. EDIÇÃO 8
2017 AGOSTO A DEZEMBRO DE
CIT
bi
boletim informativo da Cáritas da Ilha Terceira
MAIS COLABORAÇÃO MAIS AÇÃO S NOSSAS QUINTAS” CÁRITAS NAS“ADIVERSAS A NOSSA EMPRESA SOCIAL DE INSERÇÃO ILHAS DOS AÇORES
S
UMÁRIO
EDIÇÃO 8
AGOSTO A DEZEMBRO
DE 2017
14 20
04 Notícias 14 Cáritas de
Santa Catarina
da Ilha de São Jorge
15 Cáritas 16 Cáritas
da Ilha do Pico da Ilha de São
Miguel
19 Cáritas 20 Cáritas 22 Cáritas
da Ilha Graciosa da Ilha das Flores
22 Edição Gráfica e de Conteúdos:
da Ilha Terceira Nuno Lopes & Paulo Pereira
02
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Editorial
Final de ano! Altura de fazer balanços. Perceber quem somos, onde estamos, o que já foi alcançado e onde queremos chegar. É
também
altura
de
identificarmos
as
nossas
dificuldades,
aquilo
que condiciona ou poderá vir a condicionar o nosso trabalho e as nossas ambições. No entanto, e como o sonho comanda a vida, é
imperativo
Paulo Pereira
Colaborador na Unidade de Planeamento, Qualidade e Comunicação da CIT
determinarmos
objetivos
para
o
futuro,
quer
esteja
ele
próximo, quer esteja um pouco mais distante, e dar azo aos sonhos. Assim, nesta edição do Boletim Informativo da Cáritas da Ilha Terceira, vamos dar voz às diversas Cáritas de Ilha nos Açores e ficar a conhecer as suas valências e áreas de atuação, perceber quais são as maiores dificuldades com que se deparam atualmente e conhecer os objetivos, desafios e desejos futuros.
Importa referir que a Caritas Diocesana dos Açores é a união de todas as Cáritas de Ilha, que têm a sua sede e atividade na Diocese de Angra. Atendendo à dispersão geográfica desta Diocese e à especificidade das diferentes Ilhas, podem ser eretas Cáritas de Ilha, que se regem por estatutos próprios integrando a Caritas dos Açores, gozando de personalidade jurídica própria. Iniciamos com a Cáritas de Santa Catarina, da Ilha de São Jorge. De seguida, teremos a Cáritas da Ilha do Pico, seguindo-se a Cáritas da Ilha de São Miguel. Continuamos com a Cáritas da Ilha Graciosa, passando pela Cáritas da Ilha das Flores e terminamos com a Cáritas da Ilha Terceira. Nesta edição, não nos esquecemos do resumo de algumas notícias ocorridas nos últimos meses, relacionadas com a Cáritas da Ilha Terceira, mas também com a Cáritas Diocesana dos Açores. Aproveitamos para deixar votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo, bem como de boas leituras!
03
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Projeto Trilhar Caminhos é um dos vencedores setembro de 2017
Em setembro deste ano, a
Trilhar Caminhos irá intervir
Cáritas Diocesana dos Aço-
junto dos reclusos do Esta-
res viu ser aprovado o seu
belecimento
Projeto Trilhar Caminhos, na
nal de Angra do Heroísmo,
área da Justiça.
contribuindo para o enrique-
Este projeto, a concurso no
cimento de novas competên-
Orçamento
cias técnicas, sociais e pes-
tuguês
Participativo
(OPP),
foi
Por-
aprovado
com 504 votos.
04
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
soais.
Prisional
Regio-
Cáritas da Ilha Terceira dinamiza encontro com grupos de jovens outubro de 2017
No final do mês, a Cáritas
de convívio. Gostaríamos de
da
agradecer
Ilha
Terceira
dinamizou,
aos
Grupos
de
na sua sede, um Encontro
Jovens da Fonte do Bastar-
de Grupos de Jovens, com
do,
o objetivo de dar a conhe-
pela participação e pela aju-
cer
da
o
trabalho
desenvolvido
Raminho
prestada
pela Instituição, assim como
campanhas
proporcionar
ano.
