cia das parcerias. O
novo
ter
nós
que
um
disse é
o
sa-
pároco
de
São José e foi até quase
responsável
pela
ao final do último ano pas-
pastoral social reunisse [dia
toral
18-09-15] com o diretor da
Comissão
pastoral da saúde, Pe Pau-
Bens Culturais da Igreja.
lo Borges e com a presi-
A
dente da Cáritas diocesana,
um
Anabela Borba, num encon-
bem feito, de primeira linha,
tro em que participaram al-
que é preciso ir atualizando
guns
equipa
com criatividade e capacida-
da Pastoral Social, num si-
de inventiva, mas para isso
nal
precisa
elementos
claro
da
da
necessidade
o
igreja
responsável
pela
Diocesana
dos
dos
Açores
trabalho
de
social
tem muito
conservar
desse trabalho em rede.
olhar
“Só em parceria é que po-
ajudar
demos
mento e a criar plataformas
desempenhar
com
teologal a
fazer
qualidade uma pastoral soci-
capazes
de
al
resposta
cristã
não
eficaz
e
somos
assertiva. uma
Nós
equipa
que
o
o
poderá discerni-
darem que
uma nasce
do coração de Deus à ma-
“A igreja dos Açores tem um trabalho social muito bem feito (…)” neira Samaritana”, concluiu. A
intervenção
da
Igreja,
e
de cada cristão em particular, deve nortear-se sempre pelo
princípio
dia,
sobretudo
de
emergência
da
misericór-
nesta em
hora
que
é
chamada a ser inventiva, a partir do coração de Deus, criando
uma
estrutura
de
suporte e apoio personalizado ao refugiado. “A
um
igreja
dos
trabalho
Açores
social
tem
muito
bem feito, de primeira linha, que é preciso ir actualizando com criatividade e capacidade
inventiva,
mas
para
25
isso precisa de conservar o olhar
teologal
ajudar
a
que
fazer
o
poderá discerni-
mento e a criar plataformas capazes
de
darem
resposta
cristã
uma
que
nasce
do coração de Deus à maneira Samaritana”, concluiu.
“A intervenção da Igreja, e de cada cristão em particular, deve nortear-se sempre pelo
princípio
da
dia,
sobretudo
de
emergência
misericór-
nesta em
hora
que
é
chamada a ser inventiva, a
partir do coração de Deus, criando
uma
estrutura
de
suporte e apoio personalizado
ao
refugiado”.
Por seu lado, a responsável da
Cáritas
“passo
ressalvou
concreto”
em
este torno
de um tema que “nos toca a todos e para o qual devemos estar sensibilizados”. “Apesar de termos algumas debilidades
participamos
na
missão social da igreja com
26
as mãos, com os braços e
Cáritas,
com o coração” disse Ana-
a da Terceira, onde há dis-
bela
ponibilidade
Borba
e,
por
isso,
como
por
para
exemplo
ajudarmos
“vamos sensibilizar a popu-
com lugares de acolhimento
lação para este compromis-
e
so
as
que
temos
com
estas
vou,
também,
Cáritas
de
falar
com
outras
ilhas
pessoas que estão a viver
e ver qual é a sua dispo-
este drama e trabalhar em
nibilidade efectiva para aju-
conjunto com pastoral social
darem”.
de
“As
forma
sabermos,
a
agilizarmos
afinal,
e
quantos
instituições
igreja
devem
sociais
da
trabalhar
em
houver
um
somos na região para aju-
conjunto.
Se
dar estas pessoas que po-
serviço
derão vir para os Açores”.
permita fazer esta rede só
“Estou certa de que haverá
pode
alguns meios que irão ser
para
disponibilizadas por algumas
que esta reunião tenha sido
diocesano
ser a
uma
pastoral
que
mais social,
nos
valia daí
um passo importante”, disse a dirigente.
(…) um tema que “nos toca a todos e para o qual devemos estar sensibilizados”. (…)
Nesta reunião ficou ainda o compromisso peração juntamente
de
uma
destes com
coo-
serviços, a
Cáritas,
na área da Pobreza Infantil e
da
Saúde
Mental.
Serviços Diocesanos e Cáritas Diocesana juntam-se na sensibilização.
27
NOTICIAS
PARTICIPAÇÃO DA CIT NO GREENFEST
O
“Greenfest”,
o
maior
evento de sustentabilidade
de
Portugal.
Este
evento
que
decorreu
entre
os
outubro de na
dias de
8
2015
Congressos Fiartil,
e
11
de
no
Centro
do Estoril
abrangendo
e um
conjunto de workshops, conferências e atividades lúdicas. O ano,
tema de
"Cidadania
que fio
serviu,
condutor Ativa"
em
este foi
a
que
cada um tem o "Poder" de
28
contribuir e fazer a diferença, relembrando-nos a todos que, através
de
uma
pequena
ação existe uma grande capacidade de mudar o mundo. Nesta
8ª
edição,
realizou-se
pela primeira vez a feira das ONGs que contou com mais de
150
organizações
de
6
países, em que a
CIT se
fez
"caseta"
representar
na
74 do espaço da Fiartil. Tra-
ou-se
(…) maior evento de sustentabilidade de Portugal.
de
Fundação an
e
dos
uma
iniciativa
Calouste EEA
da
Gulbenki-
Grants
em
conjunto com o Greenfest.
