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Sexta-Feira

24 DE NOVEMBRO DE 2017

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXII - N0 3483 R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br

JOAQUIM TÁVORA

Moradores ameaçam bloquear rodovia após morte de auxiliar de produção

A confirmação da morte da auxiliar de produção da empresa Frangos Pioneiro, Lucilene da Silva, 32, na manhã desta quinta-feira (23), em consequência de um grave acidente de trânsito ocorrido na tarde de quarta-feira (22), no quilômetro 302 da PR-092, em Joaquim Távora, revoltou os moradores, que prometem bloquear a rodovia estadual em protesto à demora na instalação de um redutor de velocidade

local, conforme, segundo eles, prometido pelo Departamento de Estradas de Rodagens do Paraná (DER-PR). Lucilene foi a décima vítima de acidentes fatais na localidade nos últimos anos, os quais também resultaram em dezenas de feridos, muitos deles graves. Ela estava em uma motocicleta com seu companheiro, Valdeci Alves Rodrigues, que foi atingida por um GM Onix, placas de Curitiba. Em 2017, o comunicador Hélio Galvão perdeu

o sogro e a sogra em um acidente automobilístico no mesmo local. No carro, também estavam sua mulher e seus dois filhos, um deles ficou gravemente ferido. Até agora nada foi feito para melhorar a segurança no local. A única lombada que existia naquele trecho, e que ajudava a reduzir a velocidade dos veículos, foi retirada há cerca de 40 dias. Quantas pessoas mais precisarão morrer para se fazer alguma coisa?”, questiona.

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

Em troca do abrandamento da pena, os envolvidos já processados revelam o nome dos seus comparsas. É uma corrente cujos elos vão sendo puxados” Editorial

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Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Há mais de 20 anos combato veementemente a reintrodução dos cassinos e a difusão, em cada esquina, de máquinas eletrônicas de jogos.” José Serra

E DITORIAL Todos nós que, um dia, clamamos pelo fim da impunidade, temos de admitir que o Brasil está mudando nesse particular. Estão hoje encarcerados ex-governadores, ex-ministros e parlamentares presos dentro da casa onde cumprem seus mandatos. Existem ex-presidentes processados e um deles já condenado e ameaçado de prisão. Até o atual presidente da República é alvo de denúncias que terá de responder assim que terminar o mandato. O território outrora inexpugnável dos gabinetes e das residências dos figurões investigados agora é frequentemente tomado pelos policiais que, além de prender ou conduzir coercitivamente o titular, ainda vasculham as dependências e apreendem documentos, computadores e outros

Não votar neles!

objetos que possam interessar ao processo. Essa forma de trabalhar já mereceu contest a ç õ e s , mas c ont i nu a . Além de arrestar provas e conduzir o envolvido até a repartição policial mais próxima, a revoada também informa à população pormenores dos crimes cometidos. Esse procedimento super ativo é possível porque antes de ir em busca daquilo que necessitam, as investigações revelam o que e onde buscar. Concluídas as investigações, foram poucos os que conseguiram se safar. A maioria está presa, em prisão domiciliar ou obrigada a usar tornozeleira. Queiram ou não, presidentes, governadores, s enadores, deput ados, executivos e atravessadores que um dia participaram dos esquemas de

fraude às licitações e de outros saques e descaminho do dinheiro público, s e rão a l c anç ado s. É o caminho natural aberto pelo sistema de delação premiada. Em troca do abrandamento da pena, os envolvidos já processados revelam o nome dos seus comparsas. É uma corrente cujos elos vão sendo puxados. A tendência é que muitos envolvidos ainda venham a ser identificados, processados e até presos. A Lava Jato e suas paralelas nos sugerem um Brasil novo. É certo que se não forem abortadas - acreditamos que não o serão, pois a limpeza e a seriedade nas coisas públicas tornaram-se irreversíveis - enveredarão por estados e municípios, onde os métodos de corr up ç ã o n ã o d i fe re m e poderão ser até maiores

do que os encontrados em nível federal. Espera-se que todos os devedores sejam chamados a pagar suas dívidas e que a execução da pena de cada um seja a mais justa possível. Nem mais nem menos do que de vem. Também é de se aguardar que o eleitor não coloque tudo a perder votando nos contumazes desord e i ro s p o l ít i c o s . Par a político corrupto, maior do que a condenação emitida pelo Judiciário é a ausência de votos nas urnas. Depois de condenados, os corruptos não p o derão s e apres entar como candidatos, mas devido a morosidade da Justiça – abarrotada de pro cess os – b o a p ar te deles ainda conseguirá candidatar-se em 2018. É aí que entra a decisão patriótica do eleitor: não votar neles...

A RTIGO José Serra

O Senado está examinando projeto de lei que legaliza os jogos de azar (PLS n.º 186/2014). Essa legalização só traria prejuízos, incentivando a criminalidade e causando danos à economia, ao erário, à saúde pública e à estabilidade das famílias. Há mais de 20 anos combato veementemente a reintrodução dos cassinos e a difusão, em cada esquina, de máquinas eletrônicas de jogos. Ao contrário do que se diz, há farta comprovação científica da associação entre jogo e problemas sociais. O jogo facilita a lavagem de dinheiro; induz ao aumento da violência, inclusive doméstica; eleva o absenteísmo e as fraudes no trabalho; leva muitas famílias à ruína econômica; e expande o alcoolismo, o uso de drogas e a criminalidade em geral. É pouco? Se o PLS 186 virasse lei, seriam prejudicados programas sociais importantes, porque ele reduziria a arrecadação das loterias, ao prever a disseminação ilimitada das máquinas eletrônicas de apostas. Hoje, quase metade do valor das apostas nas loterias da Caixa – R$ 14,9 bilhões em 2015 – é destinada a financiar políticas sociais. Nada menos do que R$ 5,4 bilhões são repassados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ao Fundo Nacional de Cultura, ao Fundo Penitenciário Nacional e a outras políticas públicas. Só a área da assistência social recebe R$ 2,5 bilhões. Aliás, em matéria de tributação, o PLS 186 prevê alíquota irrisória, de 10%, sobre os “novos” jogos – e apenas sobre a receita líquida de prêmios. O tributo seria de apenas 5% sobre as receitas brutas. Vejam