um
momento
e
bi
Conceição
nas ao
nossas
longo
do
0505 CIT
Edição 8 agosto a dezembro de 2017 di
Conselho Geral da Cáritas Diocesana dos Açores outubro de 2017
No
fim
de
semana
de
21
ção e delineou ações futu-
e 22 de outubro, realizou-se
ras,
o Conselho Geral da Cári-
Cáritas de ilha das Flores,
tas
Graciosa,
Diocesana
dos
Açores,
na Terceira, onde se analisou a situação da organiza-
06
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
estando
Pico,
presentes
São
São Miguel e Terceira.
as
Jorge,
Cáritas Diocesana dos Açores em formação na rede Cáritas setembro, outubro e novembro de 2017 Recentemente,
a
Cáritas
Diocesana dos Açores esteve
presente
formações
da
em
duas
rede
Cári-
tas em Portugal. Primeiramente, em
duas
meses
de
distribuída
sessões, setembro
nos e
outubro, realizou-se a formação
“Comunicação
na
rede Cáritas”, tendo como formadores
dois
colegas
do gabinete de Comunicação da Cáritas Espanhola. Já no mês de novembro, realizou-se
a
formação
sobre os novos sites da Cáritas Portuguesa e das Cáritas
Diocesanas,
de
forma a clarificar a utilização e manutenção des-
ta ferramenta de comunicação.
bi
0705 CIT
Edição 8 agosto a dezembro de 2017 Ed
As Nossa Quintas participaram no Ideas From Europe 2017-2018 outubro de 2017 No passado mês de outubro, e
Esta
após
divulgação
As
uma
fase
Nossas
pré-seleção,
Quintas
presentes
na
iniciativa
Ideas
Fase
2017-2018,
no
boa,
visa
que
de
estiveram
Nacional
From IAPMEI
estratégia d`As
de
promoção
Nossas
e
Quintas
assenta na parceria com a Start
da
Up Angra e pretende divulgar o
Europe
trabalho já desenvolvido em bus-
em
identificar
Lisideias
ca de novos parceiros e financiadores
que
acreditam
inovadoras que possam ajudar a
e impulsionam este trabalho soci-
resolver
al alicerçado na Cáritas da Ilha
problemas
globais,
impacto social e económico.
bi
CIT 08
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
com
Terceira.
Cáritas da Ilha Terceira promove Dia Porta Aberta novembro de 2017
A
17
de
novembro,
Cáritas
da
Ilha
promoveu
o
a
Terceira
Dia
Porta
bito da promoção de no-
vas
competências
de públicos em risco ou
Aberta.
em
Com este evento, a Insti-
social.
tuição
Esta
pretendeu
dar
a
junto
situação
de
iniciativa
exclusão
enquadrou-
conhecer as várias ações
se no "I Dia Mundial dos
realizadas
Pobres",
versas
pelas
suas
valências, no
diâm-
instituído
pelo
papa Francisco.
bi
0905 CIT
Edição 8 agosto a dezembro de 2017 Ed
Jovens d’ARCIT, artistas da exposição Mutatis Mutandis — a era do plástico novembro de 2017 A exposição “Mutatis Mutandis –
a
era
patente, Centro
do
plástico”
em
esteve
novembro,
Cultural
de
no
Angra
do
publicado
no
Heroísmo. Segue-se
artigo
Diário Insular: “Promovida pelo Centro
de
Informação
Europe
Direct dos Açores, em parceria
com o Centro de Ciência de Angra do Heroísmo e o pro-
sensibilização sobre o lixo mari-
jeto Artignoa, com o apoio do
nho e o seu impacto, seguidas
município
de uma limpeza da orla costei-
visa as
angrense,
chamar
a
a
mostra
atenção
problemáticas
para
relacionadas
ra.
O
plástico
apanhado
serviu
de matéria-prima para o desen-
com a poluição marinha.
volvimento
A exposição resulta do traba-
são agora apresentados ao pú-
lho desenvolvido pelas crianças
blico.
e
jovens
dos
trabalhos
que
que
frequentam
as
São
da
Animação
de
mar mais de 10 milhões de to-
Rua da Cáritas e do Centro
neladas de resíduos. Até 2050,
Comunitário
poderá
valências
que
da
começou
Terra
com
Chã
ações
10
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
e
de
lançados
haver
anualmente
mais
plástico
ao
do
que peixe nos nossos oceanos.”
2ª edição do Curso Empreender Reciclando do Projeto Restart novembro de 2017 No início de novembro, na Praia da Vitória, iniciámos a segunda edição do Curso
"Empreender
Reciclan-
do" do projeto Restart, financiado Philip
pela
Morris
empresa
International.
