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Sabado e Domingo

ANO XVII - N0 3224 R$ 1,00

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

22 E 23 DE OUTUBRO DE 2016

www.tribunadovale.com.br

ABATIÁ

Prejuízos com vendaval devem passar de R$ 1 mi

Antônio de Picolli

S.A. PLATINA

Zezão anuncia sete nomes para compor seu secretariado O prefeito eleito de Santo Antônio da Platina, José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão, (PHS) anunciou ontem, 21, pela manhã durante o programa Cidade em Destaque, da Rádio Difusora Platinense, os nomes de sete secretários da gestão que começa em janeiro de 2017. Entre os nomes confirmados está o vice-prefeito eleito e empresário Francisco Monteiro, o Chico Aramon (PMN), que vai assumir a secretaria de Planejamento.  PÁG. A3

Barracão em uma propriedade rural em Abatiá foi destruído pelo vendaval de quinta-feira

Os prejuízos causados pela tempestade que atingiu Abatiá no início da noite de quinta-feira, 20, podem passar de R$ 1 milhão. Na tarde de ontem, 21, comerciantes e organizadores da Festa de Peão da cidade e produtores rurais ainda contabilizavam os danos. O Centro de Eventos e a zona rural foram as áreas mais atingidas pelo mau tempo com ventos que podem ter ultrapassado os 100 Km/h. Apesar dos estrados, apenas duas pessoas ficaram levemente feridas e programação festiva do município não foi cancelada.  PÁG. A8

PROTESTOS

Sobe para 24 número de colégios ocupados na região

Em menos de uma semana o número de colégios ocupados no Norte Pioneiro subiu de 18 para 24. Em todo estado, o movimento Ocupa Paraná já ultrapassa 700 escolas tomadas. Na próxima quarta-feira, 26, estudantes contra a MP 746/2016, contra a PEC 241 se reúnem para uma assembleia em Curitiba para discutir quais serão os próximos passos da educação.  PÁG. A7

TEMPORAL

SIMEPAR

Joaquim Távora registra ventos de 59 Km/h

Multa por som alto passa a ser aplicada apenas por constatação

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Fornecimento de energia só foi restabelecido após 18 horas

CONTRAN

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

E, se o crime passa a compensar por falha das instituições, será ainda mais difícil esperar que elas gozem da confiança do cidadão comum.” Editorial

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Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

Poucos meses depois de assumir a missão de liderar a Igreja Católica, aos 76 anos, o papa Francisco fez uma grave denúncia: “Vivemos uma época em que os idosos não contam.”

A RTIGO

E DITORIAL

A lentidão persiste Justiça que tarda também falha. A lentidão com que tramitam certos processos na Justiça criminal costuma contar a favor do réu – principalmente daqueles que, com bons advogados, conseguem prolongar indefinidamente as ações penais graças à infinidade de recursos permitidos por nossas leis. Neste caso, o tempo não é senhor da razão, mas da possibilidade de os réus nem sequer virem a ser julgados porque o decurso temporal contado a partir da denúncia criminal pode levar à prescrição, instituto que tira do Estado o seu direito de punir. Não são poucos os casos em que a prescrição beneficia até mesmo réus confessos ou que aguardam ansiosamente para alcançar a idade de 70 anos, marco que acelera os prazos para a prescrição. Com 85 anos, o deputado Paulo Maluf, ex-prefeito paulistano e ex-governador paulista, é caso emblemático de alguém que, pelo avanço da idade, já não responde por uma série de acusações de desvio de recursos públicos. No Paraná se desenrolam

situações parecidas, tendentes a extinguir a punibilidade de dois conhecidos réus de ações penais que também se referem a desvio de dinheiro público. Um deles é o atual secretário de Estado do Cerimonial, Ezequias Moreira, que confessou ter recebido durante dez anos os salários pagos pela Assembleia Legislativa à sua sogra, servidora fantasma. Outro, o deputado estadual Nelson Justus, ex-presidente da Assembleia Legislativa, acusado pelo Ministério Público de alocar em seu gabinete dezenas de funcionários fantasmas e que responde por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ezequias é um caso que guarda peculiaridades. Foi denunciado em 2007 pelo Ministério Público nas esferas cível – livrando-se da punição ao confessar o desvio e devolver ao erário mais de meio milhão de reais amealhados ilegalmente – e criminal, na qual ainda respondia, na primeira instância, por crime de peculato. Os autos estavam conclusos para que o juízo da 5.ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba profe-

risse a sentença. Bem naquele momento, o governador Beto Richa, em uma de suas decisões mais inexplicáveis, nomeou o antigo assessor e amigo da família (que até então ocupava uma diretoria da estatal Sanepar) para o cargo de secretário de Estado, dando-lhe automaticamente foro privilegiado. Isto é, tirou a ação da competência da primeira instância para transferi-la à instância superior, o Tribunal de Justiça. Na prática, é o mesmo que dar um novo início ao processo. Desde o início de 2015 (isto é, há quase dois anos), a ação se arrasta no Órgão Especial do TJ sem nenhuma decisão – demora inexplicável dadas as evidências do crime cometido e, principalmente, considerando o fato de o réu tê-lo confessado. Manobras processuais, no entanto, alongam o trâmite de tal modo que, prestes a completar dez anos da denúncia aceita pela Justiça, a pena já está à beira da prescrição. Nascido em junho de 1947, o deputado Nelson Justus está próximo de completar 70 anos – caso em que, segundo o ordenamento jurídico, os prazos de prescri-

Reginaldo Manzotti ção são reduzidos pela metade, condicionada à não reincidência no crime e se o réu não mais representar um risco à sociedade. Talvez seja esta a explicação mais tolerável para justificar a lentidão do processo sob julgamento dos 25 magistrados integrantes do Órgão Especial que se reúnem a cada 15 dias, não contados durante os recessos do Judiciário. Ocorre que, a cada sessão do Órgão Especial, repetem-se pedidos de vista do processo, paralisando o seu seguimento por várias semanas ou meses. A repetição continuada desses pedidos leva à conclusão de que Nelson Justus só receberá a sentença muito depois de comemorar o aniversário de 70 anos, quando, dependendo do tamanho da pena, já terá sido beneficiado pela prescrição. A lentidão do órgão máximo do Judiciário estadual está, assim, cooperando para que acusados por grandes escândalos escapem sem punição. E, se o crime passa a compensar por falha das instituições, será ainda mais difícil esperar que elas gozem da confiança do cidadão comum.

A RTIGO Luiz Inácio Lula da Silva

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte. Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos. Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar. Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social. Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimen-

Por que querem me condenar tos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos. Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos. Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito. Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”. Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo. Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES. De resto, nesses depoimentos,

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Reginaldo Manzotti

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa. Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta. Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios. A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos. Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal. Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os

desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos? Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública. Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil. É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática. Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam. Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

