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Terça-feira
20 DE DEZEMBRO DE 2016
DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI
ANO XXII - N0 3262 R$ 1,00
www.tribunadovale.com.br
PRESERVAÇÃO
Bacia do Paranapanema terá R$ 2,2 bi para investimentos Levantamento realizado pelo Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, recém-lançado, aponta que a região, composta por 247 municípios dos Estados de Paraná e São Paulo e população de 4,7 milhões de habitantes, poderá receber cerca de R$ 2,2 bilhões em investimentos voltados para o setor de recursos hídricos, que inclui captação e tra-
Municípios da Bacia do Paranapanema terão até R$ 2,2 bilhões para investir
VIOLÊNCIA
Homem é morto a sapatadas por travesti
tamento de água, captação e tratamento de esgotos, despoluição de rios e nascentes, entre outros. Desse total, R$ 106,9 milhões serão empregados apenas em gestão dos recursos hídricos, que envolve planos de saneamento, estudos de base para gestão, educação e comunicação, conservação ambiental, entre outros. A maior parte desses recursos devem ser alocados em curto e médio prazo.
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MEIO AMBIENTE
Multas por desmatamento no Paraná somam R$ 10,7 milhões em 2016
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a motivação da briga que resultou no assassinato de Edivaldo Ferreira, de 33 anos, na madrugada de domingo (18), em Wenceslau Braz. A vítima foi golpeada várias vezes na cabeça com um par de sapatos, e teve perda de massa encefálica em consequência das perfurações causadas pelo salto do calçado
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CRISE
Procura por cestas de Natal cai 70%
A crise financeira que ainda predomina sobre o país afetou o comércio de cestas natalinas. De acordo com lojistas de Santo Antônio da Platina, as empresas que costumavam presentear os funcionários no Natal, não estão seguindo a tradição em 2016. A procura por esse tipo de brinde caiu aproximadamente 70%. Para não passar a data em branco, a estratégia adotada tem sido trocar as cestas por pelo menos um panetone.
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PARANÁ
Cerca de 1,9 mil presos do semiaberto terão saída temporária no fim de ano
Aproximadamente 1,9 mil presos que cumprem pena no regime semiaberto em unidades prisionais do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) serão liberados para passar as festividades de Natal e Ano-Novo com seus familiares, a partir desta semana. No Paraná, a liberação ocorrerá em oito unidades prisionais em todo o Estado e as saídas acontecem, na maioria dos casos, a partir de 23 de dezembro.
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Áreas desmatadas irregularmente no Paraná somente neste período equivalem a pouco mais de 1041 campos de futebol
Entre janeiro e setembro de 2016, fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aplicaram R$ 10,7 milhões em multas por desmatamento ilegal em todo Estado. As áreas desmatadas irregularmente no território paranaense encontradas somente neste período equivalem a pouco mais de 1041 campos de futebol. As multas são resultados de uma força-tarefa organizada pelo IAP. Foram lavrados 887 autos de infração, 15% a mais do que no mesmo período de 2015.
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TRÂNSITO
IBAITI
INCÊNDIO
PREVENÇÃO
Idosos representam 15% das mortes em acidentes PÁG. A6
Traficante A comunidade escondia pedras escolar de de crack em Bandeirantes caixa de bala está de luto PÁG. A3
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Polícia Civil do PR dá dicas de segurança para fim de ano PÁG. A6
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A-2 Opinião
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TRIBUNA DO VALE
E a criatividade faz chegar ao “manda quem pode, desobedece quem tem juízes”. E viva o Brasil! ” Editorial
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Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Nesse momento, parecia que, deixando os políticos e os partidos de fora, a Itália renasceria “limpa” e pronta para um salto de qualidade rumo ao futuro.”
A RTIGO
E DITORIAL
Daniel Medeiros
Um novo Supremo Nesta data, a República Federativa do Brasil declara e dá fé de que foi instituído um novo Supremo. É mais amplo e bem mais poderoso do que o anterior, porque é multipoderoso e se sobrepõe ao Executivo, ao Legislativo e, principalmente, ao Poder Judiciário. Ele não se enquadra na tripartição dos poderes. Internamente tem soberania absoluta. Seu poder não se expande pelo planeta e chega a Marte porque alguns países, com democracia consolidada, teimam em não obedecer a ordens de soberanos de outros países. Aqui dentro, ele manda em todos da forma com quem e na hora em que bem entender. E é prontamente obedecido. Determina as leis que serão votadas, e somente se a matéria lhe interessar. Por estar na Constituição, alguém legitimado formalmente apresenta um projeto de lei
para que a merenda das escolas públicas seja doce; porém ele aprova apontando que deve ter sal e com doses acentuadas de pimenta. Todos os seus pares aporvam candidamente. Os motivos que os levam à obediência cega, todos, todos têm noção, mas ninguém pode apontar com certeza, devido ao risco de ser processado. Caso seja de sua vontade, será processado e condenado na hora e por quantos votos ele determinar. Se fosse apenas a condenação, vamos lá. Mas, se a decisão vier de uma “instancinhazeca”, o salto da ironia ao deboche será inevitável. Mas só se o condenado estiver no patamar de seu foro privilegiado e for merecedor de seu sarcasmo. Caso o projeto venha do Poder Executivo, pode ser aprovado, desde que seja para salvar o Brasil. Aí, acaba-se com o absurdo da integralidade e tornam-se proporcionais as aposentadorias
C HARGE
e pensões de quem ganha um salário mínimo. Para não restar mais nenhuma mordomia, essa aposentadoria não pode ser acumulada com a pensão, mesmo que seja de um trabalhador rural. Tão óbvio: decide quem pode. Mas os soldos dos militares ficam intactos. Eles podem acumular. As peculiaridades de suas atividades justificam. Nesse campo, o Brasil está bem servido. Só morrem 60 mil pessoas assassinados por ano. Os carros furtados se calculam por segundo; nas periferias, entra quem “as autoridades” locais permitem. Então, que se recorra ao Poder Judiciário, à maior instância desse Poder! Por medida liminar só vai servir para levá-lo às gargalhadas. Não duvide: essa figura jurídica ri. Um “fantoche” de um servidor, na tentativa de cumprir seu dever, vai lhe proporcionar diversão certa. Vamos passar a régua: ele
tem certeza de que haverá um recurso ao Supremo, o de direito, mas isso só lhe serve para uma crise de riso. Aí, para não restar dúvidas aos súditos, sua decisão se espalha pela imprensa com antecipação. Traz todo o roteiro. Começa pelo relator, depois, um veterano mudará o percurso do rio e o resultado todos já conhecem, mas desse vazamento ninguém questionou ou reclamou. Sobrou voto. Com um sorriso amarelo, o brasileiro se manifesta com “memes” nas redes sociais. E até se leva a sério! Faz a política que lhe ensinaram e ele se acha politizado de verdade: e sentadinho dana-se a esbravejar e a dizer que o brasileiro não sabe votar, não vai para as ruas e não levanta o traseiro do sofá... E a criatividade faz chegar ao “manda quem pode, desobedece quem tem juízes”. E viva o Brasil!
chargeonline.com.br
A RTIGO Amadeu Roberto Garrido de Paula
A superação dos Três Poderes Crises encurraladas como a brasileira de hoje nos fazem voltar ao homem primitivo; aos filhos de Deus, homens profundos e raríssimos, aos alquimistas, aos escribas que produziram literatura admirada pelos contemporâneos. Passear com rapidez - num artigo é impossível ver a história “in extenso”. De Rousseau, de Hobbes, “per saltum” chegamos a Locke, em cujo imaginário de concretude germinou a admirável fórmula dos “três poderes”. O aprofundamento da arquitetura política coube ao Barão de Montesquieu. Três poderes independentes e harmônicos entre si. Um respeita e controla os demais. Assim, não haveria excessos. “Cheks and balances” foi a cunha anglo -saxã. O número três voltou à essência do mundo. Ímpar, um número masculino. Os pares são femininos. Três reis magos, trindade, tríade entre os pagãos, tríplice aliança, três elementos da dialética de Hegel (tese, antítese e síntese), e assim por diante. Nossa dramática crise escancara que o três é um mantra
de pedra superado. Falta um, o quarto, a quaternidade da alquimia, no ajuste entre a governança e o povo. Ocorre que o três sempre reluziu, ao passo em que a quaternidade foi encoberta e vaga, como consta do axioma de “Maria Prophetissa”, lembrada por Jung, que merece ligeira transcrição, “expressis litteris”: “Os raros casos por mim observados que produziam o número três eram caracterizados por uma deficiência sistemática no campo da consciência, ou seja, pela inconsciência da “função inferior” (...) O número quatro representa o mínimo dos determinantes de um juízo de totalidade” (“Psicologia e Alquimia”, Vozes, 6a. ed., p. 37). Só não vê quem não quer a “deficiência sistemática” na política caótica do Brasil. O Legislativo sob insuportável suspeição. O Executivo ainda inconfiável. E o Judiciário, por meio do STF, lançando lenhas na fogueira. Não há solução, não nos enganemos. A esperança é depositada imaginariamente nas próximas eleições. A primeva alquimia era mais realista. O fato é que não se con-
TRIBUNA DO VALE
O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114
Daniel Medeiros
Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br
cretiza a “função inferior”. Essa “função” é o povo, já que impossível a democracia direta, presente tão somente em pequenos cantões suíços. O povo está “encoberto e vago”. Rigorosamente cindido entre opostos, “contra naturam”. Névoas ideológicas amputam o “homem total”. Nada nos garante, nesta quadra, que “les extrêmes se touchent” (os extremos se atraem). Só visionários ainda crem que, no embate dialético, o Brasil tenha a síntese. Vive mos em pleno caos. Nesse labirinto, contudo, não há só cegos desesperados. O quarto poder, a “função inferior”, o povo desbussolado, pode perfeitamente ser protagonista histórico. Basta a institucionalização do Poder Popular, completando-se a quaternidade da harmonia. Sem restrições. Desde os obreiros até os catedráticos. Em sistema de revezamento, por indicações dos estados federados, obedientes às inscrições. Para oferecer ideias e proposituras num período adequado. Para fiscalizar, inclusive o fiscal (legislativo). Com a participação de
indicados, em proporção não subordinante, dos demais Poderes. Suas resoluções não seriam absolutamente soberanas. A democracia se corromperia em demagogia (Platão). Tomadas por maioria, passariam pelas demais instituições republicanas, que somente poderiam recusá-las por unanimidade ou maioria. Evidentemente, as insinuações retro são aventureiras e tresloucadas para cientistas políticos e jurisconsultos. Encontrem, pois, soluções para um povo desencantado, minorias violentas, governos sem credibilidade, e a maioria da “classe política” cujo destino são os presídios, ao rigor da lei. Um clima de 1789 e as guilhotinas. Envolver o povo, institucionalmente, trará a legitimidade que falta. Uma verdadeira democracia para os brasileiros, ao lado do desenvolvimento, da criação de empregos e da liberdade criativa, antípoda do autoritarismo estatal.