Com materiais já fora de uso,
os
formandos
criam
novos acessórios.
Campanha 10 Milhões de Estrelas Um Gesto pela Paz dezembro de 2017
A 2 de dezembro, assinalou-se
o
Campanha Estrelas,
arranque 10
na
da
Milhões ilha
de
Terceira,
com uma celebração eucarística, João
presidida Lavrador,
Angra,
na
Igreja
por
Dom
Bispo
de
da
Vila
das Lajes, estando presentes
diversas
catequeses
escuteiros de toda a ilha.
e
bi
CIT 11
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
CÁRITAS NOS AÇORES
A
ritas
Cáritas
dos
Açores,
na
tação, na intervenção familiar, mul-
sua qualidade de Cáritas
tidimensional e de proximidade;
Diocesana, integra a Cá-
- Cooperar em rede com todas as
Portuguesa.
Em
relação
às
organizações
socio-caritativas
da
Cáritas de Ilha, a Cáritas dos Aço-
Igreja, para que em conjunto de-
res, segundo o princípio de subsi-
senvolvam
uma
imagem
diariedade, tem a missão específica
de
pelos
mais
de respeitar e promover a autono-
aprofundando
mia de ação de cada Cáritas de
atuação
Ilha. Atualmente, existem distribuídas
outros agentes de ação social;
pelos Açores seis Cáritas de Ilha,
- Ser proactiva em consciencializar
a saber Cáritas da Ilha do Faial,
a população açoriana sobre a rea-
da Ilha das Flores, da Ilha Gracio-
lidade da pobreza e da exclusão,
sa, da Ilha do Pico, da Ilha de S.
sobre as suas causas, assumindo
Miguel e da Ilha Terceira. Na ilha
uma consciência crítica, de denún-
de
cia
S.
Jorge
paroquial
existe
uma
denominada
Cáritas
Cáritas
de
objetivo da
desenvolver
e
e
critérios de
vulneráveis, comuns
colaboração
participação
social
de com
na
mu-
dança das estruturas e no auxílio direto aos mais fragilizados, agindo
Santa Catarina. É
opção
coerente
Cáritas
processos
dos Açores
com sobriedade, na edificação de
que
um mundo melhor.
melho-
rem a interligação e apoio mútuo
Para tal, no último ano, a Cáritas
entre
Diocesana dos Açores desenvolveu
as
várias
Cáritas
de
Ilha.
Apesar das particularidades de ca-
um
da ilha, a Cáritas nos Açores pre-
forma
tende cada vez mais:
cooperação entre as várias Cáritas
- Trabalhar de mãos dadas para a
de Ilha e paroquial existentes no
construção de um mundo mais hu-
arquipélago.
mano e mais justo, sem discrimina-
particularidades de cada ilha, cada
ções;
Cáritas tem apostado em diferentes
- Promover o Ser Humano integral-
formas
mente, garantindo uma plena inclu-
quais podemos conhecer nesta edi-
são e autonomia social, apostando,
ção do biCIT.
não
só
no
apoio
imediato,
mas
também na prevenção, na capacita-
plano
a
de
estratégico
comum,
desenvolver
Tendo
atuação,
uma
em
de
maior
conta
algumas
13
as
das
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Cáritas de Santa Catarina — Ilha de São Jorge focada na infância e na terceira idade
A
Cáritas
de
Santa
sos
a
funcionar
nas
mesmas
Catarina, na Ilha de
instalações, aos fins de semana.
São
de-
No que diz respeito às dificulda-
senvolvido, ao longo dos anos,
des com que esta Instituição se
um trabalho direcionado, princi-
depara, estas estão relacionadas,
palmente,
e
sobretudo, com a falta de meios
Assim,
(financeiros e humanos) para de-
para
a
Jorge
para
a
terceira
tem
infância
idade.
e seguindo esta linha de ori-
senvolver outros projetos.
entação,
No futuro, a Cáritas da ilha de
a
Cáritas
em
São
São Jorge gostaria de chegar a
Jorge, dispõe de:
mais
pessoas,
destinado a idosos com carên-
ção
de
cias económicas;
com
outras
-
-
Um
A
bairro
valência
Atividades
de
de
do
seis
casas,
projetos
ou
instituições
da
cria-
parcerias
da
ilha.
de
Será também importante a aqui-
Livres,
sição de uma carrinha, pois se-
Centro
Tempos
através
que funciona na sua sede, e
ria
cujo início se deu em setem-
mais pessoas e de poder con-
bro de 2005;
cretizar alguns projetos.
