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Sabado e Domingo

ANO XXII - N0 3276 R$ 1,00

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

14 E 15 DE JANEIRO DE 2017

www.tribunadovale.com.br

CARCERAGENS DA REGIÃO

Mais de 500 estão presos onde não cabem nem 100 Arquivo

Levantamento feito pela Tribuna do Vale aponta que em sete carceragens das principais cidades da região estão presos mais 500 homens e mulheres onde só caberiam 100. A pesquisa revela ainda que 80% dos presos que estão em celas de delegacias já foram condenados e deveriam estar cumprindo pena em penitenciárias. Os casos

mais graves são em Ibaiti onde 84 presos dividem o espaço de 19. Em Santo Antônio d a Pl at i na s ã o 1 0 1 detentos numa área adaptada para abrigar 57. Delegados, policiais e agentes ouvidos pela reportagem justificam que a localização, falta de estrutura e fragilidade das construções são um facilitador para rebeliões e fugas.

 PÁGS. A3, A4 e A5

INSEGURANÇA

Sobrevivente de tiroteio que matou dois em bar continua internada A comerciante Luíza Marques de Oliveira, 49, uma das duas sobreviventes do tiroteio que deixou dois mortos no início da noite de sexta-feira (6) em um bar na rua Depu-

tado Benedito Lúcio Machado, no Jardim Santo André, em Santo Antônio da Platina, permanece internada no Hospital Nossa Senhora da Saúde sem previsão de alta. Uma

semana após o atentado, amigos e parentes das vítimas cobram por Justiça, mas segundo uma fonte policial as investigações não evoluíram.

 PÁG. A5

PREVENÇÃO

S.A. PLATINA

Programa Família Paranaense entra Moradias inacabadas se tornam na guerra contra o Aedes Aegypti mocós e esconderijo para ladrões

Antônio de Picolli

Começou esta semana uma ação educativa do programa Família Paranaense, da Secretaria estadual da Família e Desenvolvimento Social, contra o Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. A iniciativa conta com o apoio técnico das secretarias estaduais da Saúde e da Educação. Para atingir de forma mais efetiva as famílias que moram em áreas de risco, portanto mais vulneráveis ao mosquito, foi desenvolvido um kit didático interativo e com forte apelo visual.  PÁG. A8

ENERGIA

Copel vai investir R$ 629 milhões para reforçar a rede elétrica em todo Paraná  PÁG. A6

Casas inacabadas depois de depredadas se tornam ponto de uso de drogas e esconderijo para ladrões

Parada desde outubro de 2015, a construção das unidades habitacionais no Conjunto Habitacional João Furtado, em Santo Antônio da Platina, tem facilitado a criminalidade no bairro. Com mato alto e as construções em situação de abandono, os moradores denunciam que transitar a noite pelo local se tornou um risco para a comunidade. Uma pessoa já foi assaltada e as construções são utilizadas com frequência para uso de drogas e atos de vandalismo.  PÁG. A8

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A-2 Opinião

TRIBUNA DO VALE

Por demonstrarem tanta fragilidade e enganação, eles conseguem matar a esperança até do mais otimista dos brasileiros.” Editorial

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

Onde quer que estejamos, alcançamos e somos alcançados. Por isso, A solidão foi sendo paulatinamente descrita como algo negativo, prejudicial e evitável.”

A RTIGO

E DITORIAL

Genocídio nos presídios Mu i t a g e n t e f i c a e s tarrecida com as imagens televisas de pessoas decapitando outras, mostradas nestes dois massacres recentes: o de Manaus, com 64 mortos, e de Roraima, com quase 40. Quem se choca com as cenas nem se apercebe de que as justificativas e as medidas tomadas pelas autoridades são mais preo cupantes. Tamb ém não se atentam para o fato de “acidentes”, como disse o presidente Michel Temer, se repetirem há décadas, e de que as medidas tomadas no passado, que não resolveram ne m ame nizaram nada, também são iguaizinhas as de hoje. Até a cobertura da imprensa sobre o assunto é igual a de 1992, quando 111 pessoas foram mortas pela polícia Militar de São Paulo no complexo do Carandiru. Os diagnósticos dos “especialistas” idem. Vejamos os mais comuns.

Explicam, por exemplo, que os condenados deveriam ficar separados entre a qu e l e s qu e c om e t e r a m crimes menos graves daqueles sanguinários. Também são sempre mencionadas a superlotação, as condições precárias, a corrupção de agentes – até pouco falada diante do seu tamanho e a falta de medidas de ressocialização. Como se fosse alguma novidade. Já as autoridades dão um show de horror, a começar por nem se saber quantas pessoas estão presas onde ocorre um motim ou um genocídio. D ep ois, não s ab em com exatidão quantos fugiram nem quantos morreram. Qualquer tabela de word, em qualquer versão, resolveria esse problema. Quanto às medidas para contornar a situação, a primeira é colocar um robô falante a dar explicações e apontar soluções. No caso at u a l f o i o m i n i s t r o d a

C HARGE

Justiça. E fala com a convicção estupenda de que o mundo está acreditando nelas, mas com a certeza interior de que nenhuma alma viva confia numa só palavra do que diz. Dinheiro, que sempre falta na prevenção, até a quem p e d e s o c or ro, c ome ç a a jorrar na verborragia palaciana. Lembro bem de uma proposta do então ministro Márcio Thomaz Bastos para a construção de cinco presídios federais. Nem sei se algum foi construído na sua gestão. E cinco para o número mágico da falácia. Aí, transferem os presos de um lado para o outro. Ninguém contesta ou indaga sobre essa ilusão de ótica, p ois to dos os presídios do país estão s up e r l ot a d o s . A l é m d o s famosos mutirões para soltar quem já deveria estar solto. Ora, deveriam abrir i nve st i g a ç ã o p ar a pu n i r quem manteve na prisão uma p ess oa que de ver ia

Christian Moreira

estar solta. Vou terminar mencionando as reuniões realizadas para os fotógrafos e jornalistas. A última desse tipo foi a da presidente do Supremo Tribunal Federal com o presidente da República. Que solução vai trazer uma autoridade que não teve condições de adentrar uma das detenções que tentara visitar há poucos meses! Existirem os problemas é grave; mais grave, porém, é saber que daqui a mais algumas décadas eles se repetirão da mesma forma e com as mesmas autoridades se desculpando e batendo cabeça. Para fechar, coloco uma frase anônima que diz: “u ma c ane t a na mã o d e um político mata mais do que uma arma na mão de um bandido”. Por demonstrarem tanta fragilidade e enganação, eles conseguem matar a esperança até do mais otimista dos brasileiros.

chargeonline.com.br

A RTIGO João Arruda

Acabar com pequenos municípios do Paraná é uma proposta sem nexo Pou c o s d i a s ante s d o fim do seu mandato, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE), Ivan Bonilha, propôs a extinção dos Municípios do Estado com menos de 5mil habitantes. S egundo ele, tais Municípios não conseguem se manter apenas com o seu orçamento e possuem indíce de desenvolvimento hu mano mu ito b ai xo. A proposta é tão fora de pro-

pósito que sequer tem nexo. Digo com absoluta convicção: não há um gestor público, um político, que, c on h e c e n d o a re a l i d a d e dos Municípios e o nosso E st a d o, te r i a a i ns e ns a tez de propor algo desse tipo. B onilha extrapolou o bom senso. Se os municípios apontados carecem de recursos, devemos criar mecanismos para que fiquem mais saudáveis eco-

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz:Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Christian Moreira

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

nomicamente, mas jamais extinguí-los. Alias, o próprio TCE poderia abrir mão de parte do seu orçamento para melhorar a vida do povo que mora nas pequenas cidades do Paraná. Mas o TCE não fara isso, pois não estão nem um pouco preocupados com as pessoas que vive m n e s s e s Mu n i c ípi o s . E isso fica claro quando, se sobrepondo aos fatores

sociais e culturais, vemos usarem a economia c o m o j u s t i f i c at i v a p a r a essa aberração. O Tribunal d e C ont as d e ve r i a e st ar preo c upado em c umprir o seu dever institucional, em encontrar meios para reduzir o seu orçamento, qu e é g i g ante s c o, e n ã o tent ar prejudicar os p equenos municípios, adentrando num tema que não é da sua competência.

