boletim informativo da Cáritas da Ilha Terceira
. EDIÇÃO 10 SETEMBRO A DEZEMBRO DE
2018
CIT
bi
PASSADO E PRESENTE NA INTERVENÇÃO DA CIT
S
UMÁRIO
EDIÇÃO 10
SETEMBRO A DEZEMBRO DE
2018
10 22
04 Notícias 10 Balanço de 2018 do CDIJ 15 Perspetiva para 2019 do CDIJ 20 Projeto de apoio pós-letivo 22 Jogo digital InkluD 26 Cáritas da Ilha de São Miguel com novo alojamento temporário
30 32
Projeto Terra com Vida Solidariedade Social e Juventude
02
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
32
Editorial A Cáritas da Ilha Terceira (CIT) tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos diversos projetos de âmbito social, de forma a responder às varias necessidades que vão sendo detetadas na nossa comunidade, em particular junto de crianças e jovens. A aposta na candidatura a fontes de financiamento para a criação de novos projetos tem sido uma das imagens da Instituição, que
cada vez mais tenta diversificar a origem dos seus financiamentos. Paulo Pereira
Colaborador na Unidade de Planeamento, Qualidade e Comunicação da CIT
O Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil
(CDIJ) da CIT
tem vindo a concorrer a linhas de apoio junto de diversas empresas do sector privado de forma a conseguir uma maior diversidade e sustentabilidade financeira. Na edição nº 10 do Boletim Informativo da CIT iremos, através das palavras de Rui Drumonde, coordenador do CDIJ, recuar
até
2018, em jeito de balanço dos projetos que estão a decorrer nes-
ta valência. Naturalmente haverá também lugar para se perspetivar futuro. Também nesta edição, Marta Fagundes irá falar-nos sobre o projeto de apoio pós-letivo que tem vindo a desenvolver na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba. Ainda, Nuno Lopes dar-nos -á a conhecer o Jogo Digital InkluD, que foi aplicado junto de vários jovens intervencionados pela Instituição. Vamos viajar até São Miguel, onde a Cáritas daquela ilha usufrui
de um novo centro de alojamento temporário e de apoio aos sem -abrigo. Falaremos igualmente do projeto Terra com Vida, criado por terras micaelenses. A finalizar esta edição, teremos a honra de contar com a colaboração do Diretor Regional da Solidariedade Social,
Doutor
Paulo
Vitorino
Fontes,
que
nos
falará
sobre
“Solidariedade Social e Juventude”. Por fim, como já vem sendo hábito, o biCIT deste período traz-nos o resumo de algumas notícias relativas à atividade promovida pela Cáritas da Ilha Terceira
ao longo dos últimos meses. Votos de boas leituras!
03
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
Cáritas da Ilha Terceira promoveu Fórum Educativo setembro de 2018
No âmbito do Projeto 3D, a Cá-
diálogo e a troca de experiên-
ritas
cias entre profissionais.
da
Ilha
Terceira
(CIT)
em
parceria com a Câmara Municipal
O
de
(CMAH),
da CIT, financiada pela CMAH,
promoveu, a 6 de setembro pas-
destinada a promover o sucesso
saso,
escolar
Angra
no
do
Heroísmo
Centro
Cultural
e
de
Projeto
de
3D
é
uma
alunos
do
iniciativa
1º
ciclo
Congressos de Angra do Heroís-
do ensino básico, estando atual-
mo, o “Fórum Educativo – Educa-
mente a decorrerem três escolas
ção Um Desafio para Todos”.
do
Este evento destinou-se a docen-
Mateus da Calheta e São João
tes e outros profissionais da área
de Deus. Este projeto surge da
da educação e pretendeu discutir
premissa de que a chave para
caminhos
o
promotores
do
sucesso
concelho:
sucesso
escolar
está
na
si-
do
grandes dimensões: escola, famí-
fomentando
04
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
o
lia e aluno.
entre
São
nergia
básico,
interação
Chã,
escolar, especialmente no 1º ciclo ensino
e
Terra
três
Cáritas da Ilha Terceira e AIPA assinalam Dia do Imigrante e do Diálogo Intercultural setembro de 2018 No fim de semana de 29
com
e 30 de setembro a As-
Viagem, assinalou o Dia do
sociação
Imigrante e do Dialogo In-
nos
dos
Açores
parceria
com
Imigrantes (AIPA), a
CIT
em
o
projeto
tercultural
e
com
Partilhar
uma
a
feira
em Angra do Heroísmo.
Exposição “Há Sempre uma Saída” -
exibição na Praia da Vitória outubro de 2018 O Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira promoveu a exposição
de
trabalhos
“Há
Sempre uma Saída” na Aca-
demia
da
Juventude
e
das
Artes da Ilha Terceira.
05
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
ARCIT comemora tradição do Halloween outubro de 2018
A
valência
Rua
da
Animação
Cáritas
utentes
e
equipas
técnicas
Ilha
das duas instituições parcei-
Terceira comemorou o Hal-
ras. Para além de se pro-
loween,
mover a interação e a boa
num
da
de
evento
que
contou com a presença de
disposição,
convidados
do
manter uma tradição que já
munitário
da
Nesta
noite
Centro
Co-
Terra-Chã.
assistiu-se
a
momentos de convívio entre
06
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
se
tornou,
pretendeu-se ao
longo
dos
anos, também nossa, do povo terceirense.
Projeto formativo Cultivar Vocações entrega de certificados aos formandos novembro de 2018 Em novembro último proce-
cultura, todas estas em mo-
deu-se à entrega dos cer-
do de Produção Biológico.
tificados que
aos
integraram
formandos o
Projeto
formativo Cultivar Vocações, participando nas UFCD's – (Unidades de Formação de Curta Duração) - de Horticultura,
Fruticultura
e
Api-
Este
projeto
foi
financiado
pelo Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional
de
Solidariedade
Social, tendo como parceira a Cooperativa BioAzórica.