- Um centro de dia para ido-
bi
CIT 14
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
uma
forma
de
chegar
a
Cáritas da Ilha do Pico desenvolve um trabalho de caracter existencialista
A
Cáritas
da
Ilha
do
Pico é composta por quatro
zonas
pasto-
rais: Zona de São Roque, Zona
de
Lajes,
Zona
de
Ponta
da Ilha e Zona da Madalena, sendo estas geridas por voluntários. Ao nível da intervenção, cada
zona
tem
o
seu
banco
de roupa, com exceção da zona de Lajes, e o seu banco de alimentos e bens doados.
As zonas da Madalena e São Roque
funcionam
com
mentos
semanais
às
às
segundas-feiras
atendifamílias,
das
17:30
às 19:00. O
plano
mum
a
de
atividades
todas
desenvolvido
as
é
zonas
anualmente
coe
é
pela
Cáritas de Ilha, composta pelo presidente, Pe. Marco Martinho, pela
secretária,
Lisa
Melo,
e
respetivos coordenadores de cada zona.
O
trabalho
desenvolvido
pela
Cáritas da Ilha do Pico, neste momento,
tem
um
carácter
existencialista muito vincado.
Existem no
vários
constrangimentos
desenvolvimento
do
trabalho
da Cáritas da Ilha do Pico, entre eles
o
facto
de
a
maioria
dos
voluntários ser nomeada por paróquia,
o
que
muitas
vezes
faz
com que a disponibilidade destes seja
reduzida.
Para
além
disto,
ocorre que os métodos de atendimento
e
acompanhamento
às
famílias não é uniformizado devido à falta de formação. No futuro, ambicionam uniformizar o
acompanhamento
às
famílias,
assim como a contratação de um profissional que auxilie e organize o trabalho voluntário.
15
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Cáritas da Ilha de São Miguel situação dos sem-abrigo é um dos focos
A
Caritas
da
São
Miguel
za,
através
Ilha
de
se
encontra
preconi-
valências
de
Centro
de
conjunto de parcerias e siner-
(Centro
de
gias,
uma
pos
junto
de
intervenção
uma
população
um
social alvo
afeto
as
diferentes
institucionais
desde
Atendimento, Atividades
Livres),
até
às
o
CATL
de
Tem-
residências
de acolhimento. As problemáticas
diversificada.
predominantes
O trabalho é desenvolvido em
o desemprego, a precaridade la-
rede com as famílias carencia-
boral e consequente precaridade
das de toda a ilha e indiví-
económica
duos em situação de exclusão
rendimentos disponíveis no agre-
social
gado familiar e as dependências
grave,
designadamente
ou
continuam
a
insuficiência
ser
de
os que se encontram na con-
(álcool e outras drogas).
dição de sem-abrigo, ao qual
O Centro de Atendimento assu-
16
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
me-se como a sede da Instituição, na qual funcionam os Ser-
viços Administrativos e a Unida-
Na sua base estão a realização
de de Apoio Social, tendo como
de vários momentos mensais, se-
objetivo realizar o atendimento à
jam
população carenciada de toda a
de reflexão, de aprendizagem, en-
ilha,
tre outros, cujas temáticas, embo-
proporcionando
condições
eles
partilha,
ra
e inclusão social.
alvo de alteração em função da
Os pedidos de apoio identifica-
dinâmica e pro-atividade dos par-
dos
diversa,
ticipantes. No fundo, são os mo-
em função das respostas institu-
mentos em grupo expressos nas
cionais
de
necessidades
de
próprias
de
natureza
disponíveis:
vestuário,
de
o
apoio
alimentação,
planificadas,
de
que permitam a sua autonomia
são
já
formativos,
e
poderão
ser
“vontades”
das
que
(re)
famílias
irão
recuperação habitacional, o apoio
conduzir o “caminho trilhado” com
financeiro
e pelo grupo.
