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Sabado e Domingo
01 E 02 DE JULHO DE 2017
ANO XXII - N0 3388 R$ 1,00
DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI
www.tribunadovale.com.br
JOAQUIM TÁVORA
Motorista que matou quatro da mesma família é condenado a 12 anos Antônio de Picolli
O Conselho de Sentença do Tribuna l do Júr i da C om a r c a d e Jo a q u i m Távora condenou na t arde ontem, 30, o réu Pedro Henrique Bueno Negrini, 26, a pena de 12 anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechad o, p e l a m o r t e d e quatro pessoas da mesma família, todos de Arapoti, em consequência de um grave acidente autom obi l í st i c o provo cado pelo acusado, na noite do di a 23 de maio de 2010, na PR-092, em Joaquim Távora. Segundo as i nv e s t i g a ç õ e s , Ne g r i n i e s t av a b ê b a -
Policial vai ao encontro de Pedro Henrique para prendê-lo, logo após a condenação; motorista estava em liberdade há 7 anos
d o, d i r i g i a c om o s faróis apagados e invadiu a pista cont rár i a o c asionando a colisão frontal. De acordo com o promotor de Justiça Fabrício Muniz Sabag, o réu assumiu o risco de matar, razão pela qual de veria ser condenado pelo crime de hom i c í d i o d o l o s o. Já a defes a, repres en t ad a p el a advogad a Marilza Siqueira Fe r r e i r a Mat t i o l l i , p e diu ao C ons el ho de Sentença que ac at assem a tese de homicídio simples, alegando que seu cliente não tinha a intenção de provocar a tragédia.
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SAÚDE
População se rebela nas redes sociais e vereador pede exoneração da secretária
A demora exagerada para atendimento médico no Pronto Socorro de Santo Antônio da Platina, que vem ocorrendo há meses, e uma fila descomunal e desumana que foi formada na madrugada do dia 29 em frente ao Centro Municipal de Especialidades Médica, por pacientes em busca de autorização para exames através do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi) desencadeou ainda mais a indignação da população contra a administração municipal. Muitos internautas usaram as redes sociais para sugerir protestos na frente da prefeitura e durante as sessões da Câmara Municipal de Vereadores. O vereador Genivaldo Marques pediu a exoneração da secretária municipal da Saúde, Ana Cristina Micó da Costa. PÁG. A3
ENSINO
Senac expõe maquetes
Antônio de Picolli
Equipe do Senac apresenta maquetes dos setores administrativos de empresas
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COOPERATIVA
Sicredi apoia Dia C e beneficia comunidades PÁG. A8
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A-2 Opinião
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TRIBUNA DO VALE
Não sendo criador de riqueza, o governo não é capaz de forjar um padrão de vida superior ao construído pela diligência do indivíduo, pelas organizações empresariais e pelo trabalho privado.” José Pio Martins
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Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017
Com as fragilidades expostas como estão, é necessário que todas as forças da sociedade se mobilizem e busquem pelo melhor. ” Editorial
E DITORIAL
As demandas da democracia brasileira Ao mesmo tempo que o presidente Michel Temer é ameaçado pela denúncia do Ministério Público Federal decorrente da delação do empresário Joesley Batista, e alvo de 21 pedidos de abertura de processo de impeachment, o governo adota medidas de longo prazo, como a redução do índice inflacionário para 2018, 2019 e 2020. Essa providência, sem dúvida, faz parte da estratégia de mostrar normalidade ao momento anormal. Temer insiste que tudo está “nos trilhos” e promete governar até o fim, com a adoção das reformas que sua equipe econômica programou e, queiram ou não, fazem parte de sua atestada impopularidade. Nesta primeira semana de julho, o Senado Federal deverá votar a reforma trabalhista, que recebeu o último parecer na Comissão de Constituição e Justiça. Por ela, terão prioridade sobre a CLT (Consolidação das Leis Trabalhista) os acordos entre patrão e empregado, hoje inviáveis segundo a legislação. Também deixará de existir o imposto sindical que o traba-
lhador paga compulsoriamente (um dia de trabalho por ano) ao sindicato de sua categoria. Segundo o governo, essas medidas vão atualizar o mercado de trabalho e contribuirão para a geração de empregos. Mas os sindicatos e suas federações dizem o contrário. Para eles, em vez de avanço, será um retrocesso porque o empregado, parte mais fraca da relação, ficará à mercê dos interesses do empregador. Mesmo que a matéria seja aprovada, ainda deveremos ter muitas discussões a respeito, principalmente porque os sindicatos lutarão para não perder a renda que hoje recebem compulsoriamente tanto de seus associados como dos não associados. Se, por um lado, a aprovação da reforma trabalhista é tida como possível – até porque já passou pela Câmara e só falta o Senado – não se pode dizer o mesmo da previdenciária, que ainda deverá tramitar pelas comissões e plenário das duas casas legislativas. Com tantos problemas que terá de enfrentar na tentativa de garantir sua per-
manência no governo, Temer e sua equipe dificilmente terão forças para conseguir a maioria parlamentar para a aprovação da aposentadoria só depois dos 60 ou 65 anos de idade, o corte das aposentadorias de alto valor paga aos servidores públicos e outros benefícios já consolidados na estrutura previdenciária nacional. A oposição e os contrários às alterações fazem campanha contra e apontam que, antes de tentar socializar o déficit da previdência com o trabalhador que dela depende, deveria cobrar os devedores e pagar o que órgãos do próprio governo devem. Ao mesmo tempo em que tenta aprovar as leis no Congresso, o governo vem, há meses desenvolvendo campanhas publicitárias que tentam conquistar a opinião pública para a dita necessidade de reformar a previdência. É importante lembrar que essas campanhas são, no mínimo, incompetentes. Uma delas coloca um cidadão humilde para falar que a reforma é boa, mas não consegue ser verossímil. A idéia que sobra
desse marketing é de que aquele indivíduo foi pago para, como papagaio, falar sobre o que não conhece. Mesmo que seja necessária a reforma, o governo não tem conseguido ser convincente e, quanto mais se aproximarem as eleições, menos adesões terá no Congresso Nacional. Os deputados, que serão os primeiros a votar, jamais concordariam em, na véspera das eleições, ficar com a pecha de que aumentaram a idade para o trabalhador se aposentar e reduziram o valor das aposentadorias. Isso nem toda a experiência e o poder de persuasão de Temer e sua equipe conseguirá e, talvez, nem tenham tempo para desenvolver antes de outubro, quando começa a vigorar o calendário eleitoral de 2018. Além das duas reformas pretendidas pelo governo – trabalhista e previdência – há a necessidade de se realizar alguma reforma eleitoral. O velho esquema da eleição sustentada por caixa dois e propina de empreiteiras já virou caso de polícia e hoje compromete o grosso dos detentores de mandato popular.