Poucos meses depois de assumir a missão de liderar a Igreja Católica, aos 76 anos, o papa Francisco fez uma grave denúncia: “Vivemos uma época em que os idosos não contam. É triste dizer isto, mas eles são descartados! Porque incomodam”. Esta afirmação foi feita em novembro de 2013 e desde então a situação não melhorou. Ao contrário, os fatos continuam renovando o alerta do papa. No dia a dia, o descaso com o idoso é percebido a todo momento e vem se avolumando. No seu cotidiano, o idoso sofre discriminação e preconceito, adquirindo traumas psicológicos, sofrendo rejeições e o abandono da família, do Estado e da sociedade. Temos uma Constituição e um Estatuto do Idoso que nada ou quase nada conseguiram mudar neste triste quadro. Tirando uma ou outra iniciativa, como vaga preferencial em estacionamentos ou filas de supermercado, a realidade vivida pelo idoso no Brasil explicita o descaso em todas as suas formas. E o pior: essa cultura de discriminação expõe e encaminha a geração que a pratica para a mesma sorte. Afinal, estamos todos envelhecendo. Este é o ciclo irreversível da vida. Precisamos resgatar e promover o valor e a dignidade das pessoas idosas. Precisamos ouvi-las. Deixar que se manifestem, que nos ensinem a sabedoria adquirida ao longo de seus anos já vividos. Precisamos de uma sociedade para todas as idades, com uma visão positiva do envelhecimento e que desperte o sentimento coletivo de gratidão, apreço e hospitalidade para que os idosos sejam inseridos nesta sociedade de forma ativa. Uma sociedade moderna que faça o idoso sentir-se parte da sua comunidade. Que as suas experiências e as lutas travadas para garantir uma vida mais digna aos seus filhos sirvam de aprendizado e que esse aprendizado possa ser compartilhado, vivido em comunhão. Temos de parar de agir como se a velhice não existisse na nossa vida e começar a mudar com atos simples e cotidianos. Qual é o problema de falar um pouco mais alto ou de repetir uma frase para o seu pai ou seu avô? Dar tratamento diferenciado a eles é uma questão de respeito. O mesmo respeito de que você vai sentir falta na sua velhice se não praticá-lo agora. Acredito que podemos ter este começo já. Que é possível começar a mudança. Quem aproveitar essa oportunidade pode viver momentos extraordinários, vai melhorar sua percepção do mundo, enriquecer sua experiência de vida e será mais feliz. Se todos agirmos com respeito, vamos torná-lo algo comum, natural. Penso no quanto isso é grandioso e que cada geração que adotar esta postura receberá de presente, na sua velhice, a integração, a conversa, a troca de experiência, o convívio comum e a atenção que todos merecemos. Para isso, basta substituir a palavra descaso por atenção. Mas o poder imenso desse ato só se faz sentir com força quando a palavra abre o coração e transforma o verbo em ação. Mobilizar e mudar a nossa sensibilidade é sempre um ato de escolha. Vamos fazer essa escolha. Vamos escolher o respeito à vida. Padre Reginaldo Manzotti é embaixador da Pastoral da Pessoa Idosa.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA foi presidente do Brasil (2003-2010). É presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores)

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Os idosos estão sendo descartados

Impressão e Fotolito: Editora Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Política A-3

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

P anorama Regional B. Francisquini

Desespero em Ibaiti Nos últimos dias recebemos vários contatos de leitores da região de Ibaiti querendo saber se é verdade que mais pessoas estariam sendo investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suposto envolvimento com crime de exploração sexual de menores. O Gaeco de Londrina,

em nota distribuída à Imprensa semana passada, admitiu que outras pessoas suspeitas de envolvimento no caso estavam sendo investigadas. Fala-se que atuais e ex-prefeitos, além de empresários, estariam na mira das investigações, mas tudo vem sendo conduzido em segredo de justiça por envolver menores.

Sem mandados Segundo informações da delegacia de Ibaiti, o Gaeco mantém as investigações, mas até ontem nenhum outro mandado de prisão havia sido encaminhado à unidade policial. Continuam presos Além da proprietária de casa de prostituição responsável por arregimentar garotas menores de idade, continuam presos o policial civil e vereador eleito Elielson Carlos Araújo (PTB), mais conhecido como Tiguera e o ex-prefeito de Ibaiti e fazendeiro, Marlei Ferreira de Siqueira, que se encontra trancafiado numa delegacia do Mato Grosso. Tiguera foi eleito com 325 votos e, segundo a promotora Dúnia Serpa Rampazzo, responsável pela ação de improbidade administrativa, ele já foi afastado da função pública e o MP-PR já pediu à Justiça para que ele não assuma o cargo de vereador na próxima legislatura. Foragido O ex-prefeito de Japira, Wilson Ronaldo Rony de Oliveira Santos, ou simplesmente Rony como é mais conhecido, até agora não conseguiu reverter ordem de prisão expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que acatou determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que condenados em segunda instância por órgão colegiado, aguardem presos o julgamento de seus recursos em instâncias superiores. Como Rony não se apresentou, ele é considerado foragido da Justiça. Calmaria Pouco se fala sobre a composição das mesas diretoras das câmaras legislativas da região. Em Santo Antônio da Platina especulações apontam que o vereador mais votado, Luciano de Almeida Moraes, o Vermelho (PTB), deve ser apontado como provável presidente. Mirian Montanheiro (PTN), que estreia na política, deverá compor a mesa, provavelmente como secretária. Espaçoso Servidor público das antigas questiona os colegas do magistério estadual sobre o espaço dado ao senador Roberto Requião no debate sobre a remuneração dos professores. Lembra que Requião deixou o funcionalismo sem aumento salarial entre 2002 e 2006, além de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o piso nacional do magistério. Extremistas Do colunista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, sobre a invasão de Escolas no Paraná: “Parece evidente que os petistas e os extremistas de esquerda resolveram escolher o Paraná como uma espécie de laboratório de sua firme determinação de sabotar o país e de conduzi-lo a uma crise. É estupefaciente o que a ideologia mais rombuda, o desrespeito às necessidades dos mais pobres, a ideologização mais vigarista e canalha do ensino podem fazer”. Calafrios O jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, informa que o ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba por determinação do juiz Sérgio Moro, pode recorrer à delação premiada antes do que se imagina. A hipótese causa calafrios em Brasília. O novo vilão da economia? Dizem que o supermercado voltou a ser o vilão da economia. Não é bem assim. Pesquisas mostram o desemprego como o principal responsável pela inadimplência, dificultando o pagamento das dívidas. Segundo o SPC, nos últimos três meses, quase 40 por cento dos entrevistados atrasaram o pagamento porque ficaram sem trabalho. Os produtos supérfluos deixaram o carrinho do supermercado. Agora, só entram produtos básicos como arroz, feijão e carne. Quem trabalha nos supermercados já notou que os clientes não enchem mais os carrinhos como antes. A quantidade foi reduzida, a marca foi substituída e, ainda assim, as compras são parceladas, na maioria das vezes. A inadimplência também é vista no setor de vestuário e calçados. A compra de móveis e eletrodomésticos caiu de vinte e quatro para 16%. Isso mostra que os gastos estão sendo cortados onde dá. O brasileiro já percebeu que tem que ser mais consciente nas compras. *Com a Coluna Mirador

Zezão anuncia sete nomes para compor seu secretariado

S.A. PLATINAPrefeito eleito anuncia primeiros chefes de pasta e se prepara para discutir transição Marco Martins

O prefeito eleito de Santo Antônio da Platina, José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão, (PHS) anunciou ontem, 21, pela manhã durante o programa Cidade em Destaque, da Rádio Difusora Platinense, os nomes de sete secretários da gestão que começa em janeiro de 2017. Entre os nomes confirmados está o vice-prefeito eleito e empresário Francisco Monteiro, o Chico Aramon (PMN), que vai assumir a secretaria de Planejamento. Além do seu vice, Zezão também confirmou o coronel reformado da Polícia Militar, Airton Sérgio Diniz, um dos seus coordenadores de campanha, no cargo de secretário de Gestão. O chefia de gabinete terá como responsável o comerciante Benedito Vieira Miranda que também atuou diretamente na campanha do humanista. Na secretaria de Fazenda, Zezão resolveu manter o atual titular da pasta na gestão do prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM), Celso Dias de Oliveira. O experiente secretário está no cargo desde a gestão da ex-prefeita Maria Ana Guimarães Pombo (2009-2012). Na past a de Esp or tes o escolhido foi o também professor Marcos Gilmar

do Amaral, que também preside a Associação de Oficiais de Arbitragem do Norte Pioneiro (Assonorpi). A secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da próxima gestão será ocupada pelo agricultor e atual presidente do Conselho Municipal de Agricultura, Luiz Carlos da Silva. Na Assistência Social o escolhido é o membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cristiano Benedito L auro. O prefeito eleito também anunciou ontem o nome do diretor do Departamento de Industria e Comércio de Santo Antônio da Platina, o representante comercial Antônio Marcos de Souza, o Marcão do Café. Transição O prefeito eleito José da Silva Coelho Neto disse ontem por telefone à Tribuna do Vale que pretende começar a discutir na semana que vem a transição com a equipe do prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto. O humanista revelou que já foi oficiado pelo atual prefeito e adiantou os nomes do seu vice, Chico da Aramon e coronel Ayrton Sérgio Diniz como membros da comissão de transição. Zezão também escolher um advogado e um contador para compor a equipe.