Fundo
(nomeadamente
Social)
e
o
do
acolhimento
Em termos socioeducativos encon-
institucional de indivíduos do se-
tram-se
xo
da Instituição 80 crianças dos 3
masculino
que
estão
numa
integradas
aos
ve, junto dos quais é desenvol-
promovendo-se,
vido todo um processo de rea-
das crianças mais desfavorecidas,
bilitação psicossocial.
a realização de atividades peda-
Aqui, gostaríamos de destacar o
gógicas e ocupacionais favoráveis
projeto
a um desenvolvimento saudável.
Unidade
para
(Intervenção a
Partilha
da e
Embora
anos
de
CATL’S
situação de exclusão social gra-
IUPPA
12
nos
sobretudo
tentemos
ver
junto
sempre
o
lado
mordial é o desenvolvimento de
como incentivo à sua superação,
uma relação de maior proximida-
na verdade temos convivido com
de com os agregados familiares
algumas das quais nos tem sido
acompanhados,
difícil ultrapassar.
programa
de
alimentação.
apoio
âmbito regular
do à
de uma
onde
Aprendizagem), cujo objetivo pri-
no
positivo
idade,
dificuldade
17
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Assim sendo, em primeiro lugar,
numa
e
qualificados.
à
semelhança
de
muitas
base/equipa
mesmo
acontece
núcleos
na
com
mento estatal e ausência de do-
todos se desenvolvem segundo um
nativos
trabalho de voluntariado, tal como
natureza
convergentes
com
des
identificadas.
esta
questão
as
não
são
necessida-
Associada
temos
ainda
nossos
voluntários
ONG’s, os modelos de financia-
desta
os
O
de
Ilha,
a nossa própria Direção.
a
No primeiro trimestre de 2018 pre-
a
vemos
a
abertura
do
novo
Polo
crescente descredibilização do tra-
Caritas PDL, o qual congrega em
balho
si, além dos seus serviços, o con-
que
das se
nossas
tem
organizações,
gerado
junto
dos
sórcio
de
parceiros,
representantes
media, devido a exemplos exce-
de várias instituições da comunida-
cionais de atuação.
de:
O desgaste e padrões desmotiva-
(Centro
cionais
Emergência) e a Associação Novo
da
equipa
de
trabalho
designadamente de
Recursos
o de
CRAES Apoio
à
acontece, sobretudo, pela ausên-
Dia.
cia de um momento de supervi-
O grande desafio será tornar sus-
são
tentável e funcional toda a estrutu-
externa
e
mecanismos
de
ra através de projetos sociais ino-
coaching. De
igual
modo
o
desgaste
é
vadores que assegurem a vertente
promovido pela ausência de vo-
ocupacional
luntários
nomeadamente nas oficinas de car-
qualificados.
Atualmente,
registamos a presença de apenas uma
pessoa
que
colabora
de
forma pontual com a equipa de trabalho. Era de extrema importância angariar e qualificar voluntários
para
a
sede,
até
porque
identificamos noutras Caritas que a
sua
intervenção
se
sustenta
18
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
dos
utentes
acolhidos,
pintaria e agricultura biológica.
Cáritas da Ilha Graciosa
Cáritas Ilha do Pico
combate a pobreza extrema e envergonhada
A
de
Ilha como GraciApoio Cáritas Social, da tendo
objetivo
osa tem princirealizar o como atendimento
nhados, no âmbito do programa de apoio regular à alimentação.
pal carenciada objetivo estabeleà população de to-
Na sua base estão a realização
cer todos os movida aligação ilha, com proporcionando con-
de
mentos dições e queassociações permitam sociocaria sua
sejam
tativas da eilha, tal como autonomia inclusão social.escu-
lha,
teiros, vicentinos, misericórdias, Os pedidos de apoio identifica-
gem, entre outros, cujas temáti-
Centro e Paroquial de dos sãoSocial de natureza diversa,
cas embora já planificadas pode-
Nossa Senhora Luz, com em função das da respostas insti-o
rão
qual tem disponíveis um acordo de coopetucionais sejam: o
passam estabelecer e função por da tentar dinâmica e pro-
ração, e o Instituto deda alimenSeguapoio de vestuário,
criar atividades de proximidade atividade dos participantes. No
rança da ilha. Tem atentação, Social de recuperação habitaci-
com de ilhaem sociofundo assãovalências os momentos gru-
dimento presencial ao público, onal, o apoio financeiro, nome-
caritativas, bem nas comonecessidades dinamizar po expressos
uma vez por semana,dosendo adamente os apoios Fundoa
mais a nossa das ação próprias na ilha. famíe “vontades”
área maiore atuação o comSocial de(FS) o acolhimento
A da Ilha lias Cáritas que irão (re) Graciosa conduzir éo
bate à pobreza institucional de extrema indivíduose endo
constituída pela seguinte “caminho trilhado” com direção: e pelo
vergonhada, tentado sexo masculino que dar estãomelhor nu-
presidente grupo.