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Impressão e Fotolito: Editora Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

A diferença entre estar só e estar sozinho Estar só é uma ação deliberada e consciente, porém sentir-se só é uma aflição para a alma. Em um mundo marcado por múltiplas possibilidades de encontros presenciais ou virtuais, e de incontáveis estímulos sensoriais, é cada vez mais difícil perceber-se sozinho. Graças aos avanços tecnológicos, a imensa maioria de nós tem “o mundo na palma da mão”. Onde quer que estejamos, alcançamos e somos alcançados. Por isso, A solidão foi sendo paulatinamente descrita como algo negativo, prejudicial e evitável. Convencionou-se que estar sozinho seria sinônimo de infelicidade, tristeza, não realização da plenitude de nosso ser. No entanto, nada poderia ser mais equivocado, pois como diziam os antigos: “deste mundo, chegamos sozinhos e partimos sozinhos.” É claro que é inequívoca a nossa vocação comunitária. Platão já afirmava que “o homem é um ser social”, exatamente na dimensão de que almejamos estar com nosso semelhante. No ent anto, a qu a lid ade de meu encont ro com os outros, deriva substancialmente da qualidade de encontro com si mesmo. Enquanto estou interagindo com outros, o meu ‘eu’ não se percebe, não se avalia nem se questiona. Se eu espontaneamente não silenciar os barulhos externos e internos, também não conseguirei ouvir o que Deus tem falado. Proponho aqui, então, uma diferenciação de significado. Estar sozinho não é o mesmo que se sentir só! O sentimento de estar só deriva de uma solidão que se instala, ainda que você esteja acompanhado. Ela não encontra força no mundo exterior, mas na interioridade do ser. E aí está o seu traço mais severo. Aqueles que a vivenciam, por não saber exatamente como surge, não dispõem dos meios para mandá-la embora. Seu fruto quase sempre é um vazio, um isolamento que tolhe a criatividade, o ânimo e o significado existencial. Em algumas pessoas, esse sentimento está oculto por uma postura expansiva, sempre sorridente, de uma fala prolixa e de alto tom. Um esforço descomunal em ocultar dos outros e de si mesmo que, embora entre muitos, essa alma não encontra similaridade entre os que a cercam. Nesse sentido, a solidão pode ganhar contornos patológicos que merecem o devido cuidado e atenção. Já a condição de ficar sozinho derivada de intencionalidade é chamada de solitude. Ela é fruto de uma vontade do ser, que busca encontrar consigo, ouvir-se, contemplar-se. Apenas na solitude somos capazes de exercitar a individualidade que nos é própria, e esses momentos são oportunos e necessários. Externamente, o indivíduo parece estar solitário, mas ele tem a companhia de si mesmo e de Deus. Somente na solitude, podemos experimentar também a possibilidade de um encontro com Deus, pois, em Sua pedagogia, trata-nos em nossa individualidade. O Senhor sempre falou aos que se “retiravam”. Assim foi com Abraão, Moisés, Elias. Até mesmo Jesus, podemos constatar nos Evangelhos, afastava-se para estar com Deus. Sendo assim, solitude não é um simples estar só, mas um momento de encontro com a minha alma e o encontro desta com Deus. Pode parecer uma experiência assustadora se você, há muito tempo, não busca a solidão. Se quando você acorda até o ocaso do dia, você verifica, a cada cinco minutos, seu WhatsApp, Facebook ou outras mídias sociais; se ao chegar em casa a primeira coisa que faz é ligar a T V, e no carro ligar o rádio ou aquele pendrive com 16 gigas de músicas; se você não consegue se lembrar da última vez que contemplou o céu e viu que a lua continua lá, está na hora de buscar, no silêncio intencional, ficar um pouco com você mesmo e com Deus. Convido também você que se sente só a buscar a solitude. A solidão é destrutiva, mas a solitude é edificante. Mesmo sem ninguém por perto, o interior dos que a exercitam encontram na plenitude a presença de Deus. Não há receita nessa experiência. Cada um de nós trilhará uma estrada própria e única. Mas aí está a beleza: o caminho. Deus o abençoe em sua jornada! Christian Moreira é missionário da Comunidade Canção Nova em em Fortaleza (CE). Graduado em História, Mestre em Ciências da Educação e Especialista em Ensino Superior de História e Especialista em Gestão Escolar. Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cidades A-3

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

Em Jacarezinho, policiais e agentes convivem com risco de rebeliões

CARCERAGENS DA REGIÃO Situação é considerada calma, mas estrutura precária e estrutura precária preocupam Jivago França / JDS Comunicação especial para Tribuna do Vale

A superlotação nas carceragens das cadeias de toda região do Norte Pioneiro é assunto que gera tensão entre autoridades. Em Jacarezinho, na sede da 12ª Subdivisão Policial (SDP), a cadeia publica que poderia abrigar no máximo 46 detentos, está atualmente (terça-feira, 10) com 79. Segundo a delegada da mulher, Caroline dos Santos Fernandes que temporariamente responde pela delegacia de Jacarezinho enquanto o delegado chefe da 12ª SDP, Amir Roberto Salmen está em período de férias, atualmente a situação na sede é calma, mas sempre há risco de motins e rebeliões devido a diversos fatores, entre eles a estrutura precária e superlotação. “A situação é calma agora. Já registramos incidentes isolados, mas desde que cheguei aqui em 2014, não lembro de ser preciso abrir nenhum inquérito sobre tentativas de fugas”, declarou a delegada. Atualmente a carceragem da delegacia de Jacarezinho, administrada pelo Departamen-

to Penitenciário (Depen) do Estado do Paraná, conta com 79 detentos. O local tem 16 celas com média de 12 metros quadrados cada e abrigaria no máximo 46 detentos pelo número de camas. Segundo dados divulgados em 2013 pela Promotoria em Jacarezinho, a cadeia da cidade segundo a Lei de Execuções Penais (LEP) teria capacidade para abrigar somente 12 detentos. Atualmente 80% dos detentos na carceragem em Jacarezinho já são condenados. A carceragem que fica anexo a sede da 12ª SDP na rua Coronel Batista no centro da cidade, tem aproximadamente 70 anos e apresenta vários problemas estruturais. Segurança A segurança do sistema carcerário de Jacarezinho é feito por agentes de cadeia do Depen e auxiliado pela Polícia Civil em horário de expediente e policiais no regime de plantão. Desde 2012 os presos da carceragem em Jacarezinho recebem as comidas em marmitas entregues diariamente. Não há mais a cozinha no local como existia anteriormente e alguns presos cozinhavam

Cadeião em Jacarezinho fica no centro da cidade e tem 79 detentos

para os demais. Visitas As visitas acontecem uma vez por semana, todas às quintas-feiras. As crianças

também têm direito de visitar os parentes, mas em regime mais restrito, não sendo toda semana. Todo visitante passa por revista pessoal e minu-

ciosa para evitar entrada de objetos proibidos dentro da carceragem. Os detentos passam o tempo com leituras, assistindo televisão e conversas

entre eles. Não há nenhum projeto de fora da carceragem para confecção de artesanatos ou algo do gênero, informou a delegada.

Setenta e três presos dividem Presídio poderia acabar com espaço de 45 em Cambará superlotação nas carceragens A carceragem da delegacia de Cambará que segundo a assessoria do D e p e n te m c ap a c i d a d e para abrigar 45 detentos, está atualmente com 73. “Por questão de segurança, não podemos passar informações sobre a estrutura predial da unidade, como metragem e quantidade de celas”, informou a assesso-

ria de imprensa do Depen via email. A unidade de Cambará, segundo a assessoria, é compartilhada com a Polícia Civil. “A carceragem é de responsabilidade dos agentes de cadeia pública do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Já a segurança do prédio é feita pela Polícia Civil”,

explicou no documento a assessoria. Na cidade, os 73 detentos se utilizam de leitura e assistem televisão para passar o tempo em que estão encarcerados. Não existem salas de aulas na carceragem e ainda segundo a assessoria do Depen, já houve registro de fugas da unidade.

A delegada Caroline dos Santos Fernandes afirma que a instalação de um presídio na cidade ajudaria a desafogar as cadeias e ainda no fortalecimento da cidade. “Sempre é bom (a instalação). Eles (presídios) são construídos nos padrões da lei e há ainda ab e r tu r a d e v ag as p ar a age nte s p e n ite nc i ár i o s ,

entre outros cargos. Há a oferta de emprego direto e indireto. Com a instalação, os policiais civis poderão fazer o trabalho que é de sua atribuição e não precis arão f icar na guarda dos detentos”, destacou a delegada. Atu a l m e nte s e g u n d o Caroline, os policiais civis participam da escolta dos

presos que são levados para audiências e transferência para unidades prisionais. As demais escoltas para medico, dentista e outros, são feitas pela Polícia Militar. Os agentes de cadeia do Depen acompanham todas as escoltas, menos as transferências para fora do município, onde é empregado apenas policiais civis.

Primeira tentativa de construir presídio não deu certo

Em 2008 ainda no primeiro mandado da ex-prefeita Valentina Helena de Andrade Tonet (PT), foi cogitado que a cidade de Jacarezinho receberia um C entro de Detenção e Ressocialização (CDR) que seria implantado próximo ao 2º Batalhão de Polícia Militar na BR-153. O espaço teria capacidade para abrigar 960 presos em regime fechado, segundo reportagens da época.

No início de 2013 a Câmara de Vereadores aprovou projeto de doação de um terreno de 42 mil metros quadrados, com infraestrutura de fornecimento de água, rede de esgoto e energia elétrica para a construção do CDR. A doação do terreno era, segundo a Promotoria local à época, a condição exigida pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju) para a construção do CDR.

Naquele ano de 2013, a 1ª Promotoria de Justiça de Jacarezinho, ainda encaminhou ofício ao Seju dando ciência da aprovação de lei que autorizava a doação de área para construção do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) do Norte Pioneiro. Até então o projeto não teve andamento, provavelmente devido à reação negativa da comunidade local que foi contra a construção naquele momento.