07
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
As Nossas Quintas marcam presença no Mercado de Natal dezembro de 2018 À
semelhança
anos
As
dos
Nossas
últimos Quintas,
vos dinamizar Cidade
o centro da
numa
época
festiva,
Empresa Social de Inserção
bem como possibilitar a vá-
da Cáritas da Ilha Terceira,
rias
marcou presença no Merca-
os seus produtos, num con-
do de Natal, promovido pe-
tacto de proximidade com os
la Câmara Municipal de An-
clientes
gra do Heroísmo, na Praça
geral. Neste sentido, também
Velha.
As Nossas Quintas estiveram
Este
evento
ocorre
entidades
e
que
mostrem
comunidade
durantes os fins de semana
presentes
que
comunidade o que de melhor
antecedem
o
Natal,
tendo como principais objeti-
08
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
fazem.
a
partilhar
com
em
a
CJIMD celebra Natal com utentes e famílias dezembro de 2018
A
Creche
Infância
e da
Jardim
de
dos
Mãe
de
educação.
Deus da Cáritas da Ilha
foram
Terceira
como
pais/encarregados Estes
de
dois
dias
pautados
por
convívio
entre
utentes,
é habitual, o Natal com
miliares
e
a
duas
da valência, havendo ainda
festas na valência: uma
espaço para que as crian-
destinada
ças
celebrou,
realização
à
de
Creche
e
equipa
mais
velhas
fa-
técnica
presen-
outra ao Jardim de In-
teassem
fância.
com algumas apresentações
marcadas
Ambas pela
foram presença
os
muito
convidados
e animação.
09
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
F
indou 2018. Um ano inolvidável
para
o
Centro
Desenvolvimento
e
de
Inclusão
Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira (CDIJ-CIT). Esta estrutura foi criada em
2007,
em
complementaridade
à
Unidade de Formação da Cáritas da Ilha
Terceira
(UFCIT),
como
uma
resposta de âmbito comunitário, diri-
gida ao desenvolvimento saudável de jovens
Obrigado 2018!
dos
14
num balanço de 2018 do CDIJ
25
anos,
em
situação de risco, pretendendo-se facilitadora de uma verdadeira integração social dos mesmos, através da promoção de
Os vários projetos,
aos
competências
pessoais
e sociais, educativas e de empregabilidade para este público-alvo. Na persecução dos objetivos e metas
do
plano
do
CDIJ-CIT,
estratégico 2018
2017-2020
revelou-se
um
ano repleto de ações, algumas novas,
outras
diversos
não,
concertadas
parceiros
e
com
financiadores,
com vista à capacitação e integra-
ção
social
de
dezenas
de
jovens
Rui Drumonde
em situação de maior vulnerabilidade
Coordenador do Centro de
Em primeira instância, há que men-
Desenvolvimento e Inclusão
cionar o trabalho realizado na linha
Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira/ Gestor da Formação
social.
da
frente,
referente
à
captação
e
estabilização de jovens na Plataforma de Encaminhamento (PdE), contou
com
o
financiamento
que obtido
através de uma candidatura à Taba-
10
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
queira Phillip Morris para o projeto
Restart.
A
verba
daqui
obtida
permitiu desenvolver diversas oficinas
de
educação
não-formal
(ciências, culinária, artes e agricultura),
constituindo
importante
estas
complemento
atendimentos
individuais
um aos
e
às
atividades de grupo da PdE. 2018
viu
também
implementado
o Projeto Quadrante, em parceria com a Comissão de Protede
para a empregabilidade. Este é,
Angra do Heroísmo e a Câmara
de forma cada vez mais vinca-
Municipal
da,
ção
de
Crianças de
e
Angra
Jovens de
Heroís-
um
foco
do
trabalho
do
mo, visando a certificação do 6º
CDIJ. Através do mecanismo de
e 9º anos de jovens entre os
Follow-Up
14 e os 16 anos, em situação
periódico com jovens que con-
de
cluíram
ruptura
com
a
dita
escola
(contacto
com
regular
sucesso
respostas
regular. Paralelemente, numa ló-
anteriores
gica
sendo notória a sua dificuldade
de
descoberta
vocacional,
do
e
CDIJ/UFCIT),
desenvolveram competências prá-
de
ticas
oficina
trabalho, levando, assim, à sua
(culinária, agricultura, artes e ofí-
inclusão em novos projetos co-
cios),
mo este.
em
regime
de
culminando, num segundo
integração
no
vai
mercado
de
ano, na realização de experiên-
Não podemos esquecer a Em-
cias em contexto de trabalho.
presa Social de Inserção As Nos-
O
Projeto Cultivar Vocações,
nanciado
pela
Direção
fi-
Regional
sas Quintas, que ao longo deste
ano
sofreu
ções
volvido em parceria com a Coo-
e de equipa, mas não deixou
perativa
envolveu
de fazer a sua caminhada no
mais de 30 jovens em Unidades
empreendedorismo social na Ilha
de Formação de Curta Duração
Terceira. Sendo um projeto com
em
pouco
áreas
ligadas
à
agricultura
biológica, visando a capacitação
nível
mais
de
de
altera-
da Solidariedade Social e desenBioAzórica,
ao
algumas
18
coordenação
meses
de
11
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
existência,
já
criou
as
suas
sucesso de projetos com impor-
raízes e entra agora numa fa-
tante impacto social.
se de crescimento que espera-
Fomos também até à Pampilho-
mos
saudável
sa da Serra receber o Prémio
e muito produtiva em valor so-
Reconhecimento de Boas Práticas
cial.
de Sustentabilidade e Responsa-
Marcámos também presença no
bilidade Social no Eixo Comunitá-
II Encontro Nacional de Estudan-
rio, pela Associação Portuguesa
tes Açorianos, que se realizou
de Ética Empresarial.
em
Também
todos
Lisboa,
que
seja
para apresentar
o
As
Nossas
Quintas
que a Cáritas da Ilha Terceira
obtiveram o Reconhecimento de
vem desenvolvendo na interven-
Mérito às Iniciativas Promotoras
ção e empreendedorismo social.
de desenvolvimento Sustentável
Foi um ano em que a Assem-
na categoria de Responsabilidade
bleia
Social,
Municipal
Heroísmo,
de
por
atribuiu
um
Equipa
técnica
Angra
do
unanimidade,
voto de louvor à do
CDIJ
12
pelo
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
prémio
Associação
atribuído
Centro
de
pela
Estudos
de Economia Solidária do Atlântico.