Uma péssima cartada

o absurdo: enquanto a tributação sobre a gasolina chega a 46% – em ICMS e impostos federais – e a tributação sobre telefonia e internet chega a 45%, estaríamos taxando a jogatina em apenas 5%! Um argumento falso por vezes invocado é o de que o jogo já estaria liberado, uma vez que a Caixa oferece diversas opções de apostas, como a Mega Sena, a Loteca, etc. Ora, uma coisa são apostas de valor unitário moderado e com frequência de duas ou três vezes por semana; outra, bem diferente, é jogar repetitivamente por horas, noites e dias, como nos cassinos, bingos e videojogos. A antropóloga Natasha Schüll, do MIT, no recente livro Viciando de Propósito, apresenta com rigor científico os diversos elementos tecnológicos, incluindo algoritmos sofisticados, que levam os jogadores a um estado de transe, do qual não são mais capazes de escapar. Em pesquisa realizada na Suécia, os autores Sundqvist, Rosendahl e Wennenberger demonstram que há alta relação entre o vício no jogo e o consumo de álcool, que passam a se fortalecer mutuamente, agravando o quadro clínico e psiquiátrico das vítimas. As conclusões desses estudos refutam a suposta equivalência entre as apostas em loterias de baixa frequência com a dos ambientes dedicados exclusivamente ao jogo, em que cada detalhe é estudado para estimular o comportamento compulsivo dos jogadores. Explorar e aprofundar o vício é vital para a indústria do jogo. Relatório da Comissão

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 TV Editora e Gráfica - Eireli - ME CNPJ 28.454.259/0001-21 Matriz: Gilberto Madureira, 111, Jardim Oliveira Reis - Santo Antônio da Platina, PR - Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

Nacional de Estudos do Impacto do Jogo, nos Estados Unidos, apurou que, no mínimo, 30% da receita dos cassinos é extraída de jogadores compulsivos. Uma isca clássica dos cassinos é oferecer hospedagens, alimentação e bebidas a preços mais baixos, que são fartamente compensados pelas altas somas que os clientes perdem nas mesas de jogo. Pesquisa patrocinada pela própria Associação Americana de Jogos – insuspeita, portanto – realizada pela empresa Oxford Economics mostrou que, em 2013, a receita total de apostas dos cassinos foi de US$ 39 bilhões, enquanto a receita agregada de venda de alimentação, bebidas e diárias de hotel foi de US$ 8,6 bilhões. Não é por acaso, aliás, que o artigo 13 da proposta do relator autoriza a venda de bebida alcoólica nos cassinos e locais de jogos eletrônicos. Essa estratégia teria efeitos corrosivos sobre as vendas de hotéis, restaurantes e bares já existentes. Muito se propala sobre a capacidade de geração de empregos por cassinos. Isso é falso. O que ocorre é a substituição de antigos empregos pelos novos, com mais desperdícios no meio. O ganho líquido, quando há, é irrelevante. Em Atlantic City, metade dos restaurantes da cidade fechou as portas depois da abertura dos cassinos ali, no final dos anos 70. Outro argumento do lobby do jogo é de que os cassinos levam desenvolvimento a regiões mais pobres. Os milionários abandonariam Monte Carlo e Las Vegas e se divertiriam nos resorts de jogo no interior do Brasil? Um argumento risível.

O PLS 186 não limita o número de cassinos nem em nível nacional nem nos Estados ou municípios. O que se verá, provavelmente, serão governadores e prefeitos se acotovelando para oferecer incentivos aos empresários da área, numa versão piorada da guerra fiscal que vem sendo travada há décadas, com resultados devastadores sobre as contas públicas. Mas nem o sacrifício fiscal dos Estados e municípios bastaria. Quem garante que – tudo o mais constante – os grandes jogadores preferirão as mesas dos cassinos tupiniquins, tendo ao seu lado fotógrafos e auditores da Receita Federal, curiosos sobre suas apostas, seus prazeres e suas aflições? Conhecer a experiência de outros países federativos é interessante para o debate sobre o jogo. Nos Estados Unidos, a saturação do mercado de cassinos tem tornado inviável a maioria dos novos empreendimentos e comprometido a solidez dos já existentes. A geração de receitas nos cassinos recentemente abertos no Estado de Nova York está 40% abaixo das previsões. Em 2010, o Estado de Rhode Island se comprometeu a subsidiar em até US$ 3,5 milhões por ano o funcionamento do Cassino Twin River, falido no ano anterior. Foi a condição imposta pelos adquirentes da massa falida para continuar a operação.Os danos da legalização da jogatina são muito maiores que os seus poucos benefícios. Aprovar essa medida seria uma péssima cartada do Congresso. José Serra (Senador PSDB/SP) Estadão - 23 de novembro de 2017

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Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cidades A-3

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Laboratório vai produzir inimigo natural contra mosquito da dengue

JACAREZINHO»Mosquito macho modificado pode reduzir infestação do Aedes aegyti em até 90% Da assessoria

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Forrest Brasil Tecnologia, empresa com a qual o Tecpar tem uma aliança tecnológica, inauguraram o laboratório para executar o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de controle natural do mosquito Aedes aegypti. A unidade-piloto da Forrest Brasil Tecnologia está instalada no Parque Tecnológico do Norte Pioneiro, em Jacarezinho – a companhia também participa do processo de incubação da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). O projeto obteve licença prévia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e teve seu cronograma atualizado. Pela nova previsão, em janeiro deverá ser realizado o primeiro teste de campo e em fevereiro ocorrerá a liberação dos mosquitos, após a obtenção de todas as licenças junto ao IAP. O projeto de PD&I é inédito e busca produzir e liberar na natureza machos estéreis do mosquito Aedes aegypti. Com o projeto, a

tendência é que haja a queda da incidência do mosquito em até 90%, com redução significativa de registros de casos de dengue, do zika e do chikungunya. Os mosquitos estéreis competirão na natureza com os mosquitos selvagens, o que acarreta na consequente redução da proliferação do inseto, inclusive das fêmeas, que são as transmissoras das doenças. “Conforme os resultados em Jacarezinho sejam positivos, a aplicação desta tecnologia será estendida a outros municípios brasileiros que sofrem com a presença de doenças transmitidas por esse vetor”, explica Joel Krieger, gerente geral da Forrest Brasil Tecnologia. O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, ressalta que, como instituição de ciência e tecnologia, o Tecpar tem em seu DNA a atuação com projetos de PD&I, em especial na área da saúde pública. “O Tecpar tem mais de 70 anos na produção de vacinas e medicamentos biológicos. A área da saúde é muito importante para a empresa e é neste setor que estamos trabalhando para obter bons resultados para o país”, salienta.