A-4 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

CadeiasdeWenceslauBraz, Ibaiti e Siqueira Campos estão superlotadas

Antônio de Picolli

CARCERAGENS DA REGIÃOCaso mais grave aconteceu em Ibaiti onde 84 presos dividem espaço para 19 Antonio Marques

Construída há 30 anos, a 36ª Delegacia Regional de Polícia de Wenceslau Braz oferece boas condições em sua estrutura, mas a exemplo de outras unidades da região, a cadeia pública registra uma superlotação de presos. Atualmente 105

presos estão abrigados nas dez celas que com capacidade para abrigar apenas 32. De acordo com o delegado chefe da unidade, Miguel Chibani Bakr Filho, a segurança é feita por policiais civis e agentes de cadeia. “São cinco Investigadores e cinco agentes. A unidade conta apenas com um

escrivão de polícia”, informa o delegado. Os presos podem receber visitas uma vez por semana e em boa parte do tempo praticam atividades e serviços que contam como remissão de pena. “Os detentos praticam leitura, realizam serviços de limpeza, atividade física, arANTÔNIO MARQUES

Delegacia de Wenceslau Braz foi construída em 1986

tesanato e estudo”, afirma ele, frisando que a alimentação dos presos é fornecida por uma empresa terceirizada. A exemplo de outras cadeias, em Wenceslau Braz já foram registrados motins e rebeliões e essas situações sempre podem acontecer, segundo o delegado. “Sempre há risco”, finaliza. Fugas A cadeia Pública de Ibaiti é uma das maias antigas do estado, construída há 67 anos e registra um das maiores superpopulações carcerárias do Norte Pioneiro. Com capacidade para 19 presos, o prédio abriga 84 detentos. Devido à superlotação e à fragilidade da construção, a cadeia já registrou diversas fugas. A cadeia nunca foi reformada e entre os presos, mais de 20 já foram condenados e ainda aguardam transferência para o sistema penitenciário. Nesse cenário, o risco de novas fugas e rebeliões deixa os funcionários e a segurança sempre em alerta, além de causar preocupação aos moradores vizinhos, pois o prédio está localizado na área central da cidade.

Miguel Bakr Filho responde pela Delegacia de Wenceslau Braz

Os presos têm como ocupação o artesanato e assim conseguem a remissão das penas. Como acontece em boa parte das cadeias, a alimentação dos presos em Ibaiti é fornecida por uma empresa terceirizada. Apesar de funcionar no mesmo prédio, a 38ª Delegacia Regional de Polícia e a Cadeia Pública de Ibaiti são geridas separadamente. Essa última está vinculada ao Depen (Departamento Penitenciário) e conta com o atendimento de dois carcereiros. Além de Ibaiti, ela abriga os presos das cidades de Conselheiro Mayrink e Japira. Rebelião A Delegacia de Polícia de Siqueira Campos também já registrou tentativa de rebelião e como no caso de Wenceslau Braz e Ibaiti, é um risco que nunca está descartado. A ca-

deia tem capacidade para 21 presos, mas abriga o dobro. O investigador de polícia de plantão e dois agentes do PSS do Depen (Departamento Penitenciário) são os responsáveis pela segurança do local. Uma parte da construção da delegacia é antiga e outra é recente. A Cadeia Pública de Tomazina também vive o drama da superlotação. Com capacidade para 10 pessoas, abriga 25 presos, que aguardam pela liberação da remissão das penas com a prática de atividades como o artesanato. Eles já fazem alguns trabalhos, mas sem efeito para diminuição de pena. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Depen, é permitido o uso de televisão e leitura dentro das celas. Em Tomazina não há registros recentes de fugas.

A RTIGO Roberto Requião e J. Carlos de Assis

O efeito da dívida no sistema prisional da Região Norte Durante três décadas o Governo Federal impôs aos Estados uma dívida que nunca existiu. Como a essa dívida não correspondia nenhum imposto específico, o orçamento global dos Estados teve de ser acomodado ao longo dos anos para que a União recebesse os pagamentos correspondentes. O resultado foi um achatamento progressivo dos recursos estaduais livres numa trajetória descendente que seria agravada com a depressão econômica nos anos de 2015 e 2016, ameaçando repetir-se em 2017. A dívida imposta pela União aos Estados e a queda das receitas estaduais estão entrelaçadas no mesmo movimento. Uma dívida que nasce do nada é como um imposto líquido sem contrapartida de produção de bens ou serviços. Seu efeito macroeconômico é contracionista. É fácil verificar isso. Quando se retira da sociedade recursos líquidos, portanto sem contrapartida de gastos equivalentes, haverá menos dinheiro em circulação na economia. O resultado é uma contração do sistema produtivo, recessão ou depressão. Pode-se alegar que o dinheiro retirado dos Estados, indo para o Governo Federal, eventualmente retorna à economia nacional sob forma de investimentos e despesas públicas federais. Acontece que isso não ocorre. O dinheiro líquido pago pelos Estados vai para uma conta chamada superávit primário que é esterilizada na fornalha financeira improdutiva. Assim, a dívida dos Estados é duplamente perniciosa para as economias estaduais. Tira capacidade de pagamento deles e ao mesmo tempo promove uma contração global. As consequências desse processo perverso não são visíveis a olho nu no curto prazo. É um fenômeno de médio e longo prazo. No curto prazo os governadores apenas notam que os orçamentos disponíveis estão encolhendo ano a ano. Pensam que é culpa de seu sistema tributário. Na prática, são obrigados a reduzir investimentos e cortar serviços públicos. Com esse objetivo reduzem os gastos com saúde, com educação, com segurança pública e... com presídios. É dessa forma que a crise nos presídios se liga à extorsão da dívida. A matança de presidiários no norte do país suscitou o aparecimento de vários abutres que estão se cevando da carne daqueles que foram selvagemente mortos. Ministério Público e Justiça disputam entre si quem dá mais ordens desbaratadas, ora mandando presidiários para a maior segurança de um presídio, ora mandando trazê-los de volta também por conta de segurança, numa dança grotesca de um lado para outro que simplesmente mascara o fato de que, depois de décadas de descaso, não há como resolver o problema presidiário em dias sem investimentos e tempo. A crise penitenciária brasileira é função direta da crise financeira dos Estados. A crise financeira dos Estados é função direta da dívida impagável e nula que lhes foi imposta pelo Governo Fernando Henrique, e mantida nos governos seguintes,

até o atual. A imposição da dívida foi uma exigência do FMI e do Banco Mundial para dar suporte à reestruturação financeira dos Estados dentro do figurino neolibeal. A imposição do FMI e do Banco Mundial decorreu da promoção do Estado mínimo dentro do grande projeto de globalização financeira a fim de abrir espaço para o setor privado explorar lucrativamente serviços públicos, inclusive de água, como está sendo feito justamente agora na “negociação” de Meirelles com Pezão. Quem não quiser ou não souber fazer essas relações não passa de objeto de manipulação da grande mídia, cúmplice voluntário ou involuntário do projeto neoliberal. É espantoso que, diante de uma brutalidade inominável como a que aconteceu e pode continuar acontecendo nos presídios, a figura patética de Henrique Meirelles pretende impor ainda maiores restrições financeiras aos governos estaduais, já estrangulados em seus orçamentos. O momento era de união nacional para atacar um problema terrível. O que de fato acontece é um teatro mambembe no qual a desgraça alheia serve para alimentar vaidades. Veja esse ministro da Justiça: no meio do incêndio anuncia um plano de longo prazo para reduzir os homicídios de mulheres. Cá pra nós. É uma perda de proporções. O que esse plano tem a ver com a crise imediata? Ah, sim, está enviando a Força Nacional para as regiões críticas. Lamentamos pela Guarda Nacional. Não foi feita para isso. Acabará tendo que optar entre matar ou morrer, acrescentando mais um elemento caótico numa situação conflagrada. A sociedade tem que pensar numa saída. Nós pensamos. Começa pelo reconhecimento da nulidade da dívida dos Estados, o que poderá lhes dar condições financeiras para construir e humanizar presídios. Como temos escrito ou falado pelo facebook, a dívida dos Estados, que é uma extorsão líquida, pode indiretamente resolver os problemas financeiros estaduais e os problemas de desenvolvimento do país se for tratada adequadamente a partir de um grande pacto político, de forma imediata. Quando foi criada, em 1997, pelo Governo FHC, representava R$ 111,18 bilhões em valores atuais. Foram pagos, ao longo de quase três décadas, o equivalente a R$ 277 bilhões. E, pelas contas deles, restam a pagar nada menos que R$ 476 bilhões. Se for reconhecida como nula, pois está sendo paga duas vezes pela sociedade – sendo uma vez intermediada pelo Governo Federal, na origem, e outra intermedia pelos Governos estaduais, ambas pagas pelo mesmo cidadão contribuinte -, vai sobrar dinheiro para aplicação imediata num grande programa de investimentos e ampliação de serviços públicos dos Estados numa escala jamais vista. É que, no mesmo ato em que seja considerada nula, terá de ser estipulado o ressarcimento aos Estados pelo que foi pago indevidamente, ou seja, R$ 277 bilhões. Somando o que deixará de ser pago, serão R$ 753 bilhões para financiar o grande projeto keynesiano de desenvolvimento através dos Estados e Municípios brasileiros