Recuando já muito para além de
2018,
mica
a
formação
certificada
génese estes
da
foi,
acadé-
desde
intervenção
jovens
na
a
com
CIT,
uma
aposta. Apesar de se centrar num público jovem, a UFCIT interviu também, ao longo da sua
existência,
com
baixas
com
adultos
qualificações.
No
entanto, quis o tempo que o caminho à
nos
levasse
intervenção
apenas
formativa
com
jovens. Os protocolos bianuais com
a
Direção
Regional
da
Educação, a Escola Básica e Secundária
Tomás
de
Borba
depara, desde há uns anos, é
e esta valência, permitem de-
uma
realidade
senvolver o Programa Reativar
2007.
Vão
de
9º
mais acentuadas as dificuldades
ano de escolaridade para jo-
de intervenção com este públi-
vens
co, nas vertentes de captação,
equivalência entre
ao
os
16
6º e
e os
19
diferente
sendo
cada
de vez
anos. Há igualmente, em pa-
estabilização
ralelo, uma aposta na aproxi-
caraterísticas diferentes e desafi-
mação ao mercado de traba-
adoras nestes jovens. Como tal,
lho, passando primeiro por um
houve
processo de orientação vocaci-
adequar
onal
seguinte,
lógica, a direção da Cáritas da
contexto
Ilha Terceira possibilitou à equi-
e,
numa
fase
por
experiências
de
trabalho
em
(estágios),
em
e
e
da
há a
formação.
necessidade
intervenção.
Há
de
Nessa
pa técnica uma formação inten-
áreas que se pretendem signi-
siva
ficativas e adequadas a cada
focada na intervenção com ado-
um dos jovens.
lescentes difíceis. Tentando sem-
Mas a verdade é que a rea-
pre
lidade
com
que
o
CDIJ
se
com
manter
o
Dr.
a
Nélio
base
do
Brazão,
nosso
13
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
trabalho, e adicionando novas
ciamento.
e
ções.
melhores
nossa
ferramentas
intervenção,
temos
à de
Todos
E
os
muitas
objetivos
aprovaatingidos
admitir, contudo, que olhamos
contam com a contribuição de
o futuro com algumas reser-
vários
vas…
logo,
Pondo o ano em perspetiva,
utentes, que confiam em nós
o bom e o mau nos pratos
e acreditam na nossa capaci-
da balança, a verdade é que
dade
2018 foi um grande ano para
equipa técnica, que me des-
esta
somos
culpem
natureza,
melhor
valência.
inconformados continuámos ir de
mais
por a
além.
ficar
tentar
os
nossos
de as
os
jovens
apoiar.
outras,
para
Desde
se
que
e
Uma é
a
trabalhar!
sempre
Uma Direção presente e cola-
Não gostamos
borativa. Os nossos parceiros,
que
as
Fomos,
e
sucesso alcançado. E a nos-
continuaremos a ir, em busca
sa comunidade, que nos valo-
de
Foi
riza,
um ano recorde de candidatu-
nós
ras a novas linhas de finan-
2018!
coisas
à
Como
responsáveis.
espera
aconteçam.
novas
oportunidades.
14
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
peças
fundamentais
deposita
e
nos
para
confiança
apoia.
o
em
Obrigado
Rui Drumonde
perspetiva 2019 do CDIJ Bem-vindo 2019!
S vos
eja
bem-vindo
2019.
pleto de ações e de projetos de
prepara-
intervenção e inovação social. Se-
dos para velhos e no-
rá um ano muito importante para
Cá
estamos,
desafios.
intervenção sempre dar
O
caminho
da
reorganizar e reorientar as ações,
revela-se
com vista a uma maior qualidade
há
que
e eficácia na intervenção com jo-
problemáticas
vens em situação de maior vulne-
social
inacabado
resposta
e
às
associadas,
neste
jovens
situação
em
caso
com
rabilidade. Contudo, este CDIJ vê-
de
maior
se primeiro obrigado a reajustar a
vulnerabilidade. Infelizmente,
sua a
nossa
região
equipa.
E
neste
ponto,
en-
quanto técnico de terreno e tam-
ocupa o primeiro lugar do pó-
bém
dio a nível nacional da pobre-
clamo aqui justiça para os técni-
za. Não nos devemos orgulhar
cos superiores das IPSS`s. Quem
enquanto
sai, não sai pela falta de paixão
comunidade,
menos
enquanto
equipa
com
de
e
muito
de
equipa,
re-
e
ao que faz, mas pela necessida-
responsabilidades
de de vencimentos justos e pro-
intervenção
instituição
coordenador
no
gressão na carreira, aspectos que
concelho de Angra do Heroís-
as IPPS`s não garantem por falta
mo. Quanto à Praia da Vitória,
de
há
se
se, assim, qualidade de interven-
aguardam novidades neste âm-
ção. Que 2019 nos traga novida-
bito
Fiquemos
des efetivas e realistas sobre es-
promes-
te problema, que é um problema
já
alguns
de
no
terreno,
anos
intervenção.
esperançosos
com
que
as
condições
financeiras.