Antônio de Picolli

Coronel reformado da PM,Airton Diniz vai ocupar secretaria de Gestão

Arquivo

Marcos Gilmar do Amaral será secretário de Esportes

ADMINISTRAÇÕES

TCE-PR aumenta rigor na fiscalização de admissões de pessoal no serviço público Da Assessoria

O Tribunal de Contas está inovando na fiscalização dos processos de seleção de pessoal realizados pelos órgãos da administração municipal e estadual do Paraná. Por meio do Sistema Integrado de Atos de Pessoal (Siap) - Admissão de Pessoal, o TCE-PR passará a adotar a análise prévia e concomitante de todos os atos relativos a concursos, testes seletivos e processos seletivos simplif ic a dos re a liza dos na administração pública. Já implantado, o Siap-Admissão está disponível para as entidades enviarem, facultativamente, os pro c e ss o s d e s el e ç ã o d e pessoal. A partir de 7 de novembro, o encaminham e nt o d o s d o c u m e nt o s pelo sistema passará a ser obrigatório para todos os órgãos e entidades da administração direta e indireta dos 399 municípios paranaenses e do Estado. O Siap-Admiss ão de Pessoal permite ao Tribunal a fiscalização dos processos seletivos públicos d e s d e a s u a c o n c e p ç ã o. "O novo sistema nos dará condições de determinar a correção de inconsistênci as num cer t ame aind a

em andamento, inclusive com a adoção de medidas cautelares visando a impedir a execução de fases posteriores sem o devido saneamento das irregular idades ap ont adas p elos nossos técnicos", destaca o presidente do TCE-PR, conselheiro Ivan Bonilha. Na avaliação da coordenadora-geral de Fiscali-

“

Ele torna a fiscalização mais eficaz e atual. Também contribuiu para agilizar o tempo de tramitação e julgamentos desses processos”

zação, Bárbara Marcelino Pereira, o Siap-Admissão de Pessoal representa uma inovação histórica na forma de fiscalização dos atos de p ess o a l. "E le tor na a fiscalização mais eficaz e atual. Também contribuiu para agilizar o tempo de tramitação e julgamentos desses processos", afirma Bárbara. No sistema anterior, os atos de pessoal

eram encaminhados pelos jurisdicionados ao TCE-PR - para fins de avaliação de legalidade e concessão de registro -, somente após a conclusão do processo, quando a admissão já est av a c ons u m a d a , c om o servidor público exercendo suas atividades profissionais junto à entidade. A partir de agora, a f is c a l iz a ç ã o p ass a a s e r feita em quatro fases, distintas e independentes, pela Coordenadoria de Fis ca lização de Atos de Pess oal (C ofap). C omeçará na análise do edital de licitação para a contratação de empresa que conduzirá o cer tame de seleção; ou a análise dos critérios utilizados pelo órgão público para fazer essa contratação por dispensa ou inexigibilidade de licit aç ão. A s egund a fase será a análise do cont rato f ir mado com a empresa vencedora da licitação. Em seguida, os analistas de controle do TCE-PR avaliarão o edital do concurso público ou do teste seletivo. Por último, s erão analisados os atos de pessoal resultantes do processo de seleção. "Passaremos a fazer o monitoramento do processo de seleção de pessoal na

sua totalidade, com o objetivo de evitar que sejam consumados atos em desacordo com a lei", afirma a coordenadora da Cofap, Danielle Cristina Jaques Urban. Para os servidores públ i c o s p ar ana e ns e s , o novo sistema de fiscalização pretende garantir que eles não serão prejudicados futuramente, por atos i r re g u l are s ou d e má - fé dos gestores públicos nos pro c e ss o s d e s el e ç ã o d e pessoal. Admissão de Pessoal é o sexto módulo do Siap implantado pelo TCE-PR. Já estão em funcionamento os módulos Aposentadoria, Cadastro de Verbas, Veículo de Publicação, Quadro d e C argo s e Pe ns ã o. Os próximos módulos a serem implantados são: Histórico de Ser vidores e Folha de Pagamento. Antes de se tornar obrigatório, o Siap-Admissão de Pessoal passou por fase de testes, iniciada em abril, com um grupo de jurisdicionados. Em 5 de agosto, o sistema foi liberado, para o e nv i o f a c u l t at i v o d a s i n for ma ç õ e s , a to d a s a s entidades fiscalizadas pelo Tribunal. A implantação do sistema é regulada pela Inst r u ç ã o Nor m at iv a n º 118/16.


A-4 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

Trinta e oito anos de devoção

FÉ E GRATIDÃO Cura do câncer motiva cumprimento de promessa que dura quase quatro décadas Da Assessoria do Grupo Molinis

O que motiva uma mãe a dedicar uma vida inteira – e até envolver os filhos – no cumprimento de uma promessa? A dona Tuti, moradora de Ribeirão Claro e devota de Nossa Senhora Aparecida, sabe o segredo: fé e devoção. Há 38 anos ela celebra uma miss a em homenagem à Padroeira do Brasil, quando a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus se enfeita de flores, trazidas de várias partes do município, por fiéis que compartilham da mesma fé e devoção. Tudo acontece por conta de duas graças recebidas pela matriarca da família Molini. Mãe de cinco filhos, dona Tuti mantinha a esperança de vê-los todos saudáveis. Mas, aos sete ano s , o f i l ho c a ç u l a foi diagnosticado com câncer. Sem perder a fé, ela pediu pela intervenção de Nossa Senhora Aparecida, prometendo enfeitar a igreja com f lores, anualmente, sempre no dia a ela dedicado. O filho alcançou a graça e, desde então, o dia 12 de outubro é aguardado

com ansiedade pelos fiéis, que depositam flores no altar, em gratidão ao milagre recebido pela família Molini. Segundo a filha Cleuza Molini, no começo foi muito difícil conseguir as flores para cobrir o altar. “Minha mãe ia de casa em casa pedindo flores para as pessoas, que as doavam com muita alegria. Hoje essas pessoas contribuem e s p o nt a n e a m e nt e e s ã o elas mesmas quem levam as flores ao altar”, conta a filha, que é professora em Ribeirão Claro. Vinte anos mais tarde, uma notícia parecia abalar a família novamente: os médicos diagnosticaram o mesmo câncer no “c a ç u l i n h a” d a f a m í l i a . Cleuza Molini, em vídeo gravado na Missa realizada em Ribeirão Claro, em 12 de outubro, conta que a família pensou que talvez fosse Nossa Senhora Aparecida pedindo prova da fidelidade da dona Tuti e dos filhos. Mas a matriarca não se abalou, confiou na Padroeira e continuou a dedicar a data em homenagem a Noss a S en hora

Divulgação

Família Molinis após missa em homenagem à Padroeira do Brasil na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus

Aparecida, cada vez com m ai s f l ore s d e p o s it a d a s n o a l t a r. “ E l a d e c l a r o u que o que a Padroeira queria não era testar a nossa fé, mas mostrar que quando recorremos a ela, com o coração puro e com fé, ela atende. E hoje est amos aqui, mais uma

vez, comemorando a vida do nosso irmão mais novo e h o m e n a g e a n d o No s s a S enhora Aparecida”, enfatiza a filha. Par a l e l am e nt e à pro messa da mãe, o filho mais velho da dona Tuti, o empresário José Carlos Molini d e cid iu ap oi ar e

demonstrar gratidão pela graça recebida. Desde então, há 25 anos, o Grupo Molini’s contribui e incentiva a realização de festas em comemoração ao Dia das Crianças. Nesse ano, foram realizadas mais de 50 festas e atendidas mais de mil crianças. “É o nosso

jeito de agradecer por tudo o qu e t e m o s re c e bi d o e de contribuir para que as c r i anç as d e Ja c are z i n ho tenham um dia feliz e com motivos para comemorar. Somos prova viva de que vale a pena acreditar”, finaliza o empresário José Carlos Molini.