que temos defendido para o Brasil, inspirados em Roosevelt e Hjalmar Schacht. A contrapartida disso, em termos macroeconômicos, é altamente benéfica para a economia e para a sociedade. Se for acertado, por exemplo, que o ressarcimento será parcelado em cinco anos, isso significará R$ 55,4 bilhões por ano, algo como 10% do custo anual da dívida pública federal que cresce sem qualquer contrapartida de financiamento de investimento e de gastos em serviço público. Tecnicamente, deve ser considerado também, com o reconhecimento de nulidade da dívida, o efeito financeiro do que deixará de ser pago à União, pois vai entrar dinheiro novo no caixa dos Estados se a economia retomar. Em síntese, o que poderemos fazer, a partir da nulidade da dívida dos Estados junto à União, é o financiamento de um projeto espetacular de desenvolvimento brasileiro em estilo tipicamente keynesiano. Um empresário com quem conversei a respeito só fez uma sugestão: que o programa seja executado no nível mais próximo do cidadão, o município, estreitando as distâncias entre governo e povo. Claro que isso pode ser feito. E em caráter de emergência. Os governos estaduais estão estrangulados financeiramente. Na medida em que deixem de sê-lo, poderão articular programas comuns com os municípios, tudo condicionado a uma liberação imediata de recursos da dívida nula pelo Governo Federal. Aí não serão apenas os presídios que poderão ser reestruturados. É todo o serviço público essencial, sem privatização. Entretanto, não é um governo qualquer que poderá implementar um programa desse tipo. Ele requer credibilidade e deve inspirar confiança da população. Tanto dinheiro mobilizado para investimentos do setor público não pode passar pelo risco de ser aplicado através da velha estrutura corporativa do Estado com que temos convivido nos últimos anos e décadas. O corporativismo que cria privilégios e redutos de aproveitadores tem que ser combatido com vigor ainda maior que o do combate à corrupção. Salários nababescos nas estruturas do Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público devem ser extintos e submetidos ao teto máximo comum mediante uma firme e regeneradora intervenção legislativa que os depure de seus excessos. Claro que isso não se confunde com a fúria privatista da dupla Temer/Meirelles e de seus asseclas no Planalto. Mas é preciso, sim, resgatar o Estado em setores essenciais, pois não faz sentido submeter esses serviços, como água, eletricidade e comunicações, assim como prisões, à lógica fria do mercado que é orientado para o lucro, não para o bem-estar da população. Roberto Requião senador da República e J. Carlos de Assis é economista político


Cidades A-5

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

Cadeia em Santo Antônio da Platina mantêm 101 presos em espaço para 57

Arquivo

BOMBA RELÓGIOEm novembro de 2015, 63 presos promoveram um motim que resultou na destruição de uma das alas do complexo Luiz Guilherme Bannwart

O número de presos na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina preocupa as autoridades e os organismos de segurança. A unidade funciona de forma compartilhada com a 38ª Delegacia Regional de Polícia, e atualmente mantêm 101 presos no espaço construído para receber 57. Em novembro de 2015, 63 presos promoveram um motim que resultou na destruição de uma das alas do complexo. A superlotação carcerária foi apontada como causa para a depredação do patrimônio do público, e a Justiça determinou imediatamente a transferência de parte dos detentos para outras cadeias e penitenciárias do Estado. De acordo com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) – responsável pela administração carcerária no Estado, à época os presos condenados aguardavam vagas nas penitenciárias para serem transferidos, o que em tese deixaria a

situação da unidade mais confortável e, consequentemente diminuiria o risco de rebeliões por conta da superlotação. Conforme o Depen, os presos recebem três refeições diárias (café da manhã, almoço e janta) e uma vez por semana a visita de parentes ou amigos. O banho de sol também é semanal. É permitida a entrada de televisores e livros nas celas, assim como a realização de eventos religiosos. Para ocupar o tempo disponível, os presos produzem terços para uma empresa da cidade, e artesanatos que são comercializados por parentes para ajudar nas despesas domésticas. A Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina possui 12 celas com 32 metros quadrado cada (três delas construídas de forma improvisada) dividas em duas alas. Uma das celas funciona como ala feminina (atualmente são sete detentas) e outra para o espaço conhecido por seguro (área

Cadeião em Santo Antônio da Platina mantém 101 presos

para manter presos perigosos ou sob risco de morte). Por questão de segurança, o Depen não informa o número de agentes de cadeia que trabalha na unidade. Ribeirão do Pinhal Segundo o Depen, a Cadeia Pública de Ribeirão

S.A. PLATINA

do Pinhal tem capacidade para receber 26 presos, mas atualmente é ocupada por 36 detentos. A carceragem é de responsabilidade dos agentes de cadeia pública do Departamento Penitenciário do Paraná, e a segurança do prédio – assim como nas

demais unidades da região – é feita pela Polícia Civil. Os presos também têm autorização para recebere m l iv ro s e te l e v i s ore s n a s c e l a s , re c e b e m t rê s refeições diárias, visitas e banho de sol uma vez por semana.

A unidade estava desativada até pouco tempo, e também já registrou fugas e princípio de rebeliões por conta da superlotação carcerária. Cada preso custa pouco mais de R$ 3 mil por mês ao Estado. 

PREFEITURAS

Sobrevivente de tiroteio que matou Correção do Fundeb dois em bar continua internada abaixo do aumento do novo piso dos professores preocupa Antônio de Picolli

Da Assessoria

Bar onde ocorreu o crime foi fechado definitivamente após a tragédia Luiz Guilherme Bannwart

A comerciante Luíza Marques de Oliveira, 49, uma das duas sobreviventes do tiroteio que deixou dois mortos no início da noite de sexta-feira (6) em um bar na rua Deputado Benedito Lúcio Machado, no Jardim Santo André, em Santo Antônio da Platina, permanece internada no Hospital Nossa Senhora da Saúde sem previsão de alta. Uma semana após o atentado, amigos e parentes das vítimas cobram por Justiça, mas segundo uma fonte policial as investigações não evoluíram. Conforme apurou a reportagem, Luíza atendia a churrasqueira e estaria entregando uma encomenda ao eletricista Aguinaldo Leite, 28, no momento que dois homens em uma motocicleta pararam em frente ao bar e o garupa efetuou vários dispa-

ros com uma pistola. Um dos tiros acertou o braço direito da comerciante, que passou por cirurgia e não corre risco de morte, mas segue em observação. Leite foi atingido por cinco disparos e morreu no local. O mecânico André Cirilo, 23, que estava de costas em uma mesa ao lado da churrasqueira foi atingido por um tiro e chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro. A quarta vítima da ação criminosa é uma criança de 6 anos, neta da comerciante. Ela também foi atingida de raspão por um tiro em um dos braços, mas recebeu atendimento médico e deixou a unidade hospitalar na mesma noite. De acordo com a polícia o alvo seria Leite, conhecido por ‘Balaireiro’. Várias hipóteses para a tragédia circulam na cidade.Uma delas é que a morte do eletricista estaria

ligada à disputa pelo tráfico de drogas no município. Outra é que o crime teria relação com um homicídio ocorrido em janeiro de 2015 no bairro Aparecidinho 3. Fato é, que a polícia ainda pouco sabe sobre a motivação dos disparados que deixaram mortos e feridos no Bar do Alicio, que após o ocorrido foi fechado definitivamente. A delegada Lucy Aquino Santiago, que responde interinamente pela 38ª Delegacia Regional de Polícia no lugar do titular Tristão Antônio Borborema de Carvalho durante suas férias, determinou às equipes que investigação o interrogatório das vítimas e de testemunhas, e o recolhimento de imagens gravadas por câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos suspeitos. O andamento dos trabalhos, no entanto, não foi informado pela Polícia Civil.

O p e r c e nt u a l d e au mento do novo piso salarial dos professores (R$ 2.298,80) - de 7,64% - foi superior ao crescimento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação B ásica e de Valorização dos Profissionais da Educação) - recurso utilizado pelas prefeituras para o pagamento do benefício. O c r e s c i m e nt o d o p i s o t amb é m é 1 , 3 5 % a c i m a d a i n f l a ç ã o a c u mu l a d a de 2016, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). De acordo com o con-

s u lt or e m E du c a ç ã o d a AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Jacir B omb onato Ma c h a d o, e nt r e 2 0 0 9 a 2016 o piso do magistério acumulou variação de 124,80%, enquanto a receita do Fundeb/PR registrou aumento de 102,6%. A diferença será paga pelas prefeituras. O presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Ricardo Or t ina, diss e que re conhece a imp or tância de remunerar bem os professores, mas revela preocupação com a dificuldade de muitas prefeituras de p ag are m o v a l or. “Ni n -

CONTRATA: TÉCNICO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL I , PARA ATUAR NA UNIDADE DE SANTO ANTÔNIO DA PLATINA/PR 

        

Nível Superior Completo e Formação Completa em Técnico de Segurança do Trabalho, ou uma das formações abaixo: Nível Superior Completo: Engenharia de Automação Industrial, Engenharia Eletromecânica, Engenharia de Manutenção, Engenharia de Máquinas Industriais, Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica, Engenharia Civil, Engenharia de Segurança do Trabalho, Tecnologia em Automação Industrial, Tecnologia em Eletromecânica, Tecnologia em Eletrotécnica, Tecnologia em Manutenção Industrial, Tecnologia em Manutenção Aeronáutica, Tecnologia em Mecânica, Tecnologia em Mecatrônica ou Tecnologia em Segurança do Trabalho. Desejável formação de Instrutor de Trânsito e/ou Diretor de Ensino. Desejável Possuir Certificação dos Cursos de: Operador de Empilhadeira, Retroescavadeira, Guindaste, Escavadeira Hidráulica, Ponte Rolante, Moto Niveladora, Pá Carregadeira. Ser maior de 21 anos de idade. Ter mais de 1 ano de habilitação (CNH). Possuir registro no SIRPWEB do Ministério do Trabalho ou Registro no CREA. Experiência em atividades pedagógicas, elaboração e avaliação de projetos, atendimento ao cliente e ministrar aulas. Conhecimentos em informática, planejamento, elaboração de cursos. Noções de ensino a distância e programas de educação profissional. Domínio da língua portuguesa (redação e gramática).