No início dos anos 90, um funcionário público ligado ao Partido Socialista Italiano, Mario Chiesa, foi preso, acusado de usar uma empresa de fachada para receber propinas de prestadoras de serviço ao governo italiano. Caso típico de corrupção, de relação espúria entre agentes públicos com empresários, envolvendo superfaturamento, apropriação indevida de recursos públicos e financiamento ilegal de candidaturas. A diferença, neste caso, é que Mario Chiesa “caiu atirando”: denunciou vários “colegas” de envolvimentos semelhantes. A investigação então se espalhou e – estimulando as delações dos envolvidos em troca da diminuições das penas - atingiu cerca de cinco mil pessoas, virando de cabeça para baixo o sistema político italiano, ferindo de morte os três maiores partidos desde o fim da Segunda Guerra – O PDC, o PSI e o PCI – e abrindo caminho para os “não-políticos”, como o empresário Sílvio Berlusconi, chegarem ao poder. Nesse momento, parecia que, deixando os políticos e os partidos de fora, a Itália renasceria “limpa” e pronta para um salto de qualidade rumo ao futuro. Não é preciso dizer que, após cerca de 7 anos de investigações, nada ou quase nada havia sido mudado nas práticas políticas italianas. Basta lembrar os escândalos envolvendo os governos Berlusconi, logo ele que chegara ao cargo de Primeiro Ministro para “acabar com tudo o que envergonhava os italianos”. A operação “Mãos Limpas”, como ficou conhecida, perdeu força quando indicou que a corrupção na Itália não podia ser combatida prendendo apenas os grandes figurões, embora essas prisões servissem para saciar o desejo de “vingança” por uma política que há muito havia virado as costas aos anseios mais prementes da população: saúde de qualidade, transporte urbano, educação, segurança. Com o passar do tempo, porém, o efeito espetacular das prisões foi perdendo o “encanto” e o Ministério Público, seguindo a trilha do dinheiro roubado, começou a “caçar” personagens menos conhecidos – funcionários, contadores, lobistas, cambistas, operadores. Cada vez mais ficava claro aos olhos de todos que “purificar” a política italiana de seus vícios não implicava apenas em colocar quinhentos ladrões da cadeia. Implicava criminalizar a corrupção do dia a dia, a sonegação do pequeno comerciante, o suborno do guarda de trânsito, o acerto com o fiscal do boteco da esquina, a compra de alvará do posto de gasolina de bairro, a venda sem nota fiscal da lojinha de produtos chineses, etc. e etc.. Ou seja: o que se escancarava era que o modo de vida de uma sociedade era posta em xeque, com suas práticas que passavam longe dos Palácios de governo e das casas Legislativas. E quando esse dedo acusador começou a apontar também aqueles que comemoraram a prisão dos “peixes graúdos”, o incômodo aumentou. E então, alguns anos depois da euforia, quase ninguém se opôs quando o Parlamento, na surdina, foi desmontando a operação anticorrupção. Já era hora de fechar as cortinas. A Itália tornou-se um lugar melhor após essa epopeia toda? Não. A Itália continuou a ser um mesmo lugar e os italianos, de uma maneira geral, continuaram a pensar do mesmo jeito, entendendo que sempre é possível levar alguma vantagem quando se é “esperto” e que “crime” nunca é o que você está fazendo. E a indignação? Curiosamente, continua intensa (como uma praxe): crítica aos políticos, abstenção nas eleições, sugestões de separatismo, nostalgia do governo autoritário de Mussolini, etc. e etc.. Parafraseando um italiano do passado, a Operação Mãos Limpas mudou tudo para que tudo continuasse como sempre esteve. A Terra gira e não sai do lugar. Mas a vontade de continuar mudando – em alguns, sincera - vai criando os heróis do momento, desde que não acreditem que devam mudar àqueles que os apoiam, “traindo”, assim, a causa. Quando isso acontece, outro “herói” deve ser convocado, como uma ciranda: nós que amávamos Joaquim, que amamos Moro, que amamos Lúcia, que amaremos... * Daniel Medeiros é Doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor do Curso Positivo, de Curitiba (PR).
Amadeu Roberto Garrido de Paula, é advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.
Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00
Quando acabar o fôlego da Lava Jato
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Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná
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Cidades A-3
TRIBUNA DO VALE
Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Bacia do Paranapanema terá R$ 2,2 bilhões em investimentos
PRESERVAÇÃOPlano de recursos hídricos prevê que apenas na gestão do setor serão aplicados R$ 106,9 milhões Da Redacão
Levantamento realizado pelo Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH) da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, recém-lançado, aponta que a região, composta por 247 municípios dos Estados de Paraná e São Paulo e população de 4,7 milhões de habitantes, poderá receber cerca de R$ 2,2 bilhões em investimentos voltados para o setor de recursos hídricos, que inclui captação e tratamento de água, captação e tratamento de esgotos, despoluição de rios e nascentes, entre outros. Desse total, R$ 106,9 milhões serão empregados apenas em gestão dos recursos hídricos, que envolve planos de saneamento, estudos de base para gestão, educação e comunicação, conservação ambiental, entre outros. A maior parte desses recursos devem ser alocados em curto e médio prazo. Elaborado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranapanema (CBH-Paranapema) com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA), o PIRH Paranapanema teve seus trabalhos iniciados em março de 2013, quando foram elaborados os Termos de Referência para orientar a sua construção. Três etapas principais compuseram a concepção do PIRH Paranapanema: Diagnóstico, Prognóstico e Plano de ações. O estudo congrega diversos conhecimentos sobre a bacia do rio Paranapanema, reunindo dados e informações de várias fontes – órgãos públicos, empresas, universidades e outras instituições, sem contar as participações diretas organizadas pelo CBH-Paranapema, por meio de oficinas, reuniões e encontros. O documento completo do PIRH Paranapanema pode ser encontrado no site do comitê: www.paranapanema.