Projeto No início do projeto é feita a coleta de ovos do mosquito. A partir destes ovos serão

produzidos os mosquitos machos que em laboratório receberão uma alimentação com produtos que garantam sua

»ANIVERSÁRIO

esterilidade.O projeto-piloto em Jacarezinho busca mensurar a efetividade deste controle natural de mosquitos para, na

sequência, ser levado a outras partes do Brasil que sofrem com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

»MP-PR

Em meio a avanços históricos, W. Braz completa 82 anos Conselho de Recursos Hídricos retira de pauta Da implantação do sistema de água na década de a reclassificação de rios 60 à uma obra milionária Da Assessoria

de ampliação da rede de esgoto, da pavimentação da PR-092 na década de 70 à criação de estacionamentos em 45° no centro d a cid ade, d a for maç ão do parque industrial na década de 80 à implantação do sistema Positivo nas es c ol as mun i c ip ais. Em resumo: da chegada da linha férrea em 1919 à uma mudança drástica nos rumos políticos e administrativos do município em 2017. Definitivamente este é um ano histórico para Wenceslau Braz, que chega a seu 82º de emancipação política rumando, finalmente, ao progresso. Todos os pontos históricos citados acima vêm acompanhados de ações atuais, responsáveis por serem parte da revolução que teve início em Wenc e s l a u B r a z n e s t e a n o, mesmo com a grande crise econômica que ass ola o país. Assim, o progresso iniciado em décadas anteriores, finalmente terá sua devida continuidade a partir de agora. Ginásio de esportes, rodoviária e Centro Social Urbano, todas construções d e g r a n d e i mp o r t â n c i a para o município, foram ou estão sendo reformados em 2017. Ruas foram e estão sendo pavimentadas. Um Centro Cultural foi formado para atender centenas de crianças e jovens com diversos projetos culturais e artísticos. Carros foram comprados para a secretaria municipal de Saúde. Um sistema digital de informações foi impl ant ado, de cret ando o fim da “era dos papeis

Da Assessoria

pendurados em pregos”. As licitações passaram a ser previamente divulgadas e feitas de forma transparente. O esporte voltou a ter vida com campeonatos de alto nível e escolinhas de diferentes modalidades. Mais de 30 pontes da zona rural foram reconstruídas ou re for ma d as . Um nú mero recorde de projetos foi apresentado junto ao governo federal. Anúncios de projetos habitacionais foram feitos e beneficiarão centenas de pessoas nos próximos anos. Enfim, uma nova cidade se desenha a partir deste ano que tem entrado para a história do município. Não à toa Wenceslau Braz tem sido constantemente not i c i a d o e m e s c a l a re gional e até estadual pelos inúmeros feitos recém conquistados. “Hoje estamos nos tornando referência em muitos segmentos, devido a um trabalho de excelência

que começamos. Existem muitas coisas a serem feitas? Sem dúvida. Existem erros? Existem, afinal somos humanos. Mas temos muito mais acertos e muitos mais avanços do que qualquer outra gestão conseguiu em um primeiro ano de mandato nas últimas duas décadas”, avalia o prefeito de Wenceslau Braz, Paulo Leonar (PDT). “É o c om e ç o d e u m a caminhada que irá tirar no ss o mu n i c ípi o d e u m marasmo que se instalou nos últimos anos e nos levará ao progresso, a uma cidade moderna, com e du c a ç ã o d e qu a l i d a d e , com saúde de qualidade e um centro cirúrgico reconstruído, com geração de emprego e renda, com uma identidade cultural formada, com habitação e saneamento básico, com empreendedorismo local incentivado e muitas outras sementes que planta-

mos neste primeiro ano de gestão e que serão colhidas a curto, médio e longo prazo”, continua Paulo Leonar. FESTIVIDADES E é claro que um ano assim não poderia ter um aniversário em branco. Por isso, a prefeitura preparou uma fest a para to das as famílias do município desfrutarem deste momento ímp ar da histór ia lo ca l, realizada na Praça dos Festejos. A comemoração refere nte a o an ive rs ár i o d o município começa nesta s exta-feira (24) à noite, com show da banda Santa E smera ld a, cont inu a no sábado com apresentações artísticas e se encerra no domingo, dia do aniversário, com almoço e bingo em prol da Apae de Wenceslau Braz. Va l e l e m b r a r q u e o evento é realizado em parc e r i a e nt re a pre fe itu r a local com a Apae do município.

Atendendo recomendação do Ministério Público do Paraná, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) retirou de pauta a deliberação sobre a reclassificação de alguns rios paranaenses. O tema seria analisado nesta semana e poderia ter como consequência o aumento da poluição em determinados rios. De acordo com o documento do MPPR, emitido pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo e pela Promotoria de Justiça de proteção ao Meio Ambiente de Curitiba, com base nos diversos usos da água, os cursos hídricos são classificados em diferentes categorias, que permitem maior ou menor intervenção humana (por exemplo, o lançamento de efluentes industriais). A partir dessa classificação, algumas categorias indicam maior necessidade de preservação. A revisão dess es enqu adramentos, prevista na pauta da reunião, poderia fazer com que

alguns rios fossem reenquadrados em categorias que permitissem maior intervenção, provocando, consequentemente, aumento da poluição nesses cursos hídricos. Na visão do MPPR, “o e n qu a d r am e nto d e ve ser estabelecido conforme usos preponderantes mais restritivos e correspondentes ao estabelecimento de objetivos de qualidade a serem alcançados”. O MPPR alega ainda no documento que qualquer alteração no enquadramento dos rios deve ser precedida de ampla discussão com a população que vive nas proximidades desses rios. Além da retirada do item d a p aut a d a re u n i ã o d o CERH, o Ministério Público requereu “esclarecimentos sobre quais as medidas adotadas pelo Estado do Paraná para reverter a situação de poluição dos trechos dos cursos hídricos em questão, e sobre os estudos que tratem dos impactos ambientais e socioambientais decorrentes do pretenso reenquadramento da classificação de cursos hídricos e sua prévia disponibilização à sociedade”.