qualidade às famílias ma situaçãode devida exclusão social
presidente Teixeira, contiseEm termosFilomena socioeducativos
que Como tal, to-a grave,necessitam. onde é desenvolvido
cretaria representante integradas da frenua-se eencontram-se
Cáritas na Ilha adere às camdo um processo de reabilitação
guesia de Guadalupe Marlise nos CATL’S da Instituição 80
panhas anuais da Cáritas Porpsicossocial.
Quadros, crianças dostesoureira 3 aos 12 Manuela anos de
tuguesa. Aqui gostaríamos
Santos, vogal representante idade, que vão epromovendo, so-
de
destacar
vários eles de
ser
momentos formativos,
reflexão,
alvo
de
Fátima
de
mensais, de
parti-
aprendiza-
alteração
Borges,
em
vice-
As nossas IUPPA maiores (Intervenção dificuldades o projeto
da freguesia de São Mateus bretudo, junto das crianças mais
são ao nível da Unidade parade a recursos Partilha ee
Lucia Aguiar, vogal e represendesfavorecidas, a realização de
meios para o cujo funcionamento Aprendizagem), objetivo
tante da freguesia da Luz Antoatividades pedagógicas e ocupaci-
desta Instituição, bem primordial corresponde
nina e representante de onais Pereira favoráveis a um desenvol-
como ao de-a
falta de um espaço prósenvolvimento de umafísico relação prio. de maior proximidade com os Os sonhos familiares e desafiosacompafuturos agregados
Santa Sara Borges. vimentoCruz saudável.
15 19
Edição 8 agosto a dezembro de de2017 2017
Cáritas da Ilha das Flores quer apostar na cooperação com outras instituições e infelizmente já há demasiados seres
humanos
a
escolher
a
morte, em vez de viver a crise na senda de uma morte lenta e indigna! A
Cáritas
Paroquial
de
Nossa
Senhora do Rosário, ao transferir as duas valências que tinha para outras instituições ficou, apenas, a desempenhar uma ajuda
E
mbora numa ilha pe-
financeira e de parceria junto de
quena como a nos-
situações de carência efetiva. No
sa,
são
entanto, somos chamados a ter
procu-
um papel cada vez mais inter-
ram ajuda junto de instituições.
ventivo na nossa sociedade, apli-
As medidas restritivas de direi-
cando os princípios da Doutrina
tos, de salários e de regalias,
Social
bem como o nível altíssimo do
pessoa humana, do bem-comum,
desemprego,
a
da subsidiariedade e o da soli-
uma perda inusitada de moti-
dariedade que a Igreja considera
vação e matando toda a es-
de carácter geral e fundamental,
perança
mais
as
cada
vez
pessoas
estão
num
justo
esperar
lhor;
um
que
levando
futuro que
País
de
da
Igreja:
dignidade
da
que
era
permanentes e universais. A vida
fosse
me-
social exige transparência e ho-
imigração
nestidade
e
sem
a
confiança
está a virar um País de emi-
reciproca a vida em comunidade
gração
torna-se insuportável.
capazes.
que O
levará
os
desespero
mais grassa
20
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Neste sentido, a Cáritas da Ilha das Flores, sucessora da Cáritas Paroquial de Nossa Senhora do
Rosário,
juntamente
Instituições,
está
com
a
outras
desenvolver
Os
grandes
são:
o
objetivos
e
Desenvolvimento
desafios da
Ani-
um conjunto de parcerias, acor-
mação Pastoral Social (sensibilizar
dos e protocolos, procurando dar
os
uma resposta social adequada à
cristãs
nossa realidade totalmente volta-
as
da para a pessoa humana. As-
bens
sim,
campo
está
a
desenvolver
alguns
membros da
das
Ilha
das
Flores
de
partilha
de
ação
pastoral
no
exigências e
da
comunidades
social
como
para
expressões
projectos como: Banco de Bens,
de vida cristã, sinais de evangeli-
Banco
e
zação e forma de contribuir para
de
o bem da sociedade de que fa-
Alimentar,
abertura
de
Loja
um
Social
Gabinete
zem
Atendimento Social. Neste
virar
todos
de
desenvolver
página,
vamos
esforços
para
parte);
outras não,
a
Cooperação
instituições, mas
com
eclesiais
atividades
afins;
disponibilizar
Cáritas, procurando dar o nosso
Atendimento
melhor
Campanhas de angariação de gé-
Instituição,
sendo
espaço
ou
consolidar a imagem externa da
pela
um
com
Social;
o
desenvolver
um rosto “samaritano” junto da-
neros
queles que dela se aproximam.