org/plano. Entre as potencialidades identificadas pelo PIRH na bacia do Paranapanema, pode-se destacar: regularização do regime fluvial do rio Paranapanema, em razão dos reservatórios das usinas hidrelétricas; situação confortável quanto ao uso das águas subterrâneas; e a existência de reservatórios junto às captações para irrigação, o que contribui para reduzir a pressão hídrica sobre os mananciais em momentos de escassez. Em termos gerais, são demandados apenas 16% das disponibilidades hídricas da bacia. Há déficits muito localizados, principalmente nas áreas de irrigação. A qualidade das águas superficiais varia entre regular e boa na maior parte da bacia, sendo as situações críticas dispersas, e os índices de saneamento são elevados, em especial na vertente paulista. Entre as ações propostas pelo PIRH Paranapanema para aumentar a disponibilidade hídrica e proteger a qualidade das águas da bacia, estão a reservação de água (pequenos barramentos), alternativas locacionais para captação de água para abastecimento urbano e utilização de mananciais subterrâneos. Os maiores desafios são regularizar os usos, já que será preciso equacionar as vazões outorgadas com as estimativas de usos, e ampliar os pontos de monitoramento hidrometeorológico. Mobilização Um dos maiores diferenciais do PIRH Paranapanema é o processo participativo, iniciado desde as preliminares do estudo e que irá prosseguir ao longo da sua implantação. Ao longo de três anos e meio de trabalho para sua concretização, foram realizadas diversas ações visando envolver os mais diferentes segmentos da sociedade em torno do plano. Em 2016, várias ações de
Qualidade das águas da Bacia do Paranapanema varia entre regular e boa na maior parte da sua extensão
mobilização foram desenvolvidas. Uma delas foram dois Encontros Ampliados (em Londrina-PR e Presidente Prudente-SP), reunindo mais de 300 pessoas de vários segmentos da sociedade, que puderam se informar e opinar sobre o desenvolvimento do PIRH. Outra ação de mobilização foram as oficinas do PIRH Paranapanema. Somente neste ano foram realizadas seis delas, em cada uma das cidades pertencentes aos comitês afluentes da bacia − três paulistas (Presidente Prudente, Marília e Piraju) e três paranaenses (Londrina, Maringá e Jacarezinho). As universidades também tiveram oportunidade de aproximação com o PIRH Paranapanema. O Seminário das Instituições de Ensino Superior da Bacia do Rio Paranapanema, realizado em abril em Presidente Prudente (SP), além de colocar em discus-
IBAITI
são o plano para a comunidade acadêmica, propôs a criação da Rede UniParanapanema, a ser composta pelas instituições de ensino superior que atuam na Bacia do Rio Paranapanema. Mais um evento de repercussão no âmbito do PIRH Paranapanema foi o 1º. Encontro de Prefeitos da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, realizado em Londrina, em março. Mais de 50 prefeitos do Paraná e de São Paulo estiveram presentes ao evento, que teve como um dos objetivos centrais mobilizar e promover a articulação permanente dos prefeitos que integram a Bacia Hidrográfica do Paranapanema, visando destacar o papel estratégico dos municípios na definição de metas e ações prioritárias do PIRH Paranapanema. Desafio agora é a implementação do plano Todos os envolvidos com o uso dos recursos hídricos têm,
agora, o desafio de contribuir para colocar o plano em prática, de forma que se torne uma ferramenta efetiva de gerenciamento dos recursos hídricos da Bacia do Paranapanema e seja incorporado pelos órgãos gestores da União e dos estados de São Paulo e Paraná, bem como dos diversos setores usuários e transversais, garantindo a preservação das águas da bacia hidrográfica. “A intenção de todos os envolvidos com o estudo é que ele seja implementado a partir de agora. Para isso, foi desenvolvido o manual operativo do plano (MOP) e será criada uma câmara de articulação política, que ficará responsável pelas relações institucionais, políticas e setoriais para dar prosseguimento à sua execução”, anuncia Everton Luiz da Costa Souza, presidente do CBH-Paranapanema. O MOP estabelece roteiro,
procedimentos e arranjos necessários para efetivamente se realizar cada ação do plano. “Ele tem por objetivo servir como manual para que o CBH-Paranpanema e os órgãos gestores de recursos hídricos viabilizarem as ações propostas e acordadas no PIRH Paranapanema. Ou seja, promoverá a transformação do que foi estabelecido no plano em ações concretas”, revela Márcio Araújo Silva, especialista de recursos hídricos da ANA. Outro destaque da fase pós-plano é a continuidade da mobilização dos envolvidos com o estudo. De acordo com Antonio Cezar Leal, professor da Unesp e coordenador do GT Plano do CBH-Paranpanema, será criado um grupo de acompanhamento do plano. “Esse grupo irá trabalhar desenvolvendo os trâmites institucionais para que a implementação do PIRH Paranapanema deslanche”, afirma.
REPASSE
Traficante escondia pedras Governo Estadual libera de crack em caixa de bala R$ 1,6 milhão para UENP Da Assessoria
Porções de crack estavam escondidas em uma caixa de bala que a suspeita carregava Luiz Guilherme Bannwart
Uma mulher de 23 anos foi presa pela Polícia Militar na madrugada de sábado (17), pelo crime de tráfico de drogas, em Ibaiti. O flagrante ocorreu em um bar na Vila Guarani, durante uma ação realizada por po-
liciais da Rádio Patrulha e da Rotam. De acordo com a PM, a jovem e outras três mul heres est avam s ent adas no interior do comércio quando foram abordadas. Durante a revista, as equipes encontraram uma caixa de bala contendo 20 pedras
de crack. A suspeita admitiu a posse da droga, que segundo ela estava sendo comercializada com usuários no local. A traficante e a droga apreendida foram apresentadas à autoridade policial de plantão na 37ª Delegacia Regional de Polícia.
A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) recebeu, na sexta-feira, 16, a liberação de R$1,6 milhão do Governo do Estado para aquisição de livros, equipamentos e compra de duas vans. A assinatura dos repasses foi feita pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), João Carlos Gomes, e pela reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, durante visita realizada à reitoria da Universidade, em Jacarezinho. No total, foram três repasses. Um no valor de R$ 860 mil para a aquisição de livros para todos os cursos da Instituição, e outro no valor de R$ 540 mil para a compra de equipamentos para a Clínica de Odontologia,que será inaugurada em 2017. Durante o evento, o secretário anunciou ainda a doação de duas vans no valor de R$ 237 mil, que deverão ser entregues até março do ano que vem. “A UENP é jovem e toda Universidade jovem precisa de um olhar diferenciado. Por isso, estamos nos esforçando para
atender às necessidades dessa Instituição”, disse o secretário João Carlos Gomes. “Eu tenho acompanhado o crescimento da UENP desde a sua criação, quando eu ainda era reitor da UEPG, e estou certo de que os recursos que estamos repassando hoje serão muito bem empregados pela reitora e toda sua equipe administrativa. A UENP está crescendo e no caminho certo”, pontuou. A reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, destacou a importância da liberação dos recursos para a Universidade e lembrou que o processo para possibilitar a aquisição dos livros teve início com os levantamentos feitos junto aos colegiados dos cursos pela Pró-Reitoria de Planejamento, em 2014. “Quando começamos o mandato, há dois anos, uma das nossas metas era aumentar o acervo de todas as bibliotecas da Instituição. Hoje, com esse repasse, conseguiremos atingir esse objetivo na metade do prazo estipulado”, comentou a reitora. Fátima falou ainda sobre a importância dos recursos destinados para a aquisição de equipamentos e das duas vans
que a Universidade irá receber. “Os recursos para a aquisição de equipamentos para a Clínica de Odontologia são fundamentais para que a obra seja inaugurada já no ano que vem. Já os dois veículos que receberemos vão ajudar muito na nossa logística, uma vez que somos uma Instituição multicampi”, acentuou a reitora. Ela agradeceu ao secretário João Carlos pela parceria e a toda equipe do Fundo Paraná, em especial, ao coordenador Luiz Cézar Kawano, pela atenção dada à Universidade. Além do secretário e da reitora, participaram da assinatura da liberação de recursos o vice-reitor Fabiano Gonçalves Costa; os diretores dos três campi: Fábio Neia Martini (Campus de Jacarezinho); Éderson Marcos Sgarbi (Luiz Meneghel, de Bandeirantes); e Sérgio Roberto Ferreira (Cornélio Procópio). Também participaram o vice-diretor do CLM, Ricardo Castanho, os diretores de Centro de Jacarezinho, Luiz Clemente Viana Franco (CCHE), Luiz Fernando Kazmierczak (CCSA), e Antonio Stabelini Neto, além de pró-reitores e agentes universitários da Instituição.
A-4 Geral
TRIBUNA DO VALE
Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Cerca de 1,9 mil presos do semiaberto terão saída temporária no fim de ano PARANÁLiberação ocorrerá em oito unidades prisionais e as saídas acontecem a partir de 23 de dezembro Da Agência Estadual
Aproximadamente 1,9 mil presos que cumprem pena no regime semiaberto em unidades prisionais do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) serão liberados para passar as festividades de Natal e Ano-Novo com seus familiares, a partir desta semana. No Paraná, a liberação ocorrerá em oito unidades prisionais em todo o Estado e as saídas acontecem, na maioria dos casos, a partir de 23 de dezembro.
“É importante frisar que esses presos que têm direito às portarias temporárias estão em regime semiaberto, já em processo de ressocialização, ou seja, eles já saem periodicamente para visitar suas famílias e por conta das festividades de fim de ano terão esse prazo ampliado, como ocorre todos os anos”, explica o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo Moura. Das oito unidades que mantêm presos no regime semiaberto no Paraná, a Colônia Penal Agroindustrial do Paraná (Cpai), em
Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), terá o maior número de beneficiados, com 1.120 liberações. As demais serão: 50 do Centro de Regime Semiaberto Feminino (Craf), em Curitiba; 189 do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon); 207 da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM); 141 do Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (Crag); 109 do Centro de Regime Semiaberto de Ponta Grossa (CRAPG); 145 da Penitenciária Estadual
de Francisco Beltrão (PEFB) e 21 da Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco). Como funciona Nas Portarias de Saída Temporária, os presos têm liberdade diferenciada, de acordo com a pena. O prazo de retorno às unidades vai até 5 de janeiro. Dependendo do destino, se permanecem na cidade de origem ou vão viajar para cidades do Paraná ou outros estados, os presos podem ficar fora da unidade de 6 a 12 dias. No último ano, o índice de presos que não
retornaram às unidades, após as saídas temporárias, foi de 5,6%. As Portarias de Saída Temporária estão fundamentadas na Lei de Execução Penal (n° 7.210/84). Nas devidas épocas, os juízes das Varas de Execuções Penais editam uma portaria que disciplina os critérios para concessão do benefício da saída temporária e as condições impostas aos apenados, como o retorno ao estabelecimento prisional no dia e hora determinados. O benefício visa a ressocialização de presos, por
meio do convívio familiar e da atribuição de mecanismos de recompensas e de aferição do senso de responsabilidade e disciplina do reeducando.É concedido apenas aos que, entre outros requisitos, cumprem pena em regime semiaberto (penúltimo estágio de cumprimento da pena) com autorização para saídas temporárias e aos que têm trabalho externo implementado ou deferido. Neste caso, é preciso que já tenham usufruído pelo menos uma saída especial nos últimos 12 meses.