Márcio Lopes de Freitas
José Pio Martins*
O cooperativismo não deixa ninguém para trás para a preservação do meio ambiente e com a diminuição das desigualdades de gênero, já que valorizam a diversidade e a capacidade produtiva de seus cooperados. E é p or iss o que, todos os anos, o Brasil se junta a outras nações, no primeiro sábado do mês de julho, para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo, uma data para comemorar e reconhecer a contribuição protagonista do nosso movimento para um desenvolvimento global e sustentável. E por falar em sustentabilidade, aqui no Brasil, nossas co operativas têm buscado implementar diariamente as melhores práticas de gestão e de governança, cientes da importância de se fazer, diariamente, uma avaliação de seus processos internos e propor melhorias, ponto fundamental para se promover um crescimento. Só assim será possível encontrar as soluções mais inovadoras para os desafios do dia-a-dia e obter resultados cada vez mais expressivos. Esse olhar cuidadoso se reflete em números expressivos. Os brasileiros cooperados já ultrapassam os 13,2 milhões, e estão vinculados às mais de 6,6 mil cooperativas filiadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Além disso, só no Brasil, são gerados cerca de 380 mil empregos diretos. E é por tudo que cele-
TRIBUNA DO VALE
O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques, 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114
realização de boas eleições em 2018, quando os brasileiros serão chamados a escolher os novos presidente, governadores, vices, senadores e deputados. O grande número de vícios e imperfeições apurados a partir do Mensalão e durante a Lava Jato precisa de urgente solução. E não podemos nos esquecer que, além da resolução dos malfeitos, precisamos manter o país funcionando, com a economia ativa, gerando empregos e renda para a população. Com as fragilidades expostas como estão, é necessário que todas as forças da sociedade se mobilizem e busquem pelo melhor. Não vivemos mais no tempo dos golpes de estado e não podemos, também, nos sujeitar à republica sindical ou judicial. A classe política tem de se reencontrar. Com tantos problemas, a democracia brasileira vive um de seus momentos mais críticos e exige muito empenho, honestidade e trabalho para chegar a um ponto de equilíbrio, paz e tranquilidade. Parece que as bases do futuro estão todas por se refazer. Oremos
A RTIGO
A RTIGO
O cooperativismo é forte! É um movimento global de transformação social e de realização de sonhos. Mundialmente, dia ap ós dia, mais e mais pessoas reconhecem a importância da cooperação e aderem a esse jeito mais humanizado de gerar emprego, renda e inclusão socioeconômica. E essa experiência de cooperação já está presente em mais de 100 países, congregando mais de um bilhão de pessoas. São homens e mulheres que não medem esforços para prestar o melhor serviço ou produzir o melhor alimento. E o resultado de toda essa dedicação não poderia ser outro: já somos reconhecidos como um modelo de sucesso econômico ao redor do mundo e um dos g randes indic adores é a empregabilidade: juntas, as cooperativas geram mais de 250 milhões de empregos diretos. Ah, e vale destacar que, se todas as cooperativas do planeta fossem um país, ocupariam a nona posição do ranking das nações mais ricas, segundo nos informa a Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Essa expressividade prova que as cooperativas são competitivas, qualificadas e preparadas para disputar qualquer mercado ao redor do globo. Elas são verdadeiros instrumentos de desenvolvimento socioe c on ôm i c o, c o op e r an d o para a redução da pobreza,
Para piorar o quadro, uma decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu o financiamento de empresas às campanhas de partidos e candidatos. A medida fez parte da reforma eleitoral que já vigorou nas eleições municipais do ano passado e, se não houver outra alteração, também valerá para 2018. De uma eleição para a outra, partidos e candidatos ficaram sem a principal fonte de receita para suas campanhas. Isso leva a crer que, não só pelo governo, mas por si mesmos, os parlamentares tentarão criar novas regras para a captação de recursos. Temos, pela frente, um ano e meio de grandes indecisões. Independente de o presidente Michel Temer ficar ou sair do governo, existem grandes e urgentes problemas a serem solucionados. Se prosperar o “impeachment”, a experiência nos diz que serão meses de incertezas e o país patinará com um governo provisório – como ocorreu entre Dilma e Temer – e em qualquer das hipóteses possíveis, temos pautas inadiáveis das quais dependerá a
Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br
bramos o Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela ACI, da qual o Brasil faz parte. O tema da celebração deste ano é “Cooperativas garantem que ninguém fique para trás”. Ora, não poderia haver mensagem mais pertinente, pois ela evidencia que as empresas cooperativistas têm uma proposta, um modelo de negócios que é realmente inclusivo, baseado na formação de redes que vão além do quadro social e dos cooperados, ou seja, que se expandem para contemplar suas comunidades de uma forma efetiva. É por isso que estamos envolvendo a sociedade na celebração de algo vital para o cooperativismo: o cuidado não só com o cooperado, mas com aqueles que vivem à sua volta. Aqui no Brasil, a c om e m or a ç ã o g an h ou um significado ainda mais especial em 2015, quando decidimos celebrar, também nessa data, os resultados do Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C, uma iniciativa desenvolvida pelas cooperativas brasileiras. O Dia C é um dos diferenciais do cooperativismo nacional. É um programa que estimula as cooperativas brasileiras a se engajarem em causas socioambientais, pautadas na ética, nos valores do cooperativismo e com ampla repercussão transformadora. E os resu lt ados do Dia de Cooperar foram além das no ss as f ronte i r as . Hoj e,
o cooperativismo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos instrumentos capazes de contribuir verdadeiramente com aqueles que lutam para reduzir as desigualdades sociais e proteger o meio ambiente. Aliás, recentemente, em visita ao Brasil a convite do Sistema OCB, o diretor social da ONU, Maxwell Haywood, uma autoridade no assunto, afirmou que as cooperativas não só podem levar a humanidade para um lugar melhor como já estão fazendo isso. Para ele, somos aliados naturais na construção de um mundo mais justo. E de fato estamos fazendo isso. Afinal, os princípios e valores do cooperativismo estão intimamente alinhados ao que a ONU priorizou quando estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os chamados ODS. É por isso que, nós, cooperativistas, trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que precisamos sempre manter um olhar voltado para a cuidado com as pessoas, o meio ambiente e a sustentabilidade dos negócios. Afinal, quem vive o cooperativismo, tem a certeza de que, juntos, somos mais fortes e podemos ir mais longe... sem deixar ninguém para trás! Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB
Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00
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Menos governo
“O Estado é um monstro que, ainda por cima, deseja ser amado”, disse o filósofo Karl Jaspers. A metástase da corrupção no setor público parece dar razão ao filósofo. Ronald Reagan, desanimado com as distorções do Estado em seu país, desabafou dizendo que “o governo é o problema, não a solução”. No Brasil, parece difícil entender que o governo não produz riqueza e não dá nada à sociedade que antes dela não tenha retirado. Não sendo criador de riqueza, o governo não é capaz de forjar um padrão de vida superior ao construído pela diligência do indivíduo, pelas organizações empresariais e pelo trabalho privado. O governo é necessário em suas funções clássicas de defesa nacional, segurança interna, Justiça, educação, saúde e investimento em infraestrutura não atrativa para o capital privado. Porém, quando o governo incha e quer fazer tudo, a eficiência econômica é reduzida e a corrupção é expandida. Se havia alguma dúvida de que a corrupção não tem partido nem ideologia, ela foi sepultada. A redução da corrupção depende do que dizia Roberto Campos: “Em sendo impossível mudar a natureza do pecador, cumpre reduzir as oportunidades de pecado”. Ou seja, é preciso diminuir o tamanho do governo. O problema é que o brasileiro padece de esquisita contradição: protestamos contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos, mas pedimos mais Estado e mais governo. Pesquisas indicam expressivo apoio ao monopólio do petróleo, aprovado na Era Vargas sob o argumento de tratar-se de um setor estratégico. Ora bolas, o petróleo é apenas um combustível, não mais importante que qualquer produto capaz de atender alguma necessidade básica. O petróleo não é mais estratégico que os alimentos. Nem por isso o agronegócio é estatal. A humanidade não é alimentada pelo Estado, mas pela agricultura privada, sob a ação do indivíduo e o trabalho exaustivo das pessoas. Na Revolução Industrial, os dois combustíveis nobres e “estratégicos” eram o carvão e a lenha. Nem por isso os países europeus criaram monopólios estatais desses produtos. Que o governo queira ter uma empresa estatal de petróleo, tudo bem. O que não faz sentido é proibir outras empresas de atuar no setor. Para a autossuficiência de petróleo, nada melhor que atrair capitais privados nacionais e internacionais, o que teria o efeito colateral de obrigar a Petrobras a competir e ser eficiente. Retomo o exemplo do petróleo porque o assunto está na moda, em razão da tragédia na Petrobras. O Estado brasileiro quer se meter em tudo, asfixia o indivíduo e inibe o empreendedorismo. A ânsia estatal de intervir na vida das pessoas é exasperante. Em alguns casos, beira ao ridículo, como a proposta dos vereadores de Juiz de Fora de que os cavalos usem fraldões para não emporcalhar as ruas; ou aquela de Salvador, que proíbe tocar música estrangeira durante o carnaval. O brasileiro é amante do Estado, e privatização é palavra abominada por aqui. Trata-se de um cacoete cultural estimulado por desconhecimento do funcionamento da economia. Adotamos um capitalismo envergonhado, sem ver que os recursos carreados para as empresas estatais são os mesmos que faltam para combater as mazelas sociais. Ademais, o excesso de intervenção estatal na vida das pessoas e das empresas acaba inibindo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e atrasando o desenvolvimento social. *José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo. Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz
Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná
* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Local A-3
TRIBUNA DO VALE
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Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017
Mas tem que ter médico. Não adianta ficar aberta e mandar os pacientes para o PS” Vereador Genivaldo Marques
P anorama Regional Em pé de guerra O caos em que se transformou o Pronto Socorro Municipal está causando revolta na comunidade platinense. O prefeito José da Silva Coelho Neto, o Professor Zezão experimenta uma decadência
B. Francisquini
de popularidade assustadora e nas redes sociais leva pau todo dia. Andam falando até em organizar manifestações de rua, com direito a panelaço em frente à prefeitura e a casa do prefeito.