A-4 Região

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Daminha morre aos 59 anos

Arquivo Pessoal

LUTO»Proprietário do Kally Hotel, nas margens da BR-153, o empresário possuía vários outros empreendimentos na área imobiliária Da Redação

O empresário platinens e Jo s é D a m a s d a S i l v a Neto (59 anos), o Daminha como era mais conhecido, faleceu no final da manhã de ontem na UTI da Santa Casa de Jacarezinho, para on d e foi t r ans fe r i d o n a quarta-feira (22), após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em sua residência em Santo Antônio da Platina. Proprietário do Kally Hotel, nas margens da BR153, o empresário possuía vários outros empreendimentos na área imobiliária. Ele estava planejando iniciar em breve mais um empreendimento, um con-

domínio de apartamentos, mas a mor te inesp erada interrompeu seus projetos. O anúncio de seu internamento em estado grave em Jacarezinho mobilizou a m i g o s e f a m i l i a re s e m oração por sua recuperação, mas no final da tarde de quarta-feira grupos sociais na internet davam conta que os médicos da UTI da Santa Casa de Jacarezinho haviam diagnosticado sua morte cerebral, aguardando a posição da família autorizando o desligamento dos aparelhos. O s e p u l t a m e nt o e s t á previsto para as 10 horas desta sexta-feira, no Cemitério São João Batista, no centro da cidade.

José Damas da Silva Neto, 59, o Daminha, faleceu no final da manhã de ontem na UTI da Santa Casa de Jacarezinho

»SEGURANÇA PÚBLICA

Diretoria do Conseg de Ribeirão do Pinhal toma posse oficial

Divullgação

»JAPIRA

SaúderecebetécnicosdoPrograma deMelhoriadoAcessoeda QualidadedaAtençãoBásica

Divullgação

A diretoria eleita fez o juramento oficial de cumprir fielmente os regulamentos do conselho Da Assessoria

A diretoria do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Ribeirão do Pinhal tomou posse oficialmente na noite desta terça-feira (21), em cerimônia realizada no plenário da Câmara de Vereadores. Os membros assumem a diretoria para o biênio 2017/2019. O evento contou com a presença do promotor de Justiça, Dr. José Paulo Montesino; do prefeito Wagner Martins; do vice-prefeito, Cássio Badaró da Silveira Pinto; do presidente da Câmara de Vereadores, Willan Antonio Paiva; dos vereadores, Hélio Lopes da Silva e Rodrigo Lanini Borges; do 2º Sargento e Comandante da Polícia Militar do 2º Pelotão, Ilson Aparecido da Silva; do representante da Maçonaria, Capitão José Carlos Augusto Pinto; e do coordenador Estadual dos Consegs, coronel Nerino Mariano de Brito, soldados da Patrulha Escolar e pessoas da comunidade. O coronel Nerino, representando a secretaria de Segurança Pública do Paraná, falou sobre as ações da área de segurança pública desenvolvidas no Paraná e a forma como os conselhos têm atuado auxiliando as forças policiais. “Com a crescente conscientização para criação dos Consegs os cidadãos passam a ter maior participação e podem

ajudar as forças de seguranças, resolver problemas antes mesmo que eles aconteçam”. O Conseg tem como presidente Diogo Marcelo de Souza e demais integrantes: Alessandro Aparecido Correa, Marina Marcelino Coutinho, Edeval Gonçalves de Azevedo Júnior, Reginaldo Terra, Jamil Pereira de Barros, Paulo Sergio da Silva e Rodrigo Lanini Borges, que formam a diretoria, Conselho Fiscal, Conselho de Ética e Disciplina e Conselho Deliberativo. Pessoas voluntárias de Ribeirão do Pinhal que vão ceder algumas horas para contribuir na melhoria da segurança do município. A diretoria eleita fez o juramento oficial de cumprir fielmente os regulamentos do conselho e servir à comunidade e receberam a Carta Constitutiva do Conselho, documento da secretaria de Estado da Segurança Pública que lhe dá legitimidade para atuar na cidade. Para Diogo é de grande importância integrar o trabalho policial com esforços da comunidade, para alcançar resultados mais efetivos. “Esse conselho atuará incansavelmente para contribuir nessa luta para melhorar a segurança em nosso município, e quem sabem formar um legado para as próximas gerações”, enfatizou o presidente Diogo. Coronel Nerino também destacou as formas que os

Consegs podem lançar mão para conseguir recursos que ajudam a melhorar o trabalho de combate à criminalidade. “Por meio do Conseg é possível conseguir recursos de muitas fontes, como por exemplo no programa Nota Paraná, arrecadando as notas que não foram cadastradas pelas pessoas físicas; buscar repasses do Ministério Público do Trabalho; Poder Judiciário Federal e Estadual; Receita Federal; Banco do Brasil; entre outros” O que é um Conseg O Conselho Comunitário de Segurança é uma entidade de apoio às polícias estaduais. É formando por um grupo de pessoas da comunidade que se reúnem para discutir, planejar, analisar, e acompanhar problemas e soluções, relacionadas à área da segurança pública. É um meio de estreitar a relação entre a comunidade e a polícia, e fazer com que estas cooperem entre si. Cada CONSEG realiza reuniões ordinárias mensais, normalmente no período noturno, segundo uma agenda definida para o ano. A Secretaria da Segurança Pública tem como representantes, em cada CONSEG, o Comandante da Polícia Militar da área e o Delegado de Polícia Titular do Distrito Policial. Os conselhos representam uma sólida, duradoura e bem sucedida iniciativa de Polícia orientada para a comunidade.

Da Assessoria

Na tarde de quarta-feira (22) a Secretaria Municipal de Saúde de Japira recebeu a visita de técnicos do PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica), para uma avaliação da Unidade Mista de saúde de Japira. O PMAQ é um programa do Ministério da Saúde que acompanha e avalia o padrão de qualidade no atendimento das Unidades Básicas de Saú-

de (UBS). Foram avaliadas as equipes do programa Saúde da Família, Saúde Bucal e NASF. A equipe do PMAQ realizou uma análise de todos os profissionais que fazem parte das equipes de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde), da infraestrutura, equipamentos, medicamentos e satisfação dos pacientes. O resultado da avaliação, que tem previsão para sair em Dezembro desse ano, é de suma importância para a

população e para a estratégia municipal da saúde. Quanto melhor o desempenho, mais incentivos a serem repassados para nossa cidade. Segundo o secretário de Saúde Altamir Monteiro, a avaliação do PMAQ é de extrema importância para o processo de trabalho da equipe, pois permite aprimorar as ações voltadas para prevenção e promoção da saúde, resultando no principal objetivo: a melhoria contínua da assistência à população.