29
CARAS DA CARITAS Manuela Godinho Auxiliar dos Serviços Gerais
As pessoas são fundamentais em qualquer organização.
Neste espaço vamos, todos os meses, dar a conhecer as caras dos
Vânia Macedo, Flávio Bettencourt & Luísa Marques Animadores de Rua
30
vários colaboradores e voluntários da Cáritas da Ilha Terceira.
Manuela Rocha (Micas) TĂŠcnica Administrativa
Manuela Silveira TĂŠcnica Administrativa
Maria do Anjos & Francisca Caetano Auxiliar de Cozinha & Cozinheira
31
VOZES DE INCLUSÃO Experimentação e Consequência
A
s substâncias psico-
responsáveis
activas
um
dos seus mais vulneráveis,
de
destaque
quanto aos efeitos do uso
vivência
de
qualquer
e
Não
obstante,
psicoactivas.
comunidade.
Pedro Pereira
CIT
abuso
de
substâncias Consideramos
a sociedade e os Estados
os
não souberam ainda enca-
grupos de risco, por faze-
rá-las com a devida racio-
rem parte de uma camada
nalidade,
social mais sujeita à expe-
causando
confu-
adolescentes
sões legais, políticas, fami-
rimentação
liares
pressão
as
e
individuais.
Guerras
do
Desde
Ópio
no
res.
de
do
Este
e
jovens
risco
grupo
grupo
e
de
de
à pa-
pares
século XIX, a Lei Seca do
não deve ser encarado co-
início
mo
do
século
XX,
às
o
grupo
das
companhias”
tra
de que todos fazem parte
a
cocaína,
dificuldade
preender
dual como
e
a
em
escolha
informação eixos
prevenção confusão adoptarem das
subsiste com-
cabe
às
posições
possibilitando
onde,
cias
negativas,
familiar
dem
vir
da
Nesta
o
havendo
indivi-
principais
primária.
e
mas
“más
mais recentes guerras con-
uma
32
informadas
lugar
na
Psicólogo da
ocupam
e
de
grupo
influên-
estas
po-
qualquer
ele-
mento do grupo e não só dos
“outros”.
Capacitar
o
famílias
jovem ou adolescente para
defini-
a tomada de decisões res-
escolhas
ponsáveis
parece
ser
um
primeiro caminho a tomar
ca.
(…) subsiste uma dificuldade em compreender a escolha individual e informação familiar como eixos principais da prevenção primária.
Nas
gas e da experimentação.
álcool
percorre
-lhe
O autoritarismo por si só
ruas
à
dificilmente é eficaz levan-
educar para a responsabili-
problema de saúde, a de-
do em conta os contex-
dade
se
pendência
tos fora da alçada paren-
aceite
a
tal em que a experimen-
álcool, uma das mais de-
especializada.
tação
ocorre.
vastadoras
psi-
A Cáritas da Ilha Terceira
serve
entrar
coactivas? Também aqui é
tem investido na capacita-
caso
esta
usando até conversas circunstanciais que não têm de
ter
mas
momento
que
petidas
devem
de
formando madura
çadas
a
das
ir
dro-
De
nada
em
a
pânico
as
nossas
vontade.
Como
é
comummente
intoxicação
pelo
substâncias
mais
elevadas o problema relacionado com as substâncias vem
normalmente
do
à
um
problema
associa-
dependência.
Sendo
relativamente
comum, de nada vale fugir ou
inócuo.
assumi-lo Como
de
psicoactivas
como
qualquer
substâncias
requer
ajuda
O
necessária
e
ção da equipa técnica pa-
partilha
a
assumir confrontos culturais
ra que esta adeque a sua
para
bem-
intervenção às idiossincrasi-
da
as dos diversos ambientes
e
familiar,
alicer-
relação
podem
de
ameni-
ponderação
etárias
aconteça.
numa
confiança,
re-
consciência
acerca
segurança
ser
forma a
diálogo,
próprio
faixas
salvaguardar
estar
do
família.
indivíduo Não
substância
que
são e reorientar o jovem
pendência
rápida
para
partir
mais
sau-
dos
e
sendo
zar o efeito da transgres-
escolhas
o
uma
causa
de-
pode,
dezoito
a
anos,
em
que
trabalha.
Esta
consciencialização e forma-
ção
permanente
permitem
afrontar a questão do con-
dáveis. Mas esta relação
ser consumida com prudên-
sumo
de confiança e responsa-
cia inculcada pelos efeitos
coactivas sem dramatismos
bilização
adversos
inúteis ou avaliações preci-
difícil
num
torna-se país
mais
onde
o
que
o
consumo
regular e continuado provo-
de
substâncias
psi-
pitadas.
33
Pรกgina da Cรกritas da Ilha Terceira no Facebook
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