Coisa de louco Imagine o “brog” “NP Chupado”, isso mesmo, ele chupa matéria da concorrência e nunca dá crédito, vai tão longe que chupou uma matéria de um concorrente que havia usado uma imagem falsa na página. Pois é, o chupado contrabandeia até bebida falsa. Eita! Candidatíssimos Está certo que Marcelo Richa vai se lançar candidato a deputado estadual. O pai, Beto Richa, deve lançar-se ao senado. A Gleisi, senadora, deve sair do cenário nacional e disputar a Assembleia Legislativa. É o que corre nas rodas políticas. Farra das viaturas É um tal de deputado estadual tomar o credito do outro sobre a distribuição de viaturas que dá a impressão que vão sair no tapa. Sem alarde A Prefeitura de Jacarezinho pagou a primeira parcela do 13º salário dos servidores no dia 23 de junho, perfazendo o montante de R$ 1,4 milhão. O prefeito, Dr. Sérgio (Democratas), apesar das dificuldades enfrentadas ano passado, e após medidas drásticas de contenção de despesas, vem conseguindo equilibrar as contas e manter todos os pagamentos rigorosamente em dia. Ontem (dia 30), foi paga a folha do mês de junho, no total de R$ 3,626 milhões. Sem assessoria de imprensa, no entanto, a comunidade não toma conhecimento de muitas conquistas da administração municipal. Menina dos olhos Na próxima semana está prevista a visita do secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, a Jacarezinho. O secretário promete anunciar oficialmente a autorização para licitação das obras do novo Centro Regional de Especialidades Médicas no Município. A obra, orçada em aproximadamente R$ 8 milhões de reais, teve o projeto elaborado pela Prefeitura ainda no primeiro mandato do prefeito Sérgio Faria, e é considerada a "menina dos olhos" da atual gestão, juntamente com a Clínica de Odontologia, em vias de ser inaugurada. Sonho realizado O deputado estadual Luiz Carlos Martins (PSD) finalmente está realizando o sonho de representar Jacarezinho na Assembleia Legislativa do Estado. Exercendo o sexto mandato, aproximou-se do atual prefeito, Dr. Sérgio, ainda durante a campanha eleitoral de 2016. Com a decisão de Pedro Lupion (Democratas) em disputar uma vaga de deputado federal, Martins vem assumindo papel decisivo nas liberações de recursos junto ao governo Beto Richa. Sem festa Jacarezinho não vai mesmo realizar a 28ª edição da Fetexas. Segundo o secretário do Comércio, Indústria e Turismo, Homero Pavan, a Prefeitura irá apoiar a realização do Baile do Texas, nos dias 14 e 15 de julho, e organizar a 41ª Cavalgada Texana, no domingo, dia 16. "Não teremos também as provas de motocross, rodeio, parque de diversões, enfim, apenas a Cavalgada mesmo", conforma-se Pavan. Em compensação, haverá uma ênfase maior na Ficafé - Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná, no mês outubro. Qualidade Paraná Jacarezinho receberá, durante a Ficafé, a final do Concurso de Café Qualidade Paraná, organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB) e Emater. O concurso premiará 20 produtores em quatro categorias, distribuindo cerca de R$ 30 mil em prêmios. Novos ares O engenheiro civil Wagner Bergamaschi assumiu no início do mês de junho a secretaria municipal do Desenvolvimento Urbano de Jacarezinho. Natural de Cambará, Bergamaschi já desempenhou a função na gestão do saudoso deputado estadual e ex-prefeito, Mohamad Ali Hamzé, o Mamede. O engenheiro agrônomo Carlos Alberto Lopes assumiu a secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente. Os dois substituem respectivamente Homero Pavan e José Antônio Costa, que acumulavam as funções interinamente há alguns meses.
População se rebela nas redes sociais e ameaça protestar nas ruas SAÚDEPara piorar, pacientes que precisam de exames têm que ficar na fila de madrugada em frente ao Centro de Especialidades Médicas, todo dia 29 de cada mês Da Redação
A demora exagerada para atendimento médico no Pronto Socorro de Santo Antônio da Platina, que vem ocorrendo há meses, e uma fila descomunal e desumana - já que as pessoas ficam no tempo - em frente ao Centro Municipal de Especialidades Médicas (antigo centro de Hemodiálise) para agendamento de exames, na madrugada de ontem, desencadeou ainda mais a indignação da população contra a administração municipal. Muitos internautas sugerem protestos na prefeitura e na Câmara. É incontável o número de internautas reclamando e xingando o prefeito, vice e secretaria da Saúde. A maioria mostra arrependimento de ter votado neles. Outros se eximem da culpa dizendo que não votaram porque já sabiam que a dupla não daria conta de administrar uma cidade como Santo Antônio da Platina. Em várias postagens nas redes sociais, é nítida a impressão que a “panela de pressão” está prestes a explodir e que o povo está se organizando para protestar na Câmara Municipal de Vereadores e também em frente à prefeitura. Todas as reclamações postadas recebem inúmeros comentários e os xingamentos são dos mais variados. Os internautas não se escondem, pelo contrário: fazem suas queixas, postam fotos e ainda “marcam” o
Platinenses formam fila às 2 horas da madrugada para conseguir exames
prefeito e o vice, para que eles visualizem. A moradora Edna Siqueira deixou seu comentário sob a foto da fila da madrugada, postada por Sérgio Moraes, dizendo que da próxima vez que forem pedir voto na casa dela, jogará água fervente nos políticos. Já Sérgio Moraes, que postou a foto da fila da madrugada para agendamento de exa-
mes, disse que “nosso prefeito deve satisfação à população que deu a ele uma votação maravilhosa, apostando na mudança, mas tudo o que se vê é o contrário”. Regina Ferreira disse o “povo tem que se rebelar”. Paulo Gomes convidou a todos para irem à Câmara Municipal de Vereadores cobrar apoio dos parlamentares. “Basta nos agruparmos”, disse.
Marcelo Mariano comentou que a administração Zezão é “pífia”, e que ele inchou a prefeitura com “puxas-sacos”. Paulo Alves pergunta: “Até Quando”, e questiona se o prefeito Zezão e o vice, já precisaram esperar atendimento médico no Pronto Socorro. Drissa Adriana contou que ficou das 14 às 17 horas com seu filho no Pronto Socorro.
Vereador pede exoneração da secretária Desde que a secretaria municipal da Saúde implantou um arremedo de Protocolo de Manchester para triagem no Pronto Socorro, a vida do platinense doente virou pelo avesso. A presença da polícia na frente da unidade é constante. A prefeitura, ao invés de contratar mais médicos como prometido, contratou segurança (controlador de acesso), para conter a população revoltada. Até o vereador Genivaldo Marques já arrumou confusão no Pronto Socorro na tentativa de fazer “a fila andar”, mas sobrou um processo para ele responder. Na tarde de ontem, o vereador procurou a redação do jornal Tribuna do Vale para dizer que tem sido repetitivo na tribuna da Câmara, semanalmente, ao pedir à prefeitura que resolva o problema da demora no atendimento médico no Pronto Socorro e das filas da madrugada todo dia 29 de cada mês, para conseguir autorização para exames médicos feitos por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi). “Toda sessão falo sobre o problema da saúde em Santo Antônio da Platina. Toda sessão peço ao prefeito que exonere a secretária munici-
Luiz Guilherme Bannwart
Vereador Genivaldo Marques sugere que UBSs fiquem abertas até às 23 horas
pal da Saúde, Ana Cristina Micó, que não consegue organizar o atendimento”, contou. Genivaldo e o vereador Luiz Flavio Maiorky já se reuniram com o prefeito.
“Ele disse que ia contratar mais médicos, mas até agora, nada o que sabemos é que perdemos mais um médico”, disse.G enivaldo suger iu como forma de aliviar o fluxo do Pronto Socorro, que
algumas Unidades Básicas de Saúde fiquem abertas até às 23 horas para atender pacientes. “Mas tem que ter médico. Não adianta ficar aberta e mandar os pacientes para o PS”, comentou.