Cotidiano A-5

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 23 de novembro de 2017

Moradores prometem bloquear rodovia após morte de auxiliar de produção

JOAQUIM TÁVORA»Excesso de velocidade provocou a morte de 10 pessoas nos últimos anos em trecho da PR-092

GM Onix e moto colidiram na PR-092, trecho onde a população pede redutor de velocidade Da Redação

A confirmação da morte da auxiliar de produção da empresa Frangos Pioneiro, Lucilene da Silva, 32, na manhã desta quinta-feira (23), em consequência de um grave acidente de trânsito ocorrido na tarde de quarta-feira (22), no quilômetro 302 da PR-092, em Joaquim Távora, revoltou os moradores, que prometem bloquear a rodovia estadual em protesto à demora na instalação de um redutor de velocidade local, conforme, segundo eles, prometido pelo Departamento de Estradas de Rodagens do Paraná (DER-PR).

Lucilene foi a décima vítima de acidentes fatais na localidade nos últimos anos, os quais também resultaram em dezenas de feridos, muitos deles graves. Ela estava em uma motocicleta com seu companheiro, Valdeci Alves Rodrigues, que foi atingida por um GM Onix, placas de Curitiba. Em 2017, o comunicador Hélio Galvão perdeu o sogro e a sogra em um acidente automobilístico no mesmo local. No carro, também estavam sua mulher e seus dois filhos, um deles ficou gravemente ferido. “Já se passaram sete anos, e até agora nada foi feito para melhorar a segurança no local. A única lombada que existia

naquele trecho, e que ajudava a reduzir a velocidade dos veículos, foi retirada há cerca de 40 dias. Quantas pessoas mais precisarão morrer para se fazer alguma coisa?”, questiona. O comerciante Reginaldo Vilela também defende uma solução urgente ao problema. Ele é um dos que sugerem o bloqueio da rodovia para chamar a atenção das autoridades. “Ali é preciso instalar um radar ou um redutor de velocidade eletrônico urgente, pois do contrário, ainda veremos muitas pessoas morrerem. Todos os dias saem dali ônibus lotados com trabalhadores, e se continuar desse jeito, infelizmente muitas tragédias

»JOAQUIM TÁVORA

Sepultado corpo de motociclista vítima de acidente na PR-092

Lucilene da Silva morreu em acidente na PR-092; seu companheiro Valdeci está internado

ocorrerão”, pondera. O diretor da empresa Frangos Pioneiro, Tarcísio Messias dos Santos, lamentou profundamente a morte de Lucilene da Silva. No entanto, para ele a solução seria a instalação de um semáforo no local. Em entrevista ao jornalista Júnior Queiroz, o empresário – que também foi prefeito do município – explicou que o redutor de velocidade diminuiria o número de acidentes, porém, o risco de atropelamento ainda seria grande no complexo industrial e comercial da cidade que concentra cerca quatro mil pessoas. O corpo de Lucilene da Silva está sendo velado na Ca-

pela Mortuária de Quatiguá, e será sepultado nesta sexta-feira no Cemitério Municipal, em horário a ser marcado. Seu companheiro permanece internado na Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho, porém, sem risco de morte. Redutores licitados Em entrevista ao jornalista Júnior Queiróz na tarde desta quinta-feira (23), o prefeito Gelson Mansur Nassar (PSDB) disse que, pouco depois do acidente que vitimou a auxiliar de produção Lucilene da Silva, ele foi informado pela direção regional do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), que o processo de licitação para a compra dos redutores

de velocidade que serão instalados pelo órgão na cidade já foi iniciado. Conforme o prefeito, quatro equipamentos serão disponibilizados pelo governo estadual para serem instalados em trechos das PRs-092 e 218. Inicialmente, no quilômetro 302 da PR-092, em frente à empresa Frangos Pioneiros, e dois na PR-218, no distrito de São Roque do Pinhal. Posteriormente, o quarto equipamento será instalado na PR-092, no cruzamento com a PR-218, no trevo de acesso a Guapirama. Entretanto, ainda não há data definida para que os redutores de velocidade comecem a funcionar

»DETRAN

Paraná terá curso de reciclagem preventivo para motoristas

Da Redação

Foi sepultado no fim da tarde desta quinta-feira (23), no Cemitério Municipal de Joaquim Távora, o corpo de Gelson Borges, 27, vítima de um grave acidente de trânsito na noite de quarta-feira (22), no quilômetro 307 da PR-092.Borges morava da zona rural do município. Ele conduzia uma motocicleta CG 150 Titan, que por volta das 20h30 colidiu frontalmente com uma com carreta placas de São Paulo. A motocicleta ficou completamente destruída. O motorista não se feriu, porém estava em estado de choque, segundo testemunhas. As causas do acidente são investigadas.

A medida vale para condutores habilitados nas categorias C, D e E, que possuam a indicação EAR Da Assessoria

Motocicleta que Borges conduzia ficou completamente destruída

Corpo de Gelson Borges foi sepultado no fim da tarde desta quinta-feira, em Joaquim Távora

Motoristas profissionais do Paraná já podem fazer o curso de reciclagem preventivo antes de atingir 20 pontos na carteira de habilitação. Assim, o trabalhador evita a suspensão do direito de dirigir, que desde novembro de 2016 é de no mínimo seis meses. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelo governador Beto Richa e o diretor-geral do Detran, Marcos Traad, em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba. A medida vale para condutores habilitados nas categorias C, D e E, que possuam a indicação Exerce Atividade Remunerada (EAR). “A intenção é minimizar as perdas dos motoristas profissionais,

principalmente os caminhoneiros, motoristas de ônibus e vans que dependem da CNH para trabalhar e para sustentar a família”, disse Richa. O motorista poderá antecipar as aulas ao somar entre 14 e 19 pontos em infrações, no período de 12 meses. “Ao concluir o curso, o trabalhador terá a pontuação eliminada, mas vai responder pela infração que cometeu. O pagamento da multa será mantido e o curso de reciclagem será apenas adiantado”, explicou Traad. O Paraná será o segundo estado do Brasil, atrás apenas do Sergipe, a oferecer a possibilidade, que atende ao disposto na Lei Federal 13.281/2016. No Paraná, 347 mil condutores poderão ser beneficiados com a medida.