EMPRESAS
COMPORTAMENTO
Palestra aborda metas para 2017 Prevenir para não gerar passivo trabalhista Das Agências
Júlia Audi: ideia de estabelecer metas exige muito das pessoas Da Redação
Estudos sobre comportamento humano revelam que apenas 3% da população estabelecem metas pessoais para o ano que se aproxima. Para a analista em comportamento, Júlia Audi, a ideia de estabelecer metas exige muito das pessoas e isso explica porque um percentual tão pequeno da população adota essa postura frente ao futuro. É justamente este o tema escolhido pela especialista em Master Coach, com certificado internacional pela Flórida Christian University – EUA e Analista Comportamental, para a palestra que vai proferir a partir das 20 horas da próxima quinta-feira, no Espaço Oceanic, que fica na Rua Tiradentes nº 540 – Loja 1 (ao lado da Discovery) Segundo Júlia Audi, a palestra foi especialmente
desenvolvida para pessoas que não possuem objetivos ou que possuem, mas não conseguem entrar em ação. Utilizando ferramentas e técnicas cientificamente testadas e comprovadas, a mastercoach mostrará a relação que existe entre o alcance das metas profissionais com a realização pessoal, e irá propor ações e atitudes que levarão a atingir maiores objetivos. Trata-se de uma palestra transformacional para sair tendo atitudes para mudança, assinala. “Faça a diferença na sua vida e invista em você”, afirma a palestrante. Audi destaca que o objetivo da palestra é oferecer ferramentas e estratégias para que as pessoas aprendam a formular e concretizar seus objetivos e metas. O evento é voltado para um público composto por empresários, executivos, estudantes e qualquer pessoa interessada em atingir seus
objetivos e metas. O conteúdo da palestra visa incentivar os participantes para que descubram o que pode estar impedindo-os de alcançar seus objetivos; a importância de ter foco; o desenvolvimento de ferramentas e estratégias para formular, planejar e realizar as metas; e, a elaboração do plano de ação de sucesso. Para participar da palestra é necessário fazer inscrição antecipada no valor de R$ 32,00 através do site:https:// doity.com.br/palestra-decida-quem-voce-e-e-defina-o-que-voce-quer-para-2017. Mais informações: 11-983450711 (Whatsapp) ou pelo site www.institutoempoderamente.com.br Observação: vagas limitadas. Para os participantes será disponibilizado um material exclusivo para anotações e complementação do conteúdo da palestra.
Hoje, empresas gastam de R$ 10 mil a R$ 50 mil, em média, com as reclamatórias trabalhistas. Isso, quando se tratam de casos de insalubridade (o trabalhador é exposto a agentes nocivos à saúde no ambiente de trabalho) ou periculosidade (as atividades oferecem algum risco). Já as reclamatórias relacionadas a acidentes laborais, doenças profissionais e doenças do trabalho podem ser muito maiores. “Há casos de acidentes de trabalho em que as reclamatórias podem chegar a R$ 1,2 milhão; de lesão por esforço repetitivo, chegam a cifras de R$ 450 mil”, afirma Dalton Toffoli, Coordenador do Núcleo de Consultorias da unidade CIC do Sesi no Paraná. O equívoco das instituições está em não fazer os investimentos necessários em segurança e saúde do trabalhador. Com isso, os recursos gastos com o pagamento das reclamatórias trabalhistas poderiam ser aproveitados em ações de prevenção e melhoria do ambiente de trabalho. Dalton salienta ainda que muitas empresas acabam gerindo de forma errada alguns documentos, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) ou Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). “Fazer a gestão desses documentos é muito mais barato do que o custo com sua negligência”, pontua. Ele explica que primeiro é a base para a elaboração do
segundo. São instrumentos nos quais constam os riscos do ambiente de trabalho e o monitoramento biológico do trabalhador durante sua vida laboral naquela instituição. “Eles são base para o laudo de insalubridade e de periculosidade, que resguardam a empresa no caso de reclamatórias trabalhistas”, fala. A importância da gestão desses documentos está no fato de serem dinâmicos. “É possível neutralizar ou até mesmo eliminar a insalubridade no ambiente de trabalho, assim como é possível fazer a gestão das
“
Eles são base para o laudo de insalubridade e de periculosidade, que resguardam a empresa no caso de reclamatórias trabalhistas”
atividades periculosas, oferecendo maior segurança para o empregado e empregador”, garante Dalton. Indústrias no alvo A falta de cuidado com a segurança e saúde do trabalhador faz com que hoje, no Paraná, 40% das ações fiscais sejam realizadas na indústria. Destas, 65% são transformadas em autuações, gerando multas. Cerca de 85% das fiscalizações ocorrem com foco em apenas nove das 36 Normas Regulamentadoras.
A NR 7, que trata justamente do PCMSO, a NR 18, referente à indústria da construção, a NR 9 sobre o PPRA e a NR 12, de Máquinas e Equipamentos, são as mais verificadas. Para alcançar a plena produtividade e, consequentemente, competitividade, prova-se estratégico evitar os gastos desnecessários. E a prevenção, seja com o investimento na segurança e saúde do trabalhador, seja por meio da correta gestão de laudos técnicos e documentos, mostra-se a grande aliada do empresário. Além de realizar os laudos técnicos para o cumprimento da legislação trabalhista (Insalubridade e Periculosidade) e previdenciária (LTCAT – laudo técnico das condições ambientais do trabalho), o Sesi no Paraná oferece Consultoria em Normas Regulamentadoras e em Passivos Trabalhistas. A primeira objetiva orientar as empresas nas tomadas de decisões, tornando a segurança e a saúde parte do negócio, por meio de soluções propostas de acordo com as necessidades de cada indústria, a fim de reduzir custos, atender à legislação e reduzir situações de risco, acidentes e doenças do trabalho. Já o propósito da Consultoria em Passivos Trabalhistas é reduzir os impactos sobre o pagamento de multas e indenizações relacionadas às reclamatórias trabalhistas, mediante propostas da criação de medidas protetivas, corretivas e preventivas ligados aos riscos existentes.
MUNICÍPIOS
Lei proibindo o fracking ajuda, mas não afasta efetivamente o perigo Silvia Calciolari
O fundador da Coesus– Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida – e coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org, Juliano Bueno de Araujo, alerta para o fato de que mesmo com a aprovação e sanção do modelo de Projeto de Lei para proibir operações de fracking, inclusive a pesquisa sísmica, as cidades não estão efetivamente protegidas. “A aprovação da Lei municipal ajuda na defesa, mas o perigo ainda nos ronda. A mobilização não pode acabar, pois se nenhuma cidade no entorno não adotar a mesma legislação a contaminação é certa”, garante Juliano.
A devastação provocada pelo fracking faz com que vários países no mundo estejam proibindo a tecnologia para sempre, como Alemanha, Itália, Noruega, osestados de Nova York (Estados Unidos) e Victória (Austrália). Fotos: Internet Ele cita como exemplo o município de Toledo, no Paraná, que nesta sexta-feira, 16, aprovou projeto de Lei em caráter de urgência para impedir os testes sísmicos e a pesquisa para exploração do gás de xisto através do fraturamento hidráulico, método não convencional conhecido como fracking. A cidade já tinha desde 2013 uma legislação proibindo a tecnologia, mas que não contemplava a pes-
quisa. Outras cidades do estado também estão nessa situação e precisam atualizar a normatização. Na próxima segunda-feira, 19, o prefeito Beto Lunitti, deve sancionar a legislação aprovada por unanimidade pela Câmara. Diante da presença ostensiva dos caminhões vibradores contratados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) na região Oeste do Paraná, grande produtora de grãos e animais para corte, não há segurança para a população, nem para a produção de alimentos, nem para os recursos naturais. Veto a pesquisas Juliano Bueno de Araujo esteve em dezembro na região de
Neuquén, na Argentina, onde se reuniu com produtores duramente impactos pela contaminação do fracking e que não conseguem mais comercializar a produção de maçãs e peras. A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em novembro projeto de Lei que suspende por dez anos o licenciamento para operações de fracking, mas permite os testes e pesquisas em seu artigo 3º. A Coesus pleiteia a sanção da Lei mas com o veto ao artigo, pois entende que as pesquisas abrem caminho para a contaminação dos aquíferos e solo, representando uma barreira fitossanitária para toda a comercialização da produção de
todo o Estado. Juliano argumenta que “a ausência de uma legislação estadual sancionada que proíba os testes e as pesquisa não nos garante a proteção da contaminação”. Várias lideranças políticas, religiosas e dos movimentos organizados, setor produtivo e academia científica estão se manifestando contra as pesquisas sísmicas, indicando ao Governador Beto Richa que é fundamental o veto para a salvaguardar a vida dos paranaenses e a nossa economia. O prefeito Beto Lunitti está empenhado em articular um movimento para que os municípios do Oeste do Paraná encaminhem ofício ao governador. O fundador da Coesus lembra
que desde 2015 há um projeto de lei na Câmara Federal de autoria do prefeito eleito de Londrina, Deputado Federal Marcelo Belinati, que está com a tramitação parada nas comissões. “Temos que aprovar Leis municipais banindo o fracking, mas a mobilização não pode parar. Inclusive, os gestores públicos, parlamentares e população devem permanecer vigilantes para que os testes e a pesquisa não aconteçam em suas cidades. Ao mesmo tempo, precisamos pressionar os governos Estadual para vetar o artigo 3º da lei e o Congresso Nacional para que aprove uma legislação banindo o fracking definitivamente do país”, completa.