A-4 Geral
TRIBUNA DO VALE
Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017
Senac promove exposiçãode maquetes dos setores organizacionais ENSINOTemas abordados destacam a importância do planejamento empresarial Antônio de Picolli
Estudantes abordaram os temas: mapas de risco, ação motivacional das empresas Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale
O curso de aprendizagem comercial em serviços administrativos, realizado pelo Senac, composto por 19 alunos, promoveu n a t a r d e d e o nt e m , 3 0 , uma exposição de quatro maquetes referentes aos s e t o r e s a d m i n i s t r at i v o s das empresas. O trabalho que faz parte do Projeto Integrador teve como temas abordados: mapas de risco, ação motivacional das empresas, competência de cada setor administrativo e cotidiano ideal nas empresas. Segundo o professor Leandro Martin, a criação das maquetes teve por finalidade aprender de for m a d i n âm i c a a c om petência de cada setor
dentro de uma empresa, ressaltando a importância do bom atendimento, de u m ambi e nte i d e a l p ar a trabalho e os riscos dentro da empresa (como trabalho repetitivo). Os alunos que abordaram o tema referente aos mapas de risco, detalham a importância da conscientização para garantia de um ambiente empresarial seguro. O estudante Rafael Ir a d e, p or e xe mpl o, c o menta que as empresas que não tem um mapa de risco, não são 100% seguras. Um dos riscos mais comuns é o ergonômico – que são quaisquer circunstâncias de trabalho que, por motivos psicológicos ou fisiológicos causem desconforto ao trabalhador. Is s o i n c lu i d e s d e u m trabalho realizado em uma
posição inadequada, como jornadas muito longas, monotonia e repetitividade nas atividades executadas, ou situações de alto nível de estresse mental. “O trabalhador que não estiver num bom posicionamento (cadeira, tela do computador e entre outros) pode desenvolver dores a longo prazo. As linhas de produção, por exemplo, que fazem movimentos repetitivos estão sujeitas a esse risco, por isso, se recomenda a ginastica laboral como uma alternativa”, explicou. Já o estudante Gabriel Machado detalhou a importância de um estoque b em organizado, p ois, é ele que vai garantir que o produto esteja fácil de localização, como em empresas grandes que trabalham c om u m a i n f i n i d a d e d e
Antônio de Picolli
Alunos desenvolveram maquetes para o Projeto Integrador do Senac
produtos. “Um estoque que n ã o é org an i z a d o a c ab a perdendo a venda e muitas vezes perde o cliente para os concorrentes. Estoque envolve também a expedição (retirada de produtos) p or t anto o b om ate nd i mento também é válido”, disse. Segundo o aluno Lucas Lu i z o g r up o promove u uma pesquisa dentro do Senac sobre atendimento no comércio plat inens e, e ap ontou que, cerca de 90% dos entrevistados já foram mal atendidos em algum estabelecimento comercial e não voltaram p ara f re quent ar o lo c a l. Portanto, o grupo estudou a importância do bom atendimento e marketing empresarial. “Nossa equipe buscou mostrar o quanto é i mp or t ant e o re l a c i o -
namento com o cliente e desta forma, idealizamos também trazer para nossa re g i ã o u m c omé rc i o d i ferenciado com comidas típicas”, comentou. E foi pensando no conforto e motivação para os funcionários, que o aluno Renato Junior e sua equipe idealizaram um projeto de escritório que dispõe de área de lazer. “Nossa ideia foi criar um espaço de lazer para o trabalhador baixar o nível de estresse ou descansar durante os 15 minutos de café. A área pode ser utilizada também pelo clientes, para aguardar atendimento no caso”, pontuou. Projeto Integrador O Projeto Integrador é uma Unidade Curricular de Natureza Diferenciada, bas e ada na meto dologia de ação e reflexão, que se
constitui na proposição de situações desafiadoras a serem cumpridas p e l o a lu n o. O proj e t o propi c i a a ar t i c u l a ç ã o das comp etências previstas no perfil profissional de conclusão do curso, pois apresentam ao aluno situações que estimulam o seu desenvolv i m e nto prof i s s i on a l ao ter que decidir, opinar e debater com o grupo a resolução de problemas a partir do tema gerador. “O Senac além de qualificar s eus aprendizes prep ara eles para a vida. A empres a s e mpre ofe re c e e s s a s condições de utilizar dife re n c i a d o s mé to d o s d e re c u r s o s d i d át i c o s p a r a trabalhar com os alunos de uma forma interativa”, enalteceu o professor Leandro Martin.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
METODOLOGIA
Aluno de universidade estadual Fórum de Controle do TCE contribui custa R$ 9 mil aos contribuintes para qualificar a gestão pública AEN
Embora considere que a auditoria que está sendo iniciada nas universidades estaduais será a oportunidade de apurar com exatidão os verdadeiros gastos dessas instituições e a contribuição efetiva que elas oferecem à sociedade, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) esclareceu, nesta sexta-feira (30 de julho), a metodologia que foi utilizada para apontar o custo preliminar por aluno. Esse cálculo apontou que um aluno formado por essas instituições de ensino superior custa, em média, em torno de R$ 9 mil mensais. Segundo o coordenador-geral de Fiscalização do TCE-PR, Mauro Munhoz, o cálculo tem como base o orçamento das universidades, considerando-se os gastos com as funções orçamentária e de ensino, sem os custos dos hospitais universitários. Apurou-se o custo mensal por aluno formado nos cur-
sos regulares, de ensino a distância e de pós-graduação, tendo por base os valores liquidados em 2016. “Os dados consideram a saída dos alunos formados, não os matriculados. A formação é o resultado final do processo, quando a sociedade recebe um novo profissional para atuar no mercado de trabalho”, explicou Munhoz. Ele adianta que as ações rotineiras de fiscalização do TCE-PR vêm apontando uma grande evasão em diversos cursos, o que pode ser um dos fatores que elevam o custo por aluno. “Temos informações de que há cursos que são iniciados com turmas de 40 ou mais alunos, mas concluídos por cinco ou até dois alunos, embora continuem dispondo de toda a infraestrutura inicial”, acrescentou. O coordenador-geral de Fiscalização enfatiza que o objetivo da auditoria é apurar a eficiência do gasto público nas universidades estaduais. “Nessa auditoria, o TCE-PR
não questiona a autonomia das universidades dentro de seu orçamento. O que precisamos saber é se os números retirados do orçamento das universidades sobre o custo do aluno formado são verdadeiros e se as pesquisas executadas pelas instituições apresentaram resultados efetivos para a comunidade. Enfim, se o dinheiro público está sendo bem empregado.” Executada por seis servidores, de três unidades do TCE-PR, a auditoria será iniciada nesta segunda-feira (3 de julho). O prazo final de entrega do relatório da auditoria é o dia 19 de dezembro. Os trabalhos serão realizados na Universidade Estadual de Londrina (UEL), na Universidade Estadual de Maringá (UEM), na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro) e na Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
Da Assessoria
Com palestra do ministro do Superior Tribunal de Justiça Sérgio Kukina, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná encerrou, na tarde desta quinta-feira (29 de junho), seu 2º Fórum de Controle Externo. Durante dois dias, o evento debateu os principais temas da administração pública: licitações e contratos, contabilidade e orçamento, auditoria, transferência voluntária de recursos, controle interno, transparência e controle social, atos de pessoal e obras. “Atingimos o objetivo de melhorar a qualificação técnica da administração pública no Paraná, para que o dinheiro seja aplicado cada vez com mais eficácia, em benefício do cidadão”, afirmou o presidente do TCE-PR, conselheiro Durval Amaral. “Nossa preocupação é cada vez mais agir preventivamente, com a modernização dos métodos de auditoria e das ferramentas de tecnologia da informação, que já nos permitem acompanhar simultaneamente os atos de gestão dos órgãos que fiscalizamos.” O presidente destacou o alto nível técnico dos mais de 50 palestrantes – metade deles membros ou servidores do próprio Tribunal. E também a participação de cidadãos e entidades que atuam no controle social do gasto público. Com o tema O Tribunal de Contas do
Paraná e a Sociedade, o fórum teve módulos específicos voltados à transparência e à governança na administração pública. Evento que marca os 70 anos de atuação do TCE-PR, o 2º Fórum de Controle Externo foi realizado no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba. No total, aproximadamente 2.500 pessoas se inscreveram gratuitamente para participar dos painéis, palestras e oficinas. Além de servidores e gestores, o público do evento foi formado por profissionais e estudantes de diversas áreas, e também integrantes de entidades sociais. CPC e improbidade administrativa Na palestra de encerramento do fórum, o ministro do STJ Sérgio Kukina abordou a jurisprudência daquele corte em temas de interesse dos tribunais de contas. Paranaense, com atuação no Ministério Público estadual, Kukina atua no STJ desde fevereiro de 2013. Ele traçou paralelos entre a atuação administrativa dos tribunais de contas e o Poder Judiciário, a partir especialmente da vigência da Lei 8.429/1992, que define as sanções para o crime de improbidade administrativa, e do novo Código de Processo Civil, em vigor desde março de 2015. O ministro do STJ apontou implicações do novo CPC nos processos administrativos julgados pelos TCs. Na sua visão,
uma das principais propostas do código é uniformizar a interpretação da lei nas diferentes esferas – incluindo a administrativa, na qual atuam os TCs – a partir do entendimento dos tribunais superiores: O STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF). “Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência, mantendo-a estável e íntegra”, afirmou o ministro do STJ. “Com isso, os jurisdicionados ganham mais segurança nas suas relações civis”, completou. Kukina também apontou que, a partir do trabalho técnico de fiscalização, zelando pelos princípios norteadores da administração pública, os tribunais de contas recebem uma atenção crescente da população. Sem fazer juízo de valor do caso, lembrou que o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi embasado principalmente no trabalho realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Antes de iniciar sua palestra, Kukina recebeu a escultura com a logomarca dos 70 anos do TCE-PR. A homenagem, acompanhada do certificado de participação, lhe foi entregue por quatro conselheiros: Durval, Artagão de Mattos Leão, Ivan Bonilha e Ivens Linhares. Outro paranaense e também ministro do STJ, Joel Paciornik, fez a conferência de abertura do 2º Fórum de Controle Externo, na quinta-feira (28).