Para a diretora do Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Juçara Marques de Negreiros, o curso preventivo evita custos para o setor e prejuízos para a economia brasileira. “A iniciativa do Paraná é excelente. Nós vamos divulgar para os empresários e trabalhadores, queremos que todos saibam que têm essa facilidade”, adianta. O presidente do Sindicato de Caminhoneiros Autônomos, Laertes José de Freitas, lembra que a medida evita que os profissionais fiquem sem renda por meio ano. “O novo período de suspensão é grande e ficar parado significa não ter renda. Quem perde é a esposa, filhos, toda família, porque ele não tem outra fonte


A-6 Região

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ano letivo na rede estadual de educação pode ser suspenso APP »Paralisação será debatida em assembleia e poderá ser deflagrada no fim do ano ou no início de 2018

Ab NotíciAs pArANá Energia Elétrica

A Copel destinará R$ 20 milhões para o financiamento de projetos com o objetivo de aumentar a eficiência no uso da energia elétrica na indústria, no comércio, em condomínios, prédios públicos, propriedades rurais e na iluminação pública dos municípios paranaenses. SAÚDE NO VALE Ivaiporã, no Vale do Ivaí, contará com a construção do Hospital Regional de Ivaiporã. R$ 32,1 milhões serão aplicados no projeto, previsto para ser entregue em 540 dias. A unidade atenderá 140 mil pessoas dos 16 municípios da região. O projeto prevê a construção de um hospital de médio porte, com centro cirúrgico, enfermarias e leitos de UTI adulto. RIO IGUAÇU R$ 4,7 milhões serão aplicados na revitalização da bacia do Rio Iguaçu. Entre as ações e projetos a serem implementados no Rio Belém está em análise um sistema natural de tratamento (fitofiltragem), que utiliza raízes de plantas locais no processo de purificação da água, batizado de “jardins filtrantes”.

Em Assembleia , sindicalistas da APP cogitam nova paralisação Da Assessoria

O final do ano letivo ou o começo do calendário escolar de 2018 podem ser suspensos na rede estadual de ensino se o Governo do Estado implementar as medidas anunciadas que retiram direitos de professores e agentes educacionais do Paraná. Os educadores definem neste sábado (25), na Assembleia Estadual, em Curitiba, a agenda de a ç õ e s p ar a o s próx i m o s meses e as paralisações não estão descartadas. A direção da APP-Sindicato/Foz está percorrendo escolas de Foz do Iguaçu e região para fortalecer a organização da categoria em cada instituição e mobilizar os servidores para a assembleia. Os educadores c om c ont r at o s e m re g i me especial, os chamados “PSS”, estão ameaçados de terem os salários diminuídos em R$ 500 e o número de contratações reduzidas. Em 2017, 10 mil servidores temporários já ficaram sem trabalho. Conforme a presidenta da APP-Sindicato/Foz, C átia C astro, o governo também pretende deixar de fazer a substituição de pe-

dagogos e agentes que necessitarem de afastamento das atividades por motivo de saúde. Em outubro, a gestão estadual havia determinado oficialmente o cancelamento das renovações e novos suprimentos, decisão que foi suspensa temporariamente, após a m obi l i z a ç ã o d o s e du c a dores. “O cenário é de ataques sucessivos. Tivemos os salários congelados até o fim do mandato de Beto Richa e sofremos o corte ilegal da hora-atividade. A distribuição de aulas acarretou perdas para os professores e desorganização da agend a e d o f u n c i o n a m e nt o das escolas”, enfatiza Cátia Castro. “O governo quer agora reduzir mais direitos dos PSS, que já sofrem com uma relação precária de trabalho, sem as garantias da carreira, diz. Abaixo do salário mínimo O governo quer reduzir R$ 500 das remunerações dos professores “PSS” para cada jornada de 20 horas semanais, que hoje é de R$ 1.415,78. Com o corte, um professor do Paraná contratado em regime especial receberá R$ 915,78 por 20

h or a s n a s e m a n a , v a l or abaixo do salário mínimo regional do Paraná e muito infer ior ao est ab ele cido pela lei do Piso Salarial do Magistério. A medida precariza a carreira e desestimula o trabalho docente. “São salários vexatórios q u e a f ro nt a m o s t r a b a lhadores que estudam, se prepararam e participam de formações durante toda a c ar reira p ara ofere cer uma aula de qualidade”, frisa Cátia Castro. “Nossas perdas não param por aí. E stu d o s mo st r am qu e o valor que o governo deixou de p agar ao des c umpr ir os reajustes salariais previstos em lei totaliza um salário. O governo pagará nosso 13° salário com o recurso que nos tomou”, conclui. Prejuízos para os estudantes Para a APP-Sindicato/ Foz, as medidas do Governo do Paraná não prejudicam apenas os servidores públicos. O secretário de Organização da entidade, Diego Valdez, explica que as escolas estaduais estão sofrendo com a intervenção direta do governo na gestão dos estabelecimentos de ensino, com a re-

dução do financiamento público e a implantação de ferramentas que burocratizam o funcionamento das escolas. “O Governo do Estado i mp l ant ou u m a p o l ít i c a que retira a autonomia da escola e o poder de decisão d a c omu n i d a d e e s c o l ar. Tamb ém est á re duzindo recursos para a manutenção e o custeio das escolas”, aponta Diego Valdez. “A precarização do trabalho e a falta de investimentos causam até mesmo a falta de merenda em algumas instituições. Isso faz com que todos saem perdendo, estudantes e educadores”, conclui. Distribuição de aulas Os dirigentes sindicais t a mb é m a f i r m a m qu e o governo quer fazer a distribuição de aulas em 2018 a partir de dados irreais sobre matrículas, de modo a re du z i r e a d i s p e n s a r ser vidores. “A distribuição será com base em informações concluídas em 19 de janeiro. Com isso, as turmas serão geradas a partir de números irreais. Te r e m o s m e n o s t u r m a s para a distribuição de aulas e aumento de alunos nas salas”, frisa Diego Valdez.