O processo seletivo terá as seguintes etapas: avaliação curricular, prova de conhecimentos específicos e avaliação de competências. Interessados enviar currículo até o dia 15/01/2017, para saplatina.pr@sestsenat.org.br Se pessoa com deficiência, aprovada no Processo, terá prioridade na contratação, conforme previsto no artigo 93 da Lei 8.213/91. No entanto, será imprescindível apresentação de laudo médico conclusivo do enquadramento no Decreto nº 3298/99 ou Certificado de reabilitação profissional emitido pelo INSS. Esse processo seletivo terá validade de 12 meses a partir da data do anúncio.

guém questiona a necessidade de remunerarmos bem nossos professores. O problema é que a receita do Fundeb não acompanha o aumento do piso. Isto é preocupante devido à crise enfrentada pelas prefeituras, sobretudo nos dois últimos anos, q u a n d o h o u v e re t r a ç ã o da at ividade e conômica e dos repasses feitos aos municípios”, comentou. MEC conf irma dados da AMP O MEC (Ministério da E du c a ç ã o ) c on f i r mou o valor do novo piso salarial dos professores para 2017 anunci ado em dezembro pelo consultor em Educação da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Jacir Bombonato Machado. O valor f icou em R$ 2.298,80. O professor da rede pública que tem carga horária mínima de 40 horas semanais e formação em nível médio (modalidade curso normal) não pode re ceb er menos que ess e valor. A Lei nº 11.738/2008 determina que o piso n a c i on a l d o m a g i s t é r i o seja atualizado anualmente em 1º de janeiro, de acordo com o mesmo percentual de crescimento do valor aluno/ano naciona l do Fundeb referente aos anos iniciais d o e n s i n o f u n d a m e nt a l u r b an o. Ab ai x o, a n ot a técnica emitida pela AMP a respeito do piso do magistério.


A-6 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

Escola de Circo transforma vidas de crianças e adolescentes

WENCESLAU BRAZProjeto traz vários benefícios ao comportamento e autoestima das crianças Acerso Pessoal

Criador da Escola de Circo na pele seu personagem Palhaço Siricotico Antonio Marques

Uma escola onde alegria, arte e transformação pessoal estão entre as disciplinas mais importantes. Assim é a Circo Escola Picadeiro, em Wenceslau Braz, que antes era conhecida como “Casa do Palhaço”, criada pelo artista Renato Nadalini Aguiar, 41 anos, que interpreta o palhaço Siricotico. Ele resolveu abraçar a missão de tirar as crianças das ruas e dar a elas uma oportunidade de buscar seu espaço no mundo mágico do circo através do projeto que desde sua fundação em 2003 até hoje já atendeu 5 mil crianças e adolescentes. Para ingressar na escola é preciso ter no mínimo 7 anos, mas não há idade para sair. Antes de impl ant ar o projeto em Wenceslau Braz, Renato Aguiar já tinha ideia de que isso poderia transformar a vida das crianças e

dos adolescentes da cidade, pois realizava trabalho semelhante na capital. “Isso não surgiu do acaso. Eu já trabalhava em Curitiba com oficinas de circo e teatro desde muito tempo, onde ao lado de uma equipe em áreas de risco social e trabalhos em casas com menores infratores, levava a arte como forma de sensibilização e aperfeiçoamento humano”, conta. Quando foi morar em Wenceslau Braz levou na bagagem o desejo de desenvolver um projeto, mas até então sem nenhum apoio. “As coisas aconteceram graças a Deus, digo isso porque a princípio arquei sozinho com as despesas e tive ajuda do comércio local que sempre acreditou em meus projetos”. Hoje seu palhaço Siricotico segue se apresentado país afora, mas depois de 9 anos de trabalho resolveu se desligar da escola de circo

com a sensação de dever cumprido. “Meu trabalho na escola de circo aqui em Wenceslau é muito simples. Eu a fundei, dei aula, paguei aluguel, água, luz, material, solda, e muitas outras coisas. Comecei este trabalho acreditando que poderia render frutos, tive parceria com a prefeitura e nos ajudou a crescer em estrutura física e nunca nos deixou sem apoio”, destaca. Segundo ele, a semente plantada se fortaleceu com o temp o, mas o interior ainda precisa melhorar seu conceito em relação à cultura. “A princípio a escola foi cr i ad a como proj eto social, com o objetivo de trabalhar a sensibilização e aperfeiçoamento humano, ou seja, dar a crianças e adolescentes uma nova perspectiva de vida, resgatando valores e a educação como forma primordial dos relacionamentos familiares e sociais. Desliguei-me da

Acerso Pessoal

Alunos do Circo Escola Picadeiro durante apresentação

escola desmotivado pelo conceito cultural de nossa região, mas deixei frutos”. O legado de um sonho Ap ó s R e n at o Na d a l i ni Aguiar se desligar do projeto, o aluno Rodrigo Monteiro da Silva, 29 anos, hoje conhecido como Mágico Mon Sil, abraçou seu s on h o e s e g u iu c o ord e nando a escola que hoje funciona no C entro de Oportunidades do município, localizado na Vila Formosa, no lugar antes conhecido como “Barracão do Gemin”. Mon Sil é fruto do sonho do palhaço Siricotico, pois começou a frequentar a escola desde o início do projeto. “Desde criança sempre gostei de mágica e a partir dos 9 anos de idade comecei brincar de fazer mágicas e com o tempo esse dom foi sendo desenvolvido. Aos 17 anos entrei para a escola de circo e fui um dos primeiros alunos. Foi lá que

o Renato começou a me incentivar a realizar apresentações em aniversários e escolas fazendo mágica”, recorda. Gr a ç a s a o proj e to d a escola de circo, hoje ele consegue viver de seu trabalho como mágico e palestrante reconhecido nacionalmente. “Como mágico atuo em escolas, empresas e festas particulares com show de mágica e humor onde realizo números modernos de mágica. Também faço palestras em escolas, pois sou formado em Pedagogia e mostro como os professores podem utilizar o ilusionismo como ferramenta pedagógica dentro da sala de aula”, afirma o artista que ainda ministra palestras de motivação para empresas. S egundo ele, as au las serão retomadas a partir de março. No ano passado foi registrada uma média de 50 alunos divididos em duas turmas nos períodos

da manhã e tarde. “O projeto traz vários benefícios ao comportamento e autoestima das crianças, valorizando seus potenciais, elogiando suas qualidades e acreditando que podem ser pessoas cada vez melhores”, destaca. Para ele, a consequencia do trabalho é positiva, pois reflete numa melhora física e psicológica de cada criança, que se sente útil e valorizada, percebendo assim que não precisa da violência, drogas ou das ruas para ser feliz e ter o que muitas vezes lhe falta. “Ali ela está entre amigos, entre professores, irmãos e pais, ou seja, o Circo Escola Picadeiro faz mais que ser apenas um projeto de circo, mas desempenha o verdadeiro papel de uma família, com seus limites, regras e amor. Afinal a família bem estruturada é o alicerce para um cidadão bem esclarecido”, finaliza o mágico.

ENERGIA

S.A.PLATINA

Copel vai investir R$ 629 milhões para reforçar a rede elétrica em todo Paraná

Bandidos roubam R$ 8 mil de comerciante no Aparecidinho 2

Da Agência Estadual

A Copel vai investir R$ 629,6 milhões somente em distribuição de energia no Paraná em 2017. O montante inclui obras de ampliação e modernização da rede elétrica, com novas subestações e linhas de transmissão que vão beneficiar a população de todas as regiões do Estado. Estes empreendimentos associam automação e telecomunicações para tornar a rede mais robusta e evitar desligamentos. Um dos destaques é a Subestação Colombo, que está sendo construída na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O empreendimento, que será conectado às subestações Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul por linhas em tensão de 138 mil volts, totaliza R$ 28,7 milhões e vai reforçar ainda mais a qualidade do fornecimento de energia de toda RMC. No noroeste, para a construção da subestação São Pedro do Ivaí e de duas linhas que vão ligá-la às subestações Barbosa Ferraz e Mandaguari, a Copel vai aplicar R$ 34,3

milhões. Na região norte, a subestação Cambé soma R$ 17,5 milhões junto com uma linha que vai conectá-la a unidades em Londrina e Rolândia. Para reforçar o fornecimento de energia no oeste do Estado, a Copel já está construindo diversas obras, como a Subestação Cafelândia e uma linha de distribuição para conectá-la às unidades Pinheiros e Assis Chateaubriand, totalizando R$ 19,8 milhões. Na região Centro-Sul, somente a obra de seccionamento para conectar as subestações Bituruna, Foz do Areia e União da Vitória com linhas de distribuição totaliza R$ 10 milhões. Infraestrutura As novas unidades deixam o sistema elétrico de todo o Paraná ainda mais seguro e estável, porque servem como alternativas de desvio de fluxo de carga, prevenindo o corte no fornecimento de energia aos consumidores em caso de contingências. “Essa infraestrutura é imprescindível para o desenvolvimento econômico do Paraná, porque contribui para