Empresário contribui com mais de 50 festas para crianças carentes O empresário José Carlos Molini, diretor-proprietário do Grupo Molini’s, com empreendimentos em Jacarezinho e Santo Antônio da Platina contribuiu com mais de 50 festas em homenagem ao Dia das Crianças. A proposta é resgatar brincadeiras antigas de infância, quando toda a família se reunia para se divertir e brincar juntos. As comemorações já se tornaram tradição e acontecem há mais de 25 anos. O empresário explica que a ideia de promover as festividades em homenagens às crianças surgiu aliada às comemorações em homenagem a Nossa S enhora Aparecida, também comemorada e m 1 2 d e o u t u b r o. A

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Grupo Molini’s contribui com a distribuição de lanche, em ações que são realizadas em vários bairros de Jacarezinho

mãe do empresário, dona Tuti, que é devota da Padroeira do Brasil, iniciou uma tradição que acontece anu a l m e nt e : u m a M i s s a

em Ação de Graças na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Ribeirão Claro, por conta de um milagre que marcou a vida dela e

de toda a família. “Minha m ã e fe z u m prome ss a a Nossa Senhora Aparecida que curasse meu irmão mais novo, Paulo Molini. A

graça foi atendida e desde então, celebramos a vida, com uma missa em ação de graças e festas para as crianças”, conta o empre-

sário (leia texto à parte). Na festa em homenagem às crianças, o Grupo Molini’s contribui com a distribuição de lanche, em ações que são realizadas em vários bairros, envolvendo escolas, creches, igrejas, associações de moradores e instituições beneficentes. Neste ano, foram quatro dias de festas, com atendimento às crianças de todos os bairros de Jacarezinho, além do centro da cidade. “São festas realizadas com o objetivo de garantir diversão às crianças, que participam acompanhadas dos pais, numa grande manifestação de car in ho, renovando os laços familiares e fortalecendo a família jacarezinhense”, comemora o empresário.

 AGRICULTURA

Ribeirão Claro se destaca no Prêmio Café Qualidade Paraná Da Assessoria

Dois cafeicultores ribeirão-clarenses foram premiados na etapa estadual do concurso Café Qualidade Paraná, na última quinta-feira (20). José Eduardo Correa Ferraz ficou com a quarta colocação na categoria Café Natural e Fábio Doria Scatolin, representado pelo gerente Nelson Luiz Posseti, ficou com a mesma colocação na categoria Cereja Descascado. O resultado fortalece a cafeicultura no município, uma das culturas apoiadas pelo prefeito Geraldo Maurício Araújo (PV), através da Secretaria de Agricultura. A cerimônia foi realizada na sede do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina, e reuniu cerca de 350 participantes.O concurso Café Qualidade Paraná premia os melhores cafés do estado nas categorias café natural e

cereja descascado. Cada competidor inscreve um lote de seis a oito sacas. Na categoria microlote, são necessárias apenas duas sacas. São premiados os cinco primeiros colocados de cada categoria e os campeões representam o Paraná no concurso nacional, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os cinco melhores cafeicultores no concurso têm a venda dos lotes garantida como forma de incentivo. A compra dos lotes é feita com o apoio dos patrocinadores do Prêmio. Os quatro primeiros colocados recebem o valor de R$ 1.200 a saca, o que representa o dobro da cotação registrada no dia anterior ao evento na Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F).O mesmo acontece com os produtores classificados entre a segunda e a quinta colocação, no valor de R$ 1.080,

R$ 960, R$ 840 e R$ 780 a saca, respectivamente. O coordenador do concurso e integrante da Câmara Setorial do Café, Paulo Franzini, destacou que objetivo do concurso é valorizar a bebida paranaense e abrir novos mercados aos cafeicultores paranaenses. “O Paraná já é reconhecido como um produtor de cafés de alta qualidade, embora tenha havido redução de áreas nos últimos anos e a produção seja pequena, comparada com outros estados”, disse. Segundo o técnico responsável pelo projeto de apoio aos cafeicultores promovido pela prefeitura, Rogério Alves, o café produzido no município tem se destacado nos últimos anos graças ao apoio dado pela prefeitura e ao trabalho dos produtores. “Na fase regional, Ribeirão Claro ficou em primeiro em três das quatro categorias avaliadas”, lembrou. “Vencemos nas categorias Ce-

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Produtores de Ribeirão Claro foram premiados no Concurso Café Qualidade Paraná

reja Natural, Cereja Descascado e Natural Microlote”, frisou.

“Agradecemos o apoio do prefeito Maurício e parabenizamos

nossos produtores por mais essa conquista”, concluiu.


Geral A-5

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

Pelo 3º ano consecutivo, Norte Pioneiro se destaca no prêmio Café Especial

QUALIDADEProdutoras do projeto Mulheres do Café faturaram três dos quatro prêmios do concurso Da Redação

Em 2014 e 2015, produtores de cafés especiais do Norte Pioneiro foram os grandes vencedores do prêmio Café Qualidade Paraná. Este ano, o fato se repetiu, colocando a região em destaque estadual. A premiação ocorreu nesta quinta-feira (20), na sede do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Londrina e reuniu cerca de 350 participantes. O Norte Pioneiro ficou com o primeiro lugar em três das quatro categorias que concorriam ao prêmio. Laura Inocência de Freitas, de Tomazina, foi campeã na categoria micro lote – cereja descascado; Flávia Jacob Saldanha Rodrigues, de Jacarezinho, campeã na categoria Cereja Descascado, e Ceres Trindade de Oliveira Santos, de Joaquim Távora, também foi campeã pela categoria micro lote natural. Outro fato que se repetiu, foi que tanto em 2015 quanto em 2016, quem levou a maior parte dos prêmios foram as mulheres do Norte Pioneiro. Segundo o gerente regional da Emater em Santo Antônio da Platina, Maurício Castro Alves, a região possui 4.700 cafeicultores e já se apresenta como a maior produtora do estado. “A cafeicultura gera paraestas famílias R$226 mil anuais, o que faz do café uma das mais importante cadeias produti-

vas regionais, grande geradora de renda e emprego O foco de trabalho da Emater é o aumento da produtividade e melhoria da qualidadedo café”, explicou. Mauricio disse, ainda, que a premiação é o resultado de um trabalho que vem sendo realizado há mais de três anos pelaEmater, através do projeto Mulheres do Café. A economista doméstico da Emater de Pinhalão disse que o projeto, além de promoverrepasses de tecnologias para produção de cafés especiais, capacita as mulheres para um protagonismo dentro e fora da propriedade. “Por dois anos consecutivos as mulheres do programaforam campeãs do Concurso Café Qualidade. Além disto, 54% das amostras de café enviadas para a fase regional do concurso foram da produção de mulheres. Este resultado, mais uma vez, será um incentivo para que as cafeicultoras invistam cada vez mais na produção de cafés de boa qualidade”, comentou. Concurso O objetivo do concurso é valorizar a bebida paranaense, uma estratégia para abrir aos cafeicultores do Estado a possibilidade de conquistar novos mercados, ampliar negócios e aumentar a rentabilidade da atividade. Nesta edição, os primeiros colocados são todos da região Norte do Estado: EvilásioShigueaki Mori, de

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Todos os ganhadores, por categoria, do prêmio deste ano

municípios de C ambira; Flávia Jacob Saldanha Rodrigues, de Jacarezinho; Ceres Trindade de Oliveira Santos, de Joaquim Távora, e Laura Inocência de Freitas, de Tomazina, chegaram ao prêmio após superar mais de 240 concorrentes. “O Paraná já é reconhecido como um produtor de cafés de alta qualidade, embora tenha havido redução de áreas nos últimos anos e a produção seja pequena, comparada com

Mulheres se destacam

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outros estados”, diz o economista Paulo Sérgio Franzini, da Câmara Setorial do Café, coordenador do concurso. “Os cafeicultores hoje buscam a qualidade para sobreviver na atividade em pequenas áreas pois a maioria dos participantes são da agricultura familiar”, destacou. Cafés especiais Os cafés especiais abrangem conceitos que vão desde a característica física dos grãos, origem e variedades,

Três das quatro categorias do concurso deste ano foram vencidas por mulheres, que mais uma vez marcaram forte presença entre os mais bem posicionados no Café Qualidade Paraná. O destaque foi a cafeicultora Ceres Trindade de Oliveira Santos, de Joaquim Távora, que venceu pelo segundo ano consecutivo na categoria microlote. “O segredo é dedicação, muito cuidado que vai do manejo da lavoura até o processo de colheita e secagem”, ensina. O Concurso Café Qualidade Paraná é uma promoção da Câmara Setorial d o C afé, S e c re t ar i a d e Agricultura e Abasteci-

mento do Paraná (Seab), Iapar e Emater-PR, com apoio da Associação dos

“

O segredo é dedicação, muito cuidado que vai do manejo da lavoura até o processo de colheita e secagem”

Engenheiros-Agrônomos de Londrina, do Consórcio Pes quis a C afé e de

cooperativas, indústrias torrefadoras e empresas ligadas ao setor no Estado. Esta é a décima quarta e d i ç ã o d o c o n c u r s o, e segundo Franzini, houv e u m a e v o lu ç ã o mu i to g r and e n a mu d anç a de comp or tamento dos produtores aos longo destes anos. “ A disputa acaba tendo um papel educativo e de estímulo para o produtor se capacitar com novos con hecimentos s obre a c u ltu r a . “As mu d an ç a s de atitude começam na e s c ol h a d e v ar i e d a d e s , plantio e tratos culturais, passando pela colheita, pós-colheita, secagem e beneficiamento.

chegar aos bons resultados é importante que o produtor faça uma colheita seletiva com o maior p ercentual possível de grãos maduros. A secagem deve ser em terreiro protegido, suspenso ou direto no secador. E é fundamental ainda a separação dos lotes por bebida. “Tudo isso só depende da atitude do produtor em cada etapa, porque ninguém vai estar lá na propriedade para fiscalizá-lo.”