Cidades A-5
TRIBUNA DO VALE
Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017
Motorista que matou quatro da mesma família é condenado a 12 anos de prisão
EMBRIAGADOPedro Henrique Negrini dirigia com faróis apagados durante a noite e invadiu a pista contrária provocando a tragédia, em 2010 Antônio de Picolli
Parentes das vítimas se emocionaram assim que o juiz leu a sentença Luiz Guilherme Bannwart
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Joaquim Távora condenou na tarde ontem, 30, o réu Pedro Henrique Bueno Negrini, 26, a pena de 12 anos e s eis mes es de reclusão, inicialmente em regime fechado, pela morte de quatro pessoas da mesma família, todos de Arapoti, em consequência de um grave acidente automobilístico provocado pelo acusado, na noite do dia 23 de maio de 2010, na PR- 0 9 2 , e m Jo a qu i m Távora. Segundo as invest igaçõ es, Neg r ini est ava bêbado, dirigia como os faróis apagados e invadiu a pista contrária ocasionando a colisão frontal. De acordo com o promotor de Justiça Fabrício Muniz Sabag, o réu assumiu o risco de matar, razão pela
qual pediu sua condenação aos jurados pelo crime de homicídio doloso. Já a defesa, representada pela advogada Marilza Siqueira Ferreira Mattiolli, defendeu a tese de homicídio simples alegando que seu cliente não teve a intenção de provocar a tragédia. A advogada argumentou que o acidente foi uma fat a lid ade, e apres entou elementos da investigação para convencer os jurados que o motorista Luiz Raizel Tesser, que perdeu a vida com a família, poderia ter evitado a colisão frontal no quilômetro 302 da rodovia estadual. Conforme a defensora, o laudo da Polícia Rodoviária Estadual (PRF) indicou que o carro guiado por Tesser freou por aproximadamente 20 metros, sugerindo que o condutor p o deria ter desviado do veículo que invadiu a sua
Antônio de Picolli
Momento que Pedro Henrique Negrini chegava na cadeia após condenação
pista, e desta forma, quem sabe, evitado a própria morte e de seus parentes. Após oito horas e meia de julgamento, o juiz Marco Antônio Venâncio de Mello leu a sentença que condenou o réu e determinou sua prisão imediata. Negrini, que desde 2010 aguardava pelo julgamento em liberdade, deixou o Tribunal do Júri em uma viatura da Polícia Militar em direção à Cadeia Pública de Joaquim Távora. A defesa classificou o resultado do julgamento como arbitrário, e informou que irá recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Justiça feita Aprox i m a d ame nte 1 5 parentes das vítimas acompanharam o julgamento de Pedro Henrique Bueno Negrini no Fórum de Joaquim Távora nesta sexta-feira, 30.
MAIS CARA
Os pais do motorista Luiz Raizel Tesser, que além do filho perderam a nora, uma neta e um parente do casal
“
Esperamos esse momento por mais de sete anos, e finalmente a pessoa que destruiu a nossa família finalmente irá pagar pelo crime que cometeu. A Justiça foi feita!”
no acidente automobilístico comentaram a decisão da Justiça. “Esperamos esse
momento por mais de sete anos, e finalmente a pessoa que destruiu a nossa família finalmente irá pagar pelo crime que cometeu. A Justiça foi feita!”, disse o agricultor Jurandir Luiz Alves Tesser, 66 anos. “O resultado do julgamento não irá trazer de volta os nossos entes queridos, mas poderá contribuir de alguma forma para que outras tragédias iguais não se repitam”, avaliou Cleide Braizer Tesser, 56 anos. A esposa do passageiro Amilton Sérgio Pina, que t amb ém mor reu no acidente, também comentou a sentença. “É triste ver a família desse jovem (réu) se desesperar por vê-lo indo para a cadeia, mas eles poderão visitá-lo sempre que sentir saudades, diferentemente de todos nós que aqui estamos”, disse emocionada a dona de casa Margarete
Petrosk. Relembre o caso Na noite do dia 23 de maio de 2010, o motorista Luiz Raizel Tesser, à época com 24 anos, sua esposa Ana Paula Mathias, 22, a filha do casal, Maria Eduarda Mathias Tesser, 4, e Amilton Sérgio Pina, 52, retornavam de Ourinhos (SP), onde haviam visitado parentes, para Arapoti. Por volta das 23h30, o Ford Fiesta conduzido por Pedro Henrique Bueno Negrini invadiu a pista contrária com os faróis apagados e bateu de frente com o VW Parati em que viajava a família. O único sobrevivente da colisão foi o motorista que provocou o acidente. Após a tragédia, todos os anos, no dia 23 maio, p a re nt e s f i x a r a m f a i x a s com imagens das vítimas no local da tragédia cobrando as autoridades por Justiça.
OSCILAÇÃO
Bandeira tarifária nas contas de Reajustes de preços da energia de julho será amarela gasolina podem ser diários, anuncia Petrobras Antônio de Picolli
BEM PARANÁ
A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de energia em julho será amarela, o que significa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o fator que determinou o acionamento da bandeira amarela foi o aumento do custo de geração de energia elétrica. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração. Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. Neste ano, as contas de luz já tiveram bandeira vermelha,
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Bandeira amarela significa acréscimo no valor a ser pago
nos meses de abril e maio, e em junho a bandeira ficou verde. A Aneel já disse que deverá revisar no ano que vem a metodologia que define o acionamento das bandeiras tarifárias, para evitar mudanças bruscas
de um mês para o outro. Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente da energia elétrica.
A Petrobras anunciou ontem, (30) mudanças na sua política de reajuste dos preços da gasolina e do diesel comercializados em suas refinarias em todo o país. Os reajustes poderão, a partir da próxima segunda-feira (3), ocorrer em menor espaço de tempo, com a possibilidade de ser até diários, dependendo das oscilações do preço do produto no mercado externo. A revisão da política de preços da estatal foi aprovada quinta-feira (29), pela Diretoria Executiva e comunicada hoje à imprensa e ao mercado pelos diretores de Finanças e Relacionamento com os Investidores, Ivan Monteiro, e de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino. “Com as alterações, a partir de segunda-feira (3), a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (-7% a
+7%), respeitando a margem estabelecida pelo Gemp (Grupo Executivo de Mercado e Preços)”, informou a diretoria. Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo grupo, composto pelo presidente da estatal Pedro Parente e pelos diretores executivos de Refino e Gás Natural e Financeiro e de Relacionamento com Investidores Na avaliação do diretor Ivan Monteiro, a mudança “representa um novo marco na politica de preços da companhia ao dar maior liberdade e margem de ação à área comercial, que terá liberdade para praticar [para cima ou para baixo] reajustes até mesmo diariamente”.A avaliação do diretor da Área de Refino e Gás natural, Jorge Celestino, “os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro do ano passado, não vinham sendo suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados no mercado externo”. No entendimento da diretoria da estatal, “com a revisão anunciada, a nova política
de preços aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará à companhia competir de maneira mais ágil e eficiente, recuperando parte do mercado que vinha perdendo para os derivados importados”. Os diretores fizeram questão de ressaltar que, com as alterações, “os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, impostos (PIS, Cofins e ICMS) e o nível de participação no mercado”. No último reajuste anunciado pela Petrobras, ainda na vigência da atual política, feito no dia 14, o diesel subiu 5,8% e a gasolina 2,3%. Os diretores anunciaram, ainda, que os reajustes futuros no preço dos combustíveis passarão a ser divulgados pela internet, no site da companhia (www.petrobras.com.br/precosdistribuidoras) e nos canais internos de comunicação aos clientes.