»AUDITORIA

Operação retira cerca de duas toneladas de feijão com insetos do mercado no PR Da Assessoria

Auditores fiscais federais agropecuários colheram na última semana amostras de 60 produtos de origem vegetal nos cinco maiores polos produtores do Paraná. O objetivo foi checar a qualidade da farinha de trigo disponível ao consumidor final. Na operação, em fiscalização aos depósitos de produtos no comércio, foram apreendidas cerca de duas toneladas de feijão com insetos vivos. A operação, chamada de Conformidade 2, é uma iniciativa do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Superintendência Federal Agropecuária do Paraná (Sipov /SFA-PR) e faz parte de um esforço da entidade de fiscalizar a qualidade e a conformidade de produtos e suas embalagens. “Além de garantir que os produ-

tos à venda estejam dentro das regras, a presença da fiscalização nos estabelecimentos tem ocorrido de maneira mais organizada e abrangente, permitindo que sejam constatados problemas com outros produtos, como foi o caso do feijão apreendido pela equipe de auditores do escritório de Londrina”, explica o chefe do Sipov/SFA-PR, auditor fiscal federal agropecuário Glauco Bertoldo. A iniciativa teve início em julho deste ano, com a operação Conformidade 1. Foram colhidas 87 amostras de milho pipoca, canjica de milho, amendoim, ervilha e lentilha. As embalagens de amendoim estavam fora do padrão exigido, e foram detectados problemas na qualidade da ervilha. “As embalagens de amendoim estavam de acordo com uma instrução normativa que

já foi revogada, mas os embaladores tinham até o mês de agosto para se adequar às novas regras. Parte das amostras de ervilha estava fora do padrão, e as empresas produtoras foram autuadas”, conta o auditor fiscal agropecuário José Roberto Viccino. Os dois produtos serão fiscalizados novamente em 2018. Sobre os Auditores Fiscais Federais Agropecuários O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar

para as famílias brasileiras. Atualmente existem 2,7 mil fiscais na ativa, que atuam nas áreas de auditoria e fiscalização, desde a fabricação de insumos, como vacinas, rações, sementes, fertilizantes, agrotóxicos etc., até o produto final, como sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, produtos vegetais (arroz, feijão, óleos, azeites, etc.), laticínios, ovos, méis e carnes. Os profissionais também estão nos campos, nas agroindústrias, nas instituições de pesquisa, nos laboratórios nacionais agropecuários, nos supermercados, nos portos, aeroportos e postos de fronteira, no acompanhamento dos programas agropecuários e nas negociações e relações internacionais do agronegócio. Do campo à mesa, dos pastos aos portos, do agronegócio para o Brasil e para o mundo.

FEIRAS NA CAPITAL As praças Osório e Santos Andrade, no Centro de Curitiba, voltam a receber as tradicionais feiras de Natal. Neste ano, 75 barracas vão oferecer opções de presentes artesanais, decorações natalinas e gastronomia. As feiras vão funcionar até o dia 23 de dezembro. O horário é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 19h. IDENTIDADE JOVEM A partir de agora, cerca de sete mil jovens entre 15 e 29 anos do município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, vão poder se beneficiar do programa Identidade Jovem. A iniciativa permite acesso aos jovens de baixa renda a benefícios de meia-entrada para eventos culturais, além de reservar duas vagas gratuitas e duas com desconto nos veículos do sistema de transporte coletivo interestadual. NORTE DO PARANÁ A Secretaria de Estado da Cultura promove nos dias 1 e 2 de dezembro a Mostra de Arte Popular do Paraná. Mesas redondas, palestras, debate, feira de artesanato, apresentações de congada, escola de samba, fandango, folia de reis e viola caipira compõem a programação do evento, que acontecerá no Museu Oscar Niemeyer. A entrada é gratuita. NÚMERO 1 A Copel é, pelo terceiro ano consecutivo, a maior empresa do Paraná, a quarta maior do Sul e a primeira da região no setor de Energia. Primeira colocada no setor de Serviços Públicos, a Sanepar é a oitava maior empresa paranaense e ocupa a 19ª posição na região Sul. BRAILE E LIBRAS A Biblioteca Pública do Paraná, na capital, promove em 30 de novembro o painel “A Biblioteca na inclusão social”, com atividades nos períodos da manhã e da tarde. São palestras sobre Braile, Libras e o fortalecimento familiar, ministradas por colaboradores que atuam em projetos desenvolvidos pela BPP. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no auditório, antes do início do evento. LEILÃO NO NORTE A Prefeitura de Maringá vai leiloar mais de 28 mil toneladas de lenhas, toras e troncos de remoções e podas de árvores. No total, serão leiloados 75 lotes, de 100 a mil toneladas cada um, avaliados em R$ 367.900,00. O preço mínimo da tonelada será de R$ 13. CUIDADOS COM O OUVIDO Cerca de 20% das pessoas convivem com barulho incomodo no ouvido, o famoso zumbido. Eles podem ser graves ou agudos e se assemelham a um chiado ou apito. Algumas das causas do problema são: perda de audição, doenças neurológicas, acúmulo de cera no ouvido, depressão, dieta inadequada e até mesmo uso de remédios em excesso. VALORIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO Professores das redes municipal e estadual de ensino foram contemplados recentemente com troféus e menções honrosas por desenvolver e trabalhar ações pedagógicas inovadoras que contribuem para o processo de ensino e aprendizagem. Na etapa estadual foram selecionados 18 profissionais que atuam na educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio.