Perde-
sas anunciadas para este ano
social.
no
Bianual
O ano de 2018 deixou-nos muitas
de Combate à Pobreza e Ex-
dificuldades e desafios de extrema
clusão…
urgência
I
Plano
de
Ação
O CDIJ-CIT terá um 2019 re-
por
resolver.
Será
a
15
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
grande
meta
de
2019,
definir
breza e exclusão social e cá es-
uma estratégia adequada, ajus-
taremos para o fazer.
tada e eficaz para a interven-
Manteremos até ao final do ano
ção no terreno por parte desta
letivo
valência
da
Projeto Quadrante, já referidos an-
Terceira.
Obrigará a
Cáritas
da
Ilha
mudanças
o
Programa Reativar
teriormente.
Questionamos,
e
o
contu-
e com estas há sempre resis-
do, a adequação e eficácia actu-
tências. Mas ou tentamos ajus-
al desta linha de intervenção. É
tar e mudar em conjunto, ou
nesta
temo que os números reais da
necessidade de mudança, essen-
pobreza e
cialmente devido à alteração veri-
exclusão
social
se-
que
mos anos. Algo que a Cáritas
nos
da Ilha Terceira se empenhará
aqui, dum trabalho de diagnóstico
para
Cabe-nos
sério e minucioso, que nos per-
ativamente
mita ajustar e melhor delinear as
também
suceda. colaborar
no processo de combate à po-
16
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
estratégias
dos
jovens
maior
ficada
são
perfil
uma
jam muito superiores nos próxi-
não
no
prevemos
sinalizados.
a
utilizar.
que
Falamos,
É
inegável
que
a
avaliação
e
caracteriza-
cial
de
Inserção.
É
uma
forma
ção feita em 2004, na génese
diferenciadora de inclusão com en-
da
riquecimento
posterior
criação
da
Rede
Regional de CDIJ´s, está desa-
pessoais,
justada da realidade actual.
beneficiários
2019
também
implementar
será
2
altura
novos
para
projetos.
das
sociais e
competências e
técnicas
dos
forma
de,
uma
uma vez mais, a Empresa Social de
Inserção
As
Nossas
Quintas
As Nossas Quintas – No Planet B
ser um elo importante de ligação
é o primeiro e está já em fase
com a comunidade.
de execução. Com uma duração
Transita de 2017 um projeto vota-
de
do e aprovado no âmbito do Or-
12
meses,
prevê
3
ações
distintas: atividades com crianças
çamento
em Quinta Pedagógica; sessões
o
de
2019, e o projeto ainda não inici-
sensibilização
ciclo;
e
no
criação
de
primeiro
hortas
do-
mésticas/comunitárias. Esta
actuação
Trilhar Caminhos.
de
Portugal,
Estamos
em
ou, mesmo com todas as diligências
já
efetuadas.
Leva-nos
a
cofinanciada
questionar muitos dos procedimen-
pela União Europeia e pelo Ca-
tos de alguns Ministérios do Go-
mões I.P., no âmbito do projeto
verno Central. Leva-nos a duvidar
NO PLANET B - AMI e preten-
da sua implementação, quando há
de ser um complemento à Em-
uma verba alocada do orçamento
presa
para o projeto. Leva-nos a questi-
Social
é
Participativo
de
Inserção
As
Nossas Quintas. O
onar porque pressionam as IPSS`s
projeto Semente(s)
também
para a colaboração e para respos-
será desenvolvido neste ano de
tas
2019.
por
quando
lhes
da
mente
simples
como
um
papel,
arrastam
mais
de
Apesar de ser algo que nos cau-
parte
Com da
financiamento
Direção
Regional
Solidariedade
Social,
projeto
de
piloto
será
integração
imediatas
e toca
eficazes, algo
aparente-
assinar de
mas
1
um ano.
jovens com deficiência nas atividades práticas da Empresa So-
17
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
sa muito transtorno, a ver-
funda
dade
es-
do este processo, clarifican-
poderia
do, contudo, que a respon-
é
que
sencialmente beneficiar
prejudica quem
to-
sabilidade não pode ser im-
projeto e consideramos isso
putada a esta instituição e
lamentável.
que, a
ações
com
do
Cabe-me
das
preocupação
mim,
a implementação do projeto,
Caminhos,
em
da Cáritas da Ilha e
da
tudo
delineação
do
Terceira
parte,
tem sido feito para viabilizar
pela
nome
nossa
enquanto
responsável
Trilhar
da
Cáritas
dos
Açores, manifestar uma pro-
18
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
cumprindo,
assim,
a
nossa
missão. Não
será
certamente
um
ano fácil para o Centro de
Desenvolvimento e Inclusão
sermos
Juvenil da Cáritas da Ilha
dos, sempre com o objetivo
Terceira.
Apesar
trariedades, pa,
e
ausculta-
das
con-
de fazer parte da solução e
enquanto
equi-
nunca do problema.
direção
tudo
ouvidos
e
faremos
instituição,
para
conse-
Um
bom
2019
que
nos
a
todos
acompanham,
os os
guir cumprir a nossa mis-
que se envolvem nas ações,
são da melhor forma. Re-
os beneficiários, os parceiros
lembramos, porém, que há
e
mudanças
desejos
de
para
Direção
haverá
a
fazer.