bem como financeiro para apoio
As maiores dificuldades com que
a
nos
ver
deparamos
são
essencial-
alimentares
para
famílias um
e
vestuário,
carenciadas;
espaço
onde
desenvolse
possa
mente duas: financeira e volunta-
proceder a um correto e concer-
riado. Nesse sentido temos pro-
tado
curado
estraté-
espaços para a loja social, banco
gia para sensibilizar as comuni-
alimentar, atendimento social); im-
dades da necessidade da parte
plementar
caritativa
rios
desenvolver uma
nas
mesmas
e,
para
apoio
para
à
um
comunidade
grupo
ações
de
de
(com
voluntá-
campanha,
que seja justa e eficaz, para a
triagem de roupa, recolha de gé-
necessidade de voluntários aten-
neros
tos e disponíveis para uma me-
cabazes, entre outros.
lhor e cuidada ação da Cáritas.
alimentares,
elaboração
de
21
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
Cáritas da Ilha Terceira continuará a contribuir para uma sociedade mais justa
A no
Cáritas da Ilha Ter-
Tem como objetivo o apoio aos
ceira
mais
(CIT)
entado
a
fortalecimento
tem sua
do
oriação
espírito
carenciados
e
excluídos,
através de respostas sociais, de acordo
com
o
diagnóstico
das
de justiça social, nomeadamen-
necessidades e realidades locais.
te na ajuda à comunidade, no
Presentemente, possui as seguin-
voluntariado, no apoio às famí-
tes valências:
lias, na partilha de bens e na
-
corresponsabilização
fraterna
da Mãe de Deus, localizada em
com outras instituições de ca-
São João de Deus, concelho de
rater social da Igreja.
Angra
Com sede na Canada dos Fo-
capacidade para oitenta crianças,
lhadais,
sendo
de
São
nº
54,
Pedro,
na
freguesia
concelho
de
o
Creche
e
do
o
Jardim de
Heroísmo.
seu
bem-estar
objetivo das
Infância
Este
tem
promover
crianças,
com
Angra do Heroísmo, desenvolve
vista ao seu crescimento harmo-
a sua ação na ilha Terceira.
nioso e apoiar as famílias.
22
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
- Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil/Unidade de Formação, situado na sede, vocacionado para a promoção do desenvolvimento
saudável
de
jo-
vens em situação de maior vul-
nerabilidade social e em perigo ou
risco
de
exclusão
social.
Procura a sua integração social, desenvolvendo competências sociais, educativas e de empregabilidade.
Na
sua
organização
a
alimentares
e
mobiliário.
Recebe
Plataforma de Encaminhamento é
a colaboração de voluntários que,
a
semanalmente, apoiam esta estru-
primeira
captação
e
estratégia
para
estabilização
a
desses
tura.
Desenvolve
atualmente
os
jovens;
projetos Restart, destinado a pú-
- Unidade de Atendimento Soci-
blicos em situação de desempre-
al, a funcionar na sede da Ins-
go, e o 3D, projeto de interven-
tituição,
ção social e educativa, nas esco-
e
com
um
núcleo
na
Praia da Vitória, pretende dispo-
las
nibilizar recursos que possibilitem
Terra-Chã e São João de Deus;
aos seus destinatários o direito
Animação de Rua, localizada em
de cidadania e integração social.