A-6 Geral
TRIBUNA DO VALE
Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017
Paraná deverá colher 39,1 mi de toneladas de grãos na safra 2017 AGRICULTURAO secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara diz que esse volume de produção da safra paranaense é resultado da integração do setor público e privado AEN
Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura, aponta que a safra 2017, somada a de verão/outono, está estimada em 39,1 milhões de toneladas, cerca de 26,1% superior a obtida na mesma temporada em 2016. A colheita de feijão segunda safra caminha para o final com repercussão na qualidade devido ao excesso de chuvas no início do mês de junho. A de milho, também segunda safra, está iniciando, devendo intensificar-se com a melhora das condições climáticas dos últimos dias e ao
longo do mês de julho. O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, diz que esse volume de produção da safra paranaense é resultado da integração do setor público e privado, da dedicação dos produtores rurais, da vocação associativista e cooperativista, mais o processo de capacitação constante de técnicos e produtores no meio rural paranaense. “Essa é a única forma de se manter na atividade de forma competitiva e sustentável. É o resultado de muito trabalho e dedicação de todos os envolvidos no setor produtivo agropecuário”, afirmou. Área Plantada- O diretor-geral do Deral, Francisco Si-
Francisco Simioni, destaca que não houve incremento de área no Paraná, pois a fronteira agrícola está praticamente esgotada
mioni, destaca que não houve incremento de área no Paraná, pois a fronteira agrícola está pra-
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DEMONSTRATIVO DE DIÁRIAS CONCEDIDAS - MÊS DE JUNHO DE 2017 O Presidente da Câmara Municipal de Guapirama – Estado do Paraná, no uso de suas atribuições, para dar cumprimento a Lei Municipal nº 302/2012, fica publicada a relação de diárias concedidas no mês de junho de 2017. EXTRATO DE PAGAMENTO DE DIÁRIA Concessão de Diária: 04/2017 - Processo Administrativo: 07/2017 Beneficiário: Valdir Folerini Cargo: Vereador Número de Diárias: 02 (duas) Saída: 07/06/2017 Retorno: 09/06/2017 Destino: Curitiba - PR Atividade desenvolvida: “Participar do Curso de Comunicação Legislativa – Escrita, Oratória e Mídias Sociais – da Unipública Escola de Gestão Pública”. Valor: R$ 471,96 (quatrocentos e setenta e um reais e noventa e seis centavos). EXTRATO DE PAGAMENTO DE DIÁRIA Concessão de Diária: 05/2017 - Processo Administrativo: 09/2017 Beneficiário: Emerson Ezequiel Nita Cargo: Contador Saída: 14/06/2017 Retorno: 14/06/2017 Número de Diárias: ½ (meia) Destino: Santo Antonio da Platina - PR Atividade desenvolvida: “Coletar orçamentos para o Processo Administrativo nº 08/2017, referente ao Pregão Presencial nº 01/2017”. Valor: R$ 29,49 (vinte e nove reais e quarenta e nove centavos).
Valdir Folerini Presidente
AEN
ticamente esgotada. Contudo, o uso intensivo de tecnologia tem mostrado resultado e os números da safra são visíveis. Segundo ele, este ano estão sendo alcançadas marcas excelentes em qualidade e produtividade. Exceto o feijão da segunda safra, que sofreu com frio no final de abril e muita chuva na primeira quinzena de junho. A partir de agora, os produtores já começam a movimentar-se para o preparo de solo da safra de verão 2017-2018, que não deve ter grandes alterações em relação a 2016-2017, considerando as tendências de mercado das principais commodities, como o milho e a soja. Simioni alerta ainda que os produtores precisam fazer uma programação bem calibrada para a próxima safra, considerando que o ritmo de comercialização ainda é lento para soja e milho e em aproximadamente 30 dias inicia a colheita de trigo e cereais de inverno da região oeste e, na
sequência, no norte. “Até aqui não ocorreram problemas de armazenagem, mas é preciso estar atento com essa logística nas propriedades e nos armazéns, pois a expectativa é de que a produção paranaense alcance 42,8 milhões de toneladas somadas as três safras, primavera/ verão, verão/outono e a de inverno”, diz Simioni. Feijão - A colheita de feijão da segunda safra já atingiu cerca de 96% dos 237 mil hectares cultivados nesta safra e o restante deverá ser concluído nos próximos dias. MILHO A colheita da segunda safra de milho iniciou-se de forma intensiva na última semana de junho. Devido ao atraso no plantio em decorrência de fatores climáticos, a colheita será também tardia. Nesta semana a colheita é estimada em 4% de uma área total de 2,4 milhões de hectares, informou o técnico do Deral, Edmar Gervásio.
SOJA A produção de soja no Paraná é de 19,6 milhões de toneladas. Volume 19% superior aos 16,5 milhões de toneladas produzidas na safra 2015/16. O clima favorável foi fator determinante para o resultado positivo, segundo o economista chefe da Divisão de Conjuntura Agropecuária e responsável pela cultura de soja do Deral, Marcelo Garrido. A área cultivada foi de 5,25 milhões de hectares, valor levemente inferior à da safra 2015/16, quando foram semeados cerca de 5,28 milhões de hectares, diz Garrido. TRIGO A projeção de área plantada teve poucas alterações neste último mês, estando avaliada em cerca de 970 mil hectares. Confirmada essa estimativa, a redução de área poderá atingir o percentual de 11% frente a área cultivada na safra 2016. A estimativa é de uma colheita de 3,1 milhões de toneladas.
CUSTEIO
Começa na segunda-feira liberação de R$ 190,25 bi para financiamento da safra Das Agências
O agricultor brasileiro poderá contar a partir de segunda-feira (3) com recursos para financiar a próxima safra agrícola. São R$ 190,25 bilhões destinados pelo governo federal a operações de custeio, comercialização e investimento, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018. A expectativa é que mais uma vez o setor do agronegócio contribua para impulsionar a economia do país, com uma colheita que poderá superar 240 milhões de toneladas de grãos. “Mesmo num cenário de dificuldade, o governo reduziu os juros de algumas linhas de crédito para permitir que os agricultores tenham safras capazes de garantir a segurança alimentar do brasileiro e excedentes exportáveis para gerar divisas”, ressalta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Neri Geller, acrescentando que o cenário é bastante otimista para a próxima temporada agrícola.
“Programas como PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), que reduziu os juros a 6,5% ao ano, vão alavancar a retomada dos investimentos em armazenagem. Isso ajudará a amenizar ou resolver o problema de logística e dará condições ao nosso produtor para continuar avançando forte no aumento da produção agrícola no país”, enfatiza Geller. O secretário acredita que o produtor vai, mais uma vez, mostrar firmeza e disposição para fortalecer a atividade agrícola. “E nós, do governo, estamos fazendo nossa parte para dar sustentação tanto do ponto de vista de crédito quanto da ampliação do recurso e da garantia de preço mínimo.” Segundo ele, o apoio ao setor é fundamental porque o agronegócio representa quase metade das exportações e por cerca de 21% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Do montante anunciado em 7 de junho último pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Blairo Maggi, durante solenidade no
Palácio do Planalto, R$ 550 milhões são do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,4 bilhão para apoio à comercialização. Juros O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 reduziu em um ponto percentual ao ano as taxas de juros das linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano, às dos programas voltados à armazenagem e à inovação tecnológica na agricultura. No crédito de custeio e de investimento, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, à exceção do PCA e do Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano. Crédito O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados e R$ 34 bilhões com juros livres. O montante para investimento saltou de R$ 34,05 bilhões para R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12%.