Que
necessidade
de
financiadores.
a
um
Permitam-me bom da
2019 Cáritas
uma maior articulação entre
da Ilha Terceira e para to-
entidades. Que haverá ne-
dos
cessidade
no meio das dificuldades (e
duma
reflexão
os
colaboradores,
forma séria e efetiva sobre
são
a
jovens
“vestir a camisola”, mantendo-
em risco na Ilha Terceira.
se dedicados à causa que é
Estamos,
a intervenção social.
intervenção
prática
com
como
habitual,
é
nossa
muitas…),
continuam
que
a
disponíveis
a colaborar, a participar, a
19
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
O
projeto
Apoio
Pós-letivo
é
desenvolvido na Escola Básica
e
Secundária
Tomás
de Borba, através de um protocolo com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Este projeto surgiu por parte da Associação
de
destina-se
às
Pais
desta
crianças
escola
do
1º
e
ciclo
do Ensino Básico, tendo sido criado com o objetivo de proporcionar tempos de estudo acompanhado e atividades complementares e motivadoras,
Projeto de Apoio Pós—letivo na Escola Tomás de Borba
tempos
estes
que
iniciam
após
o
fim das atividades letivas e que dão resposta às necessidades das famílias que não conseguem acompanhar os seus educandos nas tarefas pósletivas. Atualmente o Apoio Pós-letivo é frequentado
por
77
crianças
e
conta
com a colaboração de uma Profes-
Marta Fagundes Integradora Socioprofissional/ Educadora de Infância do Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira
sora do 1º ciclo do Ensino Básico, uma Educadora de Infância e uma Assistente Operacional. As atividades desenvolvidas
no
consistem
em
Estudo
onde
crianças
as
Apoio
têm
Pós-Letivo
acompanhado, um
espaço
próprio para poderem fazer os seus
20
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
trabalhos e consolidar conhecimentos;
Trabalhos Manuais, onde as cri-
estima e a autoconfiança. Para
anças
além
têm
oportunidade
senvolver
alguns
de
de-
trabalhos/
das
atividades
mencionadas
desportivas
algumas
crianças
técnicas de expressão plástica e
também frequentam o Conserva-
dar
tório, integrado na própria esco-
largas
trabalhos
à
sua
uma
la. Tudo isto exige uma coorde-
não
nação
têm oportunidade de desenvolver
equipa
em contexto de sala de aula; e
dias
por fim, e não menos importan-
que seja executado com suces-
te,
so
maneira
as
estes
imaginação,
geral,
que, as
Escolinhas
de
crianças
do
Desporto,
meticulosa que
Estudo
lidade
atividades
experimentar
várias
estas
acompanhado, desportivas,
modalidades desportivas como o
conservatório
golfe,
desenvolvimento
vólei,
basquete,
futebol,
ténis, atletismo, escalada, ioga e
dentro
natação,
Apoio Pós-Letivo.
atividades
que
promo-
da
e
sala
parte
da
todos
os
crianças
encaminhamento
onde as crianças têm a possibide
trabalha
com
o
por
para
para para
o as
para
o
organização
e
das
atividades
destinada
ao
vem a integração social, a auto-
21
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
“A
utilização
de
jogos
digitais
na promoção das aprendiza-
gens, apesar de não estar generalizada, já é utilizada em muitas escolas
portuguesas”,
confirmava,
em
abril de 2016, o Ministro da Educação
em
declarações
ao
Diário
de
Noticias. Os denominados “jogos sérios”
são
aplicações
digitais
desen-
volvidas com as mesmas tecnologias
Jogo digital InkluD
e princípios utilizadas nos videojogos, mas em que o entretenimento passa de objetivo final para um meio para se
atingir
outro
fim:
o
desenvolvi-
mento de competências.
Jogos digitais na aprendizagem
Neta lógica, em 2014 iniciámos no LE@D - Laboratório de Educação a Distância e eLearning da Universidade Aberta uma investigação intitulada “Intervenções
Educativas
e
Sociais
baseadas em Jogos Digitais de Pro-
dução Simplificada”. Este estudo teve
Nuno Lopes Coordenador da Unidade de
por
objetivo
que
forma
tais
como
tentar
compreender
de
diferentes
profissionais,
professores,
formadores,
Planeamento, Qualidade e
psicólogos, assistentes sociais, peda-
Comunicação da Cáritas da Ilha
gogos, animadores de rua e outros
Terceira/ Investigador do LE@D
técnicos
sociais,
nomeadamente
os
que trabalham com jovens em risco
22
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
ou em situação de exclusão, podem
desenvolver e/ou implementar intervenções
sociais
e/ou
educati-
vas que se baseiam em jogos digitais. Parte desta investigação foi realizada na Cáritas da Ilha Terceira (CIT) e surgiu de uma necessidade prática demostrada por alguns
dos
instituição
técnicos que
da
nossa
trabalham
com
jovens em risco ou em situação de exclusão, relativamente à necessidade de se criar um jogo digital
simples
que
permitisse
apoiar na promoção de competências
para
maior
dade
futura
destes
skills).
No
projeto
empregabilijovens
(soft
investigativo
de desenvolvimento e implementação
do
total
jogo
de
participaram 21
um
profissionais
(técnicos sociais e docentes que exercem
ou
na
e
CIT)
alguma
exerceram 84
forma
jovens
funções que
de
beneficiaram
de
intervenções comunitárias da instituição.
Surgiu
assim,
o
jogo
InkluD que foi desenvolvido entre o final de 2014 e início de 2015,
tendo
sido
posteriormente
alargado para uma versão mais completa em 2017. O jogo foi criado para ser aplicado a jovens com idades compreendidas entre
os
14
e
os
21
anos.