Concurso Café Qualidade Paraná

O concurso Café Qualidade Paraná é realizado nas categorias café natural e cereja descascado. Os cafeicultores devem inscrever um lote de seis a oito sacas. Pequenos agricultores familiares competem com microlotes, de apenas duas sacas. Nesta última etapa estavam na disputa 26 lotes de café natural e 17 de cereja descascado. Foram premiadas quatro categorias. Primeira com o café natural - que é aquele que tem um processo de pós-colheita com secagem de forma na-

Laura de Freitas, Flávia Saldanha Rodrigues e Ceres Trindade foram as grandes vencedoras

até preocupações de ordem ambiental e social. “Atributos físicos e sensoriais são avaliados p elos jurados, como sabor e aroma”, explica Franzini. “Uma planta bem nutrida, terá menos problemas de doenças e resultará no fruto mais bonito e vigoroso”, diz ele, lembrando que o café é um fruto e, assim como outras frutas, pode apresentar aromas e sabores diferentes. Segundo Franzini, para

tural, também chamada via seca; depois o cereja descascado, chamado via úmida, que tem a intervenção do produtor na retirada da casca do café. A terceira categoria é o café microlote, que se divide em natural e cereja descascado, mas que vem da agricultura familiar e concorre com duas sacas. O lote vencedor de cada categoria vai representar o Paraná no concurso nacional, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A produção dos cinco melhores cafei-

cultores no concurso tem a venda garantida como forma de incentivo. Os quatro campeões têm garantida a venda de seus lotes pelo valor de R$ 1.200 a saca, o dobro da cotação registrada ontem (19.10) na Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), em aquisição feita com o apoio dos patrocinadores do concurso. A garantia se estende aos produtores classificados até a quinta colocação, respectivamente no valor de R$ 1.080, R$ 960, R$ 840 e R$ 780 cada saca.

CÂMARA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ ESTADO DO PARANÁ PORTARIA Nº 130/2016-CM SUMULA: Dispõe sobre a cessação de afastamento de Vereador ao cargo após cumprimento da punibilidade da suspenção dos direitos políticos e dá outras providências. O Presidente da Câmara Municipal de Barra do Jacaré-PR, no uso legal de suas atribuições RESOLVE: Art. 1º. Em cumprimento a extinção de punibilidade dos direitos políticos do Vereador Nilso dos Santos da Câmara Municipal de Barra do Jacaré, proferida nos autos 60602/2016 pela Vara Criminal de Andirá-PR, em 18.10.2016, referente aos autos de condenação criminal nº. 2919-38.2011.8.00.0039, fica cessado os efeitos da Portaria nº. 125 de 18.05.2016–CM, que havia afastado o Vereador Nilso dos Santos do cargo, por suspenção de seus direitos políticos, sentenciada nos autos nº. 5-36.2016.6.16.0057. Art. 2º. O Presidente da Câmara Municipal resolve também, convocar o Vereador Nilso dos Santos, para que na próxima sessão ordinária da Câmara Municipal a ser realizada a partir das 19:20 horas do dia 24.10.2016, venha tomar posse do Cargo. Art. 3º. Esta Portaria entra em vigor a partir de sua data, revogadas as disposições em contrário em especial a Portaria 125/2016-CM. Sala das sessões Antônio dos Santos Neto da Câmara Municipal de Barra do Jacaré, em 21 de outubro de 2016. Jorge João Pereira Filho Presidente da Câmara Municipal SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO Luciano Moreira Silveira sob CPF nº 033.749.229-88, torna público que recebeu do IAP a Licença de Instalação para atividade de Avicultura de Corte, a ser implantada no Sítio Colônia São Miguel, Bairro Colônia São Miguel, Município de Joaquim Távora – PR. SÚMULA DE REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO Luciano Moreira Silveira sob CPF nº 033.749.229-88, torna público que irá requerer ao IAP a Licença de Operação para atividade de Avicultura de Corte, a ser implantada no Sítio Colônia São Miguel, Bairro Colônia São Miguel, Município de Joaquim Távora – PR.


A-6 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

AMP manifesta preocupação com custeio do transporte escolar

Antônio de Picolli

PARANÁPrefeitos advertem que a continuidade da ocupação vai aumentar os custos Da Assessoria

O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Santo Antônio do Sudoeste, Ricardo Ortina, manifestou preocupação com o risco de prejuízos financeiros às prefeituras, caso as 820 escolas ocupadas por alunos da rede pública estadual não retomem logo suas atividades. O problema é que, embora seja responsabilidade do Governo do Estado, o transporte dos alunos da rede estadual de ensino é custeado em grande parte pelas prefeituras. O custo da prestação do serviço para as prefeituras é de cerca de R$ 200 milhões/ano, mas os repasses feitos pelo Estado e pela União (por meio do Programa Nacional de Transporte Escolar-PNATE) são de aproximadamente R$ 110 milhões/ano. Para cobrir os custos do transporte escolar dos alunos da rede estadual por causa dos 49 dias letivos de greve dos professores, em 2015, o Governo do Estado se com-

prometeu com a AMP a pagar duas quotas extras de R$ 9 milhões pelo serviço - uma em dezembro de 2015 e a segunda em julho de 2016. Os prefeitos advertem que a continuidade da ocupação vai aumentar os custos do transporte escolar e forçará a AMP a uma nova negociação com o governo. Novos prefeitos Ortina disse que reconhece e respeita o direito dos alunos de protestar, mas está preocupado com o risco de que a continuidade do movimento aumente significativamente os custos do transporte escolar para as prefeituras, um problema que se agrava em meio ao cenário de crise do País. “Outra questão que nos preocupa é o fato de que os prefeitos eleitos neste ano assumirão seus mandatos em 1º de janeiro de 2017. E temos mais de 280 prefeitos novos, que assumirão seus mandatos em um cenário de grave crise financeira das prefeituras”, avalia. A Lei n.° 9394/96 (LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação) estabelece um

Transporte dos alunos da rede estadual de ensino é custeado em grande parte pelas prefeituras

mínimo anual de 200 dias letivos e 800 horas de conteúdo. A execução deste conteúdo pode ficar prejudicada caso as ocupações sejam prolongadas e as aulas tenham que ser ministradas, por exemplo, aos sábados. Cerca de 20% dos um milhão de alunos (aproximadamente 200 mil

estudantes) dependem do transporte escolar. Conselho produz documento Na manhã de hoje, o Conselho Estadual da Educação produziu documento defendendo a necessidade de reformas no ensino médio, mas não por Medida Provisória,

como fez o Governo Federal com a MP 241. O órgão vai enviar carta aos deputados federais e senadores do Paraná defendendo que a proposta seja debatida com mais profundidade pela sociedade. O Conselho também defende o direito de os estudantes protestarem contra a MP,

mas - a exemplo dos prefeitos - está preocupado com a reposição das aulas. “Os conselheiros também se colocam à disposição para ajudar no que for necessário no sentido de resolver o problema”, explica o consultor em Educação da AMP e integrante do Conselho, Jacir Machado.