Especial A-7
TRIBUNA DO VALE
Sabado e domingo, 01 e 07 de junho de 2017
Celebração deste sábado é motivo de felicidade para brasileiros COOPERATIVISMODia Internacional do Cooperativismo celebra união, numa mesma confraternização de todos os povos ligados; jeito humano de fazer negócio
Da Asse ssoria da Oc e par
Hoj e, d i a 1 º, o Br as i l estará de mãos dadas a mais d e 1 0 0 p aís es p ar a Qual é a importância do Dia Internacional do Cooperativismo para o setor no Brasil? Essa é uma data de extrema relevância para o cooperativismo global, afinal, dentre os diversos objetivos desse dia está o de nos lembrar quem nós somos, qual o propósito de nossas empresas e c om o p o d e m o s , ju n tos, encontrar a melhor for ma de marcar noss a posição no mercado e na vida de um consumidor cada vez mais antenado e que pauta seu consumo em valores éticos que perpassam pelos aspectos humano e ambiental. Então, o Dia Internacional do Cooperativismo celebra exat amente isso: a união, numa mesma confraternização de to dos os p ovos ligados ao noss o j eito humano de fazer negócio, de gerar renda, de incluir as p e ss o as . A l i ás , qu and o fazemos essa afirmação, é fundamental destacar que o modelo cooperativista alcança cerca de um bilhão de pessoas no planeta. A própria ACI estima que uma em cada sete p essoas no mundo é associada a uma das c o op e r at i v a s pre s e nt e s em mais de 100 países, gerando mais de 250 milhões de empregos. E, no Brasil, os nossos números também s ã o b a s t a nt e e x p r e s s i vos. São mais de 13,2 milhões de cooperados, vinculados a mais de 6,6 mil cooperativas. Somos muitos e se consideramos que há pelo menos mais quatro familiares de um cooperado, ligados à sua at iv id ade co op erat iv ista, somos ainda mais, já que, segundo nossos
c e l e br ar o D i a Int e r n a c i ona l d o C o op e r at iv is mo. A data foi criada p el a A li anç a C o op e r at iv a Inte r n a c i on a l ( AC I ) ,
qu e re nova , anu a lme nte, o mote da celebração. C om i ss o, e m 2 0 1 7 , c e lebr a -s e o f ato d e qu e as cooperativas garantem
qu e ningu é m f iqu e p ar a trás, enquanto trilham o s c am i n h o s d a s u s te n t abi lid a d e s o cio ambi e n tal em seus negócios.
E , aqu i no Br asi l, o D i a Inter nacional do C o op er at iv ismo é c elebr ado de uma forma b em esp ecial: com as iniciativas do Dia
de C oop erar. É o que nos di z o pre si de nte do Sistema O CB, Márcio Lopes d e Fre it a s , e nt re v i st a d o de st a s e mana. sempenhado pelas cooperativas como agentes de transformação de realidades.
O presi d en t e do Si s t em a O cep ar, Már ci o Lo p es d e Fr ei t as
c á l c u l o s , u m qu ar t o d a população brasileira é cooperativista. Vale destacar, ainda, que o número de empregos gerados pelo co op erativismo t amb ém é de impressionar : são mais de 380 mil postos de trabalho. Por isso celebrar o Dia Internacional do C oop er at iv is mo no Br as i l é tão imp or t ante e a dat a ganhou um significado ai n d a m ai s e s p e c i a l e m 2015, quando decidimos celebrar também os resultados do Dia de Cooperar, o nosso Dia C. Portanto, essas duas celebrações são motivo de grande felicidade para nós cooperativistas e brasileiros. O que o Dia C representa para as cooperativas e para o Brasil?
E s t a é u m a p e rg u nt a muito importante. O Dia C é o programa de responsabilidade socioambiental desenvolvido pelas cooperativas brasileiras, com o apoio do Sistema OCB e de suas organizações e s t a du ai s . D i fe re nt e d o que o nome pode sugerir, as ações ocorrem ao longo de todo o ano, e não ap e n a s e m u m d i a . S ã o p r o j e t o s c o nt í nu o s q u e promovem uma verdadeira t ransfor mação s o cia l nas comunidades, como melhorias expressivas no cuidado à saúde, à educação, ao meio ambiente e diversos outros aspectos, dependendo das necessidades específicas de cada localidade. C omo é a celebraç ão do Dia de Cooperar?
C o op e r at iv a s , volu n tários e colaboradores se reúnem em espaços públicos e oferecem serviços gratuitos e ações sociais para as comunidades locais. Cada estado tem uma programação mas, em geral, é um momento de estar perto das pessoas e de transmitir a mensagem de que temos de nos mobilizar e trabalhar por um mundo mais justo e sustentável. Como o próprio tema do Dia Internacional do Cooperativismo diz: as cooperativas garantem que ninguém fique para trás. O Dia C contribui para os ODS da ONU. De que forma isso ocorre? O Dia de Cooperar representa para nós, coo p e r at i v i s t a s , u m c om prom i s s o c om o d e s e n -
volv i me nto su ste nt ável. Nós trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que prec i s am o s s e mpre m ante r um olhar voltado para o jeito humano e ambientalmente responsável de f a z e r n e g ó c i o s . Te n d o isso em mente, o potencial transformador desses projetos do Dia C precisa, então, ser muito bem direcionado às necessidades das comunidades. É justamente por isso que o s O bj e t ivo s d e D e s e n volv imento Sustent ável, ou OD S c omo s ã o mais conhecidos, funcionam c o m o p a r â m e t ro s , p a r a que se tenha metas mais concretas. Afinal, a ideia é que iniciativas como as do Dia C demonstrem, n a pr át i c a , o p ap e l d e -
O Dia C existe desde 2009. O que mudou desde a sua criação? O Dia C é uma ideia que nasceu em 2009, no nosso querido estado de Minas G erais, que nos cedeu o direito de nacionalizá-lo. Iss o o cor reu em 2013. Desde então, nosso trabalho tem sido atuar na sensibilização d a s c o o p e r at i v a s p a r a que desenvolvam ações de longo prazo e não apenas iniciativas pontuais. Claro que tudo que é pensando e realizado tem seu valor, mas considerando o nosso princípio de preocupação com a comunidade, precisamos contribuir de forma perene com a sociedade que está no entorno das cooperativas. Assim, cada um faz a sua parte e todos ganham. Começamos tímidos, mas já temos resultados muito importantes e que mostram a evolução do programa. No ano passado, por exemplo, foram realizadas ações em 777 municípios, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e a expectativa para 2017 é de beneficiar pelo menos um milhão de pessoas com os projetos estruturados do Dia de Cooperar. E, assim, queremos convidar a todos os cooperados do Brasil a estar nas r uas neste s áb ado, mostrando que quando nos unimos, s omos mais for tes, contribuímos muito mais e vamos mais longe, sem deixar ninguém para trás. (Informe OCB)
A RTIGO José Roberto Ricken
Cooperativismo, força de transformação e desenvolvimento A ess ência do co op erativismo é proporcionar condições para que seus cooperados viabilizem suas atividades, alcançando êxito nos mercados em que atuam. O resultado dessa forç a mobi lizadora gera efeitos multiplicadores em toda a sociedade, com melhor distribuição de renda e mais qualidade de vida. Ao ser bem-sucedida na oferta de seus produtos e serviços, uma cooperativa c ont r ibu i p ar a o d es en volvimento econômico e s o c i a l d a s c omu n i d a d e s e m qu e e st á i ns e r i d a . É um processo virtuoso que inclui, agrega e desenvolve. Para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo em 2017, no dia 1º de julho, a Aliança Coope-
rativa Internacional (ACI), em consonância com a Organização das Nações Unidas (ONU), escolheu o tema “Cooperativas garantem que ninguém fique para trás”, uma mensagem clara de que o setor pode ser uma das soluções para o combate às desigualdades sociais do mundo. Os números do coop e r at iv i s m o n o Br a s i l e no Paraná evidenciam o alcance das cooperativas na transformação da realidade econômica e social do país. No Brasil, são mais d e 6 , 6 m i l c o op e r at iv a s filiadas ao Sistema OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras. O setor já conta com 13,2 milhões de associados e gera cerca de 376 mil empregos formais.