Trata-se de uma aventura gráfica na terceira pessoa, do tipo
point-and-click,
que
desenvolvimento de
situações
de
reais,
promove
o
Role Plays tais
como:
saber lidar com críticas, com o não se sentir aceite pelos outros, com os superiores hierárquicos e colegas. O protagonista do jogo foi contratado para gerir uma sucursal
23
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
de
uma
Durante
empresa vários
imobiliária.
anos,
essa
tem que seja despedido, nomeadamente, ir
a
uma
entrevista
sucursal foi gerida pela mes-
de emprego, lidar com a recla-
ma pessoa que saiu apenas
mação
por
uma
se
jogador
ter terá
reformado
o
um
situação
em
cliente, que
testar não
é
conseguir,
aceite pelos seus subordinados,
simultaneamente, integrar-se e
ter de solicitar ajuda, lidar com
impor-se como gerente, satis-
críticas do seu superior hierár-
fazer
dos
quico ou ter de dizer não de
clientes e atingir os objetivos
forma assertiva. A versão inicial
da casa mãe. Tendo por ba-
do jogo foi aplicada nos anos
se um conjunto de situações
letivos de 2015/15 e 2015/16 e
que podem ocorrer dentro da
a segunda versão no ano leti-
empresa,
vo
as
de
e
de
necessidades
o
jogador
terá
de
de
2017/18.
realizar ações que o ajudem
nesta
a ser promovido e que evi-
dos de intervenções socioeduca-
24
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
intervenção
Participaram jovens
oriun-
tivas
realizadas
Escola
Básica
Tomás
de
e
CIT
na
Jerónimo
Andrade,
na
Secundária
Borba,
Secundária de
pela
Escola Emiliano
na
Unidade
de
Projeto
de
Formação
e
no
Animação
de
Rua
da
própria
CIT.
De uma forma muito resumida, no final do projeto, verificámos que o jogo, apesar das suas limitações
a
nível
gráfico,
de-
mostra um conjunto de potencialidades
pedagógicas
e
de
jogabilidade. Os técnicos envolvidos
no
processo
de
imple-
vincadamente
contextos
jovens.
reais de intervenção demostra-
Apesar
ram
apresentar
mentar
o
jogo
motivação
em
em
utilizar
jo-
de
observada
este
jogo
algumas
nos
ainda
limitações,
gos digitais nas suas interven-
qualquer técnico social ou for-
ções futuras e consideram que
mador
este tipo de estratégia parece
gratuitamente
ser bastante adequada para a
cença
inclusão
de
NC 2) para o tentar implemen-
ou
situação
em
jovens
em
de
risco
exclusão
tar
em
poderá
solicitar
(segundo
Creative
o
uma
Commons
contextos
jogo
liBY-
semelhantes.
social. A motivação por partici-
Para tal basta fazer essa soli-
par
citação
neste
tipo
de
estratégias,
assim como a perceção sobre
no
link
https://goo.gl/
forms/AB5xuYB7SdCH1cY12
a possibilidade de desenvolver competências
através
do
uso
de Jogos Digitais, também foi
25
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
O
s apoios e serviços que atualmente prestamos aos cidadãos mais desfavoreci-
dos, que se encontram nas periferias da nossa sociedade, passam a beneficiar de melhores condições de habitabilidade, de salubridade e de
dignidade
com
a
inauguração
do Centro de alojamento temporário e apoio aos sem-abrigo. São
eles
os
instalações,
Cáritas da Ilha de São Miguel com novo Centro de Alojamento Temporário
que
destinatários
foi
por
causa
o investimento foi
obstante,
o
destas
cuidado
deles
feito,
tido
não
com
o
seu enquadramento urbano e com
a
sua
pectos
estética nem
arquitectónica,
sempre
por
as-
todos
compreendidos. Muitas instituições e muitas pessoas estão envolvidas neste serviço de apoio social aos mais desfavorecidos,
procurando
satisfazer
ao
longo de todo o ano as necessidades básicas de habitação, vestuário
José António Gomes Presidente da Cáritas da Ilha de São Miguel
e
alimentação
de
que
care-
cem. Indo ao encontro deles, acolhendo-os. No
entanto,
que
seja
por
todo
o
muito serviço
meritório que
é
prestado, temos desafios pela fren-
26
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
te. No caso específico dos sem-
-abrigo devemos refletir sobre
comportamentos de risco que
as razões que levaram estes
podem
cidadãos a aqui chegarem e
ções de fragilidade e de de-
de que forma podemos con-
pendência e que terão como
tribuir
consequência a exclusão so-
para
os
fazer
sair
ser
causa
cial,
Pela nossa parte, estamos a
ção de sem-abrigo ou na de
iniciar
mendicidade.
agrícola
projeto
o
qual
na tem
principais
objetivos
formação
e
aspectos
essenciais
sua
área como
a
sua
ocupação,
tal
é
condi-
fundamental
um
trabalho de conjunto, de articulação
entre
as
diversas
a
instituições, públicas e priva-
reintegração social dos mes-
das, com o objetivo de en-
mos.
contrar
É
necessário
para
Para
na
situa-
deste patamar.
um
materializada
de
reforçarmos
a
nossa ação na prevenção de
que
formas
previnam
de as
atuação situações
27
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
de exclusão social no geral,
Entendemos
especificamente,
mais eficaz de respondermos
das
à
as
condição
associade
sem-
que
é a
forma
às solicitações que nos são
abrigo.
apresentadas.
A Cáritas é uma Instituição
Ambas as instituições se jun-
que
tam e vão partilhar o mes-
trabalha
articulação, os
seus
em
desde
em
logo
com
mo
espaço
para
o
mesmo
paroquiais,
fim. É um desafio para nós,
mas, igualmente, com outras
não olhemos apenas para a
instituições públicas e priva-
rentabilidade de recursos, se-
das.
jam financeiros ou outros. O
No
núcleos
rede,
caso
particular
do
acolhimento
aos
sem-abrigo,
trabalhamos
em
articulação
com a Associação Novo Dia.