Cotidiano A-5
TRIBUNA DO VALE
Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Homem é morto a sapatadas
WHATSAPP/TANOSITE
VIOLÊNCIAVítima teve o crânio perfurado e perda de massa encefálica Luiz Guilherme Bannwart
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a motivação da briga que resultou no assassinato de Edivaldo Ferreira, de 33 anos, na madrugada de domingo (18), em Wenceslau Braz. A vítima foi golpeada várias vezes na cabeça com um par de sapatos, e teve perda de massa encefálica em consequência das perfurações causadas pelo salto do calçado.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a confusão teve início por volta das 3 horas em uma praça no bairro Vila Velha. Segundo testemunhas, um casal de irmãos com 15 e 17 anos seriam os autores do homicídio. Populares que estavam no local e presenciaram as agressões socorreram a vítima em um carro particular, e a encaminharam em estado grave ao Pronto-Socorro
do Hospital São Sebastião. No entanto, conforme o médico Miguel Angel Rodr igue z Rue d a, Fer reira não resistiu às graves lesões no crânio e faleceu pouco depois de dar entrada na unidade. Os suspeitos pela autoria do homicídio foram identificados e detidos pela Polícia Militar pouco depois do crime. Os irmãos foram encaminhados à sede da 2ª Companhia, e em seguida apresentados à autorida-
NAS RUAS
Vítima (no detalhe) teve o crânio perfurado pelos saltos do sapato usados por um dos suspeitos
de policial de plantão na 36ª Delegacia Regional de Polícia. Segundo apurado pela reportagem, os irmãos apontados como autores
no assassinato de Ferreira possuem diversos registros na polícia pela prática de atos infracionais. O corpo da vítima foi re-
colhido ao Instituto Médico Legal de Jacarezinho, e sepultado nesta segunda-feira (19) no Cemitério Municipal de Wenceslau Braz.
S.A.PLATINA
Compra de 1,1 mil viaturas Polícia prende foragido reforça segurança no Paraná no Residencial Porto Seguro AEN
Júnior Queiróz/ WhatsApp Imprensa Norte Pioneiro
Luiz Guilherme Bannwart
Novas viaturas serão distribuídas para todas as regiões do Paraná Da Agência Estadual
O Paraná vai receber nos próximos meses 1.100 novas viaturas para as forças de segurança pública estaduais. O investimento previsto é de R$ 112,3 milhões. No pregão eletrônico realizado pela Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária na sexta-feira (16), os sete lotes foram divididos em quatro empresas – Renault (quatro lotes) e Fiat, Toyota e Volkswagen com um lote cada uma. O edital da licitação previa um custo máximo de R$ 137.784.948,15 para a compra dos veículos. O governador Beto Richa destacou, durante solenidade da formatura de novos aspirantes da Polícia Militar, no dia 16, que este é mais um investimento dentro do pacote de planejamento na área da Segurança Pública. “Temos feito investimentos muito expressivos na área da segurança pública. Compramos 865 pistolas c a l ibre 9 m i l í me t ro s d a marca Glock, entregamos novos coletes balísticos e munições. E temos investido também na área da inteligência”, disse Richa. “Hoje, a criminalidade no Brasil tem aumentado em função das desigualdades sociais e do desemprego, com essa gravíssima crise financeira, e nós temos que estar prontos para investir ainda mais para que a população
esteja protegida”, afirmou o governador. O secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, destacou os recursos destinados à Pasta em 2016. “Foram R$ 103 milhões de suplementação orçamentária neste ano, direcionados para reequipar as nossas po-
“
Temos feito investimentos muito expressivos na área da segurança pública. Compramos 865 pistolas calibre 9 milímetros da marca Glock, entregamos novos coletes balísticos e munições”
lícias e modernizar o parque de viaturas”, disse Mesquita. Especificações As novas viaturas serão distribuídas para todas as regiões do Paraná, de acord o c om o pl ane j ame nto estratégico e os índices de criminalidade. Os 1.100 veículos serão destinados às polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros.
Para a PM serão 135 veículos SUV (Renault); 270 minivans (Fiat); 135 hatchback (Toyota); 135 caminhonetes 4x4 (Volkswagen) e 90 caminhonetes 4x2 (Renault). Todos são plotados, equipados com sistema AVL (localização por satélite), celas para transporte de detidos e sinalizadores acústico e visual. O Corpo de Bombeiros receberá 135 veículos SUV (Renault), com as mesmas especificações dos carros para a PM, com exceção das celas. Para a Polícia Civil serão 200 veículos SUV (Renault) descaracterizados, com AVL e sinalizadores. De acordo com o processo licitatório, a empresa tem três dias úteis, contados a partir da próxima segunda-feira (19), para entregar a documentação necessária e dar continuidade ao certame. No mesmo processo licitatório, junto com as viaturas, serão comprados 1.200 radiotransmissores, ao valor total de R$ 5.759.856,00, cuja empresa Motorola foi a pr i m e i r a c ol o c a d a n o processo. Investimentos Além da aquisição das 1.100 viaturas, neste segundo semestre o Governo do Paraná alugou 200 viaturas para a Polícia Militar com objetivo de reforçar o patrulhamento preventivo e ostensivo em Curitiba e Região Metropolitana. Outras 1.400 viaturas já haviam sido compradas em 2012.
Uma denúncia anônima na tarde de domingo (18) resultou na prisão de André Siqueira, 27 anos, foragido da Casa de Custódia de Piraquara. Ele foi detido na casa de parentes no Residencial Porto Seguro, em Santo Antônio da Platina. De acordo com a PM, agentes do Serviço de Inteligência da 4ª Companhia (P2) receberam informações denunciando que Siqueira estaria escondido na casa de sua mãe, na rua Aurelino Alcântara da Silva. Por volta das 13 horas o local foi cercado, e o foragido encontrado na cozinha da residência. Ele não resistiu. Durante revista no imóvel, os policiais encontraram uma porção de maconha em uma lata de alumínio no quarto de Ferreira. O foragido foi encaminhado à 38ª Delegacia Regional de Polícia.
André Siqueira foi preso na casa de sua mãe após denúncia
SÃO JOSÉ DA BOA VISTA
PM prende sete em operação contra o tráfico de drogas
Divulgação da PM
Operação encontrou arma, munição e seis pássaros silvestres Luiz Guilherme Bannwart
Sete pessoas foram presas na manhã de ontem (19) durante uma operação deflagrada pela Polícia Militar contra o tráfico de drogas, em São José da Boa Vista. Os mandados de prisão foram cumpridos por policiais da Rotam e da Agência Local de Inteligência do 2º BPM, nos bairros Vila Toco,
Vila Nossa Senhora e Centro. Ao todo foram realizadas bus cas em s ete residências, onde seis pessoas com idades entre 18 e 32 anos foram presas. Em uma casa na área central da cidade, os PMs encontraram uma espingarda calibre .36 com duas munições intactas. O proprietário, no entanto, não estava na casa e sua mulher acabou detida.
A lé m d as pr is õ e s e a localização de uma arma de fogo, a operação também resultou na apreensão de seis pássaros silvestres, munições e materiais como pólvora, chumbo e espoleta usados na fabricação de artefatos explosivos. Os presos e o material apreendido foram apresentados à autoridade policial na Delegacia da cidade.