ANEFAC

CONTRAN

Multa por som alto passa a ser aplicada Copel e Sanepar recebem apenas com a constatação de agentes Troféu Transparência Antônio de Picolli

Da Agência Estadual

Medida desobriga a necessidade do uso do medidor pelos agentes fiscalizadores Das Agências

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, na quarta-feira (19), uma resolução que facilita a aplicação de multas por som alto - aquele que pode ser ouvido do lado de fora dos veículos. A medida, publicada nesta sexta (21) no Diário Oficial, desobriga a necessidade do uso do medidor pelos agentes fiscalizadores, que, a partir de agora, podem registrar a infração ao apenas constatarem o som fora dos limites. Antes desta nova resolução, o volume exorbitante era considerável passível de multa quando sua medição - feita a sete metros de distância do veículo - apontava proporção superior a 80 decibéis. Por isso, as multas dependiam de um equipamento chamado decibilímetro. A partir desta sexta, o som que possa ser ou-

vido do lado de fora do carro já será considerado “alto”, com possibilidade de autuação “independente do volume ou frequência”.Para isso, o agente de trânsito deverá registrar, no campo de observações do auto de infração, a forma de constatação do fato, sem a necessidade de apontar o valor medido pelo decibilímetro. A ação será considerada grave, poderá render multa de R$ 195,23 (valor da infração grave a partir de 1.° de novembro) e custará ao condutor cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O veículo também pode ser retido pela força policial. A medida faz exceção a ruídos produzidos por buzinas, alarmes, sinalizadores, sirenes e demais componentes obrigatórios do próprio veículo. Os veículos prestadores de serviço também escapam da punição, desde que estejam autoriza-

dos. Além deles, os veículos de entretenimento podem participar de apresentações estabelecidas pelas autoridades competentes conforme calendário aprovado pelo município. Verão mais sossegado? A medida pode render um verão mais sossegado, uma vez que o som alto dos carros, em vias terrestres de circulação, é considerada uma forma de perturbação do sossego público. A Operação Verão da Polícia Militar (PM) no ciclo passado (2015/2016), por exemplo, resultou em 2.035 pessoas alertadas e 171 veículos abordados por perturbação do sossego público.Também foram lavrados 92 autos de infração de trânsito e 79 Termos Circunstanciados por perturbação do sossego. A PM não separa perturbação por som alto das outras categorias.

Copel e Sanepar receberam nesta quinta-feira (20) o Troféu Transparência, uma iniciativa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) em parceria com a Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e Serasa Experian. O prêmio reconhece publicamente a qualidade e as boas práticas de governança das empresas na apresentação de seus dados contábeis. Copel Após 14 anos, a Copel voltou ao ranking que reconhece a qualidade das informações contábeis prestadas ao mercado e é a única estatal entre as cinco empresas do setor elétrico premiadas na 20ª edição. Para o superintendente contábil da empresa, Adriano Fedalto, além da qualidade e o grau das informações prestadas e os padrões de contabilidade adotados, os relatórios complementares publicados anualmente pela estatal também contribuem para o reconhecimento da Copel. “A Copel tem um comprometimento no tratamento das informações que são importantes para o negócio como o balanço social e ambiental que explicam, atualizam e mostram o comprometimento da empresa com o mercado e a sociedade”, afirmou. Nos 20 anos do Troféu Transparência, a Copel já foi premiada em 1998. 1999, 2000, 2001 e 2002 e volta agora ao ranking das empresas mais transparentes. Sanepar

Premiada entre as empresas com receita líquida até R$ 5 bilhões, a Sanepar recebeu o Troféu Transparência pela quarta vez. As demais foram nos anos de 2002, 2003 e 2004. “Para nós, da contabilidade, o processo de convergência para o IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade) foi muito trabalhoso, porém muito enriquecedor. Todos os profissionais estavam comprometidos em atender às regras e as melhores práticas do mercado e este prêmio comprova o ótimo trabalho feito pela Companhia”, disse Osires Kloster, gerente da Unidade de Serviços Contábeis. A Sanepar elaborou o relatório levando em consideração prioritariamente a observância de princípios e fundamentos da transparência e a integração das informações num único volume. Em 2015, o relatório da Sanepar apresentou também o Relatório de Sustentabilidade integrado com o Relatório de Administração. Segundo o presidente da Companhia, Mounir Chaowiche, o objetivo foi integrar todas as informações da Sanepar. “Desenvolvemos um produto que se comunica com todos os stakeholders. Isso fortalece a confiança do mercado e da sociedade na Companhia. Tivemos aumento da receita, muitos investimentos e evolução da gestão como um todo. Isso comprova o compromisso do Governo do Estado do Paraná em fortalecer as empresas estatais e torná-las mais confiáveis e competitivas”, afirmou. Critérios técnicos A transparência como compromisso das empresas

e direito da sociedade é reconhecida pelo Troféu Anefac sob o ponto de vista das divulgações dos balanços e relatórios de administração. “Não avaliamos a situação econômico-financeira da empresa, mas sim o seu grau de transparência. Ou seja, olhamos para aquilo que ela divulga e não importa se ela está bem do ponto de vista financeiro ou se está quebrada”, explica Antonio Carlos Machado, presidente da Anefac. Para estar entre as vencedoras, as empresas precisam atender a critérios técnicos, como qualidade e grau das informações contidas nas demonstrações financeiras e notas explicativas, transparência das informações prestadas, clareza do Relatório da Administração e sua consistência com as informações divulgadas, aderência integral às Normas Contábeis, não apresentar modificações (ressalvas) no relatório dos auditores independentes, apresentação da divulgação quanto a layout, legibilidade, concisão, clareza e também a divulgação de aspectos relevantes, mesmo que não exigidos legalmente, mas importantes para o negócio como: Ebitda, valor econômico agregado, balanço social e ambiental, etc. “A premiação recebida pelas duas estatais do Governo do Paraná representa o reconhecimento de um conjunto de elementos fundamentais que reflete diretamente na imagem da empresa perante seus acionistas, colaboradores, fornecedores, consumidores, governos e demais atores”, disse o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche.


Cidades A-7

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

Sobe para 24 número de colégios ocupados na região

Antônio de Picolli

PROTESTOSEstudantes participam de uma assembleia na próxima quarta para definir os próximos passos do movimento Dayse Miranda

Em menos de uma semana o número de colégios ocupados no Norte Pioneiro subiu de 18 para 24. Em todo estado, o movimento Ocupa Paraná já ultrapassa 700 escolas tomadas. Na próxima quarta-feira, 26, estudantes contra a MP 746/2016, contra a PEC 241 se reúnem para uma assembleia em Curitiba para discutir quais serão os próximos passos da educação. De acordo com o Ocupa Paraná, a assembleia não será para discutir a desocupação das escolas. A assembleia tem a finalidade de definir também se os estudantes das ocupações tem interesse em dialogar sobre as demandas especificamente do Paraná com o governo do estado. Conforme a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho Magda Cristina Nogueira, estão ocupadas duas escolas em Santo Antônio da Platina, cinco em Jacarezinho, duas em Cambará e uma em Ribeirão do Pinhal. Ela aponta que aguarda a reunião dos grêmios estudantis para liberar as escolas o quanto antes. Nesta semana, o promotor da Vara da Infância e Juventude Diogo Coqueiro se reuniu com os alunos que queriam ocupar os colégios Maria Dalila Pinto e Ubaldino do

Amaral. Após a negociação, os estudantes foram demovidos da ideia e aqueles que ocupam os colégio Rio Branco e Moralina Eleutério chegaram a acordar a saída dos estabelecimentos, mas os ocupantes não cumpriram o acordo. “Apesar da negociação parece que os estudantes do Rio Branco ainda resistem. Já no Moralina (Eleutério) não tinha mais alunos hoje (ontem). Acredito que eles podem reivindicar pelos seus direitos, mas sem intervir no direito de alunos e professores que querem aula”, comentou. Para a chefe do NRE de Ibaiti Arlete Korovisk, a ocupação das escolas não representa democracia, pois, é uma minoria que aderiu ao movimento. Na área de abrangência do Núcleo de Ibaiti três escolas estão ocupadas, em Guapirama, Siqueira Campos e Ibaiti. Entre elas, o Colégio Estadual Professor Segismundo Antunes Netto que funciona com aproximadamente 1, 4 mil alunos. “Cerca de apenas 300 alunos ocupam a escola, ou seja, 1,1 mil alunos estão sem aula por causa de uma minoria. Isso pra mim não é democracia. Essas aulas terão que ser repostas mesmo em fim de ano letivo. Por isso, muitos pais estão indo até o Ministério Público pedindo pela reintegração de