28
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
trabalho
em
conjunto,
em
parceria, torna-nos mais eficientes
na
prossecução
da
nossa missão, estar presente
nossa fiscalização, o Gabine-
quando
te
o
resto
se
mostra
118,
pelo
seu
trabalho
ausente, minimizando o sofri-
profissional e empenho dedi-
mento destas pessoas.
cado e a todos os demais
Aproveitamos o momento pa-
que
ra
indiretamente
agradecer
a
todos
os
contribuíram para
direta
ou
este
fim.
que fizeram parte deste per-
A todos o nosso muito obri-
curso ao tornaram possível a
gado.
realização deste investimento. Em
primeiro,
Regional,
ao
sem
o
Governo seu
apoio
financeiro, esta obra não poderia concretizar-se, ao nosso
empreiteiro,
ao
Grupo
Marques, aos nossos arquitetos,
à
Box
arquitetos
e
à
29
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
O
projeto
“Terra
com
Vida”
surge sob forma de complemento
implementadas
das e
estratégias executadas
já pela
Caritas da Ilha de São Miguel, ou seja, um trabalho contínuo com foco no
processo
indivíduos
de
em
autonomização
situação
de
dos
extrema
exclusão social, passando pela promoção das competências pessoais e sociais através da prática diária de hábitos
de
trabalho
e
rotinas,
tais
como, assiduidade, pontualidade, trabalho
Projeto Terra com Vida da Cáritas da Ilha de São Miguel
em
empenho,
equipa,
responsabilidade,
dedicação,
entreajuda,
si-
nergias e auto motivação, sendo estes
princípios
trabalhador
inerentes
para
um
a
qualquer
desempenho
profícuo das suas funções. Assim, visa essencialmente a ocupação de 15 cidadãos do sexo masculino em situação de maior vulnerabilidade social entre os 18 e os 65
Sara Arruda Assistente Social na Cáritas da Ilha de São Miguel, ao abrigo do Programa Estagiar L
anos. São os seus objetivos, predominantes e iniciais, trabalhar a motivação dos beneficiários, a promoção de competências práticas de horticul-
tura e a produção de produtos hortícolas. O intuito passa pela comerci-
30
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
alização dos produtos em prol
de
uma
bolsa
semanal
ou
mensal para atribuir aos beneficiários e, numa fase posterior, a
integração
trabalho
no
de
mercado
pelo
menos
de uma
percentagem dos beneficiários. A concretização do mesmo só
des
é possível com o financiamento
qual o mesmo não está ainda a
aprovado
decorrer, pelo menos na vertente
nal
pelo
dos
Governo
Açores,
Regio-
através
da
pelo
caminho,
ocupacional. preparar
toda
da
que
servir
Social,
no
irá
pelo
Encontramo-nos
candidatura à Direção Regional Solidariedade
motivo
a
a
documentação
como
base
do
âmbito da Igualdade de oportu-
acompanhamento do projeto, bem
nidades. De igual modo contá-
como, avaliação dos futuros bene-
mos desde o início com outros
ficiários do mesmo.
parceiros
Como
como
a
Caritas
Ilha
perspetivas
para
o
futuro
Terceira, a BioKairós, o Institu-
ambicionamos
um
crescimento
to
contínuo
que
consigamos
da
Segurança
Social
dos
para
Açores, os Serviços de Desen-
não só capacitar os utentes, inte-
volvimento
grando-os
Agrário
da
Ilha
de
no
mercado
laboral,
São Miguel e produtores locais.
mas também comercializar produ-
Neste momento o projeto Terra
tos hortícolas numa ótica de eco-
com Vida encontra-se em fase
nomia autossustentável, sendo es-
de
ta a nossa maior ambição.
efetivar
cessárias
as de
diligências forma
a
neficar
operacional.
Como
em
todos
os
desafios
temos sentido algumas dificulda-
31
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
O
programa
definido
na
área
social para a juventude na Região corporiza as opções
de política social pública assumidas pelo Governo dos Açores e que se balizam, em larga medida, pelas prioridades
estratégicas
Estratégia
Regional
definidas de
na
Combate
à
Pobreza e Exclusão Social a desenvolver
no
horizonte
temporal
2018-
2028. Este é um documento orientador
da
ação
governativa
de
longo
prazo e agregador de áreas fundamentais da governação, condição es-
Solidariedade
sencial para uma resposta efetiva à
Social e Juventude
nómeno da pobreza e da exclusão
multidimensionalidade inerente ao fe-
social. Devido à persistência que estas realidades apresentam, as opções assumidas
em
termos
de
investimento
público constituem-se tanto ao nível estrutural, com uma clara aposta na Infância e na Juventude, através de
Paulo Vitorino Fontes Diretor Regional da Solidariedade Social
medidas de caráter preventivo, como na formação e capacitação dos profissionais de
forma
e
das a
pessoas
criar
apoiadas,
condições
para
uma maior mobilidade social e evitar
32
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
a reprodução intergeracional da po-
breza, promovendo uma socieda-
muito significativa ao nível das
de desenvolvida, inclusiva e coe-
taxas mínimas de cobertura de-
sa.
sejáveis
Nesta linha, considera-se que a
maioria já alcançadas e até su-
existência de uma rede de equi-
peradas.
pamentos sociais ampla e robus-
Com os investimentos previstos
ta que responda, em todas as
na requalificação de infraestrutu-
ilhas, às necessidades dos dife-
ras destinadas a crianças e jo-
rentes
vens
públicos,
crianças
e
desde
jovens,
logo
às
dando-lhes
pela
OCDE,
pretende-se
na
sua
continuar
a
promover o acesso desde cedo
acesso a serviços de qualidade
a
e
potenciadoras do seu desenvol-
com
de
equidade
creche,
em
respostas
estabelecimentos
de
respostas sociais
vimento
pleno
e
que sejam
inclusivo.
Por
ensino pré-escolar ou centros de
outro lado, são também facilita-
atividades
doras
de
tempos
livres
da
conciliação
da
vida
(CATLs), mas também às famí-
familiar, pessoal e profissional e
lias, aos idosos e aos públicos
potenciam uma maior mobilidade
com necessidades especiais, são
social.
um
Está a ser realizado um estudo
garante
do
desenvolvimento
e coesão social que se ambicio-
de
na.
dos CATLs na Região, com o
Os
investimentos
previstos
no
caracterização
objetivo
de
emitir
recomenda-
ções
de
no
respostas sociais enquanto con-
sentido da sua consolidação fa-
textos de promoção do desen-
ce
volvimento
ao
já
existente,
acentuado
crescimento
a
avaliação
Plano de 2019 ampliam a rede estruturas
para
e
das
melhoria
destas
crianças.