Luiz Guilherme Bannwart

Dois homens armados assaltaram um comerciante e seu funcionário no início da madrugada desta sexta-feira (13), no Conjunto Aparecidinho 2, em Santo Antônio da Platina. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas se preparavam para viajar a Londrina, onde buscariam mercadorias para o comércio localizado na Rua Augusto Batista de Freitas, quando os bandidos vestindo roupas pretas, um de-

les armado com um revólver, anunciaram o assalto. Os criminosos roubaram R$ 5 mil em dinheiro e R$ 3 mil em cheques do comerciante, e R$ 700 reais do seu funcionário. Os celulares das vítimas também foram levados pelos assaltantes, que durante a fuga efetuaram disparos de arma de fogo para evitar que fossem perseguidos. A PM fez buscas pelos suspeitos, mas ninguém foi preso. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Serviços de Encomendas da Emp. Princesa do Norte

As encomendas transportadas em ônibus não aguardam lotação e seguem no primeiro horário, Inúmeras viagens cobrem diariamente mais de 150 cidades nos Estados de São Paulo, Paraná,Minas Gerais, Goiás, Sta Catarina e Distrito Federal .

Curitiba – PR :

Rua Jackson Figueiredo, 72 - Parolim (garagem) Fone: (41) 3332-1244 / 3332- 5526 /3030-1078

Novas unidades deixam o sistema elétrico de todo o PR mais seguro

fornecermos energia com mais qualidade e permite a ligação de novas residências e empreendimentos comerciais”, ressalta o presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna. Isso acontece porque à medida que a população

cresce e o consumo aumenta, a Copel precisa expandir a rede elétrica e modernizar a infraestrutura dos sistema para garantir energia de qualidade a todos e subsidiar a construção de hospitais, escolas e indústrias, dentre outros.

Londrina -PR :

R. Antônio Mano, 1065 Jd. Pacaembu ( garagem da Til ) Fone: (43) 3329-0630

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Av. Comendador Martinelli, 276 – Água Branca ( garagem) Central: 3333-7900

Brasília -DF :

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QUALIDADE, SEGURANÇA E EFICIÊNCIA COM SUAS ENCOMENDAS


TRIBUNA DO VALE

ESTADO DO PARANÁ

CNPJ 81.756.884/0001-00 AV.Sabado João eCarvalho Mello, 324 – Fone/Fax: (043) 3556-1487 - CEP 86.460-000 domingo, 14de e 15 de janeiro de 2017

CÂMARA MUNICIPAL DE ABATIÁ – PARANÁ AVISO DE LICITAÇÃO – PREGÃO PRESENCIAL A CÂMARA MUNICIPAL DE ABATIÁ – ESTADO DO PARANÁ TORNA PÚBLICO QUE FARÁ REALIZAR LICITAÇÃO NA MODALIDADE PREGÃO PRESENCIAL Nº 001/2017, QUE TEM POR OBJETO A “CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA ELABORAÇÃO, IMPLANTAÇÃO, TREINAMENTO, MANUTENÇÃO E SUPORTE DE SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO PÚBLICA DO LEGISLATIVO, INCLUINDO OS MÓDULOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, PLANEJAMENTO, TESOURARIA, FOLHA DE PAGAMENTO, LICITAÇÕES, FROTAS, CONTROLE INTERNO, ALMOXARIFADO E PORTAL DA TRANSPARÊNCIA, ATRAVÉS DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO, COM VALOR MÁXIMO DE R$ 42.000,00 (QUARENTA E DOIS MIL REAIS)” EM CONFORMIDADE COM OS ANEXOS DO PRESENTE EDITAL, PELO PERÍODO DE 12 (DOZE) MESES. AS PROPOSTAS (ENVELOPES “A”) E DOCUMENTAÇÃO DE HABILITAÇÃO (ENVELOPES “B”) SERÃO RECEBIDAS PELO PREGOEIRO E EQUIPE DE APOIO ATÉ AS 10:00 (DEZ) HORAS DO DIA 26 (VINTE E SEIS) DE JANEIRO DE 2017, [26/01/2017], NO EDIFÍCIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ABATIA – PARANÁ, SITUADO À AVENIDA JOÃO CARVALHO DE MELLO, Nº 324 – ABATIA – PR. A ABERTURA DOS ENVELOPES “A” E “B” OCORRERÁ NO DIA 26 (VINTE E SEIS) DE JANEIRO DE 2017, [26/01/2017], ÀS 10:00 (DEZ) HORAS NO EDIFÍCIO DA CÂMARA MUNICIPAL. A ÍNTEGRA DO EDITAL E OUTRAS INFORMAÇÕES PODERÃO SER OBTIDAS NO ENDEREÇO ACIMA MENCIONADO, EM HORÁRIO DE EXPEDIENTE DAS 8:00 ÀS 12:00 HORAS E PELO TELEFONE (43) – 35561487 OU sitio: www.abatia.pr.leg.br Sergio Escarabel PRESIDENTE LICITAÇÃO MODALIDADE PREGÃO PRESENCIAL SRP Nº 033/2016 MUNICIPIO DE ABATIÁ – PR RESULTADO DE HOMOLOGAÇÃO O Município de Abatiá – Estado do Paraná torna pública a homologação do procedimento licitatório em epigrafe do objeto, sendo “REGISTRO DE PREÇOS PARA FUTURA E EVENTUAL AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEL PARA O EXERCÍCIO 2017, PARA O ABASTECIMENTO DOS VEÍCULOS E MÁQUINAS DESTA MUNICIPALIDADE, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL D E E D U C A Ç Ã O , C U LT U R A E E S P O RT E S , S E C R E TA R I A MUNICIPAL DE SAÚDE, SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS, H A B I TA Ç Ã O E U R B A N I S M O , S E C R E TA R I A M U N I C I PA L DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, GABINETE DO PREFEITO, D E PA R TA M E N T O D E A D M I N I S T R A Ç Ã O , C O N S E L H O TUTELAR, EMATER E APAE”, conforme constante no Anexo I deste edital, para as empresas SÃO ROQUE COMERCIO DE COMBUSTIVEIS LTDA - ME, estabelecida na Rua São Paulo, nº 892, Bairro: Centro, CEP: 86.490-000, na cidade de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, inscrita no CNPJ sob nº 22.920.404/0001-36, vencedora do item “02” Diesel S10, com valor de R$ 3,00 (três reais) por litro, totalizando o valor de R$ 153.000,00 (cento e cinquenta e três mil reais) e O V DOS SANTOS & FERRARI LTDA, estabelecida na Avenida João Carvalho de Mello, n.º 205, Bairro: Centro, CEP: 86.460-000, na cidade de Abatiá, Estado do Paraná, inscrita no CNPJ sob nº 75.948.158/0001-97, vencedora do item “01” Diesel Comum, com valor de R$ 2,93 (dois reais e noventa e três centavos), por litro, total de R$ 492.240,00 (quatrocentos e noventa e dois mil e duzentos e quarenta reais), e item “3” Gasolina Comum, com valor de R$ 3,86 (três reais e oitenta e seis centavos), total de R$ 239.320,00 (duzentos e trinta e nove mil e trezentos e vinte reais), totalizando o valor de R$ 731.560,00 (setecentos e trinta e um mil e quinhentos e sessenta reais). Gabinete do Prefeito do Município de Abatiá, aos doze dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e dezessete. NELSON GARCIA JUNIOR Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – ESTADO DO PARANÁ RATIFICAÇÃO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 01/2017 Nº Processo: 01/2017. Objeto: Serviços de Instalação de Manta Geomembrana PEAD em 02 Valas do Aterro Sanitário. Itens Licitados: 01 un. Fundamento Legal: Art. 24º, Inciso XIII da Lei nº 8.666 de 21/06/1993. Justificativa: Por se tratar de valor Inferior a R$ 8.000,00. Ratificação em 13/01/2017 por Adalberto de Freitas Aguiar, Prefeito Municipal. Valor: R$3.230,00 (Três mil, Duzentos e trinta Reais),. Contratada: B A U R U G E O S S I N T É T I C O S E I N TA L A Ç Õ E S LT D A , C N P J 10.205.118/0001-00. AVISO DE LICITAÇÃO O S E R V I Ç O A U T Ô N O M O M U N I C I PA L D E Á G U A E E S G O T O D E A B AT I Á - E S TA D O D O PA R A N Á , T O R N A PÚBLICO QUE REALIZARÁ LICITAÇÃO NA MODALIDADE PREGÃO PRESENCIAL Nº 001/2017, QUE TEM POR OBJETO “AQUISIÇÃO DE 6.000 (SEIS MIL) LITROS DE COMBUSTÍVEL TIPO GASOLINA, PARA O ABASTECIMENTO DOS VEÍCULOS, MOTOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DESTA AUTARQUIA, POR UM PERIODO DE 12 (DOZE) MESES, COM VALOR MÁXIMO DE R$ 23.700,00 (VINTE E TRÊS MIL E SETECENTOS REAIS)”. AS PROPOSTAS (ENVELOPES “A”) E DOCUMENTAÇÃO DE HABILITAÇÃO (ENVELOPES “B”) SERÃO RECEBIDAS PELA P R E G O E I R A E E Q U I P E D E A P O I O AT É À S 9 : 0 0 ( N O V E ) HORAS DO DIA 26 (VINTE E SEIS) DE JANEIRO DE 2017 (26/01/2017), NO SAMAE - SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE ABATIÁ – PARANÁ, SITUADO À RUA XV DE NOVEMBRO, 477 – ABATIÁ-PR. A ABERTURA DOS ENVELOPES “A” E “B” OCORRERÁ NO DIA 26 (VINTE E SEIS) DE JANEIRO DE 2017 (26/01/2017), NO SAMAE - SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE ABATIÁ – PARANÁ. A ÍNTEGRA DO EDITAL E OUTRAS INFORMAÇÕES PODERÃO SER OBTIDAS NO SAMAE - SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO, NO ENDEREÇO ACIMA MENCIONADO, EM HORÁRIO DE EXPEDIENTE DAS 8:30 ( O I TO ) H O R A S E ( T R I N TA ) M I N U TO S À S 11 : 3 0 ( O N Z E ) HORAS E (TRINTA) MINUTOS E DAS 13:30 (TREZE) HORAS E (TRINTA) MINUTOS ÀS 16:00 (DEZESSEIS) HORAS, PELO TELEFONE (43) 3556-1400, PELO E:MAIL: samaeabt@uol.com. br OU PELO SITE: SAMAEDEABATIA.COM.BR. SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE ABATIÁ – ESTADO DO PARANÁ, AOS 13 DE JANEIRO DE 2017. ROSANGELA CARLOS BAPTISTA DIRETORA MARIA JOSÉ DO NASCIMENTO HOSOUME PREGOEIRA