A-6 Cotidiano
TRIBUNA DO VALE
Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Idosos representam 15% das mortes em acidentes de trânsito
ESTATÍSTICAEm todo país, são mais de 8 milhões de condutores acima de 60 anos Da Redação com agências
Eles correspondem a cerca de 8% do total da população brasileira. Em 2060, porém, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que passem a representar 26,7%, o que significa dizer que um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Para se ter ideia da magnitude das estatísticas, dados nacionais do Ministério das Cidades de setembro de 2016 revelam 8.661.195 condutores habilitados, entre 61 e 90 anos, em todas as categorias. O rápido envelhecimento da população brasileira – que segue uma tendência global - lança luz sobre novos desafios e configurações socioeconômicas. Um dos cenários que deve se adaptar a esta realidade é justamente o trânsito, que levou 6.491 idosos ao óbito apenas em 2013, equivalente a 15% do total de vítimas fatais daquele ano. Deste total, 39% eram pedestres, enquanto 22% eram ocupantes de automóveis. Os números de óbitos e acidentes, porém, não extinguiram a paixão de motoristas como Adamor David por dirigir. Aos 72 anos, ele é um entusiasta convicto das quatro rodas e esteve, ao longo de mais de cinco décadas, atrás do volante de ônibus, viaturas e caminhões. Hoje dirige uma van, que transporta diariamente alunos de Matinhos, no litoral do Paraná, para Curitiba. O percurso costuma ser de 220 Km mas, aos fins de semana chega a 700 Km e supera nove horas de viagem,
quando Adamor leva grupos para retiros religiosos ou excursões turísticas a Foz do Iguaçu. Se a convivência intensa com a estrada nunca foi motivo de insatisfação, o passar dos anos tampouco. “Acho que nasci dentro do carro, porque meu único vício é dirigir. Antes não ficava tão cansado na estrada como agora, mas ainda assim faço pausas e já me sinto renovado para seguir”, conta. A experiência adquirida com a prática é, para ele, uma garantia a mais para não se envolver em acidentes. “Quando você confia na sua direção, o risco vem mais dos outros. Por isso sou cauteloso. Evito conversar com os passageiros e confiro se todos estão sempre com cinto de segurança”, destaca. Espaços públicos Os idosos pedestres, cuja mobilidade é considerada reduzida, responderam por 30% dos casos de atropelamentos do Brasil em 2010, conforme revela o Ministério da Saúde. Números como esse reforçam a necessidade de os espaços públicos se prepararem para garantir o deslocamento e acessibilidade desses e dos demais usuários. “Quando o pedestre é idoso, acessos precários com calçadas esburacadas e falta de iluminação exigem cuidado redobrado para evitar quedas. No transporte coletivo, a altura elevada do piso é uma barreira a ser transposta, assim como os ruídos, que dificultam a audição, e o excesso de velocidade ou frenagem brus-
ca, que geram insegurança”, esclarece a especialista em trânsito da Perkons, Idaura Lobo Dias. Para favorecer a caminhada, a especialista indica iniciativas como a criação de calçadões (ruas só para pedestres) e a redução das distâncias de travessias (ilhas de segurança). Já o uso de dispositivos redutores de velocidade (traffic calming e fiscalização eletrônica) é, para Idaura, decisivo tanto para idosos pedestres, quanto para os motoristas. A especialista lembra ainda que a legislação de trânsito não prevê uma idade para a retirada da concessão da habilitação, mas apenas a idade mínima para começar a dirigir (18 anos). “A única referência a quem tem mais de 65 anos é que seja feita avaliação médica a cada três anos. Mas, é importante lembrar que os organismos são diferentes. Por isso, o médico da família saberá orientar quando houver riscos, bem como o médico que habilita e renova a Carteira Nacional de Habilitação”, orienta. Para o geriatra do Hospital Samaritano de São Paulo, Danilo Bernardinello, diminuir o intervalo dos exames médicos é uma maneira de antever quando déficits inerentes ao envelhecimento se tornam um risco iminente de acidente. “Além da visão, é importante avaliar o grau de audição; de independência, pois idosos extremamente dependentes tendem a apresentar reflexos mais lentos; e o estado cognitivo do idoso,
Divulgação
Orestes De Bortoli, que aos 85 anos se orgulha por nunca ter se envolvido em acidentes de trânsito
pelo qual avaliamos a orientação no tempo e no espaço e déficits de memória”, elucida. O surgimento de doenças que alteram a função cognitiva – caso do Alzheimer – também tende a apresentar-se, em alguns casos, como uma situação de risco. “São muito importantes a participação e o entendimento da família para apoiar a orientação médica. Se a opção for pelo idoso continuar dirigindo, a melhor prevenção é evitar horários noturnos ou de
rush, vias com velocidade muito elevada, alto fluxo de carros e aquelas onde circulam muitos ônibus e caminhões”, orienta. Cuidados como esses já estão incorporados à rotina de Orestes De Bortoli, que aos 85 anos se orgulha por nunca ter se envolvido em acidentes de trânsito nos mais de 40 anos em que é habilitado. Indagado sobre já ter vivenciado episódios de preconceito por conta da idade, ele é categórico: desrespeito não se destina
a uma faixa etária específica. “As pessoas nem prestam atenção se quem está dirigindo é um idoso ou não, e já saem xingando”, completa. Para ele, somados à quantidade de carros circulando, o descaso e a falta de atenção dos motoristas tornam o trânsito mais violento. “Na maioria das vezes, acidentes acontecem por falta de cuidado. Por isso, dificilmente ouço falar de idosos que causaram um acidente, pois temos mais experiência e responsabilidade”, opina.
PREVENÇÃO
Polícia Civil do PR dá dicas de segurança para este fim de ano Da Agência Estadual
Com a chegada das festas de final de ano, a Polícia Civil do Paraná, por meio das suas delegacias especializadas, preparou uma série de dicas de segurança para evitar crimes contra o patrimônio (furtos e roubos). Compras e viagens são muito comuns nessa época, entretanto os cuidados devem ser redobrados e algumas orientações podem evitar dores de cabeça futuras. Por exemplo, na hora das compras natalinas. Junto com a escolha perfeita do presente, o ideal é sempre exigir a nota fiscal, termo de garantia e ficar atento à data de validade dos produtos. O alerta vale também para as compras pela internet. “O consumidor tem que verificar se existe uma loja física, para o caso de reclamação ou solução de problema”, explica o delegado-titular da Delegacia de Crimes Contra Economia e Proteção ao Consumidor, Guilherme Rangel. O delegado acrescenta que, durante os períodos festivos, a circulação de pessoas em comércios aumenta, o que pode propiciar a ação de ladrões. “Deve-se evitar andar falando ou me-
xendo no aparelho celular e não abrir bolsas no meio da rua. Isso coíbe as ações criminosas”, diz ele. Para não chamar muita atenção com diversas sacolas, também é recomendado dividir as compras em mais de um dia, quando possível. Residências Com a aproximação das datas festivas, chegam também as viagens, o que faz com que parte da população deixe a casa sozinha. Vale lembrar que o criminoso busca oportunidade p ara a prát ica do cr ime e, nesses casos, pequenas medidas de segurança auxiliam na precaução contra furtos e roubos. Durante as férias, é importante que os proprietários das residências invistam em bons equipamentos de segurança em seus imóveis, como câmeras de segurança, trancas e cadeados, na opinião do delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Matheus Laiola. “É bom avisar os vizinhos da sua ausência. Em caso de qualquer anormalidade, a pessoa deve comunicar imediatamente a polícia”, orienta. Para o delegado, a participação ativa do proprietário da residência em ques-
Divulgação
“Embora seja um dever do Estado, o cidadão pode fazer em seu dia a dia pequenas medidas de segurança, dentro de sua limitação, c ont r i bu i n d o p a r a u m a melhor segurança pública”,
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Se a pessoa tiver dúvida ou suspeita de qualquer aquisição de um bem ou serviço é melhor procurar alguém de confiança antes de concluir o negócio”
Delegado faz alerta para que se evite abrir bolsas no meio da rua
tões de segurança é crucial para que a pessoa minimize
as possibilidades de se tornar uma potencial vítima.
acrescenta Laiola. Golpes A prática do crime de e s t e l i on at o é mu it o c o mum. “O estelionatário é uma pessoa que age por meios fraudulentos com o intuito de obter vantagens ilícitas, induzindo alguém ao erro”, diz o delegado-titular da Delegacia de Estelionato de Curitiba,
Wallace de Oliveira Brito. “Não há um perfil definido, mas o golpista costuma f ic ar atento a circ unst ânci as e conômic as e tendências de consumo. Assim, procuram por serviços mais cobiçados do m e r c a d o p a r a at r a i r a s vítimas. O estelionatário atua a partir do sonho das p e s s o a s , c o m a s at i s f a ção e necessidade alheia, aproveitando-se disso para ap l i c a r g o l p e s”, e x p l i c a Brito. S e g u n d o o d e l e g a d o, a dica mais eficaz contra essas ações criminosas é desconfiar de ofertas e negó cios ap arentemente muito vantajosos, principalmente os que não exigem formalidades legais. “Deve-se ser cuidadoso e não repassar dados pessoais e financeiros a qualquer pessoa. “Se a pessoa tiver dúvida ou suspeita de qualquer aquisição de um bem ou serviço é melhor procurar alguém de confiança antes de concluir o negócio”, lembra a autoridade policial. As pessoas lesadas por qualquer tipo de golpe devem se dirigir à u n i d a d e p ol i c i a l mais próxima ou na própria Delegacia de Estelionato (DE), para formalização da queixa.
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Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Multas por desmatamento no Paraná somam R$ 10,7 milhões em 2016 MEIO AMBIENTE Somente esse ano foram lavrados 887 autos de infração, 15% a mais do que em 2015 AEN
da multa, como o uso de fogo e a supressão de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, a área desmatada deve ser recuperada e passa a ser embargada para demais atividades. Se houver reincidência, isto é, quando o infrator já foi autuado ou respondeu criminalmente por desmatamento, o auto de infração p o d e r á s e r ai nd a m ai or e até triplicar o valor da multa administrativa. Convênio As ações de fiscalização ambiental receberão ainda mais reforços a partir de 2 0 1 7 . As s e c re t ar i a s d e
Estado da Segurança Pública, do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Instituto Ambiental do Paraná assinaram, em setembro, uma cooperação técnica e financeira para ação administrativa da Polícia Ambiental. As i ns t itu i ç õ e s e s t ã o elaborando o Plano de Trabalho e atuam na revisão do Manual de Fiscalização do IAP para que em 2017 sejam iniciados os treinam e nt o s a d m i n i s t r at i vo s dos policiais que vão atuar em conjunto com o IAP e nas fiscalizações ambientais.