Alunos fazem limpeza do Colégio Rio Branco durante ocupação

posse das escolas”, detalhou. Já os estudantes que ocuparam o Colégio estadual David Carneiro em Guapirama, reclamam que a diretoria deixou a cantina trancada e também não forneceu a chave de várias salas. Eles protestam que a intenção é fazer melhorias na escola durante a ocupação e foram impedidos. Mas segundo a chefe do NRE, a ordem que veio da Secretaria Estadual de Educação (SEED) foi de fornecer o número proporcional de salas para a ocupação, que no caso do Colégio David Carneiro, assim duas salas e dois banheiros seriam o suficiente. “Não é permitido a abertura

da cantina, até porque, qualquer problema que aconteça dentro do estabelecimento de ensino é de responsabilidade da diretoria”, apontou. O NRE de Wenceslau Braz é o que possui o maior número de ocupações, são 12 escolas, sendo três em Sengés, três em Jaguariaíva, quatro em Arapoti, uma em Wenceslau Braz e uma em Santana do Itararé. Segundo a chefe do Núcleo Neli Couto Ribeiro Saliba Costa, as ocupações são pacíficas, mas os pais estão realizando um abaixo-assinado pedindo a desocupação das escolas. Nota sobre ENEM O movimento Ocupa Pa-

raná informa que prova do Exame Nacional do Ensino Médio será adiada (e não cancelada) em 145 escolas do Paraná. O movimento Ocupa Paraná reitera que não tem a intenção de prejudicar ninguém no ENEM. Segundo a nota, os estudantes das 145 escolas não hesitariam em suspender temporariamente as ocupações para que a prova acontecesse. E com certeza essas escolas voltariam a ser ocupadas depois do Enem da mesma forma que tem acontecido com as escolas desocupadas por reintegrações de posse. Convocação Em reunião do Comando

Estadual de Greve, a maioria dos representantes decidiu pelo chamamento de uma assembleia da categoria para hoje, 22, em Curitiba, às 08h30, na Expo Unimed. Os educadores(as) decidirão coletivamente os rumos da greve da categoria. O comando segue reunido para avaliar o movimento em todo Estado e o documento apresentado pelo governo para o FES (Fórum das entidades sindicais). A proposta apresenta a retirada das emendas à Lei Orçamentária que suspendem a reposição do reajuste dos servidores e reabertura do processo de negociação.

Alunos temem pelas ocupações A estudante do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Rio Branco em Santo Antônio da Platina, Anielly Lemos diz que não concorda com as ocupações porque no seu ponto de vista, a maioria dos estudantes não sabe o que significa a PEC 241. Anielly ainda revela que nem todas as turmas do colégio foram comunicadas sobre a reunião do colégio que decidiu pela ocupação do estabelecimento. “Nem sabia que teve reunião para votação e mesmo se eles ganharam na votação, significa

que a maioria tem poder sobre a minoria? Isso é um absurdo”, desabafou. A aluna avalia que as ocupações são quase uma ditadura, pois, impede o direito de quem quer estudar. “Isso que eles estão fazendo é errado, é contra lei, ninguém pode impedir o outro de ir e vir. Ou seja, eles não podem nos impedir de ir para a escola, queremos aula é nosso último ano, o Enem já é mês que vem e estamos perdendo aula”, frisou

ESPORTE

Sanepar realiza jogos regionais entre empregados em Santa Mariana Da Assessoria

Mais de 250 atletas são esperados para a fase regional Norte da 21ª Ol i mpí a d a s d a S ane p ar. O e vento s erá re a lizado e m S ant a Mar i ana ( d is tante 15 km de Cornélio P ro c ópi o ) , n o s á b a d o e domingo, 22 e 23, respectivamente. Empregados da ativa e ap os ent ados, b em como seus dependentes, disputam 15 modalidades esportivas, individuais e col e t iv as , fe mi ni nas e mas c u l i nas . E l e s d e fe n derão as ass o ci açõ e s d e Ap u c a r a n a , A r ap o n g a s , Cornélio Procópio, Londrina e Santo Antônio da Platina. As modalidades disputadas na fase regional Norte das Olimpíadas da Sanepar são: atletismo, sinuca, tênis de mesa femi-

nino e masculino, dama, d o m i n ó, t r u c o, x a d r e z , vôlei de areia feminino e masculino, bocha, malha, natação, peteca, voleibol feminino, futsal e futebol d e c amp o ( l iv re, s ê n i or e m á s t e r, m a s c u l i n o e feminino). Também será realizada uma gincana técnica, com a montagem de um cavalete. “ E s t a m o s e nv o l v i d o s na organização deste evento, fazendo tudo no capr icho e com g randes expectativas. Cada atleta d e ve mo st r ar d e d i c a ç ã o a o e sp or te e d i s c ipl i n a , mas, acima de tudo, o e spí r ito d e c on f r ate r n i zação”, comenta o gerente re g i ona l d a S ane p ar e m Cornélio Procópio, Bráulio Leonel. Neste ano, o tradicional evento da Sanepar i r á b e n e f i c i a r o Abr i g o Bom Pastor, de Cornélio

Procópio, e a ONG Cantinho da Criança, de Santa Mariana. As entidades receberão de produtos hig iene e limp e za e a limentos, respectivamente. A colaboração dos atletas é incentivada pela disputa do Troféu Solidariedade. Devem par ticipar da cerimônia de abertura, neste sábado, 9h, no Itap o ã C lub e de C amp o, o prefeito de Santa Mariana , Jorge Nu ne s , o pre sidente da Câmara local, José Sevilla Garcia, o presidente da União das Associações dos Empregados da Sanepar (Ass e s a ) , Ha m i lt on Ap a re cido Gimenes, o diretor C o m e r c i a l d a S a n e p a r, Antonio Carlos B elinati, o gerente geral da região Nord e s t e , S é rg i o B a h l s , além dos gerentes e coordenadores das regionais envolvidas.

Ela ainda citou um exemplo do que estava sendo praticado em sala de aula antes das ocupações. “A professora de Língua Portuguesa está dando redações e conteúdo específico só para o Enem e estamos perdendo de aproveitar isso, e além de tudo ainda vamos ter que repor aula nas férias. Um absurdo. Eles dizem que estão lá para lutar sobre os direitos, mas e nós que somos contra a ocupação? Não temos o direito de ir para a escola e estudar sem que eles nos impeçam?”, questionou a aluna.


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A-8 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 22 e 23 de outubro de 2016

Prejuízos com tempestade devem passar de R$ 1milhão

ABATIÁCentro de Eventos e a zona rural foram as áreas mais devastadas pelo mau tempo Antônio de Picolli

Apesar do vendaval e dos estragos Festa do peão em Abatiá foi mantida Luiz Guilherme Bannwart

Os prejuízos causados pela tempestade que ating iu Ab at i á n o i n í c i o d a noite de quinta-feira, 20, podem passar de R$ 1 milhão. Na tarde desta sexta-feira, 21, comerciantes e organizadores da Festa de Peão da cidade e produtores rurais ainda contabilizavam os danos. O Centro de Eventos e a zona rural foram as áreas mais devastadas pelo mau tempo com ventos que podem ter ultrapassado os 100 Km/h. Apesar dos estrados, apenas duas pessoas ficaram levemente feridas e programação festiva do município não foi cancelada. Luciana Maria de Fátima Sena, uma das organizadoras da Festa do Peão,

disse que tudo já estava pront o p a r a o pr i m e i ro dia do evento na cidade e que as pessoas só tiveram tempo de se proteger. “As barracas, o parque de diversões e a arena de rodeio estavam prontos para a primeira noite da festa. O pessoal da banda (Oz) montava os equipamentos, quando tudo foi carregado pelas rajadas de vendo. As p ess o as que est avam no recinto procuram abrigos, e felizmente apenas dois integrantes da banda ficaram levemente feridos. Um deles machucou um dos braços e o outro a cabeça, mas sem gravidade”, garante. Ainda de acordo com a organizadora, uma parcial aponta mais de R$ 50 mil em prejuízos. “Os danos

ainda estão sendo contabilizados, mas já somam R$ 50 mil e o valor pode ser bem superior”, avalia Luciana. De acordo com o empresário Fábio Macarroni, d a C omp an h i a O r i g i n a l d e Eve nto s , re sp ons ável pela estrutura da festa, o te mp o fe ch ou p or volt a das 17 horas e durou pouco mais de meia hora. “O céu ficou preto de repente, e o vendaval arrebentou com tudo. As cob er turas dos c amarotes e as b ar rac as voaram igual papel. Dois brinquedos do parque de d i v e r s õ e s s i mp l e s m e nt e des ap are ceram”, cont a o e mpre s ár i o. “Os pre ju í zos já passam dos R$ 100 mil e a festa certamente seria cancelada, mas a p opu l a ç ã o s e mobi l i z ou