Geral A-7

Justiça realiza visitas nas cidades que receberão programa Paraná em Ação DIREITOS Somente no ano passado programa realizou mais de 120 mil atendimentos a pessoas sem acesso direto à Justiça Da Agência Estadual

A coordenação do Programa Paraná em Ação, da Secretaria de Estado d a Ju s t i ç a , Tr a b a l h o e Direitos Humanos, iniciou as visitas técnicas nos municípios onde vão acontecer as feiras d e s e r v i ç o s n e s t e an o. Nesta semana, foram realizadas visitas técnicas no município de Irati e em Guarapuava onde o e v e nt o c o m e ç a n o d i a 01 de fevereiro, só para e n c am i n h ar p e d i d o d e carteira de indentidade, e prossegue nos dias 2 e 3 com todos os demais ser viços. A equipe esteve também na prefeitura de Paranaguá, onde a feira será realizada dias 2 2 , 2 3 e 2 4 d e m a r ç o, pela primeira vez no Litoral Durante as reuniões a coordenadora do Paraná

e m Aç ã o, Mar i a G ore te Brott i, ress a ltou imp ortância de organizar a feira

Os resultados foram bem positivos, levamos essas ações para diversos municípios onde a necessidade de serviços era grande e com isso conseguimos ajudar a população que realmente precisa” de cidadania nos municípios. “Estamos organi-

zando a feira de ser viços para que possamos levar variados ser viços que benef iciem e op or tunizem a p o p u l a ç ã o. O s s e r v i ços que serão oferecidos são totalmente gratuitos para que o cidadão poss a re ceb er to do t ip o de atendimento necessário”, destaca Maria Gorete. Estiveram presentes nos encontros representantes de algumas das instituições parceiras do Estado e do Município que irão participar da feira. Na próxima semana as visitas técnicas serão nos municípios de São Jo ão d o Iv aí e S ã o Je rôn i m o da Serra. Números No ano passado o Par a n á e m Aç ã o r e a l i z o u cerca de 125 mil atendimentos em 14 cidades do Par an á . Mai s d e 6 5 m i l pessoas participaram das feiras em todo o Estado.

“Os resultados foram bem positivos, levamos essas ações para diversos municípios onde a necessidade de ser viços era grande e com isso conseguimos aju d ar a p opu l a ç ã o qu e realmente precisa”, destaca o secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior. “Nossa expectativa para este ano é que possamos atender novos e mais municípios, para que toda a p opulação paranaens e tenha uma nova oportunidade na área de emprego, e consigam retirar s u a d o c u m e nt a ç ã o ( R G e CPF). Também demais atendimentos são oferec i d o s p el o s no ss o s p arceiros, na área de saúde, educação, esporte, lazer e disponibilizando diversas orientações, jurídicas, d o s d i re ito s hu mano s e do consumidor”, finaliza Artagão.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ EDITAL Nº 028/2017. EDITAL DE CONVOCAÇÃO CONCURSO PÚBLICO EDITAL 01/2015 CONVOCAMOS os aprovados no Concurso Público, Edital nº 01/2015 de 06/10/2015 (publicado no Jornal Tribuna do Vale nas págs. A5 à A7 Edição 2970 de 06/10/2015), Concurso Público realizado em 29 de novembro de 2015, abaixo relacionados, cujo resultado foi homologado através do Edital nº 11/2016 de 12/02/2016 (publicado no Jornal Tribuna do Vale nas págs. B4 à B7 Edição 3052 de 13 e 14/02/2016), para comparecerem no Departamento de Recursos Humanos desta municipalidade, no período de 30 (trinta) dias, ou seja, de 16/01/2017 à 14/02/2017, munidos de: CÓPIA E ORIGINAL DOS DOCUMENTOS ABAIXO RELACIONADOS: • CTPS • CADASTRO DO PIS • RG • CPF • TÍTULO ELEITORAL • CERTIDÃO DE NASCIMENTO (se solteiro) • CERTIDÃO DE CASAMENTO (se casado) • CERTIFICADO DE RESERVISTA OU QUITAÇÃO COM O SERVIÇO MILITAR (se for masculino e menor de 45 anos) • CERTIDÃO DE NASCIMENTO DOS FILHOS (se os possuir) • 02 FOTOS 3x4 • ATESTADO DE SAÚDE (emitido pelo médico do trabalho) • COMPROVANTE DE RESIDENCIA (talão de água, luz ou telefone) • COMPROVANTE DE ESCOLARIDADE (conforme consta no edital de concurso) • CERTIDÃO NEGATIVA DE ANTECEDENTES CRIMINAIS (expedida pelo órgão competente da região de seu município) • DECLARAÇÃO DE ACÚMULO OU NÃO DE EMPREGO OU FUNÇÃO PÚBLICA (nas esferas municipal, estadual e federal) • DECLARAÇÃO DE QUE NÃO PERCEBE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. • CARTEIRA DE REGISTRO JUNTO AO CONSELHO PROFISSIONAL COMPETENTE (para profissões regulamentadas tais como: Contador, Dentista, Enfermeiro Padrão, Médico e Psicólogo) Obs.: O candidato terá exaurido dos direitos de sua habilitação no Concurso Público caso se verifique qualquer das seguintes hipóteses, nos prazos previstos: a) não atender à convocação para anuência; b) não anuir à nomeação. “MÉDICO DO PSF” Fernanda Lemes de Toledo Justo Wesley de Moraes Pereira Junior Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, em 13 de JANEIRO de 2016. ADALBERTO DE FREITAS AGUIAR Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ PORTARIA nº 026/2017. DATA: 13 de janeiro de 2017. SUMULA: Dispõe sobre nomeação de Cargo em Comissão que abaixo especifica e dá outra providencias. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, Estado do Paraná, no uso de suas atribuições legais e conforme artigo 22 e anexo VI do QCC - Quadro de Cargos em Comissão da Lei Municipal 564/2015. RESOLVE: Art. 1º – NOMEAR a partir de 16 de janeiro de 2017, o Srº RODOLFHO RODRIGUES LOPES, portador de cédula de identidade RG nº 10.535.887-3 SESP/PR e inscrito no CPF/MF nº 066.615.359-03, para exercer na Secretaria Municipal de Saúde-Dept Mun de Saúde, o cargo em comissão de Diretor do Dept Municipal de de Saúde Pública, Símbolo CC-03 – QCC (Quadro de Cargos em Comissão desta Prefeitura Municipal). Art. 2º – A presente portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Registre-se Publique-se. Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré, em 13 de janeiro 2017. Adalberto de Freitas Aguiar Prefeito Municipal


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A-8 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 14 e 15 de janeiro de 2017

Moradias inacabadas se tornam mocós e esconderijo para ladrões LOCALMoradores denunciam que estruturas ainda não acabadas são utilizadas para uso de drogas Antônio de Picolli