Região A-7

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 23 de novembro de 2017

Emciclodeestudos,liderançasdaregião debatemsobreatraçãodeempresas

SEBRAE » Participantes conheceram programas estaduais e políticas públicas para atração de investimentos Da Assessoria

No segundo encontro do Ciclo de Estudos – Norte Pioneiro do Paraná e Indústria de Alimentos, realizado na última terça-feira (22), cerca de 50 lideranças da região debateram sobre o tema “Interiorização d a s i n d ú s t r i a s , i n c e nt i vos, atração de empresas e ger aç ão d e e mpre gos”. O e conomist a d a Fiep, Roberto Zurcher, e o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), Ad a lb e r to D u r au Bu e no Netto, conduziram as apresentações durante o evento, qu e foi prom ov i d o p e l o Sebrae/PR, em Jacarezinho, em parceria com o Comitê Territorial de Desenvolvimento de Ambiente para os Pequenos Negócios. O consultor do Sebrae/ PR, Odemir Capello, conta qu e , n a s pr i m e i r a s re u n i õ e s , o g r up o t r ab a l h a para levantar e disseminar informações para, posteriormente, elaborar em conjunto um planejamento estratégico para a região focado no setor de alimentos. Capello enfatiza a importância dos encontros

e destaca que a iniciativa deve partir não apenas do poder público, mas de uma governança territorial. “Sozinho ninguém consegue trabalhar um processo de desenvolvimento”, ressalta. O ciclo também é relevante porque ajuda a dar visibilidade para a região, já que tem trazido palestrantes de fora. Na av a l i a ç ã o d o e c o nomista da Fiep, Roberto Zurcher, que fez uma apres e nt a ç ã o s obre p olít ic as públicas e planejamento para atração de indústrias, a iniciativa da governança de criar um plano para a melhoria da qualidade de vida da população por meio do desenvolvimento da região é louvável e precisa ser apoiada para colher frutos. “Essa união da sociedade civil é a forma mais eficaz de promover o desenvolvimento de forma rápida”, garante. Segundo ele, a definição de um foco ou vocação do território t a mb é m é f u n d a m e nt a l . “Quando o investidor percebe que existe um planejamento e a sociedade está unida em prol de um mesmo objetivo, se sente mais

Lideranças debateram sobre Interiorização das indústrias, incentivos, atração de empresas e geração de empregos

seguro”, pondera. Transformação da região depende de novas empresas O presidente da APD,

Adalberto Durau Bueno Netto, levou aos participantes informações sobre o Programa Municipal de At ração de Invest imen-

tos (PMAI) e o Programa Paraná Competitivo. Segundo ele, nos mais de 10 municípios em que a agência trabalha programas de atração de investimentos, o que define o sucesso ou a estagnação é a proatividade e atitude de prefeitos e da comunidade de buscar alternativas de desenvolvimento. “O Norte Pioneiro tem muito potencial e ficamos felizes de ver que a governança já está focada em uma área, fica mais fácil cr i ar sinerg i a e convergência entre setor público e privado”, pontua. Bueno dest aca aind a que f icou claro durante o encontro que a t ransfor maç ão d a região depende da atração de novas empresas. Par a o pre s i d e nt e d o C ons elho de Administração do Sicredi Norte/ Su l Paraná e São Pau lo, Pau lo Jo s é Bus o Jun ior, as apre s e nt a ç õ e s d o s e gundo encontro foram muito relevantes. “Tenho a i mp r e s s ã o q u e p o u c a

gente tem acesso ao trabalho da APD e conhece as possibilidades apresentadas por ela”, exemplifica. Buso lembra ainda que a principal matéria-prima da região está ligada ao agronegócio e, portanto, o setor de alimentos é o que apresenta o maior potencial para crescer. Segundo ele, a cooperativa contribui com o t rab a l ho não apenas participando das discussões, mas também disseminando recursos nos municípios do território. O último encontro do ciclo deste ano está agendado para 5 de dezembro no escritório do Sebrae/ PR, em Jacarezinho, que fica na rua Cel. Figueiredo, 749. Mais informações p o d e m s e r obt i d as p el o telefone (43) 3511-2650, com Angélica. As re u n i õ e s d o c i c l o serão retomadas em fevereiro de 2018. Para março, está programado o início da elaboração plano estratégico de desenvolvimento do Norte Pioneiro.


cmyb

A-8 Região

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 23 de novembro de 2017

Este ano, Santo Antônio da Platina só registrou um caso de dengue

PREVENÇÃO Combate a dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti tem sido permanente Antônio de Picolli

Fumacê é um das medidas de bloqueio realizada na região onde surgem casos positivos Gladys Santoro com informações da SMS

A Secretaria Municipal da Saúde divulgou ontem, os números da dengue em Santo Antônio da Platina. Em 2017, houve 63 notificações de dengue, três de Chikungunya e nenhuma de Zika. Durante o ano todo, apenas um caso de dengue f oi c on f i r m a d o, m e s m o assim importado, ou seja, o paciente adquiriu a doença

em outra cidade. Em todo esse período, apenas o mês de maio foi considerado de médio risco, com índice de 2,2, considerado Alerta. Em setembro, o índice caiu para 0,6, considerado baixo e portanto, Satisfatório, e em novembro, houve nova alta- 1,6, de médio risco- Alerta. Esses valores são conseguidos através do LIRA – Levantamento de Índice Rápido. O Programa Muni-

cipal de Controle a Dengue realiza açõ es preconizadas pela Diretriz Nacional para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. Considera-se satisfatório o índice abaixo de 1%. O LIRA é realizado três vezes ao ano (a cada quadrimestre). A pesquisa de larvas nos pontos estratégicos são quinzenais. Nesses momentos são realizados tratamentos do foco e dos resíduos. Se detectada a presença do

Antônio de Picolli

Índice de infestação do mosquito é medido três vezes ao ano

vetor em um ponto estratégico é realizada a delimitação do foco com remoção de criadouros num raio de 150 metros do local. Se o foco for considerado positivo, ou seja, com presença do mosquito infectado é feito o bloqueio na região. Também são feitas visitas bimestrais com orientação e remoção dos criadouros em todos os imóveis urbanos (residências, comerciais, terrenos baldios) e infraestrutura publica (praças,

bueiros, jardins). A S e c re t ar i a t amb é m mantém ações permanentes de combate ao vetor, como palestras educativas nas escolas, exposições práticas durante o Mutirão da Cidadania, inclusive com alerta sobre o surgimento de escorpiões, divulgação com c ar t azes em to d a a cidade para mobilização da população. Em 2017, foram realizadas cerca de 80 palestras nas escolas sobre o

combate à dengue e outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito. A Secretaria da Saúde também avisa que está aberta a sugestões voltadas ao combate à dengue e avisa que casos de focos podem ser denunciados na Ouvidoria, pelo telefone 3534-5724. Quem preferir também pode acessar o facebook da Secretaria da Saúde perlo endereço https://www.facebook.com/saudesap/

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Tô de férias.Tô de CVC.

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