TEMPORAL

Antônio de Picolli

Tempestade carregou parte de um barracão de beneficiamento de algodão e alfava

através das redes sociais e nos ajudou na limpeza e reconstrução das estruturas junto às equipes da prefeitura, que concordou em com a re a lização do evento”, concluiu. O comerciante Marcos Cesar Matos, de Nova Fátima, conta que em mais de 20 anos de prof iss ão nunca passou por uma situação parecida. “Participo de eventos todos os finais de semana e jamais passei por algo semelhante. Parecia um tornado, tudo foi lançado para o alto. Ainda b em que est amos v ivos. E st amos re aproveit ando o que sobrou para montar novamente a barraca, e ver se teremos condições de trabalhar”, explica o vendedor de churros e creps. Na zona rural os estra-

gos são impressionantes. Em uma fazenda à margem da PR-436, distante cerca de três quilômetros da cidade, a temp estade carregou parte de um barracão de beneficiamento de algodão e alfava. O agricultor Joaquim Ferreira, 60, afirma que os ventos passaram dos 100 Km/h. “Estava em casa quando o tempo começou a fechar. O uvi um bar ul ho muito forte, e quando olhei para o barracão o vento carregava parte da estrutura. Pilares de concreto e de ferro partiram ao meio. O vento era tão forte, que arrancou como uma folha um portão que pesa mais de mil quilos e o jogou no meio da estrada. Aquilo foi um tornado!”, afirma Ferreira. Na tarde desta s exta-

-feira, o agricultor também contabilizava os prejuízos e tentava salvar o que sobrou da produção de alfafa. “Esse barracão tem 1.800 metros quadros de construção, e a metade foi destruído. O prejuízo passa de R$ 500 mil. Porém, ainda estamos contabilizando os danos com os equipamentos e com a produção”, pondera. Os estragos na nos bairros da cidade, entretanto, são considerados pequenos pelos moradores. Apenas algumas casas destelhadas, queda de árvores e falta de energia elétrica, que foi re s t ab e l e c i d a n a m an h ã desta sexta-feira. A reportagem não conseguiu ouvir nenhum representante da prefeitura para avaliar os danos causados no município.

SIMEPAR

Fornecimento de energia só Joaquim Távora registra foi restabelecido após 18 horas ventos de 59 Km/h Da Redação

O temporal que atingiu a região no final da tarde de quinta-feira, a partir das 17 horas causou danos graves na rede elétrica. O gerente regional da C op el, E d is on B andeira disse ontem pela manhã, que por enquanto é i mp o ss ível d i me ns i onar o nú m e r o d e p o s t e s d e foram derrubados por ár vores e danificados por ventos e raios entre Jundiaí do Sul e Ribeirão do Pinhal, tanto na zona urbana quanto na rural. O estrago foi tão grand e , q u e Ju n d i a í d o S u l f icou 100% s em luz d as 17 horas de quinta-feira às 11 horas de sexta-feira. Mesmo assim, a energia foi restab elecida ap enas na linha alternativa, que passa pela zona rural entre Ribeirão do Pinhal e Jundiaí do Sul. A linha principal, que corre paralela à rodovia que liga as duas cidades, ainda não foi consertada, apesar de e quip es da C op el terem passado a noite toda trab a l h a n d o. “O pro b l e m a era a enormidade de postes derrubados por ár vores e f ios rompidos p or causa da ventania e dos raios. Temos duas opções

d e l i n has qu e for ne c e m energia a essas cidades e as duas foram danif icadas. Ficamos sem opções. O pessoal que trabalhou durante a noite, não teve condições de fazer os consertos e precisou retomar os trabalhos nesta manhã”, disse. Bandeira contou quer os técnicos que trabalharam durante a noite ficaram impressionados com o que viram. ‘Eles disseram que a quantidades de postes e árvores caídos dava uma impressão de devastação. Acredito que torres de celular também foram afetadas, porque em um d e t e r m i n a d o m o m e nt o, eu só conseguia contato com minha equipe através de rádio. Os celulares não funcionaram”, contou. Em Ribeirão do Pinhal, ai nd a ne st a s e x t a - fe i r a , há cerca de 150 unidades consumidoras na área urbana sem energia elétrica, e de 400 na zona rural. Em Santo Antônio da Platina, aproximadamente 80 consumidores na zona rural sem eletricidade estavam sem energia até o começo da tarde de ontem. Na qu i nt a - fe i r a , d a s 1 7 às 18h, 2002 unidades de Santo Antônio da Platina ficaram sem luz.

No momento, nos sete municípios da abrangênc i a d o e s c r itór i o re g i o n a l d a C o p e l e m S a nt o A nt ô n i o d a P l at i n a , h á cerca de 72 ser viços em an d am e nto. Foi pre c i s o pedir reforço de técnicos de outras unidades da C o p e l , n a r e g i ã o, p a r a ajudar nos t rab a l hos de restauração“Até o final da tarde, acredito que 90% dos problemas estarão solucionados”, Bandeira. Em Abatiá, onde o temporal causou grandes estragos na cidade, também houve corte de energia, mas o religamento foi mais rápido. Nota da Copel As chuvas que atingiram toda a região Norte do Paraná na tarde de quinta-feira (20) causaram danos à rede elétrica e desligamentos em 35 municípios. A região chegou a registrar interrupções no fornecimento de energia a 90 mil domicílios do Vale do Ivaí, na região de Londrina e no Norte Pioneiro. Na manhã d e ont e m , e qu ip e s p e rmanecem em campo para concluir as manutenções e religar os 3,5 mil imóveis que no momento estão sem luz na região, localizados principalmente em áreas rurais.

Luiz Guilherme Bannwart

De acordo com o Instituto Simepar, a tempestade que atingiu o Norte Pioneiro na tarde de quinta-feira, 20, registrou ventos de 59 km/h entre 17h e 18h, em Joaquim Távora. Segundo o instituto, a precipitação n o mu n i c ípi o f oi d e 5 2 milímetros. Em Cambará, a estação meteorológica do órgão registrou ventos de 44 km/h com precipitação d e 3 2 m i l í m e t r o s e nt r e 19h 20h. Além dos estragos em Abatiá, o mau tempo tam-

b ém caus ou transtor nos a o s m or a d ore s d e Q u a t i g u á , Ju nd i aí d o Su l, e R i b e i r ã o d e P i n h a l . No entanto, segundo os organismos de segurança, não houve registro de feridos em consequência ao temporal. Conforme o soldado Leandro Alves do Corpo de Bombeiros de Bandeirantes, mais de 10 ár vores foram remov id as d a PR-436, no trecho entre Bandeirantes e Abatiá. As equipes também foram a c i o n a d a s p a r a at e n d e r feridos no Centro de Even-

tos de Abatiá, no entanto, as únicas duas vítimas já haviam sido encaminhadas por terceiros ao Pronto-Socorro. O s argento do C or p o d e B o m b e i r o s d e S a nt o Antônio da Platina Luiz Carlos Souza informou que a corporaçãotambém só foi acionada para remover árvores na PR-439, no trecho entre Santo Antônio da Platina e Ribeirão do Pinhal. Segundo o militar, mais de 20 ár vores obstruíram a rodovia durante o t e mp or a l , p oré m s e m registro de feridos.

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