Vinte e quatro casas estão com obras paralisadas a mais de um ano Dayse Miranda

Parada desde outubro de 2015, a construção das unidades habitacionais no C onjunto Habitacional Jo ã o Fu r t a d o, e m S anto Antônio da Platina, tem facilitado a criminalidade no bairro. Com mato alto e as construções em situação de abandono, os moradores denunciam que transitar a noite pelo local se tornou um risco para a comunidade. Uma pessoa já foi assaltada e as construções são utilizadas com frequência para uso de drogas e

atos de vandalismo O projeto prevê a constr ução de 50 cas as, mas apenas 24 estão em fase inicial, destas, já haviam sido inst a l ad as p or t as e janelas, onde muitas foram depredadas ou arrancadas por vândalos. Uma das moradoras do local Ana Paula Ferreira lamenta tanto pela situação de abandono das construções quanto pelas f a m í l i a s q u e e s t ã o p e rdendo de sair do aluguel. “É difícil você morar em um lugar onde não se tem confiança de deixar a casa sozinha, de sair à noite,

Antônio de Picolli

Imagem mostra vandalismo no Conjunto Habitacional João Furtado

porque nunca se sabe se tem alguém escondido nas construções. A polícia um dia chegou a dar uns tiros tentando pegar uns bandidos. A situação é de tristeza porque a estrutura de muitas casas foi comprometida, depredada ou deteriorada com o tempo”, desabafou a moradora. O início das obras destas unidades habitacionais vem enfrentando uma sér i e d e pro b l e m a s d e s d e 2012. O projeto remonta a administ ração da ex-prefeita Maria Ana Pombo (2009/2012). As dif icul-

dades desanimaram os futuros moradores. Uma delas foi a concessão de uma licença pelo Instituto Ambient al do Paraná (IAP). A doação do terreno p e l a pre f e itu r a t a m b é m dependia de uma lei, que foi aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores e depois de tudo regularizado, surgiu a questão da infraestrutura e a surpresa pelas fossas sépticas. Os v e re a d ore s s e re u n i r a m com o ex-prefeito Pedro C l a r o d e O l i v e i r a Ne t o (2013/2016), que se comprometeu a realizar as

melhorias. Porém, devido à falta de recursos repassados pelo Ministério das Cidades, a Marma Construtora paralisou os serviços e as obras estão com apenas 18% de conclusão. O banco Cobansa, de São Paulo, enviou recentemente um ofício à prefeitura de Santo Antônio da Platina, solicitando um relatório da atual situação da obra, pois, pretende contratar uma nova empresa para dar andamento aos ser viços. De acordo com o diretor de Obras e Serviços Urbanos Orlando Pimentel o depar-

tamento de engenharia colaborou com a medição do local e ainda nesta semana o relatório será enviado ao banco para que haja a contratação de outra construtora. Pimentel garantiu que vai solicitar a roçagem do local. “Só depende do banco contratar uma nova empresa para dar continuidade nos trabalhos. Claro que algumas casas vão precisar de um pouco mais de investimentos devido ao vandalismo. Nossa expectativa é que retomem os trabalhos o quanto antes”, enalteceu o diretor.

TRÂNSITO

PREVENÇÃO

Cai número de acidentes registrados em estradas federais do Norte do PR

Programa Família Paranaense entra na guerra contra o Aedes Aegypti

Antônio de Picolli

G-1 Paraná

O número de acidentes nas rodovias federais que cortam a região norte do Paraná foi menor em 2016 do que em 2015. De acordo com dados divulgados pela Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Londrina, nesta sexta-feira (13), a redução foi de 15% de um ano para outro. Em 2015, foram 2.870 colisões contra 2.441 em 2016. A delegacia da PRF em Londrina é responsável pela fiscalização das rodovias BR-369, BR-376 e BR-153, um total de 758 quilômetros. Com a redução do número de acidentes em 2016, o número de pessoas que perderam a vida em decorrência de batidas nessas estradas também diminuiu. Enquanto que em 2015 foram registradas 109 mortes, em 2016 foram 100 óbitos, ou seja, uma redução de 8,3%. Por outro lado, mesmo com a queda de acidentes, mais pessoas ficaram feridas. Foram atendidos 2.434 feridos contra 2.416 em 2015, um aumento de 0,7%. “Isso é resultado de dois fatores: aumentamos o número de fiscalizações em pontos críticos e o motorista também está mais consciente. Fizemos um mapeamento das estradas e reforçamos as fiscalizações nos locais onde mais problemas foram detectados. Além disso, com o aumento do valor das multas, o motorista também ficou mais consciente”, pontuou o chefe da delegacia da PRF em Londrina, inspetor Marcos Pierre Carvalho. Carvalho detalha que os

Da Agência Estadual

De acordo com a PRF, principais motivos dos acidentes foram a falta de atenção e excesso de velocidade

perímetros urbanos da BR-369, entre Ibiporã e Rolândia, da BR-376, na Avenida Colombo em Maringá, e um trecho de pista simples da BR-153 tiveram as fiscalizações reforçadas. As estatísticas demonstraram que esses locais eram os mais preocupantes. Comportamento do motorista Os dados da PRF ainda trazem que as causas da maioria dos acidentes em rodovias federais da região norte estão ligadas ao comportamento do motorista. Os principais motivos dos acidentes atendidos foram a falta de atenção, excesso de velocidade, embriaguez ao volante e ultrapassagens proibidas. Colisões traseiras foram os acidente mais frequentes, e, conforme a Polícia Rodoviária Federal, ocorreram porque o condutor não manteve distância suficiente do outro veículo ou porque estava acima da velocidade permitida.

A PRF ainda constatou que a maioria das mortes registradas em 2016 ocorreram em colisões frontais. Essas batidas foram provocadas por ultrapassagens forçadas ou em locais sem visibilidade. Ao longo do ano, 2.838 motoristas foram multados por realizarem ultrapassagens proibidas. O excesso de velocidade foi o principal motivo de multas aplicadas nas três rodovias federais da região. Os dados são preocupantes, conforme a PRF, a cada oito minutos, um motorista foi flagrado dirigindo acima da velocidade permitida. Somente em 2016 foram 64.134 multas aplicadas por esse tipo de infração. “Cada um precisa se conscientizar sobre o seu dever. Nós sabemos que a sensação de fiscalização obriga o motorista a não cometer infrações, e isso colabora para que tenhamos um trânsito mais seguro. Quando o cidadão percebe que será

fiscalizado, aliado a isso há um aumento do valor das multas, ele repensa na atitude que tem no trânsito”, esclarece o chefe da delegacia da PRF em Londrina. A educação no trânsito também está atrelada a redução do número de multas por embriaguez ao volante. Conforme dados da PRF, em 2016, 973 motoristas foram flagrados dirigindo sob a influência do álcool na região, enquanto em 2015 foram 1.066. A maioria dos casos ocorreu em perímetros urbanos. “As pessoas ainda insistem em dirigir embriagadas. Para você ter uma noção, na primeira semana de janeiro, um motorista de Apucarana foi preso duas vezes por embriaguez ao volante. As prisões ocorrerão no período de quatro dias. Ou seja, se a população não se conscientizar esse tipo de situação vai se repetir”, concluiu o inspetor Marcos Pierre Carvalho.

Começou esta semana uma ação educativa do programa Família Paranaense, da Secretaria estadual da Família e Desenvolvimento Social, contra o Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. A iniciativa conta com o apoio técnico das secretarias estaduais da Saúde e da Educação. Para atingir de forma mais efetiva as famílias que moram em áreas de risco, portanto mais vulneráveis ao mosquito, foi desenvolvido um kit didático interativo e com forte apelo visual. Os kits foram entregues esta semana aos escritórios regionais da Secretaria e já começaram a chegar à maioria dos 562 Cras (Centros de Referência de Assistência Social) de todo o Estado. A expectativa é que a ação cubra os 399 municípios paranaenses. Além de chegar às mais de 250 mil famílias já atendidas ou em atendimento pelo programa Família Paranaense, os materiais poderão ser usados para outras ações educativas junto à comunidade e em parceria com as unidades municipais de Saúde e Educação. Para a coordenadora do Família Paranaense, Letícia Reis, o combate ao mosquito requer a disseminação ampla de informação e a atuação integrada entre o poder público e a sociedade. “Estamos apresentando uma forma criativa e adaptada à realidade para municiar a comunidade de informações claras e

de fácil entendimento”, explica Letícia. “Neste trabalho intersetorial com as secretarias da Saúde e da Educação, o Família Paranaense busca fortalecer a proteção das famílias mais expostas ao Aedes aegypti.” Didático O kit foi desenvolvido para ser utilizado nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de todo Paraná e conta com recursos interativos. Um painel “Onde está o Aedes?” apresenta um cenário onde pequenos mosquitos podem ser localizados com a ajuda de uma “lupa”. A cada mosquito descoberto, a ação do agente do Cras é feita indicando qual a forma de prevenção. Um material ilustrado sinaliza os sintomas da dengue, chikungunya e zika. Para finalizar a ação, a família leva para casa um “check list” no formato de ímã de geladeira. A ideia é que, ao interagir com o material, adultos e crianças se lembrem do conteúdo e se sintam motivados a participar da prevenção. Cras O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Guaraituba em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, recebeu o kit didático na quinta-feira (12). Equipes da Secretaria e da Secretaria Municipal de Assistência Social, acompanhados da secretária Maria da Silva Souza, participaram na primeira ação no município acompanhados dos agentes municipais de combate ao mosquito e integrantes das secretarias municipais da Saúde e Educação.

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