O segmento exportou, em 2016, mais de US$ 5 bilhões para 147 países. No Par an á , a s c o op e r at iv a s congregam 1,4 milhão de cooperados, geram 84 mil empregos diretos e tiveram um faturamento de aproximadamente R$ 70 bilhões em 2016. Atualmente, cerca de 3,5 milhões de paranaenses dependem direta ou indiretamente do cooperativismo. Os princípios e valores basilares da f ilosof ia do cooperativismo enfatizam as questões éticas, de sustentabilidade e responsabilidade social, bem como a participação democrática e preocupação com as comunidades. As cooperativas desenvolvem importante papel também na educação
e capacitação de seus cooperados e colaboradores. O S escoop/PR – S er viço Na c i ona l d e Apre nd i z a ge m d o C o op e r at iv ismo tem des emp enhado uma m i s s ã o f u n d a m e nt a l n a formação de milhares de p e s s o a s , u m a re vo lu ç ã o silenciosa que é fator determinante para o crescimento do setor. No Paraná, em 2016, o Sescoop/ PR realizou mais de 7 mil eventos de capacitação que beneficiaram mais de 180 m i l p e s s o a s , av a n ç a n d o na qualificação do quadro social, a exemplo do Programa de Certificação de Conselheiros, bem como no des envolvimento dos instrumentos do Programa de Autogestão do Sistema Cooperativo.
Par a c ome mor ar o 1 º de julho, as cooperativas celebram o Dia de Cooperar – Dia C, iniciativa de estímulo ao voluntariado, promovida em todo o país pelo Sistema OCB. No Paraná, a meta é somar voluntários para que o Dia C tenha mais abrangência a cada ano, beneficiando mais pessoas. No ano passado, 62 cooperativas p a r t i c ip a r a m d a i n i c i a tiva, des envolvendo 88 proj e t o s d e re s p ons abi lidade socioambiental, que envolveram mais de 12 mil voluntários, em 51 municípios. O programa estimula que novos projetos sejam colocados em prática e dá visibilidade às ações socioambientais já existentes promovi-
das nas comunidades em que as cooperativas estão inseridas. Com o Dia C , p o d e mo s c on he c e r o que vem sendo feito em todo o país. De Nor te ao Sul do Brasil, há boas iniciativas e que, muitas vezes, são simples de ser implantadas e não demandam muitos recursos, mas que trazem um resultado p ositivo. É f undament al d e monst r ar à s o c i e d a d e o que é e o que faz o cooperativismo, um setor que por meio da união de forças das pessoas, contribui para a transformação e construção de um mundo m ai s i g u a l it ár i o e ju s t o para todos. José Roberto Ricken Presidente do Sistema Ocepar
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A-8 Especial
TRIBUNA DO VALE
Sabado e domingo, 01 e 02 de julho de 2017 Antônio de Picolli
Sede do Sicredi Norte Sul PR/SP em Santo Antônio da Platina: exemplo de cooperativismo
Sicredi apoia Dia C e beneficia comunidades DIA DO COOPERATIVISMO Dia de Cooperar, celebrado em 1º de julho, busca conscientizar a população sobre cooperativismo por meio da educação Mais uma vez, o Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,5 milhões se associados –, apoia o Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C. A data contempla o programa de responsabilidade social das cooperativas, que realizam projetos de transformação nas comunidades por meio do trabalho voluntário. É por isso que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lançou o slogan “Atitudes simples movem o mun-
do”, como mote das ações a serem realizadas neste ano. No primeiro sábado de julho (1º/7), celebração do Dia Internacional do Cooperativismo, os voluntários contarão com o apoio do Sistema OCB para desenvolver, em âmbito nacional, projetos que promovam a transformação social das comunidades em aspectos de saúde, lazer, educação e cuidado com o meio ambiente. As cooperativas se reunirão em locais públicos para oferecer
exames gratuitos, arrecadar donativos e realizar eventos socioculturais, entre outras atividades para beneficiar a população, principalmente a de baixa renda. Somente em 2016, 1.278 cooperativas dos 13 ramos do cooperativismo existentes no Brasil - incluindo o de cooperativismo de crédito, do qual o Sicredi faz parte -, realizaram 1.180 projetos com a mobilização de mais de 86 mil voluntários. Essas atividades foram realizadas em 777 cida-
diac.somoscooperativismo. coop.br. Todo dia é dia de cooperar O Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, nasceu em 2009, em Minas Gerais, e logo ganhou a adesão de cooperativas de todo o país. Com o apoio do Sistema OCB e de suas Unidades Estaduais, o Dia C é um programa de responsabilidade social, promovido pelas cooperativas brasileiras por meio do voluntariado. Em 2016, o Dia C beneficiou mais de um milhão de pessoas.
Sobre o Sicredi O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,5 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 20 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros.
DIA DO COOPERATIVISMO
Promoção
Poupança Premiada
des espalhadas por todos os estados brasileiros e também no Distrito Federal, beneficiando mais de um milhão de pessoas. Presente em 20 estados e com mais de 20 mil colaboradores, o Sicredi realizará diversas ações, como oficinas sobre gestão financeira, encenação teatral e prestação de serviços à comunidade em geral, sempre com o objetivo de promover a responsabilidade social. Mais informações sobre o Dia C estão disponíveis pelo site
Quando vê poupou, quando vê ganhou.
Sicredi Paranapanema mobiliza 24 cidades com ações do Dia C
Antônio de Picolli
Deposite e concorra a mais de 300 sorteios:
10 sorteios de
R$ 2 mil por semana
Sicredi Paranapanema PR/SP promove 22 ações para arrecadar doações
1 sorteio de
R$ 50 mil por mês
Grande Prêmio Final de
Meio Milhão
Quer realizar seus sonhos? Vamos fazer juntos. Faça uma Poupança Programada e ganhe números da sorte em dobro1.
quandoveganhou.com.br ¹Para ter direito ao número da sorte em dobro é obrigatório que a programação seja feita durante o período da campanha. Título da modalidade incentivo emitido pela Icatu Capitalização S/A, CNPJ/MF nº 74.267.170/0001-73, Processo SUSEP nº 15414.900830/2016-10. A aprovação deste título pela SUSEP não implica, por parte da Autarquia, incentivo ou recomendação à sua aquisição, representando, exclusivamente, sua adequação às normas em vigor. Serviço de Informação ao Cidadão SUSEP: 0800 021 8484 (dias úteis, das 9h30 às 17h) ou www.susep.gov.br. Ouvidoria Icatu Seguros: 0800 286 0047. Promoção válida durante o período de 05/04 a 30/12/2017, para os associados da Central Sicredi PR/SP/RJ. Consulte regulamento completo da promoção e condições de contratação nas unidades de atendimento participantes. Imagens meramente ilustrativas. SAC Sicredi - 0800 724 7220 / Deficientes Auditivos ou de Fala - 0800 724 0525. Ouvidoria Sicredi - 0800 646 2519.
A Sicredi Paranapanema PR/ SP se prepara para as ações sociais do Dia de Cooperar, também conhecido como o Dia C. A ação é uma iniciativa da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) que visa realizar projetos de transformação nas comunidades por meio do trabalho voluntário. O intuito do programa é desenvolver projetos contínuos que visam as ações dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ano, a cooperativa idealiza ações em todos os municípios onde atua. Serão 22 ações para arrecadar doações que contribuam com necessidades de entidades assistenciais das comunidades, uma ação de revitalização da praça no município da Barra do JacaréPR e uma ação de conscientização sobre a importância da doação de sangue, em Cornélio ProcópioPR.A
mobilização em Cornélio Procópio é em prol do Hemocentro do município que atende 20 cidades da região e precisa de banco de sangue constantemente.Será realizada uma passeata de conscientização para chamar atenção para o tema. O movimento acontecerá no centro da cidade, na manhã do dia 01 de julho, com o apoio da imprensa e empresas parceiras da cooperativa. Além da passeata,com o apoio da Policia Militar e Corpo de Bombeiros,acontecerá blitz e panfletagens promovidas pelos bombeiros mirins do município com o objetivo de captar contatos de pessoas interessadas em serem doadoras. Segundo a Assessora de Programas Sociais da Sicredi Paranapanema PR/SP, Diana Gimenes, a intenção é despertar o olhar da comunidade para a necessidade da doação de sangue. “Queremos ir além da
informação. Queremos mobilizar toda a comunidade para que essa ação possa ser contínua. Sabemos da importância deste movimento e queremos que mais pessoas também tenham conhecimento e se comprometam e se solidarizem”, concluiu. Todo dia é dia de cooperar O Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, nasceu em 2009, em Minas Gerais, e logo ganhou a adesão de cooperativas de todo o país. Com o apoio do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e de suas Unidades Estaduais, o Dia C é um programa de responsabilidade social, promovido pelas cooperativas brasileiras por meio do voluntariado. A data é uma menção a comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo. Somente em 2016, o Dia C já beneficiou mais de 2,5 milhões de pessoas 1.427 projetos, de 738 municípios brasileiros.
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