São João de Deus, que trabalha
Encaminha e articula com outras
com crianças e jovens, maioritari-
instituições e entidades e presta
amente
apoio, designadamente no banco
bairro
de
nando um trabalho de prevenção
roupa,
apoios
em
géneros
alimentares e mobiliário. Recebe
de
primárias
daquela do
de
São
Mateus,
localidade
Lameirinho,
comportamentos
e
do
proporcio-
desviantes,
23
Edição 8 agosto a dezembro de 2017
objetivo
é
público
de
com
dar
resposta
a
vulnerabilidade
dificuldade
no
um
social
acesso
ao
mercado de trabalho e formação profissional. Esta empresa possui três áreas de
atividade:
produção
biológica
hortofrutícola, doçaria e pastelaria e a prestação de serviços agrícolas. Para
apoiar
todas
as
valências
temos os Serviços Administrativos e
Financeiros
suporte
a
que
toda
a
servem
de
Organização,
no que diz respeito a assuntos financeiros, relacionados com Revalorizando a adoção de estilos de vida saudáveis. De referir também a Animação Pastoral, que através do
Projeto +Próximo, aposta na organização
social
da
Igreja
e na formação dos agentes pastorais. Importa
também
destacar
a
Empresa Social de Inserção, As Nossas Quintas, recentemente criada e cujo principal
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Edição 8 agosto a dezembro de 2017
cursos Humanos, de apoio administrativo e de apoio geral, bem como a unidade de Planeamento,
Qualidade
e
Comunicação
que é responsável por apoiar a direção e todas as valências da Instituição, no que se refere ao planeamento
estratégico
ou
de
projetos, sendo também da sua alçada a implementação do sistema de gestão da qualidade, a
monitorização
da
implementação
dos processos de higiene e segurança no trabalho, higiene ali-
mentar,
apoio
Cáritas Ilha do Pico
na
certificação
da Unidade de Formação, gestão da formação interna como dos de Apoio Social, tendo
nhados, no âmbito do programa
recursos humanoso eatendimento comunicaobjetivo realizar
de apoio regular à alimentação.
ção interna e carenciada externa. à população de to-
Na sua base estão a realização
É o voluntarida crucial a ilha, enaltecer proporcionando con-
de
ado, Cáritas da dições pois que a permitam a
sejam
Ilha sua
vários
momentos
eles
formativos,
mensais, de
parti-
Terceira de um grupo autonomiadispõe e inclusão social.
lha,
de e ouOs voluntários pedidos de regulares apoio identifica-
gem, entre outros, cujas temáti-
tros são um condos pontuais são de que natureza diversa,
cas embora já planificadas pode-
tributo essencial a Instituiem função das para respostas insti-
rão
ção . tucionais
função
disponíveis
sejam:
o
de
ser
reflexão,
alvo da
de
de
aprendiza-
alteração
dinâmica
e
em pro-
As dificuldades pasapoioprincipais de vestuário, de alimen-
atividade
sam pôr em prática a tação, por de recuperação habitaci-
fundo são os momentos em gru-
Doutrina Social financeiro, da Igreja,nomecaponal, o apoio
po
tar novos os voluntários e formáadamente apoios do Fundo
e
los. Social
lias
(FS)
e
o
acolhimento
dos
expressos “vontades” que
irão
participantes.
nas das
No
necessidades próprias
(re)
famí-
conduzir
o
No futuro, ambicionamos institucional de indivíduoscontido
“caminho
nuar contribuir que paraestão a conssexo amasculino nu-
asgrupo. fontes
trução de uma mais ma situação de sociedade exclusão social
melhorar a comunicação interna Em termos socioeducativos conti-
justa feliz; édesenvolver estragrave, e onde desenvolvido to-
e nua-se externa encontram-se da Cáritas
tégias melhorar a integrado um para processo de reabilitação
Terceira. nos CATL’S
trilhado” de
com
e
financiamento;
da
pelo e
da Ilha integradas
Instituição
80
ção dos públicos-alvo; auscultar psicossocial.
crianças dos 3 aos 12 anos de
os dos tempos adapAquisinais gostaríamos de edestacar
idade, que vão promovendo, so-
tar-nos novas (Intervenção realidades; o projetoàs IUPPA
bretudo, junto das crianças mais
melhorar as instalações e equida Unidade para a Partilha e
desfavorecidas,
pamentos; motivarcujoe Aprendizagem),
melhorar objetivo
atividades pedagógicas e ocupaci-
as competências dos recursos primordial corresponde ao de-
onais favoráveis a um desenvol-
humanos assalariados volunsenvolvimento de uma e relação
vimento saudável.
tários; procurar e diversificar de maior proximidade com os agregados
familiares
acompa-
a
realização
de
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