Em um ano, 1 milhão de mudas florestais nativas são destinadas à recuperação de áreas desmatadas
Áreas desmatadas irregularmente no Paraná somente neste período equivalem a pouco mais de 1041 campos de futebol Da Agência Estadual
Entre janeiro e setembro de 2016, fiscais do In s t i t u t o A m b i e nt a l d o Paraná (IAP) aplicaram R$ 10,7 mi l hõ es em mu lt as por desmatamento ilegal em todo Estado. As áreas desmatadas irregularmente no território paranaense encontradas somente neste período equivalem a pouco mais de 1041 campos de futebol. As multas são resultados de uma força-tarefa organizada pelo IAP. Foram lavrados 887 autos de infração, 15% a mais do que no mesmo período de 2015. A região com mais registros de desmatamento nesses meses de fiscalização foi a Centro-Sul. “Nessa área, com exceção do Litotral, há maior concentração de florestas e a cultura do desmatamento ainda está presente. Os dados mostram que precisamos trabalhar ainda mais nesses locais”, afirmou o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. O Escritório Regional do Instituto que mais encontrou desmate ilegal foi o de Guarapuava - uma área de 165 hectares, que resultou em 79 autos de infra-
ção ambiental, totalizando R$ 1,5 milhão em multas. Já o regional de Curitiba localizou 112 hectares desmatados irregularmente e aplicou 97 autos de infração, com R$ 1,4 milhão em multas. Na sequência estão o escritório regional de União da Vitória - com 95 hectares de área desmatada, 61 infrações e R$ 934,6 mil em multas – e o de Irati, que aplicou 73 multas por 93 hectares desmantados, somando em torno de R$ 1 milhão em função das infrações. Mata Atlântica A fiscalização contra o desmatamento ilegal feita pelos órgãos de controle ambiental garantem a continuidade e a proteção da área de Mata Atlântica mais bem preservada do Brasil, que fica no Litoral do Paraná. Por isso, o Escritório Regional de Paranaguá – que atende a região - foi o que mais emitiu autos de infração por desmatamento ne ss e p er ío do de forç a-tarefa. Foram aplicados 100 autos de infração, que somam R$ 609,3 mil em multas, pelo desmatamento irregular de 28,73 hectares. Araucária Para proteger a arau-
Declaração de Extravio
Eu, Leandro Martins de Oliveira, Investigador de Polícia, portador do RG 11.416.437 SDP/MG, comunico para todos os fins de direito o extravio de meu Diploma de Graduação em Direito, obtido em 12/12/2008, expedido pelo Centro Universitário do Planalto de Araxá em 18/05/2009.
LICITAÇÃO MODALIDADE PREGÃO PRESENCIAL SRP Nº 032/2016 MUNICIPIO DE ABATIÁ – PR RESULTADO DE HOMOLOGAÇÃO O Município de Abatiá – Estado do Paraná torna público a homologação do procedimento licitatório em epigrafe do objeto, sendo “REGISTRO DE PREÇOS PARA FUTURA E EVENTUAL AQUISIÇÃO DE 02 (DOIS) VEÍCULOS LEVES, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE, CONFORME ESPECIFICAÇÕES CONSTANTES DO ANEXO I DO EDITAL”, tendo como vencedora a empresa SAMP AUTOVEÍCULOS LTDA, estabelecida na Rua Deputado Benedito Lúcio Machado, n.º 31, Bairro: Vila Santa Efigênia, CEP: 86.430-000, na cidade de Santo Antônio da Platina, Estado do Paraná, inscrita no CNPJ sob nº 78.066.800/000100, sendo o item 01 (um) com valor de R$ 36.000,00 e o item 02 (dois) com valor de R$ 60.000,00, totalizando R$ 96.000,00 (NOVENTA E SEIS MIL REAIS) Abatiá-PR, 19 de Dezembro de 2016. MARIA DE LOURDES FERRAZ YAMAGAMI PREFEITA MUNICIPAL
cária, ár vore símbolo do Par an á e e s p é c i e n at iv a ameaçada de extinção, o IAP deixou de emitir novas autorizações florestais para desmate de vegetação nativa, desde julho. Porém, entre janeiro e setembro, os f is cais constataram a derrubada ilegal de 2 mil araucárias. A maior parte delas foi encontrada pelos fiscais do IAP do Escritório Regional de Guarapuava, onde se concentra a maior parte de florestas de araucárias do Paraná. Força-tarefa A força-tarefa para combater o desmatamento ilegal envolveu um planejamento estratégico com o uso de imagens de satélite, histórico de autos de infrações de anos anteriores e autorizações f lorestais emitidas. As ações em campo iniciaram em julho e se estenderão até quando o IAP julgar necessário. Como resultado desse planejamento, os f is cais do Instituto encontraram em to do o Paraná 1.041 hectares de área desmatada irregularmente e aplicaram R$ 10,7 milhões em multas. O diretor de Proteção e Emergências Ambientais, José Antonio Faria de Brito, explica que, com esse
planejamento, as equipes de fiscalização já saem do escritório com dados e informações sobre os locais de desmatamento, o que tem facilitado no processo de autuação dos infratores. “Muitos autuados ainda precisam comparecer aos escritórios regionais para prestar esclarecimentos e apresentar documentações para lavratura do auto de infração, mas o fiscal já sabe, por exemplo, se a área em questão já obteve alguma autorização florestal ou não”, explica Penalidades Quem pratica o desmat amento i lega l p o de s er multado em até R$ 10 mil por hectare, ou fração, e ainda responder a processo por Crime Ambiental. No c a s o d o c o r t e d a araucária, o valor do auto é de R$ 500,00 por árvore derrubada, além daquela referente à área que sofreu desmatamento ilegal. S e o desmatamento ocorrer dentro de Áreas de Preservação Permanente (APP) o valor da multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil por hectare ou fração de vegetação atingida. Os métodos utilizados para o desmatamento irregular podem elevar o valor
A recuperação de áreas degradas é outra frente de atuação do Instituto Ambiental do Paraná para aumentar as áreas de florestas nativas do Estado e diminuir impactos causados pela ação do homem. Em 2016, o IAP doou 1,1 milhão de mudas de diversas espécies nativas para cerca de 1,3 mil pessoas e empresas restaurarem áreas degradas em suas propriedades. O Paraná foi o primeiro Estado do País a doar mudas de espécies nativas para interessados em recuperar a biodiversidade de suas propriedades. Té c n i c o s d o IA P av a l i am a áre a i nd i c a d a p ar a calcular a quantidade e as espécies nativas específicas e necessárias para cada região do Paraná. Eles também orientam o plantio e monitoram o crescimento das plantas. “Não adianta tratamos apenas do desmatamento sem cuidar da preser vação daquelas áreas em que ainda há mata e, também, exigir o reflorestamento de outras áreas que foram desmatadas ou que podem receber um reflorestamento de um empreendimento próximo que também impacta no local”, explica o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. Um dos maiores projetos de ref lorestamento orientados pelo IAP é o projeto Puma, da Klabin, em Ortigueira, e o da Usina Hidrelétrica de Mauá, da Copel, em Telêmaco B orba. Para o Puma, o reflorestamento de 139,32 hectares garante o plantio de 235 mil mudas de 62 espécies nativas diferentes. Já no entorno da Usina Hidrelétrica de Mauá, a Copel, em parceira com o IAP, faz o plantio de 254 mil mudas, de 58 espécies diferentes, em 152,48 hectares. Para adquirir mudas nativas, basta entrar no site do IAP (www.iap.pr.gov.br) e clicar no ícone “Requerimento de Mudas” ou diretamente no site www.sga.pr.gov.br e fazer o cadastramento. Após preencher e enviar os dados, os requerimentos passam pela analise do IAP. Depois da aprovação do pedido, o requerente recebe um e-mail informando o viveiro que irá atendê-lo. O solicitante deve imprimir duas guias do requerimento e levá-las até o viveiro para retirar as mudas.
PREVINA-SE
Férias? Saiba quais documentos levar Da Assessoria da Anoreg
Final de ano e férias escolares são sinônimos de tempo livre. Com a chegada desse período, muitas famílias aproveitam a oportunidade para viajar. Mas é preciso lembrar que as preocupações não são apenas com o roteiro e as malas – a documentação também é uma parte muito importante do planejamento. Tanto em viagens em território nacional quanto em viagens ao exterior, autorizações e documentos de identificação são importantes para evitar problemas. Exterior Para quem pretende viajar com os filhos menores de 18
anos para outros países, é preciso providenciar documentos de identificação com foto. No caso de a criança estar acompanhada de apenas um dos pais, é preciso também apresentar à Polícia Federal uma autorização de viagem assinada pelo pai ou mãe que não estiver presente, com firma reconhecida, que pode ser por semelhança ou autenticidade, realizada nos tabelionatos de notas. O modelo da autorização pode ser obtido no site www.cnj. jus.br. No caso de crianças que viajam desacompanhadas ou em companhia de terceiros maiores e capazes, o diretor
de Notas da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR), Cid Rocha, aponta que é preciso ter uma autorização de ambos os pais, também com firma reconhecida. Outra regra da resolução que merece atenção é a de que nenhum menor de idade brasileiro poderá sair do país em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior sem autorização prévia, podendo ser adquirida perante a Vara da Infância e Juventude. Território nacional Em viagens dentro do Brasil, seja em ônibus ou avião, a autorização judicial é exigida
somente para crianças menores de 12 anos, que estejam viajando sozinhas. Porém, se estiverem na companhia de outra pessoa maior de 18 anos, haverá a necessidade de apresentar a autorização de viagem do pai e da mãe, com assinatura reconhecida em cartório. Vale lembrar que a autorização não é exigida se a criança estiver acompanhada de seus pais ou um parente de até 3º grau, cujo parentesco deve ser comprovado por meio de documentação. Adolescentes entre 12 e 17 anos não precisam de autorização, mas devem apresentar documento de identificação com foto.