Esta
alcançado nos últimos anos, po-
avaliação pretende ajustar, sem-
tenciado também pela disponibili-
pre que necessário, os conteú-
dade
de
dos
que
permitiu
fundos
comunitários
uma
e
progressão
programáticos
das
Ativida-
33
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
des de Tempos Livres desen-
infância
volvidas na Região, procurando
mente nas áreas da educação e
que
saúde.
estes
assegurem
várias
e
juventude,
Têm
sido
designada-
desenvolvidas
funções, desde a prevenção e
ações de formação dos profissio-
combate a comportamentos an-
nais envolvidos, num sentido am-
tissociais e de risco à promo-
plo da intervenção, junto de pro-
ção
fessores
do
sucesso
escolar
e
à
implementadas
outros
que
acompa-
nham o desenvolvimento dos nos-
redução do absentismo. Serão
e
diversas
sos
e
nossas
jovens.
Paralela-
medidas ao nível da melhoria
mente a todo este processo de
da
cre-
formação e capacitação desenvol-
estabeleci-
ve-se todo um processo de su-
mentos pré-escolares como for-
pervisão técnica que tem permiti-
ma de promover a alimentação
do
saudável
das nossas crianças e jovens.
oferta
ches
e
alimentar restantes
desde
aspeto
nas
tenra
também
idade,
melhorar
o
acompanhamento
considerado
O Governo Regional em parceria
determinante para o desenvol-
com outras entidades tem e con-
vimento pleno das crianças.
tinuará a desenvolver formas de
O
Açores
apoio integrado às crianças e jo-
para a Infância tem concentra-
vens vítimas de abuso sexual e
do o seu trabalho na promo-
seus familiares afetados no âmbi-
ção dos direitos das crianças
to da Estratégia Regional de Pre-
e
Região,
venção e Combate ao Abuso Se-
na
ca-
xual
comissões
de
(ERPCASCJ), ao desenvolver tam-
proteção de crianças e jovens
bém o processo de acompanha-
em risco instaladas na Região
mento/reabilitação
e
com
reforçando a capacidade de inter-
de
venção das instituições envolvidas.
Comissariado
jovens
com
de
toda
especial
pacitação
das
dos
enfoque
das
demais
competência
a
entidades
em
matéria
34
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
Será
de
Crianças
aumentado
dos
o
e
Jovens
agressores,
número
de
financiando
vários
projetos
de
prevenção e de promoção da inclusão
plena
Promover
a
oportunidades,
da
juventude.
igualdades criando
de
condi-
ções para a sua efetiva realização,
através
de
planos
e
legislação específica, de servidinamizadores
e,
ao
mesmo
ços de apoio e outras ações
tempo, alargado o número de
específicas,
ilhas
ção transversal a toda a atua-
de
abrangidas Educação
ando
uma
pelo Programa
Parental, potenci-
postura
preventiva,
é
uma
preocupa-
ção governativa. Potenciar
o
desenvolvimento
as
d@s jovens é um investimento
situações de desproteção social
no futuro, no nosso futuro co-
que atingem crianças, jovens e
letivo.
as suas famílias.
com
Será concluída a avaliação da
de cada pessoa, se pode as-
qualidade das respostas psicoa-
segurar a melhoria da qualida-
fectivas
de de vida de todos nós.
ao
minimizar
e
ou
erradicar
socioeducativas
das
Acreditamos o
que
desenvolvimento
só pleno
diferentes Casas de Acolhimento
da
Região,
promovendo
a
reorganização do funcionamento destes espaços em função das necessidades diagnosticadas. Para além desta área específica de atuação, a DRSS cola-
bora com outros departamentos do Governo vocacionados para a juventude como a DRJ, cofi-
35
Edição 10 setembro a dezembro de 2018
Pedro Pereira um técnico do caroço!
E
sta é uma das expressões
par de todas as outras, fazer falta.
que nos deixa o nosso ho-
Uma falta do caroço!
mem-bomba. Há coisas que
São
sentimentos
ambivalentes
que
são do caroço. E há pessoas que
me despertam a “viagem” do Pedro.
são do caroço. O Pedro é e será
Uma profunda tristeza pela sua par-
sempre para nós uma delas!
tida,
Deixa-nos
quele
esta
expressão,
deixa-nos
saber
já
antes
gabinete
que
dele me
sair vai
dafazer
muito mais. Deixa-nos conselhos sá-
uma falta imensa, mas também ale-
bios,
gria, por saber que vai abraçar um
dados
nas
alturas
certas
(e
nas erradas também, um bom con-
projecto
selho cai sempre bem). Deixa sabe-
cheio de desafios, como ele gosta.
doria,
Pedro, desejo que este novo cami-
conhecimentos
pertinentes,
área
motiva,
fico que leu (o Pedro lê muita, mas
uso a todo esse conhecimento que
mesmo muita coisa…). Deixa-nos me-
habita por baixo dessa cabeça luzi-
mes
dia e, muito importante, que te es-
categoria,
au-
que
o
nho
elevadíssima
complete,
que
sempre alicerçados num artigo cientí-
de
te
numa
possas
dar
tênticas lições de vida.
perem poucas actas no teu percur-
Mas o que mais me fará falta será
so. Caso te arrependas, ou caso o
o apoio incondicional. O poder con-
café
tar
é
estarão sempre prontas para te re-
a
ceber!
sempre
mesmo
do
com
ele.
caroço
a
O
Pedro
ouvir!
É
seja
muito
ruim,
“as
Cáritas”
chamada escuta activa, no seu me-
É a vida a acontecer. Que aconteça
lhor. E essa é uma arte que vai, a
com qualidade, caro amigo! Texto da autoria de Ana Pimentel