cmyb
A-8 Cidades
TRIBUNA DO VALE
Terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Procura por cestas de Natal cai 70% CRISETradição na empresas, presente para funcionários está sendo substituído por panetones Dayse Miranda
A crise financeira que ainda predomina sobre o país afetou o comércio de cestas natalinas. De acordo com lojistas de Santo Antônio da Platina, as empresas que costumavam presentear os funcionários no Natal, não estão seguindo a tradição em 2016. A procura p or e ss e t ip o d e br i nd e caiu aproximadamente 70%. Para não passar a data em branco, a estratégia adotada tem sido trocar as cestas por pelo menos um panetone. E neste período de economia, o Pro con-PR recomenda a pesquisa de preços antes das compras para as festas de final do ano. Nos supermercados de Curitiba, por exemplo, o preço de produtos típicos da ceia de Natal varia em até 98%. Em Santo Antônio da Platina a variação de preço por estabelecimento é baixa. A marca do produto que define a variação maior ou menor d o pre ç o. Um p an e t on e
simples de 400 gramas pode variar entre R$ 5,79 e 14,90, ou seja, um produto pode custar até três vezes mais devido à marca. Já o pêssego que é uma fruta bastante consumida nesta época do ano foi encontrado entre R$ 1,85 e R$ 3,99. O quilo do Chester tradicional da Perdigão foi encontrado a R$ 12,88 o e o Sadia a R$ 14,88. O quilo do lombo suíno temperado da Perdigão a R$ 18,90 e o Sadia a 19,90. É importante que na hora da pesquisa dos preços, o consumidor avalie sempre a relação preço x qualidade e informações como peso, data de fabricação, prazo de validade e condições de conservação. O Procon alerta também qu e o c onsu m i d or d e ve sempre exigir a nota fiscal no ato da compra, não só em sup er merc ados, mas também dos presentes de final de ano, pois, caso seja necessário uma reclamação ou troca do produto, este documento é imprescindível.
Cestas de Natal estão sendo substituídas pelo panetone
S egundo a gerente do Molini’s Supermercados, Flávia Cristina Gonçalves é nesta semana que começam
INCÊNDIO
A comunidade escolar de Bandeirantes está de luto
as compras para a ceia de Natal. A maior procura dos clientes no momento é por panetones. “Apesar do pe-
Escola Santa Terezinha ficou destruída: alunos devem ir para outra escola
Em entrevista ao Jornal Operação Cidade da Rádio Cabiúna na manhã desta segunda-feira (19), a diretora da Escola Municipal Santa Terezinha – destruída por um incêndio de grandes proporções no início da noite de sábado (17) – Rosália Aparecida dos Santos, disse que “a comunidade escolar de Bandeirantes está de luto”. De acordo com a diretora, documentos de décadas arquivados que ainda não haviam sido digitalizados foram consumidos pelas chamas. Rosália disse que aguarda pelo resultado das investigações para saber o que realmente provocou o incêndio que em poucos minutos tomou conta das dependências da escola.No entanto, segun-
do ela, há fortes indícios de que o fogo pode ter começado de forma criminosa. “A escola foi furtada quatro vezes este ano, a última ocorrência foi registrada há poucas semanas. Os autores foram identificados, mas eram todos menores, e ainda por cima passaram aqui na frente (da escola) dando risada da nossa cara. Em fevereiro, além do furto os criminosos fizeram ameaças por meio de uma pichação que dizia: ‘Nós voltaremos!’, mas não podemos acusar ninguém sem ter o resultado da perícia em mãos”, pondera. A Escola Municipal Santa Terezinha foi fundada há mais de 50 anos, e de acordo com a direção 440 alunos estão matriculados para o ano letivo de 2017. Os estudantes devem ser alocados
provisoriamente no Centro Estadual de Educação Profissional Doutor Ozório Gonçalves Nogueira até a reconstrução do estabelecimento de ensino localizado na Rua dos Expedicionários, na Vila Moretti.O incêndio que destruiu a Escola Municipal Santa Terezinha teve início pouco depois das 19h30 de sábado, e rapidamente tomou conta do imóvel. Equip es do C or p o de Bombeiros e da Brigada de Incêndio da Usina Bandeirantes, e da Defesa Civil de Andirá, pouco puderam fazer para evitar a destruição do prédio. As chamas só foram controladas por volta das 23 horas, mas o rescaldo só foi concluído na madrugada de domingo. O caso está sendo invest igado p el a Políci a Civil.
ríodo de crise, os consumidores que tinham o hábito de comprar um pro duto de marca não migraram
para as marcas paralelas. A prioridade ainda continua em consumir os panetones mais famosos”.
MAIS DINHEIRO
Hospitais, santas casas e entidades filantrópicas terão crédito da Caixa Da Agência Estadual
Luiz Guilherme Bannwart
Dayse Miranda
O governador Beto Richa participou nesta segunda-feira (19) do encontro em que o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilb er to Occhi, apres entou as novas condições para a linha de crédito destinada a Santas Casas, hospitais e entidades filantrópicas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também participou da solenidade. A linha Caixa Hospitais e BNDES Saúde passa a ser op erad a nest a s emana e visa disponibilizar capital de giro a instituições que prest am s er viços p ara o Sistema Único de Saúde (SUS). É destinada a entidades filantrópicas e filiais de entidades não filantrópicas, que antecipa os recursos a receber do Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde, referentes aos serviços ambulatoriais e de internaçõ es hospitalares prestados ao SUS. O prazo máximo para pagamento do crédito foi ampliado de 84 para 120 meses, em condição inédita fornecida pelo mercado bancário. Além disso, é possível contratar de seis meses a um ano de carência, sendo que as taxas variam de acordo com o perfil do cliente e a estrutura da operação. Outra novidade é o aumento da margem de consignação de 30% para 35%. Novo fôlego O governador afirmou que a linha de financiamento dá um novo fôlego para as santas casas e hospitais filantrópicos, que já recebem apoio do Estado por meio do programa Hospsus, desenvolvido pela Secretaria Estadual da Saúde. Pelo programa, são repassados recursos do Governo Estadual para custeio, obras e equipamentos a hospitais públicos e filantrópicos, que atendem pacientes do SUS no Paraná. “É um grande programa
em auxílio aos hospitais. Sabemos da situação da saúde pública no País, que faz com que os prestadores de serviço passem por uma dificuldade enorme”, disse. Em seis anos, o Governo do Estado repassou R$ 262 milhões para custeio dos 225 hospitais credenciados e mais R$ 119 milhões foram aplicados em obras e equipamentos. “Os hospitais públicos e filantrópicos têm recebido sistematicamente recursos de nosso governo”, afirmou Richa. “Liberamos recentemente mais R$ 37 milhões de recursos extra-teto para os dez maiores hospitais de Curitiba e Região Metropolitana, para que eles possam prestar um ser viço ainda melhor à nossa população”, ressaltou. 130 MILHÕES De acordo com Gilberto Occhi, os hospitais e santas casas paranaenses terão R$ 130 milhõ es disp oníveis e m c ré d ito s p el a C ai x a . “Isso dará oportunidade aos hospitais de renegociar suas dívidas, pagar fornecedores e a folha de pagamento e utilizar os recursos para a gestão do dia a dia”, explicou. “A iniciativa da Caixa Econômica junto com o Ministério da Saúde vem para apoiar os hospitais e faz com que eles tenham condições de atender melhor à população”, afirmou Occhi. Em 2016, a Caixa destinou R$ 800 milhões para a l i n h a d e c ré d ito, c om pre v i s ã o d e i n c re m e nt o em 2017, consolidando seu compromisso de ser um dos principais apoiadores financeiros do setor, com recursos aplicados na ordem de R$ 2,5 bilhões. Antecipação O ministro Ricardo Barros explicou que as instituições podem antecipar os recursos a receber do Ministério da Saúde, referentes aos serviços ambulatoriais e i nt e r n a ç õ e s pre s t a d a s ao SUS, o que serve como
garantia de pagamento da linha de crédito. “Pedimos o alongamento da linha Caixa Hospitais, ampliando de 84 para 120 me s e s o pr a z o d e p ag a mento, para poder apoiar os hospitais filantrópicos e santas casas, para que eles tenham mais capacidade de atender a saúde dos brasileiros”, disse Barros. “As santas casas são responsáveis por mais de 50% dos atendimentos do SUS”, afirmou o ministro. Apoio D u r ante o e ve nto, o s hospitais Nossa Senhora do Rocio, de Campo Largo, e São Vicente, de Curitiba, assinaram contratos de créditos com a Caixa, de R$ 50 milhões e R$ 18,05 milhões, respectivamente. Para o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Paraná (Femipa), Flaviano Venturin, a linha de crédito representa um grande apoio às instituições. “Dá um fôlego aos hospitais, pois permite um tempo maior de carência e do prazo para pagamento. É um recurso consignado diretamente com o SUS, o próprio Ministério paga a Caixa, retendo o recurso que o hospital iria receber”, explicou. Ve nt u r i n r e s s a l t o u o apoio que essas instituições recebem do Estado. “O Hospsus é um programa excepcional, muitos hospitais paranaenses não fecharam as portas por causa do programa”, afirmou. O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, Paraná e São Paulo são os dois únicos estados que têm uma política de incentivo para os hospitais filantrópicos, por entenderem a importância estratégica dessas instituições. “São importantes parceiros na área de urgência e emergência, no atendimento à gravidez de risco e também em algumas especialidades”, salientou.
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